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Brasil segue na pindaíba

21/09/2020

21% das famílias mais pobres estão sem renda na pandemia, diz diagnóstico

Pesquisa com mais de 20 mil famílias em todo o Brasil mostra ainda que 38% dependem de doações para se alimentar

Por Gilson Garrett Jr.Publicado em: 20/09/2020 às 08h16Alterado em: 18/09/2020 às 20h34access_timeTempo de leitura: 3 min

Pobreza

 (Kay Fochtmann / EyeEm/Getty Images)

A pandemia  reduziu ainda mais a renda das famílias brasileiras. Além disso, muitas delas não conseguiram acesso ao auxílio de 600 reais do governo federal. Com isso, 21% dos mais pobres estão sem renda alguma, segundo um levantamento inédito feito pela empresa Bússola Social.

A pesquisa revela que 12,5% das famílias vivem com menos de 500 reais por mês e 31,5%, com renda entre 500 e 1.000 reais mensais. Ainda de acordo com os dados, em 71% das famílias pelo menos um membro perdeu o emprego durante a pandemia do coronavírus.

Todas essas informações resultaram no Diagnóstico Familiar, uma grande plataforma gratuita, que fornece informações em tempo real para a gestão de projetos sociais de Organizações Não Governamentais, empresas e do poder público. Mais de 20 mil famílias em todo o Brasil, que são atendidas por projetos sociais, responderam aos questionários sobre renda, alimentação e distanciamento social durante a pandemia.

“Fica muito difícil para as famílias garantir seu próprio sustento com a crise econômica e a situação foi se agravando com a pandemia. O grande objetivo da plataforma é ajudar e entender o que está acontecendo no Brasil para que as instituições possam planejar ações”, explica Áureo Giunco Júnior, co-fundador da Bússola Social e idealizador do Diagnóstico Familiar.

Sem uma fonte de renda, as famílias não têm acesso a alimentos básicos e dependem de doações. Para 14,1% a única maneira de conseguir comida é com a ajuda de outras pessoas.

Além do aperto na renda, a inflação está pressionando ainda mais quem ganha menos. No ano, o Indicador Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de Inflação por Faixa de Renda para as famílias muito pobres acumula alta de 1,5%. Para os mais ricos, há retração de 0,07% no índice.

“Deveria haver uma distribuição de renda de forma emergencial para as pessoas terem acesso a comida. É garantir a asistência mínima e direitos básicos. O governo precisa também planejar como vai se dar a retomada econômica, mas como as pessoas que perderam o emprego serão recolocadas no mercado de trabalho”, avalia Giunco.

Auxílio emergencial

Instituído em abril para conter os efeitos da pandemia sobre a população mais pobre e os trabalhadores informais, o auxílio emergencial começou a ser pago com parcelas mensais de 600 reais a 1.200 reais (no caso das mães chefes de família) a cada beneficiário. Fonte: Exame

Operação Storm

01/08/2020

Bill Clinton volta a ser ligado a abusos de Jeffrey Epstein, dizem documentos

Donald Trump, Melania Trump, Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell posam para foto na Flórida, em 2000, anos antes de estourarem os escândalos sexuais envolvendo Epstein e sua parceira. (Foto: Davidoff Studios/Getty Images)
Donald Trump, Melania Trump, Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell posam para foto na Flórida, em 2000, anos antes de estourarem os escândalos sexuais envolvendo Epstein e sua parceira. (Foto: Davidoff Studios/Getty Images)

Uma nova leva de documentos, parte de uma ação movida pela ativista Virginia Roberts Giuffre nos Estados Unidos contra a socialite britânica Ghislaine Maxwell, ex-parceira de Jeffrey Epstein, e suspeita de operar com ele uma rede de tráfico de mulheres, revela detalhes das acusações feitas por Giuffre contra Maxwell e Epstein, e volta a conectar o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, ao caso. 

Atenção. O conteúdo descrito a seguir, parte dos documentos revelados pela justiça americana e divulgado na imprensa internacional, pode chocar pessoas suscetíveis a temas de violência sexual e abuso de menores. 

Segundo Giuffre, ela foi “cooptada” por Epstein e Maxwell quando ainda era uma adolescente, e “treinada como uma escrava sexual”, de acordo com as palavras usadas por ela em depoimento. Giuffre diz que era frequentemente usada e pressionada a fazer sexo com os “convidados” da dupla, entre eles o Príncipe Andrew, membro da família real inglesa, além de outros ricos empresários, políticos americanos, pelo menos um “famoso cientista” e um designer de moda. As informações são do jornal inglês The Guardian. 

Ghislaine Maxwell atualmente está presa nos Estados Unidos, à espera da conclusão de seu julgamento. Epstein foi encontrado morto em agosto do ano passado, enforcado em sua cela, em Nova York. 

“Havia muitas garotas envolvidas”, diz Giuffre, segundo os documentos revelados. “Era algo contínuo.”

Segundo os documentos, o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, é acusado por Giuffre de ter visitado a ilha onde Epstein tinha uma mansão, nas Ilhas Virgens Americanas, no Mar do Caribe, em pelo menos uma ocasião. Giuffre diz ter visto Clinton na propriedade de Epstein. 

A ilha é descrita por Giuffre como um “local onde orgias ocorriam constantemente”. Clinton já negou anteriormente qualquer relação com as atividades criminosas de Epstein, e nesta sexta-feira (31) voltou a refutar a história de que teria visitado a ilha, em comunicado enviado à revista Newsweek. “Ele nunca esteve na Little St. James Island”, disse um porta-voz de Clinton. “Ele também não falava com Epstein havia mais de uma década, muito antes de seus terríveis crimes terem vindo à tona.”

Quando questionada se Epstein comentava sobre o fato de muitas das garotas serem menores de idade, Giuffre respondeu que sim, segundo os documentos revelados nesta semana. “O pior [caso] que ouvi da própria boca dele foi o dessas lindas garotas de 12 anos que chegaram de avião para o aniversário dele. Foi um presente de aniversário de um dos amigos dele, e elas haviam vindo da França”, afirma. Fonte: YAHOO

Caronga Vi gera caos na educação

13/07/2020

Caos na educação

O Brasil vive uma das situações mais críticas de sua história na área do ensino, com escolas fechando as portas, faculdades demitindo e alunos sem aulas — até mesmo as virtuais. Tudo isso coloca em risco não apenas as gerações do amanhã, mas o próprio desenvolvimento do País

Crédito:  GABRIEL REIS

INDEFINIÇÃO Estudante Amanda Minet está sem aulas presenciais e virtuais desde março: continuação do curso é incerta (Crédito: GABRIEL REIS)

No campo da educação, 2020 é um ano praticamente encerrado — e perdido no tempo. Uma combinação de fatores não lhe poderia ter sido mais nociva, alguns deles decorrentes uns dos outros, já os demais fixados pelas mais diversas razões: pandemia, caos econômico, crise política, desgoverno total do País. Junte-se a isso uma gestão federal que olha o setor educacional como inimigo e tenta ideologicamente o seu aparelhamento — estratégia típica de regimes autoritários. Ilustra a desimportância que o presidente Jair Bolsonaro dá à educação o fato de que o Brasil já vai para mais de duas semanas sem um ministro para esse setor — e, até agora, somando-se os três que passaram pela pasta (o último, o das mentiras, sequer tomou posse) o resultado é zero. O primeiro foi um pândego, o segundo trocava Franz Kafka por Kafta e o último sofre de mitomania. Não é apenas a educação que sai lesada, mas, também, o próprio desenvolvimento do País.

O apagão começa no ensino infantil particular. Sem conseguir refinanciar dívidas e com a perda de quase metade dos alunos, a única saída para muitas escolas de pequeno porte foi fechar as portas. A falta de aderência ao ensino à distância por parte de crianças (o que é mais que normal) e a desistência de muitos pais desempregados levaram a uma situação insustentável. Estima-se que até 10% dos alunos deixaram as escolas privadas de ensino fundamental em todo o País, mas a evasão em escolas que atendem crianças de zero a três anos pode chegar até 80%. A situação pode ser exemplificada pela carioca Ednalva Maria dos Santos, mãe da garotinha Alice, de três anos de idade. Ela retirou a menina da escolinha no bairro de Cavalcante, na zona Norte do Rio de Janeiro. Ednalva é a única que ainda tem emprego na família. “O escola até reduziu a mensalidade, mas a minha situação financeira está desesperadora”, diz ela. Além do monstro da miséria, há outro monstro, esse invisível e que se chama coronavírus. Juntamente à falta de dinheiro, aí vem o medo de morrer, esse generalizado em todo o mundo: “não vou ter coragem de levar minha filha quando as aulas voltarem porque o risco ainda é grande”.

DUPLO SOFRIMENTO Ednalva e a filha, Alice, de três anos: medo do futuro financeiro e do presente de pandemia (Crédito:Divulgação)

Estima-se que até 300 mil docentes podem ter perdido seus empregos em todo o País. Em São Paulo, das 11 mil escolas que atendem desde o ensino infantil até o técnico, 80% possuem menos de 500 alunos, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp). A expectativa é de que essas insituições tenham perdido o equivalente a uma receita mensal completa, de acordo com o presidente da entidade, Benjamin Ribeiro da Silva. Com isso, cerca de 30% dos berçários, que atendem crianças de zero a três anos, não sobreviverão: alunos das primeiras séries do ensino fundamental deverão migrar para as escolas públicas, que poderão não absorver tanta demanda. No ensino médio, que historicamente tem dificuldade de evitar a evasão de jovens entre 15 e 17 anos, três em cada dez alunos já pensa em abandonar os estudos — aumento significativo, uma vez que anteriormente o nível de abandono era de 11,8%. Ou seja: lamentavelmente, de um patamar já alto passou-se a outro mais elevado ainda. Isso coloca em risco o futuro de gerações e o desenvolvimento da Nação.

