Estrangeiros
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Estrangeiros migram para o Brasil atraídos pela
economia |
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Em Fevereiro de 2012,, o governo federal concedeu vistos de permanência a cerca de 4.000
haitianos que haviam cruzado a fronteira e queriam morar no Brasil. São pessoas
que abandonaram seu país, o mais pobre do continente americano, devastado por um
terremoto há exatamente dois anos, em busca de uma vida melhor, com trabalho,
moradia e direitos.O crescimento da economia – que resiste ao impacto da
crise mundial – está fazendo do Brasil um novo polo de atração de estrangeiros.
Os imigrantes desembarcam por aqui trazendo na bagagem a esperança de conseguir
emprego e boas remunerações.
De acordo com o CNIg (Conselho Nacional de
Imigração), órgão do Ministério do Trabalho, entre janeiro e setembro de 2011,
foram concedidas cerca de 52,5 mil autorizações de trabalho a estrangeiros -30%
a mais que o registrado no mesmo período do ano anterior.
Se for
confirmada a projeção do conselho, que calcula que esse número tenha saltado
para 70 mil até dezembro, isso representaria um salto de quase 60% desde 2008,
quando foram concedidas quase 44 mil autorizações.
Segundo Paulo Sérgio
de Almeida, presidente da CNIg, os dados revelam uma tendência de aumento da
busca por oportunidades no mercado brasileiro. Para 2012, a expectativa é que as
autorizações concedidas “se igualem ou superem” o número registrado no ano
passado.
– Somos hoje um dos poucos países do mundo que conseguem manter
um crescimento sustentável. Então, o Brasil acaba se transformando em um polo de
atração para imigrantes de uma maneira geral.
Em 2010, o PIB brasileiro
(Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas por um país) cresceu 7,5%
– melhor desempenho registrado em 24 anos. Em 2011, porém, houve desaceleração.
A aposta é de que, em meio à turbulência global, o crescimento tenha sido de
apenas 2,87%.
Para a diretora do Departamento de Estrangeiros do
Ministério da Justiça, Izaura Miranda, o fortalecimento da economia brasileira
também explica o aumento geral no número de imigrantes que vivem no Brasil de
forma regular. Segundo os dados mais recentes do governo, entre dezembro de 2010
e junho de 2011, esse número cresceu 52%, passando de 961 mil para 1,46 milhão
de imigrantes regulares.
– A estabilidade econômica, a facilidade de
integração e a crise econômica na Europa e nos Estados Unidos [justificam esse
aumento no número de imigrantes]. O Brasil está absorvendo essa mão de obra. Até
os brasileiros começaram a voltar para cá, com a crise lá fora.
Segundo
dados do Ministério da Justiça, a maioria dos imigrantes que vivem de forma
regular no território brasileiro são de origem portuguesa (329 mil), espanhola
(80 mil), boliviana (50,6 mil), chinesa (35 mil) e paraguaia (17,6 mil). Já de
acordo com o CNIg, os Estados Unidos e países europeus dominam a lista das 15
nações cujos habitantes mais obtêm autorizações de trabalho – neste caso, são
profissionais mais bem qualificados.
Apesar do grande crescimento, a
questão da imigração não é vista como um problema pelo governo do Brasil,
garante Izaura Miranda.
– O Brasil é formado por imigrantes. Temos como
cultura receber bem os imigrantes. […] É importante frisar que nós temos
espaço para todos. A imigração não nos preocupa. E o número ainda não é tão
alto. Um milhão e meio de imigrantes regulares, frente a 190 milhões de
habitantes brasileiros, ainda é muito pouco.
O presidente da CNIg
concorda e ressalta que a vinda de profissionais estrangeiros não ameaça o
emprego dos brasileiros mais capacitados no mercado.
Fonte: t1noticias
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Mais brasileiros são tratados como “prisioneiros de guerra” na Espanha.
“Humilhante essa situação”, diz administradora sobre autoridades espanholas
Quinze brasileiros tiveram acesso negado ao país e foram deportados. Eles desembarcaram no Aeroporto Internacional de Salvador revoltados.
O que era para ser um reencontro com a família tornou-se pesadelo para a professora e psicopedagoga Gilmara Duarte, integrante do grupo de 15 brasileiros deportados da Espanha na terça-feira (24). “Foi uma pressão psicológica total. Eu me senti como no período do nazismo, em que tinha todo aquele processo de pressão psicológica para confundir as pessoas. Foi desumano”, desabafa Gilmara.
O desembarque do grupo em Salvador aconteceu às 19h53, e revoltados, eles contaram o que passaram nos dias em que ficaram retidos no Aeroporto Barajas, em Madrid. Os 15 brasileiros assinaram uma carta de cinco páginas relatando o que passaram e prometem entregá-la às autoridades brasileiras. Acompanhada da filha Luma, de 6 anos, e da mãe Joseisa Duarte, de 52, Gilmara conta que portava toda a documentação requisitada aos estrangeiros pelas autoridades espanholas, como a carta-convite, os recursos para se manter durante a estada no país, além da passagem de volta. No caso da família de Gilmara, a carta-convite foi negada por falta de um carimbo, que mesmo com a intervenção de advogados do cunhado espanhol, não foi considerada pelas autoridades espanholas como legítima para permitir a entrada das três no país.
Ela relata que a sua mãe, que é diabética, teve os medicamentos confiscados, e a filha pequena foi mantida na mesma sala em que estavam todos os estrangeiros retidos no aeroporto de Madrid; cerca de 20 pessoas, dentre elas os 15 brasileiros.
A cabeleireira Delma Bráz conta que chegou na Espanha no dia 22 de abril, mas teve estampado no passaporte o carimbo de entrada no país no dia 23. Ela, que pretendia passar uma semana, diz que já foi várias vezes para lá e nunca tinha passado por esta situação antes. ” Acho que não vale a pena mais ir, é humilhante. Não necessitamos passar por isso, temos outros lugares mais lindos no nosso país para ir”, avalia.
Administradora chegou a ter visto carimbado como falso
A administradora da empresas Ana Beatriz Moro também teve a data de entrada na Espanha registrada no dia 23 de abril, mesmo tendo desembarcado no dia 22. Ela ainda teve um dos carimbos do passaporte identificado como falso. “Eles não tinham o que alegar e colocaram isso. Humilhante essa situação, estou sem palavras para os espanhois”, desabafa revoltada.
As brasileiras contam que não tiveram acesso aos pertences pessoais, nem a itens de higiene. “Ficamos três dias com a mesma roupa do corpo”, conta Gilmara, que acrescenta: “A comida era servida às 9h e às 15h, sempre batata frita, uma salada, uma fruta e alguma carne frita”.
Até bolsas foram violadas.
É um tratamento vexatório, humilhante. Você passa com a documentação necessária que é o passaporte, a carta convite e o dinheiro necessário para ficar no país. É uma falta de respeito ficar tanto tempo no aeroporto, sem dar nenhuma notícia para nós que estamos do lado de fora, esperando. Elas estão comendo comida fria, porque aqui ainda está fazendo frio. Estão acompanhadas da polícia, como se fossem mafiosas”, relata.Ela contou ainda que a bolsa da tia foi violada. “Abriram a bolsa da minha tia e jogaram tudo fora, como se estivesse levando drogas. Dos brasileiros que ficaram, se entraram dois ou três foi muito”, concluiu.
O consulado brasileiro em Madri confirmou que um grupo de 15 brasileiros não foi admitido ao desembarcar no aeroporto de Barajas entre o domingo (22) e esta terça-feira (24). Segundo o Itamaraty, a grande maioria não apresentou a carta-convite, um dos documentos requisitados de estrangeiros pelas autoridades espanholas e não comprovaram que tinham recursos para arcar com os custos da estada.
