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Depois de Petrolão, rombo na Receita Federal fragiliza mais a economia brasileira

29/03/2015

A soma do rombo deixado nos cofres da Petrobras  alcança o montante de R$ 18,3 bilhões. Um valor superior à atual cotação de mercado da Companhia Energética de Minas Gerais (R$ 16,044 bilhões) ou da siderúrgica líder no segmento de aços longos, a Gerdau (R$ 16,68 bilhões). Equivale ainda a 145 milhões de barris de petróleo.

Bem: nos estaleiros, e tão somente neles, já são 20 mil os demitidos em decorrência do efeito Petrolão.

Os partidos da base governista brandem tais números, imprecando contra o juiz Sérgio Moro. Um amigo que milita no PT, desde 1980, usou, para explicar o que se passa, uma frase de Hannah Arendt, que consta do livro “Crises da República”. É um termo latino: “Fiat justitia et pereat mundus”: faça-se justiça e que pereça o mundo. A frase não é de Arendt: mas do imperador romano Ferdinando Primeiro.

Ou seja: o bravo juiz Moro, na ótica petista, prefere ver o mundo acabar, perecer (em desemprego, segundo os petistas), do que manter os trambiques das empreiteiras.

O que o juiz deveria fazer? Segurar a peruca da gentalha? Claro que não.

Se as investigações levadas a fundo vão mesmo quebrar o Brasil (como estabelece o PT), qual seria a alternativa?

Pelo que a sociedade e os políticos deveriam então lutar?

Vou responder em seguida.

O Governo de Barack Obama e o Bank of America fizeram acordo para que o Departamento de Justiça arquivasse a acusação de que o banco enganou investidores ao vender produtos financeiros atrelados a hipotecas de alto risco, às vésperas da crise financeira de 2008.

A instituição começou a pagar entre 16 bilhões e 17 bilhões de dólares (36,5 a 38,9 bilhões de reais) para resolver o litígio.O recorde anterior, também por irregularidades com as hipotecas subprime, pertence ao JPMorgan Chase, que no final de 2013 acertou com o Departamento de Justiça uma multa de 13 bilhões de dólares.

O Departamento de Justiça dos EUA e o banco JP Morgan Chase fecharam também um acordo pelo qual a instituição financeira passoua a pagar 13 bilhões de dólares de multa por suas práticas negligentes quanto à venda de títulos derivativos de empréstimos hipotecários de alto risco conhecidos como “subprime”. Tais papéis “podres” (lastreados em hipotecas que jamais seriam pagas por causa do grande risco de insolvência dos devedores,)  foram a base da bolha imobiliária que desencadeou a crise financeira de 2008 nos EUA.

     O discurso do governo brasileiro é o de segurar as empreiteiras para não parar o pais e salvar os empregos.

Para isto, as multas estipuladas pela justiça não podem quebrar as empresas.

Uma alternativa é multar de acordo com a lei.

Converter a multa em ações:  e as leiloar no mercado. Os caras, em síntese, têm de ofertar no mercado ações cujo montante regula com o rombo que deram ao país.

Seria, digamos, um socialismo capitalista de resultados. Seria, digamos, um niilismo de resultados regulado pela lei e pelo mercado.

Assim seriam salvas as empreiteiras e os empregos: mas não os empreiteiros ladrões.

Ou seja: as multas não necessitam quebrar as empresas. Saem  de cena os acionistas responsáveis –e ficam, postas no mercado, as ações equivalentes aos números  da corrupção… ao serem vendidas, ajudam a cobrir parte do ajuste fiscal necessário.

Sabe por que nossos políticos não querem adotar essa solução, em síntese igual à adotada pelos EUA, para salvar o país da bolha de 2008?

Porque aqui logo, logo, logo,  querem os mesmos caras nas empreiteiras: para poderem continuar mamar nas tetas delas: e elas mamando nas tetas da grana pública.

Operação Zelotes investiga bancos, montadoras e empreiteiras, diz jornal

PF apura suposta prática de suborno para anulação de débitos fiscais.
Apuração envolve 70 empresas. Prejuízo estimado à Receita é de R$ 19 bi.

Justiça Federal aceita denúncia contra dono do Grupo Safra

Joseph Yacoub Safra é suspeito de envolvimento no esquema de pagamento de propina no Carf

A Justiça Federal acolheu denúncia contra o dono do Grupo Safra, Joseph Yacoub Safra, por suposto envolvimento no esquema de pagamento de propina para a obtenção de decisões favoráveis no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), descoberto na Operação Zelotes. O empresário e outras cinco pessoas passam agora à condição de réus na ação penal que discute sua participação em crises de corrupção

A aceitação da denúncia partiu do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara em Brasília. Ele argumentou que não haveria hipótese de “indeferimento da peça”, ao justificar sua decisão.

“Está demonstrada a plausibilidade das alegações contidas na denúncia em face da circunstanciada exposição dos fatos tidos por criminosos e as descrições das condutas em correspondência aos documentos constantes inquérito policial, havendo prova da materialidade e indícios da autoria delitiva”, escreveu o juiz.

Algumas das maiores empresas do país – entre bancos, montadoras e empreiteiras – são investigadas na Operação Zelotes, da Polícia Federal, segundo informou reportagem da edição deste sábado (28) do jornal “O Estado de S. Paulo”.

De acordo com a reportagem, a PF apura suspeita de pagamento de propina para integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) a fim de anular ou reduzir débitos tributários com a Receita Federal.

O Carf é um órgão do Ministério da Fazenda responsável pelo julgamento de recursos de empresas multadas pela Receita.

De acordo com a PF, são alvos da investigação na Operação Zelotes ao menos 70 empresas, 15 escritórios de advocacia e 24 consultorias, entre as quais conselheiros e ex-conselheiros do Carf.

O prejuízo estimado pelos investigadores aos cofres da Receita é de R$ 19 bilhões, dos quais R$ 5,7 bilhões, segundo a PF, já estão comprovados.

Segundo “O Estado de S. Paulo”, estão entre as empresas investigadas as montadoras Ford e Mitsubishi; os bancos Bradesco, Santander, Safra e Bank Boston (este último, comprado pelo Itaú em 2006); a seguradora Bradesco Seguros; a empreiteira Camargo Corrêa; grupo Gerdau, do setor siderúrgico; a estatal Petrobras; a BR Foods, do setor de alimentos; a Light, distribuidora de energia do Rio de Janeiro; e o grupo de comunicação RBS – leia as versões das empresas ao final desta reportagem.

A investigação de julgamentos de ações no Carf não significa condenação. Como o trabalho da PF ainda está na fase de apuração, o número de empresas suspeitas pode diminuir ou aumentar.

A Operação Zelotes foi deflagrada na quinta-feira, com o cumprimento de 41 mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo e Ceará. Em Brasília, foram apreendidos 16 carros, três motos, joias, R$ 1,84 milhão, US$ 9.087 e € 1.435. Entre os automóveis, estão quatro Mercedes, dois Mitsubishi Lancer e um Porsche Cayenne. Outros dez carros e cerca de R$ 240 mil em moeda nacional e estrangeira foram apreendidos em São Paulo, além de dois automóveis no Ceará. Os nomes dos proprietários não foram divulgados.

A Polícia Federal apura se integrantes do Carf eram subornados para suspender julgamentos, alterar votos e aceitar recursos a fim favorecer empresas. Segundo informou “O Estado”, as propinas a membros do Carf variavam entre 1% e 10% do valor dos débitos tributários das empresas. O objetivo seria principalmente anular multas e obter amortização de ágio em casos de fusões e aquisições de empresas – a fim de se reduzir o pagamento de impostos.

De acordo com o jornal, a Operação Zelotes também apura a suposta participação no esquema do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, preso na Operação Lava Jato, que apura desvio de recursos da estatal. Segundo o jornal, ele teria atuado como representante de fornecedores da Petrobras que tinham débitos com a Receita.

O advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, disse desconhecer a investigação, afirmou que a suspeita é “absurda” e que não há relação entre o cliente dele e os julgamentos do Carf.

Empresas
Veja abaixo os valores dos débitos das empresas que estão em discussão com a Receita Federal, segundo informações de “O Estado de S. Paulo”, e a versão de cada uma:

– Santander (R$ 3,3 bilhões): “O Santander tomou conhecimento do tema pela imprensa. Em todos os processos sob análise do CARF, assim como perante qualquer outro órgão administrativo ou judicial, a defesa da empresa é sempre apresentada de forma ética e em respeito à legislação aplicável. Informamos, ainda, que estamos à disposição dos órgãos competentes para colaborar com qualquer esclarecimento que seja necessário”, informou o banco por meio de nota.

– Bradesco e Bradesco Seguros (R$ 2,7 bilhões): “O Banco não comenta assunto sob investigação de autoridades”, informou a instituição por meio de nota enviada à TV Globo.

– Ford (R$ 1,7 bilhão): A montadora informou à TV Globo que não irá se pronunciar.

– Grupo Gerdau (R$ 1,2 bilhão): “A Gerdau esclarece que, até o momento, não foi contatada por nenhuma autoridade pública a respeito da Operação Zelotes. Também reitera que possui rigorosos padrões éticos na condução de seus pleitos junto aos órgãos públicos”, afirmou a empresa por meio de nota.

– Light (R$ 929 milhões): “A Light foi surpreendida pelos noticiários, informa que até o momento não foi notificada e assegura que sempre agiu e agirá, na forma da lei”, afirmou a empresa por meio de nota.

– Banco Safra (767 milhões): Por meio da assessoria, o banco informou que não vai se manifestar.

– RBS (R$ 672 milhões): “O Grupo RBS desconhece a investigação e nega qualquer irregularidade em suas relações com a Receita Federal”, informou a empresa por meio de nota.

– Camargo Corrêa (R$ 668 milhões): “A empresa desconhece as informações suscitadas pela reportagem”, informou a empresa à TV Globo.

– Mitsubishi (R$ 505 milhões): Por meio da assessoria, a empresa informou que não vai se manifestar.

– Bank Boston, adquirido pelo Itaú (R$ 106 milhões): O G1 procurou a assessoria do banco, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

– Petrobras (R$ 53 milhões): Por meio da assessoria, a estatal informou que não vai se manifestar.

– BR Foods (valor ainda em apuração): A empresa informou à TV Globo que não vai se manifestar sobre o assunto e que suas atividades sempre se pautaram pelo cumprimento da lei.

Fonte: Yahoo e G1

Máfia que desviava bilhões com fraudes em julgamentos tributários espõe “gestapo fiscal” contra contribuinte

Máfia que desviava bilhões com fraudes em julgamentos tributários espõe “gestapo fiscal” contra contribuintes

Mensalão, Petrolão, Impostão – cada escândalo consegue superar o anterior em sofisticação e quantidade de bilhões em roubalheiras. Neste cenário de corrupção estrutural, onde a máquina estatal funciona como uma “gestapo” que extorque o cidadão-eleitor-contribuinte, alguém consegue ainda ficar surpreso quando a Polícia Federal lança a Operação Zelotes, a fim de desarticular uma organização suspeita de roubar R$ 19 bilhões dos cofres públicos, fraudando julgamentos de processos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), do Ministério da Fazenda?

Tal aberração é “normal” em um Brasil que^tem em vigor 92 impostos, taxas ou contribuições. O Estado Capimunista tupiniquim promove um confisco mensal através do “Imposto de Renda”. A tungada na fonte, sem defesa, sobre os salários ajuda a piorar a situação do bolso de quem sofre com o “aumento real do custo de vida” ou “perda do poder de compra”. O modelo inferniza a vida de quem precisa consumir, pagar as contas obrigatórias do mês ou quitar empréstimos a juros absurdos cobrados por bancos e cartões de crédito. Ferra até o governo – sem recurso previsto no orçamento até para o IBGE fazer a contagem da população brasileira…

A tributação média sobre o consumo chega a 49%. Vale para pobres ou para ricos. Produzir, sem a tentação de sonegar, é quase impossível. Somos penalizados por seis terríveis impostos sobre bens e serviços: IPI, Cofins, PIS, Cide, ISS e ICMs. Lucrar no Brasil é considerado um pecado mortal para o empresário. O Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre Lucro Líquido confiscam a lucratividade. Quem trabalha e produz é penalizado e perseguido pelo Estado. No jogo de extorsão, as máfias se reproduzem – como a que foi pega agora, que atuava desde 2005, só foi investigada a partir de 2013 e começa a ser enquadrada pelo Ministério Público neste 2015 pródigo em escândalos.

Por isso é urgente rever o sistema tributário. A ideia do “Imposto Justo”, cobrado de uma única vez, de forma transparente, visível na nota fiscal, é a mais viável. A maioria dos demais impostos pode ser abolida se a máquina pública gastar, desperdiçar e roubar menos. Nos últimos 25 anos, desde a Constituição de 88, segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) foram criadas 155.954 normas federais na área tributária.

Não é à toa que a massa, aos milhões sai às ruas para protestar. A maioria não aguenta mais impostos elevados, juros altíssimos, custo de vida subindo, violência saindo do controle, governo ineficiente, perdulário e comandado por uma classe política corrupta, mentirosa, desqualificada e humanamente nojenta. A Lava Jato, acaba virando peixe-pequeno. Nela, os corruptos teriam desviado uns R$ 2,1 bilhões da Petrobras. Agora se fala em desvios de R$ 19 bilhões. A PF conseguiu identificar que em algumas negociações os corruptos recebiam entre 1% e 10% das multas que teriam que ser pagas pelos contribuintes. Os investigados responderão pelos crimes de advocacia administrativa fazendária, tráfico de influência, corrupção passiva e ativa, associação criminosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O problema é que, se não houver uma profunda mudança no modelo estatal e no sistema tributário no Brasil, a Operação Zelotes será mais uma a enxugar gelo – como tantas outras em que os ladrões se locupletam e terminam impunes. A nova política de tributos precisa vir acompanhada de um sistema que torne pública e transparente, via internet, a execução do orçamento e da contabilidade pública. A pressão direta e constante do cidadão-eleitor-contribuinte é a única saída para que ocorra uma efetiva fiscalização sobre o gasto e investimento público, evitando desperdícios.

Atualmente, o setor público brasileiro é uma caixa preta. Escancará-la é fundamental. Sem isso, fica impossível destinar mais recursos para Educação, Saúde, Segurança, Infraestrutura e etc. O dinheiro aplicado vai para o lixo! Ou melhor, ruma direta ou indiretamente para as contas dos ladrões tupiniquins, que o lavam, aqui e no exterior. A grana vai e volta, na forma de “negócios” e pretensos “investimentos estrangeiros diretos”. Aplica-se na bolsa, na fusão e aquisição de empresas, na compra de imóveis ou em outros “empreendimento” e formas de lavar dinheiro, de forma aparentemente legalizada ou flagrantemente criminosa.

Junto com a reforma tributária, o Brasil precisa resolver alguns problemas prioritários: acabar com a reeleição; tornar o voto facultativo (e não obrigatório); permitir a auditoria e recontagem do voto, impresso, no sistema eletrônico; aceitar candidaturas avulsas para cargos majoritários, independentemente dos partidos; abolir o imposto sindical, tornando livre a contribuição associativa; acabar com a “profissão” de político, reduzindo ao mínimo a remuneração do representante legislativo.

Se a multidão não cobrar nas ruas por tais mudanças, de forma estruturada, focada e objetiva, tudo continuará como dantes no País corrupto do Abrantes… Se não houver pressão, Dilma permanecerá no poder, refém de tudo e de todos, feito uma “marioneta”, alegando: “A corrupção é uma senhora idosa e não poupa ninguém. Pode estar em todo lugar, inclusive no setor privado”… E a gente vai ter que concordar com ela…

Fonte: Blog do AFR

Imprensa estrangeira ajuda a piorar o clima negativo sobre a economia brasileira

28/02/2015

Brasil está em atoleiro, diz Economist em manchete de capa

Carnavalesca afundando na lama é a ilustração de capa da The Economist (Reprodução)

A revista The Economist volta a dedicar a capa para o Brasil. Na edição latino-americana que chega às bancas, uma passista de escola de samba está em um pântano coberta de gosma verde com o título “O atoleiro do Brasil”. Em editorial, a revista diz que a antiga estrela da América Latina “está na maior bagunça desde o começo dos anos 1990”. A capa da edição da Economist para o restante do mundo não tem o País como tema principal e dá destaque a outro assunto: o avanço dos telefones celulares.