No ensino superior particular, a inadimplência atingiu níveis recordes e, em maio, 23,9% dos estudantes não conseguiram pagar suas mensalidades. Cerca de 32,5% dos alunos acabaram trancando a matrícula ou desistiram do curso em abril. E aí entra diretamente a pandemia: a implantação de novas tecnologias e a possibilidade de reduzir estruturas físicas e, consequentemente, os custos, colocou na berlinda o corpo docente. Mais de 800 professores universitários foram demitidos no final do semestre,quando as faculdades passaram a montar salas com 200 ou até 300 alunos conectados numa única aula. A decorrência inevitável foi a redução do número de professores e, em média, houve o corte geral de quase 30% do corpo docente. Professor em de mestrado de educação, em São Paulo, Ricardo Casco estava encerrando os trabalhos do semestre após a adaptação de aulas ao ambiente virtual. No final de junho, quando foi inserir as notas dos alunos no sistema, não conseguiu mais acesso. Seu e-mail também havia sido bloqueado. Quando ligou para a faculdade só disseram que receberia um telegrama. “Fui demitido sumariamente sem nem saber o porquê”, diz ele.No ensino superior público, a crise é ainda maior, já que muitas faculdades não conseguiram sequer implantar ensino remoto, deixando alunos sem aulas o primeiro semestre inteiro. Amanda Minet, por exemplo, que estuda arquitetura, nem teve a chance de aulas virtuais. Até a semana passada ela aguardava uma decisão de sua faculdade para saber como será a continuação do curso. “Fiquei perdida”, diz a universitária. Fonte: Isto é

Fome decorrente da Caronga Vi

10/07/2020

A fome come para dentro o corpo daqueles que não têm nada para comer, porque somente os famintos sentem o que se chama boca do estômago. Atualmente, no País, pelo menos 10,3 milhões de brasileiros não têm o que comer diariamente. E a situação é ainda mais abrangente em 36,7% dos lares, que padecem de outra condição extrema: não possuem acesso regular à alimentação em quantidade e qualidade suficientes para se nutrirem. É o que se denomina, na econômica e ciências sociais, insegurança alimentar. A fome é escalonada em três níveis. Mera teoria. Fome sem recompensa de comida é tudo igual: é fome! O estudo, divulgado na semana passada, é do IBGE e refere-se a 2017 e 2018 — apenas três anos, portanto, após o Brasil ter sido retirado pela ONU do “mapa da fome”, em 2014. Em 36 meses, a tal triste mapa os nossos tristes trópicos, assim definidos pelo antropólogo Claude Lévi-Strauss, retornaram com 14,1% a mais de miséria. Fonte: Isto é

Covid-19 aumenta a fome no mundo, e mortes podem chegar a 12 mil por dia

Estudo elaborado pela organização não governamental Oxfam adverte que a pobreza extrema pode levar à morte adicional de 6,1 mil a 12,2 mil pessoas por dia, até o fim do ano. Brasil corre alto risco de retornar ao mapa da desnutrição


Em um estudo inédito realizado por conta da pandemia de covid-19, a Oxfam International advertiu sobre o aumento da fome no planeta, à medida que o novo coronavírus lança milhões de pessoas na pobreza extrema. De acordo com dados da organização não governamental britânica, divulgados na noite de ontem, a covid-19 “jogou lenha à fogueira” de uma crise alimentar que vinha se acirrando nos últimos anos. Pelas estimativas da Oxfam, até o fim de 2020, entre 6,1 mil e 12,2 mil pessoas poderão morrer diariamente de fome em decorrência dos impactos socioeconômicos da pandemia. Os dados emitem um alerta global e direcionado ao Brasil, que corre o risco de voltar ao mapa da fome. Fundada em 1942, a Oxfam atua em mais de 90 países.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) — agência da Organização das Nações Unidas (ONU) — estima que 270 milhões de pessoas estarão em situação de crise de fome antes do fim do ano. O número representa um aumento de 82% em relação ao registrado em 2019, devido à pandemia. No ano passado, 821 milhões de pessoas sofriam de insegurança alimentar no mundo, das quais 149 milhões estavam em situação de crise de fome ou pior. Os dados da ONU estimam uma média diária de 25 mil pessoas mortas pela fome em 2018. Com a previsão da Oxfam de mortes adicionais provocadas pela covid-19, o volume médio de perdas diárias de vidas para a fome crescerá até 50% neste ano.
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O comunicado da Oxfam destaca os 10 países e regiões com a maior incidência de fome extrema nos quais a crise alimentar é mais grave e se acirra em decorrência da pandemia: Iêmen, República Democrática do Congo (RDC), Afeganistão, Venezuela, região do Sahel da África Ocidental, Etiópia, Sudão, Sudão do Sul, Síria e Haiti. Juntos, esses países e regiões abrigam 65% das pessoas em situação de crise de fome em todo o mundo.
A entidade ressalta que há países e regiões de renda média que enfrentam riscos de alta na incidência da fome. É o caso de Índia, África do Sul e Brasil, que apresentam números crescentes de pessoas que estão sendo empurradas pela pandemia para situação de fome. A Oxfam destacou que até mesmo nações desenvolvidas não estão imunes. “Dados do governo do Reino Unido mostram que, nas primeiras semanas de lockdown no país, cerca de 7,7 milhões de adultos foram obrigados a reduzir o tamanho das suas refeições ou pular refeições, e até 3,7 milhões precisaram recorrer à comida de caridade ou a um banco de alimentos.”
No documento, a Oxfam aponta que o mundo já vive um período de extrema desigualdade, com quase metade da população mundial sobrevivendo com menos de US$ 5,5 por dia, enquanto os 2,2 mil bilionários do planeta detêm riqueza superior à de 4,6 bilhões de pessoas juntas. “A pandemia está explorando e exacerbando as desigualdades, na medida em que os que estão na base da pirâmide social são os mais impactados pela perda de empregos e de renda”, informou a entidade, ao propor uma série de medidas aos governos para evitarem esse cenário de fome extrema em formação (Veja quadro).

Retrocesso

O Brasil é apontado pela Oxfam como uma das nações com alto risco de aumento de pessoas em situação de extrema pobreza. O país, inclusive, pode retornar ao chamado “mapa da fome”, depois de conseguir sair em 2014. A entidade destaca que o número de pessoas em situação de fome tem crescido desde a recessão de 2015 e 2016, “como resultado do aumento das taxas de pobreza e de desemprego e de cortes nos orçamentos para a agricultura familiar e para a proteção social”.
“Com a crise provocada pela pandemia não será possível mascarar os problemas que existiam, antes da covid-19, referentes à precarização do mercado de trabalho. Por mais que ocorra uma recuperação ainda neste ano da economia, isso não vai se sobrepor aos problemas que existiam devido ao aumento da informalidade nos últimos anos”, destacou, em entrevista ao Correio, Maitê Gauto, gerente de Programas e Incidência da Oxfam Brasil. “Por mais que as pessoas conseguiram gerar renda antes do início da pandemia, elas vivem em um nível de insegurança financeira muito grande. E a covid-19 deixou isso muito claro”, afirmou.
A executiva lembrou que os 38 milhões de trabalhadores informais identificados como público apto a receber o auxílio emergencial de R$ 600, na primeira estimativa de março, continuarão vulneráveis, mesmo quando o prazo de cinco meses do benefício acabar. Isso porque o processo de retomada da economia e do emprego deverá levar até dois anos para ocorrer.
Maitê considera que o risco de o Brasil voltar para o mapa da fome será alto, caso o governo não tome as medidas necessárias para garantir as políticas mínimas de proteção social. “Um projeto de renda básica de longo prazo é importante nesse sentido, assim como restabelecer as medidas bem sucedidas do combate à fome. Caso contrário, a tendência é de que o país volte ao mapa da fome”, destacou.
O Brasil deixou de fazer parte do mapa da fome em 2014, quando conseguiu a façanha de manter menos de 5% da população em condição de extrema pobreza, graças às medidas de amparo social e de melhora na conjuntura econômica. No entanto, o número tornou a crescer — de 4,9 milhões de pessoas, em 2014, para 5,2 milhões, em 2018. “Para evitar que o Brasil volte para o mapa da fome, é importante que o governo não negligencie medidas para evitar a escalada dela. Ainda estamos em tempo de segurar a disparada e garantir que as pessoas não sofram de maneira severa as consequências dessa recessão provocada pela pandemia”, pontuou.

» Medidas urgentes

Além da necessidade de os governos adotarem ações para conter a propagação do novo coronavírus, a Oxfam recomenda providências urgentes para fazer frente à crise de fome global em formação.Continua depois da publicidade

Ajuda humanitáriaOs governos doadores devem financiar, na íntegra, o apelo da ONU por ajuda humanitária ante a covid-19, a fim de assistir comunidades e grupos mais vulneráveis, incluindo mulheres, trabalhadores migrantes e comunidades deslocadas. Os governos devem também garantir que os produtores de alimentos possam voltar a trabalhar com segurança, facilitar a circulação de agricultores e trabalhadores agrícolas, abrir mercados de alimentos e garantir acesso a insumos agrícolas.
Justiça e sustentabilidade alimentarOs governos devem assumir o compromisso de realizar uma reunião de alto nível durante a sessão do Comitê de Segurança Alimentar Mundial, a ser realizada, em Roma, em outubro deste ano, para coordenar medidas no sentido de garantir que o estabelecimento de sistemas alimentares mais justos, adequados, resilientes e sustentáveis, constitua um elemento central das medidas de recuperação pós-pandemia.
Participação das mulheresAs mulheres devem ter a oportunidade de participar e liderar decisões sobre como reparar o nosso sistema alimentar falido. Para compreender todas as implicações dos desafios que as mulheres estão enfrentando em decorrência da pandemia, dados desagregados por gênero devem ser coletados e usados para informar decisões sobre como responder a esses desafios.
Cancelamento de dívidasA comunidade internacional deve ampliar o cancelamento de dívidas, no sentido de abranger todas as dívidas privadas, bilaterais e multilaterais de países de baixa e média rendas e com credores privados. Tal medida liberaria US$ 1 trilhão em receitas para ajudar países em desenvolvimento a arcarem com os custos de pacotes de resgate econômico para pequenas empresas e medidas de proteção social, como o pagamento de auxílios emergenciais em espécie para ajudar as pessoas a sobreviver.
Combate à crise climáticaSão necessárias medidas urgentes para reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa, impedir que as temperaturas globais subam acima de 1,5 grau e ajudar pequenos produtores a se adaptarem às mudanças climáticas. Para esse fim, é necessário abordar as emissões da agricultura,  responsáveis por um quarto das emissões globais de gases de efeito estufa — principalmente oriundas do desmatamento, da pecuária e do uso de fertilizantes.
Cessar-fogo globalA Oxfam apela a todos os países e partes envolvidas em conflitos que respondam ao apelo do secretário-geral da ONU (António Guterres) por um cessar-fogo global. Eles devem parar imediatamente de lutar e vender armas, para permitir que as pessoas recebam ajuda humanitária e que os esforços de paz avancem. Fonte: Correio Braziliense

Reação ao STF

08/07/2020

Advogados direitistas lançam ação internacional para denunciar STF

À frente da iniciativa está o Movimento Advogados do Brasil (MAB), que reúne profissionais do Direito, em sua maioria de perfil conservador.

Advogados direitistas lançam ação internacional para denunciar STF

Um grupo de advogados deu início na semana passada ao que chamou grandiosamente de “A maior ação do mundo”. Eles protestam contra o que entendem ser violações de direitos humanos patrocinadas sobretudo pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

À frente da iniciativa está o Movimento Advogados do Brasil (MAB), que reúne profissionais do Direito, em sua maioria de perfil conservador. São também defensores da Lava Jato, destoando do perfil majoritário da corporação, que não pode ver o ex-ministro Sergio Moro (Justiça) pela frente.

