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Avisos Sociais

Visite o Museu do Amanhã, no Rio

03/01/2016

Resultado de imagem para imagens museu do amanhã

Funciona de terça a domingo, de 13 às 19h

Ingresso: R$ 16,00

Local: Praça Mauá

 

AVAAZ faz campanha para ajudar refugiados. Participe!!!!!!

06/12/2015

Fonte: Avaaz

Queridos amigos,Eles estão fugindo do terror… de uma violência tão cruel quanto os atentados que abalaram Paris, Beirute e Bamako. Apesar disso tudo, se não agirmos agora eles correm o risco de acabar como bodes expiatórios.

Mais do que nunca, milhares de mulheres, homens e crianças estão chegando na Europa famintos, exaustos e doentes. Eles esperam apenas que, em breve, alguém abra uma porta e que o pesadelo do qual eles fogem acabe logo.

Porém, mesmo com o deterioramento das condições meteorológicas e a perspectiva de um inverno rigoroso, os governos não estão tomando as medidas necessárias. Ao contrário, eles estão construindo cercas cada vez mais altas para deter os refugiados.

Agora somos nós, cidadãos comuns, que representamos a esperança para estas pessoas, separadas pelos lamentáveis muros da Europa.

Se uma quantidade suficiente de membros doar uma pequena quantia agora, poderemos financiar um projeto da ONU para proteger e transportar milhares de refugiados que enfrentam o frio ao longo das fronteiras, levando essas pessoas para centros de refugiados seguros. Além disso, poderemos realizar campanhas para ajudar a abrigar centenas de famílias vulneráveis ​​durante todo o inverno.

Esta é uma das melhores maneiras de mostrar aos extremistas que o mundo permanecerá indivisível. Não temos tempo a perder. Faça parte para levar esperança para além das cercas:

Desde as florestas eslovenas até as ilhas gregas, passando pelas ruas de Londres e Berlim, professores, pescadores, jovens e aposentados, incluindo muitos membros da Avaaz, se prontificaram a ajudar dezenas de milhares de refugiados. São os heróis invisíveis da tragédia que se desenrola. E ao longo dos últimos cinco meses, nossa comunidade financiou operações marítimas privadas que salvaram milhares de vidas, além de montar um projeto que possibilitou a milhares de membros da Avaaz oferecer ajuda, ou mesmo suas próprias casas, para os refugiados de guerras. Fizemos ainda uma campanha robusta, com 1,2 milhão de assinaturas, que ajudou a pressionar líderes mundiais a oferecer abrigo para centenas de milhares.

Os recentes ataques tornaram esta batalha muito mais difícil. Mas eis o que podemos fazer se arrecadarmos o suficiente:

  • Ajudar a Agência de Refugiados da ONU a fornecer vans e ônibus necessários para transportar e proteger milhares dentre os mais vulneráveis refugiados pelas fronteiras da Europa, levando-os para centros de acolhimento seguros ou temporários.
  • Lançar uma campanha para assegurar que a Grécia forneça acesso seguro e legal para refugiados por meio da fronteira terrestre, como a melhor maneira de acabar com os afogamentos.
  • Aumentar a pressão sobre os governos da União Europeia para garantir que cumpram imediatamente e ampliem a promessa de transportar e acolher refugiados em toda a Europa.
  • Executar ações ágeis para combater o alarmismo causado pelo medo e o ódio contra os refugiados.

É fácil perder o ânimo diante da magnitude desta crise e suas causas profundas. Ainda assim, isso não pode ser usado como desculpa para não agir. Nossa comunidade incrível foi feita para momentos como este – vamos mostrar nossa solidariedade com as pessoas que estão corajosamente desafiando a morte e o terror para proporcionar segurança e liberdade para seus filhos e idosos. Mas vamos também nos unir aos heróis invisíveis que, dia após dia, trabalham incansavelmente para trazer esperança aos refugiados.

Clique nos links abaixo para fazer isso acontecer:

Seja em resposta ao ciclone mais destrutivo da história de Mianmar ou em face da terrível crise causada pelo vírus ebola, ou quando outras pessoas recorrem ao cinismo e ao desespero diante de ameaças ambientais ou sociais assustadoras, nossa comunidade mostra, em cada oportunidade, uma mistura única de humanidade, coragem e determinação. E sei que agiremos assim novamente.

Um abraço com esperança e gratidão,

Luis e a equipe da Avaaz

FESTA DE ACHIROPITA ANIMA O BIXIGA

08/08/2015

89ª Festa da Achiropita

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Você já foi na Festa da Nossa Senhora da Achiropita, realizada no bairro do Bixiga? A tradicional festa italiana acontece até o dia 30 de agosto, durante todos os finais de semana. Serão 30 barracas instaladas pelas ruas 13 de Maio, São Vicente e Luiz Barreto, oferecendo pratos típicos da culinária italiana, como fogazzas e macarronada.

O evento já faz parte do calendário turístico do estado de São Paulo e do calendário oficial da cidade, contando com o apoio da São Paulo Turismo, que fornece parte da infraestrutura do evento.

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Em sua 89ª edição, o evento é uma homenagem da comunidade italiana à padroeira do bairro (Nossa Senhora Achiropita) e começou com a chegada dos primeiros grupos de imigrantes que se instalaram no Bixiga no início do século XX. São esperadas cerca de 250 mil pessoas durante todo o mês.

O dinheiro arrecadado pela festa é revertido para as obras sociais da Paróquia Nossa Senhora da Achiropita, organizadora do evento.

Serviço:

89ª Festa da Achiropita
Data: De 1º a 30 de agosto.
Horário: Sábados (Das 18h às 0h) e Domingos (Das 17h30 às 22h30).
Local: Rua Dr. Luís Barreto, Rua São Vicente e Rua 13 de Maio, Bixiga – São Paulo.
Tel: (11) 3106-7235

Fonte: Site Achiropita

Sem liderança do PSDB, brasileiros voltam às ruas em 12/4/15 para protestarem pacificamente contra a má administração do Governo Dilma

15/03/2015

Atos anti-Dilma reúnem 700 mil em 24 estados e no DF, segundo a polícia

Ao menos 218 cidades do país registraram protestos.
Número de manifestantes é menor do que no dia 15 de março.

Manifestantes fizeram protestos contra o governo de Dilma Rousseff e contra a corrupção em mais de 200 cidades em 24 estados e no DF

 

Os números de manifestantes foram menores do que nos atos de 15 de março.

Há pouco mais de um mês protestaram em 252 cidades de todos os estados do país e no DF.

Em São Paulo, o cofundador do Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri, comentou a baixa nas estimativas de público: “Ainda que tenha tido menos pessoas, para a gente, é mais importante fazer protestos localizados do que reunir todo mundo em um só lugar”.

As palavras de ordem de hoje foram as mesmas do último grande protesto: contra a corrupção, o governo e o PT. Mas desta vez todos os principais movimentos, entre eles o Vem Pra Rua, pediram a saída da presidente Dilma Rousseff. Em 15 de março, nem todos falavam em impeachment.

“Nós não éramos a favor [do impeachment] naquele momento porque não achávamos que havia argumento jurídico suficiente ainda. […] De lá para cá várias teorias jurídicas novas surgiram, inclusive algumas usando a ação de crime comum para investigação da presidente”, disse Rogerio Chequer, representante do Vem Pra Rua em São Paulo, ao jornal “Valor Econômico”.

Também foram registrados atos em outros países, como na Alemanha, Irlanda e em Portugal.

Ao longo de todo o dia, ao menos 218 cidades registraram atos contra Dilma e a corrupção em 24 estados e no DF.

Veja como foram os protestos em cada estado:

Manifestantes pedem o impeachment da presidente petista Dilma Rousseff (Foto: Aline Nascimento/ G1)Manifestantes pedem o impeachment da presidente
(Foto: Aline Nascimento/ G1)

ACRE

PARTICIPANTES: 250, segundo a polícia; 400, segundo os organizadores.

(ATO DE 15/3: 5 mil, segundo a polícia e os organizadores.)

COMO FOI: A concentração ocorreu em frente ao Palácio Rio Branco, em Rio Branco. Depois de percorrer as principais ruas do Centro, os manifestantes voltaram para a frente do Palácio e cantaram o hino nacional. O ato terminou às 17h10 (19h10 horário de Brasília).


Manifestantes tomam Orla de Maceió em protesto contra a corrupção no país (Foto: Lucas Leite/G1)Manifestantes na Orla de Maceió
(Foto: Lucas Leite/G1)

ALAGOAS

Capital
PARTICIPANTES: 6 mil, segundo a polícia; 10 mil, segundo os organizadores.

(ATO DE 15/3: 10 mil, segundo a polícia e organizadores.)

COMO FOI: Manifestantes saíram em caminhada em Maceió, da Jatiúca à Ponta Verde, para protestar contra a corrupção no país. O ato é organizado pelo Movimento Brasil Livre. Com apoio de um trio elétrico, um dos integrantes discursou contra os altos preços, a inflação e a taxa de desemprego.

Interior
Manifestantes fizeram uma caminhada em Arapiraca, município do Agreste de Alagoas. Há 60 participantes, segundo a polícia; e 150, segundo organizadores. “Nosso ato é simplesmente contra a corrupção nesse país. Fora, Dilma. Fora, PT. Nós queremos um governo honesto, mas de forma nenhuma defendemos a intervenção militar”, disse Tarcisio Menezes, do Movimento Brasil Livre.


Sob chuva, manifestantes se reúnem no Centro de Manaus (Foto: Sérgio Rodrigues/G1 AM)Sob chuva, manifestantes se reuniram no Centro
de Manaus (Foto: Sérgio Rodrigues/G1 AM)

AMAZONAS

PARTICIPANTES: 900, segundo a polícia e os organizadores.

(ATO EM 15/3: 13 mil, segundo a polícia; 150 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: A concentração foi na Praça do Congresso, em Manaus. Uma caminhada teve início cerca de uma hora depois. Segundo a organização do momento, a chuva que atingiu a capital no início do dia pode ter influenciado na baixa adesão ao movimento na capital. Cerca de 340 policiais acompanharam o deslocamento dos manifestantes, que foi encerrado às 14h20.


Protesto em Salvador (Foto: Ruan Melo/G1)Protesto em Salvador (Foto: Ruan Melo/G1)

BAHIA

Capital
PARTICIPANTES: 4 mil, segundo a polícia; 10 mil, segundo os manifestantes.

(ATO EM 15/3: 11 mil, segundo a polícia; 23 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: As pessoas se reuniram no Farol da Barra, em Salvador, às 9h. Com a chegada de um novo grupo, que saiu do Porto da Barra, foi iniciada caminhada em direção ao Cristo, onde o protesto chegou pouco antes das 12h, sob chuva.

O ato reuniu entidades como o Sindicato dos Médicos da Bahia, Associação dos Delegados da Polícia Federal, Associação dos Profissionais dos Correios, entre outras.

Um dos principais opositores do governo do Congresso Nacional, o deputado federal Antônio Imbassahy, do PSDB, participou da manifestação. “Como o governo não toma nenhuma atitude contra a corrupção, essa é a forma que o povo tem de reagir”, disse.

