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Fonte: Youtube

Querido Leitor, este espaço é seu! Utilize-o para por no ar sua reclamação contra um fornecedor, divulgar um serviço de utilidade pública ou um evento beneficente. Envie seu texto para aprovação ao e-mail chamavioleta@terra2012.com.br. Você receberá mensagem de retorno em 72h, informando a data em que seu aviso social será publicado. Obrigada
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Fonte: Youtube
Queridos amigos,
Hoje pode ser o dia em que salvamos a Internet livre. Nós sacudimos a Casa Branca e o Congresso está com um pé atrás. Agora o apagão da Wikipédia colocou os projetos de lei de censura da web dos EUA no topo das notícias. Hoje nós alcançamos o ponto alto. Vamos enterrar esses projetos de lei para sempre. Clique para assinar a petição:
Hoje pode ser o dia em que salvamos a Internet livre.
O Congresso dos EUA estava prestes a aprovar leis que permitiriam que seus funcionários censurassem o acesso a qualquer site em todo o mundo. Mas depois que entregamos nossa petição com 1.250.000 assinaturas para a Casa Branca, que saiu contra os projetos, e com a pressão da opinião pública em alta, até mesmo alguns apoiadores dessas leis estão mudando de lado. Nesse momento, o protesto de apagão liderado pela Wikipédia trouxe a campanha para o centro das atenções das notícias.
Estamos virando o jogo. Mas as forças da censura estão tentando ressuscitar os projetos de lei agora. Vamos enterrá-los para sempre. Clique agora para assinar esta petição de emergência para salvar a Internet e se você já tiver assinado, envie um e-mail, telefone, publique no Facebook, ou envie uma mensagem no Twitter ao Congresso e aos alvos corporativos. Estes projetos de lei fariam dos EUA um dos piores censuradores da Internet no mundo – juntando-se a países como China e Irã. A Lei de Combate à Pirataria Online (SOPA) e o Ato de Proteção à Propriedade Intelectual (PIPA) permitiriam que o governo dos EUA impedisse qualquer um de nós a acessar sites como o YouTube, Google, ou Facebook.
Conseguimos que a Casa Branca mudasse de lado e agora nossa campanha global e a pressão crescente da opinião pública está forçando o Congresso a abandonar os projetos de lei. No último fim de semana, o senador Cardin, que co-patrocinou a legislação PIPA, anunciou que vai votar contra ela! Em seguida, seis notáveis republicanos escreveram uma carta solicitando que o projeto fosse arquivado. Agora a votação na Câmara está na geladeira.
Poucos dias atrás nos disseram que era impossível impedir a censura corporativa, mas agora isso está no ponto alto e surpreendentemente nós podemos ganhar! Vamos parar a censura dos EUA hoje. Assine a petição de emergência para salvar a Internet agora e envie para todos:
Estas leis dos EUA poderiam infringir todas as nossas liberdades. Mas se ganharmos, vamos mostrar que quando as pessoas se unem em uma só voz de todo o mundo podemos parar o abuso de poder em qualquer lugar. Impedimos estes projetos de lei de serem votado no último momento. Se amplificarmos as nossas vozes hoje, podemos colocar um fim à ameaça mais poderosa de censura à Internet que o mundo já viu.
Com esperança,
Dalia, Ian, Alice, Ricken, Diego, David e a equipe da Avaaz
Fonte: Avaaz
Caros amigos,
Um novo relatório da Avaaz revela que o regime assassino da Síria está torturando manifestantes pacíficos, removendo suas unhas dos pés e das mãos e lhes eletrocutando. Podemos pressionar a ONU para que levem o ditador sírio Bashar al-Assad à Corte Penal Internacional por crimes contra a humanidade. Vamos criar um chamado massivo global:
É difícil relatar isso, mas até mesmo membros da Avaaz estão sendo torturados pelo regime monstruoso da Síria. Manhal* nos contou que foi detido em uma prisão secreta, onde removeram suas unhas dos pés e das mãos e eletrocutaram partes de seu corpo. “Eu vi a morte e fui torturado até quase morrer,” ele nos contou. Mas se agirmos agora, podemos fazer do sacrifício de Manhal a última gota para o mundo se virar contra o regime de Assad.
Os observadores da Liga Árabe falharam em impedir a repressão brutal, mas a pressão sobre Assad está aumentando. A Avaaz recentemente publicou um relatório terrível revelando a escala das unidades de detenção da Síria, incluindo o que fizeram com Manhal. Se criarmos uma pressão global massiva agora, podemos forçar governos-chave a confrontarem os horrores citados nesse relatório e acelerarem o fim de Assad.