Iniciada na terça-feira passada (30), a articulação pretende enviar petições para mais de cem entidades do mundo denunciando “as lamentáveis violações de direitos fundamentais” no Brasil. De acordo com o MAB, há cerca de 7.000 advogados engajados nas ações.

Os destinatários são instâncias como a OEA (Organização dos Estados Americanos), a Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Tribunal de Haia e a ONU, além de órgãos jurídicos internacionais e veículos de imprensa.

O principal alvo das reclamações é o inquérito das fake news aberto pelo STF, que tem mirado principalmente ativistas digitais e empresários apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

“Desde sua instauração [do inquérito], vários princípios e regras básicas e universais de direitos humanos vêm sendo cotidianamente violadas”, diz um texto do advogado Emerson Grigollette, de Presidente Prudente (SP), um dos organizadores do movimento.

Procurado pela reportagem, Grigollette não quis dar entrevista.

Uma petição on-line de apoio à ação, que pode ser assinada por qualquer pessoa, foi postada no site CitizenGo, plataforma espanhola para abaixo-assinados conservadores bastante usada pela direita brasileira. Até a noite desta segunda-feira (6), já contava com mais de 94 mil assinaturas.

Os principais pontos criticados pelos advogados são os mesmos já abordados por opositores do inquérito, aberto no ano passado para investigar ataques on-line direcionados contra o Supremo.

A maior polêmica se refere à forma como o inquérito se iniciou: de ofício, ou seja, por iniciativa da própria corte, sem ser provocada.

Além disso, o relator, ministro Alexandre de Moraes, foi escolhido a dedo pelo presidente Dias Toffoli, e não por sorteio, como é habitual. O STF está na situação singular de comandar o inquérito e julgá-lo, o que levanta questões sobre sua imparcialidade.

Não é tudo, dizem os advogados. “Também os direitos a liberdade de expressão e a livre manifestação de pensamento vêm sendo violados”, afirma a petição no CitizenGo.

Ou seja, o que o STF aponta como fake news seria simplesmente o exercício do direito de expressão previsto na Constituição. É um argumento recorrente entre a direita.

A petição ainda reclama do fato de advogados de acusados não terem tido acesso às acusações contra seus clientes e questiona as quebras dos sigilos fiscal e bancário de investigados.

Por fim, não perde a oportunidade de alfinetar o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, que estaria sendo falho ao defender os direitos de advogados, que têm sua atuação no inquérito dificultada.

“Responsável pela condução e gestão do órgão máximo de defesa dos direitos dos advogados brasileiros, [Santa Cruz] vem se revelando tímido, senão inerte, na defesa das prerrogativas profissionais”, diz o texto. Santa Cruz é atualmente um duro crítico de Bolsonaro.

É difícil saber que efeito prático a “maior ação do mundo” terá, até porque o STF de maneira esmagadora (10 votos a 1) validou o inquérito das fake news.

Mas não deixa de ser um novo e importante front que advogados conservadores abriram contra um Judiciário visto por eles como ativista e sem respeito pela liberdade.

Por via das dúvidas, os signatários da petição fazem questão de demonstrar que não querem ser confundidos com a franja mais lunática de manifestantes bolsonaristas que pedem intervenção militar e fechamento do Congresso e do STF.

“Reconhecemos a importância indiscutível, não só da existência, mas também da manutenção e proteção de uma Suprema Corte e dos Poderes Legislativo e Executivo. Portanto, jamais discutiremos ou incentivaremos qualquer medida tendente ao fechamento destes órgãos, que são necessários a própria existência do Estado”, afirmam. Fonte: Notícias ao Minuto

Brasil na pindaíba

06/07/2020

O Brasil na miséria

O ciclo de empobrecimento do País, que começou há cinco anos, se intensifica com a pandemia e torna as perspectivas de futuro cada vez mais sombrias. A tendência é de piora na distribuição de renda

Crédito:  Lalo de Almeida

A principal mazela brasileira, a desigualdade, vem se intensificando nos últimos cinco anos e tende a se tornar ainda mais cruel por causa da pandemia do coronavírus. Se a distribuição de renda no País já era sofrível, a expectativa é que piore daqui para frente. Os fatores imediatos que contribuem para a deterioração do quadro social são o aumento do desemprego e do número de desalentados, gente que desistiu de procurar uma nova ocupação, e a impossibilidade de atuação de milhões de trabalhadores informais, impedidos de exercer sua atividade. O isolamento social tornou impossível para muitas pessoas buscarem o pão de cada dia e criou um ambiente de incerteza que afeta principalmente a parte baixa da pirâmide e não deve se dissipar nos próximos meses. Os últimos dados do Banco Mundial, divulgados em abril, revelam que o número de brasileiros vivendo com menos de US$ 3,20 (R$ 17,00) por dia passou de 14,3 milhões para 19,2 milhões entre 2017 e 2018. Um estudo publicado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que, entre 2012 e 2019, a renda da metade mais pobre da população caiu 18%, enquanto o 1% mais rico teve um aumento de quase 10% no seu poder de compra.

Ajuda emergencial

O cenário é nebuloso, com o aprofundamento da crise econômica, e aponta para um encolhimento do mercado de trabalho. O tempo para recolocação das pessoas que estão perdendo o emprego agora será dilatado porque a recuperação da atividade será lenta. A ajuda emergencial de R$ 600, concedida pelo governo federal para a população desassistida, deverá amenizar os efeitos econômicos da pandemia e impedir uma explosão da miséria, mas não será suficiente para reverter o ciclo de empobrecimento, já que seus benefícios são de curto prazo. Se o governo não prolongar a ajuda e não fizer mudanças estruturais, a tendência é que, passado o período de isolamento, a penúria se alastre. “A pandemia fez todo mundo ganhar menos ao mesmo tempo e mostrou que o custo da desigualdade é maior do que se imaginava”, diz o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Pedro Ferreira de Souza, autor do livro “Uma história da desigualdade: a concentração de renda entre os ricos, 1926-2013”. “Todo mundo já estava acostumado com a desigualdade no cotidiano, mas o coronavírus está mostrando seu lado mais trágico e perverso”.

“O governo parou no dever de casa número 1, que é o socorro emergencial”, diz o economista Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para quem a pandemia encolheu consideravelmente a base do mercado de trabalho. “Deveria haver também um segundo grande programa de apoio ao empreendedorismo e um modificação radical do contrato de trabalho que alterasse seus fundamentos fiscais”. Segundo Castro, na sua falta de estratégia para enfrentar a crise, o governo de Jair Bolsonaro se esqueceu do setor produtivo e abandonou as micro e pequenas empresas ao seu próprio destino. Só no final de junho, depois de mais de cem dias de pandemia, foi colocado em prática o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que garantirá uma linha de crédito para financiamento da folha de salários das empresas por dois meses. Além disso, ele acredita que a ajuda emergencial de R$ 600 pode colocar muita gente na “armadilha do conforto provisório” e desmotivar a pessoa a procurar um trabalho ou inicar um empreendimento. “Um garçom que perdeu o emprego, por exemplo, não vai encontrar outra porta aberta rapidamente”, afirma. “Hoje o que temos é o famoso governo ao deus-dará”.

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RICOS E POBRES A paisagem urbana expõe a precária distribuição de renda no Brasil: cresce população que vive abaixo da linha de pobreza (Crédito:Divulgação)
“Hoje o que temos é o famoso governo ao deus-dará” Paulo Rabello de Castro, economista (Crédito:Fernando Frazão/Agência Brasil)

Neste momento, muitos brasileiros pararam de procurar emprego e se tornaram indisponíveis para trabalhar por terem sido contaminados pelo coronavírus ou porque precisam cuidar de algum doente. De acordo com os últimos dados do IBGE, obtidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), o desemprego atingiu 12,7 milhões de pessoas entre março e maio deste ano. No período, quando houve o agravamento da crise sanitária, 7,8 milhões de pessoas perderam o emprego. Só em maio, 1 milhão de brasileiros ficaram sem contrato de trabalho. A taxa de desocupação, que era de 11,6% no trimestre anterior, atingiu 12,9%. O maior problema, porém, é que a população que estava fora do mercado, sem trabalho ou procurando emprego, aumentou em 9 milhões de um trimestre para o outro e atingiu o recorde de 75 milhões de pessoas. Além disso, o número de desalentados, que desistiram de procurar trabalho porque não acreditam que conseguirão vaga, aumentou em 718 mil e atingiu 5,4 milhões de pessoas. Os analistas do mercado acreditam que a taxa de desemprego alcançará 15,5% em setembro.

Embora os efeitos definitivos da pandemia ainda não possam ser medidos, inclusive pelo impacto que a ajuda emergencial terá sobre a atividade econômica, neste momento tudo aponta para o crescimento da desigualdade. Além daqueles que recebem menos de US$ 3,20 por dia, há um contingente de 41,7 milhões de brasileiros vivendo no limite da pobreza, segundo estudo do Banco Mundial, que tem uma renda inferior a US$ 5,50 (R$ 30,00) por dia. Esse é um grupo que tem crescido consideravelmente nos últimos anos – 5,8 milhões de pessoas entraram nessa faixa –, em função da deterioração da economia e da concentração de renda nas mãos dos mais ricos. E que tende a aumentar ainda mais nos próximos tempos por causa da falta de estratégia do governo para rearticular o sistema produtivo. Fonte: isto é

Devastação na Amazônia

06/07/2020

Retaliação Ambiental

Por causa de seu desleixo com a Amazônia, que teve recorde de focos de queimadas em junho, o presidente Jair Bolsonaro assusta investidores globais e expõe o País a um desastre financeiro

Crédito: Gustavo Basso/NurPhoto

DESTRUIÇÃO Número de pontos de incêndio detectados pelo Inpe, em junho, chega a 2.248 e é o mais alto desde 2007

FISCALIZAÇÃO Atuação de militares na proteção da Amazônia atrapalha operações do Ibama: governo não tem estratégia
para salvar a floresta (Crédito:EDVALDO)

O Brasil entrou numa encrenca monumental. O desleixo do presidente Jair Bolsonaro com a Amazônia expôs o País a uma situação complexa e vexatória, que envolve alguns dos maiores banqueiros do mundo e poderá ter consequências econômicas desastrosas. Segundo noticiou o jornal Financial Times, um grupo de megainvestidores, que administra um fundo de mais de US$ 3,7 trilhões, ameaça deixar o Brasil caso a destruição da floresta não seja interrompida. Uma carta com este alerta, subscrita por 29 instituições financeiras, foi entregue ao governo brasileiro há duas semanas. Motivos para o mercado global estar apavorado não faltam. Os últimos indicadores divulgados, quarta-feira 1, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que a destruição só cresce e bateu recorde no mês passado. Foram detectados 2.248 focos de incêndio, número mais alto desde 2007. Outros indicadores de devastação, como o aumento da área desmatada, também pioraram de forma acentuada nos últimos 18 meses.

