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Violência contra a mulher: DISQUE 180

19/05/2016

Pesquisa diz que 50% das brasileiras já foram perseguidas na rua

Nas grandes cidades, 86% sofreram algum tipo de assédio em público

    Estudantes marcham em protesto contra o assédio sofrido por uma normalista em transporte público – Alexandre Cassiano / Agência O Globo

     

    Após comemorar o aniversário de um amigo, a professora Kizzy Cesáreo voltava para casa de van quando um estranho entrou no coletivo e sentou a seu lado. O movimento, que em um primeiro momento soava como algo normal, começou a assustá-la quando o homem começou a perguntar com quem morava e onde iria saltar. A partir daí, a menina desceu e foi seguida por ele, mas, por sorte, conseguiu fazê-lo ir embora.

     

    – Eu comecei a andar mais rápido e ele me pedindo para esperar. Falei que ele era maluco, para me deixar em paz. Ele ficou sem graça, falou que tinha me achado bonita e que nem sabia onde estava, que só pegou a van pra tentar conversar comigo, mas pediu desculpas e me deixou em paz. Graças a Deus tive final feliz, mas infelizmente nem sempre é assim- contou a jovem de 25 anos, que já havia sido seguida uma outra vez. 

    A professora faz parte de uma estatística que mostra que 86% das mulheres brasileiras já sofreram assédio em público em suas cidades. Das entrevistadas, 50% já foram seguidas na rua e 44% tiveram seus corpos tocados contra vontade. A pesquisa revela que andar pela rua, utilizar o transporte público, voltar só para casa- situações que são corriqueiras para muitos homens- podem se converter em uma péssima experiência para grande parte das mulheres. Considerando todas as 2.500 mulheres que responderam a pesquisa no mundo, quando perguntadas sobre os lugares que mais temem ser assediadas 70% responderam ao andar pelas ruas; 69%, ao sair ou chegar em casa depois que escurece; e 68% no transporte público.

    O estudo foi divulgado pela organização internacional de combate à pobreza ActionAid, nesta sexta-feira, data na qual também é lançado o “Dia Internacional de Cidades Seguras para as Mulheres”. Realizada pelo instituto YouGov, a pesquisa disponibilizou um questionário On-line, que foi respondido por mulheres no Brasil, na Índia, Tailândia e Reino Unido. Proporcionalmente, o Brasil e a Tailândia foram os países com maior incidência de assédio (86%), seguidos por Índia (79%) e Reino Unido (75%).

    Na avaliação da coordenadora da campanha “Cidades Seguras para as Mulheres no Brasil”, Glauce Arzua, o resultado é “chocante”. Ela argumenta que os dados mostram que as mulheres vivem uma situação difícil não só em países culturalmente conservadores.

    – Não é uma supresa nem no Brasil e nem no mundo, mas quando olhamos essa pesquisa estamos olhando a escala global desse problema e isso é bem chocante. Em contextos tão diferentes em termos religiosos, políticos e culturais encontramos a mesma situação ocorrendo em diversas faixas etárias de mulheres. É bastante impressionante- ressalta Glauce.

    A pesquisa analisa ainda formas específicas de assédio. Nesse caso, 77% das brasileiras disseram já ter sido alvo de assovios, 74% de olhares insistentes, 57% de comentários de cunho sexual e 39% de xingamentos. Chama atenção também o dado sobre estupro: 8% das entrevistadas afirmam que já sofreram essa violência.

    Quando traçado um perfil por regiões do país, a área com maior número de relatos de assédio é o Centro-Oeste, com 92%, seguido do Norte, que registrou 88%, do Nordeste e do Sudeste, ambos com 86%, e, por último, o Sul com 85%.

    SERVIÇOS PÚBLICOS FALHOS

    Entre as causas para tanta violência, além do machismo, a coordenadora da campanha destaca a deficiência dos serviços públicos que não levam em consideração as especificidades da mulher em uma sociedade ainda opressora.

    – É necessária uma qualidade do serviço no sentido em que haja iluminação nas ruas, que os servidores sejam treinados sobre como agir em casos de violência contra a mulher, além de integração entre os transportes, policiamento.- explica Glauce, que critica a falta de representatividade das mulheres nas instâncias de planejamento:

    – É necessário que haja preocupação de que as mulheres sejam envolvidas no planejamento urbano, tanto a representação direta no executivo, como participação organizada em conselhos. A presença de gestoras mulheres é importante, principalmente nesse momento que vemos um retrocesso nos ministérios. Tememos que haja uma perda de espaço pelo entendimento de que isso não é uma prioridade. É importante garantir que as mulheres tenham respeitados seus direitos de disputar uma vida sem violência.

    Fonte: O Globo

    Seis mulheres são agredidas a cada dia no Distrito Federal

    O Ligue 180, da Presidência da República, recebeu em 2015 mais de 2 mil denúncias de brasilienses atacadas física e psicologicamente. No total, são 13 mil ligações na capital federal, a unidade da Federação com o maior número de registros

    Quando ele levanta a voz, a mão ou aponta a arma, um dos únicos caminhos de ajuda é a denúncia. Até algum tempo, o jeito era ir a uma delegacia, encarar o agente de polícia e narrar todo o drama. Mas a criação de políticas públicas em defesa das mulheres permitiu que, hoje, com apenas um telefonema, a vítima de violência doméstica relate o caso e alerte as autoridades sobre o risco. No ano passado, o Ligue 180 da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República recebeu 749.024 ligações no Brasil. O Distrito Federal tem a maior quantidade de atendimentos. Foram pedidos de socorro, relatos de agressão física, psicológica, sexual ou apenas informações de mulheres coagidas no lar.

    Dos 13.066 atendimentos registrados no Ligue 180 referentes à capital federal, 2.095 eram de histórias de violência — a média é de 5,7 casos por dia no DF. Quase metade, só de agressão física. A realidade é triste e não difere do restante das 27 unidades da Federação e de 4.396 municípios brasileiros (cerca de 79%) contemplados pelo serviço. Em mais de 70% dos casos, as agressões são cometidas por homens com quem as vítimas têm ou tiveram algum vínculo afetivo.

    Quebrar o ciclo de violência é o principal objetivo de qualquer política voltada para o assunto. Libertar a mulher e dar a ela um novo rumo. Um futuro. Palavra ausente do dicionário de pessoas como uma autônoma de 29 anos. A primeira coisa que passa pela cabeça a cada sessão de pancada é a morte. Todas as vezes que o ex-marido a batia, ele escrevia uma mensagem a ela. Repetia, em palavras, tudo que tinha feito; e pedia perdão. A vítima guarda em forma de carta cada uma das 500 vezes que teve essa sensação.

    Filha de uma psicopedagoga e de um integrante do Ministério Público, ela cresceu em boas condições. Financeiras, principalmente, mas o pai mantinha casos fora do casamento, e isso tirava a família dos eixos. “A vida do casal era um inferno. O meu pai sempre teve vida dupla, e eu cresci nesse desalinho. Ele não batia na minha mãe, mas descontava tudo no meu irmão mais velho”, lembra. As vivências familiares renderam transtorno bipolar, depressão e algumas tentativas de suicídio por parte dela. “Fiquei muito instável emocionalmente”, pondera. A fragilidade a mergulhou em um ciclo de violência.
    A primeira união oficial, com um homem até então bom para ela e o filho do antigo relacionamento dela, não deu certo. Acabou arruinada pela bebida e agressões. “Eu cheguei a ficar grávida, de gêmeos, mas, em uma das brigas, discussões, ele me agrediu e eu tive os bebês aos 5 meses. Não resistiram”, lamenta.

    A relação chegou ao fim. Mas a violência, não. No segundo casamento, ela vestiu-se de noiva, entrou na igreja e prometeu amar e respeitar em troca das juras do amado, um bem-sucedido policial federal. Um ano após o matrimônio, tudo mudou. “Ele começou a usar cocaína. Eu tentava refúgio na bebida. Tudo virou um inferno. Várias foram as vezes que não morri porque Deus não quis. Mas as paredes da minha casa viviam cheias de sangue”, recorda.

    Hoje, recuperada, livre de qualquer vício obtido com a tragédia familiar, a autônoma se ergue com a cura de outras mulheres. Trabalha em um grupo de atendimento a outras vítimas, que, assim como ela, se viram presas em um ciclo de violência, sem apoio. Lá, pensam formas de ajuda, políticas em prol das mulheres e meios de encerrar as agressões. “Não tenho mais sequelas, traumas. Não consigo olhar mais pelo ângulo de tristeza. Olho pela superação. Só posso usar a minha história para tentar ajudar essas mulheres. Já tive vontade de matar, tenho marcas que trago na alma e no corpo, mas aprendi que quem carrega ódio só leva e transmite ódio. Se não superasse, nunca teria saído da situação”, conclui.

    Suporte

    Para sair dessa realidade e lidar com os traumas, é preciso de ajuda. No DF, além de toda a rede de apoio construída com delegacia especializada, núcleos e centros de apoio às vítimas e ao agressor, casas de abrigo, há o programa de Proteção às Vítimas de Violência, o Pró-Vítima. Atende pessoas envolvidas em 11 tipos de crimes violentos, assim como os familiares. A iniciativa oferece assistências psicológica, social e jurídica gratuitamente.

    No ano passado, 3.057 casos tiveram o suporte do Pró-Vítima. “Quando há um problema como esse, acolhemos, damos todo suporte, ajudamos, tudo em cima da questão do empoderamento, de acabar com isso, e tentamos inseri-la novamente na rotina de vida normal para que não ocorra mais”, explica o diretor de Proteção às Vítimas de Violência, Walter Flores. Atualmente, um dos casos é o de uma senhora de 49 anos. Ela foi estuprada aos 7 anos e, até hoje, guarda sequelas psicológicas da violência.

    Em 2016, de acordo com Walter, foram recebidos 248 casos, só no mês de março. Desse total, 222 saíram de ocorrências policiais, oito de gente que procurou o Pró-Vítima espontaneamente e 18 de encaminhamentos institucionais, por meio do Ministério Público ou do Conselho Tutelar. O GDF conta com cinco postos do Pró-Vítima (veja endereços). Os atendimentos não são feitos de forma compulsória. “Se faltar por três dias, nós entendemos que desistiu. Até chegar a esse ponto, a gente liga, vai atrás, mas não pode obrigar. É algo que a pessoa tem de querer. Claro que o melhor é que nem tivéssemos a necessidade de um programa como esse, mas não temos essa condição, com qualidade de vida e uma cultura de segurança que todos querem”, observa.

    Fonte: Correioweb

    Começam movimentos sociais em todo o País contra o golpe

    28/04/2016

    Protestos contra ‘golpe’ interditam vias e geram transtornos em 8 estados e DF

    Movimento dos Trabalhadores Sem Teto diz que ações vão virar rotina

      Marginal Tietê é bloqueada em protesto do MTST – Reprodução Facebook/MTST

      A Frente Povo Sem Medo, liderada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), fechou 26 estradas e avenidas pelo país na manhã desta quinta-feira em protesto contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e um eventual governo Michel Temer. As ações duraram cerca de uma hora e meia e foram realizadas em oitos estados (Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Ceará, Paraná, Pernambuco, Rio e São Paulo) e no Distrito Federal.

      Durante à tarde, ao fazer um balanço das ações, o líder do MTST, Guilherme Boulos, prometeu que bloqueios como os desta quinta-feira vão se tornar rotina a partir de agora e têm o objetivo de se contrapor à política econômica que Temer pretende implantar se assumir a Presidência da República.

      – (A ação) Representa uma reação popular a um processo que abre feridas. Temer tem que explicar como fará cortes e ao mesmo tempo ampliará programas. Se trata de um eventual governo ilegítimo, sem voto popular e que não terá reconhecimento dos movimentos sociais e de parte da população – apontou Boulos.

      Protesto com pneus em chama interdita a Avenida do Contorno com reflexos na Rodovia Niterói-Manilha, no sentido Niterói – Foto da leitora Izabela Moreira

      Questionado sobre os transtornos causados à população pela interrupção de vias, o líder destacou “o ir e vir é um direito constitucional importante tal qual o direito à manifestação”, e lembrou o tratamento dado a movimentos pró -impeachment, que fecharam a avenida Paulista por mais de 24 horas, no mês passado.

      -A pessoa que questiona a manifestação quer que a gente se manifeste no Sambódromo? Lamentavelmente, no país onde o sistema político é surdo e cego, as manifestações populares dessa natureza são a única forma de resposta e visibilidade. Não vimos nenhuma preocupação com o ir e vir durante os bloqueios na Avenida Paulista. O secretário de Segurança ainda foi lá dialogar e confraternizar. Dois pesos e duas medidas não dá. Quando é na Paulista de verde e amarelo, valoriza-se o direito à manifestação. Quando é na periferia fala-se de ir e vir? – questiona Boulos.

      Na manhã desta quinta-feira no Rio, houve manifestação na Av do Contorno, em Niterói, via de acesso à Ponte. Cerca de 80 pessoas, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), atearam fogo em pneus, interditando a via, na altura do estaleiro Aliança. O bloqueio provocou um congestionamento de aproximadamente três quilômetros com reflexos na Rodovia Niterói-Manilha. Bombeiros do quartel de Niterói foram acionados e apagaram as chamas rapidamente. Depois, eles limparam a pista e liberaram a via ao trânsito. Policiais militares também foram para o local, e os manifestantes se dispersaram com a chegada da polícia. Também houve um protesto do MTST na Avenida Brasil, sentido Centro, na altura do Parque Arará, em Benfica, complicando ainda mais o tráfego. Os manifestantes também atearam fogo em pneus. A Polícia Militar foi acionada e desfez o bloqueio.

      Só em São Paulo, foram 12 pontos de interdição, o principal deles na Rodovia Regis Bitencourt, que liga o estado ao Paraná. Pneus e sacos de lixo foram queimados e o trânsito, interditado nos dois sentidos na altura da cidade de Tabão da Serra, provoca lentidão. Segundo o “G1”, a cidade somava 156 km de vias congestionadas às 8h, no quarto pior trânsito da manhã na capital paulista em 2016.

      Ainda na cidade de São Paulo, os manifestantes fecharam a pista local da Marginal Tietê, próximo ao Sambódromo, na Zona Norte. Houve bloqueio no Morumbi, Zona Sul, na Avenida Giovanni Gronchi. Duas pistas da rodovia Rodovia Raposo Tavares também foram fechadas.

      Protesto na BR 116, em Fortaleza – Divulgação / MTST

      Fonte: O Globo

      Anatel suspende o limite à internet fixa

      22/04/2016

      Anatel proíbe limites à banda larga fixa por tempo indeterminado

      Medida foi aprovada nesta sexta-feira

      Ministério das Comunicações vai agir para evitar limitação de conexão banda larga fixa –  

      A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu proibir limites na internet fixa, por prazo indeterminado, até que o Conselho Diretor do órgão se posicione definitivamente sobre o tema. A medida foi aprovada, nesta sexta-feira, em reunião do Conselho.

      Na última segunda-feira, a agência já havia determinado a suspensão, prevendo ainda uma carência de 90 dias que deveria ser respeitado pelas operadoras antes de adotar a prática. Segundo comunicado divulgado pela agência, o presidente da Anatel, João Rezende, propôs que o tema das franquias na banda larga fixa seja examinado com base nas manifestações recebidas pelo órgão.

      “Até a conclusão desse processo, sem prazo determinado, as prestadoras continuarão proibidas de reduzir a velocidade, suspender o serviço ou cobrar pelo tráfego excedente nos casos em que os consumidores utilizarem toda a franquia contratada, ainda que tais ações estejam previstas em contrato de adesão ou plano de serviço”, diz um trecho da nota da Anatel.

      No início desta semana, a Superintendência de Relações com Consumidores já havia proibido, em caráter preventivo, a limitação da internet fixa. Com a decisão desta sexta-feira, o processo foi avocado pelo Conselho Diretor da Agência, que passa a ser responsável pela sua análise e decisões relacionadas.

      “A Anatel acompanha constantemente o mercado de telecomunicações e considera que mudanças na forma de cobrança – mesmo as previstas na legislação – precisam ser feitas sem ferir os direitos do consumidor, razão pela qual proibiu qualquer alteração imediata na forma de as prestadoras cobrarem a banda larga fixa. A Agência, cabe destacar, não proíbe a oferta de planos ilimitados, que dependem exclusivamente do modelo de negócios de cada operadora”, conclui o comunicado.

      Hoje, o serviço prestado pelas operadoras de telefonia é cobrado de acordo com a velocidade de navegação contratada, sem limite de uso da internet. Já o sistema que prevê um teto para a quantidade de dados baixados na rede, ou seja, que estabelece uma franquia, funciona na internet usada em telefones celulares.

      Limite para banda larga fixa só é adotado nos EUA e no Canadá

      Na América Latina e Europa, prática mais comum é não impor franquia de dados

      Custo. Paulo Thomaz usa internet para trabalhar e acha difícil se acostumar com limite. Ele também teme custo maior. – Domingos Peixot

      O limite para o tráfego de internet em pacotes de banda larga fixa, iniciativa que vem causando polêmica no Brasil, é uma prática pouco adotada no mundo. Levantamento feito pela empresa de tecnologia WeDo revela que apenas parte das operadoras de Canadá e Estados Unidos comercializa planos com quantidade pré-definida de dados, nos quais o usuário é obrigado a contratar pacotes adicionais para continuar navegando na rede após ter consumido todo o volume contratado para o mês. De acordo com a WeDo, as companhias ainda oferecem aos consumidores opções ilimitadas de dados, como ocorre hoje no país, na América Latina e em toda a Europa.