A Economist diz em editorial que, durante a campanha, Dilma Rousseff “pintou um quadro rosa” sobre o Brasil e a campanha teve o discurso de que conquistas como o emprego, aumento da renda e benefícios sociais seriam ameaçados pela “oposição neoliberal”. “Apenas dois meses do novo mandato, os brasileiros estão percebendo que foi vendida uma falsa promessa”.

Para a revista, “a economia do Brasil está em uma bagunça, com problemas muito maiores do que o governo admite ou investidores parecem perceber”. Além da ameaça de recessão e da alta inflação, a revista cita como grandes problemas o fraco investimento, o escândalo de corrupção na Petrobras e a desvalorização cambial que aumenta a dívida externa em real das empresas brasileiras.

“Escapar desse atoleiro seria difícil mesmo para uma grande liderança política. Dilma, no entanto, é fraca. Ela ganhou a eleição por pequena margem e sua base política está se desintegrando”, diz a revista.

A Economist nota que boa parte dos problemas brasileiros foram gerados pelo próprio governo que adotou uma estratégia de “capitalismo de Estado” no primeiro mandato. Isso gerou fracos resultados nas contas públicas e minou a política industrial e a competitividade, diz o editorial. A revista cita que Dilma Rousseff reconheceu parte desses erros ao convidar Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda. “No entanto, o fracasso do Brasil em lidar rapidamente com distorções macroeconômicas deixou o senhor Levy com uma armadilha de recessão”.

Entre as medidas para que o Brasil retome o caminho do crescimento sustentado, a revista diz que “pode ser muito esperar uma reforma das arcaicas leis trabalhistas”. “Mas ela deve pelo menos tentar simplificar os impostos e reduzir a burocracia sem sentido”, diz o texto, ao citar que há sinais de que o Brasil pode se abrir mais ao comércio exterior.

O editorial termina com a lembrança de que o Brasil não é o único dos BRICS em apuros e a Rússia está em situação pior ainda. “Mesmo com todos os seus problemas, o Brasil não está em uma confusão tão grande como a Rússia. O Brasil tem um grande e diversificado setor privado e instituições democráticas robustas. Mas seus problemas podem ir mais fundo do que muitos imaginam. O tempo para reagir é agora”.

Fonte: The Economist

O Brasil está em meio a uma crise causada pelo próprio País e, antes de melhorar, a situação vai piorar. Esse é o resumo do principal editorial publicado ontem pelo jornal britânico Financial Times.

Apesar da situação negativa, o editorial reconhece que o Brasil está longe do quadro de hiperinflação. “Melhor ainda, as instituições estão se segurando, especialmente o Judiciário.”

“O Brasil está em crise. No início deste mês, mais de um milhão de manifestantes foram às ruas para expressar seu descontentamento. Grande parte do País sofre racionamento de água após um longo período de seca”, diz o editorial com o título “A queda do encanto do Brasil é de sua própria autoria”.

Fonte: Financial Times

“A Petrobras está envolvida em um escândalo de corrupção épico que viu até US$ 10 bilhões desviados. A economia deverá encolher este ano e talvez também no próximo ano, o que seria o pior desempenho desde 1931”, informa o texto.

“Os índices de aprovação de Dilma Rousseff já caíram para 13%. Parece que foi ontem que o País festejava boas novas. Portanto, a queda foi espetacular. Infelizmente, a situação está suscetível a piorar ainda mais.”

Esteroides. Para o FT, parte do boom dos últimos anos foi resultado de “esteroides”, como o superciclo das commodities e o boom do crédito. Esses benefícios foram aproveitados sem disciplina, diz o FT. “Agora, o processo está acontecendo em marcha à ré.”

O editorial afirma que o colapso do real é uma “reprecificação dramática” da economia. “Mas a taxa de câmbio real ponderada pelo comércio ajustada pela inflação ainda é maior do que a média de 20 anos. Os custos unitários do trabalho também são maiores em dólar do que em 2010. Assim, é possível que a moeda se enfraqueça ainda mais.”

“O governo, que está há 12 anos no poder, culpou fatores externos. Mas a confusão é em grande parte de autoria do próprio Brasil. Para um contraponto é só olhar para os vizinhos orientados aos mercados voltados para o Pacífico, como o Chile, Colômbia e Peru. Eles aproveitaram boom de crédito e commodities semelhante, mas sem essa ressaca. Essas economias ainda estão crescendo rápido”, diz o FT.

Apesar da série de problemas na economia e política, o FT diz que “tudo não é totalmente ruim para o Brasil”. “O País está longe de cair de volta no caminho da hiperinflação. Melhor ainda são as instituições que estão se segurando, especialmente o Judiciário”, diz o texto ao lembrar que vários políticos de alto escalão envolvidos no mensalão foram condenados. Agora, outros nomes tão importantes estão sendo investigados pelo escândalo na Petrobras. Além disso, o editorial cita que Eike Batista pode ir para a cadeia. “Isso teria sido impensável há alguns anos, quando a impunidade reinava.”

“Então, a crise no Brasil é ruim e provavelmente vai piorar antes de melhorar. No entanto, poderia ter sido ainda pior. É uma espécie de progresso para o ‘País do futuro’, como diz o clichê. Acima de tudo, isso significa que o Brasil ainda tem um.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Protestos de caminhoneiros nas estradas estendem-se e já afetam a economia do País

27/02/2015

Os protestos de caminhoneiros nas rodovias do Paraná completam 15 dias em 27/2/15. Desde o dia 13, foram vários pontos de bloqueio em rodovias estaduais e federais do estado. Na maioria dos trechos fechados, apenas os veículos de carga, com exceção dos com cargas vivas, são impedidos de seguir viagem. A categoria é contra os aumentos constantes do preço do litro do óleo diesel e o valor pago pelos fretes, que são considerados baixos.

Confira abaixo os pontos interditados em rodovias federais e estaduais do Paraná.

Nas rodovias federais, os caminhoneiros descumprirem uma determinação da Justiça que impõe multa entre R$ 1 mil a R$ 50 mil por hora de bloqueio em rodovias de Curitiba, de Foz do Iguaçu, Toledo, Guarapuava e Londrina. Na quinta-feira (26), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou às superintendências da Polícia Federal (PF) a abertura de inquéritos para apurar se ocorreram abusos nos protestos de caminhoneiros, que também são realizados em outros estados brasileiros.

Após horas de negociações, sindicatos e associações que representam caminhoneiros aceitaram, em 25/2/15, os termos do acordo proposto pelo governo para colocar fim aos protestos da categoria. Entretanto, o acordo não contou com o apoio de Ivar Luiz Schmidt, que se diz representante do Comando Nacional do Transporte, movimento que, segundo ele, é responsável por cerca de 100 pontos de bloqueio nas estradas.

Com os caminhões parados nas estradas, houve redução no número de fretes. O problema reflete em vários setores da economia do estado. Nas regiões oeste e sudoeste, por exemplo, os aeroportos de Cascavel e Foz do Iguaçu estão sem combustível para abastecer as aeronaves. Os frigoríficos da região também precisaram paralisar os trabalhos. Na quinta, o local deixou de abater 420 mil frangos e dispensou 2,6 mil funcionários.

A operação do Porto de Paranaguá, principal terminal de exportação de produtos agrícolas do país, também é prejudicada por causa dos protestos. No início da semana, apenas 10% dos carregamentos previstos para foram realizados.

Três pessoas foram presas durante um tumulto na BR-277, no Trevo Cataratas, em Cascavel, na tarde de quinta-feira.

Lei dos caminhoneiros
Nesta quarta (25), após se reunir com lideranças dos caminhoneiros e com representantes de empresários, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, afirmou que o governo se comprometeu a sancionar sem vetos a Lei dos Caminhoneiros. A matéria foi aprovada na Câmara no último dia 11 e estabelece regras para o exercício da profissão de motorista.

Responsável pela interlocução do governo com os movimentos sociais, Rossetto frisou que a Lei dos Caminhoneiros vai prever que os caminhões que trafegarem vazios e com o eixo suspenso estarão isentos do pagamento de pedágio.

Confira as rodovias federais interditadas até as 12h20 desta sexta-feira

BR-277, km 338, Guarapuava
BR-277, km 452, Laranjeiras do Sul
BR-369, km 500, Corbélia
BR-373, km 265, Prudentópolis
BR-376, 504, Ponta Grossa
BR-376, km 232, Apucarana
BR-467, km 75, Toledo
BR-476, km 343, Paula Freitas

Confira as rodovias estaduais interditadas até as 12h20
PR-090, km 343, Assaí
PR-158, km 528, Pato Branco
PR-160, km 053, Cornélio Procópio
PR-170, km 26, Florestópolis
PR-170, k 381, Guarapuava
PR-180, km 203, Goioerê
PR-180, km 205, Goioerê
PRC-180, km 465, Francisco Beltrão
PRC-180, km 471, Francisco Beltrão
PR-182, km 481, Ampére
PR-182, km 459, Realeza
PR-182, km 320, Toledo
PR-218, km 254, Astorga
PR-272, km 218, Faxinal
PRC-280, km 134, Palmas
PRC-280, km 175, Clevelândia
PRC-280, km 255, Marmeleiro
PRC-280, km 194, Mariópolis
PR-281, km 467, Chopinzinho

PR-281, km 520, Chopinzinho
PR-281, km 535, Dois Vizinhos
PR-281, km 542, Dois Vizinhos
PR-281, km 421, Mangueirinha
PR-317, km 104, Maringá
PR-317, km 055, Santa Fé
PR-317, km 047, Santa Fé
PR-323, km 303, Umuarama
PR-323, km 163, Paiçandu
PR-323, km 311, Umuarama
PR-441, km  28, Reserva
PR-444, km 08, Arapongas
PR-445, km 80, Cambé
PR-458, km 000, Flórida
PRC-466, km 179, Pitanga
PRC-466, km 245, Guarapuava
PR-466, km 100, Jardim Alegre
PR-466, km 91, Faxinal
PR-471, km 222, Nova Prata do Iguaçu
PR-479, km 86, Moreira Sales
PR-483, km 001, Francisco Beltrão
PRC-487, km 295, Manoel Ribas
PR-558, km 004, Campo Mourão
PR-566, km 012, Itapejara do Oeste

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou  que determinou às superintendências da Polícia Federal (PF) a abertura de inquéritos para apurar se ocorreram abusos nos protestos de caminhoneiros que bloquearam dezenas de rodovias do país nos últimos dias. Na quinta, 9 estados registravam manifestações nas estradas contra o aumento do diesel e o valor do frete, entre outras reivindicações.

Em entrevista coletiva no Ministério da Justiça, Cardozo também disse ter mandado a Polícia Rodoviária Federal (PRF) multar os motoristas que estão bloqueando as estradas federais. Segundo ele, as multas serão utilizadas para identificar os motoristas que descumprirem as ordens judiciais de desbloqueio de rodovias federais em municípios de 11 estados.

Ao considerarem ilegais os bloqueios das estradas, os juízes fixaram diferentes valores de multas que alcançam até R$ 50 mil para cada hora que os manifestantes se recusarem a liberar as pistas. Para cobrar essas multas, é que o governo recorrerá aos registros das infrações de trânsito.

Pelas decisões, os caminhoneiros e entidades de trabalhadores rodoviários estão impedidos de bloquear a circulação de pessoas em todas as rodovias de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Ceará e em 14 municípios de outros cinco estados – Paraná, Goiás, Tocantins, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

De acordo com o ministro, a Advocacia-Geral da União (AGU) ficou encarregada de agilizar o registro das multas de trânsito dos caminhoneiros para que sejam tomadas as medidas judiciais cabíveis para a cobrança das multas por descumprimento das ordens judiciais.

O titular da Justiça ressaltou na coletiva que a pasta recebeu relatos de que “atos ilícitos” estão ocorrendo nas manifestações realizadas nas estradas.

“Eu determinei ao diretor da PF que as superintendências abram imediatamente inquéritos para apurar quaisquer ilícitos que estejam ocorrendo [nos protestos nas rodovias]. Todos serão rigorosamente objeto de apuração policial para responsabilização. As notícias que chegam é que atos ilícitos estão sendo realizados, que pessoas estão proibidas de circular”, informou Cardozo.

Abastecimento – A paralisação dos caminhoneiros começa a afetar os consumidores. Na Ceagesp, técnicos calculam uma redução de 10% nas frutas oriundas da região Sul do país. No Paraná, algumas cidades enfrentam falta de combustível e, em outras, elevação de preços – postos em cidades menores, sobretudo no sudoeste do Estado, chegam a vender o litro da gasolina a 5 reais.

O Porto de Paranaguá é um reflexo da paralisação. De um total de 900 caminhões que deveriam chegar até o local para descarregar, apenas 45 chegaram e a previsão para os próximos dias seria de 1.600 caminhões, o que não deve ocorrer. Em Foz do Iguaçu, as autoridades colocaram em prática um plano de emergência para evitar a falta de combustíveis, no caso do aeroporto, a Infraero colocou em execução um plano de contingência.

Em entrevista à Rádio CBN, o diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Valter Venson, disse que “a preocupação é que a falta de álcool, diesel e gasolina, além de prejudicar os usuários, possa interferir na segurança pública, uma vez que ambulâncias e viaturas policiais podem ficar paradas”.

O sindicato também alertou para o perigo desses caminhões, carregados com produto inflamável, ficarem estacionados na beira das estradas por muito tempo.

Produtores paranaenses reclamam que sem o combustível, o fornecimento de ração para aves pode ser interrompido. “As aves vão morrer de fome e não tem combustível nem para fazer vala para enterrar os animais”, queixou-se Amarildo Brustolin, integrante da Comissão de Avicultura da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).

Fiat – Em Betim (MG), a Fiat dispensou 6.000 funcionários dos dois primeiros turnos pelo segundo dia consecutivo. Considerando que a planta produz aproximadamente 3.000 carros diariamente, a paralisação dos dois turnos faz com que pelo menos 2.000 veículos deixem de ser produzidos por dia.

Nesta segunda-feira, cerca de 6.000 trabalhadores do segundo e do terceiro turnos já tinham sido liberados. Segundo a Fiat, eles estão sendo dispensados porque o protesto impediu que as autopeças e componentes utilizados na fabricação de veículos chegue no horário programado.

A fábrica de Betim está localizada na BR-381 (rodovia Fernão Dias), principal ligação entre São Paulo e Belo Horizonte. A unidade fica em uma região de alta concentração industrial, próxima à refinaria Gabriel Passos da Petrobras.

A Fiat afirma que está monitorando o protesto, “na expectativa de que a situação se normalize”, para decidir quando os trabalhadores devem voltar. A montadora informou que os funcionários do turno da noite (23h-5h) estão “mobilizados” para irem trabalhar nesta terça-feira caso a situação das rodovias melhorem ao longo do dia. A empresa não descarta ter que dispensar os colaboradores novamente nesta quarta.

Confira, abaixo, o impacto da greve no Paraná:

COMBUSTÍVEIS
Postos já enfrentam falta de combustíveis em função da paralisação, mas o desabastecimento não é generalizado. Há casos em Pelotas, Passo Fundo, Santa Maria e municípios das Missões. A Região Metropolitana ainda não é afetada porque os carregamentos que chegam aos postos saem das bases das distribuidoras em Canoas, abastecidas pela Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), onde não houve bloqueio. Postos costumam operar com reserva para comercializar combustíveis até três dias caso não haja reposição, mas a duração do estoque varia conforme o tamanho do estabelecimento e a demanda.

