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Campanha de Richa à reeleição teve dinheiro de propina, diz delator
Acusado em esquema de corrupção em Londrina fez acordo de delação.
Governador não quis comentar o assunto; PSDB negou as acusações.
Parte da propina supostamente arrecadada por auditores da Receita Estadual em Londrina, no esquema de corrupção, foi usada para financiar a campanha de reeleição do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), afirmou o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, em depoimento prestado dentro de um acordo de delação premiada.
O advogado de Souza, Eduardo Duarte Ferreira, disse que, segundo o cliente, R$ 2 milhões foram arrecadados em fevereiro de 2014 para a campanha do tucano. O governador não quis comentar o assunto. Já o PSDB, partido de Richa, nega as acusações.
Delator disse que R$ 2 mi foram para a campanha
(Foto: Giuliano Gomes/Estadão Conteúdo)
Ainda de acordo com o advogado do delator, Souza afirmou que não teve contato direto com o governador, mas que o pedido da propina para financiar a campanha teria sido feito por Marcio de Albuquerque Lima, chefe da quadrilha na Receita
“Ele não cita textualmente o governador Beto Richa, até porque ele não teve contato, mas o pedido que veio do delegado [como o advogado se refere a Márcio de Albuquerque Lima] era para arrecadação para a campanha do governador Beto Richa”, disse o advogado.
O dinheiro, segundo Souza, teria sido entregue por Lima ao empresário Luiz Abi Antoun, parente do governador. Antoun é acusado, além de ter participação no esquema da Receita, de chefiar esquema de propina envolvendo carros oficiais. Lima foi indicado à chefia da Receita em Londrina por Antoun.
Na campanha pela reeleição, Richa declarou ao TRE ter arrecadado menos do que gastou
As maiores fontes de recursos, conforme a prestação de contas, foram a Direção Nacional do PSDB, com R$ 4.110.000, e a Direção Estadual da legenda, com R$ 3.371.906,40. Na sequência, aparecem doações de empresas e pessoas físicas.
O Ministério Público (MP-PR) confirmou o teor da delação do auditor e afirmou que, agora, os promotores vão aprofundar as investigações com base no depoimento.
“Aquilo que está no acordo é uma das provas que precisam ser confirmadas e corroboradas por outras diligência e outras investigações que já estão em andamento aqui no Gaeco”, ressaltou o promotor Jorge Barreto Costa.
Souza está preso desde 13/1/15, quando foi flagrado pelo Gaeco em um motel em Londrina com uma adolescente de 15 anos. Por esse flagrante, o auditor responde por favorecimento à prostituição de menores.
As investigações destacam ainda que Luiz Antônio de Souza é dono de um patrimônio de R$ 40 milhões registrado em nome de “laranjas”, o que levantou a suspeita de enriquecimento ilícito. O Ministério Público apurou que ele seria dono de fazendas, carros e imóveis de luxo. Ele se comprometeu, dentro do acordo de delação, a devolver R$ 20 milhões aos cofres públicos.
Outro lado
O PSDB afirmou em nota que “refuta de forma veemente as declarações do auditor Luiz Antônio de Souza e informa, ainda, que Luiz Abi Antoun, nunca tratou de arrecadação para a campanha eleitoral”.
O partido ressalta que “todas as doações recebidas na campanha ocorreram dentro da legalidade, sendo registradas e atestadas pelo comitê financeiro”. As contas, diz o PSDB, foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.
O advogado de Luiz Abi Antoun não quis se pronunciar sobre a citação dele na delação e o de Márcio de Albuquerque Lima não foi encontrado.
Operação Publicano
A Operação Publicano foi deflagrada em março. Durante dez meses o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investigou um esquema de corrupção dentro da Receita Estadual em Londrina
Nesse período, os promotores descobriram que auditores fiscais cobravam propina de empresários para não aplicarem multas. Para dar legitimidade ao esquema, os mesmos auditores e outros empresários abriam empresas em nomes de “laranjas” para emitir notas fiscais.
Um organograma foi criado pela promotoria para apontar o funcionamento do esquema. De acordo com o MP-PR, os chefes geralmente eram os mesmos, mas outros integrantes se revezavam nas demais funções.
A Justiça aceitou as denúncias feitas pelo Ministério Público contra 62 pessoas acusadas no caso. O MP-PR denunciou o grupo por corrupção passiva, formação de organização criminosa, falso testemunho, falsidade ideológica e outros fatos criminosos.
Beto Richa sanciona lei que altera previdência dos servidores do Paraná
Votação do projeto na Assembleia gerou conflito entre PM e professores.
Proposta foi sancionada em 30/4/15 e passa a valer após publicação.
Fonte: G1
Beto Richa sancionou lei que altera custeio da
previdência estadual (Foto: Reprodução/RPC)
O governador Beto Richa (PSDB) sancionou na tarde desta quinta-feira (30) o projeto de lei que promove mudanças no custeio da ParanaPrevidência, o regime próprio da Previdência Social dos servidores paranaenses. A proposta foi aprovada em redação final na quarta (29) pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o que motivou protestos de professores e servidores, que terminou em conflito com a Polícia Militar.
O objetivo do projeto é dar fôlego ao caixa da administração estadual, proporcionando economia de R$ 125 milhões por mês. Em janeiro deste ano, a ParanaPrevidência pagava R$ 502.185.821,98 mensais em aposentadorias e pensões nos três fundos que a compõem: o Militar, o Financeiro e o Previdenciário.
Com a sanção, a lei entra em vigor assim que publicada em Diário Oficial, o que deve ocorrer nos próximos dias, segundo o governo.
O projeto
Pela proposta, 33.556 beneficiários com 73 anos ou mais serão transferidos do Fundo Financeiro para o Previdenciário. O Fundo Financeiro é bancado pelo governo estadual. Já o Previdenciário é composto por contribuições dos servidores estaduais. Com essa mudança da origem do custeio, a administração economizaria mensalmente os referidos R$ 125 milhões.
O governo afirma que o Fundo Previdenciário está capitalizado em mais de R$ 8,5 bilhões em investimentos. Afirma que serão preservadas todas as garantias dos funcionários públicos, e que os cálculos atuariais realizados pelos técnicos garantem a solvência do sistema por 29 anos.
Os servidores protestaram alegando que a mudança comprometeria a saúde financeira da ParanaPrevidência, ou seja, faria que, com o tempo, a instituição tivesse mais a pagar do que a receber.
O projeto ainda prevê que o Fundo Previdenciário terá ainda o aporte de R$ 1 bilhão a partir de 2021, com o reinício de repasse ao Estado dos royalties da usina de Itaipu, que garantiria a solvência do sistema por pelo menos 29 anos.
Esta foi a segunda tentativa do governador Beto Richa de aprovar mudanças na ParanaPrevidência. Em fevereiro, ele retirou outro projeto apresentado na Assembleia e fez modificações antes de submetê-lo novamente à votação, após os professores estaduais invadirem o plenário da Assembleia em meio à votação.
Greve
Os professores, que retomaram a greve em 25/4/15, devem permanecer parados pelo menos até 5/5/15, quando haverá uma assembleia da categoria.
De acordo com o presidente do APP-Sindicato, Hermes Leão, até o dia da assembleia serão organizados atos simbólicos como passeatas para manifestar a indignação dos professores em relação à aprovação do projeto da ParanaPrevidência e, principalmente, em relação ao conflito registrado no Centro Cívico.
Conflito
Em 29/4/15, durante quase duas horas, perdurou um clima de tensão no Centro Cívico. Os professores protestavam pelo terceiro dia quando o Batalhão de Choque Polícia Militar (PM) fez uso de bombas de efeito moral, spray de pimenta, jatos d’água, balas de borracha e gás lacrimogênio para evitar a aproximação dos manifestantes que queriam assistir à sessão plenária. Segundo o sindicato dos professores, 230 pessoas ficaram feridas.
A Polícia Civil informou que 13 pessoas foram detidas no confronto. Entre elas professores, servidores de outras categorias e estudantes. A polícia não os considera black blocs. Ainda conforme a polícia, eles portavam pedras, pedaços de pau e barras de ferro. Todos assinaram termo circunstanciado e foram liberados.
Apoio
Em 30/4/15, um ato convocado pelas redes sociais protestou em apoio aos professores que foram vítimas de bombas, balas de borracha e cães da Polícia Militar, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e ao Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná.
Um manifestante acabou preso suspeito de ter agredido um policial da Casa Militar. A polícia ainda não confirmou a identidade do manifestante. Fora esse incidente, não houve outros problemas no local.
A violência e o abandono de cães e gatos estão prestes a serem criminalizados no Brasil.
Matar cachorro ou gato, promover luta entre cães, ou expor a perigo de vida esses animais poderá dar longos anos de cadeia.
A morte dos bichinhos poderá render ao condenado de 1 a 3 anos de detenção.
Mas pode aumentar para entre 8 e 10 anos na hipótese da morte ter sido cometida com emprego de veneno, fogo, asfixia, espancamento, arrastamento, tortura ou outro meio cruel.
Haverá pena também para quem abandonar cães e gatos: de 3 meses a 1 ano.
Atualmente, a legislação pune com detenção de 3 meses a 1 ano quem comete maus-tratos, fere, ou mutila qualquer tipo de animal.
Já para agressão a cachorro e gato, hoje não há tipo penal específico.
O projeto de lei do deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) que altera as penalidades dos crimes foi aprovado pelo plenário da Câmara nesta quarta-feira (29).
A matéria passou na forma de emenda substitutiva do deputado Lincoln Portela (PR-MG),
Todos os partidos orientaram seus deputados a votar pela aprovação da proposta. Para virar lei, o projeto terá de ser votado no Senado.
Para Ricardo Tripoli, autor do projeto, cães e gatos estão inseridos no convívio humano e por isso são de responsabilidade da sociedade.
“São seres indefesos, dependentes do homem, posto que não mais se inserem nos ecossistemas, no meio ambiente natural. Tal condição impõe ao homem o dever de tutelá-los e protegê-los”, afirma o deputado.
Para virar lei, a proposta tem que ser aprovada pelo Senado.
Idosa cuida de 100 gatos após morte da filha e separação: ‘São minha vida’
‘Falam que sou acumuladora de bicho, mas não os deixo’, diz aposentada.
Moradora de Tatuí (SP) tem 68 anos; animais vivem em cômodos da casa.
Aposentada dá ração a gatos que vivem nos fundos da casa (Foto: Caio Gomes Silveira/G1)
A aposentada Rose Morini, de 68 anos, começou a cuidar de gatos depois que, em menos de cinco anos, o casamento de três décadas terminou e a única filha, de 23 anos na época, morreu vítima de um enfarto. Após os traumas pessoais, ela decidiu adotar animais abandonados dentro da casa onde vive em Tatuí (SP) e hoje, 15 anos depois, totaliza 100 bichos espalhados pelo local. “São minha vida. Uso toda minha energia e gasto tudo o que tenho com eles. Faço por amor”, afirma.
A idosa faz carinho no gato Negão que teria salvo a
vida da aposentada (Foto: Caio Gomes Silveira/G1)
Os animais habitam todos os cômodos da casa. Vivem e dormem no quarto da idosa, além da cozinha e até no banheiro. Sobem em qualquer móvel, desde a própria cama da dona até a pia da cozinha. O local com o maior número de gatos é o quintal. Devido a tantos animais dentro de uma só casa, uma das maiores dificuldades é a limpeza.
“Os gatos fazem as necessidades em baldes forrados por papel de jornal. Mesmo assim limpo a casa desde a hora que acordo até dormir. As pessoas me dizem que sou uma acumuladora de bichos, que sofro cuidando deles porque quero. Mas não saio à procura deles nas ruas, pois muita gente sabe que cuido, então, jogam eles em frente de casa. Tenho só duas opções: ou trazer para dentro ou deixá-los para morrer, mas não os deixo”, reflete.
Amarrei uma corda no teto do corredor […] quando estava a poucos instantes de empurrar a cadeira, um gato cego veio atrás de mim e começou a puxar minha saia, me impedido. Foi como se ele dissesse: ‘Sua covarde, se você for embora, quem vai cuidar de nós?”
Rose Morine, idosa que cuida de 100 gatos
A idosa ressalta que o amor pelos gatos é a única coisa capaz de superar a depressão. Ela conta até que já pensou em se suicidar e foi impedida por um dos animais.
“Era um dia muito triste. Era festa de Ano Novo de 2012. Eu estava sozinha em casa enquanto todas as outras pessoas estavam com suas famílias. Durante a queima de fogos eu amarrei uma corda no teto do corredor. Pensei ‘ninguém vai se importar se eu for, pois ninguém se lembrará de mim.’ Mas enquanto pensava em besteiras, um gato cego veio atrás de mim e começou a puxar minha saia, me impedindo. Foi como se ele dissesse: ‘Sua covarde, se você for embora, quem vai cuidar de nós?’, descreve.
O gato que teria salvado a vida dela é chamado de Negão. Além dele, muitos bichos têm nomes dados por aparências físicas ou pela personalidade. Assim como o Hitler e o Morto, que são bravo e calmo, respectivamente, segundo ela. Os mais antigos estão há mais de dez anos com a idosa. Todos são cadastrados e passam por veterinários para evitar doenças. Ainda segundo a aposentada, mesmo querendo parar de pegar os animais que são abandonados, eles não param de chegar: Só em abril foram mais nove.
A ajuda vem só de algumas vizinhas e de outros apaixonados pelos animais, diz Rose. Mas o auxílio não é suficiente: com gastos mensais que chegam a R$ 1 mil e benefício da aposentadoria de um salário mínimo de R$ 788, a solução, às vezes, é vender o que tem dentro de casa, conta a idosa.
“Vendo desde roupa, cobertor e até aspirador de pó. Às vezes ganho algumas coisas das vizinhas também. Todo mês é uma luta para dar conta de tudo: ração, produtos de limpeza, remédios, comida. Mas no fim eu consigo. Tudo o que queria atualmente eram três dias de folga, só para dormir até tarde. Mas não consigo. E pensar que o primeiro gato que tive eu roubei quando tinha 8 anos. Acho que, de raiva, jogaram uma praga para que eu tivesse um monte deles (risos)”, conta.
Aposentada dorme com alguns dos mais de 20 gatos que vivem no quarto (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)
Idosa passa os dias fazendo carinho nos 100 gatos que possui (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)
Dono e cão têm conexão parecida com a de mãe de filho, diz estudo
Troca de olhares entre o cão e seu dono aumenta nível de hormônio.
Pesquisadores documentaram interações entre cães e donos.
O vínculo especial que existe entre o homem e seu melhor amigo, o cachorro, é construído em um processo hormonal ativado quando se olham, que funciona de maneira semelhante ao que se dá entre mãe e filho, apontou um estudo publicado nesta quinta-feira (16) pela revista “Science”.
