Traduzir
Participe de nossos abaixo-assinados
Petição Pública
Prezado Leitor, sua participação é muito importante para nós. Pedimos que, no site www.peticaopublica.com.br,
para cada abaixo-assinado de que você queira participar, digite seu nome completo, RG ou CPF e e-mail. Aproveite para recomendar o site a sua rede de contatos. Obrigada.
Lista de Links

Vamos estudar

Nova Coluna Semanal do Site: prepare-se para os concursos públicos. Faça sua coleção atualizada de resumos

20/12/2011

Aula de hoje: DIREITO CONSTITUCIONAL 1 e DIREITO PENAL GERAL 1

DIREITO CONSTITUCIONAL

Princípios Fundamentais

1. Dos Princípios Fundamentais

Os Princípios, em sua maioria, são os enunciados genéricos expressos em normas legais ou

constitucionais, que informam a criação, interpretação e a aplicação das normas jurídicas e, na

escala de concretização do direito, são a primeira etapa da materialização dos valores jurídicos

a que se vinculam – que são idéias abstratas, supraconstitucionais, que apesar de informarem

o ordenamento jurídico não se consubstanciam em normas legais -, mas ainda contém

bastante abstração e indeterminação.

No caput do art. 1º estão consagrados princípios materiais estruturantes

que constituem diretrizes fundamentais para toda a ordem constitucional, a saber:

princípio republicano

princípio federativo

 e, princípio do Estado democrático de direito

.

Vejamos o quadro abaixo:

República Federativa do Brasil

Forma de Estado ———-

Federação

Forma de Governo ——–

República

Sistema de Governo ——

Presidencialista

Regime de Governo ——-

Democrático

Princípio Republicano:

 vem sendo consagrado entre nós desde a Constituição de

1981, instituidora da República e do Estado Federal em substituição à Monarquia e ao

Estado Unitário adotados pela Constituição de 1824. A República enquanto forma de

governo associada às idéias de coisa pública e igualdade, tem como critérios distintivos

a

temporariedade, a eletividade, e a responsabilidade dos governantes

.

a)

Temporariedade (periodicidade): impõe a alternância no poder

dentro de um

período previamente estabelecido.

b)

Eletividade:

está ligada à possibilidade de investidura no poder e acesso aos cargos

públicos em

igualdade de condições

para todos que atendam os requisitos

preestabelecidos na Constituição e nas leis.

2

c)

Responsabilidade dos governantes

: os agentes públicos são igualmente

responsáveis perante a lei

, porquanto em uma República não deve haver espaços para

privilégios.

Princípio Federativo:

tem como dogma fundamental a

autonomia políticoadministrativa

dos entes que compõem a federação. A federação é uma forma de

Estado na qual há mais de uma esfera de poder dentro de um mesmo território.

ATENÇÃO:

Decorrente do princípio federativo, o princípio da indissolubilidade

do pacto

federativo

(“união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal”)

veda aos

Estados o direito de secessão

.

Princípio do Estado Democrático de Direito:

para Gilmar Ferreira Mendes

,

Inocêncio Mártires Coelho

e Paulo Gonet Branco

, o Estado Democrático de Direito é a

“organização política em que o poder emana do povo, que o exerce diretamente ou por

meio de representantes, escolhidos em eleições livres e periódicas, mediante sufrágio

universal e voto direito e secreto, para o exercício de mandatos periódicos”, a qual se

compromete “em assegurar aos seus cidadãos o exercício efetivo não somente dos

direitos civis e políticos, mas também e sobretudo dos direitos econômicos, sociais e

culturais, sem os quais de nada valeria a solene proclamação daqueles direitos”.

1.1. Fundamentos da Constituição Federal

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e

Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como

fundamentos:

I – a soberania;

II – a cidadania;

III – a dignidade da pessoa humana;

IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

V – o pluralismo político.

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes

eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

Os fundamentos

devem ser compreendidos como os valores estruturantes

do Estado

brasileiro, aos quais foi atribuído um especial significado dentro da ordem constitucional.

a)

Soberania: pode ser definida como um poder político supremo e independente

.

Supremo, por não estar limitado por nenhum outro na ordem interna; independente,

3

por não ter de acatar, na ordem internacional, regras que não sejam voluntariamente

aceitas e por estar em igualdade com os poderes supremos dos outros povos.

b)

Cidadania: consiste na participação política do indivíduo

nos negócios do Estado e até

mesmo em outras áreas de interesse público.

c)

Dignidade da Pessoa Humana:

como conseqüência da consagração da dignidade

humana no texto constitucional impõe-se o reconhecimento de que a pessoa não é

simplesmente um reflexo da ordem jurídica, mas, ao contrário, deve constituir o seu

objetivo supremo, sendo que na relação entre o indivíduo e o Estado deve haver

sempre uma

presunção a favor do ser humano e de sua personalidade

.

d)

Valores Sociais do Trabalho: como um dos fundamentos do Estado brasileiro

impede

a concessão de privilégios econômicos

condenáveis, por ser o trabalho imprescindível à

promoção da dignidade da pessoa humana.

e)

Liberdade de Iniciativa:

envolve a liberdade de empresa (indústria e comércio) e a

liberdade de contrato, é um princípio básico do liberalismo econômico.

f)

Pluralismo Político:

decorre do princípio democrático, que impõe a opção por uma

sociedade plural

na qual a diversidade e as liberdades devem ser amplamente

respeitadas.

Poder Constituinte

Originário Derivado

Poder que institui a Constituição de um

Estado. A posição dominante na doutrina é

que possui natureza política (ou de um

poder de fato).

Decorrente Reformador

Poder que os

Estados-membros

têm de elaborar suas

constituições.

Poder de alteração

da Constituição por

revisão ou emenda

constitucional.

Características Características

Inicial:

porque inaugura uma nova ordem

jurídica.

Autônomo:

porque somente ao seu

exercente cabe estabelecer os parâmetros

da nova Constituição.

Ilimitado:

Porque é soberano e não sofre

qualquer limitação pelo direito pré-existente.

Incondicionado:

porque não se condiciona

a nenhum processo ou procedimento

previsto. É ele que quando invocado,

estabelece a forma como vai proceder.

Permanente:

porque não se exaure com o

Derivado:

porque é um poder derivado do

Poder Constituinte Originário. Possui natureza

de poder de direito e não “de fato”.

Limitado:

porque a Constituição impõe

limites ao seu exercício.

Condicionado:

porque só pode se manifestar

de acordo com as formalidades traçadas pela

Constituição.

4

seu exercício.

ATENÇÃO:

O titular do Poder Constituinte é sempre o povo

, mas o seu exercício se dá por

meio de representantes.

1.2. Separação dos Poderes

Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si,

o Legislativo, o Executivo e

o

Judiciário.

José Afonso da Silva

ensina que “A harmonia entre os poderes verifica-se primeiramente pelas

normas de cortesia no trato recíproco e no respeito às prerrogativas e faculdades a que

mutuamente todos têm direito. De outro lado, cabe salientar que nem a divisão de funções

entre os órgãos do poder nem sua

independência são absolutas

. Há interferências, que

visam ao estabelecimento de um sistema de

freios e contrapesos

, à busca do equilíbrio

necessário à realização do bem da coletividade é indispensável para evitar o arbítrio e o

desmando de um em detrimento do outro e especialmente dos governados”.

1.3. Objetivos Fundamentais

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II – garantir o desenvolvimento nacional;

III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e

regionais;

IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e

quaisquer outras formas de discriminação.

Os

Objetivos Fundamentais

consistem em algo exterior a ser perseguido. Estão consagrados

em normas-tarefa (normas-fim, normas de eficácia limitada) que estabelecem os fins

precípuos para os quais os poderes públicos devem empreender todos os esforços necessários

para que sejam alcançados.

ATENÇÃO:

É bastante usual em provas objetivas serem invertidos os fundamentos

(CF, art.

1º), com os

objetivos fundamentais (CF, art. 3º) e os

princípios que regem o Brasil em

suas relações internacionais

(CF, art. 4º), razão pela qual tais dispositivos merecem uma

leitura atenta por parte dos concursandos.

DICA DE OURO:

Por se tratar de uma ação estatal os Objetivos Fundamentais

sempre

começam com

verbo.

1.4. Princípios das Relações Internacionais

5

Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas

relações internacionais

pelos seguintes

princípios:

I – independência nacional;

II – prevalência dos direitos humanos;

III – autodeterminação dos povos;

IV – não-intervenção;

V – igualdade entre os Estados;

VI – defesa da paz;

VII – solução pacífica dos conflitos;

VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;

IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;

X – concessão de asilo político.

Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e

cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de

nações.

Os

princípios que regem o Brasil em suas relações internacionais

, elencados de forma

sistemática neste dispositivo, orientam a postura a ser adotada pelo Estado brasileiro perante

outros Estados, trazendo diversas repercussões também no plano interno.

________________

Referências

MENDES, Gilmar Ferreira.; COELHO, Inocêncio Mártires.; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet.

Curso de direito constitucional

. 5 ed. São Paulo: Saraiva, 2010.

NOVELINO, Marcelo.; CUNHA JR, Dirley da.

Constituição federal para concursos

– teoria,

súmulas, jurisprudência e questões de concursos. Bahia: Jus Podivm, 2011.

DOS DELITOS E DAS PENAS

CESARE BECCARIA

1. INTRODUÇÃO

O Marquês Cesare Bonesana Beccaria, mais conhecido como Cesare

Beccaria foi um dos mais importantes pensadores da famosa idade

das luzes. Seu livro Dos Delitos e das Penas é um marco significativo

na história das ciências humanas e de forma particular muito

estudada pelos juristas até os dias atuais e consagrada como clássico

do direito penal. Contaminado pela favorável atmosfera intelectual

dos iluministas, Beccaria se tornou famoso pelos seus conceitos de

humanização da pena, proporcionalidade da pena, imparcialidade dos

magistrados, etc.

O marquês sofreu grande influência de filósofos como Buffon,

Diderot, d’Alambert, Hume, Helvétius, Condillac, Jean-Jacques

Rousseau e Montesquieu, utilizando conceitos destes dois últimos,

como o pacto social e a essência ou espírito das leis em sua obra. O

livro Dos Delitos e das Penas tem como ponto principal criticar as

penas de suplício e as torturas, que de nada serviam como medida

preventiva e corretiva dos delitos. Sendo a proporcionalidade da pena

medida mais eficaz para inibir atos criminosos no seio da sociedade.