SUPERMERCADOS
A previsão da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) é que os principais produtos afetados pela paralisação sejam carnes, frutas, legumes e verduras, mas há a expectativa que alguns estabelecimentos consigam encher as gôndolas com fornecedores regionais. Na rede Zaffari e Bourbon (detentora de 29 estabelecimentos no Estado), o único produto em falta até o momento é o leite in natura — que não fica em estoque, sendo abastecido diariamente —, e alternativas estão sendo buscadas para suprir a demanda. A empresa Walmart (proprietária de 117 lojas Big, Nacional, TodoDia, Maxxi Atacado e Sam’s Club no Estado) não informou se há desabastecimento.

LEITE
Com parte das rodovias bloqueadas, a indústria gaúcha têm encontrado dificuldades para receber matéria-prima e embalagens para fabricar o produto. Mercadorias como leite pasteurizado, que são entregue aos supermercados diariamente, já estão em falta nas prateleiras. O estoque de produtos derivados — como iogurte e queijo — devem devem ser suficientes para mais uma semana.

FRUTAS
Mamão, abacate, laranja, limão e manga, que são trazidas em grande parte são trazidos de fora do Estado já estão em falta. Caminhões que vem de São Paulo, Bahia e Minas Gerais carregados de alimentos para abastecer as prateleiras gaúchas estão parados na estrada. As frutas disponíveis para a venda em Porto Alegre são apenas aquelas produzidas na própria Capital ou na região metropolitana, insuficientes para suprir a necessidade. Nas Centrais de Abastecimento do RS (Ceasa), a expectativa é por esta quinta-feira — tradicionalmente, dia de carregamentos de compradores do Interior. Caso as cargas de hortifrutigranjeiros não cheguem à central em Porto Alegre em função da paralisação, os preços devem subir.

CORRESPONDÊNCIAS E ENCOMENDAS
Com o atraso na chegada de caminhões dos Correios que trafegam por rodovias bloqueadas, a entrega de correspondências e encomendas pode sofrer atrasos no Rio Grande do Sul. As demais cargas, transportadas por estradas que não sofrem o impacto do protesto ou por avião, estão sendo entregues normalmente. A paralisação dos caminhoneiros ainda provoca a suspensão temporária dos serviços de Sedex 10 e Sedex 12 em algumas localidades do Estado, já que não é possível garantir o cumprimento dos prazos.

ELETRÔNICOS E ELETRODOMÉSTICOS
A maior parte do que é vendido no Estado é produzido na região Sudeste do país. A estimativa é que os estoques durem pelo menos mais quatro dias. Se a paralização continuar, televisores e aparelhos de ar condicionado poderão faltar nas lojas nas próximas duas semanas.

ROUPAS E CALÇADOS
Lojistas do interior do Rio Grande do Sul enfrentam dificuldades no recebimentos de acessórios de vestuário. Como a reposição é feita semanalmente, a expectativa é que o estoque dure pelo menos mais sete dias. Podem faltar algumas peças nas prateleiras, mas o desabatecimento não é imediato.

CARNE BOVINA
Frigoríficos do Estado têm dificuldade para receber matéria-prima e para entregar a carne para a venda em açougues. Por tratar-se de mercadoria perecível, o volume de estoques é pequeno e a partir de hoje o desabastecimento começa a aparecer de forma mais intensa em algumas regiões.

CARNE SUÍNA
Pelo menos seis unidades de frigoríficos suspenderam as atividades devido a falta de matéria-prima para abate. As regiões Noroeste,Vale do Taquari e Alto U

Na expectativa de que os caminhões consigam chegar às propriedades, produtores gaúchos mantêm o leite nos resfriadores até o último minuto. Mas à medida que o tempo passa — e o transporte não vem —, o produto vai perdendo qualidade. Como não é recolhido, acaba ficando impróprio para o consumo.

— As empresas não têm como dar garantias de que conseguirão buscar. O produtor segura o leite na esperança de entregar — explica Cleonica Back, coordenadora no Estado da Federação dos Trabalhafores na Agricultura Familiar (Fetraf-Sul).

Sem qualidade, o produto não pode ser doado para comunidades carentes, e o alimento precisa ser jogado fora. Estimativa da Fetraf-Sul aponta que na Região Noroeste, passa de 80% o percentual de indústrias que não consegue buscar o leite (na foto, imagem do produto sendo jogado fora na propriedade de Anderson Prediger, em Sede Nova).

O Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat-RS) também estima que 90% da produção foi afetada na região.

— É muito difícil. O produtor tem de trabalhar sabendo que vai perder tudo — lamenta Cleonice.

Conforme o Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa) da superintendência estadual do Ministério da Agricultura, não existem restrições legais para doações do produto. O órgão, no entanto, não pode recomendar o consumo do leite sem inspeção.

Em nota, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), manifestou preocupação com os efeitos da paralisação dos caminhoneiros. “Independentemente de reconhecermos o direito de protesto e de manifestação, temos o dever de alertar para o fato de que a duração e o alcance desse movimento já estão provocando graves perturbações nas cadeias produtivas do agronegócio”, afirma no documento o presidente da entidade, João Martins da Silva Junior, acrescentando ainda que se não houver uma soluções haverá “teremos danos irreparáveis à economia da produção, com reflexos severos na vida de toda a população brasileira”.

O protesto de caminhoneiros que começou em Santa Catarina já se espalhou por pelo menos mais sete Estados – São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Paraná – e provoca transtornos pelo país. Os bloqueios causam desabastecimento de combustível e alimentos em algumas regiões e prejudicam o agronegócio no Centro-Oeste. Os caminhoneiros reclamam do aumento do preço do diesel e das tarifas de pedágio.

Motoristas enfrentam dificuldades para cruzar 69 pontos de 24 rodovias federais em seis Estados. Na noite de ontem, eram 64 trechos bloqueados em 23 estradas federais.

A Polícia Rodoviária Federal monitora os bloqueios de tráfego em estradas federais e informou que segue protocolos de controle de distúrbios – o uso da força, em casos extremos, foi atutorizado pelo Ministério da Justiça. Nesta terça-feira, foram registrados casos de violência: no sul de Minas, motoristas que não respeitaram os pontos de bloqueio foram apedrejados. Na Rodovia Fernão Dias, no município de Perdões, caminhoneiros que tentaram furar os bloqueios também reclamaram de pedradas. Em outros pontos, a reclamação é que grevistas tentaram reter documentos. Somente veículos de passeio, ônibus e ambulâncias cruzam as estradas mineiras.

Em São Paulo, o acesso ao Porto de Santos também foi interrompido no quilômetro 64 da rodovia Anchieta, sentido litoral.

Justiça – No Rio Grande do Sul, a 3ª Vara Federal de Pelotas (RS) determinou nesta terça o desbloqueio de trechos das BRs 293, 116 e 392. A decisão é a primeira a atender pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que na noite de ontem ajuizou ações em sete Estados para solicitar a liberação das rodovias federais.

A AGU entrou com ações para liberar as estradas bloqueadas por caminhoneiros em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. Nesta terça, uma nova ação foi protocolada, desta vez no Estado de São Paulo.

Na decisão da Justiça de Pelotas, que tem caráter liminar (provisório), foi fixada ainda multa de 5.000 reais por hora de permanência não autorizada dos manifestantes nas pistas, além da aplicação de sanção prevista no Código de Trânsito Brasileiro, que estabelece como infração gravíssima a promoção de eventos organizados sem permissão da autoridade de trânsito.

Fonte: G1 e  Estadão

 

Ciência começa a curvar-se para as verdades do conhecimento espiritual

26/02/2015

Cientista Stephen Hawking diz que a agressividade é a maior ameaça para a raça humana

STEPHEN HAWKING

Ele tentou descobrir a origem do tempo, e desvendar os princípios que regem o Universo – e conseguiu criar teorias que podem explicar, matematicamente, as forças da Terra. O físico Stephen Hawking, que inspirou o filme “A Teoria de Tudo”, é considerado um dos maiores cientistas e gênios da atualidade.

Durante um passeio recente pelo Museu da Ciência de Londres, ao lado da californiana Adaeze Uyanwah, de 24 anos, que venceu um concurso com mais de 10 mil concorrentes de todo o mundo e ganhou uma viagem à capital da Inglaterra, Hawking impressionou ao fazer a seguinte declaração:

“A falha humana que eu mais gostaria de corrigir é a agressividade. Ela pode ter sido uma vantagem na época dos homens das cavernas, para que eles pudessem obter mais comida, território ou uma parceira com quem se reproduzir, mas, agora, ela ameaça destruir todos nós”

Para físico britânico, ser agressivo pode ter sido vantajoso em outross tempos, mas perdeu o sentido evolutivo. Antes, ele já havia dito que a inteligência artificial pode acabar com a humanidade.

Já a qualidade humana que o cientista gostaria de ampliar foi a empatia: “Ela nos une de uma forma amorosa e pacífica”, disse.

Hawking afirmou ainda que o futuro da nossa espécie está fora da Terra. “O espaço representa um importante seguro de vida para a nossa sobrevivência, pois pode evitar o desaparecimento da humanidade por meio da colonização de outros planetas”.

Fonte: Brasil Post

Brasil é campeão de homicídios, e a violência policial é uma das causas do problema

26/02/2015

 

Moradores do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, fizeram um protesto em 2/4/15, após a morte de uma criança de 10 anos, em mais um confronto entre policiais e criminosos. O grupo caminhou pelas ruas do conjunto de favelas, acendendo velas e rezando. Eduardo de Jesus foi atingido por um tiro de fuzil no fim da tarde. Foi a quarta vítima de tiroteio na região em pouco mais de 24 horas.

No Facebook circula, desde a noite de quinta, um vídeo que mostra a mãe da criança se revoltando com o policial supostamente responsável pela morte da criança. As imagens são fortes. Para assistir,

Segundo a Coordenadoria das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), policiais do Batalhão de Choque faziam um patrulhamento quando foram recebidos a tiros na localidade conhecida com Areal. Os moradores acusam os policiais de terem disparado contra a criança, que brincava em uma escadaria. As armas dos policiais serão apreendidas pela Polícia Civil, que abriu inquérito na Divisão de Homicídios. O caso também será investigado por um Inquérito Policial Militar (IPM).

Ao longo dos últimos dois dias, uma série de confrontos e tiroteios deixou o Complexo do Alemão em alerta. Três pessoas foram mortas e outras três ficaram feridas em dois tiroteios ocorridos na quarta-feira, 1º. A primeira troca de tiros ocorreu por volta das 16h, quando policiais em patrulhamento entraram em confronto com suspeitos armados. Rodrigo de Souza Pereira foi atingido na cabeça e morreu no local.

Elizabeth de Moura Francisco, de 40 anos, foi atingida no rosto por uma bala perdida dentro de casa e também morreu no local. Uma filha de Elizabeth, de 14 anos, foi ferida no braço e socorrida ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, no bairro da Penha, na zona norte do Rio. A adolescente foi liberada e passa bem.

Na mesma unidade de saúde, permanece internado um jovem de 15 anos que foi atingido por tiros no braço, na perna e no tórax, mas seu estado de saúde é estável, informou a Secretaria de Estado de Saúde. Além dos dois adolescentes, um policial também foi levemente ferido por estilhaços.

Ainda na noite de quarta, outro tiroteio ocorreu por volta das 20h30 no Complexo do Alemão. Matheus Gomes de Lima foi morto na troca de tiros. O rapaz chegou a ser levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu.

As armas dos policiais envolvidos nos dois tiroteios foram apreendidas para confronto balístico. Os casos foram registrados na Delegacia do Alemão e na Delegacia da Penha, respectivamente.

Na manhã de quinta, uma base avançada da UPP do Alemão, que funciona em um contêiner, foi depredada. As janelas e portas foram quebradas e colchões e uma caçamba de lixo foram incendiados ao lado da unidade, na Rua Canitar, segundo o Comando das UPPs.

Por meio de redes sociais como Twitter e Facebook, moradores relataram haver lixo incendiado em outros pontos da comunidade. Também houve relatos de que comerciantes mantiveram as portas fechadas no Complexo do Alemão.

Agentes do Batalhão de Choque e do Centro de Operações Especiais (COE) reforçaram o policiamento no local.

Fonte: Yahoo

Mata-se cinco vezes mais no Brasil do que na média mundial, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. O país tem a 11ª maior taxa de homicídios do mundo, em ranking com 194 países. O estudo mais recente aponta que ocorreram 32,4 assassinatos por cada grupo de cem mil habitantes no Brasil. O índice é nove vezes a média do grupo de países ricos (3,8). O campeão da lista é Honduras, com taxa de 103,9 mortes por cem mil moradores. O Brasil só está atrás de países centro-americanos e africanos, a maioria pobres. Luxemburgo (0,2), Japão (0,4) e Suíça (0,6) são os países onde menos se mata.

Nesta quarta-feira, a Anistia Internacional divulgou levantamento sobre os direitos humanos em todo o mundo. A seção brasileira destacou que o ano de 2014 foi marcado pelo agravamento da crise da segurança pública no Brasil. Para tal conclusão, elenca a curva ascendente dos homicídios no país; a alta letalidade nas operações policiais, em especial nas realizadas em favelas e territórios de periferia; o uso excessivo da força no policiamento dos protestos que antecederam a Copa do Mundo; as rebeliões com mortes violentas em presídios superlotados e casos de tortura policial.

A Anistia afirma que a militarização da segurança pública – com uso excessivo da força e a lógica do confronto com o inimigo – tem contribuído para a manutenção do alto índice de violência letal no país.

Propõe que seja elaborado um “plano nacional de metas para a redução imediata dos homicídios, em articulação entre o governo federal e governos estaduais; a desmilitarização e a reforma da polícia, estabelecendo mecanismos efetivos de controle externo da atividade policial, promovendo a valorização dos agentes, aprimorando sua formação e condições de trabalho, assim como as técnicas de inteligência para investigação”, entre outros pontos.

O relatório de 2014 cita violações de direitos em situações de protestos, com respostas do governo e das polícias para as manifestações pré-Copa do Mundo, com uso excessivo da força e prisões arbitrárias e agressões a jornalistas. Coroa o absurdo com o exemplo  da condenação de Rafael Braga Vieira, único jovem preso e condenado a cinco anos de prisão por portar material de limpeza. Para a Justiça do Rio, Vieira era portador de artefato caseiro.

Se há um campo em que o país precisa de empenho conjunto na definição de metas e estratégias, é o da segurança pública. Não basta que o tema retorne a cada campanha eleitoral. No Congresso, há 22 parlamentares com origem nas forças policiais e que formam a chamada “bancada da bala”. Querem afrouxar regras do porte de arma e criminalizar adolescentes como resposta à violência cotidiana. Se não houver mobilização e resposta social, as respostas imediatas para a questão da segurança tendem a ser histéricas e simplistas. As propostas da Anistia Internacional são um bom eixo para discutir o tema. É preciso enfrentá-lo, apesar do desgaste político contra a turma do “bandido bom é bandido morto”. O Brasil está matando o seu futuro. É um suicídio contra o qual não há grades, câmeras e vidros blindados que protejam.

Dilma enfrenta 2015 com medidas impopulares, como correção ínfima da tabela de IR, aumento do preço do diesel e revisão de benefícios previdenciários, engrossando o movimento pró-impeachment, deflagrado com a denúncia de favorecimento do PT no escândalo da Petrobrás

25/02/2015

A probabilidade de o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitar as contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff pode abrir um precedente objetivo, do ponto de vista técnico, para que a petista responda por irregularidades cometidas por sua gestão, como por exemplo a ações por improbidade administrativa, crime de responsabilidade ou até um pedido de impedimento (impeachment). A avaliação é do presidente da Comissão de Controle Social dos Gastos Públicos da OAB-SP, Jorge Eluf Neto.

