Palavra-chave: Brasil
O relatório “World Economic Outlook”, que apresenta as projeções para a economia mundial, aponta que o crescimento da economia brasileira deverá ficar abaixo do Reino Unido, colocando o país novamente como 7ª maior economia. No ano passado, o Brasil chegou a passar o Reino Unido e ficar com o 6° lugar
O Fundo prevê um crescimento de 3% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e de 0,8% para o PIB britânico neste ano. Em dólares, porém, a economia brasileira deverá somar US$ 2,449 trilhões, ficando abaixo dos US$ 2,452 trilhões do Reino Unido.
Em 2011, o Brasil registrou o 6º maior PIB nominal, com US$ 2,492 trilhões. Em comparação, o Reino Unido atingiu US$ 2,4217 trilhões. Foi a primeira vez que o PIB brasileiro apareceu à frente do britânico. A troca de posições se deu porque a economia do Brasil cresceu 2,7%, enquanto a britânica avançou 0,7%. Além disso, o real fechou o ano valorização frente ao dólar e à libra.
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Ranking de países por PIB nominal |
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Posição
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País (Relatório 2011)
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Valor (em US$ trilhões) |
País (Projeção 2012)
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Valor (em US$ trilhões) |
| 1º |
EUA |
15,094 |
EUA |
15,609 |
| 2º |
China |
9,729 |
China |
7,991 |
| 3º |
Japão |
5,869 |
Japão |
5,980 |
| 4º |
Alemanha |
3,577 |
Alemanha |
3,478 |
| 5º |
França |
2,776 |
França |
2,712 |
| 6º |
Brasil |
2,492 |
Reino Unido |
2,452 |
| 7º |
Reino Unido |
2,417 |
Brasil |
2,449 |
| 8º |
Itália |
2,198 |
Itália |
2,066 |
| 9º |
Rússia |
1,850 |
Rússia |
2,021 |
| 10º |
Canadá |
1,736 |
Canadá |
1,804 |
Fonte: Época
Caros amigos do Brasil,
Em 48 horas, a presidenta Dilma pode exercer um papel crucial para que se dê início ao fim da catastrófica “guerra às drogas”. Os líderes da América Latina estão prontos para pressionar por uma nova abordagem na regulamentação das drogas — e a presidente Dilma tem a chance de liderar o debate. Mas ela precisa do nosso apoio para fazer isso. Envie uma mensagem urgente para a Dilma agora:
Em 48 horas, a presidente Dilma poderá desempenhar um papel fundamental na mudança das políticas globais de drogas, de uma perspectiva de guerra e repressão para uma de tratamento e compreensão. Mas ela está em silêncio em relação à necessidade de abandonar a atual política catastrófica internacional e apenas o nosso enorme apoio vai fazê-la vir à público.
Mais de 4 milhões de brasileiros, incluindo alguns dos nossos amigos e parentes, sofrem todos os anos do abuso de drogas e de sua dependência química. Nosso país está ignorando esta situação e gasta bilhões de reais lutando numa guerra falida que criminaliza os dependentes químicos. Agora, um grupo de líderes latino-americanos está exigindo uma nova abordagem que poderá incluir a ajuda para o sofrimento desses dependentes químicos e suas famílias. O governo dos EUA está tentando bloquear esse novo passo, mas Dilma pode equilibrar a balança. Ela só precisa de um gigantesco apoio público para se posicionar e abrir o debate.
Vamos agarrar essa oportunidade única para trazer esperança para milhões de pessoas que sofrem todos os anos com a praga do abuso de substâncias e o vício. Clique abaixo para inundar o gabinete da Dilma com mensagens exigindo que ela entre para a história da Cúpula de Cartagena neste final de semana, virando a página da letal e sem sentido guerra às drogas e dê início a uma era de políticas de drogas mais humana e efetiva no Brasil e ao redor do mundo:
Nosso governo repetidamente disse que devemos combater o uso de drogas por meio da educação, tratamento e políticas de saúde incólumes. Mas a guerra às drogas liderada pelos EUA forçou uma abordagem global baseada na criminalização que superpopulou nossas prisões com criminosos não-violentos. Agora, após décadas de tentativas, sabemos que a guerra às drogas não atinge o problema do vício às drogas e sequer reduzem o seu consumo.
Do outro lado, passos para a regulamentação na Suíça, Portugal, Holanda e Austrália mostram resultados impressionantes na redução do abuso de drogas e nos crimes relacionados com drogas. À essa altura, uma mudança na política de drogas é simplesmente uma questão de bom senso.
No ano passado a enorme campanha global da Avaaz trabalhou junto com a Comissão Global de Política sobre Drogas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para abrir o debate político no mais alto nível nas Nações Unidas. Agora os Estados Unidos, que inventaram essa “guerra”, admitiram que essa abordagem não está funcionando. Pela primeira vez a pressão política está aumentando em toda nossa região e líderes da Guatemala ao México e Colômbia estão pedindo um debate acerca da descriminalização. Essa é uma mudança tectônica, mas os EUA sentiram o golpe e estão tentando bloquear políticas alternativas.
O palco agora está pronto para um debate quente em Cartagena, Colômbia, que podemos influenciar e vencer! Mas temos apenas alguns dias para dar à Dilma o apoio público que ela precisa para tomar medidas concretas agora. Envie uma mensagem urgente para Dilma, por meio do Site da Avaaz
Finalmente os políticos estão reconsiderando suas posições e a América Latina pode liderar o mundo para longe dessa política imprudente. Mas para sairmos de debates e chegarmos a ações tangíveis em nossas vidas, precisamos de um levante e forçar a Dilma a exercer essa liderança. Vamos garantir que essa cúpula seja o início do fim da guerra contra às drogas.