Uma equipe, liderada por Miho Nagasawa, da universidade japonesa Azabu, comprovou como o olhar entre o cachorro e seu dono dispara nos dois os níveis de ocitocina no cérebro, hormônio relacionado a padrões sexuais e a conduta paternal e maternal.
A ocitocina atua também como neurotransmissor no cérebro e tem um papel importante no reconhecimento e estabelecimento de vínculos sociais, assim como na formação de relações de confiança entre as pessoas.
Para realizar esta pesquisa, os cientistas puseram vários cachorros com seus donos em um quarto e documentaram cada interação entre eles durante 30 minutos.
Depois, mediram os níveis de ocitocina tanto na urina dos cães como na de seus donos e descobriram que o contato visual constante entre eles elevou os níveis do hormônio nos cérebros de ambos.
Ocitocina no focinho
Em um segundo experimento, os pesquisadores passaram ocitocina nos focinhos de alguns cachorros e os colocaram em um quarto com seus donos e alguns desconhecidos.
Os animais responderam aumentando o tempo que olhavam para seus donos e, após meia hora os níveis de ocitocina cresceram nos donos dos cachorros tratados.
Como os lobos não tiveram esta mesma resposta, mesmo quando foram criados por humanos, os pesquisadores sugerem que este mecanismo de conexão entre o homem e o cachorro tenha surgido durante o processo de domesticação destes animais.
“O mesmo mecanismo de conexão, baseado no aumento da ocitocina ao se olharem, que fortalece os laços emocionais entre mães e seus filhos, ajuda a regular também o vínculo entre os cachorros e seus donos”, concluiu a pesquisa.
Atos anti-Dilma reúnem 700 mil em 24 estados e no DF, segundo a polícia
Ao menos 218 cidades do país registraram protestos.
Número de manifestantes é menor do que no dia 15 de março.
Manifestantes fizeram protestos contra o governo de Dilma Rousseff e contra a corrupção em mais de 200 cidades em 24 estados e no DF
Os números de manifestantes foram menores do que nos atos de 15 de março.
Há pouco mais de um mês protestaram em 252 cidades de todos os estados do país e no DF.
Em São Paulo, o cofundador do Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri, comentou a baixa nas estimativas de público: “Ainda que tenha tido menos pessoas, para a gente, é mais importante fazer protestos localizados do que reunir todo mundo em um só lugar”.
As palavras de ordem de hoje foram as mesmas do último grande protesto: contra a corrupção, o governo e o PT. Mas desta vez todos os principais movimentos, entre eles o Vem Pra Rua, pediram a saída da presidente Dilma Rousseff. Em 15 de março, nem todos falavam em impeachment.
“Nós não éramos a favor [do impeachment] naquele momento porque não achávamos que havia argumento jurídico suficiente ainda. […] De lá para cá várias teorias jurídicas novas surgiram, inclusive algumas usando a ação de crime comum para investigação da presidente”, disse Rogerio Chequer, representante do Vem Pra Rua em São Paulo, ao jornal “Valor Econômico”.
Também foram registrados atos em outros países, como na Alemanha, Irlanda e em Portugal.
Ao longo de todo o dia, ao menos 218 cidades registraram atos contra Dilma e a corrupção em 24 estados e no DF.
Veja como foram os protestos em cada estado:
Manifestantes pedem o impeachment da presidente
(Foto: Aline Nascimento/ G1)
ACRE
PARTICIPANTES: 250, segundo a polícia; 400, segundo os organizadores.
(ATO DE 15/3: 5 mil, segundo a polícia e os organizadores.)
COMO FOI: A concentração ocorreu em frente ao Palácio Rio Branco, em Rio Branco. Depois de percorrer as principais ruas do Centro, os manifestantes voltaram para a frente do Palácio e cantaram o hino nacional. O ato terminou às 17h10 (19h10 horário de Brasília).
Manifestantes na Orla de Maceió
(Foto: Lucas Leite/G1)
ALAGOAS
Capital
PARTICIPANTES: 6 mil, segundo a polícia; 10 mil, segundo os organizadores.
(ATO DE 15/3: 10 mil, segundo a polícia e organizadores.)
COMO FOI: Manifestantes saíram em caminhada em Maceió, da Jatiúca à Ponta Verde, para protestar contra a corrupção no país. O ato é organizado pelo Movimento Brasil Livre. Com apoio de um trio elétrico, um dos integrantes discursou contra os altos preços, a inflação e a taxa de desemprego.
Interior
Manifestantes fizeram uma caminhada em Arapiraca, município do Agreste de Alagoas. Há 60 participantes, segundo a polícia; e 150, segundo organizadores. “Nosso ato é simplesmente contra a corrupção nesse país. Fora, Dilma. Fora, PT. Nós queremos um governo honesto, mas de forma nenhuma defendemos a intervenção militar”, disse Tarcisio Menezes, do Movimento Brasil Livre.
Sob chuva, manifestantes se reuniram no Centro
de Manaus (Foto: Sérgio Rodrigues/G1 AM)
AMAZONAS
PARTICIPANTES: 900, segundo a polícia e os organizadores.
(ATO EM 15/3: 13 mil, segundo a polícia; 150 mil, segundo organizadores.)
COMO FOI: A concentração foi na Praça do Congresso, em Manaus. Uma caminhada teve início cerca de uma hora depois. Segundo a organização do momento, a chuva que atingiu a capital no início do dia pode ter influenciado na baixa adesão ao movimento na capital. Cerca de 340 policiais acompanharam o deslocamento dos manifestantes, que foi encerrado às 14h20.
Protesto em Salvador (Foto: Ruan Melo/G1)
BAHIA
Capital
PARTICIPANTES: 4 mil, segundo a polícia; 10 mil, segundo os manifestantes.
(ATO EM 15/3: 11 mil, segundo a polícia; 23 mil, segundo organizadores.)
COMO FOI: As pessoas se reuniram no Farol da Barra, em Salvador, às 9h. Com a chegada de um novo grupo, que saiu do Porto da Barra, foi iniciada caminhada em direção ao Cristo, onde o protesto chegou pouco antes das 12h, sob chuva.
O ato reuniu entidades como o Sindicato dos Médicos da Bahia, Associação dos Delegados da Polícia Federal, Associação dos Profissionais dos Correios, entre outras.
Um dos principais opositores do governo do Congresso Nacional, o deputado federal Antônio Imbassahy, do PSDB, participou da manifestação. “Como o governo não toma nenhuma atitude contra a corrupção, essa é a forma que o povo tem de reagir”, disse.
Interior
As cidades que tiveram protestos foram: Teixeira de Freitas, Eunápolis, Ilhéus e Itabuna, Vitória da Conquista e Feira de Santana. Em Feira, a segunda maior cidade baiana, a manifestação reuniu 500 pessoas, em números da Polícia Militar e da organização.
Protesto na Praça Portugal, em Fortaleza
(Foto: Gabriela Alves/g1)
CEARÁ
PARTICIPANTES: 25 mil, segundo a polícia e 35 mil, segundo organizadores.
(ATO EM 15/3: 20 mil, segundo a polícia e os organizadores.)
COMO FOI: Manifestantes reuniram-se na Praça Portugal , no Bairro Aldeota, na Zona Norte de Fortaleza. Os primeiros participantes chegaram por volta das 14h e os discursos começaram às 16 horas. Às 17 horas, os participantes iniciaram uma caminhada de cerca de 3 km até o Aterro da Praia de Iracema.
Com faixas e cartazes, os manifestantes pediram a saída da presidente Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores. Também havia frases pedindo o fim da corrupção e críticas à lei 4.330, que permite a terceirização de qualquer atividade das empresas.
Manifestação reúne milhares de pessoas caminhando
na direção do Congresso (Foto: Evaristo Sá/AFP)
DISTRITO FEDERAL
PARTICIPANTES: 25 mil, segundo a polícia; 40 mil, segundo organizadores.
(ATO DE 15/3: 45 mil, segundo a polícia; 80 mil, segundo organizadores.)
COMO FOI: Manifestantes se reuniram na no Museu Nacional da República às 9h30 e fizeram caminhada. Por volta das 10h30, os cerca de 4 mil manifestantes que ocupavam a Esplanada naquele momento começaram a se deslocar em direção ao Congresso Nacional.
Parte dos manifestantes pediu intervenção militar, o que é ilegal e contra a Constituição. Quando houve discurso a favor da proposta em um dos trios elétricos, manifestantes contrários à ideia vaiaram. O ato terminou pouco depois das 13h.
Mais cedo, houve um princípio de confusão no momento em que policiais tentaram retirar o cabo de PVC da bandeira de um manifestante. A Polícia Militar faz cordões de revista ao longo da Esplanada.
De acordo com a PM, dois homens foram presos durante a manifestação. Apenas um deles, no entanto, tinha relação direta com o ato: um morador de rua que empurrou manifestantes na Rodoviária do Plano Piloto. O outro foi um motociclista que iria participar do protesto, mas se envolveu em uma briga de trânsito.
Manifestantes se reuniram em Vila Velha
(Foto: Leandro Nossa/ CBN)
ESPÍRITO SANTO
PARTICIPANTES: 30 mil, segundo a polícia; 35 mil, segundo os organizadores.
Um grupo concentrou-se na Praça do Papa, na capital do Espírito Santo nesta tarde. Ele se encontrou com cerca de 3 mil pessoas, segundo a organização, que saíram de Vila Velha.
Os artistas Marcelo Ribeiro e Cláudio Boca fizeram apresentações cantando músicas de protesto. Por volta das 17h, um dos trios saiu da praça na Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, onde seguiu para a Praia de Camburi. O ato foi encerrado.
Interior
No estado, também houve manifestações em Cachoeiro de Itapemirim, Linhares e Colatina.
Manifestantes protestam em Goiânia
(Foto: Sílvio Túlio/G1)
GOIÁS
Capital
PARTICIPANTES: 2,5 mil, segundo a polícia; 20 mil, segundo organizadores.
(ATO EM 15/3: 60 mil, segundo a polícia; 150 mil, segundo os organizadores.)
COMO FOI: Em Goiânia, o protesto ocorreu na Praça Tamandaré, no Setor Oeste. Cerca de uma hora depois, as pessoas partiram em caminhada em direção à sede da Polícia Federal, no Setor Bela Vista, onde chegou por volta das 16h30. O protesto terminou às 17h10, quando os manifestantes se dispersaram do local.
Dois grupos participaram do ato: Movimento Brasil Livre e Movimento Vem Pra Rua. Algumas pessoas pediram intervenção militar durante o protesto.
Interior
Goianos protestam contra a corrupção e a presidente Dilma Rousseff em Rio Verde, no sudoeste do estado. Cerca de 250 pessoas participaram do ato, segundo a PM e também a organização do protesto, o Movimento Popular Rioverdense.
Em Jataí, o protesto também reuniu cerca de 250 pessoas, conforme a PM e a organização. Também foram registrados atos em Catalão e em Anápolis.
Em São Luís (MA), a manifestação começou às 11h
(Foto: Lucas Vieira/G1)
MARANHÃO
PARTICIPANTES: 400, segundo a polícia; 3,5 mil, segundo a organização.
(ATO EM 15/3: 3 mil, segundo a polícia; 5 mil, segundo a organização.)
COMO FOI: O ato convocado pelos movimentos Brasil Livre e Eu Te Amo, Meu Brasil se encontrou com o Acorda, Maranhão, na Avenida Litorânea, em São Luís. A passeata saiu às 11h, do Parquinho da Litorânea, e chegou à Praça do Pescador por volta de 12h30. O grupo se dispersou por volta de 12h40 após cantar o Hino Nacional.
“É um movimento de indignação contra toda essa onda de corrupção e também contra a má administração”, disse Darcy Fontes, do movimento Eu Te Amo, Meu Brasil.
Protesto em Cuiabá (Foto: André Souza/G1 MT)
MATO GROSSO
Capital
PARTICIPANTES: 8 mil, segundo a polícia; 25 mil, segundo organizadores.
(ATO EM 15/3: 20 mil, segundo a polícia; 35 mil, segundo organizadores.)
COMO FOI: Grupos de manifestantes se reuniram na Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá, para protestar contra o governo federal. O protesto em Cuiabá foi pacífico e monitorado por 700 policiais militares, que acompanharam os manifestantes no trajeto de quase dois quilômetros, com cavalaria e auxílio de um helicóptero, até a Avenida Mato Grosso, ponto final da caminhada. O ato começou as 16h45 [horário local] e terminou às 17h40.
Segundo o empresário Célio Fernandes, um dos líderes do movimento, a presidente não entendeu o recado do dia 15 de março e por isso os manifestantes voltaram às ruas para protestar neste domingo. “Somos um país rico merecemos ter uma qualidade de vida à altura daquilo que nós pagamos”, declarou.
Interior
Houve atos em Rondonópolis, Barra das Garças, Sinop, Sorriso e Alta Floresta. No município de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, cerca de 500 pessoas protestaram, e a Polícia Militar estima menos de 100 pessoas.
Manifestante em Campo Grande (Foto: G1)
MATO GROSSO DO SUL
PARTICIPANTES: 16 mil, segundo a polícia; 19,8 mil, segundo organizadores.
(ATO EM 15/3: 32 mil, segundo a polícia; 100 mil, segundo organizadores.)
COMO FOI: O protesto começou às 16h30 (de MS) e terminou às 19h13, com discursos, hino nacional e balões verdes e amarelos.
A pauta de reivindicações da organização do protesto foi a extinção do PT, a transparência nos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), investigação de Dilma e Lula, o afastamento de Dias Tóffoli do julgamento da Operação Lava Jato e contra a reforma política do PT.
Interior
No interior do estado, houve atos em Dourados, Ponta Porã, Corumbá e Maracaju. Em Dourados, a PM fala que foram cerca de 700 manifestantes. Já o movimento informa que entre 500 e 600 pessoas foram na manifestação.
Protesto em Belo Horizonte
(Foto: Reprodução GloboNews)
MINAS GERAIS
Capital
PARTICIPANTES: 6 mil, segundo a polícia; 8,5 mil, segundo organizadores.
(ATO EM 15/3: 25 mil, segundo a polícia e os organizadores.)
COMO FOI: A concentração começou por volta das 9h na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul. O percorreu as ruas da Capital até a Praça da Estação. A manifestação aconteceu de forma pacífica e foi encerrada às 14h20. Mais cedo, os participantes fizeram um apitaço em torno do coreto. Um dos cartazes na Praça da Liberdade pediu intervenção militar.
Vários movimentos sociais participaram da organização do protesto, entre eles o Vem Pra Rua, o Brava Gente, Pró-Brasil, Basta Brasil e o Grupo Vergonha.