Ao Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, o advogado disse que, mesmo sem conhecer todos os detalhes do processo que será julgado pelo TCU, “aparentemente está claro que o governo incorreu num fato grave, ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que é motivo para a rejeição das contas”.

Jorge Eluf, que participou da elaboração do texto da atual Constituição e é procurador aposentado, diz que é “um fato inédito” o governo federal estar na iminência de ter suas contas rejeitadas pelo TCU. Na sua avaliação, além da violação da Lei de Responsabilidade Fiscal, a situação chegou a tal ponto em razão da fragilidade política da atual gestão federal.

O advogado, que atuou durante 20 anos no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo como procurador da Fazenda, diz que nunca viu as contas do governo paulista serem desaprovadas. Segundo ele, o que pode ocorrer é uma aprovação com ressalvas. “A desaprovação de contas é mais comum na esfera municipal, na estadual é muito difícil e na federal, se ocorrer, será a primeira vez.”

Sobre o prazo de 30 dias dado pelo Tribunal de Contas da União para a presidente Dilma esclarecer os indícios de irregularidades encontradas pelos técnicos dessa Corte, dentre elas as chamadas “pedaladas fiscais”, Jorge Eluf diz que essa é mais uma chance que o Executivo terá para explicar suas contas públicas de 2014.

Após a decisão do TCU, o relatório ainda terá de ser submetido ao Congresso Nacional e votado no plenário da Câmara e do Senado. Há mais de dez anos o parlamento não examina as contas votadas pelo TCU.

Fonte: Yahoo

A presidente Dilma Rousseff afirmou, em 25/2/15, que o governo “não tem como baixar o preço do diesel”, cujo recente aumento deflagrou uma série de protestos de caminhoneiros pelo País. Em coletiva de imprensa após entregar unidades do Minha Casa Minha Vida, no interior da Bahia, a petista disse que não há nenhum aumento previsto nos combustíveis e que tampouco houve elevação desses valores.

“O que fizemos foi recompor a Cide e não elevamos uma vírgula do preço dos combustíveis”, disse Dilma. “Retiramos a Cide quando a parte dura da crise começou, baixamos ela para enfrentar a crise. Quando baixamos a Cide, recebemos críticas. E agora (quando ela é recomposta), recebemos de novo”, questionou Dilma.

A presidente ironizou ainda as críticas feitas ao reajuste. Segundo ela, durante os anos de 2013 e 2014, o governo foi questionado por não ter aumentado os preços.

Ao destacar que o governo não mexeu significativamente no preço dos combustíveis quando o custo do barril de petróleo estava alto, Dilma disse que o melhor é sempre que a política de preços permaneça estável e não dependente de variações externas.

Benefícios trabalhistas

A presidente Dilma Rousseff disse também que o governo tem adotado “medidas corretivas” quanto ao pacote trabalhista enviado ao Congresso Nacional, que endurece o acesso a benefícios sociais como seguro desemprego, abono salarial e pensão por morte.

“Existem vários casos de uma senhora de 76 anos que se casa com um menino de 21 e não tem porque ele receber uma pensão pelo resto da vida”, declarou a petista, que fez uma brincadeira ao tratar do tema. “Por mais que eu seja a favor do amor a qualquer idade”.

De acordo com Dilma, os ajustes promovidos são conjunturais e visam melhorar as condições de crescimento do país. “Fizemos medidas, algumas serão permanentes, outras vão flutuar de acordo com a conjuntura”, destacou a presidente, que colocou como prioridade de seu governo manter o emprego e a renda.

Fonte: Yahoo

Obama planeja missão oficial de colonização de Marte em 2030, mas será que eles já não vão lá às escondidas?

23/02/2015

Em recente discurso, o presidente Barak Obama expôs o cronograma e os destinos para a exploração espacial tripulada, que incluem uma viagem à órbita de Marte na década de 2030. No Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Obama prometeu empenho pela agência espacial e pela exploração do sistema solar, num momento em que sua controversa proposta de orçamento para a Nasa aguarda aprovação do Congresso.

“Como presidente, acredito que a exploração espacial não é um luxo”, disse Obama. “Estou 100% comprometido com a missão da Nasa e seu futuro”, acrescentou.

Em solicitação de orçamento lançada em fevereiro para o ano fiscal de 2011, que começa em outubro, Obama pediu um adicional de US$ 6 bilhões para a Nasa em cinco anos e apresentou planos para cancelar o programa Constellation (classe de foguetes em construção para substituir o ônibus espacial). Ele propôs que empresas privadas lancem astronautas no espaço a partir de 2011, após o shuttle se aposentar. O plano recebeu críticas de vários membros do Congresso, particularmente daqueles que representam distritos onde a Nasa é grande força econômica, e deixou muitos especialistas preocupados com a paralisação da exploração estabelecida pelo programa Constellation, que previa o retorno de humanos à Lua em 2020.

Obama procurou neutralizar essas críticas, alegando que seu plano criaria 2,5 mil postos de trabalho extras para a Costa Espacial da Flórida, se comparado ao Constellation. Acrescentou que a administração desenvolve plano de US$ 40 milhões para estimular a economia e criar empregos na região, onde se esperam demissões com o fim do programa de ônibus espaciais. Obama também suavizou sua proposta de eliminar totalmente o Constellation, dizendo ter orientado o administrador da Nasa, Charles Bolden, para começar a trabalhar no projeto de uma nave de escape para a Estação Espacial Internacional, baseada na cápsula Orion, do programa Constellation.

Bolden semanas antes havia manifestado seu desejo de enviar homens a Marte, desejo que Obama oficializou no anúncio de seu cronograma para vôos espaciais tripulados, numa série que chamou de “metas específicas e realizáveis”. Obama disse que seria projetado um foguete mais poderoso para permitir a volta de astronautas ao espaço profundo. “Vamos finalizar o projeto do foguete o mais tardar em 2015 e então começar a construí-lo”, disse ele. No dia 8 de abril, Bolden havia anunciado que o Marshall Space Flight Center da Nasa em Huntsville, Alabama, receberia US$ 3,1 bilhões em cinco anos, dentro do orçamento de Obama para desenvolver novos foguetes poderosos.

Obama anunciou que em 2025 os Estados Unidos irão desenvolver uma nova nave espacial que poderá levar astronautas para além da Lua. “Vamos começar enviando astronautas para um asteroide pela primeira vez na história”, disse o presidente. Até 2030, continuou ele, será possível enviar seres humanos em uma viagem para Marte, em missão semelhante à da Apollo 8, de 1968, que preparou o “palco” para a Apollo 11 no ano seguinte. “Uma descida em Marte será a próxima etapa, e espero estar por perto para vê-la”, finalizou Obama.

Fonte: Uol

Conversa com Um Homem que foi a Marte

por Morgan Kochel

Baseado numa entrevista conduzida ao longo de vários dias em Fevereiro de 2012

 

NOTA da Autora: O meu objectivo (de Morgan Kochel) é apenas ajudá-lo a que ouçam a sua história, porque se FOR verdadeira, as pessoas deste planeta estão a ser enganadas em grande escala, e talvez esta história vá finalmente, ajudar o Movimento de Divulgação dos OVNI’s. Chegou a ocasião das mentiras serem desmascaradas, e da verdade – seja ela qual for – ser conhecida de uma vez por todas.

NOTA da Tradutora: Perfeitamente em sintonia com o objectivo de Morgan Kochel, traduzi em Português e divulguei o melhor que soube este relato.

Não estava à procura de mais uma entrevista, trata-se apenas de um astronauta que foi a Marte, e foi com o que deparei.

Em Fevereiro de 2012, estava em casa a descontrair e a ler cuidadosamente as mensagens do Twitter, procurando pessoas interessantes para seguir. Para lá da habitual acumulação de pesquisadores de OVNIS, fontes alternativas de notícias e dos denominados teóricos da “conspiração” que gosto de ler, a biografia de uma conta em particular, chamou-me a atenção.

“Eu fazia parte de uma equipa de 3 astronautas que foram a Marte numa missão secreta financiada privadamente, 2 deles morreram agora, estão a matar-nos para manter o segredo.”

Não é necessário dizer até que ponto fiquei intrigada.

O que se seguiu foi uma conversa muito interessante entre mim e este homem, Chad Johnson (não é o seu nome verdadeiro), sobre a sua experiência espantosa, e como ele se tem mantido em fuga desde então, a sua escapada audaciosa de uma base longínqua, no meio de um deserto, algures perto da Mongólia, uma vez que descobriu que corria perigo com as pessoas que o tinham empregado. Embora não possa verificar a verdade desta história de modo algum, também não posso atestar a evidência de que ele está a mentir. O que é mais importante, pelo menos para mim, ele pediu ajuda para que esta história seja divulgada a quem este assunto possa interessar, na esperança de dar conhecimento à família que está vivo e que está bem. Também se espera que, com a divulgação da sua história, ele consiga atrair alguma protecção das pessoas adequadas.

A história dele não engloba alienígenas, tecnologia secreta avançada ou viagem no tempo, mas sim, a realidade de um programa espacial secreto. Têm saído muitos relatos no YouTube e discussões nos forums online, sobre a possibilidade de astronautas dos Estados Unidos irem a Marte, mas tanto quanto saiba, é a primeira vez que um dos astronautas vem a público falar sobre uma viagem espacial secreta efectuada ao planeta vermelho.

O que se segue é a conversa que tivemos, utilizando o sistema de mensagens directo do Twitter [Twitter’s Direct Messaging (DM)] sobre a dita aventura da ida a Marte, oferecida aqui todos vós poderem ver. (Chad preferiu usar o Twitter devido à sua segurança relativa actual.) Se esta história é verdadeira, devia servir para nos mostrar que muita, mas mesmo muita coisa acontece nos diversos programas espaciais, que nunca nos foi relatada através da comunicação mediática.

Este ano já estamos a saber muitas coisas que foram ocultadas anteriormente à maioria dos povos da Terra, sobretudo, graças à proliferação da Internet e à facilidade com a qual todos podemos encontrar agora toda a espécie de informação que antes era muito difícil ser acedida pelas pessoas comuns. Embora o uso de uma grande quantidade de discernimento e cepticismo seja um bom conselho nesta nova “Era da Revelação,” deve encontrar-se o equilíbrio entre a necessidade de catalogar alguma coisa como “verdadeira” ou “não verdadeira,” quando não se tem acesso a todos os factos. Por outras palavras, penso que é melhor ter uma mente aberta, apreender toda a informação em que se está interessado e depois, ver simplesmente o que acontece. Muitos apressam-se a gritar “MENTIROSA!” quando não existe evidência de maneira nenhuma; apenas existe o receio de estar a ser enganado. Não se apressar a emitir um julgamento, é sinal de sabedoria, não de estupidez. É neste espírito que ofereço a história a seguir e espero que apreciem tanto a leitura como eu apreciei tê-la escutado!

[A entrevista foi editada apenas para a correcção do texto no que respeita a forma, a pontuação e a gramática. Pedaços da conversa sem relevância para este relato foram retirados para facilitar a leitura. As perguntas (em língua inglesa) a respeito deste relato podem ser dirigidas aos contactos mencionados no fim deste documento.]

BACKGROUND (Antecedentes)

Morgan: Por favor, então fale-me um pouco sobre os seus antecedentes.

Chad: Fui ao Estado de Portland, no Oregon [anteriormente foi mencionado “Portland State, Maine” devido a um erro da minha parte (da Morgan) ao editar a transcrição. Um vigoroso agradecimento a Keven Handy por ter salientado esse erro!] e estudei matemática e depois de alguns empregos, ingressei na Força Aérea dos Estados Unidos.

M: Quanto tempo esteve na CIA? Gostaria ou seria capaz de dizer como era?

C: A seguir ingressei na CIA durante dois anos; ironicamente, parte da minha tarefa era observar cientistas estrangeiros na NASA.

Os meus dias na CIA aconteceram, principalmente, enquanto treinava na NASA e foram a evidência da paranóia que a organização tinha em relação a qualquer trabalho de nacionalidade estrangeira. Numa instalação do governo de alta segurança, penso que foi encontrada uma espia Russa muito bem camuflada enquanto eu estava fora … Chapman? Ela era a espécie de Operadora que a CIA sempre soube que existia, mas que lutou para encontrar até que mudaram o seu programa de recrutamento para colocar pessoas alternativas em lugares como a NASA, etc. e longe de recrutar directamente da actual posição da pessoa.

Posso agora dizer que a maioria das companhias IT, nos Estados Unidos, têm operadores camuflados a vigiá-los, incluindo a Google, Facebook, etc. Provavelmente, também a Twitter, embora seja uma organização pequena comparada com as outras. Eles aproximam-se e oferecem-vos treino e propostas de pagamento clandestino para que não seja observado. Dessa maneira, o IRS não é alertado para controlar a vossa actividade. Também vos dão tarefas com certos requisitos, tais como: invadir contas de email, etc. É mais fácil fazer estando a partir de dentro e também muito mais barato. Na verdade, tive de viajar para Ohio, para o meu treino, o que não será considerado demasiado. Sendo um ex-membro da Força Aérea, já tinham um registo completo sobre mim, por isso tive de fazer algum trabalho para refrescar a memória sobre tácticas de espionagem. Mesmo assim, não podia crer que tantos assuntos fossem totalmente não relatados a ninguém. Para eles, a CIA representa verdadeiramente a lei. Controlam muita coisa, tal como o fluxo das comunicações. Qualquer assunto de segurança passa por eles; o FBI não é nada comparado com eles, e sabem criar uma contrapartida da verdadeira história. É assustador e fácil de verificar porque é que tantos têm medo deles.

M: Uauu, muito obrigada por me ter relatado isto, Muito interessante! Como é que se envolveu numa viagem a Marte?

C: Como a NASA se desviou o seu programa especial – um grande erro, como estão a verificar – mudei de direcção para a Europa e fui contactado para um emprego. Tão simples como isto. Era uma missão a Marte com financiamento privado. Ao princípio pensei que estavam a brincar, mas ofereciam muito dinheiro, por isso encontrei-me com a equipa deles. Era um empreendimento comum Russo/Chinês, que seria lançado numa parte remota da China, e queriam que apanhássemos amostras de rochas para testar. Quero contar esta história para que as pessoas saibam que realmente há mais para lá das teorias da conspiração.

M: Que pessoas pretende que leiam esta história?

C: Seria bom mostrar à minha família que ainda estou vivo. Mas se está à espera de viagens no tempo, alienígenas e teletransporte, irá ficar desapontada. Desculpe mas não nos aconteceu nada disso.

M: Não, não tenho expectativas. Fiquei intrigada pela sua biografia e se tiver uma família preocupada, tenho ainda mais interesse em ajudá-lo. Se você se sentir bem com isto, irei transcrever a sua história para ser mais fácil de ler e postar na net a dada altura.

Então, quando começou este programa o que aconteceu? Que tipo de viagem foi usado? Quanto tempo demorou?

C: É bom não haver expectativas porque não há homens verdes – H.G. Wells estava errado. Também serei esporádico no meu contacto, porque me movimento bastante. O treino demorou 12 meses, muito intenso, incluindo testes psiquiátricos. Levou cerca de 230 dias a chegar lá, e um pouco menos a regressar. Usamos a tecnologia de foguetões que agora é habitual. Apenas tanques de combustível maiores e um impulso maior. Nada incomum no equipamento para chegar lá, mas houve melhor protecção da radiação, devido ao tempo de duração da viagem: maior risco = melhor pagamento.

Rudimentarmente [mapa, acima] foi esta a localização da nossa base  na China, perto da fronteira com a Mongólia.