Com esperança,
Alice, Luis, Pedro, David, Carol, Emma, Ricken e toda a equipe da Avaaz
Fonte: Avaaz
Como os brasileiros gastam
O crescimento econômico muda o mapa do consumo no Brasil, faz disparar as vendas de produtos e serviços sofisticados e aumenta o apetite de todas as classes sociais para comprar mais
Amauri Segalla e Fabíola Perez

CLASSE B
Boa parte do rendimento familiar é destinada à educação
(ensino superior, intercâmbio e cursos de especialização)
Há alguns dias, o Ibope Inteligência divulgou um prognóstico espantoso a respeito da economia brasileira. As projeções indicam que o consumo das famílias vai crescer 13,5% em 2012, alta comparável ao desempenho de um país como a China. De acordo com o Ibope, até o final do ano os gastos nacionais devem totalizar R$ 1,3 trilhão, valor equivalente à soma dos PIBs de Argentina e Suécia. Será o nono avanço consecutivo desse indicador, feito notável diante das crises financeiras que, principalmente depois de 2008, derrubaram a Europa e os Estados Unidos. Hoje, o Brasil é campeão de vendas em diversos setores. Em nenhum lugar do planeta o comércio de celulares e tevês de telas finas, para usar exemplos de produtos que demandam tecnologia de ponta, cresce tão velozmente. O País já é o quarto maior mercado global de carros, o terceiro de cosméticos e de cerveja e lidera com folga negócios tão diversos quanto produção de gravatas (o que é resultado direto do aumento da oferta de cargos executivos) e achocolatados (com mais dinheiro, a classe C fez sumir das prateleiras chocolate em pó e em caixinha). O fenômeno, como se observa nesses dados, é alimentado pelo enriquecimento da população. Os brasileiros não estão apenas comprando mais. Acima de tudo, estão gastando com qualidade. A classe média, responsável por quase 80% do consumo das famílias, trocou carros com motor 1.0 por veículos mais potentes, o frango por carne nobre, o óleo de soja por azeite. Claro, o Brasil não é uma Suíça, mas está cada vez mais parecido com as nações ricas. “No Brasil, a revolução no consumo está ocorrendo de maneira mais agressiva do que em outros lugares”, diz Henry Manson, chefe de pesquisa da consultoria americana Trendwatching, especializada em marcas e com atuação em mais de 120 países.
O mapa do consumo no País é o retrato acabado dessa transformação. Embora ainda predominem como forças econômicas, as regiões Sul e Sudeste vêm perdendo espaço, no volume de vendas nacionais, para os Estados do Norte e Nordeste. Em 2012, o consumo deve crescer 6,5% no Sudeste, ou um quarto da disparada prevista para o Norte e o Nordeste do País. A diversificação das oportunidades é boa para as empresas, que faturam alto com os novos mercados, e para os consumidores, que passam a ter acesso a mais bens e serviços. Esse processo de amadurecimento da economia brasileira só foi possível graças à combinação de três fatores: o crescimento continuado, a redução da desigualdade e a expressiva geração de empregos. “As empresas oferecem oportunidades com carteira assinada, o consumidor se sente mais confiante para obter acesso ao crédito e a economia toda é favorecida”, diz Marcelo Neri, economista e coordenador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV). É fácil comprovar a mudança em curso no País. De 2003 a 2011, a renda média do brasileiro cresceu 33%. Nesse período, nove milhões de pessoas passaram a integrar as classes A e B. Já a classe C, a que mais evoluiu, ganhou 40 milhões de novos integrantes – contingente semelhante à população inteira da Espanha.

CLASSE C
O pedreiro Sadir Maximovitz, a mulher, Cleonice, e as filhas
Ana Alice e Gabriela (da esq. para a dir.): com o crédito farto,
ele comprou cinco apartamentos e eletrodomésticos modernos
São pessoas como o pedreiro Sadir Maximovitz que impulsionam as estatísticas do consumo nacional. Aos 36 anos, ele possui cinco apartamentos em Florianópolis, onde vive atualmente com a família. Nascido no interior do Paraná, desistiu de trabalhar como agricultor para começar a vida do zero em Santa Catarina. Como não tinha o segundo grau completo, voltou a estudar para conseguir o primeiro emprego na cidade. Ingressou na área de construção e, com a farta oferta de crédito, comprou o primeiro imóvel. O boom imobiliário trouxe um rosário de oportunidades – e todo o dinheiro que sobrava era investido em um novo apartamento. Hoje são cinco. As pesquisas econômicas comprovam a importância do setor habitacional para o crescimento do País. Os brasileiros destinam 35% de seu orçamento para a habitação, quase o dobro do dinheiro gasto com alimentação. Mas não são apenas os imóveis que estão no foco de interesse da família Maximovitz. A renda familiar de R$ 3 mil permite confortos até pouco tempo atrás inacessíveis. Ele, a mulher e as duas filhas, de 12 e 9 anos, têm celular próprio. A cozinha foi equipada com eletrodomésticos modernos (torradeira, máquina de café expresso) e a geladeira é nova em folha.
A notícia mais surpreendente é que a ascensão de Maximovitz, um autêntico representante da classe C, provavelmente não terminou. “A próxima revolução do consumo deverá ocorrer dentro de dois ou três anos, quando a classe C ascender para a B”, afirma Antônio Carlos Ruótulo, diretor do Ibope Inteligência. “O processo vai levar a uma alteração muito mais intensa do que a primeira ascensão social, que provocou a formação da nova classe média no País.” A mobilidade social é resultado direto do aumento da renda. Portanto, diz Ruótulo, o salto será irreversível. Projeta-se, para o futuro próximo, uma classe A/B composta por impressionantes 30 milhões de pessoas, que terão dinheiro suficiente para comprar carros melhores, se vestir melhor, viajar para o Exterior, investir em produtos de alta tecnologia, comer bem. De certa forma, isso já vem acontecendo no País, mas há na fila uma multidão ansiosa para entrar nesse grupo de elite. Quando a revolução enfim terminar, o Brasil vai rivalizar em condições de igualdade com as grandes potências globais. Que empresa estrangeira não vai querer colocar seu produto aqui? Que marcas não vão priorizar o mercado brasileiro? Quem será maluco de ficar fora desse movimento?