Assine a petição agora e quando chegarmos a 500.000 assinaturas, entregaremos-na junto com o relatório da Avaaz para a Liga Árabe e para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, exigindo que eles levem Assad até à Corte Penal Internacional para ser julgado por crimes contra a humanidade:
http://www.avaaz.org/po/arrest_syrias_torturers/?vl
A ONU já afirmou que houve crimes contra a humanidade na Síria. Agora o regime está lidando com mais uma onda crítica — um pungente relatório compilado por corajosos ativistas sírios da Avaaz que delimita a relação final sobre esses crimes contra a humanidade terem sido cometidos por altos membros do regime de Assad. Nenhum outro relatório tem informações de alto nível que relaciona a tortura do regime nessa medida — essa pode ser nossa melhor chance de fazer o mundo agir.
Todos nós tínhamos esperança de que a missão de monitoramento da Liga Árabe fosse impedir a violência, mas a missão foi comprometida e desacreditada. Apesar de testemunharem por conta própria os atiradores de Assad, os monitores apenas estenderam seu período de observação sem um pedido de ação urgente. Isso permite que países como Rússia, China e Índia impeçam as Nações Unidas de se mobilizarem. enquanto isso, a defesa patética usada pelo regime para seus atos desprezíveis tem sido a de que o regime tem lutado contra uma insurgência terrorista, não um movimento pacífico por democracia. Mas relatórios como o da Avaaz expõem a mentira desse regime corrupto e cruel. Agora precisamos que o mundo seja testemunha dos horrores do regime.
O tempo pode se esgotar para Assad se criarmos uma onda ensurdecedora de pressão pública para promover a mudança. Vamos unir o mundo para exigir que o Conselho de Segurança da ONU leve o regime brutal sírio à Corte Penal Internacional e julguem-no por crimes contra humanidade. Assine agora e divulgue para todos:
http://www.avaaz.org/po/arrest_syrias_torturers/?vl
Por todo o mundo árabe, o poder popular tem derrubado ditadores e nossa incrível comunidade da Avaaz esteve no coração dessas batalhas pela democracia, furando o bloqueio da mídia imposto pelos líderes corruptos, empoderando jornalistas cidadãos, provendo ajuda emergencial vital para comunidades sob cerco, e ajudando a proteger centenas de ativistas e suas famílias dos bandidos do regime. Não vamos permitir que o sofrimento pela liberdade do Manhal seja em vão. Vamos exigir que a ONU se mobilize imediatamente.
Com esperança e determinação,
Luis, Ian, Maria Paz, Ricken, Emma, Wissam, Heather e toda a equipe da Avaaz
* – “Manhal” é um pseudônimo para proteger a identidade do ativista.
Fonte: Avaaz
EM MINAS, AS DOAÇÕES PODEM SER ENTREGUES NAS UNIDADES DA POLÍCIA MILITAR E, NO RIO, NAS DA CRUZ VERMELHA, CUJA SEDE, NA CAPITAL, FUNCIONA NA PRAÇA CRUZ VERMELHA, NO CENTRO.
DOE, DE PREFERÊNCIA, ÁGUA MINERAL, LEITE EM PÓ, ROUPAS E MATERIAIS DE HIGIENE E LIMPEZA.
EQUIPE TERRA 2012
Em São Paulo, aí vai o contato de duas empresas que fazem o serviço com coleta grátis:
lixoeletronico.tv.br
reciclometais.com.br
Equipe Terra 2012
MARGEM DE RIOS: As margens de cursos d’água são consideradas áreas de preservação permanente (APPs). No caso dos rios de até dez metros de largura, será preciso recompor com vegetação nativa uma faixa de quinze metros a partir da margem. Nos rios com mais de dez metros de largura, a exigência de reflorestar foi derrubada ontem.
PRESERVAÇÃO PERMANENTE: É permitida a continuidade de atividades agropecuárias e de turismo rural em áreas áreas rurais consolidadas até 22 de julho de 2008.
CADASTRO AMBIENTAL RURAL: Toda propriedade rural terá que se inscrever do CAR, e será necessário informar a localização da vegetação nativa remanescente, das APPs, das áreas de uso restrito, das áreas consolidadas e, se for o caso, da localização da reserva legal. A exigência de tornar esses dados públicos na internet foi derrubada.
