Traduzir
Participe de nossos abaixo-assinados
Petição Pública
Prezado Leitor, sua participação é muito importante para nós. Pedimos que, no site www.peticaopublica.com.br,
para cada abaixo-assinado de que você queira participar, digite seu nome completo, RG ou CPF e e-mail. Aproveite para recomendar o site a sua rede de contatos. Obrigada.
Lista de Links

Clipping

Bebês somem na Sérvia

26/01/2015

Milhares de famílias na Sérvia exigem explicações sobre o destino de seus bebês, supostamente mortos pouco depois de nascer, mas que na realidade podem ter caído em um esquema de venda de crianças.

“Há suspeitas sobre mais de 10 mil bebês nos últimos 40 anos”, explicou à Agência Efe Vladimir Cicarevic, presidente da Associação dos Pais dos Bebês Desaparecidos da Sérvia.

Trata-se de um problema ignorado até bem pouco tempo pelas autoridades do país, que aspira entrar na União Europeia (UE) na próxima década.

Os pais afetados temem que possa se tratar de um esquema criminoso com o envolvimento de médicos, parteiras, profissionais de limpeza em maternidades e até mesmo centros sociais e serviços de registro civil, entre outros.

Um dos pais é Zoran Djordjevic, de 52 anos, cuja mulher deu à luz em 1988 em uma clínica em Vranje, na época ao sul da Iugoslávia, hoje Sérvia.

Após gravidez e parto completamente normais, os médicos explicaram ao casal que o bebê nasceu com anomalias, mas não permitiu que o vissem. Apesar de não ter autorização, a mãe conseguiu ver o recém-nascido e teve a impressão que estava saudável.

Fonte: Yahoo

Após os médicos saberem que a mãe tinha visto o bebê, ela teve que abandonar o hospital e três dias depois a família foi informada da morte sem que pudessem ver o corpo.

“A documentação chegou mais tarde. Estava cheia de falhas e erros, desde o sobrenome à data que minha esposa deixou o hospital”, contou Djordjevic, convencido que o bebê foi dado por adoção para outro casal.

Nos tribunais sérvios há cerca de 3.000 denúncias por bebês desaparecidos, mas até agora não foi aberta uma investigação judicial.

Em alguns casos o crime prescreveu, enquanto em outros existem lacunas legais que impediram a abertura das investigações, o que despertou profunda desconfiança em relação à Justiça por parte dos pais.

Em todos os casos suspeitos, a forma de atuação é similar. Primeiro, informam aos pais que o bebê morreu na noite posterior ao parto, mas não permitem que a família veja o corpo, segundo Cicarevic.

Depois, convencem os casais que não é necessário ver o corpo da criança, alegando que seria traumático ou que foi necessário enviá-lo a outro lugar para uma autópsia.

Outra opção é mostrar o corpo de um bebê aos pais, mas sem garantias que seja o mesmo recém-nascido, por isso a associação de Cicarevic suspeita que se trata de bebês mortos guardados nas câmaras frigoríficas dos hospitais.

Por esse motivo, os pais exigem que sejam apresentados exames de DNA para poder identificar os bebes mortos. Além disso, em muitos casos a certidão de óbito dos recém-nascidos nunca chega ao registro civil, “de modo que só fica registrado que o bebê nasceu”, conta Cicarevic.

Diante desta situação, a associação de pais acredita que há grupos organizados que se dedicam a vender bebês, com preços entre 15 mil e 45 mil euros.

Em 2013, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, com sede em Estrasburgo, condenou a Sérvia no caso de Zorica Jovanovic, que processou o país pelo desaparecimento em 1983 de seu bebê do hospital de Cuprija.

Jovanovic foi informada da morte de seu bebê três dias depois do parto, mas nunca pôde ver o corpo nem recebeu o relatório da suposta autópsia, nem onde e quando o filho foi enterrado.

Após declarar que a Sérvia “não proporcionou informação fidedigna sobre o que ocorreu ao bebê”, a Corte sentenciou que Jovanovic deveria ser indenizada em 10 mil euros pelo Estado sérvio.

Com o grande número de casos, a Corte acrescentou que a Sérvia deve oferecer “respostas sobre o ocorrido a cada um dos bebês desaparecidos e dar aos pais a compensação adequada”. Segundo a sentença, a Sérvia precisa estabelecer os mecanismos necessários para poder chegar à verdade sobre estes casos.

Nas últimas semanas, aumentaram os contatos de representantes do governo e dos pais para definir as medidas adequadas para cumprir a sentença do tribunal europeu e conhecer a verdade.

O governo anunciou recentemente que a melhor resposta é a aprovação de uma lei especial, que é esperada para antes de maio, e que estudará tanto esse crime específico como fórmulas para apoiar e compensar os pais.

O problema dos bebês desaparecidos se tornou mais constante na imprensa local, que até então quase não abordava o assunto.

“Muitas crianças foram roubadas e ainda são, e acredito que isso começou pouco a pouco a despertar o interesse”, disse Cicarevic, que anunciou “uma campanha pública jamais vista” na Sérvia se não houver respostas para os desaparecimentos. EFE

Morre o Rei Abdullah, na Arábia Saudita, e sucessor não enfrenta as reformas pela democratização do País

24/01/2015

Justiça saudita mantém castigo corporal para blogueiro que ‘insultou o Islã’r

Badawi está preso desde 2012 e chegou a ser acusado de crime religioso passível de pena de morte

Apesar dos pedidos de clemência da comunidade internacional, a Arábia Saudita manteve a decisão de punir com mil chicotadas e 10 anos de prisão um blogueiro acusado de insultar a religião muçulmana.

Autor de um blog defendendo a liberdade de expressão, Raif Badawi está preso desde 2012 e em janeiro deste ano recebeu 50 chibatadas em público – um vídeo mostrando a cerimônia foi vazado na internet.

De acordo com a decisão original de um tribunal saudita, a parte do castigo corporal da sentença teria que ser levada a cabo de duas em duas semanas, mas desde a primeira “sessão”, em nove de janeiro, o processo foi interrompido. Oficialmente, a interrupção se deu por recomendação de uma junta médica que viu risco de vida para Badawi e considerou que ele não tinha se recuperado o suficiente das primeiras chibatadas.

Críticas

No entanto, acredita-se que a comoção internacional causada pelo caso também tenha influenciado a interrupção. Isso apesar de o governo saudita em março ter expressado seu descontentamento com o que chamou de tentativa de ingerência em assuntos internos do país.

A pressão internacional fez com o que o governo pedisse à Suprema Corte para reexaminar o caso e neste domingo os juízes mantiveram a sentença, que também inclui uma proibição para que, depois de solto, Badawi saia da Arábia Saudita ou use a internet até 2034.

Ensaf Haidar, a mulher do blogueiro teve que fugir para o Canadá, com medo de represálias

Badawi irritou as autoridades ao promover a Rede de Sauditas Liberais, um blog promovendo o debate sobre assuntos e religiosos, e em que disparou críticas contra autoridades e acusou determinados líderes religiosos de fomentar o radicalismo islâmico.

Príncipe

A Arábia Saudita é uma das poucas monarquias absolutistas que ainda restam no mundo e além de usar castigos corporais e pena de morte é criticada constantemente por entidades de defesa dos direitos humanos por reprimir manifestações democráticas.

Apesar disso, o país tem um dos mais altos índices de uso de mídia social do mundo.

Protestos pedindo a libertação de Badawi têm ocorrido em várias partes do mundo

Inicialmente, Badawi tinha sido condenado, em 2013, a sete anos de prisão e 600 chibatadas, mas a punição foi ampliada um ano depois. Ele também tinha sido acusado pelo crime de apostasia (afastar-se da religião), o que no islamismo é considerado um pecado grave e que na Arábia Saudita pode ser punido com a morte.

A mulher do blogueiro, Ensaf Haidar, deixou o país com os filhos e hoje vive no Canadá, depois de alegar ter recebido ameaças. Ela vem liderando uma série de campanhas pedindo a libertação do marido.

Além de uma série de protestos em diversas cidades do mundo, autoridades internacionais interferiram em favor de Badawi junto ao governo saudita. Entre eles o herdeiro do trono da Grã-Bretanha o príncipe Charles. A Suécia cancelou acordos militares com a Arábia Saudita.

Mulheres que dirigiram na Arábia Saudita serão julgadas em corte antiterror, dizem ativistas

Foto de vídeo divulgado por Loujain al-Hathloul mostra ela dirigindo dos Emirados Árabes Unidos até a fronteira com a Arábia Saudita

Duas sauditas detidas por infringirem uma proibição para que mulheres dirijam no país serão julgadas em um tribunal antiterrorismo, disseram ativistas.

Loujain al-Hathloul, de 25 anos, e Maysa al-Alamoudi, 33, estão detidas há quase um mês. Os casos teriam sido transferidos devido a comentários que elas fizeram nas redes sociais e não por estarem dirigindo, segundo os ativistas.