      A criação de uma franquia para quantidade de dados trafegados na internet fixa — assim como já ocorre na telefonia móvel — surgiu após a Vivo, da espanhola Telefónica, anunciar que poderia passar a aplicar essa opção. Isso poderia ocorrer já a partir de 2017, o que gerou fortes críticas de clientes e órgãos de defesa do consumidor, além de embates entre a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), órgão que regula o setor, e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Segundo fontes, as demais operadoras do Brasil, como Oi e América Móvil (dona da Net e Claro), também estudam iniciativa semelhante à da Vivo

       

      Atualmente, os contratos de Oi e Net já preveem cobrança ou velocidade reduzida após o fim da franquia de internet, mas as operadoras não aplicam a cláusula. As teles explicam que, pelo regulamento de suas ofertas, a quantidade de megabytes (Mb) varia de acordo com a velocidade, medida em megabits por segundo (Mbps).

      NOS EUA, MAIS CONCORRÊNCIA E QUALIDADE

      Segundo Raphael Roale, diretor de Desenvolvimento de Negócios para América Latina da WeDo, as teles de EUA e Canadá passaram a oferecer quantidades limitadas de dados na internet fixa devido à forte concorrência, algo que ainda não é aplicado no Brasil. Segundo ele, em mercados mais maduros, a qualidade (velocidade e estabilidade) da internet oferecida é maior em relação a países como o Brasil. Além disso, a estratégia das operadoras é oferecer planos com diferentes faixas de preços para atrair mais consumidores.

      — EUA e Canadá têm muitas empresas. A concorrência realmente existe. Então, as companhias conseguem oferecer preços menores para planos com poucos dados, porque a qualidade é superior à praticada aqui. Mas no Brasil não há uma concorrência efetiva, pois há um oligopólio entre as quatro maiores companhias. Aqui, as pequenas operadoras alugam rede das grandes empresas de telefonia — disse Roale.

      Segundo dados compilados pelo GLOBO, nos Estados Unidos a Comcast cobra US$ 39,99 por um pacote com franquia de 300 GB por mês e velocidade de até 25 Mbps para quem mora em Atlanta. Se ultrapassar essa franquia, paga US$ 10 por cada pacote de 5GB. No caso de franquia ilimitada, é preciso pagar adicional entre US$ 30 e US$ 35 por mês.

      No Canadá, a Bell oferece pacote com velocidade de 100 Mbps por mês e franquia de 750 GB por 99,95 dólares canadenses. Com dados ilimitados, o valor salta para 149,95 dólares canadenses. É essa diferença de preços que gera preocupação no Brasil. Segundo uma fonte próxima ao governo, as teles já conversam com a Anatel sobre a criação de novos planos com franquias e se comprometem a manter planos ilimitados.

      — Estamos conversando ainda. O assunto é muito polêmico. De qualquer forma, qualquer mudança terá de ser muito bem informada de forma clara aos clientes — disse essa fonte.

       

      • Técnico da empresa Comcast Foto: TOM STRICKLAND / Bloomberg News

        Nos EUA existem os modelos limitados e ilimitados

        Segundo dados pesquisados pelo GLOBO, nos EUA a Comcast cobra US$ 39,99 por um pacote com franquia de 300 GB por mês e velocidade de até 25 Mbps para quem mora em Atlanta. Se ultrapassar, o cliente pode pagar US$ 10 por pacote de 5GB. Mas se o consumidor optar por uma franquia ilimitada, é preciso pagar um adicional entre US$ 30 e US$ 35/mês.

      • . Foto: Andrew Harrer / Bloomberg

        Modelo de franquia de internet limitada é pouco usado

        A criação de uma franquia para quantidade de dados trafegados na internet fixa, assim como já ocorre na telefonia móvel, surgiu após a Vivo anunciar que poderia passar a aplicar esse modelo. No entanto, essa iniciativa que vem causando polêmica no Brasil, é uma prática pouco adotada no mundo.

      • Técnico da empresa Comcast Foto: TOM STRICKLAND / Bloomberg News

        Nos EUA existem os modelos limitados e ilimitados

        Segundo dados pesquisados pelo GLOBO, nos EUA a Comcast cobra US$ 39,99 por um pacote com franquia de 300 GB por mês e velocidade de até 25 Mbps para quem mora em Atlanta. Se ultrapassar, o cliente pode pagar US$ 10 por pacote de 5GB. Mas se o consumidor optar por uma franquia ilimitada, é preciso pagar um adicional entre US$ 30 e US$ 35/mês.

      • Loja da Bell em Toronto Foto: Brent Lewin / Bloomberg

        No Canadá também existem os dois modelos

        No Canadá, a Bell oferece aos moradores de Otário um pacote com velocidade de 100 Mbps por mês e uma franquia de 750 GB sai a 99,95 dólares canadenses. No caso de optar por um pacote com velocidade igual, mas com dados ilimitados, o valor salta para 149,95 dólares canadenses por mês.

      • . Foto: Thomas Meyer / Bloomberg

        Portugal tem modelo de internet sem limite

        Na Portugal Telecom, um pacote com tráfego de dados ilimitados por mês custa € 19,99 por mês, com velocidade de 30 Mbps. Na Telecom Italia (que no Brasil controla a TIM), oferece por € 19 por mês, uma internet ilimitada com velocidade de até 20 Mbps.

      • Sede da British Telecom, em Londres Foto: BLOOMBERG NEWS

        Inglaterra também não limita a internet

        Na Inglaterra, a British Telecom também oferece internet ilimitada com velocidade de 52 Mbps por 20 libras. A operadora britânica informou que “todos os planos tem quantidade ilimitada de dados por mês”.

      • Sede da Telefonica, em Madrid, Espanha Foto: Angel Navarrete / Bloomberg

        Os espanhóis também usam internet sem limite

        Na Espanha, a Telefónica (que comanda a Vivo) cobra € 32,30 mensais com uma velocidade de 30 Mbps e ainda ressalta em seu site que “o cliente poderá dispor do serviço sem limite de consumo e com caráter permanente”.

      • Loja da operadora O2, da Telefonica Deutschland, em Berlim, Alemanha Foto: Krisztian Bocsi / Bloomberg

        Alemanha adota redução de velocidade

        A única exceção da Europa é a Alemanha. A operadora O2, que pertence à Telefónica, oferece planos com franquia de internet, mas a diferença é que ela reduz a velocidade. Assim, quem optar por um plano com velocidade de 50 Mbps e com uma franquia de 300 GB por mês custa € 14,99 mensais. Mas só após o terceiro mês consecutivo em que a franquia é

      • . Foto: Andrew Harrer / Bloomberg

        Na Argentina não há previsão de pacotes limitados

        Na Argentina não existe ainda qualquer iniciativa de acabar com o acesso ilimitado no país. A empresa Fibertel oferece pacotes de navegação ilimitada a partir de 445 pesos mensais (US$ 30,60), com velocidade de seis Mbps (megabits por segundo). O plano mais caro, o Evolution, de 50 Mbps, fica em 990 pesos mensais (US$ 68,20).

      • Cabos de rede ligados a computador Foto: Mario Proenca / Bloomberg

        O Uruguai também não debate franquia

        Assim como na Argentina, no Uruguai os pacotes de internet também são ilimitados e também não existe ainda qualquer iniciativa de aplicar o modelo de franquia limitada. Na estatal Antel, um pacote com velocidade de 30 Mbps, custa 790 pesos uruguaios (US$ 25,40).

      No Brasil, consumidores já temem aumento de custos. Professor e gerente de projetos, Paulo Thomaz usa a internet nas duas atividades, tanto para interagir com alunos quanto com clientes:

      — Preciso estar conectado o tempo inteiro. Vai ser difícil me adequar a uma internet limitada. Já tentei fazer as contas, mas é tudo recente. Só sei que terei de repassar o custo para os meus clientes.

      Na Europa, a prática ainda é oferecer pacotes sem limites, sempre atrelados a serviços como telefonia fixa e móvel. Na Portugal Telecom, pacote com dados ilimitados por mês custa € 19,99, com velocidade de 30 Mbps. Na Telecom Italia (que, no Brasil, controla a TIM), a internet ilimitada com velocidade de até 20 Mbps sai a € 19 por mês. Na Inglaterra, a British Telecom também oferece internet ilimitada com velocidade de 52 Mbps por £ 20.

      NA ALEMANHA, REDUÇÃO SÓ APÓS TRÊS ‘ESTOUROS’

      Na Espanha, a Telefónica cobra € 32,30 mensais com velocidade de 30 Mbps. No site, ressalta que “o cliente poderá dispor do serviço sem limite de consumo e com caráter permanente”.

      — Esse movimento ganhou atenção no Brasil com a Vivo, da Telefónica. Mas o curioso é que, na Espanha, a Telefónica não tem esse tipo de plano — disse uma fonte do setor.

      A exceção é a Alemanha. A operadora O2, que pertence à Telefónica, oferece planos com franquia de internet, mas a diferença é que reduz a velocidade. Mas a velocidade só é diminuída após o terceiro mês consecutivo em que a franquia é alcançada.

      Em nota, a Vivo disse que “para os contratos novos, em que há previsão de franquia, antes de elas serem aplicadas (não há data definida), o cliente terá à sua disposição, durante vários meses, ferramentas para medir seu consumo mensal e assim identificar o plano mais adequado ao seu perfil de consumo. O cliente poderá optar por planos ilimitados ou com franquia”. A Oi informou que “atualmente não pratica redução de velocidade ou interrupção da navegação após o fim da franquia de dados de seus clientes de banda larga fixa. O serviço de banda larga da Oi possui limite de consumo de dados mensal, proporcional à velocidade contratada e informado no regulamento da oferta.” Rodrigo Abreu, presidente da TIM, informou que a empresa não vai aplicar a cobrança após o fim da franquia.

      Teles monitoram redes sociais para conter perda de clientes

      Empresas monitoraram até o que usuários ‘curtem’ na internet

      Com o número de linhas de celulares em queda no Brasil, as operadoras de telefonia vêm fazendo o que podem para evitar a perda de clientes. Além de promoções agressivas e reformulações de pacotes de voz e dados, as teles recorrem a novas tecnologias, como o uso de softwares, para tentar manter a sua base de usuários em alta. Na lista de estratégias, está até o uso de ferramentas capazes de monitorar o que clientes curtem e compartilham na internet, medir o número de chamadas para a central de atendimento e registrar o volume de ligações para os concorrentes. Tudo para detectar o grau de risco de perder um consumidor.

       

      As redes sociais vêm ganhando importância e protagonismo nesse planejamento estratégico, dizem especialistas. Só no Facebook, rede mais popular do país, as principais empresas, como Oi, TIM, Claro, Vivo, Net, Nextel e Sky, reúnem mais de 18 milhões de seguidores. Juntos, Facebook, WhatsApp, YouTube e Instagram respondem por metade do tráfego de internet móvel no país, segundo pesquisa da Ericsson.

      Esse volume de informações vale ouro para as empresas. Os softwares nos quais o setor vem investindo são capazes de processar tuítes, curtidas e compartilhamentos dos usuários. Os dados compõem um conjunto de indicadores que são analisados pelas teles, como o valor médio das faturas e a sensibilidade a preço dos clientes.

      — Hoje há uma série de padrões que detectam quando um cliente pode deixar a companhia, como reclamações envolvendo a qualidade do serviço e problemas envolvendo a fatura — explica Luís Rodeia, gerente de Produto da WeDo Technologies, empresa que desenvolve ferramentas para auxiliar empresas a aumentar receitas e reduzir custos.

      Todo o esforço visa a compensar a menor quantidade de usuários de telefones móveis. O número de linhas recuou 9%, de 283,4 milhões, em março do ano passado, para 257,8 milhões, em março deste ano, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

      Na Oi, os investimentos vêm sendo feitos para tentar melhorar a experiência do usuário na hora em que ele entra em contato com a empresa. A companhia investiu em programas que detectam de onde o usuário se conecta no site da tele. Dessa forma, não é preciso informar em qual cidade ele está. Além disso, outro programa detecta de qual dispositivo ele está acessando o site da companhia: se for de um celular pré-pago, por exemplo, as primeiras informações são relativas a recargas; se for de um desktop, a oferta destacada é de TV por assinatura.

      — Não há bala de prata. São pequenas coisas em conjunto que ajudam a reter o cliente. Por exemplo, temos dezenas de milhares de gravações pré-feitas. E, dependendo do tipo de cliente, o locutor dessas gravações muda de voz e altera o tom, com uma voz mais acolhedora. Isso tudo ocorre em milissegundos — disse João Pedro Cavalcanti, diretor de Atendimento da Oi.

      DADOS EM TEMPO REAL

      A Vivo também investe pesado. Alessandra Bomura, vice-presidente de Tecnologia da Informação da companhia, diz que a tele aumentou em 18 vezes sua capacidade de processamento de informações no ano passado. E que este ano a meta é elevar em mais 87 vezes. O objetivo é intensificar o uso em tempo real das características de clientes para a tomada de decisões de negócio. Alessandra cita um exemplo: as informações capturadas do cliente, seja nas lojas, serviços on-line e call centers, ajudam a perceber experiências negativas que ele possa ter enfrentado e, assim, antecipar ações que possam reverter uma possível saída do usuário da companhia.

      — Tratando-se de retenção de clientes, temos ferramentas para decisão em tempo real que indicam ao atendente a oferta mais adequada em caso de intenção de cancelamento — diz Alessandra.

      Fonte: O Globo

      Homenagem a MEL FRANCISCA, que retornou ao astral em 12/4/16

      13/04/2016

      SAUDADE…………..

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

      Vitória do funcionalismo público sobre o PLC 257/16, mas perigo continua

      02/04/2016

       

      Em crise financeira, estados cortam cargos e podem dispensar servidores

      Além de enxugar folha, alguns governadores fecharam órgãos inteiros

      Câmara de São Paulo (Foto: Reprodução/Instagram)

      Com o caixa dos estados em gravíssima crise financeira, os governadores tiveram de enfrentar o problema da forma mais impopular possível: enxugar a folha de pagamento. Já sem margem para limar mais comissionados e com os indicadores da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) acima do limite permitido ou na zona de alerta, os governadores olham agora para funcionários celetistas de empresas públicas. Alguns estados consideram, inclusive, desligamentos entre os chamados servidores não estáveis, que ingressaram entre 1983 e 1988 e não são protegidos pela estabilidade. O limite estabelecido na LRF para a proporção entre gastos com pessoal e receita é de 49%. O patamar prudencial é de 44,1%. Quando considerados os três poderes, o teto é de 60%.

      São Paulo, o estado mais rico do país, está enquadrado nos limites legais, mas tem adotado medidas como a extinção de 3.723 cargos vagos e outros 396 comissionados. Isso gerou uma economia de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos. Estados com receitas menores tiveram de partir para ações mais drásticas.

      Em 2015, no auge da crise fiscal, estados de Norte a Sul do país decidiram cortar a folha de comissionados. No Rio Grande do Sul, um dos que estão em maior penúria, o governo enxugou 645 desses cargos, ou 25%, entre 2014 e 2015. O Rio Grande do Norte pretende atingir a mesma marca. A redução só não foi maior para não afetar serviços essenciais, como saúde e educação, segundo o governo gaúcho.

      No Amazonas, mil cargos comissionados foram extintos só em 2015. Alagoas limou 30% do total, o equivalente a 700, e já avisou que não pretende fechar mais postos. Por isso, optou por desligar concursados celetistas de empresas públicas. Já foram 550, e o governo ainda pretende demitir mais 250 nos próximos meses. Na Bahia, foram eliminados 2 mil cargos, entre comissionados e celetistas. Segundo o governo baiano, o estado também pretende reduzir terceirizados em até 15%.

      DF dispensa 4,1 mil comissionados

      No Rio Grande do Norte, o secretário de Planejamento, Gustavo Nogueira, explica que o estado realiza uma auditoria na folha há quase dois anos. Segundo ele, o governo ainda estuda a possibilidade de desligar servidores não estáveis. Apesar de ter reduzido o montante gasto com pessoal em relação à receita corrente líquida (RCL), o estado continua acima do limite legal: 50,28%.

      “Não conseguimos chegar aos 49% por uma frustração agressiva de receitas”, diz Nogueira.
      Na tentativa de enxugar a folha, alguns estados cortaram órgãos inteiros. Sergipe, por exemplo, acabou com oito secretarias e cinco subsecretarias. Extinguiu a incorporação de um terço e gratificação de funções de confiança, além de limitar o número de comissionados por órgão.

      Santa Catarina chegou a excluir 242 funções comissionadas e gratificadas (20,8% do total), mas não pretende fazer novos desligamentos. O estado quer extinguir duas estatais, as companhias de Desenvolvimento (Codesc) e de Habitação (Cohab), e já deu início à extinção de uma terceira. O projeto prevê um plano de demissão voluntária (PDV) para os 144 empregados dos três órgãos. Com isso, o estado espera uma economia anual superior a R$ 42 milhões.