Interior
Foram registrados atos em Governador Valadares, Montes Claros, Uberlândia, Uberaba, Ipatinga, Divinópolis, Juiz de Fora, Araxá, Santa Rita de Sapucaí, São Sebastião, Teófilo Otoni, Pouso Alegre, Varginha, Coronel Fabriciano, Timóteo e Poços de Caldas. Um dos maiores foi em Uberlândia, com 6 mil participantes, segundo a polícia, e 10 mil, segundo organizadores.
Manifestação em Belém (Foto: Alexandre Yuri/G1)
PARÁ
Capital
PARTICIPANTES: 5 mil, segundo a polícia e os organizadores.
(ATO EM 15/3: 45 mil, segundo a polícia; 60 mil, segundo organizadores.)
COMO FOI: O grupo se concentrou por volta de 9h na Estação das Docas, em Belém, marchando às 10h na direção da Praça da República, onde ficou por cerca de 40 minutos antes de seguir pela avenida Nazaré. A marcha irá até a avenida Visconde de Souza Franco e retorna para praça da República, onde será a dispersão.
Participam do protesto pessoas ligadas aos movimentos Reage Brasil, Vem pra Rua e Brasil Livre. “Nós somos contra o governo que despreza valores democráticos, um governo que tem um projeto totalitário, ditatorial, que tem um projeto de destruir a democracia e aparelhar o estado. A reforma política é um golpe”, afirma Leonardo Bruno, do Movimento Brasil Livre.
Interior
Também houve manifestação em Santarém. Algumas pessoas se concentraram na Praça São Sebastião e fizeram uma caminhada. Segundo a polícia, 110 participaram. Segundo organizadores, foram 350.
Em João Pessoa, grupo leva cartazes pedindo
intervenção militar (Foto: Krystine Carneiro/G1)
PARAÍBA
Capital
PARTICIPANTES: 300, segundo a polícia; 1,5 mil, segundo organizadores.
(ATO EM 15/3: 2,5 mil, segundo a polícia; 7 mil, segundo os organizadores.)
COMO FOI: Os manifestantes se concentram no Busto de Tamandaré, entre as praias de Cabo Brando e Tambaú.
Assim como aconteceu em outros protestos, muitas pessoas levaram cartazes apresentando suas reivindicações. Os cartazes reclamam dos aumentos nos preços e atacam o governo, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. Há ainda alguns que pedem intervenção militar.
Interior
Também foi registrado protesto em Campina Grande, onde a caminhada começou às 15h30. Segundo a polícia, participaram 250 pessoas. Segundo organizadores, foram 1,5 mil.
Manifestantes saíram da Praça dos Pioneiros e
foram até a sede da Prefeitura de Paranavaí
(Foto: Fabiano Oliveira/RPC)
PARANÁ
Capital
PARTICIPANTES: 40 mil, segundo a polícia; 60 mil, segundo organizadores.
(ATO EM 15/3: 80 mil, segundo a polícia; 100 mil, segundo organizadores.)
COMO FOI: Em Curitiba, os manifestantes começaram a se reunir na Praça Santos Andrade, no Centro, no início da tarde. Entre os pedidos estão o fim da corrupção e o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Há ainda manifestantes elogiando o juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato.
Interior
A PM informou que 5 mil pessoas estão nas ruas de Londrina protestando contra o governo federal. Os organizadores da manifestação falam em 10 mil pessoas.
Em Maringá, 6 mil foram às ruas, segundo a polícia, e 20 mil, segundo os organizadores.
Também houve atos em Cascavel, Paranavaí, Guarapuava e Foz do Iguaçu.
Manifestantes na Avenida Boa Viagem,
no Recife (Foto: Camila Torres/TV Globo)
PERNAMBUCO
Capital
PARTICIPANTES: 40 mil, segundo os organizadores.
(ATO EM 15/3: 15,1 mil, segundo a polícia; 50,5 mil, segundo organizadores.)
COMO FOI: 2 trios elétricos e um carro de som acompanharam o ato, que começou às 14h e saiu em passeata às 15h. O percurso total foi de 3,5 km de extensão – da pracinha de Boa Viagem ao Segundo Jardim, ambos na avenida Boa Viagem, principal do bairro. O protesto acabou às 17h30.
“A principal pauta do ‘Vem pra Rua’ no Recife e em todo o Brasil hoje é pedir a saída da presidente Dilma, seja por renúncia, cassação ou impeachment. A resposta que o governo deu aos protestos do dia 15 de março não foi satisfatória”, disse Gustavo Gesteira, um dos líderes.
Interior
Integrantes da Maçonaria realizaram uma caminhada no Centro de Caruaru, no Agreste, pela manhã. A organização estima que mais de 100 pessoas tenham participado da mobilização, que começou às 10h e durou 90 minutos. A PM calcula que 60 pessoas participaram. À tarde, um novo protesto reuniu 30 pessoas, segundo organizadores.
PIAUÍ
PARTICIPANTES: 300, segundo a polícia; 1 mil, segundo os organizadores.
(ATO EM 15/3: 4 mil, segundo a polícia; 5 mil, segundo os organizadores).
COMO FOI: Em Teresina, a chuva afastou o público da segunda manifestação na Avenida Marechal Castelo Branco, em frente à Assembleia Legislativa do Piauí.
Os manifestantes executaram o hino nacional logo no início do protesto. Apesar do pouco público, pessoas vieram de longe para participar do protesto. É o caso de Agnaldo Silva Alves, que veio da cidade de Elesbão Veloso, a 155 km de Teresina. “Isso é necessário para que ocorra uma mudança na forma de fazer política e de tratar o povo brasileiro”, afirmou.
Manifestante coloca a mão no peito para cantar o
Hino Nacional (Foto: Alexandre Durão / G1)
RIO DE JANEIRO
PARTICIPANTES: 10 mil, segundo a polícia; entre 20 mil e 25 mil, segundo os organizadores.
(ATO EM 15/3: 100 mil, segundo organizadores.)
COMO FOI: Manifestantes carregam faixas contra a corrupção na Praia de Copacabana. Eles marcham em direção à Praia do Leme, ocupando a pista junto à praia, que já é fechada aos domingos para lazer. Por volta das 12h30, a pista dos prédios também foi parcialmente fechada ao tráfego.
O ato, convocado por redes sociais, foi pacífico e teve apenas um tumulto, quando um homem que provocava os manifestantes com um megafone foi hostilizado e levado por PMs para a delegacia.
Interior
Foram registrados atos em Macaé, Volta Redonda, Barra Mansa, Petrópolis, Campos Goytacazes, Nova Friburgo e Resende. Um dos maiores foi em Volta Redonda, onde 300 pessoas participaram, segundo a PM, e 2,5 mil, segundo os organizadores.
Começa passeata em Florianópolis (Foto: G1)
SANTA CATARINA
Capital
PARTICIPANTES: 25 mil, segundo a polícia e os organizadores.
(ATO EM 15/3: 30 mil, segundo a polícia e organizadores.)
COMO: A concentração de pessoas em Florianópolis foi no Trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, às 16h. O grupo seguiu em passeata até as 18h10, quando encerrou o protesto.
Interior
Foram registrados protestos em Criciúma do Sul, Navegantes, Joaçaba, Criciúma, Balneário Camboriú, Chapecó, Lages, Timbó, Curitibanos, Joinville, Pomerode, São Francisco do Sul, Jaraguá do Sul, Barra Velha, Blumenau e Palmitos. O maior deles foi em Chapecó, com 2 mil participantes, segundo organizadores, e 1,5 mil, segundo a PM.
Manifestantes na Avenida Paulista
(Foto: Rafael Arbex/Estadão Conteúdo)
SÃO PAULO
Capital
PARTICIPANTES: 275 mil, segundo a polícia; 800 mil, segundo os organizadores; 100 mil, segundo o Instituto Datafolha.
(ATO EM 15/3: 1 milhão, segundo a polícia e os organizadores.)
COMO FOI: A manifestação em SP começou por volta das 12h, quando motociclistas entraram na Avenida Paulista com bandeiras brasileiras e cartazes pedindo o impeachment da presidente e o fim do Partido dos Trabalhadores. Pouco depois, caminhoneiros com faixas “Fora, Dilma” percorreram as marginais dos rios Pinheiro e Tietê ao som de suas buzinas.
Mais tarde, às 14h, a concentração de pessoas aumentou em frente ao Museu de Arte Assis Chateaubriand, o Masp. Líderes do movimento “Vem Pra Rua” discursaram em carro de som, acompanhados de aplausos e músicas como “Que país é esse”, da Legião Urbana.
Assim como no dia 15 de março, crianças tiraram fotos com policiais militares, pets acompanharam seus donos e vestiram a bandeira do Brasil. Apesar de uma mulher ter sido detida por ter protestado sem roupa, o ato transcorreu sem incidentes e foi acompanhado por 1.800 policiais militares. O protesto foi encerrado às 18h15.
Em Ribeirão Preto, 25 mil pessoas protestaram,
segundo a PM (Foto: Amanda Pioli/G1)
Interior
Foram registrados atos, entre outras cidades, em Sorocaba, Santos, Praia Grande, Presidente Prudente, Araçatuba, Mogi das Cruzes, Jaú, São José do Rio Preto, Jundiaí, Itu, Bauru, Piracicaba, Campinas, Indaiatuba, Atibaia, Jacareí, Limeira, Lins e Paulínia.
Um dos maiores protestos do interior, em Ribeirão Preto, reuniu 25 mil pessoas, segundo a polícia e os organizadores.
Manifestação ocorre em bairro nobre de Aracaju
(Foto: Tássio Andrade / G1)
SERGIPE
PARTICIPANTES: 450 pessoas, segundo a polícia; 2 mil, segundo organizadores.
(ATO EM 15/3: 900, segundo a polícia; 5 mil, segundo os organizadores.)
COMO FOI: As pessoas se reuniram no Bairro 13 de Julho, em Aracaju e realizaram um protesto contra o governo da presidente Dilma. A concentração começou por volta das 15h no Mirante localizado na Avenida Beira Mar, na Zona Sul da capital. Os manifestantes seguiram em passeata até o Parque Augusto Franco gritando palavras de ordem. O ato foi encerrado de forma pacífica, de acordo com a Polícia Militar.
“Nós fizemos o primeiro ato e nada foi feito. Ao contrário, as coisas estão piores, quadruplicaram a verba do Congresso”, disse João Carlos Lima, representante do Movimento Basta em SE.
Manifestação em Natal (Foto: G1)
RIO GRANDE DO NORTE
PARTICIPANTES: 5 mil, segundo a polícia; 7 mil, segundo os organizadores.
(ATO EM 15/3: 12 mil, segundo a polícia; 40 mil, segundo os organizadores.)
COMO FOI: O protesto começou às 16h30, com concentração no Tirol, zona Sul de Natal. Com faixas e cartazes, os manifestantes criticaram a gestão petista na administração federal. Em meio ao ato público, algumas pessoas pediram o impeachment de Dilma. Outras chegaram a defender uma intervenção militar para destituir o governo do PT.
Por volta das 17h, os manifestantes deixaram o local de concentração e seguiram em direção à avenida Amintas Barros, também na zona Sul. O protesto em Natal foi encerrado por volta das 18h.
Manifestantes pede impeachment em Porto Alegre
(Foto: Felipe Truda/G1)
RIO GRANDE DO SUL
Capital
PARTICIPANTES: 35 mil, segundo a polícia; entre 35 mil e 40 mil, segundo organizadores.
(ATO EM 15/3: 100 mil, segundo a polícia; 120 mil, segundo os organizadores.)
COMO FOI: Com faixas e vestindo verde e amarelo, manifestantes fizeram uma caminhada em Porto Alegre e encerraram o ato por volta das 18h, no Parcão.
Com dois carros de som, os organizadores discursaram e pediram que ninguém participasse do protesto que pede intervenção militar. “Não sigam esses golpistas”, diz o porta-voz, que puxa o grito de “democracia”.
Mais cedo, um grupo pró-Dilma fez um coxinhaço em Porto Alegre. Participaram 20 pessoas, segundo a polícia; e 200, segundo organizadores.
Interior
Houve manifestações no Interior: Campo Bom, Erechim, Novo Hamburgo, Caxias do Sul, Santa Maria, Rio Grande, Uruguaiana, Bento Gonçalves, Santa Cruz do Sul, Pelotas e Bagé. Em Caxias do Sul, na Serra, cerca de 4,5 mil pessoas se reuniram na Praça Dante Alighieri, segundo a Brigada Militar e a organização do evento.
RONDÔNIA
PARTICIPANTES: 900, segundo a polícia; 1 mil, segundo os organizadores.
(ATO EM 15/3: 15 mil, segundo a polícia; 10 mil, segundo manifestantes.)
COMO FOI: Em Porto Velho, os manifestantes saíram do ponto de concentração, na Praça das Três Caixas D’água, por volta das 16h30, e encerraram o protesto na Praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, no Centro da cidade.
Manifestantes em Palmas (Foto: Marcos Martins/G1)
TOCANTINS
Capital
PARTICIPANTES: 350, segundo a polícia; 1,2 mil, segundo organizadores.
(ATO EM 15/3: 10 mil, segundo a polícia; 18 mil, segundo organizadores.)
COMO FOI: A concentração de manifestantes começou às 16h, na praça dos Girassóis, centro de Palmas. Com faixas, cartazes e até trio elétrico, eles pediram o fim da corrupção e alguns defenderam a intervenção militar. Os manifestantes também gritaram palavras de ordem contra a presidente Dilma Rousseff e pediram pelo impeachment dela. O protesto na capital terminou por volta das 18h30.
Interior
Em Araguaína, a concentração de pessoas para o protesto começou por volta das 15h30 e terminou por volta das 17h20. A estimativa da ONG SOS Liberdade, que organizou o protesto, é que 50 pessoas foram à Praça do Galo.
Manifestações contra Dilma reúnem 1,5 milhão em todo o país
Cerca de 1,5 milhão de brasileiros protestaram em 15/3/15, de forma pacífica em todo o país contra a presidente Dilma Rousseff, que enfrenta um complexo coquetel de tensão social, polícia e econômica derivado de grandes escândalos de corrupção como a Petrobras.
O maior protesto foi registrado em São Paulo, que reuniu um milhão de pessoas, segundo a polícia, vestidas em sua maioria com as cores da bandeira brasileira.
As manifestações também congregaram outro meio milhão de pessoas em 83 cidades, em protestos que igualaram em tamanho os realizados em junho de 2013, quando os brasileiros saíram espontaneamente às ruas para pedir o fim da corrupção e mais gastos com transportes, saúde e educação, no lugar de investimento do dinheiro público na Copa do Mundo.