Loujain foi presa em 1º de dezembro após ter tentado entrar no país dirigindo, vinda dos Emirados Árabes Unidos, segundo a agência de notícias AFP.

Maysa, uma jornalista saudita baseada nos Emirados Árabes Unidos, também foi presa quando chegou à fronteira para ajudar Loujain, disse a agência.

As duas mulheres têm um grande número de seguidores no Twitter. Loujain escreveu uma mensagem sobre sua longa espera na fronteira saudita ao tentar entrar no país.

A Arábia Saudita é o único país do mundo onde mulheres são impedidas de dirigir. Apesar de não ser tecnicamente ilegal que elas dirijam, apenas homens recebem carteiras de habilitação – e mulheres que dirigem correm o risco de serem multadas e detidas pela polícia.

Sob as leis sauditas, as mulheres devem ficar no banco de passageiros

Sauditas lançaram uma série de campanhas – inclusive nas redes sociais – exigindo um relaxamento das restrições.

Uma ativista e escritora saudita, Hala al-Dosari, disse à BBC que a transferência dos casos das mulheres era vista como “uma continuação dos esforços das autoridades da reprimir a oposição”. “Este não é um caso isolado”, disse ela.

Na quinta-feira, um tribunal em al-Ahsa, no leste do país, decidiu que as mulheres deveriam ser julgadas em uma corte especializada em Riad, criada para lidar com casos de terrorismo.

Ativistas dizem que advogados das mulheres planejam recorrer da decisão.

Mulher saudita flagrada em estádio de futebol causa revolta no país

Torcedora foi flagrada nas arquibancadas e causou revolta na Arábia Saudita

Uma torcedora saudita revoltou homens do seu país por causa de sua presença em um estádio de futebol.

Em um vídeo no Youtube, a mulher, vestida de niqab – uma túnica e um véu cobrindo o rosto, deixando aparecer apenas os olhos -, aparece nas arquibancadas irritada com uma falta cometida em cima de um jogador do seu time, o Al Hilal, e gesticulando para o gramado.

O jogo era a semifinal da Liga dos Campeões da Ásia entre o Al Hilal, da Arábia Saudita, e o Al Ain nos Emirados Árabes. O time dela (Al Hilal) foi derrotado por 2 a 1.

O clipe já foi visto quase 400 mil vezes no YouTube e tem 1.500 comentários – boa parte deles de homens indignados criticando a mulher não identificada por estar em um estádio repleto de homens.

“Mulheres não se interessam por futebol, então por que elas vão a um estádio para ver um jogo ao vivo?”, escreveu um deles. “Essa mulher não tem um marido? O lugar dela é dentro de casa”, disse outro.

Vários outros que são contra a presença de mulheres nos estádios disseram que a atitude da saudita “incentiva o comportamento imoral e pecaminoso”. Outros falaram que isso coloca as mulheres em risco de serem assediadas.

Críticas

Na Arábia Saudita, as mulheres não podem frequentar jogos de futebol, mas a partida em questão estava sendo realizada nos Emirados Árabes Unidos e, por isso, havia várias mulheres sauditas no estádio apoiando o Al Hilal, time do país.

Lina Al Maena, ex-atleta que defende o direito das mulheres praticarem e participarem de esportes na Arábia Saudita, disse que “as mulheres são assediadas todos os dias, nos shoppings, nas ruas, então não entendo por que no estádio seria diferente”.

Mesmo com as críticas à atitude da mulher flagrada no estádio, Lina Al Maena acredita que já está havendo uma abertura no mundo dos esportes na Arábia Saudita. “Há muito mais aceitação hoje no envolvimento de mulheres com esportes do que se tinha uma década atrás”, constatou.

Segundo jornais sauditas, o governo do país está considerando a possibilidade de construir setores separados no estádio para mulheres.

O rei saudita Abdullah bin Abdulaziz morreu no hospital, aos 90 anos, anunciou a televisão estatal da Arábia Saudita. O monarca, o quinto filho do fundador da Arábia Saudita a ocupar o trono, será sucedido por outro meio-irmão, o príncipe Salman, numa mudança de testemunho esperada mas que não deixa de contribuir para as incertezas que rodeiam o Médio Oriente.

Arábia Saudita proíbe casamento com estrangeiras de quatro países

Pelas novas regras, homens sauditas estão impedidos de casar com cidadãs do Paquistão, Bangladesh, Chade e Myanmar

O governo da Arábia Saudita ampliou as restrições ao casamento de seus cidadãos com estrangeiras, incluindo uma proibição expressa ao matrimônio com mulheres de quatro países.

Os homens sauditas estão proibidos de se casarem com mulheres nascidas no Paquistão, Bangladesh, Chade e Myanmar e que estejam vivendo na Arábia Saudita. Segundo estatísticas não oficiais, 500 mil mulheres desses países vivem hoje na Arábia Saudita.

A Arábia Saudita possui um dos maiores contingentes de mão de obra estrangeira entre os países do Golfo. São 9 milhões de pessoas – ou 30% da população.

A nova medida gerou polêmica em jornais e revistas do Golfo e do Paquistão. Leitores do jornal paquistanês Pakistani Dawn acusaram a Arábia Saudita de racismo.

Já o diário saudita Saudi Gazette questionou o fato de que o novo decreto afetar apenas mulheres desses quatro países.

Divórcio e poligamia

Pelas novas regras, os noivos que quiserem se casar com estrangeiras têm de encaminhar à polícia o documento de identidade original junto com a proposta de casamento assinada pelo prefeito da cidade onde moram. A papelada será então remetida ao governo para apreciação, explicou o chefe de polícia de Mecca, Assaf Al-Qurshi.

Os solicitantes precisam ter idade superior a 25 anos. Caso tenham se divorciado, terão que esperar seis meses antes de um novo casamento, informou o jornal Makkah.

Para homens casados, o requerente “deve incluir um relatório de um hospital federal atestando que sua esposa está sofrendo de uma doença crônica ou é estéril”.

Enquanto isso, homens casados com mulheres saudáveis precisam provar que suas esposas autorizam o segundo matrimônio.

A Arábia Saudita permite a poligamia – um homem pode ter várias esposas.

Jovens são presos por dar ‘abraços grátis’ na Arábia Saudita

Polícia religiosa da Arábia Saudita detém suspeitos por incentivar práticas exóticas

Dois homens foram presos na Arábia Saudita por oferecer “abraços grátis” nas ruas de Riad.

A polícia religiosa saudita deteve os dois jovens pelos crimes de “incentivar práticas exóticas” e ofender a ordem pública.

O movimento de abraços grátis propõe “iluminar” as vidas das pessoas ao oferecer abraços a estranhos.

O jovem saudita Bandr al-Swed publicou um vídeo no YouTube no qual aparece oferecendo abraços a homens desconhecidos que passam na rua. Mais de 1,5 milhão de pessoas assistiram ao vídeo.

“Após ver a ‘Campanha de Abraços Grátis’ em muitos países diferentes, decidi fazer isso em meu próprio país”, disse Swed à TV al-Arabiya.

“Gostei da ideia e pensei que ela poderia levar felicidade à Arábia Saudita.”

Sharia

Segundo o jornal britânico Independent, o vídeo inspirou outros dois jovens sauditas: Abdulrahman al-Khayyal e um amigo.

A dupla então foi a uma das principais ruas de Riad e começou a oferecer abraços, anunciando o “serviço” em um letreiro.

Os dois foram rapidamente presos pela polícia religiosa local, órgão da Comissão para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício encarregada de assegurar o cumprimento da sharia (lei islâmica) no país.

Os dois suspeitos foram libertados após assinar um documento prometendo que não voltariam a oferecer abraços na rua.

A polícia religiosa atraiu críticas por seu papel em um incêndio, em 2002, em uma escola em Mecca, no qual 15 meninas morreram. A polícia foi acusada de manter as crianças na escola durante o incêndio por elas não estarem adequadamente vestidas para sair.

Sauditas fazem campanha no Twitter pedindo melhores salários

Charge crítica ao governo mostra estrangeiros se beneficiando mais com riqueza do país

Uma campanha nas mídias sociais pedindo melhores salários na Arábia Saudita está ganhando grande adesão dos internautas do país, devido ao recente aumento no custo de vida.

Nos últimos dois, ativistas criaram uma hashtag em árabe que se tornou muito popular no Twitter: #nossos_salários_não_cobrem_nossas_necessidades.

Mais de 17 milhões de mensagens com esta hashtag em árabe foram publicadas nas primeiras duas semanas da campanha, que começou em julho.

No entanto, a campanha também atrai críticas. Para alguns, ela expõe em público problemas privados. Para outros, ela é simplesmente exagerada.

Um dos objetivos da campanha é fazer com que o rei Abdullah, que governa o país, aumente os salários por decreto. Os ativistas têm exposto o problema da pobreza no país, um dos mais ricos em petróleo do mundo.

Dia Nacional

Desde os anos 1970, a população passou de sete milhões para 30 milhões. Os mais jovens com bom nível de educação lideram as reivindicações por melhorias.