Interior
As cidades que tiveram protestos foram: Teixeira de Freitas, Eunápolis, Ilhéus e Itabuna, Vitória da Conquista e Feira de Santana. Em Feira, a segunda maior cidade baiana, a manifestação reuniu 500 pessoas, em números da Polícia Militar e da organização.


protesto na praça portugal em 12 de abril (Foto: Gabriela Alves/g1)Protesto na Praça Portugal, em Fortaleza
(Foto: Gabriela Alves/g1)

CEARÁ

PARTICIPANTES: 25 mil, segundo a polícia e 35 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 20 mil, segundo a polícia e os organizadores.)

COMO FOI: Manifestantes reuniram-se na Praça Portugal , no Bairro Aldeota, na Zona Norte de Fortaleza. Os primeiros participantes chegaram por volta das 14h e os discursos começaram às 16 horas. Às 17 horas, os participantes iniciaram uma caminhada de cerca de 3 km até o Aterro da Praia de Iracema.

Com faixas e cartazes, os manifestantes pediram a saída da presidente Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores. Também havia frases pedindo o fim da corrupção e críticas à lei 4.330, que permite a terceirização de qualquer atividade das empresas.


Manifestação reúne milhares de pessoas caminhando na direção do Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Evaristo Sá/AFP)Manifestação reúne milhares de pessoas caminhando
na direção do Congresso (Foto: Evaristo Sá/AFP)

DISTRITO FEDERAL

PARTICIPANTES: 25 mil, segundo a polícia; 40 mil, segundo organizadores.

(ATO DE 15/3: 45 mil, segundo a polícia; 80 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: Manifestantes se reuniram na no Museu Nacional da República às 9h30 e fizeram caminhada. Por volta das 10h30, os cerca de 4 mil manifestantes que ocupavam a Esplanada naquele momento começaram a se deslocar em direção ao Congresso Nacional.

Parte dos manifestantes pediu intervenção militar, o que é ilegal e contra a Constituição. Quando houve discurso a favor da proposta em um dos trios elétricos, manifestantes contrários à ideia vaiaram. O ato terminou pouco depois das 13h.

Mais cedo, houve um princípio de confusão no momento em que policiais tentaram retirar o cabo de PVC da bandeira de um manifestante. A Polícia Militar faz cordões de revista ao longo da Esplanada.

De acordo com a PM, dois homens foram presos durante a manifestação. Apenas um deles, no entanto, tinha relação direta com o ato: um morador de rua que empurrou manifestantes na Rodoviária do Plano Piloto. O outro foi um motociclista que iria participar do protesto, mas se envolveu em uma briga de trânsito.


Manifestantes se reuniram na entrada da Terceira Ponte, em Vila Velha (Foto: Leandro Nossa/ CBN)Manifestantes se reuniram em Vila Velha
(Foto: Leandro Nossa/ CBN)

ESPÍRITO SANTO

PARTICIPANTES: 30 mil, segundo a polícia; 35 mil, segundo os organizadores.

Um grupo concentrou-se na Praça do Papa, na capital do Espírito Santo nesta tarde. Ele se encontrou com cerca de 3 mil pessoas, segundo a organização, que saíram de Vila Velha.

Os artistas Marcelo Ribeiro e Cláudio Boca fizeram apresentações cantando músicas de protesto. Por volta das 17h, um dos trios saiu da praça na Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, onde seguiu para a Praia de Camburi. O ato foi encerrado.

Interior
No estado, também houve manifestações em Cachoeiro de Itapemirim, Linhares e Colatina.


Manifestantes protestam na Praça Tamandaré, no Setor Oeste, em Goiânia (Foto: Sílvio Túlio/G1)Manifestantes protestam em Goiânia
(Foto: Sílvio Túlio/G1)

GOIÁS

Capital
PARTICIPANTES: 2,5 mil, segundo a polícia; 20 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 60 mil, segundo a polícia; 150 mil, segundo os organizadores.)

COMO FOI: Em Goiânia, o protesto ocorreu na Praça Tamandaré, no Setor Oeste. Cerca de uma hora depois, as pessoas partiram em caminhada em direção à sede da Polícia Federal, no Setor Bela Vista, onde chegou por volta das 16h30. O protesto terminou às 17h10, quando os manifestantes se dispersaram do local.

Dois grupos participaram do ato: Movimento Brasil Livre e Movimento Vem Pra Rua. Algumas pessoas pediram intervenção militar durante o protesto.

Interior
Goianos protestam contra a corrupção e a presidente Dilma Rousseff em Rio Verde, no sudoeste do estado. Cerca de 250 pessoas participaram do ato, segundo a PM e também a organização do protesto, o Movimento Popular Rioverdense.

Em Jataí, o protesto também reuniu cerca de 250 pessoas, conforme a PM e a organização.  Também foram registrados atos em Catalão e em Anápolis.


Em São Luís (MA), a manifestação começou às 11h a passeata na Avenida Litorânea (Foto: Lucas Vieira/G1)Em São Luís (MA), a manifestação começou às 11h
(Foto: Lucas Vieira/G1)

MARANHÃO

PARTICIPANTES: 400, segundo a polícia; 3,5 mil, segundo a organização.

(ATO EM 15/3: 3 mil, segundo a polícia; 5 mil, segundo a organização.)

COMO FOI: O ato convocado pelos movimentos Brasil Livre e Eu Te Amo, Meu Brasil se encontrou com o Acorda, Maranhão, na Avenida Litorânea, em São Luís. A passeata saiu às 11h, do Parquinho da Litorânea, e chegou à Praça do Pescador por volta de 12h30. O grupo se dispersou por volta de 12h40 após cantar o Hino Nacional.

“É um movimento de indignação contra toda essa onda de corrupção e também contra a má administração”, disse Darcy Fontes, do movimento Eu Te Amo, Meu Brasil.


Protesto reuniu cerca de 8 mil pessoas nas avenidas de Cuiabá, segundo a PM. (Foto: André Souza/G1 MT)Protesto em Cuiabá (Foto: André Souza/G1 MT)

MATO GROSSO

Capital
PARTICIPANTES: 8 mil, segundo a polícia; 25 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 20 mil, segundo a polícia; 35 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI:  Grupos de manifestantes se reuniram na Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá, para protestar contra o governo federal. O protesto em Cuiabá foi pacífico e monitorado por 700 policiais militares, que acompanharam os manifestantes no trajeto de quase dois quilômetros, com cavalaria e auxílio de um helicóptero, até a Avenida Mato Grosso, ponto final da caminhada. O ato começou as 16h45 [horário local] e terminou às 17h40.

Segundo o empresário Célio Fernandes, um dos líderes do movimento, a presidente não entendeu o recado do dia 15 de março e por isso os manifestantes voltaram às ruas para protestar neste domingo. “Somos um país rico merecemos ter uma qualidade de vida à altura daquilo que nós pagamos”, declarou.

Interior
Houve atos em Rondonópolis, Barra das Garças, Sinop, Sorriso e Alta Floresta. No município de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, cerca de 500 pessoas protestaram, e a Polícia Militar estima menos de 100 pessoas.


Maria José Pinheiro, de 49 anos, afirma que vai participar do protesto em Campo Grande com as duas cachorras, Cindy e Melissa (Foto: G1)Manifestante em Campo Grande  (Foto: G1)

MATO GROSSO DO SUL

PARTICIPANTES: 16 mil, segundo a polícia; 19,8 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 32 mil, segundo a polícia; 100 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: O protesto começou às 16h30 (de MS) e terminou às 19h13, com discursos, hino nacional e balões verdes e amarelos.

A pauta de reivindicações da organização do protesto foi a extinção do PT, a  ​transparência nos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), investigação de Dilma e Lula, o afastamento de Dias Tóffoli do julgamento da Operação Lava Jato ​​​​e contra a reforma política do PT.

Interior
No interior do estado, houve atos em Dourados, Ponta Porã, Corumbá e Maracaju. Em Dourados, a PM fala que foram cerca de 700 manifestantes. Já o movimento informa que entre 500 e 600 pessoas foram na manifestação.


Protesto em Belo Horizonte (Gnews)  (Foto: Reprodução GloboNews)Protesto em Belo Horizonte
(Foto: Reprodução GloboNews)

MINAS GERAIS

Capital
PARTICIPANTES: 6 mil, segundo a polícia; 8,5 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 25 mil, segundo a polícia e os organizadores.)

COMO FOI: A concentração começou por volta das 9h na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul. O percorreu as ruas da Capital até a Praça da Estação. A manifestação aconteceu de forma pacífica e foi encerrada às 14h20. Mais cedo, os participantes fizeram um apitaço em torno do coreto. Um dos cartazes na Praça da Liberdade pediu intervenção militar.

Vários movimentos sociais participaram da organização do protesto, entre eles o Vem Pra Rua, o Brava Gente, Pró-Brasil, Basta Brasil e o Grupo Vergonha.

Interior
Foram registrados atos em Governador Valadares, Montes Claros, Uberlândia, Uberaba, Ipatinga, Divinópolis, Juiz de Fora, Araxá, Santa Rita de Sapucaí, São Sebastião, Teófilo Otoni, Pouso Alegre, Varginha, Coronel Fabriciano, Timóteo e Poços de Caldas. Um dos maiores foi em Uberlândia, com 6 mil participantes, segundo a polícia, e 10 mil, segundo organizadores.


Manifestação em Belém (Foto: Alexandre Yuri/G1)Manifestação em Belém (Foto: Alexandre Yuri/G1)

PARÁ

Capital
PARTICIPANTES: 5 mil, segundo a polícia e os organizadores.

(ATO EM 15/3: 45 mil, segundo a polícia; 60 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: O grupo se concentrou por volta de 9h na Estação das Docas, em Belém, marchando às 10h na direção da Praça da República, onde ficou por cerca de 40 minutos antes de seguir pela avenida Nazaré. A marcha irá até a avenida Visconde de Souza Franco e retorna para  praça da República, onde será a dispersão.

Participam do protesto pessoas ligadas aos movimentos Reage Brasil, Vem pra Rua e Brasil Livre. “Nós somos contra o governo que despreza valores democráticos, um governo que tem um projeto totalitário, ditatorial, que tem um projeto de destruir a democracia e aparelhar o estado. A reforma política é um golpe”, afirma Leonardo Bruno, do Movimento Brasil Livre.

Interior
Também houve manifestação em Santarém. Algumas pessoas se concentraram na Praça São Sebastião e fizeram uma caminhada. Segundo a polícia, 110 participaram. Segundo organizadores, foram 350.


Em João Pessoa (PB), grupo leva cartazes pedindo a intervenção militar (Foto: Krystine Carneiro/G1)Em João Pessoa, grupo leva cartazes pedindo
intervenção militar (Foto: Krystine Carneiro/G1)

PARAÍBA

Capital
PARTICIPANTES: 300, segundo a polícia; 1,5 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 2,5 mil, segundo a polícia; 7 mil, segundo os organizadores.)

COMO FOI: Os manifestantes se concentram no Busto de Tamandaré, entre as praias de Cabo Brando e Tambaú.

Assim como aconteceu em outros protestos, muitas pessoas levaram cartazes apresentando suas reivindicações. Os cartazes reclamam dos aumentos nos preços e atacam o governo, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. Há ainda alguns que pedem intervenção militar.

Interior
Também foi registrado protesto em Campina Grande, onde a caminhada começou às 15h30. Segundo a polícia, participaram 250 pessoas. Segundo organizadores, foram 1,5 mil.