CLASSE E
O condutor de mototaxi Fábio Santos com a mulher, Amara da
Silva (de verde), e os filhos Allysson e Adriene: com a ajuda
do Bolsa Família, a família consegue encher a geladeira
Segundo o economista Marcelo Neri, da FGV, a mudança é mais sustentável do que muitos acreditam. “Ao mesmo tempo que o desenvolvimento econômico se intensifica, a taxa de desigualdade registrou uma queda de 2,1% nos últimos 12 meses”, diz ele. Em apenas um ano, portanto, houve um forte movimento para cima de brasileiros que estavam na base da pirâmide. Isso em tempos de dúvida a respeito do futuro da Europa e do impacto que os problemas do Velho Continente podem causar mundo afora. Para pessoas como o salva-vidas Leandro Rodrigues, 30 anos, a palavra crise está muito distante de seu dia a dia. Ele vive no bairro do Humaitá, no Rio de Janeiro e, graças ao crédito fácil, conseguiu comprar uma moto financiada. Hoje, o seu principal sonho de consumo é a educação, a exemplo do que ocorre com a maioria dos integrantes da classe D. “Estudei até o segundo grau e depois fiz um curso técnico de administração de empresas”, diz Rodrigues. “Agora tenho planos de fazer outros cursos.” Mesmo para aqueles cujos anseios de consumo se limitam à alimentação, o crescimento econômico dos últimos anos abriu um leque de oportunidades. Fábio Santos, 36 anos, faz bicos como mototaxi na favela Morro dos Cabritos, no Rio de Janeiro, e sua mulher, Amara da Silva, trabalha como auxiliar de serviços gerais. Boa parte de sua renda vem do Bolsa Família, que permitiu que ele e a mulher comessem melhor – e ajudassem os supermercados a faturar mais. “A minha geladeira nunca fica vazia”, diz Santos. Hoje em dia, as classes D e E representam 20,6% do total de domicílios brasileiros e bancam 7% do consumo. Segundo pesquisa do Ibope, as despesas dessa parcela da população se concentram basicamente na alimentação e no vestuário.
A maior transformação do consumo brasileiro, porém, é a busca pela qualidade. Basta dar uma espiada nas estatísticas para captar esse desejo. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo IBGE, entre 2003 e 2009 o consumo médio mensal de carne de primeira aumentou 4,2% no País. Enquanto isso, o de frango caiu 11,8%. Há casos mais emblemáticos. A compra de azeite subiu 13,8% e a de óleo de soja, recuou 45,5%. Detalhe importante: o azeite custa, em média, o triplo de seu concorrente menos nobre. “As famílias brasileiras deixaram de comprar apenas o básico e estão ingressando em categorias de maior valor agregado”, diz Sussumo Honda, presidente da Associação Brasileira de Supermercados. “Produtos como carne, verduras, legumes e frutas começaram a fazer parte da cesta de compras das classes mais baixas.” O executivo também cita os produtos orgânicos como exemplo dessa mudança. Eles ainda representam pouco do faturamento do setor, mas sua venda cresce sistematicamente mais do que a de outros alimentos. “Os consumidores cada vez mais privilegiam itens saudáveis na hora de comprar”, diz Honda. Isso tem um preço, em geral muito mais alto do que alimentos que não fazem bem à saúde.

CLASSE A
O empresário e pecuarista Luís Hermano Colferai e a mulher,
Maria Izete Colferai: como a maioria dos que estão no topo
da pirâmide, ele investe em produtos financeiros e imóveis
Na área de tecnologia, o caso brasileiro já foi chamado de “milagroso” por publicações estrangeiras especializadas em economia. Em nenhum outro país as vendas de smartphones são tão vertiginosas. Em 2011, cresceram 179%. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos a alta não chegou a dois dígitos. Enquanto até em países como o Japão as vendas de tevês com tecnologia 3D não deslancharam, por aqui elas já respondem por quase um quarto dos negócios fechados. Dos 12 milhões de aparelhos comercializados por ano no Brasil, 92% possuem telas finas (LED, LCD), que custam no mínimo o dobro de modelos menos sofisticados. A indústria automobilística passa pela mesma sofisticação. Em fevereiro passado, a participação de carros com motor 1.0 no total de automóveis emplacados foi de 42,6%, o que corresponde ao menor percentual em 17 anos. Há uma década, os veículos populares detinham mais de 70% da preferência dos brasileiros. Agora, eles estão sendo substituídos por modelos 1.6 e 1.8, com airbag, câmbio automático e banco de couro.
Mimos como esse se tornaram corriqueiros na vida de profissionais como o engenheiro civil Carlos Henrique Lellis, 50 anos. Sua família de quatro integrantes (além dele, vivem sob o mesmo teto a mulher e os dois filhos) possui três carros, cinco tevês e quatro computadores. Todos os anos, o grupo viaja para o Exterior (“em 2011, fizemos um cruzeiro pela Europa”, diz Lellis) e comer fora passou a ser até mais frequente do que fazer refeições em casa. Os Lellis se enquadram no que os especialistas chamam de classe B, mas eles também passaram por uma transformação social graças, em boa medida, à fartura de oportunidades da economia brasileira. Por mais de 20 anos, o engenheiro trabalhou em um banco, mas o salário limitava suas ambições de consumo. Em 2006, resolveu deixar o emprego para abrir um escritório de engenharia. “Nossas condições de vida melhoraram muito depois disso”, afirma. No mapa do consumo brasileiro, a classe B está praticamente empatada com a classe C, respondendo por 38% das compras efetuadas no Brasil. O interessante é que o grupo em que está o engenheiro Lellis detém 46,6% da massa salarial do País, ante 26,9% da classe C. Uma das possíveis conclusões: a classe B tem mais dinheiro, mas a C está mais disposta a gastar. No alto da pirâmide, a classe A é representada pela minoria dos domicílios no País (2,6%). Enquanto o salário dessas famílias corresponde a 23,7% da renda nacional, apenas 16,2% dessa renda é convertida em bens de consumo. A explicação para a existência de mais dinheiro do que consumo é que os ricos concentram suas ambições em investimentos monetários. Foi isso o que fez o empresário e pecuarista Luís Hermano Colferai, 60 anos, para formar seu patrimônio. “A fórmula do sucesso é poupar”, diz Colferai. “Gosto de comprar à vista e ao longo dos anos desenvolvi o hábito de investir na poupança.”

