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Fonte: Youtube
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Fonte: Youtube
Conheça um tratamento espiritual, para encarnados e desencarnados, realizado nos Centros de Umbanda.
No livro Os Dragões, pela psicografia de Wanderley Oliveira, a autora espiritual Maria Modesto Cravo, carinhosamente chamada de dona Modesta, recebe orientações da instrutora Clarisse sobre um atendimento especial oferecido a alguns espíritos resgatados pela equipe de socorro de Eurípedes Barsanulfo, fundador do Hospital Esperança, no plano espiritual.
Na ocasião, Clarisse esclarece que o chamado vampirismo assistido é um processo nos quais são envolvidos o corpo material, o duplo etérico, o perispírito e o corpo mental do médium. Há, nesse caso, uma intensa transferência de forças vitais e uma interação entre o corpo mental do médium e da entidade com objetivos de recuperação de formas perispiríticas e sensações perdidas em milênios de padecimento.
Segundo a instrutora, o vampirismo assistido é uma técnica de automatismo que não comporta muito controle ou participação consciente do médium. Por isso mesmo, só deve ser praticada em situações ocasionais e sob intensa supervisão espiritual. A espontaneidade é fundamental em tal operação. É necessária uma entrega incondicional do sentimento e do corpo físico do médium. Mais uma razão para ser praticada por médiuns mais experimentados, que já tenham disciplinado suas forças medianímicas, por possuírem noções mais claras dos limites permitidos nesse gênero de trabalho. Por se tratar de transes profundos, nem sempre o médium tem como aferir essa necessidade. Para suprir essa situação, é preciso uma equipe que tenha consciência do que está realizado. Que haja muito respeito e confiança, considerando que, em várias dessas situações, o médium terá de ser contido fisicamente, exigindo muita integridade moral de todos para essa finalidade.
Não será demais chamar esse contato mediúnico de uma autêntica “reencarnação relâmpago”, na qual a entidade em desalinho, pela intensa ligação com o corpo físico do médium, desperta, nas matrizes profundas do seu corpo mental, algumas motivações evolutivas que o tempo me a dor lhe subtraíram. Casos existem nesse capítulo da mediunidade em que o acoplamento celular recompõe instantaneamente formas perispirituais que poderiam levar séculos no trabalho de recuperação em nosso plano de ação. O corpo físico é uma usina divina de forças capazes de influir decisivamente nos corpos espirituais.
Especificamente nos atendimento que serão agora relatados, Clarisse esclarece que os espíritos que seriam auxiliados mais tarde no trabalho de vampirismo assistido eram escravos da perversidade. Servidores inconscientes das sombras. Que foram necessárias mais de quatro horas de intensas iniciativas para alcançar resultados no trabalho de resgate e que apenas seis entidades poderiam ter acesso à manifestação mediúnica.
Dona Modesta pergunta se as entidades iriam se comunicar àquela hora e que centro abriria suas portas, sabendo que já passava da meia-noite no relógio terreno.
Clarisse responde que os verdadeiros servidores cristãos só se utilizam do relógio com intuito disciplinar. Não condicionam o ato de servir aos ponteiros limitantes do tempo. Que o atendimento seria realizado no Centro Umbandista Pau Guiné, nos arredores de Uberaba, através dos trabalhos do Pai de santo Ovídio.
Dona Modesta, em um primeiro momento, é tomada de certo preconceito. Guardava respeito pelas demais religiões, entretanto, nunca havia refletido sobre quem seriam e onde estariam as cartas vivas do Cristo. Ainda bem que foi algo muito passageiro em seu coração, porque as experiências fora e dentro da vida corporal, cada dia mais, apresentavam-lhe uma realidade distante das ilusões que conhecera, sob o fascínio impiedoso do orgulho, na sociedade terrena.
INCORPORAÇÃO E TRATAMENTO
Clarisse e dona Modesta partem para o Centro Pai Guiné. É um ambiente agradável em ambos os planos. Ao som dos atabaques, são cantados os pontos em ritmo vibratório de alta intensidade. Cada canto é como uma verdadeira queima de fogos de artifício. Uma bomba energética explode no ar em multicores.
Em uma das várias dependências astrais da casa há uma enfermaria com oitenta leitos bem alinhados. Tudo nesse salão é limpeza e calmaria. Lá não se ouve mais os cantos, e a conexão com o plano físico limita-se ao trânsito de enfermeiros pelos vários portais interdimensionais.
Seis macas estavam dispostas no canzuá (terreiro). Em cada qual há uma entidade de aspecto horripilante. Olhos que quase saem das órbitas oculares, pele murcha, enrugada e suja, garras enormes no lugar das unhas, com dez centímetros, nas mãos e nos pés, todas retorcidas como as de águia. Magérrimos e nus. Causam náuseas pelo odor. Olham para os trabalhadores desencarnados deixando claro que os veem e, literalmente, grunhem como porcos com a boca aberta semiaberta. Alguns deles estão muitos inquietos nas macas. Retorcem-se como se estivessem com dor, sem manifestar nenhum som. Vários hematomas estão expostos em todos eles, devido aos castigos impostos nos paredões de penitência.
Clarisse informa que as garras são colocadas para impedir a fuga. Não andam nem têm grande habilidade manual. Serão socorridos pela incorporação profunda ou vampirismo assistido, através dos médiuns umbandistas.
Mal termina a explicação e uma cena nada convencional ocorre. Um dos enfermeiros da casa pega uma das entidades no colo e coloca-a no corpo do médium.
Demonstrando câimbras na panturrilha, o médium, incontinenti, absorve mental e fisicamente o comunicante que se ajeita no corpo do medianeiro como se deitasse em um colchão, buscando a melhor posição. Os atabaques aceleraram o ritmo, criando um frenesi de energia no ambiente. Formam-se pequenos redemoinhos de cor violeta e prata, que se desfazem e refazem em vários cantos do terreiro. Modelavam conforme a nota musical dos hinos cantados.
O médium cai no chão. Convulsões e grunhidos seguidos de gritos de dor. Ovídio, o pai de santo aproxima-se e diz:
– Oxalá proteja seus caminhos, filho de Zambi (Deus).
– Eu Sou filho do capeta. Quem és tu para falar comigo? – pergunta a entidade, que agora fala com facilidade por intermédio do médium.
– Sou um tarefeiro da luz.
– Eu sou uma escória da sombra.
– Engano, criatura!