APICUNS E SALGADOS: Áreas de solo salino e adjacentes aos manguezais, apicuns e salgados não são considerados áreas de preservação permanente. Isso libera a carcinicultura, ou seja, a criação de camarões nessas áreas.
ENCOSTAS: Permite o manejo florestal sustentável e atividades agropecuárias, além da manutenção de infraestrutura física, nas áreas com inclinação entre 25 graus e 45 graus. Mas veta a conversão de novas áreas, com exceção das que forem consideradas de utilidade pública e interesse social.
FINANCIAMENTO BANCÁRIO: A Câmara derrubou a proibição de, após cinco anos a partir da publicação da lei, as instituições financeiras concederem crédito agrícola aos donos de propriedades rurais que não estejam inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
PRESERVAÇÃO NAS CIDADES: Os conselhos estaduais e municipais ambientais terão liberdade para definir a extensão das áreas de preservação permanente na zona urbana, sem considerar a metragem estipulada na lei.
RESERVA LEGAL: O produtor poderá incluir no cálculo da reserva legal que deve ser preservada as áreas de APP em sua propriedade. Na maior parte do país, a reserva é de 20% da extensão da propriedade, subindo para 80% na floresta Amazônica e para 35% nos cerrados localizados na Amazônia Legal.
COMÉRCIO DE PLANTAS: A venda de plantas vivas e produtos da flora nativa vai depender de licença ambiental de órgão estadual. A exceção é no caso da exportação, quando será exigido licença de órgão federal. Esse trecho chegou a ser suprimido pelo relator, mas ele recuou após o temor do governo de que sua ausência estimularia a biopirataria.
A aprovação da lei que reduz áreas protegidas e anistia os desmatadores de grandes superfícies na Amazônia brasileira, a poucas semanas da cúpula Rio+20, representou uma vitória do setor agropecuário e uma derrota para os ecologistas, que pedem o veto da presidente Dilma Rousseff.
“A reforma aprovada é o maior retrocesso ambiental no Brasil em décadas” porque “promove uma anistia para quem desmatou ilegalmente na última década, deixa grandes áreas que não serão reflorestadas e reduz o que os produtores devem proteger”, denunciou à AFP o coordenador do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) no Brasil, Carlos Rittl.
“Aprovaram um texto que apresenta incentivos reais a novos desmatamentos”, denunciou o Comitê em Defesa das Florestas, que reúne 163 ONGs brasileiras.
O Congresso brasileiro aprovou na quarta-feira a reforma da lei que estabelece o percentual de florestas que os produtores rurais devem preservar em suas terras, uma proporção que chega a 80% na Amazônia, e muitos analistas já antecipam as críticas na cúpula da ONU Rio+20, em que mais de 100 chefes de Estado e de governo discutirão em junho, no Rio de Janeiro, o desenvolvimento sustentável do planeta.
“O Brasil não tem a condição moral de receber chefes de Estado de todo o mundo para discutir a sustentabilidade se aprovar, semanas antes, uma lei que praticamente destrói a conservação da vegetação nativa”, afirmou à imprensa o ex-vice-ministro de Meio Ambiente e diretor do Instituto Democracia e Sustentabilidade, João Paulo Capobianco.
O texto, aprovado por um poderoso lobby agropecuário ávido por ampliar as terras culivadas e que tem folgada maioria no Congresso, não é o que o governo esperava, que estuda seu complicado alcance.
Um estudo divulgado pela Universidade de Brasília estimou que a nova legislação poderá aumentar em 47% o desmatamento no país até 2020.
“A presidente analisará com muita serenidade, sem animosidade” a possibilidade de vetar o texto ou partes do mesmo, declarou nesta quinta-feira o ministro da Secretaria da Presidência, Gilberto Carvalho. “Temos muita responsabilidade com o país”, disse.
“Qualquer questão que na prática signifique anistia (para quem desmatou ilegalmente), acho que tem chances de sofrer veto” presidencial, disse à imprensa a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvati.
A coalizão de governo se dividiu na votação e agora alguns defendem a reforma e outros, o veto presidencial.
A ex-candidata à Presidência e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva convocou a população a apoiar a campanha #VetaDilma!, que circula na internet, apelando à promessa eleitoral da presidente de vetar qualquer reforma que estimule o desmatamento ou anistie aqueles que desmataram ilegalmente.