CLASSE D
O salva-vidas Leandro Rodrigues (no centro), sua mãe, Neuza Silva,
o padrasto José Santana e a filha Larissa Silva: o aumento da
renda permitiu que ele comprasse alimentos de melhor qualidade
Para manter o desenvolvimento econômico baseado no consumo – fórmula que, aliás, ajudou os Estados Unidos a se tornarem o país mais rico do mundo –, o governo brasileiro prepara uma série de medidas que deverão ser adotadas nos próximos meses. Mais concessões fiscais para eletrodomésticos da linha branca e novas linhas de crédito buscam principalmente despertar os ânimos daqueles que ficaram assustados com o crescimento tímido de 2,7% do PIB brasileiro em 2011. Mas a turma dos que estão realmente temerosos é pequena. Segundo uma pesquisa global realizada pela Nielsen, o consumidor brasileiro é o quinto mais otimista do mundo. Nesse caso, otimismo se traduz essencialmente em disposição para gastar. Para especialistas, o Brasil está perto de atingir aquele grau de satisfação em que, mais do que se estressar para pagar as contas, o que move as pessoas são os planos de consumo imediatos ou para o futuro – desfrutar de um restaurante sofisticado, construir uma casa, viajar para o Exterior. É o estado de bem-estar alcançado apenas por alguns países europeus e que, por mais surpreendente que possa parecer, os brasileiros estão prestes a conquistar.



Fonte: Istoé
Estrangeiros migram para o Brasil atraídos pela
economia |
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Em Fevereiro de 2012,, o governo federal concedeu vistos de permanência a cerca de 4.000
haitianos que haviam cruzado a fronteira e queriam morar no Brasil. São pessoas
que abandonaram seu país, o mais pobre do continente americano, devastado por um
terremoto há exatamente dois anos, em busca de uma vida melhor, com trabalho,
moradia e direitos.O crescimento da economia – que resiste ao impacto da
crise mundial – está fazendo do Brasil um novo polo de atração de estrangeiros.
Os imigrantes desembarcam por aqui trazendo na bagagem a esperança de conseguir
emprego e boas remunerações.
De acordo com o CNIg (Conselho Nacional de
Imigração), órgão do Ministério do Trabalho, entre janeiro e setembro de 2011,
foram concedidas cerca de 52,5 mil autorizações de trabalho a estrangeiros -30%
a mais que o registrado no mesmo período do ano anterior.
Se for
confirmada a projeção do conselho, que calcula que esse número tenha saltado
para 70 mil até dezembro, isso representaria um salto de quase 60% desde 2008,
quando foram concedidas quase 44 mil autorizações.
Segundo Paulo Sérgio
de Almeida, presidente da CNIg, os dados revelam uma tendência de aumento da
busca por oportunidades no mercado brasileiro. Para 2012, a expectativa é que as
autorizações concedidas “se igualem ou superem” o número registrado no ano
passado.
– Somos hoje um dos poucos países do mundo que conseguem manter
um crescimento sustentável. Então, o Brasil acaba se transformando em um polo de
atração para imigrantes de uma maneira geral.
Em 2010, o PIB brasileiro
(Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas por um país) cresceu 7,5%
– melhor desempenho registrado em 24 anos. Em 2011, porém, houve desaceleração.
A aposta é de que, em meio à turbulência global, o crescimento tenha sido de
apenas 2,87%.
Para a diretora do Departamento de Estrangeiros do
Ministério da Justiça, Izaura Miranda, o fortalecimento da economia brasileira
também explica o aumento geral no número de imigrantes que vivem no Brasil de
forma regular. Segundo os dados mais recentes do governo, entre dezembro de 2010
e junho de 2011, esse número cresceu 52%, passando de 961 mil para 1,46 milhão
de imigrantes regulares.
– A estabilidade econômica, a facilidade de
integração e a crise econômica na Europa e nos Estados Unidos [justificam esse
aumento no número de imigrantes]. O Brasil está absorvendo essa mão de obra. Até
os brasileiros começaram a voltar para cá, com a crise lá fora.
Segundo
dados do Ministério da Justiça, a maioria dos imigrantes que vivem de forma
regular no território brasileiro são de origem portuguesa (329 mil), espanhola
(80 mil), boliviana (50,6 mil), chinesa (35 mil) e paraguaia (17,6 mil). Já de
acordo com o CNIg, os Estados Unidos e países europeus dominam a lista das 15
nações cujos habitantes mais obtêm autorizações de trabalho – neste caso, são
profissionais mais bem qualificados.
Apesar do grande crescimento, a
questão da imigração não é vista como um problema pelo governo do Brasil,
garante Izaura Miranda.
– O Brasil é formado por imigrantes. Temos como
cultura receber bem os imigrantes. […] É importante frisar que nós temos
espaço para todos. A imigração não nos preocupa. E o número ainda não é tão
alto. Um milhão e meio de imigrantes regulares, frente a 190 milhões de
habitantes brasileiros, ainda é muito pouco.
O presidente da CNIg
concorda e ressalta que a vinda de profissionais estrangeiros não ameaça o
emprego dos brasileiros mais capacitados no mercado.
Fonte: t1noticias
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O artigo “A economia segundo Bresser-Pereira“, de Ricardo Galuppo, destacou a preocupação do ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira com a atual conjuntura da economia brasileira. Galuppo destacou “a prolongada valorização do real e a perda de competitividade da indústria” como fatores preocupantes. O jornalista comentou a análise de Bresser-Pereira, ainda que discordando do economista quanto à criação de mais um imposto que contenha a entrada de dólares no país (sobre a exportação de commodities).
O comentarista apontou uma urgente necessidade de desenvolvimento industrial que consiga motivar a manufatura nacional sem colocar em risco a abertura do mercado para a importação. Segundo ele, a questão não é unicamente cambial: “a taxa de emprego continua sendo um pilar importante de ativação do mercado interno”.