– Não vê minhas garras? Sabe o que isso?
– Conheço essa técnica. São ferrolhos do mal.
– Vejo que estais acostumados ao mal.
– Vim desses vales da sombra e da morte – diz Ovídio, com firmeza na voz.
– Mas andas e és livre. Estais no corpo, enquanto eu… Eu sou um verme roedor… Ou quem sabe, uma águia que não voa… Nem sequer consigo andar graças a essa maldição que colocaram em meus pés… Nem comer mais… Veja minhas mãos… Eu tenho fome e sede.
– Em que te posso ser útil irmão? – indaga Ovídio debaixo de uma forte vibração.
– Quero bebida e comida. Quero que cortem minhas garras.
– Laroyê! Laroyê – grita Ovídio já incorporado por um de seus guias que entoa o canto: “Eu sou Marabô, rei da mandinga. Eu sou Marabô, exu de nosso Senhô. Laroyê!”
Uma energia colossal movimenta-se com a chegada do Exu Marabô. Os filhos – de – santo o saúdam com palmas rítmicas e pontos próprios da entidade. Muitos deles vão até Marabô, baixam a cabeça em sinal de reverência à sua frente e batem três palmas rítmicas na altura do abdômem do médium.
– Que tu quer, homem esfarrapados. Bebida “pra mode” se arrebentá mais?
– Não, senhor Marabô. Não é isso não.
– Não mente pra Marabô. Marabô sabe ler os ói (olhos). Nos ói tá a visão, mas tá também a verdade e a mentira.
– Eu não minto, senhor. Quero liberdade.
– Pra fazer o que dá na cabeça? Home tu preso é um perigo, livre é um desastre.
– O que o senhor vai fazer por mim? Não pedi a ninguém pra sair daquela joça de lugar fedorento. Por que me trouxe aqui?
– Não fui eu quem trouxe home. O “velho” Bezerra da luz é teu protetor. Sirvo a ele na graça de Oxalá, Pai de poder e misericórdia.
– Que queres comigo?
– Está feliz na matéria do cavalo (médium)?
– Sei que não é minha. Quero uma só pra mim.
– Está gostando do contato?
– Só fartó bebida e comida.
– Olha suas garras.
– Não pode ser! O que aconteceu?
– O cavalo tá dissolvendo suas algemas.
– Pra sempre?
– Pra sempre!
– Quanto vai me custar?
– Nada. É serviço de Pai Oxalá. É de graça. Pedido do velho Bezerra de Menezes. Se voltar pro inferno, elas crescem de novo. Se subir com Bezerra da luz, vai ser cuidado no hospital da sabedoria, onde reina os filhos de Gandhi.
– Filho de Gandhi? Por que se interessaria por escórias como nós. Veja lá nas macas os amigos estropiados – e aponta para a sala ao lado.
– Nada retira do ser humano a condição de Filho do Altíssimo.
Dita essa frase, o espírito comunicante silencia, enquanto o Exu Marabô faz alguns rituais em cima do corpo do médium. Instantaneamente, o médium convulsiona-se. Quatro auxiliares no plano físico contêm o medianeiro a duras penas. Não sendo o suficiente, mais três se aproximam. Olhando do plano espiritual, não se sabia mais quem era o médium e quem era o desencarnado. Uma gosma sai pelas narinas e pela boca. Espasmo e taquicardia intensa são aferidos por médicos atentos que monitoram o médium e a entidade. O fenômeno é totalmente supervisionado. As unhas da mão e dos pés do comunicante sangram. As garras foram arrancadas até a raiz. Dores intensas e muita confusão mental assinalam seu estado geral. Sedativos potentes são aplicados no corpo espiritual do médium, diluindo no corpo do assistido. Repentinamente uma calmaria. Cessam as convulsões. Na medida em que o médium recobra os sentidos, a entidade os perde. Ajudado por integrantes do centro umbandista, o médium levanta-se vagarosamente e é colocado em um pequeno colchão para refazimento. No plano espiritual, padioleiros disciplinados repetem o procedimento com os outros cinco doentes de uma só vez em cinco médiuns distintos que, ao mesmo tempo, recebem os demais prisioneiros dos vales sombrios.
Após os serviços de higiene e primeiros socorros, ainda na enfermaria do centro umbandista, Clarisse convida dona Modesta para acompanhar o primeiro contato com aquela criatura. Cornelius, que se encontra entre os trabalhadores do plano espiritual, é o responsável pelo diálogo esclarecedor. Após amoroso diálogo, as entidades assistidas adormecem e são conduzidas para o Hospital Esperança.
Ouvem-se ainda os cantos no centro umbandistas. Desta vez, dirigidos, a Oxumaré e Oxalá para acalmar o ambiente. Passam de duas horas da madrugada. Dona Modesta impressiona-se com o vigor dos médiuns umbandistas. Ao voltarem para seus lares, brincavam como crianças sem nenhuma menção ao labor ora realizado. Desprendidos da doação e com extremo bom humor.
Ovídio e sua esposa levam em seu automóvel as senhoras mais idosas. Os mais jovens seguiam a pé pelos matagais em direção às zonas rurais de Uberaba. Todos assistidos por nobres entidades do amor e do bem em nome de Bezerra de Menezes. Heróis anônimos de um tempo de coragem e pura espontaneidade.
REVISTA CAMINHO ESPIRITUAL – ED. 21 – POR MARIA JOSÉ DA COSTA
Desde que entrei nesse
mundo de atendimento espiritual, há 42 anos, vejo que se faz uma confusão com os
Exus, seu significado e sua missão. Irrita-me profundamente vê-los confundidos
com o que há de pior em comportamento humano e representados por figuras
diabólicas e deformadas.
Os Exus são espíritos que nos ajudam a transitar
por essa vida terrena de muita conturbação e conflitos, pois viveram essas
experiências em suas vidas encarnatórias. São verdadeiros guardiões da ordem e
da limpeza. Ai de nós se eles não estivessem nas ruas escoando essa produção
maciça de energias negativas! Já tínhamos explodido numa guerra civil. Executam
o pior serviço espiritual que é limpar esse lixo produzido pelos seres humanos a
todo instante.