2. DOS DELITOS E DAS PENAS

Partindo da idéia do contrato social onde o povo inicialmente se

encontra em um estado de natureza, onde duelam pela suas

sobrevivências. Contudo quando se estabelece o contrato social entre

o particular e o Estado, o povo se priva de parte de sua liberdade a

fim de gozarem com tranqüilidade parcela da liberdade que lhes

resta, o soberano tem o dever de zelar pela segurança. Surgindo daí

a necessidade da criação de leis para manter a ordem, a segurança e

garantir a tranqüilidade dentro da sociedade. O Estado tem agora um

papel importante que é a resolução de conflitos dentro da sociedade e

impedir que aconteçam delitos e quaisquer outros tipos de infrações.

A pena surge como conseqüência da violação destas leis. Tendo como

fundamento o direito de punir na defesa do interesse público sobre o

particular, as penas serão consideradas cada vez mais justas, quanto

mais for inviolável a segurança. Partindo desta lógica pode-se

concluir que só as leis é que podem determinar as penas que irão

incidir sobre os delitos.

Beccaria denuncia a problemática que envolve a interpretação e a

obscuridade das leis. Sendo o direito penal um ramo do direto público

por excelência, e tem o dever de ser tornar acessível a toda a

população, contudo ocorria uma conversação da esfera pública para a

esfera privada onde os magistrados julgavam ao arbítrio de suas

vontades. A linguagem era restrita a parcela minoritária o que

assegurava certo conforto a nobreza que era instruída enquanto a

plebe ficava a mercê do julgamento dos magistrados. Destarte um

dos pontos fortes de seu pensamento é a defesa da imparcialidade do

magistrado, onde este não deveria interpretar de qualquer forma as

leis, devendo ser imparcial em seus julgamentos e respeitar o

legislador que é o representante do povo. Além da imparcialidade,

deve existir uma proporcionalidade entre os delitos e as penas. Se

uma mesma pena for destinada a delitos diferentes, os homens não

se sentirão impedidos de cometer o delito mais grave. Ou seja, para

cada tipo de delito um tipo proporcional de pena. Sendo o dano a

verdadeira medida dos delitos que é causado a sociedade (nação).

Uns delitos destroem a sociedade, outros ofendem a segurança

particular de determinado cidadão e uns contrariam a obrigatoriedade

de fazer ou não fazer aquilo que a lei prescreve por isso a

importância de dividir os delitos.

Na tentativa da acusação do réu é necessária mais de uma

testemunha, pois o acusado não pode sofrer as injustiças de

acusações levianas, fruto das paixões dos homens. Beccaria assevera

que quanto mais grave for o delito menor credibilidade deve-se dar a

testemunha. Muitas vezes o povo impulsionado pela vontade de

justiça, age por impulsos naturais, ódio, ignorância e este povo

tortura com sua sede de vingança. A tortura se apóia na idéia de

limpar, purificar a infâmia do delituoso. Sendo a tortura também um

ato de infâmia, conclui ele que não se pode punir a infâmia com a

própria infâmia. As torturas também eram utilizadas para que os

ditos acusados confessassem sua culpa, sendo assim um homem

inocente, mas fraco fisicamente acabava assumindo a culpa de um

crime que não cometeu. Já um culpado, porém resistente as

provações de seu corpo seria absolvido.

A pena deve ser rápida e o mais próxima possível do delito, pois será

mais justa e útil. Mais vale a certeza da condenação de um pena leva

em um intervalo curto de tempo do que a incerteza de uma pena de

morte. A pena de morte se torna inútil e desnecessária, pois ninguém

tem o direito de privar outrem de sua própria vida. Para o Marquês a

pena de morte só deveria ser utilizada quando não houvesse outra

medida cabível e nos casos em que o infrator representasse perigo ao

Governo estabelecido, e a segurança da nação. A recompensa pela

captura do réu faz dos cidadãos carrascos, amparados pelos

estímulos do soberano.

3. CONCLUSÃO

Na concepção de Cesare Beccaria é melhor prevenir os delitos que

puni-los, tal prevenção pode se dar pela vigilância do conselho

executo das leis (fiscalização), para evitar a corrupção entre os

magistrados. Outra forma de prevenir atos delituosos seria

recompensar as ações virtuosas que partissem do povo. Mas é sabido

que a melhor forma e a mais segura de evitar os delitos é através da

educação.

“Quanto maior for o número daqueles que entenderem e lançarem

mão de um sacro código de leis, tanto menos freqüentes serão os

delitos, porque não há dúvidas de que a ignorância e a incerteza das

penas ajudam a eloqüência das paixões.” (Cesare Beccaria)

4. REFERÊNCIAS

BECCARIA, Cesare

. Dos delitos e das penas

. 5. ed. São Paulo:

WMF Martins Fontes, 2005.

 

 

 

Aula de ontem:  DIREITO ADMINISTRATIVO 1

 

DIREITO ADMINISTRATIVO

O Direito Administrativo, A Administração Pública e o Regime Jurídico Administrativo

  1. O Direito Administrativo

    1. Origem e Desenvolvimento do Direito Administrativo

A origem do Direito Administrativo se deu no fim do século XVIII e início do século XIX, a partir dos movimentos revolucionários que romperam com o regime político da época. Costuma-se indicar a lei francesa de 1800, que organizou a Administração Pública na França, como a data de nascimento desse ramo do direito público.

    1. Conceito e Objeto do Direito Administrativo

Conceito:

O Direito Administrativo é um ramo do direito público que consiste num conjunto articulado e harmônico de normas jurídicas (normas-princípios e normas-regras) que atuam na disciplina da Administração Pública, de seus órgãos e entidades, de seu pessoal, serviços e bens, regulando uma das funções desenvolvidas pelo Estado: a função administrativa.

Objeto:

Tem por objeto específico, portanto, a Administração Pública e o desempenho das funções administrativas.

    1. Fontes do Direito Administrativo

As fontes do Direito Administrativo, que constituem a origem da construção e produção desse ramo autônomo do Direito são, basicamente:

– Atos legislativos;

– Atos infralegais;

– Jurisprudência;

– Doutrina;

– Costumes.

ATENÇÃO:Adverte-se que a Constituição é a principal fonte do Direito em geral, e do Direito Administrativo em especial, tendo em vista que é a partir dela que se estrutura, organiza e fundamenta todo o sistema jurídico do Estado.

    1. Interpretação do Direito Administrativo

A interpretação do Direito Administrativo consiste na atividade de identificar o sentido e o alcance de seus preceitos normativos. A interpretação desse ramo do Direito deve observar os seguintes critérios:

  1. A desigualdade jurídica entre a Administração e os administrados

  2. A presunção de legitimidade dos atos da Administração; e

  3. A necessidade de poderes discricionários para a Administração melhor atender ao interesse público.

  1. A Administração Pública (objeto específico do Direito Administrativo)

Numa definição bem singela, a Administração Pública corresponde à face do Estado (o Estado-Administração) que atua no desempenho da função administrativa, objetivando atender concretamente os interesses coletivos. A Administração Pública pode ser concebida num duplo sentido:

  1. Sentido subjetivo, formal ou orgânico: Conjunto de pessoas jurídicas (de direito público ou de direito privado), de órgãos públicos e de seus agentes. Dessa forma, verifica-se que em sentido formal a Administração Pública compreende os seus próprios componentes. Leva-se em conta o sujeito da Administração.

  2. Sentido objetivo, material ou funcional: Conjunto de funções ou atividades administrativas, que são públicas, consistentes em realizar concreta, direta e imediatamente os fins constitucionalmente atribuídos ao Estado, que compreendem, atualmente, a prestação dos serviços públicos, o exercício do poder de polícia, a atividade de fomento e a intervenção na ordem econômica. Assim, em sentido material a Administração Pública compreende a atividade concreta exercida pelo Estado para assegurar o interesse coletivo. Toma-se em consideração a função administrativa.

ATENÇÃO:Para facilitar a compreensão do sentido da Administração Pública, fazemos as seguintes perguntas:

Quem faz a Administração Pública¿ ——— Sentido subjetivo ou formal

Pois a Administração Pública em sentido subjetivo é composta por seus órgãos e agentes.

O que faz a Administração Pública¿——— Sentido objetivo ou material

Pois a Administração Pública em sentido objetivo tem como função essencial concretizar as atribuições que lhe são conferidas pela CF para atender o interesse coletivo.

 

  1. Regime Jurídico Administrativo

É um conjunto de normas-princípios que se aplicam ao Direito Administrativo e lhe conferem autonomia científica, submetendo toda a Administração Pública à observância de seus preceitos. É usual falar-se que o Regime Jurídico Administrativo consiste em um conjunto de princípios que conferem à Administração Pública prerrogativas (em razão do princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado) e sujeições (em razão do princípio da indisponibilidade do interesse público). Isso caracteriza o binômio (Celso Antônio Bandeira de Mello) ou a bipolaridade (Maria Sylvia Zanella Di Pietro) do Direito Administrativo.

      1. Princípio da Supremacia do Interesse Público sobre o Privado

Este princípio exalta a superioridade do interesse da coletividade, estabelecendo a prevalência do interesse público sobre o interesse do particular, como condição indispensável de assegurar e viabilizar os interesses individuais. Para o ilustre Celso Antônio Bandeira de Mello essa Supremacia “significa que o Poder Público se encontra em situação de autoridade, de comando, relativamente aos particulares, como indispensável condição para gerir os interesses públicos postos em confronto. Compreende, em face da sua desigualdade, a possibilidade, em favor da Administração, de constituir os privados em obrigações por meio de ato unilateral daquela. Implica, outrossim, muitas vezes, o direito de modificar, também unilateralmente, relações já estabelecidas”.

      1. Princípio da Indisponibilidade do interesse Público

Em razão deste princípio, os bens e os interesses públicos não se acham entregues à livre disposição da vontade do administrador. Ao contrário, cumpre ao administrador o dever de protegê-los nos termos da finalidade legal a que estão adstritos. Ainda segundo o mestre Celso Antônio Bandeira de Mello, “a indisponibilidade dos interesses públicos significa que, sendo interesses qualificados como próprios da coletividade – internos ao setor público -, não se encontram à livre disposição de quem quer que seja, por inapropriáveis. O próprio órgão administrativo que os representa não tem disponibilidade sobre eles, no sentido de que lhe incumbe apenas curá-los – o que é também um dever – na estrita conformidade do que predispuser a intenção da lei.