Alguns se ressentem com a promessa feita pelo governo de ajudar o Egito financeiramente, em um momento em que há muita pobreza.

Uma charge que circula no Twitter ilustra o problema. A imagem mostra um casal saudita e um bebê morando em um trailer. A legenda diz: “A Arábia Saudita dá US$ 5 bilhões ao Egito. Eles [a família] não merecem mais?”

A família real saudita também é criticada. Muitas mensagens no Twitter criticam a notícia não-confirmada de que um dos príncipes da família teria pago US$ 500 mil a uma instituição de caridade para ter um encontro de 15 minutos com a atriz americana Kristen Stewart.

Ativistas também reclamam da falta de imóveis a preços acessíveis, um problema que já foi criticado pelo Fundo Monetário Internacional em um relatório recente.

Os protestos podem se intensificar em 23 de setembro, o Dia Nacional, um feriado patriótico na Arábia Saudita.

Um internauta escreve: “Que Dia Nacional é esse, quando minha nação está afundando em dívida, todos os príncipes estão na Suíça e nós é que pagamos as contas? A culpa é de quem permite que eles brinquem com nosso dinheiro e nosso petróleo.”

Este tipo de debate público é raro na Arábia Saudita. O secretário-geral do gabinete do rei, Abdul Rhman al-Sadhan, criticou a campanha no Twitter, dizendo que ela é uma “oportunidade para insurreição (…) liderada por pessoas raivosas com o fato de o reino estar em paz e estabilidade, enquanto outros países sofrem.”

Romeu e Julieta’ sauditas viram tema de campanha no Facebook

Simpatizantes fazem campanha online em favor do casal, detido na fronteira Arábia Saudita – Iêmen

Um relacionamento “proibido” entre dois jovens, envolvendo Arábia Saudita e Iêmen, virou tema de uma campanha no Facebook.

O amor entre Huda (uma moça hoje com 22 anos e vinda de uma família proeminente) e Arafat (um imigrante iemenita pobre de 25 anos) floresceu quando ela entrou em uma loja de celulares em sua cidade natal, na Arábia Saudita. Ele trabalhava lá. Ambos se apaixonaram.

Huda visitou a loja ao longo de anos para encontrar-se com Arafat, que pediu a mão da jovem em casamento ao pai dela. Mas o pai recusou, diz o advogado do casal.

“Minha família queria que eu me casasse com um outro homem”, diz Huda em um vídeo postado no YouTube, que, segundo relatos, é parte de uma entrevista que ela deu a jornalistas sauditas. “Mas eu me recusei. Disse que ninguém me tocaria senão Arafat. Foi aí que pensei que eu deveria fugir.”

Sua decisão foi considerada ousada, em uma sociedade tão tradicional e patriarcal como a saudita. Huda saiu de casa e cruzou a fronteira entre Arábia Saudita e Iêmen, disfarçada de trabalhadora iemenita.

Segundo comunicado da ONG Human Rights Watch, que conversou com o advogado do casal, Arafat estava com ela na fuga; eles planejavam se casar no Iêmen.

Mas ambos foram detidos na fronteira. Hura foi acusada de imigração ilegal, e Arafat de ser seu cúmplice.

Repercussão online

A história do casal teve grande repercussão no Facebook no Iêmen, e diversas páginas foram criadas para comentar a história do casal (uma delas tem mais de 9 mil “likes”).

Nem todos os comentários nas páginas são favoráveis a Huda e Arafat. Alguns internautas alegam que ela “envergonhou seu país e sua família”; outros evocam rixas entre iemenitas e sauditas.

Mas muitos defendem o casal e citam os levantes iemenitas durante a Primavera Árabe para pedir mais direitos civis.

“A empatia com Huda é porque ela se rebelou contra sua cultura”, diz Fahad, funcionário público de 33 anos que está organizando um protesto, neste domingo, diante do tribunal onde o casal se apresentará para uma audiência.

“Ela enfrentou uma sociedade patriarcal que ordenava que ela se casasse. Isso mostra a necessidade de termos Estados modernos, com liberdades e direitos e onde as pessoas possam, por exemplo, escolher com quem querem se casar.”

A Human Rights Watch também defendeu Huda, pedindo que ela não seja deportada à Arábia Saudita.

“As autoridades iemenitas não devem devolvê-la a seu país sem levar em conta sua alegação de que o governo saudita não será capaz de protegê-la da violência (que deverá sofrer) de sua família”, diz o comunicado da ONG.

“O Iêmen deve suspender qualquer ordem de deportação e permitir que o Comissariado da ONU para Refugiados a entreviste na prisão para verificar seu pedido por asilo.”

A ONG diz que “diversas fontes” confirmam que a Arábia Saudita está pressionando o país vizinho para que deporte Huda.

Abdullah, que terá nascido em 1923 ou 1924, era rei desde Agosto de 2005, embora tenha governado de facto o país na década anterior, depois de o antecessor, o rei Fahd, ter sofrido um acidente vascular cerebral.

À frente de uma das últimas monarquias absolutas do mundo, é creditado por algumas reformas internas: autorizou a realização de eleições municipais, que continuam a ser as únicas permitidas no país, e anunciou que as mulheres poderiam votar e ser eleitas (o que não chegou a acontecer), permitiu um nível mínimo de crítica ao governo na imprensa, deu o seu nome à primeira universidade não segregada do país e aprovou bolsas de estudo que permitiu a milhares de jovens estudar no estrangeiro. Reforçou também o papel da Arábia Saudita como potência incontestável da região e esmagou, há quase uma década, a presença da Al-Qaeda no país, após uma série de atentados que colocou em causa a segurança no maior produtor mundial de crude.

Mas a estrutura de poder não foi tocada e a Arábia Saudita mantém-se como um dos mais repressivos países do mundo, onde as mulheres são a ser presas por conduzirem, os partidos políticos são proibidos, a mínima dissidência é punida com prisão e as execuções em público uma prática corrente.

A notícia da sua morte, à 1h de sexta-feira (22h de quinta-feira em Portugal continental), foi antecedida pela recitação de versos do Corão na televisão estatal que, pouco depois, poria fim a uma especulação que durava desde 31 de Dezembro, altura em que Abdullah foi hospitalizado com uma pneumonia.

O funeral realizou-se a meio do dia de setxta-feira, um momento de grande solenidade religiosa uma vez que o rei saudita ostenta o título de guardião de Meca e Medina, o que faz dele uma das figuras mais importantes da fé muçulmana. Entre as presenças já confirmadas no funeral está o rei Abdallah da Jordânia e o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Os problemas de saúde de Abdullah foram recorrentes nos últimos anos, originando especulações sobre a sucessão no reino saudita, actor decisivo no Médio Oriente e potência mundial do petróleo. Para garantir a normalidade, Salman bin Abdulaziz al-Saud foi de imediato proclamado rei, passando o título de herdeiro para o príncipe Moqrin, o mais novo entre as dezenas de filhos de Abdulaziz al-Saud, o fundador da Arábia Saudita. Depois da sua morte, em 1952, o trono foi ocupado sucessivamente por cinco dos seus filhos, uma tradição que volta agora a ser respeitada.

Num primeiro discurso ao país, o novo monarca, tido como menos interessado em reformas e mais próximo da ultraconservadora liderança religiosa, assegurou que manterá a linha dos seus antecessores. “Permaneceremos, com o apoio de Alá, no caminho seguro que este Estado segue desde a sua criação pelo rei Abdulaziz e pelos seus filhos depois dele”, afirmou Salman numa intervenção em que prometeu manter o país a salvo de qualquer ameaça e apelou à união das nações árabes e muçulmanas.

Mas há incertezas que continuam a pairar sobre o trono saudita. Salman, que era príncipe herdeiro e ministro da Defesa desde 2011, tem 79 anos e há vários rumores sobre o seu estado de saúde, que a monarquia desmente. Moqrin foi designado no ano passado segundo na linha de sucessão, numa iniciativa de Abdullah para garantir a renovação da linha dinástica. Mas outros meios-irmãos contestam (ainda que veladamente) a escolha, apontando o facto de ser filho de mãe iemenita e de ter ultrapassado outros príncipes que, pela idade, estariam à sua frente na sucessão.

Se vier, efectivamente, a ocupar o trono saudita, Moqrin deverá ser o último da sua geração a fazê-lo, pelo que as atenções estão já centradas em perceber qual entre os netos de Saud assumirá um dia as rédeas do país. Salman deu um primeiro passo nesse sentido, ao nomear nesta quinta-feira o sobrinho Mohammed bin Nayef, actual ministro do Interior com boa reputação no Ocidente, como segundo na linha de sucessão, após Moqrin. Designou ainda um dos seus filhos, Mohammed bin Salman, como ministro da Defesa, mas manteve os titulares das outras pastas, incluindo Negócios Estrangeiros, Petróleo e Finanças.

Fonte: O Público (Portugal) e BBC

DILMA pretende amenizar crise da água do Cantareira com obra do PAC que fará a transposição das águas do Paraíba do Sul

24/01/2015

O governo federal incluiu na lista de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a transposição de água da bacia do Rio Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro, para o Sistema Cantareira, um dos responsáveis pelo abastecimento de água na Grande São Paulo, informou  o Palácio do Planalto.