      O Distrito Federal cortou 4,1 mil comissionados e instituiu um PDV em várias empresas, entre elas o Banco de Brasília (BRB) e a Companhia de Abastecimento (Ceasa). A estimativa é que 500 empregados já tenham aderido.

      “Isso é efeito do erro de gestão. É o que se fala há muito tempo: o setor público precisa ser eficiente. É, culturalmente, um cabide de emprego”, diz o economista-chefe da Austin Ratings, Alex Agostini.

      No fim de 2014, Goiás cortou seis secretarias e extinguiu cerca de 2,8 mil cargos comissionados, ou 28% do total. Segundo a secretária de Fazenda, Ana Carla Abrão, essa redução possibilitou uma economia de R$ 450 milhões, ao evitar o crescimento vegetativo da folha. A fim de enxugar mais a folha, o estado passa um pente-fino entre os servidores para descobrir gratificações excessivas. Segundo Ana Carla, o governo pretende realocar funcionários para áreas com deficiência de pessoal e identificar órgãos não rentáveis, que poderão ser transferidos para a iniciativa privada ou extintos:

      “Goiás só não entrou em colapso porque controlamos o crescimento da folha. Conseguimos tirar o nariz de debaixo d’água, agora entramos em um processo para evitar excesso”

      Artigo da LRF prevê demissões até de estáveis

      A demissão de celetistas e servidores não estáveis é uma alternativa usada por alguns governadores para evitar longos e burocráticos processos administrativos, exigidos para demitir qualquer concursado após a Constituição de 1988. Os especialistas apontam, porém, que há na LRF brechas para a demissão de servidores estáveis ou não estáveis, nos casos em que o estado estoura o limite de gasto com pessoal e não consegue se reenquadrar com corte de gastos e exoneração de comissionados.

      Nos artigos 22 e 23 da LRF, que tratam do desrespeito aos limites de despesa com pessoal, há uma determinação de que os estados eliminem o percentual excedente nos dois quadrimestres seguintes ao estouro. Para isso, a lei fala em exoneração de servidores não estáveis. No caso de essas medidas não serem suficientes, a Constituição permite que o servidor estável e concursado “poderá perder o cargo, desde que o ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou a unidade administrativa objeto da redução de pessoal”. A regra vale para União, estados e municípios.

      Além disso, é facultada a redução temporária da jornada, com adequação dos vencimentos à nova carga horária. A partir do desrespeito ao limite da LRF, fica proibida também qualquer concessão de vantagens, reajustes, criação de cargos e alteração da estrutura de carreira que implique aumento de despesa.

      “Há uma brecha na LRF. Mas o ideal é que o governo, se resolver determinar um corte de concursados, o faça em conjunto com os outros poderes, principalmente com o Judiciário. Assim, diminui o risco de ser questionado na Justiça”,  afirma o especialista em contas públicas Raul Velloso.

      Até estados com quadro mais enxuto tiveram de rever os gastos com pessoal. O Paraná extinguiu mil cargos em comissão, com uma economia de R$ 48 milhões, e fechou quatro secretarias. Rondônia reduziu salários de comissionados e limitou a jornada das 7h30m às 13h30m. O Espírito Santo cortou 12% dos comissionados, extinguiu cargos temporários e renegociou contratos. Sem planos de demitir servidores, o Acre eliminou 55 cargos, uma economia de R$ 3,6 milhões por ano. A mão de obra terceirizada foi reduzida em 30%. Já o Pará reduziu em 20% os gastos de custeio de órgãos públicos. Piauí, Amapá e Roraima não retornaram o contato.

      Fonte: Época

       

      Ainda nocivo aos servidores, mas enfraquecido, PLP 257 é aprovado

      Texto sobre congelamento das remunerações dos servidores foi retirado

      O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em 10/8/16, o PLP 257/16, que propõe o alongamento das dívidas de estados e do Distrito Federal com a União por 20 anos se eles cumprirem medidas de restrição fiscal. A matéria foi aprovada por 282 votos a 140, em uma emenda substitutiva oferecida pelo relator, deputado Esperidião Amin (PP-SC).

      Outras negociações, ocorridas em plenários anteriores à votação, levaram o governo a concordar com a retirada do texto da exigência de os estados congelarem por dois anos as remunerações dos servidores públicos. Permanece, no entanto, a exigência de que os gastos primários não ultrapassem o realizado no ano anterior acrescido da variação do IPCA, também nos dois exercícios seguintes à assinatura da renegociação.

      “Até seis meses atrás era difícil imaginar o movimento que foi criado. Em pouco tempo, reunimos os servidores públicos, criamos uma frente de batalha contra o projeto que resultou nesse enfraquecimento. As entidades envolvidas criaram uma verdadeira central sindical, isso é revolucionário, é novo, nunca houve nada igual. O recuo do Governo e a retirada do texto que impedia a concessão de reajustes nos próximos dois anos ao funcionalismo estadual são êxitos importantes”, afirma Alfredo Maranca, presidente do Sinafresp.

      Alfredo ressalta que mesmo enfraquecido, é preciso que todos tenham a clareza de que essa dívida não foi auditada. “É importante lembrar os fatos que estão acontecendo ao longo do tempo, empréstimos que não foram explicados, vendas em condições ilegais, privatizações como, por exemplo, a do Banespa. Essa dívida não é dívida porque não foi auditada, por isso não podemos pagar essa conta. Todo esse ajuste em discussão, ‘espremendo’ o funcionalismo, é para prever R$ 50 bilhões, sendo que R$ 30 bilhões já estão sendo retirados do investimento em saúde. Por isso a batalha continua e não podemos parar os trabalhos”, concluiu.

      O Projeto de Lei Complementar (PLC) 257/16, enviado ao Congresso em 22 de março para autorizar o refinanciamento da dívida dos Estados e do Distrito Federal, terá um efeito devastador sobre os servidores públicos estaduais. O projeto prevê alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal que aprofundam as restrições em relação aos servidores dos Estados e do Distrito Federal, e impõe uma série de exigências fiscais como condição para adesão ao plano de auxílio aos Estados e ao Distrito Federal. Entre outras providências, o dispositivo prevê: • Proibição nos aumentos e nos ajustes dos salários; • Aumento na contribuição previdenciária de 11% para 14%; • Adequação dos benefícios ao nível da União. No caso de São Paulo, haverá perda de estatutos de base de progressão das carreiras, como sexta parte, quinquênios, abonos e licença-prêmio. Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo Rua Maria Paula, 123 – 17º andar – CEP 01319-001 – São Paulo – SP | Tel.: (11) 3113-4000 | Fax: (11) 3113-4007 sinafresp@sinafresp.org.br | www.sinafresp.org.br Estabelece o Plano de Auxílio aos Estados e ao Distrito Federal e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal; altera a Lei no 9.496, de 11 de setembro de 1997, a Medida Provisória no 2.192-70, de 24 de agosto de 2001, a Lei Complementar no 148, de 25 de novembro de 2014, e a Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000; e dá outras providências.
      Eis o texto do Projeto:
      O CONGRESSO NACIONAL decreta: CAPÍTULO I DO PLANO DE AUXÍLIO AOS ESTADOS E AO DISTRITO FEDERAL Art. 1º A União poderá adotar, nos contratos de refinanciamento de dívidas celebrados com os Estados e o Distrito Federal, com base na Lei no 9.496, de 11 de setembro de 1997, e nos contratos de abertura de crédito firmados com os Estados ao amparo da Medida Provisó- ria no 2.192-70, de 24 de agosto de 2001, mediante celebração de termo aditivo, o prazo adicional de até 240 meses para o pagamento das dívidas refinanciadas. Art. 3º A União poderá celebrar os termos aditivos de que trata o art. 1º desta Lei Complementar, cabendo aos Estados e ao Distrito Federal sancionar e publicar leis que determinem a adoção, durante os 24 meses seguintes à assinatura do termo aditivo, das seguintes medidas: I – não conceder vantagem, aumento, reajustes ou adequação de remunerações a qualquer título, ressalvadas as decorrentes de atos derivados de sentença judicial e a revisão prevista no inciso X do art. 37 da Constituição Federal; II – limitar o crescimento das outras despesas correntes, exceto transferências a Municípios e Pasep, à variação da inflação, aferida anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA ou por outro que venha a substituí-lo; III – vedar a edição de novas leis ou a criação de programas que concedam ou ampliem incentivo ou benefício de natureza tributária ou financeira; IV – suspender admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, inclusive por empresas estatais dependentes, por autarquias e por fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, ressalvadas as reposições decorrentes de vacância, aposentadoria ou falecimento de servidores nas áreas de educação, saúde e segurança, bem como as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa, em qualquer caso sendo consideradas apenas as vacâncias ocorridas a partir da data de assinatura do termo aditivo; e V – reduzir em 10% (dez por cento) a despesa mensal com cargos de livre provimento, em comparação com a do mês de junho de 2014. Art. 4º Além do requisito de que trata o art. 3o, os Estados e o Distrito Federal sancionarão e publicarão lei que estabeleça normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal do ente, com amparo no Capítulo II do Título VI, combinado com o disposto no art. 24, todos da Constituição Federal, e na Lei Complementar no 101, de 2000, e que contenha, no mínimo, os seguintes dispositivos: IV – elevação das alíquotas de contribuição previdenciária dos servidores e patronal ao regime próprio de previdência social para 14% (quatorze por cento) e 28% (vinte e oito por cento) respectivamente, podendo ser implementada gradualmente em até 3 (três) anos, até atingir o montante necessário para saldar o déficit atuarial e equiparar as receitas das contribuições e dos recursos vinculados ao regime próprio à totalidade de suas despesas, incluindo as pagas com recursos do Tesouro; V – reforma do regime jurídico dos servidores ativos e inativos, civis e militares, para limitar os benefícios, as progressões e as vantagens ao que é estabelecido para os servidores da União; Art. 5º Os Estados e o Distrito Federal terão o prazo máximo de 180 dias, contados da data de assinatura do termo aditivo, para sancionar e publicar as leis de que tratam os arts. 3º e 4o. CAPÍTULO II DAS MEDIDAS DE REFORÇO À RESPONSABILIDADE FISCAL Art. 14. A Lei Complementar nº 101, de 2000, passa a vigorar com as seguintes alterações: “Art. 23. Se a despesa total com pessoal, do Poder ou órgão referido no art. 20, ultrapassar os limites definidos no mesmo artigo, sem prejuízo das medidas previstas no art. 22, o percentual excedente terá de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um terço no primeiro, adotando-se, entre outras, as providências previstas nos §§ 3º e 4o do art. 169 da Constituição. § 3º Não alcançada a redução no prazo estabelecido, e enquanto perdurar o excesso, o ente não poderá: IV – conceder adicionais por tempo de serviço, incorporação de cargo ou de função comissionada, progressões e promoções nas carreiras e converter em pecúnia quaisquer direitos e vantagens.”

      Fonte: Sinafresp

      Meirelles tenta minimizar derrota. Reajustes e concursos estão liberados nos estados

      A derrota do governo na Câmara dos Deputados, que liberou os estados para darem reajustes a servidores e fazerem concursos públicos nos próximos dois anos, bateu fundo no Ministério da Fazenda.

      Até o último instante, o ministro Henrique Meirelles articulou para que fosse mantida no projeto de renegociaçao das dívidas de estados a proibição para aumentos de salários e para a realização de seleções públicas. Prevaleceu a pressão de corporações, liderada pelo deputado Rogério Rosso (PSD-DF). O parlamentar, por sinal, será uma pedra no sapato do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que sofre com a inexperiência ao tocar projetos de interesse do governo.

      Em nota, Meirelles tentou minimizar a derrota. ” Os deputados aprovaram o texto-base do projeto que define a renegociação das dívidas dos estados com a União, com o estabelecimento de um teto para o crescimento das despesas estaduais”, disse. Segundo ele, “Esse é o primeiro passo concreto do ajuste estrutural das despesas públicas brasileiras em décadas”.

      Meirelles destacou ainda que  “os governadores têm todos os instrumentos legais para garantir o teto das despesas dos Estados, condição necessária para o enquadramento de cada Estado nos termos da renegociação.” Para o ministro, o próximo projeto de ajuste a entrar em pauta na Câmara é o que define teto para as despesas federais.

       

      Fonte: Correioweb

       

      Chegou a Hora! Megamobilização contra o PLP 257/2016

      Governantes querem que a bomba da má gestão caia nas mãos dos servidores

      Está tudo preparado para uma grande ação articulada pelo Sinafresp na próxima segunda-feira (04/04) que contará com a participação massiva dos AFRs em conjunto com outras importantes categorias do Estado como Professores, Policiais entre outras.

      Desde o início da nova gestão do Sindicato ficou claro que os caminhos, tanto para mobilizações, quanto para ações organizadas de comunicação, passariam por uma avaliação estratégica para que pudessem ser realizadas de maneira coordenada. E começaram os primeiros resultados:

      Essa semana, além da satisfação em anunciar a importante batalha que se desenha contra o PLP 257/2016, temos o orgulho de comemorar uma importante vitória parcial de toda a categoria e população paulista: A não renovação do Decreto 57.686, de 2011, que acaba de ser comunicada na grande Imprensa, advinda de um trabalho intensivo da área de comunicação do Sinafresp e todos os Diretores desde o início do ano. (Veja a matéria: http://goo.gl/y3m3aM)

      Seguimos, portanto, com um ânimo a mais, fortalecidos pela ideia de que com trabalho organizado e união, os resultados aparecerão! Pode demorar, pode não ser a vitória final esperada por todos, mas é gratificante e motivo de orgulho para cada um de nós poder fazer parte de ações concretas em prol da justiça fiscal, que representa em suma, melhores condições para toda a população.

      Reforçamos abaixo algumas recomendações para a Megamobilização: 

      Início

      A partir das 10h, na Praça Vinícius de Moraes, próximo ao Palácio dos Bandeirantes, levando a nossa indignação e o nosso recado. Teremos faixas com palavras de ordem, adesivos, balões e carro de som próprio, além dos recursos de outras entidades.

      Apoio Parlamentar 

      A megamobilização tem o apoio do deputado federal Major Olímpio e de outros parlamentares.

      Presença Ilustre

      Boneco Inflável Chuchuleco.

      Logística 

      O Sinafresp estará custeando o transporte (ônibus e vans) para filiados e colegas de outras carreiras fazendárias, como TEFEs e APOFP.

      Pagamento de custos  

      Caso não tenha sido feita a emissão de documento fiscal diretamente ao Sinafresp, na sexta-feira (01/04), será feito reembolso ao representante.

      Doação de sangue 

      As doações de sangue devem ocorre no Banco de Sangue do Hospital Albert Einstein, localizado na Av. Albert Einstein, 627, 4º andar, no Morumbi. É preciso apresentar um documento de identidade com foto e órgão expedidor. Não vá em jejum! Talvez valha a pena doar em locais mais distantes devido a todo funcionalismo ter sido avisado.

      Resguardo

      Contamos com a presença de todos e tomamos providências para que não ocorram problemas durante sua participação no evento, mas caso ocorram, estamos preparados para resguardar quem precise.

      Evento à tarde

      Não haverá evento a tarde para viabilizar o DECRETO Nº 52.054, DE 14 DE AGOSTO DE 2007, que mediante autorização da chefia garante 2 horas de ausência.

      Entidades confirmadas

      Entre os confirmados no evento estão AOPM, SIPESP, AFPCESP, ADPESP, TEFES, APOFPS, diversos sindicatos ligados à Pública. Professores aposentados, ISS-SP, AFAPESP, FESSPMESP. APEOESP e Sindisaúde estão formalmente convidados.

      Clima 

      Na data, a temperatura pode chegar a 32 °C. Aconselhamos o uso de roupas leves.

      Cobertura da mídia

      A grande imprensa está sendo fortemente contatada pela comunicação do Sindicato e teremos cobertura fotográfica e gravação de entrevistas em vídeo.

       

      O SINAFRESP promove manifestação em 4/4/16,  as 10h00,  na Praça Vinícius de Moraes, próximo ao Palácio dos Bandeirantes em repúdio ao PLP 257/16 cujos efeitos nefastos e nocivos ao funcionalismo público luta-se parar evitar consumação.

       

      Conclama-se a PRESENÇA de todos os AFRs no dia e hora marcada. Ativos e aposentados.

       

      Que nestas 48 horas que antecede o evento se convidem amigos, parentes e conhecidos que sejam  funcionários públicos, estaduais, municipais e federais.  

       

      O máximo de pessoas presentes ao evento, que se replique-se este convite a todos estes e que estes sigam o exemplo recebido. Leve consigo 6 convidados!

       

      Síntese do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/16, enviado ao Congresso em 22 de março para autorizar o refinanciamento da dívida dos Estados e do Distrito Federal, terá um efeito devastador sobre os servidores em geral, e em particular, os estaduais.

       

      • ·                    O projeto prevê alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal que aprofundam as restrições em relação aos servidores dos Estados e do Distrito Federal, e impõe uma série de exigências fiscais como condição para adesão ao plano de auxílio aos Estados e ao Distrito Federal.

        Entre outras providências, o dispositivo prevê:

      o        Proibição nos aumentos e nos ajustes dos salários; ou seja: a não concessão de aumento de remuneração dos servidores a qualquer título, promoções e saída do nível básico.

      o        Aumento na contribuição previdenciária de 11% para 14%;

      o        Adequação dos benefícios ao nível da União. No caso de São Paulo, haverá perda de estatutos de base de progressão das carreiras, como sexta-parte, quinquênios, abonos e licença-prêmio.