  1. Princípios da Administração Pública

    1. Princípios Explícitos na Constituição Federal

Vejamos o que diz a Constituição Federal de forma expressa em seu artigo 37 caput:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte.

É possível notar que a Constituição federal menciona expressamente cinco princípios que chamamos de princípios básicos ou explícitos, conhecidos pela famosa sigla LIMPE, são eles;

L

egalidade

I

mpessoalidade

M

oralidade

P

ublicidade

E

ficiência

Princípio da Legalidade: O princípio da legalidade é uma exigência que decorre do estado de Direito, ou seja, da submissão do Estado ao império da ordem jurídica. Assim, a atividade administrativa só pode ser exercida em conformidade absoluta com a lei. Para o saudoso Hely Lopes Meirelles “Na Administração Pública não há liberdade nem vontade pessoal. Enquanto na administração particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe na Administração Pública só é permitido fazer aquilo que a lei autoriza”.

Princípio da Impessoalidade: Este princípio exige que a atividade administrativa seja exercida de modo a atender a todos os administrados, ou seja, a coletividade, e não a certos membros em detrimento de outros, devendo apresentar-se, portanto, de forma impessoal. Esse princípio também deve ser entendido para excluir a promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos sobre suas realizações administrativas. Desta forma os atos administrativos são imputáveis a órgãose não aos funcionários que os praticam.

Palavras-Chaves:Imparcialidade

ATENÇÃO: As provas de títulos não ferem o princípio da impessoalidade, pois é uma previsão constitucional. Artigo 37, II da Constituição Federal de 1988.

Princípio da Moralidade: Este princípio determina o emprego da ética, da honestidade, da retidão, da probidade, da boa-fé e da lealdade com as instituições administrativas e políticas no exercício da atividade administrativa.

Palavras-Chaves:retidão de caráter, decência, lealdade, decoro e boa-fé

Princípio da Publicidade: Este princípio exige uma atividade administrativa transparente ou visível, a fim de que o administrado tome conhecimento dos comportamentos administrativos do Estado. Assim, todos os atos da Administração Pública devem ser públicos de conhecimento geral.

Palavras-Chaves:Transparência, visível

ATENÇÃO: O acesso aos documentos públicos de interesse particular ou de interesse coletivo ou geral será ressalvado exclusivamente nas hipóteses em que o sigilo seja ou permaneça imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, nestes casos não existe violação ao princípio da Publicidade.

ATENÇÃO 2: A publicação dos atos administrativos não constituirequisito de sua validade, maspressuposto de sua eficácia.

Princípio da Eficiência: Este trouxe para a Administração Pública o dever explícito de realizar suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento.

Palavras-Chaves:rapidez, perfeição, rendimento.

ATENÇÃO: O princípio da eficiência é o mais novo princípio explícito, pois foi introduzido no artigo 37 caput da Constituição Federal pela Emenda Constitucional nº 19 de 1998.

    1. Princípios Implícitos na Constituição Federal

Princípio da Finalidade Pública: A Administração Pública só existe e se justifica para atender a um fim público, que é o resultado que se busca alcançar com a prática do ato, e que consiste em satisfazer, em caráter geral e especial, os interesses da coletividade.

Princípio da Presunção de Legitimidade: Este princípio mais conhecido com um dos atributos do ato administrativo, faz presumir que toda atividade administrativa está em absoluta conformidade com as normas jurídicas.

Princípio da Autotutela: Pelo princípio da autotutela, a Administração Pública pode, diretamente e sem intervenção do Poder Judiciário, rever os seus próprios atos, para corrigi-los, seja quando não mais convenientes e oportunos, seja quando ilegais.

ATENÇÃO:O ato administrativo será:

  • Revogado: por questão de conveniência e oportunidade

  • Anulado: por questão de ilegalidade

ATENÇÃO 2:O Poder Judiciário poderá anular um ato administrativo só se for provocado, contudo o Poder Judiciário não poderá revogar os atos da administração pública, incubindo única e exclusivamente a revogação ao Administrador Público.

ATENÇÃO 3: É preciso esclarecer, porém que a autotutelanão se confunde com a tutela administrativa. Esta consiste no controle que a Administração direta exerce sobre as entidades da Administração indireta.

Princípio do Controle Judicial dos Atos Administrativos: Todo ato administrativo, seja ele vinculado ou discricionário, está sujeito ao controle de legitimidade do Poder Judiciário. Isso significa que vige entre nós o sistema da jurisdição única ou sistema inglês do controle judicial, que se contrapõe ao sistema do contencioso administrativo ou sistema francês da dualidade da jurisdição.

Princípio da Razoabilidade e Proporcionalidade: A razoabilidade, ou proporcionalidade, é um importante princípio constitucional que limita a atuação e discricionariedade dos poderes públicos e, em especial, veda que a Administração Pública aja com excesso ou valendo-se de atos inúteis, desvantajosos, desarrazoados e desproporcionais.

Palavras-Chaves:justiça, equidade, bom-senso, prudência, moderação, justa medida, proibição de excesso, direito justo.

ATENÇÃO: Os princípios da Razoabilidade/Proporcionalidade também são conhecidos como princípios da vedação do excesso.

Princípio da Motivação: O princípio constitucional em tela se traduz na exigência de que todos os atos e decisões da Administração Pública sejam fundamentados.

ATENÇÃO: Nem todos os atos administrativos precisam ser motivados, exemplo: nomeação e exoneração de servidor para cargo de segurança. Entretanto, se o administrador motiva qualquer destes atos, ele estará vinculado ao motivo, em face da aplicação da teoria dos motivos determinantes.

Princípio da Obrigatoriedade do Desempenho da Atividade Administrativa: Por este princípio, o desempenho da função ou atividade administrativa é obrigatório em razão da legalidade que conforma toda a atuação da Administração Pública. Assim, não dispõe a Administração da liberdade de não atuar, pois sempre deverá agir, para exercer a função que lhe compete na gestão do interesse público.

Princípio da Continuidade dos Serviços Públicos: É um dever da Administração Pública não só prestar os serviços públicos, mas disponibilizá-los aos administrados continuadamente, sem interrupções.

Princípio da Igualdade dos administrados face a Administração Pública: Em razão deste princípio, todos os cidadãos-administrados, quando destinatários da atuação administrativa, devem ser tratados igualmente na medida em que se igualem.

Princípio da Segurança Jurídica: Este princípio visa à proteção da confiança e a garantia da certeza e estabilidade das relações ou situações jurídicas.

Princípio da Responsabilidade do Estado: O Estado, por ser sujeito de Direito, é responsável perante os administrados, por danos que porventura lhes venha infligir. Possui, assim, a obrigação de reparar danos causados a terceiros.

Princípio da Obrigatoriedade da Licitação: Por este princípio, a Administração Pública direta e indireta só pode contratar obras, serviços, compras e alienações por meio de licitação pública (seleção pública), excetuados os casos especificados na legislação (casos de dispensa e inexigibilidade, previstos em lei).

Referências

CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de direito administrativo. 10. ed. Bahia: Jus Podivm, 2011.

Aula de Português para Concursos Públicos

06/11/2011

Parte 1: erros essenciais

[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=6N6MBy3LdJA&feature=BFa&list=PLAA06EC4916760054&lf=results_main’]

Fonte: Youtube

O Xamanismo e o poder das plantas medicinais

06/11/2011

Assista ao vídeo abaixo:

[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=OJ3biZe_bac’]

[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=Rvlf2orNVds&feature=related’]

 

Fonte: Youtube

Aula de Economia: entenda a Crise de 2011

03/11/2011

[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=B_JOslvwI54&feature=related’]

Fonte: Youtube

Conheça os chacras

14/10/2011

[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=r1bLzO1u8x0′]

Fonte: Youtube

Agenda de Cursos

12/10/2011

 

Curso de Cromoterapia
Dia 26 de outubro – Quarta-feira.
 Horário: das 13:30h ás 17:30h.
 
 Neste curso o aluno irá conhecer as propriedades terapeuticas das cores, seu melhor uso e métodos para utilizar em ambientes e com seus clientes.
 A Cromoterapia usa a cor para estabelecer o equilíbrio e a harmonia do corpo, da mente e das emoções. Vem sendo utilizada pelo homem desde as antigas civilizações, como no Egito antigo, nos templos de luz e cor de Heliópolis, como também na Índia, na Grécia, na China, onde suas aplicações terapêuticas foram comprovadas através da experimentação constante e verificação de resultados.
 
 No curso o aluno receberá apostila e certificado.
 
 Ligue para mais detalhes e reserve sua vaga: 2091-7307
www.chamacristika.com.br

Agenda Chama

– Curso de Massagem com Pedras Quentes – dia 07/10/2011 – Sexta-feira.
horário: das 14:00h as 17:00h.

– Curso de Bambuterapia – dia 08/10/2011 – Sábado.
horário: das 10:00h as 13:00h.

– Curso de Massagem com Pedras Quentes – dia 10/10/2011 – Segunda-feira.
horário: das 14:00h as 17:00h.

– Curso de Massagem com Conchas – dia 11/10/2011 – Terça-feira.
horário: das 14:00h as 17:00h.

– Curso de Reflexologia Podal – dia 13/10/2011 – Quinta-feira.
horário: das 14:00h as 18:00h.

– Curso de Bambuterapia – dia 17/10/2011 – Segunda-feira.
horário: das 14:00h as 17:00h.

– Curso de Massagem Tropical com Cuité – dia 18/10/2011 – Terça-feira.
horário: das 14:00h as 17:00h.

– Curso de Massagem com Pindas – dia 19/10/2011 – Quarta-feira.
horário: das 14:00h as 17:00h.

– Curso de Reiki nível III – dia 20/10/2011 – Quinta-feira.
horário: das 14:00h as 18:00h.

– Workshop – Chakra – Energia Vital – dia 20/10/11 – Quinta-feira – Apenas R$26,00.
horário: 19:00h as 21:00h.