Os investidores temem que o desastre ambiental aumente o risco soberano do Brasil e começam a deixar o País para trás nos seus projetos financeiros e comerciais. A ameaças de retaliação vêm de todas as partes. Os franceses estão da linha de frente da ruptura do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Grandes redes varejistas inglesas preparam-se para interromper os negócios com os brasileiros por causa da política destrutiva do governo Bolsonaro. Empresas nacionais, inclusive as gigantes da alimentação e da mineração, podem perder o acesso ao dinheiro dos mercados mundiais ou verem seu custo financeiro ficar cada vez mais alto. Outro problema é de reputação: marcas globais evitarão se vincular a um governo incendiário, que estimula a destruição das florestas. Qualquer empresa que tenha algum tipo de relação em sua cadeia de suprimentos com as atrocidades ambientais cometidas na região poderá entrar em uma lista de exceção.

Preocupado especialmente com o acordo com a União Europeia, Bolsonaro já percebeu que o cerco internacional está se fechando e tenta reagir à pressão. Numa videoconferência dos chefes de Estado do Mercosul, quinta-feira 2, ele declarou que o governo busca “desfazer opiniões distorcidas sobre a região.” Disse também que há um esforço para mostrar ações na área ambiental. O que se vê, no entanto, é uma ausência de políticas de conservação e de preservação da Amazônia. A principal iniciativa do presidente foi o envio das Forças Armadas para combater focos de incêndio, em maio, em uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Mas a presença militar não apresentou resultados práticos e serviu mais para atrapalhar os fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), que atuam lá há 30 anos, do que para contribuir com o trabalho de proteção. De maneira descrita como atabalhoada e até mal-intencionada, os militares assumiram o controle das operações e descartaram as ações planejadas pelo Ibama para enfrentar os madeireiros.

Enquanto isso, a floresta arde e é cortada sem piedade. Em junho, os focos de incêndio no bioma Amazônia, identificados com base em imagens de satélite, aumentaram 19,6% em relação ao mês anterior, quando foram registrados 1.880 pontos. Pela primeira vez em treze anos, o número de queimadas superou a marca de 2 mil. Quanto à área desmatada, o crescimento é igualmente alarmante. Um levantamento do Inpe indicou, em maio, um aumento de 34% nos alertas de corte raso da floresta em relação à abril. Nos quatro primeiros meses de 2020, o desmatamento cresceu 55% se comparado com o mesmo período de 2019. Não restam dúvidas de que a maior reserva ambiental do planeta corre sério risco de destruição e a preocupação internacional é totalmente procedente. Bolsonaro e seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, nada fazem para proteger a Amazônia. E, por conta disso, o Brasil avança para se tornar um pária internacional. Fonte: Isto é

Ciclone bomba atinge o Sul do Brasil

04/07/2020

Ciclone bomba: como choque de massas formou fenômeno que devasta Sul do país

Meteorologista afirma que, mesmo no oceano, sistema pode ganhar força novamente e, em alguns casos, voltar ao continente ou se deslocar até a África.

Fonte: Youtube


Moradores da região Sul contabilizam prejuízos após a passagem de um ciclone extratropical pela região. — Foto: São Joaquim Online/Fotos Públicas

Moradores da região Sul contabilizam prejuízos após a passagem de um ciclone extratropical pela região. — Foto: São Joaquim Online/Fotos Públicas

Nos últimos dois dias, moradores da região Sul do Brasil, principalmente de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, contabilizam prejuízos após a passagem de um ciclone extratropical pela região, o “ciclone bomba”, como foi batizado. Apreensiva, a população ainda se preocupa com os efeitos que o fenômeno, que já chegou ao oceano, ainda pode causar nos próximos dias.

A previsão é de que ele ainda provoque ventos fortes desde o sul do Rio Grande do Sul até o Rio de Janeiro, além de queda na temperatura até o fim de semana.

Meteorologistas ouvidos pela BBC News Brasil disseram que é comum que ciclones como esse atinjam o Brasil, principalmente durante a primavera e o outono. Mas por que este foi tão forte e causou tantos estragos?

O meteorologista, Francisco de Assis, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), afirmou que a força do fenômeno foi determinada pelo grande contraste entre as temperaturas que formaram o ciclone.

“Ele se formou a partir de uma massa de ar quente que estava perto do Mato Grosso do Sul e Paraguai com outra de ar frio vinda do norte da Argentina, na região que chamamos de ciclogenética. Foi registrada uma queda de pressão muito forte do ar quente e isso deu mais força para a atuação da alta pressão da massa de ar frio”, afirmou Assis.

Ele disse, porém, que os efeitos do fenômeno serão mais leves nos próximos dias, mas ainda causarão instabilidade climática. As áreas litorâneas, principalmente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ainda terão ventos fortes e mar agitado.

“As temperaturas vão cair bastante. Há a possibilidade de neve nas serras gaúchas. Isso ocorre porque a instabilidade na atmosfera causa a formação de nuvens e chuva intensa no início do ciclo. Quando ele se estabiliza a temperatura cai bastante e a chuva diminui”, afirmou o especialista no Inmet.

Os meteorologistas disseram que é comum que tornados menores se formem durante a passagem de ciclones como esse.

Furacão Catarina

Formação de ciclones intertropicais ocorrem do encontro de duas massas: uma de ar quente e outra de ar frio. — Foto: SÃO JOAQUIM ONLINE/FOTOS PÚBLICAS

Formação de ciclones intertropicais ocorrem do encontro de duas massas: uma de ar quente e outra de ar frio. — Foto: SÃO JOAQUIM ONLINE/FOTOS PÚBLICAS

O meteorologista explica que o furacão Catarina, que atingiu mais de 30 mil casas, matou 11 pessoas e feriu outras centenas no Sul em 2004, também era um ciclone extratropical.

Ele conta que, na época, o sistema passou pelo Rio Grande do Sul, Uruguai e chegou ao oceano Atlântico, assim como o “ciclone bomba”. A diferença é que o Catarina encontrou mais ar quente no mar, onde ganhou energia e voltou para o continente.

“Isso causou ventos muito fortes na costa de Santa Catarina. Mas depois que ele volta para o continente, perde a energia da água do mar que o alimentava e morre. Mas se houver correntes sempre o alimentando, ele pode ir até a África”, afirmou.

Ele disse que esse fenômeno não causa turbulências em aviões, por exemplo, pois só chega a 5 mil metros de altitude. Um avião costuma trafegar a mais de 10 mil metros durante as viagens. Já um furacão pode atingir alturas de até 15 mil metros — ou 15 km.

Ar quente e frio

Os especialistas ouvidos pela BBC disseram que a formação desses ciclones intertropicais ocorre por conta do encontro de duas massas: uma de ar quente e outra de ar frio. A força desse sistema depende basicamente do contraste entre elas.

“Esse (ciclone bomba) teve uma queda de pressão mais intensa e, além da diferença de temperatura, o gradiente de pressão era muito alto. Existe um ar frio vindo por cima, mais pesado e seco, contra um ar quente de baixo, leve e úmido. O frio cai enquanto o quente quer subir, o que força um movimento no sentido horário que vai aumentando de intensidade conforme as massas se juntam”, afirmou o especialista do Inmet.

Ele disse ser provável que um fenômeno como esse se repita ainda neste mês. Mas isso não significa que terá a mesma intensidade. Ele contou que, em junho, já havia ocorrido um, e em maio, outro mais forte. A diferença é que não havia um contraste de temperatura e pressão tão grande — e por isso não causaram tantos estragos.

“Normalmente eles (ciclones) causam ventos entre 60 e 70 km/h. Dessa vez foi quase o dobro. É possível inclusive que tenha formado tornados (mais de 120 km/h) entre o Paraná e São Paulo. Não sabemos por que eles ocorrem dentro das tempestades e fica difícil visualizar”, afirmou Francisco de Assis.

O meteorologista do Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura de São Paulo (CGE) Michael Pantera disse que os ventos frios em altitude, chamados de correntes de jato, também foram um fator determinante na potência do ciclone.

“É um vento localizado quase perto da estratosfera. A baixa pressão em superfície puxa o ar do lado e sobe no meio porque é leve. Se eu tenho uma força tirando o ar de cima, como uma seringa, isso intensifica a subida do vento e a força do ciclone”, afirmou Pantera.

Ele disse que esse fenômeno costuma ocorrer na região Sul do país, em latitudes menores que 20º. São Paulo está a 23º, por exemplo. Mas disse que, ainda assim, o Estado é suscetível a esse tipo de sistema.

Ele lembra que, em junho de 2015, diversas cidades do interior paulista, como Jarinu, São Roque e Campinas, registraram tornados.

“Isso não ocorre nas outras regiões do país porque na linha do Equador é mais quente e não tem tanto esse choque de uma massa muito fria com outra muito quente”, disse Pantera.

O meteorologista do Centro de Gerenciamento do CGE Michael Pantera disse que a passagem do ciclone provocou uma frente fria em São Paulo que deve derrubar as temperaturas pelo menos até o fim de semana.

“Ele causou uma forte chuva em São Paulo e a tendência é esfriar. A previsão é de que São Paulo registre uma mínima de 8ºC. Mesmo com sol ao longo do dia, a temperatura não passa de 18º C na quinta e sexta-feira”, afirmou Pantera. Fonte: G1

Economia brasileira entra em depressão por causa da Caronga Vi

15/05/2020

37 milhões pediram seguro-desemprego nos EUA, e apenas 1,5 milhão no BR

Para entender essa diferença, é preciso ter em mente as características do mercado de trabalho em cada país.

Programa de redução de salário preserva 11,7 milhões de empregos

O setor da economia que mais recorreu à suspensão e à redução de jornada com compensação parcial da renda foram os serviços.

Programa de redução de salário preserva 11,7 milhões de empregos

O programa de redução temporária de salários e de suspensão de contratos de trabalho durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19) ajudou a preservar 11.698.243 empregos, divulgou hoje (29) a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Segundo o órgão, os valores a serem pagos de complementação de renda totalizam R$ 17,4 bilhões.

Os números referem-se até a última sexta-feira (26). Segundo o Ministério da Economia, 1.348.733 empregadores aderiram ao programa, dos quais pouco mais da metade empresas de pequeno porte.

Segundo a Secretaria de Trabalho, 50,4% dos acordos (5.899.841) referem-se a trabalhadores de micro e de pequenas empresas, que faturam até R$ 4,8 milhões por ano. As médias e grandes empresas, com faturamento superior a esse valor, respondem por 46,3% dos acordos (5.421.678). Os empregados domésticos e trabalhadores intermitentes totalizam 3,3% dos acordos (376.724).