Relembre os maus tratos sofridos pela aposentada Dionísia Rosa da Silva, de 77 anos.
A aposentada Dionísia Rosa da Silva, de 77 anos, que ficou retida no aeroporto de Barajas, na Espanha, quando tentou entrar no país ao lado da neta, chegou a São Paulo nesta quinta-feira (8). Dionísia pretendia visitar os familiares e estava desde segunda (5) no aeroporto de Madri. A embaixada da Espanha no Brasil disse que Dionísia não pode entrar no país porque a filha dela mora lá em situação ilegal.
veja mais: Itamaraty responde a altura e endurece regras para entrada de espanhóis no Brasil
O Itamaraty confirmou que a Espanha impediu 15 brasileiros de entrar no país entre os dias 22 e 23/4. O grupo foi barrado no Aeroporto de Barajas, em Madri, onde recebeu a assistência do Consulado-Geral do Brasil. A previsão era de que a maioria deles desembarcasse em aeroportos brasileiros ainda na noite de ontem.
Os motivos para a não admissão dos brasileiros, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, foram a falta da carta-convite, um documento exigido a estrangeiros pelo governo espanhol, e de dinheiro comprovado para arcar com os custos da estadia. “A quantidade de barrados é alta, chamou a atenção”, afirmou ao Correio a assessoria do Itamaraty.
Questionada pela reportagem sobre o número de espanhóis barrados nas últimas 72 horas em território brasileiro, a Polícia Federal (PF) limitou-se a informar que a quantidade será revelada em 2 de maio, quando se completa um mês desde que o governo brasileiro adotou “novas medidas em relação ao ingresso de espanhóis no Brasil”.
Tais ações citadas pela PF se inserem no contexto da reciprocidade diplomática — são uma resposta do governo brasileiro às duras exigências da Espanha à entrada de turistas. Desde 2 de abril, visitantes espanhóis enfrentam a mesma burocracia para desembarcar no Brasil. Eles são obrigados a apresentar passaporte de, no mínimo, seis meses de validade e bilhetes aéreos de ida e volta. Também precisam comprovar renda suficiente (R$ 170 por dia) para se manter durante a viagem. Além disso, o Itamaraty exige garantia de hospedagem: reserva do hotel ou carta-convite e comprovante de residência do anfitrião.
Depois que a medida entrou em vigor, o ministério chegou a anunciar que o diálogo entre os dois governos era positivo e que a expectativa era de avanço das negociações. No entanto, nenhum acordo foi firmado entre os países. No ano passado, de cada cinco estrangeiros barrados na Espanha, um era brasileiro. Nos quatro anos de vigência das regras exigidas pelo país europeu, mais de 10 mil tiveram a entrada negada. Apenas em 2011, foram 1,4 mil turistas brasileiros.
Polêmica
Em março deste ano, a Espanha impediu a entrada de Dionísia Rosa da Silva, 77 anos, que desembarcou acompanhada de uma neta em Madri. A alegação foi de que ela não portava a carta-convite, embora tenha apresentado passagem de retorno ao Brasil. Ela teve de esperar três dias no terminal, antes de retornar para casa.
A guerra de deportações começou em fevereiro de 2008, quando 535 brasileiros foram barrados tentando entrar na Espanha, incluindo um grupo de professores universitários que participariam de um congresso. À época, o Itamaraty reagiu e a Polícia Federal impediu que 24 espanhóis entrassem no Brasil.
Fonte: Itamaraty
Nosso assunto de hoje é nada mais nada menos do que as polemicas deportações Espanholas. Recebi um comentário muito interessante de um leitor de nosso site, como existe muita dúvida sobre o assunto, achei que seria viável fazer uma matéria. Nosso leitor o Alex, deixou o seguinte comentário na nossa página ” hola eu li o que aconteceu e ontem aconteceu o mesmo com a minha mãe. Eu gostaria de saber se tem alguma coisa que se pode fazer. Eu liguei no consulado em Madri e me disseram que podemos pedir o dinheiro de volta porque a companhia aérea tinha que ter avisado dos riscos.
obrigado”.
Alex respondendo primeiramente a sua perguntá: As companhias aéreas e operadoras de turismo ou de cursos não têm de arcar com o prejuízo caso você seja barrado. A decisão é das autoridades e as agências não podem ser responsabilizadas. Portanto errou o consulado ou a Embaixada ao mencionar a você tal informação.
Agora o primeiro passo é analisar muito bem a diferença entre ser deportado, expulso e extraditado de um país muitos desconhecem sobre o assunto vamos lá: Para efeito da lei, uma pessoa inadmitida no aeroporto não esteve naquele território. A deportação acontece quando o estrangeiro é pego em situação irregular e a expulsão, quando foi cometido algum ato ilícito. A extradição é o pedido de um governo a outro para receber de volta um cidadão foragido.
Os países que mais sofrem com a imigração ilegal, como Espanha, costuma ser mais rigorosa com a documentação exigida para entrada. A falta de algum papel ou mesmo cair em contradição durante a entrevista com o oficial da imigração também faz muitos voltarem para casa. Devemos salientar que em alguns casos ocorrem o preconceito contra brasileiros.
O mais importante é você provar os motivos da viagem. Se for a turismo, leve vouchers de hotel, bilhetes de trem e passagem de volta. Se for ficar hospedado na casa de alguém, em um dos 24 países da Europa que aderiram ao Tratado de Schengen, é preciso ter uma carta-convite, providenciada pelo anfitrião em um departamento da Polícia Federal mediante o pagamento de € 100. Se for para estudar, cópia de matrícula na escola. Para participar de um congresso, a cópia do convite. É preciso ainda ter dinheiro – mínimo de € 60 por dia –, além de um cartão de crédito internacional. Também é necessário ter seguro-saúde (com cobertura de € 30 mil) e passaporte com validade mínima de seis meses.
Existe um perfil que é mais barrado normalmente este perfil é de “Mulheres jovens, bonitas e desacompanhadas são alvos”, moças com esse perfil conseguem mais facilmente empregos informais. Além disso, as autoridades têm medo que se envolvam com prostituição. A quantidade de bagagem e o comportamento também são observados. Não há, no entanto, regra geral para essa situação. O fato de não ser exigido visto de brasileiros para viajar para boa parte dos países europeus também contribui.
Se você for detido pela imigração existem algumas coisas que podem ser feitas para ajudá-lo no momento, a recomendação é pedir o auxílio da representação consular do Brasil na localidade. O Ministério das Relações Exteriores mantém o Núcleo de Assistência aos Brasileiros (61/3411-8802, dac@mre.gov.br), que pode ser acionado por qualquer pessoa no exterior. No entanto, a autoridade de imigração é soberana e é ela que decide quem entra no país ou não.
Você pode exigir nesta situação que sejam cumpridos os seguintes direitos: além de fazer ligações, receber água, alimentação e, se necessário, cuidados médicos. As autoridades também devem garantir o direito à higiene pessoal.
Muita gente me pergunta se for barrado, fica marcado no passaporte. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, isso varia de país para país. A ocorrência fica arquivada no sistema de imigração local. Mas em países-membros de comunidades, como a União Europeia, pode haver troca de informações entre os governos. No entanto, se ocorrer deportação ou expulsão, aí, sim, fica registrada no passaporte.
O que poucos sabem é que você pode abrir um processo em situações em que foi barrado desde que esteja cumprindo todos os requisitos exigidos na sua entrada.
