Prezado Leitor, sua participação é muito importante para nós. Pedimos que, no site www.peticaopublica.com.br,
para cada abaixo-assinado de que você queira participar, digite seu nome completo, RG ou CPF e e-mail. Aproveite para recomendar o site a sua rede de contatos. Obrigada.
Queridos, vocês estão começando a ver muitas mudanças em seu mundo. Tentem não manter conceitos a respeito de como essas mudanças devem parecer para serem válidas, mas, ao invés disso, aprendam a serem observadores silenciosos de tudo ao seu redor. Observem as reações das pessoas e ouçam o que elas estão dizendo. Notem o furor crescente dos políticos lutando para manter vocês onde eles querem que vocês estejam: no medo e na antiga energia. Notem como a publicidade parece ter que se tornar cada vez mais alta e irritante.
Todas as formas da energia antiga e densa estão tentando muito se manter apesar da Luz da consciência sempre crescente fluindo para a Terra nesta época. Aqueles ainda se agarrando firmemente às projeções baseadas no medo da consciência não-desperta estão simplesmente inconscientes e ainda desinteressados em saber que há modos de viver mais evoluídos e mais fáceis.
Essas almas queridas continuam a empreender intensa resistência para mudar na esperança de se manterem e manterem o mundo no que é conhecido como lucrativo, utilizando ferramentas que não ressoam mais com muitos. A maioria de vocês está descobrindo que tem se tornado muito fácil ver através do absurdo… vocês não vivem mais nesse nível.
No seu curso da busca espiritual vocês aprenderam que eram criadores e que as pessoas criam suas próprias situações. Isso fez muito estudante sério observar os “problemas” em sua vida como falhas espirituais, como sinais que ele não estava entendendo a verdade corretamente. É altamente provável que todo “problema” em sua vida foi criado intencional e perfeitamente por você para aprender e crescer. Neste ponto da jornada não há acidentes.
É tempo de silêncio e confiança. Deem-se permissão de não fazer absolutamente nada e apenas ser. Conceitos antigos prendem a humanidade à crença que tempo passado sem fazer nada reflete preguiça. O resultado é um mundo cheio de pessoas que perderam o contato e a consciência de seu próprio espaço interior calmo de descanso e renovação correndo todos os dias. Passem tempo na natureza mesmo que seja apenas um pequeno parque na cidade. Procurem locais sem distrações e ruído onde vocês podem simplesmente ser. Aprendam a apenas ouvir ao silêncio.
No meio da atarefada vida familiar e profissional, encontrar um tempo calmo normalmente é muito difícil. Entretanto, se vocês fizerem o esforço, vocês logo se descobrirão capazes de se centrar mais facilmente e mais rapidamente e que vocês levarão uma paz com vocês durante todo o seu dia. Há aqueles que levantam no meio da noite para contemplação e meditação porque é seu único tempo silencioso.
Muitos de vocês estão cientes de datas específicas sendo dadas para a primeira onda de ascensão. Não liguem a ascensão a uma data específica. O que isso significa é que nesta época aqueles preparados para entrar em energias dimensionalmente superiores estarão entrando. Acreditar que somente pode acontecer numa determinada data é mentalidade tridimensional. Na verdade, muitos de vocês já estão nelas ou estão entrando e saindo delas.
Não tenham medo, vocês não estão partindo, mas estão mudando enquanto nos corpos físicos para uma nova ressonância que vocês reconhecerão por uma nova consciência. É por isso que a limpeza das energias antigas desta e das vidas passadas tem sido tão necessária.
Não esperem de repente ver toda guerra parar, pois ainda há muitos que ainda não estão preparados para ir além de tais experiências tridimensionais. Entretanto, vocês mesmos não estarão na guerra, a menos que escolham estar porque a guerra não faz mais parte de sua consciência.
Tem havido alguns no exército que descobriram após se comprometerem que seu estado de consciência tinha evoluído para além da matança e violência e então eles se encontram no meio de lutas internas intensas envolvendo culpa, confusão e uma sensação de fracasso. Alguns deles, não vendo outro modo, escolheram o que parecia ser sua única opção – suicídio.
Esses queridos acreditavam no que lhes era dito ao invés de confiar em sua intuição e da experiência aprenderam uma lição poderosa sobre poder pessoal e escolha. Este conhecimento eles trarão firmemente intacto para sua próxima vida quando eles serão os pacificadores.
Alcançar uma consciência de Unidade se manifesta como uma mudança na atitude e crenças sobre os chamados “inimigos”. As notícias frequentemente são simplesmente propaganda do medo continuamente focando em algum “inimigo” para obter a aceitação geral do público de ação militar e vigilância adicional.
Sempre se lembrem de que o “inimigo” também é uma expressão do Divino, mas não tão evoluídos como vocês. Muitos encarnaram apenas poucas vezes e por ignorância permitiram-se ser hipnotizados por quadros de separação e dualidade. Também na ignorância de quem e do que são eles entregaram seu poder pessoal para aqueles que proclamam ter todas as respostas certas, mas que, por sua vez, usam esses seguidores para obtenção de poder pessoal, limitado e egoísta. Todos eventualmente despertarão como devem despertar, mas isso pode não ocorrer por muitas vidas.
O tempo parece estar passando mais e mais rápido, deixando todos se sentindo frenéticos com a necessidade de realizar muitas coisas a cada dia. Isto é porque a energia tem se tornado mais refinada e mais alta em sua vibração deixando menos da antiga e mais lenta à qual vocês estavam acostumados. Vocês descobrirão nesta energia nova e mais alta, que mesmo que vocês podem parecer ter uma lista sem fim de coisas com que lidar, elas são feitas mais facilmente e de modos mais rápidos. As soluções parecem se manifestar quando necessário.
Vocês podem estar descobrindo que pessoas, locais e crenças que antes faziam vocês reagirem com crítica e julgamento simplesmente não parecem mais importantes. Filmes, livros, música, revistas, programas de TV, alguns esportes e outros entretenimentos previamente adorados não prendem sua atenção como já prenderam. “Entretenimentos” que focalizam nas pessoas de modos preconceituosos ou sarcásticos não atraem, mas são reconhecidos como sendo um comportamento não evoluído baseado no sentido de separação.
O Grupo Arcturiano deseja que vocês saibam que o clima entrará numa época de calma. Está chegando uma época de descanso para o mundo dos esforços que agarram tantos.
Os incêndios, enchentes e climas extremos é o modo de Gaia continuar a remover o remanescente da antiga energia inflamada o que é necessário para sua ascensão. Esses eventos estão servindo também para despertar muitos de uma vez. A antiga energia do “ter e não ter” não serve bem quando todos se encontram no mesmo nível e lidando com as mesmas questões. Todas as experiências terrenas em todas as vidas foram pelo único propósito de levar eventualmente cada alma à realização do UM que está na sua forma mais pura: Amor.
Os refugiados que vocês veem diariamente fugindo da violência e da guerra estão servindo para trazer mais profundamente a atenção do mundo à percepção da Unidade, que todos estão conectados independentemente da língua que falam ou da cor da pele. Essa questão está forçando a atenção e ajudando a despertar muitos que vivem a partir de uma consciência de “não é problema meu” e consideram que os eventos estão ocorrendo em outro lugar e não têm nada a ver com eles. Essas imagens também estão proporcionando um exemplo perfeito de como a guerra e a violência não resolvem nada.
Sempre se lembrem de que todas as almas escolhem ou são ajudas na escolha das experiências necessárias para seu despertar. Experiências de aprendizagem são permitidas apenas quando um indivíduo obtém a força evolucionária necessária para lidar com a experiência e aprender com ela. Há almas espiritualmente evoluídas que parecem ter uma questão problemática atrás da outra e se perguntam por quê. É porque nesta época energeticamente poderosa a maioria de vocês veio com uma lista inteira das lições de vida necessárias para sua conclusão a fim de mudar para a energia da ascensão. Se vocês não fossem totalmente capazes disso, vocês não teriam sido autorizados a trazer tantas lições.
Nós queremos encerrar a mensagem com algumas palavras sobre honra. Honestidade e honra são extremamente importantes quando se faz escolhas e se tem opiniões pessoais. Quando uma ação flui do sentido mais alto de certo de uma pessoa (mesmo que ela seja totalmente da mentalidade tridimensional) ela está se permitindo estar aberta para mudar e ter um entendimento superior de suas crenças e ações.
É imperativo que qualquer um que é sério quanto à jornada espiritual seja extremamente honesto consigo mesmo: “Estou seguindo esta crença ou ação específica porque ela me faz sentir e parecer importante? Ela me dá a sensação de superioridade? Eu não questiono, mas sigo porque sempre foi desse modo? Eu tenho medo de que se eu discordar de minha família, igreja, amigos, pais, eu serei excluído?”
Essas são perguntas que qualquer um sério sobre o crescimento espiritual precisa se fazer com respeito a quaisquer crenças persistentes ou rigidamente mantidas sobre qualquer coisa. “Eu acredito nisso porque me foi revelado como verdade, ou porque me disseram? É medo de perder minha credibilidade como um professor espiritual, um conselheiro, um pai, um amigo fazendo-me continuar em algum sistema de crença que eu superei?”
Honra, honestidade e intenção pura precisam fazer parte de todas as ações tomadas e crenças mantidas se for para crescer e aprender e ascender.
Aqueles que realmente sabem mantêm a verdade que eles conhecem secreta, silenciosa e sagradamente no interior e não sentem necessidade de gritá-la de um palanque ou mudar alguém ou alguma coisa.
Nós somos o Grupo Arcturiano
Fonte: Site Cura e Ascensão
Diante de crise migratória, Alemanha reintroduz controles de fronteiras
Mais cedo, governo interrompeu tráfego de trens a partir da Áustria e disse estar perto de atingir o seu limite
Imigrantes andam na plataforma após chegarem de trem em uma estação em Munique, na Alemanha – MICHAELA REHLE / REUTERS
A Alemanha anunciou medidas emergenciais para proteger suas fronteiras, na tentativa de reduzir o número de refugiados que chegam ao país, informou o ministro do Interior Thomas de Maizière. Em entrevista coletiva, Maizière disse que a medida iria começar na fronteira com a Áustria, por onde entram milhares de pessoas que buscam uma vida melhor. Mais cedo, autoridades anunciaram que o país tinha atingido ao seu limite após o desembarque de 13 mil a Munique no sábado, e três mil no domingo, um fluxo sem precedentes de imigrantes.
— Neste momento a Alemanha está introduzindo temporariamente controles nas fronteiras internas. O foco será a fronteira com a Áustria — disse Maizière. — O objetivo dessas medidas é limitar os fluxos atuais para a Alemanha.
O tráfego de trens da Áustria para o território alemão já havia sido interrompido, segundo um porta-voz da empresa ferroviária austríaca OEBB. O meio de transporte é o principal usado pelos imigrantes para viajarem de um país para o outro. Por causa de sua prosperidade relativa e postura acolhedora, a Alemanha foi eleita o destino mais desejado dos refugiados.
— É verdade: a falta de ação europeia para a crise de refugiados está agora empurrando a Alemanha até o limite de sua capacidade — disse o ministro da Economia Sigmar Gabriel ao site do “Der Tagesspiegel”.
O governo alemão já havia anunciado a expectativa de receber 800 mil novos requerentes de asilo neste ano. A postura foi elogiada pela Cruz Vermelha, que apontou Merkel, como a liderança na crise que divide a União Europeia. Enquanto isso, a Alemanha se tornou um ímã para muitas pessoas que fogem da guerra e da pobreza na Síria e em outras partes do Oriente Médio, Ásia e África.
Naufrágio na costa grega deixa ao menos 34 mortos, quatro deles bebês
Outras 68 pessoas caíram na água, mas foram resgatadas com vida, enquanto 29 nadaram até uma praia
Refugiado sírio resgata bebê após naufrágio na costa da Grécia – ALKIS KONSTANTINIDIS / REUTERS
Ao menos 34 refugiados se afogaram após um naufrágio na costa da Grécia em 13/9/15 informou a guarda costeira grega, entre eles, quatro bebês e dez crianças, informou a agência de notícias grega “Anampa”. Outras 68 pessoas caíram na água, mas foram resgatadas com vida, enquanto 29 conseguiram nadar e chegar em segurança a uma praia da ilha
— Um barco de madeira que os transportava naufragou a cerca de três milhas (4 km) a leste de Farmakonisi início no domingo — disse uma porta-voz da guarda à Reuters.
Segundo as autoridades gregas, os refugiados viajavam em um barco de madeira que tinha partido da Turquia. Ainda não foram divulgadas as idades ou nacionalidades das vítimas, mas a agência grega divulgou que quatro delas eram bebês, dez crianças, seis mulheres e oito homens.
As ilhas gregas têm recebido nos últimos meses um número sem precedentes de refugiados que fogem de países do Oriente Médio e África e buscam uma vida melhor na Europa. Só neste domingo, um fotógrafo da Reuters viu 10 botes chegando em um período de 90 minutos.
O acidente coincidiu com um pedido do primeiro-ministro grego interino, Vasiliki Thanou, para que a União Europeia adote uma política abrangente para lidar com o número crescente de refugiados que chegam à Europa, principalmente pela Grécia, Itália e Hungria.
— A Grécia implementa estritamente os tratados europeus e internacionais, sem ignorar a humanidade ou solidariedade— disse Thanou, em visita à ilha de Lesbos, considerando “inaceitáveis” as críticas em relação a forma como Atenas lida com a crise.
No sábado, a chanceler alemã, Angela Merkel, pediu ao governo grego que melhore os mecanismos para proteger suas fronteiras. Merkel solicitou também um diálogo com a Turquia para um trabalho conjunto ante os imigrantes que fazem a perigosa travessia no Mediterrâneo no caminho à Europa.
O mais recente relatório da Organização Internacional para as Migrações (OIM) revelou que mais de 430 mil imigrantes cruzaram o Mediterrâneo para a Europa em 2015, um número recorde que representa mais que o dobro do total de todo o ano passado. A OIM, sediada em Genebra, estimou em 432.761 o número de pessoas que fizeram a perigosa travessia, enquanto 2.748 se afogaram. Ainda segundo a instituição, a estimativa é que 309.356 pessoas chegaram à Grécia até 10 de setembro, enquanto 121.139 foram para a Itália, 2.166 para a Espanha e 100 em Malta.
Fonte: O Globo
Milhares de refugiados atravessam da Hungria para Áustria e Alemanha
Mais de seis mil já foram para Viena, de onde devem partir para o território alemão; franceses apoiam chegada
Refugiados saem no último trem de sábado para Viena: dia feliz para os migrantes saindo da Hungria – Vladimir Simicek / AFP
A polícia alemã informou, neste sábado, que o país deve receber até dez mil refugiados durante o dia neste sábado, após acordo entre autoridades locais e da Áustria com a Hungria para que imigrantes possam cruzar fronteiras. Pelo menos seis mil já haviam chegado, de acordo com os últimos números do país.
– Nós ainda não temos números confiáveis, mas esperamos que hoje cheguem de cinco mil a dez mil refugiados – disse o porta-voz da polícia Stefan Sonntag à Reuters, neste no sábado.
Ele acrescentou que as autoridades ainda estão se articulando para conseguir acolher os refugiados.
Centenas de imigrantes procedentes da Hungria, via Áustria, já chegaram à estação de Munique, no sul da Alemanha, na manhã deste sábado. Dezenas de trens devem se somar aos matutinos durante a tarde. Quase 400 pessoas chegaram à capital da Baviera durante a manhã e espera-se que outros cheguem à tarde, incluindo um “trem especial com entre 400 e 500 pessoas à bordo”, explicou um porta-voz da polícia em Munique.
Na chegada de muitos refugiados a Munique, cidadãos da região recepcionaram o grupo com aplausos.
— Isto deve ser um sinal de o quão atrapalhada a situação na Europa se tornou, Espero que mostre que as coisas não podem continuar como estão — afirmou o ministro de Relações Exteriores austríaco, Sebastian Kurz.
Um menino refugiado brinca com um policial na estação de Munique, na Alemanha – MICHAEL DALDER / REUTERS
O mesmo tom de recepção aos migrantes foi adotado na França. Em Paris, ao menos 7 mil pessoas foram às ruas para apoiar o acolhimento de refugiados. Também pediram o fim da guerra na Síria.
“Abram as fronteiras!” “Direito de asilo aos perseguidos!”, diziam os cartazes, ou “Não em meu nome!”, numa crítica aos governos mais reticentes a acolher os refugiados.
Na Áustria, autoridades informaram que 6.500 imigrantes, muitos deles da Síria, entraram no país até o início da tarde deste sábado. Ao menos 2.200 deles já estão a caminho da Alemanha. Parte dos refugiados chegaram ao território austríaco em ônibus fornecidos pela Hungria. O país, no entanto, informou que não vai mais ceder veículos para a fronteira.
Iniciativas em apoio a refugiados mostram lado solidário na Europa
Sensibilizados com tragédias, voluntários lançam iniciativas para ajudar famílias atravessando continentes
Acolhimento. Jovens distribuem frutas a refugiados em Berlim. Enquanto governos ainda discutem como resolver a crise migratória, pessoas se coordenam através da internet para oferecer hospedagem, alimentor e roupas a i – HANNIBAL HANSCHKE / REUTERS
BERLIM – As imagens de uma criança morta numa praia da Turquia, de um caminhão numa estrada austríaca com 71 corpos e do campo de refugiados em plena estação ferroviária de Budapeste comoveram o mundo e despertaram na Europa uma das maiores ondas de solidariedade desde a Segunda Guerra, num momento em que governos e as próprias populações ainda se dividem sobre o tema. Na Alemanha, na Áustria e na Hungria, os abrigos de refugiados foram invadidos por doações de cidadãos comuns: são roupas, brinquedos, alimentos e dinheiro, de quem não esperou os órgãos oficiais para agir.
— Os europeus abriram seus lares e seus corações para os fugitivos — disse Herbert Langtheiler, da ONG Coordenação do Asilo da Áustria, responsável por organizar doações privadas.
No sábado, a Áustria recebeu 6.500 refugiados vindos da Hungria; e a Alemanha, mais 2.200 — com expectativa de fechar o dia em sete mil. Na França e na Espanha, milhares de pessoas saíram às ruas pedindo a abertura das fronteiras aos refugiados. Mais de mil vienenses ofereceram moradia aos imigrantes por meio do Facebook. Outros doaram seu tempo, com programas de lazer para as crianças. O time Áustria Viena anunciou que uma vez por semana vai integrar jovens refugiados em treinos de futebol. Contagiado pela onda de solidariedade, o premier da Finlândia, Juha Sipila, disse que em janeiro porá sua casa de campo à disposição dos refugiados.
— Todos devemos pensar no que podemos fazer — disse ele, cujo país espera receber mais de 30 mil pedidos de asilo este ano, contra 3.600 em 2014. — Um solicitante de asilo merece um tratamento humano e uma genuína atitude de boas-vindas da nossa parte.
Aposentada oferece quarto em Viena
Mesmo no Reino Unido, o país que tinha até agora uma política mais restritiva, começa a surgir uma pressão popular sobre o governo. Uma petição está reunindo cem mil assinaturas a serem enviadas ao Parlamento. No texto, os britânicos afirmam: “Não podemos aceitar que os fugitivos corram risco de vida para escapar de conflitos terríveis para viver em circunstancias desumanas e inseguras na Europa.”
Mas há também os britânicos que iniciaram uma ajuda espontânea e direta aos fugitivos. O professor universitário Michael Stewart criou um grupo do Facebook para que os usuários compartilhem seus lares.
— O poder da rede social une o povo através da Inglaterra e da Europa para algo extraordinário — disse ao jornal “Independent”.
Langtheiler, que trabalha há mais de dez anos com apoio a refugiados, confessa que nunca viu na Europa fenômeno semelhante. Enquanto os governos debatem as cotas, os europeus não hesitaram em iniciar uma das maiores ondas de solidariedade desde 1945. Ao contrário de ocasiões anteriores, quando os doadores eram ricos que contribuíam por meio de organizações da Igreja, hoje a ajuda parte de pessoas da classe média e até de baixa renda, e é prestada quase sempre de forma direta. É o caso da aposentada vienense Maria Schmitt, de 61 anos, que vive num apartamento de dois quartos e ofereceu um deles para abrigar uma família da Síria.
Cada cidade alemã organizou nas últimas semanas ações espontâneas de ajuda, coordenadas por meio do Facebook. Em Berlim, a ONG Pro Asyl recebe uma avalanche de ofertas. Nos últimos dias, pediu aos doadores que deixassem de mandar roupas porque os abrigos de refugiados já tinham vestimentas demais. Rupert Neudeck, de 76 anos, lembra a própria infância ao ler as notícias das tragédias no Mediterrâneo. Nascido em Gdansk, hoje Polônia, Neudeck tinha 5 anos quando a família — ele, os dois irmãos e a mãe — ia embarcar no navio Wilhelm Gustloff, em janeiro de 1945, fugindo do avanço do Exército soviético no fim da Segunda Guerra. Chegaram atrasados e perderam a viagem. O navio foi torpedeado, causando 9.500 mortes. A família chegou à parte ocidental da Alemanha em outro navio. Mas a experiência marcou a vida de Neudeck. Nos anos 1970, ele fundou a ONG Cap Anamur, resgatando milhares de vietnamitas do mar, os chamados boat people.
— Para um refugiado traumatizado com a guerra e com a perigosa fuga para a Europa, o material não é o mais importante. O mais importante é o status, que oferece à pessoa a sensação do “aqui eu posso ficar” e o calor humano da população local — disse Neudeck.
Para muitos, sobreviventes dos horrores do Estado Islâmico e das horas de pânico em embarcações precárias ao atravessar o Mediterrâneo, nem as manifestações de solidariedade da população local ajudam a superar o trauma. Na Europa, precisam ainda enfrentar governos resistentes a acolhê-los, movimentos de extrema-direita que atacam abrigos e países do Leste que resistem a uma divisão de refugiados, mostrando que o pesadelo não termina na chegada.
Húngara usa Facebook para doações
Em Berlim, cerca de cem psiquiatras e psicólogos atuam no tratamento pós-traumático de 500 refugiados. Segundo Doris Felbinger, porta-voz do centro, que é financiado por doações e pela prefeitura, apenas 10% das solicitações são atendidas. Com o aumento do número de refugiados na cidade, ela prevê o aumento dos pedidos.
Para o cientista político Wolf Dombrowski, tragédias como as últimas costumam ter o efeito de despertar o sentimento coletivo de solidariedade. Sobretudo a Áustria e a Alemanha reagem com sensibilidade porque têm ainda na consciência coletiva o sentimento de culpa pelos horrores praticados pelo regime nazista.
Após a Segunda Guerra, os dois países foram também os que mais receberam fugitivos — pessoas que perderam suas pátrias na nova arquitetura europeia pós-1945. Uma das que conseguiram segurança na Alemanha foi a avó de Zsuzsanna Zsohar. Hoje a húngara dedica-se à ajuda a refugiados com a ONG Migration Aid.
— Nós não conseguimos resolver o problema, mas tentamos reduzir o sofrimento — contou. — Avisamos via Facebook do que os fugitivos precisam, como água mineral, sanduíches e cobertores para os que nos últimos dias estiveram confinados na estação ferroviária de Budapeste.
Na “marcha dos desesperados”, de imigrantes que fugiram a pé em direção à Áustria, cidadãos comuns continuaram oferecendo ajuda, sobretudo água e alimentos. Para o cientista político Hajo Funke, da Universidade Livre de Berlim, a crise mudou radicalmente a Europa. Há ainda a minoria neonazista disposta a atacar abrigos de refugiados, sobretudo na Alemanha. Mas a maioria foi tomada pelo sentimento de solidariedade.
— Os europeus passaram a sentir empatia com os fugitivos — disse.
Alemanha disponibiliza mais US$ 6,7 bilhões para acolher imigrantes
Opositores acusam Angela Merkel de criar precedente perigoso ao abrir fronteiras alemãs
Imigrantes recebem comida ao chegar na estação ferroviária em Hegyeshalom, na Hungria – LEONHARD FOEGER / REUTERS
A Alemanha vai disponibilizar mais € 6 bilhões (US$ 6,7 bilhões ou R$ 25 bilhões) para acolher o grande fluxo imigrantes que chegam ao país, cerca de 20.000 só neste final de semana, informou nesta segunda-feira o grupo da coalizão no poder. Metade dessa quantia será enviada para o governo federal e o restante para os estados e municípios, que se encarregam dos abrigos aos refugiados. A medida, no entanto, é alvo de críticas pelos opositores, que acusam a chanceler Angela Merkel de criar um precedente perigoso ao abrir as fronteiras alemãs.
— O que vivemos agora é algo que continuará nos preocupando nos próximos anos, nos mudará e queremos que a mudança seja positiva — disse Merkel a jornalistas, comemorando o fato do país ser associado ao sentimento de esperança. — É algo muito valioso se observarmos nossa história.
A expectativa é que nesta segunda-feira, mais de 10.000 pessoas cheguem ao território alemão, segundo as autoridades. No final de semana, milhares de refugiados exaustos foram recebidos por pessoas com cartazes de boas-vindas em estações ferroviárias na Alemanha, com várias declarações de apoio aos migrantes.
Na chegada às cidades de Dortmund, Frankfurt e Munique, adultos e crianças encontraram também voluntários com alimentos, roupas e cobertores. Os imigrantes alcançaram o país depois de longa jornada, passando pela Hungria e pela Áustria — com um improvisado corredor humanitário. Muito deles querem chegar à Alemanha, que prevê a entrada de 800.000 solicitantes de asilo neste ano, quatro vezes mais que os 200.000 em 2014.Mas as autoridades da Baviera, região que recebeu a maioria dos imigrantes, disseram que estão a ponto de ruptura.
— Estamos bem no nosso limite — disse Christoph Hillenbrand, o presidente do Governo da Alta Baviera, ressaltando que ficou surpresa com a quantidade de pessoas que chegou no domingo
Em Bade-Wurtemberg, no Sudoeste do país, um incêndio em um abrigo a refugiado deixou cinco feridos. Duas pessoas sofreram ferimentos nas pernas depois de pularem de uma janela para escapar das chamas, enquanto três foram tratados por inalação de fumaça, informou a polícia. As autoridades ainda investigam o que iniciou o fogo no centro de imigrantes, que abrigava 80 pessoas.
Em dia de solidariedade, milhares de refugiados têm recepção calorosa na Alemanha
Adultos e crianças são recebidos com cartazes de boas-vindas, países vizinhos ajudam com corredor e líderes fazem apelos
por O Globo / Com agências internacionais
/ Atualizado
Pequeno migrante sorri a caminho da estação de Hegyeshalom, na Hungria: país está facilitando travessia – SRDJAN ZIVULOVIC / REUTERS
Milhares de refugiados exaustos foram recebidos por pessoas com cartazes de boas-vindas em estações ferroviárias na Alemanha, neste domingo, dia de solidariedade pelo continente europeu, com várias declarações de apoio aos migrantes. Na chegada às cidades de Dortmund, Frankfurt e Munique adultos e crianças encontraram também voluntários com alimentos, roupas e cobertores. Os migrantes alcançaram o país depois de longa jornada, passando pela Hungria e pela Áustria — com um improvisado corredor humanitário.
Até o meio da tarde, cerca de seis mil refugiados já tinham chegado à Alemanha, a maior parte à região da Baviera, no sul do país. De acordo com a polícia federal, dez mil pessoas devem entrar no país neste domingo. No sábado, oito mil imigrantes entraram na Alemanha, a maioria de trem ou ônibus.
— Muitos imigrantes não estão entendendo porque é que há todo esse tumulto e me perguntam o que essas pessoas querem – disse a voluntária Lara Sabbagh à AFP — Eles não entendem imediatamente que estamos aqui para ajudá-los.
— É claro que temos limitações para receber os migrantes, mas não estamos questionando isso. O que me pergunto é como os acomodaremos, e como daremos garantia de que estarão seguros em Munique e na Alemanha — contou em coletiva de imprensa o prefeito Dieter Reiter.Em uma Europa dividida sobre o que fazer com a crise migratória, a pior desde o fim da II Guerra Mundial, a Alemanha relaxou regras para o acolhimento de refugiados.
No sábado, cerca de dez mil migrantes chegaram à Áustria. Deles, oito mil seguiram para a Alemanha, de acordo com autoridades. Neste domingo, o fluxo continua, com expectativa de 12 mil chegando ao país.
A Hungria anunciou que está facilitando o uso dos sistemas nacionais de transportes para que os migrantes se desloquem com mais facilidade em direção à Áustria. No sábado, o país disponibilizou ônibus e trens separados para os refugiados, buscando não misturá-los à população que normalmente utiliza os serviços. Na média, a saída de um trem para a fronteira está ocorrendo poucos minutos depois da chegada à estação de Keleti.
Um grupo voluntário começou a fazer doações de sapatos para os refugiados chegando à estação de Keleti.
DO VATICANO AO FUTEBOL E AO CINEMA
Pela manhã, o Papa Francisco se juntou à onda de solidariedade na Europa. O Pontíficie declarou que 0 o Vaticano receberá duas famílias de refugiados e conclamou paróquias, mosteiros e conventos na Europa a fazerem o mesmo.
Em Estocolmo, o premier sueco, Stefan Löfven, pediu um sistema de cotas “permanente e obrigatório” na União Europeia (UE), coincidindo com uma manifestação a favor dos refugiados.
Seguindo o exemplo do Bayern de Munique e do Real Madrid, o Roma anunciou que arrecadará fundos para o Alto Comissariado para Refugiados da ONU (Acnur) e organizações como Save the Children, Comitê Internacional de Resgate e Cruz Vermelha.
No Festival de Cinema de Veneza, onde atores e diretores partilharam suas angústias e pediram tolerância.
— Sou um mexicano vivendo na Europa e sempre me senti bem-vindo. Gostaria que hoje e no futuro a mesma recepção pudesse ser estendida a outros imigrantes — disse o diretor mexicano Alfonso Cuarón, que preside o júri do festival italiano.
NA FRANÇA, MAIORIA É CONTRA REGRAS MAIS BRANDAS
Embora milhares tenham ido às ruas em Paris no sábado para apoiar o acolhimento de refugiados, uma pesquisa divulgada neste domingo indica que a maioria dos franceses é contra a flexibilização de regras para refugiados. O levantamento feito pelo Odoxa para o jornal Le Parisien-Aujourd’hui mostrou que 55% dos mil entrevistados se opõem a normas mais brandas.
Chegam a 44% os que acham que a França está sendo tão hospitaleira com os migrantes quanto a Alemanha. Seis em cada dez pessoas disseram que apoiariam a participação da França em uma coalização para enviar tropas terrestres para a Síria para lutar contra o Estado islâmico.
Estação de Dortmund estava cheia neste domingo – INA FASSBENDER / REUTERS
REINO UNIDO USARÁ PARTE DE ORÇAMENTO DE AUXÍLIO
Já o Reino Unido anunciou que usará parte do seu orçamento de auxílio internacional para ajudar a cobrir os custos de acomodação de refugiados chegando da Síria. A medida foi anunciada pelo ministro das Finanças, George Osborne, neste domingo, numa tentativa de conter as preocupações do público com o impacto nos serviços locais.
O orçamento para ajuda internacional equivale a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB).
– A ajuda internacional que temos…pode proporcionar suporte no primeiro ano para esses refugiados, pode ajudar os conselhos locais com coisas como moradia – disse Osborne à BBC.
Cameron não disse quantos refugiados receberia, mas uma porta-voz da agência de refugiados das Nações Unidas afirmou quatro mil sírios serão acolhidos na Grã-Bretanha.
Imigrantes são recebidos com cartazes de boas vindas na estação de Dortmund – INA FASSBENDER / REUTERS
Fonte: O Globo
Artigo: O suplício dos refugiados, vergonha mundial
Quando têm chance, as crianças se recuperam. Pena que as oportunidades sejam tão poucas
Os pequenos Abdul Rahman e Miran Ali vieram do Afeganistão e dormem ao relento na ilha grega de Leros – Lefteris Pitarakis / AP
O mundo enfrenta a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial: são 60 milhões de pessoas desalojadas, sendo quatro só na Síria. E os líderes mundiais abdicaram de qualquer responsabilidade perante essa população desafortunada, metade da qual é composta de crianças. A situação tem uma triste semelhança com a dos que tiveram que fugir da violência nazista: também naquela época a maioria dos governos lhes virou as costas e milhões morreram na penúria.
Estamos atolados em uma série de políticas míopes, mesquinhas e cruéis. As poucas instituições mundiais dedicadas a ajudar esse grupo praticamente não têm recursos, seja porque as lideranças não as subsidiam ou porque não atenderam aos seus pedidos de investimento. As nações ricas e poderosas tampouco estão fazendo sua parte; os EUA, por exemplo, receberam até agora menos de mil sírios.
Recentemente o Programa Alimentar Mundial foi forçado a cortar o valor da cota reservada a cada família refugiada no Líbano para US$13/mês; em janeiro esse valor era US$27.
No Iraque, a ONU anunciou que uma “falta de fundos paralisante” foi a causadora da suspensão de serviços de saúde para um milhão de pessoas. Isso significa que centenas de milhares de crianças não serão vacinadas contra a pólio e o sarampo, dando brecha para o reaparecimento dessas doenças em uma região já praticamente devastada. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados calcula que 700 mil crianças sírias nos países vizinhos não estejam na escola por pura falta de dinheiro. Uma das consequências imediatas foi o salto no trabalho infantil, com meninas no início da adolescência (ou até mais jovens) sendo forçadas a se casar.
No ano passado visitei uma escola para refugiados administrada por voluntários em Reyhanli, cidadezinha na fronteira da Síria com a Turquia. Durante o intervalo, um professor me mostrou fotos terríveis do que aconteceu com alguns de seus ex-alunos na Síria, quando o regime usou armas incendiárias em um complexo escolar. Enquanto tentávamos segurar o choro, duas meninas se aproximaram, alegres, querendo brincar com o par de luvas de boxe que um dos voluntários tinha arrumado. Nesse instante o professor escondeu o telefone com as imagens dos pequenos queimados, os corpinhos encolhidos nas macas, enrolados em gaze. No pátio, um grupo de garotas jogava futebol, gritando de prazer a cada bola chutada a gol, feito ou não.
Quando têm chance, as crianças se recuperam. Pena que as oportunidades sejam tão poucas.
Dos quatro milhões de refugiados sírios, cerca de dois estão na Turquia e um, no Líbano. E a guerra na região pode se ampliar: os turcos já anunciaram que vão abrir a base aérea de Incirlik para as operações norte-americanas contra o Estado Islâmico e começaram uma campanha de bombardeio contra os insurgentes curdos no Iraque. Essa mesma insurgência na Turquia, que dura quatro décadas, já matou 40 mil pessoas, embora uma trégua frágil se mantenha há alguns anos. A retomada da luta em grande escala representaria um desastre ainda maior para o país e para a região.
Do outro lado da fronteira, perto da escola que visitei, um campo de refugiados se vê em ruínas. De vez em quando, alguns voluntários arriscam a vida para levar comida aos infelizes que lá estão – e apesar das inúmeras demonstrações de boa vontade e heroísmo pessoal, há um limite para o que esses jovens conseguem fazer. Para receber, alimentar, imunizar, reassentar e ajudar tanta gente, só em um nível institucional, com organizações mundiais. No momento, praticamente todo o peso se divide entre alguns poucos vizinhos – Turquia, Líbano e agora a Grécia –, que recebem uma ajuda insignificante de fora, quando recebem. Não surpreende que tantos refugiados arrisquem a vida para chegar à Europa.
Uma crise desse tamanho não pode ser solucionada com heroísmo individual, por mais admiráveis que sejam as intenções. Grandes números de pessoas não podem ser acolhidas através de instituições beneficentes, por mais bem intencionadas que sejam.
Há questão de duas semanas, uma adolescente palestina cuja família pode ser deportada da Alemanha perguntou a Angela Merkel, em um alemão perfeito, por que sua família não podia ficar e por que ela não podia ir à escola para estudar como os outros. A chanceler respondeu, em um discurso seco: “Às vezes, a política é dura. Você sabe que nos campos de refugiados palestinos no Líbano há milhares de pessoas. Imagine se falássemos que todos podem vir… não conseguiríamos dar conta.” Com isso, a menina caiu no choro e Merkel foi pega de surpresa. Suas tentativas de consolar a garota foram registradas e compartilhadas no mundo inteiro.
Não basta dizer que “a política é dura”.
Claro está que os nossos líderes não estão correspondendo à gravidade do momento. Nós podemos e devemos forçá-los a fazer a coisa certa. Se distribuído adequadamente, o custo não será alto para ninguém. O mundo de hoje é muito mais rico que o da Segunda Guerra Mundial e o conflito não é global. Em 2014, o orçamento total do Programa Alimentar Mundial foi de míseros US$5,4 bilhões; o do ACNUR, US$8 bilhões. Para colocar esses valores em contexto, a capitalização de mercado da Amazon, há pouco tempo, pulou para US$40 bilhões, após o fechamento do pregão normal, depois de anunciar que seus serviços de hospedagem de aplicações foram um pouco mais lucrativos que o esperado. Pelo visto, salvar milhões de crianças fugidas da guerra não vale uma fração de uma noite de especulação de uma única empresa.
No mês passado o mundo perdeu um herói discreto: Nicholas Winton, que salvou quase 700 crianças, na maioria judias, da Tchecoslováquia, realocando-as com famílias britânicas antes da invasão de Hitler. O que não foi mencionado na homenagem feita à incrível vida que levou – ele nunca quis ser reconhecido pelas boas ações – foi o remorso profundo por milhares de pequenos que não pôde salvar. E os governos do mundo de hoje as ignoram completamente. Será que não aprenderam nada desde então?
Polícia da Macedônia lança bomba de gás lacrimogêneo contra imigrantes na fronteira
Pelo menos oito refugiados ficaram feridos nos confrontos. Governo declarou estado de emergência na quinta-feira
Mais de 1.000 imigrantes pressionaram os policiais na fronteira entre a Grécia e a Macedônia nesta sexta-feira, levando ao menos dez pessoas a desmaiarem depois de serem pisoteadas. A cena ocorreu depois que a polícia macedônia permitiu que centenas de pessoas ao relento desde quinta-feira entrassem, seguindo uma ordem do governo. Segundo o ministério do Interior, o país só tem capacidade de receber uma pequena parcela dos refugiados que tentam chegar a partir da Grécia. Enquanto isso a ONU pediu que o governo preste assistência às “pessoas presas no lado grego da fronteira” e respeite os imigrantes.
— Nós estamos permitindo a entrada de um número de pessoas que corresponde à nossa capacidade de transportá-los e de dar cuidados e tratamento médico adequado — informou o porta-voz do ministério do Interior, Ivo Kotevski.
Segundo testemunhas que falaram à Reuters, as pessoas gritavam enquanto os trabalhadores médicos corriam para os que desmaiaram ou ficaram feridos. A fronteira foi reaberta temporariamente horas depois de forças especiais da polícia da Macedônia dispararam bombas de efeito moral para dispersar os milhares de imigrantes na fronteira do país, que declarar estado de emergência no dia anterior
Segundo as autoridades, cerca de 3.000 pessoas passaram a noite ao relento e teriam tentado avançar contra policiais após o fechamento da fronteira na cidade de Gevgelija, o que teria provocado a reação dos agentes. Pelo menos oito pessoas ficaram feridas nos confrontos.
Depois que os agentes lançaram bombas de gás lacrimogênio, multidões correram e tentaram se proteger. Testemunhas contaram que um jovem estava sangrando com um ferimento causado pelo que parecia ser estilhaços das granadas disparadas diretamente contra os clandestinos. Os policiais, apoiados com veículos blindados, colocaram arame farpado nos trilhos de trem onde as pessoas estavam atravessando a pé.
Imigrante com bebê nos braços fica preso em arame farpado enquanto tenta atravessar da Grécia para a Macedônia – Darko Vojinovic / AP
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) expressou preocupação com a força usada pela polícia para dispersar os refugiados. Em resposta o chanceler Poposki informou que a fronteira não será fechada no futuro.
Os imigrantes, muitos deles com bebês e crianças pequenas, passaram a noite fria em um campo de terra com pouca água e sem comida. Alguns comeram milho que pegaram de plantações próximas.