Manifestantes saíram da Praça dos Pioneiros e foram até a sede da Prefeitura de Paranavaí (Foto: Fabiano Oliveira/RPC)Manifestantes saíram da Praça dos Pioneiros e
foram até a sede da Prefeitura de Paranavaí
(Foto: Fabiano Oliveira/RPC)

PARANÁ

Capital
PARTICIPANTES: 40 mil, segundo a polícia; 60 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 80 mil, segundo a polícia; 100 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: Em Curitiba, os manifestantes começaram a se reunir na Praça Santos Andrade, no Centro, no início da tarde. Entre os pedidos estão o fim da corrupção e o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Há ainda manifestantes elogiando o juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato.

Interior
A PM informou que 5 mil pessoas estão nas ruas de Londrina protestando contra o governo federal. Os organizadores da manifestação falam em 10 mil pessoas.

Em Maringá, 6 mil foram às ruas, segundo a polícia, e 20 mil, segundo os organizadores.

Também houve atos em Cascavel, Paranavaí, Guarapuava e Foz do Iguaçu.


Manifestantes na Avenida Boa Viagem, no Recife (Foto: Camila Torres/TV Globo)Manifestantes na Avenida Boa Viagem,
no Recife (Foto: Camila Torres/TV Globo)

PERNAMBUCO

Capital
PARTICIPANTES: 40 mil, segundo os organizadores.

(ATO EM 15/3: 15,1 mil, segundo a polícia; 50,5 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: 2 trios elétricos e um carro de som acompanharam o ato, que começou às 14h e saiu em passeata às 15h. O percurso total foi de 3,5 km de extensão – da pracinha de Boa Viagem ao Segundo Jardim, ambos na avenida Boa Viagem, principal do bairro. O protesto acabou às 17h30.

“A principal pauta do ‘Vem pra Rua’ no Recife e em todo o Brasil hoje é pedir a saída da presidente Dilma, seja por renúncia, cassação ou impeachment. A resposta que o governo deu aos protestos do dia 15 de março não foi satisfatória”, disse Gustavo Gesteira, um dos líderes.

Interior
Integrantes da Maçonaria realizaram uma caminhada no Centro de Caruaru, no Agreste, pela manhã. A organização estima que mais de 100 pessoas tenham participado da mobilização, que começou às 10h e durou 90 minutos. A PM calcula que 60 pessoas participaram. À tarde, um novo protesto reuniu 30 pessoas, segundo organizadores.


Manifestação em Teresina (Foto: G1)

PIAUÍ

PARTICIPANTES: 300, segundo a polícia; 1 mil, segundo os organizadores.

(ATO EM 15/3: 4 mil, segundo a polícia; 5 mil, segundo os organizadores).

COMO FOI: Em Teresina, a chuva afastou o público da segunda manifestação na Avenida Marechal Castelo Branco, em frente à Assembleia Legislativa do Piauí.

Os manifestantes executaram o hino nacional logo no início do protesto. Apesar do pouco público, pessoas vieram de longe para participar do protesto. É o caso de Agnaldo Silva Alves, que veio da cidade de Elesbão Veloso, a 155 km de Teresina. “Isso é necessário para que ocorra uma mudança na forma de fazer política e de tratar o povo brasileiro”, afirmou.


Manifestante coloca a mão no peito para cantar o Hino Nacional (Foto: Alexandre Durão / G1)Manifestante coloca a mão no peito para cantar o
Hino Nacional (Foto: Alexandre Durão / G1)

RIO DE JANEIRO

PARTICIPANTES: 10 mil, segundo a polícia; entre 20 mil e 25 mil, segundo os organizadores.

(ATO EM 15/3: 100 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: Manifestantes carregam faixas contra a corrupção na Praia de Copacabana. Eles marcham em direção à Praia do Leme, ocupando a pista junto à praia, que já é fechada aos domingos para lazer. Por volta das 12h30, a pista dos prédios também foi parcialmente fechada ao tráfego.

O ato, convocado por redes sociais, foi pacífico e teve apenas um tumulto, quando um homem que provocava os manifestantes com um megafone foi hostilizado e levado por PMs para a delegacia.

Interior
Foram registrados atos em Macaé, Volta Redonda, Barra Mansa, Petrópolis, Campos Goytacazes, Nova Friburgo e Resende. Um dos maiores foi em Volta Redonda, onde 300 pessoas participaram, segundo a PM, e 2,5 mil, segundo os organizadores.


Começa passeata em Florianópolis, com cerca de 600 pessoas  (Foto: G1)Começa passeata em Florianópolis (Foto: G1)

SANTA CATARINA

Capital
PARTICIPANTES: 25 mil, segundo a polícia e os organizadores.

(ATO EM 15/3: 30 mil, segundo a polícia e organizadores.)

COMO: A concentração de pessoas em Florianópolis foi no Trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, às 16h. O grupo seguiu em passeata até as 18h10, quando encerrou o protesto.

Interior
Foram registrados protestos em Criciúma do Sul, Navegantes, Joaçaba, Criciúma, Balneário Camboriú, Chapecó, Lages, Timbó, Curitibanos, Joinville, Pomerode, São Francisco do Sul, Jaraguá do Sul, Barra Velha, Blumenau e Palmitos. O maior deles foi em Chapecó, com 2 mil participantes, segundo organizadores, e 1,5 mil, segundo a PM.


Manifestantes soltam balões nas cores verde e amarelo durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo (Foto: Rafael Arbex/Estadão Conteúdo)Manifestantes na Avenida Paulista
(Foto: Rafael Arbex/Estadão Conteúdo)

SÃO PAULO

Capital
PARTICIPANTES: 275 mil, segundo a polícia; 800 mil, segundo os organizadores; 100 mil, segundo o Instituto Datafolha.

(ATO EM 15/3: 1 milhão, segundo a polícia e os organizadores.)

COMO FOI:  A manifestação em SP começou por volta das 12h, quando motociclistas entraram na Avenida Paulista com bandeiras brasileiras e cartazes pedindo o impeachment da presidente e o fim do Partido dos Trabalhadores. Pouco depois, caminhoneiros com faixas “Fora, Dilma” percorreram as marginais dos rios Pinheiro e Tietê ao som de suas buzinas.

Mais tarde, às 14h, a concentração de pessoas aumentou em frente ao Museu de Arte Assis Chateaubriand, o Masp. Líderes do movimento “Vem Pra Rua” discursaram em carro de som, acompanhados de aplausos e músicas como “Que país é esse”, da Legião Urbana.

Assim como no dia 15 de março, crianças tiraram fotos com policiais militares, pets acompanharam seus donos e vestiram a bandeira do Brasil. Apesar de uma mulher ter sido detida por ter protestado sem roupa, o ato transcorreu sem incidentes e foi acompanhado por 1.800 policiais militares. O protesto foi encerrado às 18h15.

Em Ribeirão Preto, 15 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, chegaram à Avenida Presidente Vargas (Foto: Amanda Pioli/G1)Em Ribeirão Preto, 25 mil pessoas protestaram,
segundo a PM (Foto: Amanda Pioli/G1)

Interior
Foram registrados atos, entre outras cidades, em Sorocaba, Santos, Praia Grande, Presidente Prudente, Araçatuba, Mogi das Cruzes, Jaú, São José do Rio Preto, Jundiaí, Itu, Bauru, Piracicaba, Campinas, Indaiatuba, Atibaia, Jacareí, Limeira, Lins e Paulínia.

Um dos maiores protestos do interior, em Ribeirão Preto, reuniu 25 mil pessoas, segundo a polícia e os organizadores.


Manifestação contra o governo reúne multidão em bairro nobre de Aracaju (Foto: Tássio Andrade / G1)Manifestação ocorre em bairro nobre de Aracaju
(Foto: Tássio Andrade / G1)

SERGIPE

PARTICIPANTES: 450 pessoas, segundo a polícia; 2 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 900, segundo a polícia; 5 mil, segundo os organizadores.)

COMO FOI: As pessoas se reuniram no Bairro 13 de Julho, em Aracaju e realizaram um protesto contra o governo da presidente Dilma. A concentração começou por volta das 15h no Mirante localizado na Avenida Beira Mar, na Zona Sul da capital. Os manifestantes seguiram em passeata até o Parque Augusto Franco gritando palavras de ordem. O ato foi encerrado de forma pacífica, de acordo com a Polícia Militar.

“Nós fizemos o primeiro ato e nada foi feito. Ao contrário, as coisas estão piores, quadruplicaram a verba do Congresso”, disse João Carlos Lima, representante do Movimento Basta em SE.


Manifestação em Natal (Foto: G1)Manifestação em Natal (Foto: G1)

RIO GRANDE DO NORTE

PARTICIPANTES: 5 mil, segundo a polícia; 7 mil, segundo os organizadores.

(ATO EM 15/3: 12 mil, segundo a polícia; 40 mil, segundo os organizadores.)

COMO FOI: O protesto começou às 16h30, com concentração no Tirol, zona Sul de Natal. Com faixas e cartazes, os manifestantes criticaram a gestão petista na administração federal. Em meio ao ato público, algumas pessoas pediram o impeachment de Dilma. Outras chegaram a defender uma intervenção militar para destituir o governo do PT.

Por volta das 17h, os manifestantes deixaram o local de concentração e seguiram em direção à avenida Amintas Barros, também na zona Sul. O protesto em Natal foi encerrado por volta das 18h.


Manifestantes pede por impeachment em Porto Alegre (Foto: Felipe Truda/G1)Manifestantes pede impeachment em Porto Alegre
(Foto: Felipe Truda/G1)

RIO GRANDE DO SUL

Capital
PARTICIPANTES: 35 mil, segundo a polícia; entre 35 mil e 40 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 100 mil, segundo a polícia; 120 mil, segundo os organizadores.)

COMO FOI: Com faixas e vestindo verde e amarelo, manifestantes fizeram uma caminhada em Porto Alegre e encerraram o ato por volta das 18h, no Parcão.

Com dois carros de som, os organizadores discursaram e pediram que ninguém participasse do protesto que pede intervenção militar.  “Não sigam esses golpistas”, diz o porta-voz, que puxa o grito de “democracia”.

Mais cedo, um grupo pró-Dilma fez um coxinhaço em Porto Alegre. Participaram 20 pessoas, segundo a polícia; e 200, segundo organizadores.

Interior
Houve manifestações no Interior: Campo Bom, Erechim, Novo Hamburgo, Caxias do Sul, Santa Maria, Rio Grande, Uruguaiana, Bento Gonçalves, Santa Cruz do Sul, Pelotas e Bagé. Em Caxias do Sul, na Serra, cerca de 4,5 mil pessoas se reuniram na Praça Dante Alighieri, segundo a Brigada Militar e a organização do evento.


RONDÔNIA

PARTICIPANTES: 900, segundo a polícia; 1 mil, segundo os organizadores.

(ATO EM 15/3: 15 mil, segundo a polícia; 10 mil, segundo manifestantes.)

COMO FOI: Em Porto Velho, os manifestantes saíram do ponto de concentração, na Praça das Três Caixas D’água, por volta das 16h30, e encerraram o protesto na Praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, no Centro da cidade.


Manifestantes se reúnem na Praça dos Girassóis, em Palmas (Foto: Marcos Martins/G1)Manifestantes em Palmas (Foto: Marcos Martins/G1)

TOCANTINS

Capital

PARTICIPANTES: 350, segundo a polícia; 1,2 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 10 mil, segundo a polícia; 18 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: A concentração de manifestantes começou às 16h, na praça dos Girassóis, centro de Palmas. Com faixas, cartazes e até trio elétrico, eles pediram o fim da corrupção e alguns defenderam a intervenção militar. Os manifestantes também gritaram palavras de ordem contra a presidente Dilma Rousseff e pediram pelo impeachment dela. O protesto na capital terminou por volta das 18h30.