Como por exemplo: A estudante Patrícia Magalhães, que foi barrada em Madri, em fevereiro, processou o Estado espanhol por danos morais e materiais e o consulado brasileiro por falta de assistência.
Um mês é o prazo para fazer a queixa. É preciso ter um advogado no país onde a entrada foi negada ou, no Brasil, encontrar um escritório de direito internacional. Outro meio é o recurso diplomático. Comprovado o equívoco, pode-se, ou não, receber um visto.
Brasil exigirá reciprocidade a partir de 2 de Abril de 2012
O Brasil exigirá dos turistas espanhóis uma passagem de volta ao entrar no país e que disponha de meios para sua manutenção durante sua estadia, em aplicação do princípio de “reciprocidade”, informaram nesta sexta-feira fontes oficiais.
A medida, que entrará em vigor no dia 2 de abril, já foi notificada aos consulados brasileiros na Espanha e às autoridades espanholas.
A Polícia Federal, encarregada do controle migratório, poderá solicitar ao viajante a entrega de um comprovante de meios econômicos cujo valor mínimo corresponde a R$ 170 reais diários, que deverão ser verificados mediante um cartão de crédito e sua última fatura para demonstrar o limite.
Além disso, também poderão exigir um comprovante da reserva de hotel, e no caso de hospedagem em uma residência particular a carta de convite de um residente na cidade brasileira de destino, informando o prazo de estadia do turista espanhol.
A carta deverá ser registrada em um cartório brasileiro e acompanhada de um comprovante de residência emitido em nome do declarante.
Os turistas deverão ter um passaporte com uma validade mínima de seis meses. O prazo máximo de permanência do turista espanhol no Brasil, de 90 dias prorrogáveis, não foi alterado.
A maior rigidez no cumprimento dos requisitos de entrada, que se aplicará apenas a turistas espanhóis e não procedentes de outros países do espaço Schengen, responde ao rigor com o qual Madri está aplicando as normas de entrada em seu território aos turistas brasileiros, declarou à Agência Efe uma fonte da Divisão de Imigração do Ministério de Exteriores de Brasília.
De acordo com esta fonte, a Espanha está levando ao “limite” os requisitos de entrada para brasileiros, que também regem em outros países europeus que são mais brandos na exigência de documentos, por isso que a medida não foi estendida a seus cidadãos.
Uma fonte consular espanhola consultada pela Efe declarou que a medida põe por escrito regras que já estavam sendo aplicadas e rejeitou que implique um endurecimento da normativa.
A medida está “dentro do normal” e é “decalcada” dos requisitos exigidos dos brasileiros para entrar no espaço Schengen, que permite liberdade de movimentos de pessoas e mercadorias entre 22 países da União Europeia, além de Suíça, Noruega e Islândia.
Veja algumas dicas para não ser barrado
Em 2010, 6.072 brasileiros foram impedidos de entrar na Europa, segundo dados da Agência Europeia de Controle de Fronteiras (Frontex).
Os brasileiros representam 12% do número total de entradas recusadas. Segundo a agência, a maioria dos recusados tentava entrar em Portugal e na Espanha. “O brasileiro tem fama de querer tentar a vida fora do País, e como não precisa de visto antecipado, eles arriscam mais nos países de língua portuguesa ou latina, como Portugal e Espanha”, explica o gerente de Treinamento da Agência de Intercâmbios Experimento, Maurício Pivetta.
De acordo com o gerente, a entrada nos Estados Unidos foi dificultada, e isso chamou a atenção dos brasileiros para os países da Europa. “A diferença entre ser barrado pelos EUA ou pela Europa, é que ao pedir o visto americano a pessoa é barrada no Brasil, já na Europa, ela só descobre quando já está lá”, completa.
Para quem pretende viajar por meio de agências de Intercâmbio, mesmo para os países que mais vetam a entrada dos brasileiros, é mais fácil, pois o curso já está pago, dessa forma fica mais simples provar que o brasileiro tem dia e hora para voltar. “O maior problema dos brasileiros é provar que tem vínculo no Brasil”, comenta Pivetta.
Em alguns casos, como citado pelo gerente, os agentes de imigração separam os amigos que viajam juntos e interrogam de maneiras diferentes, e é nessa hora que os brasileiros são vetados. Outro caso são os brasileiros que viajam tendo algum amigo no exterior. “Os agentes de imigração são treinados e algumas perguntas servem para surpreender o viajante. Muitos perguntam se a pessoa conhece alguém no país e, ao receber a resposta negativa, anunciam o nome da pessoa e pedem para que quem está esperando por ela vá até a imigração. Nessa hora, se a pessoa for até os agentes, o viajante é barrado na certa”, conta o gerente.
Visados
De um modo geral, todos os brasileiros que desembarcam são vistos como suspeitos de quererem se instalar no país, mas alguns perfis são mais visados que os outros.
Conforme explicado por Pivetta, mulheres sofrem mais preconceito dentro dos aeroportos europeus, por conta de uma ideia de que muitas vão para o exterior à procura de trabalho dentro da prostituição.
Pessoas de 18 a 30 anos também são mais avaliadas. “Imagine uma pessoa com 23 anos, que acabou de se formar e quer viajar para o exterior. A primeira coisa que o agente de imigração vai pensar é que o sujeito não tem vínculo com o País nativo e quer tentar a vida fora”, comenta Pivetta.
Provar que quer voltar
Segundo o gerente, a maior dificuldade dos brasileiros é provar que querem retornar para o Brasil depois de conseguirem entrar em outro país. “O brasileiro precisa aprender a provar o vínculo que tem com o Brasil”, completa.
Muitos recursos podem ser utilizados para provar o vínculo, desde holerites, carteira profissional, até escritura de imóveis e declaração do imposto de renda. “Além de provar o vínculo, a pessoa tem que provar que tem dinheiro para se manter durante sua estadia e mostrar passagem de volta. No caso de turismo, passagens com trinta dias geralmente não são bem vistas. É difícil para o agente de imigração acreditar que o indivíduo vai fazer turismo durante trinta dias”, explica Pivetta.
De um modo geral, no setor de imigração dos aeroportos, sempre haverá um intérprete da língua portuguesa. Caso não tenha, uma pessoa que fale o idioma será solicitada. “Caso venha a ser barrado, o brasileiro aguarda no próprio aeroporto o primeiro voo para seu país de origem. Caso a empresa que o passageiro viajou não tenha vaga, o mesmo é direcionado para outras companhias”, finaliza Pivetta.
Dicas para entrar no exterior sem problemas *
| Hospedagem |
Levar reserva de acomodação, mesmo em casos de estadia em albergues; |
| Casa de amigos |
Pode entrar sem problemas, desde que prove que o dono da casa, no caso de barsileiros, esteja legal no país; |
| Saúde |
Levar comprovante de seguro-saúde; |
| Férias |
Se for passar as férias do trabalho ou estudos fora do Brasil, levar uma carta da universidade ou da empresa que trabalha dizendo o período de férias; |
| Vínculo empregatício |
Carteira profissional e holerite podem provar que a pessoa possui vínculo e estabilidade no Brasil; |
| Roupas |
A pessoa deve se vestir de acordo com o motivo da viagem. Por exemplo, um indivíduo que vai fazer turismo não deve chegar na imigração de terno; |
| Outros documentos |
Escritura de imóveis ou extrato bancário também prodem ajudar a provar o vínculo; |
| Menores |
Embora tenham mais facilidade de entrar, menores devem levar documentos que provem estabilidade financeira dos pais, como declaração do imposto de renda dos pais, escritura de imóveis ou documento de veículos em nome dos pais. |
* Fonte: Agência de Intercâmbio Experimento
Fonte: Blog Sair do Brasil
De braços abertos aos retornados
Núcleo de apoio a trabalhadores brasileiros que voltam do exterior é inaugurado em São Paulo. Entre os objetivos está o de orientar o trabalhador quanto à reinserção no mercado de trabalho
O então ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, inaugurou, em 2011, no bairro da Liberdade, em São Paulo, o Núcleo de Informação e Apoio aos Trabalhadores Brasileiros Retornados do Exterior. Além de conhecer o perfil do trabalhador que regressa do exterior – principalmente do Japão -, o Núcleo terá como objetivo prestar orientação quanto ao acesso a serviços públicos e auxiliar na reinserção ao mercado de trabalho. A expectativa é de que sejam atendidos cerca de 200 trabalhadores por mês.