, bem no meio da terra de ninguém. Também era uma base temporária e bem escondida. Essa última missão Russa (2011) provavelmente foi sabotada. Foi apoiada pelo estado e eles não querem declarar a falha que, provavelmente, tem a ver com jogo sujo. Calculo que a missão planeada para este ano, também irá falhar misteriosamente. Marte é o sonho de uma companhia mineira, e eles querem manter isso em segredo. Enquanto as pessoas especularem sobre missões falhadas e sobre homenzinhos verdes, os seus olhos estarão afastados da verdadeira razão das missões falhadas.

M: Sim, sei que esses “homenzinhos” não são verdes. J Interessante – também suspeitei de sabotagem. Que espécie de minerais é que há lá em cima? E também, onde aterraram em Marte? E porque supõe que foram usados os foguetões tradicionais? [Em oposição a, digamos, aos novos foguetões de plasma?]

C: Aterramos perto de Ares Vallis. As pessoas que nos contrataram tinham alguns dados sobre a aterragem do Sojourner, e foi o lugar que eles quiseram explorar. Levamos o mesmo tipo de aparelhos de colheita usados pelos geólogos e é, por isso, que tinha de ser uma missão manual, porque nenhum robot podia fazê-lo. Havia muitos minerais que analisamos no regresso a casa: metais, particularmente ouro (?), e uma outra substância que era uma forma de composição semelhante à fibra de carbono, mas já de maneira usável. A lista dos materiais recolhidos era extensa, todos valiosos, alguns eram completamente únicos, outros mais habituais. Penso que parte da nossa missão foi avaliar a viabilidade comercial para futuras missões de mineração, e também para avaliar o valor potencial relacionado com a densidade dos minerais por metro quadrado da superfície marciana. Então podiam criar os requisitos técnicos para criar uma espécie de missão de mineração. Também, [estavam interessados no] potencial do uso de alguma substância combustível indígena em Marte, que iria reduzir dramaticamente as necessidades de combustível e, por esta razão, o peso da jornada da partida.

Este panorama espantoso da planície inundada de Ares Vallis foi a foto da primeira página dos jornais em todo o mundo em Julho de 1997. Foi tirada pelo Mars Pathfinder e mostra o pequeno Sojourner de 23 libras a afastar uma rocha. Os seus aparelhos registaram os padrões do tempo meteorológico, dados sobre a atmosfera e a composição de muitas rochas marcianas, que, aparentemente tinham sido transportadas ao longo do canal há muitos éons. O rover, capaz de mudar de curso quando encontrava obstáculos, captou a imaginação de milhares de pessoas que seguiam a missão na Internet. NASA Jet Propulsion Labratory

Os foguetões que usamos eram uma versão avançada da área dos foguetões, nada estava disponível. Como disse, não houve viagem no tempo, foguetões de plasma, etc., Além disso, era suficientemente credível para ser considerado no mundo real. A sabotagem da missão Russa foi para impedir a investigação imediata dos nossos achados.

M: Isso é muito interessante. Obrigada por essa informação. Agora refiro que você disse anteriormente que tinha “escapado”.

Porque é que essas pessoas tentaram potencialmente fazer-lhe mal, ou pior?

C: A única razão porque nos queriam ter visto mortos foi para evitar  que o segredo caísse nas mãos dos outros, a fim de que eles pudessem estar na dianteira. Provavelmente as missões à Lua pararam porque lá não havia nada de valor.

M: O que comeram durante a viagem?

C: Tínhamos uma dieta estritamente de hidratos de carbono e proteínas, tempos de sono alargados para poupar a alimentação, etc. Tudo isso levou cerca de um ano a treinar, mas é muito maçador e não é aquilo que as pessoas querem ouvir.

M: Não é maçador de forma alguma! Você foi a Marte! É muito interessante e importante. As pessoas irão saber disso, portanto pergunto: Viu alguns OVNIS ou outros objectos pouco habituais no espaço?

C: Registamos vistas muito interessantes nas cameras, mas nada de conclusivo. Foi reenviado de imediato e apagado dos nossos computadores, portanto não pudemos tornar a ver. Aposto que o vaivém espacial captou coisas muito interessantes! Houve muitos rumores quando estive lá, mas ninguém dessas missões falou connosco.

M: Como é que Marte se parece comparado com as fotos que são mostradas ao público? Dê uma olhada a este vídeo que mostra fotos alegadamente de Marte.

C: Marte é exactamente como é mostrado nas fotos.

M: Quando foi a última vez que viu a sua família?

C: Não tenho contacto com a minha família há dois anos, e era limitado antes da minha missão.

M: Há atmosfera em Marte?

C: A atmosfera não é desejável para sustentar a vida tal como conhecemos, é demasiado gasosa e fina. Mas as formações rochosas são fascinantes. Lembram uma época anterior em que deve ter havido vida ou algo mais sustentável. Gostaria de ter estado mais tempo à superfície. Aquela região era perfeita se bem que ninguém tivesse estado lá, por isso, ninguém nos importunou com perguntas.

M: Porque é que quer a história seja contada agora?

C: A razão para ser tornado pública agora é que regressamos há três meses, e depois de termos sido interrogados, compreendi que algo estava errado, por isso, escapei. O público devia saber a verdade, porque antes de sabermos, as grandes corporações irão controlar as riquezas dos recursos de Marte e eles [o público] irão perder. É uma questão de oferta e procura. É chato, eu sei, e não é uma grande história, mas é essencial que as pessoas estejam cientes do escândalo. Embora a política externa dos Estados Unidos tenha sido controlada há muito pelo fluxo do petróleo, desta vez vão perder devido aos cortes recentes no orçamento da NASA.

M: O que é que aconteceu no interrogatório da chegada que o alertou e convenceu que necessitava escapar?

C: O facto do nosso engenheiro chefe ter sido castigado por ter falado sobre a nossa chegada ao telefone com alguém, foi o que me alertou sobre possíveis consequências. Foi-nos dito para não discutirmos nadas em termos precisos tais como datas, etc., porque poderíamos comprometer a missão. Também nos prometeram uma “gratificação choruda” de muitos milhões para não divulgarmos os nossos achados em Marte; obviamente isto alertou-me para qualquer coisa fora do comum! Também estávamos impedidos de deixar a base a não ser sob escolta. Isto aconteceu mais ou menos durante o mês de reabilitação para tornar a ganhar força no corpo. Como pode imaginar, todos nós queríamos sair e contactar as nossas famílias, mas foi-nos dito que não podíamos. Isso fez-me logo pensar que havia algo errado. Todo o nosso dinheiro foi depositado em numerário na Suíça, e não tínhamos maneira de acedê-lo ou de comunicar, sem haver uma supervisão.

Antes de partirmos foi-nos dito que teríamos de enfrentar três meses de testes e procedimentos de descontaminação quando regressássemos, mas fiz só durante seis semanas. Mas escapei logo que vi o que aconteceu aos meus colegas. Por vezes, sinto-me doente e mareado mas é difícil ser tratado quando ninguém acredita em nós! Estiveram a testar os meus colegas para ver que melhoramentos necessitavam para permitir a segurança das missões futuras. Com efeito éramos cobaias altamente bem pagas. Não duvido que não sabia tudo o que se estava a passar. Como disse, realmente estava nos limites da CIA.

M: Lamento saber que está doente! Pensa que está mal?

C: Vou fazer testes esta semana, penso que os fatos [espaciais] não eram suficientemente bons. Por vezes, sinto-me fraco e doente. Você poderá realmente estar a escrever a minha Última Vontade & o meu Testamento, não o de mais ninguém, creia-me, ou, pelo menos, é a isso que estou acostumado.

M: Ei, não fale dessa maneira! Você regressou e está vivo, por isso a terapia poderá ajudá-lo. Pode falar-me um pouco mais sobre o que o levou a suspeitar ser tudo uma maquinação?

C: Sim, quando estava a circular na base, encontrei acidentalmente uma sala onde estavam a executar uns testes num dos meus colegas. Estávamos a ser testados sobre os efeitos de uma missão prolongada. Eu planeei a minha fuga e escapei-me nessa noite. Como pode imaginar, ao estar no meio da terra de ninguém, embarquei numa jornada difícil e, por vezes, o treino da CIA torna-se útil.

Pode crer que essas pessoas vão ficar lixadas comigo por ter fugido, sobrevivido e tentado entrar em contacto com alguém. Tenho de me manter sossegado durante um tempo enquanto receber tratamento, se necessitar disso.

M: Ok, você disse que os viu testarem o seu colega. Compreendo que possa ser uma recordação difícil de manter, mas pode dizer-me o que foi que viu que o assustou tanto? Onde é que o estavam a magoar? Ou foi outra coisa? Poderia ser que estavam a tentar ajudá-lo, e se não foi isso, o que é que viu que o fez suspeitar que essas pessoas seriam perigosas?

C: Na noite anterior, antes de o ter visto lá, tínhamos sido levados para instalações individuais e, cito, “por razões da nossa segurança.” Partilhávamos uma suite de quartos com uma sala de estar, mas estes quartos eram mais parecidos com celas e tinham o sistema padronizado de um sistema de entrada duplo com um quarto de desinfecção para desinfectar quem entrasse nos quartos. Tínhamos um tempo permitido para deixar esses quartos e tínhamos de usar fatos protectores anti-virus, porque nos foi dito que tinham detectado uma infecção num de nós, e que não diriam o que era. Isso era mentira porque estávamos limpos. Quando me deram permissão para deixar o quarto, a minha escolta levou-me por um corredor, o que deve ter sido um engano, porque tentei olhar para dento de uma das salas e vi o meu colega a ser examinado. Estava morto; era uma autópsia. Consegui esgueirar-me do meu guarda na sala de descanso e escapei.

M: Uau! É uma boa razão para estar preocupado! Como sobreviveu quando escapou dali?

C: Tive sorte. Passei alguns dias a vaguear pelo deserto e então encontrei uma das muitas tribos nómadas que me ajudaram a encontrar uma passagem para fora. Dirigi-me para Mumbai, pedindo boleia e caminhando, e depois entrei a bordo de um navio cargueiro, rumo à Europa.

Em todo o meu treino, ensinaram-me sempre a ter auto-confiança e ser uma pessoa engenhosa. Pensei sempre que podia ser um contrato arriscado. Por isso guardei dinheiro e duplicados dos meus documentos em cofres de segurança em certas partes da Europa e dirigi-me para esses lugares. É muito fácil guardar qualquer coisa que queira nos cofres de segurança, pois não lhe fazem perguntas. Realmente é espantoso.

M: Quanto tempo esteve no deserto?

C: Felizmente, estive no deserto apenas alguns dias, antes de encontrar abruptamente uma tribo nómada. Há muitas no deserto, obrigado, meu Deus, por esse pedaço de sorte!

M: Pensa que outras pessoas antes de vós também foram a Marte?

C: A NASA podia facilmente ter lançado uma missão tripulada a Marte, mas os sucessivos presidentes impediram esse projecto, de acordo com alguns engenheiros da NASA.

A razão é que a NASA não podia garantir a segurança da tripulação e, por essa razão, foi rotulada de demasiado arriscada em termos políticos, porque nenhum presidente queria ser visto a permitir mortes desnecessárias dos astronautas dos Estados Unidos. Por isso, é que a NASA não enviou nenhuma. Novamente, razões de natureza política influenciaram a ciência.

M: Foi-vos permitido tirar fotografias de algo que atraísse o vosso interesse no espaço, durante a vossa viagem?

C: Tudo o que registávamos nas nossas cameras não era guardado a bordo, era simplesmente reenviado à base, e o conteúdo era limpo pelo Controlo da Missão. Quero dizer que é difícil confirmar qualquer coisa que tenhamos visto, mas houve algumas coisas que obviamente não eram lixo espacial ou algo que reconhecêssemos.

M: Qual é a sua impressão a respeito da vida em Marte, se é que alguma vez existiu?

C: Não poria de parte a hipótese de outrora, ter havido vida em Marte, pois certamente houve, porque tínhamos acesso limitado a quaisquer amostras. Logo que eram colhidas, eram guardadas em segurança para salvaguarda contra a contaminação e foram transferidas por vácuo quando regressamos. Também tenho a certeza que eles criaram um fenómeno tipo UFO para encobrir a nossa chegada. Foi uma missão altamente financiada, e aposto que alguns que a financiaram estão nos escalões mais altos da sociedade Russa e Chinesa e foram capazes de armar essa representação. É outra razão porque quiseram manter-nos calados.

M: Durante a viagem estiveram nalguma espécie de stasis ou inactividade, ou apenas acordando e dormindo regularmente?

C: Tivemos um padrão de sono normal. A indução no estado de stasis ou inactividade, ainda não foi alcançada.

M: De quanto espaço dispunham?

C: Tínhamos uma quantidade razoável de espaço <mais do que uma missão à Lua, e espaço suficiente para ter “espaço”, se compreende o que quero dizer.

M: Como se sentiu ao permanecer, num espaço confinado, durante uma viagem tão longa?

C: Passamos vários meses a treinar estar muito próximos uns dos outros e éramos todos Americanos, o que me surpreendeu, e isso demonstra a pouca fé que eles tinham, digamos, nos astronautas Russos ou Chineses. Tínhamos milhares de horas de filmes e shows de TV, como também consolas de jogos, por isso, fomos verdadeiramente mimados! Embora, por vezes fosse claustrofóbico.

M: Que divertido! Que jogos de computador jogavam?

C: Vai rir-se, mas éramos encorajados a jogar o Wii, porque também se tornava num exercício. Também tínhamos os jogos de tiro ao alvo e alguns jogos de quebra-cabeças.

M: Houve discussões durante a viagem?

C: Nunca lutamos, embora discutíssemos bastante por causa dos jogos, e isso era desencorajado. Tínhamos acompanhamento semanal executado por um psiquiatra da base, mas quanto mais avançávamos mais as comunicações se tornavam difíceis, mas ajudavam-nos a compreender as nossas ansiedades e o motivo porque discutíamos. Realmente, são usadas técnicas semelhantes

nas missões a longo prazo dos submarinos < você sabe, as que demoram meses. Isso ajudou-nos, mas sei que a ideia de jogar desportos Wii, não está muito de acordo com a imagem de um astronauta!

M: Sentiram medo em qualquer altura dessa viagem?

C: Nunca estivemos assustados, tem-se um sentido elevado de conhecimento do perigo. É estranho; somos treinados para isto e realmente nunca sentimos que algum mal nos possa acontecer. É apenas necessário ser super cauteloso em tudo o que fazemos. As doenças, por exemplo. Se alguém se sente doente, ou tem mesmo uma dor de cabeça, são feitos testes de imediato, é administrada medicação adequada e os resultados são registados. Penso que isto é também para examinar os dados das viagens espaciais a longo prazo e registar como o corpo reage fisicamente, Temos uma rotina diária de exercício e uma dieta muito restrita, por tanto somos muito bem tratados <tal como as cobaias, como verifiquei.

M: Como é aterrar em Marte?

C: Aterrar é espantoso! Foi muito aos solavancos onde aterramos, mas estava cheio das espécies de amostras que eles queriam. Foi estranho — depois de tantas imagens, realmente Marte não é um mistério. Vemos tanto sobre ele na TV.

M: Quanto tempo estiveram na superfície?

C: Estivemos na superfície cerca de 65 horas, o tempo suficiente para colher amostras e fazer estudos sobre os gases que compunham a atmosfera, e para explorar um pouco. A radiação foi sempre um problema, por isso, tivemos tempo limitado para as deslocações à superfície, depois tivemos de regressar.

M: O que viram quando saíram do modulo? Podiam ver a Terra? Viram alguma vegetação ou água líquida?

C: Nem vegetação, nem água liquida, e não vimos a Terra < estávamos demasiado preocupados em ver o que fazíamos,  assegurando-nos que trazíamos as amostras.

M: Como parece o céu visto da superfície de Marte?

C: Em Marte há apenas uma atmosfera muito rarefeita, por isso, da superfície observamos um véu muito fino da atmosfera exterior, como um céu vermelho ligeiramente brilhante e depois a negrura do espaço. Digo, de novo, como vemos tantas vezes na TV. Muito bizarro, mas senti como se já lá tivesse estado antes, embora não tenha estado. Apenas familiaridade.