Grande parte dos manifestantes exigiu, neste domingo, o “impeachment” da presidente, que começou seu mandato há menos de três meses depois de ser reeleita em outubro por uma pequena margem de 3%.
Muitos também pedem a intervenção militar para acabar com mais de 12 anos de governo de esquerda do PT, um paradoxo em um dia em que se comemora, justamente, os 30 anos da volta da democracia ao Brasil após a longa ditadura iniciada em 1964.
Era praticamente impossível caminhar entre a multidão que lotou os 4 km da Avenida Paulista.
“Hoje, somos milhares de pessoas que pedem o ‘impeachment’. O governo está numa situação lamentável”, declarou à AFP Rubens Nunes, assessor jurídico do Movimento Brasil Livre, um dos grupos que organizaram o protesto pelas redes sociais.
Os protestos também são muito maiores do que aqueles convocados na sexta-feira em apoio à Dilma e à Petrobras por sindicatos e movimentos sociais ligados ao PT. Segundo os organizadores, 175 mil pessoas foram às ruas na sexta, e 33 mil, de acordo com a polícia.
Fartos da corrupção
Entre 45 mil e 50 mil pessoas também marcharam até o Congresso, em Brasília, entre eles o empresário de construção civil Alessandro Braga, de 37 anos, acompanhado da mulher e do filho pequeno em um carrinho.
“Apoio a saída de Dilma. Os maiores escândalos de corrupção ocorreram durante seu governo, e ela não disse nada”, argumentou.
O cansaço com a corrupção revelada parece ser o denominador comum dos manifestantes, embora as demandas variem, indo de um golpe militar até a proteção do Aquífero Guarani.
“O Brasil está sendo destruído. Apenas as Forças Armadas podem salvar o país”, afirmou a fisioterapeuta Ana Paula do Valle, de 52 anos.
Já avenida Atlântica, em Copacabana, foi tomada por cerca de 15 mil pessoas – segundo a polícia – aos gritos de “Fora Dilma, fora PT!” e, assim como aconteceu em muitas cidades, os manifestantes cantaram o Hino Nacional.
A produtora de TV, Rita Souza, de 50 anos, exibia um cartaz com as palavras “Intervenção militar já”.
“Não estou pedindo um novo golpe de Estado, e sim uma intervenção constitucional para convocar novas eleições limpas, sem urna eletrônica, sem manipulação do PT. Que vão todos para Cuba!”, declarou à AFP.
A popularidade de Dilma caiu 19 pontos em fevereiro, ficando em 23%, e a presidente sabe que a situação é complicada.
A economia cresceu muito pouco nos últimos quatro anos e está estagnada, há déficit de contas públicas, da balança comercial e inflação elevada (7,7%, em 12 meses), e o real se desvalorizou quase 30% em um ano.
O governo promove um ajuste fiscal para pôr a casa em ordem, mas isso não é aprovado por uma parte da esquerda.
A isso tudo se soma ainda a tensão política e a incerteza causadas pelo enorme esquema de corrupção envolvendo a Petrobras. Dezenas de políticos – incluindo 22 deputados, 13 senadores e dois governadores – são investigados por suposto envolvimento. A maioria pertence ao PT, ou a partidos que integram a coalizão do governo.
Dilma defendeu o direito de manifestação livre em um vídeo postado em seu Facebook. Há alguns dias, ela lembrou que não é possível realizar um terceiro turno das eleições, pois isso representaria uma “ruptura democrática”.
Corrupção e impunidade
Ao final deste domingo, dois ministros de Dilma deram uma coletiva de imprensa e afirmaram que o governo anunciará nos próximos dias “um conjunto de medidas para combater a corrupção e a impunidade” e enviará o texto ao Congresso para sua aprovação.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarou que o “atual sistema eleitoral anacrônico é a principal porta de entrada da corrupção” e que, por isso, é urgente uma reforma política que ponha fim ao financiamento empresarial das campanhas eleitorais.
“As manifestações contrárias ao governo são legítimas. O que não é legítimo é o golpismo, a violência, o ‘impeachment’ infundado que danifica a democracia”, declarou, por sua vez, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto.
As manifestações tiveram o apoio do PSDB. Seu presidente, Aécio Neves, que perdeu a eleição para Dilma, não protestou nas ruas, mas alertou em um vídeo postado no Facebook que “o caminho está apenas começando”.
“Não vamos nos dispersar!”, proclamou.
“O governo deve descer do pedestal, convocar a sociedade civil, seus aliados, convocar o país para tentar uma espécie de pacto porque pode estar em jogo sua própria sobrevivência”, disse à AFP o analista político brasiliense André César.
Começaram em 15/3/15, no Rio de Janeiro, em Brasília e em outras capitais, as manifestações contra o governo da presidente Dilma Rousseff.
As manifestações já começam na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e em cidades como Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza.
Muitos manifestantes usam camisas amarelas e carregam faixas contra o governo e o PT.
As manifestações contrárias à presidente Dilma Rousseff, com previsão de protestos em pelo menos 50 cidades, foram convocadas pelas redes sociais. A maioria dos grupos organizadores defende o impeachment, usando como argumentos uma suposta corrupção no governo, o escândalo da Petrobras e os altos custos com impostos e tarifas, entre outras reclamações.
Além de cidades como São Paulo, que conta com mais de 100 mil pessoas confirmadas em evento no Facebook, e Rio de Janeiro e Brasília, também com milhares de participantes esperados, há manifestações agendadas para diversas outras capitais e locais no exterior, como Londres, Boston e Sidney.
Apesar de os organizadores afirmarem que os movimentos não estão ligados a partidos políticos, legendas de oposição declararam adesão aos protestos.
Na entrada da praia de Copacabana, pessoas que vinham caminhando desde o Leblon para a passeata discutiram rapidamente com um homem que gritou contra eles. Entre as palavras de ordem, os manifestantes… mais
Na entrada da praia de Copacabana, pessoas que vinham caminhando desde o Leblon para a passeata discutiram rapidamente com um homem que gritou contra eles. Entre as palavras de ordem, os manifestantes gritam “Quem não é comunista sai do chão” e “Somos coxinhas, mas somos trabalhadores”. O Hino à Bandeira o Hino Nacional foram cantados, assim como músicas de Cazuza, Geraldo Vandré e Gonzaguinha.
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), derrotado por Dilma na eleição presidencial do ano passado, convocou a militância tucana para ir às ruas protestar, ressalvando, porém, que o impeachment não faz parte da agenda do partido.
O governo de Dilma enfrenta um quadro de inflação cada vez mais alta, atividade econômica fraca, piora no mercado de trabalho e turbulência política com a base governista.
A esse quadro, soma-se o maior escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras, ao qual estão ligados funcionários, políticos e partidos e as maiores empreiteiras do país.
Sempre que questionada sobre as manifestações populares, como o panelaço em várias capitais durante seu pronunciamento na TV no domingo passado, Dilma tem repetido que fazem parte da democracia. A presidente diz, no entanto, ser contra atos violentos e já declarou que para pedir impeachment é preciso haver razões.
“Eu acho que há que caracterizar razões para o impeachment, e não o terceiro turno das eleições”, declarou a presidente.
Com as manifestações deste domingo, Dilma se junta a outros dois presidentes que enfrentaram protestos populares no período da redemocratização: Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso.
Collor acabou sofrendo o impeachment, enquando Fernando Henrique reverteu em parte a baixa popularidade do início de seu segundo mandato, superando inclusive uma campanha com ampla participação de petistas que tinha o slogan “Fora FHC”.
Novas regras do seguro-desemprego já estão valendo
Mudanças valem para quem foi demitido a partir de 28/2/15.
Veja em quais situações o trabalhador terá direito ao benefício
A partir de 2/3/15, os trabalhadores que pedirem o seguro-desemprego já estarão enquadrados nas novas regras, que começaram a valer para quem foi demitido a partir de 28/2/15
“A vigência da Medida Provisória [que estabelece as novas regras] começará 60 dias a partir da data da publicação. Sendo assim, as novas regras incidirão nos trabalhadores demitidos a partir do dia 28 de fevereiro de 2015”, diz o Ministério do Trabalho.
Justiça francesa investiga construtora por trabalho escravo no Catar
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O ministério público de Nanterre, no oeste de Paris, informou à AFP que abriu uma investigação para “verificar alegações” de uma ONG que acusa a construtora francesa Vinci de recorrer a “trabalho forçado” de imigrantes para sua obras no Catar.
“O objetivo da investigação, que foi aberta há cerca de 15 dias, é verificar, através de audiências realizadas na França, das alegações da associação Sherpa”, explicou a procuradora de Nanterre, Catherine Denis. Dependendo os resultados da investigação na França, outra pode ser aberta no Catar, “depois do verão (europeu)”, avisou.
A associação Sherpa, que defende populações vítimas de crimes econômicos, apresentou uma denúncia no final de março, contra Vinci Construction Grands Projets (VCGP) por “trabalho forçado” e “redução à escravidão” de operários, em obras ligadas à Copa do Mundo de 2022, no Catar.
A queixa também tem como alvo seis executivos franceses, entre eles Yannick Garillon, diretor-geral de QDVC, filial do grupo Vinci, e Alain Bonnot, presidente da VCGP.
A ONG fez suas próprias investigações no Catar e constatou que trabalhadores imigrantes tiveram seus passaportes confiscados e foram vítimas de ameaças. A organização afirma que estas empresas recorreram a “diversas ameaças para reduzir uma população vulnerável a condições de trabalho e alojamento indignas, além de uma remuneração irrisória”.
A Vinci negou “totalmente” as acusações e convidou representantes de Sherpa e jornalistas a observar as condições de trabalho nos canteiros de obra do Catar. A construtura prestou queixa contra a associação por difamação e pediu 300.000 euros por danos morais.
A empresa francesa tem faturamento anual de 40 bilhões de euros e emprega 191.000 trabalhadores no mundo inteiro. Nos últimos anos, fechou vários contratos milionários no Catar, inclusive para a construção do metrô da cidade de Lusail.
Fonte: Yahoo
Caros amigos,
Milhares de operários estão aprisionados em condições de trabalho desumanas no Catar sem conseguir voltar para casa. Uma empresa norte-americana pode ajudar a libertá-los. Podemos fazer sua presidente agir ao levar o horror da escravidão para a cidade onde ela mora. Junte-se ao apelo:
Forçados a trabalhar sob o sol escaldante do deserto, sem direito a comida ou água e proibidos de voltar para casa, milhares de homens estão no Catar como verdadeiros escravos modernos. Podemos ajudar a libertá-los.
No ano passado, uma pessoa morreu a cada dois dias na construção de um mega-projeto de um bilhão dólares para a Copa do Mundo de 2022 no Catar. A maior parte do projeto é administrada por uma empresa norte-americana, cuja presidente mora em uma cidade pacata no estado de Colorado, EUA. Se mais de 1 milhão de nós nos unirmos em prol da liberdade, podemos confrontá-la com nossas vozes toda vez que ela sair de casa até que ela faça alguma coisa.
Esta mesma tática forçou a rede de hotéis Hilton a proteger mulheres contra o tráfico sexual em questão de dias. Assine essa petição urgente para ajudar a libertar os escravos modernos do Catar:
O programa de trabalhadores convidados do Catar é a raiz do problema. Trabalhadores do Nepal e Sri Lanka são enganados com promessas de bons empregos, mas quando chegam no país os empregadores confiscam seus passaportes e os forçam a trabalhar longas horas, sob um calor de 50 graus, sem nenhuma possibilidade de fuga.
CH2M Hill, a empresa norte-americana, coloca a culpa em prestadores de serviços locais e nas leis do país, mas é o rosto público das obras da Copa. A presidente da empresa pode e deve assumir um papel para garantir que não teremos mais sete anos manchados pela morte de operários. Ela poderia até mesmo ameaçar a retirada de seus negócios do país se o sistema não mudar.
A CH2M Hill tem o dever de ajudar a acabar com essa escravidão moderna. Nossa petição pode persuadir CH2M Hill a vir a público, o que pode levar outras empresas a exigir que cada trabalhador seja livre para voltar para casa quando quiser. Clique abaixo para assinar a petição: quando alcançarmos 1 milhão de assinaturas, nossa mensagem será enviada diretamente à Jacqueline Hinman, CEO da CH2M Hill, quantas vezes forem necessárias.
Um clamor global na hora certa pode salvar milhares de vidas. Quando a rede de hotéis Hilton não estava seguindo regras para proteger mulheres e crianças contra o tráfico sexual em seus estabelecimentos, a equipe da Avaaz bateu na porta da casa do CEO com uma petição. Em questão de dias, a política da rede de hotéis mudou. Vamos fazer isso mais uma vez.
Com esperança,
Emma, Nell, Mais, Ricken, Alice e toda a equipe da Avaaz
A Avaaz é uma rede de campanhas global de 40 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas nacionais e internacionais. (“Avaaz” significa “voz” e “canção” em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas.
Chuvas e racionamento melhoram sistema de água que abastece 5,3 milhões em SP
Imagem feita em outubro de 2015 mostrou a situação da represa Jaguari-Jacarei, parte do Sistema Cantareira, que hoje saiu do volume morto – Pedro Kirilos / Agência O Globo
Depois de 19 meses, o Sistema Cantareira saiu nesta quarta-feira do volume morto, conseguindo recuperar a quantidade de água que havia sido usada da reserva técnica desde maio de 2014. Após chuvas acima da média desde novembro, racionamento e redução do consumo, o sistema de reservatórios atinge, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o índice de 29,3% da capacidade, o suficiente para deixar de captar água da reserva profunda. Operando agora no volume útil, o sistema ganhou novo fôlego para 2016.
– Na prática, estamos comemorando chegar ao fundo do reservatório. Não dá para dizer que passou a crise – afirma Patrick Tomas, superintendente adjunto de regulação da Agência Nacional da Águas (ANA).
Até o momento, dezembro registrou 258,2 mm de chuva. O esperado para o mês eram 219,4 mm. Segundo a Agência Nacional de Águas, a partir de agora poderá deixar de ser usado o sistema de bombeamento nas duas maiores represas do Cantareira – Jaguari (federal) e Jacareí (estadual). Além delas, o sistema é composto por mais quatro represas – Cachoeira, Atibainha, Paiva Castro e Águas Claras.
Thomas explica que dezembro marca uma reversão de tendência, com aumento da vazão de entrada de água nos reservatórios do Sistema Cantareira. Em função disso, a Sabesp pode aumentar a captação de água de 13,5 para 15 metros cúbicos por segundo ( m3/s).