– Curso de Massagem com Pedras Quentes – dia 22/10/2011 – Sábado.
horário: das 10:00h as 13:00h.

– Curso de Massagem com Conchas – dia 24/10/2011 – Segunda-feira.
horário: das 14:00h as 17:00h.

– Curso de Massagem com Pedras Quentes – dia 25/10/2011 – Terça-feira.
horário: das 14:00h as 17:00h.

– Curso de Cromoterapia – dia 26/10/2011 – Quarta-feira.
horário: das 13:30h as 17:30h.

– Curso de Bambuterapia – dia 27/10/2011 – Quinta-feira.
horário: das 14:00h as 17:00h.

– Curso de Massagem com Velas – EM BREVE!

– Curso Elementar de Grafologia – EM BREVE!

………………………..

*  Aulas de YOGA.

*  Aulas de REEDUCAÇÃO POSTURAL  (usando as técnicas de Pilates, RPG e GDS escola Ivaldo Bertazzo).

* Atendimentos individuais com massoterapeutas, terapeutas holísticos, naturopata e acupunturista –  Agende sua sessão.

* Agende uma sessão de Tarot, Baralho Cigano, Cartas, Numerologia ou Astrologia e descubra mais sobre vc!

Para mais detalhes ligue: (11) 2091-7307.
NAMASTÊ
Equipe Chama Crístika
www.chamacristika.com.br

 

 

 

 

Aula de Hoje: Florais de Bach

09/10/2011

 

Assista ao vídeo explicando as aplicações das Florais de Bach

 

 

[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=UrllTQmb0-M’]

Fonte: Youtube

Dicas para passar em concursos públicos

21/07/2011

Autor: Professor Willian Douglas

1ª Dica: Dicas para obter Motivação

MOTIVAÇÃO

A primeira atitude de que alguém precisa para passar em concursos é a motivação. Uma pessoa motivada é mais feliz e produtiva. Motivação é a disposição para agir, podendo ser entendida simplesmente como “motivo para a ação” ou “motivos para agir”.

Você precisa de motivação. Ela é quem nos anima e ela é quem nos faz “segurar a barra” nas horas mais difíceis e recomeçar quando algo dá errado. Porém… isto você já sabe. O que todo mundo quer saber é:

Como conseguir motivação?

A motivação é pessoal: só você pode dizer o que lhe dá ânimo para trabalhar, prosseguir, crescer. As outras pessoas podem ajudar na motivação, mas não nos dá-la de presente.

A primeira motivação é você cuidar bem de si mesmo, ser feliz. Costumo dizer que você vai passar o resto da vida “consigo”, que pode se livrar de quem quiser, de qualquer coisa, menos de você mesmo. Por isso, deve cuidar bem de sua mente, corpo e projetos, sonhos, futuro.

Mas existem outras motivações.

Deus Deus pode ser uma fonte de ânimo e consolo, de força para viver e prosseguir. Além disto, se você for uma pessoa com sucesso profissional e capaz, poderá servir mais ao trabalho para sua divindade.

Família Ajudar a família, ter dinheiro e tempo para o parceiro amoroso, filhos, pais, irmãos, é uma das mais fortes injeções de disposição para o estudo e o trabalho.

Riqueza Existem muitas formas de riqueza, sendo o dinheiro a menor delas. Paz, saúde, equilíbrio, família, sucesso, fama, ser benquisto e admirado, tudo isto são formas de riqueza, que podem ser escolhidas por você e servirem como estímulo.

Dinheiro O dinheiro nunca deve ser o motivo principal de uma escolha, mas é perfeitamente lícito e digno a pessoa querer ganhar dinheiro. Basta que seja dinheiro honesto. O dinheiro serve para comprar muitas coisas úteis e prazerosas. Assim, se você quer estudar para ter mais dinheiro para gastar, tudo bem, é um bom motivo.

Tempo Quanto melhor você estudar e quanto mais resultado tiver, mais tempo você terá para fazer outras coisas. E as fará com mais tranqüilidade e segurança.

Resolver problemas Conheço amigos para os quais o concurso serviu para resolver problemas. Um deles, o Professor Carlos André Tamez, do Curso Aprovação, estudou para ser Auditor da Receita, pois morava no Rio de Janeiro e sua amada, em Curitiba. O concurso serviu para ele poder trabalhar na cidade que desejava. E conheço uma amiga para quem o concurso serviu para poder se separar sem depender de pensão do ex-marido. Para outro, o concurso foi a fonte de dinheiro para montar seu consultório dentário.

Segurança O estudo e o concurso trazem segurança, seja a de ter alternativas, seja a de ter emprego, dinheiro, aposentadoria etc. São bons motivos.

Motivação é tarefa de todos os dias!

Entenda que todo projeto de longo prazo terá momentos de grande ânimo, momentos normais e momentos de desânimo, e vontade de desistir. Sabendo disso de antemão, procure se preparar para os dias de baixa: eles virão e você vai precisar aprender a lidar com eles.

A motivação deve ser trabalhada diariamente. Todos os dias você pode e deve lembrar dos motivos que o estão fazendo estudar, ter planos, persistir.A motivação deve ser redobrada nos momentos de crise, de desânimo e cansaço. Em geral, ela vai segurá-lo. Algumas vezes, você vai “surtar”, ter uma crise e parar um tempo. Tudo bem, tenha a crise, faça o que quiser, mas volte a estudar o mais rápido possível. De preferência, recomece no dia seguinte.

Dicas de motivação

1) Você pode criar técnicas para se animar. Eu usava uma xerox do contraqueche (hollerith) de um amigo que já tinha sido aprovado. Quando eu começava a querer parar de estudar antes da hora, olhava o contracheque que eu queria para mim e conseguia continuar estudando mais um tempo. Conheço gente que tem a foto de um carro, de uma casa, uma nota de 100 dólares, a foto de onde quer passar as férias de seus sonhos. E tem gente com foto da esposa, do marido, dos filhos.

2) Outra dica importante: esteja perto de pessoas com alto astral, animadas, otimistas, e de pessoas com objetivos semelhantes. Evite muito contato com pessoas que não estejam trabalhando por seus sonhos, que vivam reclamando de tudo, que não queiram nada. Escolha as pessoas com as quais você estará em contato e sintonizado. O canarinho aprende a cantar, ouvindo outro canário. E canários juntos cantam melhor. Esteja perto de quem cante ou goste de cantar.

Motivação: dor ou prazer. O ser humano age basicamente por duas motivações primárias: obtenção de prazer ou fuga da dor. Quando alguém deixa de saborear uma apetitosa sobremesa, pode estar querendo evitar a dor de engordar; quando a saboreia, está buscando o prazer do paladar. Há pessoas que estudam para evitar dor (nota baixa, reprovação, fracasso) e pessoas que estudam para obter prazer (aprender, saber, acertar, crescer, ter sucesso na prova etc.). Embora o objetivo seja o mesmo (estudar), a motivação pode ser completamente diferente. Acontece que, comprovado em 23 anos de estudo e experiência, mesmo com um objetivo idêntico (por exemplo, passar no vestibular ou concurso público), o desempenho de quem tem motivação positiva (buscar prazer) é bastante superior ao daquele que atua por motivação negativa (evitar dor).

2ª Dica: A eterna competição entre o lazer e o estudo

Todo mundo já se pegou estudando sem a menor concentração pensando nos momentos de lazer, e todo mundo já deixou de aproveitar as horas de descanso por causa de um sentimento de culpa, remorso mesmo, porque deveria estar estudando.

Esta inversão de fazer uma coisa e pensar em outra causa desconcentração, stress e perda de rendimento no estudo ou trabalho. Além da perda de prazer nas horas de descanso.

Em diversas pesquisas que realizei durante palestras e seminários pelo país, contatei que os três problemas mais comuns de quem quer vencer na vida são estes:

  • medo do insucesso (gerando ansiedade, insegurança),
  • falta de tempo e
  • a “competição” entre o estudo ou trabalho e a praia, cinema, namoro, etc.

E então, você já teve estes problemas?

Todo mundo sabe que para vencer e estar preparado para o dia-a-dia é preciso muito conhecimento, estudo e dedicação, mas como conciliar o tempo com as preciosas horas de lazer ou descanso?

Este e outros problemas atormentavam-me quando eu era estudante de Direito e depois quando passei a preparação para concursos públicos. Não é à toa que fui reprovado em 5 concursos diferentes!

Outros problemas? Falta de dinheiro, dificuldade dos concursos (que pagam salários de até R$ 12.000,00/mês, com status e estabilidade, gerando enorme concorrência), problemas de cobrança dos familiares, memória, concentração etc.

Contudo, depois de aprender a estudar, acabei sendo 1º colocado em outros 7 concursos, entre os quais os de Juiz de Direito, Defensor Público e Delegado de Polícia. Isso prova que passar em concurso não é impossível e que quem é reprovado pode “dar a volta por cima”.

Dá para, com um pouco de organização, disciplina e força de vontade, conciliar um estudo eficiente com uma vida onde haja espaço para lazer, diversão e pouco ou nenhum stress. A qualidade de vida associada às técnicas de estudo são muito mais produtivas do que a tradicional imagem da pessoa trancafiada estudando 14 horas por dia.

O sucesso no estudo e em provas (escritas, concursos, entrevistas, etc.) depende basicamente de três aspectos, em geral desprezados por quem está querendo passar numa prova ou conseguir um emprego:

1º) Clara definição dos objetivos e técnicas de planejamento e organização;

2º) Técnicas para aumentar o rendimento do estudo, do cérebro e da memória;

3º) Técnicas específicas sobre como fazer provas e entrevistas, abordando dicas e macetes que a experiência fornece mas que podem ser aprendidos.

O conjunto destas técnicas resulta em um aprendizado melhor e mais sucesso em provas escritas e orais (inclusive entrevistas).

Aos poucos, pretendemos ir abordando estes assuntos, mas já podemos anotar aqui alguns cuidados e providências que irão aumentar seu desempenho.Para melhorar a “briga” entre estudo e lazer , sugiro que você aprenda a administrar seu tempo. Para isto, como já disse, basta um pouco de disciplina e organização.