— Eu não sei por que estão fazendo isso conosco — disse o iraquiano Mohammad Wahid. — Eu não tenho passaporte ou documento de identidade. Eu não posso voltar e não tenho para onde ir. Eu vou ficar aqui até o fim.
Migrante tenta proteger seu filho pequeno de conflitos que deixaram feridos na fronteira macedônia…Foto: Darko Vojinovic / AP
Do lado grego, um refugiado descansa, em busca de travessia para o guardado lado macedônioFoto: ALEXANDROS AVRAMIDIS / REUTERS
Refugiados esperam por autorização para cruzar a fronteira em IdomeniFoto: Darko Vojinovic / AP
Policiais e refugiados iniciaram confronto após impaciência com superlotação e lentidão para…Foto: SAKIS MITROLIDIS / AFP
Em Gevgelija, policiais fecharam cerco e contiveram manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo e…Foto: ROBERT ATANASOVSKI / AFP
Refugiada passa com seu bebê por bloqueio perto de linha ferroviáriaFoto: Boris Grdanoski / AP
Alguns ficaram encurralados no cerco, que teve dez feridosFoto: OGNEN TEOFILOVSKI / REUTERS
Após confusão, funcionários da ONU chegaram ao local para ajudar migrantesFoto: OGNEN TEOFILOVSKI / REUTERS
Funcionário da agência de refugiados da ONU tentam orientar multidão em fúriaFoto: Boris Grdanoski / AP
Um homem sírio de 18 anos disse à Reuters que conseguiu atravessar durante a noite para a Macedônia, mas outros que estavam com foram capturados e levados de volta para o lado grego.
— Eu corri rapidamente e escapei — disse ele. — Eles pegaram meu irmão e a maioria dos outros e os mandaram de volta para a Grécia.
A Macedônia se tornou um importante ponto de trânsito para os imigrantes que tentam chegar embarcar em trens para a Sérvia ou Hungria, a partir de onde pretendem seguir ao Norte da Europa, principalmente para Reino Unido ou Alemanha. Nos últimos dois meses, 44.000 pessoas já teriam viajado pelo país, com o registro de cenas caóticas nas estações ferroviárias.
Imigrantes tentam passar para a Macedônia a partir da Grécia, mas são barrados por policiais – SAKIS MITROLIDIS / AFP
Por dia, a crise dos refugiados em Gevgelija, no Sul do país na fronteira com a Grécia, atingiu números impressionantes, entre 1.500 a 2.000. Mas o fluxo foi interrompido nos últimos dias depois do fechamento da fronteira. Enquanto isso, grupos de mulheres, homens e crianças, em sua maioria sírios, resistem nas altas temperaturas sem ter abrigo nem acesso a serviços básicos.
O governo macedônio também instalou um gabinete de crise para traçar um plano de ação que permita gerir a entrada massiva de imigrantes. Na quarta-feira, o governo alertou para a situação “alarmante” do país e pediu aos Estados vizinhos que enviassem vagões vazios para transportar os refugiados para o Norte, já que não havia trens suficientes. No entanto, a agência de refugiados das Nações Unidas pediu para o governo fazer mais, ressaltando que é necessário um local para acomodar os imigrantes.
Os refugiados são em sua maioria cidadãos da Síria, Somália, Paquistão, Afeganistão e Iraque, que fogem da pobreza, perseguições e conflitos em seus países.
Macedônia desiste de conter migrantes, e cinco mil entram na Sérvia
Ônibus e trens levaram refugiados ao norte após dias de distúrbios causados pelo fechamento da sua fronteira ao sul
Migrantes caminham ao longo de ferrovia passando em frente às forças policiais da Macedônia prestes a cruzar a fronteira da Grécia com o país, próximo à vila de Idomeni, no domingo, 23 de agosto de 2015 – ALEXANDROS AVRAMIDIS / REUTERS
Mais de 5.000 migrantes cruzaram a fronteira para a Sérvia neste domingo, retomando a viagem rumo à Europa ocidental, depois de a Macedônia desistir das tentativas de conter à força o fluxo de pessoas, a maioria refugiados sírios, diz a agência “Reuters”. Os distúrbios foram causados pelo fechamento da sua fronteira ao sul por forças de segurança, que usaram bombas e granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo no esforço de não deixá-los entrar.
O fluxo é intenso, e a Grécia transportou de barco lotadas de refugiados das ilhas para o continente. Um recorde de 50 mil pessoas chegou ao território grego pelo mar da Turquia só em julho.
O ministro da Defesa da Sérvia, Bratislav Gasic, em visita a um centro de acolhida de migrantes na fronteira com a Macedônia, disse que 5.000 pessoas haviam entrado durante a noite.
Longas filas se formavam, e imigrantes do Oriente Médio, África e Ásia esperavam pelos documentos para legalizar sua viagem através da Sérvia, para depois cruzar a pé para a Hungria e para a zona sem fronteira Schengen da Europa.
Número de migrantes ilegais chegando à Europa em julho supera o triplo de 2013: 108 mil
Com mais de 340 mil refugiados desembarcando pelo mar, recordes de 2014 são quebrados; Grécia rebate ONU
Crianças afegãs esperam refúgio em ilha grega: crise só aumenta – Lefteris Pitarakis / AP
Quase 108 mil migrantes entraram ilegalmente na União Europeia em julho, segundo dados da agências de fronteiras do bloco, a Frontex. A quantia, composta principalmente por sírios que tentam atravessar da Turquia para a Grécia, superou com facilidade a de julho de 2014 (70 mil) e mais de três vezes a de 2013
De acordo com a Frontex, os recordes foram nas ilhas gregas no Mar Egeu, com 50 mil imigrantes chegando principalmente da Turquia. O destino tem sido mais procurado no verão pela maior facilidade de chegar à União Europeia, assim como o Mediterrâneo.
Quase 340 mil imigrantes já desembarcaram na UE desde o início do ano, principalmente através de Itália, Grécia e Hungria. São 175% a mais que no período equivalente de 2014, quando o ano inteiro — que já quebrara recordes — teve 280 mil chegando.
A UE afirma que quase 626 mil pessoas solicitaram asilo no mês passado. Apenas a Alemanha já vislumbra 750 mil pedidos neste ano.
Os aumentos drásticos na crise migratória se devem principalmente à intensificação dos conflitos no Oriente Médio e em regiões da África. Somente Síria e Eritreia concentram a maior parte dos refugiados que arriscam as vidas no mar.
GRÉCIA CRITICA QUESTIONAMENTOS
Apenas na Grécia, 21 mil imigrantes desembarcaram na semana passada. O país vive um caos migratório em pleno período de indefinição total da economia.
Um porta-voz da agência de refugiados da ONU (Acnur) em Genebra disse que o país precisava mostrar “muito mais liderança” para lidar com a crise. Mas as autoridades gregas disseram que precisavam de uma melhor coordenação dentro da União Europeia.
“Esse problema não pode ser resolvido através da imposição de processos legais rigorosos na Grécia, e, certamente, não levando os barcos de volta”, disse a porta-voz do governo, Olga Gerovassili. “A imigração também não pode ser abordada através da construção de cercas.”
Em Idomeni, fronteira grega com a Macedônia, refugiados atravessam campos de girassois em busca de refúgio – Joe Sinclair / AFP
Na Eslováquia, refúgio para migrantes se aplica apenas a cristãos
Governo nega tratar-se de uma política discriminatória, e afirma que refugiados muçulmanos não se integrariam
Imigrantes sírios esperam na fronteira greco-macedônia, buscando refúgio em outros países – YANNIS BEHRAKIS / REUTERS
Após uma série de declarações contraditórias sobre o número de imigrantes que a Eslováquia consegue acolher — o plano de Bruxelas, rejeitado pelos Estados-membros da União Europeia, previa uma cota obrigatória de 1.200 pessoas por país — o primeiro-ministro Robert Fico aceitou receber até 200 refugiados. Mas com uma condição: que todos sejam cristãos. As famílias, já identificadas pelo governo, seriam sírias (apenas 10% da população do país é cristã).
— Poderíamos acolher 800 muçulmanos, mas não temos nenhuma mesquita na Eslováquia. Como vão ser integrados se eles não gostariam de estar aqui? — justificou à BBC o ministro de Interior eslovaco, Ivan Metik, negando tratar-se de uma política discriminatória. — Realmente queremos ajudar a Europa, mas somos um país de trânsito. As pessoas não querem ficar na Eslováquia.
Em junho, a União Europeia concordou em realocar 40 mil solicitantes de asilo sírios e eritreus que chegaram às costas italianas e gregas. Sem citar diretamente a declaração do premier, a Comissão Europeia lembrou, por meio de sua porta-voz, Annika Breidthardt, que tratados europeus “impedem qualquer tipo de discriminação”.
Mas o país não é o único que pretende escolher os acolhidos. Com 7,8% de muçulmanos, o governo búlgaro já afirmou que teme ver “perturbado o equilíbrio étnico do país” com o plano europeu.
Em maio, a primeira-ministra polonesa, Ewa Kopacz, também disse que a Polônia só pretendia receber 60 famílias cristãs — dois meses depois, no entanto, aceitou abrir as portas a dois mil imigrantes vindos da Síria e do Norte de África, sem especificar religião.
Fonte: O Globo
Vivendo sob o céu de Paris
Imigração e crise aumentam presença de sem-teto nas ruas da capital francesa
Originário da Sardenha, na Itália, Jimie está há 41 anos na França, e dorme nos subterrâneos da linha 13 do metrô parisiense. – Fernando Eichenberg / O Globo
Numa gelada manhã de final de novembro do ano passado, numa Paris já de ares natalinos em pleno inverno europeu, Pascal, 54 anos, assentado na laje fria da calçada na rua Odessa, no bairro Montparnasse, recebeu uma esmola de fazer acreditar na existência de Papai Noel: € 800 de uma só vez.
— O homem disse que havia ganhado na loteria, e deu essa bolada na minha mão. Em apenas quatro horas, havia juntado € 1.217 — conta ele, com inesquecível exatidão numérica, acomodado na mesma esquina afortunada, agora no agosto do verão parisiense.
Pascal não trabalha, mas cumpre com rigor o horário de sua jornada. Diariamente, se instala às 8h em seu imutável ponto de mendicância, de onde só sai no início da tarde. Mas nem todo dia é de surpresas natalinas. Naquela manhã, havia acumulado € 14 em moedas em seu copo de plástico. Por muitos anos — ele diz não lembrar quantos —, Pascal viveu na rua. Mas há alguns meses dorme todas as noites no albergue da associação Espace Solidarité Insertion, na avenida René Coty.
Um homem se aproxima e lhe pergunta se gosta de presunto, ao mesmo tempo lhe passando uma sacola de supermercado garnida de alimentos e suco de laranja. Uma mulher da vizinhança lhe cumprimenta e deposita uma moeda em seu copo. Mas ao avistar no interior algumas moedas de centavos, esbraveja: “Como alguém tem coragem de oferecer centavos como esmola?”. Calmamente, Pascal explica que o doador havia sido uma criança. “Ah bom, criança pode”, se desculpa a mulher despedindo-se, e contando que está atrasada para a sessão do cinema contíguo.
Nascido na região de Calais, Pascal desembarcou na capital francesa aos 16 anos. Chegou a trabalhar como pâtissier, mas sofreu um problema na mão e não conseguiu mais emprego.
— O que vou fazer? Como vou trabalhar? Eu era um bom pâtissier. Você tinha de ver minhas tortas. Hoje, com o que ganho aqui dá pra viver, sempre vem alguma coisinha, seja no inverno ou no verão. Mas no inverno é melhor — reconhece.
Pascal é um SDF, emblemática sigla correspondente a um crescente problema social na França: as pessoas Sem Domicílio Fixo. Os sem-teto passaram a integrar a paisagem da cidade diante da indiferença de parisienses e do espanto de turistas. O mais recente e minucioso estudo feito pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (Insee, na sigla em francês), em conjunto com o Ateliê Parisense de Urbanismo (Apur), apontou, no período de dez anos a partir de 2001, um aumento de 84% de SDFs na capital francesa. Em 2012, havia 28.800 mil sem-teto adultos em Paris, número equivalente a 43% do total no país. A pesquisa revelou ainda que um terço deles possuía algum tipo de emprego, e que 56% eram estrangeiros. Como parte da política do município de ajuda aos sem-teto, Paris foi dividida em quatro setores, cada um deles monitorado por uma associação de caráter social: Emmaüs Solidarité (Norte), Aurore (Oeste), Aux Captifs la Libération (Leste) e Les Enfants du Canal (Sul).
Sentado na mureta em frente à entrada principal da estação ferroviária Gare Montparnasse, Jimie, 55 anos, expressava uma mistura de irritação e abatimento. Nos últimos dias, havia passado as noites nos subterrâneos da linha 13 do metrô parisiense.
— Eu durmo mal no metrô, meus olhos doem não sei por que, e estou doente — queixava-se.
Um colega seu da rua, em um momento de desatenção, deixou que furtassem a sacola com os seus documentos . Jimie estava enraivecido:
— Eu pedi para ele olhar para mim por apenas cinco minutos! E quando voltei alguém havia levado e ele não viu.
Originário da Sardenha, na Itália, Jimie está há 41 anos na França, mas quase nunca trabalhou, e atravessou os anos entre a rua, albergues públicos e alojamentos provisórios. Recentemente, conseguiu um quarto em um hotel barato, o qual acabou perdendo por falta de recursos para pagar, e agora depende do 115. Os três algarismos são a senha mágica para os SDFs que almejam pernoitar em algum abrigo. O número de telefone funciona 24h, e o serviço direciona os sem-teto para algum estabelecimento gerido pelo Estado ou por alguma associação que possua uma vaga disponível para aquela mesma noite. Mas obter um lugar muitas vezes se assemelha a uma travessia do deserto.
— Tento ligar quando consigo, mas está quase sempre ocupado, e quando alguém atende me diz que não há leitos — diz Jimie, desolado.
Cheik Sylla e Davide D’Adorante, funcionários da associação Aurore — em atividade desde 1871 no auxílio a pessoas em situação de precariedade e de exclusão social na França — procuram reconfortá-lo em sua ronda ao encontro dos sem teto. A missão de Cheik, originário do Senegal, e Davide, da Itália, é de principalmente ganhar a confiança dos SDFs e tentar ajudá-los na medida do possível em suas demandas.
— Não queremos impor nada. A iniciativa tem de partir deles. Mas tentamos lhes abrir caminhos e alternativas — explica Cheik.
Naquela manhã, ele e Davide deram a Jimie uma cartela mensal para que pudesse jantar gratuitamente em um dos sete restaurantes solidários da rede de estabelecimentos criada pelo Centro de Ação Social de Paris, gerido pela Subdireção de Solidariedade e de Luta Contra a Exclusão Social (SDSLE). Mas sua tentativa de lhe obter uma cama para aquela noite foi frustrada.
Na parte lateral da estação, na rua du Départ, entre a entrada da garagem do supermercado Monoprix e o bar-café l’Atlantique, Phillipe, 60 anos, pode ser avistado todos os dias pela manhã, sentado em uma banqueta alta, suas duas muletas encostadas na parede. Foi um SDF desde os primeiros dias de vida, nascido de um parto na rua, no 14° distrito da cidade. Nos últimos anos, dormiu muitas noites ali mesmo, protegido pelo muro na parte interna da garagem.
— Mas é preciso dormir com um olho bem aberto — alerta.
Sua história, verdadeira ou não, é digna de um filme. Phillipe conta que por dez anos integrou a unidade de paraquedistas das forças especiais do exército francês. Sua deficiência, diz, é consequência de uma bala recebida na perna durante uma operação no Afeganistão. Mais do que isso alega não poder revelar, por conta do “segredo de defesa nacional”. Fora do serviço militar, foi experimentar a vida em Londres, na companhia de um amigo, que o teria convencido depois a se aventurar em Nova York.
— Fomos juntos. Tínhamos US$ 3,5 mil cada um. Gastamos tudo lá praticamente em uma só noite. Conseguia algum dinheiro depois com uns trabalhos. Então conheci minha mulher, mas ela morreu no atentado na segunda Torre Gêmea, em 2001. Em 2004 retornei para a França, mas nunca me recuperei da perda dela.
Transeuntes que moram nos arredores lhe cumprimentam, perguntam como vai, e uma mulher lhe oferece alguns croissants embrulhados em papel. Segundo Phillipe, certa vez uma casal do prédio ao lado do local onde se instala todos os dias lhe deu a chave de casa para que ele cuidasse do gato do apartamento no período de férias.
— Eles confiaram em mim, e ainda me deixaram comida na geladeira por uma semana — conta, com orgulho.
Ele diz recolher entre € 140 e € 160 diários de esmolas. Quanto atinge esta soma, retorna mais cedo para o albergue onde atualmente está alojado.
— Estou bem no albergue. Quando cheguei lá, dividia um dormitório com mais sete SDFs. Agora mudei para um quarto em que somos quatro no total. Mas, por vezes, eu pago uma noite de hotel para poder lavar minha roupa e assistir aos jogos de rúgbi na TV.
No extremo oposto da estação, na rua de l’Arrivée, Lotz, 55, postado em uma das escadarias de acesso à Gare Montparnasse, cumpre um horário germânico em busca de alguma esmola: chega todos os dias às 8h20, e vai embora às 14h. Em sua cabeça, porta sempre um boné com as cores e o nome de algum país diferente. É seu hobby de colecionador. Nesta semana, estava com um de Portugal, depois de ter usado por alguns dias outro da Espanha. Alemão de nascimento, ele viajou em 1998 para a França, de onde nunca mais saiu. Por seis anos trabalhou como um empregado faz-tudo em um restaurante ali mesmo nas proximidades da estação, e depois passou para um outro vizinho, onde permaneceu por dois anos.
— Mas sempre trabalhei clandestinamente, nada declarado, eles não queriam contrato, então não tenho direito a nada. Por meses dormi na rua ali num esconderijo naquele edifício (indica o outro lado da rua). Ajeitava umas folhas de papelão, tinha um saco de dormir…
Hoje, Lotz desembolsa € 320 por um quarto alugado em uma habitação de propriedade da SNCF, a rede ferroviária francesa. E neste verão, seus amigos da companhia de trem conseguiram passagens de graça para que possa ir visitar suas duas filhas que moram na Alemanha. Para poder pagar o aluguel, ele tem atualmente um trabalho parcial como distribuidor de jornais.
— E as esmolas são para gastar com a vida — explica.
Na França desde 2007, onde vgeio estudar o idioma francês, a chinesa Wenjing Guo iniciou seu contato com a Aurore para realizar um estudo sociológico sobre as razões pelas quais SDFs recusam a ajuda social e por vezes preferem permanecer na rua, e a partir de 2012 passou a trabalhar de forma permanente como funcionária da associação.
— O SDF por vezes aceita a a ajuda social para sobreviver fisicamente, e a rejeita para sobreviver psicologicamente — diz Wenjing. — Aceitar, por um lado, é entrar em categorias oficiais estabelecidas pelo Estado, ser estigmatizado por um carimbo administrativo. Há varios elementos subjetivos que atuam. O SDF não quer ser oficalmente excluído socialmente e prefere menater esta “liberdade”. È uma questão de legitimidade e ilegitimidade. O auxílio social implica com que entrem em uma burocracia oficial vista como algo ruim. Por isso é algo que depende muito de como evolui nossa relação com cada um deles, o diálogo estabelecido.
Wenjing testemunha in loco a precarização recrudescida pela crise dos últimos anos e o aumento constante do índice do desemprego, além do crescente núemro de imigrantes.
— Há uma pauperização da população em geral. O SDF não surge do nada, existe um processo que leva pessoas a uma situação extrema. Muitas delas estão perdendo suas moradias. E também somos levados a considerar cada vez mais a questão da imigração. Atendemos cada vez mais estrangeiros sem perspectiva de retorno a seus países. Isso alterou o nosso trabalho cotidiano. Um sem teto já é estigmatizado, e ainda mais sendo estrangeiro…
A maior quantidade de sem-tetos nas ruas na cidade é uma questão “complexa” para os parisienses, segundo sua avaliação:
— É uma presença que incomoda, porque nos lança uma imagem violenta de um mal da sociedade, e nos remete a nossa impotência. Alguns dizem que deve se encontrar uma solução, e outros só os querem fora de vista, se livrar do problema, o que impede uma reflexão mais global.
Moussa Djimera, originário da Mauritânia, está na França desde 1991, e começou a atuar em trabalhos sociais em 1995. Atualmente, coordena duas equipes de contato com sem-tetos nos setores leste e oeste da capital francesa. Ele diz já já ter presenciado “um pouco de tudo” em sua experiência pessoal, e ressalta o grande número de SDFs com problemas psíquicos e/ou de alcoolismo, o que dificulta o trabalho de reinserção.
— Um sem-teto se salvou graças a uma doença. No hospital, lhe disseram que poderia escolher entre continuar a viver ou continuar a beber e morrer. Estava com uns 35 anos. Aos poucos foi aceitando ajuda, um alojamento, achou um trabalho estável. Mas continuou a visitar seus ex-companheiros de rua na Gare de Lyon. Era a sua referência — conta.
Moussa alerta para um problema aque se acentua, e define as novas ondas de imigração como o fenômeno de “um vulcão que explode”, decorrente de um agravamento da pobreza em regiões do planeta e de guerras e conflitos políticos.
— As pessoas fogem para salvar sua pele e também da miséria. Todo este quadro favorece os extremismos na Europa. Mas depois da tempestade vem a bonança. Eu espero pela bonança, mas é um combate diário — diz, sem perder o otimismo.
Num dos quartos do prédio dos fundos da associação Aurore, no número 72 da avenida Denfert Rochereau, Alain, 61 anos, se recupera há três meses de uma cirurgia. Ao lado de sua cama, está uma cadeira de rodas e a prótese de uma perna, do joelho até a extremidade, em pé sobre sua base. Na pequena mesa, distinguem-se apenas dois objetos: sua escova de dentes e um livro, “Dissolução”, de C.J. Sansom, uma intriga policial, política e religiosa na Inglaterra reformista de 1537. Aos 25 anos, Alain partiu do Togo, na África, para a França, e desde então a rua acabou sendo sua morada a maior parte do tempo. Durante uma década, se tornou um conhecido sem teto nos arredores da avenida de Versalhes, no chique 16° distrito de Paris. Na rua, acabou pegando um infecção, e teve a parte inferior da perna esquerda amputada. O hospital Georges Pompidou, onde foi atendido, acabou lhe oferecendo a prótese no valor de €1.800. Ele discute animadamente sobre tudo, da crise na Grécia aos atuais protestos dos agricultores franceses. Alain está satsifeito no albergue, não quer voltar a viver na rua. Deitado, se desculpa por recusar que seja fotografado:
— Não sabia que teria foto. Não me preparei, estou feio, desarrumado.
Fonte: O Globo
Na Grécia, as novas Lampedusas
ONU alerta para caos no país, que recebeu 50 mil imigrantes ilegais em julho, e pressiona França
A imagem é cada vez mais comum pelas ruas e parques públicos de Atenas: sem abrigo, dezenas de refugiados e imigrantes — incluindo famílias com idosos e crianças pequenas — dormem ao relento. Cerca de 400 deles vivem no parque central de Pedion Areos Tou, um dos maiores da capital grega, situação que se repete em outras cidades de trânsito de migrantes como Budapeste, na Hungria; Viena, na Áustria; Calais, na França; e Belgrado, na Sérvia. Mas o impressionante aumento de 750% no número de imigrantes na Grécia, ponto de entrada mais usado na Europa, acendeu o alerta do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), que estima que 124 mil refugiados chegaram ao país este ano — 50 mil só em julho. O que equivale a mais da metade dos 224 mil de todo o continente em 2015. O Acnur classificou a situação de “caos total” e pediu ação urgente do governo grego para contornar a situação.
Do total, cerca de 60% são provenientes da Síria — a grande maioria vem de países em conflito ou que sofrem violações dos direitos humanos. Cidadãos da África Subsaariana também estão entre os recém-chegados, que incluem ainda afegãos e iraquianos. Chefe do Acnur na Europa, Vincent Cochetel encontrou nas ilhas gregas uma situação aterradora e disse nunca ter visto nada parecido em 30 anos de atividade:
— Em trinta anos de experiência humanitária, jamais vi uma situação assim. É uma vergonha total — afirmou Cochetel após visitar as ilhas de Lesbos, Kos e Chios, aonde chega a maioria destes imigrantes. — Em termos de água, de salubridade, de assistência alimentar, é totalmente inadequado. Na maior parte das ilhas, não há capacidade de recepção, pessoas estão dormindo sob qualquer forma de teto. Depois são transferidos a Atenas; mas não há nada esperando por eles lá.
Guarda Costeira italiana ajuda a desembarcar migrantes: fluxo de refugiados não diminuiFoto: GIOVANNI ISOLINO / AFP
Muitas crianças e bebês acompanham tentativas de travessia dos paisFoto: GIOVANNI ISOLINO / AFP
Autoridades levam mulheres após 381 serem resgatados em barco que naufragouFoto: Carmelo Imbesi / AP
Em Pozzallo, na Sicília, cenas de sufoco têm sido recorrentesFoto: GIOVANNI ISOLINO / AFP
Na operação, autoridades tiveram que resgatar imigrantes a nadoFoto: – / AFP
Já na Hungria, um muro com toda a fronteira sérvia tem causado polêmicaFoto: Sandor Ujvari / AP
Da Macedônia, muitos tentam entrar ilegalmente na Sérvia, buscando asilo na União EuropeiaFoto: DIMITAR DILKOFF / AFP
Refugiados esperam para entrar na estação de GevgelijaFoto: DIMITAR DILKOFF / AFP
Em Atenas, a chegada da migrantes que alcançam as ilhas gregas é tida como insustentávelFoto: Yorgos Karahalis / AP
A grave crise econômica forçou o premier Alexis Tsipras a pedir apoio internacional na distribuição…Foto: ANGELOS TZORTZINIS / AFP
Outro lugar onde o drama migratório não tem fim é Calais, Norte da FrançaFoto: PETER NICHOLLS / REUTERS
Enquanto muitos esperam para tentar cruzar em direção ao Reino Unido, até escolas são improvisadas…Foto: PETER NICHOLLS / REUTERS
Governo grego apela à UE
Uma das grandes dificuldades é justamente como transferir os milhares de refugiados para a capital grega. Depois de dias de penosa travessia do Mediterrâneo, os refugiados são obrigados a percorrer a pé dezenas de quilômetros até a próxima localidade — polícia e governos de algumas ilhas chegaram a proibir o auxílio aos refugiados ou seu transporte para cidades mais próximas.
— O nível de sofrimento que vimos é insuportável. As pessoas vão para lá pensando que chegaram à União Europeia. Mas a forma como são tratadas é inaceitável — afirmou Cochetel.
Há também uma necessidade urgente de aumentar a capacidade de recepção em todo o continente para requerentes de asilo e crianças desacompanhadas (atualmente são 1.100 lugares). Ontem, o Acnur fez um apelo à Grécia para controlar a situação nas ilhas. E alertou que os Estados-membros da União Europeia também devem fazer mais para compartilhar o fardo do país que vive uma crise econômica sem precedentes. O pedido de ajuda foi reproduzido pelo premier grego, Alexis Tsipras, que lembrou que a infraestrutura do país não consegue suportar milhares de imigrantes:
— Agora é hora de ver se a União Europeia é a União Europeia da solidariedade ou é a União Europeia que tem todos tentando proteger suas fronteiras — desafiou.
A falta de estrutura do país para o enorme fluxo de refugiados dos últimos meses foi um dos temas de uma conversa esta semana entre Tsipras e o comissário europeu para as Migrações, Dimitris Avramopoulos. O governo anunciou que criará nos próximos dias uma entidade para receber e gerir o apoio financeiro de emergência de Bruxelas e responder à crise humanitária.
Na última quinta-feira, outra reunião a nível ministerial começou a preparar a atualização do plano de ação nas ilhas de fronteira e o deslocamento temporário dos refugiados que se encontram num dos parques de Atenas. Em comunicado conjunto, o Departamento de Direitos Humanos do Syriza, partido do premier, e a organização de juventude da legenda, pediram que o apoio do governo seja dirigido a estas redes de solidariedade, que “mostram que há outro caminho numa Europa que tem somado fracassos criminosos na gestão política da crise nas suas fronteiras”.
No que diz respeito à crise migratória em Calais, a agência para refugiados convocou a França a apresentar um plano de emergência, lembrando que o país tem obrigações com os cinco mil clandestinos que tentam chegar ao Reino Unido a partir do porto francês. E pediu que o governo de François Hollande revise sua forma de registrar pedidos de asilo — trâmite que exige sete semanas, enquanto em muitos países da Europa o processo é feito em um dia. Ontem, dias após o naufrágio de uma embarcação que deixou mais de 200 mortos — que segundo sobreviventes estavam trancados no porão — uma operação de resgate salvou 600 pessoas.
Infográfico – Editoria de Arte
Travessia infernal
Autoridades levam mulheres após 381 serem resgatados em barco que naufragou – Carmelo Imbesi / AP
A fuga das difíceis condições em seus países de origem se transforma num pesadelo nas mãos dos contrabandistas de pessoas, antes de uma viagem na qual os migrantes que tentam chegar à Europa cruzando o Mediterrâneo enfrentam condições subumanas acompanhadas da incerteza de que chegarão ao destino com vida.
Hamidou, um adolescente de 17 anos, deixou o que classifica como “um grande conflito” no Mali, e após uma viagem de mais de cinco meses nos quais foi levado por gangues de criminosos para a Argélia e a Líbia para realizar a temida travessia.Lá, encontrou um novo cenário de caos e violência.
— Na Líbia, fomos espancados e tivemos armas apontadas contra nossas cabeças — conta o adolescente. — Nos obrigaram a trabalhar para poder viajar.
Com a família de Hamidou viajava um bebê, que passou dois dias sem água ou comida, e foi resgatado — ao lado de 300 migrantes, entre eles várias grávidas e 27 crianças que desacompanhadas — no porto siciliano de Messina.
— Estávamos apavorados, mas estamos felizes por ter chegado à Itália — afirmou o adolescente.
Férias solidárias
A grave crise econômica forçou o premier Alexis Tsipras a pedir apoio internacional na distribuição de refugiados – ANGELOS TZORTZINIS / AFP
A paradisíaca Ilha de Lesbos, na Grécia, recebe neste verão uma leva diferente de estrangeiros. O destino de férias dos sonhos para muitos europeus tornou-se também mais uma das portas de entrada de imigrantes que atravessam o mar da Turquia rumo à Grécia.
Na falta de abrigos suficientes, o cenário de refúgio, ao relento, contrasta com as praias de águas cristalinas e montanhas fantásticas, levando muitos turistas a assumirem um papel diferente: em vez de passarem o dia tomando sol, distribuem comida, água e medicamentos.
Tocada com a situação dos refugiados, a holandesa Angelique Bos cancelou o voo de volta com o marido e os quatro filhos para ficarem mais 17 dias distribuindo biscoitos, água e abraços.
— Sempre senti pena dos refugiados quando os via na televisão. Mas agora é diferente. Nós os conhecemos — conta.
O casal britânico Laura Ferris e Pete Oldroyd, além de distribuir comida, brinca com as crianças e limpa o campo de refugiados.
— Essas pessoas passaram por tanta coisa. É de partir o coração. (Do Washington Post)
Odisseia subterrânea
Outro lugar onde o drama migratório não tem fim é Calais, Norte da França – PETER NICHOLLS / REUTERS
Andando durante todo o dia, na escuridão, desviando de trens em alta velocidade e fugindo de guardas, o imigrante sudanês Abdul Rahman Haroun percorreu os 50 quilômetros do túnel do Canal da Mancha, entre a França e o Reino Unido, até ser preso pouco antes da entrada britânica, dez horas depois. Foi a primeira vez que alguém chegou tão longe no túnel. Um alarme disparou no “intervalo 5” em Calais sinalizando uma anomalia, e o tráfego foi suspenso nos 17 km do trecho, enquanto a polícia revistava a área — o que provocou atrasos de até duas horas.
Encontrado próximo à entrada britânica, na noite de terça-feira, Haroun, de 40 anos, foi acusado de “causar obstrução usando a ferrovia”, e irá se apresentar para julgamento em agosto:
— Este tipo de invasão criminosa no túnel é muito rara e é ilegal, além de extremamente perigosa — afirmou um porta-voz da Eurotunnel. — Ele não só correu um risco significativo de ser seriamente ferido ou morto, como também perdeu todas as chances de solicitar asilo ou encontrar trabalho no Reino Unido.
A França que abre as portas aos imigrantes
Na contramão de autoridades, grupo de voluntários mobiliza famílias de 20 cidades para oferecer moradia temporária a estrangeiros
Drama. Migrantes andam em Calais tentando entrar no Eurotúnel para cruzar o Canal da Mancha: problema tratado com repressão pelas autoridades – AFP/6-8-2015
Nem tudo é descaso ou repressão no tratamento aos imigrantes e refugiados na França. Em meio ao recrudescimento das políticas de segurança nas fronteiras e à indiferença com os imigrantes amontoados nas cercanias de Calais, o Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS, na sigla em inglês), associação católica internacional fundada em 1980, tem procurado combater a xenofobia crescente e a mudar o olhar francês em relação a estrangeiros em dificuldades. Criado há seis anos na França, o JRS aplica desde 2010 no país seu programa “Welcome en France” (Bem-vindo à França). A ideia é acolher estrangeiros que tenham solicitado ao governo francês o status legal de refugiado, mas que não conseguem abrigo do Estado enquanto aguardam a conclusão de seu processo.
O sistema funciona por meio de uma rede de famílias dispostas a hospedar um refugiado por um período máximo de um mês. Se neste prazo sua situação ainda não obteve um desfecho legal — seja a aprovação ou a reprovação de sua demanda —, o hóspede passará à família seguinte, e assim sucessivamente.
— Começamos há cinco anos com uma rede de quatro ou cinco famílias, e hoje há cerca de 110 famílias no total em quase 20 cidades da França, como Paris, Lyon, Marselha, Bordeaux e Toulouse. Aqui mesmo em Marselha, iniciamos em 2012 com quatro famílias, e atualmente somos 14 — diz Michel Croc, presidente do JRS francês desde 2011.
Diante do importante número de pedidos de asilo — 68 mil em 2014, com um índice de apenas 22% de aprovação (bem abaixo da média europeia de 45%) — e do esgotamento da capacidade de alojamento por parte dos serviços públicos, o projeto se tornou uma prioridade para a associação.
— Para nós, é inadmissível que pessoas em busca de asilo fiquem na rua. Nossa política é: não vamos assumir o lugar do Estado, mas vamos mostrar que pessoas, famílias, podem fazer alguma coisa — explica o presidente.
O JRS estabeleceu uma parceria com órgãos em contato com as autoridades, que repassam à associação católica requerentes de asilo sem teto. Mulheres sozinhas ou famílias geralmente obtém mais facilmente um alojamento do governo, e o JRS acolhe em maioria homens solitários.
O primeiro efeito da experiência notado pelo dirigente da associação é um alteração da percepção da família anfitriã em relação ao seu hóspede.
— É algo que verificamos com toas as famílias que participam do projeto: muda muito o olhar de todos os envolvidos, também dos amigos deles. É desta forma, aliás, que ampliamos nossa rede. As pessoas ao redor consideram a iniciativa bastante simpática e também querem participar. O requerente de asilo se torna uma “pessoa”, e também um amigo — resume.
Esperança. Michel Croc e John, um queniano que ele abrigou em sua casa – Divulgação
O presidente do JRS, engenheiro aposentado, já acolheu junto com sua mulher Elisabeth, ex-professora de matemática, ambos de 65 anos, quatro refugiados em sua casa em Marselha: Ilyes, argelino de 19 anos; John, queniano, de 35; e dois paquistaneses, Ismain, de 21, e Zahid, de 35. Ele também admite ter sido pessoalmente sensibilizado pela experiência.
— Em primeiro, descartamos completamente estas pessoas como ladrões ou marginais. E, depois, nos damos conta que a fronteira entre o asilo político e a imigração econômica não é assim tão clara. Em países ditatoriais, quem não está a favor do governo pode perder seu trabalho, seus direitos. Não se pode dizer que há de um lado os exilados políticos e, de outro, os imigrantes econômicos que vêm buscar fortuna na Europa — defende.
DEFESA DO ASILO UNIFICADO
Neste contexto, Croc condena recentes declarações de autoridades francesas e britânicas em plena crise de enfrentamento na questão dos milhares de imigrantes em Calais que procuram passar clandestinamente pelo Eurotúnel para a Grã-Bretanha.
— Os ministros do Interior britânico e francês disseram que os imigrantes creem que as ruas da Europa são pavimentadas de ouro. É algo terrível fazer este tipo de declaração — criticou.
Zihad, segundo conta Croc, é originário do oeste do Paquistão, numa área controlada por chefes locais e sob a ameaça dos talibãs. Em seu país, integrava uma ONG com um ação de escolarização de crianças, principalmente de meninas, o que desagradava especialmente os talibãs. Após os assassinatos de seu pai e de seu irmão, ele decidiu fugir. Escondido no fundo falso de um caminhão para atravessar os percursos mais perigosos da viagem, conseguiu chegar até a cidade de Lyon, e em território francês fez o pedido de asilo.
— Em seus três últimos dias de viagem na Europa, não pôde deixar em nenhum momento seu esconderijo no caminhão, e quando finalmente saiu, estava em um estado deplorável. Finalmente hospedado por uma família do JRS, desabafou: “Sou novamente um ser humano”.
Já Ismain foi até o Irã, depois de barco até a Turquia, e então chegou em Nice, no Sul da França. No Paquistão, fazia parte de uma equipe médica de vacinação, o que não era bem visto. O argelino Ilyes teve seu pedido de asilo recusado pelo governo francês, e “hoje deve estar em algum lugar da França, sem papéis,” diz Croc. O queniano John, depois de passar famílias do JRS, conseguiu uma ocupação na associação de caridade Emmaus, onde vende roupas e faz outros tipos de trabalhos.
— Tomávamos cuidado com quem era muçulmano, não servíamos carne de porco, mas eles também não pediam comida halal. Eles confraternizavam com nossos amigos. Uma vez levamos John para uma colheita de azeitonas, ele adorou. Um dos paquistaneses ajudava o filho de uma das famílias em seus deveres de inglês, jogavam futebol juntos. Foram sempre convivências felizes.
O dirigente do JRS não acredita que reforçar os instrumentos e as ações de segurança nas fronteiras é a solução para os problemas da entrada maciça de imigrantes nas fronteiras da Europa,ou dos confrontos em cidades como Calais.
— Nossa visão é a de que nenhuma ação de força vai parar os imigrantes. São pessoas que foram expulsas de seus países pelo medo ou pela fome, e nada vai fazer com que parem. Acreditamos que é necessário criar vias de acesso seguras e legais para eles.
Croc defende a instituição de “um regime de asilo unificado na Europa”.
— Como cada país tem sua própria lei em relação a isso, há a famosa regra de Dublin que obriga ao refugiado pedir asilo no país em que desembarcou. Hoje quem decide por onde o imigrante vai entrar é o atravessador. Em um regime unificado, o imigrante poderia pedir asilo neste ou naquele país por que tem família ali, ou é anglófono. E isso reduziria fenômenos como o de Calais. Sem falar que tudo isso favorece muito o extremismo na Europa.
O JRS possui apenas três funcionários assalariados na França, e funciona basicamente na base do voluntariado e de doações privadas.
— Não aceitamos ajuda financeira do Estado. Isso nos permite manter nossa liberdade de palavra — justifica Croc.
Fonte: O Globo
Os lucros são enormes; os riscos, limitados; a demanda, inesgotável: o transporte clandestino de imigrantes da África à Europa, através do Mediterrâneo, atrai cada vez mais grupos mafiosos poderosos e organizados, estimam especialistas e autoridades.
O volume de negócios anual, avaliado pelo Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC) em 7 bilhões de dólares, interessa aos traficantes internacionais, mas também transforma os chefes de guerra, clãs ou redes locais em ricos atores da criminalidade transfronteiriça.
Em seu relatório de 2014 sobre o tráfico de pessoas, a UNODC afirma que os fluxos transfronteiriços estão ligados em geral ao crime organizado.
Quando se tornam complexos, os fluxos podem ser facilmente sustentados por grandes grupos criminosos bem organizados.