Os maiores fluxos de retorno de brasileiros do exterior são oriundos do Japão e dos Estados Unidos, países que tiveram forte impacto da crise financeira, iniciada em 2008, segundo estudos do Conselho Nacional de Imigração (CNIg). No caso do Japão, informações de autoridades japonesas apontaram para um retorno de cerca de 80 mil brasileiros entre outubro de 2008 e abril de 2010, representando mais de 20% dos 317 mil brasileiros registrados no Japão em dezembro de 2007.
“Muitos desses brasileiros residiram durante anos no exterior e, em vários casos, apresentam dificuldades em se reintegrar ao mercado de trabalho brasileiro. Estes trabalhadores têm conhecimentos e qualificações adquiridas no exterior, mas, por falta de orientação, desperdiçam importantes oportunidades”, avalia o Coordenador Geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e presidente do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), Paulo Sérgio de Almeida.
Segundo Almeida, muitas vezes o brasileiro retornado que não consegue se readaptar ao mercado de trabalho tenta migrar novamente ao exterior, engrossando o fluxo emigratório brasileiro. “Neste sentido, a criação de pontos de apoio aos brasileiros retornados revela-se medida de enorme alcance social, particularmente em relação àqueles que necessitam de informação, orientação e apoio para sua reinserção no mercado de trabalho brasileiro”, destacou.
Núcleo – O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) decidiu implementar, por recomendação do CNIg, um ponto de recepção e apoio a brasileiros regressados do exterior – especialmente do Japão – na cidade de São Paulo. O bairro da Liberdade foi escolhido justamente por concentrar a maior parcela da comunidade oriunda daquele país.
Para Almeida, o Núcleo de Informação e Apoio a Trabalhadores Brasileiros Retornados do Exterior significa o reconhecimento de uma nova tendência migratória dos fluxos internacionais do Brasil: o aumento no retorno de brasileiros que viviam no exterior e que decidiram voltar para ‘casa’.
O coordenador explica que tal movimento tem ocorrido por vários fatores, entre eles a crise que assola as principais economias desenvolvidas, gerando desemprego e redução de salários para muitos brasileiros emigrantes. “Além disso, outros fatores também têm sido considerados, como o endurecimento das políticas em relação aos imigrantes nos EUA e nos países europeus, gerando uma onda de discriminação e xenofobia; e especialmente o crescimento da economia brasileira, com uma sensível melhora no mercado de trabalho, aliada à melhora da imagem do Brasil no exterior”.
Casa do Trabalhador – A criação do Núcleo junta-se a outras iniciativas do MTE em atenção aos trabalhadores brasileiros emigrantes ao exterior. Uma delas é a Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão, parceria do MTE com o Itamaraty apoiada pelo Ministério do Trabalho do Japão. Lá, o trabalhador brasileiro pode obter informações sobre como resolver seus problemas em relação ao trabalho naquele país e ainda informações sobre um possível retorno ao Brasil. Outra importante iniciativa é a criação de mecanismos bilaterais de consulta entre o MTE e os Ministérios de Trabalho dos países onde estão as principais comunidades brasileiras no exterior.
Serviço:
Inauguração do Núcleo de Informação e Apoio a Trabalhadores Brasileiros Retornados do Exterior
Dia: 10 de janeiro
Hora: 9h30
Local: Rua São Joaquim, nº 381, 1º subsolo – Bairro da Liberdade – São Paulo
Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6537 – acs@mte.gov.br
Um difícil recomeço
Brasileiros retornam ao País, mas
cabeça continua no Japão
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Dificuldade de readaptação faz
ex-dekasseguis
desejarem voltar a trabalhar no
arquipélago
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(Reportagem: Edgard
Matsuki/especial para o NB e Foto: Cedidas) No início, a vontade
de voltar para casa falou mais alto. Depois, surgiu o desejo de fazer a vida no
Brasil. Com o tempo as dificuldades de adaptação começaram a aparecer e a
situação não parecia tão confortável como no Japão. Pior, o dinheiro também
começava a acabar. Por fim, surge a decepção com a terra natal e aparece a
última solução: regressar para o arquipélago e voltar a trabalhar nas fábricas.
Esta pequena história acontece com muitos dos dekasseguis que regressaram para a terra natal. As dificuldades de readaptação aqui passam pela comparação com o estilo de vida levado no outro lado do mundo. O medo da violência e a diminuição do poder de compra são as principais queixas de quem voltou do Japão. O resultado disso são pessoas vivendo no Brasil mas pensando o tempo todo no retorno ao Oriente.
Meire Tabuti, Cintya
Nishimuta e Cláudia Komiya estão vivendo as dificuldades da adaptação ao Brasil.
Tanto que as três já estão com planos de ir novamente ao Japão. Faltam apenas
alguns detalhes para elas acertarem a sonhada viagem. E quando voltarem para lá,
desejam ficar por tempo indeterminado longe do país natal. Conheça a história
destas brasileiras que por vários motivos regressaram, mas sentem falta do
Japão. |
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Depois da decepção, a ansiedade
pelo retorno ao Japão |
Luciano e Meire com a filha Luana:
sem sorte no Brasil, agora dizem que não têm data de regressar ao
País
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Após morar por dez
anos no Japão, Meire Tabuti retornou ao Brasil em 2006. Ela tentou de todas as
formas construir a vida por aqui, mas os negócios não deram certo e as dívidas
só se acumularam. Com isso, a solução está sendo voltar ao Japão. Ela e a filha
Luana (de três anos) já estão de malas prontas para a viagem. Só estão esperando
o visto sair para se juntarem ao marido Luciano, que já está lá desde 2008. A
previsão é de que as duas viajem em novembro.
Meire, que está em
Presidente Prudente (SP), explica por que decidiu retornar ao Japão: “Primeiro
porque meu marido está lá. Segundo porque não tive sorte aqui. Por fim, eu adoro
o estilo de vida de lá”. Ela não esconde a ansiedade de retornar ao local onde
viveu na adolescência. “Sinto como se fosse minha primeira viagem, quando eu
tinha catorze anos. Fico vendo fotos e pesquisando na web dicas para viajar com
crianças”, conta a mãe de Luana.
Mesmo dizendo que
gosta muito do Japão, a ex-dekassegui chegou a pensar que nunca mais retornaria
ao arquipélago. Ela e Luciano voltaram ao Brasil em novembro de 2006, por causa
de uma crise de depressão dele. Poucos meses depois, Meire descobriu que estava
grávida de Luana. Na época, o casal decidiu que o melhor seria abrir um negócio
próprio e tentar construir a vida no Brasil.
O casal investiu todo
o dinheiro ganho em uma lanchonete em Marília (SP), cidade da família de
Luciano. No início o negócio rendeu algum lucro, mas em pouco tempo a clientela
sumiu e as dívidas começaram a se acumular. Eles perderam todo o capital que
tinham. A saída encontrada pelo casal foi Luciano trabalhar de novo no outro
lado do mundo. Enquanto o marido estava lá, Meire cuidaria da filha e tentaria
vender o estabelecimento que havia falido.