– Se a tendência continuar, em março o Cantareira poderá chegar a metade de seu volume útil, o que é muito bom. Mas tudo vai depender das chuvas e não temos certeza de que vá de fato ocorrer – diz Thomas.
O monitoramento dos reservatórios do Cantareira é mensal e deverá ser mantido em 2016. A retirada de água pela Sabesp é decidida mês a mês e, segundo Thomas, pode ser reavaliada em conjunto com o Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (Daee), aliviando a situação da população. Em alguns municípios da Grande São Paulo, o abastecimento de água permanece irregular.
O Cantareira abastecia, antes de entrar no volume morto, mais de 9 milhões de pessoas da região metropolitana de São Paulo. Hoje, abastece cerca de 5,3 milhões de pessoas.
São Paulo atravessou período de forte seca em 2013 e 2014 e as chuvas deste ano ainda não foram suficientes para garantir o abastecimento de água com folga. Para se ter uma ideia, considerando o volume morto o sistema opera hoje com 29,3% da capacidade. Em dezembro de 2012, quando o volume morto sequer era contabilizado, o Sistema Cantareira operava com 67,2% de sua capacidade, mais que o dobro do volume atual.
Por isso, a necessidade de economizar água permanece. No último dia 23, a Sabesp prorrogou o programa até 31 de dezembro de 2016 o sistema de bônus para quem economiza água e de ônus para quem gasta mais.
Fonte: O Globo
Na tentativa de evitar o racionamento de água oficial na Grande São Paulo, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já gastou cerca de R$ 160 milhões com obras para suprir a histórica crise de estiagem do Sistema Cantareira. Cerca de 65% das despesas ocorreram em contratos sem licitação, prática permitida por lei em casos de emergência ou de calamidade pública.
É o caso da construção de diques e da compra de 17 conjuntos de bombas flutuantes para a captação inédita de água do “volume morto” do Cantareira nas Represas Jaguari-Jacareí, em Joanópolis, e Atibainha, em Nazaré Paulista, que custaram cerca de R$ 80 milhões. A operação começou no dia 15 de maio e a previsão é de os 182,5 bilhões de litros adicionais represados abaixo do nível das comportas da Sabesp dure até novembro. Até ontem, a concessionária já havia retirado 43,4 bilhões de litros da reserva profunda, ou 23,7% do total.
Outros R$ 80 milhões estão diluídos em uma série de intervenções feitas pela companhia para remanejar água de outros sistemas produtores para regiões da capital abastecidas pelo Cantareira. O socorro começou no início do ano com 1,1 mil litros por segundo revertidos do Sistema Guarapiranga para os bairros Jabaquara, Vila Olímpia, Brooklin e Pinheiros, nas zonas sul e oeste da capital, e outros 2,1 mil litros do Sistema Alto Tietê para Penha, Ermelino Matarazzo, Cangaíba, Vila Formosa e Carrão, na zona leste.
Para fazer o remanejamento, que tirou inicialmente cerca de 1,6 milhão de pessoas do consumo do Cantareira, a Sabesp teve de instalar novas adutoras, aumentar as vazões de estações elevatórias e de tratamento de água e ampliar as unidades de bombeamento. Segundo a companhia, foram essas obras que resultaram nos “cortes pontuais” de abastecimento que deixaram diversos imóveis sem água nos últimos meses.
Com o agravamento da crise do Cantareira, em maio, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que a reversão de água dos sistemas Rio Grande (500 litros por segundo) e Rio Claro (200 litros por segundo) e mais 1.500 litros adicionais do Alto Tietê e do Guarapiranga a partir deste mês. Dessas obras, o remanejamento de água do Rio Grande para abastecer cerca de 150 mil pessoas custou R$ 26,5 milhões e também foi feito sem licitação. Para 2015, a Sabesp pretende ampliar mais 2.200 litros do Rio Grande e outros 1.500 litros do Guarapiranga. Em nota, a companhia afirma que todos os contratos feitos sem licitação “seguem todos os procedimentos previstos na Lei – 8.666/1993”.
Fonte: OESP
Principal obra contra a crise hídrica de 2015 em São Paulo, a ligação do Sistema Rio Grande para socorrer o Sistema Alto Tietê não vai ficar pronta tão rápido quando previu o governo do estado. Em 3 de fevereiro, o governador Alckmin disse que a ligação estaria funcionando já em maio, mas, a poucos dias do final de abril, a obra ainda não começou.
Os trabalhos devem começar nos próximos dias, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), e devem ficar prontos somente em agosto. Em nota, a Sabesp disse que a alteração no cronograma do projeto é um ajuste normal “dado o tamanho e a complexidade de uma obra desse porte”.
Serão instaladas duas tubulações paralelas ao longo de 11 km, com capacidade suficiente para a transferência de 4 metros cúbicos de água por segundo. Um metro cúbico corresponde a 1 mil litros de água.
A medida vai ajudar o Sistema Alto Tietê, que é reponsável pelo abastecimento de 4,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, a maior parte na Zona Leste da capital, e hoje opera apenas com 22,4% da capacidade. Os novos 4 metros cúbicos vão ampliar em cerca de um terço a atual retirada de água.
O Cantareira, sistema que passa pela situação mais crítica, também será beneficiado porque o bombeamento fará com que regiões que hoje recebem água do sistema possam ser atendidas pelo Alto Tietê, ajudando a aliviar o manancial em crise.
Após um mês de janeiro seco, em que a Sabesp já falava em adotar um rodízio na capital paulista, o governador Geraldo Alckmin previu no inicio de fevereiro que parte da tubulação ligando o Rio Grande ao Alto Tietê já estaria pronta em maio. A ideia era já transferir 2 metros cúbicos, a metade do total previsto.
“A própria Sabesp vai executar a obra. Vai trabalhar, sábado, domingo, de noite. São 11 km, vamos ter que ter 22 km de tubos pra poder levar do Rio Grande até Taiaçupeba, e bombas para poder fazer as elevatórias. Estamos trabalhando com a expectativa de até maio, se possível até abril, já ter a primeira linha de tubos, 2 metros cúbicos, e depois termos uma segunda linha de tubos”, disse.
Em seguida, a Sabesp e o governo do estado foram surpreendidos pela chuva acima da média histórica em fevereiro e em março. Foi o verão mais chuvoso desde 2011 no Sistema Cantareira, fazendo a companhia de abastecimento mudar o discurso e afirmar acreditar que não seria mais necessário um rodízio.
Questionado se a chuva de fevereiro e março faria o governo diminuir o ritmo das obras, Alckmin negou essa possibilidade em entrevista coletiva em 23 de março. Agora, a Sabesp não fala em antecipar parte da obra de ligação dos sistemas Rio Grande e Alto Tietê, diz apenas em entregará os 4 metros cúbicos em agosto.
O investimento previsto é de cerca de R$ 130 milhões e inclui a instalação de quatro bombas para empurrar a água 80 metros acima, superando o morro que divide a região do ABC (onde fica o Sistema Rio Grande) de Suzano (no Alto Tietê).
Outras obras
Outra grande intervenção prevista é a ligação do Rio Paraíba do Sul com o Sistema Cantareira, o mais prejudicado pela crise hídrica. A obra já foi autorizada pela Agência Nacional de Águas (ANA), mas deve ficar pronta apenas no ano que vem. Essa é a principal intervenção direta no Sistema Cantareira.
As outras obras já em andamento vão socorrem os outros sistemas e ajudar o Cantareira de forma indireta. Isso porque a Sabesp fez modificações na rede e aumentou o número de consumidores abastecidos pelo Sistema Guarapiranga, por exemplo. Já o Cantareira, que abastecia 9 milhões de clientes antes da crise hídrica, agora é responsável apenas por 5,4 milhões.
Neste mês, a Sabesp anunciou, por exemplo, que uma nova adutora permitiu que o Sistema Rio Grande passasse a abastecer bairros na região de Pedreira, Zona Sul de São Paulo. A obra desafoga o Guarapiranga, que atendia essas áreas anteriormente. Com isso, o Guarapiranga pode passar a abastecer áreas que recebem água do Cantareira.
Outras intervenções estão previstas para 2015. Uma delas é a ligação do Rio Guaiaó ao Sistema Alto Tietê. Orçada em R$ 28,9 milhões, a obra começou em fevereiro e irá até maio. A intervenção vai permitir transferir para a represa de Taiaçupeba 0,8 metros cúbicos. Também para o Sistema Alto Tietê, a Sabesp prevê a captação de 2,1 metros cúbicos no rio Itatinga à Represa Jundiaí.
Contando todas as intervenções, 10,4 metros cúbicos serão disponibilizados ao abastecimento da Grande São Paulo, 20% do total usado hoje pelos consumidores da região metropolitana.
Fonte: G1
Com o uso de uma caixa d’água e uma ligação de cano PVC, o comerciante Mário Lúcio de Oliveira conseguiu economizar 1,5 mil litros de água por semana durante a limpeza da piscina de 18 mil litros que tem em casa, na cidade de Sorocaba, interior paulista. O gasto para montar a engenhoca foi de R$ 160
A dinâmica é simples: ao invés de lançar no esgoto a água da aspiração e filtragem, ele montou um sistema que envia a água turva para a caixa por um cano de PVC. Com um produto químico, ele faz a sujeira decantar no fundo do reservatório e depois devolve água limpa para a piscina.
Somente a água que ficou com a sujeira concentrada é enviada para o esgoto, cerca de 10 litros, segundo o comerciante. “Neste processo que fiz, a perda é mínima, ou seja, quase nada. Espero incentivar outros com esta atitude”, afirmou Mário de Oliveira (veja no vídeo acima o passo a passo a passo).
O sistema foi criado pelo comerciante depois que um piscineiro comentou que muita água era jogada fora, sem necessidade. A família aderiu à nova técnica há dois meses. “Estou colaborando com o meio ambiente, não perde nada de água”, completou.
O passo a passo da engenhoca foi registrado em vídeo pela filha do leitor, a estudante Joice dos Santos Oliveira, de 19 anos.
Com o uso de uma caixa d’água e uma ligação de cano PVC, o comerciante Mário Lúcio de Oliveira conseguiu economizar 1,5 mil litros de água por semana durante a limpeza da piscina de 18 mil litros que tem em casa, na cidade de Sorocaba, interior paulista. O gasto para montar a engenhoca foi de R$ 160
A dinâmica é simples: ao invés de lançar no esgoto a água da aspiração e filtragem, ele montou um sistema que envia a água turva para a caixa por um cano de PVC. Com um produto químico, ele faz a sujeira decantar no fundo do reservatório e depois devolve água limpa para a piscina.
Somente a água que ficou com a sujeira concentrada é enviada para o esgoto, cerca de 10 litros, segundo o comerciante. “Neste processo que fiz, a perda é mínima, ou seja, quase nada. Espero incentivar outros com esta atitude”, afirmou Mário de Oliveira (veja no vídeo acima o passo a passo a passo).
O sistema foi criado pelo comerciante depois que um piscineiro comentou que muita água era jogada fora, sem necessidade. A família aderiu à nova técnica há dois meses. “Estou colaborando com o meio ambiente, não perde nada de água”, completou.
O passo a passo da engenhoca foi registrado em vídeo pela filha do leitor, a estudante Joice dos Santos Oliveira, de 19 anos.
Arquiteto adapta sifão que facilita reúso da água armazenada no tanque de roupa
Um arquiteto da Baixada Santista usou peças usadas rotineiramente nas instalações hidráulicas residenciais para montar um sifão que regula a saída de água da lavadora de roupas armazenada no tanque para o esgoto, e permite o redirecionamento com a ajuda de uma torneira para o balde.
A criação artesanal do leitor Reinaldo Parisi Moreira tem custo médio de R$ 80 e facilita o reúso em casa, principalmente para lavagem de quintal e na descarga.
1º) MATERIAIS SÃO SIMPLES: as peças são vendidas em lojas de materiais de construção e podem ser encontradas facilmente. São elas: um sifão de cuba dupla, um registro de cavalete de rosca 3/4, uma luva para a torneira e um pouco da massa epóxi.
2º) MONTAGEM PRECISA DE VEDAÇÃO: Passe um pouco da massa epóxi na parte interna da luva e depois rosqueie o registro. A outra extremidade da luva, também preenchida por uma camada de massa para vedação, deve ser encaixada em uma das saídas do sifão.
3º) INSTALAÇÃO NÃO MUDA: A instalação da nova peça no tanque deve ser feita da forma tradicional. Uma das pontas é encaixada na saída de água do tanque e a outra na do esgoto. O terceiro braço, com o registro, ficará solto e deve ser aberto quando a água armazenada precisar ser reutilizada.
“Se for uma água mais suja, a pessoa descarta. Se não for, ela pode ser reaproveitada para outras atividades da casa. Aqui onde moro nós usamos para lavar o quintal e também nos vasos sanitários, explicou Reinaldo Moreira.
Projeto social
A ideia surgiu em 2008 quando Reinaldo Parisi Moreira, morador do Guarujá, fazia um trabalho social na Fundação Casa em 2009. Ele desenvolveu o projeto e contou com a ajuda dos adolescentes para montar o primeiro protótipo. Por dois anos, o arquiteto aprimorou o sistema e conseguiu deixá-lo mais resistente e a montagem mais simples.
O projeto teve patente requerida e foi apresentado em feiras de inventores desde então. Uma fabricante de peças hidráulicas chegou a se interessar pelo produto, mas não deu andamento à fabricação industrial. O arquiteto continuou com o projeto e tem instalado as peças, de forma artesanal, na casa de amigos.
Repórter do G1 faz resumo dos últimos dias em que ficou em casas com pouca água
Desde quarta-feira (4) estou circulando por regiões de São Paulo que vivem as dificuldades com a escassez de água.
Nos últimos dias eu passei a morar em duas casas no Bairro do Limão. Também circulei pelo Parque Edu Chaves, tudo na Zona Norte de São Paulo, uma das primeiras regiões a enfrentar a redução do fornecimento de água.
No terceiro dia dessa jornada, passei a morar na casa da dona Teresa Prudêncio, uma imigrante portuguesa que dá aula de música. Ela mora com o filho e ambos chegaram a ficar quatro dias consecutivos sem água em casa. Dona Teresa armazena água da chuva e tenta economizar o máximo de água da caixa e ainda guarda o que consegue de água da chuva em garrafas pet e galões.
Aproveitei para mostrar como é possível lavar um carro com pouco mais de meio litro de água e também aproveitando a água da chuva. Conheci o Alexandre, um escoteiro de 16 anos que ensinou a fazer um filtro para tratar a água da chuva.
Repeti a experiência de tomar banho de caneca. Da primeira vez, na casa da Vanessa e do Marcelo, usei pouco mais de três litros de água. Na casa de dona Teresa, onde ela consegue armazenar mais água, usei seis litros para o banho.