Nenhum local espírita trabalha sem a eficiente presença
deles. Ou vocês acham que são os espíritos iluminados que colocam a mão nessa
sujeira? Os locais que usam de uma forma inadequada essa função deles, não têm
noção da distorção que estão cometendo. Vejo com muita preocupação que médiuns
se servem da falta de experiência de alguns para imporem falsas verdades que Exu
faz o bem ou o mal dependendo de quem pede. Exu batizado e com a sua missão
definida na Terra só faz o bem. Quem faz o mal é o médium acompanhado de algum
espírito errante que está ali porque encontrou uma porta aberta de fragilidade
de caráter ou de caridade.
Os Exus querem a oportunidade de ajudar e
melhorar espiritualmente. São os sargentos de uma tropa e muitas vezes chegam ao
cargo de general pela competência. E não pensem vocês que eles sempre são seres
de evolução ainda inicial. Não se iludam, pois já conheci Exu que não queria vir
com outra roupagem (caboclo, preto-velho) para poder fazer o trabalho sem muita
interferência.
Quando eu falo Exu refiro-me também as Pombas-giras,
conhecidas pelas suas risadas e brejerices. Elas não tiram homens de ninguém e
se vocês virem alguma prometendo isso, certamente é o médium tentando fazer você
acreditar em seu poder ou mesmo impressionar. Corre de lá, pois você terá
problemas quanto a sua sintonia espiritual. Vai se tornar um porto de
obsessores.
Muitos me perguntarão quanto às oferendas e para que servem.
E eu lhes direi que é uma forma de presenteá-los, pois gostam de coisas terrenas
por terem a vibração muito próxima da vibração da Terra. Mas nada de sangue ou
sacrifícios animais (outro equívoco). Uma boa bebida, um charuto ou cigarro,
flores e num local em que não suje a natureza ou que não possa ser retirado 24
horas depois pelo serviço de coleta pública.
Eu mesma tive o benefício de
sua proteção em várias ocasiões e me orgulho muito de trabalhar com alguns deles
que já fizeram coisas maravilhosas como curas físicas, espirituais e emocionais.
Mas lembrem-se que para trabalhar com eles é preciso a certeza de que são os que
são batizados e consagrados para a caridade. Muitos espíritos obsessores se
fazem passar por eles e colam nos incautos destruindo-lhes a vida e quem leva a
fama acaba sendo os exus que nada tem a ver com isso.
Uma casa de Umbanda
bem organizada é um bom local para quem quer abraçar essa forma de fazer
caridade!
Por Veral Ghimel
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Fonte: Youtube
Orixás
Deuses Africanos, Guias Espirituais, Entidades do Candomblé e da Umbanda.
Conheça os 18 Orixás mais cultuados em Brasil. Cada um deles tem sua história, seu simbolo, dia da semana, alimento e saudação. Escolha um Orixá e clique na foto:
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Oxóssi
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Ogun
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Xangô
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Exu
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Ossaim
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Oxalaguiãn
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Oxalá
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Oxumaré
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Omulu
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Iroko
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Iansã
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Iemanjá
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Oxum
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Logum Edê
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Nana
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Obá
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Ewá
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Ibejis
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Para muitos, os Orixás podem parecer enigmas. Você pensa que eles estão envoltos em mistérios e só os grandes Babalorixás podem desvendar seus segredo?
– Nada disso!
– Eles são forças da natureza, aliados das pessoas com fantásticos poderes para trazer proteção. Na verdade, os Orixás são do bem. E os verdadeiros Babalorixás são aqueles que se dedicam ao próximo e usam dessas Divindades para cumprir uma missão cármica: Auxíliar as pessoas.
Oxóssi é o Deus das matas. As pessoas que nascem sob a proteção deste Orixá são calmas, audaciosas e normalmente têm muitos amigos. Além disso, são também simpáticas e atenciosas. Este santo é um grande aliado para quem deseja ter harmonia na vida. Além de deus das matas, este orixá também é considerado o protetor da caça e da agricultura. A sua personalidade é marcada pelo espírito de liberdade e independência que possui. Como Orixá, o seu trabalho principal é a garantia da vida dos animais para que eles possam ser caçados e servir de alimentos aos seres humanos. A figura de Oxóssi geralmente está ligada a pessoas jovens, espertas, de raciocínio rápido. A vaidade é uma de suas características mais marcantes, embora não chegue ao extremo de apenas gostar do luxo e da sofisticação. Seus filhos têm grande capacidade de concentração e atenção, aliadas a uma firme determinação e paciência para alcançar seus objetivos. Eles sofrem com falsas amizades, pois são muito verdadeiros e leais.
Dia da Semana: Quinta-feira
Saudação: Okê, ou Okê Arô!
Cores: Verde e Azul Claro
Símbolo: Ofá (Arco e flexa), lanças e demais objetos de caça
Alimento Principal: Axoxo ( milho cozido )
Ogun é o Orixá do ferro e da guerra. O grande guerreiro que dá a seus filhos muita vontade de lutar pelo que deseja e um grande poder de conquista. Nos assuntos do coração, adora tomar a iniciativa. Rege as pessoas impulsivas e temperamentais. É o protetor dos militares e dos combatentes em geral. Uma série de profissões são relacionadas a este Orixá, como barbeiros, marceneiros, carpinteiros, escultores, mecânicos, metalúrgicos, motoristas, engenheiros, entre outros. Este Orixá é considerado o dono dos caminhos e das ligações entres diferentes locais. Falar em Ogun envolve o conceito de honra e de se dizer a verdade acima de qualquer suspeita. Seus filhos são conquistadores e impulsivos. Apreciam novidades e não gostam de se fixar num mesmo lugar, pois adoram correr o mundo. Sua energia precisa ser descarregada na prática de esportes ou de qualquer outra atividade que necessite do desgaste físico, pois do contrário poderá aumentar a instabilidade do seu humor.
Dia da Semana:Terça-feira
Saudação:Ogunhê!
Cores: Azul escuro e vermelho
Símbolo: A espada, o ferro
Alimento Principal: Inhame , feijão preto, feijão fradinho e milho torrado.
Sincretismo: São Jorge
Para algumas pessoas, este Orixá está relacionado à figura brincalhona de um menino irresponsável, que se diverte com suas próprias armações e confusões. Outras, associam Exu a uma figura temível, perigosa e que está sempre fazendo o mal. Diante dessas contradições, o orixá é considerado o mais humano de todos: tem seu lado mau, mais também o bom. Qualquer ligação entre os seres humanos e o mundo astral é feita através de Exu. Nos jogos de búzios, os orixás respondem às perguntas, mais é Exu quem traduz as responstas. Ele é o intermediário entre os demais Orixás e a leitura. Seus filhos têm como características uma personalidade que oscila entre o bem e o mal. Possui uma certa ironia e às vezes trata os assuntos no tom do deboche. Por serem muito comunicativos, conseguem uma posição de destaque na vida social.