M: Ok, então o que é que fazia, especificamente?

C: Tínhamos uma máquina de escavar buracos em miniatura que nos permitiu ir fundo e colher amostras até à profundidade de três metros. Estavam guardas no módulo de aterragem sob orientação restrita e mantidas em tubos para que não se contaminassem durante a viagem de regresso. Elas foram lançadas fora do foguetão, num módulo separado, na atmosfera da Terra, quando regressamos e foram localizadas pelo controlo da Missão. Regressamos separadamente.

M: Muito interessante! Agradeço os pormenores. Aprecio a informação sobre a maneira como faziam o vosso trabalho. Nem posso imaginar como será estar num planeta tão afastado da Terra. Como é que tinham a certeza que regressavam? Sei que estavam treinados, mas mesmo assim, estavam MUITO LONGE!

C: Sim, muito assustador, por estar tão longe da Terra, mas como disse anteriormente, é uma combinação de instinto e adrenalina, e o pensamento de todo esse dinheiro sobrepõem-se e mantém-nos em acção até termos completado a missão e estarmos a caminho de casa. Além disso, porque é que em Marte, não tivemos tendência a observar o firmamento < fizemos o nosso trabalho e saímos de lá. Confiamos na tripulação, na máquina e no Controlo da Missão. Nada mais interessa. Como em NASCAR, temos uma equipa em quem confiamos inteiramente e tudo o resto é irrelevante. Talvez a adrenalina mexa connosco, mas o mesmo acontece com o desejo de sobreviver, por isso não são tolerados riscos desnecessários numa missão do nosso tipo. Talvez noutras missões, não na nossa. Pergunte a quem esteve no espaço e todos dirão a mesma coisa. Não há margem para erro e não há uma segunda oportunidade. Ninguém que eu conheça assumiria esses riscos e a CIA tem a mesma mentalidade.

Sabe qual é a pior coisa sobre tudo isto? Além de você e de outro contacto meu, que também é um agente, não posso falar com minguém sobre este assunto. Por isso, aqui estou eu com este resultado espantoso e ninguém pode saber! Quem quer que esteja a ouvir pode fazer parte da equipa e pode, indubitavelmente, querer apanhar-me antes que eu fale, embora agora seja tarde demais. Quando estavas a treinar, disseram-te que não podias falar a ninguém sobre este assunto. Nem à família, nem aos amigos, a ninguém, e agora sei porquê. Estupidamente, disse à minha família que fazia parte de um programa numa estação espacial e que fora transferido para a Europa. Isso foi um erro, e a maior lição aprendida foi a atracção por um cheque de pagamento avultado!

M: Compreendo <no entanto, pessoalmente nunca iria considerar isso um “erro”! Devido a esta história, está a dar ao público mais uma peça do quebra-cabeças sobre o que realmente acontece no programa espacial e como estamos longe de saber.

C: Uma coisa sobre a superfície de Marte: sente-se que é instável. Houve pequenos sismos [tremores de Marte – mais informação: http://www.space.com/418-marsquakes-red-planet-rumble.html] quando estivemos lá. Talvez isso possa explicar o que aconteceu às outras missões? Claro que sim, podia ser o principiar de uma coisa muito maior, mas estávamos apenas numa parte muito pequena do planeta, por isso, quem sabe? E com a evidência da actividade vulcânica do passado, isso poderá trazer problemas em futuras missões de mineração. Se estes tremores de terra estão no princípio de um ciclo, então o assunto pode tornar-se muito problemático. Claro que não há atmosfera guardada para ninguém escapar em caso de emergência, portanto podia ser muito perigoso. Como sei, presentemente, estes fulanos não se preocupam com o bem estar do pessoal, mas sobretudo com o que este planeta pode fornecer em termos de lucro.

Outra informação sobre Marte, que é valiosa do ponto de vista científico, é o clima. Por exemplo, se a água existir, poderá encontrar-se uma sugestão sobre o nosso clima nas décadas futuras? Embora a distância do sol seja um factor, ainda há muitas coisas que temos de aprender. Não vimos nenhuns Et’s. Isso devia fazer com que as pessoas compreendessem que o que lhes é relatado sobre Marte é falso, ou simplesmente, não é verdadeiro. As amostras que trouxemos podiam valer biliões e biliões, por isso, um pouco sobre alienígenas falsos seria uma distracção brilhante.

M: Especificamente, o que é que está a dizer que não é verdadeiro sobre Marte, que possa ter ouvido? Escutei alguma coisa dos whistleblowers na net, mas nada especificamente sobre alienígenas marcianos. Ouvi falar numa base aí, e ouvi falar do “jump room.” Ouvi também falar de outras pessoas que afirmam terem estado lá.

C: Não acredito que esse assunto do “jump room” seja credível de modo algum. Sei que temos muito mais tecnologia avançada na posse dos militares do que a que é conhecida, mas felizmente, isso não me parece verdadeiro.

A NASA também negou as histórias sobre alienígenas em Marte. Afirmaram firmemente que o planeta não tinha vida. Se eles conheciam o potencial financeiro do planeta, então é uma pergunta diferente e, claro, se o que sabemos for de domínio público, uma missão de astronautas (que foi encarada como um suicídio político em caso de falhanço) torna-se agora numa corrida para obter lucros. Será interessante ver a reacção oficial, se houver alguma, que irá haver sobre isto. Marte deverá ser um planeta de multi-multi-biliões de dólares. Completamente intocado e não reclamado.

Porque pensa que eles nunca mais regressaram à Lua? Porque lá não há nada que valha a pena. Se a Lua fosse cheia de metais preciosos, etc., teríamos ido lá muitas vezes. Simplesmente não vale a pena. Também, como efeito secundário, as implicações a longo prazo de extrair metais dela podiam ser desastrosas para a Terra. Certamente que não conhecemos as implicações de extrair metais em larga escala em Marte, mas iremos saber nas próximas décadas, porque os governos vão, finalmente, perceber e achar o enorme potencial que esse planeta tem em termos de riquezas.

M: Hm, sim, é muito possível! OK, você disse, “as implicações de extrair minérios a longo prazo eram desconhecidas e podiam provar ser desastrosas para a Terra.” Pode explicar como seria?

C: Praticamente não há atmosfera. Quaisquer produtos secundários e forma de gás podem escapar para o espaço. Que implicações aconteceram como consequência? E também a massa desse planeta irá diminuir. Terá implicações na órbita de Marte? Não sabemos o suficiente sobre a relação entre Marte e a Terra. Começar a extrair minérios pelo seu valor é perigoso tanto quanto saiba porque ainda temos muito para aprender antes de nos lançarmos a isso e começar. A terceira lei de Newton, da Física [termodinâmica] diz que para cada acção há uma reacção igual e oposta. E não se preocupe. Ficarei bem <finalmente, tirar a tampa sobre este assunto, irá proteger-me. Ainda não me encontraram!

M: Quanto tempo pensa que necessitará estar em fuga? Tem alguma evidência de que esses fulanos andam atrás de si? (Penso que provavelmente é uma boa suposição baseado em tudo o que me contou.)

C: Faço bem ideia de quem anda atrás de mim. Há apenas um punhado de pessoas no planeta que podem ir para a frente com isto sem ser interrogados e encontrados. Essa capacidade requer muito poder e capacidade de corromper ao mais alto nível. Continuarei a fugir durante algum tempo. Reconheço que há contactos falsos feitos comigo para tentar encontrar-me, mas na Europa, é fácil desaparecer no contexto geral. Não existem fronteiras verdadeiras e tenho muitos contactos aí se necessitar; embora um deles ser o único em que pude confiar até ao momento. Não se esqueça que também haverá uma recompensa pela minha cabeça, e todo o submundo que possui uma arma estará interessado em mim. Mas os que estão interessados em encontrar-me não oferecem valor ou lealdade aos que os ajudam. Você tem apenas de olhar pela minha situação.

M: Ok, é justo. Como vai a sua doença da radiação?

C: A doença está ok, controlada com medicação e, felizmente, é suave. Tenho a certeza que os fatos que usávamos foram criados para absorvermos radiação em pequenas quantidades para que nos pudessem testar sobre a nossa tolerância e duração na superfície do planeta. Não esqueça que os dados que trouxemos custaram biliões, por isso, todos os aspectos da missão tinham de contribuir para uma gravura total que pudesse ser usada para relatar a viabilidade das futuras missões. Provavelmente estávamos a assinar a nossa pena de morte quando assinamos os nossos contratos; o reconhecimento da realidade é uma dádiva maravilhosa!

M: Que verdade! Trouxe alguma coisa de Marte para si? Tal como uma rocha de recordação ou qualquer outra coisa?

C: Nada de recordações. Fomos revistados e fizeram com que expelíssemos os dejectos sólidos para detectar se havia qualquer coisa. Foram muito rigorosos sobre isso.

M: E não viram nenhuma vida vegetal ou água?

C: Nem vida vegetal nem água. Sei que muitos falam disso, mas não vimos nada parecido. Não digo que não existe, mas nada que tivéssemos visto, provava isso. Claro que estivemos lá durante um tempo restrito e estivemos apenas no exterior durante curtos períodos de tempo, devido à temperatura e à radiação.

M: Gostei da sua honestidade ao afirmar que não encontraram vida vegetal embora soubessem que podia haver noutra parte do planeta, e que não a viram. Em que ponto da superfície de Marte é que aterraram?

C: Procure o sítio de aterragem da Viking, porque estivemos perto de lá. Os dados devolvidos anteriormente mostraram que era o sítio mais adequado.

M: Se tivesse de fazer essa viagem novamente, fá-la-ia? Foi valiosa para si?

C: A experiência foi valiosa. Fá-la-ia de novo? Viagens espaciais como esta são um jogo de adolescentes. A pressão física quando chegamos ao final da década dos trinta leva tempo a recuperar. Mas sabe que mais? Agora eles são conhecedores do potencial das reservas de combustível em Marte, reconheço que podem acelerar um pouco mais, e talvez reduzir o tempo da viagem.

Vimos apenas uma pequena fracção da superfície, mas as condições mostraram que nada que fosse capaz de sobreviver aí seria vida vegetal ou vida, tal como a conhecemos. Meu Deus, pareço o Spock a falar! Se houver qualquer forma de vida, iria sugerir que fosse subterrânea, porque há protecção. Dada a história geológica do planeta, imagino que lá há muitas cavernas, mas não vi nenhuma. Há turbulência devido ao custo dos combustíveis, portanto o que Marte pode trazer é estabilidade. Mas levará muitos anos a compreendê-lo, e reconheço que a NASA irá agarrá-los e afirmar a sua autoridade. Politicamente e em termos reais as viagens no espaço morreram nos anos 80, mas se for encontrada uma rota para o lucro, então vermos a próxima grande corrida espacial, mas desta vez com mais competidores.

M: Muito obrigada pela sua história, Chad! Gostei por ter tido o trabalho de nos contar esta história. Espero que, finalmente, encontro segurança e que a sua família saiba que está bem.


E cá estamos! Foi o fim da nossa conversa sobre a missão a Marte, mas continuei em contacto com Chad. Neste momento, espero ser capaz de o convencer a fazer uma entrevista gravada em vídeo ou na TV, mas, claro, haverá muitos obstáculos a ser ultrapassados, sendo o principal que talvez ele corra perigo se vier a público. Além disso, há sempre a barreira compreensível de cepticismo das pessoas. Como disse, ao princípio, não posso verificar esta história, nem é minha intenção convencer ninguém da sua veracidade. O meu objectivo (de Morgan Kochel) é apenas ajudá-lo a que ouçam a sua história, porque se FOR verdadeira, as pessoas deste planeta estão a ser enganadas em grande escala, e talvez esta história vá, finalmente, ajudar o Movimento de Divulgação dos OVNI’s. Chegou a ocasião das mentiras serem desmascaradas, e da verdade – seja ela qual for – ser conhecida de uma vez por todas.

Nota da Tradutora: Perfeitamente em sintonia com o objectivo de Morgan Kochel, traduzi em Português e divulguei o melhor que soube este relato.

Fonte: Site Divulgandoaascensao.com.br

Especial Terra 2012: como sobreviver sem água – parte 4: outras técnicas além das dessalinização

13/02/2015

É perfeitamente possível tirar água do ar. Depois dos oceanos, lagos, rios e aquíferos, há outra grande reserva de água na atmosfera terrestre, sob a forma de vapor. Há décadas, cientistas e técnicos de vários países trabalham na construção de máquinas que convertem a umidade do ar em água. Além dessa possibilidade, há várias soluções científicas emergenciais disponíveis para mitigar um cenário grave de falta d’água. No Brasil, às voltas com a pior seca já registrada no Sudeste e crises em São Paulo e no Rio de Janeiro, algumas estratégias já estão sendo aplicadas. O problema é que, em geral, as tecnologias engenhosas custam mais caro.

No mês passado, por exemplo, o engenheiro mecatrônico Pedro Ricardo Paulino, de Valinhos (SP), foi à Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo oferecer a Waterair ao governo. Sua máquina, patenteada em 2010, capta a umidade do ar e transforma vapor em água por meio de osmose reversa sob alta pressão. Na sequência, o líquido é desinfetado das bactérias por uma sofisticada filtragem ultravioleta.

A proposta de Paulino é aumentar a escala do funcionamento da Waterair instalando 40 usinas nas avenidas marginais da capital, ao longo dos rios Tietê e Pinheiros, para produzir 2 milhões de litros de água por dia, em cada uma, e abastecer 500 mil pessoas. A alta umidade do ar nas margens dos rios (entre 50% e 90%), segundo Paulino, viabilizaria o projeto.

“A proposta está sendo analisada e ainda não temos uma resposta. É difícil estimar o custo de cada usina, que depende da dimensão geral do projeto”, conta Paulino à PLANETA. “Nossos equipamentos despertaram a atenção de outros países e estamos trabalhando com o governo dos Emirados Árabes Unidos para construir uma usina com capacidade de produção de 150 milhões de litros por dia”, afirma o empresário.

Água do ar

O Waterair funciona ligado a uma tomada elétrica e é fabricado em dois tamanhos. O menor produz 30 litros por dia e custa R$ 7 mil. O maior produz 5 mil litros por dia e vale R$ 350 mil. Segundo Paulino, a diferença entre o seu invento e os outros do mercado é que ele produz água potável mineralizada, enquanto os demais equipamentos produzem apenas água condensada estéril. O problema é o custo da energia. “Tirar água do ar só é viável quando é impossível retirar o recurso de fontes normais”, admite Paulino.

Em teoria, encher um reservatório de mil litros em São Paulo (o suficiente para uma família de quatro pessoas) custaria R$ 170 mil, uma vez que o gasto de energia elétrica para fazer um litro de água é de R$ 0,17. O preço é muito superior ao da distribuidora de água do Estado, a Sabesp, que cobra R$ 7,25 (incluindo a tarifa de esgoto) para distribuir a mesma quantidade. Apesar do custo, a procura pelos aparelhos da Waterair aumentou 500% nos últimos meses.

Nos EUA, há vários tipos de máquinas condensadoras da umidade do ar. Jonathan Wright e David Richards criaram a Aqua- Magic, cuja maior vantagem é a mobilidade, pois está instalada num trailer que pode ser puxado por um veículo. Em 2005, o aparelho provou ser muito valioso para suprir de água potável as vítimas do furacão Katrina, em Nova Orleans. A máquina custa US$ 28 mil a unidade, produz até 120 litros de água purificada em 24 horas, mas tem uma desvantagem: funciona consumindo 12 galões de óleo diesel. Além do custo do combustível, há o problema suplementar de emissão de gás carbônico e de poluentes na atmosfera.