Interior
Em Araguaína, a concentração de pessoas para o protesto começou por volta das 15h30 e terminou por volta das 17h20. A estimativa da ONG SOS Liberdade, que organizou o protesto, é que 50 pessoas foram à Praça do Galo.

Manifestações contra Dilma reúnem 1,5 milhão em todo o país

Cerca de 1,5 milhão de brasileiros protestaram em 15/3/15, de forma pacífica em todo o país contra a presidente Dilma Rousseff, que enfrenta um complexo coquetel de tensão social, polícia e econômica derivado de grandes escândalos de corrupção como a Petrobras.

O maior protesto foi registrado em São Paulo, que reuniu um milhão de pessoas, segundo a polícia, vestidas em sua maioria com as cores da bandeira brasileira.

As manifestações também congregaram outro meio milhão de pessoas em 83 cidades, em protestos que igualaram em tamanho os realizados em junho de 2013, quando os brasileiros saíram espontaneamente às ruas para pedir o fim da corrupção e mais gastos com transportes, saúde e educação, no lugar de investimento do dinheiro público na Copa do Mundo.

Grande parte dos manifestantes exigiu, neste domingo, o “impeachment” da presidente, que começou seu mandato há menos de três meses depois de ser reeleita em outubro por uma pequena margem de 3%.

Muitos também pedem a intervenção militar para acabar com mais de 12 anos de governo de esquerda do PT, um paradoxo em um dia em que se comemora, justamente, os 30 anos da volta da democracia ao Brasil após a longa ditadura iniciada em 1964.

Era praticamente impossível caminhar entre a multidão que lotou os 4 km da Avenida Paulista.

“Hoje, somos milhares de pessoas que pedem o ‘impeachment’. O governo está numa situação lamentável”, declarou à AFP Rubens Nunes, assessor jurídico do Movimento Brasil Livre, um dos grupos que organizaram o protesto pelas redes sociais.

Os protestos também são muito maiores do que aqueles convocados na sexta-feira em apoio à Dilma e à Petrobras por sindicatos e movimentos sociais ligados ao PT. Segundo os organizadores, 175 mil pessoas foram às ruas na sexta, e 33 mil, de acordo com a polícia.

Fartos da corrupção

Entre 45 mil e 50 mil pessoas também marcharam até o Congresso, em Brasília, entre eles o empresário de construção civil Alessandro Braga, de 37 anos, acompanhado da mulher e do filho pequeno em um carrinho.

“Apoio a saída de Dilma. Os maiores escândalos de corrupção ocorreram durante seu governo, e ela não disse nada”, argumentou.

O cansaço com a corrupção revelada parece ser o denominador comum dos manifestantes, embora as demandas variem, indo de um golpe militar até a proteção do Aquífero Guarani.

“O Brasil está sendo destruído. Apenas as Forças Armadas podem salvar o país”, afirmou a fisioterapeuta Ana Paula do Valle, de 52 anos.

Já avenida Atlântica, em Copacabana, foi tomada por cerca de 15 mil pessoas – segundo a polícia – aos gritos de “Fora Dilma, fora PT!” e, assim como aconteceu em muitas cidades, os manifestantes cantaram o Hino Nacional.

A produtora de TV, Rita Souza, de 50 anos, exibia um cartaz com as palavras “Intervenção militar já”.

“Não estou pedindo um novo golpe de Estado, e sim uma intervenção constitucional para convocar novas eleições limpas, sem urna eletrônica, sem manipulação do PT. Que vão todos para Cuba!”, declarou à AFP.

A popularidade de Dilma caiu 19 pontos em fevereiro, ficando em 23%, e a presidente sabe que a situação é complicada.

A economia cresceu muito pouco nos últimos quatro anos e está estagnada, há déficit de contas públicas, da balança comercial e inflação elevada (7,7%, em 12 meses), e o real se desvalorizou quase 30% em um ano.

O governo promove um ajuste fiscal para pôr a casa em ordem, mas isso não é aprovado por uma parte da esquerda.

A isso tudo se soma ainda a tensão política e a incerteza causadas pelo enorme esquema de corrupção envolvendo a Petrobras. Dezenas de políticos – incluindo 22 deputados, 13 senadores e dois governadores – são investigados por suposto envolvimento. A maioria pertence ao PT, ou a partidos que integram a coalizão do governo.

Dilma defendeu o direito de manifestação livre em um vídeo postado em seu Facebook. Há alguns dias, ela lembrou que não é possível realizar um terceiro turno das eleições, pois isso representaria uma “ruptura democrática”.

Corrupção e impunidade

Ao final deste domingo, dois ministros de Dilma deram uma coletiva de imprensa e afirmaram que o governo anunciará nos próximos dias “um conjunto de medidas para combater a corrupção e a impunidade” e enviará o texto ao Congresso para sua aprovação.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarou que o “atual sistema eleitoral anacrônico é a principal porta de entrada da corrupção” e que, por isso, é urgente uma reforma política que ponha fim ao financiamento empresarial das campanhas eleitorais.

“As manifestações contrárias ao governo são legítimas. O que não é legítimo é o golpismo, a violência, o ‘impeachment’ infundado que danifica a democracia”, declarou, por sua vez, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto.

As manifestações tiveram o apoio do PSDB. Seu presidente, Aécio Neves, que perdeu a eleição para Dilma, não protestou nas ruas, mas alertou em um vídeo postado no Facebook que “o caminho está apenas começando”.

“Não vamos nos dispersar!”, proclamou.

“O governo deve descer do pedestal, convocar a sociedade civil, seus aliados, convocar o país para tentar uma espécie de pacto porque pode estar em jogo sua própria sobrevivência”, disse à AFP o analista político brasiliense André César.

Começaram em 15/3/15, no Rio de Janeiro, em Brasília e em outras capitais, as manifestações contra o governo da presidente Dilma Rousseff.

As manifestações já começam na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e em cidades como Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza.

Muitos manifestantes usam camisas amarelas e carregam faixas contra o governo e o PT.

As manifestações contrárias à presidente Dilma Rousseff, com previsão de protestos em pelo menos 50 cidades, foram convocadas pelas redes sociais. A maioria dos grupos organizadores defende o impeachment, usando como argumentos uma suposta corrupção no governo, o escândalo da Petrobras e os altos custos com impostos e tarifas, entre outras reclamações.

Além de cidades como São Paulo, que conta com mais de 100 mil pessoas confirmadas em evento no Facebook, e Rio de Janeiro e Brasília, também com milhares de participantes esperados, há manifestações agendadas para diversas outras capitais e locais no exterior, como Londres, Boston e Sidney.

Apesar de os organizadores afirmarem que os movimentos não estão ligados a partidos políticos, legendas de oposição declararam adesão aos protestos.

Na entrada da praia de Copacabana, pessoas que vinham caminhando desde o Leblon para a passeata discutiram rapidamente com um homem que gritou contra eles. Entre as palavras de ordem, os manifestantes… mais 
Na entrada da praia de Copacabana, pessoas que vinham caminhando desde o Leblon para a passeata discutiram rapidamente com um homem que gritou contra eles. Entre as palavras de ordem, os manifestantes gritam “Quem não é comunista sai do chão” e “Somos coxinhas, mas somos trabalhadores”. O Hino à Bandeira o Hino Nacional foram cantados, assim como músicas de Cazuza, Geraldo Vandré e Gonzaguinha.

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), derrotado por Dilma na eleição presidencial do ano passado, convocou a militância tucana para ir às ruas protestar, ressalvando, porém, que o impeachment não faz parte da agenda do partido.

O governo de Dilma enfrenta um quadro de inflação cada vez mais alta, atividade econômica fraca, piora no mercado de trabalho e turbulência política com a base governista.

A esse quadro, soma-se o maior escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras, ao qual estão ligados funcionários, políticos e partidos e as maiores empreiteiras do país.

Sempre que questionada sobre as manifestações populares, como o panelaço em várias capitais durante seu pronunciamento na TV no domingo passado, Dilma tem repetido que fazem parte da democracia. A presidente diz, no entanto, ser contra atos violentos e já declarou que para pedir impeachment é preciso haver razões.

“Eu acho que há que caracterizar razões para o impeachment, e não o terceiro turno das eleições”, declarou a presidente.

Com as manifestações deste domingo, Dilma se junta a outros dois presidentes que enfrentaram protestos populares no período da redemocratização: Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso.

Collor acabou sofrendo o impeachment, enquando Fernando Henrique reverteu em parte a baixa popularidade do início de seu segundo mandato, superando inclusive uma campanha com ampla participação de petistas que tinha o slogan “Fora FHC”.

Fonte: Yahoo e G1

Fique atento: regras do seguro desemprego mudaram

06/03/2015

Novas regras do seguro-desemprego já estão valendo

Mudanças valem para quem foi demitido a partir de 28/2/15.
Veja em quais situações o trabalhador terá direito ao benefício

A partir de 2/3/15, os trabalhadores que pedirem o seguro-desemprego já estarão enquadrados nas novas regras, que começaram a valer para quem foi demitido a partir de 28/2/15

“A vigência da Medida Provisória [que estabelece as novas regras] começará 60 dias a partir da data da publicação. Sendo assim, as novas regras incidirão nos trabalhadores demitidos a partir do dia 28 de fevereiro de 2015”, diz o Ministério do Trabalho.

Confira o que muda com as novas regras:

Novas regras do seguro-desemprego (Foto: Arte/G1)

 

Especial Terra2012: como sobreviver sem água – parte 5: Alckmin faz obras para tentar reverter a crise

21/02/2015

 

Cantareira sai do volume morto após 19 meses

Chuvas e racionamento melhoram sistema de água que abastece 5,3 milhões em SP

 
 Imagem feita em outubro de 2015 mostrou a situação da represa Jaguari-Jacarei, parte do Sistema Cantareira, que hoje saiu do volume morto – Pedro Kirilos / Agência O Globo

Depois de 19 meses, o Sistema Cantareira saiu nesta quarta-feira do volume morto, conseguindo recuperar a quantidade de água que havia sido usada da reserva técnica desde maio de 2014. Após chuvas acima da média desde novembro, racionamento e redução do consumo, o sistema de reservatórios atinge, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o índice de 29,3% da capacidade, o suficiente para deixar de captar água da reserva profunda. Operando agora no volume útil, o sistema ganhou novo fôlego para 2016.

– Na prática, estamos comemorando chegar ao fundo do reservatório. Não dá para dizer que passou a crise – afirma Patrick Tomas, superintendente adjunto de regulação da Agência Nacional da Águas (ANA).

Até o momento, dezembro registrou 258,2 mm de chuva. O esperado para o mês eram 219,4 mm. Segundo a Agência Nacional de Águas, a partir de agora poderá deixar de ser usado o sistema de bombeamento nas duas maiores represas do Cantareira – Jaguari (federal) e Jacareí (estadual). Além delas, o sistema é composto por mais quatro represas – Cachoeira, Atibainha, Paiva Castro e Águas Claras.