Dia da Semana: Segunda-feira
Saudação: Laroiê!
Cores: Preto e vermelho
Símbolo: Agô ( um bastão adornado com cabaças e búzios )
Alimento Principal: Pade (Farinha de mandioca com azeite de dendê)
Como Oxóssi, Ossaim é um orixá diretamente ligado às florestas. A diferença é que ele é uma divindade que tem o domínio das ervas e o poder da cura, enquanto que Oxóssi está relacionado à alimentação. Por ter a responsabilidade de proteger o conhecimento científico e a Medicina, Ossaim é o patrono dos profissionais que trabalham na área da saúde. As pessoas consideras filhas deste Orixá, num momento de necessidade nao gostam de pedir ajuda. São muito orgulhosas, embora cordiais e dedicadas aos amigos. Seus desejos são sempre realizados, pois lutam com todas as forças para alcançar seu ideal. Como são muito equilibradas, sabem controlar os nervos para não se envolver em problemas.
Dia da Semana: Terça e Quinta-feira
Saudação: Eu, Eu Assa!
Cores: Verde e branco
Símbolo:Lança com passaros na ponta em forma de leque, Cabaça ( com suas ervas )
Alimento Principal: Milho, Arroz, Abóbora moranga
Este Orixá é apontado como o aspecto jovem de Oxalá. Oxaguian, “o moço”, na sua forma “guerreira” de Oxalá. Orixá do dinamismo e movimento construtivo. Seu domínio são as lutas diárias por sustento e trabalho e a paz. Oxaguian incentiva o trabalho e a superação. É o provedor, é o guerreiro da paz. Nunca entra numa batalha para perder, sempre ganhando suas lutas e superando quaisquer obstáculos. Os filhos de Oxaguian são valentes, guerreiros, combativos, geniosos, intuitivos , são instáveis, têm caráter romântico e são sensuais, não desprezam o sexo e cultivam o amor livre. Gostam profundamente da vida, são faladores e brincalhões. Ao mesmo tempo são idealistas, defensores dos injustiçados, dos fracos e dos oprimidos.
Dia da Semana: Sexta-feira
Saudação: Epiê bàbá!!!
Cores: Branco e azul claro
Símbolo:Espada e mao de pilão
Oxalá é o pai de todos os Orixás, ele oferece ajuda a todos nos momentos de dificuldade. Este Orixá possui uma capacidade incrível de argumentação, além de muita simpatia. Destaca-se, ainda, por sua inteligência e por seu forte poder de auxiliar as pessoas quando necessitam. Segundo a cultura afro-brasileira, é o primeiro orixá e também o responsável pela criação da vida na terra. Generoso e possuidor de muita sabedoria, ele teria ficado encarregado de fazer as esculturas da criação dos seres humanos. Porém, estava proibido de beber vinho ou azeite-de-dendê. Por desobedecer esta regra, algumas pessoas saíram com deficiência física. Os filhos de Oxalá são considerados calmos e pacientes. Muito extrovertidos e amigos, raramente fazem inimizades e se entregam de corpo e alma nas relações. Mas quando perdem a calma ou mesmo quando sua confiança é traida, qualquer tipo de argumento será inútil para reconquistar sua amizade.
Dia da Semana: Sexta-feira
Saudação: Epa Baba Oxalá, Axé!
Cores: Branco
Símbolo: Oparoxô (cajado)
Alimento Principal: Ebo ( canjica branca )
Oxumarê o Deus da duplicidade, da beleza e das artes. Este Orixá dono de uma personalidade forte, muitas vezes é genioso. Ele normalmente é invocado para a proteção dos amantes e na resolução de todos os problemas sentimentais. É dificil definir as características de Oxumarê, pois ele representa duas personalidades ao mesmo tempo, o positivo e o negativo. Como metade do ano é homem e na outra é mulher, este Orixá representa a oposição de tudo, o certo e o errado e o arco-iris. Quando está vivendo seu lado “cobra”, mostra a sua agressividade e quando é “arco-iris” representa o fim da tempestade, dos momentos de tensão. Cheias de mistérios, as pessoas consideradas filhas deste Orixá não gostam de falar de suas intimidades e preferem ficar recolhidas no seu canto. Dinâmicas em tudo, são sempre requisitadas para desempenhar tarefas que exijam atenção. Não suportam intrigas, falsidades e agem com prudência em todas as situações.
Dia da Semana:Terça-feira
Saudação: Arrumbobô Oxumaré!
Cores: Amarelo, verde, preto e vermelho
Símbolo: Serpente, Arco-Iris
Alimento Principal: Batata doce e ovos
Dia da Semana: Segunda-feira
Saudação:Atotô, meu pai, Atotô!
Cores: Branco, preto e vermelho
Símbolo: Xaxará ou Íleo, lança de madeira
Alimento Principal: Pipoca
Foi o primeiro filho de Oxalá e é considerado um dos mais velhos dos Orixás. Iroko está associado a uma árvore que possui suas próprias características: determinação e inflexibilidade. Existe uma lenda que conta que Iroko foi a única árvore que teria sobrevivido no planeta, devastado por uma seca que ocorreu por causa de uma briga entre o Ceú e a Terra. Por ser muito grande, suas raízes são bem enterradas no solo, dando estabilidade. Sua copa se encontra nas alturas do ceú. No Brasil, a árvore de Iroko é a gameleira branca. Os filhos deste Orixá procuram ser estáveis em todas as situações. No trabalho, são dedicados e por isso conseguem impor muito respeito. Mas no relacionamento pessoal, algumas vezes acabam se metendo em situações constrangedoras, pois acreditam apenas em si próprio e não dão oportunidade dos outros opinarem.
Dia da Semana: Terça-feira
Saudação: Iroko i só!