Depois de vender o
negócio por um preço “baixíssimo”, Meire foi morar em Presidente Prudente com a
mãe e começou a trabalhar. “Tive vários empregos: meu salário médio era de R$
530”, diz a ex-dekassegui. A comparação do Brasil com o Japão era inevitável:
“Sempre tive uma vida boa lá. Guardava meu dinheiro, tinha um lazer,
apartamento, carro, viajava. Aqui trabalhava muito, ganhava pouco e ainda sentia
muito medo em relação a segurança”, explica ela.
Meire diz que agora
não tem data para voltar ao Brasil: “Não tive sorte aqui. Vou ficar lá por tempo
indeterminado. Nunca imaginei que sentiria tanta falta daquele país. Amo a
cultura, comida, educação dos japoneses, segurança e, claro, o salário. Estou
muito feliz de ir para lá mais uma vez”. |
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Com o fim da crise, aumenta o
desejo de voltar ao oriente |
Cláudia com uma colega de trabalho:
retorno ao Japão em 2011
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Quando voltou do
Japão em dezembro de 2008, Cláudia Komiya esperava ficar apenas dois meses no
Brasil. Afinal, ela possuía um emprego garantido no Japão. Porém, a crise
mundial e a demissão em massa na fábrica na província de Shiga em que trabalhava
acabaram prorrogando as “férias” no Brasil. Na época, ficou com medo de retornar
ao Japão e não conseguir trabalho. Agora já pensa mais seriamente em voltar para
lá.
A vontade de ir de
novo ao Japão está mais forte do que nunca, tanto que Cláudia já está
providenciando a documentação para a viagem. “Como a crise está passando, ano
que vem vou para lá. A única coisa que me prende no Brasil agora é um curso de
web designer que estou fazendo”, afirma Cláudia. Ela mora em Ilhéus (BA) e diz
que, apesar de estar no Brasil, continua com a cabeça no outro lado do mundo.
“Sinto muita saudade do Japão”, conta.
Atualmente Cláudia
trabalha em uma fábrica, mas o salário é bem menor do que o ganho no outro lado
do mundo: “Financeiramente está difícil. Estou trabalhando para ganhar salário
mínimo”, diz Cláudia.
Além do fator
financeiro, ela vê outras vantagens do Japão em relação ao Brasil. “Aqui não tem
como andar na rua sem medo. Sem falar que sinto falta da educação dos japoneses
e da limpeza dos lugares públicos”, fala Cláudia.
Cláudia também se diz
chateada com o entretenimento. Desde que voltou, ela conta que não tem
aproveitado muito: “Lá no Japão eu sempre ia a baladas japonesas. Aqui é
difícil. Até porque na Bahia só toca músicas de que eu não gosto. Por isso fico
mais em casa mesmo”, diz a garota que em 2011 espera deixar a terra do
rebolation para festejar ao melhor estilo japonês. |
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O fim do sonho de um comércio
próprio |
Cintya: “Tudo nos leva ao Japão. O
ruim é ficar longe da família”
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Cintya Nishimuta
ainda não sabe se voltará para o Japão, mas vontade é o que não lhe falta. Em
2007, quando retornou do arquipélago, ela tinha o sonho de abrir um negócio
próprio em Maringá (PR). Só que com tantas decepções este sonho está acabando.
Primeiro tentou abrir uma lanchonete, mas a sociedade com um primo não deu
certo. Agora é uma loja de moda íntima que está prestes a fechar as portas.
Cintya reclama que a
crise econômica mundial afetou os empreendimentos dela no Brasil. “Minha região
é movida pelo agronegócio. Com a crise, os outros setores foram para baixo
junto. Sem capital de giro, não estou sequer conseguindo manter a loja”, explica
Cintya, que viveu 12 anos no Japão. O resultado é que a loja está à venda. Ela
nem quer saber de ouvir falar em abrir outro estabelecimento comercial.
Cintya ainda vai
tentar uma última cartada no Brasil. “Espero tentar arrumar um emprego por aqui,
mas sei que quem foi para o Japão tem algumas desvantagens na hora de lutar por
uma vaga devido à falta de um curso superior”, reconhece Cintya. Se ela não
conseguir um bom emprego, diz que a saída será voltar para o Japão.
Ela acredita que todo
brasileiro que vai trabalhar no arquipélago acaba se tornando um pouco “viciado”
pelo país: “Ficar lá nos deixa dependentes, como se fosse um vício. Longe do
Japão as coisas se tornam mais difíceis”, fala Cintya. Não é a primeira vez que
tenta ficar longe do “vício”. Anteriormente, ela permaneceu no Brasil por cinco
anos, entre 1999 e 2004.
Para Cintya a
dependência do Japão se deve ao padrão de vida levado lá. “A tranquilidade,
viver sem violência, a facilidade de ser consumista. Tudo nos leva ao Japão. O
ruim é ficar longe da família”, fala Cintya, que tem três filhos no Brasil:
Arissa (17 anos), Ayia (15 anos) e Alan (11 anos). Ayia quer seguir os passos da
mãe. No final do ano vai para o Japão morar com o pai e
estudar. |
| Fonte: Jornal Nippobrasil |
Diante da imigração em massa de haitianos, que chegam ao Brasil pela Região Norte, a presidente Dilma Rousseff decidiu limitar a entrada desse grupo de estrangeiros no país. A decisão foi tomada nesta terça-feira em reunião com quatro ministros no Palácio do Planalto. Participaram do encontro a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello; e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.
O Conselho de Imigração do Ministério do Trabalho se reunirá na próxima quinta-feira para baixar uma resolução com as regras.
Segundo o governo, 4.000 haitianos vivem hoje nos estados do Acre e do Amazonas. Destes, 1.600 já estão regularizados. O restante deverá legalizar a situação para poder continuar no país.
Permissão – De acordo com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, os haitianos agora precisarão apresentar um visto, emitido pela embaixada brasileira no Haiti, para poder entrar no Brasil. A Lei 6.815 de 1980 permite a emissão de vistos com validade de cinco anos a quem exercer atividade regular no país.
Segundo Cardozo, apenas cem haitianos poderão entrar no Brasil por mês. “A partir desta data os que não tiverem visto não poderão entrar no país”, disse o ministro. “Os que entrarem ilegalmente serão notificados para que a extradição seja efetivada, como acontece com qualquer estrangeiro.”
A fiscalização será reforçada nas fronteiras do país, informou o ministro. O Planalto também pretende atuar em conjunto com os governos do Peru, Bolívia e Equador. “O objetivo é atacar essa rota ilícita de imigração e a ação dos coiotes, que têm atuado de forma bastante forte na entrada ao país”. O governo promete apoio aos governos do Acre e do Amazonas, por meio dos ministérios da Saúde, do Trabalho e do Desenvolvimento Social
Fonte: Veja
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Fonte: Youtube

Após mudar-se para a Suécia, há sete anos, a brasileira Aline Cordeiro Andersson percebeu que migrantes e refugiados tinham muitos pontos em comum, entre eles o fato se serem recém-chegados a um novo país com idioma diferente e a necessidade de adaptação a uma cultura distinta.
Sensibilizada com o tema, passou a estudar questões migratórias, e, em caráter voluntário, realizou uma série de entrevistas com migrantes e refugiados vivendo na região da cidade Örnsköldsvik, no norte do país. Com base nestes estudos e na sua pesquisa, constatou que os migrantes e refugiados podem ser mais bem integrados e vistos como um recurso – e não um problema – para a comunidade que os recebe.