O transporte de clandestinos através da África e do Oriente Médio, e depois do Mediterrâneo, foi durante muito tempo obra de pescadores, de famílias de contrabandistas ou de tribos que atravessam o deserto desde os tempos das caravanas de sal, mas as somas que representam atualmente atraem cada vez mais as grandes máfias.
– “Agência de viagens” –
“Até 2013, os imigrantes nos diziam que faziam a viagem por etapas, e em cada etapa mudavam de atravessadores e pagavam um novo preço”, explica à AFP Arezo Malakooti, da agência consultora Altai, que trabalha, entre outros, para a Organização Internacional para Migrações (OIM).
“Desde 2014, vemos cada vez mais migrantes que pagam por toda a viagem, de seus países até o destino. Falei com palestinos que me disseram que haviam pago sua viagem como se tivessem adquirido um pacote em uma agência de viagens. Isso demonstra que existem redes que administram toda a filial, ou ao menos que há um alto grau de cooperação entre diferentes redes”, afirma Malakooti.
A chegada maciça ao mercado da migração clandestina de sírios que fogem da guerra, membros da alta classe média e, portanto, mais ricos que os africanos que fogem da miséria, levou os traficantes a multiplicar suas ofertas.
“Vemos nas redes sociais campanhas de publicidade agressivas”, afirma Arezo Malakooti, que está terminando um relatório sobre a migração ilegal no Mediterrâneo.
“Há páginas no Facebook com os preços, os locais de partida, do tipo ‘um barco parte amanhã de tal porto’, as tarifas com opções”: “pagando mais você pode ter uma viagem mais segura, com coletes salva-vidas ou um lugar na parte superior. Se você está no fundo e o barco afunda, certamente se afoga”.
– “Uma rede mundial” –
Em um relatório, a ONG Global Initiative Against Transnational Crime, com sede em Genebra, escreve: “os atravessadores eram tradicionalmente moradores com certas competências ou certos contatos, e que agiam sozinhos (…) mas recentemente constatamos que estas atividades passaram a ser mais sofisticadas e são cada vez mais obra de redes profissionais”.
“A história das migrações, em particular através do Mediterrâneo, é a de uma profissionalização progressiva dos atravessadores”. Agora, a ação dos atravessadores vai de uma atividade artesanal a operações muito profissionais, e frequentemente uma combinação de ambas”, acrescenta o documento.
Joel Milman, porta-voz da OIM em Genebra, afirma que estas redes “têm vínculos entre elas, porque vemos, por exemplo, mulheres que passam pela Líbia e que encontramos posteriormente empregadas na prostituição nas ruas das cidades europeias”.
O desmantelamento recente na Itália de redes de atravessadores e a detenção de alguns deles, que tentavam passar despercebidos entre os imigrantes e entrar na Europa, permitiu entender melhor quem são os autores deste crime organizado.
Em dezembro de 2014, a justiça italiana anunciou a detenção de 11 pessoas, todas eritreias, que formavam uma rede mafiosa em Itália, Líbia, Eritreia e em outros países do norte da África. Seu chefe, instalado na Alemanha, supervisionava uma organização responsável por ao menos 23 viagens à costa italiana durante o verão de 2014. Naquele ano, mais de 170.000 migrantes chegaram à Itália. Cada embarcação, tendo chegado ou não ao seu destino, representou dezenas de milhares de euros aos traficantes.
Mais 638 imigrantes foram resgatados nesta segunda-feira (20) em alto-mar após seis operações de socorro diferentes, informou nesta terça-feira (21) a Guarda Costeira da Itália em comunicado.
Os imigrantes viajavam a bordo de seis barcos em águas da costa da Líbia e receberam assistência do navio “Fiorillo” da guarda-costeira, de uma embarcação mercante e da Marinha italiana.
As primeiras 93 pessoas resgatadas, entre elas 12 mulheres e duas crianças, foram levadas na noite passada à ilha de Lampedusa, no sul do país.
Atualmente a Guarda Costeira presta socorro a um pesqueiro lotado de imigrantes a 80 milhas ao sul da Calábria, para onde também se dirigem dois navios mercantes.
O fluxo de imigrantes procedente do litoral norte-africano em direção à Itália parece não ter fim, em grande parte, devido às boas condições do mar.
Centenas de mortos
Em 19/4/15, um pesqueiro naufragou na costa da Líbia. A Agência da ONU para os Refugiados (Acnur) estima que 800 pessoas morreram na tragédia. Apenas 28 sobreviveram.
De acordo com as declarações de alguns sobreviventes, 700 e 950 pessoas estavam na embarcação. Cerca de 50 eram crianças e havia também outras 200 mulheres a bordo. Até agora foram localizados 28 corpos do mar, todos transferidos ao porto de Valletta, em Malta.
Vários sobreviventes afirmaram que a causa do acidente foi a colisão do navio pesqueiro no qual viajavam clandestinamente com a embarcação mercante portuguesa enviada para socorrê-los em alto-mar.
De acordo com depoimentos de pessoas que escaparam da tragédia, o capitão do barco deixou de conduzi-la para se esconder entre os imigrantes no momento no qual o navio “King Jacob”, de pavilhão luso, chegava próximo ao pesqueiro, informou a imprensa local.
Isso pode ter provocado uma colisão entre as duas embarcações, ocasionando o naufrágio.
O capitão do navio acidentado, de nacionalidade tunisiana, e seu ajudante sírio foram presos e acusados de homicídio múltiplo, naufrágio e de apoiarem à imigração ilegal por conduzirem a embarcação que afundou no litoral de Malta.
O promotor de Catânia, Giovanni Salvi, disse que ambos foram reconhecidos através de fotografias pelos sobreviventes que estavam a bordo do navio “Gregoretti”.
Segundo a primeira reconstrução dos fatos feita pelas autoridades, os imigrantes, ao verem a chegada de ajuda, foram todos para o mesmo lado da barcaça, fazendo-a virar, o que provocou o naufrágio.
O novo acidente provocou uma grande comoção na Itália e na União Europeia. O presidente do Conselho Europeu já convocou uma reunião extraordinária dos chefes de Estado e de governo do bloco para abordar a situação.
Cerca de 700 imigrantes estão desaparecidos nas águas do Canal da Sicília após o naufrágio do pesqueiro no qual viajavam com destino à Itália, confirmou neste domingo (19) a porta-voz do agência da ONU para refugiados (Acnur) na Itália, Carlotta Sami.
Sami explicou que um dos 28 sobreviventes do naufrágio assegurou que na embarcação viajavam cerca de 700 pessoas. Se estes números forem confirmados, será “a pior tragédia jamais vista no Mediterrâneo”, afirmou a porta-voz
Segundo um testemunho, relatado por Sami, a guarda costeira italiana recebeu um pedido de socorro durante a noite no qual lhes avisaram que o barco no qual viajavam estes imigrantes estava em perigo.
Perante a impossibilidade de chegar a tempo, a guarda costeira pediu ao navio português King Jacob, que navegava perto da região, para desviar até o local do acidente.
Quando o navio português se aproximava da embarcação na qual viajavam os imigrantes, estes “se colocaram todos no mesmo lado da embarcação e provocaram seu afundamento”.
A embarcação portuguesa iniciou então os trabalhos de resgate, enquanto se deslocavam para o local naves da guarda costeira italiana, da guarda de finanças e da marinha militar, bem como da marinha de malta, pois a tragédia aconteceu em águas próximas à ilha.
Neste momento, as embarcações da Itália e de Malta trabalham na busca de sobreviventes. Nas últimas duas semanas, 2 acidentes semelhantes no Mediterrâneo deixaram cerca de 450 mortos, de acordo com a agência France Press.
Fonte: Yahoo
Espanha: Com crise, síria cogita voltar a Damasco
Decepcionada com a vida na Espanha, Rudaina continua buscando emprego – Divulgação
O edifício onde Rudaina morava com a família, em Damasco, foi um dos muitos que o regime sírio demoliu deliberadamente. Com o pai sem tratamento para o câncer e a escassez de comida, decidiram, em 2013, pedir asilo na Espanha, que prevê receber, como parte de uma divisão entre países da União Europeia, mais de 16 mil sírios. Eles ficaram um ano em um centro de acolhida e, finalizado o programa de auxílio, vêm enfrentando um duro processo de integração. Sem amigos e sem trabalho, ela cogita retornar ao inferno do qual saiu há dois anos.
— É melhor voltar para a guerra do que continuar aqui sem fazer nada, só estudando espanhol — conta, resignada.
Se os refugiados pudessem escolher, a Espanha (que absorve só 1% dos asilados da UE, mas que será o terceiro país a receber mais sírios, depois de Alemanha e França), não estaria entre as primeiras opções. O motivo é que, embora comece a ter sinais de recuperação, ainda vive a forte crise iniciada em 2008.
A taxa de desemprego continua alta (23%) e, desde 2011, o orçamento para refugiados sofreu cortes, com mil vagas em todo o país e uma enorme lista de espera: há 12 mil solicitações ainda sem resposta. Seis meses é o prazo dado pela lei para resolvê-las, mas a maioria já ultrapassou o limite, conta María Jesús Vega, porta-voz da Agência da ONU para Refugiados (Acnur).
— Há algumas nacionalidades, como malienses, ucranianos e iraquianos, que estão com as solicitações congeladas há três anos — afirma Vega. — É preciso mudar a forma de trabalhar. Estamos deixando muita gente na rua.
O Ministério de Interior não dá vazão ao incremento na chegada de refugiados. Com o aumento de 2.500 pedidos de asilo em 2012 para seis mil somente no primeiro semestre deste ano, o agendamento para dar entrada na solicitação está demorando seis meses. Nesse período, o refugiado está tão desprotegido quanto um imigrante irregular, podendo ser detido ou expulso.
— A Espanha não oferece oportunidades a quem vem de fora porque quem está aqui também não tem. O mercado de trabalho não absorve sequer a mão de obra nacional — conta Mónica López, coordenadora estatal da área de acolhida do Comissão Espanhola de Ajuda ao Refugiado (CEAR).
A falta de trabalho e as dificuldades com o idioma são apenas dois de vários problemas. Rudaina conta — com um inglês perfeito e esforçando-se para incluir frases em espanhol — que o mais angustiante é ter a mesma sensação de quando chegou a Getafe, um município a 15 quilômetros ao sul de Madri, dois anos atrás.
— É muito ruim ser um refugiado. Todos pensam que você é inferior. Em Damasco, tínhamos bons trabalhos, uma boa vida, mas ninguém entende isso — conta. — Além do mais, há muito preconceito com árabes e, inclusive, medo.
Rudaina, como boa parte dos sírios que chegam à Europa, era de classe média, com um alto nivel cultural. Ela tem 34 anos e é formada em Literatura inglesa, Direito e Tradução. Em Damasco, era funcionária da ONU. Atualmente, tenta trabalhar como professora de inglês. Teve um, temporário, em uma escola de idiomas, onde seu salário era de € 200. A irmã, que tinha um cargo de chefia em um banco, ganha o mesmo valor por 60 horas mensais como empregada doméstica e babá. A outra irmã, que deixou o filho na Síria, conseguiu um emprego em uma loja, por € 300 euros ao mês. Assim, tentam pagar o aluguel de € 600 euros de um apartamento em Madri, embora muitos meses tenham que bater à porta de igrejas, pedindo dinheiro para as contas.
— Ser refugiado é um estigma. Te exploram porque sabem que você não tem escolha e acabará aceitando — explica Rudaina, que conseguiu seu visto de trabalho, renovável em cinco anos, depois de um ano com a chamada “carteira vermelha”, o documento de refugiado sem autorização de trabalho.
Cerca de cinco mil pessoas moram hoje na Espanha com o status de refugiadas e foram atendidas dentro do sistema de asilo espanhol, cuja responsabilidade é do Estado, mas do qual três ONGs — CEAR, Cruz Roja e Accem — participam, com programas que incluem desde alojamento e alimentação, até aulas de espanhol e formação profissional, passando por assistência médica e colégio para os crianças.
Rudaina chegou à Espanha de avião, passando por Líbano e Kuwait, mas, grande parte deles entram por terra, em Melilla, depois de superar a fronteira marroquina. Entre as dificuldades que enfrentam estão as máfias, que podem cobrar cerca de € 500 para que os refugiados cruzem a fronteira marroquina ou € 1.500 por um passaporte marroquino alugado, que deverá ser devolvido ao chegar a Espanha.
— Há muitas famílias separadas em Melilla, porque alguns membros não conseguiram passar pela fronteira. Há crianças que cruzam com marroquinos, sem parentes. A situação é de muito risco, de perigo. No ACNUR advogamos pelo acesso ao território espanhol e ao procedimento de asilo sem impedimentos — explica María Jesús Vega.
Depois de uma saída traumática de seus países de origem e de uma viagem extremamente complicada, o centro de refugiados se transforma, segundo conta a coordenadora estatal da área de acolhida do CEAR, em um espaço de segurança, do qual os asilados custam a querer sair. Como uma espécie de empurrãozinho, para que não fiquem enfurnados, as atividades, pela manhã e pela tarde, são fora do centro, onde sempre fazem todas as refeições. A ONG oferece cursos, passeios a museus, excursões a cidades históricas e procura convênios, por exemplo, com o conservatório ou com clubes, para que músicos e atletas possam ensaiar e treinar.
Mas, atualmente, com as enormes filas de espera e com um lento e longo processo para tentar formalizar a documentação de asilado, conseguir uma vaga em um centro de refugiados é como ganhar na loteria. A previsão é que, com um aumento de orçamento, haja um incremento de 50% no número de vagas ainda este ano. Mesmo assim, com um total de 1.500 vagas, pouco se solucionará.
Para tentar agilizar os trâmites de asilo, que segundo afirmou o ministro de Interior, Jorge Fernández Díaz, superará os 18 mil até o final do ano (sem contar com os 16 mil sírios que chegarão de outros países da UE), o governo anunciou, nesta sexta-feira, que contratará 200 novos funcionários.
— A Espanha está preparada e tem os deveres de casa feitos — afirmou o ministro.
Alemanha: farmacêutica tenta recomeço com estágio
Rayan está estagiando na Alemanha – Divulgação
BERLIM – Na Alemanha há nove meses, a farmacêutica síria Rayan Matemir, de 36 anos, conseguiu um estágio em uma empresa de Göttingen. Para quem já trabalhou em uma multinacional americana, em Damasco, o salário de € 550 por mês é bastante singelo. Mas levando em consideração a guerra civil e a fuga para a Europa, Rayan está satisfeita. Depois de seis meses, terá a chance de conseguir um emprego com salário de € 2 mil a € 3 mil por mês e com isso a chance de buscar as duas filhas, que deixou com seus pais em Damasco.
— As dificuldades foram enormes, mas tive sorte em conseguir o estágio, o que abre a porta para um emprego e a chance de ficar para sempre na Alemanha — diz Rayan.
Para Kerim Öge, diretor de um abrigo de refugiados em Berlim, os recém-chegados sofrem sobretudo com a separação das famílias. Mas a situação é melhor hoje porque o governo criou novas leis que apostam na integração. Sobretudo sírios e iraquianos, que têm um nível alto de educação, são vistos como esperança para a economia alemã.
Antes proibidos de trabalhar, eles têm agora a chance de ser contratados depois de três meses, caso o empregador comprove que a vaga não pode ser ocupada por um alemão, e depois de um ano independentemente de qualquer critério. Öge, da empresa Gierso, que cuida do abrigo e da integração de mil refugiados para a prefeitura de Berlim, recebe em média duas consultas por semana de empresas.
Mas quem se hospeda no abrigo da Avenida Goerz já passou pelo pior: as fases iniciais depois da chegada, que ficaram ainda mais críticas após a explosão do número de refugiados. Soleiman Turkmeni, sírio de 30 anos, esperava mais da Europa. O ex-estudante de literatura da Universidade de Damasco está em Berlim há 11 meses, mas ainda não conseguiu superar o principal obstáculo, o idioma.
A família investiu tudo o que tinha na viagem de Soleiman, primeiro para a Turquia, depois para Grécia, Albânia, Sérvia, Hungria e Áustria. O plano era que ele conseguisse emprego e mandasse buscar a mãe e a irmã.
— A única coisa que consegui foi conhecer outros sírios, com os quais jogo futebol — conta, numa mistura de inglês e alemão.
Para o cientista político sírio Ferhad Ibrahim, que chegou à Alemanha há anos como refugiado político, a melhor chance para possibilitar uma situação de proveito para os dois lados é facilitar a integração.
— Ficar parado sem fazer nada é o pior para eles e para o Estado alemão — disse.
Abdullah Talib, de 23 anos, chegou há dois meses do Iraque. Ele trabalhava com informática em Bagdá. Com Yusuf Faraj e Abu Adib, praticamente da mesma idade, quer abrir uma empresa em Berlim. Antes, os três terão que superar a fase de transição de um ano.
— Comparando com o que vivemos no Iraque, a vida em Berlim é um paraíso — disse.
Fonte: O Globo
Desesperados com pobreza, refugiados sírios retornam à zona de guerra
O número de sírios retornando ao seu país natal está cada vez maior, assim como as dificuldades enfrentadas sob a condição de deslocado
Refugiados brincam no campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia(Thomas Koehler/Getty Images)
A Organização das Nações Unidas reportou um aumento no número de refugiados sírios que decidiram retornar para seu país após uma jornada mal sucedida como deslocados. Em julho, a média diária de retorno de sírios à terra natal foi de 66; em agosto, esse número praticamente dobrou, chegando a 129. Atualmente, cerca de 100 sírios voltam ao país diariamente, de acordo com a emissora britânica BBC.
A Jordânia registra a presença de 600.000 refugiados sírios atualmente, a maioria vivendo em áreas urbanas. Segundo a ONU, 86% deles vivem abaixo do nível da pobreza, e o governo jordaniano não permite que a maior parte deles trabalhe de forma legal e não oferece serviços públicos de saúde.
Para piorar, 229.000 deslocados vivendo fora de campos de refugiados no país tiveram seus auxílios totalmente cortados pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU no início de setembro devido à falta de doações internacionais, de acordo com a BBC. Diante das péssimas condições de vida e sem poder arcar com os custos de uma viagem para a Europa, muitas famílias têm de decidir entre continuar lutando por seu sustento na Jordânia ou retornar para uma zona de guerra.
É o caso da família de Abu Ahmed, que terá que se dividir. O sírio decidiu ficar na Jordânia com sua mãe idosa, enquanto a esposa leva as duas filhas pequenas do casal – uma delas recém-nascida – de volta para Damasco. “É uma vida difícil aqui. Minha filha bebê está muito doente e eu não posso pagar o tratamento. Na Síria, o serviço estará disponível”, contou Abu à BBC. Sua esposa lembra que a viagem até a Jordânia foi uma “tortura”. Ela segue as notícias sobre os conflitos e está ciente dos riscos de voltar. “Nós não estamos felizes em voltar, mas a situação aqui está muito ruim aqui”.
Para deixar a Jordânia em direção à Síria, os refugiados precisam se registrar para pegar um ônibus na região de embarque do campo de refugiados de Zaatari, localizado a 10 quilômetros de Mafraq, noroeste do país. Muitos recebem aconselhamento da ACNUR, a agência de refugiados da ONU. “A primeira coisa que dizemos para eles é que não existe lugar seguro na Síria, na perspectiva do ACNUR”, afirma Omar, um dos agentes de proteção do órgão, à BBC. “A segunda é que eles não poderão retornar à Jordânia. É uma passagem só de ida”.
O Exército Livre da Síria também se preocupa com a segurança dos refugiados que retornarem a Síria, e afirma não possuir todas as armas necessárias para proteger as pessoas contra os cada vez mais frequentes ataques russos. Segundo o Major Issam al-Reis, porta-voz do exército, os bombardeios acabarão com a vida de muitos civis. “Nós aconselhamos nossos refugiados a não voltarem para a Síria agora, pois a situação ficará mais perigosa”, disse à BBC. Ainda assim, cada vez mais famílias estão preferindo voltar para um conflito que não mostra sinais de que chegará ao fim em vez de enfrentar a miséria e fome da Jordânia.
Fugitivas que haviam sido sequestradas pelo grupo armado extremista Estado Islâmico em 2014 revelaram o estilo de vida abusivo a que eram submetias . Human Rights Watch, organização não-governamental de direitos humanos que está dando apoio a essas mulheres, divulgou na terça-feira (5) , a situação de fugitivas que foram estupradas e negociadas entre os membros antes de fugirem.
O Estado Islâmico impõe restrições abusivas para mulheres e meninas iraquianas e limita sua liberdade de movimento e de acesso aos cuidados de saúde e educação em áreas sob seu controle, revelou a Human Rights.
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Em janeiro e fevereiro de 2016, a Human Rights Watch entrevistou 21 mulheres árabes sunitas da região de Hawija do Iraque e 15 mulheres e meninas do grupo Yezidi minoria étnica, que haviam fugido de áreas controladas pelo ISIS, a maioria no final de 2015. Várias raptadas em 2014, passaram mais de um ano em cativeiro. Eles contam que forma convertidas à força ao Islã e mantidas como escravas sexuais negociadas em mercado. A Human Rights Watch documentou primeiro estupro sistemático de mulheres e meninas Yezidi no início de 2015.
As mulheres Yezidi, compradas e vendidas, eram brutalmente estupradas, e se engravidavam tiravam os filhos delas”, contou Skye Wheeler, membro da Human Rights Watch.
As mulheres sunitas, entrevistas pela Human Rights Watch relataram severas restrições em suas roupas e liberdade de movimento em áreas controladas pelo ISIS. Eles disseram que só foram autorizados a deixar suas casas vestidas em pleno rosto véu (niqab) e acompanhado por um parente masculino. Essas regras quando não cumpridas, eram espancadas e punidas por membros masculinos da família.
Famílias que vivem sob ISIS também sofrem com os preços dos alimentos e escassez de dinheiro, especialmente desde que o governo do Iraque parou de enviar os salários da função pública para áreas controladas pelo ISIS e2015. Eles também vivem com medo de ataques aéreos pela coalizão liderada pelos Estados Unidos e as forças do governo iraquiano. Os entrevistados disseramque a combinação de escassez de alimentos, medo de ataques aéreos e abuso por parte de ISIS levou-os a fugir.
Onze dos entrevistados relataram acesso restrito aos cuidados de saúde ou de educação por causa das políticas discriminatórias do grupo extremista, incluindo regras que limitam médicos do sexo masculino de tocar, ver ou estar a sós com pacientes do sexo feminino. Nas áreas mais rurais, ISIS proibiu as meninas de frequentarem a escola.
Estima-se que 1.800 mulheres e meninas iáziges foram raptadas. A Human Rights Watch não foi capaz de confirmar estes números, mas as Nações Unidas alegam, com base em estimativas oficiais, que até 3.500 pessoas são mantidas em cativeiros desde outubro de 2015. Muitos dos abusos, incluindo tortura, escravidão sexual e detenção arbitrária, seria crimes de guerra, se cometidas no contexto do conflito armado, ou crimes contra a humanidade se fossem parte da política ISIS durante um ataque sistemático ou generalizado contra a população civil.
Fonte: Yahoo
Atentado mata governador do Iêmen; Estado Islâmico reivindica ataque
Carro-bomba atingiu comboio que levava político Jaafar Mohammed Saad.
Ao menos seis membros da comitiva do governador também morreram.
Jaafar Mohamed Saad, governador da cidade de Áden, no Iemên, morreu em um atentado terrorista neste domingo (6). O comboio que levava o político foi atingido por um homem-bomba. O Estado Islâmico reivindicou o ataque.
Uma autoridade local e moradores disseram que ao menos seis membros da comitiva do general Saad também morreram no atentado, que mirava o governador em sua ida para o trabalho. Diversas outras pessoas ficaram feridas.
O Estado Islâmico, em comunicado divulgado em seu serviço de mensagens, disse que detonou um carro cheio de explosivos sobre a comitiva de Saad no centro do distrito de Tawahi, em Áden, e prometeu mais operações contra “os chefes da apostasia” no Iêmen.
A filial local do grupo islâmico tem intensificado as operações desde a eclosão da guerra civil no Iêmen, surgindo como uma rival forte para a Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP), o principal grupo militante no país nos últimos anos.
O grupo lançou ataques espetaculares contra bases de segurança e mesquitas administradas por forças Houthi que controlam a capital, Sanaa. Os houthis, que seguem o ramo xiita Zaydi do Islã, têm enfrentado uma coalizão de forças, principalmente árabes do Golfo, que começou ataques aéreos contra eles em março.
O atentado acontece um dia após ataques matarem um oficial sênior do exército e um juiz que havia presidido o julgamento de militantes suspeitos de bombardear o navio de guerra norte-americano USS Cole em Aden em 2000, em dois ataques separados na cidade.
Em outubro, quatro homens-bomba haviam detonado carros em quarteis-generais temporários do governo do Iêmen e dois postos da coalizão árabe, matando mais de 12 pessoas.
Fonte: G1
Estado Islâmico diz que atiradores da Califórnia são seguidores do grupo
Grupo terrorista fez afirmação durante transmissão online neste sábado (5).
Ataque na cidade de San Bernardino deixou 14 mortos e mais de 20 feridos.
O Estado Islâmico afirmou em uma transmissão online neste sábado (5) que seguidores do grupo terrorista foram os responsáveis pelo ataque de 2/12 que deixou 14 mortos e 21 feridos na cidade de San Bernardino, na Califórnia (EUA).
“Dois seguidores do Estado Islâmico atacaram dias atrás um centro em San Bernardino, na Califórnia, abrindo fogo dentro do local, matando 14 pessoas e ferindo mais de 20”, informou a transmissão diária do grupo.
Uma agência de notícias que apoia o Estado Islâmico, que controla grandes territórios na Síria e no Iraque, disse, em 4/12, que os suspeitos eram seguidores do grupo. Essa transmissão, porém, foi a primeira reivindicação feita pelo próprio EI.
Fontes do governo dos EUA afirmam que não há evidências de que o ataque foi direcionado pelo grupo militar, ou que até mesmo ele saiba quem são os atiradores.
Na sexta (4), o FBI disse que “um número de evidências” levaram à Polícia Federal americana a passar a investigar o caso como um ato de terrorismo. A organização diz, no entanto, que faltam evidências para afirmar que o casal encarregado do ataque, Syed Farook e Tashfeen Malik, pertencia a uma organização maior de extremistas.
O jornal “Los Angeles Times” cita uma fonte do cumprimento da lei federal que diz que o homem, Syed Farook, de 28 anos e nacionalidade norte-americana, fez contato com ao menos dois grupos militantes, incluindo a Nusra Front, da Síria, que é afiliada à Al-Qaeda.
Syed Farook, suspeito por promover tiroteio em San Bernardino, é visto em foto de sua carteira de motorista (Foto: REUTERS/California Department of Motor Vehicles)
Fonte: G1
EI captura quatro distritos no Afeganistão, apontam relatos
Cerca de 1.600 militantes estariam envolvidos na ofensiva. Milhares de pessoas fugiram de suas casas
Membros das forças de segurança afegãs deflagram operação contra o EI na província de Nangarhar – Noorullah Shirzada / AFP
Relatos apontam que o Estado Islâmico (EI) se espalhou para o Afeganistão e capturou quatro distritos ao sul da cidade de Jalalabad, na província de Nangarhar. Segundo o jornal “The Times”, cerca de 1.600 militantes estariam envolvidos na ofensiva, numa tentativa do grupo extremista de estabelecer uma nova província para o seu autodenominado califado.
Fotos postadas por membros da filial regional do EI Wilayat Khorasan mostram um campo de treinamento em Nangarhar. O local recebeu o nome do ex-mufti da filial Jalaluddin, morto em um ataque aéreo dos Estados Unidos em outubro.
O Exército afegão tenta conter o avanço jihadista, o que levou a morte de 500 soldados por mês em batalhas diárias. Dezenas de milhares de moradores fugiram de suas comunidades.
O crescimento do grupo estaria relacionado ao declínio do Talibã e à retirada de tropas ocidentais. Ao “The Times”, um porta-voz do Pentágono disse que o governo dos Estados Unidos está ciente da crescente presença do grupo no Afeganistão.
— Estamos cientes da presença de militantes afiliados do EI no Afeganistão, e estamos monitorando de perto para ver se terá um impacto significativo de ameaças na região.
Os Estados Unidos lideram uma coalizão internacional de combate ao Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Neste sábado, o Reino Unido realizou sua segunda leva de ataques aéreos contra jihadistas do grupo em território sírio, dois dias após aprovação da missão militar pelo Parlamento britânico.
Fonte: O Globo
Ataques aéreos matam dezenas de pessoas perto de Damasco, na Síria
Aviões sírios atacaram área controlada por rebeldes a nordeste de Damasco
Observatório Sírio de Direitos Humanos fala em 80 mortos e 200 feridos.
Aviões sírios atacaram uma área controlada por rebeldes a nordeste de Damasco, na Síria, em 16/8/15, matando pelo menos 80 pessoas e deixando mais de 200 feridos, disse o Observatório Sírio de Direitos Humanos. Mais cedo, o observatório havia apontado 58 mortos.
O Observatório afirmou que o ataque atingiu um mercado em Duma, cerca de 15 km a nordeste de Damasco, um dos redutos dos rebeldes. Um outro grupo ativista na região disse nas redes sociais que o número de mortos era 67, atribuindo a informação a agentes do serviço de emergência.
Uma fonte militar síria declarou que a Força Aérea havia realizado ataques em Duma e em Harasta, uma área próxima, e que o alvo eram bases do grupo rebelde Exército Islã.
O presidente do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abdelrahman, informou em declarações à Agência EFE por telefone que quatro projéteis se chocaram contra o mercado, situado no centro de Duma.
Muitos feridos no bombardeio, que causou grandes destroços materiais, estão em estado grave, segundo a fonte, que não descartou um aumento do número final de vítimas mortais. Duma, situada na região de Ghouta Oriental, está controlada pela brigada insurgente islamita Exército do Islã e cercada pelas tropas leais ao presidente Bashar al Assad.
A zona de Ghouta Oriental, principal reduto da oposição nos arredores da capital, é alvo frequente dos ataques da aviação governamental.
Há quatro dias, pelo menos 37 pessoas perderam a vida, entre elas quatro menores, e 120 ficaram feridas por bombardeios similares nas povoações de Duma, Saqba, Hamuriya e Kafr Batna, todas em Ghouta Oriental.
A Síria é há mais de quatro anos palco de um conflito que causou mais de 240 mil mortes, segundo os últimos números do Observatório.
Duma, cidade situada a 13 km de Damasco e tomada pelos rebeldes há mais de dois anos, é regularmente visada pelos ataques da aeronáutica síria, principal arma do regime contra os insurgentes.
Fonte: G1
Estado Islâmico espalha o caos a caminho da desejada “guerra apocalíptica global”
Um ano chegou para confirmar que vinham ao que diziam. Os novos líderes da jihad global são eficientes e sabem que basta continuarem activos para vencerem. Agora, é mais difícil duvidar das suas ameaças.
Quando, a 29 de Junho de 2014, um grupo conhecido até então por diferentes siglas decidiu que passaria a chamar-se apenas Estado Islâmico e proclamou a criação de um califado, o seu porta-voz, Abu Mohammed al-Adnani, anunciou o nascimento de “uma nova era da jihad internacional”. Era o primeiro dia do Ramadão e o “califado” incluía províncias na Síria e no Iraque.
Um ano depois, os jihadistas já reclamam como parte do seu território zonas da Líbia, Iémen, Argélia, Nigéria, Afeganistão, Paquistão, Afeganistão, Egipto e Arábia Saudita. Entretanto, massacram dezenas de milhares de sírios e iraquianos, decapitados, queimados, afogados… Orquestraram ou inspiraram atentados de Paris a Sydney, da Líbia à Malásia. E somaram o apoio de grupos extremistas antes ligados à Al-Qaeda no Iémen, Afeganistão, Paquistão, no Egipto ou na Somália.
Agora, num só dia, uma semana depois do início do mês sagrado do jejum dos muçulmanos, três ataques em três continentes planeados para acontecerem em simultâneo (na tradição da Al-Qaeda) ou não, mostram até que ponto o grupo a que muitos demoraram a dar importância está decidido a “criar o caos no mundo, para assim poder expandir-se e tentar incitar uma guerra apocalíptica global”, diz ao New York Times Harleen Gambhir, do Institute for the Study of War.
Os líderes do Estado Islâmico são terroristas, criminosos, comandantes militares, governadores de cidades, directores de hospitais ou escolas; não são um bando de loucos que age por impulso. Mas tudo o que fazem se baseia na crença de que essa guerra, a que oporá os verdadeiros crentes a todos os outros, vai mesmo acontecer. Apressá-la ou não depende das circunstâncias.
Acossado dentro do seu território original, expulso de várias localidades por milícias curdas sírias, bombardeado por uma coligação anti-jihadista no Iraque, o grupo que se alimenta do choque provocado pelas suas acções sabe que tem de estar permanentemente a inovar. Nunca soma muitas derrotas sem ripostar, como fez na última semana em Kobani, no Norte da Síria. E nunca está muito tempo sem produzir uma barbaridade nova que obrigue o mundo a falar de si.
No início, a prioridade era conquistar território – quem oferece uma opção total de vida tem de ter onde receber os seus seguidores. Quando conseguiu que os Estados Unidos juntassem dezenas de países para bombardear as suas posições, passou a fazer sentido continuar a combater por território enquanto se incentivavam ataques a esses inimigos nos seus próprios países.
É a consciência de que não pode parar de chocar e a máquina de propaganda que criou para comunicar em permanência a sua mensagem na era das redes sociais que faz deste um movimento “formidável, mais eficaz do que qualquer outro grupo jihadista na história”, diz J.M. Berger, co-autor de Estado Islâmico – Estado de Terror (Vogais), numa entrevista recente ao PÚBLICO. Trata-se de “um grupo apocalíptico, fanático, e as pessoas que atrai e que nele se envolvem têm uma enorme tolerância à mensagem”, sublinha o investigador.
A seguir, têm de decidir se agem ou não em função da mensagem, se partem para a Síria, se atacam a redacção de um jornal satírico, um café onde se debate a liberdade de expressão, uma praia de um país muçulmano que tenta estabelecer-se como uma democracia depois de décadas de ditadura. Ou uma mesquita onde centenas de xiitas rezam num pequeno estado inimigo no Golfo, o Kuwait, um alvo fácil num país pouco habituado a atentados, e uma forma simples de atiçar mais ainda o conflito sectário entre sunitas e xiitas.
Infiéis e seguidores
Para este Ramadão, o primeiro pós-califado, Adnani pedira aos seguidores “um mês de calamidades para os kuffar”, os infiéis, todos os que não partilham da sua visão do mundo e do islão.
Uma das grandes diferenças entre a Al-Qaeda e o Estado Islâmico, para além da preferência da primeira por ataques espectaculares que podiam levar anos a planear, é que os novos jihadistas são bem mais radicais na sua definição do que são infiéis. Não declararam só guerra aos cruzados e sionistas, querem apagar da face da terra o presente, o passado e o futuro de todos os que não cumpram exactamente o seu ideal de islão. Mesmo que isso signifique executar alguns dos seus próprios membros.
Outra, fruto da máquina de propaganda, é a capacidade de “procurar pessoas dispostas a morrer fazendo-o numa série de línguas em simultâneo”, escreve Jon B. Alterman, director do Programa para o Médio Oriente do think tank Center for Strategic and International Studies (CSIS), de Washington. “Ao contrário da Al-Qaeda, que operava quase exclusivamente em árabe, o Estado Islâmico integra forças que falam árabe, inglês, francês, tchetcheno, russo, turco, e mais”, nota Alterman.
Fonte: O público
Com um ano de vida, Estado Islâmico mantém luta por califado
Grupo extremista, oriundo da fusão do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, segue firme para dominar área entre rios Tigre e Eufrates
Um ano após o Estado Islâmico (EI) declarar um califado, os ataques da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos contra os jihadistas continuam sem destruir a ambição do grupo de formar uma nação governada por extremistas.
Em 29/6/14, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante anunciou que passaria a se chamar simplesmente Estado Islâmico, batizando assim a ideia de um califado que pretendia se estender desde às margens dos rios Tigre e Eufrates por todo o mundo muçulmano.
O autoproclamado califa Abu Bakr al Baghdadi demorou alguns dias para aparecer em uma mesquita de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, para pedir lealdade total a sua figura, algo que conseguiu dos mais sanguinários grupos terroristas de países como Nigéria, Líbia e Egito.
Poucos meses depois daquela declaração, os EUA reuniram vários aliados ocidentais e árabes para atacar posições do EI pelo ar e evitar seus avanços no Iraque e na Síria.
Atualmente, os EUA têm mais de 3,5 mil soldados no Iraque para ajudar as forças iraquianas a se tornarem forças profissionais e efetivas nas operações contra o EI.
Apesar do poderio aéreo dos Estados Unidos, o EI continua a controlar cidades importantes como Al Raqqa, na Síria, e Mossul, no Iraque, o que mantém vivo entre os fanáticos do grupo.
Nesta semana começaram a aparecer nas redes sociais imagens dos primeiros dinares do EI, a nova moeda califado, forjada em ouro e prata.
O aparelho de propaganda dos jihadistas já reúne vídeos de decapitações e assassinatos com folhetos sobre seu sistema de saúde e serviços sociais de ajuda a órfãos, com os quais o grupo tenta convencer os sunitas de que é a alternativa de governo que as pessoas tanto esperavam em algumas regiões.
“A estratégia da Casa Branca não está funcionando e não vai funcionar se não forem tomadas medidas mais contundentes”, explicou nesta semana Michael Douram, analista do Instituto Hudson, em um debate sobre o futuro do Oriente Médio.
Nascido da Al Qaeda no Iraque e com raízes que remetem à ocupação americana iniciada em 2003, o Estado Islâmico aproveitou o conflito entre sunitas e xiitas na Síria e no Iraque para expandir seu controle em regiões esquecidas e sem ordem ou governo.
Ao longo deste último ano, Washington chegou à conclusão de que acabar com o EI não será tão fácil em um mundo árabe onde a desconfiança entre sunitas e xiitas, as alianças tribais e a corrupção são a tônica dominante.
Na última sexta-feira, o general americano Daniel Allyn lamentou que os progressos para fazer com que o governo iraquiano se defenda sozinho do EI estão sendo atrasados por “‘amiguismos’, pela cultura tribal e outros fatores que não deveriam influenciar na hora de escolher os melhores líderes”.
O Pentágono afirmou recentemente que só conseguiu recrutar sete mil dos 24 mil novos soldados iraquianos que queriam treinar.
Brian Katulis, especialista do Center for American Progress, declarou em uma reportagem especial do site “Politico” que, para acabar com o EI, é necessário “um acordo político que atenda às demandas da comunidade sunita no Iraque e na Síria”.
Sem essa alternativa, o EI mantém vivo o sonho de estabelecer um grande califado muçulmano sunita dedicado a julgar todos os que não aderirem à sua interpretação do Islã.
Em dezembro de 2014, o general Michael K. Nagata, chefe de operações especiais do exército dos EUA no Oriente Médio, disse ao jornal “The New York Times” que “a ideia do EI ainda não foi derrotada”.
“Nem sequer entendemos a ideia”, acrescentou o general Nagata.
As forças curdo-sírias expulsaram de Kobane, no norte da Síria, os jihadistas do Estado Islâmico, dois dias após eles invadirem a estratégica cidade fronteiriça com a Turquia, indicaram uma ONG e militantes.
“Os combatentes curdos retomaram o controle de alguns pontos dos quais o EI havia se apoderado em Kobane”, indicou o Observatório Sírio de Direitos Humanos. O militante curdo Rudi Mohamad disse que toda a cidade foi recuperada, informando sobre muitas mortes entre as fileiras do EI.
Ataque a hotel deixa mortos na Tunísia
Ao menos 37 pessoas teriam morrido em resort da cidade de Sousse.
País está sob alerta de segurança desde atentado de março em museu.
Um hotel foi atacado na cidade de Sousse, na Tunísia, em 26/6/15, segundo informaram autoridades locais. Tiros foram ouvidos no local e o atirador teria morrido. Segundo o ministério da Saúde, 37 pessoas morreram – a maioria turistas, entre eles cidadãos britânicos, belgas e alemães. Ao menos 36 pessoas ficaram feridas.