Cores: Branco e cinza
Símbolo: Gameleira branca ( Figueira )
Alimento Principal: Farofa de mel com pepino
Ela é considerada a mãe da maioria dos Orixás e, por causa disso, está sempre procurando dar ajuda que eles necessitam. Sensível e sensual, é capaz de comprender o mal que aflige o coração das pessoas, dando-lhes o conforto de que necessitam. Este é um Orixá feminino mais conhecido no Brasil, principalmente por causa das festas que são realizadas na passagem do ano em várias cidades do litoral do País. A rainha do mar é também considerada a protetora da maternidade. Algumas lendas contam que Iemanjá teria gerado pelo menos 15 Orixás. Seus filhos são considerados bastantes gentis e leais, porém sua personalidade pode mudar de uma hora para outra. São ainda vaidosos, ambiciosos e adoram o luxo. Com os amigos geralmente são capazes de qualquer sacrifício em nome da amizade, mais podem mudar de idéia caso sejam traídos. Como o espírito maternal está sempre presente nos filhos de Iemanjá, na vida a dois eles procuram dominar o relacionamento amoroso.
Dia da Semana: Sábado
Saudação: Odoiá.
Cores: Azul claro
Símbolo: Abebê ( espelho )
Alimento Principal: Manjar
Oxum é a Deusa dos lagos, rios e cachoeiras. Assim como ela suas filhas são amorosas, românticas e muito apegadas à família e ao lar. E como detestam brigas, fazem de tudo para viver na mais perfeita harmonia. Oxum também pode ser invocada para todos os assuntos que estejam relacionados à maternidade. A protetora das águas doces está fortemente relacionada à sensualidade, pois é considerada a deusa da beleza. Bastante vaidosa, adora ficar se cuidando, se adimirando no espelho. Mesmo que às vezes tenha que usar da falsidade ou da esperteza, este Orixá não mede esforços para conseguir o que deseja. No Brasil, sua imagem esta relacionada ao ouro, o metal mais precioso que temos. Por ser também considerada a deusa das artes, do dinheiro e da riqueza, Oxum está associada ao luxo e requinte. Muito sentimentais, seus filhos emocionam por qualquer motivo. Na vida profissional, procuram sempre estabilidade financeira para ter tudo o que a vida pode oferecer de bom. Nas relações pessoais prezam demais a verdade e a lealdade que colocam acima de qualquer coisa na vida.
Dia da Semana: Sábado
Saudação:Ora Iêiêo!
Cores: Dourado
Símbolo:Abebê ( espelho )
Alimento Principal: Omolocum ( feito com feijao fradinho e ovos )
É um dos Orixás mais elegantes, sofisticados e tem uma vida bastante social. Logum Edê combina a vaidade e a beleza com muito luxo. Ele é considerado o príncipe de Ijexá, terras dos Orixás, e também é conhecido por seu estado andrógino, às vezes homem outras mulher. Logum Edê vive seis meses na terra, alimentando-se de caças e outros seis meses na água, alimentando-se de peixes. Os filhos deste Orixá procuram sempre a estabilidade financeira, pois assim conseguem realiazar todos seus desejos de consumo. Extrovertidos e elegantes, adoram fazer e receber elogios e sempre estão cercados de muitos amigos. Como possuem um gênio um tanto imprevisível, não gostam de ser incomodados, muito menos criticados. Mas têm como características marcantes a sinceridade, a simpatia e a vaidade.
Dia da Semana: Quinta-feira
Saudação: Lóci Lóci Logum! Lóci Logum!
Cores: Azul turqueza e Dourado
Símbolo:Abebe (espelho ) e Arco e flexa
Alimento Principal: Axoxo (milho cozido) e Omolocum (feijao fradinho temperado com ovos)
A Deusa mais velha entre todos os Orixás. Sua atitude costuma ser severa, mas é determinada naquilo que se propõe a fazer. Também costuma agir sempre com rigor na hora de tomar decisões. Este Orixá oferece segurança e jamais aceita uma traição. Conforme a tradição afro-brasileira, Nanã além de ser a mais antiga das divindades, foi também a primeira esposa de Oxalá. A mais velha deusa da água está associada às pessoas idosas, à maternidade e seu elemento principal é a lama, o lodo dos rios e dos mares. Como possui um temperamento rígido e não tolera desobediência, é capaz de castigar com a intenção de educar. Nas cerimônias da umbanda é conhecida como vovó. As pessoas consideras filhas de Nanã são geralmente calmas, sérias e introvertidas. Seguras e equilibradas em tudo o que fazem, gostam de ajudar as pessoas, agindo com gentileza e muita dignidade. Quando precisam desenvolver algum trabalho, mesmo que exija rapidez, sabem usar da paciência como se tivessem todo o tempo do mundo para sua execução.
Dia da Semana: Terça-feira
Saudação: Salubá Nanã!
Cores: Azul escuro, branco ou lilás.
Símbolo: Ibiri
Alimento Principal: Repolho roxo cozido e pipoca
Conta a lenda que Obá era intensamente apaixonada por Xangô e que ela era capaz de qualquer sacrifício para conquistar seu amado. Tanto que cortou uma das orelhas, incentivada por Oxun, e preparou um prato especial para agradar Xangô. Este, indignado com sua atitude, revolta-se com as duas e muito assustadas, elas se transformam em dois rios que levam os seus nomes. Embora um tanto ingênuos, os filhos de Obá procuram não se envolver muito com as pessoas com medo de se decepcionar. São extremamente preoculpados com a familia e com seus filhos e às vezes se mostram um pouco antipáticos. Mesmo sendo capazes de qualquer sacrifício pela pessoa amada, são ciumentos e possessivos e adoram se sentir protegidos pelo seu par.
Dia da Semana: Quarta-feira
Saudação:Obá Xirê!
Cores: Vermelho
Símbolo: Espada (idà) e um arco e flecha (ofá)
Alimento Principal: Moranga
Pouco conhecida no Brasil, este Deus feminino é considerado misterioso e o protetor dos menos favorecidos. Conta a lenda que ela vivia presa num castelo, aonde nenhum homem podia seduzi-la. Porém, Xangô teria invadido o local e conquistado Ewá, mas tudo isso aconteceu como prova de uma aposta. Arrependida por ter amado Xangô, ela teria pedido que a mandassem para um lugar distante, aonde nenhum homem pudesse seduzi-la novamente. Assim, foi abandonada num cemitério, envelheceu e morreu virgem. Descontrolados e movidos pelo primeiro impulso, os filhos de Ewá são rebeldes, desobedientes, mas adoram a vida. Fantasiar a realidade é uma de seus características, porém não gostam de mentiras. Como possuem um encanto diferente e próprio, são capazes de seduzir qualquer pessoa.