Os acordos de suspensão de contratos representam 46,4% do total, o que equivale a 5.423.172 empregos. Em relação aos casos de redução de jornada, 19,3% dos acordos (2.256.368) estabelecem redução de 70% dos salários com o recebimento de 70% do seguro-desemprego, e 18,3% dos acordos (2.144.886) foram fechados para reduzir o salário em 50% com a complementação de 50% do seguro-desemprego.

Um total de 14,6% (1.706.748) dos acordos preveem a redução de 25% dos salários com o pagamento de 25% de seguro-desemprego. Os casos de trabalhadores intermitentes, que recebem R$ 600 por três meses quando o contrato estiver “inativo”, correspondem a 1,4%, o equivalente a 167.069 empregados.

O setor da economia que mais recorreu à suspensão e à redução de jornada com compensação parcial da renda foram os serviços, com 5.353.412 acordos fechados, o equivalente a 45,8% do total. Em seguida, vêm o comércio, com 25,4% dos acordos (2.966.199); a indústria, com 23,6% (2.758.327), e a construção civil, com 2,6% (299.019)

Segundo as estatísticas do Ministério da Economia, os estados que registraram o maior número de benefícios emergenciais foram São Paulo (3.810.012 acordos), Rio de Janeiro (1.135.735), Minas Gerais (1.051.952), Rio Grande do Sul (698.616) e Paraná (603.508). A pasta prevê que o programa custará R$ 51,2 bilhões.

Equivalente a uma parte do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito se fosse demitido sem justa causa, o benefício emergencial (BEm) é concedido a trabalhadores que tiverem jornada reduzida ou contrato suspenso. Nos acordos individuais, o percentual do seguro-desemprego equivale à redução salarial proposta pelo empregador. Os trabalhadores intermitentes recebem uma ajuda de R$ 600. Fonte: Notícias ao Minuto

’Desemprego já deve estar acima de 17%’, diz Sergio Vale

Economista-chefe da MB Associados afirma que as pessoas saíram do mercado e não voltaram a procurar trabalhoCássia Almeida14/06/2020 – 04:30

Sergio Vale, economista-chefe da MB associados Foto: Agência O Globo
Sergio Vale, economista-chefe da MB associados Foto: Agência O Globo

Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, afirma que as pessoas saíram do mercado e não voltaram a procurar trabalho, o que distorceu a taxa de desemprego, que considera somente quem toma providência para achar uma vaga.

Como ficará o mercado de trabalho nos próximos meses?

A taxa de desemprego deve estar acima de 17%, se incluir quem saiu do mercado e deixou de procurar. Há uma incerteza grande, com reflexos no consumo. Consequentemente, as empresas vão entrar em recuperação judicial ou falência. Os números do mercado vão continuar piorando mês a mês, com uma dificuldade muito concreta de retomar a normalidade.

Quais os reflexos para a atividade econômica?

Em 2021, vamos ter muita dificuldade de sair da crise econômica e política no Brasil. Por isso, estamos prevendo alta de 2% no ano que vem, depois de queda de 8% este ano. Houve ainda uma quebra da imagem do Brasil lá fora, o que vai tornar a retomada mais lenta.

A instabilidade política vai agravar o quadro?

Isso afasta investimentos nos próximos anos. Estamos discutindo impeachment do terceiro presidente seguido. Isso mostra um ambiente conturbado e instável. Houve mudança radical na imagem do Brasil na questão do meio ambiente, viramos um pária internacional na questão da Covid-19. O investidor quer investir num país ambientalmente correto, que segue regras internacionais. Lutamos tanto para mostrar que o desmatamento na Amazônia estava diminuindo. Essa situação torna o crescimento frágil. Há impacto de longo prazo que não pode ser desconsiderado, não é só a questão fiscal, tem a imagem negativa

Vamos demorar para absorver esses novos desempregados?

Uma economia que não cresce não consegue absorver minimamente essa massa da população. Vai aumentar informalidade, com as pessoas sem conseguirem se reinserir. Só se houver um espírito reformista que aumente de forma radical a produtividade.

E a questão fiscal?

Vamos chegar a um déficit primário de 10%, com a dívida atingindo 95% do PIB. O ajuste deve vir por aumento de impostos. Fonte: O Globo

37 milhões pediram seguro-desemprego nos EUA, e apenas 1,5 milhão no BR

Brasil já passa por depressão econômica, diz Armínio Fraga

O ex-presidente do BC vê com preocupação a situação das contas públicas no Brasil

Brasil já passa por depressão econômica, diz Armínio Fraga
Fonte: Notícias ao minuto

O ex-presidente do Banco Central e sócio fundador da Gávea Investimentos, Armínio Fraga, vê com preocupação a situação das contas públicas no Brasil. Segundo ele, o País já passa por uma depressão econômica. “Em termos de tamanho e de profundidade da recessão, sim. Eu diria que isso é uma depressão, embora não seja comparável à Grande Depressão da década de 1930”, diz Fraga em entrevista ao jornal Valor Econômico.

A combinação das crises econômica, política e sanitária gera um quadro paralisante, de acordo com Fraga. Ele cita que, com a chegada da pandemia e suas consequências no emprego, uma saída deve ser pensada de forma coordenada, como resposta a todas as frentes, como tem sido feito no mundo todo.

Segundo ele, porém, o Brasil é um ponto fora da curva. “O que nós temos é diferente: são várias semanas seguidas de crescimento no número de casos sem, ainda, um sinal claro de reversão, mas já com muita pressão para reabrir a economia”.

De acordo com ele, o governo também deve ficar atento com sua capacidade de aumentar os gastos em decorrência da pandemia. “O governo não pode se acomodar achando que o Brasil é um Japão ou os Estados Unidos, que podem sair gastando sem grandes consequências”, argumenta o economista, que acrescenta: “De meia-sola em meia-sola o buraco vai aumentando e, agora, nós estamos batendo na porta de uma dívida de 100% do PIB e uma máquina do crescimento absolutamente avariada.”

Fraga também não esconde seu receio do risco de solvência da dívida, que começaria, diz, com o encurtamento dos prazos dos títulos e, portanto, do prazo médio da dívida. Se nesse intervalo o governo não fizer um ajuste fiscal permanente, a dívida vira uma quase moeda, com prazos muito curtos de vencimento e em valor superior às reservas cambiais, o que provocaria uma fuga para outros ativos e moedas, explica o ex-presidente do BC. Este cenário, segundo Fraga, deixaria apenas duas opções “intragáveis”: uma inflação muito alta ou um default, ou seja, um calote nos detentores dos papéis.

Para o economista, nem a indexação da dívida à taxa de câmbio seria suficiente para evitar o roteiro traçado por ele. “Pode indexar ao câmbio, à inflação ou à Selic, mas no limite não haveria saída sem que se encarasse o buraco fiscal. E no fundo há um outro buraco: a escassez de gastos adequados na área social”, diz Fraga. Ele argumenta que, com as desigualdades “extremas” do Brasil, sempre haverá demanda pelo gasto em áreas como saúde, educação e previdência.

Enquanto nos EUA 37 milhões de pessoas solicitaram o seguro-desemprego em março e abril deste ano, no Brasil o número foi bem menor: 1,5 milhão no mesmo período.

Para entender essa diferença, é preciso ter em mente as características do mercado de trabalho em cada país, bem como os instrumentos adotados para o combate à crise do coronavírus.

Enquanto nos EUA o seguro-desemprego é o principal instrumento assistencial para quem fica sem trabalho, neste momento existem no Brasil, além do seguro-desemprego, o auxílio emergencial, para informais, bem como a suspensão de contrato e o corte de jornada e salário para quem tem carteira assinada.

Segundo balanço mais recente, 57 milhões de brasileiros estão recebendo o auxílio emergencial para informais ou tiveram contrato de trabalho suspenso ou jornada e salários reduzidos. É preciso considerar também que os critérios para a concessão do seguro-desemprego não são os mesmos.

Os EUA tinham 156,5 milhões de pessoas empregadas no final de abril, praticamente todas aptas a receber o seguro, inclusive trabalhadores de aplicativos de transporte.

No Brasil, apenas trabalhadores formais, com carteira assinada, podem ter acesso (exceto em casos específicos, com pescadores artesanais). No final de março, 33,6 milhões possuíam empregos formais no mercado de trabalho brasileiro.

Ter carteira assinada é apenas um dos requisitos para ter acesso ao seguro-desemprego. É necessário ainda cumprir carências que variam de 6 a 12 meses de trabalho e não possuir outra fonte de renda.

Outra diferença está nos custos de demissões e contratações, bem maiores no caso brasileiro. Isso torna vantajoso, em muitos casos, utilizar as hipóteses previstas na Medida Provisória 936, que trata da suspensão de contratos e redução de salários para trabalhadores formais.

Segundo dados do Ministério da Economia, até 11 de maio, 4 milhões de trabalhadores estavam com o contrato de trabalho suspenso e 3,2 milhões, com jornada e salário reduzido. O governo estima que esse total de 7,2 milhões deve chegar a 24,5 milhões nos próximos meses (cerca de 70% dos trabalhadores formais).

Eles vão receber do governo uma complementação de salário que corresponde a um percentual do seguro-desemprego, mas que não será paga com recursos deste programa. Ou seja, não será contabilizada como desembolso de seguro-desemprego.

Nos EUA, 18,1 milhões dos 23,1 milhões de desempregados estão desligados temporariamente (aumento de dez vezes em um mês). Todos poderão receber o seguro-desemprego.

“O Brasil tem um mercado informal muito grande. Basicamente metade das ocupações não tem acesso a seguro-desemprego. Outro fator é que os EUA são um país com mercado muito mais flexível, onde é muito barato contratar e demitir pessoas. No Brasil, há mais lentidão na contratação e também na demissão”, afirma Daniel Duque, pesquisador da área de Economia Aplicada do FGV-Ibre.

Em relação aos informais, ainda não há dados atualizados que permitam saber quantos já deixaram de trabalhar no Brasil.

Os dados PNAD Contínua do IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) para o trimestre encerrado em março de 2020 mostram uma perda de 2,3 milhões de postos de trabalho no total, em relação ao trimestre anterior. Desses, 1,6 milhão são trabalhadores por conta própria ou sem carteira. Ainda não há dados para abril, primeiro mês completo de quarentena, e não se sabe quando o IBGE conseguirá divulgar a pesquisa do período.

O único dado disponível sobre a situação de trabalhadores informais é o do auxílio emergencial de R$ 600 ou R$ 1.200. Até o final de abril, 20,5 milhões de pessoas que se cadastraram no app da Caixa para receber o chamado “coronavoucher” foram consideradas aptas para o benefício. O governo também selecionou mais 30 milhões pessoas que estavam no Cadastro Único (dois terços delas já faziam parte do Bolsa Família).