A reforma exibe duas faces do Brasil: a do gigante agropecuário com exportações recorde e cujos campos cultivados ocupam 27,7% do território e a do país com cinco milhões de quilômetros quadrados de florestas, que cobrem mais de 60% do território nacional e que conseguiu reduzir o desmatamento amazônico de 27.000 km2 em 2004 a pouco mais de 6.000 km2 em 2011.
“Se não houver um veto da presidente, o Brasil perderá a credibilidade e as conquistas que levaram o país a reduzir o desmatamento”, disse à AFP Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (IPAM).
O desmatamento, que as autoridades prometeram reduzir em 80% até 2020, faz do País um dos maiores emissores de gases causadores do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global.
Os agricultores garantem que a nova lei não incentivará o desmatamento e defendem a reforma porque a legislação anterior “era incompatível com o grau de evolução do agronegócio brasileiro”, disse Assuero Doca Veronez, alto dirigente da Conferderação Nacional da Agricultura.
Agricultores e ecologistas concordavam em reformar a lei e o governo estava disposto a flexibilizar algumas exigências para que os produtores rurais pudessem replantar boa parte do território desmatado, mas com a reforma atual, a recuperação das florestas se reduz ao mínimo e as áreas de proteção diminuem.
A importância desta lei, que define o que os proprietários rurais devem proteger, se deve a que os 5,3 milhões de quilômetros quadrados de selva e florestas que o Brasil tem, apenas 1,7 milhão está sob proteção do Estado e o restante se encontra em terras privadas de produtores rurais ou sem propriedade defininida
Divulgue o Movimento “Veta, Dilma”!
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Fonte: Greenpeace
Ao ser posta na viatura, ela chutou a porta do veículo, causando estrago. O delegado da Polícia Civil Fernando César dos Reis autuou a professora por desacato, dano ao patrimônio e injúria motivada por homofobia (intolerância contra homossexuais). O delegado fixou fiança no valor R$ 1 mil, mas ela se negou a pagar a quantia e foi levada para a Cadeia Feminina de Votorantim. Familiares da acusada pagaram a fiança e ela foi libertada ontem.
Um projeto de lei na Câmara Federal criminaliza a homofobia no Brasil. O projeto prevê que os preconceitos motivados por orientação sexual e identidade de gênero sejam equiparados aos crimes previstos na Lei 7.716/89, que pune os preconceitos por etnia, cor, religião e nacionalidade. A proposta enfrenta resistência dos representantes de igrejas no parlamento
Fonte: Estadão
Para ajudar nosso planeta, além da coleta seletiva, é necessário reduzir o consumo desenfreado para produzir menos lixo.
Dar destino correto aos 30 bilhões de toneladas de lixo gerados
anualmente pela humanidade é um problema cada vez mais complexo. A cada ano, o
desafio aumenta. O caminho para solucioná-lo passa por uma mudança profunda na
maneira como consumimos.
O professor paulista Maurício Waldman recorreu a ferramentas
multidisciplinares – como um doutorado em geografia, um mestrado em antropologia
e uma gradução em sociologia – para escrever Lixo: cenários e desafios
(Cortez Editora), um dos dez finalistas do Prêmio Jabuti 2011 em Ciências
Naturais. Resultado de uma tese de pós-doutoramento em geografia na Universidade
de Campinas (UNICAMP), seu trabalho traça uma radiografia assustadora da questão
do lixo no mundo e no Brasil, lastreada em mutos números. Waldman sublinha que
não há planeta para tanto lixo e que só uma revisão dos hábitos de consumo pode
trazer uma saída para o problema.
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Maurício Waldman
É pós-doutor em geografia pela Unicamp e autor do livro Lixo: cenários e desafios, um dos finalistas do Prêmio Jabuti 2011. |
Em seu livro o sr. afirma que, embora o Brasil tenha 3,06% da
população mundial e responda por 3,5% do PIB mundial, descarta 5,5% do total dos
resíduos planetários. Como chegou a esses números?
Minha pesquisa envolveu a investigação de dados primários e documentais, lastreada com grande preocupação sobre dados quantitativos e qualitativos. Importa lembrar que não basta obter números, mas também conhecer os processos que os geram e o que tais números significam em seu conjunto na escala do tempo e do espaço. Há muitas fontes, e cito algumas aqui: Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), Banco Mundial, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), agências das Nações Unidas e Ongs como a Greenpeace. Foi um trabalho imenso. Também examinei legislações, sobretudo o Plano Nacional de Redução das Emissões (PNRE) e a lei nº 12.305, de agosto de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
Cerca de 1 milhão de catadores
reciclam 13% do lixo produzido no Brasil. Sem eles, não haveria indústria de
reciclagem. Mesmo assim a sociedade os discrimina.