A transposição é um projeto do governo paulista para auxiliar o Sistema Cantareira, que enfrenta uma crise hídrica por conta da estiagem no Sudeste. O Rio de Janeiro era inicialmente contrário à obra porque a bacia abastece diversos municípios do estado, incluindo a região metropolitana da capital fluminense.

Alckmin apresentou a ideia em março do ano passado. A previsão é que, após definir contratação da empresa responsável, a obra seja executada em 14 meses.

Para defender o projeto, o governador esteve em Brasília com a presidente Dilma Rousseff após as eleições. Recentemente, em 7 de janeiro, Alckmin ouviu do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, que Dilma já tinha dado parecer favorável à inclusão do projeto no PAC. Entretanto, no encontro, Alckmin pediu a Kassab apoio para acelerar o “enquadramento” da obra, que é uma etapa burocrática de análise da proposta anterior ao aval oficial para o financiamento e lançamento de edital.

Agora com a inclusão na lista do PAC, os contratos firmados podem ser executados por meio do Regime Diferenciado de Contratações (RDC). O RDC acelera e simplifica procedimentos das licitações porque, entre outros mecanismos, permite a contratação por inteiro de uma obra, sem necessidade de contratar em separado o projeto básico, o projeto executivo e a execução.

Transposição vai custar R$ 830 milhões. (Foto: Arte/G1)

Conforme o Ministério do Planejamento, as obras serão executadas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e custarão R$ 830,5 milhões. De acordo com a pasta, os recursos serão financiados via Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES).

Segundo estimativas do governo federal, a interligação aumentará, em média, a disponibilidade hídrica no sistema Cantareira em 5,1 metros cúbicos por segundo. De acordo com o Planejamento, as águas do Paraíba do Sul serão levadas ao Cantareira por meio de um canal entre as represas Jaguari (RJ) e Atibainha (SP).

Crise no abastecimento
A crise hídrica no estado de São Paulo começou ainda no ano passado. O Sistema Cantareira, que atendia 9 milhões de clientes da Sabesp, atualmente fornece água para 6,2 milhões de pessoas. Nesta sexta, o Cantareira operava com 5,3% da capacidade.

A ANA autorizou a obra de ligação da bacia do rio Paraíba do Sul com o Sistema Cantareira. O aval foi dado por um grupo de trabalho criado na agência, com representantes dos governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, para discutir soluções para a crise da falta de água em municípios paulistas.

O governador reeleito do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), afirmou, em Brasília, que acatará se o governo federal dedidir realizar a transposição do rio Paraíba do Sul para abastecer o Sistema Cantareira, em São Paulo. Pezão se reuniu na tarde desta quarta com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

Nesta quarta, o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, assegurou aos integrantes da CPI da Sabesp, em São Paulo, que a transposição do Paraíba do Sul é tecnicamente viável. A bacia abastece três estados: Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

“Os nossos técnicos estão aqui há dois dias discutindo com a ANA, com a ANEEL, com a ministra Izabella [Teixeira, ministra do Meio Ambiente]. Então, eu vou aguardar o posicionamento deles. Ali [Paraíba do Sul] é um rio federal que atende a três estados. Se os técnicos chegaram a essa conclusão [que é necessário transferir as águas], eu só tenho a acatar”, afirmou Pezão ao final da audiência com Dilma.

O governador fluminense disse que viajou a Brasília para congratular pessoalmente a petista pela reeleição e para agradecer o apoio que recebeu dela durante a disputa eleitoral.

A transposição do rio Paraíba do Sul é um projeto do governo paulista que pretende desviar água do rio para abastecer o Sistema Cantareira, que enfrenta uma crise hídrica por conta da estiagem na Região Sudeste. A bacia do Paraíba do Sul abastece diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, incluindo a região metropolitana da capital fluminense.

Em maio, o Ministério Público Federal do Rio (MPF-RJ) protocolou uma ação civil pública na Justiça Federal para tentar barrar o projeto do governo de São Paulo que prevê a transposição das águas do Paraíba do Sul.

Os procuradores da República solicitaram, em junho, que a Agência Nacional das Águas não autorizasse a transposição do rio pelo menos até o que o Ibama realizasse estudos de viabilidade ambiental necessários para avalizar esse tipo de projeto.

Briga com SP
Questionado por jornalistas sobre se iria continuar “brigando” com o estado de São Paulo, o governador do Rio de Janeiro disse que não está “brigando com ninguém.

“Eu me relaciono otimamente com o governador Geraldo Alckmin, sempre. É um rio com regulação federal, então, é seguir o que determinam os órgãos de regulação federal, a ANA, a ANEEL, Ministério do Meio Ambiente”, destacou Pezão.

A Agência Nacional de Águas (ANA) autorizou nesta sexta-feira (16) as obras de interligação da bacia do rio Paraíba do Sul com o Sistema Cantareira,  que abastece a população da região metropolitana de São Paulo. O aval foi dado por um grupo de trabalho criado na ANA, com representantes dos governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, para discutir soluções para a crise da falta de água em municípios paulistas.

FALTA D’ÁGUA EM SP
Seca afeta abastecimento

A transposição do Paraíba do Sul é um projeto do governo paulista que pretende desviar água do rio para abastecer o Sistema Cantareira, que enfrenta uma crise hídrica por conta da estiagem no Sudeste. O Rio de Janeiro era inicialmente contrario à obra porque a bacia abastece diversos municípios do estado, incluindo a região metropolitana da capital fluminense.

Pelo projeto avalizado nesta sexta pela ANA, fica autorizada a interligação entre o reservatório de aproveitamento hidrelétrico Jaguari (UHE), que fica no rio Jaguari, na bacia do Paraíba do Sul, ao reservatório do rio Atibainha, parte do Sistema Cantareira, localizado na bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).

Para o começo das operações da interligação, o relatório que autoriza as obras deverá passar pela análise do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap), composto por poder público e membros da sociedade civil dos três estados que a bacia abrange: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O comitê terá acesso ao relatório até o final de janeiro.

De acordo com a assessoria de imprensa da ANA, o início das operações da interligação dependem, ainda, da aprovação de novas regras de funcionamento para o Sistema Cantareira, que dependem da análise do comitê da bacia para serem validades. As novas normas alteram, por exemplo, a vazão que pode ser liberada por cada bacia do sistema. O objetivo é garantir que, mesmo em períodos de chuva escassa, os reservatórios possam durar mais.

Em março do ano passado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, informou que a ligação do Cantareira com o Paraíba do Sul poderia levar 18 meses. Na época, a estimativa era que a iniciativa teria um investimento estimado de R$ 500 milhões e seria executada pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Saneamento e Recursos Hidricos de São Paulo, o chefe da pasta, secretário Benedito, informou que as obras de interligação podem começar entre o final de janeiro e o início de fevereiro.

O secretário acrescentou, no entanto, que dependerá da liberação de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A secretaria informou que a estimativa de custo é de R$ 830 milhões. Não há previsão para a data de conclusão das obras.

Acordo entre estados
Em novembro de 2014, os governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais fecharam um acordo no Supremo Tribunal Federal (STF) para dar início a obras de infraestrutura a fim de reduzir os efeitos da crise hídrica que atinge atualmente a Região Sudeste. Pelo acordo, mediado pelo ministro do STF Luiz Fux, os três estados devem apresentar até 28 de fevereiro propostas para o enfrentamento da crise de falta d’água.

A transposição do rio Paraíba do Sul é uma dessas propostas. Em maio, o Ministério Público Federal do Rio protocolou uma ação civil pública na Justiça Federal pedindo que fosse concedida uma decisão liminar (provisória) para barrar o projeto do governo paulista que prevê a transposição das águas do Paraíba do Sul.

Na ocasião, a Justiça Federal enviou o processo ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando não ter competência para julgar o caso, já que o rio banha mais de um estado e o fato geraria um conflito federativo. Procuradores da República solicitaram, em junho, que a ANA não autorizasse a transposição do rio pelo menos até o que o Ibama realizasse estudos de viabilidade ambiental necessários para avalizar esse tipo de projeto

Fonte: G1

2014 foi o ano mais quente dos últimos tempos

19/01/2015

O ano de 2014 foi o mais quente da história. E não foi só isso. Cientistas de vários países mostram que outros fatores estão provocando prejuízos enormes pra saúde do planeta.

Os cientistas coletaram dados de estações meteorológicas ao redor do mundo. E confirmaram o que sentimos na pele: 2014 foi o ano mais quente desde 1880, quando os pesquisadores começaram a monitorar o clima global.

A animação mostra o avanço da temperatura no mundo nas últimas seis décadas. As áreas em amarelo, laranja e vermelho revelam temperaturas acima da média histórica. E que no ano passado ficaram 0,7°C mais altas.

No Brasil, em uma área extensa que vai do Pará ao Rio Grande do Sul, os termômetros registraram, em média, entre 1°C e 2°C a mais.