Dia da Semana: Terça-feira
Saudação: Rinrô Ewá!!
Cores: Vermelho e amarelo
Símbolo: Ofá dourado, lança ou arpão
Alimento Principal: batata doce
Ibejis são Orixás gêmeos que oferecem aos seus protegidos a garantia de boa fortuna, felicidade com a família e também com os filhos. Ibejis são os protetores das crianças e por isso adoram brincar. Mas, além de proteger as crianças, os gêmeos Ibejis enviam fortes energias para tudo o que é novo. Muito cultuados no Brasil, eles não são entidades infantis ligadas aos Orixás, mais sim Orixás crianças. Suas caracteristícas são as mesmas dos adultos antes de atingir a maturidade. Por serem gêmeos, os ibejis mostram os dois lados da moeda, ou seja, o negativo , o certo e o errado, o falso e o verdadeiro, etc. Muito brincalhões, estes orixás protegem tudo o que esta iniciando, como as nascentes dos rios, o nascimento dos seres humanos e as plantas que brotam. Seus filhos são bem-humorados, ao mesmo tempo que mostram pessoas inconsequentes e irresponsáveis, típicas de crianças e jovens. Nos relacionamentos demonstram muita dependência e insegurança, como as crianças que precisam de suas mães.
Dia da Semana: Domingo
Saudação: Bejé Eró!
Cores: Todas
Símbolo: Dois bonecos iguais, 2 cabacinhas e brinquedos
Alimento Principal: Doces
Com agradecimento a Edinho de Ogun
Com agradecimento ao Fotógrafo GTM
REPENSANDO NAÇÕES E TRANSNACIONALISMO
Temos visto recentemente centenas de escritos sobre o nascimento recente de comunidades culturais, econômicas, políticas e sociais que transcendem, transbordam e atravessam as fronteiras de múltiplas nações. Os defensores desta idéia tendem a identificar o começo do fenômeno com alguma transformação relativamente recente.
A tentativa nessa matéria é estender as referências teóricas da amplitude do negro africano à afro descendente na maior imigração transoceânica na história da humanidade data +- à partir do Sec.XV, Foi com certeza mais ampla do que a imigração dos europeus para as Américas ocorrida no mesmo período.
Ainda hoje, muitos descendentes daqueles africanos raptados se reconhecem como integrantes de “nações” diaspóricas, para usar um termo que é especialmente comum na América Latina, como existem também as naciones arará, congo e lucumí em Cuba, assim como as nações jeje, congo-angola e nagô no Brasil. De modo um pouco diferente, verifica-se a existência das nachons rada, congo e nago no Haiti.
Segundo o modelo convencional de Nina Rodrigues, Arthur Ramos, Melville J. Herskovits e, em Cuba, de Fernando Ortiz, essas nações eram grupos étnicos africanos que foram levados para o Novo Mundo e, até certo ponto, lá “sobreviveram”.
Observando sempre que: Essas nações eram frequentemente agrupamentos impostos a diversos povos e as distintas ordens de categorias políticas, lingüísticas e culturais que foram unificados primariamente com propósitos comerciais dos traficantes de escravos que conforme alguns estudiosos chamam essas nações, ou categorias étnicas, de “trademarks”, ou “marcas registradas”.
Isto não quer dizer que esses agrupamentos não possuíssem afinidades culturais ou potencialmente políticas. Suas afinidades reais, imaginadas ou potenciais estavam entre as razões que fizeram com que acabassem sendo reunidos de modo similar no Haiti, em Cuba e no Brasil — para não falar no restante da América Latina.
Essas nações ainda vivem de acordo com as denominações dos vários templos das religiões afro-cubana e afro-brasileira, como o Candomblé, e dos vários deuses e ritmos de tambor sagrados em Cuba, no Brasil e no Haiti.
A história parece simples quando imaginamos essas nações no final do século XIX, e hoje em dia, como sendo nada mais do que memórias esmaecidas do passado, como “folclore” de certo modo diferente e desligado da realidade única da nação territorial. Argumenta-se que essas nações eram originalmente “nações políticas africanas”, mas foram “aos poucos perdendo sua conotação política para se transformar num conceito quase exclusivamente teológico e ritual”
“A história do termo “nação” não começou com o tráfico de escravos nem sequer com a formação da nação territorial, ocorreu no final do século XVIII, pois desde muitos séculos, e sim por imposições de cognatos nas línguas européias têm o sentido de um grupo de pessoas ligadas nitidamente pela ascendência, língua ou história compartilhadas a ponto de formarem um povo distinto”.
O que interessa especificamente nisso tudo é o paralelo de dois usos rivais do termo, os dois coincidindo com a colonização européia das Américas. Argumentando que a nação territorial nas Américas emergiu não só de um diálogo isolado com a Europa, mas também fortemente de um diálogo com as nações transatlânticas e territoriais geradas pela colonização africana desses continentes.
A NAÇÃO “VOODOO”
O termo voodoo em inglês vem da palavra vodun, que significa“divindade” ou “deus” no grupo dialetal ewe-gen-aja-fon do Golfo daGuiné — a oeste da localização contemporânea dos yorùbá. Há muitos séculos, saíram várias dinastias da cidade de Tado, atualmente no Togo.
Tais dinastias fundaram os reinos de Allada, Dahomé e Hogbonou ou Porto-Novo. Elas e seus súditos acabaram por falar diversos dialetos. Como súditos de diversos reinos, esses grupos não pertenciama nenhum grupo politicamente unido. De fato, achavam-se muitas vezes em guerra uns contra os outros.
Durante o século XVII e começo do XVIII, o reino de Allada dominava o comércio com os europeus nessa região. A oeste achava-se o famosíssimo Castelo de São Jorge da Mina, o qual desempenhou um papel importante no comércio afro-europeu. Nesse período, traficantes de escravos e viajantes europeus identificaram vários povos adoradores dos voduns e chamaram-nos coletivamente de
“Ardra/Arder/Ardres” (do nome do reino de “Allada”) e “Minas” (do nome do Castelo de São Jorge da Mina).
Em seguida, encontram populações no Haiti chamadas de “Rada” e em Cuba de “Arara”. No Brasil e na Louisiana francesa foram denominadas “Minas”. No entanto, em certo momento, em meados do século XVIII, no Brasil, esses mesmos povos adoradores dos voduns passaram a ser conhecidos como “Jejes”. Sendo este nome um mistério. Embora os falantes de ewe, gen, aja e fon tivessem sido embarcados em maior número antes de 1800, não foi encontrada nenhuma menção a esse nome no Golfo da Guiné até 1864, depois do fim efetivo do tráfico de escravos.