Também nos EUA, a Aquasciences desenvolveu um produto similar para situações de emergência, a Emergency Water Sta tion (EWS), um trailer de 12 metros de comprimento capaz de extrair maiores quantidades de água da atmosfera e produzir 2.600 litros de água por dia, o suficiente para suprir as necessidades de 5.200 pessoas. Concebido para o transporte por via aérea, marítima ou terrestre em um contêiner marítimo convencional, o EWS é alimentado por geradores elétricos independentes ou pela rede pública. Também gasta energia.

Já a máquina Nerios.S3, fabricada pela francesa Eolewater, gera 150 litros de água potável por dia, possui um tanque de 1.000 litros e oferece a vantagem de ser autossufi ciente em energia graças ao uso de painéis solares.

No Brasil, também há a chinesa Aozow, vendida pela Ecomart, que produz, em média, 12 litros em 24 horas. A Watermill, da canadense Element Four, condensa a mesma quantidade por dia por R$ 0,60 o litro. A companhia que produz o equipamento diz que oferece não somente uma alternativa para as águas minerais engarrafadas dos países desenvolvidos como uma solução para milhões de pessoas no mundo que têm o seu suprimento diário de água racionado.

Reúso potável

No Brasil há dois projetos industriais de produção de água de reúso a partir do esgoto. O Aquapolo, da Sabesp e da Odebrecht Ambiental, converte a água de esgoto do rio Tietê em insumo para as indústrias do polo petroquímico de Capuava, em Mauá. No Rio de Janeiro, a Estação de Tratamento de Alegria, da companhia estadual de águas Cedae, transforma esgoto em água de reúso para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, em Itaboraí.

Agora, a seca no Sudeste induziu ao uso de água reciclada também para abastecimento da população. O governo paulista já decidiu reforçar os reservatórios que abastecem Campinas e São Paulo com água de reúso. Para tanto, duas Estações de Produção de Água de Reúso serão construídas na capital para tratar o esgoto do rio Pinheiros e despejar água reciclada nas represas de Guarapiranga, na zona sul da capital, e Isolina, no rio Cotia, em Barueri.

Embora tenha 99% de pureza, a água de reúso não é potável, exigindo tratamento suplementar. Uma vez jogada e diluída nos reservatórios, será novamente tratada e purifi cada, adquirindo, então, potabilidade. “A água de reúso precisa de alto nível de tratamento para ser jogada nas represas, mas o problema é fácil de equacionar”, dis Benedito Braga, presidente do Conselho Mundial da Água.

Em Campinas, a Sociedade de Abastecimento de Água e Esgoto vai reformar a Estação de Tratamento de Esgoto Anhumas para produzir água de reúso, que será jogada no rio Atibaia com 99% de pureza. Uma adutora de 19 quilômetros de extensão unirá a Estação Produtora de Água de Reúso ao rio Capivari, aumentando em 290 litros por segundo a sua vazão e incrementando em 600 litros por segundo a capacidade de fornecimento do rio Atibaia. Os dois rios integram a Bacia do Piracicaba, Capivari e Jundiaí e abastecem o Sistema Cantareira, que no interior de São Paulo atende mais de 5,5 milhões de pessoas.

Dessalinização cara

Outra alternativa possível é a dessalinização, para muitos a grande solução para o abastecimento futuro dos 9 bilhões de habitantes do planeta. Há duas tecnologias em uso: a destilação por energia térmica (evaporação) e a osmose reversa, por meio de  alta pressão e membranas de filtragem do sal da água. Existem 13,8 mil plantas de dessalinização em operação no mundo. A maior, do Ocidente, está sendo erguida em Carlsbad, na Califórnia, para produzir 50 milhões de litros de água doce por dia. Outras 17 usinas estão sendo construídas no Estado. Em Israel, 40% da água potável consumida é dessalinizada, produzida por 39 usinas. Em 2013, foi inaugurada a planta de Sorek, a maior do país, que produzirá 200 milhões de metros cúbicos do insumo por ano.

O inconveniente é o alto custo energético e financeiro. Hoje, o gasto energético para se produzir um metro cúbico de água do mar dessalinizada gira em torno de 8 quilowatts-hora (kWh). Soma-se a isso o custo de construção e manutenção das plantas, em geral dependentes de combustíveis fósseis, como óleo diesel. Mas quando não há fontes de água disponíveis, como na Austrália, em ilhas do Caribe ou no Oriente Médio (onde 75% da água dessalinizada do mundo é produzida), o processo não só compensa como é a melhor alternativa.

Tal como no Oriente Médio, a região semiárida do nordeste brasileiro, que ocupa 11% do território nacional, carece de recursos hídricos. Além da falta de chuvas e seca, várias das poucas fontes de água potável disponíveis já estão contaminadas. Há, no entanto, reservas subterrâneas de água salgada (salobra). Por características de formação do terreno, 90% dos poços na região oferecem água salobra.

Em 2004, o governo federal criou o Projeto Água Doce, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, para abastecer com água dessalinizada 100 mil pessoas de 150 comunidades em dez Estados. O plano pretende investir R$ 168 milhões para implantar 1,2 mil sistemas de dessalinização. Mas, até agora, o programa construiu apenas 65 usinas de dessalinização, a maioria delas na Paraíba, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte.

Na costa brasileira, o árido arquipélago de Fernando de Noronha já conta com uma miniplanta para tratamento da água do mar, orçada em R$ 2,5 milhões. Movida por um gerador elétrico a diesel, a miniusina aumentou a produção de água na ilha de 5,6 litros por segundo para 15 litros por segundo, volume necessário para atender o turismo local.

Em São Paulo, o Consórcio PCJ (formado por 43 prefeituras nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) propôs ao governo estadual a instalação de uma usina de dessalinização em Bertioga, que seria alimentada por usinas eólicas, para reciclar a água do mar, bombeá-la para cima da Serra do Mar e jogá-la no sistema Jaguari-Jacareí para abastecer a represa da Cantareira, na capital.

O projeto foi orçado em R$ 6,1 bilhões. O estudo estima que o uso de tecnologia de osmose reversa na dessalinizacão implicaria gastos da ordem de 26% do total, enquanto a tecnologia de evaporação consumiria 41% do orçamento.

Pele protetora

Em lagos e represas, a maior perda de água ocorre por evaporação. Entretanto, existem métodos para reduzi-la e manter a água por mais tempo nos reservatórios, que ganham sobrevida na estiagem. Entre as tecnologias conhecidas destacam-se a instalação de quebra- ventos, o sombreamento e a cobertura da água com placas fl utuantes, lonas ou filmes ultrafinos. Essas técnicas não impedem a formação de chuvas, porque a água continua a evaporar, mas sem dúvida a diminuem.

O método que emprega filmes ultrafinos, um dos mais baratos, é capaz de reduzir a evaporação em até 50%. Um filme espalhado sobre a água atenua a formacão de ondas e diminui a área de superfície líquida exposta ao vento e ao sol, reduzindo a evaporação.

A técnica foi testada por mais de 50 anos e apresenta baixo impacto ambiental, podendo ser usado em reservatórios para abastecimento da população ou com vida aquática. O desmanche do filme provocado pelo vento e por atividades como pesca, natação e navegação diminui a eficiência do método, mas, por outro lado, nenhuma dessas atividades precisa ser interrompida.

No Brasil, o engenheiro químico Marcos Gugliotti criou um pó químico fino, formado por alcoóis graxos e calcário agrícola, que protege o espelho d’água. Os alcoóis têm orit gem natural e formam um filme de baixa toxicidade, reduzindo a evaporação sem alterar a troca natural de gás carbônico e oxigênio com a atmosfera. Aplica-se um quilo do produto por hectare (10.000 metros quadrados) de superfície líquida, ou 100 quilos por um quilômetro quadrado. Como o pó é atóxico e biodegradável, recomenda-se aplicação a cada 48 horas, mas o período pode variar dependendo do clima.

Um teste de impacto ambiental em área isolada na represa de São Carlos (SP) confirmou que o produto é seguro para o meio ambiente. Outro teste de efi ciência, no espelho d’água de 13.000 metros quadrados do Congresso Nacional, em Brasília, indicou uma redução de 21% na evaporação. Em uma semana, a aplicação manual de apenas 3,9 quilos do produto gerou uma economia de 80 mil litros. Análises feitas antes e depois da aplicação não indicaram alteração significativa na qualidade da água. Gugliotti tem recebido pedidos do Brasil e do exterior e busca parceria com indústrias químicas para fabricar e vender o produto.

Turbinas d’água e vento

Uma das alternativas visionárias para evitar o grande gasto de energia nas máquinas que extraem água do ar foi desenvolvida pelo francês Marc Parente, fundador da Eolewater, fabricante de turbinas eólicas de condensação de água do ar. Em 2011, a companhia instalou uma dessas turbinas no deserto de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, para produzir 1.000 litros de água por dia. Como qualquer outra turbina eólica, a WMS1000 produz eletricidade, que ao mesmo tempo propulsiona a transformação de ar em água. O ar sugado pelo nariz da turbina é direcionado para um condensador elétrico, localizado atrás das hélices. A água produzida é armazenada em um tanque na base. Uma única turbina pode abastecer uma pequena aldeia ou cidade de 2.000 a 3.000 pessoas.

A holandesa Dutch Rainmaker seguiu o mesmo caminho com a turbina eólica AW75. Nela, o ar é direcionado para um trocador de calor, em cuja superfície é resfriado e condensado quando a temperatura cai abaixo do ponto de orvalho. A turbina produz até 7.500 litros de água potável por dia. Em caráter experimental, a Agência de Proteção Ambiental do Kuwait instalou uma unidade em Um Al Himam. O funcionado da máquina numa região quente e desértica prova que essa tecnologia pode resolver problemas de falta d’água em várias partes do mundo.

Já o inventor australiano Max Whisson desenhou outra máquina, o Moinho de Vento Whisson, uma turbina de vento ligada a um compressor de refrigeração. O aparelho utiliza líquido refrigerante para resfriar suas lâminas verticais, nas quais o vapor se condensa em forma de gotas de água. A máquina pode coletar até 11.800 litros de água do ar por dia. Por enquanto, o aparelho está em fase de testes de protótipos e o inventor busca um investidor que financie a fabricação. Os problemas de manutenção delicada são a maior ameaça para as turbinas d’água eólicas.


Fonte: Revista Planeta

Especial Terra2012: como sobreviver sem água? Parte 3: a dessalinização do mar é uma opção cara

12/02/2015

Enquanto discute datas para decretar um eventual rodízio de água na capital e na região metropolitana, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) e a iniciativa privada começaram a discutir a possibilidade de adotar a dessalinização da água do mar. O projeto está estimado em R$ 1,5 bilhão e seria feito no modelo de Parceria Público-Privada (PPP).

Apesar de ser considerada uma solução cara por parte do governo, a hipótese de apelar para esse recurso é discutida pela Sabesp. Um consórcio formado por três empresas vai protocolar na Secretaria de Governo uma manifestação de interesse em construir uma usina de dessalinização no litoral paulista para “aliviar” as represas que abastecem a região metropolitana, como o Cantareira.

A proposta tem o endosso do ex-presidente da Sabesp Gesner Oliveira, que garante a viabilidade. “Nós fizemos uma análise econômico-financeira e estamos convictos de que é possível encontrar uma solução que seja competitiva em termos de custos por metro cúbico produzida”, disse ao Estado, comparando com outros investimentos feitos por Alckmin para combater a crise hídrica, como o início das obras do Sistema São Lourenzo, em abril. Esse manancial, previsto para ser concluído em 2018, será o sétimo a abastecer a Grande São Paulo e custará R$ 2,6 bilhões, a serem financiados pelo governo federal.

O projeto que será apresentado ao governo sugere a construção de uma usina de dessalinização, orçada em R$ 795 milhões, e também da infraestrutura responsável por levar a água do litoral até a região metropolitana, a 700 metros acima do nível do mar – estimada em R$ 403 milhões. O estudo também traz outros gastos, não detalhados pelo ex-presidente da Sabesp. Oliveira também não revelou onde seria construída a usina nem o destino da água produzida.

O projeto está previsto para ser executado em três fases. Ainda segundo o estudo, a instalação da usina no litoral seria capaz de produzir mais 250 mil m³/dia, o que corresponderia a aproximadamente 2,9 m³/s.

Crítica

Especialista em engenharia hídrica, o professor do Mackenzie Antonio Giansante disse que a distância entre São Paulo e o litoral encarece o processo sugerido. “Tem 700 metros de desnível. Para a água chegar até aqui vinda do Cantareira, ela tem de vencer um desnível de 120 metros. E o consumo de energia só para isso já é muito alto. Comparável ao que gasta uma cidade de 100 mil habitantes”, afirmou Giansante.

Ele também apontou que a manutenção e a operação da tecnologia de dessalinização também são fatores problemáticos. “O projeto tem de contemplar não só o custo de execução, mas o de manutenção e operação. Acho bastante caro não somente executar, mas manter e operar. Além disso, vejo o desafio do consumo de energia.”

Fonte: Estadão

Especial Terra 2012: um mundo sem água – parte 2

08/02/2015

Billings pode evitar o rodízio? Veja fatos e a opinião de especialistas

Reservatório tem capacidade maior que o Cantareira, mas água é poluída.
Governo diz que aumentará captação para abastecimento da população.

São Paulo planeja retirar mais água da Represa Billings, na Zona Sul de São Paulo, para reforçar os sistemas Guarapiranga e Alto Tietê. A medida integra um pacote de ações para amenizar a falta d’água no estado. Mas, quais os impactos e as possibilidades para o uso da represa? Ela pode salvar os clientes da Sabesp que dependem do Cantareira?

O G1 ouviu especialistas e o governo. Veja abaixo fatos e opiniões sobre o tema:

Billings - O uso da Billings pode evitar o rodízio? (Foto: Arte/G1)

NÃO, O ALCANCE É LIMITADO
A água que será futuramente levada da Billings não vai chegar diretamente ao Sistema Cantareira. A água vai reforçar as reservas de dois sistemas que passaram a atender ex-clientes do Cantareira (Guarapiranga e Alto Tietê).

Atualmente o Cantareira abastece 6,2 milhões de pessoas. Antes da crise, eram 9 milhões. A diferença foi absorvida pelos outros sistemas e a Sabesp não divulgou novos planos para ampliar a interligação de toda rede e migrar todos os clientes do Cantareira para outros sistemas.


Billings - Como a água da Billings  é usada hoje? (Foto: Arte/G1)

GERA ENERGIA E ABASTECIMENTO
O primeiro uso da Billings, na primeira metade do século 20, foi para armazenamento de água para geração de energia elétrica na Usina de Henry Borden, em Cubatão, na Baixada Santista. Mas, ao longo do tempo e com o crescimento de São Paulo, o uso prioritário passou a ser para o abastecimento da população nos moldes de hoje.

Ao todo, a Billings colabora com 7,7 metros cúbicos por segundo de água para atender 2,3 milhões de pessoas pelos sistemas Rio Grande e Guarapiranga. Isso corresponde a um terço do Cantareira ou metade do Alto Tietê. Na Baixada Santista, o Rio Cubatão também usa água da represa para abastecer 250 mil pessoas, segundo a Sabesp.


Billings - Quanto volume a Billings têm disponível? (Foto: Arte/G1)

VOLUME É DE 500 BILHÕES DE LITROS
A Represa Billings tem capacidade para armazenar 1,2 trilhão de litros e é considerada o maior reservatório da região metropolitana de São Paulo, segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

Em janeiro, o volume armazenado era cerca de 500 bilhões de litros. Para efeito de comparação, o terceiro volume morto do Cantareira tem 41 bilhões de litros. Apesar disso, ela não é considerada como um dos sistemas de abastecimento da Grande São Paulo e fornece água para complementar sistemas.


Billings - Quantas pessoas ela poderia abastecer? (Foto: Arte/G1)

ESTIMATIVA É DE 4,5 MILHÕES
Estima-se que a Billings teria capacidade para fornecer água a cerca de 4,5 milhões de pessoas, o que não ocorre devido à poluição e intensa ocupação irregular nas margens, segundo especialistas.