Gavin Schmidt é o diretor da Nasa que comandou o estudo. Ele destaca que 2014 não teve o fenômeno El Niño, que aquece as águas do Pacífico e provoca mudanças climáticas. Então, o que aconteceu foi realmente um aumento consistente da temperatura, relacionado ao aquecimento global, provocado pelos gases do Efeito Estufa.

Fonte: G1

Cientistas de várias partes do mundo afirmam que outras condições do nosso planeta estão se deteriorando rapidamente. Um novo estudo publicado pela revista Science confirmou que a humanidade já está vivendo em uma zona de perigo.

Para medir esse risco, um grupo internacional de cientistas criou há seis anos uma escala com nove categorias que eles batizaram de “Fronteiras Planetárias”. Quanto mais fronteiras forem ultrapassadas, menos seguro fica o planeta.

De acordo com o estudo, já avançamos quatro: estamos acima do limite tolerável para extinção de espécies, desmatamento, nível de gás carbônico na atmosfera, e contaminação dos oceanos por fertilizantes químicos.

Elena benetti é uma das responsáveis pelo estudo. Ela afirma que, apesar dos resultados, é otimista. “A pesquisa nos mostra onde está o problema. Está claro que temos que reduzir a emissão de gases e sabemos como fazer isso”, disse.

Mais um brasileiro preso por tráfico de drogas na Indonésia deve ser executado nos próximos dias

18/01/2015

Brasileiro ‘rejeita três últimos pedidos’ na Indonésia

Arquivo de família
Gularte foi notificado no sábado de que será executado

O paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, que deverá ser executado na Indonésia, rejeitou neste domingo fazer seus três últimos pedidos e expressou confiança de que a sentença não será cumprida, disse seu advogado.

Gularte, de 42 anos, foi notificado no sábado de que será executado por fuzilamento. Nenhuma data para a sentença foi anunciada, mas ela poderá ser realizada já na terça-feira após o fim do aviso de 72h previsto pela lei indonésia.

Preso em 2004 ao tentar entrar na Indonésia com 6kg de cocaína em pranchas de surfe, Gularte foi condenado à morte em 2005.

A defesa ainda tenta convencer autoridades a reverter sua pena, após o brasileiro ter sido diagnosticado com esquizofrenia, e entrará com um novo recurso
Gularte recebeu visita da prima, Angelita Muxfeldt, na prisão de Nusakambangan, a cerca de 400km de Jacarta, onde ele é mantido e as sentenças deverão ser cumpridas. Ele poderá ser visitado todos os dias até a data da execução.

O encontro foi “difícil”, no qual ele se negou a realizar os três últimos pedidos a que tem direito, disse à BBC Brasil o advogado Ricky Gunawan, que também esteve na reunião.

“Ele rejeitou, rindo. E disse: ‘Isso é alguma coisa como Aladdin? Não preciso disso'”, disse ele, que assumiu o caso em março.

Gularte poderá ser o segundo brasileiro a ser executado na Indonésia. Em janeiro, o carioca Marco Archer Cardoso Moreira foi fuzilado após ser condenado à morte por tráfico de drogas.

‘Pena de morte abolida’

Gularte foi diagnosticado com esquizofrenia por dois relatórios no ano passado.

Em março, uma equipe médica reavaliou o brasileiro à pedido da Procuradoria Geral indonésia, mas o resultado deste laudo não foi divulgado, apesar de repetidos pedidos da defesa e do governo brasileiro.

Arquivo da família
Familiares e conhecidos dizem que Gularte se recusa a tirar um boné, que diz ser sua proteção

Familiares e conhecidos relataram em entrevistas recentes à BBC Brasil que Gularte passa seus dias na prisão conversando com paredes e ouvindo vozes de satélites. Dizem que ele se recusa a tirar um boné, que usa virado para trás, alegando ser sua proteção.

No encontro deste domingo, Gunawan disse que o brasileiro alterou momentos de lucidez com discursos “delirantes”, no qual disse acreditar que sua execução não será realizada.

“Quando falamos da execução, ele disse que houve uma conferência internacional de procuradores ontem e hoje, que a pena de morte foi abolida e que ele não será executado”.

“Disse, por exemplo, que a água em Cilacap e em todos os lugares é intoxicada e que a gente devia ter cuidado”.

Um representante da embaixada brasileira e um pastor também participaram da visita, disse Gunawan.

bbc
Execuções deverão ser realizadas na prisão de Nusakambagan

“O pastor tentou dizer que ele precisava estar preparado, mas era difícil para ele (Gularte) entender a situação”.

No sábado, Gularte teria reagido com “surpresa” e “delírio” ao ser notificado de sua execução, disse à BBC Brasil um diplomata brasileiro que acompanhou o anúncio.

Novo recurso

O advogado de Gularte tentará um novo recurso na segunda-feira para reverter a execução. Na semana passada, a defesa havia pedido para que a prima que está na Indonésia ficasse com a guarda do brasileiro, devido ao seu estado mental.

A família alega que ele sofre de distúrbios mentais há anos. Segundo o advogado, a lei indonésia proíbe que réus com doenças mentais sejam condenados à morte e o recurso deverá apontar o “longo histórico de problemas mentais” de Gularte.

BBC
Gularte (à esquerda) ao lado de Marco Archer Cardoso Moreira, executado na Indonésia em janeiro

“Não há nenhuma prova de que ele estava bem quando ele cometeu o crime. Temos fortes evidências de que ele tem problemas mentais desde 1982”.

Além de Gularte, oito condenados também foram notificados – sete estrangeiros e um indonésio.

Entre eles estão os australianos Andrew Chan e Myuram Sukumaran, considerados os líderes do grupo de traficantes “Os Nove de Bali”, além de cidadãos das Filipinas e Nigéria.

A Indonésia está sob forte pressão internacional para que reveja as execuções, e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, reforçou pedido para que as condenações sejam revistas.

“O secretário-geral pede ao presidente Joko Widodo que considere urgentemente declarar uma moratório na pena capital na Indonésia, tem em vista sua abolição”, disse um porta-voz de Ban.

Widodo, que assumiu em 2014, negou clemência a condenados por tráfico, dizendo que o país está em situação de “emergência” devido às drogas. Em janeiro, seis presos foram executados, inclusive Marco Archer.

Brasil e Noruega convocaram seus embaixadores na Indonésia em protesto e, em fevereiro, a presidente Dilma Rousseff recusou temporariamente as credenciais do novo representante indonésio no Brasil em meio ao impasse com Jacarta diante da iminente execução de Gularte.

Grupos de direitos humanos também têm pressionado a Indonésia para cancelar a aplicação das penas.

Mais de 130 presos estão no corredor da morte, 57 por tráfico de drogas, segundo a agência Associated Press.

Oposição diz ver ‘falta de empenho’ de Dilma e cobra recursos em Cortes internacionais; para Samuel Pinheiro Guimarães, situação não deve ser encarada como ‘ofensa ao Brasil’

Após mais uma negativa do governo da Indonésia frente a um pedido de clemência por um brasileiro no corredor da morte, fontes com atuação ligada às relações internacionais, entre congressistas, OAB e um embaixador, ouvidas pelo iG acreditam que é praticamente irreversível a perspectiva de execução de Rodrigo Gularte, 42 anos

 

Gularte é o segundo brasileiro preso e condenado à morte por tráfico de drogas na Indonésia. No dia 17 de janeiro, Marco Archer, 53 anos, foi fuzilado sob a mesma acusação. Como Archer, Gularte tentou entrar no país asiático com drogas escondidas, no seu caso, seis quilos de cocaína camuflados dentro de uma prancha de surfe.

Marcelo Galvão, presidente da Comissão Nacional de Relações Internacionais da Ordem dos Advogados do Brasil não nutre esperança de que Gularte escape da pena de morte. “Os organismos internacionais não tem jurisdição sobre o estado. Não havendo acordo internacional, não tem como influir nisso. É um problema de legislação interna”, diz ele, que afirma que a própria OAB teria pouco a contribuir neste caso. “A OAB não tem condições de atuar nesse caso”, resume. Apesar do fracasso em salvar Archer do fuzilamento, Galvão evita culpar o Brasil neste caso. “Não culparia o Estado brasileiro”, afirma.

Vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara em 2014, o deputado tucano Duarte Nogueira tem uma posição mais crítica quanto a ação do governo brasileiro no caso de Archer. “O governo pode não ter falhado, mas usou de uma estratégia, me parece, muito mais preocupada em dizer que estava fazendo algo do que de fato fez. Faltou empenho”, critica ele, que sugere algumas opções. “Poderia requerer recursos em cortes internacionais, requrerer que fóruns ligados a ONU, da qual a Indonésia faz parte, pudessem levar a questão a outras instâncias”, declara o parlamentar.