Uma fonte de segurança disse que o corpo do atirador, armado com um fuzil Kalashnikov, estava no local onde a polícia o matou. Não há informações sobre se havia outro atirador.
A polícia restringiu o acesso ao hotel Imperial Marhaba.
Os hóspedes eram em sua maioria britânicos e da Europa central, indicou o estabelecimento sem precisar a nacionalidade das vítimas.
No momento do ataque “havia 565 clientes no hotel. Os clientes são majoritariamente do Reino Unido e da Europa central”, indicou o grupo em um comunicado. Segundo uma autoridade tunisiana, uma irlandesa também estaria entre os mortos.
Um vídeo amador feito por uma janela perto do local do ataque mostra pessoas fugindo enquanto soam disparos de tiros (assista abaixo).
O Ministro das Relações Exteriores britânico, Philip Hammond, afirmou que pelo menos cinco britânicos estavam entre os 37 mortos. “Podemos confirmar que pelo menos cinco britânicos foram mortos nesse incidente, mas devo avisar que devemos esperar mais relatos de fatalidades”, afirmou. Inicialmente foram reportadas 28 mortes.
Sousse é um dos mais conhecidos balneários do norte da África, atraindo turistas da Europa e de países vizinhos. A Tunísia tem estado sob forte alerta de segurança desde março, quando militantes em aliança com o grupo Estado Islâmico atacaram o museu do Bardo, em Tunis, matando um grupo de 20 turistas estrangeiros em um dos piores ataques do tipo no país africano.
Policiais escoltam um homem suspeito de estar envolvido no atentado a um hotel em Sousse, na Tunísia (Foto: Amine Ben Aziza/Reuters)
Depois do atentado ao museu, o setor estratégico do turismo teve resultados muito ruins em abril, com uma queda de 25,7% do número de turistas e do 26,3% das rndas em relação ao ano anterior.
O presidente francês, François Hollande, e o presidente tunisiano, Béji Caïd Essebsi, expressaram “solidariedade frente ao terrorismo”, após os atentados
Corpo de turista é coberto após ataquem em praia de Sousse, na Tunísia, nesta sexta (26) (Foto: Amine Ben Aziza/Reuters)
O hotel Imperial Marhaba em Sousse, na Tunísia (Foto: Reprodução/Pinterest/Riu Hotels and Resorts)
Atentado terrorista deixa um morto e feridos em usina na França
Homem com bandeira islamita invadiu local e detonou cilindros de gás.
Cabeça decapitada com inscrições em árabe foi encontrada.
Um atentado terrorista cometido em 26/6/15 contra uma usina de gás em Saint-Quentin Fallavier, perto da cidade francesa de Lyon, deixou ao menos um morto, cuja cabeça decapitada foi encontrada em uma grade no local do ataque, coberta de inscrições em árabe. Outras duas pessoas ficaram feridas.
O homem decapitado foi identificado como um empresário de Lyon, centro-leste da França, informaram fontes ligadas à investigação. Ele seria o empregador do suposto autor do atentado, que foi preso, de acordo com uma fonte próxima ao caso.
A cabeça da vítima foi encontrada presa às grades da fábrica do grupo Air Products em Saint-Quentin-Fallavier. Ela estava cercada por duas bandeiras islâmicas, o que seria um sinal de uma encenação.
Três pessoas foram detidas – entre elas o principal suspeito do crime, identificado como Yassim Salhi, de 35 anos e original de Saint-Priest, na periferia de Lyon, segundo o governo francês.
De acordo com o Ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, o preso foi acompanhado pelas autoridades entre 2006 e 2008 por supostas atividades radicais, mas a partir desta data deixou de ser visto como uma ameaça.
Nesse tempo, o suspeito teve vínculo com movimentos salafistas, mas “não foi identificado que participasse de atividades de caráter terrorista”, disse.
“Esta pessoa era tema de um arquivo “S” (“segurança”) por radicalização em 2006, que não foi renovado em 2008. Ele não possui registros criminais”, disse Cazeneuve a jornalistas no local do ataque.
Uma segunda pessoa foi detida horas depois. “Um veículo foi visto dando voltas suspeitas nos arredores do complexo, o número da placa foi investigado e seu proprietário identificado. Ele foi detido na localidade de Saint-Quentin-Fallavier”, afirmou uma fonte ligada ao caso.
A esposa do suposto autor do ataque foi a terceira pessoa detida, segundo uma fonte judicial.
O presidente francês, François Hollande, afirmou que o atentado é de “natureza terrorista, já que foi encontrado um cadáver decapitado com inscrições” no local do crime. “A intenção era, sem dúvida, causar uma explosão. Foi um ataque terrorista”, declarou Hollande a repórteres em Bruxelas, onde participava de uma cúpula de chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE).
Ele aumentou o alerta de segurança no local do ataque para o mais alto existente.
O presidente explicou que o ataque foi lançado por meio de “um veículo conduzido por uma pessoa, talvez acompanhada de outra, e que a grande velocidade, e com cilindros de gás, se lançou sobre este centro, considerado sensível”. “Não há dúvidas quanto à intenção, que é provocar uma explosão”, acrescentou.
O veículo com o qual o suposto terrorista atacou a fábrica, era autorizado para entrar na empresa, por isso que não levantou suspeitas, informou o prefeito de Isère, Jean-Paul Bonnetain.
Em declarações a um grupo de jornalistas, o prefeito explicou que o veículo “não precisou entrar de surpresa” na fábrica, já que contava com a permissão necessária para fazê-lo nesta instalação classificada de “baixo risco industrial”.
Fora da usina atacada foi encontrada uma bandeira com inscrições em árabe, disseram as autoridades. Elas ainda são analisadas. Além disso, ainda não se sabe se o corpo decapitado de uma pessoa que foi achado nas imediações da usina, foi transportado para lá ou não.
O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, ordenou o reforço das medidas de segurança nas zonas sensíveis perto da usina.
Valls, que está em uma viagem oficial à América do Sul, solicitou que o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, se dirija a Saint-Quentin Fallavier, o local do ataque, informou a comitiva do primeiro-ministro.
Hollande, que participa nesta sexta de uma cúpula europeia em Bruxelas, voltará no início da tarde a Paris, indicou a presidência.
“Voltará no início da tarde e está em contato permanente com o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, e com os serviços do Estado”, indicou uma fonte próxima. O ministro da Defesa francês anunciou que às 13h GMT (10h de Brasília) um Conselho de Defesa se reunirá na presidência.
A seção antiterrorista da Promotoria de Paris anunciou que abriu uma investigação por “assassinato e tentativas de assassinato em grupo organizado e em relação a um ato terrorista”.
Também investiga as acusações de “destruição e degradação através de uma substância explosiva em grupo organizado e em relação a um ato terrorista” e de “associação terrorista para cometer atentados contra as pessoas”.
O ataque desta sexta ocorre depois que em janeiro vários atentados jihadistas em Paris deixaram 17 mortos. O principal deles foi contra o Charlie Hebdo, no qual 12 pessoas foram mortas, entre elas os cartunistas Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb, e o lendário Georges Wolinski.
A França conta com uma alta proporção de cidadãos lutando nas fileiras dos islamitas no Iraque e na Síria e está em alerta ante possíveis ataques em seu território desde os atentados na redação da Charlie Hebdo.
Ataque suicida do Estado Islâmico mata ao menos 10 no Kuwait
Declaração em rede social identificou o homem-bomba e informou que o alvo era um “templo dos rejeicionistas”
Pelo menos 10 pessoas foram mortas em um ataque a uma mesquita xiita no Kuwait nesta em 26/6/15, disse o governador da cidade à Reuters
O grupo militante Estado Islâmico reivindicou responsabilidade pelo ataque suicida, de acordo com uma declaração postada nas redes sociais.
A declaração identificou o homem-bomba como Abu Suleiman al-Muwahed e informou que o alvo era um “templo dos rejeicionistas” – termo usado pelo grupo militante para se referir ao muçulmanos xiitas, a quem considera hereges.
Os jihadistas do EI entraram em 25/6/15 em Kobane, apoderando-se de vários pontos e edifícios da cidade, da qual haviam sido expulsos em janeiro após 4 meses de combates, sofrendo na época seu primeiro revés desde o início da expansão deste grupo jihadista na Síria
A recuperação dos edifícios ocupados pelos jihadistas foi possível depois que os combatentes curdos enviaram reforços.
O Observatório acrescentou que pelo menos 174 civis, entre eles dezenas de crianças e mulheres, morreram nestes três dias de combates.
Kobani se transformou em símbolo da resistência curda contra o EI, ao suportar entre setembro e janeiro a ofensiva dos radicais, que no final foram expulsos.
Crianças grávidas e crucificadas: conheça a “capital” do EI
Raqqa é o epicentro do grupo terrorista, um lugar onde o barbarismo do EI e suas ideologias acontecem diariamente
O corpo de um adolescente de 17 anos está exposto em praça pública, crucificado. Uma placa em seu pescoço indica que tirou fotografias da sede do Estado Islâmico e, por isso, foi morto pelos membros do grupo terrorista. Meninas de 15 anos grávidas andam pelas ruas, casadas e escravizadas pelos “maridos” extremistas. Pode parecer ficção, mas esta é Raqqa, a cidade síria considerada como “capital” do califado, que teve sua rotina transformada pela presença do EI. As informações são do Daily Mail.
Raqqa é o epicentro do grupo terrorista, um lugar onde o barbarismo do EI e suas ideologias acontecem diariamente
Foto: Daily Mail / Reprodução
Raqqa é o epicentro do grupo terrorista, um lugar onde o barbarismo do EI e suas ideologias acontecem diariamente. Na cidade, meninas de nove anos são escravizadas, tornando-se objetos sexuais dos extremistas islâmicos, como aconteceu com as três irmãs Dawood, que foram sequestradas de suas famílias durante uma peregrinação para a Arábia Saudita.
As atrocidades cometidas contra as crianças são apontadas como sendo consequência de uma “lavagem cerebral” do EI, que leva as crianças sequestradas nas ruas de Raqqa para três acampamentos islâmicos ‘reeducação’. Quando eles retornam a casa, crianças denunciam seus pais caso não obedeçam às regras, condenando-os à prisão e tortura. “Eles estão envenenando a mente de nossos filhos”, afirmou um ativista sírio.
“Eles os levam para um lugar chamado Acampamento Sharia. Eles acusam os pais de serem inimigos de Deus se eles são contra o Estado islâmico”, afirmou.
Nas ruas, meninos de cinco anos fazem parte de execuções de “infiéis”, como em um vídeo publicado pelo grupo, que mostra quatro crianças brincando com reféns ocidentais, recitando acusações em árabe antes de disparar todos eles na cabeça com uma arma de brinquedo.
Estas crianças também têm sido fotografadas ao lado cabeças decepadas.
Raqqa antes do EI
Anteriormente ao EI, a cidade tinha cidadãos cristãos e muçulmanos convivendo em harmonia. Homens e mulheres também compartilhavam espaços públicos e tinham direitos respeitados, muito diferente do que é visto hoje, quando as mulheres não podem se misturar, gays são mortos como “heréticos”, atirados de prédios e apedrejados, e crianças respondem e morrem por crimes absurdos como o caso descrito anteriormente.
É nesta cidade também onde estão muitos reféns do Estado Islâmicos, capturados como animais. Os vídeos das decapitações, por exemplo, nos quais aparece o Jihadista John, podem ser gravados na “capital” do califado, como revelou o jornalista espanhol Javier Espinoza, libertado ano passado, após ficar um ano como refém no local. Em Raqqa, ele encontrou o britânico convertido que chegou a ameaçá-lo com uma faca.
Ao Daily Mail, o jornalista conta a descrição de terror de John. “Você pode imaginar a dor que você vai se sentir quando te cortar? É uma dor inimaginável; o primeiro corte vai rasgar suas veias. O sangue se mistura com sua saliva. O segundo golpe abrirá seu pescoço. Você não seria capaz de respirar pelo nariz, apenas pela garganta. Você poderia fazer alguns sons guturais divertidos. Eu já vi isso antes: todos vocês se contorcem como animais, como porcos. O terceiro golpe vai degolar sua cabeça”, disse.
Muitas das atrocidades foram documentadas pelos terroristas e publicadas na internet.
Em suposta gravação, Estado Islâmico assume ataque na Tunísia
O grupo radical Estado Islâmico assumiu, em 19/3/15, a autoria do ataque que deixou 23 mortos – 20 turistas estrangeiros – em Túnis, capital da Tunísia, segundo uma gravação em áudio distribuída online, informou a agência de notícias Reuters.
A gravação elogia os homens que cometeram o ataque e diz que eles eram “cavaleiros do Estado Islâmico” armados com bombas e metralhadoras.
O grupo jihadista, que atua na Síria, Iraque e Líbia, ameaçou a Tunísia com novos ataques.
Descrevendo o atentado contra o museu com um “ataque abençoado contra um dos lares infiéis na Tunísia muçulmana”, a voz que lê o comunicado diz que a operação sangrenta foi realizada por “dois cavaleiros do califado, Abu Zakaria al-Tunsi e Abu Anas al-Tunsi. “
Eles estavam “armados com armas automáticas e bombas” e “conseguiram cercar um grupo de cidadãos de países cruzados, semeando o terror nos corações dos infiéis”.
“O que vocês viram é apenas o começo. Vocês não vão desfrutar de segurança nem paz”, continua a gravação.
Prisões
A polícia da Tunísia prendeu dois familiares de Hatem Al-Khashnaoui, militante islâmico suspeito de ter cometido o ataque. Além disso, as forças de segurança do país prenderam quatro pessoas suspeitas de terem ligação direta com o ataque no Museu Bardo, no complexo do Parlamento do país. Outras cinco pessoas que poderiam estar relacionadas à célula que cometeu o ataque também foram detidas, segundo a agência de notícias France Presse.
“O chefe de governo indicou que as forças de segurança conseguiram perder quatro elementos com relação direta com a operação e outros cinco suspeitos de estar relacionado com essa célula”, indicou a presidência em um comunicado, sem detalhar a identidade ou o papel dos suspeitos.
Além disso, as autoridades anunciaram que o Exército será mobilizado para proteger as maiores cidades do país, aumentando a segurança após o ataque, de acordo com a Reuters.
“Após uma reunião com as forças armadas, o presidente decidiu que as cidades maiores terão sua segurança feita pelo Exército”, afirmou um comunicado do gabinete do presidente.
O número de turistas estrangeiros que morreram no ataque cresceu para 20, informou o governo do país nesta quinta. Três cidadãos tunisianos também morreram no ataque.
Nesta quarta, as autoridades haviam contabilizado 17 estrangeiros e dois tunisianos mortos, além dos dois suspeitos. As novas vítimas haviam ficado feridas na ação.
Dois homens armados abriram fogo contra um ônibus de turistas no Museu Bardo, que fica no mesmo complexo que o Parlamento, e fizeram reféns no local. Eles foram mortos após horas de operação. O ataque foi o pior realizado no país em mais de uma década.
Os dois homens foram identificados pelo governo como Yassine Abidi e Hatem Khachnaoui, dois nomes tipicamente tunisianos. O porta-voz do ministério do Interior afirmou que “provavelmente” os responsáveis pelo ataque são tunisianos. Um deles seria conhecido das forças de segurança. As autoridades destacaram a possibilidade de que eles teriam dois ou três cúmplices.
Entre os estrangeiros mortos, segundo informações da Tunísia e dos países de origem das vítmas, estão quatro italianos, dois franceses, dois colombianos (um deles com dupla nacionalidade australiana), três japoneses, dois poloneses, dois espanhóis e um britânico. A nacionalidade de quatro pessoas ainda é desconhecida. Eles estavam em um tour de um cruzeiro que havia feito escala no país.
Também morreram três tunisianos, sendo um policial, um motorista de ônibus e o terceiro ainda não identificado. As autoridades locais trabalhavam na identificação das vítimas.
A agência Efe afirma que um brasileiro estaria entre as vítimas, de acordo com fontes consulares latino-americanas. No entanto, a informação não é confirmada oficialmente. Procurado pelo G1, o Itamaraty disse que “não há brasileiros entre as vítimas fatais nem entre os feridos que portavam alguma documentação”, segundo averiguou o Encarregado de Negócios do Brasil em Túnis, mas observou que ainda há corpos que não foram identificados. O funcionário também verificou que “não há brasileiros ausentes nos dois cruzeiros de onde procedem as vítimas estrangeiras identificadas”, segundo nota.
O premiê tunisiano informou que os atacantes, vestindo uniforme militar, abriram fogo contra os turistas, enquanto estes desciam de ônibus, antes de persegui-los dentro do prédio. Uma centena de turistas estava no museu quando “dois homens ou mais, armados com kalashnikov” lançaram o ataque.
As autoridades informaram que os dois atacantes morreram durante o ataque, no qual 44 pessoas ficaram feridas.
Este ataque terrorista, segundo o ministério do Interior, afeta o país pioneiro da Primavera Árabe que, ao contrário dos demais Estados que viveram movimentos contestatórios em 2011, conseguiu escapar até então da onda de violência ou de repressão
neste momento de tempo onde as vossas energias e as energias
da Ordem comandada por vós, chegam a este planeta para ajudar a toda humanidade.
Que a vossa sabedoria possa nos trazer a consciência necessária para que
possamos limpar o nosso emocional e mental e nos sintonizarmos com
todas as frequências dos planos superiores de luz.
Que o vosso poder possa nos permitir a percepção da verdade
crística a ser experienciada na força de todas as experiências passadas,
presentes e futuras.
Que o vosso amor ilumine e cubra de bençãos a todos os vossos filhos que perceberam, na irradiação do amor maior, o incomensurável amor
irradiado por vós.
Que possamos todos perceber e louvar vosso poder, vossa sabedoria e vosso amor, e que abertos para essas energias maiores possamos vislumbrar, através da vossa luz, que o poder, a sabedoria e o amor representam a única verdade, a verdade maior de Deus-Pai-Mãe, a Unidade que tanto almejamos, na liberdade, no amor, na paz e na luz.
Altíssimo Bem Amado Lord Melquisedek, que neste momento, quando vossas energias se aproximam deste planeta para nos auxiliar na cura dos nossos corpos inferiores, nós possamos perceber e utilizar todos os instrumentos postos à nossa disposição por vós.
Que as iniciações à sua ordem, a Ordem de Melquisedek, possam tocar os corações de todos nós, de todos aqueles que ao ouvirem o vosso nome sintam o pulsar mais forte de seus corações no amor, na verdade, na fé e na luz.
Que todas essas almas que já despertaram para a vossa força possam, através da vossa luz, serem os instrumentos adequados para irradiarem a vossa energia a todo este Amado Planeta.
Que possamos todos, atendendo ao vosso pedido, nos transformarmos nos professores, nos curadores, nos professores-curadores e nos líderes que têm como única meta estar à vossa disposição para auxiliar na elevação de todas as consciências até a morada do PAI.
Que através do vosso exemplo, cuja tônica maior é a simplicidade e a humildade, sejamos também os exemplos para todos os nossos irmãos e irmãs que atendendo ao vosso chamado cheguem até nós.
Que a vossa grandiosidade, a vossa majestosidade, o vosso incomensurável amor, a vossa sabedoria e o vosso poder possam estar cada vez mais próximos de nós e deste Amado Planeta,
e que possamos Altíssimo bem Amado Lord Melquisedek
sermos os vossos instrumentos, os instrumentos da Luz Maior, os instrumentos do Altíssimo,
pai majestoso El Elion, para tocarmos os corações e as mentes de toda a humanidade e com este gesto, que é o vosso gesto de luz e de puro amor, na irradiação do coração,
da mente e da atitude, todos nós possamos, como uma única família que somos, experienciarmos toda a magnitude, toda grandiosidade, toda beleza e toda luz por vós irradiada e através desta luz,
que possamos todos limparmos e transmutarmos todas as nossas desarmonias para retornarmos ao Pai Maior, através de Vós, com Vós e em Vós.
Que o amor, a clareza mental e a atitude diária nos permitam alcançar os patamares crísticos de luz na força e no poder de Deus-Pai-Mãe em Vós.
O sinal do coração, da cabeça e da mão (O Deus em mim saúda o Deus em Vós).
Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth,
Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth,
Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth,
Melquisedek Ain Soph
Melquisedek Ain Soph
Melquisedek Ain Soph
Fonte: Milka Santos
Eu, Joshua, e nós agora invocamos Melquisedeque! Eu, Joshua, e nós
humildemente pedimos, se estiver aceitável para você, meu amigo, para fazermos
nossa Oração Huna para o Serviço e os Negócios em seu Ashram! Nós agora pedimos
para ser levados ao Ashram de Melquisedeque, e oficialmente, invocamos:
A Amada Presença de Deus,
Cristo, Espírito Santo, Melquisedeque, Mahatma, Arcanjo Metraton, A Mãe Divina,
Arcanjos Miguel e Fé, Arcanjo Gabriel, Sai Baba, Senhor Buda, Senhor Maitreya,
Saint Germain, Alá Gobi, Senhor de Arcturos e os Arcturianos, Melquior, Hélios
e Vesta, o Grande Diretor Divino, a Mãe Maria, Quan Yin, o Grande Conselho de
Luz das Leis de Órion, Isis, as Mestras, Arcanjos e Anjos da Luz Divina, o
Conselho de Elohim, os Seis Bilhões de Eus Superiores e Mônadas conectados com
a Evolução Terrena, a Mãe Terra, Pan, o Arcanjo Sandalfon, o Conselho Kármico,
a Ordem do Manto Dourado, El Morya, Mestre Kuthumi, Comando Celestial, Serapis
Bey, Paulo o Veneziano, Mestre Hilarion, Sananda, Senhora Portia, Pallas
Athena, Mestre Lanto, Senhora Nada, Os Sete Ashrams de Cristo, a Missão de Cristo,
Ganesha, a Confederação Galáctica do Amor e da Luz, Os Extraterrestres
Guardiões da Aliança, o Observador Silencioso do Cosmos, o Comandante Ashtar e
o Comando Ashtar, o Conselho do Tribunal do Comando Galáctico, e o Grupo
Central coletivo de Um Milhão de Mestres Espirituais e Celestiais que estão
super iluminando a Academia e Wesak!
Eu gostaria de recebê-los
oficialmente hoje aqui, no nosso Ashram das Orações Huna do Plano Interior!
Eu, Joshua, e nós agora
rezamos diretamente a Deus, aos Três Ms, e ao Conselho Kármico Planetário e
Cósmico, para uma Divina Dispensação, se esta oração estiver em harmonia com a
Vontade Divina!
Nós perguntamos se é da
livre escolha do Eu Superior de cada pessoa que todos os implantes e elementais
negativos sejam removidos de todos os líderes governamentais mundiais,
congressistas, membros do Parlamento, e todos os participantes similares do
governo. Pedimos o mesmo para todos os líderes militares, em todos os governos,
a fim de que possam tomar decisões claras. Também pedimos o mesmo para suas
viúvas e familiares.
Também pedimos humildemente
que essa remoção coletiva de implantes e elementais negativos seja feita para
todos os Trabalhadores da Luz na Terra! E que seja feita para todo o Reino
Animal no Planeta Terra! Também pedimos isso para todas as pessoas que estão em
posição de liderança, de qualquer forma! E para todas as pessoas do mundo, se
for aceitável para seu Eu Superior! Eu e nós fazemos essa oração em nome de
todos os Amados Irmãos e Irmãs no Planeta Terra!
Também rezamos e invocamos
Deus, Cristo, o Espírito Santo, os Três Ms, e o Conselho Kármico, e todo o
estimado conjunto de Mestres Planetários e Cósmicos, e dos Seres Celestiais,
por uma segunda Dispensação Divina durante este período de ataque das forças
escuras. Pedimos uma Dispensação Divina especial para todos os Trabalhadores da
Luz no Planeta Terra, e para todos os líderes governamentais, como acima
mencionado, para removerem todas as entidades escuras e astrais de seus campos,
se for a livre escolha de cada pessoa receber essa oração! E eu e nós estamos
pedindo por uma Dispensação Divina especial para a remoção dos implantes
coletivos planetários e dos elementais negativos, e para a limpeza de uma
entidade coletiva. Como mencionei em meu artigo, em 11 de Setembro, também
conhecido como 911, os Estados Unidos estiveram e o mundo está sob ataque nos planos
interior e exterior. Estamos recebendo toneladas de chamados sobre pessoas que
estão sob ataque psíquico. Eu e nós humildemente pedimos, devido ao cerco sob o
qual a Terra está, por uma Dispensação Divina de uma Contra Ofensiva
Planetária, em total Amor Incondicional, para ajudar todos os Irmãos e Irmãs!
Eu e nós, por meio disso, pedimos isso para todo o Planeta Terra. Se possível,
pedimos pela limpeza de entidades que não pertencem Espiritualmente a todas as
pessoas da Terra, ou a qualquer grupo que você, Deus, sinta ser apropriado e
correto. Nós humildemente pedimos essa Dispensação Divina para toda a Terra, e
eu oficialmente submeto esse pedido a você Deus, Melquideseque, Mahatma,
Metraton, Arcanjo Miguel, a Mãe Divina, e os Conselhos Kármicos Planetário e
Cósmico! Pedimos por isso apenas se as pessoas, com seu livre-arbítrio,
resolverem aceitá-lo. Em profunda gratidão, agradecemos a vós e aceitamos que
seja feito, já que é Vontade de Deus!
Nós também chamamos os
Arcanjos Miguel e Fé, e suas Legiões de Anjos, o Comandante Ashtar e o Comando
Ashtar, e o Senhor de Arcturos e os Arcturianos, para interromperem e impedirem
as pessoas de serem abduzidas negativamente, contra seu livre-arbítrio ou livre
escolha, se elas quiserem receber essa oração, e se isso for permitido sob a
lei kármica, de acordo com a Vontade Divina!
Pedimos e rezamos que vocês
guiem homens para
desmantelarem completamente e aprisionarem todo o grupo terrorista, como
Hamas, Jihad Islâmico, Fatah, Estado Islâmico e Boko Haram
Pedimos e rezamos que vocês
ajudem a encontrar a evidência incontestável que ligassem Saddam Hussein ao 911,
e/ou anthrax, ou a quaisquer outros pontos de força escura no passado, no
presente ou no futuro.
Nós rezamos por proteção de
nossas usinas de energia nuclear de todos os ataques terroristas, e também para que estes não usem as suas para aniquilarem o mundo, como no Irã e na Coréia do Norte
Nós rezamos e pedimos que
uma luz azul seja colocada ao redor de todas as florestas tropicais da Terra,
para protegê-las de serem derrubadas.
Nós pedimos e rezamos para
que a camada de ozônio da Terra seja agora reparada.
Nós pedimos e rezamos para
que o efeito estufa para a Terra seja agora limpo e curado, e que a temperatura
da Terra seja trazido ao seu equilíbrio apropriado, evitando tanto a catástrofe natural da seca quanto à da inundação
Nós pedimos e rezamos para
que, assim como Osama bin Laden, cabeça do Taliban, que foi capturado, também todos os líderes principais do al Qaeda, do Taliban e EI sejam
Também chamamos Saint Germain,
o Senhor Maitreya, Alá Gobi, o Senhor Buda, e Sanat Kumara para ancorarem
completamente a Poderosa Presença Eu Sou sobre e dentro da Terra, e para
acelerarem Seu Programa de Construção do Quociente de Luz, e para darem a Ela
uma Aceleração de Ascensão, se essa oração estiver em Harmonia com a Vontade de
Deus, e se for a livre escolha da Mãe Terra recebê-la completamente!
Nós invocamos a Bem Amada
Quan Yin para ancorar e ativar sua Flor de Lótus etérica sobre a Terra, a fim
de que todas as pessoas na Terra posam ter amor e compaixão umas pelas outras,
e reconhecerem umas às outras como encarnações de Deus, em vez de odiarem-se uns aos outros
Agora invocamos todos os
Conselhos dos Elohim, e todos os Arcanjos e Anjos da Luz Divina que estão
trabalhando com a Terra, para, agora, que avancem um passo para frente e para o
centro, e para usarem todo o total Amor, Sabedoria, e Poder que vocês possuem,
e todos os Talentos e Habilidades Cósmicas, para libertarem a Terra do
terrorismo e do medo, e para ajudarem o mundo livre a prender todos os terroristas
o mais rápido possível. Esse é um Pedido de Oração Especial e Dispensação dado
aos Arcanjos e Reino Angélico, e ao Conselho dos Elohim, para ajudarem durante
esta Batalha Final do Armagedon, para nos ajudarem a entrar na Sétima Idade de
Ouro! Eu, e nós, como representantes do Conselho de Liderança Espiritual desta
Terra, manifestamos essa Forte Convocação para a assistência máxima. Nós
manifestamos essa Oração de Pedido por Ajuda Divina Extra, Assistência,
Intervenção Divina, e Intercessão Divina, para nos levar para além dessa
provocação, a fim de que as pessoas da Terra possam viver em liberdade, sem
serem bombardeadas por terroristas, receberem venenos biológicos, ao abrirem
o correio, ou mesmo serem massacradas sem praticarem crime algum, como o EI está fazendo queimando pessoas vivas dentro de jaulas, a toda hora. Se houve algum tempo na história da Terra em que precisamos de sua
ajuda extra, esse tempo é agora, e nós oficialmente submetemos esse pedido
através dos Canais Espirituais e Poderes apropriados que são. Em profunda
gratidão, nós agradecemos a vós e aceitamos que seja feito, conforme a Vontade
Divina!
Nós também chamamos o Amado
Senhor de Sirius, o dr. Lorphan, os Curadores Galácticos, todas as equipes de
cura dos Mestres Ascensionados, Agentes de Cura Galáctica e Pan, e as equipes
de Anjos da Cura, e pedimos à Grande Fraternidade Branca em Sirius, uma Dispensação
Divina de ajuda, de nossos Irmãos e Irmãs, de nossa Sede Espiritual, que venham
para ajudar as pessoas na Terra que estão sofrendo. Por favor, ajudem as
pessoas doentes na SÍRIA e Iraque, que estão mal-nutridas e famintas. Ajude todas
as pessoas com contaminação biológica. Nós lhes pedimos que ajudem todos
líderes governamentais ao redor do mundo, para que intensifiquem sua saúde e
energia, para lidarem com esta crise global. Nós pedimos a vocês que ajudem a
aliviar todo o sofrimento do massacre na Síria, e em qualquer lugar onde
ela se espalhe. Nós pedimos a vocês para ajudarem todos aqueles que foram
mortos, a irem para seu nível Espiritual mais elevado. Nós pedimos a vocês para
ajudarem todas aquelas pessoas que foram feridas ou mortas nos bombardeios. Nós
pedimos a vocês para ajudarem todos aqueles, no futuro, que possam precisar ou
não de sua ajuda e assistência. Nós pedimos uma Dispensação Divina pra ajudar
com a saúde e a cura de todos aqueles que estão na liderança deste planeta, e
que sustentam a Luz, e os Guardiões da Luz para este planeta! Ajudem os
soldados que guardam a Luz e abnegadamente arriscam suas vidas por Deus e por
seu país! Nós estendemos o Toque de Trombetas para todos os nossos Irmãos e
Irmãs da Grande Fraternidade Branca para ajudarem nessas áreas, e de qualquer
maneira que vocês considerarem adequadas, se for a Vontade de Deus! Como
sempre, apenas pedimos essas coisas se for a Vontade de Deus, se for permitido
karmicamente, e se for a livre escolha do Eu Superior de cada pessoa, receber
tal ajuda. Nós apenas rezamos e pedimos aquilo que é permitido pela lei
kármica, e que seja Vontade Divina! Como parte do Conselho de Liderança
Espiritual da Terra, eu humildemente peço tanta ajuda quanto possa ser
dispensada nesta época de grande stress para muitos, por uma grande quantidade
de razões variadas, e queremos que os líderes Espirituais e governamentais, que
sustentam a Luz para este plano, estejam tão saudáveis e fortes quanto for
possível. É deste humilde estado de espírito que aquelas orações são liberadas,
no interesse de todos os nossos Irmãos e Irmãs na Terra, que merecem isso e que
ganharam o direito de recebê-lo, como é a Vontade de Deus, e que seja sua livre
vontade recebê-lo! Em profunda gratidão, agradecemos a vós e aceitamos que seja
feito!
Meus Amados Amigos, nós
pedimos e rezamos para que vocês enviem Luz Branca diretamente para todos os terroristas infiltrados na FRANÇA e ao redor do mundo, com
o propósito de torná-los mais visíveis para os militares da Terra e as
autoridades policiais em todos os governos ao redor do mundo, que estão
encarregados de encontrá-los e prendê-los. Eu, Joshua, peço a vocês para
fazerem isso, se esta oração estiver em harmonia com a Vontade Divina!
Eu, Joshua, e nós, pedimos
e rezamos por proteção extra para nós mesmos, e para este Ashram e Academia, em
relação a fazer este serviço para Deus, Melquisedeque, o Mahatma, Metraton, e
os Mestres! Nós pedimos a vocês que façam isso agora, se estiver em harmonia
com a Vontade Divina! Em profunda gratidão, nós agradecemos a vós e aceitamos
que essas coisas sejam feitas!
Antrhrax foi usado em
cartas fechadas, seladas. Esse foi um sério problema já que poderia,
potencialmente, fechar nosso sistema postal. Antes, se pensava que a exposição
ao anthrax ocorreria apenas se a carta fosse aberta, mas não era verdade. Eles
também fizeram um teste sobre isso, colocando talco em pó em um envelope
selado. Chacoalharam a carta um pouco, e o talco podia ser visto com os olhos
tridimensionais, flutuando por todo o lado, mesmo que a carta estivesse
completamente fechada! Por causa disso, acredito que deverão ser colocados
sistemas de feixe de luz eletrônica e/ou radiação para toda a correspondência,
para matar todas as forma de bactéria.
Eles têm a tecnologia e poderiam ter todos os postos de correio dos Estados
Unidos funcionando plenamente dentro de 12 a 18 meses, dizem os peritos. Se
essa oração estiver em harmonia com a Vontade de DEUS, eu, Joshua, e nós,
pedimos que isso seja feito imediatamente. Isso acabaria com todas as ameaças
terroristas através do correio!
Nós pedimos e rezamos para
que os Estados Unidos e aliados estabeleçam uma nova campanha para
conquistarem a opinião pública em relação à guerra contra o terrorismo mundo Árabe! Nós pedimos
aos lideres árabes de todo os níveis para darem um passo à frente e apoiarem
totalmente, de maneira publica, a coalizão global, e saiam contra o terrorismo, inclusive nos conflitos entre Israel e a Palestina
Também pedimos que todo o
terrorismo das drogas ao redor do mundo seja interrompido, por você, Deus, e
pelas forças Divinas, e também pela coalizão global, não só na Colômbia, México, Estados Unidos e resto da América, como no planeta inteiro
Nós pedimos e rezamos que
uma luz azul seja colocada ao redor dos Estados Unidos e o mundo inteiro
Nós pedimos a Chama Violeta
transmutadora sobre o Afeganistão, Síria, Iraque, Coréia do Norte, Irã, Israel e Palestina e todos os locais onde há apoio a terroristas
Nós agora pedimos e rezamos
para que vocês enviem luz para a Cidade etérica subterrânea, Nova Jerusalém,
que existe sob a Jerusalém Terrena, com o propósito de energizá-la, a fim de
que possa filtrar toda essa energia dentro da Jerusalém Física, para ajudar a
curar o conflito árabe e israelita, em toda a região do Oriente Médio! Nós
agora fazemos 30 segundos de silêncio para executar isso!
Nós rezamos para que vocês
agora limpem totalmente a Terra de toda energia negativa ou desequilibrada.
Amada Presença de Deus, de
Melquisedeque, Mahatma, Metraton, e do Grupo Central Coletivo dos Mestres!
Pedimos que a aura dos
Estados Unidos, Rússia e Ucrânia seja reparada!
Pedimos que a aura sobre o
Afeganistão e sobre todas as nações árabes seja reparada!
Nós pedimos e rezamos para
que todo o ódio dos árabes contra Israel e contra os Estados Unidos, em toda as
nações árabes do mundo, seja agora removido continuamente, pelo Programa de
Remoção da Matriz do Medo Essencial!
Os Estados Unidos e a
Comunidade Mundial Global não estão
assumindo sua responsabilidade mundial para alimentar apropriadamente os
refugiados da Europa, por exemplo. Nós pedimos e rezamos que vocês ajudem a guiar os líderes
mundiais para darem um passo à frente e proverem essas pessoas com a comida de
que precisam. Também, o inverno está chegando, e é muito rigoroso lá, e eles
precisam ser providos com roupas apropriadas, cobertas, cobertores, e todas as
necessidades humanitárias. Esse é um problema extremamente sério, e nós pedimos
sua ajuda para resolvê-lo!
Nós rezamos para que vocês
impeçam completamente os terroristas de usarem varíola como uma ferramenta
terrorista biológica, já que a varíola é contagiosa, e o anthrax não é! Nós
pedimos e rezamos para que vocês impeçam isso a todo custo!
Nós pedimos e rezamos para
que vocês desativem com a Luz Branca, desmaterializem, ou coloquem um campo de
proteção ao redor das pessoas que estão recebendo cartas de terrorismo
biológico, a fim de que ninguém seja infectado!
Nós pedimos e rezamos para
que vocês guiem a mídia para que pare de falar obsessivamente sobre o
A VIOLÊNCIA, assustando as pessoas desnecessariamente!
Nós pedimos e rezamos por
ajuda para interrompam a pane política, os partidários políticos, em relação aos
pacotes de estimulo econômico, como os da Grécia. É absolutamente crucial que algumas faturas de
compromissos sejam aprovadas. Além do efeito econômico, apenas o efeito psicológico de um tal
pacote no mercado de ações, na confiança dos consumidores, e na economia em
geral, iria ajudar muito. Eu, Joshua, e nós, pedimos por um esforço total para
criar algum tipo de compromisso. Novamente, nós temos os radicais
arquiconservadores, na Câmara, tentando dar todo o dinheiro aos ricos homens de
negócios, e os opositores tentando pelo menos dar um pouco dele para as classes
trabalhadoras e para os desempregados também. Nós rezamos para que todos eles
saiam de seus egos e criem algum tipo de orçamento compromissado, como no Brasil, com tanta corrupção, como, no caso da Petrobrás, enquanto o povo é massacrado com ajustes fiscais, recessão e inflação, pois isso poderia ser
um grande impulso para o país, juntamente com o plano orçamentário para a
segurança, para combater a violência, sem que a polícia brasileira seja uma das que mais mata no mundo, enquanto a criminalidade nao baixa
Nós pedimos e rezamos por um milagre a esse respeito, e pedimos e
rezamos para que isso aconteça o mais rapidamente possível, e que não seja um
processo longo, enredado.
Nós pedimos e rezamos para
mandar Luz para o coração da Mãe Terra, para ajudá-La em Sua Ascensão.
Nós pedimos e rezamos que
todo o medo em relação o terrorismo seja removido de todas as pessoas
dos Estados Unidos e da Terra!
Nós pedimos e rezamos para
que essa epidemia de medo e preocupação sobre tudo seja desfeita por você,
Deus, Cristo, o Espírito Santo, e vocês, a força Divina, e para que um contínuo
e incessante Programa de Remoção da Matriz do Medo Essencial seja estabelecido!
Nós pedimos e rezamos para
que OBAMA, sua equipe, o Congresso, o Pentágono, e todos os líderes sejam
guiados para mudarem suas mentes, e para que não façam Programa de Defesa
de Mísseis Guerra nas Estrelas, e, ao invés disso, mantenham seu foco e o gasto
do dinheiro na atenção e vigilância Espiritual contra o
terrorismo, a Defesa da Pátria, e para ganhar esta guerra Espiritual contra o
terrorismo ao redor do mundo.
Esses planos de Guerra nas
Estrelas não é nada mais do que uma maneira de armar
o espaço, gastar bilhões e bilhões de dólares, quebrar um trato com a Rússia
(o que é totalmente falta de integridade) e, portanto, alienar
um pouco os russos, justamente quando estamos cooperando juntos nessa coalizão
global contra o terrorismo. Também está servindo para alienar os Comunistas
Chineses, em termos de corrida armamentista. Nós também estamos em um débito
incrível, e esta guerra contra o terrorismo está apenas começando. Isso é uma
falta de visão e um erro total de prioridades, dado o que está acontecendo no
mundo. Nós rezamos para que Deus e vocês, a força Divina, parem com essa
política que já nasceu morta, se esta oração estiver em harmonia com a Vontade
Divina! Em profunda gratidão, nós agradecemos a vós e aceitamos que seja feito!