Thomas explica que dezembro marca uma reversão de tendência, com aumento da vazão de entrada de água nos reservatórios do Sistema Cantareira. Em função disso, a Sabesp pode aumentar a captação de água de 13,5 para 15 metros cúbicos por segundo ( m3/s).

– Se a tendência continuar, em março o Cantareira poderá chegar a metade de seu volume útil, o que é muito bom. Mas tudo vai depender das chuvas e não temos certeza de que vá de fato ocorrer – diz Thomas.

O monitoramento dos reservatórios do Cantareira é mensal e deverá ser mantido em 2016. A retirada de água pela Sabesp é decidida mês a mês e, segundo Thomas, pode ser reavaliada em conjunto com o Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (Daee), aliviando a situação da população. Em alguns municípios da Grande São Paulo, o abastecimento de água permanece irregular.

O Cantareira abastecia, antes de entrar no volume morto, mais de 9 milhões de pessoas da região metropolitana de São Paulo. Hoje, abastece cerca de 5,3 milhões de pessoas.

São Paulo atravessou período de forte seca em 2013 e 2014 e as chuvas deste ano ainda não foram suficientes para garantir o abastecimento de água com folga. Para se ter uma ideia, considerando o volume morto o sistema opera hoje com 29,3% da capacidade. Em dezembro de 2012, quando o volume morto sequer era contabilizado, o Sistema Cantareira operava com 67,2% de sua capacidade, mais que o dobro do volume atual.

Por isso, a necessidade de economizar água permanece. No último dia 23, a Sabesp prorrogou o programa até 31 de dezembro de 2016 o sistema de bônus para quem economiza água e de ônus para quem gasta mais.

Fonte: O Globo

Na tentativa de evitar o racionamento de água oficial na Grande São Paulo, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já gastou cerca de R$ 160 milhões com obras para suprir a histórica crise de estiagem do Sistema Cantareira. Cerca de 65% das despesas ocorreram em contratos sem licitação, prática permitida por lei em casos de emergência ou de calamidade pública.

É o caso da construção de diques e da compra de 17 conjuntos de bombas flutuantes para a captação inédita de água do “volume morto” do Cantareira nas Represas Jaguari-Jacareí, em Joanópolis, e Atibainha, em Nazaré Paulista, que custaram cerca de R$ 80 milhões. A operação começou no dia 15 de maio e a previsão é de os 182,5 bilhões de litros adicionais represados abaixo do nível das comportas da Sabesp dure até novembro. Até ontem, a concessionária já havia retirado 43,4 bilhões de litros da reserva profunda, ou 23,7% do total.

Outros R$ 80 milhões estão diluídos em uma série de intervenções feitas pela companhia para remanejar água de outros sistemas produtores para regiões da capital abastecidas pelo Cantareira. O socorro começou no início do ano com 1,1 mil litros por segundo revertidos do Sistema Guarapiranga para os bairros Jabaquara, Vila Olímpia, Brooklin e Pinheiros, nas zonas sul e oeste da capital, e outros 2,1 mil litros do Sistema Alto Tietê para Penha, Ermelino Matarazzo, Cangaíba, Vila Formosa e Carrão, na zona leste.

Para fazer o remanejamento, que tirou inicialmente cerca de 1,6 milhão de pessoas do consumo do Cantareira, a Sabesp teve de instalar novas adutoras, aumentar as vazões de estações elevatórias e de tratamento de água e ampliar as unidades de bombeamento. Segundo a companhia, foram essas obras que resultaram nos “cortes pontuais” de abastecimento que deixaram diversos imóveis sem água nos últimos meses.

Com o agravamento da crise do Cantareira, em maio, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que a reversão de água dos sistemas Rio Grande (500 litros por segundo) e Rio Claro (200 litros por segundo) e mais 1.500 litros adicionais do Alto Tietê e do Guarapiranga a partir deste mês. Dessas obras, o remanejamento de água do Rio Grande para abastecer cerca de 150 mil pessoas custou R$ 26,5 milhões e também foi feito sem licitação. Para 2015, a Sabesp pretende ampliar mais 2.200 litros do Rio Grande e outros 1.500 litros do Guarapiranga. Em nota, a companhia afirma que todos os contratos feitos sem licitação “seguem todos os procedimentos previstos na Lei – 8.666/1993”.

 

Fonte: OESP

Principal obra contra a crise hídrica de 2015 em São Paulo, a ligação do Sistema Rio Grande para socorrer o Sistema Alto Tietê não vai ficar pronta tão rápido quando previu o governo do estado. Em 3 de fevereiro, o governador Alckmin disse que a ligação estaria funcionando já em maio, mas, a poucos dias do final de abril, a obra ainda não começou.

Os trabalhos devem começar nos próximos dias, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), e devem ficar prontos somente em agosto. Em nota, a Sabesp disse que a alteração no cronograma do projeto é um ajuste normal “dado o tamanho e a complexidade de uma obra desse porte”.

Serão instaladas duas tubulações paralelas ao longo de 11 km, com capacidade suficiente para a transferência de 4 metros cúbicos de água por segundo. Um metro cúbico corresponde a 1 mil litros de água.

A medida vai ajudar o Sistema Alto Tietê, que é reponsável pelo abastecimento de 4,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, a maior parte na Zona Leste da capital, e hoje opera apenas com 22,4% da capacidade. Os novos 4 metros cúbicos vão ampliar em cerca de um terço a atual retirada de água.

O Cantareira, sistema que passa pela situação mais crítica, também será beneficiado porque o bombeamento fará  com que regiões que hoje recebem água  do sistema possam ser atendidas pelo Alto Tietê, ajudando a aliviar o manancial em crise.

Após um mês de janeiro seco, em que a Sabesp já falava em adotar um rodízio na capital paulista, o governador Geraldo Alckmin previu no inicio de fevereiro que parte da tubulação ligando o Rio Grande ao Alto Tietê já estaria pronta em maio. A ideia era já transferir 2 metros cúbicos, a metade do total previsto.

“A própria Sabesp vai executar a obra. Vai trabalhar, sábado, domingo, de noite. São 11 km, vamos ter que ter 22 km de tubos pra poder levar do Rio Grande até Taiaçupeba, e bombas para poder fazer as elevatórias. Estamos trabalhando com a expectativa de até maio, se possível até abril, já ter a primeira linha de tubos, 2 metros cúbicos, e depois termos uma segunda linha de tubos”, disse.

Em seguida, a Sabesp e o governo do estado foram surpreendidos pela chuva acima da média histórica em fevereiro e em março. Foi o verão mais chuvoso desde 2011 no Sistema Cantareira, fazendo a companhia de abastecimento mudar o discurso e afirmar acreditar que não seria mais necessário um rodízio.

Questionado se a chuva de fevereiro e março faria o governo diminuir o ritmo das obras, Alckmin negou essa possibilidade em entrevista coletiva em 23 de março. Agora, a Sabesp não fala em antecipar parte da obra de ligação dos sistemas Rio Grande e Alto Tietê, diz apenas em entregará os 4 metros cúbicos em agosto.

O investimento previsto é de cerca de R$ 130 milhões e inclui a instalação de quatro bombas para empurrar a água 80 metros acima, superando o morro que divide a região do ABC (onde fica o Sistema Rio Grande) de Suzano (no Alto Tietê).

Outras obras
Outra grande intervenção prevista é a ligação do Rio Paraíba do Sul com o Sistema Cantareira, o mais prejudicado pela crise hídrica. A obra já foi autorizada pela Agência Nacional de Águas (ANA), mas deve ficar pronta apenas no ano que vem. Essa é a principal intervenção direta no Sistema Cantareira.

As outras obras já em andamento vão socorrem os outros sistemas e ajudar o Cantareira de forma indireta. Isso porque a Sabesp fez modificações na rede e aumentou o número de consumidores abastecidos pelo Sistema Guarapiranga, por exemplo. Já o Cantareira, que abastecia 9 milhões de clientes antes da crise hídrica, agora é responsável apenas por 5,4 milhões.

Neste mês, a Sabesp anunciou, por exemplo, que uma nova adutora permitiu que o Sistema Rio Grande passasse a abastecer bairros na região de Pedreira, Zona Sul de São Paulo. A obra desafoga o Guarapiranga, que atendia essas áreas anteriormente. Com isso, o Guarapiranga pode passar a abastecer áreas que recebem água do Cantareira.

Outras intervenções estão previstas para 2015. Uma delas é a ligação do Rio Guaiaó ao Sistema Alto Tietê. Orçada em R$ 28,9 milhões, a obra começou em fevereiro e irá até maio. A intervenção vai permitir transferir para a represa de Taiaçupeba 0,8 metros cúbicos. Também para o Sistema Alto Tietê, a Sabesp prevê a captação de 2,1 metros cúbicos no rio Itatinga à Represa Jundiaí.

Contando todas as intervenções, 10,4 metros cúbicos serão disponibilizados ao abastecimento da Grande São Paulo, 20% do total usado hoje pelos consumidores da região metropolitana.

Fonte: G1

Com o uso de uma caixa d’água e uma ligação de cano PVC, o comerciante Mário Lúcio de Oliveira conseguiu economizar 1,5 mil litros de água por semana durante a limpeza da piscina de 18 mil litros que tem em casa, na cidade de Sorocaba, interior paulista. O gasto para montar a engenhoca foi de R$ 160

A dinâmica é simples: ao invés de lançar no esgoto a água da aspiração e filtragem, ele montou um sistema que envia a água turva para a caixa por um cano de PVC. Com um produto químico, ele faz a sujeira decantar no fundo do reservatório e depois devolve água limpa para a piscina.

Somente a água que ficou com a sujeira concentrada é enviada para o esgoto, cerca de 10 litros, segundo o comerciante. “Neste processo que fiz, a perda é mínima, ou seja, quase nada. Espero incentivar outros com esta atitude”, afirmou Mário de Oliveira (veja no vídeo acima o passo a passo a passo).

O sistema foi criado pelo comerciante depois que um piscineiro comentou que muita água era jogada fora, sem necessidade. A família aderiu à nova técnica há dois meses. “Estou colaborando com o meio ambiente, não perde nada de água”, completou.

O passo a passo da engenhoca foi registrado em vídeo pela filha do leitor, a estudante Joice dos Santos Oliveira, de 19 anos.

Sistema reaproveita água da piscina durante filtragem e poupa 1,5 mil litros por semana

Com o uso de uma caixa d’água e uma ligação de cano PVC, o comerciante Mário Lúcio de Oliveira conseguiu economizar 1,5 mil litros de água por semana durante a limpeza da piscina de 18 mil litros que tem em casa, na cidade de Sorocaba, interior paulista. O gasto para montar a engenhoca foi de R$ 160

A dinâmica é simples: ao invés de lançar no esgoto a água da aspiração e filtragem, ele montou um sistema que envia a água turva para a caixa por um cano de PVC. Com um produto químico, ele faz a sujeira decantar no fundo do reservatório e depois devolve água limpa para a piscina.

Somente a água que ficou com a sujeira concentrada é enviada para o esgoto, cerca de 10 litros, segundo o comerciante. “Neste processo que fiz, a perda é mínima, ou seja, quase nada. Espero incentivar outros com esta atitude”, afirmou Mário de Oliveira (veja no vídeo acima o passo a passo a passo).

O sistema foi criado pelo comerciante depois que um piscineiro comentou que muita água era jogada fora, sem necessidade. A família aderiu à nova técnica há dois meses. “Estou colaborando com o meio ambiente, não perde nada de água”, completou.