Da teoria para a prática, Aline se uniu à associação IKF (‘Internationella Kvinnoförening’ – ou Associação Internacional de Mulheres), também em caráter voluntário. Ela participa em diferentes atividades com migrantes e refugiados, especialmente mulheres, visando facilitar a integração destas pessoas no país. Seu trabalhou chamou a atenção das autoridades locais, e Aline acabou recebendo o prêmio anual de cultura oferecido pela prefeitura de Örnsköldsvik.
Casada e mãe de dois filhos, esta brasileira do Rio de Janeiro faz atualmente um curso de pós-graduação em Sociologia do Direito e pretende se especializar no tema migrações. A seguir, em entrevista ao ACNUR, ela conta um pouco da sua história.
Por que você se envolveu com questões relacionadas à migração e ao refúgio?
Quando me mudei para a Suécia, percebi que muitas coisas que passamos como migrantes se assemelham ao que os refugiados passam: a distância do país de origem, a necessidade de recomeçar a vida do zero, aprender uma língua e uma cultura completamente diferentes da sua, a luta para se restabelecer. E, muitas vezes, a discriminação. Por isso, comecei a estudar sobre migrações, encontros culturais, xenofobia e mudança de identidade.
Você já desenvolvia trabalhos humanitários no Brasil?
Tudo começou em casa. Fui criada por minha avó, e sempre a via recebendo pessoas que não tinham condições financeiras. Ela abriu seus braços para seis filhos de outras pessoas, mesmo sendo pobre e sozinha.
Como e quando começou seu trabalho com a causa dos refugiados e migrantes?
Na cidade de Örnsköldsvik, me movimentei em defesa desta causa, movida pela vontade ajudar essas pessoas. Passei então a entrevistar os refugiados e distribuir enquetes, querendo saber como eles se sentem e se a integração na sociedade está funcionando. Comecei a me preocupar com o isolamento social das crianças estrangeiras, migrantes e refugiadas, pois são as que mais sofrem com essa separação entre estrangeiros e nacionais. Há sempre certa intolerância com migrantes e refugiados, e essa é uma barreira muito grande para eles.
Fale sobre seu trabalho atual.
Sou secretária da associação IKF (‘Internationella Kvinnoförening’ – ou Associação Internacional de Mulheres), que presta assistência e atividades para integração de refugiados recém-chegados à Suécia. São pessoas sem referências ou contatos, e a associação é um ponto de encontro que pode ajudá-los na integração por meio do aprendizado da língua e de atividades como costura e culinária. Ser um refugiado não é fácil, pois além de sair de um ambiente de lutas e perseguições, é preciso se adaptar a uma nova situação. Defendemos investimentos públicos em um centro cultural étnico para que a população conheça sobre outras culturas para reduzir a fobia a estrangeiros. Temos reuniões com políticos da cidade para discutir novas ideias. Também escrevo para jornais e revistas.
É um trabalho de equipe?
Trabalho com amigas da Suécia, e formamos uma espécie de “conselho” da associação. Toda semana nos juntamos para receber refugiados e fazer atividades, círculos de estudo e passeios. Muitas vezes, levo meus filhos comigo para que possa aprender a se comunicar com pessoas de todo o mundo. O interesse por outras culturas por parte dos nacionais favorece a integração de refugiados. Muitas pessoas dizem que não deveria engajar nesta causa, pois não sou uma refugiada. Mas não dou ouvidos. Minhas amigas suecas que participam deste trabalho voluntário também deveriam ser premiadas.
Como foi receber um prêmio pelo seu trabalho?
Fiquei muito feliz ao receber o prêmio da Cultura oferecido pela prefeitura de Örnsköldsvik no ano passado. Esse prêmio foi resultado de um trabalho que fiz durante um ano, pesquisando sobre os refugiados, sua situação psicológica e social, escrevendo para a prefeitura e para os políticos, lutando contra a discriminação. Sinto-me muito honrada, especialmente pelo fato de ter nascido em outro país, assim como os refugiados com quem trabalho.
Fonte: ONU
AS DEZ COISAS QUE OS SERES DAS SOMBRAS MAIS GOSTAM QUE VOCÊ FAÇA
1. – Que você minta, que não viva a verdade em cada ato, que não faça da vida aquilo que gosta, que procure preponderar os interesses materiais em relação aos conscienciais e que jamais cumpra com a sua palavra.
2. – Que você tenha muita dúvida, que sinta-se inseguro o tempo todo e que não tenha fé na vida, nas pessoas e nas possibilidades que o universo nos oferece.
3. – Que você não estabeleça uma conexão com a Fonte Divina ou Deus. Que você acredite que só se vive uma vida. Em especial que você se concentre em aproveitar a vida no sentido de apenas se divertir o tempo todo, principalmente, que você não dê atenção à evolução do amor e da consciência. Quanto menos você pensar e agir no sentido de realizar a missão da sua alma, que é o propósito da sua existência, mais você agrada os seres das sombras e mais você facilita o trabalho deles.
4. – Que você não se preocupe jamais com os outros. Que não pense em caridade, em bem-estar alheio, em colaborar para a formação de uma sociedade mais digna e elevada. Quanto mais você pensa unicamente nos seus interesses mundanos, mais você agrada e facilita o trabalho das sombras.
5. – Que você jamais perdoe, que sinta muita raiva e desejo de vingar-se das pessoas as quais lhe fizeram mal. Além disso, que você faça valer a sua palavra a qualquer preço, sem compaixão, sem paciência e sem respeito. O tipo de campo de energia produzido por esses sentimentos alimenta muito a força dos seres das sombras, oferecendo a eles alimento, energia e campo de ação para suas investidas nefastas.
6. – Que você jamais estude e que nunca busque o desenvolvimento de seus potenciais. Em especial que você seja acomodado, preguiçoso e sem iniciativa. Quanto menos você cuidar do seu corpo, da sua mente, das suas emoções e do seu espírito, mais você ajudará a facilitar o trabalho das sombras. Quanto mais alienado e cético você for, melhor!
7. – Que você seja fanático, determinista, inflexível, convicto e fascinado. Quanto menos tolerância, equilíbrio, leveza e sensatez você tiver nos seus atos, mais você contribuirá para as estratégias dos seres das sombras.
8. – Que você elimine da sua vida a oração, a meditação e qualquer tipo de prática espiritual. De preferência que você substitua essas práticas por vícios como drogas, álcool, fumo, alimentação desequilibrada, jogos e sexo promíscuo. Quanto mais você abandonar práticas saudáveis, mais você contribuirá para abrir a porta de acesso que liga os seres das sombras até você.
9. – Que a sua disciplina seja muito ruim e que você nunca tenha persistência para seguir seus objetivos, para realizar suas práticas diárias de conexão com Deus e que nunca tenha perseverança em seguir os seus sonhos.
10. – Que jamais acredite na sua intuição e que siga apenas a voz da razão e que não confie em nada, absolutamente nada que não seja comprovado cientificamente ou que não tenha relevância acadêmica. Em especial, que você abandone a sua sensibilidade de perceber as coisas e situações, acreditando apenas no que você vê com os próprios olhos. De preferência, quando situações ruins acontecerem em sua vida, vitimize-se e rapidamente encontre um culpado, que certamente não deve ser você.
Não quer alimentar atitudes que atraiam obsessores ou seres das sombras para a sua vida? Quer construir um estilo de vida que lhe faça feliz? Quer estar em sintonia com as Fontes Divinas?
Então, faça um exame de consciência e elimine da sua vida esses comportamentos citados anteriormente. Eliminando esses erros comuns você certamente dará um importante passo na conquista de uma vida cheia de bênçãos e bem aventurança!