Eu, Joshua, e nós, com
isso, fizemos uma das mais importantes Orações Huna, que já fizemos em todas as
nossas vidas!
Nós pedimos e rezamos com
todo nosso coração, com toda a nossa alma, com toda a nossa mente, e poder, por
sua intercessão Divina, intervenção, e por sua ajuda onipotente, onisciente, e
onipresente, para, em primeiro lugar, protegerem o povo e para
impedirem todos os futuros ataques terroristas! Nós pedimos que todas as
células terroristas sejam capturadas, inclusive o Boko Haram e suas atrocidades, como o sequestro de meninas mantidas como escravas sexuais. Nós pedimos que eles
sejam guiados a deixarem o país! Nós pedimos que a indústria aérea seja
protegida, e que seja restaurada, imediatamente, confiança
em sua disposição para voar! Nós pedimos para nenhuma guerra bacteriológica ou
química nunca seja permitida, e que nenhuma arma nuclear, biológica, ou química
nunca possa ser usada! Nós pedimos que vocês, pessoalmente, ajudem o FBI, a
CIA, a polícia, e todas as agências de reforço da lei a pegarem todos os
terroristas ao redor do mundo! Nós pedimos uma dispensação especial de Deus, da
força Divina, e do Conselho Kármico a esse respeito. Nós pedimos e rezamos pela
proibição da não-interferência!
Nós pedimos e rezamos para
que todo o Medo Essencial seja removido do planeta, com relação ao terrorismo e
à guerra. Nós pedimos que mostrem às pessoas como serem a causa de sua
realidade, e como confiarem em sua própria consciência, fé, e confiança em
você, Deus, e em vocês, Mestres, e Anjos, e forças Celestiais de Luz e
Amor! Aqui, incluimos a remoção dos exageros dos fundamentalistas muçulmanos, que insistem em tratar suas mulheres como seres de raças inferiores
Nós pedimos e rezamos para
que o povo americano continue a apoiar OBAMA, como tem
feito, e que continue paciente e imperturbável, não importando o quando isso
demore!
Por favor, continuem a
guiar os dirigentes de países estratégicos, como Egito e Arábia Saudita, a serem exigente com os terroristas neste país, como ele
começou a fazer pela primeira vez!
Que a Síria, o Irã, Iraque e todas
as nações que acolheram terroristas, juntem-se oficialmente à coalizão global,
para que não haja um único país na Terra que não esteja envolvido, porém, de forma pacífica, evitando eclodir uma terceira guerra mundial
Nós rezamos para que vocês
agora limpem totalmente a Terra de toda energia negativa ou desequilibrada!
Nós pedimos por uma
iluminação de nossa aura coletiva (Esperem 30 segundos).
Nós rezamos para que os
árabes do mundo não sejam enganados pela mensagens malignas do EI, que ele envia à mídia
Ajudem a guerra a chegar a
uma rápida conclusão, como você, Deus, gostaria que fosse!
Nós rezamos para que não
haja vítimas civis nos bombardeios, como já vimos ocorrer na Síria
Nós rezamos de todo o nosso
coração, de toda a nossa alma, mente e poder, que vocês restaurem a confiança
dos consumidores na economia global, tanto na Europa quanto nas Américas. Esta é a chave. Não é isso o que está acontecendo
de acordo com a percepção das pessoas, e nós pedimos que toda a falta de
confiança dos consumidores seja removida pelo Programa de Remoção da Matriz do
medo Essencial, nos Estados Unidos e no mundo todo, e substituam isso com uma
confiança total dos consumidores na economia.
Nós rezamos para que todas
as demonstrações públicas e ao redor do mundo sejam extremamente
pequenas. Impeçam-nas de se tornarem revoltosas, como vimos no Egito e, nos últimos meses, em países que apoiaram os ataques ao Charles Hebdo. Pedimos a vocês para tirarem
toda a energia dos fundamentalistas que fazem protestos em
passeatas, e as demonstrações ao redor do mundo contra os Estados Unidos, e/ou
os preencham com Luz Branca, a fim de que eles tenham o menor impacto possível!
Ajudem todos
os países ao redor do mundo a manterem a “lei e a ordem”, e a não deixarem os
fundamentalistas árabes, que estão fazendo passeatas, fazerem nenhum progresso,
ou deixem-nos provocar o menor efeito possível. Façam com que os militares e a
polícia mantenham todas as demonstrações sob controle. Nós rezamos para que
tenham o menor número de participantes que seja possível. Impeçam todas as
tramas malignas de violência ou assassinatos, e não permitam que países como Paquistão, a
Arábia Saudita, ou qualquer outro país na Terra seja destruído por terroristas
fundamentalistas!
Já que a guerra entre o bem e o mal é inevitável, em prol da ascensão da Mãe Terra à Quinta Dimensão,
façam com que os Estados Unidos e aliados ganhem esta guerra contra os
terroristas do Al Quaeda e outros – de maneira
rápida e eficiente, com o menor número possível de vítimas civis!
Pedimos que, logo que possível, um novo governo seja estabelecido em países como o
Afeganistão, com o qual o mundo árabe possa conviver, e que seja dado apoio ao
povo afegão, pela comunidade mundial, contra o Taliban
O mais importante, pedimos
que as pessoas parem de viver com medo, e que parem de ser vítimas, e percebam
que são seus pensamentos que criam sua realidade, incluindo aí o calvário da mulher muçulmana, com as devidas exceções, já que o ISLÃ prega o amor e a valorização incondicional da mulher
Nós pedimos que os terroristas sejam
entregues às autoridades apropriadas!
Pedimos que os Estados Unidos não comecem, de maneira temerária e
irresponsável, a bombardear as nações que acolhem o terrorismo, como o Irã e a
Síria. Pedimos que eles tentem usar a diplomacia e outros métodos com essas
nações. Pedimos que os países que estão ajudando os Estados Unidos,
recebam proteção extra e sejam completamente apoiado por Deus e pela força
Divina, em todos os níveis, por seu nobre ato de coragem, por ajudar os Estados
Unidos e o mundo nesta campanha contra o terrorismo. Nós realmente precisamos
de ajuda, já que o Exército do EI está crescendo, incluindo jovens do mundo ocidentel! Essa é uma
posição perigosa, e nós pedimos apoio e proteção extras para ele!
Uma de nossas maiores
orações de todas é por sua ajuda, para ajudarem a manter a coalizão global cem
por cento junta.
Nós pedimos por sua ajuda
todos os dias, para estabilizarem os mercados de ações globais e dos Estados
Unidos, e nos ajudarem a crescer novamente! Nós pedimos sua ajuda para
construir a confiança na economia dos Estados Unidos, e na economia global. Nós
pedimos sua ajuda para trazer as coisas de volta à normalidade, mas com a óbvia
necessidade de vigilância Espiritual! Nós pedimos sua ajuda para que a
industria aeronáutica seja incentivada, portanto, a fim de
que mais confiança seja restaurada, depois da sequência de desastres aéreos, alguns, sem explicação alguma, como na Malásia. Nós pedimos para que a indústria
aeronáutica seja mais federalizada, com Marshals voando em aviões, e, talvez,
até mesmo passando por chek-in, a fim de que o povo esteja realmente
a salvo, como na segurança de vôos em Israel!
Nós pedimos e rezamos para
que uma força, confiança, e fé em si mesma, em Deus, na economia, nas viagens
por avião, e em viver a vida completamente, recém-adquiridas, sejam ancoradas
agora na Terra!
Nós pedimos que todos os
países que estejam permitindo que os terroristas ajam em seu país, agora mudem
sua política e não o permitam mais. Nós pedimos que eles entreguem os líderes
desses grupos terroristas às autoridades apropriadas!
Nós pedimos e rezamos para
que OBAMA e sua equipe, o Congresso, o Pentágono, e aliados nesta
coalizão global não reajam impetuosamente, à partir da raiva, vingança, excesso
de emoção, ou impaciência, mas, ao invés disso, mostrem o correto discernimento
Espiritual, usando métodos apropriados para lutarem contra esta guerra, o que
inclui cooperação e amor, política, economia, reforço da lei, e sanções, antes
que mais métodos de guerra sejam usados, e que usem a força militar apenas onde
for necessário, nunca contra civis inocentes, sempre seguindo as decisões da ONU
Por favor, também protejam
os Presidentes e todos os líderes de governo, e os líderes do mundo
livre, de qualquer dano!
Ajudem as autoridades a
pegarem e prenderem os terroristas que a polícia secreta disse
que estão atualmente na França e outros países!
Nós rezamos pelos
refugiados na Europa, para que sejam ajudados pelo mundo, não sendo escorraçados, conseguindo emprego e o mínimo de conforto para suas famílias. Nós pedimos que, assim como
Osama bin Laden, os outros terroristas sejam capturado o mais rápido possível. Nós pedimos por um novo
governo em países como Afeganistão, diferente do Taliban, que honre e santifique a Mãe
Divina, a energia da Deusa e das mulheres!
Nós pedimos que todas as
armas químicas e biológicas sejam apreendidas e destruídas.
Nós pedimos que os governos
tenham uma vigilância completa sobre a Segurança nos
Aeroportos.
Nós pedimos que todos os
países do mundo compartilhem informações!
Nós pedimos que todos os
bancos e instituições financeiras no mundo apóiem a coalizão e congelem todas
as contas dos terroristas no Planeta Terra!
Nós pedimos e rezamos por
essas coisas em nome de Deus/Melquisedeque/Cristo/Buda e a Consciência
Espiritual, de maneira integrada e equilibrada, e invocamos totalmente e
rezamos pela ajuda de sua consciência de prisma de amplo espectro, de todas as
lentes e ângulos dessa situação, que tragam a vitória completa
para essa coalizão global, e para as forças de Luz, Amor, e Liberdade que eles
representam!
Nós estamos rezando e
pedindo sua ajuda agora, como nunca pedimos e rezamos por ela antes! Nosso
próprio modo de vida está sendo ameaçado, e nós pedimos e rezamos para que o
Plano de Amor e Luz seja realizado agora, e que isso possa, agora mesmo, Selar
a Porta onde habita o mal, e que a Luz, o Amor e o Poder, neste exato momento e
para sempre, restaurem o Plano Divino de Deus na Terra!
Nós agora pedimos a
Melquisedeque, ao Mahatma, e a Metraton, uma Rede de Platina para a Terra
inteira! (Esperem 15 segundos).
Nós agora rezamos para que
todos os implantes e elementais negativos sejam removidos da Terra! (Esperem 15
segundos).
Nós agora pedimos e rezamos
pela Mão de Deus e a força Divina, em amor exigente, mas incondicional, que
removam o terrorismo e o medo da face da Terra! (Esperem 15 segundos).
Nós pedimos que o Tubo
Dourado seja ancorado para remover toda a negatividade da Terra! (Esperem 15
segundos).
Nós pedimos o Hálito Santo
de Deus, Cristo, e do Espírito Santo, que agora seja exalado sobre a face da
Terra, para limpá-la do contágio do medo! (Esperem 15 segundos)
Nós pedimos e rezamos para
que todos os buracos, rasgos, pontos cegos, miasmas metafísicos, e
cristalizações negativas sejam removidos da aura da Terra, em um nível etérico,
astral, mental e Espiritual! (Esperem 15 segundos)
Nós pedimos por uma
energização de todas as Cidades de Luz abaixo ou acima do solo, em qualquer
maneira que seja a Vontade Divina, para ajudar a curar e equilibrar o Planeta!
(Esperem 15 segundos).
Nós pedimos que todos os
cascões astrais, etéricos e mentais, e a neblina física sejam agora removidas e
limpas da face da Terra. (Esperem 15 segundos).
Nós pedimos por um
equilíbrio dos Raios sobre a Terra! (Esperem 15 segundos).
Nós pedimos por uma limpeza
da estrutura física da Terra, de toda a poluição física e abuso! (Esperem 15
segundos).
Nós pedimos e rezamos pela
ancoragem de um Pilar de Luz e uma Coluna de Luz de Ascensão para que cubram a
Terra permanentemente!
Nós pedimos aos Arcanjos
Miguel e Fé que tragam suas legiões de Arcanjos e Anjos, como nunca vieram
antes, para protegerem cada pessoa no Planeta Terra, em cada nível, do dano dos
terroristas, além das frotas do Comando Ashtar Sheran
Nós chamamos e manifestamos
o Toque de Clarins da trombeta do Arcanjo Gabriel, se você, meu amigo, for tão
gentil para fazer esse serviço, para que o Senhor Arcturos e os Arcturianos, o
Comandante Ashtar, e o Comando Ashtar, a Aliança dos Guardiões, a Confederação
Interplanetária de amor e Luz, e todas as civilizações de Extraterrestres
Crísticos em nossa galáxia, para virem agora e trazerem a ajuda para o Planeta
Terra. Nós pedimos e rezamos para que vocês usem suas tecnologias
Extraterrestres avançadas, para ajudarem os Estados Unidos e a Coalizão a
capturarem todos os terroristas, para terminarem rapidamente com essa guerra, e
para removerem todo o medo e forças escuras da face da Terra! Nós pedimos e
rezamos para que vocês trabalharem lado a lado, ombro a ombro, mente com mente,
e coração com coração, com Deus e os seres Celestiais de Luz e Amor – com suas
avançadas tecnologias Extraterrestres – para nos ajudarem a ganhar essa batalha
final do Armagedon, a fim de que possamos entrar na Sétima Idade de Ouro! A
Terra está sob ataque em muitos níveis agora, e nós estamos manifestando o
Toque de Clarins para nossos Irmãos e Irmãs através da galáxia, para virem em
nosso socorro, e nos ajudarem a mudar o curso dos eventos mundiais a favor do
Mundo Livre, das Forças de Luz, e Liberdade do terrorismo, do terrorismo
biológico, e do medo! Nosso próprio modo de vida em todos os níveis está
sitiado! Nós agora estamos manifestando o Toque de Clarins através da galáxia,
para que venham em socorro à Terra e a Seu Amado Povo em todos os níveis, para
ajudar de todas as maneiras e com todas as coisas, para ajudar a levar o Mundo
Livre e as Forças da Luz a uma vitória Espiritual, como é Vontade de Deus!
Nós agora chamamos a Mãe
Divina do Cosmos Infinito e as Energias da Deusa! Pedimos e rezamos para que
vocês coloquem o Amado Planeta Terra permanentemente em seu coração imaculado
cósmico e infinito, para mantê-La à salvo, reconfortada, e protegida de todo o
mal! Confortem as pessoas da Terra que estão vivendo em medo, preocupação, e
pânico, e ajudem-nas a liberarem esse medo, e dêem a elas amor incondicional,
compaixão e conforto em seu tempo de necessidade!
Em uma nota separada,
também pedimos e rezamos para que todos os governos, como a NASA, e governos secretos da
Terra sejam guiados para pararem de esconder a existência dos Extraterrestres,
e que uma divulgação completa aconteça agora, e eu, Joshua, e nós, estamos
pedindo o pleno poder a você, Deus, Cristo, e o Espírito Santo, e a vocês, a
inteira força Divina, para ajudarem para que isso aconteça. Essa corrupção e
fraude do governo secreto e dos governos da Terra, sem nenhuma intenção de
julgar, já foram longe o suficiente. Pode ter havido uma necessidade disso no passado, entretanto, agora
estamos vivendo em um Novo Milênio e entrando na Sétima Idade de Ouro, e está
na hora dessa corrupção e fraude terminarem. Nós agora estamos rezando como
nunca rezamos antes, para ajudar isso a se manifestar. Portanto, que assim seja
escrito. Que assim seja feito!
Eu, Joshua, também tenho
uma oração pessoal e coletiva, que é parar com todo o terrorismo de computador
pela internet, e através de e-mails. Existem grupos de pessoas nos Estados
Unidos e ao redor do mundo, que estão, propositadamente, enviando milhares de
vírus e worms de e-mail para danificar e destruir os arquivos dos computadores
das pessoas, sistemas de e-mail, e os computadores. Muitas pessoas e
trabalhadores da luz estão sendo bombardeados com tais e-mails. Essa é uma
outra forma de terrorismo eletrônico, e nós pedimos uma proibição da não
interferência. E pedimos que as pessoas que estão fazendo isso sejam capturadas
pelas autoridades e imediatamente detidas. Esse conjunto de preces que estamos
fazendo aqui é designado para deter o ego negativo e as forças escuras em todos
os níveis, que estão tentando atacar propositadamente as pessoas Espirituais,
boas, amorosas, e bem intencionadas do mundo. Nós pedimos e rezamos para vocês,
Deus, Cristo, Espírito Santo, e toda a força Divina para ajudarem a impedirem
essas pessoas de fazerem esses ataques negativos de e-mail e eletrônicos
propositadamente. Por favor, impeça-os de fazerem isto, e guiem as autoridades
apropriadas para capturá-los, se isso estiver em harmonia com a Vontade Divina.
Em profunda gratidão, nós agradecemos a vós e aceitamos que seja feito!
Eu agora peço e rezo uma
das maiores manifestações de todas as Orações, Ativações de Luz, e trabalho de
Luz para a Terra.
Nós pedimos a ancoragem e
ativação do Espectro Eletromagnético Superior de Luz do Corpo Superalma
Consagrado de Cristo da Terra, e pedimos que todos vocês, Deus e a força Divina,
preencham os Campos Eletromagnéticos da Terra, como é a Vontade de Deus!
Nós pedimos e rezamos para
que as Cinco Linguagens Sagradas – Egípcia, Hebréia, Tibetana, e Chinesa –
sejam ancoradas e ativadas, para ajudarem nesse processo!
Nós pedimos pela Unidade
das Três Jóias, no Terceiro Olho da Terra!
Nós pedimos a união dos
Cinco corpos Principais, como descrito em As Chaves de Enoch, e que os
tenhamos todos sintetizados em nosso Corpo Crístico!
Nós pedimos o Corpo
Superalma da Terra, agora, para comandar apropriadamente os dois Corpos
Inferiores – o Corpo Eletromagnético e o Corpo Epi-cinético, e os Três Corpos
de Luz Superiores – o Corpo Eka, o Corpo Gematriano, e o Corpo Zohar!
Nós pedimos que o Corpo
Gematriano da Terra seja agora codificado matematicamente, de maneira
apropriada, por vocês, Deus, Cristo, o Espírito Santo, Metraton, e vocês, a
força Divina, até o mais elevado potencial Espiritual e Terreno da Terra, para
a Realização Divina!
Nós pedimos a ancoragem e
ativação da Trindade do Corpo Superalma, Corpo Zohar, e Corpo Superalma
Consagrado de Cristo, e pela ancoragem e ativação do Corpo Adam Kadmon
Superior, para o maior potencial da Terra!
Nós pedimos e rezamos pelos
Sete Ajudantes, para que ajudem nesse processo para a Terra!
Nós pedimos e rezamos o
equilíbrio das 72 Áreas da Mente da Terra, pelo Corpo Zohar!
Nós pedimos e rezamos para
que cada manto e cada invólucro do Corpo Zohar da Terra, em seu Casaco de
Muitas Cores, seja ativado!
Nós pedimos que os 72 Nomes
Sagrados de Deus corram através do Sistema Circulatório Espiritual da Terra,
para ajudar nesse processo, se isso estiver em harmonia com a Vontade Divina!
Nós pedimos e rezamos para
que a Terra seja colocada em um programa de impacto – 24 horas por dia, 7 dias
por semana, e 365 dias por ano – para ancorar e ativar completamente esses sete
Corpos Superiores citados em As Chaves de Enoque, e também o Corpo Adam
Kadmon Superior adicional!
Nós chamamos o Espírito
Santo para a Elevação da Terra, interna e externamente!
Nós rezamos e pedimos para
o estabelecimento da “Coroa de Tronos” sobre a Terra, como descrito por
Metraton e Enoque, em As Chaves de Enoque.
Nós pedimos que o Corpo
Superalma Consagrado de Cristo seja agora manifestado ao redor desses
determinados Corpos da Terra!
Nós pedimos e rezamos para
que os Nomes Sagrados de Deus sejam entoados continuamente nos Mundos
Superiores e nos Mundos Inferiores, para ajudar a limpar toda a escuridão de
Seus campos, e alcançar Sua Ascensão e Ascensão Física, se Ela assim escolher!
Nós pedimos que os “Doze
Tronos” se manifestem em cada nível de participação cósmica, com todos os
Corpos de Luz Glorificados para a Terra!
Nós pedimos e rezamos pela
ancoragem e ativação da Kether, ou Coroa de Glória, para a Terra, em conjunção
com a ancoragem e ativação de todos esses Corpos para a Terra!
Nós pedimos a limpeza e
equilíbrio do Merkabah da Terra. (Esperem 15 segundos)
Nós pedimos e rezamos para
o Senhor Maitreya, Mestre Kuthumi, Sananda, Saint Germain, Alá Gobi, Djwahl
Khul, e os Chohan dos Sete Raios, para ajudarem a guiar nosso grupo coletivo na
remoção de todo glamour, maya, ilusão, e o Habitante do Limiar da face da
Terra! (Espere 15 segundos)
Nós pedimos um equilíbrio
da Terra, de todas as maneiras e em todas as coisas! (Esperem 15 segundos).
Nós pedimos a você, Sai
Baba, para limpar a Terra com seu Virbutti etérico! (Esperem 15
segundos).
Mãe Maria, nós pedimos que
Você espalhe suas pétalas de rosas sobre a Terra! (Esperem 15 segundos)
Nós invocamos Metraton e
todos os Arcanjos e Anjos do Som, para continuamente banharem a Terra em Sons e
Músicas de Deus, para ajudá-La e a todos os seres sensíveis, com sua cura e
Ascensão. (Esperem 15 segundos)
Nós chamamos vocês, Senhor
Melquideseque, Melquior, Hélios e Vesta, e o Senhor Buda para ancorarem os
Atributos Divinos, Pensamentos, Imagens, Carimbos Divinos, e Arquétipos Divinos
sobre a Terra! (Esperem 15 segundos)
Nós pedimos ao Espírito
Santo para dar um Batismo para a Terra! (Esperem 15 segundos)
Nós invocamos também os ORIXÁS e os CLÃS CIGANOS DO ASTRAL
Nós pedimos uma Dispensação
Divina Especial para que todas essas invocações, orações, e trabalho da Luz, em
toda essa prece, continuem 24 horas por dia, 7 dias por semana, e 365 dias por
ano, até que todas as coisas pedidas tenham sido totalmente alcançadas e realizadas!
Por último, invocamos
diretamente a você, DEUS, para ajudar a América e a coalizão global a vencerem
essa guerra Espiritual contra o terrorismo, as forças escuras, contra o medo e
a preocupação, e para ajudar a América e este mundo a manterem sua
centralização, fé, confiança, paciência, paz interior, e liberdade, a fim de
que a maneira de vida que conhecemos não seja perdida, e nossos filhos possam
viver em um mundo livre do terrorismo, da guerra, e do medo! Nós coletivamente
rezamos por essas coisas com todo o nosso coração, alma, mente, e poder, e nós
todos estamos literalmente pedindo e rezando por um Milagre de Deus para ajudar
isso a acontecer! Se os Estados Unidos e o mundo um dia já precisaram de um
milagre, nós, honestamente, do fundo de nossos corações, pedimos um Milagre
diretamente de vocês agora. Estamos pedindo que vocês, Deus e toda a força
Divina usem seus poderes onipotentes, oniscientes, e onipresentes para
intercederem Divinamente, e por uma intervenção Divina. Porque, para remover os
terroristas de 68 países na face da Terra, e conseguir de volta nossa liberdade
em todos os níveis, , nós estamos literalmente pedindo por um Milagre direto de
Deus, e o infinito poder de toda a força Divina, para ajudarem que isso
aconteça. Eu, literalmente, humildemente, faço essa oração em beneficio de
todas as pessoas da Terra! Ajudem-nos a ganhar esta batalha final do Armagedon
no Céu e na Terra, a fim de que nós possamos agora criar a Sétima Idade de Ouro
e uma Civilização de Quinta Dimensão na Terra! Nós, coletivamente, pedimos e
rezamos por isso, como nunca antes pedimos e rezamos por nada em nossa vida
inteira! Em profunda gratidão, agradecemos a vós e aceitamos que seja feito!
Portanto, que assim seja
Escrito! Que assim seja Feito!
Kodoish, Kodoish, Kodoish.
Adonai T’sabayoth!
Santo, Santo, Santo, é o
Senhor, Deus das Multidões!
FONTE: PORTAL CÓSMICO – PROFESSOR ZANON MELO, com adaptação de Eliane de Fátima Varela Ramos
Há uma antiga tradição que afirma a existência de uma igreja secreta, cujo sacerdócio se revela de ciclo em cicio e de acordo com a necessidade da época. Traz ela um conhecimento próprio para cada raça ou povo por uma forma particular, mais favorável, mais acessível para o cumprimento e restabelecimento da Lei, do propósito Divino, através do Itinerário do 10 (marcha evolucional da Mõnada). A tal conhecimento, a tradição de todos os povos relaciona o Espirito de Verdade, como manifestação de um Centro Imperecível, consagrado pelos orientais sob os nomes de Agartha, Asgardhi, Erdemi, ou Salem. (Shamballah e a “Ilha imperecível que nenhum cataclismo pode destruir”).
Todo ser iluminado, avataricamente ou por iniciação, desde que esteja de posse do conhecimento de certos mistérios, faz parte do Culto que tem o nome de Igreja de Melki-Tsedek, que esta acima de tôdas as manifestações religiosas. Tal culto sempre existiu, como ciência divina e a mais preciosa de tôdas as religiões, porque verdadeiramente torna a ligar o homem a Deus, sem necessidade de sacerdote nem de outro qualquer intermediário. “Busca dentro de ti mesmo o que procuras fora”, e velha sentença oriental. E o próprio Jesus dizia: “Faze por ti que Eu te ajudarei”.
Fraternidade Universal, Culto, Sacerdócio ou Igreja de Melki-Tsedek, sua origem procede dos meados da terceira raça mãe, a Lemuriana, que foi dirigida pelos planetas sagrados Venus e Marte, alegorizando mãe e filho respectivamen-te e que se objetivou sob a égide do planeta Mercúrio, representando o Pai, numa esposa em que a humanidade, que até então se manifestava no androginismo inconsciente das primeiras raças, começou a ser digna desse nome, ou melhor, dividiu-se em dois sexos, formando logo a seguir, nos seus meados, a Grande Hierarquia Oculta que, conhecendo a origem do mistério do androginismo, prepara a evolução da Mônada para o androginismo consciente com que terminara a presente Ronda.
Com o decorrer dos tempos recebeu tal culto o nome de Sudha-Dharma-Man-dalan, na antiga Aryavartha — nossa Mãe Índia — mas, para todos os efeitos, Excelsa Fraternidade, quer na razão de sua própria existência, por ser composta dos Verdadeiros Guias ou Instrutores Espirituais da Humanidade.
Durante a quarta raça mãe — a Atlante — que teve sob o signo de Saturno e Lua (verde e violeta), o Sacerdócio de Melki-Tsedek, que então era exercido na oitava cidade atlante — a Shamballah dos teósofos ou a Jerusalém Celeste dos verdadeiros cristãos — teve que enfrentar o magno problema da grande queda no sexo, ou seja, a “união entre os deuses e as filhas dos homens”, fenômeno reconhecido pela Igreja por ser citado no Gênesis, diferindo apenas na tradição oriental o nome “devas” para o de “anjos” na tradição ocidental.
Sim, todas as tradições de valor no mundo se originaram de uma Fonte Única e imperecível, que foi expressa na linguagem hierática de todos os tempos por Aquela misteriosa Terra chamada Agartha (ou mesmo Shamballah). Os povos se ligam, de uma forma ou de outra, através de suas tradições. de seus símbolos, mitos e lendas, a este Centro, e a razão de conservarem a mesma unidade e que descendem de uma Fonte Única. Na fase aurea dos ciclos evolutivos de cultura de cada povo ou da própria Humanidade, ela se encontra sob os influxos e direção das essências radiosas desse Centro. As Ordens mistico-religiosas de valor humano foram representações na terra da simbologia agarthina ou de Salem. (Agartha traz o nome oculto de Belovedye, que quer dizer Bela Aurora, Eterna Luz etc. Um dos Cavaleiros da Tavola Redonda tinha tal nome).
Alguns dirigentes — os que realmente orientam os homens no sentido de sua verdadeira evolução — são representantes diretos ou indiretos desse Centro e cuja manifestação se processa através do Tulkuismo, fenômeno milenarmente conhecido das tradições orientais. Tais dirigentes são expressões do Rei do Mundo, o Monarca Universal, conhecido pelo nome de Melki-Tsedek e esotericamente com o nome de Rygden-Djyepo (palavra tibetana de origem agarthina, com o significado de “Rei dos Jivas” ou dos seres da Terra), tendo por Colunas: Polydorus Isurenos e Mama Sahib, personificações da Sabedoria e da Justiça. É Ele o verdadeiro Ministro do Eterno organizador das instituições e constituições humanas, de todas as civilizações. É o Senhor Supremo das Ordens Secretas de âmbito divino na face da Terra.
Melki-Tsedek é o fulcro de toda a evolução em nosso globo. É o sentido da própria Lei, das Verdades ou da Ideação Divina posta por Ele em atividade através dos aspectos de Transformação, Superação e Metástase Avatárica. Dai ser a “manifestação” Ideoplastica do Homem Cósmico, isto e, “sem pai, nem mãe, sem genealogia, que não tem principio de dias, nem, fim de vida” (Heb. 7-III). Por que não dizer que é Ele o Pai-Mãe de todas as coisas, o Senhor do Segundo Trono ou do Akasha, o Adam-Kadmon — o Homem Cósmico, o Logos ou o Verbo manifestado na Terra? Por acaso Devavani (Voz Divina)… não é tambem um de seus nomes?
Representa a Sabedoria e a Justiça Divina — como tal, Monarca Universal, “Rei de Salem (ou da Agartha) e Sacerdote do Deus Altíssimo”. Como Senhor do Verbo ou da Palavra Perdida. . . Dele emanam as verdades cíclicas, nas expressões dos Avataras, Budas, Bodhi-satwas, Manus etc. Dai ser Ele o Bija dos Avataras, a “Arvore dos Kumaras no segundo Trono”, a semente de todos os salvadores ou redentores que o mundo conheceu ou virá a conhecer. Tudo e Dele e está Nele. 0 nome Melki-Tsedek refere-se ao mesmo Rei do Mundo, figurando também na tradição judaico-cristã. 0 Sacrifício de Melki-Tsedek (o pão e o vinho etc.) deve ser olhado como uma prefiguração da Eucaristia. E o próprio sacerdócio cristão se identifica, em principio, ao culto de Melki-Tsedek, conforme palavras do Salmo ao Cristo: Tu es sacerdos in aeternum secundum ordinem melquisedec (Salmos. 110-4).
” Melki-Tsedek, “rei de Salem e Sacerdote do Altissimo”, tambem chamado de Rei do Mundo por possuir os dois poderes: o temporal, como Rei e o espiritual como Sacerdote. Nas varias tradições religiosas do mundo, Ele é apontado com muitos outros nomes: no Tibete, como Akdorge, do mesmo modo que na India; enquanto que na Mongólia exterior e chamado Senhor de Erdemi. Mas, na verdade esotérica, chamemo-la de Teosofia, tem o nome de “Bija ou Semente dos Avataras”, razão pela qual o próprio Jesus Ihe prestava homenagens e Abraão Ihe pagou dízimos (como impostos cármicos da Lei), prova de que tanto Jesus, como Abraão e Moises d’Ele se “derivavam”
Melki-Tsedek, o Rei de Salem, Sacerdote do Altíssimo, contemporâneo de Abraão, Rei da Justiça e da Paz (Sao Paulo, Epistola aos Hebreus, VII, 1-2). É uma das Entidades mais sublimes e elevadas da Hierarquia dos Planos Superiores. É o Sol do Mundo Subterrâneo! “Feito semelhante ao Filho de Deus, não teve genealogia, sem pai e sem mãe” (Hebreus, VII, 3), foi auto-criado, uma possante Manifestação do Pensamento de Deus na Terra, ou antes, foi a Antropomorfização da própria Lei, embora não seja Deus. Não nasceu “segundo o mandamento da carne, mas segundo a virtude da vida imortal (Hebreus, VII, 26). É uma elevadíssima Entidade, oriunda de desconhecidos sistemas solares, com biliões e biliões de anos de existência e de experiências, Melki-Tsedek foi, na Terra, um produto da geração espontânea. É uma esplendorosa Consciência Cósmica. Tão grande e elevada a sua evolução e perfeição moral, espiritual e intelectual que o próprio Cristo, o Mestre dos Mestres, esteve filiado a sua Ordem, como Supremo Sacerdote e Pontífice, segundo se lê na Epistola de São Paulo aos Hebreus, capítulos seis e sete. É Melki-Tsedek, conjuntamente com o grande e sublime Jesus e os Mestres Moria, Koot-Humi e Maitreia, o futuro Instrutor da era de Aquario — quem sutilmente dirige e orienta toda a evolução do globo terrestre e os grandes movimentos po-liticos, sociais, econômicos, culturais, científicos, religiosos, artísticos e meta-físicos do Planeta. Melki-Tsedek é o grande Rei do Governo Oculto e Espiritual do nosso Mundo e o Espirito Santo o seu Embaixador de Luz no Plano profano dos vivos assim como Deus é o de todo o Universo”.
Melki-Tsedek é então rei e sacerdote e, conjuntamente, o seu nome significa “rel de justiça”, sendo ele ao mesmo tempo Rei de Salem, isto é, da “Paz”. Ora, “Justica” e “Paz” são precisamente os dois atributos fundamentais do “Rei do Mundo”. Devemos salientar que a palavra Salem, contrariamente ao que possa parecer, nunca designou em realidade uma cidade, mas que, tomada pelo nome simbólico da região onde residia ou reside Melki-Tsedek, pode ser equivalente do termo “Agartha”.
Agartha é o celeiro das civilizações passadas, lugar composto de sete cidades, cada uma delas representando uma raça, uma civilização passada, um estado de consciência já vencido pela Monada. Homens de imenso valor em matéria de Sabedoria e santidade, acompanham, debaixo, os mais evoluidos da Terra, porém… de comum acôrdo com os Guias da Face da Terra.
Agartha, “Arca ou Barca” é o lugar para onde o Manu Noé conduziu seu Povo ou Família, e os casais de animais a que se refere a própria Bíblia, porém, com a interpretação errônea de que o termo “família” fosse apenas dos seus parentes. Noé, lido anagramaticamente, dá o Éon grego, que tem como significado: “A manifestação da Divindade na Terra”, nesse caso, um Manu, um Avatar, etc.”
As tradições, tanto do Oriente como do Ocidente, estão repletas de “promessas”; os ciclos, as idades se passaram, e jamais elas deixaram de ser cumpridas. Estamos em vésperas de “Manifestação do Avatar sob o signo de Aquário”. 0 de Jesus foi o de “Piscis”. É quando os Manus, por sua vez, grandes ou pequenos, conduzem seu povo à Terra (por Lei) prometida. 0 Manu, o portador do Verbo Solar, por ser a sua própria manifestação na Terra.
Melchizedek não é o nome de um indivíduo que viveu na Terra, como muitos podem presumir. Ele é o nome do sacerdócio cósmico que existe por todas as dimensões, em todo planeta sagrado.
Em dias antigos, templos de Melchizedek eram fixados com a finalidade de se dedicar aos ensinamentos iniciáticos espirituais e para ajudar os irmãos e irmãs na sua liberdade.
Todos os Mestres Ascensos e Gurus pertencem à Ordem de Melchizedek. Não importa que ideologia ou religião, todo santo, sábio, guru e mestre tem que passar pelas iniciações de Melchizedek, que pode ser em um templo ou nos planos internos. Até mesmo hoje, muitos sacerdócios secretos continuam e mantêm as leis cósmicas, para a sua própria visão interna e seu propósito sagrado.
O poder de Melchizedek permanece nos retiros etéricos e nas cidades subterrâneas, nutrido e guardado até o tempo em que os templos exteriores possam ser restabelecidos novamente.
O tempo para que a Ordem de Melchizedek reapareça é AGORA!
Quando cada um de nós reconhece sua missão e reforma seu poder pessoal, isto se torna uma realidade que irá tocar todo canto do Globo, alcançando todos os aspectos da sociedade planetária.
Os que servem a Melchizedek serão um bálsamo curativo a toda humanidade. Se nós procurarmos em nossos corações, será fácil lembrar da vida na qual servimos nos templos das grandes civilizações ( agora passadas ), vida esta dedicada a alcançar o potencial humano de se transformar de Humano em Divino. Escolhendo ser iniciado, conscientemente, nos vários níveis de Melchizedek, nós damos o primeiro passo para devolver àquele estado de ser.
Em todos os aspectos, a Ordem de Melchizedek segue as diretrizes da geometria sagrada. O número doze é o número principal dentro da geometria sagrada. Assim, de acordo com este formato, há doze domínios de iniciação em Melchizedek. E, dentro desses doze domínios, há doze níveis que compõem um domínio. Cada nível leva a certos testes de iniciações para crescimento pessoal, que se relaciona a um domínio específico. Atravessar e completar um domínio pode levar alguns anos em estudos e crescimento interno. Quando você completar todos os doze domínios com os respectivos doze níveis, você será um Mestre! A partir de 1994, o primeiro domínio com todos os seus doze níveis e os primeiros três níveis do segundo domínio estão abertos a nós.
Melchizedek conduzirá toda nação, raça e religião para um melhor amanhã e ao nascimento da ” Idade Dourada do Homem “.
Os cientistas e especialistas em temas de segurança alertam há anos para o risco de que o aquecimento climático gere instabilidade e conflitos se prosseguir ao ritmo atual, algo que, segundo alguns, já está ocorrendo.
As emissões de dióxido de carbono provocam temporais, ondas de calor, secas ou inundações e se continuar assim os fenômenos extremos serão cada vez mais frequentes, e consequentemente as disputas pelos recursos.
“Menos água e recursos alimentares, aumento das migrações, tudo isso aumentará indiretamente os riscos de conflitos violentos”, afirmam em seu último relatório os cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).
Alguns consideram que este fenômeno já é uma realidade, enquanto outros, mais prudentes, não estão certos.
“Em alguns países africanos, o aumento dos conflitos violentos é o sinal mais chamativo dos efeitos acumulados da mudança climática”, afirmou em 2012 o Institute for Security Studies (ISS), com sede na África do Sul.
“No Sahel, a desertificação gerou conflitos entre produtores de gado e agricultores pelas terras disponíveis”, ressalta o documento, que afirma que “os efeitos deste tipo, vinculados ao clima, já originaram conflitos violentos no norte de Nigéria, Sudão e Quênia”.
Em 2007, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a violência na região sudanesa de Darfur se devia, em parte, às rivalidades entre nômades e agricultores sedentos por água e terras de pastoreio.
Em 2011, vários observadores também relacionaram as Primaveras Árabes com o calor provocado pelas mudanças climáticas em diversos países produtores de cereais.
O aumento recorde dos preços dos alimentos pela crise dos cereais russos, ucranianos e cazaques foi a faísca que desencadeou a revolta nos países do Mediterrâneo já asfixiados pela pobreza, desemprego e opressão política, estimam.
Para o ex-vice-presidente americano Al Gore, a mudança climática também desempenhou um papel na guerra na Síria.
“De 2006 a 2010 uma seca histórica, vinculada ao clima, destruiu 60% das fazendas da Síria, 80% do gado e levou um milhão de refugiados às cidades, onde se encontraram diante de outro milhão de refugiados que fugiam da guerra no Iraque”, declarou em Davos em janeiro.
Conclusões prudentes
Os cientistas do clima são mais prudentes ao estabelecer vínculos diretos entre o aquecimento climático e os conflitos.
“Costumam citar o exemplo de Darfur”, mas “a realidade é mais sutil e a maior parte dos pesquisadores admite que o contexto político e econômico foi o principal fator do conflito”, escreveu o climatólogo Jean Jouzel.