       

      • ·                    O inexpressivo corte de   10% das despesas mensais com cargos de livre provimento (Comissionados, cargos políticos)
      • ·                    a suspensão de  contratação de pessoal, exceto reposição de pessoal nas áreas de educação, saúde e segurança e reposições de cargos de chefia e direção que não acarretem aumento de despesa, e

       

      • ·                    a vedação de edição de novas leis ou a criação de programas que concedam ou ampliem incentivos ou benefícios de natureza tributária ou financeira.

       

      • ·                    a  reforma do regime jurídico dos servidores ativos, inativos, civis e militares para limitar os benefícios, progressões e vantagens ao que é estabelecido para os servidores da União;

       

      • ·                    a definição de um limite máximo para acréscimo da despesa orçamentária não financeira a 80% do crescimento nominal da receita corrente líquida do exercício anterior;

       

      • ·                    a  instituição de monitoramento fiscal contínuo das contas do ente, de modo a propor medidas necessárias para a manutenção do equilíbrio fiscal; e

       

      • ·                    a  instituição de critérios para avaliação periódica dos programas e projetos do ente.

       

      SUA PRESENÇA É IMPORTANTÍSSIMA, A PRESENÇA DE TODOS OS COLEGAS, AMIGOS E CONHECIDOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS TAMBEM. FAÇAM-SE PRESENTE

       

      Fonte: Sinafresp

      CRISE: SERVIDOR PÚBLICO PODE SER DEMITIDO?

       

       

      Está para ser votado na Câmara um Projeto (PLP 257/2016) de reforma fiscal, com suspensão de concursos, congelamento de salários e programa de demissão voluntária de servidores. Mas, será que servidor, com direito à estabilidade, pode mesmo ser demitido? SIM. É o que explica o advogado Rudi Cassel. Desde a Lei Complementar 101/2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal, a estabilidade está ameaçada. Governos federais, estaduais e municipais não podem gastar mais do que arrecadam.

      Rudi Cassel*

      O funcionalismo público sempre foi apontado por muitos como uma opção de trabalho segura, já que os servidores têm direito a estabilidade no emprego, sendo demitidos, segundo o artigo 41 da Constituição Federal, apenas em casos de sentença judicial por processo administrativo ou por insuficiência de desempenho (cujas regras ainda aguardam regulamentação). O fato recente é que está para ser votado na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/2016, que propõe uma reforma fiscal que pode suspender a realização de concursos públicos, congelar salários e criar até um programa de demissão voluntária de servidores públicos. O pacote pressupõe ainda o alongamento da dívida pública dos estados com a União. O prazo era de meados de 2027 e foi adiado por mais 20 anos.

      O serviço público engloba três tipos de contratação. Há os empregados públicos, que estão sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), tendo os mesmos direitos e deveres de um funcionário de uma empresa privada. Existem ainda os cargos comissionados, que são aqueles contratados sem concurso público. Por fim, os efetivos, que tem direito a estabilidade após três anos de trabalho. Antes disso, eles são considerados em estágio probatório, estando sujeitos à exoneração de ofício caso haja reprovação nesse período.

      Contudo, desde a Lei Complementar 101/2000, a denominada Lei de Responsabilidade Fiscal, essa estabilidade pode ser ameaçada. Isso porque os governos federais, estaduais e municipais não podem gastar mais do que arrecadam, sendo obrigados a fazer os cortes e ajustes necessários para manter as contas equilibradas. O artigo 22 prevê que, se a despesa com pessoal exceder a 95% do limite – que é de 50% da arrecadação na União e 60% nos estados e municípios – fica vedada a concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração. Vedam-se ainda a criação de cargo, emprego ou função; a alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa; o provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a qualquer título, ressalvada a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento; e a contratação de hora extra, salvo no caso de situações previstas na lei de diretrizes orçamentárias.

      Esse Plano de Auxílio aos Estados e Municípios, apresentado pelo governo federal no último dia 21 de março, prevê três etapas, sendo inicialmente a restrição à ampliação do quadro, o não reajuste de salários e corte de gastos discricionários, administrativos e de cargos comissionados. Caso essas medidas não sejam suficientes, será preciso partir para a segunda etapa, que pressupõe a proibição de aumentos nominais de salários, concessões de novos subsídios e desonerações, assim como mais cortes nos gastos já mencionados. Se ainda assim o desequilíbrio permanecer, a terceira etapa prevê a vedação de reajustes reais no salário mínimo, corte de 30% nos benefícios dos servidores (que são alimentação, saúde, transporte e auxílio creche), além de um programa de demissão voluntária ou licença temporária não remunerada.

      Até o momento o governo não abordou a demissão de servidores, tomando medidas anteriores para conter a crise. Mas, sabe-se que se essas medidas não forem suficientes, corre-se o risco de invocação indevida da Lei de Responsabilidade Fiscal para justificar demissões “não voluntárias”. Nesse caso, o servidor deve ficar atento. Antes de falar em demissão de servidores efetivos, prefeituras, estados, Distrito Federal e União, deverão exonerar – pelo menos – 20% dos comissionados. E aqui cabe interpretar que, se 20% dos comissionados não forem suficientes, deve-se avançar para todos os comissionados e terceirizados, antes de se falar em cargo efetivo submetido ao devido concurso. É difícil imaginar um corte ampliado de comissionados e terceirizados que exija o avanço para a demissão de servidores efetivos não estáveis e, sucessivamente, estáveis.

      Em suma, se aparentemente o servidor público efetivo pode sim vir a ser demitido em função de uma crise, deve-se observar atentamente se todas as outras medidas anteriores foram integralmente esgotadas e realmente não surtiram efeito. Os governos, tanto federal, quanto estaduais e municipais – onde normalmente concentram-se os maiores desequilíbrios orçamentários – precisam atentar-se para a adoção de medidas radicais em outros setores, sem apelar para gerar um vácuo no serviço público que suplicará preenchimento logo adiante. Lembremos que não foi a folha de pagamento dos servidores que causou a crise atual e certamente não será ela que irá resolver. Medidas que desestimulam os direitos sociais nunca são saudáveis. Ao servidor, cabe analisar cada passo do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/2016 e seus desdobramentos, evitando a culpa indevida pelo desequilíbrio das contas do Estado.

      *Rudi Cassel é advogado e sócio-fundador do escritório Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues Advogados, especializado em direito do servidor público.

      Fonte: Correioweb

      Alerta do dep. Major Olimpio Gomes ao PLC 257/2016

      Fonte: Blog do AFR

      Governo joga nas costas dos servidores o déficit das contas públicas


       

      “Quem esta encabeçando, a mobilização de 16 governadores, é Geraldo Alckmin”

      STF deve julgar correção da dívida dos estados no dia 27/4/16

      Ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, foi à Corte pedir urgência no processo

      Ministro da Fazenda Nelson Barbosa – ANDRE COELHO / Agência O Globo
       

       

      O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar no próximo dia 27 o mérito da correção da dívida dos governos regionais com a União. Provisoriamente, a Corte já concedeu à Santa Catarina uma liminar que permitiu ao estado corrigir os débitos por juros simples sem ser punido até que a questão seja analisada. Após isso, uma enxurrada de outros mandados de segurança chegaram ao STF buscando o mesmo benefício. Preocupado com o impacto fiscal de uma possível decisão favorável aos estados, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, foi duas vezes ao STF na terça-feira para expor os argumentos da União e pedir urgência no julgamento. De manhã, ele visitou o ministro Luiz Edson Fachin e, de tarde, o ministro Luiz Fux.

      Segundo a assessoria de imprensa, a decisão de colocar o tema em pauta no dia 27 foi tomada nesta quarta-feira pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski. O presidente foi o primeiro a ser visitado pelo ministro da Fazenda, um dia após a decisão que concedeu liminar à Santa Catarina, na semana passada.

      Até agora, Minas Gerais e Rio Grande do Sul obtiveram o mesmo entendimento de Santa Catarina. Os três têm como relator dos mandados de segurança o ministro Fachin. Alagoas aguarda análise do Supremo e está sob relatoria do ministro Fux. O Rio de Janeiro já informou que também deve recorrer ao Judiciário. Em uma tentativa de consenso, os governadores dos estados devem se reunir na próxima semana com representantes do Ministério da Fazenda e do STF para discutir o assunto.

      O Ministério da Fazenda argumenta que, assim como ocorre em outros contratos financeiros, as dívidas devem ser corrigidas por juros compostos (juros sobre juros). Ele estima que, caso todos os estados sejam autorizados a corrigir as dívidas por juros simples, o estoque seria diminuído em R$ 313 bilhões. Além disso, vários governos regionais passariam de devedores a credores.

      — Consideramos que o pleito de Santa Catarina é equivocado do ponto de vista financeiro. Gera impactos fiscais e macroeconômicos importantes não só na relação entre estados e União, mas também para outros tipos de contratos financeiros — disse.

      Primeiro estado a comprar a briga com a União, Santa Catarina argumenta que, ao regulamentar a lei complementar 148, o governo prometeu um desconto nas dívidas dos estados. Essa lei alterava os indexadores de IGP-DI + 6%, 7,5% ou 9% ao ano para IPCA + 4% ou Selic, o que for menor. Em nota, o governo regional argumenta que a nova dinâmica de correção, em vez de ajudar, aumentava o estoque da dívida em mais de R$ 1 bilhão em relação ao estoque anterior.

      “Não faz nenhum sentido. (…) o Governo de Santa Catarina tentou por muitas vezes argumentar com o Tesouro Nacional, mas sem sucesso. Buscamos então uma opinião externa, e obtivemos a chancela do jurista Carlos Ayres Britto sobre o acerto da nossa argumentação: ao utilizar o critério da Selic capitalizada de forma composta no recálculo da dívida, a União não concede o desconto prometido em lei. O desconto da lei só ocorre se o critério for a variação acumulada, ou seja, Selic capitalizada simples”, diz a nota veiculada pelo estado.

      Além disso, Santa Catarina rebate o argumento da União de que a decisão afetaria outros contratos financeiros e diz ainda que não é verdadeiro que os juros compostos são aplicados a dívidas tributárias:

      “Nosso mandado de segurança trata da dívida em um contexto federativo. Questiona pura e simplesmente as relações entre União e Estados”.

      Para o ministro da Fazenda, o texto da lei complementar 148, que alterou os indexadores da dívida dos estados, deixa claro que deve ser utilizado o modelo composto de correção.

       

      — É essa a legislação aplicada em todos os contratos financeiros. E obviamente nós temos vários exemplos de contratos, de leis, exemplos práticos que vamos apresentar para fundamentar a tese da União — disse o ministro da Fazenda.

      Barbosa informou que um documento formal deve ser enviado aos ministros do STF pela Advocacia-Geral da União com os argumentos do governo. Ele ainda ponderou que o resultado do julgamento do STF vai influenciar o andamento do projeto que está no Congresso Nacional e que prevê o alongamento das dívidas dos estados:

      — Obviamente que o que for a solução que o Supremo entender adequada para esse pleito de Santa Catarina vai influenciar a tramitação do projeto.

      Fonte: O Globo

      Amor verdadeiro para a vida toda

      22/03/2016

       

      Foto Ed Alves/CB/DA Press

      FOTO ED ALVES/CB/DA PRESS

      Amizade para a vida toda

      Antes da chegada da cadelinha Mel, Erick, que é autista, tinha dificuldades de relacionamento: hoje, está mais carinhoso e tranquilo.Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press
      Antes da chegada da cadelinha Mel, Erick, que é autista, tinha dificuldades de relacionamento: hoje, está mais carinhoso e tranquilo.Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press

      Quando o pequeno Erick Rodrigues, de 5 anos, encontra a cadela Mel pequenos milagres acontecem. Para começar, uma descarga de endorfina. A substância relaxa, aumenta o bem-estar, controla a pressão sanguínea e melhora o sono. A reação é comum às pessoas que têm um animal de estimação, segundo uma pesquisa da Universidade de Cambridge. O mesmo estudo mostra que a maioria dos tutores também desenvolve mais segurança e autoestima. E não são poucos: o Brasil tem a quarta maior população de pets do mundo — 132,4 milhões.

      No caso de Erick, a convivência tem reflexos ainda mais especiais. Ele é autista e, apesar de sempre ter feito acompanhamento no Hospital da Criança e na Rede Sarah, além de terapia com psicólogo, tinha dificuldade em apresentar melhora na parte social e até batia nos colegas de escola. “Antes, ele não sabia se envolver com outras crianças, criar um relacionamento de amizade, mas com a chegada da Mel isso mudou”, explica Nayara Rodrigues, 19 anos, irmã de Erick. A estudante não imaginava que ganho seria tão grande. A família, inclusive estava proibida de ter animais de estimação, devido a uma alergia de Erick. Mel, porém, seria abandonada nas ruas e isso sensibilizou a todos.

      A cadelinha também chegou com problemas de relacionamento, não brincava e não aceitava que ninguém se aproximasse dela, exceto Erick. “Ela chegou bem traumatizada, acredito que já tinha apanhado muito”, supõe Nayara. Hoje, ambos estão mais felizes. “A Mel o entende muito também. Erick está mais tranquilo, se tornou uma criança mais carinhosa, brinca com ela como se tivesse brincando com outra criança”, comemora.

      O vínculo entre tutores e mascotes é tão forte que, de acordo com pesquisadores da Georgia Regents University e da Cape Fear Community College, se tivesse de escolher entre salvar o próprio cãozinho ou um turista estrangeiro em um ônibus desgovernado, 40% das pessoas afirmaram que salvariam o cachorro. O percentual é ainda maior para mulheres — 45% dariam preferência ao pet. Nesta edição, mostramos como, na verdade, humanos e animais salvam a vida uns dos outros, todos os dias.

      Crianças que leem para cachorros

      Unindo o útil ao agradável, o Missouri Humane Society criou o programa Shelter Buddies Reading para incentivar crianças que estão aprendendo a ler e adolescentes a exercitar a leitura com animais vítimas de maus-tratos e abandono. As crianças, que tem entre 6 e 15 anos, passam algumas horas lendo para os cães, enquanto os animais reconquistam a confiança nos humanos.

      “Começamos isso por duas razões”, conta JoEllyn Klepacki, diretora-assistente de educação no Humane Society, ao jornal americano ABC News. “Cães em abrigo exibem vários sinais de ansiedade e estresse e, por isso, queríamos fazer algo para confortá-los. E temos diversas crianças na região envolvidas e elas perguntam: ‘Como posso ajudar? Como posso fazer a diferença?’ Basta fazer um treinamento de 10 horas para aprender a trabalhar com bichos traumatizados.

      Cães que farejam câncer

      Um estudo da Universidade do Arkansas para Ciências Médicas afirma que, se treinados, cachorros podem detectar câncer de tireoide — Frankie, o cachorro usado na pesquisa, teve uma taxa de sucesso de 88%. Como os cães tem 10 vezes mais receptores olfativos do que os humanos, eles conseguem farejar as substâncias químicas emitidas pelas células cancerígenas.

      Menina autista e a gatinha

      A história da menina Iris Grace, 6 anos, foi assunto nas redes sociais esta semana. A britânica tem um quadro grave de autismo e os pais receberam a notícia de que, provavelmente, ela nunca falaria ou se relacionaria com pessoas. Mas quando Thula, uma gatinha, chegou em casa, Iris começou a dar ordens para a bichinha. Com o tempo, passou a se comunicar com os pais para dizer o que queria. “Pode ser desafiador, bastante desafiador às vezes. Mas sinto que, se você estimular a criança, trabalhar com as coisas que interessam a ela, verá um progresso, verá mudanças”, afirma a mãe Arabella Carter-Johnson

      Emoção de mãe

      Um estudo de pesquisadores do Hospital Geral de Massachussetts (EUA) descobriu que as reações cerebrais de mães ao olharem para seus filhos e seus cães são semelhantes. Para efeito de comparação, elas olharam também para outras crianças e animais desconhecidos. As áreas estimuladas foram as ligadas as seguintes áreas: emoção, recompensa, afiliação e interação social.

      Terapia assistida por animais

      Também chamada de zooterapia, é uma técnica em que os bichos são o ponto central do tratamento. A presença deles facilita o contato entre paciente e profissional de saúde e traz inúmeros benefícios para o praticante, como esclarece a professora de educação física Andrea Gomes. “Quem frequenta a equoterapia é chamado de praticante e não paciente, porque não é uma pessoa passiva, mas responde ativamente aos estímulos do animal.”

      Antonio escreveu um livro sobre o amor entre humanos e pets.Foto Ed Alves/CB/DA Press

       

      Antonio escreveu um livro sobre o amor entre humanos e pets.Foto Ed Alves/CB/DA Press
       

      Uma vida pela outra

      O escritor e advogado aposentado Antônio Balsalobre Leiva, 74 anos, sempre gostou de cachorros. Teve algumas experiências na infância e, há, 25 anos, ao se mudar para Brasília, comprou um cão para fazer companhia e, principalmente, proteger a casa. Foram vários ao longo da vida. Lana, uma dálmata com manchas bem clarinhas, fez a diversão da família por um bom tempo. Muito animada e serelepe, fazia graça todos os dias. Uma noite, ao sair na varanda para dar boa noite para a cadela, Antônio a viu deitadinha na cama, desanimada. Só levantou a cabeça ao ouvir seu nome e logo deitou-se.