A que o sr. atribui a má performance brasileira?
Há uma performance cultural, de percepção, de índole antropológica e simultaneamente geográfica. Como dizia Abraham Moles, vivemos numa sociedade que produz para consumir e cria para produzir, num ciclo em que a noção fundamental é a velocidade e a descartabilidade dos materiais. Ou seja: somos uma civilização dedicada a gerar lixo. O mundo gera 30 bilhões de toneladas de lixo por ano. Não há mais espaço para depositar resíduos, e a questão de onde colocá-los virou um enorme problema logístico. Nova York, hoje, descarta lixo a 500 km de distância.
O Brasil não fica atrás. Segundo o relatório de 2010 da Abrelpe, a média de lixo
domiciliar de cada brasileiro, de cerca de um quilo, é semelhante à de um
europeu. Porém, nossas classes afluentes geram muito lixo, enquanto as classes
humildes geram pouquíssimo. É assim que se chega a uma média europeia. Algo está
profundamente errado nisso, relacionado ao processo socioeconômico de geração de
lixo e agravado pela falta de política pública no setor.
Entre 1991 e 2000 a população cresceu 15,6%, mas o descarte de
resíduos aumentou 49%. Por que essa expansão perversa?
Em seu primeiro texto publicado, o geógrafo Milton Santos disse que o crescimento
urbano no Brasil estava muito ligado à sedução do consumo. Segundo ele, a
percepção do consumo atrai as pessoas, induzindo-as, por exemplo, a trocar uma
casa bem montada por um automóvel, uma despensa forrada de alimentos por um
aparelho eletrônico. Daí que, segundo o Relatório 2010 da Abrelpe, em um ano a
população cresceu 1%, mas a produção de lixo cresceu 6%. De modo geral, a
geração de lixo também está crescendo por causa das altas expectativas de
consumo.
Em seu livro o sr. afirma que, embora o Brasil tenha 3,06% da
população mundial e responda por 3,5% do PIB mundial, descarta 5,5% do total dos
resíduos planetários. Como chegou a esses números?
Minha pesquisaenvolveu a investigação de dados primários e documentais, lastreada com grande preocupação sobre dados quantitativos e qualitativos. Importa lembrar que não basta obter números, mas também conhecer os processos que os geram e o que tais números significam em seu conjunto na escala do tempo e do espaço. Há muitas fontes, e cito algumas aqui: Associação Brasileira de Empresas de Limpeza
Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Compromisso Empresarial para Reciclagem
(Cempre), Banco Mundial, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
agências das Nações Unidas e Ongs como a Greenpeace. Foi um trabalho imenso.
Também examinei legislações, sobretudo o Plano Nacional de Redução das Emissões
(PNRE) e a lei nº 12.305, de agosto de 2010, que instituiu a Política Nacional
de Resíduos Sólidos (PNRS).
Como impedir o lixo de triunfar sobre a civilização?
A alternativa mais viável é reduzir o consumo. Além dos três “R” conhecidos –
Reduzir, Reutilizar e Reciclar -, é preciso agregar outro “R” essencial:
Repensar. No caso, repensar como produzimos, consumimos e descartamos. Mudando
hábitos e estilo de vida, consumindo menos, o cidadão retroage positivamente em
toda a cadeia produtiva. Com isso, os resíduos que geram o lixo final
diminuirão.
Cerca de 70% dos municípios brasileiros não dão destinação correta
aos resíduos, e 59% desse material é depositado a céu aberto. Até os resíduos
recicláveis separados pela coleta seletiva em cidades como São Paulo e Rio de
Janeiro acabam em lixões. Como mudar esse quadro?
Em termos de reciclagem, não há nenhuma cidade de porte no Brasil com reciclagem em bons termos. Segundo o Cempre, mesmo em Curitiba – cidade icônica em termos de reciclagem – 60% dos materiais que estão nos aterros poderiam ser recuperados,
mas não estão sendo. Com base na Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, em 80%
do território nacional há lixões e aterros conO sr. diz que 1 milhão de catadores de lixo são heróis do trabalho de combater o
desperdício, mas são discriminados pela sociedade. Falta dinheiro?