Para Mark Cane, professor de ciências da terra e do clima da universidade Columbia de Nova York, na Síria, cabe vincular o descontentamento popular com a seca de 2007-2010, a pior registrada no país.
Mas lembra que é complicado atribuir um fenômeno meteorológico concreto à mudança climática, um movimento que atua ao longo das décadas.
Além disso, é impossível afirmar que um conflito “não teria ocorrido sem esta ou aquela anomalia climática”, acrescenta. Entram em jogo a política e outros fatores.
No momento, as forças armadas estão se preparando, afirma Neil Morisetti, ex-almirante e ex-conselheiro do clima do governo britânico.
Em muitos países, os analistas militares já incluem a mudança climática em sua avaliação de riscos, afirma.
E o Pentágono trabalha com a hipótese de um futuro sombrio. Em seu mapa do caminho de 2014 “para uma adaptação à mudança climática no mundo”, afirma que o aumento das temperaturas e os fenômenos climáticos extremos aumentarão “a instabilidade mundial, a fome, a pobreza e os conflitos”.
A aceleração das mudanças climáticas e seu impacto sobre a produção agrícola mundial exige que profundas mudanças sociais sejam implementadas nas próximas décadas para alimentar uma população mundial crescente, alertaram cientistas em uma conferência científica anual.
Segundo os cientistas, a produção alimentar terá que dobrar nos próximos 35 anos para alimentar uma população global de 9 bilhões de habitantes em 2050 contra os 7 bilhões atuais.
Alimentar o mundo “implicará algumas mudanças em termos de minimizar o fator climático”, disse Jerry Hatfield, diretor do Laboratório Nacional para a Agricultura e o Meio Ambiente.
A volatilidade das chuvas, as secas frequentes e o aumento das temperaturas afetam as lavouras de grãos, razão pela qual será preciso adotar medidas, afirmou Hatfield neste domingo, durante a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência.
“Se avaliarmos a produção de 2000 a 2050, basicamente teríamos que produzir a mesma quantidade de alimentos que produzimos nos últimos 500 anos”, previu.
Mas, globalmente, os níveis de uso da terra e a produtividade continuarão degradando o solo, advertiu.
“No que diz respeito à projeção para o Meio Oeste (dos EUA), estamos convencidos de que as temperaturas aumentarão bastante”, afirmou Kenneth Kunkel, climatologista da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica americana, referindo-se à região de maior produção de grãos, situada no centro do país.
Kunkel estudou o impacto do aquecimento global no Meio Oeste americano, onde a maior ameaça para a segurança alimentar é a seca.
A possibilidade é alta que esta região sofra com a pior seca no século XXI entre as registradas no último milênio, representando uma ameaça direta para os moradores da região, alertaram cientistas nesta quinta-feira, na abertura da conferência, celebrada em San José, na Califórnia (oeste).
As mudanças climáticas estão ocorrendo tão rapidamente que os seres humanos enfrentarão em breve uma situação sem precedentes, afirmou Kunkel.
Mas James Gerber, especialista em agricultura da Universidade de Minnesota, disse que reduzir o desperdício de alimentos e o consumo de carne vermelha ajudaria.
A redução do número de cabeças de gado diminui o impacto ambiental, inclusive as emissões de metano, um poderoso gás de efeito estufa.
Gerber disse que os cientistas identificaram “tendências bastante preocupantes”, como a diminuição global das reservas de grãos, que dão à sociedade uma importante rede de segurança.
O cientista também expressou sua preocupação sobre o fato de que a maioria da produção de grãos está concentrada em áreas vulneráveis ao aquecimento global. Gerber não descartou um uso maior de organismos geneticamente modificados como forma de aumentar a disponibilidade de alimentos.
Paul Ehrlich, presidente do Centro para a Conservação Biológica, da Universidade de Stanford, disse que o problema requer “uma real mudança social e cultural em todo o planeta”.
“Se tivéssemos mil anos mais para resolvê-lo, estaria muito tranquilo, mas podemos ter 10 ou 20 anos” apenas, advertiu.
Estado Islâmico reivindica ataques a mesquitas no Iêmen
Ao menos 126 pessoas morreram em duplo ataque no país.
Mesquitas são conhecidas por serem usadas pelo grupo xiita Houthi.
O grupo militante Estado Islâmico, que tomou grandes áreas do território do Iraque e da Síria, reivindicou a autoria de ataques com homens-bomba em duas mesquitas usadas por muçulmanos xiitas no Iêmen, em 20/3/15, de acordo com uma publicação no Twitter.
Pelo menos 126 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas nas explosões na capital Sanaa. Ambas as mesquitas são conhecidas por serem majoritariamente usadas pelo grupo muçulmano xiita Houthi, que tomou o controle do governo iemenita.
A Casa Branca divulgou uma nota condenando fortemente o atentado e disse que não pode confirmar que os suicidas eram afiliados ao Estado Islâmico.
Uma testemunha disse ter escutado duas explosões consecutivas em uma das mesquitas, em um bairro central da capital.
Hospitais de Sanaa estavam pedindo por doadores de sangue para ajudar no tratamento de um grande número de feridos.
Os huthis fazem suas orações nessas mesquitas, e entre os mortos está o imã da mesquita de Badr e importante líder religioso da milícia, Al-Mourtada ben Zayd al-Muhatwari, segundo uma fonte médica.
Homens carregam feridos após a explosão de uma bomba em Sana, no Iêmen. Ataques em duas mesquitas durante o período de orações da tarde deixaram dezenas de mortos e centenas de feridos (Foto: Khaled Abdullah/Reuters)
Em frente às mesquitas, vários corpos jaziam em poças de sangue, enquanto os fiéis transportavam os feridos para hospitais próximos.
A ascendência ao poder do grupo Houthi, apoiado pelo Irã, desde setembro do ano passado, aumentou as divisões da complexa rede política e de alianças religiosas do Iêmen, além de deixar o país excluído do restante do mundo.
Aumento da força dos milicianos xiitas
Desde a insurreição popular de 2011, no âmbito da Primavera Árabe, que levou à queda do presidente Ali Abdullah Saleh, o poder central foi marginalizado por dois potentes grupos militares-religiosos que souberam aproveitar os acontecimentos para aumentar sua influência.
Mesquita atingida por homem-bomba é vista nesta sexta-feira (20) em Sanaa, no Iêmen; mais de 100 pessoas morreram (Foto: Khaled Abdullah/Reuters)
O primeiro, o movimento Ansarullah, recruta novos membros dentro da comunidade zaidita, um braço do xiismo que representa um terço da população do Iêmen.
Confinado no norte do país, nasceu como um movimento de protesto contra a marginalização dos zaiditas por parte do poder e pelo proselitismo sunita do partido islamita Al-Islah.
Este grupo, inspirado no Hezbollah libanês e suspeito de receber o apoio do Irã, se concentrou em Sana em setembro de 2014 e estendeu sua influência ao oeste e ao centro do Iêmen. Se apoderou da capital em 6 de fevereiro.
Dirigido por Abdel Malek al-Huti, é suspeito de querer estabelecer o regime real do imanato (dirigido por imãs) zaidita abolido em 1962.
Al-Qaeda sempre presente
Investigadores analisam cena de bombardeio em mesquita de Sanaa, nesta sexta (10) (Foto: Mohamed al-Sayaghi/Reuters)
Outro grupo influente no Iêmen é a Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), fruto da fusão em 2009 dos braços saudita e iemenita da rede sunita. É considerado pelos Estados Unidos um dos grupos jihadistas mais perigosos.
Muito presente no sul e no sudeste, a AQPA multiplica os atentados e ataques, provocando muitas perdas no exército. O grupo também capturou diversos estrangeiros.
A AQPA reivindicou o atentado de 7 de janeiro contra a redação da revista satírica francesa Charlie Hebdo, em Paris.
Apesar dos esforços das forças de segurança e dos ocidentais, a Al-Qaeda está se confirmando cada vez mais como a única força capaz de frear o avanço do Ansarullah.
Recrutando sunitas e agindo às vezes em cooperação com tribos hostis ao Ansarullah, a AQPA reivindicou desde setembro diversos atentados contra xiitas.
Destruição é vista ao redor de mesquita em Sanaa, no Iêmen, alvo de explosão nesta sexta-feira (20) (Foto: Hani Mohammed/AP)
Risco de guerra civil
As esperanças de solucionar a crise através de um diálogo apoiado pelo emissário da ONU no Iêmen, Jamal Benomar, quase desapareceram.
O país está praticamente dividido desde que o presidente Abd Rabo Mansur Hadi se instalou em Aden, principal cidade no sul do país, depois de ter conseguido fugir de Sana, onde estava sitiado pela milícia xiita.
Hadi, que havia sido forçado a renunciar em 22 de janeiro junto com o governo de Khaled Bahah pela pressão dos huthis, ainda é considerado pela comunidade internacional como o presidente legítimo do Iêmen.
Nos círculos políticos, cada vez fala-se mais de um risco de guerra civil ou de uma divisão do país.
Como uma amostra deste risco, violentos confrontos foram registrados na quinta-feira em Aden entre os partidários de Hadi e as unidades das forças especiais de um general rebelde, que tentaram tomar o controle do aeroporto, enquanto um bombardeio foi lançado contra o palácio presidencial da cidade, sem atingi-lo. Hadi denunciou uma tentativa de golpe de Estado.
Governo brasileiro lamenta atentado
Criança ferida é retirada de mesquita atacada por homem-bomba nesta sexta-feira (20) em Sanaa, no Iêmen (Foto: Khaled Abdullah/Reuters)
O governo brasileiro, por meio de nota, lamentou o atentado no Iêmen. Leia a íntegra:
“O Governo brasileiro condena, com veemência, os atentados perpetrados hoje em duas mesquitas de Sanaa, capital da República do Iêmen, que resultaram em dezenas de mortos e centenas de feridos.
O Governo brasileiro conclama todos os atores políticos iemenitas à abstenção de atos que possam provocar a radicalização do processo político, bem como a perseverar no diálogo como forma de encaminhamento das questões relacionadas à crise institucional daquela nação árabe.
O Brasil reitera a centralidade da estabilização política iemenita para o bom encaminhamento de diversos temas candentes do entorno geopolítico médio-oriental, tais como a assistência humanitária a refugiados da região do Chifre da África, o combate ao extremismo religioso e a repressão à pirataria na região dos mares Índico, Arábico e Vermelho, entre outros.
Como forma de contribuir para o soerguimento socioeconômico iemenita, o Governo brasileiro tem, desde 2012, convidado e recebido sucessivas missões oficiais daquele país para treinamento e capacitação em tecnologias e políticas de desenvolvimento humano, combate à fome, extensão rural e implementação de programas de assistência social e escolaridade básica. Tais esforços culminaram na assinatura de Acordo-Quadro bilateral de Cooperação Técnica, em agosto de 2014, instrumento que norteará novas ações bilaterais de cooperação, tão logo concluído o processo de ratificação pelos signatários.”
Fonte: G1
O Iêmen mergulhou ainda mais no limbo político em 23/1/15, depois da renúncia do presidente, Abd-Rabbu Mansour Hadi, que ficou exasperado por ver os rebeldes do grupo Houthi tomarem o país, uma manobra que pareceu pegar de surpresa o grupo apoiado pelo Irã.
O ex-general Hadi afirmou que, ao ocuparem a capital, Sanaa, os houthis impediram sua tentativa de levar estabilidade ao país depois de anos de tumultos e desavenças tribais, aprofundando a pobreza e intensificando os ataques de aeronaves não tripuladas, conhecidas como drones, dos Estados Unidos contra militantes islâmicos.
Sua renúncia na quinta-feira surpreendeu o país de 25 milhões de habitantes da Península Arábica, no qual os houthis emergiram como facção dominante assumindo o controle de Sanaa em setembro e ditando os termos a um Hadi humilhado, a quem mantiveram como prisioneiro virtual em sua residência particular nesta semana após embates com seguranças.
Os houthis e ativistas pró-democracia se rivalizaram em manifestações nesta sexta-feira.
Milhares se reuniram no centro da capital com cartazes pedindo “Morte à América (EUA), Morte a Israel”, um slogan que se tornou marca registrada dos houthis, um grupo xiita.
“Hadi deveria ter renunciado muito tempo atrás”, disse Al Sheikh Moghadal Al Wazeer, um ancião e apoiador dos houthis. “Ele deveria ter feito mais e deveria ter conduzido o país com mais firmeza.”
Mais cedo no mesmo dia, um pequeno grupo de ativistas pró-democracia entoava “nós somos a revolução”, enquanto convergia para a Praça Change, o epicentro dos protestos de 2011 que forçaram o longevo presidente Ali Abdullah Saleh a entregar o cargo após um acordo de transferência de poder.
“Estamos aqui por rejeitar os eventos que estão acontecendo. Viemos aqui para construir um Estado e nossa exigência ainda é ter um Estado”, declarou o ativista Farida al-Yareemi. “Viemos aqui contra Ali Abdullah Saleh e ele tinha todas as armas.”
Washington, que contou com a cooperação de Hadi para realizar os ataques com drones contra o braço iemenita da Al Qaeda, disse estar preocupado com a saída do mandatário e do primeiro-ministro, Khaled Bahah, que também se demitiu na quinta-feira.
“Os Estados Unidos ficaram perturbados com os relatos da renúncia do presidente Hadi e de seu gabinete”, afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, em comunicado. “Neste momento, é crucial que todos os lados evitem a violência.”
O Parlamento iemenita agendou uma reunião no domingo para discutir a abdicação de Hadi e pode aceitá-la ou rejeitá-la. Pela Constituição, o presidente da legislatura, Yahya al-Ra’i, oriundo do Congresso Geral do Povo, o partido de Saleh, assume o posto durante um período de transição enquanto novas eleições são organizadas.
Fonte: Uol
Milícia cristã oferece forte resistência aos jihadistas na Síria
Ameaçados pela presença do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, os cristãos de Al Hasaka oferecem resistência aos jihadistas com uma milícia, que colabora com as forças curdas para frear o avanço dos radicais.
O Conselho Militar Siríaco Sírio (CMSS) é a principal facção cristã rebelde da província de Al Hasaka (nordeste) e conta com três batalhões de entre 300 e 400 combatentes, que no total somam cerca de mil, explicou à Agência Efe por telefone um de seus comandantes, Kino Gabriel.
Desde sua criação, em janeiro de 2013, já travou combates contra as tropas do regime, da Frente al Nusra – filial da Al Qaeda na Síria – e agora do EI.
Gabriel afirmou que existem outros grupos armados cristãos nas províncias de Hama (norte) e Idlib (noroeste), mas ressaltou que não são muito grandes.
Não é habitual, aliás, encontrar milícias rebeldes deste credo na Síria, onde os cristãos representam apenas 9% da população.
Desde o início do conflito no país há quase quatro anos, a comunidade cristã se mostrou predominantemente a favor do regime de Bashar al Assad frente a uma oposição armada, onde abundam os rebeldes sunitas.
A maioria dos integrantes do CMSS são assírios – um grupo étnico de credo cristão – procedentes de todos os cantos de Al Hasaka, embora Gabriel ressalte que também há alguns curdos e árabes.
Apesar de já ter entrado em combates anteriormente contra o EI, os assírios se transformaram esta semana em alvo dos radicais, que invadiram vários de seus povoados junto à margem meridional do rio Jabur e sequestraram mais de 200 pessoas.
Na opinião de Gabriel, o EI entrou em cidades como Tal Hurmuz e Tal Shamiram, de maioria assíria, perante a pressão das forças curdas e cristãs, que iniciaram recentemente uma ofensiva em Al Hasaka, na qual estão cooperando com a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.
Os jihadistas “estão sofrendo derrotas na frente de Tal Hamis, motivo pelo qual abriram uma nova frente nas aldeias que estão junto ao Jabur para distrair nossa atenção”, opinou o comandante do CMSS.
Durante esta semana, a milícia cristã sofreu pelo menos quatro baixas entre seus combatentes, além de ter 12 em paradeiro desconhecido.
Gabriel descartou que os cristãos sejam um alvo especial dos extremistas, já que, em sua opinião, estão no ponto de mira do EI do mesmo modo que os membros de outras minorias no país.
Mesmo assim, os números manejados por este comandante rebelde apontam que o número de reféns assírios em poder dos radicais oscila entre 250 e 400, o que representaria o maior sequestro coletivo de cristãos por parte deste grupo e o segundo no geral, depois da captura de entre 400 e 1.000 yazidis no Iraque em agosto.
De acordo com Gabriel, o sequestro dos assírios pode dever-se também ao fato de que o EI tenha atuado como vingança por vários ataques e atritos no último mês na região do Jabur.
Para conter os jihadistas, sua organização conta com armas leves e médias, além de alguns carros de combate.
“Nosso principal problema agora, como estão as coisas, é a impossibilidade de atravessar o rio Jabur para atacá-los”, comentou o insurgente.
Os extremistas tomaram entre oito e dez povoados ao sul dessa via fluvial, enquanto os curdos e seus aliados cristãos estão no lado setentrional.
Ainda assim, Gabriel se mostrou confiante em que os curdos e o CMSS derrotarão o EI: “Temos capacidade para vencê-lo”, assegurou o comandante.
Para este rebelde cristão, é essencial obter respaldo militar da comunidade internacional, assim como armamento pesado, a fim de conseguir uma vitória como a das forças curdas no enclave curdo-sírio de Kobani, na província de Aleppo, de onde o EI foi expulso recentemente.
Cerco a hotel em Burkina Faso termina com 126 libertados e 27 mortos
Pouco depois do fim da operação contra jihadistas da al-Qaeda no Magreb Islâmico, ministro anuncia que casal austríaco foi raptado na fronteira com o Mali
Socorristas franceses atendem pessoa ferida em ataque a hotel em Burkina Faso – NABILA EL HADAD / AFP
As forças de segurança acabaram em 16/1/16 com o cerco a um dos hotéis mais importantes de Burkina Faso, libertando 126 reféns e matando três homens armados do grupo que invadiu o local no dia interior, informou o governo. O atentado, que deixou ao menos 27 mortos no país já flagelado pela violência política, foi reivindicado pela al-Qaeda no Magreb Islâmico. Entre as vítimas há pessoas de 18 nacionalidades diferentes.
— A operação no Hotel Splendid e no restaurante Cappuccino terminou com 126 reféns liberados, entre eles 33 feridos — disse o ministro de Segurança, Simon Compaore.
Após anunciar que a operação havia sido encerrada, Compaore relatou que dois cidadãos austríacos, um médico e sua mulher, foram sequestrados no Norte do país, perto da fronteira com o Mali. Ainda não está claro se o rapto tem relação com a invasão do hotel. O caso ocorreu em Baraboulé, na província de Soum.
O atentado terrorista fez o novo governo no país, nomeado na quarta-feira após a eleição do presidente Marc Kabore em novembro, convocar uma reunião de emergência neste sábado.
Segundo um médico que tratou alguns dos feridos, os agressores aparentemente tinham como alvo ocidentais. No entanto, ainda não foi revelada a identidade das vítimas. De fato, o hotel Splendid é utilizado com frequência por soldados franceses que operam no Chade e combatem jihadistas na região do Sahel, funcionários da ONU e empresários ocidentais.
O presidente François Hollande classificou o atentado como “odioso” e a embaixada francesa relatou que, por conta do ataque, medidas de segurança foram reforçadas. Um voo da Air France que ia para a capital a partir de Paris foi desviado na sexta-feira.
Forças de segurança se reúnem em frente a hotel atacado por homens armados em Burkina Faso – Ludivine Laniepce / AP
A invasão ao Hotel Splendid, Homens armados invadiram o local após explodirem carros na entrada, e também dispararam contra um café-restaurante. Após a tomada do local, mais tiros foram ouvidos, enquanto as forças de segurança se mantiveram do lado de fora, em meio a corpos ensaguentados. Policiais que tentaram invadir o local foram baleados e morreram. TURBULÊNCIA POLÍTICABurkina Faso enfrenta episódios de turbulência política desde outubro de 2014, quando o presidente Blaise Compaoré foi deposto por protestos populares. Em 2015, foram registrados vários conflitos armados e protestos em Uagadugu pelo controle do governo do país. Nos últimos dois anos, o país já teve cinco presidentes.
O país africano, no entanto, vinha sendo poupado da violência de extremistas islâmicos. No entanto, o vizinho Mali foi alvo em novembro de dois rebeldes que mataram 20 pessoas — incluindo russos, chineses e americanos — em um hotel de luxo em Bamako.
Jordânia diz ter executado jihadista iraquiana condenada à morte
Sajida al-Rishawi aguardava cumprimento da pena presa desde 2006. Medida foi tomada após Estado Islâmico ter queimado vivo piloto jordaniano.
A jihadista iraquiana Sajida al-Rishawi, que foi executada pelo governo da Jordânia (Foto: Majed Jaber/Reuters)
A Jordânia informou que a jihadista iraquiana presa no país, Sajida al Rishawi, foi executada por enforcamento. Além dela, outro preso acusado de terrorismo foi executado da mesma forma. A soltura dela chegou a ser negociada com o Estado Islâmico em troca da libertação de Muath al-Kasaesbeh, piloto jordaniano que era refém dos extremistas e que foi queimado vivo.
ESTADO ISLÂMICO
As execuções por enforcamento foram confirmadas pelo porta-voz do governo, Mohammed al-Momani, de acordo com meios da imprensa local, entre eles o jornal “Al Ghadd”. Depois do novo crime brutal da organização jihadista, que divulgou um vídeo que mostra o piloto de 26 anos sendo queimado em uma jaula, uma fonte das forças de segurança da Jordânia afirmou na terça-feira que jihadistas detidos seriam enforcados. Com 44 anos, Sajida al-Rishawi estava detida em uma prisão jordaniana desde a sua condenação à morte, em setembro de 2006, por atos terroristas que remontam a 9 de novembro de 2005, quando ela foi detida com coletes explosivos em uma ação terrorista frustrada na cidade de Amã. O outro preso executado é Ziad al Karbuli, um ajudante do líder terrorista Abu Musab al-Zarqawi, morto em um bombardeio americano no Iraque em 2006. Karbuli, detido em território iraquiano pelo Exército jordaniano, foi condenado à morte em 2008 pelo assassinato de um motorista jordaniano. A ação que serviria como uma resposta aos militantes do Estado Islâmico já tinha sido cogitada pelo pelo porta-voz do Exército após o governo da Jordânia ter confirmado a morte do refém. De acordo com a Jordânia, a execução do piloto teria ocorrido há um mês, no dia 3 de janeiro, segundo veiculado pela TV estatal. Após a divulgação do vídeo, o rei Abdullah II interrompeu sua visita aos Estados Unidos e está voltando para a Jordânia. Na TV estatal, o rei disse que a morte do piloto é um ato de “terror covarde” de um grupo sem nenhuma relação com o Islã. Familiares do piloto disseram à Reuters que foram informados de sua morte pelo chefe das forças armadas da Jordânia. EUA condenamA Casa Branca disse estar ciente do vídeo, e que os serviços de inteligência trabalham para verificar sua autenticidade. O governo dos EUA condena as ações do grupo radical e se solidarizou com a família do piloto, afirmou. Muath al-Kasaesbeh foi capturado pelos militantes radicais na Síria, após a queda de seu avião durante uma operação da coalizão internacional no leste do país em dezembro. A coalizão, que é liderada pelos Estados Unidos, bombardeia alvos do grupo na Síria e no Iraque. O presidente norte-americano Barack Obama afirmou que, se o vídeo for verdadeiro, trata-se de mais uma indicação da crueldade e barbárie do grupo e que a determinação da coalizão internacional de “destruir” o EI será redobrada. Segundo a Casa Branca, Obama pediu que equipes de inteligência dediquem todas suas fontes para localizar reféns mantidos pelos militantes do grupo jihadista. Obama ainda disse que o piloto al-Kasaesbeh estava “na vanguarda do esforço para degradar e destruir a ameaça” do EI. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, condenou “fortemente” esse ato “imundo e imperdoável”.
Cena do vídeo divulgado pelo Estado Islâmico com a execução do jornalista Kenji Goto (Foto: Reprodução/Youtube)
Entenda o caso No final de janeiro, o EI divulgou um vídeo em que ameaçava executar o piloto se Amã não libertasse uma jihadista presa e condenada à morte. No mesmo vídeo o grupo ameaçou executar outro refém, o jornalista japonês Kenji Goto, que acabou sendo decapitado no último final de semana. O vídeo, postado em sites jihadistas, mostrava uma foto de Goto segurando a foto de al-Kasaesbeh, com a suposta voz de Goto formulando a ameaça. Na última quarta-feira (28), o governo da Jordânia disse que o país estava pronto para entregar a iraquiana Sajida al-Rishawi, presa por tentar realizar um ataque suicida, em troca da libertação de um piloto. Dias depois, pediu uma prova de que o piloto estava vivo.
Fonte: G1
Uma jornalista francesa investigou e descobriu: homens que treinavam luta numa praça de Paris pertenciam ao grupo terrorista Estado Islâmico, que ficou conhecido por decapitar seus prisioneiros.
O documentário que o Fantástico exibiu é o resultado do trabalho corajoso dessa jornalista. Ela se disfarçou, conseguiu se alistar no Estado Islâmico e mostra como o grupo recruta jovens europeus para o terror.
Outubro do ano passado. Crianças brincam numa pracinha de Paris. Entre pais e policiais, um grupo de homens barbados treina técnicas de combate. Eles praticam mesmo à noite ou debaixo de chuva. Poderiam ser apenas atletas dedicados. Mas alguma coisa os faz diferentes. Depois de encerrarem o treino, eles rezam. E a conversa deles revela planos suspeitos.
Extremista1: Ele já foi para a Síria. Extremista 2: Eu mesmo já fui duas vezes.
A Síria é o berço do Estado Islâmico, o exército terrorista mais agressivo hoje no Mundo. Os extremistas se aproveitaram do vazio de poder criado pela guerra civil e dominaram um terço do país, além de grandes áreas no Norte do Iraque, inclusive campos de petróleo que hoje são usados para financiar o terrorismo.
As ações do Estado Islâmico são difundidas na internet. Vídeos que mostram barbarismos. Assassinatos em massa. Alguns para provocar o Ocidente – como as decapitações de reféns. Outros para exibir a força do grupo.
E a internet também é um instrumento de recrutamento. Usada pelo grupo francês para atrair seguidores dispostos a partir para a Síria para fazer a Jihad, a Guerra Santa contra o Ocidente.
Um dos homens que treinava no parque é Abu Aissa. Ele publica fotos de suas ações, sempre com armamento pesado. Mostra até um passaporte do Estado Islâmico. O outro, Abu Abdel Malik, um francês que vive na Síria e, em vídeo, faz ameaças contra a França, dizendo que será alvo de novos atentados.
“Nós vamos vingar todo o sangue islâmico.”, diz Malik
A arrogância do Estado Islâmico está montada sobre um exército muito bem organizado, 30 mil homens com equipamento militar moderno: misseis, artilharia, tanques e três aviões caça. Tudo roubado da Síria. Cada combatente recebe um salário do Estado Islâmico. Alguns chegam a ganhar um carro. Uma tentação para os muçulmanos pobres das periferias de Paris. Os franceses são os mais numerosos entre os ocidentais que se integram ao Estado Islâmico.
A partir das páginas nas redes sociais, usando um perfil falso, uma jornalista francesa chegou aos recrutadores extremistas. Ela não será identificada por segurança.
Em três dias, a jornalista já estava associada a diversos grupos. E tinha 273 amigos. Principalmente combatentes na Síria e no Iraque. Um deles conta o dia a dia no Estado Islâmico. Ele chegou a publicar uma foto comemorando sua primeira vítima. Os terroristas exibem também uma vida de luxo: roupas, carros e mansões tomadas pelo grupo.
Para se aproximar dos jihadistas, a jornalista diz que está disposta a se casar com um radical quando chegar na Síria. Ela começa a conversar com Abu Tak Tak. Para se encontrar com ele, ela se vestiu com um chador, usada por alguma das mulheres muçulmanas: totalmente coberta de preto, como determina o costume do Islã. Num café da periferia de Paris, ela encontra o terrorista.
“Você está toda de preto. Eu adoro preto”, diz ele.
Abu Tak Tak tem 37 anos. Diz que nunca trabalhou. Ele conta que o Estado Islâmico paga as contas dele. “Eles me mantêm desativado por enquanto”, diz.
Pronto para entrar em ação.
“A França tem medo de quê? De que a gente se exploda.”
Ele acredita que a França merece ser alvo de um atentado. Exatamente o que aconteceu no dia 7 de janeiro, quando outro grupo terrorista, a Al-Qaeda do Iêmen, matou 12 pessoas no atentado contra a revista Charlie Hebdo.
Um segundo homem fez contato com a jornalista. Esse já estava na Síria. É um combatente ativo do Estado islâmico. Ele faz uma proposta curiosa: casar-se com ela pela internet com as bênçãos de um imã, um líder religioso. Ela faz contato com o jihadista, que explica o que ela deve fazer: “Vá para Istambul, na Turquia. De lá eu direi o que deve fazer”.
Depois de muitos contatos como esses, a jornalista chegou ao homem que é o líder dos recrutadores para o Estado Islâmico na França: Aba Souleyman. Na página dele na internet, um manual de como atravessar a fronteira da Turquia com a Síria sem chamar a atenção da polícia. Por exemplo, levar pouca bagagem, pois a travessia é feita a pé.
Aba Souleyman tem 25 anos e é casado, mas propõe à jornalista que ela seja a segunda mulher dele na Síria. Ele indica uma mesquita secreta numa cidade no Leste da França, base de operações para os recrutadores do Estado Islâmico. Um deles é Nicolas, que no elevador faz uma revelação aterrorizante: “Em Paris, nós somos muitos”.
Numa das salas, as paredes estão cobertas de bandeiras do Estado Islâmico. Ele conta que participou de uma ação do grupo numa cidade curda, no Norte do Iraque: “Matamos as mulheres cortando as gargantas”.
Nicolas não nasceu numa família muçulmana. Ele se converteu ao islã há três anos. E diz que vai partir para a Síria em duas semanas. A jornalista parte para a Turquia, o corredor mais comum para os recrutados europeus chegarem à Síria.
São apenas três horas e meia de voo entre Paris e Istambul. E um segundo voo para a cidade turca de Gazientep, próxima à fronteira. No hotel, ela entra em contato com os recrutadores que passam para ela os telefones dos homens que atravessam pessoas pela fronteira.
Do outro lado dessa cerca, é a Síria. A travessia termina na cidade síria de Raqqa, capital do Estado Islâmico. Duzentas mil pessoas vivem sob o domínio do Estado Islâmico desde junho de 2013. Em Raqqa, a jornalista gravou um desfile militar do exército terrorista, tanques e mísseis passavam pela rua. No centro da cidade, um inimigo do regime foi crucificado. E três são fuzilados diante de todos.
Nas ruas da cidade, impera a lei islâmica, a Sharia. Homens fazem as orações no meio da rua, guardas do Estado Islâmico andam com fuzis nos ombros, mulheres caminham totalmente cobertas. Dois homens do Estado Islâmico chamam a atenção dela.
Estado Islâmico:Nós conseguimos ver através do seu véu. Jornalista: Desculpe, ele é um pouco transparente. Estado Islâmico: Você precisa se cobrir melhor. Jornalista: Certo, certo, desculpe.
Num cybercafé, a jornalista encontra diversas mulheres francesas conversando pela internet com suas famílias na França.
“Eu não vou voltar, mãe! Eu me arrisquei para chegar aqui e não vou voltar. O que a senhora vê na televisão é falso”, diz uma delas.
Daqui, os homens vão direto para os campos de treinamento do grupo. Nesses campos secretos, os ocidentais ganham uma nova identidade. Geralmente adotam um nome muçulmano. Foi o que aconteceu com o filho da brasileira Rosana Rodrigues. Brian de Mulder, agora é conhecido como Abu Qassem Brazili, ou Abu Qassem Brasileiro.
Outro brasileiro, Kaíque Guimarães, que morava na Espanha, foi detido na Bulgária, tentando chegar até os campos do Estado Islâmico. Nesses lugares, os jihadistas são endurecidos no combate e viram máquinas de guerra.
Todas as semanas, dezenas de jovens europeus fazem esse mesmo caminho para engrossar as colunas do Estado Islâmico. E virar soldados de uma guerra dita santa, que distorce os princípios da religião islâmica e se torna retrato da barbárie e da ignorância.
Fonte: Fantástico
Entenda as diferenças e semelhanças entre Al-Qaeda e Estado Islâmico
Grupos jihadistas já foram um só, mas se separaram. Veja as principais ações de cada organização.
A rede terrorista Al-Qaeda e sua dissidência no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico, voltaram ao centro das atenções da comunidade internacional com o ataque ao jornal “Charlie Hebdo” em Paris. Um braço da Al-Qaeda no Iêmen reivindicou o ataque, enquanto o homem que invadiu uma loja de produtos judaicos na sequência dos acontecimentos, Amedy Coulibaly, aparece em um vídeo dizendo ser do Estado Islâmico. Embora o Estado Islâmico tenha surgido como um braço da Al-Qaeda e vise objetivos bastante parecidos com o da organização criada por Osama bin Laden, os dois grupos passaram de aliados a rivais em 2014. No centro da crise estão principalmente a Síria e a ambição de Abu Bakr al-Baghdadi, o “califa” do EI. Qual é exatamente a ligação dos fatos ocorridos na França com essas duas organizações ainda não está totalmente esclarecido. Veja a seguir alguns pontos sobre cada um dos grupos extremistas e suas principais diferenças e semelhanças:
Al-Qaeda
Estado Islâmico
ORIGEM
O saudita Osama Bin Laden teria criado a Al-Qaeda ainda no final dos anos 80. Segundo Jason Burke, autor do livro “Al-Qaeda – a verdadeira história do radicalismo islâmico”, Bin Laden foi o líder de um grupo militante surgido em Peshawar, na parte ocidental do Paquistão, em agosto de 1988. No ano seguinte, ele voltou à Arábia Saudita e em 1990 ofereceu um exército de militantes islâmicos para ajudar a defender o Iraque, que havia acabado de invadir o Kuwait, mas teve sua proposta recusada por Saddam Hussein. Ele então ficou no Sudão entre 1991 e 1996, quando se fixou no Afeganistão. Foi nesse período que a Al-Qaeda se transformou em uma organização como é conhecida hoje, com diversas ramificações e uma complexa linha de hierarquia em diversos países.
O Estado Islâmico atual surgiu a partir do Estado Islâmico do Iraque e Levante, o braço iraquiano da Al-Qaeda dirigido por Abu Bakr al-Baghdadi. Em abril de 2013, Baghdadi anunciou que o Estado Islâmico do Iraque e a Frente Al-Nosra, um grupo jihadista presente na Síria, se fundiriam para se converter no Estado Islâmico do Iraque e Levante. Mas a Al-Nosra negou-se a aderir a este movimento e os dois grupos começaram a agir separadamente até o início, em janeiro de 2014, de uma guerra entre eles. O EI contesta abertamente a autoridade do chefe da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, e rejeitou seu pedido de que se concentre no Iraque e deixe a Síria para a Al-Nosra.
LIDERANÇA
Após a morte de Bin Laden, em 2011, a Al-Qaeda se distanciou do Paquistão e do Afeganistão e passou a concentrar sua atuação no mundo árabe. Um dos primeiros integrantes do grupo, o cirurgião Ayman al-Zawahiri foi nomeado sucessor de Bin Laden. Em 2006, os EUA chegaram a acreditar que ele estava morto, mas sua aparição mais recente foi em um vídeo de setembro de 2014. Entre os outros principais nomes da organização estão Nasser Abdul Karim al-Wuhayshi, líder da Al-Qaeda na Península Árabe (AQAP, na sigla em inglês), que foi formada em 2009 a partir da união das ramificações da rede no Iêmen e na Arábia Saudita, e Abou Mossab Abdelwadoud, líder da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI).
Abu Bakr al-Baghdadi é o autoproclamado califa do Estado Islâmico. Nomeado líder do Estado Islâmico do Iraque em 2010, quando este ainda era um braço da Al-Qaeda, foi ele quem rompeu com a organização de Bin Laden, após ampliar sua atuação em território sírio. Em junho de 2014 al-Baghdadi anunciou o estabelecimento de um “califado mundial”, ocupando trechos de territórios na Síria e no Iraque. Após boatos de que teria morrido, em novembro ele divulgou uma gravação de áudio, na qual diz que o Estado Islâmico nunca cessará sua luta e que o califado islâmico irá se estender e ocupar também a Arábia Saudita, Iêmen, Argélia, Egito e Líbia.
COMO GANHOU NOTORIEDADE
O primeiro atentado oficialmente atribuído à Al-Qaeda aconteceu em 29 de dezembro de 1992, quando bombas explodiram em dois hotéis em Aden, no Iêmen, onde soldados americanos estariam hospedados. Mas, embora já tivesse envolvimento com atentados anteriores, a Al-Qaeda se tornou mundialmente reconhecida em 11 de setembro de 2001, quando 19 de seus integrantes tomaram quatro aviões comerciais e os jogaram sobre as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e atingiram ainda o Pentágono.
No caso do Estado Islâmico, a proclamação do califado chamou atenção para o grupo em junho de 2014, mas foi em agosto que a brutalidade de suas execuções gerou manchetes no mundo todo. A divulgação de vídeos e fotos com a decapitação de reféns teve início naquele mês, com o registro da morte do jornalista norte-americano James Foley. Na sequência vieram o sargento Ali al-Sayed e o soldado Abbas Medelj (ambos libaneses), o também jornalista americano Steven Sotloff, os voluntários humanitários britânicos David Haines e Alan Henning, o francês Hervé Gourdel e o americano Peter Kassig. Além deles, centenas de iraquianos e sírios foram decapitados ou fuzilados publicamente pelo EI, além de alguns de seus próprios integrantes, considerados “traidores”.
OBJETIVOS
Em 1998, Osama bin Laden divulgou um “fatwa”, espécie de decreto religioso, no qual dizia ser dever de muçulmanos em todo o mundo declarar uma guerra santa aos Estados Unidos e todos os seus cidadãos e a Israel. Aqueles que não atendessem à convocação seriam considerados apóstatas, ou pessoas que abandonaram sua fé. Bin Laden também dizia querer unificar todos os muçulmanos para criar uma grande nação islâmica. Ele condenava ainda toda e qualquer influência ocidental em nações islâmicas, especialmente na Arábia Saudita, e por isso planejava destituir todos os governos “ocidentalizados” do Oriente Médio.
O Estado Islâmico também combate a cultura ocidental e sua influência nos países do Oriente Médio, mas tem um plano ainda mais definido de estabelecer um grande califado islâmico, sob o comando do líder que acredita ser um sucessor de Maomé – Abu Bakr al-Baghdadi. As fronteiras desse califado seriam as mesmas do início do Islã, ignorando inclusive todas as divisões territoriais estabelecidas internacionalmente desde a I Guerra Mundial. A questão foi mencionada na declaração feita em junho de 2014: “A legalidade de todos os emirados, grupos, estados e organizações se torna nula pela expansão da autoridade do califado e a chegada das tropas dele às suas regiões”.
ÁREA DE ATUAÇÂO
Ainda em 2012 já haviam sido descobertas células atuantes da Al-Qaeda em países como EUA, Itália, França, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Iêmen, Arábia Saudita e Uganda, entre outros. Conexões com grupos terroristas espalhados pelo mundo também dificultam precisar onde a organização estaria representada e em quais atentados exatamente ela teve envolvimento direto.
Já o Estado Islâmico concentra sua atuação no Iraque e na Síria, embora existam crescentes ameaças a países vizinhos, especialmente o Líbano, a Turquia e a Arábia Saudita.
ATAQUES
Entre os diversos ataques atribuídos à Al-Qaeda na última década, estão o que matou 191 pessoas no metrô de Madri, em março de 2004, o que atingiu o sistema de transporte público de Londres (ônibus e metrôs) em julho de 2005 e o atentado suicida que matou a ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Buttho, em 2007. O ataque mais recente atribuído à organização era o de Amenas, na Argélia, onde ao menos 39 reféns estrangeiros morreram na tomada de uma refinaria, em janeiro de 2013. Na quarta (14), porém, a Al-Qaeda na Península Árabe assumiu o atentado à redação do jornal “Charlie Hebdo”, em Paris, no dia 7 de janeiro deste ano. No mesmo dia do ataque francês, o mesmo grupo também explodiu um carro-bomba em uma academia de polícia em Sana, no Iêmen, matando mais de 30 pessoas.