Apesar da visão mais crítica, Nogueira engrossa o coro dos céticos quanto às chances de Gularte evitar o mesmo destino do compatriota fuzilado no dia 17. “Não sei se diante do que ocorreu com esse brasileiro (Marco Archer) eles possam pesar outros elementos para tentar reverter ou postergar a situação do outro”, diz o deputado tucano. “Simplesmente pedir não me parece uma estratégia exitosa”, acrescenta ele.

Colega de Nogueira na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o vice-líder do PT na Casa, Carlos Zarattini (SP) discorda do tucano e diz que o Brasil fez sim tudo que era possível fazer para tentar evitar a execução de Archer. Sobre a situação de Gularte, Zarattini não é nada otimista. “Acho que não será diferente. Os indonésios têm sua lei e acho difícil haver alguma alteração”, diz ele.

Apesar do pessimismo, Zarattini defende a pressão feita pelo governo no sentido de debater a adoção da pena de morte no mundo. “É válido pressionar nesse sentido, de mudar essa lei”, resumiu ele. A opinião do vice-líder petista é partilhada pelo ministro da Secretária de Relações Institucionais, Pepe Vargas (PT-RS), no que diz respeito ao debate sobre a pena capital. “Acho que isso enseja um grande debate no nosso país sobre quem defende pena de morte aqui no nosso país. Sobre o que que significa concretamente esse tipo de pena”, disse o Ministro durante café da manhã com jornalistas na última semana.

Vontade de fazer oposição

Diplomata e professor, Samuel Pinheiro Guimarães rebate a possibilidade aventada pelo deputado tucano sobre as chances de apelo para fóruns internacionais como possibilidade de buscar pressionar o governo indonésio em defesa da vida dos brasileiros condenados. “É desconhecimento. É vontade de fazer oposição. Não há acordo internacional que proíba um país de adotar pena de morte”, diz ele. “Nem a ONU tem competência para isso”, afirma. “Não é nada contra o Brasil. Essa situação não tem nada a ver com o Brasil, não se trata de uma ofensa ao Brasil”, acrescenta ele.

Guimarães, cujo currículo inclui posições como a de ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos no governo Lula, secretário-geral do Itamaraty e alto representante-geral do Mercosul, avalia que o esforço feito por Archer foi a altura do problema. “O governo tem feito esforço há vários anos para libertá-los. Acho que fez todo o esforço. Essa situação é disposta pela lei da Indonésia, que pune alguns crimes com a pena de morte, como aliás o fazem outros países, como os Estados Unidos e vários outros”, declara Guimarães.

Sobre as perspectivas de Gularte, o embaixador acredita que sua remota chance poderia se apoiar no seu estado de saúde, mas sem se empolgar com a alternativa. “Aparentemente há uma possibilidade que de que ele pudesse se beneficiar do estado psiquico dele. Há um argumento de que ele teria esquizofrenia e isso poderia aliviar a pena, mas é difícil dizer”, diz ele. “É como um indivíduo que chega ao Brasil vindo de fora e comete aqui um assassinato. Ele não vai ser condenado?”, questiona o embaixador.

O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53 anos, foi executado em 18/1/15 na Indonésia (próximo das 16 horas no Brasil). A emissora local TV One confirma a informação. A Embaixada do Brasil em Jacarta confirmou que Archer está morto. O método de execução de condenados à pena de morte no país é o fuzilamento.

Marco Archer foi preso em 2004 na Indonésia, após tentar entrar com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos da asa delta. No aeroporto de Jacarta, a polícia descobriu o carregamento através do raio-x. Archer conseguiu fugir do aeroporto, mas duas semanas depois acabou preso novamente. A Indonésia pune o tráfico de drogas com pena de morte.

Em entrevista à ‘GloboNews’, o ex-cônsul do Brasil em Bali, Renato Vianna, afirmou que todas as regras sobre fuzilamento ficaram mais rígidas na Indonésia nos últimos 15 anos. “A Indonésia é um país tranquilo, bem aberto, mas eles são muito restritos com relação às drogas. Se a pessoa for pega com um cigarro de maconha, ela vai ser presa e está arriscada a passar até oito anos na cadeia”, completou.

Indonésia negou todos os pedidos do Brasil

A Indonésia negou todos os pedidos de clemência feitos pela defesa do brasileiro para evitar a execução de Archer. No Brasil, não existe pena de morte e as informações são de que nunca um brasileiro foi executado para dar cumprimento a uma sentença deste tipo.

Marco Archer Cardoso Moreira, preso há 11 anos em Jacarta, é carioca, tem 53 anos e trabalhava como instrutor de voo livre. Ele foi preso quando tentava entrar na Indonésia com 13 quilos de cocaína escondidos dentro dos tubos de uma asa delta em 2003 e teve a droga descoberta ao passar pelo aparelho de raios-X, no Aeroporto Internacional de Jacarta. Ele conseguiu fugir do aeroporto, mas acabou preso duas semanas depois.

Outro brasileiro preso e condenado à morte em Jacarta, que teve o pedido de clemência feito pela presidente Dilma Rousseff também rejeitado pelo presidente da Indonésia foi o surfista Rodrigo Gularte. Ele foi detido em 2004, também no aeroporto de Jacarta, com 12 pacotes de cocaína. A droga estava escondida em oito pranchas. O surfista estava a caminho da ilha de Bali, acompanhado de dois amigos, mas assumiu sozinho a autoria do crime de tráfico internacional de drogas.

O Palácio do Planalto confirmou a execução  do brasileiro Marco Archer. A presidente Dilma Roussef, em nota, disse estar “consternada e indignada” com o ocorrido. Marco Archer foi condenado à morte após ter sido julgado e condenado por ter ingressado na Indonésia com 13 quilos de cocaína, há 11 anos.

Na sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff tentou, em telefonema, convencer o presidente da Indonésia, Joko Widodo, a suspender a execução do brasileiro de 53 anos, ressaltando que fazia um “pedido humanitário”, “como chefe de Estado e mãe”. Mas, não teve sucesso na tentativa.

Para a presidente Dilma, a decisão do presidente indonésio “afeta gravemente as relações entre nossos países”. A nota do governo brasileiro informa ainda que o embaixador do Brasil em Jacarta está sendo chamado a Brasília para consultas.

A presidente Dilma Rousseff ainda está tentando falar pelo telefone com o presidente da Indonésia, Joko Widodo, para pedir reversão da pena do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, condenado à morte, por tráfico de cocaína. O governo brasileiro corre contra o relógio, já que a execução do brasileiro está marcada para o próximo sábado e a conversa entre os dois presidentes teria de acontecer até amanhã.A presidente Dilma Rousseff ainda está tentando falar pelo telefone com o presidente da Indonésia, …Este é um dos primeiros gestos na diplomacia de demonstração de estremecimento nas relações bilaterais. A nota diz ainda que “o recurso à pena de morte, que a sociedade mundial crescentemente condena, afeta gravemente as relações entre nossos países”.

No comunicado do governo brasileiro distribuído na tarde deste sábado, o Palácio do Planalto lembrava que “sem desconhecer a gravidade dos crimes que levaram à condenação de Archer e respeitando a soberania e o sistema jurídico indonésio, a presidenta Dilma dirigiu pessoalmente, na sexta-feira última, apelo humanitário ao seu homólogo Joko Widodo, para que fosse concedida clemência ao réu, como prevê a legislação daquele país”.

Ainda de acordo com o Planalto, “a presidente Dilma lamenta profundamente que esse derradeiro pedido, que se seguiu a tantos outros feitos nos últimos anos, não tenha encontrado acolhida por parte do Chefe de Estado da Indonésia, tanto no contato telefônico como na carta enviada, posteriormente, por Widodo”.

E acrescenta: “o recurso à pena de morte, que a sociedade mundial crescentemente condena, afeta gravemente as relações entre nossos países”. E conclui dizendo que “nesta hora, a Presidenta Dilma dirige uma palavra de pesar e conforto à família enlutada”.

Veja a íntegra da nota divulgada pelo Palácio do Planalto:

“Nota à imprensa

A Presidenta Dilma Rousseff tomou conhecimento – consternada e indignada – da execução do brasileiro Marco Archer ocorrida hoje às 15:31 horário de Brasília na Indonésia.

Sem desconhecer a gravidade dos crimes que levaram à condenação de Archer e respeitando a soberania e o sistema jurídico indonésio, a Presidenta dirigiu pessoalmente, na sexta-feira última, apelo humanitário ao seu homólogo Joko Widodo, para que fosse concedida clemência ao réu, como prevê a legislação daquele país.

A Presidenta Dilma lamenta profundamente que esse derradeiro pedido, que se seguiu a tantos outros feitos nos últimos anos, não tenha encontrado acolhida por parte do Chefe de Estado da Indonésia, tanto no contato telefônico  como na carta enviada, posteriormente, por Widodo.

O recurso à pena de morte, que a sociedade mundial crescentemente condena, afeta gravemente as relações entre nossos países.

Nesta hora, a Presidenta Dilma dirige uma palavra de pesar e conforto à família enlutada.
O Embaixador do Brasil em Jacarta está sendo chamado a Brasília para consultas.

Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social
Presidência da República”

Fonte: Yahoo e IG

Crise de natalidade no Japão

12/01/2015

Está faltando bebê no Japão. Uma crise nacional atinge o país, que está com berçários cada vez mais vazios. O país está envelhecendo e encolhendo. Na origem de tudo isso, está o desinteresse por sexo. Com 7 bilhões de pessoas, o Japão sofre um fenômeno: pouco sexo, menos bebês e cada vez mais idosos.

Em Tóquio, com 35 milhões de habitantes, são pelo menos 250 mil novos bebês por ano. Parece muito, mas quem trabalha nas maternidades garante que o movimento vem caindo, e a idade das mães está subindo. Menos bebês representam menos mão de obra no futuro, e menos gente pagando imposto.

Porque os japoneses não estão procriando? Eles estão se casando cada vez menos. Na cultura tradicional japonesa, isso quer dizer muito, visto que apenas 2% dos bebês nasce fora do casamento. Uma pesquisa divulgada pela rede de tv BBC mostra que ter relações sexuais uma vez por semana é considerado o padrão para os que estão casados, mas só 27% dos japoneses comprometidos estão neste grupo.

O novo estilo de namorar dos japoneses também interfere na atual situação. Os chamados ‘Otaku’, são pessoas, em sua maioria homens, viciados em quadrinhos e computadores. Alguns tratam personagens de um jogo eletrônico como namoradas reais, de carne e osso, e interpretam personagens bem mais novos que a sua verdadeira idade.

Eles não conhecem mulheres reais porque isso é considerado traição, pois eles se consideram em um relacionamento. A indústria movimentada pelos Otaku chega a R$ 24 bilhões por ano. Um pesquisador acredita que esta foi a forma dos japoneses de fugir dos relacionamentos com cobranças, brigas e responsabilidades. As mulheres japonesas confirmam.

Em contrapartida à falta de bebês, no Japão vive a maior população de idosos de todo o planeta. Cerca de 25% de todos os japoneses tem mais de 65 anos e 50 mil pessoas têm mais de cem anos. As fraldas geriátricas vendem mais do que as de bebê nas farmácias. Se nada mudar, o país vai perder em 50 anos, quase 40 milhões de habitantes e a tragédia sócio econômica pode trazer efeitos colaterais surpreendentes, como o da Vila de Nagoro, que possui apenas 35 habitantes.

Fonte: G1

A linda Paris não consegue que sua cultura conviva em harmonia com o ISLÃ, que repudia a violência e não se vincula aos mulçumanos radicais, como os da Síria e Iraque

09/01/2015

 Images from Google

O massacre no semanário Charlie Hebdo ocorreu num momento em que os franceses discutem, e até brigam, acaloradamente sobre o Islã e sua presença na França. No país, vivem entre 4 milhões e 6 milhões de muçulmanos de diferentes origens. Não poucos franceses étnicos temem que isso possa transformar permanentemente a identidade política, jurídica e religiosa de seu Estado laico.

As discussões ocorrem sob um pano de fundo histórico que vem de séculos. Em 1830, os franceses conquistaram a Argélia, construindo um domínio colonial que durou mais de 130 anos. Somente em 1962, após longa e dura batalha, com baixas de ambos os lados, o país africano tornou-se independente novamente.

“Na França e na Argélia existem memórias muito diferentes dessa época”, afirma o historiador francês Benjamin Stora. “Por um lado, há o nacionalismo francês, que ainda não quer aceitar a retirada da Argélia. Já o nacionalismo argelino se legitima através da vitória sobre os antigos senhores coloniais. Assim, há duas versões da história que se contradizem mutuamente.”

Mas a história recente da Argélia também deixa sua marca na França. Jihadistas realizaram violentos ataques no país durante a guerra civil argelina, na primeira metade da década de 1990, atingindo também instalações do metrô parisiense.

As relações, por vezes tensas, na França, levaram à fundação, em 1985, da organização SOS Racisme. Ela lançou a campanha touche pas à mon pote (não toque no meu amigo) para promover a coexistência pacífica entre os diferentes grupos étnicos e religiosos.

No entanto, o debate sobre a integração dos franceses muçulmanos não termina na França. Em outubro de 2005, ocorreram em várias cidades protestos violentos de jovens imigrantes, após dois jovens terem morrido eletrocutados ao se esconder da polícia em uma caixa de transformador.

A revolta começou também em Paris e logo se espalhou para outras grandes cidades. Nas semanas seguintes, inúmeros carros, cabines de telefone e contentores de lixo foram incendiados. Os tumultos foram interpretados como expressão das condições difíceis nos chamados banlieues, bairros de periferia, onde vive a maioria dos imigrantes.

O conflito também é culturalmente latente. A Corte Europeia dos Direitos Humanos confirmou, em julho de 2014, a proibição da burca, o véu islâmico de corpo inteiro, que entrou em vigor na França em 2011. A lei proíbe que as mulheres a usem em público. Em caso de violação, a infratora pode pagar uma multa de até 150 euros. Cerca de 2 mil mulheres na França são afetadas pela proibição.

Medo e indignação foram provocados por um atentado a uma escola judaica em março de 2012, em que um jovem francês descendente de argelinos matou quatro pessoas, incluindo três crianças.

Por outro lado, muitos muçulmanos que vivem na França reclamam de preconceito e difamação. A presidente da Frente Nacional, Marine Le Pen, chamou em dezembro de 2010 as orações públicas de fiéis muçulmanos como “ocupação” do solo francês. “Claro que isso acontece sem tanques e sem soldados, mas mesmo assim é uma ocupação, e afeta a população”, disse Le Pen. Por causa disso, o Parlamento Europeu suspendeu a imunidade dela como deputada.

O debate ainda é adicionalmente aquecido pelo avanço do Estado Islâmico (ISIS) na Síria e no Iraque. O ataque à redação do Charlie Hebdoocorreu também nesse contexto. Parece que seus autores querem tornar realidade aquilo que o ISIS deseja para a Europa: que os muçulmanos e não muçulmanos sejam totaO ataque com 12 mortos contra uma jornal semanal de sátiras francês que zombou do islamismo parece dar combustível para os movimentos anti-imigração em toda Europa e inflamar a “guerra cultural” sobre a posição da religião e da identidade étnica na sociedade.

A primeira reação na França às mortes na redação do jornal Charlie Hebdo, na quarta-feira (7), por homens armados e mascarados que gritavam slogans islâmicos foi uma efusão de apoio à unidade e liberdade de expressão nacional.

Mas isso parece provável que seja pouco mais do que um cessar-fogo momentâno em um país dominado pelo mal-estar econômico e alto desemprego. A França tem a maior população muçulmana da Europa e está no meio de uma discussão intensa sobre a identidade nacional e o papel do Islã.

“Este ataque certamente vai acentuar a crescente islamofobia na França”, disse Olivier Roy, cientista político e especialista em Oriente Médio do Instituto da Universidade Europeia em de Florença.

Um livro do jornalista Eric Zemmour intitulado “Le Suicide Français” (O Suicídio Francês), argumentando que a imigração muçulmana em massa está entre os fatores que vêm destruindo os valores seculares franceses, foi o ensaio mais vendido de 2014.

O principal lançamento de publicação do ano até o momento é um romance do controverso escritor Michel Houellebecq que imagina a vitória de um muçulmano à Presidência da França em 2022, que impõe como lei o ensino religioso obrigatório e a poligamia e proíbe as mulheres de trabalhar.

Essa efervescência intelectual se mistura à ansiedade na população com a radicalização de centenas de muçulmanos franceses que se uniram aos combatentes do Estado islâmico na Síria e no Iraque, e que as autoridades do setor de segurança temem que possam provocar ataques aos que retornarem à França.

Referendo em favor da pena de morte
A Frente Nacional, de extrema-direita, não perdeu tempo em vincular o ato mais letal de violência política em décadas à imigração e exigir um referendo para restabelecer a pena de morte, apesar de um líder muçulmano francês, o ímã Hassen Chalghoumi, ter dito que o caminho certo para combater o Charlie Hebdo não era com derramamento de sangue ou ódio.

A líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, que as pesquisas de opinião indicam que estaria em primeiro lugar se uma eleição presidencial fosse realizada hoje, disse que o “fundamentalismo islâmico” declarou guerra à França e que isso exige uma ação forte e eficaz. Embora ela tenha tido o cuidado de fazer distinção entre os cidadãos muçulmanos que compartilham valores franceses e “aqueles que matam em nome do Islã”, seu pai, o fundador da Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen, e seu vice, Florian Philippot, foram menos cautelosos. “Qualquer um que diga que o radicalismo islâmico não tem nada a ver com a imigração está vivendo em outro planeta”, disse Philippot à rádio RTL.

Ímãs entoavam orações diante da redação do Charlie Hebdo na quinta-feira e líderes islâmicos instavam os fiéis a participar do luto nacional pelas vítimas, cujas charges do profeta Maomé provocaram a ira de muitos muçulmanos no passado.