O primeiro passo é fazer o tradicional quadro horário, colocando nele todas as tarefas a serem realizadas. Ao invés de servir como uma “prisão”, este procedimento facilitará as coisas para você. Pra começar, porque vai levá-lo a escolher as coisas que quer dar mais tempo e a estabelecer suas prioridades. Experimente. Em pouco tempo você vai ver que isto funciona.Também é recomendável que você separe tempo suficiente para dormir, fazer algum exercício físico e dar atenção à família ou namoro. Sem isso, o stress será uma mera questão de tempo. Por incrível que pareça, o fato é que com uma vida equilibrada o seu rendimento final no estudo aumenta.Outra dica simples é a seguinte: depois de escolher quantas horas você vai gastar com cada tarefa ou atividade, evite pensar em uma enquanto está realizando a outra. Quando o cérebro mandar “mensagens” sobre outras tarefas, é só lembrar que cada uma tem seu tempo definido. Isto aumentará a concentração no estudo, o rendimento, e o prazer e relaxamento das horas de lazer.

Aprender a separar o tempo é um excelente meio de diminuir o stress e aumentar o rendimento, em tudo.

3ª DICA: Dez dicas importantes para fazer uma prova (concurso público)

A primeira coisa que se precisa em uma prova é calma, tranqüilidade. Se você começar a ficar nervoso, sente-se e simplesmente respire. Respire calma e tranqüilamente, sentindo o ar, sentindo sua própria respiração.

Após uns poucos minutos verá que respirar é um ótimo calmante. Procure manter-se em estado alfa, ou seja, combine calma e atenção.

Comece a ver a prova como algo agradável, como uma oportunidade, visualize-se calmo e tranqüilo. Lembre-se que “treino é treino e jogo é jogo” e que os jogadores gostam mesmo é de jogar: a prova é a oportunidade de jogar pra valer, de ir para o campeonato.

Fazer provas é bom, é gostoso, é uma oportunidade. Conscientize-se disso e enquanto a maioria estiver tensa e preocupada, você estará feliz e satisfeito. Um dos motivos pelos quais eu sempre rendi bem em provas é porque considero fazer provas algo agradável. Imagine só, às vezes a gente vai para uma prova desempregado e sai dela com um excelente cargo! Mesmo quando não passamos, a prova nos dá experiência para a próxima vez. Comece a ver, sentir e ouvir “fazer prova” como algo positivo, como uma ocasião em que podemos estar tranqüilos, calmos e onde podemos render bem.

Ao fazer uma prova, nunca perca de vista o objetivo: passar. O objetivo não é ser o primeiro colocado (o que é uma grande ilusão, já que ser o primeiro traz mais problemas do que vantagens). Também não é mostrar que é o bom, o melhor, o “sabe-tudo”. O objetivo é acertar as questões, tentar fazer o máximo de pontos mas ficar feliz se acertar o mínimo para passar.

Só isso.

A simplicidade e a objetividade são indispensáveis na prova, ladeadas com o equilíbrio emocional e o controle do tempo. Para passar lembre-se que você precisa responder aquilo que foi perguntado. Leia com atenção as orientações ao candidato e o enunciado de cada questão.

Em provas objetivas, seja metódico ao responder. Em provas dissertativas, seja objetivo e mostre seus conhecimentos. Por mais simples que seja a questão, responda-a fundamentadamente. No início e no final seja objetivo; no desenvolvimento (no miolo), procure demonstrar seus conhecimentos. Nessa parte, anote tudo o que você se recordar sobre o assunto e estabeleça relações com outros. Sem se perder, defina rapidamente conceitos e classificações. Se souber, dê exemplos. Aja com segurança: se não tiver certeza a respeito de um comentário, adendo ou exemplo, evite-o. “Florear” a resposta sem ter certeza do que está escrevendo não vale a pena. Isso só compensa se tratar-se do ponto central da pergunta, do cerne da questão. Nesse caso, se o erro não for descontado dos acertos, arrisque a resposta que lhe parecer melhor.

Utilize linguagem técnica. A linguagem de prova é formal, de modo que não se deixe enganar pela coloquial. Substitua termos, se preciso. Ex.: “Eu acho”, “Eu entendo”, “Entendo que”.

Correção lingüística. Tão ruim quanto uma letra ilegível ou uma voz inaudível é a letra bonita ou a voz tonitruante com erros de português. O estudo da língua nunca é desperdício e deve ser valorizado. Além disso, a leitura constante aumenta a correção da exposição escrita ou falada.

Evitar vaidades ou “invenções”. Muitos querem responder o que preferem, do jeito que preferem. Em provas e concursos temos que atentar para a simplicidade e para o modo de entender dominante e/ou do examinador. Aquela nossa tese e opinião inovadora, devemos guardá-la para a ocasião própria, que certamente não é a do concurso.

Tenha sempre humildade intelectual. Não queira parecer mais inteligente que o examinador ou criticá-lo. Não se considere infalível, sempre prestando atenção mesmo a questões fáceis ou aparentemente simples. Nunca despreze uma opinião diversa.

“Teoria do consumidor”. Além desses cuidados, temos que ter um extra com alguns examinadores. Lembre-se que todo professor, quando aplica uma prova é, na prática, um examinador. A grande maioria dos examinadores aceita que o candidato tenha uma opinião divergente da sua. Há, contudo, alguns mestres e bancas um tanto mais inflexíveis, casos em que será exigido do candidato uma dose de fluidez, docilidade, suavidade e brandura.

Junte-se a isso o ensino daqueles que sabem atender ao consumidor: o importante é satisfazer o cliente, o cliente tem sempre razão, o atendimento é tão importante quanto o produto.

Esta técnica ensina que o candidato deve ser prudente e pragmático.

Pragmatismo, anote-se, é a “doutrina segundo a qual a verdade de uma proposição consiste no fato de que ela seja útil, tenha alguma espécie de êxito ou de satisfação”.

O candidato precisa ter fluidez e maleabilidade suficientes para moldar-se à eventual inflexibilidade do examinador.

Se o seu professor só considera correta uma posição, devemos ter cuidado ao responder pois a prova não é a ocasião mais adequada para um enfrentamento de idéias, até porque ele é quem dá a nota, havendo uma grande desigualdade de forças. Existem os momentos adequados para firmar nossas opiniões e pontos de vista e isso é absolutamente indispensável, desde que na hora certa.

Letra legível, palavras audíveis. Se o examinador não consegue decifrar sua caligrafia nem ouvir sua voz, isso irá prejudicar a quem? Quem tem o maior interesse em ser lido, ouvido e entendido? Será que todos os examinadores, profissionais ocupados e atarefados, diante de centenas ou de milhares de provas para corrigir, terão tempo e compreensão diante de uma letra ilegível? Na hora da prova faça letra bonita, de preferência redondinha (ou, no mínimo, em caixa alta), a fim de que ela fique legível. Treine sua oratória para saber falar razoavelmente.

4ª DICA: Fazendo Provas

A realização de provas exige cuidados específicos para cada momento, que serão objeto de nossa atenção a partir de agora. Cada fase da preparação ou da prova tem suas técnicas. Não se assuste, achando que são muitas: como a técnica ajuda, quanto mais técnicas melhor.

A técnica da prática: aprenda a fazer, fazendo.

Aconselho o leitor a treinar o mais que puder a realização de provas. A experiência constitui um excelente trunfo na hora de um campeonato ou de um concurso.

Estes anos correndo o país me mostraram que pouca gente treina fazer provas. E esta é a grande dica: faça provas. Os cursos que mais aprovam são os que levam seus alunos a treinarem fazer provas, os candidatos que passam são os que treinaram fazer provas.

Para fazer provas, existem duas maneiras: simulados e provas reais. O ideal é que o candidato faça as duas, ou seja, que treine fazer provas e questões e que se inscreva em concursos para a área que deseja.Para os simulados, recomendo a você resolver questões e provas da matéria que estudou, como forma de fixar o conteúdo, periodicamente, fazer um concurso simulado, reprisando o tempo real da prova, o uso apenas do material permitido e, claro, utilizando provas de concursos anteriores. Outra dica boa é fazer os simulados filantrópicos cada vez mais comuns nos cursos preparatórios.

Falemos mais um pouco sobre este importante item.

VÁ FAZER AS PROVAS. Há pessoas que deixam de fazer uma prova por não se considerarem “preparadas” e deixam de adquirir experiência e até mesmo, algumas vezes, ser aprovadas. Mesmo que ainda esteja começando a se preparar, vá fazer as provas. Se for para alguém dizer que você ainda precisa estudar mais um pouco antes da aprovação, deixe que a banca examinadora o faça. Quem sabe o dia da prova não é o seu dia? Asseguro que, pelo menos, você irá adquirir experiência, ver como está o seu nível, como é estar “no meio do jogo” etc. Ao chegar em casa, procure nos livros as respostas: a fixação daquilo que você pesquisar nessa ocasião é sempre muito alta. Analise o gabarito e, se for possível, participe da vista de prova. Se o resultado for abaixo de sua expectativa, não desanime: apenas continue estudando e agregando conhecimentos. A coisa funciona assim mesmo: a gente normalmente “apanha” um pouco antes de começar a “bater”.

TREINE EM CASA. Mesmo que você não tenha como fazer as provas, é possível adquirir boa parte dessa experiência em casa, treinando. Reúna provas de concursos anteriores ou comercializadas através de cadernos de testes e livros, separe o material de consulta permitido pelo Edital, o número de questões, o tempo de prova, etc. E faça a prova! Tente simular uma prova do modo mais próximo possível daquele que irá encontrar no dia do concurso. Aproveite esses “simulados” para aprender a administrar o tempo de prova. Se os cursos preparatórios oferecerem provões ou simulados, participe.

TREINOS ESPECIAIS. Depois de algum treino, passe a ficar resolvendo mais questões por um tempo um pouco maior (p. ex., uma hora a mais) do que o que terá disponível no dia da prova, o que serve para aumentar sua resistência.

Outro exercício é resolver questões em um tempo menor, aumentando a pressão. Por exemplo, se a prova terá 4 horas para 50 questões de múltipla escolha, experimente tentar responder esse número de questões em 3 horas ou 3 horas e meia. Em seguida, responda a outras questões até completar o tempo de 4 horas. Se você está acostumado a resolver questões com uma pressão maior do tempo e com uma longa duração (5 ou 6 horas, por exemplo), ficará mais à vontade em provas em condições menos severas. Contudo, à medida em que a data do concurso for se aproximando, passe a realizar mais provas simuladas em condições absolutamente iguais às que você irá enfrentar.