As ações do Estado Islâmico consistem principalmente na tomada de cidades nos dois países onde o grupo atua, com a morte de opositores e supostos traidores por fuzilamento ou decapitação, em geral promovidos publicamente ou registrados em vídeos e fotos, divulgados posteriormente na internet. Nenhum ataque do grupo foi registrado fora da Síria e do Iraque até o momento, embora simpatizantes do grupo já tenham sido apontados como autores de ataques na Austrália e no Canadá, sem que nenhuma ligação tenha sido comprovada.
EFETIVOS
Especialistas afirmam ser praticamente impossível determinar o número de associados à Al-Qaeda, especialmente por sua descentralização e pelas associações com diversos outros grupos extremistas.
No Estado Islâmico, porém, a CIA estima que existam entre 20 mil e 31 mil combatentes ativos, segundo uma avaliação feita em setembro de 2014. No grupo é ainda mais perceptível e preocupante a grande adesão de ocidentais, especialmente europeus. Dinamarca, Suécia, França e o Reino Unido, além da Austrália, estão entre os países com maior número de cidadãos que teriam aderido ao jihadismo, muitos deles se unindo aos combates e sendo treinados principalmente na Síria. O grande temor dos governos é a possibilidade de ataques promovidos por essas pessoas em seu retorno aos países de origem.
O grupo islamita Boko Haram, autor do recente massacre e destruição em massa das cidades de Baga e Doron Baga, nasceu de uma seita extremistas que pouco a pouco se transformou em movimento armado, realizando atentados e conquistando territórios.
Seita contra a educação ocidental Boko Haram significa “a educação ocidental é pecado” em haussa, a língua mais falada no norte da Nigéria. Mas o grupo prefere ser chamado de Jama’atu Ahlis Sunna Lidda’awati wal-Jihad (Grupo pela Pregação e Jihad).
Pregando um Islã radical e rigoroso, Mohammed Yussuf, o fundador, acusava os valores ocidentais, instaurados pelos colonizadores britânicos, de serem a fonte todos os males sofridos pelo país.
Também atraiu a juventude de Maiduguri, capital do estado de Borno, com um discurso agressivo contra o governo nigeriano corrupto.
As pregações de Yusuf na mesquita de Maiduguri começaram a atrair cada vez mais seguidores a partir da década de 1990, de acordo com um recente relatório do International Crisis Group. Mas o Boko Haram nasceu, de fato, em 2002, quando começou a atrair a atenção das autoridades.
Foto de 21 de abril de 2013 mostra crianças do lado de fora de casa devastada por ataque. (Foto: AFP)
Repressão militar Em 2009, eclodiram confrontos entre a polícia e o Boko Haram em Maiduguri. Em uma grande operação, o Exército matou 700 pessoas e capturou Mohamed Yusuf, que depois foi executado.
O movimento passou a agir na ilegalidade. Alguns de seus integrantes fugiram para o exterior. “É neste momento que eles são influenciados por um movimento jihadista internacional que os convence da inutilidade do protesto pacífico”, indica o pesquisador francês Marc-Antoine Pérouse de Montclos.
Na clandestinidade, os líderes do Boko Haram passaram a um nível superior. Não trata-se apenas de impor a lei islâmica na Nigéria, mas desestabilizar o Estado com uma estratégia terrorista de medo e pânico.
Neste período, Abubakar Shekau, que era o braço direito do líder executado, assumiu o comando do Boko Haram.
A partir de então, o que se seguiu foi uma escalada da violência, com dezenas de ataques a escolas, igrejas, mesquitas e símbolos do Estado e das forças de ordem, deixando milhares de mortos, principalmente no nordeste do país.
Homem ferido após ataque suicida do Boko Haram é socorrido no Hospital Geral. (Foto: AFP)
Terrorista mundial Considerado um “terrorista global” pelos Estados Unidos, Abubakar Muhammad Shekau foi dado duas vezes como morto pela polícia nigeriana, antes de reaparecer em vídeos.
O sequestro, em meados de abril de 2014, de mais de 200 estudantes do ensino médio em Chibok, no estado de Borno, “mostrou que Shekau não tem limites”, segundo o pesquisados Gilles Yabi.
Desde agosto, o grupo islamita reivindica um “califado” nas zonas sob seu controle, assim como o fez o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) nos territórios conquistados no Iraque e na Síria.
De fato, o Boko Haram adotou nos últimos meses a estratégia de conquista territorial, tomando mais de vinte localidade no nordeste do país, praticando as piores atrocidades.
O mais sangrento e destrutivo ataque do Boko Haram, lançado em 3 de janeiro, destruiu quase inteiramente as cidades de Baga e Doron Baga, situadas na costa do lago Chade, no norte do estado de Borno (nordeste da Nigéria).
Segundo várias ONGs, o ataque teria provocado a morte de até 2.000 pessoas. De acordo com autoridades locais, ao menos 16 aldeias próximas a Baga foram incendiadas, e 20.000 pessoas fugiram. Soldados camarões, em Amchide, no norte do país. (Foto: AFP)
Laços com o exterior De acordo com diplomatas, membros do Boko Haram foram treinados pela AQMI (Al-Qaeda no Magrebe Islâmico) no norte do Mali entre 2012 e 2013. Washington também acredita que existam ligações entre as duas organizações.
Além disso, “a presença do Boko Haram em Níger, Chade e Camarões, não é uma novidade”, segundo Yabi.
As fronteiras entre esses países é muito porosa porque são muito pouco controladas. “Sabemos que, principalmente, o Níger e Camarões servem de bases para o Boko Haram”, diz.
No extremo norte de Camarões, onde os ataques e sequestros se multiplicaram nos últimos meses, fontes da segurança falam de “centenas de jovens” que se juntaram ao grupo extremista.
Em termos de financiamento, o Boko Haram recebe o apoio de fiéis nas mesquitas e organiza assaltos a bancos. Não há evidência de movimentações de recursos do exterior.
Grupo terrorista Boko Haram sequestra 185 mulheres e crianças na Nigéria
O grupo terrorista Boko Haram matou 32 pessoas e sequestrou pelo menos 185 em um vilarejo do nordeste da Nigéria, mesma região em que os extremistas islâmicos haviam capturado, em abril, 219 meninas que até hoje não foram encontradas. O ataque ocorreu no domingo (14), mas foi noticiado apenas nesta quinta-feira (18) porque a localidade – Gumsuri, 70 quilômetros ao sul de Maiduguri, capital da província de Borno – não possui rede telefônica, e as estradas estão em péssimas condições.
Militantes do grupo Boko Haram chegaram em comboio ao vilarejo e jogaram coquetéis molotov e gasolina sobre as casas, ao mesmo tempo em que atiravam nos habitantes. Gumsuri contava com uma milícia local para sua proteção, mas ela não resistiu ao ataque.
“Depois de matar os jovens, eles levaram as mulheres e meninas”, disse um habitante, Mukhtar Buba. Segundo uma lista de nomes feita pela comunidade, também há meninos entre os 185 sequestrados. Os terroristas teriam colocado os reféns em um caminhão e os lavado para a floresta de Sambisa, um de seus refúgios – mesmo local para onde as meninas de Chibok foram levadas em abril, antes de serem separadas em grupos menores.
Ataques diários
O novo sequestro demonstrou a fragilidade do exército nigeriano, que é mal equipado e em número pequeno para proteger a região que se tornou palco de ataques quase diários dos extremistas, que dizem querer implantar um “califado islâmico”.
O presidente Goodluck Jonathan, candidato à reeleição em 2015 e muito criticado pela falta de reatividade no sequestro em massa de Chibok prometeu colocar fim à violência e retomar as cerca de 20 cidades controladas pelo Boko Haram.
Embora o sequestro das 219 meninas de Chibok tenha ficado famoso, em parte devido à campanha nas redes sociais Bring Back Our Girls (Tragam nossas meninas de volta), o rapto de mulheres por grupos islâmicos é relativamente frequente nesta região da Nigéria – o país mais populoso da África.
As mulheres e meninas costumam ser utilizadas como escravas sexuais ou em serviços domésticos nos campos do Boko Haram, além de serem utilizadas na primeira fileira dos combates, segundo um relatório da organização Human Rights Watch
Operações antiterror prendem 27 suspeitos de terrorismo na Europa
Centenas de policiais acharam suspeitos na França, Bélgica e Alemanha.
Em diversos países árabes, milhares protestaram contra charge de Maomé.
As polícias da Alemanha, Bélgica e França lançaram operações contra suspeitos de ligação com terrorismo islâmico e prenderam 27 pessoas. Em 16/1/15, dia tradicional de reza para os muçulmanos, milhares de pessoas em vários países do Oriente Médio protestaram contra a charge do profeta Maomé estampada na última capa do jornal Charlie Hebdo.
250 policiais fortemente armados fizeram buscas em 12 apartamentos em Berlim. Eles prenderam dois homens, entre eles, um emir de uma mesquita, que recrutava combatentes para lutar na Síria.
O outro preso é acusado de planejar a logística de ataques terroristas no Oriente Médio. Na Bélgica, a polícia prendeu 13 suspeitos de terrorismo, vários deles já lutaram na Síria.
Em 16/1/15, outros dois suspeitos foram mortos durante uma operação antiterror em Verviers, uma cidade no leste do país.
Durante as buscas, a polícia encontrou quatro armamentos militares, do tipo AK-47, várias armas de mão, munição, explosivos e uniformes militares.
Segundo a Procuradoria-Geral da Bélgica, todos faziam parte de um grupo radical islâmico que planejava atacar policiais e delegacias.
Na França, a polícia prendeu, na sexta-feira (16), 12 pessoas suspeitas de ter ligações com os ataques terroristas da semana passada. Os detidos foram interrogados e, segundo as autoridades, eles deram apoio logístico aos atentados, providenciando armas e carros aos terroristas.
O presidente francês François Hollande disse que a França está em guerra contra o terrorismo, e vai continuar com as operações antiterror no Iraque e no norte da África, apesar das ameaças de retaliação.
Mais cedo, ele recebeu o secretário de Estado americano, John Kerry, que foi a Paris demonstrar apoio, depois de os Estados Unidos terem sido fortemente criticados por não terem mandado um representante de alto nível para a marcha de domingo (11), que reuniu mais de 40 chefes de Estado de todo o mundo.
Kerry visitou o local dos dois atentados: o supermercado judaico e o jornal Charlie Hebdo.
As últimas vítimas do atentado ao jornal satírico foram enterradas na sexta-feira (16). Entre elas, o cartunista e editor Stephane Charbonnier, que recebeu uma despedida animada por uma banda de jazz.
Enquanto isso, em países de maioria muçulmana houve grandes manifestações de repúdio ao Charlie Hebdo.
Na Mauritânia, largos milhares de pessoas marcharam da grande mesquita central de Nouakchott, tendo o chefe de Estado, Mohamed Ould Abdel Aziz, proferido breves palavras: “Eu sou muçulmano, somos todos muçulmanos. Nós lutámos contra o terrorismo no nosso próprio país e pagámos um preço elevado”. Em Argel, entre 2.000 a 3.000 pessoas protestaram contra o último número do Charlie Hebdo, algumas gritando o nome dos irmãos Kouachi, os autores do ataque contra o jornal francês, de acordo com um jornalista da AFP.
Em Dacar, também na sequência das orações de 16/1/15, pelo menos um milhar de pessoas protestaram contra os cartoons do Charlie Hebdo.
A bandeira francesa foi queimada frente à Embaixada de França, no centro de Dacar, por um grupo de manifestantes que gritavam slogans em louvor de Maomé e contra Charlie Hebdo, tendo a polícia usado gás lacrimogénio para dispersar a multidão, que gritava “Alá é grande”. Vários manifestantes criticaram o presidente Macky Sall por ter participado na marcha em Paris, no domingo, contra o “terrorismo”, acusando-o de ser “um hipócrita” e de ter a obrigação – como sublinhou Malick Ndiaye, professor na Universidade de Dakar – de “pedir desculpas” aos senegaleses.
Em Carachi, no Paquistão, quando cerca de 350 manifestantes entraram em confronto com a polícia fora do consulado francês, pelo menos três pessoas ficaram feridas: Asif Hassan, fotógrafo da AFP alvejado nas costas, um agente da polícia e um operador de câmara de uma televisão local. Enquanto isso, manifestantes em Peshawar e Multan queimaram bandeiras francesas nas ruas e manifestações decorriam em Islamabad e Lahore.
Na Jordânia, em Amã, cerca de 2.500 manifestantes partiram da mesquita de Al-Husseini sob um forte aparato de segurança, empunhando cartazes que diziam “insultar o profeta é o terrorismo global”. Em Cartum, centenas de sudaneses marchando na praça adjacente à Grande Mesquita entoaram frases a pedir a expulsão do “embaixador francês” e apelando a uma “vitória ao profeta de Deus”, lendo-se numa bandeira que “o governo francês deveria pedir desculpas e pôr fim aos insultos a figuras religiosas
Também houve confusão depois de um protesto na Argélia.
Em Istambul, na Turquia, teve uma marcha de apoio aos irmãos Koachi, os terroristas que mataram 12 pessoas no ataque ao Charlie Hebdo.
Protestos contra o jornal satírico francês Charlie Hebdo deixaram cinco mortos no Níger, com manifestantes destruindo bares, queimando igrejas e bloqueando várias estradas em 17/1/15. Os muçulmanos criticam a publicação de charges com o profeta Maomé. O episódio de violência é o mais recente capítulo em uma onda antifrancesa que atinge o norte da África, Oriente Médio e partes da Ásia.
Apenas uma semana após dezenas de líderes mundiais marcharem em Paris contra o terrorismo e em defesa da liberdade de expressão, os protestos mostram os desafios que o Ocidente enfrenta no relacionamento com o islamismo. “Isso é intolerável”, disse o presidente francês, François Hollande, ao comentar as mortes no Níger e notícias de que bandeiras da França foram queimadas em várias partes da África.
Após os ataques terroristas contra a sede do Charlie Hebdo na semana passada, que deixaram 12 mortos, os integrantes do jornal que sobreviveram produziram uma edição especial, com tiragem de 7 milhões de exemplares, que tem uma charge de Maomé na capa e foi celebrada como um símbolo de desafio ao extremismo religioso. No desenho o profeta segura uma placa com a frase “Je suis Charlie”, enquanto a manchete diz: “Tudo está perdoado”.
A caricatura irritou mesmo lideranças muçulmanas mais moderadas. A maior autoridade religiosa da Arábia Saudita, o Conselho Sênior de Ulemás, disse que a capa do jornal não tem nada a ver com liberdade de expressão. “Machucar os sentimentos dos muçulmanos com esses desenhos não ajuda causa alguma nem atinge um objetivo justo. No fim, é um serviço prestado ao extremistas que buscam justificativas para assassinatos e terrorismo”, disse o secretário-geral da entidade, Fahad al Majed, em comunicado. Os governos e líderes religiosos do Iraque e do Egito também condenaram a nova edição do Charlie Hebdo.
Manifestantes no Níger, Mali e Senegal – todos ex-colônias francesas – também pareciam irritados com a decisão dos chefes de governo de participar da marcha em Paris no último domingo.
Na capital do Níger, Niamey, os manifestantes acordaram cedo e começaram a incendiar igrejas, saquear lojas e destruir estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas, disse Ousmane Toudou, conselheiro do presidente do país, Mahamadou Issoufou. O governo enviou um grupo de líderes muçulmanos para conversar com a multidão, formada basicamente de jovens. A polícia foi mandada posteriormente. Quando o protesto se dissipou, dois corpos foram encontrados dentro de uma igreja e outros três em um bar.
Esse foi o segundo dia de protestos. Na sexta-feira, manifestações em Zinder, uma cidade próxima do bastião do Boko Haram, no norte da Nigéria, queimaram igrejas e destruíram um centro cultural francês, além de terem invadido uma delegacia de polícia. Quatro pessoas morreram nos confrontos subsequentes, incluindo um policial, que foi atropelado por um carro, segundo uma agência de notícias nigeriana.
Os protestos começaram no Paquistão e se espalharam para a Turquia e o Oriente Médio. Em Istambul, um grupo simpático a Al-Qaeda organizou um protesto a favor dos militantes que atacaram o Charlie Hebdo. Na Jordânia, um grande protesto pacífico se dirigiu para a embaixada francesa.
No Senegal, centenas protestaram na capital, Dakar. O país, frequentemente citado como um dos melhores exemplos de tolerância religiosa, proibiu a circulação do jornal satírico francês. Manifestações também foram realizadas nas capitais da Mauritânia, Nouakchott, e do Mali, Bamako.
A situação no Mali marca uma profunda mudança no sentimento em relação à França em pouco tempo. Dois anos atrás a capital estava cheia de bandeiras francesas, com crianças gritando “Merci, France!”, após o exército francês ajudar o país a combater militantes da Al-Qaeda que haviam dominado várias cidades no norte.
Neste sábado, Hollande disse que embora entenda que alguns países não compartilhem os valores franceses de liberdade de expressão, esperava mais solidariedade de aliados aos quais ajudou no combate a radicais muçulmanos. “Alguns países podem, às vezes, não entender o que é liberdade de expressão, porque nunca tiveram isso. Mas nós apoiamos esses países contra o terrorismo”, comentou em entrevista a rádios francesas. Fonte: Dow Jones Newswires
Jornal ‘Charlie Hebdo’ aumenta tiragem para 7 milhões de exemplares
Publicação alvo de atentado em Paris já havia aumentado para 5 milhões.
Ataque terrorista em Paris na semana passada deixou 12 mortos.
Capa do ‘Charlie Hebdo’
O jornal satírico francês “Charlie Hebdo” anunciou, em 17/1/15, que voltará a ampliar sua tiragem de cinco para sete milhões de exemplares após o atentado em Paris.
A revista, cuja tiragem normal é de 60 mil exemplares, havia inicialmente ampliado a primeira edição posterior ao ataque para cinco milhões.
Além disso, o site oferece a possibilidade de assinar a revista, fazer uma doação ou baixar em aplicativos o último número, no qual uma caricatura de Maomé – que transformou a revista em alvo terrorista – abre o novo exemplar com um cartaz em que se lê a frase que representou o apoio do mundo A favor da liberdade de expressão: “Je suis Charlie”.
A sede da revista em Paris foi atacada no último dia 7 pelos irmãos Saïd e Chérif Kouachi, que mataram 12 pessoas, inclusive seu diretor, Stéphane Charbonnier, o Charb, e quatro dos cartunistas mais famosos da França.
Fontes: G1 e Uol
Uma sequência de ataques deixou ao menos 16 pessoas mortas na França desde a última quarta-feira, quando homens armados invadiram a sede do jornal satírico “Charlie Hebdo”. Saiba quem foram os mortos em cada episódio:
Sequestro em mercado de Paris
– Quatro reféns ainda não identificados morreram em 9/1/15, após uma ação policial ter acabado com um sequestro em um mercado kosher de Paris.
– Amedy Coulibaly, 32 anos
Amedy Coulibaly (Foto: Reuters)
Segundo uma fonte do citada pela agência de notícias France Presse, Coulibaly foi visto em 2010 em companhia de Chérif Kouachi, apontado como autor do ataque ao jornal “Charlie Hebdo”. Segundo o jornal “Le Point”, Coulibaly também pertenceria a “Buttes Chaumont”, rede de militantes jihadistas.
Sequestro em Dammartin-en-Goële
– Chérif Kouachi, 32 anos
Chérif Kouachi (Foto: Reuters)
Francês com ascendência argelina, Chérif é um dos suspeitos de ter invadido o jornal “Charlie Hebdo”, em um ataque que deixou 12 mortos. Ao lado do irmão, Said, ele ficou foragido por três dias até invadir uma fábrica em Dammartin-en-Goële e fazer reféns. O sequestro terminou na tarde desta sexta, com a morte de Chérif e do irmão. Segundo a polícia, Chérif havia sido preso por envolvimento com o radicalismo islâmico
– Said Kouachi, 34 anos
Said Kouachi (Foto: Reuters)
Ao lado do irmão, é suspeito de ter cometido o ataque ao jornal na quarta e o sequestro à fábrica na sexta-feira. A polícia o matou durante a operação para libertar os reféns.
Ataque a policial
– Uma policial que não foi identificada morreu em um tiroteio em Paris, em 8/1/15. Segundo os jornais franceses, o autor do ataque é Amedy Coulibaly.
De acordo com informações da rede norte-americana de TV “CNN”, a polícia estaria negociando com os suspeitos. Agências de notícias informam que os possíveis atiradores estariam dispostos a “morrer como mártires”. “A prioridade é estabelecer um diálogo para que haja uma solução o mais pacífica possível”, assinalou o porta-voz do Ministério do Interior, Pierre Henry Brandet, apontando que o desenlace da crise “pode ainda levar um tempo”.
A comuna de Dammartin-en-Goele tem menos de 10 mil habitantes. Pelo menos quatro escolas estão fechadas por causa da caçada policial, e os moradores foram orientados a não saírem de suas casas. Os dois suspeitos de terem cometido o atentado à Revista Charlie Hebdo, que matou 12 pessoas, em Paris, estão sendo perseguidos pelas forças de segurança francesas e fizeram uma pessoa refém em uma pequena empresa especializada em impressão e publicidade, em Dammartin-en-Goele, a cerca de 40 km da capital, não muito longe do aeroporto Charles de Gaulle, informaram nesta sexta-feira (9) fontes policiais à imprensa francesa.
De acordo com informações da rede norte-americana de TV “CNN”, a polícia estaria negociando com os suspeitos. Agências de notícias informam que os possíveis atiradores estariam dispostos a “morrer como mártires”. “A prioridade é estabelecer um diálogo para que haja uma solução o mais pacífica possível”, assinalou o porta-voz do Ministério do Interior, Pierre Henry Brandet, apontando que o desenlace da crise “pode ainda levar um tempo”.
A comuna de Dammartin-en-Goele tem menos de 10 mil habitantes. Pelo menos quatro escolas estão fechadas por causa da caçada policial, e os moradores foram orientados a não saírem de suas casas.
Segundo informações do “Le Figaro”, todos os estudantes foram levados para uma única escola, que está fechada e tem as janelas cobertas. Policiais fazem guarda em frente ao local, bloqueando todas as saídas. Nenhuma criança poderá sair até a conclusão da operação. Elas assistem a desenhos animados para ficarem calmas.
O governo da França disse ter poucas dúvidas de que as duas pessoas na instalação industrial são os irmãos Said e Cherif Kouachi. “Temos quase certeza que esses dois indivíduos estão cercados naquele prédio”, disse o porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet, à emissora de televisão iTele.
No terceiro dia de buscas, houve um tiroteio durante a perseguição aos irmãos Kouachi, segundo fontes policiais. Cherif e Said Kouachi roubaram um carro Peugeot 206 em Montagny-Sainte-Félicité de uma mulher, que disse ter reconhecido os irmãos Kouachi, e iniciou-se uma perseguição. Segundo as autoridades francesas, os suspeitos estariam com armas de assalto e possivelmente uma bazuca.
A imprensa francesa informou ainda que voos com destino ao aeroporto Charles de Gaule, o maior da França, foram desviados para evitar a região de Dammartin-en-Goële.
O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, confirmou que uma operação policial, com 88 mil agentes e helicópteros, está em andamento no nordeste do país, mas não deu mais detalhes. “Temos indicações da presença dos terroristas que nós queremos pegar”, afirmou.
De acordo com ele, o estado de saúde de quatro das onze pessoas feridas no ataque é grave, “mas elas não correm risco de morte”. Os outros sete feridos tiveram ferimentos leves e já receberam alta do hospital.
A empresa onde está sendo feita a operação foi identificada como Création Tendance Découverte (CTD). Ela conta com quatro funcionários, segundo seu site.
O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, declarou nesta sexta-feira que a França está em guerra “contra o terrorismo, não contra uma religião”, e estimou que serão necessárias novas medidas “para responder à ameaça”. “Estamos em uma guerra contra o terrorismo. Não estamos em uma guerra contra uma religião, contra uma civilização”, disse.
A França decretou ontem dia de luto nacional pelas 12 vítimas. Às 20h (17h de Brasília), a Torre Eiffel desligou as luzes em homenagem aos mortos.
Ligação com a Al Qaeda
Nesta sexta-feira veio à tona que um dos suspeitos, Said, viajou ao Iêmen em 2011 para receber treinamento de militantes islâmicos ligados à Al Qaeda. As informações são de funcionários do alto escalão do governo americano à emissora “CNN” e ao jornal “New York Times”. Os serviços de Inteligência dos Estados Unidos estão averiguando se o grupo vinculado à Al Qaeda ordenou explicitamente o ataque contra a revista, mas, por enquanto, não há indicações de que os irmãos tenham recebido instruções diretas do grupo ou façam parte de uma célula terrorista na França, explicaram as mesmas fontes.
Também foi anunciado que os dois irmãos estavam numa lista de pessoas proibidas de viajar em voos para os EUA. Um terceiro suspeito, Hamyd Mourad, entregou-se voluntariamente em 7/1/15 e disse ser inocente.
Ato heroico
Os islamitas somalis ligados ao Estado Islâmico classificaram nesta sexta-feira o atentado de “heroico”, em um comunicado à rádio Andalus.
“Charlie Hebdo insultou nosso profeta e indignou milhares de muçulmanos. Os dois irmãos (suspeitos do ataque) são os primeiros a ter se vingado”, afirma a nota divulgada pela emissora oficial do movimento.
Luta contra o terrorismo
A cúpula europeia prevista para 12 de fevereiro em Bruxelas será dedicada à luta antiterrorista, anunciou hoje o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. “Falei com o presidente (francês François) Hollande ontem à noite e tenho a intenção de utilizar a reunião de chefes de Estado e de governo de 12 de fevereiro para abordar a resposta que a UE pode fornecer aos desafios” da luta antiterrorista, disse Tusk após uma reunião em Riga com a primeira-ministra da Letônia, Laimdota Straujuma. (Com agências internacionais)
Segundo informações do “Le Figaro”, todos os estudantes foram levados para uma única escola, que está fechada e tem as janelas cobertas. Policiais fazem guarda em frente ao local, bloqueando todas as saídas. Nenhuma criança poderá sair até a conclusão da operação. Elas assistem a desenhos animados para ficarem calmas.
O governo da França disse ter poucas dúvidas de que as duas pessoas na instalação industrial são os irmãos Said e Cherif Kouachi. “Temos quase certeza que esses dois indivíduos estão cercados naquele prédio”, disse o porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet, à emissora de televisão iTele.
No terceiro dia de buscas, houve um tiroteio durante a perseguição aos irmãos Kouachi, segundo fontes policiais. Cherif e Said Kouachi roubaram um carro Peugeot 206 em Montagny-Sainte-Félicité de uma mulher, que disse ter reconhecido os irmãos Kouachi, e iniciou-se uma perseguição. Segundo as autoridades francesas, os suspeitos estariam com armas de assalto e possivelmente uma bazuca.
A imprensa francesa informou ainda que voos com destino ao aeroporto Charles de Gaule, o maior da França, foram desviados para evitar a região de Dammartin-en-Goële.
O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, confirmou que uma operação policial, com 88 mil agentes e helicópteros, está em andamento no nordeste do país, mas não deu mais detalhes. “Temos indicações da presença dos terroristas que nós queremos pegar”, afirmou.
De acordo com ele, o estado de saúde de quatro das onze pessoas feridas no ataque é grave, “mas elas não correm risco de morte”. Os outros sete feridos tiveram ferimentos leves e já receberam alta do hospital.
A empresa onde está sendo feita a operação foi identificada como Création Tendance Découverte (CTD). Ela conta com quatro funcionários, segundo seu site.
O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, declarou nesta sexta-feira que a França está em guerra “contra o terrorismo, não contra uma religião”, e estimou que serão necessárias novas medidas “para responder à ameaça”. “Estamos em uma guerra contra o terrorismo. Não estamos em uma guerra contra uma religião, contra uma civilização”, disse.
A França decretou ontem dia de luto nacional pelas 12 vítimas. Às 20h (17h de Brasília), a Torre Eiffel desligou as luzes em homenagem aos mortos.
Les grandes plumes de Charlie Hebdo mortes dans l’attaque
Cabu, Charb, Tignous, Oncle Bernard ou encore Wolinski. Cinq noms qui ont marqué les pages de Charles Hebdo, l’hebdomadaire frappé ce mercredi 7 janvier 2015 par un attentat. Cinq noms que l’on ne reliera plus dans les pages du canard satyrique. Portraits.
Cabu
Pendant près de 60 ans, le dessinateur Cabu, 76 ans, tué mercredi avec d’autres dessinateurs dans l’attentat contre Charlie Hebdo, a épinglé les travers de son époque à la pointe acérée de son crayon. Avec en ligne de mire les politiques, l’armée, toutes les religions… Et bien sûr, les “beaufs”, ces caricatures de Français râleurs, chauvins, qu’il tendait comme un miroir à ses contemporains.
Ses caricatures de Mahomet publiées en 2006 étaient parmi les plus caustiques de celles qui avaient valu à l’équipe de Charlie des menaces de morts. Depuis, un policier assurait régulièrement sa protection.
Né en 1938, Jean Cabut fait ses premiers pas dans le dessin de presse dans “Ici Paris”, puis dans “Pilote” ou encore “Hari Kiri”. Dessinateur aux centaines de collaborations, Cabu ne mâchait pas sa plume. De de Gaulle, sur qui il s’est fait les dents dans les années 1960, à François Hollande, il a malmené tous les présidents de la Ve République. Avec un faible pour Nicolas Sarkozy, qu’il dessinait en lutin frénétique avec des cornes de diablotin. “Le but, disait-il, c’est avant tout d’essayer de faire rire. Il faut voir ça du côté ensoleillé de la vie.”
Wolinski
“Wolinski, on croit qu’il est con parce qu’il fait le con mais en réalité, il est vraiment con.” En 2012, Wolinski simaginait que ces mots de Cavanna pourrait lui servir d’épitaphe. Irrévérencieux et grivois, Georges Wolinski, tué mercredi dans l’attentat contre Charlie Hebdo à l’âge de 80 ans, était un dessinateur de presse mythique pour toute une génération, père du célèbre “Roi des cons”, pilier de la bande de Hara-Kiri dans les années 60 puis de Charlie Hebdo.
Né en 1934, l’homme entre en 1960 dans l’équipe de Hara-Kiri (qui deviendra ensuite Charlie Hebdo).Il a été le rédacteur en chef de Charlie Hebdo de 1970 à 1984.
Dans Charlie, chaque semaine, Wolinski met en scène deux personnages, un maigre timide et un gros, dominateur et péremptoire, qui enchaîne les propos de comptoir: “Monsieur, je suis pour la liberté de la presse, à condition que la presse n’en profite pas pour dire n’importe quoi!”
Charb
Stéphane Charbonnier, alias Charb était directeur de la publication de Charlie Hebdo. Né en 1971, le dessinateur était sous protection policière depuis l’incendie volontaire en 2011 des locaux de Charlie Hebdo, suite à la publication de factures de Mahomet.
Charb avait fait ses armes dans plusieurs rédactions, notamment celle de l’Echo des Savanes, Télérama ou Fluide Glacial.
Bernard Maris, alias Oncle Bernard, économiste médiatique et chroniqueur sur France Inter, a été tué dans l’attentat perpétré mercredi contre l’hebdomadaire satirique Charlie Hebdo, à l’age de 68 ans, a annoncé Radio France. “France Inter pleure et nos pensées vont à sa famille”, a tweeté Mathieu Gallet, PDG de Radio France.
Bernard Maris, 68 ans, collaborait à Charlie Hebdo, sous le pseudonyme d'”Oncle Bernard”. Souvent considéré comme altermondialiste, il avait participé au conseil scientifique d’ATTAC.
Tignous
Bernard Verlhac, dit Tignous est décédé ce mercredi dans la fusillade Publihebdos, à l’âge de 58 ans. Né en 1957, il collaborait à la presse écrite française depuis les années 80. L’idiot International, La Grosse Bertha, ou encore l’Evénement du Jeudi ont été de ses rédactions d’attache. Depuis, il avait fait son nid chez Charlie Hebdo et collaborait régulièrement aux pages de Marianne, Fluide Glacial, VSD, Télérama, L’Huma ou encore l’Express.
Operação policial em Reims para deter suspeitos do atentado em Paris
Cerca de três mil polícias procuram os três homens que atacaram, esta manhã de quarta-feira, em Paris, o semanário satírico “Charlie Hebdo”, no pior atentado dos últimos 40 anos no qual morreram 12 pessoas. A polícia já identificou e localizou os três suspeitos e há uma operação policial em curso, em Reims, para capturar dois dos atacantes. “Ninguém pode pensar que pode agir em França contra os valores da República”, avisou o presidente francês, François Hollande.
Dois homens armados executaram um polícia e fugiram
Os suspeitos serão os irmãos nascidos em Paris, com origem argelina, Saïd e Chérif Khouachi, com 32 e 34 anos, e um terceiro homem, de Reims, com 18 anos, do qual se conhece apenas o primeiro nome: Hamyd M.
Milhares de pessoas se reuniram na tarde desta quarta-feira (7), em Paris, em homenagem às vítimas do sangrento atentado contra o semanário humorístico “Charlie Hebdo”, uma manifestação que se repetiu em várias cidades francesas, segundo a polícia.
Em Paris, convocados por vários sindicatos, associações, meios de comunicação e partidos políticos, cerca de cinco mil pessoas se reuniram a partir das 17 horas (14 horas de Brasília) na praça da República, centro da capital, perto da sede do semanário.
Alguns usavam adesivos e cartazes onde se podia ler a mensagem “Je suis Charlie” (“Eu sou Charlie”), que também circula nas redes sociais. A frase foi publicada no próprio site do semanário, que também disponibilizou a mensagem em diferentes idiomas para que as pessoas possam imprimir e levar às ruas.
Entre os cartazes vistos em manifestação, um dizia “Charb mort libre” (Charb morre livre), em homenagem a Charb, cartunista e diretor da “Charlie Hebdo”, falecido no ataque, ao lado de três dos principais caricaturistas da publicação – Cabu, Tignous e Wolinski -, todos muito conhecidos na França.
“É dramático que estas pessoas tenham sido assassinadas. Amanhã, as pessoas não poderão falar. Temos que ir às ruas aos milhares”, disse à AFP Béatrice Cano, manifestante que trazia o último número da Charlie Hebdo, publicado nesta quarta-feira.
“A liberdade de imprensa não tem preço”, dizia outro cartaz.
Mais de 10 mil pessoas se concentram nas ruas de Lyon (centro-leste) e em Toulouse (sudoeste), segundo estimativas das forças de ordem.
A Sociedade dos Jornalistas (SDJ), coletivo que reúne 15 meios de comunicação, entre eles alguns dos mais importantes da França, como os jornais Le Monde, Le Figaro, Libératión, a Rádio France International, a Agence France-Presse, a emissora TF1, condenou o que chamou de um “ato de terrorismo inqualificável” em um comunicado conjunto, intitulado “Nous sommes tous des Charlie” (Todos somos de Charlie).
“Nós, jornalistas, expressamos nossa profunda tristeza, assim como nossa ira e queremos manifestar apoio aos nossos colegas, aos policiais e às famílias tocadas por este atentado horripilante”, declarou a SDJ.
Aos gritos de “Alá Akbar” (Alá é o maior), os atacantes, armados, entraram na sede da “Charlie Hebdo”, dispararam contra os funcionários e depois fugiram, matando 12 pessoas a sangue frio, entre eles personalidades desta publicação emblemática, que já tinha sido ameaçada em várias oportunidades por suas caricaturas do profeta Maomé.
O massacre, de uma “barbárie excepcional”, segundo o presidente francês, François Hollande, provocou indignação em todo o mundo.
Um novo livro retratando uma França que, no futuro, vive totalmente sob leis islâmicas chegou nesta quarta-feira às livrarias ─ justamente no dia do ataque à revista satírica francesa Charlie Hebdo, em Paris. Testemunhas afirmam que os atiradores gritaram palavras em árabe, levantando suspeitas de que seriam extremistas islâmicos.
Apesar de não haver nenhum indício de que o atentado estaria relacionado à novela “Soumission” (Submissão), do premiado e provocativo autor francês Michel Houellebecq, o crime pode dar publicidade ao livro e incentivar ainda mais as vendas.
Em sua edição mais recente, a Charlie Hebdo traz justamente Houellebecq e seu livro em sua capa. Nas páginas internas da revista, há também outro elemento que vem sendo chamado de “premonitório”, uma charge com um jihadista ao lado da frase “A França segue sem atentados”. O cartum foi feito por Charb, um dos 12 mortos no atentado desta quarta-feira.
O romance “Soumission” tem causado polêmica ao retratar o país como uma sociedade islâmica onde universidades são forçadas a ensinar o Corão, o livro sagrado do islamismo, mulheres usam o véu e a poligamia é permitida.
Segundo a obra de ficção, no ano de 2022, a França segue em seu lento colapso e o líder de um partido muçulmano assume como novo presidente do país.
Mulheres são incentivadas a deixar seus trabalhos e o desemprego cai. O crime evapora. Véus se transformam na nova regra e a poligamia é autorizada. As universidades são forçadas a ensinar o Corão.
Críticos de Houellebecq dizem que seu livro inflama a islamofobia e dá credibilidade intelectual a autores considerados “neo-reacionários”
Inativa e decadente, a população volta a seus instintos colaborativos. E aceita a nova França islâmica.
Mesmo antes de seu lançamento, o livro já vinha provocando debates e levantando questões como se o livro seria uma peça favorável ao temor anti-Islã disfarçado de literatura ou se o livro ajuda a extrema-direita.
Ou, pelo contrário, estaria Houellebecq simplesmente fazendo o trabalho de um artista: segurando um espelho para o mundo, talvez exagerando, mas honestamente dizendo as verdades mais profundas?
O tema é ainda mais intenso porque o Islã e identidade já estão no centro de um debate nacional feroz na França.
Grande sucesso
No ano passado, a Frente Nacional ─ anti-imigração ─ conquistou um avanço extraordinário ao vencer uma eleição nacional ─ para o Parlamento Europeu ─ pela primeira vez.
A líder do partido Marine Le Pen é uma das apostas para as eleições presidenciais de 2017. E em Soumission, é para evitar que ela seja reeleita que outros partidos apoiam o carismático Mohammed Ben Abbes.
Críticos de Houellebecq dizem que seus livros emprestam uma credibilidade intelectual para autores considerados “neo-reacionários”.
Para Laurent Joffrin, do jornal de esquerda Libération, Houellebecq acaba favorecendo Marine Le Pen.
“Intencionalmente ou não, o livro tem uma clara ressonância política”, disse. “Uma vez que o furor da mídia arrefecer, o livro será visto como um momento-chave na história das ideias ─ quando a tese da extrema direita entrou, ou reentrou, na literatura.”
Outros críticos foram além. “Esse livro me deixa enojado… me sinto insultado. O ano começa com a islamofobia disseminada na obra de um grande novelista francês”, disse o apresentador de TV Ali Baddou.
Por outro lado, defensores de Houellebecq dizem que ele trata de assuntos que as elites ligadas à esquerda fingem que “não existe”.
Fonte: Google
Ataque em sede do jornal Charlie Hebdo em Paris deixa mortos
Polícia francesa disse que 12 pessoas morreram e 11 ficaram feridas.
Alvo foi sede de publicação satírica que já foi atacada por muçulmanos.
Pelo menos 12 pessoas morreram e 11 ficaram feridas em um tiroteio em Paris nesta quarta-feira (7). O crime aconteceu no escritório do jornal satírico “Charlie Hebdo”, que já havia sido alvo de um ataque no passado após publicar uma caricatura do profeta Maomé.
Todos os mortos foram identificados. São eles: o editor e cartunista Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb, o lendário cartunista Wolinski, o economista e vice-editor Bernard Maris e os cartunistas Jean Cabu e Bernard Verlhac, conhecido como Tignous, além do também desenhista Phillippe Honoré, do revisor Mustapha Ourad e da psicanalista Elsa Cayat, que escrevia uma coluna quinzenal para a “Charlie Hebdo” chamada “Divan”.