      Na manhã seguinte, ao voltar da caminhada diária, o aposentado encontrou a mulher Vilma desesperada na porta de casa. Lana havia se afogado na piscina durante a noite. Ninguém da casa escutou, apesar de alguns dos quartos ficarem virados para a piscina, que tinha duas escadas de segurança. Ela sabia nadar. O dogue alemão do filho do casal, Atlas, mirava o fundo da piscina com tristeza, mas sem latir. Ninguém entendeu a morte prematura da dálmata.

      Quatro dias depois na caminhada diária de Antônio, o aposentado vinha atravessando a rua quando foi atingido por um carro em alta velocidade. Bateu a clavícula e a cabeça no meio fio. Chegou ao hospital com o ombro em frangalhos, a cabeça sangrava muito. “O pessoal que me atendeu achou que eu fosse morrer pelo tanto de sangue. Dias depois, associei a morte da Lana ao meu acidente. Já tinha lido algo sobre isso. Acredito que ela morreu no meu lugar, salvou a minha vida. A partir dela, fui me interessando por estudar os cães. Descobri coisas magníficas”, lembra.

      As histórias fantásticas que Antônio encontrou foram sendo escritas, se transformaram em livro e, agora, aguardam edição. Entre elas está a de Shaquille, um akita que pertencia a Hamilton, um amigo do aposentado. O ritual dos dois era, depois da caminhada, deitarem-se dentro do carro da família, na garagem, para ouvir música. Shaquille no banco de trás e o dono, no banco do motorista. Quando Hamilton morreu, antes mesmo de a família receber a ligação do hospital, o cão uivava sem parar. Passou os dias seguintes deitado debaixo do automóvel, no local onde o dono ficava, deprimido. Teve que ser levado para o veterinário pois se recusava a comer e a família precisou vender o carro para que Shaquille seguisse sua vida.

      De história em história, o escritor relaciona as características dos animais com as dos seres humanos. “A principal, para mim, é o perdão. Os cachorros desculpam qualquer coisa que o dono faça, mesmo que seja ruim. Eles ficam chateados, mas logo esquecem. Não discriminam ninguém, oferecem amor incondicional, são companheiros. Acho que tem até mais sensibilidade do que os seres humanos. Quando o mundo parece falhar com a gente, o cão não falha. Ele desperta o amor, a compaixão, a dedicação, o desapego e a compreensão.”

      Depois da morte de Lana, Antônio passou a valorizar ainda mais os cachorros. “Enquanto eu for vivo, vou adotar mais cães!”, afirma. E nem sempre é o aposentado que vai atrás dos animais. Rita, a boxer que reina no jardim com o vira-lata Tom, por exemplo, era de um dos filhos de Antônio. O casamento azedou e a custódia de Rita foi para os pais do noivo. Ainda bem. “Apesar de eu falar que ela tem a cara feia, ela me perdoa sempre. É uma super companheira”, conta.

      Cássia manténm oito péts em casa:felicidade plena.Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press

       

      Cássia manténm oito péts em casa:felicidade plena.Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press
       

      “Eles foram a minha tábua de salvação”

      A pedagoga Cássia Borba, 51 anos, tem uma história emocionante com os animais. Há 19 anos, passou em um concurso e trocou as praias de Recife pela seca do Planalto Central. Veio morar com a irmã. “Eu me sentia muito sozinha. Minha sobrinha ganhou uma gatinha e eu me apeguei muito a ela. Quando fui morar sozinha, fiquei mais solitária ainda, foi muito sofrido deixá-la para trás e comecei a ter depressão. Meu irmão, que também mora aqui, tinha uma cadelinha e eu passei a cuidar dela”, conta Cássia.

      A pedagoga comprou boas rações, uma casinha nova, brinquedos — tudo isso enquanto a cadelinha morava com o irmão. “Todos os dias, eu passava lá à noite e a trazia para dormir comigo. De manhã, a deixava lá de volta. Com o tempo, eles me deram ela. Os animais me ajudaram a passar por esse momento de solidão mesmo quando eu estava rodeada de gente. Foram a minha tábua de salvação”, lembra. Inspirada pelo relacionamento com os bichos, Cássia teve a ideia de criar um projeto que envolvesse os animais na área de atuação profissional dela, a educação de crianças especiais. Foi aí que nasceu o Bichoterapia.

      A iniciativa, aplicada inicialmente em uma escola do Guará e depois no Centro Integrado de Ensino Especial (912 Sul), tinha, além de cães, gatos, coelhos e até um galo. A ideia era que as crianças interagissem com os animais para não apenas aprender a parte pedagógica de texturas e cores, mas o aprendizado emocional. “Uma das alunas morria de medo de bicho, a família deixava de sair porque ela surtava quando encontrava algum. Depois de alguns meses no projeto, abraçava todos. O trabalho com autistas também foi ótimo, muitas vezes eles interagiam mais com os animais do que comigo, faziam mais carinho neles do que nas próprias mães. Só conseguíamos chegar neles por meio dos bichos”, conta.

      Os alunos também trabalhavam a responsabilidade para cuidar dos pets e, por um tempo, alguns aprendiam a trabalhar com banho e tosa para serem inseridos no mercado de trabalho. Mas a iniciativa dava trabalho — nas férias, Cássia tinha que encontrar alguém para ficar com os animais do projeto, tirava dinheiro do próprio bolso para alimentá-los e, durante o ano letivo, os funcionários da escola se recusavam a limpar a sala e a tarefa sobrava para a pedagoga. “Era tanto estresse que tive que parar. Todo mundo achava lindo, mas eu acabava carregando tudo sozinha. O projeto foi uma maneira de retribuir tudo o que os animais me ajudaram”, afirma.

      Hoje, Cássia se envolveu com resgates e segue ajudando como pode. Tem oito bichos, entre cachorros e gatos. No portão da casa dela, uma faixa anuncia um bazar beneficente para ajudar gatinhos que foram abandonados perto da casa da pedagoga. “Faço o que posso, alguns dos meus bichos ainda são do projeto, outros foram lares temporários que se tornaram permanentes. Sou muito feliz com eles.”

      Mariana Borges durante aula de equoterapia:mais interação social. Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press

       

      Mariana Borges durante aula de equoterapia:mais interação social. Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press
       

      A ajuda vem a cavalo

      A equoterapia não é focada na perfeição dos movimentos esportivos, mas na relação entre o cavalo e a pessoa. Para o trabalho terapêutico, o animal deve ser dócil e aprender facilmente. “Um cavalo de equitação não é acostumado com brinquedo e música, é um bicho que trota, corre e pula. Já o cavalo para a equoterapia é previamente selecionado pela estrutura física: não pode ser muito alto, para ter acesso terapêutico ao paciente”, explica a fisioterapeuta Mylena Medeiros. O animal deve ainda ter temperamento dócil.

      Entre os benefícios para o praticante estão a melhora do desenvolvimento motor – incluindo equilíbrio, desenvolvimento do sistema cardiorrespiratório, socialização, diminuição de ansiedade e de sintomas depressivos. “Existem crianças que não se enquadram em comprometimento psicológico, mas têm dificuldade enorme de interação, porque vivem num mundo muito virtualizado. O cavalo ajuda a estabelecer contato e resolver a dificuldade de fazer amigos na escola, timidez excessiva, todas essas áreas”, conta a equoterapeuta.

      Mariana Borges, 4 anos, aprimorou bastante a parte social com a prática da modalidade. Ela teve falta de oxigenação durante o parto, o que gerou uma pequena lesão no cérebro. A menina fez parte do programa de Estimulação Precoce da Secretaria de Educação, e, atualmente faz acompanhamento na Rede Sarah e com uma equipe multidisciplinar de médicos, com neurologista e fonoaudiologista. A indicação para a Associação Nacional de Equoterapia (Ande) veio da escola que ela frequentava.

      Mãe da menina, a servidora pública Mônica Borges, 30 anos, conta que a filha tem a companhia da égua Estrela desde 2014 e um dos maiores ganhos foi a melhora na dificuldade de andar, além do aumento da capacidade social. “Ela tinha muito medo das coisas: das pessoas, dos bichos. Agora, está mais segura. Sente muita falta quando não vem e, no dia da equoterapia, ela já acorda pedindo para vir”, conta.

      “As mães comentam que, com uma, duas sessões, o comportamento é outro. Até mesmos as professoras da escola ficam impressionadas. Como a maioria deles gosta muito da equoterapia e cria vínculo com o animal, vira moeda de troca em casa para bom comportamento”, conta a educadora física Andrea Gomes. A idade dos pacientes atendidos varia de adolescentes até idosos e o avanço da idade não faz com que a resposta à equoterapia seja mais lenta. Em média, após seis meses, os praticantes costumam ter benefícios.

      Origem milenar

      A inserção de cavalos na medicina humana aconteceu antes de Cristo, por Hipócrates. Segundo a equoterapeuta Mylena Medeiros, a prática retornou com força total na França em 1965 para ajudar na recuperação de soldados no pós-guerra. Existem ainda centros hípicos focados na recuperação de pessoas com problema de vício em drogas e outros voltados para a sobrevida de pacientes terminais e crianças com doenças crônicas, como um do Tenessee (EUA). Essa modalidade é chamada de terapia assistida por animais.

      No Brasil, a chegada da equoterapia ocorreu em 1989, com a brasiliense Associação Nacional de Equoterapia. A modalidade foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina do Brasil como método terapêutico em 1997 e, hoje, tem o aval dos conselhos de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional, sendo reembolsável por planos de saúde. Devido ao alto custo, porém, ainda não é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

      Atualmente, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei para regulamentar a prática. O texto foi proposto em 2012 pelo então senador Flávio Arns (PT-PR) e exige exames psicológicos e fisioterápicos dos praticantes e capacitação de toda a equipe, incluindo fisioterapeuta, educador físico, terapeuta ocupacional, pedagogo, psicólogo e professor de equitação. O projeto determina ainda que o local tenha atendimento de urgência ou seja capaz de fazer remoção imediata para uma unidade de saúde, em caso de acidente. Em caso de aprovação, o texto precisa ser votado em plenário por pelo menos dois terços dos senadores. Em seguida, segue para sanção presidencial.

      16/03/2016. Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Thiago superou um princípio de depressão ao lado de Simba. Foto Marcelo Ferreira/CB/DA Press

       

      16/03/2016. Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Thiago superou um princípio de depressão ao lado de Simba. Foto Marcelo Ferreira/CB/DA Press
       

      Melhor que cursinho

      Outra pessoa que se beneficiou da companhia de um cachorrinho foi o estudante Thiago Rodrigues, 21 anos. Em junho de 2015, ele estava no início de uma depressão depois de várias reprovações no vestibular para medicina. Foi quando a mãe dele, Dora, decidiu levar a mascote Simba para casa, na época com 45 dias de vida. “Como passo muito tempo fora de casa, o nosso cachorro foi uma forma de companhia e amizade”, conta a mãe.

      Logo que o cãozinho chegou, Thiago conseguiu a aprovação e os sintomas da depressão foram afastados. “Simba mudou as nossas vidas. Meu filho disse que foi o melhor presente que já ganhou”, comemora a enfermeira.

      Tratamento de quatro patas

      Nem sempre o tratamento entre humanos e animais segue parâmetros científicos reconhecidos. Pode bastar a presença do pet para que o efeito terapêutico aconteça. A estudante Bianca*, 37 anos, sofre com o diagnóstico de bipolaridade há mais de 10 anos. Apesar de fazer uso de medicação, ela não via melhora significativa no quadro e, por conta da condição, foi afastada do trabalho. Foi quando decidiu adotar uma gatinha, em fevereiro deste ano. “Como eu estudei dois anos de psicologia e fiz muita terapia, sabia que é cientificamente comprovado que a convivência entre animais e seres humanos é benéfica, principalmente para pessoas com transtornos mentais”, explica.

      Na infância, Bianca teve outros gatos e também cães. Após a aprovação da psiquiatra, mais duas gatinhas saíram de uma feira de adoção e chegaram à casa em que a estudante mora, sozinha. Uma delas, como veio das ruas, não passou por abrigos e ainda não está habituada ao contato. Apesar disso, a estudante agradece a companhia e afirma que teve melhora no quadro psiquiátrico. “Os animais são melhores do que os seres humanos. Não posso contar minha doença pra qualquer pessoa. Eu corro o risco de perder as amizades”, acredita.

      * Nome fictício, a pedido da entrevistada

      Luiza e Tito:ele entrou para família.Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press

       

      Luiza e Tito: ele entrou para família.Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press
       

      “Ela quebrou o gelo e o muro de solidão que construí a minha volta”

      A secretária executiva bilíngue Luiza Callafange, 26 anos, sempre gostou de animais: já teve cachorro, peixe, hamster e até um minicaranguejo. Depois de adulta, passou por muitos problemas relacionados à depressão e ansiedade, principalmente quando foi morar sozinha. “Eu precisava amadurecer e aprender uma série de coisas, mas, ao mesmo tempo que queria, não estava totalmente preparada para lidar com elas, principalmente com a solidão”, conta.

      Por coincidência, Luiza passou por uma feira de adoção e Tito entrou para a família. “Foi amor à primeira vista: um gatinho ruivo, magro, doentinho, que não abria um olho e tinha feridas no corpo. Eu simplesmente precisava tirá-lo dali e dar-lhe uma oportunidade de ser feliz”, conta.

      Com o tempo, a jovem perdeu a vontade de sair de casa e de estar com os amigos. Nem mesmo a atividade física estava ajudando. Foi quando ela decidiu começar a psicoterapia, que logo a fez reagir. Quando melhorou um pouco, decidiu trazer a segunda gatinha para casa. Ela viu a foto em uma página de adoção e decidiu buscar o animal, mas ele já havia sido levado por outra pessoa. Pouco tempo depois, por algo que ela chama de “milagre”, a adotante desistiu e Lily enfim foi morar com Luiza. “A Lily veio no momento em que eu mais precisava. É carente e carinhosa. Ela me conquistou. Quebrou o gelo e o muro de solidã.

      Entrevista // Vinicius Perez dos Santos

      *Médico veterinário, residente do Hospital Veterinário FMVZ-USP e fundador do Projeto Santuário FMVZ-USP

      Quando foi que se começou a enxergar o animal como um indivíduo a ser domesticado?

      A domesticação dos cães e gatos foi, sem dúvida, um importante acontecimento na história da humanidade. Embora estudos apontem o lobo (canis lupus) como antecessor do cão doméstico (canis familiaris), alguns geneticistas defendem que, na verdade, as duas espécies são descendentes de um ancestral comum desconhecido. Há registros fósseis de cães de cerca de 12 mil anos encontrados junto a ossadas de humanos e outras evidências fósseis da existência de cães há pelos menos 33 mil anos. O que se tem certeza é de que, a partir do momento em que as pessoas passaram a se estabelecer em locais fixos, deixando a vida nômade e instituindo a agricultura, a relação entre seres humanos e cães tornou-se atrativa com benefícios mútuos. Para os humanos, ajudantes na caça e proteção dos acampamentos. Para os cães, maior disponibilidade de alimento. Já a domesticação dos gatos data de período mais recente. Enquanto os cães estão com os humanos há pelo menos 20 mil a 30 mil anos, a domesticação do gato ocorreu apenas em meados do século 8 a.C., entre as aldeias que originaram o Egito antigo, onde passaram a exercer importante papel no controle de roedores que apareciam em busca de grãos.

      Por que os cães e gatos são os animais domésticos mais comuns?

      Inicialmente, estabeleceu-se a aproximação com essas espécies pela oportunidade de maior disponibilidade de alimento em troca de parceria para a caça ou proteção contra a proliferação de roedores. Mas, com o tempo, os benefícios foram além e o vínculo se tornou cada vez mais forte. Os cães desenvolveram habilidades essenciais para se adaptarem à convivência com seres humanos, como o olhar fixo nos olhos, que estimula a liberação de ocitocina tanto nos humanos quanto nos próprios animais. A ocitocina é o mesmo hormônio liberado em decorrência da interação entre mães e bebês, conhecido como hormônio do amor. Não é à toa que estudos recentes com uso de ressonância magnética evidenciam ativação de regiões do hipocampo de cães relacionadas a emoções boas como alegria e amor resultante do contato entre seres humanos e animais.

      Qual é a causa mais comum pela qual adotamos um animal de estimação?

      As motivações para a adoção de um animal podem ser variadas, algumas vezes altruístas, outras embasadas em posturas antropocêntricas, visando bem-estar próprio. A presidente da Associação Médico-Veterinária Brasileira de Bem-Estar Animal, Ceres Berger Faraco, médica veterinária e doutora em psicologia, aponta que a crescente associação entre seres humanos e animais se dá como estratégia para enfrentar os desafios da sobrevivência, pois humanos e animais de companhia são seres gregários, além de que os bichos oferecem suporte para a sobrevivência das sociedades. Sendo assim, a adoção muitas vezes representa uma vontade de completar a família ou enfrentar a solidão.

      Quais são os benefícios do convívio entre humanos e animais?