O passo a passo da engenhoca foi registrado em vídeo pela filha do leitor, a estudante Joice dos Santos Oliveira, de 19 anos.

 

 Arquiteto adapta sifão que facilita reúso da água armazenada no tanque de roupa

 

 

 

Um arquiteto da Baixada Santista usou peças usadas rotineiramente nas instalações hidráulicas residenciais para montar um sifão que regula a saída de água da lavadora de roupas armazenada no tanque para o esgoto, e permite o redirecionamento com a ajuda de uma torneira para o balde. 

 

A criação artesanal do leitor Reinaldo Parisi Moreira tem custo médio de R$ 80 e facilita o reúso em casa, principalmente para lavagem de quintal e na descarga.

Arquiteto cria sifão ecológico que facilita reúso de água armazenado no tanque1º) MATERIAIS SÃO SIMPLES: as peças são vendidas em lojas de materiais de construção e podem ser encontradas facilmente. São elas: um sifão de cuba dupla, um registro de cavalete de rosca 3/4, uma luva para a torneira e um pouco da massa epóxi.

2º) MONTAGEM PRECISA DE VEDAÇÃO: Passe um pouco da massa epóxi na parte interna da luva e depois rosqueie o registro. A outra extremidade da luva, também preenchida por uma camada de massa para vedação, deve ser encaixada em uma das saídas do sifão.

Arquiteto cria sifão ecológico que facilita reúso de água armazenado no tanque3º) INSTALAÇÃO NÃO MUDA: A instalação da nova peça no tanque deve ser feita da forma tradicional. Uma das pontas é encaixada na saída de água do tanque e a outra na do esgoto. O terceiro braço, com o registro, ficará solto e deve ser aberto quando a água armazenada precisar ser reutilizada.

“Se for uma água mais suja, a pessoa descarta. Se não for, ela pode ser reaproveitada para outras atividades da casa. Aqui onde moro nós usamos para lavar o quintal e também nos vasos sanitários, explicou Reinaldo Moreira.

Projeto social
A ideia surgiu em 2008 quando Reinaldo Parisi Moreira, morador do Guarujá, fazia um trabalho social na Fundação Casa em 2009. Ele desenvolveu o projeto e contou com a ajuda dos adolescentes para montar o primeiro protótipo. Por dois anos, o arquiteto aprimorou o sistema e conseguiu deixá-lo mais resistente e a montagem mais simples.

O projeto teve patente requerida e foi apresentado em feiras de inventores desde então. Uma fabricante de peças hidráulicas chegou a se interessar pelo produto, mas não deu andamento à fabricação industrial. O arquiteto continuou com o projeto e tem instalado as peças, de forma artesanal, na casa de amigos.

Arquiteto cria sifão ecológico que facilita reúso de água armazenado no tanque

Arquiteto cria sifão ecológico que facilita reúso de água armazenado no tanque

 

Repórter do G1 faz resumo dos últimos dias em que ficou em casas com pouca água

 

 

  • Desde quarta-feira (4) estou circulando por regiões de São Paulo que vivem as dificuldades com a escassez de água. 

    Nos últimos dias eu passei a morar em duas casas no Bairro do Limão. Também circulei pelo Parque Edu Chaves, tudo na Zona Norte de São Paulo, uma das primeiras regiões a enfrentar a redução do fornecimento de água.

    No terceiro dia dessa jornada, passei a morar na casa da dona Teresa Prudêncio, uma imigrante portuguesa que dá aula de música. Ela mora com o filho e ambos chegaram a ficar quatro dias consecutivos sem água em casa. Dona Teresa armazena água da chuva e tenta economizar o máximo de água da caixa e ainda guarda o que consegue de água da chuva em garrafas pet e galões.

    Aproveitei para mostrar como é possível lavar um carro com pouco mais de meio litro de água e também aproveitando a água da chuva. Conheci o Alexandre, um escoteiro de 16 anos que ensinou a fazer um filtro para tratar a água da chuva.

    Repeti a experiência de tomar banho de caneca. Da primeira vez, na casa da Vanessa e do Marcelo, usei pouco mais de três litros de água. Na casa de dona Teresa, onde ela consegue armazenar mais água, usei seis litros para o banho.

    No meu quarto dia de estadia em casas de família com pouca água, me mudei para a casa de Alexandre e Ana, também no Limão. Eles não conseguem saber exatamente quanto tempo de água eles recebem por dia, pois moram em um ponto mais alto da rua e a pressão da água é bem mais fraca do que na casa dos vizinhos.

    Eles conseguem se manter com água porque têm um sítio em Tapiraí, no Vale do Ribeira, onde existe uma nascente. É a água dessa nascente que eles usam para distribuir aos vizinhos locais e até trazer para os vizinhos no Bairro do Limão.

    Andei pelo Parque Edu Chaves, onde ouvi o relato da Andressa, que mora com o marido e a filha, mas recebem menos de três horas de água por dia. Ela tem sentido dores de estômago e acredita que seja por causa da má qualidade da água que está chegando à sua caixa d’água. A filha leva essa mesma água, que ela considera ruim, para tomar durante a aula, porque a escola também sofre com a falta de água.

    A comerciante Lucimar, que tem um bar, dorme apenas duas horas por dia para conseguir pegar água no horário que a Sabesp fornece na região, das 8h às 11h.

    Perto dali, o costureiro Sabino está preocupado com a qualidade da água, pois usa para dar banho nos três filhos e, principalmente, para fazer o leite das crianças. O dono do imóvel até comprou um tambor para ajudar a família de inquilinos.

    Este cenário todo é vivido por moradores do Limão e do Parque Edu Chaves há mais de um ano.

  • 5 dias de pouca água

 


O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.
 

 

Os moradores do Parque Edu Chaves, na Zona Norte de São Paulo, reclamam que só têm água durante três horas do dia. Normalmente, o fornecimento de água começa às 8h e termina às 11h, segundo relato de comerciantes e de quem vive na região. A qualidade e aspecto da água também é motivo de descontentamento.

A comerciante Andressa Nascimento, 29 anos, disse que está passando por problemas de saúde depois que a pressão da água foi reduzida pela Sabesp. “A água, quando chega, chega turva e com uma espuma branca. Uso essa água no filtro de casa, para beber e preparar comida. Nos últimos dias tenho sentido dores de estômago. Esse problema já dura desde março do ano passado.”

A filha dela vai à escola e leva uma garrafa da mesma água, pois a escola não tem água e recomenda que os alunos levem a bebida de casa. Andressa junta água da chuva para usar na descarga do banheiro. A caixa d’água só está ligada ao vaso sanitário e à torneira da pia do banheiro. “Minha filha colocou um bilhete na válvula da descarga para que peguem balde de água da máquina.”

A comerciante Lucimar Rodrigues, 56 anos, também reclama da pressão da água e do pouco tempo de fornecimento de água. “Não consigo encher minha caixa d’água, que fica no andar de cima do meu bar. Preciso pegar baldes e subir a escada toda vez que preciso de água. O banho é de canequinha.”

Ela costuma dormir por volta das 5h da manhã por causa do funcionamento de seu bar. “Durmo apenas duas horas por noite, pois acordo apenas para aproveitar a pouca vazão de água que temos de manhã. Aqui temos água apenas das 8h às 11h. E não é suficiente para passar o dia”, disse Lucimar.

O costureiro Sabino Catari reclama da falta de água, principalmente porque tem três filhos e a caixa d’água que a casa em que mora, alugada, só tem capacidade de 300 litros. “A gente precisa de água mais por causa das crianças, porque preciso fazer o leite delas com a água, lava a roupa delas. A água, do que jeito que chega, não dá para beber. Só temos água por três horas.”

O dono do imóvel onde mora Sabino, o aposentado José Ramalho, levou um tambor de 260 litros para o inquilino na tarde deste sábado (7). “A construção não comporta uma caixa d’água maior. Comprei o tambor para os moradores terem uma capacidade maior.”

  • 5 dias de pouca água

 


O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.
 

 

O casal Alexandre Rodrigues e Ana Lúcia da Silva moram no Bairro do Limão, na Zona Norte de São Paulo e aproveitaram uma reforma que estão fazendo na casa e instalaram duas caixas d’água para aproveitar a possibilidade de melhora do abastecimento de água na região. Os moradores estão enfrentando dificuldades com a escassez de água.

Eles têm um sítio em Tapiraí, no Vale do Ribeira, que se transformou de um refúgio familiar a porto seguro de abastecimento de água. “A gente tem uma nascente, que já foi testada e aprovada por ter boa qualidade, por ser potável. A gente aproveitou para fazer um sistema que permite distribuir água para a nossa vizinhança de lá”, disse Ana.

Como têm dois dias de folga por semana, o casal aproveita esse período para levar a roupa acumulada para lavar no sítio. “A gente também consegue trazer para São Paulo um pouco da água da nascente para nós. O que conseguimos trazer a mais repassamos para a vizinhança daqui [Bairro do Limão]. A gente tem de dividir o pão, ou melhor, a água”, afirmou Ana.

Alexandre, que está fazendo a reforma da casa por conta própria, disse que está economizando água até para fazer o cimento. “A gente faz a receita certinha da massa, sem desperdício.”

 

O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.  

 

Alexandre Júnior usou seus conhecimentos de escotismo para mostrar como é possível tratar água da chuva por até dois meses. Ele usou uma garrafa pet, um garrafão de plástico, carvão ativo, areia grossa e areia fina, cascalho fino e cascalho grosso, feltro. O custo foi de cerca de R$ 30 para conseguir todos os produtos necessários.

O escoteiro afirmou que basta passar a água da chuva seis vezes pelo filtro (apenas para iniciar o processo, pois as primeiras filtragens ainda acumulam detritos do carvão ativo). Por garantia, ele passou a água pelo sistema 20 vezes. “Foi só por garantia. Depois de filtrada, recomendamos pingar duas gotas de cloro em um litro de água”, afirmou o jovem, que me ofereceu um brinde com a água recém filtrada com a técnica.

Veja abaixo como ficou a água depois de passar pelo filtro:

 

Repórter do G1 lava carro com meio litro de água + garoa

5 dias de pouca água


O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.

 

O desafio era diminuir o gasto de água para lavar o carro de aproximadamente 200 litros para apenas 2 litros. E consegui completar a missão em 20 minutos indo além: deixei o carro limpo com exatos 560 ml de água (armazenada da chuva) e ainda fui recompensado com uma mãozinha da garoa. Eu nunca tinha tentado fazer a experiência, mas resolvi aproveitar a garoa do fim da tarde desta sexta-feira (6) para encarar o desafio.

Para lavar o carro do casal Alexandre Rodrigues e Ana Lúcia da Silva, comprei um shampoo específico para lavagem seca de carro. A água da garoa ajudou a molhar o carro e facilitou a primeira etapa da lavagem, que era a de aplicar o shampoo. Em seguida, era preciso passar um pano para retirar o produto. Para finalizar, a recomendação era passar pano seco. Essa etapa eu acabei pulando por razões óbvias. Ainda estou esperando a gorjeta.

Gastei R$ 26,80 para comprar o shampoo e os três panos de microfibra, recomendados pelo fabricante. Os panos são reutilizáveis e usei cerca de 70 ml do shampoo para lavar o carro todo.

  • 5 dias de pouca água 

 


O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.
 