O economista Raul Velloso, no artigo “O desafio é a competitividade”, aponta que a queda da industrialização do país acontece desde os anos 1980 por diversas razões, tais como: “baixa qualidade da educação, a rigidez da legislação trabalhista, a altíssima carga tributária — que esconde gastos públicos correntes muito elevados —, as elevadas taxas de juros, a cara e insuficiente infraestrutura, e o baixo desenvolvimento tecnológico”. Outros fatores, segundo o especialista, são a emergência da China como potência industrial e a posição do Brasil como seu maior supridor de bens primários.
A participação da indústria no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro recuou aos níveis de 1956, ano em que o presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976) deu impulso à industrialização do país ao lançar seu Plano de Metas, que prometia fazer o Brasil avançar “50 anos em 5”. Desde então, jamais a fatia da indústria manufatureira do país na formação do PIB havia alcançado nível tão baixo quanto o apurado em 2011.
No ano passado, a indústria de transformação -que compreende a longa cadeia industrial que transforma matéria-prima em bens de consumo ou em itens usados por outras indústrias- representou apenas 14,6% do PIB.
Patamar menor só em 1956, quando a indústria respondeu por 13,8% do PIB. De lá para cá, a indústria se diversificou, mas seu peso relativo diminuiu. O auge da contribuição da indústria para a geração de riquezas no país ocorreu em 1985: 27,2% do PIB. Desde então, tem caído.
“Temos energia cara, spreads bancários dos maiores do mundo, câmbio valorizado, custo tributário enorme e uma importação maciça. A queda da indústria no PIB é a prova do processo de desindustrialização”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, aponta dois fatores que explicam o declínio da indústria na formação do PIB: o avanço dos serviços e da agricultura; e o crescimento das importações.
“A importação pode modernizar o país, mas dependendo do que se importa prejudica a indústria. E esse setor é importante por ofertar boa parte dos empregos mais qualificados”, disse.
ALERTA
O governo diz que tem monitorado o comportamento da indústria, e reconhece que há um processo de “desintegração de alguns elos” da cadeia industrial, mas evita falar em desindustrialização.
Heloísa Menezes, secretária do Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, acha que o Programa Brasil Maior, -lançado pelo governo Dilma no ano passado para socorrer alguns setores da indústria- pode ajudar as empresas a enfrentar a valorização do real em relação ao dólar, que favorece os importados.
“A atual taxa de câmbio, de fato, atua no sentido contrário ao nosso esforço de dar condições de competição à indústria”, disse.
Samuel Pessoa, sócio da consultoria Tendências e pesquisador da FGV, avalia que a situação da indústria piorou a partir de 2008, fundamentalmente devido à crise internacional -que expandiu a oferta de produtos manufaturados para o Brasil- e a boa demanda internacional de produtos primários vendidos pelo Brasil. “A taxa de câmbio só está refletindo essa situação”, afirmou.
Para a Abece (Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior), é um erro imputar às importações a queda da indústria no PIB. “A importação brasileira é saudável. A perda de participação da indústria no PIB ocorre pela falta de competitividade do setor, não por causa da importação”, disse o presidente, Ivan Ramalho.
A falta de mão-de-obra qualificada também é apontada como um dos fatores que vêm causando a desindustrialização do País.
Fonte: Millenium
Pacote do governo não resolve o drama da desindustrialização
O movimento sindical brasileiro acolheu com espírito crítico o pacote econômico contra a desindustrialização anunciado em 3 de Abril pelo governo Dilma.
Por Wagner Gomes, presidente da CTB
Ele contém uma ou outra medida positiva, mas peca pela timidez ao manter a política macroeconômica (juros altos, câmbio flutuante e superávit primário), coloca em risco o financiamento da Previdência e não contempla as contrapartidas sociais reclamadas pelas centrais aos benefícios concedidos ao empresariado.
O pacote prevê a desoneração da folha de pagamento para 15 ramos de atividade, com a extinção da contribuição previdenciária patronal (20% dos salários) e sua substituição por um imposto sobre o faturamento, com alíquota entre 1 e 2%. Estabelece, ainda, entre outras coisas, a redução dos juros cobrados pelo BNDES no Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI), cotas de importações para o setor automotivo e prioridade para a indústria nacional nas compras governamentais.
De acordo com estimativas da equipe econômica, a desoneração da folha resultará numa renúncia fiscal de R$ 7,5 bilhões e o conjunto de medidas de estímulo à indústria deve somar R$ 60,4 bilhões. Os representantes dos trabalhadores, que não foram consultados previamente sobre o conteúdo das medidas, alimentaram em vão a expectativa do anúncio de contrapartidas sociais como a garantia do emprego nos ramos beneficiados.
A iniciativa, embutida no plano “Brasil Maior”, reflete a preocupação do governo com o processo de desindustrialização em curso no país, o que não deixa de ser positivo. Porém, é amplamente dominante a sensação de que o pacote tem caráter paliativo e está longe de significar uma solução efetiva e duradoura para o problema.
Já não é segredo para ninguém que a lenta agonia da nossa indústria decorre principalmente da orientação macroeconômica de viés neoliberal, uma herança maldita do tucano FHC. O câmbio flutuante e os juros altos se aliam ao tsunami monetário provocado pelas políticas econômicas dos EUA e UE para manter o real sobrevalorizado, encarecendo as exportações, barateando importações e reduzindo a competitividade das empresas brasileiras.
Mais uma vez ficou claro que o governo não pretende promover mudanças neste terreno. O Brasil também carece de uma política industrial consistente, reforma tributária (para desonerar o trabalho e a produção) e maiores investimentos em infraestrutura, o que pode ser viabilizado com a redução do superávit primário e a destinação da poupança hoje canalizada para o pagamento de juros a esta outra finalidade.
A desoneração da folha coloca em risco o financiamento da Previdência e pode abrir caminho a uma maior privatização do setor. O governo garante que o Tesouro vai reservar os recursos provenientes do novo imposto sobre faturamento para o INSS e cobrir a renúncia fiscal de R$ 7,5 bilhões, mas não está muito claro se isto será mesmo feito e como. É também inaceitável que os estímulos bancados pelo erário não sejam condicionados à contrapartida do emprego, o que serviria para reduzir a alta e escandalosa rotatividade da mão de obra no país.