No meu quarto dia de estadia em casas de família com pouca água, me mudei para a casa de Alexandre e Ana, também no Limão. Eles não conseguem saber exatamente quanto tempo de água eles recebem por dia, pois moram em um ponto mais alto da rua e a pressão da água é bem mais fraca do que na casa dos vizinhos.
Eles conseguem se manter com água porque têm um sítio em Tapiraí, no Vale do Ribeira, onde existe uma nascente. É a água dessa nascente que eles usam para distribuir aos vizinhos locais e até trazer para os vizinhos no Bairro do Limão.
Andei pelo Parque Edu Chaves, onde ouvi o relato da Andressa, que mora com o marido e a filha, mas recebem menos de três horas de água por dia. Ela tem sentido dores de estômago e acredita que seja por causa da má qualidade da água que está chegando à sua caixa d’água. A filha leva essa mesma água, que ela considera ruim, para tomar durante a aula, porque a escola também sofre com a falta de água.
A comerciante Lucimar, que tem um bar, dorme apenas duas horas por dia para conseguir pegar água no horário que a Sabesp fornece na região, das 8h às 11h.
Perto dali, o costureiro Sabino está preocupado com a qualidade da água, pois usa para dar banho nos três filhos e, principalmente, para fazer o leite das crianças. O dono do imóvel até comprou um tambor para ajudar a família de inquilinos.
Este cenário todo é vivido por moradores do Limão e do Parque Edu Chaves há mais de um ano.
O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.
Os moradores do Parque Edu Chaves, na Zona Norte de São Paulo, reclamam que só têm água durante três horas do dia. Normalmente, o fornecimento de água começa às 8h e termina às 11h, segundo relato de comerciantes e de quem vive na região. A qualidade e aspecto da água também é motivo de descontentamento.
A comerciante Andressa Nascimento, 29 anos, disse que está passando por problemas de saúde depois que a pressão da água foi reduzida pela Sabesp. “A água, quando chega, chega turva e com uma espuma branca. Uso essa água no filtro de casa, para beber e preparar comida. Nos últimos dias tenho sentido dores de estômago. Esse problema já dura desde março do ano passado.”
A filha dela vai à escola e leva uma garrafa da mesma água, pois a escola não tem água e recomenda que os alunos levem a bebida de casa. Andressa junta água da chuva para usar na descarga do banheiro. A caixa d’água só está ligada ao vaso sanitário e à torneira da pia do banheiro. “Minha filha colocou um bilhete na válvula da descarga para que peguem balde de água da máquina.”
A comerciante Lucimar Rodrigues, 56 anos, também reclama da pressão da água e do pouco tempo de fornecimento de água. “Não consigo encher minha caixa d’água, que fica no andar de cima do meu bar. Preciso pegar baldes e subir a escada toda vez que preciso de água. O banho é de canequinha.”
Ela costuma dormir por volta das 5h da manhã por causa do funcionamento de seu bar. “Durmo apenas duas horas por noite, pois acordo apenas para aproveitar a pouca vazão de água que temos de manhã. Aqui temos água apenas das 8h às 11h. E não é suficiente para passar o dia”, disse Lucimar.
O costureiro Sabino Catari reclama da falta de água, principalmente porque tem três filhos e a caixa d’água que a casa em que mora, alugada, só tem capacidade de 300 litros. “A gente precisa de água mais por causa das crianças, porque preciso fazer o leite delas com a água, lava a roupa delas. A água, do que jeito que chega, não dá para beber. Só temos água por três horas.”
O dono do imóvel onde mora Sabino, o aposentado José Ramalho, levou um tambor de 260 litros para o inquilino na tarde deste sábado (7). “A construção não comporta uma caixa d’água maior. Comprei o tambor para os moradores terem uma capacidade maior.”
O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.
O casal Alexandre Rodrigues e Ana Lúcia da Silva moram no Bairro do Limão, na Zona Norte de São Paulo e aproveitaram uma reforma que estão fazendo na casa e instalaram duas caixas d’água para aproveitar a possibilidade de melhora do abastecimento de água na região. Os moradores estão enfrentando dificuldades com a escassez de água.
Eles têm um sítio em Tapiraí, no Vale do Ribeira, que se transformou de um refúgio familiar a porto seguro de abastecimento de água. “A gente tem uma nascente, que já foi testada e aprovada por ter boa qualidade, por ser potável. A gente aproveitou para fazer um sistema que permite distribuir água para a nossa vizinhança de lá”, disse Ana.
Como têm dois dias de folga por semana, o casal aproveita esse período para levar a roupa acumulada para lavar no sítio. “A gente também consegue trazer para São Paulo um pouco da água da nascente para nós. O que conseguimos trazer a mais repassamos para a vizinhança daqui [Bairro do Limão]. A gente tem de dividir o pão, ou melhor, a água”, afirmou Ana.
Alexandre, que está fazendo a reforma da casa por conta própria, disse que está economizando água até para fazer o cimento. “A gente faz a receita certinha da massa, sem desperdício.”
O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.
Alexandre Júnior usou seus conhecimentos de escotismo para mostrar como é possível tratar água da chuva por até dois meses. Ele usou uma garrafa pet, um garrafão de plástico, carvão ativo, areia grossa e areia fina, cascalho fino e cascalho grosso, feltro. O custo foi de cerca de R$ 30 para conseguir todos os produtos necessários.
O escoteiro afirmou que basta passar a água da chuva seis vezes pelo filtro (apenas para iniciar o processo, pois as primeiras filtragens ainda acumulam detritos do carvão ativo). Por garantia, ele passou a água pelo sistema 20 vezes. “Foi só por garantia. Depois de filtrada, recomendamos pingar duas gotas de cloro em um litro de água”, afirmou o jovem, que me ofereceu um brinde com a água recém filtrada com a técnica.
Veja abaixo como ficou a água depois de passar pelo filtro:
O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.
O desafio era diminuir o gasto de água para lavar o carro de aproximadamente 200 litros para apenas 2 litros. E consegui completar a missão em 20 minutos indo além: deixei o carro limpo com exatos 560 ml de água (armazenada da chuva) e ainda fui recompensado com uma mãozinha da garoa. Eu nunca tinha tentado fazer a experiência, mas resolvi aproveitar a garoa do fim da tarde desta sexta-feira (6) para encarar o desafio.
Para lavar o carro do casal Alexandre Rodrigues e Ana Lúcia da Silva, comprei um shampoo específico para lavagem seca de carro. A água da garoa ajudou a molhar o carro e facilitou a primeira etapa da lavagem, que era a de aplicar o shampoo. Em seguida, era preciso passar um pano para retirar o produto. Para finalizar, a recomendação era passar pano seco. Essa etapa eu acabei pulando por razões óbvias. Ainda estou esperando a gorjeta.
Gastei R$ 26,80 para comprar o shampoo e os três panos de microfibra, recomendados pelo fabricante. Os panos são reutilizáveis e usei cerca de 70 ml do shampoo para lavar o carro todo.
O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.
Desde quarta-feira (4) estou circulando por regiões de São Paulo que vivem um clima de apreensão com a falta de água. Muitos paulistanos estão sentindo alguns dos efeitos das restrições no abastecimento, outros ainda seguem com a rotina normal.
Eu estou dormindo na casa de pessoas que moram em alguns desses bairros mais impactados. A ideia é mostrar quais são as dificuldades vividas pelos moradores e quais soluções que encontraram para o dia a dia sem água.
No primeiro dia eu morei na casade Vanessa Moraes e Marcelo Oliveira. Eles recebem água com pouca pressão por apenas oito horas do dia. O abastecimento não é suficiente para que a família, que também tem três filhos consiga passar o dia com tranquilidade. Eles fazem revezamento para tomar banho.
Eu experimentei a dificuldade da família dividindo com eles a pouca água que armazenaram. A rotina de falta de água ocorre desde dezembro de 2013.
Também na Zona Norte, o mecânico José Luiz Apis passou a usar mais gel para limpar as mãos depois de um dia de trabalho.
Sem água, um restaurante na Casa Verde passou a fechar três horas antes do normal. É quando começa a faltar água.
No segundo dia, passei a morar na casa do serralheiro Natanael Silva, que montou uma engenhoca para armazenar água da chuva. Ele consegue guardar cerca de 460 litros, o que é suficiente para o consumo de 15 dias em sua casa.
Ainda na Casa Verde, um grupo de moradores e comerciantes usaram a irreverência e o bom humor para chamar a atenção para um vazamento ocorrido na última terça-feira (3) na região. Eles simularam uma pescaria no rombo que o vazamento provocou na rua.
Perto dali, o cabeleireiro Maurílio Silva precisou se adaptar para continuar com o salão aberto durante a escassez de água. Ele não tem caixa d’água e passou a pedir para as clientes virem de casa com a cabeça molhada.
Já o casal Ronny Marques e Camila Marques compraram uma caixa d’água para guardar água da chuva. Eles acumulam roupa para lavar de uma vez só e reaproveitam água da máquina. A família fez uma gambiarra para ligar uma mangueira do tanque ao chuveiro.
O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.
Dona Teresa Prudêncio da Silva é uma daquelas imigrantes portuguesas que praticamente já incorporou o DNA brasileiro. Veio ao Brasil com 6 anos e já fez de tudo na vida.
Foi auxiliar de enfermagem, culinarista, caminhoneira e trabalhou na roça, mas sempre nutriu um sonho, o de aprender a tocar piano.
Foi aprender a tocar aos 50 anos e conseguiu dominar o instrumento, contrariando a lógica de quem só toca o instrumento se começar desde cedo.
Hoje, aos 63 anos, dá aula de música para netos e vizinhos em sua casa. Tem dois pianos armário com a inscrição Brasil na frente e uma sanfona, que ainda diz estar aprendendo a tocar. Quando sobra tempo, pinta quadros e faz reparos elétricos e hidráulicos em sua casa, prática que lhe rendeu o apelido de “Pereirão”, referência ao personagem de Lilian Cabral na novela Fina Estampa.
Conheci a professora no domingo (1º) quando a visitei para saber se concordaria em me hospedar por um dia e me mostrar a rotina dela com a escassez de água. Bem humorada, ela disse que concordava, pois enquanto conversávamos começou a chover. “Você é pé quente e trouxe chuva. Venha e fique à vontade.”
Abusando da hospitalidade, pedi que ela fizesse uma música sobre a falta d’água. “Não vou dormir para fazer essa composição”, confidenciou.
Na manhã desta sexta-feira (6), como combinado, toquei a campainha da casa dela às 6h. Em menos de uma hora ela se sentou ao piano e recitou o poema. O filho Andryus, que também está aprendendo a tocar sanfona com a mãe, encerrou o recital fazendo menção a São Paulo estar virando sertão e tocou Asa Branca, de Luiz Gonzaga.
“Você realmente nos trouxe chuva no domingo e durante a semana. E voltou a chover hoje. Só queria ter menos sotaque português para falar como os brasileiros”, disse ela.
Leia abaixo o poema musical feito por dona Teresa:
Domingo à tarde, a chuva
Oh, Cantareira querida, tu foste orgulho meu
Mataste a sede de tantos seres, mas só o ser humano a esqueceu
Hoje, vazia e suja, viraste um pasto para boi
Aos olhos de tanta gente, jamais será o orgulho que foi
Não fiques triste, pois tudo passa na vida
Um dia direi novamente “és meu orgulho, Cantareira querida”.
O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.
A relação da professora de música Teresa Prudêncio da Silva com a água começou na infância, aos 6 anos, quando ela veio de navio com os avós, saindo da Ilha da Madeira, que pertence a Portugal, para o Brasil. Durante muito tempo ela teve sonhos com água e todos traduziam cenas de algum tipo de calamidade. “Isso é curioso, porque os sonhos mostravam cenas de enchentes, mas nunca de falta de água, como está acontecendo agora.”
Ela mora com o filho Andryus no Bairro do Limão, na Zona Norte de São Paulo, região que também está com problemas de abastecimento de água. “Aqui está faltando água desde março do ano passado. Já chegamos a ficar quatro dias consecutivos sem uma gota de água, sequer para matar a sede”, disse a professora.
Quando a encontrei pela primeira vez, no domingo (1º), ela estava com pouca água na caixa e bastante preocupada, mas começou a ficar aliviada com a chuva que caiu naquela tarde. Ao retornar à casa dela, na manhã desta sexta-feira (6), dona Teresa estava bastante aliviada e sorridente porque a chuva dos últimos dois dias foi suficiente para melhorar a quantidade de água que sai pela torneira da cozinha.
Ela armazena a água quem vem do céu em várias garrafas, galões e tambores que tem espalhado pela cozinha e quintal. “Tenho três cachorros e muitas plantas. Todos precisam de cuidados especiais e por isso guardo água para não faltar mais. Também deixo água para os pássaros, que costumam vir cedinho tomar água no meu jardim.”
O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.
Captando água de chuva, o serralheiro Natanael Silva consegue o suficiente para seu consumo doméstico durante 15 dias. Ele mora no Bairro Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo.
Este foi o meu segundo ponto de parada na região que está sofrendo com a escassez de água. Fiquei 24 horas no local, e a situação está bem melhor do que na primeira casa onde fiquei, do casal Vanessa Moraes e Marcelo Oliveira.
Natanael é viúvo e mora sozinho. Ele afirma que consome menos do que os 10m³ de água, que a Sabesp cobra como valor mínimo em sua conta mensal. “O objetivo é tentar zerar o uso de água da Sabesp. Temos água da chuva, basta coletar e armazená-la. Espero que essa cobrança mínima mude”, disse ele.
Ele montou um sistema que usa dois tambores plásticos e um encanamento que liga o duto da calha aos recipientes. A engenhoca permite guardar mais de 400 litros de água. Com as chuvas de quarta (4) e quinta-feira (5), ele está tranquilo, pois os dois tambores estão cheios.
O próximo passo, segundo Natanael, é ligar o sistema com o vaso sanitário do banheiro. “Farei essa mudança no próximo final de semana”, contou.
Na quarta-feira, por causa de uma obra de reparo de vazamento em tubulação da Sabesp perto da casa dele, Natanael disse que a água da torneira começou a sair na cor marrom, cheia de barro, durante dois dias desta semana (assista ao vídeo abaixo). “Por ter o meu sistema de água, não fiquei preocupado, mas a água estava bem suja”, disse ele.
O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água. Leia mais.
O cabeleireiro Maurílio Silva precisou se adaptar para continuar com o salão aberto durante a escassez de água no bairro de Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo. Ele não tem caixa d’água e passou a pedir para as clientes virem de casa com a cabeça molhada. “Quando alguma cliente chega de última hora ou esquece de vir com o cabelo molhado, uso um borrifador ou improviso um balde para lavar.”