5ª DICA: Mudança de paradigma

Se você está acostumado a pensar numa prova apenas como aluno, aprenda a mudar esse paradigma. Você também precisa ver a prova com os olhos do examinador. Se um médico, um engenheiro, um advogado e um político virem uma ponte ruir e pessoas se ferirem, é possível que haja quatro modos de avaliar o fato: um pensará em socorro médico, outro em qual foi a falha na construção, outro em ações de indenização, e o último em mais um ponto de sua plataforma eleitoral.

Enquanto você não aprender a ver a prova não como quem quer acertar (o aluno) mas como quem quer ver se está certo (o examinador), as suas provas terão menos qualidade.

Em duplas ou grupos, passe a fazer provas e trocá-las para a correção. Corrija-as como se fosse o próprio examinador. Você aprenderá a ver a prova com outros olhos e isto facilitará seu desempenho quando reassumir o papel de aluno. Treine para fazer provas orais reparando a postura e respostas do colega como se você fosse da banca.

Humildade intelectual

Nunca despreze uma idéia nova ou uma opinião sem meditar e refletir.

Nunca despreze uma idéia por causa de sua fonte, por exemplo, por ser de alguém que você não gosta, ou que é pobre, ou que é de outra raça, ou de outra religião, ou de outro estado, ou de outro sexo, ou de outra qualquer coisa. Avalie as idéias pelo seu valor e não pela sua origem ou roupagem.

Além disso, é preciso conhecer o que há, o que já existe, nem que seja para sustentar uma tese inteiramente nova. Caso contrário, pode ocorrer aquela história onde um ateu foi para o Clube dos Herejes e, na portaria, perguntaram-lhe se havia lido a Bíblia, o Talmude, etc. O ateu disse que não leu nada porque era ateu, e o mandaram para o Clube dos Ignorantes.

Resumos e cores

Ao estudar faça resumos, esquemas, gráficos, fluxogramas, anotações em árvore, mencionados no item abaixo. Organize-se para periodicamente, ao estudar a matéria, reler os resumos que tiver preparado. Uma boa ocasião é fazê-lo a cada vez que for começar a estudar a matéria. Quando o número de resumos for muito grande, divida-os de forma a que de vez em quando (semana a semana ou mês a mês) você dê uma “passada” por eles. Essa revisão servirá para aumentar de modo extraordinário seu aprendizado e memorização.

O uso de mais de uma cor em suas anotações é proveitosa, pois estimula mais a atenção e o lado direito do cérebro. Alguns alunos gostam de correlacionar cores com assuntos ou com referências. Por exemplo, o que está em vermelho são os assuntos mais “quentes” para cair, o que está em azul são exceções, princípios na cor verde, e assim por diante. Dessa forma, as cores também funcionam como uma espécie de ícone.

SQ3R

Morgan e Deese mencionam estudos feitos pela Universidade de Ohio nos quais se identificou aquele que seria o melhor método de estudo: o SQ3R. Este eficiente método pode ser utilizado isoladamente ou em combinação com outros, sendo referido por praticamente todos os livros que tratam do assunto (metodologia, aprendizado, leitura dinâmica, memorização, etc.).

Nesse sistema nós reaprenderemos a ler, agora não mais em um passo, mas em cinco. Por demorarmos mais tempo para ler com o SQ3R, aparentemente estará havendo “perda” de tempo. Mas isso é só aparência. Embora se leve um pouco mais de tempo, o ganho de fixação é tão superior que compensa com sobras o esforço de aprender esta nova dinâmica de leitura, em fases. É claro que o leitor só usará este sistema quando achar conveniente, ficando ele como mais um recurso disponível.

As duas primeiras fases (S e Q) servem para aguçar a curiosidade mental e dar uma noção do que se busca, servem para “abrir” o cérebro e “arar” a terra onde serão lançadas as novas informações.

As três fases seguintes (3R), que correspondem a três formas diferentes de se ler, correspondem a três momentos de fixação cerebral, um complementar do outro.

O conjunto facilita o estabelecimento mental de relações e associações, a apreensão, a memorização e a “etiquetação mental”. Em resumo:

1º – Defina o que você está procurando ou quer aprender.

2º- Formule perguntas e questões.

3º – Leia o texto rapidamente, prestando atenção aleatoriamente a termos isolados, lendo os títulos e subtítulos, reparando as figuras, as notas, os termos em negrito. Essa leitura é um “vôo geral” sobre o que será lido em seguida.

4º – Leia tradicionalmente, com atenção, e, se quiser, sublinhando o que achar mais importante.

5º – Releia o texto, revisando o que for mais importante. Veja se respondeu às perguntas formuladas de antemão. Reforce os pontos de menor fixação.

Formule perguntas sobre o que se sabe, o que vai ser tratado, o que se quer aprender. Prepare perguntas a serem respondidas. Levante dúvidas. Isso “abre as portas” para a matéria que virá em seguida.I4.3, acima.

Na primeira leitura, procure apenas a idéia principal, detalhes importantes que sejam rapidamente captados, veja “qual é o lance”. Essa primeira leitura é rápida, “descompromissada”, sem a preocupação com a compreensão total. É um vôo sobre uma floresta antes de descer para caminhar por ela.

Na segunda leitura faça uma análise melhor, a leitura tradicional, comece a tirar suas conclusões pessoais, a criticar, concordar, anotar, sublinhar, etc. Esta leitura é o passeio a pé pela floresta. Como sublinhar,C19, I5, p. 475.

Na terceira leitura, você já pode sintetizar, resumir, etc. Aqui você utilizará e melhorará eventuais anotações rápidas feitas na 2ª leitura. Ao final dela você já deverá sentir-se apto a fazer uma explanação sobre o tema. Essa leitura é aquela onde se anota o que ficou de mais emocionante ou importante da visita à floresta, é aquela onde você, novamente do avião, registra os pontos mais bonitos, onde existe esta cachoeira, aquela nascente ou aquela árvore fenomenal, etc.

Após terminar o estudo pelo SQ3R, pegue o questionário previamente preparado e veja se já pode respondê-lo. O que você responder é o que já foi fixado. Procure em seguida as respostas para as perguntas que não tiver respondido, o que servirá como excelente forma de aprender e fixar a matéria.

6ª DICA: ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO E TEMPO DE ESTUDO

INDIVIDUALIZAÇÃO E QUALIDADE

O tempo de estudo não é uma parte isolada de nossa vida, mas uma parcela do tempo em interação com as demais atividades.

Para se ter um bom horário de estudo é preciso harmonização, pois ninguém pode apenas estudar. É preciso cuidar da administração do tempo, que envolve vários fatores, entre os quais reluzem a responsabilidade com nossos objetivos e a flexibilidade para adaptar o que for possível e para se adaptar às circunstâncias.

A administração do tempo abrange o tempo de cada uma de nossas diversas atividades, algo tão grave e sério que às vezes nos causa certa angústia. A Bíblia, em muitas passagens, fala a respeito da administração do tempo.

A administração do tempo abrange o tempo de cada uma de nossas diversas atividades, algo tão grave e sério que às vezes nos causa certa angústia. A Bíblia, em muitas passagens, fala a respeito da administração do tempo.

Em Efésios 5:16 fala em agir “remindo o tempo, porque os dias são maus”, sendo que uma tradução mais recente utiliza os termos “usando bem cada oportunidade”. Remir, como se sabe, significa salvar, resgatar, adquirir de novo. Essa preocupação com o tempo excede em muito a preocupação com a data da prova. Ela se liga à fugacidade da vida, ao seu caráter transitório e efêmero.

Isso foi retratado por Tiago (Cap. 4, vers. 14) ao dizer: “Que é a vossa vida? Sois, apenas, como uma neblina que aparece por um instante e logo se dissipa” ao passo que o Salmista disse que “tudo passa rapidamente, e nós voamos” (Salmo 90:10).

Se administrar o tempo é algo assim tão valioso, é óbvio que administrar o nosso tempo de estudo também o é. Seja porque o estudo ajuda a vencer em nossa curta vida, seja porque nosso tempo é limitado e, portanto, devemos saber dividi-lo harmoniosamente.

Procurando o ideal. A idéia normal de quem está estudando é a de saber qual o número ideal de horas de estudo para se alcançar sucesso. É por essa razão que uma das perguntas que mais ouço é:

“Quantas horas você estudava por dia?”

Já ocorreu de um aluno me perguntar quantas horas eu estudava, pois ele, já que não era tão inteligente quanto eu, estudaria o dobro e, assim, passaria no concurso. Obviamente, disse a ele 1) que não existe isto de mais ou menos inteligente, mas sim a pessoa usar ou não a inteligência que todos temos e 2) que o importante não era quantas horas eu estudei mas quantas ele poderia estudar.

Embora equivocado quanto ao método, repare que esse aluno tinha um objetivo e estava “matutando”, pensando em como chegar lá. Isso é positivo. O fato de estar equivocado foi resolvido, pois, além de ele estar procurando soluções, ele fez perguntas. E só quem pergunta (ao professor ou aos livros) pode obter respostas.

O importante é o seu horário. Perguntar quantas horas outra pessoa estudava não tem utilidade porque ninguém tem sua vida igual à de outrem: uns trabalham, outros não; uns vão à igreja, outros não; uns são solteiros, outros casados, outros mais ou menos; uns têm filhos, outros não. O que adianta saber é quantas horas você estuda, ou, mais, quantas pode estudar por dia ou por semana.

Além do mais, o certo é perguntar, primeiro, como estudar e, depois, quantas horas você pode aproveitar para estudar. O número ideal de horas para se estudar é: o maior número de horas que você puder, mantida a qualidade de vida e do estudo. Esse é o número.

Quantidade x Qualidade do Estudo. Como tudo na vida, importa mais a qualidade do que a quantidade. Há quem estude doze horas por dia e seu resultado prático seja inferior ao de outro que estuda apenas uma hora por dia. Por quê? Por causa de inúmeros fatores, como a concentração, a metodologia e o ambiente de estudo. Mesmo assim, os estudantes e candidatos preocupam-se apenas com “quantas horas” ele ou o colega estuda por dia, e quase não se vê a preocupação com o “como” se estuda.