A presença de contaminantes industriais é outra preocupação. “A Billings foi um reservatório que por muito tempo foi usado para receber afluente industrial, e o lodo no fundo da represa ainda tem uma concentração grande desses resíduos”, explicou o professor associado do departamento de engenharia hidráulica e ambiental da Escola Politécnica da USP, José Carlos Mierzwa.


A água da Billings tem qualidade? (Foto: G1)

REPRESA TEM NÍVEIS DIFERENTES DE ESGOTO EM CADA TRECHO
A água da represa tem níveis diferentes de poluição. Desde 1958, a Sabesp usa água de dois braços da represa: do Rio Grande retira 5,5 m³/segundo para atender Diadema, São Bernardo e parte de Santo André. Essa parte do manancial é considerada mais limpa e é isolada da parte mais poluída da Billings.

Do Rio Taquacetuba retira 2,19 m³/segundo. Esse trecho é mais contaminado porque está próximo à área de descarga da água dos rios Tietê e Pinheiros sem tratamento, e enviados para o Guarapiranga.  Entretanto, nem toda a represa tem a mesma qualidade. Teste feito a pedido do Bom Dia Brasil com uma amostra da Billings mostrou que a água está contaminada por bactérias, como escherichia coli, salmonella e shigella, provenientes da contaminação por esgoto não tratado.


Billings - É possível deixar a água potável? (Foto: Arte/G1)

HÁ TECNOLOGIA DISPONÍVEL PARA TRATAR A ÁGUA A REPRESA
As técnicas convencionais de limpeza da água usadas hoje em São Paulo não são suficientes, segundo o professor da USP José Carlos Mierzwa. Ele indica sistemas mais sofisticados, como o de membranas ultrafiltrantes, meio com mais capacidade para reter impurezas, como alternativa.

A Sabesp não definiu como será ampliado o tratamento com o aumento da vazão da Billings, mas o sistema de membranas já é usado pela empresa e deve ser implantado nas estações de reúso de esgoto, as EPARs. O resultado, segundo o superintendente de tratamento de esgotos da RMSP Roberval Tavares de Souza, é uma água absolutamente limpa e sem nenhuma impureza.


Billings - É preciso obra para ampliar o tratamento? (Foto: Arte/G1)

PROCESSO NÃO FOI ESCLARECIDO
Apesar da indicação do uso de membranas ultrafiltrantes, a Sabesp não deixa claro como o tratamento da água será adaptado para o aumento da vazão nos sistemas Guarapiranga e Alto Tietê. O governador disse que serão instalados contêineres para a filtragem com membranas, mas o material precisa ser importado porque não há fabricação no Brasil.

A compra do material e adaptação para a filtragem é considerada rápida, mas levaria em torno de um ano, segundo o professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica da USP, José Carlos Mierzwa.

A Sabesp diz que essa tecnologia produz água com muito mais rapidez e que precisa de um espaço físico menor. O tratamento, que levaria pelo menos duas horas, ocorre em 20 a 30 minutos, funcionamento automatizado e com menos produtos químicos.


Billings - Como a Billings vai ajudar o Cantareira? (Foto: Arte/G1)

AJUDA NÃO SERÁ DIRETA
A Sabesp não divulgou planos para levar o volume retirado da Billings ao Cantareira. O destino será os sistemas Guarapiranga e Alto Tietê. Alckmin diz que a ideia é aumentar mais 1 metro cúbico por segundo da Billings para a Guarapiranga e outros 4 metros cúbicos por segundo para o Alto Tietê, mas os volumes de captação ainda não foram confirmados.

Não há plano de envio de água direto para o Cantareira. Ao atender esses dois sistemas, a Billings indiretamente atende ex-clientes do Cantareira, que foram remanejados pela Sabesp após o início da crise hídrica.

O professor titular da Universidade Federal do ABC em engenharia ambiental e urbana Ricardo Moretti defende que a ideia de usar a água da Billings não deixa de ser uma “cortina de fumaça”. “Não tem como completar os 16 m³/s do Cantareira do dia para a noite”, afirmou.


Billings - quando a água chegará aos outros sistemas (Foto: Arte/G1)

PRAZO PARA CAPTAÇÃO É INCERTO
A forma como a captação será ampliada e quando ela começará ainda não foi divulgada pelo governo e pela Sabesp.

O Jornal Nacional apurou que os técnicos planejam iniciar as obras em fevereiro, com prazo de conclusão entre fim de maio ou começo de junho. Entre as opções está a construção de 13 quilômetros de dutos entre a Billings até a Represa Taiaçupeba, para a inclusão de 4 metros cúbicos por segundo no Sistema Alto Tietê.

Ricardo Moretti, da Universidade Federal do ABC, defende que a represa não vai resolver, a curto prazo, a crise hídrica. “Construir tubulações para tirar água da Billings até uma ETA [estação de tratamento de afluentes] precisa de obra, e não é nada simples. Mesmo que seja a curto prazo, não é algo para 2015”, explicou.


Billings - Santos terá geração de energia prejudicada? (Foto: Arte/G1)

EMAE NEGA PREJUÍZO PARA BAIXADA
A Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. (EMAE), que tem a concessão para explorar a Billings e outros reservatórios para geração de energia elétrica, afirma que as manobras para aumento da retirada da represa não prejudicarão a operação porque têm sido discutidas entre os órgãos gestores de recursos hídrico e de energia.

Desde novembro, a vazão de água da represa para a usina foi limitada em 6 m³/s para que a Billings pudesse bombear maior volume para a Guarapiranga. Isso faz com que a geração de energia seja de 34 MW, quando a capacidade instalada na Usina de Henry Borden é de 889 MW. A operação do sistema segue determinações do Operador Nacional do Sistema (ONS) para o Sistema Interligado Nacional (SIN).


Billings - Quais as alternativas além da Billings (Foto: Arte/G1)

RODÍZIO ESTÁ EM ESTUDO
A Sabesp admite que estuda o rodízio, embora oficialmente negue que exista um formato ou data definida. Por sua vez, o governador de São Paulo cita que estão em andamento novos projetos, obras de interligação, medidas de incentivo à redução do consumo e aguarda que chova. Nenhuma obra que mudará a condição do Cantareira tem data de entrega prevista para 2015.

O governo promete entregar até o fim do ano a Estação de Produção de Água de Reúso (EPAR) perto do Autódromo de Interlagos, na Zona Sul, para gerar 2 metros cúbicos de água no abastecimento da represa de Guarapiranga.

Ações como o aumento da produção de água, com a Parceria Público-Privada (PPP) do Sistema Produtor de Água São Lourenço, além do aumento da captação dos sistemas Rio Grande, Guarapiranga, Baixo Cotia e a interligação do Rio Paraíba do Sul, também são apontadas pelo governo estadual como alternativas para aumentar a oferta de água, mas os projetos dependem de obras com prazos de conclusão a médio e longo prazo.

E se o Cantareira secar? Veja fatos e a opinião de especialistas

Janeiro tem menos chuva do que previsto e cresce possibilidade de colapso.
Na semana passada, presidente da Sabesp admitiu que sistema pode secar.

 

Gráfico mostra o nível de chuva nas represas do Sistema Cantareira nos períodos de outubro e abril de 2013/2014 e de 2014/2015 (Foto: Arte G1)O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, disse ao SPTV 1ª edição que o principal sistema de abastecimento de São Paulo, o Cantareira, pode secar nos próximos meses. No pior cenário, seca em março, segundo Kelman, que assumiu o comando da empresa estatal de água e esgoto neste mês, em meio a grave crise.Mas o que acontece se realmente acabar a água do Cantareira? O G1ouviu o que dizem especialistas e o governo.Veja abaixo os principais cenários caso o reservatório entre em colapso:

água (Foto: água)

MARÇO PODE SER LIMITE: Projeção do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres do Ministério da Tecnologia aponta que se a chuva for somente 10% da média histórica durante o verão, a água do volume morto do Cantareira pode se esgotar em março.

Caso a chuva mantenha a média de dezembro (74,9% do previsto para o mês), a água pode acabar em junho, segundo a projeção. O presidente da Sabesp não descartou essa previsão. Hoje, o governo do estado só tem autorização para usar a água do segundo volume morto.

água (Foto: água)

APOSTA É O 3º VOLUME MORTO: A Sabesp aposta que sim. Além de contar com a economia da população, a empresa diz que ainda estuda usar o 3º volume morto disponível na represa Atibainha.

“O uso depende também de aprovação da Agência Nacional de Águas (ANA). O volume corresponde a 41 bilhões de litros de água”, informa a Sabesp. “Seria o último recurso”, afirmou o presidente da Sabesp, Jerson Kelman. Em outubro do ano passado, o governador Geraldo Alckmin chegou a citar o 3º volume morto como alternativa, mas negou que a medida estivesse nos planos.

O professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e especialista em recursos hídricos Antônio Carlos Zuffo diz que, em caso de o sistema se esgotar, a Sabesp pode ter que distribuir apenas o que entrar nas represas, por chuva ou pelos rios que abastecem os reservatórios. “Sem o volume morto, só seria possível usar o volume de água referente à vazão de entrada no sistema, que depende do dia e das condições climáticas”, disse Zuffo.

água (Foto: água)

PRAZO E ALTERNATIVAS NÃO SÃO CLAROS: A Sabesp não tem previsão de quanto tempo pode durar a terceira cota do volume morto. A empresa também não divulga previsões sobre os outros sistemas.

O professor da Unicamp e especialista em recursos hídricos Antônio Carlos Zuffo diz que uma estratégia para garantir água para a população pode ser limitar o uso no comércio e indústria. “Mesmo antes de entrar no rodízio, pode haver suspensão de uso da água que não seja abastecimento humano, como comercial e industrial”, afirmou o especialista.

CAPACIDADE DOS DEMAIS SISTEMAS É LIMITADA: Segundo dados da Sabesp, ainda que fosse possível uma interligação plena, os demais sistemas têm capacidade limitada e são bem menores que o Cantareira:

Cantareira
Capacidade: 1,4 trilhão de litros
Nível em 20/01/14: 5,6%
Abastece 6,2 milhões de habitantes

Alto Tietê
Capacidade: 520 bilhões de litros
Nível em 20/01/14: 10,2%
Abastece 4,5 milhões de habitantes

Guarapiranga
Capacidade: 171 bilhões de litros
Nível em 20/01/14: 38,5%
Abastece  5,2 milhões de pessoas

Rio Grande
Capacidade: 112 bilhões de litros
Nível em 20/01/14: 68,8%
Abastece 1,2 milhão de pessoas

Alto Cotia
Capacidade: 16 bilhões de litros
Nível em 20/01/14: 28,5%
Abastece 410 mil pessoas

Rio Claro
Capacidade: 13 bilhões de litros
Nível em 20/01/14: 22,6%
Abastece 1,5 milhão de pessoas

água (Foto: água)

SABESP NEGA POSSIBILIDADE IMEDIATA: O Cantareira já atendeu 9 milhões de pessoas. Com o remanejamento e interligação, hoje fornece água para 6,2 milhões. “A falta de chuva atinge todos os mananciais. Neste momento, não temos possibilidade de aumentar o remanejamento de vazão”, disse o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato.

Ainda segundo Massato, as possibilidades seriam o Alto Tietê e Alto Cotia, que operam com nível baixo, além do Sistema Guarapiranga, cujas obras ainda estão em andamento. “Existem várias propostas, mas que foram projetadas para um período em que voltaria a chover mais”, afirmou.

água (Foto: água)

SISTEMA É ALTERNATIVA DE LONGO PRAZO: Ampliar a produção de água do Guarapiranga é uma alternativa viável, segundo especialistas, mas a médio ou longo prazo, pois não foi projetado para uma demanda tão alta.

“Seria necessário fazer toda a ampliação de novas estações de tratamento. E isso é uma obra demorada”, explicou o geólogo Pedro Luiz Côrtes, que também é pesquisador da USP e membro do programa de Mestrado em Gestão Ambiental da Uninove.

“A última solução seria lançar água bruta direto na rede, mas isso contamina a água e ela vai com cor. A única coisa que dá para fazer é desinfetar, mas não deixa a água potável”, completou o pesquisador da Unicamp Antônio Carlos Zuffo.

água (Foto: água)

BILLINGS PODE SER ALTERNATIVA DE LONGO PRAZO: A represa Billings, que armazena principalmente água para geração de energia elétrica, possui 600 bilhões de litros, mas de péssima qualidade por causa da contaminação por esgoto. Ela é apontada por especialistas como alternativa.

A Sabesp admite que estuda formas de tratar e distribuir essa água. Mesmo assim, não há indicativos da companhia de abastecimento de que o volume da Billings possa ser usado de imediato na atual crise.

A Billings poderia ser considerada, mas tem níveis de poluição consideráveis, e você precisa desenvolver essa estrutura que não é feita do dia para a noite”
Pedro Luiz Côrtes,
geólogo e especialista em recursos hídricos

“Tecnologicamente não há empecilho [para usar essa água], mas há um problema de prazo e o segundo é o transporte. É uma caixa d’água enorme, uma reserva fundamental”, explicou o presidente da Sabesp.

O geólogo Pedro Luiz Côrtes diz que falta estrutura para uso imediato. “A Billings poderia ser considerada, mas tem níveis de poluição consideráveis, e você precisa desenvolver essa estrutura que não é feita do dia para noite”, defendeu o geólogo.

água (Foto: água)

ALTERNATIVA É OPÇÃO PONTUAL: A curto prazo, o uso de água subterrânea poderia ser uma alternativa pontual e para uso restrito durante a crise, segundo o geólogo Pedro Luiz Côrtes. Ele usou como exemplo um estudo de geociência da USP que apontou ser possível extrair 10 mil  litros de água/segundo com poços abertos pela Sabesp.

“A Sabesp teria a possibilidade de abrir esses poços em um prazo de 30 dias e o tratamento dessa água é muito mais simples que um volume morto, por exemplo, mas para abastecer locais emergenciais, como escolas e hospitais”, explicou o especialista.

“Poços profundos só seriam interessantes para atender uma demanda urgente e pontual”, completou o professor titular de recursos hídricos do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental (PHA) da Escola Politécnica da USP, Mario Thadeu Leme de Barros. Perfuração indiscriminada de poços pode comprometer outras regiões que dependem da água profunda.

Existem uma proposta do governo de explorar uma área de afloramento do Aquífero Guarani no interior do estado e reforçar o abastecimento em cidades da bacia Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) com a perfuração de 24 poços profundos. Isso, segundo o governador, aliviaria o Sistema Cantareira. Não há previsão para início das obras.

água (Foto: água)

ESTRATÉGIA ESTÁ PARCIALMENTE EM ANDAMENTO: O reaproveitamento da água da chuva e esgoto tratado aliviaria a dependência  do Cantareira, principalmente em locais com alto consumo, como indústria e irrigação, segundo Gesner Oliveira, ex-presidente da  Sabesp (gestão 2007 a 2010) e sócio de uma consultoria especializada em recursos hídricos.

“A reciclagem para a água me parece a melhor alternativa, em particular a situação de reúso do Sistema Guarapiranga e Alto Cotia”, disse. O governo do estado anunciou no ano passado obras de implantação das Estações Produtoras de Água de Reúso (EPARs) para aumentar a disponibilidade hídrica nos dois sistemas em 14% e 100%, respectivamente, com tratamento de esgoto.

Se o prazo prometido for cumprido, a primeira obra – do Guarapiranga – ficará  pronta em novembro deste ano. “Tudo isso precisaria ser feito com o ritmo que o problema requer. Essas obras precisariam de uma abordagem especial e deveria haver uma aceleração. Com a água de reúso, os resultados surgem em um período curto, ainda em 2015”, completou o ex-presidente da Sabesp.

Fonte: G1

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