Durante a noite houve ataques que as autoridades classificaram como de vingança. Uma mesquita na cidade de Le Mans, no leste do país, foi alvo de tiros, e uma explosão destruiu uma lanchonete de quebab ao lado de uma mesquita no centro da cidade de Villefranche-sur-Saône.

lmente divididos.

Fonte: Carta Capital e G1

Cuba e Estados Unidos reatam relações

26/12/2014

As dificuldades políticas na Venezuela depois da morte do presidente Hugo Chávez, principal parceiro de Cuba, incentivaram o presidente Raúl Castro a buscar um entendimento com seu arquirrival Estados Unidos depois de meio século, avaliam especialistas.

“Aos olhos do governo cubano, o acordo com os Estados Unidos oferece mais oportunidades do que problemas para Cuba. Há riscos, mas Cuba acredita que tem muito o que ganhar”, acrescentou.

Falecido em março de 2013, Chávez transformou a Venezuela no principal aliado político e parceiro comercial da ilha, ajudando Cuba a sair da crise econômica em que estava imersa desde o colapso da então União Soviética, em 1991.

Desde 1962, Cuba enfrenta o embargo econômico americano, que será flexibilizado mas não eliminado (o que requer aval do Congresso), como disse na quarta-feira o presidente Barack Obama, ao anunciar o histórico acordo para normalizar as relações com a ilha comunista.

“Havana tem muito a ganhar com o início do processo, especialmente nesse momento em que seu parceiro regional, a Venezuela, enfrenta uma grave instabilidade”, escreveu em um relatório a empresa americana de análise Stratfor Glogal Intelligence.

“Cuba teme que a contração da economia venezuelana limite uma das fontes de financiamento da ilha e os envios de petróleo a baixo custo, enquanto tenta uma transição para um novo modelo econômico”, acrescentou a Stratfor em seu boletim.

A Venezuela fornece petróleo a Cuba com facilidades de pagamento em 60% do que consome (US$ 2,759 bilhões, em 2011) e paga (US$ 5,4 bilhões, em 2011) pelos serviços de aproximadamente 40 mil profissionais, entre eles 30 mil médicos e paramédicos.

Quando a saúde de Chávez se deteriorou no final de 2012, muitos cubanos temeram o fantasma dos difíceis anos 1990, quando a economia da ilha ficou destroçada pelo fim da ajuda soviética. Teve início, então, o chamado “Período especial”, durante o qual a vida cotidiana se tornou tortuosa, com apagões de até 16 horas por dia, ausência quase total de transporte e severa escassez de alimentos, roupas, calçados e artigos de higiene.

Embora o “Período especial” oficialmente nunca tenha terminado, a economia cubana começou a se recuperar de maneira gradual depois que Chávez chegou ao poder em 1999 e se tornou o maior parceiro da ilha.

A Venezuela enfrenta um complicado panorama econômico por causa da queda dos preços do petróleo, que esta semana caiu ao nível mais baixo dos últimos quatro anos e se situou pela primeira vez abaixo dos US$ 60.

Caracas obtém 96% de suas receitas do petróleo e a queda no preço da commodity acontece no momento em que a Venezuela se vê atingida por uma inflação anual de 63,4%, assim como pela escassez de muitos alimentos e de outros produtos, além de uma aguda seca de divisas.

“A situação da Venezuela é importante para o governo de Cuba, mas não apareceu em nossas conversas para a retomada das relações diplomáticas”, disse nesta quinta-feira um funcionário de alto escalão do governo americano, em Washington.

Diversificação da economia

Normalizar os laços com Washington “é um esforço a mais do governo (cubano) para diversificar sua economia e reduzir a dependência da Venezuela”, disse à AFP o economista cubano Pavel Vidal, da Universidade Javeriana de Cali, na Colômbia.

Para Vidal, uma interrupção do comércio com Caracas provocaria uma “recessão” de quatro anos em Cuba.

“As instabilidades e tensões políticas do governo de Nicolás Maduro voltam a chamar atenção para a vulnerabilidade da economia cubana”, escreveu Vidal em um artigo publicado recentemente.

O economista ressalta que, apesar da importância da ajuda venezuelana para a economia da ilha, as relações entre Cuba e URSS eram ainda mais intensas. “Em 1990, as relações comerciais com a URSS representavam cerca de 28,2% do PIB, enquanto as relações com a Venezuela são de 18,3% do PIB”, afirmou.

Fonte: Diário de Pernambuco

RUBLO despenca na Rússia

23/12/2014
Dois ministros chineses ofereceram ajuda à Rússia, mostrando-se disponíveis para estender o swap cambial de quase 20 mil milhões de euros acordado entre os dois países em Outubro.

Dois ministros chineses ofereceram apoio à Rússia, numa altura em que a economia vizinha visa angariar apoio para o rublo, sem esgotar as reservas cambiais.

Segundo o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, a China irá oferecer ajuda, se necessário, e está confiante que a Rússia vai superar as suas dificuldades económicas. Já o ministro do Comércio, Gao Hucheng, afirmou que a extensão do swap cambial entre as duas nações e a utilização crescente da divida chinesa para o comércio bilateral terão um grande impacto na ajuda à Rússia.

O rublo está a valorizar quase 5% face ao dólar, devido à disponibilidade demonstrada pela China, a segunda maior economia do mundo, para ajudar o país vizinho. A Rússia, o maior exportador de energia, viu a sua moeda cair 44% este ano, devido à desvalorização do petróleo nos mercados internacionais e às sanções impostas pela União Europeia e Estados Unidos, que penalizaram severamente a sua economia.

A China e a Rússia assinaram, em Outubro, uma linha de swap cambial (contrato de troca de divisas) a três anos de 150 mil milhões de yuans (cerca de 19,6 mil milhões de euros), um acordo que pode ser expandido com o consentimento de ambas as partes.

A China está a promover o yuan como uma alternativa ao dólar no comércio e finanças mundiais e o Banco da China assinou acordos de swap cambial com 28 outros bancos centrais para incentivar esta alteração. As reservas cambiais da China, de 3,89 biliões de dólares, são as maiores do mundo e comparam com a reserva russa de 374 mil milhões de dólares.

Fonte: Jornal de Negócios

Chuvas de novembro podem amenizar crise da água em São Paulo

11/12/2014

Um temporal que atingiu a cidade de São Paulo em 10/12/14  causou estragos, principalmente na Zona Leste, que ficou em estado de alerta para enchentes por uma hora e meia. O Córrego Verde transbordou nas imediações da Avenida Jacu-Pêssego com a Avenida Imperador, em Itaquera, e a água arrastou carros.

O meteorologista Michael Pantera, do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), disse que as chuvas vieram do interior de São Paulo e pararam em cima da Zona Leste. O volume de água foi muito grande. Na região de Itaquera, choveu cerca de 60 mm nesta tarde, o que fez o córrego transbordar.

O restante da capital ficou em atenção para alagamentos entre 15h11 e 18h30 e houve interdição total no trânsito em seis pontos, como o túnel Jornalista Odon Pereira, a Rua Tomazzo Ferrara, a Avenida Itaquera e a Avenida Jacu-Pêssego, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências.

Por causa da chuva, as linhas do Metrô 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás estavam com velocidade reduzida. O Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, também operou por instrumentos, mas sem restrições para pousos e decolagens, por causa do mau tempo.

O temporal perdeu força no início da noite, quando ainda havia chuvisco em pontos isolados.

Recuperação dos reservatórios


Apesar dos estragos, o temporal que atingiu São Paulo pode ajudar a elevar o nível de água na região de represas. Segundo o CGE, os reservatórios atingidos foram os do Sistema Cantareira, o Alto do Tietê e, com mais intensidade, o Guarapiranga. O meteorologista Michael Pantera, afirmou, no entanto, que ainda é cedo para comemorar.

“Essas chuvas de hoje não vão reverter o quadro da crise hídrica, mas ajudam a amenizar a situação”, disse em entrevista à GloboNews. Segundo ele, as chuvas mais intensam estão em direção ao Cantareira, o que pode representar uma melhora do quadro ainda maior.

Fonte: G1

« Próximas Anteriores »
Rádio Anjos de Luz

Com agradecimento à Fada San. Visite www.anjodeluz.net

Meu perfil
Perfil de usuário Terra 2012 .
Leitores do Terra 2012 pelo mundo
free counters
Escreva para a grande fraternidade branca

Grande Fraternidade Branca
Com agradecimento ao Espaço Hankarra. Visite hankarralynda.blogspot.com

Prezado Leitor, se você é uma pessoa solitária, quer desabafar ou deseja uma opinião fraterna e desinteressada sobre algum problema que o aflige, escreva-nos carta para o endereço informado no rodapé do site, ou, se preferir, mande e-mail para grandefraternidadebranca
@terra2012.com.br
.

Todas as correspondências serão respondidas no menor prazo possível.

arvore

Antes de imprimir pense em sua responsabilidade e compromisso com o MEIO AMBIENTE!

Gato no notebook

DÚVIDAS? Fale com o Administrador gtm@terra2012.com.br

Acessar Webmail Terra 2012