Quem se preocupa apenas com “quantas” horas se estuda, esquece do desperdício de tempo de estudo por causa de sua baixa qualidade.Como ensinou Deming (obra citada), “a produtividade aumenta à medida que a qualidade melhora”, pois há menos retrabalho (fazer de novo o que foi mal feito), pois há menos desperdício.

Quantidade x Qualidade x Qualidade + Qualidade. Embora a qualidade seja o mais importante, é óbvio que você precisa dedicar uma quantidade de tempo para estudar. Se pode estudar 2 horas por dia, não estude apenas “uma com qualidade” e desperdice a outra: estude as duas com qualidade. Se João estuda uma hora com qualidade e José duas horas sem qualidade, João estudou mais. Porém, se João estuda uma hora com qualidade e José duas horas com qualidade, José estudou mais.

Uma das vantagens de estudar para um concurso é que até passar você sacrifica uma considerável parte do seu tempo, mas após sua aprovação pode refazer seu horário do jeito que preferir. Pode até voltar a fazer o que fazia, só que com sua vida profissional resolvida, já curtindo o seu sucesso e, é claro, com mais status e dinheiro no bolso.

Uma hora de estudo com qualidade vale mais do que 5 horas de estudo sem qualidade. Contudo, cinco horas de estudo com qualidade valem mais do que 1 hora de estudo com qualidade. Assim, você deve reservar o maior tempo possível para estudo, apenas com o cuidado de separar tempo para descansar, relaxar, etc.

O resultado da soma da quantidade com a qualidade pode ser expresso pelo que se lê em II Coríntios 9:6: “Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará.

7ª DICA: COMO FUNCIONA UM PROJETO DE ESTUDO

O primeiro passo que devemos dar é assumir o controle de nossa vida e planejar qual será o caminho a ser trilhado. A preparação para uma prova, exame ou concurso é uma atividade séria demais para ser feita aleatoriamente, ao sabor do vento, deixando-se levar como as ondas do mar. É aconselhável que se tenha um projeto e que, para realizá-lo, se organize um sistema eficiente de estudo.

Estudar não é uma atividade isolada: o estudo produtivo e otimizado deve ser organizado como um projeto. E o projeto de estudo nada mais é do que montar um sistema de estudo.

Sistema é disposição de partes em uma estrutura organizada. É, pois, uma reunião coordenada e lógica de diversos elementos. O sistema de estudo será o emprego de um conjunto de técnicas ou métodos voltados para um resultado. Isso abrange o estudo de qualidade e a coordenação ideal entre as atividades de estudo, lazer, descanso, trabalho, deslocamento, etc., de modo a propiciar um rendimento ótimo nos estudos.

Este sistema deve ser eficiente, eficaz, isto é, capaz de produzir o efeito desejado, de dar um bom resultado.

Não adianta, como muitas vezes ocorre, a pessoa parar toda sua vida, lazer, descanso e ficar quase 24 horas ligada em estudo, estudo, estudo e, em pouco tempo, parar tudo por causa de estresse, depressão ou coisa semelhante. Um sistema organizado e razoável permite um esforço dosado e contínuo.

QUALIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS

COMPROMISSO

(Persistência, Constância de propósito)

Ao contrário do mero interesse por alguma coisa, significa querer com constância. David McNally diz que “compromisso é a disposição de fazer o necessário para conseguir o que você deseja”. O mesmo autor cita, ainda, a explicação de Kenneth Blanchard: “Há uma diferença entre interesse e compromisso. Quando você está interessado em fazer alguma coisa, você só faz quando for conveniente. Quando está comprometido com alguma coisa, você não aceita desculpas, só resultados.” É o compromisso que nos vai fazer sacrificar temporariamente o que for necessário para estudarmos e perseverar até chegar aonde queremos. Compromisso também pode ser entendido como perseverança, firmeza de vontade, constância de propósito, fortaleza. Thomas Edison, diz-se, só conseguiu transformar em realidade sua visão mental da lâmpada elétrica na tentativa de nº 10.000. A cada fracasso ele se animava a continuar tentando dizendo que havia descoberto mais uma forma de não inventar a lâmpada elétrica.

Há quem ainda distinga compromisso e comprometimento, que seria um grau ainda maior de interesse. Exemplo: se tenho que estar em tal lugar em tal dia, tenho um compromisso, ao passo que se estou querendo ir, estou comprometido com isso.

Assuma a responsabilidade por seu destino, tenha iniciativa e persistência.

Sobre persistência em obedecer a alguma coisa (a Deus, a um objetivo, etc.), se houver interesse, veja Jeremias, cap. 36. Quanto ao modo de se executar, reflita sobre Colossenses 3:23: “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração (…)”.

AUTODISCIPLINA (domínio próprio)

Um dos maiores atletas que conhecemos, Oscar Schmidt, ensina que a diferença entre um bom atleta e um atleta medíocre (mediano) é que este pára diante das primeiras dificuldades ao passo que aquele, quando está cansado, dá mais uma volta na pista, e mais uma volta, e mais uma volta. Assim, aos poucos, vai melhorando, minuto a minuto. Não foi qualquer um que ensinou isso, foi um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos. Ele, na verdade, indicou uma qualidade indispensável para um atleta e para se alcançar um sonho: autodisciplina. Ele também ensina que é preciso ter-se humildade, não achar que se é o melhor, pois, sempre temos algo a aprender e a melhorar.

Autodisciplina é a capacidade de a pessoa se submeter a regras, opções e comportamentos escolhidos por ela mesma, mesmo diante de dificuldades. Como se vê, autodisciplina significa que vamos submeter-nos a uma coisa ao invés de outra. Ninguém é completamente livre: somos sempre escravos da disciplina ou da indisciplina. A disciplina permite escolhas mais inteligentes e é melhor para efeito de passar em provas e concursos.

É a autodisciplina que nos dará poder para renunciar, ainda que temporariamente, a prazeres menos importantes em favor da busca por prazeres mais importantes. Aqueles que se recusam a ser “mandados” por uma disciplina auto-imposta são escravos ainda maiores da própria desorganização, preguiça ou falta de vontade. Nesse sentido, vendo-se as vantagens do exercício da autodisciplina, podemos dizer que o poeta Renato Russo estava certo quando cantava, na música “Há Tempos” que “disciplina é liberdade”.

Além de autodisciplina, o sucesso no estudo e nas provas exige alta disciplina, ou seja, uma alta dose dessa atitude. Em geral, lidamos com grande quantidade de matéria e grande quantidade de tempo para aprender tudo. Mesmo que o estudo de qualidade ganhe tempo, você terá que ter paciência. E disciplina para fazer a coisa certa pelo tempo certo.

A alta disciplina não é só para o estudo, mas também para manter a atitude mental certa, o equilíbrio, saber administrar o tempo, descansar na hora de descansar e assim por diante. Se pensar em desanimar ao saber que vai precisar de auto e alta disciplina, lembre-se de que a única escolha que você tem é de pagar o preço de aprender … ou o preço de não aprender.A única escolha que você tem é: pagar o preço de aprender … ou o preço de não aprender.

Para ajudar na autodisciplina, conscientize-se de que você é responsável por seu futuro. Liste seus objetivos de curto, médio e longo prazos e periodicamente os releia.

ORGANIZAÇÃO

A importância do planejamento e da organização foi mostrada por Jesus (Lucas 14:28, 32), em parábola:

Da mesma forma, quem começa a estudar deve planejar o desenvolvimento dos estudos, as matérias que precisa aprender, o material necessário, a administração do tempo, etc., para não começar mal uma obra ou ir para a guerra despreparado.

Organizar-se é estabelecer prioridades. A conjugação do estabelecimento de prioridades (planejamento estratégico) com a autodisciplina (domínio próprio) e com a estruturação das atividades é a melhor forma de se obter tempo para estudar, para o lazer, descanso, família, etc.

Aprenda a não deixar mais as coisas para a última hora, seja um trabalho, seja uma inscrição em concurso. Deixar as coisas para o último dia é pedir para ter problemas e dar chance para o azar. No último dia uma máquina quebra, alguém fica doente, ocorre um imprevisto, etc. Comece a se organizar e uma boa dica é essa: cumpra logo suas tarefas. Não procrastine.Organize-se. Defina suas prioridades. Discipline o seu tempo. Estabeleça metas e cumpra-as. Ao executar uma coisa, pense apenas nela. Execute com alegria. Aproveite o dia (carpe diem).

ACUIDADE

Acuidade significa, como ensina o Aurélio, “agudeza de percepção; perspicácia, finura”. Finura, no sentido aqui tratado, e ainda segundo o Aurélio, significa “afiado, que tem vivacidade, sagaz”. Essa qualidade, pode ser resumida em “prestar atenção“. Istoé o que mais falta quando alguém assiste a uma aula, lê um livro ou responde a uma questão de prova. Quantas vezes você não aprendeu alguma coisa apenas porque não estava atento, ou errou uma questão de prova (uma “casca de banana”) porque não estava “ligado” no que estava fazendo? Apenas por falta de atenção, de acuidade. A regra básica aqui é, na lição de N. Poussin, a seguinte: “O que vale a pena ser feito vale a pena ser bem feito.”

Assim, se você vai estudar, ler um livro, assistir a uma aula, fazer uma prova (isto é, se você decidiu fazer isto), faça bem feito. Para fazer bem é preciso acuidade, ou seja, prestar atenção. Esse princípio serve para tudo: trabalho, lazer, sexo, etc.

Esteja aberto para a realidade e para novas idéias. Veja, ouça e sinta as coisas. Participe da vida como ator e não como espectador. Seja sujeito e não objeto dos acontecimentos. Concentre-se no que faz. Seja curioso. Não tenha receio de questionar, duvidar, perguntar. Pense, raciocine e reflita sobre o que está acontecendo ao seu redor.

FLEXIBILIDADE

Talvez esta seja a qualidade mais importante para que este livro possa ser útil. O meu sistema não será bom para você a menos que você o adapte à sua realidade, qualidades, defeitos, facilidades e dificuldades. Adaptação é uma forma de inteligência. Tudo o que você vir, ler, ouvir, sentir, etc. deve ser avaliado e adaptado. Teste as coisas, veja se funcionam bem para você ou se, para funcionarem melhor, demandam alguma modificação. Não tenha receio de criar seus próprios métodos e soluções.