      Atualmente, muitas pessoas conhecem os benefícios das terapias assistidas por animais, como a equoterapia e as visitas a hospitais, asilos e outras entidades, com apoio dos “cães-terapeutas”. Porém, o convívio com animais por si só também influencia diretamente a saúde das pessoas. A doutora Ceres Faraco explica que no mundo atual, onde são incentivados o individualismo, a perda de laços familiares e a solidão, a presença dos bichos serve como apoio social e fortalece o sentimento de que somos pertencentes, amados e absolutamente necessários para alguém. Na prática da medicina veterinária, diariamente vamos conhecendo diferentes famílias e ouvindo diferentes histórias nas quais os animais ocupam sempre um lugar especial no auxílio para a superação de uma dificuldade, com ensinamentos diários. Vamos percebendo que na complexa rede familiar em que cada partícula interage uma com a outra, os animais ocupam uma importante posição.

      Quais são os benefícios físicos de se ter um bichinho?

      Segundo estudo realizado pelo Departamento de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia da USP, os benefícios dos animais de companhia à saúde das pessoas vão desde a melhora na imunidade de crianças e de adultos até a redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado. Outros estudos identificados pelos pesquisadores da USP também avaliaram as taxas de sobrevivência no ano posterior a um infarto agudo do miocárdio em donos de cães, gatos e outros animais de estimação em comparação com pessoas que não conviviam com bichos. Segundo os pesquisadores, depois de determinado período, verificou-se que a convivência com um cão contribuiu significativamente para a sobrevivência dos pacientes, pelo menos no ano seguinte ao incidente. Os mesmos estudos também apontam benefícios no controle da pressão arterial.

      Existe algum momento em que o convívio intenso seja ruim para os animais?

      Os principais ônus para os animais de estimação na relação com os seres humanos estão relacionados ao fenômeno do antropomorfismo. Consiste no hábito de tratar os animais com base em premissas da visão humana, considerando que as necessidades dos animais são semelhantes às nossas, ou ainda privilegiando as preferências humanas em detrimento das necessidades naturais do bicho. Trocando em miúdos, toda vez que reproduzimos práticas como uso de roupas, calçados e perfumes em cães e gatos, por exemplo, estamos aplicando uma necessidade essencialmente humana, que não apenas não é natural para o animal como também pode ser incômoda. O cão precisa ser cão e o gato precisa ser gato. A possibilidade de expressar comportamentos naturais da espécie é um pré-requisito básico para garantir seu bem-estar. Não há nenhum mal em tratar o animal como filho, desde que se compreenda que é um filho não humano e se respeite as necessidades dele.

      “Não há nenhum mal em tratar o animal como filho, desde que se compreenda que é um filho não humano e se respeite as necessidades dele”

       Fonte: Correioweb e Yahoo

      QUAIS AS VANTAGENS DE TER UM GATINHO?

      Tá vendo aquele inseto ali? Há! Agora não tá mais.

      Olha, esses bichanos são praticamente inseticidas de quatro patas. Caçadores selvagens dessas feras que são os pernilongos.

      Tá vendo aquele inseto ali? Há! Agora não tá mais. (Reprodução/Giphy)

      Eles são seres humildes, não ligam pra etiqueta e amam os brinquedos mais vagabundos do mundo.

      Sabe o lixo seco da sua casa? É basicamente disso que eles precisam. Com algumas bolas de papel e caixas de papelão você constrói um maravilhoso Disney World felino.

      Eles são seres humildes, não ligam pra etiqueta e amam os brinquedos mais vagabundos do mundo. (Reprodução/Giphy)

      Você vai incluir exercícios aeróbicos na sua rotina.

      Seja durante as brincadeiras mais animadas ou durante a perseguição para levar pro banho, você vai suar.

      Você vai incluir exercícios aeróbicos na sua rotina. (Reprodução/Giphy)

      Suas roupas vão ganhar uma nova estampa.

      Há pelos por todos os lados. Há pelos em tudo que eu vejo.

      Suas roupas vão ganhar uma nova estampa. (Reprodução/amigonaosecompra.com.br)

      Eles ensinam que existem várias formas de ver o mundo.

      De ponta cabeça, por exemplo.

      Eles ensinam que existem várias formas de ver o mundo. (Reprodução/Giphy)

      Você nunca mais estará sozinho. NUNCA.

      Pode acreditar, você ganhou amor incondicional e uma companhia para todos os momentos. Sério mesmo, todos.

      Você nunca mais estará sozinho. NUNCA. (Reprodução/Giphy)

      Você vai aprender bons hábitos de higiene.

      Ok, lamber o próprio ânus pode não parecer algo muito higiênico, mas pelo menos eles tomam banho e, ao contrário de muitos humanos, dificilmente pingam xixi onde não devem.

      Você vai aprender bons hábitos de higiene. (Reprodução/Giphy)

      Eles fazem massagem de graça.

      Ok, talvez eles peçam ração em troca. Nada mais justo.

      Eles fazem massagem de graça. (Reprodução/Giphy)

      E você vai ter um motivo a mais pra voltar pra casa feliz no fim do dia. 🙂

      E você vai ter um motivo a mais pra voltar pra casa feliz no fim do dia. :) (Reprodução/Giphy)

      Você acha difícil acordar cedo? O despertador do celular não é o suficiente? Seus problemas acabaram!

      Pode ficar tranquilo, grandes chances de você receber vários miadinhos e arranhões na sua porta em um horário bem apropriado, tipo às 5 da manhã.

      Você acha difícil acordar cedo? O despertador do celular não é o suficiente? Seus problemas acabaram!  (Reprodução/Giphy)

      Bichos rentáveis

      Os apaixonados pelos seus animais de estimação os veem como membros da família. E não adianta criticar: o amor pelos bichinhos sempre fala mais alto. O carinho é tanto que até se separar deles por algumas horas é doloroso, que dirá por dias e dias. Mas, quando há estabelecimentos que aceitam a presença dos animais, a alegria de dividir mais momentos juntos é coletiva. No Distrito Federal, os espaços pet friendly na capital têm crescido e com eles o amor pelos animais.

      São cafés, bares, shoppings e até hotéis. A estudante Juliana Lauermann, 20 anos, procura esses lugares e dá preferência para eles. “Hoje, muitas pessoas têm os cachorros como filhos, então, é muito legal poder levá-los para onde for”, afirma. Assim, ela é frequentadora assídua do Ernesto Cafés Especiais. Desde o início do negócio, a dona, Juliana Pedro, sentia a necessidade de atender uma demanda dos clientes. A primeira adaptação surgiu da ideia de disponibilizar de água fresca em recipientes específicos para os pets. Aos poucos, a parte de trás do estabelecimento, carinhosamente chamada de “nosso quintal” ganhou a presença de companheiros de quatro patas.

      Juliana Lauermann afirma que muitos consideram os animais como filhos e querem levá-los a todos os lugares
      Juliana Lauermann afirma que muitos consideram os animais como filhos e querem levá-los a todos os lugares

      “Como nossos clientes acabaram adotando o Ernesto como uma extensão de suas casas, passam um bom tempo aqui, com a família e o cãozinho”, explica Juliana. Entretanto, esses mimos têm restrições. Os bichinhos precisam estar com o equipamento de segurança necessário e só podem circular no jardim do café.

      E que tal um hotel para os bichinhos? A arquiteta Letícia Markiewicz, 53 anos, ficou muito animada com a ideia e descobriu que na cidade também há o serviço. “A Valentina sempre viajou conosco, mas só para casa de família. Agora, ela pode nos acompanhar em outros destinos”, afirma, ao conhecer o hotel Athos Bulcão, da rede de hotéis Hplus. O propósito veio a partir de um levantamento da necessidade de se diferenciar no mercado casada com uma necessidade social.

      Muitos cães

      Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, no Brasil, há mais cachorros de estimação do que crianças. Cerca de 44% das residências têm cães, equivalente a mais de 52 milhões de animais, superando os 45 milhões de crianças (leia Para saber mais). O hotel permite cães de até 12kg e que nos elevadores sejam levados no colo. Julia Faure, 21 anos, idealizadora do projeto, comenta que mesmo somente com 13 dias de implantação já houve um retorno positivo. “Todos os cachorros são recebidos com um kit de boas-vindas personalizado. Ele é cadastrado como um hóspede normal.”

      Os shoppings da capital também entraram na onda. Iguatemi, Casa Park, Boulevard e Brasília Shopping oferecem facilidades para os consumidores, como carrinhos específicos para os animais de pequeno porte — sem contar os cães-guia, sempre liberados. Há regras, como estarem no colo e não frequentarem a praça de alimentação. “A gente uniu essa tendência ao lazer e à convivência. Os clientes sentem-se privilegiados e têm dado um retorno muito bom. Estamos até com alguns projetos para ampliar a iniciativa”, afirma a gerente de marketing do Brasília, Maíra Garcia.

      Perfil dos donos

      Estudo realizado pelo Ibope revelou que o Brasil possui 52,2 milhões de cães e 22,1 milhões de gatos sendo que, dos 65 milhões de domicílios do país, 44,3% possuem pelo menos um cachorro e 17,7% pelo menos um gato. A base da pesquisa quantitativa teve 900 entrevistados, sendo 300 donos de cães, 300 donos de gatos e 300 não possuidores — com intenção de ter. As entrevistas foram realizadas com homens e mulheres a partir de 25 anos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Salvador e Distrito Federal

      A pesquisa mostrou que os proprietários de cães são, em sua maioria (51%), casados, têm, em média, 41 anos e 93% moram com mais de uma pessoa. Além disso, observou-se que 82% são de classe AB (na classe A são 24%), 59% moram em casas e 24% adotaram seus cães, sendo 59% deles SRD (sem raça definida). Dos entrevistados, 68% acreditam que os cães trazem conforto emocional e 44% veem seus cachorros como filhos, sendo que a maioria desses respondentes são mulheres solteiras de até 40 anos. Em relação aos donos de gatos, o levantamento mostra que 61% são mulheres, têm em média 40 anos e 62% moram em casas.

      Fonte: Correioweb

      No Site www.avaaz.com.br, petição pela saída do Juiz Sérgio Moro

      20/03/2016

      CNJ Conselho Nacional de Justiça: Destituição do cargo de Juiz Federal do Dr. Sérgio Moro

      Por que isto é importante

      Para salvaguardar a condição de imparcialidade do Poder Judiciário.
      No último dia 04 o dr. Sérgio Moro não cometeu apenas um erro jurídico. Ele sabia que sua autorização de condução coercitiva contrariava procedimentos previstos em Lei. Portanto, deve ser afastado por imperícia, por imprudência ou por negligência.
      A condução coercitiva de Lula foi um ato ilegal.
      Lula merece os mesmos tratamentos dados a qualquer um dos ex-presidentes da república, como por exemplo, os mesmos tratos que foram cedidos a FHC quando teve de explicar os recursos enviados a paraísos fiscais.
      Sérgio Moro e representantes da Justiça tem de se pronunciar nos autos e não através da imprensa, recebendo prêmios e empresas que se preocupam com seus shows midiáticos.
      Sérgio Moro e representantes da Justiça não podem ter laços e vinculações com partidos políticos e empresas interessadas nos processos que estão a seus cargos.
      Sérgio Moro não pode e não deve trazer mais prejuízos com as instabilidades jurídica, política e econômica que já produziu com seus atos autoritários e ilegais.
      Sérgio Moro tem de ser destituído do cargo que ocupa.
      Fonte: Avaaz

      Nosso amigo gato

      28/02/2016

       

      O GATO E A ESPIRITUALIDADE


      Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não topa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério.
      O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago.A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.

      O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós.
      Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe “ler” pensa que “ele” não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
      O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores.
      O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo.
      É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério.
      O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado.
      O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.
      O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel.Suas manifestações são íntimas e profundas.

      Exigem recolhimento, entrega, atenção.

      Desatentos não agradam os gatos.Bulhosos os irritam.

      Tudo o que precise de promoção ou explicação quer afirmação.

      Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos.

      Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata.

      Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.
      O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.

      • Lição de saúde sexual e sensualidade.
      • Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias.
      • Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal.
      • Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular.
      • Lição de salto. Lição de silêncio.
      • Lição de descanso.
      • Lição de introversão.
      • Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra.
      • Lição de religiosidade sem ícones.
      • Lição de alimentação e requinte.
      • Lição de bom gosto e senso de oportunidade.
      • Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.

      O gato é uma chance de interiorização e sabedoria, posta pelo mistério à disposição do homem.”

      O gato é um animal que tem muito quartzo na glândula pineal, é portanto um transmutador de energia e um animal útil para cura, pois capta a energia ruim do ambiente e transforma em energia boa, — normalmente onde o gato deita com frequência, significa que não tem boa energia– caso o animal comece a deitar em alguma parte de nosso corpo de forma insistente, é sinal de que aquele órgão ou membro está doente ou prestes a adoecer, pois o bicho já percebeu a energia ruim no referido órgão e então ele escolhe deitar nesta parte do corpo para limpar a energia ruim que tem ali.

      Observe que do mesmo jeito que o gato deita em determinado lugar, ele sai de repente, pois ele sente que já limpou a energia do local e não precisa mais dele.O amor do gato pelo dono é de desapego, pois enquanto precisa ele está por perto, quando não, ele se a afasta.

      No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia. Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos.

      Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos.

      “O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, e somente então, ele irá liderar a alma até seu repouso final.”

      Barrinhas e Divisórias
      Gatos Neutralizam Energias
      A primeira descoberta foi que os gatos dormem muito porque precisam repor as energias que perdem enquanto fazem a limpeza do ambiente. Isso não é uma novidade, porque já no antigo Egito eles eram e ainda são considerados animais sagrados, porque simbolizam exatamente isso: a limpeza, a higiene, tanto do ambiente como a deles mesmo.
      Preste atenção onde seu bichano gosta de dormir, normalmente eles procuram locais onde existe alguma energia parada, essa energia não é necessariamente negativa, mas também não é boa tê-la sem utilidade. Assim, o gato é na verdade, uma espécie de filtro, enquanto dormem transformam a energia ou a colocam em movimento.
      Gatos gostam de dormir em locais de vertente subterrânea de água, falhas geológicas, radiações telúricas.Comprovado pela Geobiologia e pela Radiestesia, estes locais afetam a saúde das pessoas, provocando doenças e depressão entre outras. Assim o gato pode ser uma forma de nos prevenir destes pontos. Repare se seu gato gosta de dormir na sua cama, por exemplo.

      Outra lenda ligada aos gatos é o fato de possuírem sete vidas. Esta questão está associada ao seu campo vibratório perfeito, ou seja, o gato é o animal que mais neutraliza o negativo, se colocarmos numa escala, neutralizaria 100%, daí a questão das sete vidas.
      O Gato também é o único animal que, como o ser humano, tem sete camadas da aura e mais do que isso, são duplas. Isso faz com que ele tenha oito sentidos, três a mais do que o normal, que são cinco. Isso é percebido pela sua independência e, podemos dizer sua terceira visão.

      Quem nunca prestou a atenção em um gato acompanhando o olhar para algo que não conseguimos ver? É comum os gatos perceberem outras presenças nos ambientes.
      Além disso, é o único animal da Terra que emite um som vibratório, o “ronronar” quando está em harmonia. Neste momento ele está sintonizando seu campo com o da pessoa ou neutralizando seu próprio campo negativo, por isso é aconselhável pegar um gato no colo pelo menos uma vez ao dia.
      Estudos científicos têm demonstrado que os gatos são mais do que bons amigos e animais de estimação. Eles são verdadeiros terapeutas e podem ser uma ótima opção para pessoas que sofrem de doenças, principalmente cardíacas.
      Você sabia que possuir um gato pode reduzir o risco de ataque cardíaco? Essa descoberta foi resultado de um estudo com cerca de 4.000 americanos por pesquisadores da Universidade de Minnesota. Depois de 10 anos de pesquisa, os donos de gatos apresentaram um risco de 30% a menos de sofrer ataque cardíaco, em comparação com aqueles que não possuem gato.
      Em um outro estudo recente, a Dra. Karen Allen, uma pesquisadora da Universidade Estadual de Nova York, descobriu que corretores com hipertensão que adotaram um gato, tiveram menores leituras de pressão arterial em situações estressantes do que aqueles que não possuem o animal de estimação. No início do estudo, os corretores foram prescritos com o remédio anti-hipertensivo Lisinopril.Metade dos participantes foram selecionados aleatoriamente para obter um cão ou gato como animal de estimação. Seis meses depois, Allen e seus colegas realizaram testes com os participantes para medir alterações na pressão arterial.

      Eles descobriram que a pressão arterial induzida pelo estresse continuou a subir nos corretores sem animais de estimação. Os corretores com animais também tiveram aumentos na pressão arterial, mas de apenas metade se comparado com o outro grupo.

      Nessa pesquisa, que foi publicada no site da Univesidade de Buffalo e apresentada à Associação Americana do Coração, concluíram que os gatos controlam a pressão arterial melhor do que os medicamentos inibidores da enzima conversora da angiotensina (também chamados de inibidores da ECA), que ajudam a relaxar os vasos sanguíneos.Sendo assim eles são, literalmente, mais eficazes na regulação dos níveis de pressão arterial do que a medicina moderna.