O termo “jeje” aparece nos documentos brasileiros a partir de 1739, embora esteja ausente da cartilha escrita no Brasil por Peixoto (1943-44). A adoração dos deuses vodun deixa pouca dúvida de que a sua religião veio da zona entre o Castelo de São Jorge da Mina
Rodrigues estabeleceu a tradição etimológica brasileira de identificar a palavra “ewe” — o nome do dialeto falado agora no sudoeste de Togo e no sudeste de Gana — como a origem do termo“jeje”, que hoje em dia designa o dialeto do povo “mina” do Togo e do sudoeste do Benin.
Até hoje, a maioria dos terreiros da nação jeje auto declara-se “marrim”(mahi) (maxi) ou “savalu”. Essa proeminência histórica dos Maxi na Bahia ajuda a entender a raridade da cobra na religiosidade baiana no final do século XIX.
Os Maxi no Golfo da Guiné praticaram pouco a adoração do deus-serpente. Mas como se explica a ascensão do deus-cobra na Bahia no século XX? É considerado que a comunicação no começo deste século entre a Bahia e o Golfo da Guiné implica o ressuscitamento da nação jeje e a adoção por parte da mesma do deus-serpente como seu emblema. Os famosos marrins baianos que regressaram à África e mantiveram contato com a Bahia normalmente, estabeleceram os seus quartéis-generais não na terra interior dos Maxi, mas no litoral, onde a adoração do deus-serpente era central na religião dos nativos.
A TRADIÇÃO JEJE:
O VODUN JEJE SOGBÔ E A PROVA DE ZO
A tradição dos povos fons que aqui no Brasil foram chamados de Adjeje ou Jeje pelos yorubás, requer um longo confinamento quando na época de iniciação. Essa tradição Jeje exigia de 06 (seis) meses ou até 01 (um) ano de reclusão, de modo que o novo vodun-se aprendesse as tradições dos voduns: como cultuá-los, manter os espaços sagrados, cuidar das árvores, saber dançar, cantar, preparar as comidas e um artesanato básico necessário a implementos materiais dos diferentes assentos, ferramentas e símbolos necessários ao culto.
Para os povos Jeje, os voduns são serpentes que tem origem no fogo, na água, na terra, no ar e ainda tem origem na vida e na morte. Portanto, a divindade patrona desse culto é Dan ou a “Serpente Sagrada”.
Para o povo Jeje os Voduns são serpentes sagradas e sendo as matas, os rios, as florestas o habitat natural das cobras e dos próprios voduns. O ritual Jeje depende de muito verde, grandes árvores pois muitos voduns tem seus assentos nos pés destas árvores.
Outra particularidade deste culto é de que quando as vodun-ses estão em transe ou incorporadas com seu vodun: os olhos permanecem abertos, ou seja, os voduns Jeje abrem os olhos, diferente dos orixás dos yorubás, que mantém os olhos sempre fechados.
É comum no culto Jeje provar o poder dos Voduns quando estes estão incorporados em seus iniciados. Uma destas provas é a prova chamada Prova do Zô ou Prova do Fogo do vodun Sogbô, que governa as larvas vulcânicas e é irmão de Badé e Acorombé, que comandam os raios e trovões.
A seguir, cita-se uma Prova do Zô feita com uma vodun-se feita para Sogbô, um vodun que assemelha-se ao Xangô do Yorubás:
Num determinado momento entra no salão uma panela de barro, fumegante, exalando cheiro forte de dendê borbulhante, contendo dentro alguns pedaços de ave sacrificada para o vodun. Sogbô adentra o salão com fúria de um raio, os olhos bem abertos (que como expliquei é costume dos voduns) e tomando a iniciativa vai até a panela, onde mergulha as mãos por algum tempo. Em seguida, exibe para todos os pedaços da ave. É um momento de profunda emoção gerando grande comoção por parte dos outros iniciados que respondem aquele ato entrando em estado de transe com seus voduns.
CONCLUSÃO
O caso das nações afro-latinas compromete a lógica primordialista da história convencional dos grupos étnicos africanos, mas fala da literatura recente sobre a nação e o transnacionalismo. Mas demonstra que comunidades diaspóricas, poderosamente imaginadas, desenvolviam-se ao mesmo tempo que a nação territorial. E o fato que essas “nações” diaspóricas criaram um vocabulário paralelo ao da nação territorial.
Uma das chaves do sucesso extraordinário dessas nações diaspóricas é que muitas pessoas negras e mulatas não achavam convincente, de jeito nenhum, a“imaginação” da sua cidadania na nação territorial.
Consideravam-se, freqüentemente, excluídos dos direitos e privilégios dessa cidadania.
Achavam mais impressionantes e convincentes as formas de inclusão, imaginário literário e pompa associados com as nações diaspóricas. Ademais, essas pessoas negras e mulatas não estavam sozinhas nessa preferência; muitos brancos também aderiram e continuam aderindo a tais circunstâncias.
No passado, muitos antropólogos, historiadores e outros estudiosos da cultura negra tenderam a supor que os cativos africanos nas Américas se originaram de grupos étnicos africanos cujas culturas preexistentes “sobreviveram” na diáspora até elas desaparecerem aos poucos pelo processo de assimilação.
Ao contrário, os grupos africanos e afro-americanos mais importantes são transatlânticos na sua gênese. Embora supostamente primordiais certos grupos étnicos na África não teriam existido senão pelos esforços dos regressados da diáspora. O grupo étnico jeje é um desses casos que estende a duração do fenômeno cultural e politicamente transformador, que é atualmente chamado de“transnacionalismo”.
Fonte-J. Lorand Matory (Site Orixas)
“Vale observar que o mais marcante das singularidades africanas é o fato de seus povos autóctones terem sido os progenitores de todas as populações humanas do planeta, o que faz do continente africano o berço único da espécie humana. Os dados científicos que corroboram tanto as análises do DNA mitocondrial quanto os achados paleoantropológicos apontam constantemente nesse sentido”.