Não é possível saber, no entanto, se essas pessoas estão desempregadas, uma vez que o benefício emergencial pode ser pago a quem tem renda per capita de até meio salário-mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar total de até R$ 3.135,00. Outra exigência é que não sejam trabalhadores com carteira, nem pessoas que recebam seguro-desemprego.

“Como esse programa adotou caráter muito universalista, pode ter muita gente pedindo o auxílio que não estava efetivamente no mercado de trabalho antes. Pode não ser um termômetro muito adequado”, afirma Duque, do Ibre FGV.

No total, já são 59 milhões os brasileiros que pediram seguro-desemprego, tiveram contrato suspenso ou jornada reduzida temporariamente ou foram aprovados para receber o auxílio emergencial para informais.

Desses, 50 milhões já estão recebendo o auxílio para informais, segundo dados da Caixa e da Dataprev, número que deve chegar a pelo menos 80 milhões nos próximos meses, segundo estimativas da IFI (Instituição Fiscal Independente).Regras do seguro-desemprego no Brasil

O trabalhador deverá comprovar ter recebido salários de pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada da seguinte forma:

– Ao solicitar o benefício pela primeira vez: O trabalhador deverá ter recebido pelo menos 12 salários nos últimos 18 meses imediatamente anteriores à data de dispensa.

– Ao solicitar o benefício pela segunda vez: O trabalhador deverá ter recebido pelo menos 9 salários nos últimos 12 meses imediatamente anteriores à data de dispensa.

O trabalhador no período que estiver recebendo o seguro-desemprego, não pode possuir outra fonte de renda de qualquer natureza. Também não poderá acumular qualquer outro benefício previdenciário de prestação continuada.

– Ao solicitar o benefício pela terceira vez ou mais: O trabalhador deverá ter recebido ao menos 6 salários nos meses imediatamente anteriores à data da dispensa.

Primeiro mês de isolamento destruiu 8,6 milhões de empregos

Em abril houve um encolhimento inédito de 9% na população ocupada, segundo dados isolados para abril da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC)

Primeiro mês de isolamento destruiu 8,6 milhões de empregos

No primeiro mês completo de isolamento social imposto pela Covid-19, 8,6 milhões de pessoas deixaram de trabalhar em empregos formais e informais, na comparação com igual período do ano passado.

Em abril houve um encolhimento inédito de 9% na população ocupada, segundo dados isolados para abril da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC).

A Pnad Contínua, calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mede a desocupação por trimestres móveis -e havia apontado fechamento de 4,9 milhões de vagas no trimestre encerrado em abril.

Com base no dado oficial, pesquisadores do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) estimaram a eliminação mensal de empregos na pandemia.Em março, mês apenas parcialmente afetado pelo isolamento, a destruição de postos de trabalho havia atingido 2,3 milhões de pessoas na comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com o Ibre.

Tanto em março quanto em abril, os principais afetados dentro da população ocupada foram os trabalhadores informais e os chamados por conta própria, geralmente os que ganham menos no mercado.

Em maio, outro mês completo de isolamento, a expectativa é que os cortes sejam aprofundados, atingindo mais severamente desta vez os empregados formais e de remuneração mais elevada.Os trabalhadores com carteira assinada vinham sendo parcialmente protegidos por um programa do governo que permitiu a redução de jornada e salário ou suspensão temporária dos contratos -cerca de 8 milhões de trabalhadores foram incluídos no programa, segundo dados mais recentes do Ministério da Economia.

O pesquisador do Ibre/FGV Daniel Duque qualifica como dramática a inflexão no mercado de trabalho, que mostrava uma relativa melhora até fevereiro, antes de a pandemia obrigar as pessoas a ficarem em casa.”A partir de maio e em junho, os formais é que devem ser afetados com mais força. A expectativa é que haja alguma recuperação no mercado de trabalho só no quarto trimestre”, diz Duque.Olhando os efeitos do isolamento no trimestre terminado em abril, na comparação como os três meses encerrados em janeiro, quase todos os segmentos foram atingidos -a exceção foi a administração pública.

Outros dados do IBGE relativos ao primeiro trimestre também trouxeram resultados bastante negativos, sobretudo para os que ganham menos. Esse detalhamento de renda para o trimestre até abril só será conhecido nas próximas semanas.

Entre janeiro e março, a metade mais pobre do país perdeu 6,3% de sua renda na comparação com o último trimestre de 2019. Já os 10% mais ricos ganharam 0,8% -e os 40% “do meio”, entre a metade mais pobre e os 10% no topo, perderam 0,9%.”Essas diferenças levaram a uma piora na distribuição de renda”, diz Marcelo Neri, diretor do FGV Social.”Depois de crescer por 18 trimestres consecutivos e registrar uma pequena melhora no final de 2019, a desigualdade de renda no mercado de trabalho voltou a subir.”

Os dados do primeiro trimestre mostraram ainda uma importante reversão de tendência na renda das mulheres, por uma combinação de perda salarial e menor ocupação.Após registrar ganhos sistemáticos entre 2014 e 2019, as trabalhadoras perderam 2,8% no primeiro trimestre. Já o rendimento dos homens recuou 0,25%. Regionalmente, o Sudeste foi menos afetado.Em termos de aumento da pobreza, o auxílio emergencial deve servir de amortecedor.”Será uma espécie de anestesia para a dor causada pelo mercado de trabalho”, afirma Neri. Em média, 70% da renda das famílias vêm do trabalho.

Para Duque, além de o emprego formal ter sido afetado com mais força a partir de maio, o que causará mais impacto sobre a renda, algumas atividades demorarão mais tempo para ser retomadas.

A expectativa do pesquisador é que possa levar até dois anos para que o mercado de trabalho se recupere.

6 números mostram o dramático impacto do coronavírus na economia

A pandemia de covid-19 tem sido devastadora para a economia mundial, e o Brasil está sendo duramente afetado, como mostram estes seis números

Fonte: Exame

Indústria: a queda na produção industrial é um dos indícios de que o Brasil está entrando numa recessão (Napat_Polchoke/Getty Images)

Em apenas dois meses, a pandemia de Covid19 liquidou as esperanças dos brasileiros de uma recuperação rápida da economia. Antes do coronavírus, o país vinha gradualmente deixando a recessão para trás e assumindo uma trajetória econômica positiva, mas isso mudou com impressionante rapidez.

Investimentos foram cancelados, empregos foram perdidos e empresas ameaçam fechar as portas, gerando mais desemprego. Para muitas organizações e pessoas, os planos de crescimento transformaram-se em luta pela sobrevivência. Veja seis números que dão uma ideia do tamanho da crise desencadeada pelo coronavírus.

O PIB brasileiro pode cair 7,7% em 2020

Sistemas de saúde precários, pouca margem para estímulos fiscais e alto grau de informalidade tornam a América Latina particularmente vulnerável aos efeitos econômicos devastadores da pandemia de coronavírus. Quem diz isso é o Bank of America (BofA), num relatório publicado nesta semana. O banco prevê que o PIB brasileiro deve cair 7,7% neste ano como consequência da pandemia. Se esse número se confirmar, será a pior recessão da história

O dólar caminha para além dos R$ 6

O real já acumula uma desvalorização de 45% em relação ao dólar neste ano e há indícios de que essa trajetória de baixa vai continuar. No mercado financeiro, a pergunta não é “se” o dólar superar R$6,00 , mas apenas “quando” isso vai acontecer. A moeda até chegou a bater nesse valor durante a última semana, mas recuou por causa das intervenções do Banco Central no mercado de câmbio. Na última sexta-feira (15 de maio), o dólar comercial terminou o dia cotado a 5,84 reais. Já o dólar turismo ficou em 6,15 reais.

Outras moedas de países emergentes também têm se desvalorizado. Além da pandemia de covid-19, a guerra comercial entre Estados Unidos e China tem contribuído para esse efeito. Um real fraco ajuda os exportadores, mas encarece inúmeros produtos que são importados, dependem de insumos importados ou têm seus preços atrelados a mercados internacionais.

Os pedidos de seguro-desemprego aumentaram 39%

Dados do IBGE apontam que já houve alguma alta no desemprego no primeiro trimestre. A taxa de desemprego no país foi de 12,2%, contra 11,0% no quarto trimestre de 2019. Ela aumentou em 12 dos 27 estados. Não é uma mudança dramática, mas é certo que um aumento maior vai ser revelado quando se divulgarem os números do segundo trimestre, em que o país está sendo mais duramente atingido pela pandemia de coronavírus.

Um indício disso está no número de pessoas que pediram seguro-desemprego em abril, que aumentou 39% em relação ao número de março, segundo o Ministério da Economia. O Ministério também divulgou que 6,2 milhões de pessoas aderiram à medida provisória que permite a redução de salário e a suspensão do contrato de trabalho — uma forma de evitar a extinção de mais empregos.

Outro indício de que o desemprego está aumentando está no Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), da FGV, que monitora os rumos do mercado de trabalho no Brasil. Ele despencou de 82,6 pontos, em março, para 39,7 pontos, em abril. É o menor nível desde 2008, quando a FGV iniciou a série histórica da pesquisa.

A produção industrial encolheu 9,1% em março

Pela primeira vez desde que o IBGE começou a monitorar a produção industrial no país, em 2012, ela encolheu nos 15 locais em que essa pesquisa é feita. Em São Paulo, maior parque industrial do país, a redução foi de 5,4%. As quedas mais intensas ocorreram no Ceará (-21,8%), no Rio Grande do Sul (-20,1%) e em Santa Catarina (-17,9%). Considerando-se o país inteiro, a produção encolheu 9,1%, aponta o IBGE em sua Pesquisa Industrial Mensal. É mais um indicador sinalizando que estamos entrando numa recessão.

O risco-país foi de 95 para mais de 400 pontos

Aos olhos dos investidores internacionais, o Brasil se tornou um país mais arriscado para investir neste ano. O CDS Credit Default Swap) do país já aumentou 255% no ano, indicando que os investidores internacionais veem risco crescente de o Brasil dar um calote em sua dívida externa. A situação do país é pior que a de outros emergentes. O CDS do México, por exemplo, avançou 175%; o do Chile, 140%; e o da África do Sul, 137% (Argentina e Venezuela não contam por já estarem em situação de calote).

Antes da crise do coronavírus e da piora do ambiente político, investidores viam o Brasil com chance de retomar o grau de investimento, o selo de bom pagador concedido pelas agências de avaliação de risco. No começo de janeiro, o CDS brasileiro estava em 95 pontos, o menor nível em dez anos. Em abril, as taxas chegaram a superar 400 pontos, mesmo nível que o Brasil tinha no começo de 2016, pouco antes do impeachment de Dilma Rousseff. Com isso, a sonhada volta ao grau de investimento, que traria mais investimentos estrangeiros para o Brasil, ficou muito mais distante.