BRUNO J. MENESES
A verdadeira escuridão não é a da noite, mas aquela que vem do ego do homem e que
bloqueia a Luz do seu coração.
Isso é humilhante, pois cada um carrega em si a centelha espiritual do Senhor.
No entanto, quando o homem dá guarida às sugestões perniciosas dos agentes das trevas,
termina por conspurcar o seu próprio templo interno.
Então, uma capa escura tolda o seu coração e nós cinzentos são feitos em torno de suas
energias. E é aí que se consumam muitas obsessões espirituais.
Apesar dos alertas dados pela Espiritualidade Superior, muitos se entregam às trevas e
acasalam psiquicamente com entidades terríveis e manipuladoras. Nesse caso, não há
vítimas, pois, quem procura, acha! Quem carrega trevas em seus anseios, já está em sintonia
com os seus agentes extrafísicos, que estão sempre farejando por novas associações
indébitas e espúrias.
* * *
A aura* de alguém ligado ao mal é horrorosa (e fede à distância). Os seus centros vitais são
viscosos e modorrentos. Ou seja, a luz astral está coagulada em alguém assim!
Ligar-se ao mal custa caro. Do ponto de vista cármico, é um “tiro no próprio pé”. Todo mal
projetado na ação, terá sua natural repercussão em seu causador original. Isso é da Lei
Maior. Ninguém escapa de seu efeito.
* * *
Portanto, que os trabalhadores e estudantes das coisas do espírito se protejam na prece
verdadeira e jamais se entreguem às conjunções psíquicas negativas, pois as consequências
cármicas** são pesadas e inexoráveis.
Que resistam às sugestões perniciosas e guiem-se pelos ensinamentos oriundos da
Espiritualidade Superior, que sempre prezam a consecução do Bem nas atitudes e o
fortalecimento do homem na senda da Luz.
Que nada corrompa os seus propósitos conscienciais positivos.
Que se liguem espiritualmente ao Senhor da Vida, sua Fonte Imanente de Bênçãos e
Inspirações Luminosas.
Que não se esqueçam de onde vem o Verdadeiro Poder: Deus!
* * *
Urge que o homem liberte-se da corriola dos pensamentos negativos e promova um
saneamento de seus sentimentos, para, com isso, melhorar suas energias e vencer a si
mesmo. E, só então, os agentes trevosos cessarão suas investidas perniciosas, pois não
terão mais a sintonia adequada para os seus processos de assédio psíquico.
A verdadeira desobsessão*** ocorre dentro do próprio homem, quando ele decide despertar
da inércia consciencial que o mantém prisioneiro de seu ego. Isso muda sua sintonia
espiritual, ligando-o a climas psíquicos melhores.
Mas tal decisão demanda esforço e tempo para sua consecução. Aliás, descer é fácil; difícil é a
subida, o retorno à Luz do coração.
Foi por isso que o meigo Jesus enunciou a fórmula de desobsessão perfeita: “Orai e Vigiai!” –
E quem é da Luz, segue esse ensinamento…
P.S.:
No imenso concerto da criação, só Deus sabe tudo!
E quem reconhece isso, já está no bom caminho…
E o Amor faz morada em seu coração.
Pois, quem é da Luz, comunga com a Luz.
Desobsessão verdadeira é isso: render-se ao Amor e a Luz.
– Os Iniciados**** –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges.)
– Notas:
* Aura – do latim, aura – sopro de ar – halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo
físico e que reflete, energeticamente, o que o indivíduo pensa, sente e vivencia no seu mundo
íntimo; psicosfera; campo energético.
** Cármicas – do sânscrito Karma – ação, causa – toda ação gera uma reação correspondente;
toda causa gera o seu efeito correspondente. A esse mecanismo universal os hindus
chamaram carma. Suas repercussões na vida dos seres e seus atos podem ser denominados
de consequências cármicas.
*** Desobsessão – é o trabalho de desativação das obsessões extrafísicas.
**** Os Iniciados – grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do
Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos
tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos,
eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos
caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos
da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem
olhar a quem.
Obs.: Como complemento a esses apontamentos conscienciais dos Iniciados, deixo na
sequência alguns toques do mentor espiritual André Luiz sobre o tema da desobsessão.
PENSAMENTO E DESOBSESSÃO
– Por André Luiz –
Falamos de pensamento livre.
Analise o corpo que você se serve no plano material: do ponto de vista do autocontrole, é
uma cabine perfeita com dispositivos especiais destinados a sua própria defesa.
O cérebro, com os centros diretivos da mente, funciona encerrado na caixa craniana, à
maneira de usina quase lacrada num cofre forte.
Os olhos registram impressões, mas podem conservá-las em estudo discreto.
Os ouvidos são forçados a escutar o que lhes afete a estrutura; entretanto, não precisam
dizer o que assinalam.
A voz é produzida na laringe sem necessidade de arrojar de si palavras em desgoverno.
Mãos e pés, por implementos de serviço, não se movimentam sem determinação da vontade.
Os recursos do sexo não atuam sem comando mental.
Fácil, assim, verificar que não existe trabalho desobsessivo sem reajuste da emoção e da
ideia, porquanto todos os processos educativos e reeducativos da alma se articulam, de
início, no pensamento.
Eis porque Jesus enunciou, há quase vinte séculos: “Não é o que entra pela boca que
contamina o homem, mas, sim, aquilo que, impropriamente, lhe sai do coração”.
(Recebido espiritualmente por Francisco Cândido Xavier – Texto extraído do livro “Meditações Diárias” – Editora Ide.)
Com agradecimento a Wagner Borges
A novela Cesare Battisti parece nunca chegar a um capítulo final. No último dia de seu governo, o ex-presidente Lula concedeu asilo ao ativista italiano, mesmo com os protestos do governo da Itália. Após a decisão de Lula, o governo brasileiro concedeu visto de permanência a Battisti. Agora, o Ministério Público do Distrito Federal contesta em ação civil pública a concessão do visto. Os procuradores querem a anulação do ato do governo e a consequente deportação do ex-terrorista para a Itália.
Para o Ministério Público, a permanência do italiano no Brasil afronta o Estatuto do Estrangeiro, que proíbe a concessão de visto de permanência a quem tenha sido condenado por crime em seu país de origem. O caso será decidido pela 20ª Vara Federal, para onde foi encaminhada a ação.
Segundo a ação, assinada pelo procurador Helio Henringer Ferreira Júnior, a concessão do visto contraria “expressamente” a normatização nacional, já que o beneficiado foi “condenado ou processado em outro país por crime doloso”.
Melo defende legalidade
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Março Aurélio Mello defendeu ontem a legalidade do visto. “Ele tem que ter aqui no Brasil uma documentação para permanecer. Qual será a documentação? Se o Ministério Público indicar uma outra tudo bem, mas se não indicar, é o visto”, disse.
Para Mello, não cabe nova discussão jurídica porque trata-se de um ato de soberania.”Não creio que ele possa ser lançado em uma nova via-crúcis”, avaliou.
Histórico
Caso. Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália, à revelia, sob a acusação de ter participado de quatro assassinatos cometidos na década de 1970. Ele nega.
Cárcere. Em 2007, foi preso no Rio com documentos falsos. Só saiu da prisão após o STF ter referendado a decisão de Lula de não extraditá-lo.
Abrigo. Atualmente, Battisti mora na casa de um amigo no litoral de São Paulo.
Fonte: Jus Brasil
Cerca de 4 milhões de brasileiros devem viajar para o exterior nos próximos seis meses, segundo o Ministério do Turismo. Mais do que conhecer lugares e culturas diferentes, a maioria vai comprar roupas, sapatos, eletrônicos e outros mimos por menos da metade do preço no Brasil.