Falta vontade política. Segundo o Cempre, em 2008 o Brasil
reciclou 7,1 milhões de toneladas de lixo. Desse total, que corresponde a 13% do
lixo nacional e a 25% do lixo seco, 98,1% é trabalho de catador, de acordo com o
Instituto Socioambiental. Sem os catadores, no dia seguinte a indústria de
reciclagem entraria em colapso. Além disso, os aterros teriam seu tempo de vida
útil reduzido, haveria mais lixo nas calçadas, mais enchentes e assim por
diante. Embora façam um trabalho imprescindível, os catadores são discriminados.
Apenas 142 municípios brasileiros (2,5% do total) mantêm parceria com os
catadores.
O sr. é um crítico da obsolescência precoce dos produtos industriais.
A solução cabe ao Estado?
Na forma como ocorre, é difícil acreditar em ação concreta do Estado. Em termos de lixo, há três atores básicos: Estado, sociedade e cidadão. Como o Estado não faz a parte dele, as empresas se sentem à vontade para fazer o que bem entendem e o cidadão termina órfão de pai e mãe. Em suma: ou esse Estado é mudado ou não se vai resolver nada. Quanto à obsolescência, não há solução. Não existe planeta para suportar a obsolescência precoce. Precisamos de produtos duráveis, porque a descartabilidade propicia o
avanço da geração de lixo.
Só 2,5% dos municípios do país mantêm parceria com
catadores
Quais são as atividades que mais produzem lixo?
Em primeiro lugar, a pecuária, seguida pela mineração e pela agricultura. Esses
segmentos respondem por cerca de 90,5% do lixo planetário. Na sequência, temos o
lixo industrial com 4%, o entulho com 3%, e os resíduos sólidos urbanos com
2,5%. Note-se que, embora o lixo domiciliar seja 2,5% nessa conta, corresponde
de fato a quase todo o lixo mundial. Tudo ou quase tudo que se produz no mundo
vai parar no saquinho que colocamos na calçada ou na lixeira do prédio. Segundo
a norte-americana Annie Leonard, professora da Universidade Cornell, atrás de
cada saquinho desses há 60 outros sacos de lixo descartados no processo de
produção. O lixo domiciliar é o último avatar na ciranda da geração de
lixos.
A nova Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece regras para a
coleta e o armazenamento de lixo urbano. Mas não há aterros sanitários nas cidades. Para que serve a lei?
Essa lei permite muitas ressalvas. Por que ela ficou 19 anos perambulando nos corredores de Brasília? Em primeiro
lugar porque há um jogo de forças relacionado à sua normatização. Essa demora
gerou problemas e um enorme passivo ambiental. Em segundo lugar, temos a lei e
eu digo: e daí? No Brasil, há leis que não pegam e não-leis que pegam. Um
exemplo de não-lei que as prefeituras inventam é a criação de planos de gestão
de resíduos no papel. Pode-se dizer que haverá fiscalização – mas qual
fiscalização?
A do Estado atual? Para complicar, a lei abre uma brecha enorme para a
instalação de incineradores, um grande descalabro. Ao contrário do que dizem os
defensores da ideia, não adotaremos um padrão de Primeiro Mundo ao permitirmos
sua instalação. A Alemanha recicla 48% do lixo e tem incinerador; os Estados
Unidos reciclam 31% e têm incinerador; a Bélgica e a Suécia, 35%. Porém, o
Brasil recicla só 13%! Antes, temos de repensar, reduzir, reutilizar e reciclar,
retardando ao máximo a necessidade de incineradores porque geram uma série de
substâncias maléficas à saúde, aceleram a retirada de materiais da natureza,
queimam matériaprima útil e afetam o trabalho dos catadores e da indústria
recicladora. Muitos municípios brasileiros não têm mais espaço para aterros. Mas
as políticas para mitigar o problema não foram implantadas. Assim, nesse exato
sentido os incineradores não constituem solução.
Amazônia, Pantanal, mangue, cerrado… Estamos colocando lixo em locais onde
isso jamais poderia acontecer. Como mudar esse quadro? Pela Constituição, o
Estado tem a prerrogativa da gestão dos resíduos sólidos. Cabe a ele mudar a
situação. Porém, pelo jeito deve demorar muito.
Fonte: Revista Planeta
Acontece em 17 de Dezembro a Caminhada Nacional Contra a Liberação da Maconha. O Movimento almeja que a questão seja decidida por meio de plebiscito.
Da Equipe Terra 2012
Peça a coleta domiciliar de seu lixo eletrônico por meio do site lixoeletronico.tv.br
Da Equipe Terra 2012