O custo global da pandemia pode chegar a US$ 8,8 trilhões

Um estudo divulgado nesta semana pelo Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB, na sigla em inglês) estima que o custo da pandemia pode chegar a US$ 8,8 trilhões, dependendo da evolução do surto e do alcance das respostas dos governos. Esse número equivale a quase 10% do PIB global. O ADB ainda calcula que entre 158 milhões e 242 milhões de empregos podem ser eliminados globalmente, sendo 70% deles na Ásia e no Pacífico. Na China, até 95 milhões de empregos podem desaparecer, diz o banco.

Esse é o pior cenário previsto pelo banco. O impacto da covid pode ser mais brando se os governos agirem com eficácia para mitigá-lo. Mas não há dúvida de que o mundo está ficando mais pobre por causa da pandemia.

7 milhões de empregos foram preservados com medidas trabalhistas

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia reiterou que o auxílio emergencial foi desenhado para durar no máximo três ou quatro meses.

7 milhões de empregos foram preservados com medidas trabalhistas

Osecretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, atualizou nesta segunda-feira, 18, o número de pessoas atingidas pelas medidas trabalhistas criadas pelo governo para preservar empregos durante a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, já são 7 milhões de empregos preservados.

Sachsida, contudo, reiterou que a área do crédito é a única na qual o governo precisa melhorar, de todas as frentes econômicas durante o combate à pandemia do novo coronavírus.

Ele espera que a situação avance com o início do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequena Porte (Pronampe), previsto para começar nesta semana.

Auxílio emergencial

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia reiterou que o auxílio emergencial criado durante a pandemia do novo coronavírus foi desenhado para durar no máximo três ou quatro meses. “Depois de três meses, esse programa tem de ser abandonado”, disse o secretário, em live organizada pela Nova Futura Investimentos.

Segundo Sachsida, após esse período, será o momento de o País “parar de transferir dinheiro do pobre para o rico”.

O secretário acredita que será necessário fortalecer os programas sociais que já existem. “Vamos remanejar o dinheiro dentro do orçamento, tirando daqueles que não são eficientes e transferindo para os que são eficientes.”

Consumo das famílias, carro-chefe da economia, registra queda histórica

A economia teve retração no patamar inédito de 5,3% no primeiro mês de distanciamento social do país, em comparação a fevereiro, com queda de 6,5% no consumo das famílias brasileiras

Consumo das famílias, carro-chefe da economia, registra queda histórica

A pandemia de coronavírus derrubou o principal pilar de sustentação da economia brasileira, o consumo das famílias, que registrou queda inédita em março, segundo dados do Monitor do PIB, indicador do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) divulgado nesta segunda-feira (18).

A economia teve retração no patamar inédito de 5,3% no primeiro mês de distanciamento social do país, em comparação a fevereiro, com queda de 6,5% no consumo das famílias brasileiras. Responsável por cerca de dois terços do PIB, o consumo vinha crescendo 2% ao ano e sustentando a fraca recuperação da economia desde o final de recessão de 2014-2016.

Nos três últimos anos, o país cresceu pouco mais de 1%.Os dados do Monitor do PIB também contrariam o discurso do Ministério da Economia de que o PIB brasileiro estava decolando quando o mundo foi atingido por um “meteoro”, em uma referência à pandemia de coronavírus.

Segundo a FGV, a economia já vinha com resultados fracos em janeiro (+0,6%) e em fevereiro (+0,2%). Com isso, no primeiro trimestre do ano, o indicador teve queda de 1%, pior resultado desde o terceiro trimestre de 2015, auge da recessão mais recente no país. Os dados oficiais do PIB para o primeiro trimestre serão divulgados pelo IBGE no próximo dia 29, mas trazendo números para o período fechado de três meses, sem resultados mensais. Os dados do monitor também apontam para uma mudança no perfil de consumo das famílias.

Todas as modalidades tiveram queda em março, com exceção dos bens não duráveis (principalmente produtos alimentares e farmacêuticos).Os produtos semiduráveis, como vestuário e calçados, e os duráveis, que dependem de crédito (como automóveis, elétricos e eletrônicos, entre outros), tiveram queda superior a 20%.

Os serviços tiveram retração de 5%. “Esta deverá ser a nova configuração do consumo durante o período do isolamento social: fortemente baseada em bens não duráveis e serviços”, dizem os pesquisadores Claudio Considera, Juliana Trece e Elisa Andrade, do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre.”Com o retorno do comércio, haverá recuperação dos semiduráveis.

Os duráveis, só após a redução das incertezas. Essa nova configuração não será muito modificada nos primeiros momentos da abertura, pois a redução da renda das famílias, seu endividamento, o aumento do desemprego e a consequente elevação da incerteza perdurarão por um longo período”, afirmam os pesquisadores.

Outro componente do PIB, o investimento público e privado, também não deve ajudar na recuperação. Em março, mostrou retração de 5,8%. No trimestre, queda de 0,5%. O consumo do governo segue estagnado.As exportações recuam, apesar do câmbio mais favorável.

Assim como no Brasil, a demanda mundial por produtos industriais segue baixa, e as vendas que crescem são as de commodities.Claudio Considera, do Ibre, afirma que os números de abril e maio vão mostrar um quadro ainda pior e que os resultados futuros vão depender do que acontecer com o controle da pandemia.Mesmo se houver uma reabertura das atividades, a retomada da economia não será imediata (a chamada recuperação em “V”), pois deverá haver perdas permanentes de postos de trabalho e o fechamento de empresas.

“Não vejo uma saída de crise em ‘V’, infelizmente. A economia vai retomar aos poucos. Não estava decolando nos meses de janeiro e fevereiro, não estava crescendo a 3%. Os dados já mostravam que a gente poderia repetir a mediocridade dos três últimos anos”, afirma Considera.”As pequenas empresas estão quebrando. Estamos prevendo entre 17 milhões e 21 milhões de desempregados. Agora, teremos de cuidar primeiro da pandemia e, depois, tentar livrar a gente de uma depressão”, diz o pesquisador.

Fonte: Notícias ao minuto

A fortuna dos bilionários americanos aumentou 15% nos dois meses transcorridos desde o início da pandemia do novo, com o fundador e presidente da Amazon, Jeff Bezzo, e o diretor-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, liderando a lista, revelou um estudo.

Os mais de 600 bilionários americanos ficaram ainda mais ricos à medida que as ações das empresas de tecnologia subiram durante o lockdown provocado pelo avanço da Covid-19, segundo uma análise de dados de dois grupos de especialistas.

Entre 18 de março e  o dia 19 deste mês, o patrimônio líquido total  desses bilionários aumentou em US$ 434 bilhões, enquanto a pandemia de coronavírus causou perda de empregos e agonia econômica para dezenas de milhões de americanos.

A fortuna de Bezos cresceu mais de 30%, para US$ 147,6 bilhões, enquanto a de Zuckerberg aumentou mais de 45%, somando US$ 80 bilhões, de acordo com pesquisa do Americans for Tax Fairness e do Programa de Desigualdade do Institute for Political Studies. A análise foi baseada em dados da lista de bilionários publicada pela revista Forbes.

Bill Gates, da Microsoft, e Warren Buffett, da Berkshire Hathaway, apresentaram ganhos significativamente menores, de 8,2% e 0,8%, respectivamente, de acordo com o relatório.

As ações da Amazon e do Facebook aumentaram após novos anúncios de programas que impulsionaram seus negócios em um momento em que muitos consumidores estão trancados em casa.

A perda de empregos nos Estados Unidos ultrapassou 36,8 milhões desde o início do fechamento de negócios em meados de março. Na semana passada, mais de 2 milhões de americanos deram entrada em pedidos de seguro-desemprego, um sinal de que os postos de trabalho continuam a ser fechados dois meses depois que a pandemia do novo coronavírus obrigou empresas a cerrarem suas portas.

Outros dados mostraram um colapso nas vendas de casas nos EUA e um declínio na atividade da indústria.

Fonte: O Globo

Avianca Brasil pede falência sem pagar funcionários e credores

A companhia aérea está inoperante há mais de um ano

Avianca Brasil pede falência sem pagar funcionários e credores

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Avianca Brasil pediu na última sexta-feira (3) que o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) decrete a falência da empresa, que está em recuperação judicial desde dezembro de 2018. A companhia aérea está inoperante desde maio do ano passado.

Credores e sindicatos ouvidos pela Folha já esperavam a falência há meses, e pretendem cobrar dos acionistas o pagamento das dívidas da empresa, que superam R$ 2,7 bilhões.

A aérea não quitou nem mesmo os créditos trabalhistas, que têm pagamento preferencial no plano de recuperação judicial. A Avianca Brasil chegou a ter mais de 5.300 funcionários, segundo o sindicato dos aeroviários (trabalhadores em solo) de São Paulo.

A empresa entrou em crise em 2018 e deixou de pagar contratos de arrendamento de aeronaves e motores de sua frota, que chegou a ter mais de 50 aviões, todos alugados. As companhias de leasing donas dos equipamentos entraram na Justiça para retomar os bens, conforme antecipado peal Folha, o que levou a Avianca Brasil a pedir a recuperação judicial em dezembro de 2018.

O mercado já previa que o caminho da empresa seria a falência pelo menos desde maio do ano passado, quando a Anac suspendeu o certificado de homologação de transporte aéreo da Avianca Brasil por razões de segurança operacional. À época, a companhia já havia operava apenas com cinco aviões e em apenas quatro aeroportos (Santos Dumont, Congonhas, Brasília e Salvador).

Segundo Reginaldo Mandú, presidente da entidade, a Avianca Brasil deixa de existir oficialmente sem pagar praticamente nenhum de seus ex-funcionários.

“Não pagou praticamente nada das dívidas trabalhistas. Vamos entrar na Justiça para que os bens dos donos, os [irmãos Gérman e José] Efromovich sejam usados para quitar as dívidas”, afirma ele.

Ondino Dutra, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, diz que a entidade já têm processos nos quais pede que administradores e acionistas da Avianca Brasil paguem o passivo trabalhista.

Operadores portuários e companhias de leasing, em sua maioria, já desistiram de tentar receber a parte que lhes cabe, segundo pessoas familiarizadas com o caso. Há credores maiores, no entanto, que avaliam a possibilidade de rastrear ativos de José Efromovich, que controlava a Avianca Brasil.

Em seu pedido de falência, a Avianca Brasil afirma que a Anac e decisões judiciais que suspenderam o leilão de seus slots (horários de pousos e decolagens) tornaram impossível o cumprimento de seu plano de recuperação judicial.

O plano, aprovado em abril do ano passado, previa o leilão de slots da companhia em três lotes em maio.