Em 2011, os brasileiros gastaram perto de US$ 22 bilhões em viagens ao exterior, 33% mais do que em 2010, segundo a OMT (Organização Mundial do Turismo). O crescimento dos gastos dos brasileiros só perde para o dos chineses, que saltaram 38% e atingiram US$ 55 bilhões.
Não por acaso, o presidente Obama anunciou na quinta-feira, na Disney, que vai facilitar a concessão de vistos a brasileiros e chineses.
Preço, variedade, qualidade e real forte –que lembra o câmbio fixo dos anos 90– explicam por que o brasileiro é tão assediado no exterior.
Mas o que faz uma pessoa pegar um avião para comprar o enxoval do bebê em Miami? É que ficou fácil comparar preços pela internet e mais gente pode fazer essa viagem, revela a reportagem de Toni Sciarretta e Verena Fornetti.
A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha)
Fonte: Uol
Enquanto isso, a nova lei sobre imigração que entrou em vigor no Alabama, Estados Unidos, está causando polêmica, além de já haver provocado a fuga de muitos imigrantes hispânicos do Estado. Na Carolina do Sul, Utah, Indiana, Arizona e Georgia, também tem havido protestos e ações judiciais.
Como exemplos do caráter discriminatórios dessas leis, há a possibilidade de a polícia parar no trânsito os imigrantes, exigindo que eles comprovem estarem legais no País, além de tornar-se crime estadual alugar imóvel ou dar carona a imigrantes irregulares.
Entidades de defesa dos direitos humanos e civis têm pressionado Obama a intensificar reação federal a essas legislações discriminatórias nos Estados, mesmo porque a revisão da política de imigração no País foi promessa de campanha por ele não cumprida até agora. De fato, na eleição de 2008, Obama contou com muitos votos dos 50 milhões de latinos, ou seja, a sexta parte da população, que vivem nos Estados Unidos
Estima-se que haja cerca de 12 milhões de imigrantes ilegais nos Estados Unidos, e, com a crise americana, o sentimento xenófobo vem se recrudescendo.
A lei citada vai de encontro com a realidade nos Estados Unidos, de onde muitos brasileiros vêm fugindo de volta ao Brasil.
De fato, cresce a pressão nos Estados Unidos para que seja cada vez mais facilitadoo visto para os brasileiros que desejem entrar no país, como informa a Folha. Fala-se até, quem sabe, numa medidaradical: o fim do visto. A razão disso é simples: o país está em crise e quantomais turistas, melhor.
Há umdetalhe nesse debate: os brasileiros estão deixando os Estados Unidos, atraídospelo mercado de trabalho brasileiro. Escolas públicas que eram bilíngues(português e inglês) estão demitindo professores de português por falta dealunos.
A regiãoonde Boston tem uma grande concentração de brasileiros. É visível aonda de retorno, especialmente do pessoal que trabalhava aqui com construçãocivil. Empresários até reclamam dessa falta de mão-de-obra. Muitos deles sãomineiros e goianos, considerados trabalhadores e responsáveis.
Nacomunidade brasileira, circulam conversas sobre salários de mestres de obra nasprincipais capitais, especialmente em São Paulo e Rio –em São Paulo, a cifra seria de R$12 mil por mês.
De um lado, um país com pouco emprego, onde muitos brasileiros vivem na ilegalidade–e até são acusados de tirar postos dos americanos. De outro, um país que,pelo menos até agora, não para de reduzir seu nível de desemprego, tornando-seuma das estrelas da economia mundial na visão dos americanos.
Entretanto, em 20/1/12 foi anunciado que Os Estados Unidos devem aumentar a capacidade de processamento de seus vistos para Brasil e China em 40% nos próximos doze meses, ordenou nesta quinta-feira o presidente Barack Obama, como parte de um pacote de estímulo turístico para seu país.
A ordem executiva divulgada pela Casa Branca pediu aos ministérios envolvidos para que preparem um plano em 60 dias que assegure que “80% das solicitações de vistos sejam atendidas em até três semanas” nesses dois países, salvo exceções que envolvam a segurança do país.
Os requisitos para os turistas e homens de negócios estrangeiros têm sido motivo de queixas por parte de alguns países emergentes, que não pertencem ao chamado programa de isenção de visas, o qual beneficia a maioria dos países europeus e as nações ricas e aliadas dos Estados Unidos.
Altos funcionários diplomáticos já anunciaram em novembro que aumentarão o número de funcionários nas embaixadas de Brasil e China devido a grande demanda de visas.
Dos 820.000 brasileiros que pediram permissão para viajar aos Estados Unidos entre outubro de 2010 e setembro de 2011 (ano fiscal americano), 791.000 a obtiveram.
A demanda superou em 40% a cifra do ano anterior.
Os Estados Unidos concederam 885.000 vistos a chineses, ante mais de um milhão de solicitações durante o mesmo período, num aumento de demanda de 34%.
Segundo cálculos citados pela Casa Branca, o crescimento das classes médias na China, Brasil e Índia devem provocar um aumento do número de viagens para esses países de 135%, 274% e 50%, respectivamente, até 2016.
O Departamento de Comércio calcula que os turistas chineses gastam mais de 6.000 dólares quando viajam aos Estados Unidos, com todo incluso, e os brasileiros cerca de 5.000 dólares.
A ordem presidencial acontece num contexto de perda de mercado internacional, explicou a Casa Branca.
“A participação do mercado americano no gasto dos turistas internacionais caiu de 17% para 11% entre 2000 e 2010”, explicou o comunicado emitido pelo governo que detalha as medidas.
Ante esta situação, Obama anunciou seu objetivo de fazer dos Estados Unidos o primeiro destino turístico mundial para impulsionar a criação de empregos dentro do setor, informou a Casa Branca.
“Quanto mais gente visita os Estados Unidos, mais americanos voltam a trabalhar”, disse o presidente em um comunicado após firmar um decreto convocando várias agências federais a tomar medidas para estimular a atividade turística no país.
Tirar ovisto ou reduzir suas exigências não é, portanto, um favor dos EUA ao Brasil.
É um favor do Brasil aos Estados Unidos.
Fonte: Yahoo
O número de vistos concedidos a estudantes estrangeiros no Brasil cresceu de 6000, em 2006, para 16 000, em 2009, sendo São Paulo uma das cidades preferidas pelos jovens, com cerca de 2600 matrículas universitárias em 2010. Mesmo assim, o número ainda é pequeno (por exemplo, na USP, são só 2,8% de estrangeiros para o total de 56 000 alunos) se comparado ao americano, em cujas universidades de Havard e Stanford, só para citar, são 20% deles sobre o total de matrículas.
Entre as principais dificuldades apontadas pelos estudantes estrangeiros no Brasil, destacam-se o idioma português, a falta de simetria entre os currículos brasileiros e no exterior e a falta de alojamentos nas universidades brasileiras.
Mesmo assim, algumas universidades nacionais, como a própria USP, PUC e FAAP, vêm tentando captar estudantes estrangeiros, para melhorarem e reputação perante a comunidade acadêmica mundial, enriquecerem suas experiências culturais e aumentarem o número de pesquisas. Para isso, foi criado, por exemplo, o PEC-PG (Programa de Estudantes – Convênio Pós-Graduação), em que os selecionados recebem bolsa de R$ 1200,00, para mestrado e de R$ 1800,00, para doutorado
Entre as nacionalidades que mais procuram o Brasil para estudar, está a colombiana.
Fonte: MRE (Ministério das Relações Exteriores)
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