A CTB conclama os trabalhadores e trabalhadoras a intensificar a mobilização em torno do “Grito de Alerta” por mudanças imediatas na política econômica e participar em massa do 1º de Maio unificado, em defesa de suas bandeiras históricas, como a redução da jornada de trabalho e a reforma agrária, e da agenda da 2ª Conclat por um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento com Valorização do Trabalho e Soberania. Sem luta não haverá mudanças.
Fonte: Vermelho
O Brasil atingiu em 2012 o menor nível de desigualdade desde 1960, apesar da crise na Europa. De acordo com a pesquisa “De volta ao País do Futuro” do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV), o índice de Gini – que varia de 0 a 1, sendo menos desigual mais próximo de zero -, caiu 2,1% de janeiro de 2011 a janeiro de 2012, chegando a 0,5190.
A projeção da FGV é que a desigualdade continue se reduzindo ano País, levando o índice a 0,51407 em 2014. “A má notícia é que ainda somos muito desiguais e estamos entre os 12 países mais desiguais do mundo. Mas a queda é espetacular e deve continuar”, afirmou Marcelo Neri, coordenador da pesquisa.
A FGV mostra que a renda familiar per capita média do brasileiro cresceu 2,7% nos 12 meses encerrados em janeiro. É o mesmo crescimento registrado de 2002 a 2008, período considerado uma era de ouro mundial, e superior ao 0% de 2009, em função da crise financeira daquele ano.
A pobreza no País também caiu entre janeiro do ano passado e janeiro deste ano: -7,9%, ritmo três vezes mais rápido do que da meta do milênio da ONU. Isso depois de uma redução de 11,7% na pobreza de maio de 2010 a maio de 2011, quando o Brasil crescia mais.
Segundo Neri, a redução da desigualdade foi fundamental para este resultado na pobreza. Ele cita que na última década a renda dos 50% mais pobres do Brasil cresceu 68%, enquanto a dos 10% mais ricos cresceu apenas 10%.
Outra conclusão da pesquisa é que a população nas classes AB será 29% maior em dois anos, enquanto a da classe C crescerá 11,9%. “Agora falaremos da nova classe AB, como falamos da nova classe média”, disse Marcelo Neri, coordenador do estudo.
A projeção do CPS/FGV é que 60,1% da população brasileira estará na classe C em 2014, ante 55% em 2011. De 2003 a 2011, mais 40 milhões de pessoas chegaram à nova classe média e a expectativa é que serão mais 12 milhões até 2014, somando cerca de 118 milhões de pessoas. A metodologia da FGV, que leva em conta a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do IBGE, classifica como classe C aqueles com renda familiar de R$ 1.734 a R$ 7.475. O dado foi atualizado a preços de julho de 2011. A classe AB chegará a 29,1 milhões, contra 13,3 milhões de brasileiros em 2003.
Já a população da classe DE – com renda de zero a R$ 1.734 – seguirá se reduzindo, em consequência da queda da desigualdade e ascensão para outros segmentos econômicos. A FGV calcula que ela sairá dos atuais 63,6 milhões de brasileiros para 48,9 milhões em 2014. No ano de 2003, a base da pirâmide social brasileira tinha 96,2 milhões de pessoas.
“A crise não afetou esse movimento que teve Lula como pai e FHC como avô, pela estabilização. E a educação foi o fator mais importante (para essa migração)”, disse Neri. Para o pesquisador, o governo Lula teve sorte por ter enfrentado períodos de crise mundial quando a economia estava superaquecida. As crises, avalia, frearam a economia e a inflação antes do Banco Central agir. Apesar da redução da desigualdade e da pobreza, Neri é taxativo ao afirmar que ela não será erradicada em 2014, como promete o governo federal. “A pobreza não termina, apesar da meta nobre”, disse Neri.
Fonte: FGV
Vinte e sete por cento da população brasileira vivem em cidades com as notas mais baixas de acordo com o Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde (Idsus), criado pelo governo federal para medir o acesso do usuário e a qualidade dos serviços da rede pública.
Dos 5.563 municípios, 1.150 (20,7% do total) receberam pontuação abaixo de 5, em uma escala de 0 a 10 estabelecida pelo índice. Nessas cidades, onde a infraestrutura de saúde é classificada de alta, média ou baixa, vivem mais de 50 milhões de brasileiros.
Mais de 70% da população (134 milhões de pessoas) estão em 4.066 cidades (73,1% do total de municípios), que receberam notas entre 5 e 6,9. Somente 1,9% – cerca de 3,2 milhões de brasileiros – reside no grupo dos 347 municípios mais bem pontuados, que conquistaram nota superior a 7.
Para calcular o desempenho do SUS em cada cidade do país, os técnicos dividiram os municípios em seis grupos, dependendo da condição econômica e da estrutura de saúde disponível (hospital, posto de saúde, laboratório).
O grupo 1 reúne os 29 municípios com melhor renda e infraestrutura de atendimento, com população total de 46 milhões de pessoas. No topo da lista, aparece Vitória, com nota 7,08. O grande número de exames para detecção de aids (84% em 2010), alto percentual de cura de pacientes com tuberculose (80% em 2010) e atendimento de excelência a crianças com câncer são alguns dos indicadores que elevaram o resultado da cidade, segundo análise de técnicos do Ministério da Saúde.
Em último lugar desse grupo está o Rio de Janeiro, com 4,33. Mesmo com a expressiva condição econômica e com a existência de hospitais e atendimento de referência, a baixa cobertura de assistência básica, como equipes do Programa Saúde da Família, afetou o desempenho da capital, conforme o diretor de Monitoramento e Avaliação do SUS do ministério, Paulo de Tarso.
No outro extremo, o grupo 6 é formado pelas cidades que não têm estrutura de serviços especializados, como um hospital ou pronto-socorro, e população total de 23,3 milhões de brasileiros. A maioria dos municípios brasileiros está nesse grupo, totalizando 2.183. A pequena Fernandes Pinheiro, no Paraná, com 5.932 habitantes, obteve a melhor nota (7,76) do grupo. A menor pontuação ficou com Pilão Arcado, na Bahia, onde vivem 32.815 pessoas. O município obteve 2,5 – o pior resultado do país.