      Além de melhoria na saúde do coração, os gatos também auxiliam na produção de oxitocina no cérebro. Em um estudo publicado na revista Frontiers of Psychology, pesquisadores concluíram que os gatos, por causa do impacto que têm sobre os nossos níveis de oxitocina, são capazes de reduzir a agressão, aumentar a empatia, aprimorar a aprendizagem e produzir um aumento da confiabilidade em outras pessoas.A oxitocina é um hormônio produzido no hipotálamo, conhecido como hormônio do amor. Quando isso acontece, os níveis de cortisol (hormônio do stress) diminuem, promovendo uma sensação de bem estar físico e emocional, deixando corpo e mente em harmonia, fortalecendo o sistema imunológico, dentre outros benefícios.

      Gif de gatinho O Ronronar dos Felinos Gif de gatinho
      Alguns especialistas vão ainda mais longe e afirmam que o ronronar dos gatos pode curar graças às vibrações e sons graves que produz. De acordo com um artigo publicado na revista Scientific American, os gatos ronronam com um padrão consistente de frequência entre 25 e 150 hertz.Cientistas demonstraram que os felinos produzem o ronronar através de movimentos intermitentes da laringe e dos músculos do diafragma, e concluíram que as frequências de som nesse intervalo podem melhorar a densidade óssea e promover a cura de células.

      Os pesquisadores afirmam que, como o gato conserva energia através de longos períodos de descanso e sono, é possível que o ronronar seja um mecanismo que estimula músculos e ossos sem gastar muita energia.

      A resistência desses animais tem facilitado a noção de que possuem “sete vidas” e o ronrom pode fornecer uma base para essa mitologia felina.

      Embora seja tentador afirmar que os felinos ronronam porque estão felizes, é mais plausível que o ronronar seja um meio de comunicação e uma fonte potencial de auto-cura.Esta descoberta pode fornecer ajuda para a medicina moderna, contribuindo para o tratamento de osteoporose e atrofia muscular.

      Na mitologia egípcia, Bastet é uma divindade solar e deusa da fertilidade, além de protetora das mulheres.
      Apesar das diversas pesquisas atuais, os dons do gato não eram segredo para os nossos ancestrais, principalmente para os antigos egípcios, que os tratavam como deuses. Eles eram adorados, sendo muitas vezes retratados em hieróglifos repletos de jóias. Além disso, naquela época matar um gato mesmo por acidente, era considerado um ato criminoso punível com a morte.

      Os gatos podem não serem deuses, mas temos evidências suficientes com relação aos seus poderes de cura e podemos concluir que eles são verdadeiros terapeutas holísticos. Com estas novas descobertas, não existem dúvidas quanto à sua influência positiva na saúde dos seres humanos.
      Gif de gatoA maioria das pessoas (ignorantes) acham que os gatos não fazem nada, são preguiçosos e tudo que fazem é comer e dormir. 

      Não é bem assim!
      Você sabia que os gatos têm uma missão na nossa vida?
      Você já parou para pensar porque tantas pessoas hoje em dia têm gatos?
      Mais do que o número de pessoas que tem cães?
      Aqui está uma série de informações sobre a vida secreta dos gatos.
      Todos os gatos têm o poder de, diariamente, remover energia negativa acumulada no nosso corpo.Enquanto nós dormimos, eles absorvem essa energia. Se há mais do que uma pessoa na família, e apenas um gato, ele pode acumular uma quantidade excessiva de negatividade ao absorver energia de tantas pessoas.

      Quando eles dormem, o corpo do gato libera a negatividade que ele removeu de nós. Se estivermos excessivamente estressados, eles podem não ter tempo suficiente para liberar tamanha quantidade de energia negativa, e conseqüentemente ela se acumula como gordura até que eles possam liberá-la.

      Portanto, eles se tornarão obesos – e você achava que era a comida com que você os alimentava! É bom ter mais do que um gato em casa para que a carga seja dividida entre eles.

      Eles também nos protegem durante a noite para que nenhum espírito indesejável entre em nossa casa ou quarto enquanto dormimos.

      Por isso eles gostam de dormir na nossa cama. Se eles verificarem que estamos bem, eles não dormirão conosco. Se houver algo estranho acontecendo ao nosso redor, eles todos pularão na nossa cama e nos protegerão.

      Se uma pessoa vier a nossa casa e os gatos sentirem que essas pessoas estão ali para nos prejudicar ou que essas pessoas são do mal, os gatos nos circundarão para nos proteger então, busque ver a reação dos seus gatos para ver o que eles farão quando alguém entrar em sua casa. Se eles correm para a pessoa, cheiram-na e querem ser acariciadas por essa pessoa, então relaxe.

      Se você não tem um gato, e um gato vira-latas entra em sua casa adotando-a como lar, é porque você precisa de um gato em casa nessa época em particular.

      O gato vira-latas voluntariou-se para ajudar e escolheu você.

      Agradeça ao gato por escolher sua casa para esse trabalho. Se você tem outros gatos e não pode ficar com o vira-lata, encontre um lar para ele.

      O gato veio a você por um motivo desconhecido para você a nível físico, mas em sonhos você pode ver a razão para o aparecimento do gato nessa época, se você quiser saber. 

      Pode acontecer de haver um débito cármico que ele tem que pagar a você. Portanto, não afugente o gato. Ele vai ter que voltar de um modo ou de outro para realizar esta obrigação.


      Os Gatos são nossos Protetores

      Os gatos possuem uma conexão com o mundo mágico, invisível. Assim como os cães são nossos guardiões no mundo físico, os gatos são nossos protetores no mundo energético. Durante o tempo em que passa acordado, o gato vai “limpando” a sua casa das energias intrusas. Enquanto dorme, ele filtra e transmuta esta energia.

      O gato pode, muitas vezes, ficar em lugares com baixa circulação de energia ou Chi vital para poder ativar esta área.

      Quem já não presenciou seu gato olhando para o nada, totalmente imerso… Ele certamente vê coisas que não vemos, desde insetinhos microscópicos até seres de outras dimensões.

      Muitas vezes seu gato vai para um lugar isolado da casa e começa a miar… Não é só atenção que ele quer: é uma espécie de alerta que ele está dando: a qualidade da energia daquele espaço precisa ser melhorada.

      Nossos problemas, nosso stress diário é absorvido pelo gato. Quando a barra pesa demais e o espaço está muito carregado, não raro o gato adoece.

      Claro que o gato não é o único responsável pelo o equilíbrio energético do seu lar, mas ele se esforça bastante. Quando mais harmônico for seu ambiente, menos energia negativa ele precisará filtrar e conseqüentemente será mais feliz e saudável.

      Quando dormimos, nossos corpos astrais separam-se do corpo físico e vão para a quinta dimensão, a dimensão sem tempo e espaço: a dimensão em que estamos durante nossos sonhos.

      Por falta de treinamento e preparo, na grande maioria das vezes não enxergamos essa dimensão tal como ela é, em vez disso a “mascaramos” e codificamos com nosso conteúdo psíquico e inconsciente.

      Os gatos muitas vezes nos acompanham nessas viagens astrais ou protegem nosso corpo astral, além de guardar o nosso quarto de espíritos indesejados enquanto dormimos. Essas são as razões pelas quais eles gostam de dormir conosco na cama.

      Os gatos também monitoram nossa evolução. Durante sua convivência conosco, eles transmitem informações a dimensões superiores, servindo como radares e transmissores. 

      Além disso, como transmutadores de energia, eles auxiliam na cura, desempenhando um papel semelhante ao dos cristais.

      Os gatinhos são professores, eles ensinam a amar.

      Um amor livre, não submisso, respeitador do arbítrio alheio e das diferenças. Por isso tantas pessoas têm dificuldade de conviver com gatos e os acham “interesseiros”.

      Primeiro, você tem que conquistar a confiança de um gato. Depois, você tem que aprender a respeitá-lo. Ele vai demonstrar afeto quando realmente estiver disposto, não a hora que você mandar. Gatos emanam amor.

      Do ponto de vista energético, pessoas que têm alergia a gatos são pessoas que têm dificuldade de deixar o amor entrar em suas vidas.

      De acordo com Caroline Connor, se há muitas pessoas na família e um único gato, ele pode ficar sobrecarregado absorvendo a negatividade de todos. É bom ter mais de um gato para dividir a carga entre eles, ainda mais nesses casos.

      Se você não tem um gato, e um gatinho de rua aparece em sua vida, é porque você precisa de um gato em uma época particular. O gatinho está se propondo a ajudar você. Se você não pode acolher o gatinho, é importante que você encontre um lar para ele.

      O gatinho chegou até você por alguma razão que você pode não compreender a nível físico, mas você pode descobrir através dos sonhos se assim desejar. Muitas vezes o gatinho aparece, cumpre sua função e se vai.

      Fique atento à forma como os gatos reagem a visitas na sua casa. Muitas vezes eles estão tentando protegê-lo de um campo áurico negativo ou pesado.

        Gif de gatinho
      Fonte: O Segredo

      Campanha do Terra2012 contra a crise: ABANDONE seus cartões de crédito!

      21/02/2016

      PASSO 1: Não use mais seus cartões de crédito

      PASSO 2: Se conseguir, pague o total da fatura das compras anteriores

      PASSO 3: Não conseguindo, NÃO pague só o valor mínimos. Faça contato com o fornecedor, pedindo ACORDO de parcelamento do saldo devedor total do cartão. Quite religiosamente as parcelas do cartão e peça o cancelamento deste

      PASSO 4: Não conseguindo o acordo com o fornecedor, peça-o via Banco Central ou Procon

      PASSO 5: Não conseguindo o acordo de forma administrativa, peça-o via Poder Judiciário. Nesse caso, aproveite para pedir a revisão de todo o contrato bancário, para reduzir o montante da dívida, por meio da redução do juro

      Os grandes bancos são habitualmente vistos, no Brasil, como um lugar bastante seguro para deixar o dinheiro aplicado e também como os melhores e principais provedores de soluções financeiras para as pessoas. No entanto, por mais que essa seja a visão mais comum, ela está longe de ser um consenso entre especialistas, ou mesmo realidade.

      “É um absurdo deixar o dinheiro aplicado no banco”, crava Annalisa Blando Dal Zotto, planejadora financeira e sócia da Par Mais Empoderamento Financeiro. A planejadora explica que o banco, geralmente, não está preparado para oferecer os melhores investimentos, em especial para os pequenos investidores.

      “Você chega no banco e espera que seu gerente tenha boas aplicações para você, mas a realidade é que ele geralmente acaba oferecendo investimentos com taxas absurdas que acabam com a rentabilidade. Tem banco que oferece fundo DI, que é extremamente simples de ser gerido, com uma taxa de administração de 5%. Isso é inadmissível”, relata.

      Annalisa explica que quem tem uma conta em banco de varejo deve ter em sua mente bem claro que o funcionário do banco trabalha para a instituição financeira e não para ele. “As agências têm metas de empréstimos e de algumas aplicações financeiras. Isso não quer dizer que o banco é o vilão da história, ele apenas tem como objetivo lucrar mais e todas as pessoas devem ter consciência disso para buscar melhores investimentos com a mesma segurança em outras instituições”, comenta.

      A planejadora ainda explica que a mesma situação acontece na hora de contrair um empréstimo, por exemplo. “O brasileiro tem um hábito de achar que estar no cheque especial não é dívida. É dívida sim. E muito cara. Vale mais a pena pedir um empréstimo para cobrir o buraco do cheque especial do que ficar pagando os juros altíssimos cobrados pelo banco”, comenta.

      Cláudio de Lucca, assessor de investimentos da Valor a Mais investimentos segue o mesmo pensamento. Ele comenta que os bancos se aproveitam da fama de serem lugares seguros para se deixar o dinheiro para cobrarem taxas mais altas por investimentos que não rendem tanto assim.

      O assessor relata também o conflito no caso das metas por agência. “O gerente não vai fazer, necessariamente, a melhor recomendação para você. Por isso é que é melhor buscar especialistas em investimento na hora de aplicar o dinheiro, pois o foco deles será maior em fazer com que o dinheiro do cliente renda mais e, assim, ele tenha uma rentabilidade muito maior do que a que encontraria no banco de varejo”, encerra.

       Fonte: Yahoo

      Classes D e E são 80% dos inadimplentes no cartão de crédito; veja dicas para não se tornar uma vítima

      Gasto com itens de primeira necessidade é o principal uso que o brasileiro faz do cartão. G1 preparou um guia para evitar pegadinhas e transformá-lo em aliado.


      8 curiosidades sobre o uso do cartão de crédito

      8 curiosidades sobre o uso do cartão de crédito

      Os juros do cartão de crédito, que superam 330% ao ano, atingem principalmente os mais pobres. 80% dos que atrasam o pagamento da fatura fazem parte das classes D e E, que recebem até 3 salários mínimos por mês (até R$ 2.811), segundo levantamento da Boa Vista SCPC obtido pelo G1. Na outra ponta, a classe mais rica (A, com ganho mensal superior a 15 salários mínimos, ou R$ 14.055) concentra apenas 1% dos atrasos na fatura.

      O gasto com itens de primeira necessidade é o principal uso que o brasileiro faz do cartão de crédito. Um estudo da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) com dados de setembro mostra que os alimentos aparecem na fatura de 50% desses consumidores. Em seguida, vêm os produtos de farmácia, consumidos por 37% (veja gráfico completo mais abaixo).

      “Muitas vezes o cartão é a única forma de aquisição de bens e serviços possível para sobreviver”, diz a educadora financeira e diretora da Fharos Contabilidade & Gestão Empresarial, Dora Ramos. Segundo ela, o desemprego e a renda mais baixa incentivam o uso do cartão como salário, ou seja, como fonte de receita, e não de dívida (crédito).

      Quando isso acontece, o consumidor gasta o que não tem. Quando a fatura do cartão não é paga durante um ano, uma dívida de R$ 1.000 que entra no rotativo salta para mais de R$ 4.300 com os juros de 330% ao ano desta linha de crédito.

      Se esse consumidor estivesse devendo em uma linha mais barata como o crédito consignado, cuja taxa é de 26,58% ao ano, a dívida seria bem menor, de R$ 1.265,80.

       

      “É muito fácil perder o controle e não conseguir pagar a fatura “, diz Dora.

       

      A facilidade para obter um número ilimitado de cartões, aliada à falta de informações a respeito das transações, são fatores que contribuem para o endividamento.

      Vídeo: veja cuidados que você deve ter ao usar o cartão de crédito

      Vídeo: veja cuidados que você deve ter ao usar o cartão de crédito

      Pesquisas mostram, ainda, que o brasileiro tende a parcelar suas compras no cartão de crédito. De acordo com especialistas em finanças pessoais, tais hábitos multiplicam o risco de descontrole.

      Veja, abaixo, um diagnóstico dos principais problemas que levam ao atraso nas dívidas do cartão, segundo especialistas ouvidos pelo G1:

       

      • Usar o cartão de crédito para fazer as compras básicas do mês;
      • Fazer um cartão somente para obter descontos em lojas;
      • Parcelar as compras quando é possível pagar à vista;
      • Utilizar vários cartões de crédito para aumentar o limite de gastos;
      • Acumular novas compras parceladas e esquecer das prestações já existentes;
      • Priorizar o valor da parcela e esquecer os juros da operação;
      • Pagar o valor mínimo da fatura (15%) quando há dinheiro suficiente para quitar o valor total;

       

       

      Cartão até para quem não tem renda

       

      Uma das maiores causas da inadimplência é o uso de cartão de crédito oferecido pelas lojas de varejo, mostra levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) realizado em todas as capitais.

      Oito em cada 10 inadimplentes estão nessa situação porque atrasaram as dívidas dos cartões de loja.

      Mais pobres são 80% dos que atrasam as dívidas no cartão (Foto: Reprodução/ EPTV)Mais pobres são 80% dos que atrasam as dívidas no cartão (Foto: Reprodução/ EPTV)

      Mais pobres são 80% dos que atrasam as dívidas no cartão (Foto: Reprodução/ EPTV)

      Esse tipo de cartão pode ser uma facilidade para o cliente, mas é preciso ter cautela no uso. Em muitas redes de varejo, basta fornecer o número do CPF para comprovar que o nome não está sujo, e às vezes não é preciso nem sequer comprovar renda.

      Com o cartão, os clientes geralmente têm direito a descontos de 10% a 20% na primeira compra. Ele quase sempre está atrelado a uma bandeira, como Visa ou Mastercard, e pode ser usado para compras em qualquer outro lugar.

      A estudante de cursinho Gabriela Santos, de 19 anos, conta que saiu de uma loja com um cartão apenas para obter desconto na compra de um presente.

      Ela, que não trabalha, informou que sua fonte de renda é a “mesada” que recebe dos pais e teve acesso ao cartão. Ela diz, no entanto, que não pretende usufruir da linha de crédito. “Eu não preciso usar o cartão. Só fiz para ter o desconto na loja”, afirma.

       

      Em que o brasileiro gasta?

       

      Enquanto a compra de alimentos aparece na fatura de metade dos brasileiros, conforme o estudo da Abecs, gastos não essenciais aparecem com menor frequência nas compras com cartão de crédito: 17% dos usuários compram bens duráveis, como eletrodomésticos; 11% gastam com cultura e lazer; e 7% com serviços de salão de beleza.

      Infográfico mostra itens mais consumidos com o cartão de crédito no Brasil (Foto: Roberta Jaworski/G1)Infográfico mostra itens mais consumidos com o cartão de crédito no Brasil (Foto: Roberta Jaworski/G1)

      Infográfico mostra itens mais consumidos com o cartão de crédito no Brasil (Foto: Roberta Jaworski/G1)

      Segundo Dora, o ideal é que os ganhos mensais do consumidor sejam suficientes para pagar as despesas fixas do mês, de forma que o limite da fatura do cartão seja usado apenas para despesas eventuais – e nunca como fonte de receita.