A orientadora Viviane Bernardo é cliente de Maurílio e já se acostumou com o pedido do cabeleireiro. Ela disse que para conseguir cortar o cabelo ela precisou planejar o dia. “Acordei às 6h da manhã para guardar água e lavar o cabelo, pois às 10h a gente já fica sem água até o dia seguinte.”
Maurílio também reduziu os dias de atendimento. O salão está funcionando apenas no período de quinta-feira até sábado.
Militantes do Estado Islâmico estão vendendo crianças iraquianas sequestradas em mercados como escravos sexuais e matando outras, inclusive crucificando e enterrando vivas, denunciou uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira (4).
Meninos iraquianos menores de 18 anos estão sendo cada vez mais usados pelo grupo radical como homens-bomba, fabricantes de bomba, informantes ou escudos humanos para proteger instalações contra ataques aéreos conduzidos pelos Estados Unidos, afirmou o Comitê das Nações Unidas para os Direitos da Criança.
“Realmente estamos profundamente preocupados com a tortura e o assassinato destas crianças, especialmente daquelas que pertencem a minorias, mas não só das minorias”, disse Renate Winter, especialista do comitê, em boletim à imprensa. “A abrangência do problema é enorme.”
Crianças da seita yazidi ou de comunidades cristãs, mas também xiitas e sunitas, têm sido vítimas, disse ela.
“Temos tido relatos de crianças, especialmente crianças com problemas mentais, que foram usadas como homens-bomba, muito provavelmente sem sequer entender a situação”, declarou Winter à Reuters. “Foi publicado um vídeo (na internet) que mostrava crianças de muito pouca idade, aproximadamente 8 anos ou mais novas, já sendo treinadas para serem soldados.”
O Estado Islâmico é uma dissidência da Al-Qaeda que declarou um califado islâmico em partes da Síria e do Iraque em meados do ano passado e já matou e expulsou de casa milhares de pessoas. Na terça-feira, o grupo divulgou um vídeo que mostra um piloto jordaniano capturado sendo queimado vivo.
O organismo da ONU denunciou “a matança sistemática de crianças pertencentes a minorias religiosas e étnicas cometida pelo assim chamado Estado Islâmico, incluindo vários casos de execuções coletivas de meninos, assim como relatos de crianças decapitadas, crucificadas e enterradas vivas”.
Um grande número de crianças foi morto ou ficou seriamente ferido durante ataques aéreos ou bombardeios das forças de seguranças iraquianas, e outras morreram de “desidratação, inanição e calor”, afirma a entidade.
O Estado Islâmico cometeu “violência sexual sistemática”, inclusive “o sequestro e a escravização sexual de crianças”.
“Crianças de minorias têm sido capturadas em vários lugares… vendidas no mercado com etiquetas, etiquetas de preço nelas, foram vendidas como escravas”, disse Winter.
Os 18 especialistas independentes que elaboraram o relatório pediram às autoridades iraquianas que adotem todas as medidas necessárias para “resgatar as crianças” sob controle do grupo militante e processar os perpetradores dos crimes.
Uma jovem da minoria iraquiana yazidi, que foi forçada a se transformar em uma escrava sexual pelos radicais do EI (Estado Islâmico), pediu que a coalizão ocidental bombardeasse a casa de prostituição forçada onde ela é abusada pelo menos 30 vezes antes da hora do almoço.
A mulher, que não teve a identidade revelada, tem sido mantida refém do grupo radical em algum lugar no oeste do Iraque, que está sob domínio dos jihadistas desde o início de agosto.
De acordo com o tabloide britânico Daily Mail, uma organização que se dedica ao cuidado das mulheres do Oriente Médio disse que a mulher entrou em contato com as tropas curdas por telefone para pedir que o bordel onde trabalha fosse bombardeado para acabar com o pesadelo que ela vive.
Ela teria dito aos combatentes que tinha sido violentada tantas vezes que mal conseguia usar o banheiro, acrescentando que a situação tem sido tão angustiante que ela planeja suicídio, mesmo se for liberada pelos jihadistas.
Os detalhes da situação brutal das mulheres que estão sob poder do EI surgiram durante uma entrevista com ativistas curdos, que organizam manifestações no centro de Londres para conscientizar sobre a situação das mulheres no Oriente Médio.
Durante uma entrevista com a BBC, um homem identificado como Karam, descreveu o telefonema da mulher para um amigo curdo.
Ele disse que ela chorava muito pelo telefone. “Se você sabe onde estamos, por favor, bombardeie esse lugar. Eu vou me matar de qualquer jeito. Outras já se mataram nessa manhã”, dizia a mulher.
— Eu tenho sido estuprada 30 vezes, antes mesmo da hora do almoço. Eu mal consigo ir ao banheiro. Por favor, bombardeie!
Na última semana, a ONU confirmou que milhares de yazidis foram assassinados em massacres, durante a dominação do EI na região. Há cerca de 7.000 mulheres em cativeiros, nos quais são forçadas a se tornarem escravas sexuais ou são vendidas.
A ONU denunciou que mulheres e meninas iraquianas, da minoria yazidi, estão sendo vendidas como escravas, empurradas para casamentos forçados e estupradas repetidamente pelos membros do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que as sequestraram ao tomar o controle da área onde viviam no norte do Iraque.
Os crimes dos jihadistas contra a minoria yazidi, em agosto passado, foi o gota d’água que levou os Estados Unidos a lançar bombardeios aéreos contra suas posições no Iraque, que se estenderam ao norte da Síria.
A ONU também disse que sua missão no Iraque recebeu notícias confiáveis sobre a execução de mulheres em Mosul, a segunda maior cidade do Iraque que agora está sob controle do EI, assim como em outras regiões que estão sob seu domínio.
Essas execuções são realizadas após supostos “julgamentos” e suas principais vítimas são “mulheres educadas ou profissionais”, disse o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Raad al Hussein.
Neste sentido, o responsável condenou o assassinato “brutal e a sangue frio” da ativista iraquiana, Sameera Saleh Ali al Nuaimy, que esta semana foi executada publicamente por um esquadrão de milicianos mascarados em frente à sede do que fora o governo regional de Mosul.
A vítima, uma distinta advogada conhecida por seus esforços para promover os direitos da mulher, foi detida em sua casa e torturada durante dias no local onde estava cativa, antes de ser executada.
Ela era acusada de apostasia por ter publicado no Facebook comentários críticos ao grupo terrorista. Após sua morte, sua família foi proibida inclusive de enterrá-la.
A execução de Nuaimy foi o último de vários ataques graves contra líderes femininas que vivem em regiões agora em mãos do EI, incluindo várias ex-candidatas a postos políticos.
Zeid disse que estes fatos demonstram “as similitudes entre o Estado Islâmico e outros grupos, como Boko Haram, na Nigéria, que também tratam mulheres e meninas de uma maneira abominável”.
De origem jordaniana, o alto comissário disse que as tentativas do grupo “de atrair mais gente para sua causa dizendo que seus atos são respaldados pelo Islã constituem uma grande perversão”.
Segundo testemunhos publicados por pessoal da ONU no Iraque, os jihadistas estão controlando estritamente — em lugares como a entrada a estabelecimentos médicos — o respeito de sua ordem de que as mulheres cubram seus rostos em público e que não saiam à rua sem uma companhia masculina. As mulheres que resistem a cumprir essas instruções são castigadas.
Estado Islâmico cria propaganda para ensinar mulheres a serem boas esposas para jihadistas
Nas redes sociais, o página voltada para as mulheres tem mais de 2.000 seguidoras
No vídeo, mulheres são instruídas a ajudar seus maridos jihadistasReprodução/independent.co.uk
O grupo radical EI (Estado Islâmico) começou a divulgar uma série de orientações de comportamento para as mulheres que querem casar com um militante do grupo, na Síria e no Iraque, através de uma nova agência midiática, que promove materiais específicos.
De acordo com o jornal britânico The Independent, o grupo começou a divulgar uma propaganda diferente da que vem sendo veiculada.
Ao invés de execuções brutais, atrocidades violentas e ameaças ao ocidente, o grupo agora criou comerciais que ensinam “como ser uma boa esposa para um jihadista”.
O lema da organização é “se preparar para ser uma esposa de honra”. Com vídeos e redes sociais, que já tem mais de 2.000 seguidores, os jihadistas explicam como uma mulher deve se comportar para contribuir no crescimento do EI.
Charlie Winter, um pesquisador do extremismo islâmico, da Fundação Quilliam, afirmou que a organização visa preparar pessoas de fora que querem entrar para o grupo e manter as mulheres que já estão casadas com militantes da forma como eles querem.
“É uma espécie de diretriz sobre como ser um bom defensor da jihad e de oferecer o melhor apoio para o marido, como uma ‘boa mulher'”, comenta Winter.
— Eu nunca vi nada como isso antes. Provavelmente já existam fóruns na internet, fazendo coisas semelhantes, mas esta é a primeira vez que uma organização midiática dá orientações sobre a mulher e o seu papel.
Os vídeos divulgados explicam sobre procedimentos de enfermagem, primeiros socorros, preparo de alimentos, livros sagrados, ciência e comportamento feminino.
Fonte: R7
Militantes do Estado Islâmico queimaram pelo menos 8 mil livros e manuscritos raros da biblioteca pública de Mossul, no Iraque, no domingo. Segundo o diretor do local, moradores locais tentaram convencer os radicais a não destruírem instalações da biblioteca, mas eles acabaram explodindo praticamente todo o acervo. Eles fizeram depois uma fogueira com livros culturais e científicos, e ainda levaram embora livros infantis e religiosos, segundo testemunhas. O EI também destruiu, no domingo, uma igreja e o teatro da universidade local.
O biblioteca foi fundada em 1921, após o nascimento do Estado iraquiano moderno. Em seu conteúdo, estavam manuscritos que datavam de até 5000 a.C., livros sírios impressos na primeira gráfica do país, títulos que datam do Império Otomano, jornais locais de décadas anteriores e antiguidades como astrolábios. Grande parte era considerada patrimônio raro pela Unesco. O acervo de famílias da alta sociedade da região também era hospedado na biblioteca.
“É uma pena. Costumava ir nos anos 1970. Era um dos grandes lugares de Mossul. Ainda lembro da listagem alfabética dos livros”, lamentou Akil Kata, que se exilou da cidade há anos, por conta da instabilidade da região.
Em 2003, invasores destruíram grande parte do local, roubando vários livros e manuscritos. O conteúdo acabou sendo recuperado e devolvido, segundo o ex-diretor adjunto da instituição, Qusai al-Faraj. O Iraque é tido como berço da civilização.
Mossul foi tomada pelo EI em junho do ano passado, durante o momento mais crítico da expansão territorial do grupo. Forças curdas, com apoio dos EUA e do governo iraquiano, têm lutado para retomar a cidade. O Comando Central militar americano afirmou que mais de 20 mil combatentes estavam sendo preparados para tentar retomar a cidade até maio. O Iraque criticou a divulgação das informações.
Enquanto o papa Francisco visita as ruas das Filipinas, milhares de crianças sofrem para “deixar os locais mais limpos”. Sem horizonte para resolver o problema dos menores abandonados, o governo local os deixa presos em presídios locais sem qualquer condição básica de sobrevivência. As informações são do Daily Mail.
O tabloide britânico visitou esses presídios ao lado de Father Shay Cullen, vencedor do Nobel, e relatou as condições desumanas às quais são submetidas essas crianças. “Vizinhas” de celas adultas, não raramente elas são estupradas, além de viverem com pouca comida e nenhuma condição de higiene.
Nas Filipinas existem mais de 20 mil crianças nessa situação, espalhadas em ao menos 17 presídios. Por exemplo, essas crianças recebem baldes nos quais devem fazer suas necessidades físicas. Algumas crianças, abandonadas pelos pais, vivem toda sua infância em prisões, sem qualquer noção sobre liberdade, diversão ou condições básicas de vida.
É o caso de Mak-Mak, um garoto de sete anos resgatado de uma prisão por uma instituição liderada por Father Chay. Ao chegar em seu lar adotivo, ele não entendeu que os brinquedos eram para seu uso e diversão.
Segundo instituições locais, a “captura” de crianças aumentou antes da chegada do papa. O vencedor do Nobel, agora, diz orar para que, durante a visita de cinco dias, Francisco fale sobre essas crianças e chame a atenção do mundo.
Fonte: Yahoo e Spotniks
Nas Filipinas, crianças de rua são presas para “limparem” as ruas durante a visita do Papa
Francisco chegou hoje ao país asiático de maioria católica. Suas aparições públicas, porém, estão restritas a não-mendigos, especialmente crianças.
Mesmo sendo um país de maioria cristã, as Filipinas ainda parecem não terem aderido às teses seculares de separação entre organizações religiosas e o governo. Apesar de afirmar no artigo II de sua Constituição que “a separação entre a Igreja e o Estado deve ser inviolável”, o não-envolvimento do poder estatal em prol de crenças não foi exatamente o que a reportagem do jornal britânico Daily Mail encontrou em sua visita ao país, que recebeu o Papa Francisco nessa quinta-feira.
Ao se aprofundarem nas investigações sobre as ações do governo em preparação para o recebimento do pontífice, os repórteres descobriram cenas dignas de campos de concentração: crianças de rua presas entre grades, ao lado de criminosos. Nas prisões, pouca ou nenhuma condição de higiene é oferecida e os jovens contam apenas com baldes no lugar de banheiros. Muitos já estão lá desde antes do natal.
Não existem brinquedos, escolas ou qualquer forma de entretenimento. Muitas apresentam sinais de desnutrição e de doenças. Os prisioneiros adultos contam que foram informados de que as crianças estavam lá para “limparem” as ruas durante a visita de Francisco:
“Várias crianças foram trazidas para cá recentemente. Fomos avisados de que elas estavam sendo tiradas dos viadutos por onde o Papa iria passar”, conta um deles.
Algumas crianças sequer possuem documentos, nem mesmo cédulas de identidade.
Apesar da legislação do país asiático não permitir a prisão de menores de 18 anos, pouca importância é dada aos códigos legais e é comum que crianças sejam levadas para prisões pela polícia, com o aval das autoridades locais. Dentro das casas de detenção existem diversos relatos de estupros e tortura de menores.
A situação é mais grave para crianças de rua, já que não possuem pais que possam pagar suas fianças ou subornarem os oficiais da polícia para serem liberadas.
A decisão de prender menores de idade no país começou em 1995, quando as primeiras levas de adolescentes e crianças acusadas de roubo ou tráfico chegaram nos presídios. Com o passar do tempo, as justificativas para o encarceramento de menores foram ficando cada vez menos rígidas, como em 2006, quando um garoto chegou a parar atrás das grades por jogar baralho em meio à uma calçada. Já outras, nem mesmo receberam uma justificativa para lá estarem: simplesmente foram tomadas de suas famílias e jogadas ao lado de estupradores, ladrões e assassinos.