O levantamento inédito também traz um ranking dos estados. Santa Catarina (6,29), o Paraná (6,23) e o Rio Grande do Sul (5,9) são os primeiros colocados. Os últimos são o Pará (4,1) Rondônia (4,49) e o Rio de Janeiro (4,58). Além disso, apenas nove estados ficaram acima da média do Brasil, que é 5,47.
O Sul teve o melhor resultado (6,12) entre as cinco regiões do país. Em seguida, vem o Sudeste (5,56), o Nordeste (5,28), o Centro-Oeste (5,26) e o Norte (4,67).
O Idsus é o cruzamento de 24 indicadores que avaliaram o acesso e a efetividade dos serviços nas unidades públicas de saúde. Entre eles, a proporção de gestantes com mais de sete consultas pré-natal, a quantidade de exames preventivos de câncer de colo do útero em mulheres de 25 a 59 anos, a cura de tuberculose e hanseníase e mortes de vítimas de infarto.
Os dados estão disponíveis no endereço eletrônico www.saude.gov.br/idsus.

Fonte: Yahoo
A Marinha informou que 70% das instalações da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), que pegou fogo na madrugada deste sábado, foi destruída.
Dois militares morreram e um ficou ferido na tragédia. O chefe da base e três integrantes do grupo responsável pela manutenção e operações na estação retornaram neste domingo ao local e fizeram uma avaliação preliminar.
Segundo essa versão, 70% do complexo de 2.600 metros quadrados ficou completamente destruído pelas chamas, incluído o edifício principal onde estava situada a parte habitável e alguns laboratórios.
Permaneceram intactos os refúgios (módulos isolados para casos de emergência), os laboratórios (de meteorologia, de química e de estudo da alta atmosfera), os tanques de combustíveis e o heliponto da estação.
Os dois militares mortos são o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o sargento Roberto López dos Santos.
Os corpos foram transferidos para a base chilena Eduardo Frei, onde permanecerão até serem transportados à cidade de Punta Arenas, no Chile, de onde serão levados para o Brasil.
O sargento Luciano Gomes Medeiros, que sofreu ferimentos no incêndio, encontra-se fora de perigo e foi transferido para Punta Arenas, onde deu entrada num hospital militar.
Medeiros voltará para o Brasil com o restante da equipe que trabalhava na base, que incluía cientistas e militares.
Está previsto que o grupo aterrisse na madrugada desta segunda feira na base militar do Galeão, a bordo de um avião da Força Aérea Brasileira.
Fonte: Yahoo
Ranking da competitividade internacional
Com a carga tributária mais nefasta, a pior regulação do governo sobre a economia, uma das piores taxas de corrupção e de desperdício de dinheiro público do mundo, além de um dos maiores spreads bancários, o Brasil cai duas posições no ranking das economias mais competitivas elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. Segundo os dados revelados ontem, o País caiu da 56.ª posição para a 58.ª.
A queda reverte uma tendência positiva dos últimos anos. A reação do Brasil diante da crise fez o País subir oito lugares no ranking de competitividade entre 2008 e 2009. O Brasil passou do 64.º lugar para a 56.ª posição. Em 2007, o Brasil ocupava ainda o 72.º lugar. A pontuação do País na avaliação geral chegou a subir, passando de 4,2 pontos para 4,3 pontos neste ano. Mas isso não foi suficiente para manter sua posição no ranking. Países como Azerbaijão, Tunísia, Costa Rica e Indonésia são vistos como mais competitivos.
No topo da lista está a Suíça, seguida pela Suécia e por Cingapura. O ranking é estabelecido pelas respostas dadas por multinacionais e empresas locais a um questionário sobre a percepção de cada país. A economia americana, que ocupava a 2ª posição em 2009, caiu para a 4ª posição. Já a China é o único país dos Brics que subiu no ranking, passando da 29.ª posição para a 27.ª e superando tradicionais economias como Itália e Espanha.
Pior do mundo
O Fórum Econômico Mundial destaca pontos positivos na economia brasileira. Mas alerta quanto aos desafios. Entre os 139 países avaliados, o Brasil é classificado como o que tem o pior impacto da carga tributária sobre o setor privado. No que se refere aos indicadores que medem a regulação do governo, o Brasil era o penúltimo colocado em 2009 e caiu para último.
“Apesar do progresso feito em direção à sustentabilidade fiscal, o ambiente macroeconômico continua preocupante”, afirmou o texto do Fórum. A entidade alertou para os níveis baixos de poupança e constatou que os spreads bancários são os mais altos entre os países avaliados. O endividamento público e a falta de flexibilidade no mercado de trabalho são considerados uma barreira para a competitividade.
O ranking aponta que a população não confia em seus políticos. O Brasil é considerado um dos locais onde a corrupção e o desperdício de dinheiro público têm peso significativo na competitividade. “A qualidade das instituições é considerada pobre”, afirmou o Fórum. Entre os países avaliados, apenas três foram considerados piores quanto ao desperdício de verbas públicas.
Em termos de corrupção, o Brasil aparece entre os 18 piores países. Apenas 12 sociedades confiam menos em seus políticos que a brasileira.
A infraestrutura também precisa ser aperfeiçoada. A percepção é de que apenas 17 países têm uma aduana menos eficiente que a do Brasil. No que se refere aos portos, o País está na 122.ª posição entre 139 países. A qualidade das estradas também deixa a desejar e o Brasil não aparece nem mesmo entre os cem países com melhores rodovias. Já o custo da violência é um dos 16 maiores do mundo.
O sistema de educação que ainda não oferece qualidade e o nível primário das escolas está entre os doze piores. A qualidade do ensino de ciências e de matemática está entre as mais negativas. Dos 139 países analisados, o Brasil aparece na 126.ª posição. Para o Fórum, “esforços são necessários para melhorar a qualidade do ensino em todos os níveis e reduzir as disparidades no acesso à educação”.