O certame foi questionado na Justiça por credores da Avianca e pela própria Anac, que entendiam que os ativos não poderiam ser leiloados por serem concessões.

O leilão foi adiado pela Justiça e só foi realizado em julho, com a participação de Gol e Latam, que arremataram dois lotes por US$ 147 milhões.

O evento foi inócuo, no entanto, porque a Anac distribuiu os slots da Avianca segundo seus critérios. Em Congonhas, Azul, Passaredo e MAP levaram os horários.

Gol e Latam disputaram os ativos da Avianca Brasil com a Azul, que chegou a fazer um acordo para a compra dos ativos por US$ 105 milhões. A concorrente também fez empréstimos à Avianca e cobrou na Justiça R$ 61,7 milhões referente ao negócio.

“Óbvio que se o leilão tivesse ocorrido na data inicialmente prevista (7/5/2019), a recuperanda [Avianca Brasil] não teria perdido o direito ao uso dos slots até a efetiva transferência das UPI’s [Unidades produtivas isoladas, que incluem ativos, mas não dívidas] às arrematantes”, diz a petição da Avianca.

Com a redistribuição dos ativos pela Anac, segundo a empresa, “o plano aprovado se tornou inexequível”, o que justificaria o pedido da falência. No texto, a Avianca Brasil pede à Justiça 60 dias para apresentar a relação de seus ativos.

A Avianca Brasil chegou a ser a quarta maior companhia aérea do país, com cerca de 11% de participação de mercado em 2018.

Apesar de ter o mesmo nome e de também estar em recuperação judicial, a Avianca Holdings, colombiana, não tem relações com a Avianca Brasil. As empresas são irmãs na origem e por anos tiveram os mesmos controladores, a família colombiana Efromovich, mas sempre tiveram as operações separadas.

Além disso, em maio do ano passado uma cobrança judicial acabou afastando os Efromovich do controle efetivo da holding colombiana.

O maior acionista da Avianca Holdings, com 51,53% do capital da empresa, é a BRW Aviation, holding dos Efromovich, mas eles perderam o poder de voto na empresa após deixarem de pagar US$ 456 milhões à United. Hoje, a empresa colombiana é controlada pela acionsta minoritária Kingsland.

União tem em 2019 patrimônio líquido negativo recorde

A queda foi impulsionada por fatores como o déficit nas contas públicas e decisões judiciais desfavoráveis

União tem em 2019 patrimônio líquido negativo recorde

O patrimônio líquido da União representa a diferença entre os ativos e direitos do país (como dinheiro em caixa, receitas a receber, participação em estatais e imóveis) menos as contas que precisa pagar (como dívidas, aposentadorias e passivos decorrentes de decisões da Justiça).

O indicador ficou no vermelho pela primeira vez em 2015 depois que o Tesouro Nacional aderiu a normas internacionais de contabilidade, e desde então tem se agravado de forma contínua.

Heriberto Vilela do Nascimento, coordenador-geral de contabilidade da União, diz ser comum o indicador ficar no negativo também em outros países, mas que o tamanho do número chama atenção no caso brasileiro.

“É esperado que fique negativo, mas o volume está muito grande e isso gera uma necessidade de eu ter que reverter essa tendência, pois o que estou deixando para as gerações futuras é dívida”, afirma Nascimento.

Diversos fatores levaram à piora nos números. O Tesouro elenca itens como as diversas destinações carimbadas da receita obtida (o que dificulta a administração financeira), o fato de a União ter que se endividar até para atividades operacionais e a inadimplência de estados e municípios.

Também estão na lista o alto volume de créditos tributários e de dívida ativa a receber (R$ 4,253 trilhões) enquanto a expectativa média de recuperação é baixa (em torno de 15%).

Outro fator relevante é o aumento expressivo das provisões para perdas judiciais e administrativas (de R$ 169,9 bilhões em 2018 para R$ 681,2 bilhões em 2019). Esse aumento se deve a uma mudança de metodologia do Tesouro para classificar riscos judiciais e também a diferentes decisões desfavoráveis ao longo do ano.

A principal decisão é do STF (Supremo Tribunal Federal), que retirou o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins, que gerou impacto de R$ 246 bilhões nas contas.

Também há perdas registradas em ações ligadas à lei Kandir (que concede recursos da União a estados exportadores), a imunidade em variações cambiais na exportação e até a reajuste para servidores da Receita.

A modelagem de certas políticas também acabou gerando provisões, como o Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior). Nesse caso, a União tem a receber R$ 91 bilhões e as perdas estimadas são de aproximadamente R$ 20 bilhões.

Os números nos próximos relatórios devem ser ainda piores considerando o rombo histórico de mais de R$ 828 bilhões do setor público de 2020 e ainda o déficit da Previdência.

A projeção do déficit do regime geral de Previdência social para 2020 é de 3,04% e poderá chegar a 7,65% em 2060 (antes da reforma da Previdência, projetava-se um déficit de 11,64% para o mesmo ano). A avaliação do Tesouro é que a mudança de regras amenizou, mas não conteve o crescimento do déficit projetado.

Não está nas contas de 2019 um ajuste feito para incorporar os passivos com aposentadorias e pensões ligados a militares (que antes não eram considerados). Só nesse caso, são mais de R$ 500 bilhões em passivos.

Para Nascimento, o país precisará buscar medidas e reformas que amenizem o déficit nas contas públicas como a desvinculação de receitas, a maior na recuperação de créditos tributários e a privatização de ativos como estatais.

As medidas listas pelo coordenador estão na pauta da equipe econômica, mas ficaram em segundo plano durante a implementação de medidas para minimizar o impacto econômico da pandemia.

Fonte: Notícias ao Minuto

Trump responsabiliza China pela Caronga Vi

05/05/2020

Fonte: G1


Presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva na Casa Branca nesta sexta-feira (29) — Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva na Casa Branca nesta sexta-feira (29) — Foto: Jonathan Ernst/Reuters

 

O presidente Trump disse que está encerrando relações com a Organização Mundial da Saúde  e que vai realocar financiamento antes destinado ao órgão a outras iniciativas.

Para Trump, a OMS foi “pressionada” pela China para dar “direcionamentos errados” ao mundo sobre o Caronga Vi, causador da Covid-19.

“O mundo está sofrendo agora como resultado dos malfeitos do governo chinês”, disse Trump.
Donald Trump diz que está encerrando as relações dos EUA com a OMS
 
 
 
 

Donald Trump diz que está encerrando as relações dos EUA com a OMS

O rompimento com a OMS vem em meio a uma série de desentendimentos entre o organismo e os EUA. Em abril, Trump suspendeu a verba à Entidade  — mas ainda não havia terminado as relações, como ocorreu nesta sexta.

Trump também acusou a China de estar à frente das decisões da OMS mesmo que Pequim financiasse menos o organismo do que os EUA, algo que vem sido criticado pelo presidente desde o início da pandemia.

“O mundo precisa de respostas da China sobre o vírus. A gente precisa de transparência”, concluiu.

O governo dos EUA ainda estuda expulsar milhares de estudantes chineses de universidades norte-americanas. Segundo o presidente, a medida serviria para evitar espionagem.

As declarações foram dadas após o número de mortos passar os 100 mil nos EUA  — o primeiro país a atingir esse total. Mesmo assim, Trump vem pedindo a reabertura da economia nos Estados Unidos.

Crise em Hong Kong

29 de maio - Manifestante gesticula com cinco dedos, significando as 'Cinco demandas - nem uma a menos', em um shopping durante protesto contra a legislação de segurança nacional da China, em Hong Kong — Foto: Kin Cheung/AP

29 de maio – Manifestante gesticula com cinco dedos, significando as ‘Cinco demandas – nem uma a menos’, em um shopping durante protesto contra a legislação de segurança nacional da China, em Hong Kong — Foto: Kin Cheung/AP

Na coletiva, Trump também disse que tomaria medidas — incluindo sanções — à China e a apoiadores do governo chinês pelo avanço de Pequim sobre a autonomia de Hong Kong  . Por isso, o presidente dos EUA disse que começaria a “eliminar isenções que dão a Hong Kong um tratamento especial”.

“A recente incursão da China […] deixa claro que Hong Kong não é mais autônoma o suficiente para receber o tratamento especial que demos ao território”, afirmou Trump.

Nesta semana, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, anunciou que is retirar de Hong Kong seu status especial dado pelos EUA em 1997, quando a China recebeu o controle parcial do território antes pertencente ao Reino Unido.

O endurecimento da China em Hong Kong gerou protestos — que já vinha passando por manifestações em 2019, quando Pequim apertou o cerco a dissidentes do regime.

Os mercados de ações da Ásia começaram a segunda-feira (4) em baixa, junto com a queda nos mercados futuros dos EUA e da Europa e a alta do dólar frente a outras moedas, segundo a agência Bloomberg.

Os contratos futuros do índice S&P 500 caíam mais de 1,5%, depois que as ações globais registraram uma queda de mais de 2% na sexta-feira (1º).

A moeda chinesa recua em meio a preocupações com as tensões com os EUA. Os volumes de negociação devem ser menores devido a feriados na China e no Japão.

Investidores ouvidos pela agência também citam a preocupação de que o mercado tenha exagerado no otimismo, ao apostar em uma solução para a crise de saúde com uma nova vacina ou o uso de alguns remédios, mas que a situação piore nas próximas semanas.

Na última sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o acordo comercial com a China agora é de importância secundária diante da pandemia de coronavírus e ameaçou impor novas tarifas sobre Pequim, de acordo com a agência Reuters.

Trump falou também que suas preocupações com o papel da China na origem e disseminação do coronavírus estavam ganhando prioridade em relação a seus esforços para construir um acordo comercial inicial com Pequim.

“Assinamos um acordo comercial onde eles deveriam comprar, e eles estão comprando muito, na verdade. Mas isso agora se torna secundário ao que ocorreu com o vírus”, disse Trump. “A situação do vírus simplesmente não é aceitável.”

Neste domingo (3), Trump também disse que os Estados Unidos terão uma vacina contra o coronavírus até o final deste ano, segundo a agência AFP. Ele também disse que pedirá a reabertura de escolas e universidades em setembro.

Também neste domingo, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, retomou a campanha para responsabilizar a China pela pandemia, ao afirmar que existe uma “quantidade enorme” de provas de que o surto teve origem em um laboratório de Wuhan.

O Instituto de Virologia de Wuhan afirma ser impossível que a pandemia tenha surgido a partir de uma falha em suas instalações. Apesar de ser um grande crítico da atuação da China no começo da pandemia, Pompeo não disse se acha que o vírus foi liberado intencionalmente.

“O presidente Trump é muito claro: faremos os responsáveis prestarem contas disso”, afirmou Pompeo.

Fonte: Notícias ao Minuto

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