Mesmo com a gravíssima situação dos garotos e garotas filipinos encarcerados, o governo pouco pronuncia sobre o assunto. Na verdade, muitas vezes admite que existem crianças presas a mando de seus oficiais. No caso das crianças tiradas das ruas em “homenagem” ao cardeal, não foi diferente:
“Eles [os sindicatos] sabem que o Papa se preocupa com as crianças e eles tirarão vantagens disso”, afirmou Rosalinda Orobia, chefe do Departamento de Bem Estar Social do distrito de Manila.
Sindicatos são como são chamados os cartéis de droga que controlam o tráfico no país. Segundo Rosalinda, menores de idade membros de gangues poderiam estar participando de um atentado orquestrado contra a visita do pontífice.
As declarações de Rosalinda foram emitidas no jornal Manila Standard e não foram bem recebidas.
“Nós deveríamos ficar escandalizados com a campanha artificial do governo para manter as ruas livres de crianças pobres apenas para a visita do papa”, declarou o jornal em um editorial.
“Mais crianças estão sendo tiradas [das ruas] nas últimas semanas e existe um padrão de acontecimentos desse tipo sempre antes de algum grande evento internacional”, conta Catherine Scerri, vice-diretora de uma casa de uma instituição de caridade e cuidados dedicada à crianças de rua.
Segundo Catherine, nas últimas semanas, seus funcionários vem percebendo esse aumento no número de “resgastes” de crianças que viviam nas ruas. Não é a primeira vez, porém:
“Isso aconteceu antes do presidente Obama visitar as Filipinas em abril do ano passado. Quando tentamos libertá-las, obtivemos a resposta de que as crianças não poderiam sair dali antes do retorno de Obama”, conta.
Conhecido por sua compaixão com presos e marginalizados, Papa Francisco lavou os pés de detentos em Roma em 2013 e também já realizou visitas em cadeias. Mas nas Filipinas, não existem previsões de que algo do tipo possa ocorrer. “Infelizmente, não existe nenhuma maneira de que o Papa vá visitar esses centros de detenção em Manila”, conta Father Shay, missionário irlandês nominado ao prêmio Nobel da Paz.
Shay já ajudou a resgatar crianças órfãs nos presídios filipinos.
“Eles não possuem direitos básicos. Não existem escolas. Não existe entretenimento. Não existe desenvolvimento humano apropriado. Não existe nenhum lugar para comerem e eles dormem no chão de concreto. Não existem processos judiciais. Essas crianças estão totalmente sem proteção. Elas não possuem representação legal”, diz.
Prisões injustas
Segundo a ONG Bahay Tuluyan, as crianças são levadas das ruas por motivos banais. Muitas não tinham cometido nenhum crime e foram presas simplesmente por dormirem nas ruas. Outras, foram igualmente presas após cometerem infrações leves, como roubo de comida.
Mas para os inspetores encarregados de tirarem as crianças das ruas, igualdade no tratamento está longe de ser uma opção: 1 em cada 6 carregam armas e 60% andam armados com cassetetes, e existem relatos de uso desproporcional desses armamentos contra crianças durante as ações de “limpeza”.
Entre os jovens presos, 60% afirmam que não tiveram escolha quando foram abordados e 42% revelam ter sido perseguidos.
Em apenas 53% dos casos os guardas estavam uniformizados e 94% deles não introduziram nenhuma forma de abordagem com os menores após encontrá-los. Alguns ainda relatam que já foram presos diversas vezes; cerca de 30% das crianças entrevistadas pela ONG revelaram que já foram para os centros de detenção mais de 5 vezes. Alguns não conseguiram responder com exatidão quantas vezes foram parar atrás das grades, pois já haviam perdido a conta de quantas vezes tiveram sua liberdade cercada injustamente.
Mesmo depois de protestos nas ruas e nas mídias sociais, a situação das crianças detidas nas Filipinas continua incerta. As operações de remoção de menores indigentes, que forçadamente trocam as calçadas pelas grades de ferro, o concreto sujo – todas com o aval das autoridades de Estado –, aparentemente não possuem data para acabar e devem se repetir durante os próximos eventos de grande porte que ocorrerem no país caso nada seja feito.
Fora dos presídios, o pontífice desembarcou hoje e permancerá nas Filipinas durante os próximos 5 dias. O país possui maioria católica – cerca de 80% da população se declara como seguidora da religião. O cardeal ainda celebrará uma missa na capital, Manila, onde são esperados 6 milhões de fiéis – os quais o governo tem se esforçado para que não sejam moradores de rua.
Entre 1,2 milhão e 1,6 milhão de pessoas realizaram em Paris na tarde de 11/1/15 uma manifestação histórica pela liberdade e pela democracia após os atentados terroristas registrados na França nesta semana. A passeata também homenageou os 17 mortos em três ataques diferentes nos últimos dias – entre eles as 12 pessoas que morreram em um atentado contra a sede do jornal “Charlie Hebdo”. Manifestações também foram realizadas em outras cidades da França, somando 3,7 milhões de pessoas nas ruas em todo o país.
Uma verdadeira maré humana tomou conta das ruas de Paris. A multidão, reunida sob um frio sol de inverno, alternava slogans como “Viva a França”, “Eu sou Charlie” e sua variação mais abrangente “Eu sou Charlie, judeu, policial”.
“Paris hoje é a capital do mundo”, afirmou o presidente francês François Hollande aos membros de seu gabinete reunidos no palácio do Eliseu, antes de se dirigir para a manifestação.
Outras cidades francesas também reuniram milhares de pessoas nas ruas. Entre 150 mil e 200 mil pessoas marcharam em Lyon (centro), 115 mil em Rennes (oeste), 100 mil em Bordeaux (sudoeste) e 60 mil em Marsella (sul), segundo a France Presse.
A passeata de Paris começou pouco antes das 15h30 locais (12h30 de Brasília) na Praça da República, liderada pelas famílias e parentes de vítimas dos ataques, seguidos por políticos, lideranças sindicais e religiosas. Atrás deles, uma multidão de anônimos seguia vagarosamente, por haver muitas pessoas no local.
A marcha deste domingo teve escala “sem precedentes”, disse o Ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, à France Presse. “Os manifestantes se dispersaram em um perímetro muito maior do que estava previsto”, afirmou.
Foram mobilizados 5.500 homens, entre policiais e soldados, inclusive 2.200 agentes encarregados de proteger a manifestação diretamente e os militares encarregados do restante da aglomeração parisiense, no âmbito do plano antiterrorista Vigipirate.
“Foram adotadas todas as medidas para que esta manifestação possa transcorrer em um clima de recolhimento, respeito e segurança. Todos os dispositivos estão adotados para garantir a segurança da grande marcha convocada após o massacre no jornal ‘Charlie Hebdo'”, disse o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve.
O presidente François Hollande e outros líderes mundiais, além de seu antecessor, Nicolas Sarkozy, caminharam por cerca de 200 metros em um trajeto paralelo ao principal da marcha. Eles fizeram um minuto de silêncio.
Chefes de Estado
Ao lado do presidente, participaram a chanceler alemã, Angela Merkel; os chefes de governo italiano, Matteo Renzi; espanhol, Mariano Rajoy; e britânico, David Cameron. O ex-presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi recebido pelo atual chefe de Estado.
O chanceler russo, Serguei Lavrov; e os primeiros-ministros israelense, Benjamin Netanyahu; e turco, Ahmed Davutoglu; e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmmud Abbas, também participaram, entre outros.
Em seguida, eles se dispersaram e apenas alguns políticos franceses prosseguiram na marcha. Antes de retornar ao palácio do Eliseu, Hollande cumprimentou alguns familiares das vítimas. O presidente também abraçou um dos colaboradores do jornal “Charlie Hebdo”, o médico Patrick Pelloux, que chegou ao jornal pouco depois do ataque à redação.
O ministro marroquino das Relações Exteriores, Salaheddine Mezouar, não compareceu à marcha em Paris “em razão da presença de charges blasfematórias” do profeta no evento, segundo comunicado oficial divulgado pela embaixada marroquina.
A manifestação contou, inclusive, com a presença da líder da extrema direita Marine Le Pen, depois de ter afirmado que não recebeu um convite oficial do governo e que a união nacional é fictícia. Le Pen foi ovacionada por cerca de mil pessoas reunidas em Beaucaire.
“Obrigada por estarem aqui para lembrar dos valores da liberdade”, disse a presidente da Frente Nacional, em uma breve declaração da varanda do hotel da cidade.
O premiê britânico David Cameron afirmou que participou da marcha deste domingo em Paris para mostrar “solidariedade” com a França. “Foi uma demonstração de solidariedade, as pessoas em todo o país, jovens e velhos, brancos e negros, dizendo que nós estamos com as vítimas”, disse Cameron à agência da rede BBC. Também disse: “Nós vivemos em uma democracia livre e aberta. Você não pode ter certeza de que sempre vai ocorrer prevenção de ataques como esse”.
Na véspera, uma maré humana de 700 mil pessoas foi às ruas de várias cidades francesas.
O presidente francês François Hollande é cercado por chefes de Estado, incluindo a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente da Ucrânia Petro Poroshenko em marcha pela liberdade nas ruas de Paris, no domingo (11) (Foto: Philippe Wojazer/Reuters)
Primeiro-ministros dão os braços em Paris. Da esquerda para direitoa, o grego Antonis Samaras, o espanhol Mariano Rajoy, o britânico David Cameron, a dinamarquesa Helle Torning Schmidt e a polonesa Ewa Kopacz (Foto: REUTERS/Yves Herman)
O presidente francês, François Hollande, abraçou durante a marcha o médico Patrick Pelloux, colaborador do Charlie Hebdo que chegou ao jornal pouco depois do ataque à redação (Foto: REUTERS/Philippe Wojazer)
Marcha em homenagem às vítimas do atentados jihadistas reuniu de 1,2 a 1,6 milhão nas ruas da capital francesa, segundo um dos organizadores (Foto: AP Photo/Thibault Camus)
Milhares de pessoas se reuniram na Praça da República, de onde marcharam pelas ruas de Paris (Foto: AP Photo/Peter Dejong)
Marcha pela liberdade e pela República toma conta das ruas de Paris no domingo (11) (Foto: Martin Bureau/AFP)
Ativistas do grupo Femen, que luta pelos direitos das mulheres, são vistas na Praça da República de Paris antes da marcha pela liberdade marcada para este domingo (Foto: Loic Venance/AFP)
Depois de afirmar que não recebeu um convite oficial do governo e que a união nacional é fictícia, a líder da extrema direita Marine Le Pen participa de marcha (Foto: AFP/Pascal Guyot)
O presidente francês recebe a rainha Rania e o rei Abdullah, da Jordânia, neste domingo (11) em Paris (Foto: Thibault Camus/AP)
Fonte: G1
Marchas em memória de vítimas de atentado reúnem milhares na França
Mais de 200 mil pessoas foram às ruas de diversas cidades.
Milhares de pessoas participaram neste sábado de uma marcha em Nice em memória às vítimas dos ataques terroristas dos últimos dias na França. (Foto: Valery Hache/AFP)
Centenas de milhares de pessoas foram às ruas de cidades francesas neste sábado (10) para participar de marchas em memória das vítimas dos ataques terroristas realizados nos últimos dias na França. Segundo a polícia francesa, mais de 200 mil pessoas participaram dos protestos em diversas cidades do país.
Em Toulouse, foram registradas 80 mil pessoas na marcha. Em Nice, no litoral francês, a polícia informou que cerca de 23 mil pessoas participaram da passeata, segundo o jornal “Le Figaro”.
A marcha lembra especialmente os 12 mortos no ataque à redação do jornal “Charlie Hebdo”, ocorrido na última quarta-feira (7) em Paris. Entre as vítimas estão dois policiais e quatro renomados cartunistas. No dia seguinte, uma policial morreu em um ataque que a polícia disse ser relacionado.
Nesta sexta-feira (9), operações simultâneas encerraram dois cercos policiais que estavam em andamento na França, matando os irmãos Chérif e Said Kouachi, suspeitos do massacre no jornal “Charlie Hebdo”, e Amedy Coulibaly, um sequestrador que mantinha reféns em um mercado em Paris.
Outros protestos em homenagem às vítimas também foram realizados no município de Pau, onde 30 mil pessoas se reuniram – a cidade tem 80 mil habitantes, segundo o “Le Monde”
Em Orleans, 22 mil pessoas foram às ruas, também de acordo com informações policiais. A concentração principal foi no entorno de uma estátua de Joana d’Arc.
Milhares de pessoas com cartazes “Eu sou Charlie” participaram de marcha em Nice neste sábado (Foto: Valery Hache/AFP)
Além dos protestos deste sábado, uma grande marcha pela República, a favor da liberdade de expressão e em memória das vítimas dos atentados foi convocada para as 15h deste domingo (11) em Paris.
Diversas autoridades francesas e também de outros países europeus confirmaram sua presença.
Pessoas participam neste sábado (10) de protesto na Praça do Memorial em Caen, na França, em memória às vítimas do atentado terrorista em Paris (Foto: Charly Triballeau/AFP)
Segurança
Para garantir a segurança na marcha, a França anunciou o envio adicional de 500 militares à região de Paris como parte do reforço da operação antiterrorista Vigipirate, que foi mantida em alerta máximo.
A medida ocorrerá em duas etapas, segundo o Ministério da Defesa. No domingo, 1.350 militares participarão da segurança na cidade, de acordo com a France Presse.
Segundo o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, que participou em uma reunião da célula de emergência do governo neste sábado, o plano de alerta antiterrorismo na região parisiense, elevado na quarta-feira passada, será mantido nas próximas semanas e será reforçado ainda mais, depois dos ataques dos últimos dias.
“Dado o contexto, estamos expostos a riscos. É importante, portanto, que o plano Vigipirata (de alerta), que foi aumentado na região de Paris e que foi alvo de medidas particulares no resto do país, seja reforçado no curso das próximas semanas”, afirmou o ministro ao final de uma reunião de crise no palácio presidencial.
Ele também confirmou que a França adotou todas as medidas necessárias para garantir a segurança nas manifestações pela liberdade de expressão previstas para este domingo.
“Foram adotadas todas as medidas para que esta manifestação possa acontecer em um clima de recolhimento, respeito e segurança. Todas as disposições estão adotadas para garantir esta segurança”, enfatizou.
Protesto reuniu 23 mil pessoas nas ruas de Nice, segundo a polícia (Foto: Valery Hache/AFP)
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