Entre as outras vítimas fatais, segundo o jornal “Le Monde”, estão o policial Franck Brinsolaro, morto dentro da redação, e o agente Ahmed Merabet, que morreu já na rua, durante a fuga dos atiradores. No ataque também morreram um funcionário da Sodexo que trabalhava no prédio, Frédéric Boisseau, de 42 anos, e um convidado que visitava a redação, Michel Renaud.
Ainda de acordo com o jornal, o jornalista Philippe Lançon é uma das vítimas gravemente feridas. Crítico literário do jornal “Libération”, ele escreve crônicas para a “Charlie Hebdo”. A agência Reuters, citando a polícia, diz que 11 pessoas ficaram feridas, sendo quatro em estado grave.
A cartunista Corinne Rey, que afirma ter sido forçada a deixar os atiradores entrarem na redação, diz que eles falavam francês fluentemente. Em uma entrevista ao jornal “l’Humanite”, ela contou que conseguiu se esconder embaixo de uma mesa durante a ação, que durou cerca de cinco minutos.
De acordo com o médico Gerald Kierzek, que atendeu alguns dos feridos e foi citado pela CNN, os atiradores separaram os homens das mulheres e perguntaram especificamente por algumas pessoas pelos nomes, antes de matá-las.
Segundo fontes policiais, os autores do ataque portavam rifles Kalashnikov e gritaram “Vingamos o Profeta!”, em referência a Maomé, alvo de uma charge publicada há alguns anos pelo jornal, o que provocou revolta no mundo muçulmano.
Os jornais franceses “Le Monde” e “Metro News” dizem que três suspeitos foram identificados, mas ainda não há informações oficiais.
De acordo com fontes policiais ouvidas pela agência Reuters, dois dos suspeitos seriam irmãos que moram em Paris e o terceiro seria de Reims.
Vigília pelas vítimas
Mais de 100 mil pessoas foram às ruas de várias cidades da França em uma vigília às vítimas da “Charlie Hebdo”.
Em Paris, convocados por vários sindicatos, associações, meios de comunicação e partidos políticos, cerca de cinco mil pessoas se reuniram a partir das 17 horas (14 horas de Brasília) na praça da República, centro da capital, perto da sede do semanário.
Alguns usavam adesivos e cartazes onde se podia ler a mensagem “Je suis Charlie” (“Eu sou Charlie”), que também circula nas redes sociais.
O procurador da República, François Molins, precisou os detalhes dos acontecimentos em coletiva de imprensa.
Segundo disse, dois indivíduos entraram na sede do jornal e perguntaram a dois funcionários da manutenção onde era a entrada. Em seguida, atiraram em um dos funcionários e renderam o outro no segundo andar do prédio, onde acontecia a reunião de pauta dos funcionários da publicação. Lá, atiraram e mataram 10 pessoas, sendo 8 jornalistas, um convidado e um policial encarregado da segurança.
Molins confirmou a informação de fontes policiais de que os autores do ataque afirmaram “vingar o profeta” durante o atentado. Segundo ele, os suspeitos fugiram de carro em direção ao norte de Paris, bateram em outro veículo e então abandonam o carro em que estavam. Depois, renderam um motorista e fugiram em outro carro.
Ele acrescentou que oito das vítimas eram jornalistas e que quatro dos 11 feridos estão em estado grave, segundo dados fornecidos pela polícia.
O número de suspeitos envolvidos no crime ainda é incerto e não foi confirmado pela polícia. Eles ainda são procurados e são perigosos, segundo as autoridades.
O Ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, disse que três suspeitos são procurados.
Fotos de arquivo mostram cartunistas da equipe do jornal ‘Charlie Hebdo’ mortos no ataque. Da esquerda para a direita: Georges Wolinski (em 2006), Jean Cabut – o Cabu (em 2012), Stephane Charbonnier – o Charb (em 2012) e Tignous (em 2008) (Foto: Bertrand Guay, François Guillot, Guillaume Baptiste/AFP)
Mais cedo, Rocco Contento, porta-voz do sindicato dos policiais local, disse a jornalistas que três suspeitos fugiram em um carro dirigido por um quarto homem, segundo informações do jornal “The Guardian”.
‘Ataque terrorista’
O presidente francês, François Hollande, acrescentou que “40 pessoas foram salvas”. Ele classificou o caso como um “ataque terrorista”, e disse que a França está em estado de choque. Os autores do ataque são procurados pela polícia.
Hollande reconheceu que o governo sabia que a França “estava ameaçada, como outros países do mundo”, e afirmou que “foram desbaratados vários atentados terroristas nas últimas semanas”.
Uma reunião emergêncial do gabinete da presidência foi convocada para as 14h locais (11h de Brasília). Após o ataque, a França elevou para o nível máximo o nível do alerta terrorista em Paris.
“Cerca de meia hora atrás dois homens usando capuz escuro entraram no prédio com duas armas”, disse a testemunha Benoit Bringer à rádio France Info. “Alguns minutos depois nós ouvimos os barulhos dos disparos”. Ele acrescentou que os homens foram vistos deixando o prédio.
Ao abandonar o prédio, os agressores atiraram contra um policial, atacaram um motorista e atropelaram um pedestre com o carro roubado.
“Ouvi disparos, vi pessoas encapuzadas que fugiram em um carro. Eram pelo menos cinco”, declarou à AFP Michel Goldenberg, que tem um escritório vizinho na rua Nicolas Apert, onde fica a sede do jornal.
Jornal
A sede do jornal foi alvo de um ataque a bomba em novembro de 2011 após colocar uma imagem satírica do profeta Maomé em sua capa.
Coincidência ou não, a Charlie Hebdo fez a divulgação em sua edição desta quarta-feira do novo romance do controvertido escritor Michel Houellebecq, um dos mais famosos autores franceses no exterior. A obra de ficção política fala de uma França islamizada em 2022, depois da eleição de um presidente da República muçulmano.
“As previsões do mago Houellebecq: em 2015, perco meus dentes… Em 2022, faço o Ramadã!”, ironiza a publicação junto a uma charge de Houellebecq.
“O amor é mais forte que o ódio”, diz capa da Charlie Hebdo publicada após primeiro atentado contra redação em 2011 (Foto: Reprodução/Facebook Charlie Hebdo)
O jornal de humor tem sido ameaçada desde que publicou charges do profeta Maomé em 2006.
Em novembro de 2011, a sede da publicação foi destruída por um ataque criminoso, já definido como atentado pelo governo na época.
Em 2013, um homem de 24 anos foi condenado à prisão com sursis por ter pedido na internet que o diretor da revista fosse decapitado por causa da publicação das caricaturas do profeta muçulmano.
Fonte: G1
Confira as charges e capas mais polêmicas do Charlie Hebdo, o jornal da França que costuma publicar conteúdo satírico sobre o islamismo e seus símbolos
A sede do jornal francês “Charlie Hebdo” foi atacada em 7/1/15, em Paris, e deixou ao menos 12 mortos, entre eles, editores e cartunistas do jornal e dois policiais. O jornal satírico costumava publicar charges polêmicas sobre o islamismo e seus símbolos, e já havia sido alvo de ataques anteriormente.
Confira abaixo algumas das charges mais polêmicas do jornal envolvendo o tema religião:
Capa de jornal satírico “Charlie Hebdo” traz Maomé beijando cartunista com o texto “o amor, mais forte do que o ódio”.
O diretor e cartunista da ‘Charlie Hebdo’, Stéphane Charbonnier, publicou em 2013 dois quadrinhos sobre a vida de Maomé; o primeiro falava de ‘O início de um profeta’; representação do profeta é tabu entre muçulmanos.
Cartum satirizando o líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, foi última públicação de jornal antes de atentado.
Capa de setembro de 2012 sob o título ‘Intocáveis’ mostra rabino empurrando um muçulmano numa cadeira de rodas, que o alerta ‘não se deve zombar’
Capa de julho de 2013 mostra muçulmano sendo alvejado e trazia a frase ‘o Corão é uma merda’ e o aviso: ele não para balas.
Capa de novembro de 2012 ironizava a Santíssima Trindade, O Pai, o Filho e o Espírito Santo, e trazia o tema casamento gay.
Última charge
A última charge do cartunista e editor Stéphane Charbonnier publicada na última edição da revista satírica francesa Charlie Hebdo, foi assustadoramente profética. O desenho trouxe o título “Ainda não houve ataques na França” e mostrou um militante islâmico dizendo: “Espere! Ainda temos até o fim de janeiro para apresentar nossos votos”, em uma alusão aos desejos de Ano Novo.
Ilustração mais recente de Charb, morto no ataque à revista Charlie Hebdo. ‘Sem atentados por enquanto na França’, diz a charge. ‘Esperem. Temos até o final de janeiro para apresentar os desejos’, diz o personagem (Foto: Reprodução/Twitter)
A figura de Maomé
O semanário foi ameaçado várias vezes por fundamentalistas islâmicos por reproduzir e publicar caricaturas de Maomé. Um dos últimos ataques contra a “Charlie Hebdo” aconteceu em 2013, quando hackers invadiram o site da revista, provavelmente devido à publicação de um suplemento especial com uma “biografia” em quadrinhos sobre Maomé. Desde de 2006, quando publicou as primeiras charges com a figura de Maomé, a redação do semanário vivia sob alerta devido às ameaças de radicais.
Capas de um especial da Charlie Hebdo com a ‘biografia’ de Maomé. A primeira parte de ‘A vida de Maomé’ tem o nome de ‘o início de um profeta’ e a segunda, de ‘o profeta do Islã’. (Foto: Reprodução/Facebook Charlie Hebdo)
Edição de outubro tem charge com o título ‘se Maomé voltasse’. No desenho, o personagem representado como Maomé diz ‘eu sou o profeta, idiota!’, e o outro responde ‘feche a boca, infiel’. (Foto: Reprodução/Facebook Charlie Hebdo)
Com o título de ‘intocáveis 2’, um personagem representando um judeu leva Maomé em uma cadeira de rodas, e os dois dizem: ‘não se deve zombar’ (Foto: AFP)
Edição de 2013 trouxe sátira sobre o Corão, livro sagrado muçulmano. Fazendo referência a ‘massacre no Egito’, o desenho diz que ‘o Corão é uma merda’, pois ‘não para as balas’ (Foto: Reprodução/Facebook Charlie Hebdo)
Primeiro atentado
Em 2011, após a divulgação de uma edição que fazia piada com a sharia, ou lei islâmica, um atentado com coquetéis molotov incendiou parte da sede da revista no distrito 11 do leste de Paris.
Em 2012, o diretor do semanário, Stephane Charbonnier, disse que o Islã não era visto como um inimigo pela publicação. “Há provocação, como fazemos todas as semanas, mas não mais contra o Islã que com outros temas”. Ele morreu no atentado desta quarta.
Capa da ‘Charlie Hebdo’ em 2011 com a sátira sobre o profeta Maomé e a lei islâmica. No desenho, o personagem diz: ‘100 chicotadas se vocês não estão mortos de rir’ (Foto: AFP)
“O amor é mais forte que o ódio”, diz capa da Charlie Hebdo publicada após primeiro atentado contra redação em 2011 (Foto: Reprodução/Facebook Charlie Hebdo)
Críticas ao Vaticano
Papas e cardeais também foram retratados de maneira cômica e debochada por várias vezes na capa do “Charlie Hebdo”. O conclave, por exemplo, foi alvo de piada em uma capa com Jesus Cristo. Também foram retratados cardeais em um “lobby gay” no conclave.
‘Vaticano: outra eleição fraudada, estampa a capa de março de 2013 com a figura de Jesus Cristo. No desenho, o personagem diz: ‘soltem-me, eu quero votar’ (Foto: Reprodução/Facebook Charlie Hebdo)
“Um papa moderno”, diz a capa de 2013 com Francisco. A cena faz referência a uma cena de um reality show da França que ficou famosa no país, em que uma participante questiona uma mulher que não tem shampoo. ‘Você é uma mulher e não tem shampoo. Alô. Alô’, disse a integrante do programa. A frase passou a ser repetida pelo país, e deu origem à charge na qual o papa pergunta: ‘você é Deus e não tem shampoo? Alô’. (Foto: Reprodução/Facebook Charlie Hebdo)
“Enfim, livre!”, diz Bento XVI em charge na capa da edição da ‘Charlie Hebdo’ que faz piada com sua renúncia (Foto: Reprodução/Facebook Charlie Hebdo)
Capa da Charlie Hebdo de 2013 satiriza cardeais. ‘O lobby gay em conclave. E então, a fumaça, ela vem?’ (Foto: Reprodução/Facebook Charlie Hebdo)
Política
Os governantes da França e até o movimento feminista Fêmen também foram alvo do sarcasmo do “Charlie Hebdo”. Presente em várias capas, o presidente francês Fraçois Hollande estampou a última edição de 2014. Também esteve na primeira página do semanário o ex-presidente Nicolas Sarkozy – em uma das capas ele aparece em uma ousada charge com a esposa Carla Bruni.
Última edição de 2014 com uma sátira ao presidente Hollande, dizendo que a popularidade dele ‘sobe entre os labradores’. Na mesma capa, há ainda menção a uma narração da ‘verdadeira história do menino Jesus’ (Foto: Reprodução/Facebook Charlie Hebdo)
Capa de 2013 sobre o grupo feminista Femen diz que as manifestantes ‘assumem a liderança’, fazendo um jogo de palavras com a expressão ‘tomar as coisas pelas mãos’ (Foto: Reprodução/Facebook Charlie Hebdo)
Capa de 2014 com Sarkozy e Carla Bruni pergunta se o francês irá ‘finalmente entrar em cena’, com o personagem repetindo ‘eu entro, eu não entro’ (Reprodução/Facebook Charlie Hebdo)
A Loja Negra é a antítese, o oposto da Venerável Loja Branca. Logo os seus membros são as entidades tenebrosas que despertaram ou estão despertando no mal e para o mal.
Também possuem diversos graus e poderes, dependendo de sua perversidade e desenvolvimento negativo. Manifestam-se no mundo físico (aqueles que possuem corpo físico) e nas regiões inferiores da natureza:
– na região inferior da 4° dimensão vivem as bruxas e zangões, são os jinas negros.
– na região inferior do mundo astral (5° dimensão) vivem os magos negros.
– na região inferior do mundo mental (5° dimensão) vivem os demônios mais perversos.
Nas regiões superiores da 4° e 5° dimensões e nas demais dimensões da natureza as entidades tenebrosas não têm acesso.
A Loja Negra trabalha adorando e fortalecendo o ego animal, bem como praticando o tantrismo negro.
“Não há dúvida de que os asanas múltiplos de tântricos negros, em vez de despertar o Kundalini ou prana sagrado, para fazê-lo subir pelo canal medular, estimulam e desenvolvem o abominável órgão Kundartiguador, convertendo-se, então, o aspirante em uma personalidade tenebrosa, em um mago negro da pior espécie”. V.M Samael Aun Weor
A Loja Negra trabalha com as forças negativas da natureza para disseminar seus propósitos de maldade, crueldade, egoísmo, ganância, violência, degeneração moral e sexual, etc., entre os seres humanos, sendo que estes ficam cegos e escravizados por seus próprios defeitos psicológicos, seu ego, já que são “programados” para isso desde que nascem, e passam toda a sua existência sem nem remotamente suspeitarem o que está realmente ocorrendo ao seu redor. Por isso vemos concretamente no que se transformou a humanidade e o mundo de hoje. A Loja Negra atua transgredindo as Leis Divinas, violando o livre arbítrio das pessoas, etc. Possui também seus templos de magia negra nas regiões inferiores da natureza. E também no mundo físico. Além dos locais onde declaradamente se praticam os propósitos da Loja Negra, existem também os locais onde se pratica de forma muito sutil esses propósitos, dando uma falsa aparência de local santo ou sagrado. Isto é muito perigoso pois muitas pessoas buscadoras da autêntica Luz acabam se filiando a templos de magia negra disfarçados sem saberem.
A Loja Negra odeia mortalmente a Loja Branca, seus princípios, membros e aspirantes a membros, pois sabe perfeitamente que, despertando consciência e ascendendo espiritualmente, serão inimigos do mal. E muito mais poderosos que os membros da Loja Negra. Por isso a Loja Negra luta para que as pessoas não conheçam ou para desviá-las dos Três Fatores de Revolução da Consciência, a chave de todo o poder.
Fonte: Divina Ciência
QUAL E A DIFERENÇA ENTRE A LOJA BRANCA E A NEGRA?
AS DUAS PERTENCEM A UM MESMO IMPÉRIO OCULTO, CÓSMICO,
A UNICA DIFERENÇA É QUE A NEGRA TRABALHA COM RITUAL DE AÇÃO PESADO E OUTRA A BRANCA USA A MENTE, O ESOTERISMO E HERESIAS LEVE(TIPO REENCARNAÇÃO, O HOMEM SER DEUS) PARA CONQUISTAR ADEPTOS.
MAS SE FORMOS PESQUISAR A FUNDO VEREMOS QUE ELES ADORAM OS MESMOS DEUSES, OS DEUSES ASTRONAUTAS OU NEFILINS(ANJOS CAÍDOS) QUE DESCERAM NO IRAQUE.
O DOMÍNIO DAS LOJAS OCULTAS
AS LOJAS DOMINAM PORQUE JÁ ESTÁ DIZENDO, LOJAS.
ESTE NOME TEM LIGAÇÃO COM O COSMOS, A LOJA É UM MICROCOSMOS, UMA LOJA, VOÇE JA VIU UMA DELAS?
EU JA VI, SÃO UMA REPRESENTAÇÃO DO COSMOS.
PORTANTO EM OUTRAS PALAVRAS ELES SABEM O QUE NINGUEM SABE, OS ETS EXISTEM E PREPARAM A DESCIDA EM MASSA SOBRE A TERRA.
POR ISSO LOJAS.
Enquanto que o representante da loja negra é o Anticristo ou besta da terra, que seria o suposto verdadeiro mashiach dos Judeus ortodoxos ( Os que não reconhecem Jesus como o seu profeta, filho e verbo vivo de deus ) mas ele será o Dajjal, anticristo, filho e servo de Satanás ou Dragão, a manifestação pura do mal. É claro que Jesus para os Cristãos, Yeshua para os Judeus Messiânicos e Issa para os Muçulmanos virá para acabar com a festa desses porcos malignos, trazendo uma era de paz durante o profetizado amanhecer cósmico do planeta, vindo ao mesmo tempo a era astrológica aquariana, e o reino de 1000 anos de paz, ao menos até agora as profecias estão se materializando impecavelmente
Ishtar X Ashtar
Ishtar é da Loja Negra, Ordem ligada ao rito caldeu, ao oriente médio, tem poder na Confraria libanesa e síria, raiz de muitos ritos da maçonaria. Já Ashtar Schram não é deusa, é astronauta, homem, se é que podemos chamar ele de humano pois está mais para Nefilin. Ashtar Schram é da Loja Branca, não da Loja Negra como a deusa Ishtar. Ashtar Schram é comandante da Grande Fraternidade Branca na terra. São os dois reis descritos por Daniel, o rei do Norte é a Loja Negra, Ishtar, de onde virá o Anti Cristo, já o rei do sul é Maitreya, Loja Branca, e conta com o apoio de Ashtar Schram. Porém tanto a Deusa Ishtar como Aschtar Schram vem do mesmo sistema, das Plêiades, Possuem até nomes semelhantes, só a primeira letra do nome é diferente reparem:
I-shtar
A-shtar.
lshtar tem a cabeça alongada, um alien de cabeça pontuda. Os Faraós se inspiravam nesta raça para usar aquele tradicional chapéu faraónico. Os incas e outros povos da América Pré Colombiana, também procuravam imitar a mesma raça cósmica, mutilando a cabeça para ela ficar alongada. Ishtar ou pelo menos os consortes dela também tiveram no Novo Mundo antes de Américo Vespúcio.
LOJA NEGRA
SEUS ADEPTOS USAM O PENTRAGRAMA INVERTIDO, OU SEJA UMA ESTRALA CAIDA, ESSAS LOJA ESTÁ SOBRE O COMANDO DE SATÃ.
ELES PRATICAM E PREGAM O ODIO, O MAL E A VINGANÇA, TUDO QUE NÃO É O OPOSTO DO BEM, QUE SE CONHECE COMO TREVAS.
TUDO E TODA RELIGIÃO, OU GRUPO, OU SEITA, QUALQUER COISA, QUE ESTEJA LIGADA HÁ TREVAS, E A PRATICA DO MAL, PODE SER CONSIDERADO POR LOJA NEGRA.
O SEXO RITUAL É PRATICADO POR QUE OS ANJOS CAIDOS
QUEREM MACULAR A CRIAÇÃO SANTA DE DEUS, PARA ISSO USAM O SEXO RITUAL
ENTRE ANJOS CAIDOS E HUMANOS OU HUMANOS POSSUIDOS POR ANJOS CAIDOS E
HUMANOS COMUNS.
TERRIVEIS PODERES DE DESTRUIÇÃO E MALEFICIOS
PARA A HUMANIDADE.
POR ISSO TODOS OS RITOS ANTIGOS PRATICAVAM O SEXO RITUAL, ELES SABEM
QUE O HOMEM VAI TER UM PAPEL IMPORTANTE NO FUTURO DO UNIVERSO, POR
ISSO PROCURAM MACULAR O DNA HUMANO.VEJAM QUE TODAS AS ABDUÇÕES TAMBEM PRATICAM O SEXO RITUAL OU COLHEM
MATERIAL GENETICO DO HOMEM PARA CRIAR A RAÇA HIBRIDA.
ELES SABEM QUE NO REINO DE YESHUAH O HOMEM COLONIZARÁ O UNIVERSO,
POR ISSO QUEREM NOS ATALHAR COM A CRIAÇÃO DA RAÇA HIBRIDA QUE
TENTARA NOS IMPEDIR.
QUANTO A KUNDALINI REPRESENTA A ENERGIA TELURICA, A ENERGIA DA
TERRA, TEM SIDO DISTORCIDA POR MUITAS ORDENS MAGICAS PARA CRIAR
EGREGORAS NEGATIVOS COM TERRIVEIS PODERES DE DESTRUIÇÃO E MALEFICIOS
PARA A HUMANIDADE.
LOJA BRANCA
ELES PRATICAM E PREGAM A PAZ, O BEM E O PERDÃO, TUDO QUE É O OPOSTO DO MAL, QUE SE CONHECE COMO LUZ.
TUDO E TODA RELIGIÃO, OU GRUPO, OU SEITA, QUALQUER COISA, QUE ESTEJA LIGADA HÁ LUZ, E A PRATICA DO BEM, E O ENVOLVIMENTO COM A MISTICA, QUE NÃO VENHA DA DOUTRINA SÃ DE CRISTO, É CONSIDERADO LOJA BRANCA.
VEMOS NAS ESCRITURAS QUE POR MOTIVO DE ORGULHO, MUITOS ANJOS DE LUZ CAÍRAM
SÃO ESTES MESMO ANJOS, QUE FUNDARAM A LOJA BRANCA E HOJE PREGAM A MORTE DO EGO.
QUANTA CONTRADIÇÃO NÃO?
O PIOR É QUE ELES ESTÃO FAZENDO ADEPTOS PELO MUNDO TODO, MAS NÃO SE ENGANE, A BÍBLIA DIZ QUE O EGITO NÃO ESCAPARÁ DA FÚRIA DIVINA, O EGITO SIMBOLIZA TAMBÉM O REINO DO SUL E A LOJA BRANCA, QUE SERÁ COMANDADA PELO MAITREYA NA GRANDE TRIBULAÇÃO.
ATUALMENTE, A LOJA NEGRA TRABALHA PARA COLOCAR O ANTICRISTO NO PODER NO ORIENTE MÉDIO.ELES SEMPRE DESEJARAM CONTROLAR TUDO, DESDE O INICIO DOS TEMPOS, OS ELOHINS NUNCA PERMITIRAM
TERÃO QUE RECUAR PARA A TERRA OCA. COMO FEZ HITLER E SEUS GENERAIS
Há 500 milhões de anos, a quantidade de água é praticamente constante. 70% da superfície da Terra são cobertos de água: 97,6%, salgada e apenas 2,4%, doce. Dessa minguada porcentagem, 70% destinam-se à irrigação, 20% à indústria e somente 10% ao consumo humano. Entretanto, apenas 0,7% dos 10% é imediatamente acessível; o restante está nos aqüíferos profundos, nas calotas polares ou no interior das florestas. A renovação das águas é da ordem de 43 mil quilômetros cúbicos por ano descarregados nos rios, enquanto o consumo total é estimado em 6 mil quilômetros cúbicos por ano. Há muita água, mas desigualmente distribuída: 60% encontram-se em apenas 9 países, enquanto 80 outros enfrentam escassez. Pouco menos de 1 bilhão de pessoas consome 86% da água existente, enquanto para 1,4 bilhão é insuficiente e, para 2 bilhões, não é tratada, o que provoca 85% das doenças.
O Brasil é a potência natural das águas, com 13% de toda água doce do planeta, perfazendo 5,4 trilhões de metros cúbicos. Mas é desigualmente distribuída: 70% na região amazônica, 15% no Centro-Oeste, 6% no Sul e no Sudeste e 3% no Nordeste. Apesar da abundância, não sabemos usar a água, pois 46% dela são desperdiçados, o que daria para abastecer toda a França, a Bélgica, a Suíça e o Norte da Itália. É urgente, portanto, um novo padrão cultural.
Dois problemas têm criado o “estresse mundial da água”: sua sistemática poluição associada à destruição da biomassa que garante a perpetuidade das águas correntes e a falta generalizada de cuidado no uso da gota d’água disponível. Ensina Aldo Rebouças: é mais importante saber usar a gota d’água disponível do que ostentar sua abundância. Por ser um bem escasso, nota-se corrida desenfreada à posse privada da água doce. Quem controla a água controla a vida. Quem controla a vida detém o poder.
Surge então o dilema: a água é fonte de vida ou fonte de lucro? É um bem natural, vital e insubstituível ou um bem econômico e uma mercadoria? Os que apenas visam lucro, a tratam como mercadoria. Os que pensam a vida, a vêem como um bem essencial a todos os organismos vivos e ao equilíbrio ecológico da Terra. Direito à vida implica direito à água potável gratuita. Mas porque há custos na captação, tratamento, distribuição, uso, reuso e conservação, existe inegável dimensão econômica. Mas esta não deve prevalecer sobre o direito, antes, torná-lo real e garantido para todos.
Água doce é mais que recurso hídrico. É vida com todas as suas ressonâncias simbólicas de fecundidade, renascimento e purificação. Isso tem imenso valor, mas não tem preço. Se houver cuidado ela será abundante para todos
Fonte: Divulgando Ascensão
Entre furacões e secas, o clima muda na América Latina
“Tive que vender um bezerro para sobreviver, para comprar milho”, conta Teodoro Acuña Zavala, de 64 anos, vítima da seca na Nigarágua, uma vítima dos fenômenos climáticos extremos que afetam cada vez mais a América Latina.
Em sua aldeia de Palacagüina, no norte do país, Teodoro observa as galinhas ciscando restos de sua roça de milho, devastada pela falta d’água e lembra que há 16 anos, o furacão Mitch castigou seu terreno.
Este ano, a seca “foi pior que qualquer outra”, confessa este homem de rosto curtido pelo sol: “oito dias (de chuva) é tudo o que caiu para nós este ano”. Debaixo de sua casa modesta, o rio não é mais que um caminho rochoso.
“Nunca tinha visto isso”, acrescentou Guillermina Inglesia, de 54 anos, que tem uma pequena loja de comida perto dali. “O que vamos fazer a partir de agora com a seca? Se continuar, então do que vamos depender, se vivemos precisamente de milho e feijão? Se não temos milho, nem feijão, nós estamos praticamente sem comida”.
O fazendeiro nicaraguense Teodoro Acuna, de 42 anos, mostra feijões em seu campo de cultivo na comunidade de La …
Entre 1 e 12 de dezembro, a América Latina sedia em Lima, capital peruana, a 20ª conferência da ONU sobre mudanças climáticas, um fenômeno que torna a região particularmente vulnerável, explicou Sonke Kreft, encarregada destas questões no âmbito da ONG alemã Germanwatch, que avalia os países mais frágeis na questão.
“Os países da América Latina e do Caribe estão no topo de todas as nossas classificações, sobretudo a longo prazo”, explicou.
Em sua lista mais recente, a Germanwatch situou Honduras como primeira, o Haiti como terceira e a Nicarágua como quarta entre os países que mais sofreram com o aquecimento global entre 1993 e 2013. A ONG revelará sua nova classificação no começo de dezembro, em Lima.
Sua colocação nestes níveis se deve, sobretudo, a que a região “é frequentemente afetada por furacões”, explicou David Eckstein, um dos encarregados da classificação, que destaca que “a intensidade e a frequência dos furacões aumentaram claramente nos últimos anos”.
– Eventos climáticos extremos –
No final de 2012, o Banco Mundial avaliou que a América Latina e o Caribe seriam “uma das regiões mais afetadas pelo aumento da temperatura”, apesar de sua fraca contribuição (12,5%) às emissões globais de gases de efeito estufa.
“O México e a maior parte da América Central se tornarão mais secos e a América do Sul será mais úmida em sua parte norte e sudeste. Mas o centro do Chile e o sul do Brasil ficarão mais secos”, explicou Rodney Martínez, membro da comissão de climatologia da Organização Meteorológica Mundial
E “as principais provas das mudanças climáticas são os eventos (climáticos) extremos, cada vez mais numerosos”, como os furacões e os episódios de seca.
Tania Guillén, que representa a ONG nicaraguense Centro Humboldt nas discussões internacionais sobre o clima, pode atestá-lo: “este ano, na região, toda a área de corredor seco, de Guatemala, Honduras, até a Nicarágua, sofreu com a seca, o que afetou a produção de alimentos”.
“Após três meses de seca, começou a temporada chuvosa em setembro e tivemos inundações no país, com aproximadamente 30 mortos por diferentes consequências das inundações e da chuva”, prosseguiu.
Mas a chuva só chegou a uma parte da Nicarágua e a seca persistiu em outras regiões, atrasando em um mês o início da colheita do café.
“As mudanças climáticas significam uma tendência da temperatura para cima, mas outro problema é a variabilidade climática, um ano seco, um ano úmido, um ano frio, um ano quente”, confirmou Henry Mendoza, responsável técnico da associação nicaraguense de pequenos produtores de café Cafenica.
Na Nicarágua, o Centro Humboldt, que estuda com a ONG Oxfam a possibilidade de um plano de ajuda humanitária para as populações afetadas pela seca, se preocupa com as “coisas estranhas” que percebe agora sobre o clima, como a multiplicação de tornados ou os picos de temperatura, até oito graus acima da média habitual.
Com vazamentos na rede e sem reuso, Brasil fica à mercê do clima para evitar falta de água
A falta d’água que São Paulo enfrenta neste verão poderia ser quase despercebida se o Estado tivesse investido na construção de estações de reuso de água. O custo é alto, mas é de implantação relativamente rápida. “Uma estação como a do Aquapolo Ambiental permite suprir água para uma cidade como Santos”, afirma Gesner Oliveira, ex-presidente da Sabesp e professor da FGV. A crise vivida por São Paulo não é a exceção, e sim, a regra.
A capacidade do estabelecimento de estações de reuso de água está diretamente ligada à extensão da rede de saneamento básico. Municípios como Santarém e Ananindeua (PA) e Porto Velho (RO) não têm nenhum tipo de tratamento de água e redes de coleta entre 0% e 22% . Segundo a ONG Trata Brasil, o volume de esgotos não tratados nos 100 maiores municípios e retornados aos rios e córregos é o equivalente a mais de 2.900 piscinas olímpicas – cerca de 7.5 bilhões de litros.
O Brasil também praticamente não faz reuso da água. O Aquapolo Ambiental, estação da Sabesp que fica na divisa entre São Paulo e São Caetano do Sul, é a única do gênero no Brasil. Com o custo avaliado em cerca de R$250 milhões, levou pouco mais de 18 meses para ser construída. Novas estações foram anunciadas pelo governados Geraldo Alckmin, mas elas não estarão prontas antes do fim de 2015.
O engenheiro Renato Rossato, da Rehau Brasil, empresa que produz insumos usados entre outras coisas na construção de estações de reuso, afirma que cerca de metade da água que escorre pelos ralos ainda chega na forma de esgoto sem tratamento aos rios, córregos e represas de São Paulo. “Tratando pouco mais de um terço disso, a cidade de São Paulo teria o equivalente a dois sistemas Cantareira”, afirma. O sistema Cantareira, um dos mais afetados pela crise, tem capacidade de fornecer 33 mil litros de água por segundo. Segundo ele, o investimento inicial é alto, mas o retorno é bem maior.
Apesar do Brasil ser o país com maior quantidade de recursos hídricos no mundo (cerca de 8.230 Km3 – mais que o dobro da Rússia, a segunda colocada) o investimento em saneamento e tratamento de água no Brasil é ínfimo (0,1% do PIB, segundo a OMS).
Ainda segundo a Trata Brasil, dos 100 maiores municípios brasileiros, mais da metade não chega a investir 20% da sua receita em saneamento. Nos casos de Nova Iguaçu (RJ), Duque de Caxias (RJ), Juazeiro do Norte (CE), Montes Claros (MG), Porto Velho (RO), Maceió (AL), São João de Meriti (RJ), Vitória da Conquista (BA) e Várzea Grande (MT), esse percentual não passou de 2% entre 2011 e 2012.
O maior sintoma de ineficiência do Estado, contudo, está no montante de água já tratado e desperdiçado por conta dos vazamentos nas redes públicas. A média internacional considerada aceitável é de 10%. Em São Paulo, quase 37% da água tratada não chega ao consumidor, sendo perdida no meio do caminho. No Recife, essa cifra passa de 62% e em Macapá chega a 73%.
Os assustadores números de má gestão da água não são percebidos em muitos casos porque os recursos hídricos superam em muito a demanda, como é o caso das cidades na região Norte. 90% dos municípios não fizeram investimento para diminuir as perdas no sistema.
Em 2010, o governo federal estabeleceu metas no Plano Nacional de Saneamento Básico (PlanSab) que previa que, neste ano, a coleta de esgotos atingiria 92% e o tratamento de água alcançaria 86%, mas nenhuma das metas parece possível de ser atingida ainda nesta década.
A crise hídrica em São Paulo não está só criando os transtornos domésticos do dia a dia. Economicamente, São Paulo também deve ter prejuízos mesmo que a situação do abastecimento não se agrave. “Dada a representatividade de São Paulo na composição do PIB nacional, já é possível estimar uma queda na ordem de 0,8% na economia”, prevê o professor de Economia do Insper, Otto Nogami. “Se o governo não começar a agir agora, podemos esperar que o crescimento encolha ainda mais”, completa.
Para se ter uma ideia, a seca que atingiu os Estados Unidos no verão de 2012 – a mais severa e mais longa dos últimos 25 anos – causou uma recessão de 0,2 ponto do crescimento da economia americana no segundo trimestre daquele ano.
Segundo Nogami, com a queda do PIB há um impacto direto na taxa de juros, impedindo que os preços caiam e dando início, assim, a uma reação em cadeia, que atinge desde o empresariado até o consumidor final.
“Preços altos alimentam a inflação, que pode chegar a ultrapassar os atuais 6,5%. A inflação alta desemboca na taxa de câmbio afetando a produção e, consequentemente, afetando a oferta no mercado interno. E importar produtos para abastecer o país com uma alta taxa de câmbio, inevitavelmente, vai impactar no poder de compra do consumidor”, complementa.
Segundo a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o setor já está demitindo por conta do problema. A situação só não é pior porque a indústria não está trabalhando com capacidade plena, o que reduz o impacto da escassez de água na produção. “Se a indústria estivesse trabalhando em plena capacidade, teríamos problemas muito maiores”, afirma Nelson Pereira dos Reis, diretor titular do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp
Represa do Atibainha revela o área antes ocupada pela água (Foto: Luis Moura)As safras agrícolas também já apresentam resultados alarmantes. Uma reportagem do Wall Street Journal relata que as colheitas de café e cana de açúcar podem ser drasticamente afetadas, fazendo com que a estiagem tenha outro impacto negativo – o na balança comercial (relação entre importação e exportação de bens e serviços entre países).
“A medida que o preço de exportação estiver mais atrativo que o do mercado doméstico, a tendência é que os produtores direcionem ainda mais sua produção para o mercado externo, refletindo em aumentos de preços no mercado interno”, observa Nogami.
“Metaforicamente, a situação da economia do país, atualmente, é a seguinte: estávamos em uma estrada andando de carro, o pneu furou. A parada – a recessão técnica – já era inevitável, pois alguns parâmetros macroeconômicos têm de ser revistos. Esta seca que assola o país é como se caísse uma tempestade na hora em que tivemos que parar para trocar o pneu”, explica o professor.
Se a seca persistir, Nogami alerta, ainda, que os estados podem ter de recorrer ao racionamento de energia, uma vez que não haverá água suficiente para alimentar as usinas hidrelétricas que fornecem a maior parte da eletricidade do país.
“O potencial de produção das termelétricas – setor que teve grande investimento no Governo Dilma – também está chegando no seu limite, o que, em um cenário extremo de falta de água, torna o racionamento inevitável”, acrescenta o professor de economia.
A crise traz à tona um problema estrutural: nenhuma cidade brasileira está pronta para lidar com a escassez de água. “As políticas em matéria de gestão dos recursos hídricos no Brasil são insustentáveis”, afirmou Marcos Heil Costa, cientista climático da Universidade Federal de Viçosa, à NASA. “É uma combinação de falta de preparação para os baixos níveis de chuva e a falta de educação ambiental da população. A maioria das pessoas continuam a usar a água como se estivéssemos em um ano normal”, finalizou
Em 15 anos, a crise de água piorará em todo o mundo, de acordo com a ONU. Relatório recém-divulgado prevê que haverá 40% menos água do que o necessário para o consumo. O mundo ampliará as fatias de população vivendo sob “estresse de água”, na expressão da ONU.
Quase 800 milhões de pessoas ainda não têm acesso a fontes de água potável de qualidade. Os mais afetados são pessoas de baixa renda, e entre estas, as mulheres em especial.
Os estudos mostram que para cada dólar investido na proteção de uma área de captação, até 200 dólares podem ser economizados no tratamento de água.
Estudiosos preveem que em breve a água será causa principal de conflitos entre nações.
A distribuição desigual é causa maior de problemas. Entre os países, o Brasil é privilegiado com 12% da água doce superficial no mundo. É o país com maior disponibilidade hídrica em rios do mundo, a poluição e o uso inadequado comprometem esse recurso em várias regiões. Abriga o maior rio em extensão e volume do Planeta, o Amazonas. Mais de 90% do território brasileiro recebe chuvas abundantes durante o ano e as condições climáticas e geológicas propiciam a formação de uma extensa e densa rede de rios, com exceção do semi-árido, onde os rios são pobres e temporários.
Essa água é distribuída de forma irregular, apesar da abundância em termos gerais. A Amazônia, onde estão as mais baixas concentrações populacionais, possui 78% da água superficial. No Sudeste, essa relação se inverte: a maior concentração populacional do país tem disponível 6% do total da água.
São Paulo, cidade nascida na confluência de vários rios, viu a poluição tornar imprestáveis para consumo as fontes próximas e tem de captar água de bacias distantes, alterando cursos de rios e a distribuição natural da água na região.
Na última década, a quantidade de água distribuída aos brasileiros cresceu 30%, mas quase dobrou a proporção de água sem tratamento (de 3,9% para 7,2%), e o desperdício assusta: 45% de toda a água ofertada pelos sistemas públicos.
A água disponível no território brasileiro é suficiente para as necessidades do país, apesar da degradação.
O consumo de água médio por habitante no Brasil atinge 200 litros por dia. Por exemplo, 90% das atividades modernas poderiam ser realizadas com água de reuso. Além de diminuir a pressão sobre a demanda, o custo dessa água é pelo menos 50% menor do que o preço da água fornecida pelas companhias de saneamento, porque não precisa passar por tratamento. Apesar de não ser própria para consumo humano, poderia ser usada, entre outras atividades, nas indústrias, na lavagem de áreas públicas e nas descargas sanitárias de condomínios.
É melhor participar e estimular a preservação do que aprender por meios mais drásticos. Como escreveu a poeta americana Emily Dickinson (1830-1896), “a água se ensina pela sede”.
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