A capacidade de adaptação foi mencionada por um grande general:

Em suma, você deve ser capaz de – como diz conhecida oração atribuída a um almirante americano – ter coragem para mudar as coisas que são mutáveis, resignação para aceitar as que são imutáveis e sabedoria para distinguir ambas. Para montar seu projeto de estudo, adapte o que é adaptável e adapte-se às condições que você não tem como alterar.

A flexibilidade é, portanto, a capacidade de adaptação. Ela será importante em toda a sua vida e, também, para montar um sistema de estudo. Ela também serve para que possam ir sendo feitas as modificações necessárias à medida em que forem surgindo novas situações, circunstâncias, imprevistos, etc.

8ª DICA: COMO DEFINIR O PRAZO PARA SER APROVADO

1 PRAZO PARA APROVAÇÃO

Essa é a regra de ouro do candidato. Não defina prazos: estabeleça um objetivo e tenha a persistência necessária para alcançá-lo. Como dizia o maior vendedor do mundo: “O fracasso nunca me alcançará se minha vontade de vencer for suficientemente forte”.

Além do mais, o fracasso é uma situação ou um momento, nunca uma pessoa. Como já disse, você pode acumular concursos em que não passou mas bastará uma aprovação para “resolver” o problema. E, de mais a mais, um resultado negativo sequer pode ser considerado um fracasso, porque sempre se ganha experiência para o próximo concurso (C23). Outro equívoco é o da pessoa que após um ou dois reveses resolve mudar de carreira ao invés de persistir em seu intento.

O título deste Capítulo contém uma pequena armadilha: Como definir o prazo para ser aprovado é exatamente não buscar a sua definição. O que devemos definir é o objetivo a ser buscado o quanto for suficiente. Um dos motivos é o fenômeno da agregação cíclica.

9ª DICA: 1 – exercícios

Comece a redigir todos os dias ou, pelo menos, toda semana. Separe horários específicos apenas para redigir. Faça redação geral, de apoio e específica.C9, I5, p. 240. Como diz o brocardo latino Fiat fabricandun faber, fazer se aprende fazendo. Ou melhor, é indicado obter primeiro uma base teórica, mas a perfeição só adquire-se com a prática. Experimente começar a escrever um diário, poesias, contos, fazer descrições de objetos, narrar fatos ou problemas, dissertações sobre assuntos em geral e assuntos da matéria da prova. Faça resumos de livros, filmes, etc.

Treine fazer descrições bem completas, identificando tudo o que caracteriza a coisa descrita e a distingue das demais.

Façamos um exercício: Descreva um pão de queijo.

Isto mesmo. Pare a leitura, pegue uma folha e comece a trabalhar. [Descreva um pão de queijo.

Já descreveu?

Vamos lá, pegue uma folha em separado e descreva um pão de queijo.

Estou esperando…

esperando…

esperando…

Pronto. Acabou?

Vamos “corrigir” ?

Primeiro passo:

Pegue novamente folha em anexo e

1 – Veja a “cara” dela. Está bonita?

2 – Por melhor que esteja, tenho certeza que dá para melhorar. Faça isso.

Já fez?

Estou esperando…

esperando…

esperando.

Experimente conferir se sua descrição pode ir um pouco mais fundo, passando para o campo da dissertação, onde você pode desenvolver idéias, juízos, valor.

Ótimo. Agora diga-me se você descreveu bem um pão de queijo.

Veja se falou do seu tamanho, cor, temperatura ideal, sabor, composição (massa, queijo, tempero, etc.), odor, textura, acompanhamentos ideais (café, refrigerante, etc.), origem (Minas Gerais), ocasiões e modo de consumo, variedades (simples, com pedaços de outros ingredientes, com doce de leite, etc.), sua utilidade para reuniões, lanches rápidos, tira-gostos, etc., lojas especializadas em vender pão de queijo, se faz diferença ser feito no forno de fogão ou em microondas, sua primeira, melhor e pior experiência com um pão de queijo, eventuais comparações com outros tipos de pão (francês, pão de batata, pão integral), etc.

Você falou nisso tudo?

Se você não falou é porque não quis, não teve paciência ou não está treinado para levar a sério a tarefa de escrever. Vamos, eu tenho certeza que você pode fazer um trabalho excepcionalmente bonito. Tente agora outra descrição.

Que tal o pão francês?

Outro treino útil será experimentar contar uma história, isto é, fazer uma narração, com todos os seus elementos: personagem (um pão de queijo que adquiriu vida), ação, espaço, tempo em desenvolvimento, enredo ou trama e narrador. Escrever uma história irá ajudar muito na construção daquela já mencionada estrada que liga o cérebro à caneta e esta ao papel.

Se você sabe descrever um pão de queijo, saberá certamente descrever qualquer outra coisa que conheça, da vida ou da matéria que cairá na prova.Em provas jurídicas, uma das questões que os candidatos consideram mais complicadas é descrever a natureza jurídica de alguma coisa. Ora, natureza significa, nesta acepção, espécie ou qualidade. Natureza jurídica será absolutamente a mesma coisa dentro desse universo específico. Para descrever-se a natureza jurídica de algo, basta dizer o que tal coisa é na essência, quais as suas características e o que a distingue das demais. Se você conhece a coisa e sabe escrever, estas questões não serão mais um problema.

10ª DICA: RESUMO PARA A PROVA

Como citei muitas técnicas, vou fazer um resumo para você lembrar no dia da prova. A técnica que usarei é a do processo mnemônico.Pense na frase:

Até cair foi legal, administrei, revi e descansei. Agora, repare que a frase é a ligação para uma série de palavras/técnicas:

Até cair foi legal, administrei, revi e descansei.

Não leve isto anotado para o dia da prova pois, embora não o seja, pode ser considerado como “cola”. Memorize a frase e, ao receber seu material de prova, escreva no caderno de questões ou folha para rascunho. Usando a técnica, você lembrará as coisas mais importantes para a prova.

At – atitude e atenção

Ca – calma e tranqüilidade

Fo – foco

Le – ler as instruções aos candidatos e ler a prova com atençãoAdminist – administrar o tempo e administrar o que não sabe

Revi – revisões 1 e 2

Descansei – intervalos, situação, atitude

At – atitude e atenção. Lembre que fazer provas é um privilégio, uma oportunidade, que muitos queriam estar onde você está, lutando por seus sonhos. E tenha atenção, não fique voando.

Ca – calma e tranqüilidade. Um candidato calmo rende mais. Se preciso, respire lentamente até se acalmar. Divirta-se.

Fo – foco. O objetivo é passar e, para passar, a atitude correta é: fazer a melhor prova que eu puder fazer hoje, devo mostrar meus conhecimentos com clareza e objetividade para deixar o examinador feliz.

Le – ler as instruções aos candidatos e ler a prova com atenção. Ler as instruções vai ajudá-lo a fazer a prova corretamente; ler as questões vai fazer você descobrir o que o examinador realmente quer saber de você (e não o que você gostaria que ele perguntasse). O examinador precisa ser atendido.

Administ – administrar o tempo e administrar o que não sabe. O tempo se administra fazendo as contas e, claro, treinando antes, para ter prática de fazer provas. Administrar o que não se sabe é decidir deixar em branco ou mostrar o que for possível de conhecimento.

Revi – revisões 1 e 2. E, se necessário, o uso da técnica VMR.

Descansei. Implica bom uso dos intervalos para melhorar seu rendimento, em “descansar” na idéia (atitude) de que concurso se faz até passar, que se deve exigir apenas o melhor possível, que a situação é favorável (na prova, você ou vai passar ou vai ver onde precisa melhorar).*

*Para aqueles que, como eu, acreditam que “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8: 28), também é possível “descansar” nessa idéia. Assim, se você acredita em Deus, pode e deve se acalmar com a ajuda d´Ele.

[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=JAW5fBWUmNs&feature=related’]

Fonte: Youtube

PEQUENAS REGRAS QUE PERMITEM O RESPEITO AO MEIO AMBIENTE

14/04/2011

Pequenas atitudes que fazem toda a diferença quando se fala em respeito ao meio ambiente:

1. Revise seu texto na tela antes de imprimí-lo;

2. Faça impressão de frente e verso;

3. Desligue o monitor quando não o estiver usando;

4. Apague a luz ao deixar o local de trabalho;

5. Suba e desça escadas, em vez de elevador;

6.Troque seu copo descartável por uma caneca durável;

7.Recicle material

Fonte: Programa Qualivida

O pão nosso de cada dia

10/04/2011

Olá, queridos leitores!

Hoje, vamos conversar sobre um alimento que todos os dias está sobre nossas mesas: o pão

Embora o pão francês ainda seja o preferido dos brasileiros, algumas receitas mais saudáveis já vêm ganhando mercado, como os pães com multigrãos, ricos em fibras, como a linhaça, que auxiliam no bom funcionamento do intestino, além de serem ricas em ômega 3, que é um aliado no controle do colesterol e glicose. A aveia e o girassol  também são ricos em fibras.

Os pães com frutos, como a castanha-do-pará, por exemplo, e em soja, fontes de selênio, que tem ação antioxidante (antienvelhecimento), também são recomendados.

Fonte: Época

« Próximas Anteriores »
Rádio Anjos de Luz

Com agradecimento à Fada San. Visite www.anjodeluz.net

Meu perfil
Perfil de usuário Terra 2012 .
Leitores do Terra 2012 pelo mundo
free counters
Escreva para a grande fraternidade branca

Grande Fraternidade Branca
Com agradecimento ao Espaço Hankarra. Visite hankarralynda.blogspot.com

Prezado Leitor, se você é uma pessoa solitária, quer desabafar ou deseja uma opinião fraterna e desinteressada sobre algum problema que o aflige, escreva-nos carta para o endereço informado no rodapé do site, ou, se preferir, mande e-mail para grandefraternidadebranca
@terra2012.com.br
.

Todas as correspondências serão respondidas no menor prazo possível.

arvore

Antes de imprimir pense em sua responsabilidade e compromisso com o MEIO AMBIENTE!

Gato no notebook

DÚVIDAS? Fale com o Administrador gtm@terra2012.com.br

Acessar Webmail Terra 2012