 

Desde quarta-feira (4) estou circulando por regiões de São Paulo que vivem um clima de apreensão com a falta de água. Muitos paulistanos estão sentindo alguns dos efeitos das restrições no abastecimento, outros ainda seguem com a rotina normal.

Eu estou dormindo na casa de pessoas que moram em alguns desses bairros mais impactados. A ideia é mostrar quais são as dificuldades vividas pelos moradores e quais soluções que encontraram para o dia a dia sem água.

No primeiro dia eu morei na casa de Vanessa Moraes e Marcelo Oliveira. Eles recebem água com pouca pressão por apenas oito horas do dia. O abastecimento não é suficiente para que a família, que também tem três filhos consiga passar o dia com tranquilidade. Eles fazem revezamento para tomar banho.

Eu experimentei a dificuldade da família dividindo com eles a pouca água que armazenaram. A rotina de falta de água ocorre desde dezembro de 2013.

Também na Zona Norte, o mecânico José Luiz Apis passou a usar mais gel para limpar as mãos depois de um dia de trabalho.

Sem água, um restaurante na Casa Verde passou a fechar três horas antes do normal. É quando começa a faltar água.

No segundo dia, passei a morar na casa do serralheiro Natanael Silva, que montou uma engenhoca para armazenar água da chuva. Ele consegue guardar cerca de 460 litros, o que é suficiente para o consumo de 15 dias em sua casa.

Ainda na Casa Verde, um grupo de moradores e comerciantes usaram a irreverência e o bom humor para chamar a atenção para um vazamento ocorrido na última terça-feira (3) na região. Eles simularam uma pescaria no rombo que o vazamento provocou na rua.

Perto dali, o cabeleireiro Maurílio Silva precisou se adaptar para continuar com o salão aberto durante a escassez de água. Ele não tem caixa d’água e passou a pedir para as clientes virem de casa com a cabeça molhada.

Já o casal Ronny Marques e Camila Marques compraram uma caixa d’água para guardar água da chuva. Eles acumulam roupa para lavar de uma vez só e reaproveitam água da máquina. A família fez uma gambiarra para ligar uma mangueira do tanque ao chuveiro.

 

  • 5 dias de pouca água 

 

 


O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.
 

 

Dona Teresa Prudêncio da Silva é uma daquelas imigrantes portuguesas que praticamente já incorporou o DNA brasileiro. Veio ao Brasil com 6 anos e já fez de tudo na vida.

Foi auxiliar de enfermagem, culinarista, caminhoneira e trabalhou na roça, mas sempre nutriu um sonho, o de aprender a tocar piano.

Foi aprender a tocar aos 50 anos e conseguiu dominar o instrumento, contrariando a lógica de quem só toca o instrumento se começar desde cedo.

A professora de música Teresa Prudência do Silva
Hoje, aos 63 anos, dá aula de música para netos e vizinhos em sua casa. Tem dois pianos armário com a inscrição Brasil na frente e uma sanfona, que ainda diz estar aprendendo a tocar. Quando sobra tempo, pinta quadros e faz reparos elétricos e hidráulicos em sua casa, prática que lhe rendeu o apelido de “Pereirão”, referência ao personagem de Lilian Cabral na novela Fina Estampa.

Conheci a professora no domingo (1º) quando a visitei para saber se concordaria em me hospedar por um dia e me mostrar a rotina dela com a escassez de água. Bem humorada, ela disse que concordava, pois enquanto conversávamos começou a chover. “Você é pé quente e trouxe chuva. Venha e fique à vontade.”
Abusando da hospitalidade, pedi que ela fizesse uma música sobre a falta d’água. “Não vou dormir para fazer essa composição”, confidenciou.

Na manhã desta sexta-feira (6), como combinado, toquei a campainha da casa dela às 6h. Em menos de uma hora ela se sentou ao piano e recitou o poema. O filho Andryus, que também está aprendendo a tocar sanfona com a mãe, encerrou o recital fazendo menção a São Paulo estar virando sertão e tocou Asa Branca, de Luiz Gonzaga.

“Você realmente nos trouxe chuva no domingo e durante a semana. E voltou a chover hoje. Só queria ter menos sotaque português para falar como os brasileiros”, disse ela.

Leia abaixo o poema musical feito por dona Teresa:

Domingo à tarde, a chuva

Oh, Cantareira querida, tu foste orgulho meu
Mataste a sede de tantos seres, mas só o ser humano a esqueceu
Hoje, vazia e suja, viraste um pasto para boi
Aos olhos de tanta gente, jamais será o orgulho que foi

Não fiques triste, pois tudo passa na vida
Um dia direi novamente “és meu orgulho, Cantareira querida”.

 

  • Professora diz que sonhava com água e calamidade, mas nunca imaginou a falta

    5 dias de pouca água


    O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.
     

    A relação da professora de música Teresa Prudêncio da Silva com a água começou na infância, aos 6 anos, quando ela veio de navio com os avós, saindo da Ilha da Madeira, que pertence a Portugal, para o Brasil. Durante muito tempo ela teve sonhos com água e todos traduziam cenas de algum tipo de calamidade. “Isso é curioso, porque os sonhos mostravam cenas de enchentes, mas nunca de falta de água, como está acontecendo agora.”

    Ela mora com o filho Andryus no Bairro do Limão, na Zona Norte de São Paulo, região que também está com problemas de abastecimento de água. “Aqui está faltando água desde março do ano passado. Já chegamos a ficar quatro dias consecutivos sem uma gota de água, sequer para matar a sede”, disse a professora.

    Quando a encontrei pela primeira vez, no domingo (1º), ela estava com pouca água na caixa e bastante preocupada, mas começou a ficar aliviada com a chuva que caiu naquela tarde. Ao retornar à casa dela, na manhã desta sexta-feira (6), dona Teresa estava bastante aliviada e sorridente porque a chuva dos últimos dois dias foi suficiente para melhorar a quantidade de água que sai pela torneira da cozinha.

    Ela armazena a água quem vem do céu em várias garrafas, galões e tambores que tem espalhado pela cozinha e quintal. “Tenho três cachorros e muitas plantas. Todos precisam de cuidados especiais e por isso guardo água para não faltar mais. Também deixo água para os pássaros, que costumam vir cedinho tomar água no meu jardim.”

  • Serralheiro monta sistema de tambores para guardar água da chuva

    5 dias de pouca água

     

    O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água.

    Captando água de chuva, o serralheiro Natanael Silva consegue o suficiente para seu consumo doméstico durante 15 dias. Ele mora no Bairro Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo.

    Este foi o meu segundo ponto de parada na região que está sofrendo com a escassez de água. Fiquei 24 horas no local, e a situação está bem melhor do que na primeira casa onde fiquei, do casal Vanessa Moraes e Marcelo Oliveira.

    Natanael é viúvo e mora sozinho. Ele afirma que consome menos do que os 10m³ de água, que a Sabesp cobra como valor mínimo em sua conta mensal. “O objetivo é tentar zerar o uso de água da Sabesp. Temos água da chuva, basta coletar e armazená-la. Espero que essa cobrança mínima mude”, disse ele.

    Natanael Silva, serralheiro que capta água da chuva para economizar
    Ele montou um sistema que usa dois tambores plásticos e um encanamento que liga o duto da calha aos recipientes. A engenhoca permite guardar mais de 400 litros de água. Com as chuvas de quarta (4) e quinta-feira (5), ele está tranquilo, pois os dois tambores estão cheios.

    O próximo passo, segundo Natanael, é ligar o sistema com o vaso sanitário do banheiro. “Farei essa mudança no próximo final de semana”, contou.

    Na quarta-feira, por causa de uma obra de reparo de vazamento em tubulação da Sabesp perto da casa dele, Natanael disse que a água da torneira começou a sair na cor marrom, cheia de barro, durante dois dias desta semana (assista ao vídeo abaixo). “Por ter o meu sistema de água, não fiquei preocupado, mas a água estava bem suja”, disse ele.

    Veja um passo a passo para captar água da chuva

     

    Sem caixa d’água, cabeleireiro pede para clientes lavarem a cabeça em casa

  • 5 dias de pouca água


    O repórter do G1 Glauco Araújo passará 5 dias morando em casas que já enfrentam falta de água em São Paulo. Ele vai narrar as dificuldades vividas pelos paulistanos e quais soluções criativas estão aparecendo diante dos desafios do dia a dia sem água. Leia mais.
     

    O cabeleireiro Maurílio Silva precisou se adaptar para continuar com o salão aberto durante a escassez de água no bairro de Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo. Ele não tem caixa d’água e passou a pedir para as clientes virem de casa com a cabeça molhada. “Quando alguma cliente chega de última hora ou esquece de vir com o cabelo molhado, uso um borrifador ou improviso um balde para lavar.”

    A orientadora Viviane Bernardo é cliente de Maurílio e já se acostumou com o pedido do cabeleireiro. Ela disse que para conseguir cortar o cabelo ela precisou planejar o dia. “Acordei às 6h da manhã para guardar água e lavar o cabelo, pois às 10h a gente já fica sem água até o dia seguinte.”

    Maurílio também reduziu os dias de atendimento. O salão está funcionando apenas no período de quinta-feira até sábado.

 

 

Fonte: G1

Manifestação em São Paulo contra a Copa

26/01/2014

Cerca de 500 manifestantes, segundo a Polícia Militar (PM), interditaram, em 29/4/14, a Rua Tuiuti, no Tatuapé, zona leste paulistana, na altura da Avenida Radial Leste. O grupo participa do 6º Ato contra a Copa, questionando os gastos para o Mundial. Não foi divulgado o trajeto que os manifestantes pretendem seguir.

Antes mesmo do começo da passeata, três menores de idade foram detidos dentro da Estação Tatuapé do metrô, segundo a PM, com estilingue, pedras e faca dentro da mochila.

O último ato contra a Copa foi realizado há duas semanas, saindo da Avenida Paulista. O grupo, com cerca de 1,5 mil pessoas seguiu pela Avenida Rebouças até o Butantã. Ao fim do protesto, duas agências bancárias foram depredadas. Houve confronto e 54 pessoas foram detidas.

Na página do Movimento contra Copa do Mundo 2014, no Facebook, que convocou a manifestação, o evento esportivo é criticado e são cobrados mais investimentos em áreas como saúde e educação. “Vergonha e hipocrisia! Vem me falar que o ponto negativo foi a morte de três trabalhadores? A vida vale muito mais que evento onde quem lucra é a Fifa [Federação Internacional de Futebol]. E os hospitais que têm em Itaquera [bairro da zona leste onde fica o estádio do Corinthians]?”, questionam os organizadores da manifestação.

Fonte: Correioweb

Um protesto contra a Copa do Mundo, realizado em 22/2/14, no Centro de São Paulo, teve cerca de 230 detidos, segundo balanço da Polícia Militar à 0h30. Agências bancárias foram depredadas e houve confronto entre policiais e manifestantes. Segundo a PM, sete pessoas ficaram feridas: cinco policiais e dois manifestantes.

Foi a primeira vez que a polícia paulista usou a “Tropa do Braço”, um grupo de 140 policiais não armados e treinados em artes marciais, como o jiu-jitsu, que cerca e isola manifestantes.

Convocado pela internet, o protesto “Não vai ter Copa” teve início às 17h, na Praça da República, em frente à Secretaria de Educação do Estado. A concentração fez com que a Feira da República fechasse mais cedo. Às 18h, cerca de mil pessoas protestavam no Centro, de acordo com a PM.