      Ela pondera, contudo, que o hábito de pagar despesas fixas no cartão nem sempre decorre de um mau planejamento financeiro. “Pode ser falta de opção, agravada pela crise”, completa.

       

      Maioria prefere compra parcelada

       

      A pesquisa da Abecs mostra que a maioria dos usuários de cartões de crédito (52%) prefere parcelar as compras, e as classes B e C são as que mais utilizam o parcelamento. O levantamento revela, ainda, que 78% dos usuários dizem que fariam menos compras se não pudessem parcelar os gastos.

      É importante lembrar, porém, que não existe compra parcelada sem cobrança de juros, já que os comerciantes costumam conceder descontos para quem consome à vista. É o que diz o planejador financeiro Valter Police Jr., da Fiduc.

      Para Police Jr., o parcelamento é a pior forma de comprometimento da renda. “Se o consumidor tem um salário de R$ 2 mil e dividiu uma compra em cinco parcelas de R$ 500, precisa lembrar que 25% de sua renda estará comprometida pelos próximos cinco meses, e também o limite da fatura”, diz.

      Há, ainda, o risco de esquecer que prestações antigas foram acumuladas com as novas.

       

      “O cartão mascara os gastos de ontem com os de hoje, e isso leva muito facilmente ao descontrole”, completa Police Jr.

       

       

      Maior dívida do brasileiro

       

      O cartão de crédito representa mais da metade das dívidas do brasileiro em 2017: 51% do total, segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

      As taxas de juros do cartão estão entre as mais altas do crédito pessoal – em setembro, foi de 332% ao ano. Assim, se o pagamento atrasar ou o consumidor optar pelo pagamento mínimo, ele terá que arcar com uma bolada de juros e estará acumulando uma dívida cada vez maior.

      Os jovens estão ainda mais enrolados. Mais da metade dos inadimplentes no cartão (55%) tem até 30 anos de idade. Quanto mais velho é o consumidor, menor é a incidência das dívidas em atraso, segundo a Boa Vista SCPC.

      A localização geográfica dos inadimplentes está alinhada à distribuição de cartões de crédito pelo país. As regiões Sul e Sudeste, que têm o maior volume de cartões emitidos, concentram 84% dos inadimplentes, aponta a pesquisa.

      Distribuição do uso do cartão de crédito pelo país (Foto: Roberta Jaworski/G1)Distribuição do uso do cartão de crédito pelo país (Foto: Roberta Jaworski/G1)

      Distribuição do uso do cartão de crédito pelo país (Foto: Roberta Jaworski/G1)

       

      Nova regra do rotativo não reduz calotes

       

      O governo mudou a regra do cartão de crédito em abril para tentar forçar os bancos a reduzirem os juros do cartão. Pela nova regra, o consumidor pode pagar o mínimo de 15% da fatura do cartão apenas uma vez e adiar o pagamento da dívida por até 30 dias. Depois desse prazo, ele precisa escolher entre pagar todo o valor ou parcelar a dívida em outra linha de crédito, mais barata.

      Antes, o consumidor podia fazer o pagamento mínimo várias vezes. Como o cartão de crédito tem uma das mais altas taxas de juros do país, a dívida do rotativo crescia exponencialmente.

      Em outubro, o G1 mostrou que a mudança reduziu os juros, mas não impediu o aumento da taxa de inadimplência. Desde o início da nova regra, cresceu de 34,48% para quase 40% o percentual dos que não pagaram o valor mínimo da fatura ou atrasaram as parcelas por mais de 90 dias, segundo dados do Banco Central (BC).

      Educação Financeira: entenda a nova regra do rotativo do cartão de crédito

      Educação Financeira: entenda a nova regra do rotativo do cartão de crédito

      Para Police Jr., a regra que limita o rotativo a 30 dias é inócua, ou seja, não resolve o problema do endividamento. “Ela não melhora o comportamento das pessoas e só transfere o problema de um lugar para outro”, argumenta.

      O especialista afirma que os juros do parcelamento no cartão são, de fato, menores que os do rotativo, mas são, ainda assim, “ridiculamente muito altos”. Dados do BC mostram que, em setembro, as taxas da dívida parcelada (adquirida após o pagamento mínimo e quando o resto do valor não é quitado em 30 dias) estavam em 165% ao ano, contra 332% ao ano do rotativo.

      Antes de aceitar a proposta de parcelamento na fatura, o ideal é pesquisar se existem outras linhas de crédito mais baratas, sugere Police Jr. Se sim, é sempre mais vantajoso contrair um empréstimo e usar o dinheiro para quitar a dívida do cartão.

      Infográfico mostra inadimplência do rotativo do cartão de crédito (Foto: Arte/G1)Infográfico mostra inadimplência do rotativo do cartão de crédito (Foto: Arte/G1)

      Infográfico mostra inadimplência do rotativo do cartão de crédito (Foto: Arte/G1)

       

      Como usar bem o cartão de crédito

       

      Se bem usado, o cartão pode ser um aliado no planejamento financeiro. Veja, abaixo, dicas de especialistas em finanças pessoais para usar bem o cartão de crédito:

      Não confundir crédito com renda

      O limite da fatura não é uma receita extra, como muita gente pensa. Tudo o que for gasto no cartão em um mês deve ser descontado dos ganhos do consumidor no mês seguinte.

      Comprar itens básicos no débito ou em dinheiro

      O cartão de crédito deve ser priorizado para despesas extraordinárias, enquanto os gastos fixos devem, de preferência, ser pagos com a renda mensal.

      Evitar pagar o valor mínimo da fatura

      Se o consumidor tem recursos para pagar o valor total da fatura, deve sempre fazer esta escolha. Pagar o mínimo de 15% leva aos juros do crédito rotativo, os mais altos do mercado, que mesmo limitados a 30 dias obrigam a quitação no mês seguinte ou um parcelamento, também com juros altos.

      Definir um limite de gastos por mês

      Às vezes, o limite da fatura não é suficiente para manter o controle das finanças. Defina um percentual da renda que você pode gastar com o cartão e, se o valor ultrapassar esse teto, procure reduzir ou cortar as compras no crédito até o mês seguinte.

      Ter no máximo 2 cartões de crédito

      Possuir muitos cartões eleva as cobranças com taxas de anuidade e outras tarifas, além de aumentar o risco de descontrole. Geralmente, uma pessoa precisa de, no máximo, dois cartões. Concentrar os gastos em apenas um cartão aumenta o aproveitamento dos programas de milhas, por exemplo.

      Aproveitar os programas de fidelidade

      Muitos cartões oferecem prêmios como descontos em shows, meia entrada em cinemas, vinho no restaurante e resgate de pontos por produtos, por exemplo. Ao escolher o cartão de uma operadora, é bom avaliar se ele oferece vantagens que serão de fato aproveitadas ou se é melhor contratar outro produto, mais adequado ao seu perfil.

       Fonte: G1

      No corpo de pessoas com paralisia cerebral há espíritos cheios de vida como nós

      11/01/2016

      Famílias abandonam crianças com microcefalia e paralisia cerebral

      Em hospital de referência 70% dos pacientes não recebem visita

      Tratamento. Uma profissional atende a uma criança na Cruz Verde: hospital é o único para paralisia cerebral grave – Marcos Alves

      Guilherme é um dos 204 pacientes que moram na Cruz Verde. No prédio arejado e iluminado, de paredes claras e equipe sorridente, crianças, adolescentes e adultos que sofrem com paralisia cerebral e microcefalia graves, recebem diversos tratamentos, como fisioterapia, fonoterapia, hidroterapia e terapia ocupacional. Nenhum deles consegue caminhar, todos usam fraldas, a maioria não pode engolir e se alimenta por sondas, poucos falam. Cerca de 70% foram abandonados pelas famílias e irão viver no hospital até a morte.

      A paralisia cerebral é uma condição na qual o paciente tem uma ou mais partes do cérebro lesionadas, causando a morte de neurônios. Pode ser provocada enquanto a criança ainda se desenvolve dentro do útero da mãe, por doenças contraídas ou pelo uso de drogas. No momento do parto, por falta de oxigênio, ou nos primeiros anos de vida, por paradas cardiorrespiratórias ou acidentes que afetem diretamente a oxigenação do cérebro.

      O estado provoca graves dificuldades motoras, com atrofia e entortamento dos membros, dificuldades respiratórias, epilepsia e algum grau de atraso intelectual. Em alguma medida, todos eles compreendem o mundo ao redor e têm as interações limitadas pelos problemas de fala e de visão que resultam das lesões neurais. A paralisia cerebral pode acontecer associada à microcefalia – situação em que as crianças nascem com cérebros menores ou não o desenvolvem com o passar do tempo – em uma interação ainda pouco explicada pela ciência. O atendimento de cada criança na Cruz Verde é complexo e custa R$ 4 mil por mês.

      — As mães que abandonam as crianças não têm qualquer estrutura econômica, social ou familiar para fazer frente ao desafio de cuidar delas. Além do preconceito, da rejeição, essas mães normalmente já foram abandonadas pelo pai da criança. Algumas são usuárias de drogas, não têm família e já têm muitos filhos — afirma a assistente social do hospital Jéssica Pereira da Silva.

      Atendimento de cada criança na Cruz Verde é complexo e custa R$ 4 mil por mês – Marcos Alves

      Ricardo* tinha 10 anos quando a casa onde morava pegou fogo. Ele era o responsável pelos cuidados de três irmãos menores enquanto a mãe trabalhava. Embora tenha sido o primeiro a sair da casa em chamas, ele acabou voltando para tentar salvar os familiares. Depois de resgatar os irmãos e de inalar uma grande quantidade de fumaça, sofreu uma parada cardiorrespiratória que lhe causou paralisia cerebral grave. Ainda no hospital, Ricardo foi abandonado pela família que salvou. Ocupa há oito anos um dos berços de uma ala da Cruz Verde. Não fala, nem anda. Mas segue o interlocutor com o olhar. Nunca recebeu visita ou foi procurado.

      Aos 12 anos, Luana*, que nasceu com paralisia cerebral, pesava apenas 12 quilos quando chegou ao hospital, em extrema desnutrição, depois de ser retirada da família por maus-tratos. Ela depende de uma traqueostomia e um respirador para se manter viva. Júlia*, uma simpática menina de dois anos que distribui sorrisos quando alguém chega perto de seu leito, nasceu de uma mulher que teve sucessivas crises de epilepsia durante a gestação, e teve o cérebro lesionado. A mãe a deixou, visita raramente.

      — Quando a mãe vem, ela diz: “isso eu não quero na minha casa”. As pessoas não querem cuidar, mal querem olhar, há muito preconceito. Temo que o aumento de casos de microcefalia provoque um surto de abandonos — afirma a neuropediatra, especialista em paralisia cerebral, Adriana Ávila de Espíndola.

      A dor da rejeição Fernanda Silva Costa, de 38 anos, conheceu dentro de casa. Ela é mãe de Artur, de 3 anos, que nasceu com microcefalia e paralisia cerebral. A criança não enxerga, não fala, não anda, não consegue se sentar sozinha, não engole nenhuma comida que não seja pastosa. Ela e o marido se desdobram nos cuidados com o pequeno, que incluem uma agenda médica extensa. Mas a mãe de Fernanda, avó de Artur, se recusa a chegar perto da criança.

      — Ela não o pega no colo, arruma desculpas para não acompanhar no médico, parece que sente nojo dele. Isso machuca muito. Agora estamos tentando matriculá-lo em alguma escola, mas nenhuma delas aceita, dizem que não têm condições. Os pais não deixam suas crianças chegarem perto do Artur. Não querem deixá-lo entrar na sociedade — conta Fernanda, que leva o filho para tratamento na Cruz Verde.

      Além do preconceito, as mães enfrentam a falta de terapias e opções médicas no sistema público de saúde para tratar suas crianças. Pacientes com paralisia cerebral precisam de estimulação contínua para uma maior qualidade de vida. Com custo de R$ 15 milhões anuais, a Cruz Verde se equilibra entre a escassez de verba pública – o SUS custeia 50% das despesas – e a necessidade de doações de mais de 50 empresas para seguir funcionando. Os administradores se assombram diante da possibilidade de que a demanda por seus cuidados aumente diante do nascimento em massa de bebês com microcefalia, resultante da infecção por zika vírus. A superintendente do hospital Marilena Pacios resume a aflição:

      — O que faremos agora diante de uma parcela dessa geração nascendo quase sem cérebro? Isso é uma tragédia.

      Zika agrava abandono de mulheres no Nordeste

      Mães de bebês com microcefalia são obrigadas a criá-los sozinhas

        Josemary Goes da Silva, com o filho Gilberto, de 4 meses – Márcia Foletto

        O sertão é só silêncio quando Josemary Gomes da Silva acorda. Ela levanta por volta das 3h, horário em que a maioria dos pouco mais de dois mil habitantes de sua Algodão de Jandaíra, na Paraíba, ainda dorme. Mas Josemary, de 30 anos, não tem tempo a desperdiçar. Ela cria sozinha os cinco filhos. Gilberto, seu caçula, nasceu há quatro meses. É um dos bebês com microcefalia associada ao zika. Josemary precisa levar o menino ao hospital, em Campina Grande. O marido se foi antes de Gilberto nascer. E ela ficou só.

        Vive com os meninos e o desafio de criar uma criança com necessidades especiais por toda a vida. A microcefalia e outros problemas neurológicos que têm sido associados ao vírus zika são um drama para qualquer família. Mas, para um grupo crescente de mulheres sós, algumas abandonadas assim que é dado o diagnóstico de microcefalia, a tragédia é devastadora.

        “SOU UMA DESTINADA A VIVER SOZINHA”

        A distância até Campina Grande nem é tão grande. Cerca de uma hora de viagem de ônibus. Mas é feita sozinha, com um menino que chora muito — uma característica comum em bebês com microcefalia. Sem ajuda alguma, ela arruma a casa, deixa a comida pronta para os outros filhos, dá banho em Gilberto e sai, dia escuro ainda.

        — Sou uma destinada. Destinada a viver sozinha. Nunca tive a ajuda de ninguém. Só aqui no hospital tenho encontrado algum apoio, dos funcionários e também das outras mães. A gente se apoia muito. Ficamos amigas — conta ela, sorrindo.

        Josemary só teve meninos. E Gilberto foi um dos primeiros bebês com microcefalia a ser atendido no recém-criado serviço do Hospital Municipal Pedro I, de Campina Grande, um dos poucos do país a oferecer assistência médica, psicológica e fisioterápica para essas crianças e suas mães.

        A psicóloga Jaqueline Loureiro trabalha lá. Vai para o Pedro I atormentada pela dúvida: como preparar as mulheres que atende para uma vida de incertezas? Volta para a casa sem respostas.

        — Há muitas mães sozinhas aqui. Para elas, tudo é mais difícil. Temos dois casos recentes de maridos que foram embora logo depois da ultrassonografia. Não consigo realmente imaginar o que essas mulheres sentem. O que é sentir tamanho desamparo — afirma Jaqueline.

        Todos os dias, a partir das 7h, as mães começam a chegar. Sobem com os filhos no colo as escadas de degraus mais altos que o normal do prédio de arquitetura peculiar, construído pelos maçons de Campina Grande em 1932.

        Josemary é sempre uma das primeiras a chegar:

        — Não tenho tempo para atraso não. No dia em que tive Gilberto, senti as dores e já me arrumei. Peguei o ônibus e vim sozinha para a maternidade aqui de Campina Grande. O menino nasceu e voltei com ele para casa do mesmo jeito. E assim levo a vida.

        A mãe de Lara, de dois meses, não teve forças para levar a filha à consulta. Em seu lugar foi a prima, Maria José da Silva. Lara é muito agitada. Praticamente não dorme e chora quase todo o tempo em que está acordada. A menina é filha única. E a mãe praticamente enlouqueceu. Ficou desatinada quando soube que o bebê que esperava tinha microcefalia. E só piorou desde que ele nasceu. O pai vive com as duas.

        — Mas ele não ajuda. Põe algodão no ouvido para não escutar o choro da menina. E a mãe, que nunca tinha cuidado de criança antes, vive desesperada. Eu ajudo como posso, mas é difícil — diz Maria José.

        Outra que chega sozinha é Francileide de Lima, de 30 anos. Mãe de Rafael, de 3 meses, ela hesita antes de responder se é casada. Vive em Galante, distrito de Campina Grande, com os cinco filhos e o pai de alguns deles.

         

        — Vou me dedicar ao Rafael. Ele precisa de mim. Procuro não pensar em como vai ser daqui para frente — diz.

        Responsável pela triagem e o primeiro atendimento, a enfermeira Clarissa Gonzaga faz questão de receber as mulheres com carinho e sorrisos:

        — No fundo, é o que tenho a oferecer. Algumas mães não têm noção da gravidade das limitações dos filhos. E falam coisas como: “Imagina o dia em que esses meninos todos estiverem correndo por aqui? Não vamos dar conta”. Esse dia, para alguns deles, nunca chegará. E como elas os trarão maiores para cá, sem andar? Como consolá-las? Eu só tenho perguntas. Não sei.

        *Nomes fictícios

        Fonte: O Globo

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