Texto Adaptado por Ifatola
1. No último dia do ano, tome um banho de ervas para deixar pra trás as energias negativas e começar o ano zerada. Em água quente, coloque folhas de arruda, alecrim, manjericão, malva-rosa, malva-branca, manjerona e vassourinha para fazer o banho. Deixe alguns minutos, espere esfriar e jogue na sua cabeça. Quem já tomou jura que dá certo.
2. Para a noite de reveillon é indispensável roupas novas, mas não é tão obrigatório assim, o importante é alguma coisa nova; como uma lingerie, por exemplo. Calcinhas e cuecas novas para você e seu amor terem sorte no amor. Fazendo isso, é garantia de deixar para trás os mal-entendidos e garantia de um bom futuro para quem está começando o namoro, ou um casamento
3. Para continuar firme e forte com seu amor, no último dia do ano pegue um fio de cabelo seu e do seu amado e guarde-os juntos num saquinho branco durante o ano todo.
4. O branco é a soma de todas as cores, ela é ótima para usar no reveillon e ter um ano novo com muita luz.
5. Para atrair dinheiro no próximo ano, use uma peça qualquer de roupa na cor amarela; que representa o ouro. Para ter, vista-se de azul, vermelho para quem quer ter sorte no amor.
6. Para subir na vida, suba também um degrau com o pé direito na hora da virada; pode ser uma escada, uma cadeira ou uma calçada.
7. Guarde uma nota (vale qualquer valor) dentro do sapato na noite de reveillon, isso garante atrair riqueza. Não vale gastar o dinheiro nessa noite.
8. Dê varios pulinhos com o pé direito à meia-noite para atrair coisas boas para sua vida. Pule também com a taça de champanhe na mão sem deixar derramar. Alguns ainda jogam o champanhe para trás, de uma vez só, sem olhar para deixar tudo de ruim pra trás. Vida nova. Só não vale acertar as outras pessoas.
9. Logo após contagem regressiva e os fogos, coma doze uvas grandes ou romãs e guarde os caroços com você. Comer lentilha e milho também dá certo e garante sorte.
10. Para ter um ano doce, coma suspiros, merengue, chocolates logo após à meia-noite.
11.Comer uma salada com sete frutas diferente trás fartura.
12. Após a virada do ano, beije alguém do sexo oposto ou aquela pessoa especial da sua vida para garantir o amor no próximo ano ou manter o que se tem.
13. Para atrair dinheiro, coloque seis moedinhas embaixo do tapete da porta de entrada de casa. Durante o ano verifique sempre se elas continuam lá, se alguma sumir, reponha. Jogar as moedas fora de casa quando der meia-noite também chama riqueza para a casa.
14. Na hora da virada faça barulho. Isso afasta os maus espíritos. Apite, grite, batuque, panelas; mas só vale exatamente à meia noite.
15. Se a comemoração do ano novo for na praia, ótimo: pule as sete ondinhas e faça sete pedidos; uma para cada ondinha. Renova as energias e trás sorte para realização dos desejos.
16. Use roupas confortáveis na passagem do ano, para passar assim um ano novo: confortável. Nada de roupas apertadas!
17. Na noite do dia 1º de janeiro, use peças da cama novas para deixar para trás os problemas do ano que passou.
Fonte: Pai Ogun
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Fonte: Youtube
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Fonte: Youtube
Pessoal,
Muita gente até se benze quando ouve falar em pomba gira. Nas religiões afro, elas têm vários nomes, como Maria Padilha, Sete Saias, Pomba Gira Rainha etc. São consideradas como mensageiras dos orixás e a face feminina de Exu. Já no Espiritismo, são consideradas espíritos em evolução. Maria Padilha, por exemplo, que teria encarnado no século XIV, como uma cortesã que foi amante de sete homens, inclusive do monarca da região de Castela, hoje, é dirigente de uma colônia, no astral, chamada de “Colônia de Maria”, abrigando espíritos de mulheres que, por amarem homens demais, cometeram desatinos.
Devemos encarar esse tipo de espírito como guias que querem nos ajudar porque também desejam ascender.
Podemos pedir-lhes que nos ajudem em assuntos afetivos em geral, mas, em troca, devemos fazer-lhes oferendas de objetos que agradem a uma mulher sensual em geral, como tecido vermelho, flores, bijouterias e perfumes, colocados, em regra, à noite, em uma encruzilhada.
Queridos leitores, vocês podem achar de baixa vibração esse ritual, mas não se esqueçam de que estamos lidando com espíritos em evolução, vivendo em dimensão bem próxima à Terra.
O importante é não querermos fazer pactos com elas que prejudiquem outras pessoas, pois isto só atrasará nossa evolução espiritual.
Conheçam um pouco mais da beleza desses espíritos assistindo ao vídeo abaixo
Fonte: Youtube
Como sabem, a Umbanda é umas das principais religiões praticadas no Brasil.´
A pineal ou epífise é uma glândula localizada no centro do cérebro. A palavra “epífise” é a junção do prefixo grego “epi” (acima) com “phisis” (natureza), e pineal deriva do seu formato de pinha. Produz o hormônio melatonina. Os hindus chamam-na de “terceiro olho”, e os terapeutas holísticos, como os que patrocinam este site, de ajna chakra
Para alguns religiosos da Umbanda, por exemplo, ela age produzindo efeito tranquilizador, e os que estudam os animais creem que ela capta os campos eletromagnéticos da Terra, orientando, por exemplo, a migração de tartarugas e andorinhas.
Os umbandistas creem que ela governa a vida psíquica, sobretudo, a partir dos 7 anos, idade em que o espírito costuma ligar-se em definitivo ao corpo, já que ela é uma antena que pode acessar o campo eletromagnético por meio do qual a espiritualidade manifesta-se, captando o que se passa na mente de encarnados e desencarnados. Trata-se, assim, da manifestação da mediunidade, na incorporação que a Umbanda e o Candomblé fazem, ou nas orações e preces que os católicos e evangélicos decretam, com base na ciência da palavra falada (veja o ícone próprio do site no menu vertical esquerdo).
E, para o médico psiquiatra Jorge Andréa, autor do livro “Nos Alicerces do Inconsciente”, a mediunidade, que é um fenômeno biológico, manifesta-se por meio da pineal, do sistema neuro-vegetativo e dos chacras ou centros de energia, sendo que os dois primeiros pertencem ao corpo físico e os terceiros, ao corpo perispiritual.
Chico Xavier, em seu livros Missionários da Luz, também trata da importância da pineal.
Fonte: Genuína Umbanda