Positivo
Se os desafios ainda são enormes, o Fórum deixa claro que o setor privado é um dos mais competitivos do mundo. A sofisticação das empresas é a 31.ª do mundo, superando muitos países ricos. Em termos de inovação, o Brasil está entre os 42 melhores. A competitividade do mercado financeiro também é tida como exemplar.
O Brasil deixou a lanterna dos Brics (formado por Brasil, Rússia, Índia e China). Neste ano, aparece à frente da Rússia. Mas ainda é superado na América do Sul pelo Chile, na 30.ª posição.
Fonte: Estadão
Ranking do mercado de trabalho
Pela primeira vez, o Brasil está em um ranking do “Workplace Survey”, um dos maiores levantamentos relacionados a condições de trabalho do mundo. Elaborada pela Robert Half, líder mundial em recrutamento especializado, a pesquisa ouviu mais de 6 mil executivos de recursos humanos em empresas de 17 países por todo o mundo. Na classificação mundial, o Brasil é um dos campeões em preocupação das empresas com ações de sustentabilidade e em busca por qualidade de vida.
As questões, elaboradas com o objetivo de acompanhar a movimentação do mercado de trabalho em todo o mundo, levantam discussões sobre temas como recrutamento, benefícios, sustentabilidade e stress. No Brasil, mais de 300 empresas responderam aos questionários. O país se destaca em questões como a busca das empresas por promover ações de sustentabilidade, item em que os brasileiros são líderes, com 24% dos respondentes. Também chama atenção a importância dada pelos profissionais do Brasil à qualidade de vida – estamos em segundo lugar no ranking, com 52% dos respondentes, atrás apenas de Hong Kong, que tem índice de 59%.
O país, porém, ainda se encontra aquém de seus pares em questões como benefícios a pais que trabalham, stress no ambiente de trabalho e diversidade. Além de dividir os itens por país, o “Workplace Survey” revela as diferenças nas condições de trabalho entre os gêneros e entre as áreas de atuação nas empresas.
Alguns dos itens destacam a realidade do trabalho no Brasil e no mundo:
Férias
A pesquisa mostra que 54% dos executivos brasileiros não tiram férias regularmente e 24% não conseguem ficar longe do trabalho.
Stress no trabalho
O “Workplace Survey” também explora o nível de stress de alguns executivos no trabalho – a pesquisa mostra que apenas 22% dos executivos entrevistados no Brasil nunca sofreram stress no trabalho.
Homens e trabalho
No Brasil e no mundo, os homens se estressam mais que as mulheres no trabalho: 83% deles já passaram por situação de stress, contra 73% delas. No caso dos homens brasileiros, porém, a média é maior do que a dos trabalhadores do sexo masculino em todo o mundo, que é de 77%.
Mulheres e trabalho
As mulheres brasileiras não ficam de fora – a pesquisa mostra que elas são muito mais workaholics que os homens. Entre as brasileiras do sexo feminino, 36% disseram não gostar de ficar longe do trabalho por períodos longos, contra apenas 10% dos homens. No mundo, essa média é de 33% e 18%, respectivamente.
Brasileiros querem mais qualidade de vida
Os brasileiros estão acima da média mundial na busca pela qualidade de vida. O estudo mostra que 52% dos brasileiros deixariam um emprego por outro buscando um balanceamento melhor entre trabalho e vida pessoal. A média mundial é de 36%..
Ranking de diversidade
A pesquisa mostra que o Brasil está abaixo da média mundial em ações de diversidade nas empresas. Apenas 36% têm políticas de diversidade, enquanto a média mundial é de 44%.
Pais e mães que trabalham
O “Workplace Survey” mostra que as empresas brasileiras dão menos incentivos aos pais e mães que trabalham do que a média mundial. No Brasil, 54% das empresas não possuem benefícios para quem tem filhos, enquanto no resto do mundo, a média é de 44%.
Sustentabilidade
No ranking da sustentabilidade nas empresas, o Brasil ainda está bem atrás quando se trata de políticas efetivas. Hoje, apenas 37% das empresas brasileiras têm algum tipo de política sócio-ambiental. A média mundial é de 2%.
A alteração do peso dos itens para o cálculo do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), anunciada no início deste ano, reflete a mudança social vista no Brasil nos últimos anos, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), órgão responsável pelo cálculo do indicador.
“O índice passa a refletir mudanças nos hábitos de consumo proporcionadas pelo aumento da renda do brasileiro”, disse a gerente do IPCA, Eulina Nunes.
O IBGE reduziu o peso de cinco entre os nove grupos que compõem o índice, de acordo com as mudanças de hábitos de consumidores percebidas pela POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) entre 2002 e 2003. Antes, eram adotadas as estimativas de rendimentos obtidas da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).
Aumento do poder aquisitivo
Os grupos Habitação, Transportes, Saúde e Cuidados Pessoais e Artigos de Residência ganharam peso com a nova ponderação. “O aumento do poder aquisitivo levou a população a comprar bens duráveis, como TV, computador, que passaram a pesar mais nos índices”, aponta Eulina. “Milhões de pessoas engrossaram as taxas iniciais de rendimento do IPCA, que cobre até 40 salários mínimos”, continuou.
Já Alimentação e Bebidas, Vestuário, Despesas Pessoais, Educação e Comunicação perderam participação no índice. “O item educação foi o que mais perdeu importância. Com a ascensão social de muitas famílias, o gasto total aumentou, mas a participação relativa da educação diminuiu no todo. Essas pessoas tinham condições de comprar TV, microcomputador, mas permaneceram na rede pública, onde já estavam”, afirma a gerente do IPCA.
Confira os novos pesos para o cálculo do índice:
| Grupo |
Peso atual |
Peso anterior |
| Alimentação e Bebidas |
23,12% |
23,46% |
| Transportes |
20,54% |
18,69% |
| Habitação |
14,61% |
13,25% |
| Saúde e Cuidados Pessoais |
11,09% |
10,76% |
| Despesas Pessoais |
9,94% |
10,54% |
| Vestuário |
6,66% |
6,94% |
| Comunicação |
4,96% |
5,25% |
| Artigos de Residência |
4,67% |
3,90% |
| Educação |
4,37% |
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