Por volta da 18h40, um grupo de mascarados, alguns deles carregando pedaços de pau, começou a quebrar portas de agências bancárias e orelhões, e a polícia usou bombas de efeito moral. Perto do Theatro Municipal, algumas pessoas atearam fogo a sacos de lixo e houve correria.

Manifestantes foram detidos para averiguação na Rua Coronel Xavier de Toledo, próximo a uma das entradas da estação Anhangabaú do Metrô. Com a ajuda de escudos e viaturas, policiais bloquearam a Rua 7 de Abril.

Por volta das 21h, de acordo com o major Larry Saraiva, a PM já havia levado os cerca de 120 detidos para, ao menos, três delegacias da região central: 4° Distrito Policial (Consolação), 1° Distrito Policial (Liberdade) e 78º Distrito Policial (Jardins). No horário, os últimos ônibus com manifestantes presos deixavam a rua Coronel Xavier de Toledo.

Durante o confronto, ao menos cinco policiais e dois manifestantes ficaram feridos. Ainda segundo a Polícia Militar, foi encontrado um coquetel molotov dentro de uma mochila deixada na estação Ana Rosa do Metrô. Câmeras de segurança captaram o momento em que a bagagem foi deixada, segundo a PM.

‘Tropa do Braço’
A PM usou policiais especializados em artes marciais para acompanhar de perto a manifestação. Eles carregavam capacetes, cassetetes e algemas.  Ao longo do trajeto, eles seguiram em fila ao lado dos manifestantes. Quando houve o primeiro tumulto, os policiais fizeram um círculo e isolaram boa parte dos detidos para averiguação. Além da “Tropa do Braço”, policiais de outros grupamentos que normalmente participam de controles de distúrbios com uso de armas não letais, como Rocam e Força Tática, seguiam o ato.

Jornalista é detido por meia hora
Entre os detidos na manifestação, estavam jornalistas, entre eles, o repórter do G1 Paulo Toledo Piza.

Por volta das 18h50, Piza estava perto de onde o primeiro tumulto com depredações. No ponto onde ele estava, na altura do número 404 da Rua Xavier de Toledo, outras sete pessoas também foram detidas junto com ele quando corriam para se proteger.

O grupo foi abordado por PMs, que chegaram a dar golpes de cassetete em um jovem. Todos foram detidos e receberam ordem para sentar na calçada. O jornalista mostrou o crachá, mas não foi liberado. Ele ficou cerca de 30 minutos retido e impedido de trabalhar. Não foi algemado e não sofreu agressões físicas nem verbais. Durante o período, policiais chegaram a impedir que Piza usasse o telefone e exigiram que ficasse com as mãos para trás.

Ele só foi liberado por volta das 19h20. Antes, porém, o grupo onde estava foi levado a um ponto onde estavam outros detidos, entre eles o repórter de O Globo Sérgio Roxo e o fotojornalista freelancer Victor Moryama. O fotógrafo Bruno Santos, que cobria o ato pelo Terra, relatou ter sido agredido por policiais militares e precisou passar por atendimento médico. Ele diz que seu equipamento ficou destruído.

A manifestação contra a realização da Copa do Mundo no Brasil,  realizada em 25/1/14, na capital paulista, terminou em depredação na região  central de São Paulo. Após a dispersão do protesto, que reuniu cerca de 1,5 mil  pessoas, um pequeno grupo depredou um carro da Polícia Metropolitana de São  Paulo.

Um carro que passava pelo local da manifestação pegou fogo ao passar por cima  de um colchão incendiado. A família que estava dentro do veículo foi retirada  por fotógrafos que registravam o protesto.

Um grupo correu para o hotel Lison, na Rua Augusta, onde foram cercados pela  polícia. Segundo a rádio CBN, cerca de 40 manifestantes foram detidos. O  protesto foi convocado pelas redes sociais e reuniu black blocs, movimentos  sociais, partidos políticos de esquerda, entre outros grupos.

A manifestação teve início no Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista, por  volta das 17h e seguiu para a Praça da Sé, na região central da capital  paulista. Durante a movimentação, houve pequenos focos de brigas e confrontos  com as forças policiais, que foram rapidamente contornados. Ao todo, o governo  de São Paulo mobilizou em torno de 2,5 mil policiais militares para acompanhar o  protesto, que recebeu tanto apoio como vaias de moradores da região central de  São Paulo.

Os manifestantes carregavam cartazes e entoavam gritos de protesto, como  “Dilma, vê se me escuta: na Copa do Mundo vai ter luta”, ou “Brasil, vamos  acordar. Professor vale mais do que o Neymar”. Durante a passagem do protesto,  comerciantes com lojas ao longo do trajeto da passeata fecharam seus  estabelecimentos. Um das presenças ilustres durante a manifestação foi do  coordenador da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo, Júlio Lancellotti.

— São sempre importantes as manifestações, que são o grito preso na garganta  das pessoas. A Copa do Mundo não pode se sobrepor às necessidades de vida do  nosso povo — disse o religioso.

Ao todo, o governo de São Paulo mobilizou em torno de 2,5 mil policiais  militares para acompanhar o protesto, que recebeu tanto apoio como vaias de  moradores da região central de São Paulo. Os manifestantes carregavam cartazes e  entoavam gritos de protesto, como “Dilma, vê se me escuta: na Copa do Mundo vai  ter luta”, ou “Brasil, vamos acordar. Professor vale mais do que o Neymar”.

Durante a passagem do protesto, comerciantes com lojas ao longo do trajeto da  passeata fecharam seus estabelecimentos. Um das presenças ilustres durante a  manifestação foi do coordenador da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo, Júlio  Lancellotti.

Fonte G1

Chuvas levam desespero ao Espírito Santo. FAÇA DOAÇÕES!!!!!

26/12/2013

O Governo do Espírito Santo criou três contas correntes para doações em dinheiro destinadas à ajuda humanitária nos municípios afetados pelas fortes chuvas que seguem castigando o Estado nesta semana.

Banestes, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil estarão aptos a receber recursos de pessoas que desejam ajudar aos capixabas afetados de alguma forma pelas consequências desses eventos naturais extremos.

“É um dos maiores volumes de chuva que o Espírito Santo já enfrentou e todo o tipo de ajuda é bem-vinda e, por isso, estamos abrindo mais essa frente de atuação. O mais importante é preservar vidas”, destacou o governador.

As contas correntes para recebimento de doações para as vítimas das enchentes são:

BANESTES
AGENCIA: 0271
CONTA: 23.765.589

BANCO DO BRASIL
AGENCIA: 3665-X
CONTA: 150.000-7

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Agência 0167-8
Operação 06
CONTA: 10.004

Centro Operacional para atendimento demandas

O Governo do Estado também criou um centro operacional na sede do Corpo de Bombeiros, na Enseada do Suá, em Vitória, para o atendimento de demandas. No local, representantes de todas as secretarias do Estado ficarão de plantão durante os dias 24 e 25.

Prejuízos

O montante necessário para a recuperação de todo o Espírito Santo ainda não foi divulgado. Na tarde desta segunda-feira (23), o governador Renato Casagrande (PSB) informou que este cálculo deverá ser realizado nos próximos dias.

“Reuni a minha equipe e pedi que todas as secretarias façam esse levantamento, para que a gente possa calcular o tamanho real deste prejuízo. Os dados também serão repassados ao governo federal, para que possa nos ajudar”, disse o governador.

O cálculo total dos prejuízos deverá ser divulgado nas próximas semanas.

Rede Social

O Corpo de Bombeiros do Espírito Santo pede para que a população curta a página da corporação no Facebook. Na rede social, os bombeiros informam sobre as operações que estão sendo realizadas em todo o Estado. “A rede social é muito importante porque ajuda a desmentir muitos boatos. A população pode pedir ajuda, além de acompanhar as ações que estão sendo realizadas por toda a nossa equipe”, disse o comandante do Corpo de Bombeiro, coronel Edmilton.

 

Mais de 40 barragens com intervenções

Em todo o Espírito Santo, 43 barragens já sofreram algum tipo de intervenção para evitar inundações. As informações são do secretário estadual de Agricultura e Pesca, Ênio Bergoli.

As principais medidas que os produtores rurais devem adotar neste momento são:

• Rebaixar o nível de água em meio metro nas barragens com área inundada menor do que 15 hectares, e em um metro naquelas com área inundada igual ou superior a 15 hectares.
• Em caso de chuvas de grande intensidade ou longa duração, a água nos monges deve ser liberada imediatamente.
• Evitar medidas que ampliem o escoamento superficial nas áreas acima do barramento, como capina de lavouras.
• Limpar periodicamente as caixas secas nas estradas internas e nos carreadores das propriedades.

A Seag informa que os agricultores devem procurar esclarecimentos sobre o manejo das barragens nas unidades do Idaf e Incaper localizadas em todos os municípios do Espírito Santo.

De acordo com o secretário, cerca de 30% da produção de hortaliça de todo o Estado foi dizimada pelas chuvas.

 

Sobe para 21 o número mortos em decorrência da chuva que ocorre em praticamente todo o Espírito Santo. Segundo o comando da Defesa Civil Estadual, às 18h58 desta quarta-feira (25), foram confirmadas  quatro mortes em Baixo Guandu, uma em Barra de São Francisco, seis em Colatina, uma em Domingos Martins, oito em Itaguaçú e uma em Nova Venécia.

Reduziu o número de pessoas que ainda estão em abrigos ou casas de parentes e amigos. Até o início desta tarde, mais de 48 mil estavam fora de suas casas. No balanço anterior, o número chegou a quase 50 mil. A Defesa Civil informou que o levantamento do número de pessoas afetadas continua prejudicado pela dificuldade de acesso a muitas localidades, algumas totalmente isoladas pela intensa inundação, sem comunicação, água potável e energia elétrica.

COMO FAZER DOAÇÕES
Postos por todas as regiões do estado recebem doações.*Maiores necessidades são água, cestas básicas e colchões.

Doações também podem ser feitas nas contas bancárias do Corpo de Bombeiros.

Subiu para 50 o número de municípios mais afetados e são eles: Afonso Claudio, Agua Doce do Norte, Águia Branca, Alto Rio Novo, Aracruz, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Bom Jesus do Norte, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Ecoporanga, Fundão, Governador Lindemberg, Guarapari, Ibatiba, Ibiraçu, Itaguaçu, Itarana, Jeronimo Monteiro, João Neiva, Laranja da Terra, Linhares, Mantenópolis, Marechal Floriano, Muniz Freire, Nova Venécia, Pancas, Rio Bananal, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São Mateus, São Roque do Canaã, Serra, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Pavão, Vila Valério, Vila Velha e Vitória.

A Secretaria Nacional de Defesa Civil continua enviando alertas de risco de inundação e deslizamento de terra nas regiões com mais chuvas. O governo decretou Situação de Emergência em todas as áreas afetadas por desastres decorrentes das últimas chuvas.

Cidades atingidas por chuvas e enxurradas no Espírito Santo (Foto: Arte/ G1)

Dificuldade
Em situação delicada, moradores de  Itaguaçu, no Noroeste do Espírito Santo, decidiram, nesta quarta-feira (25), pegar comida suja de lama que foi descartada por um mercado. Eles dizem que o novo problema é a falta de alimentos e água potável. O governo do estado comunicou que tem enviado kits de sobrevivência para as cidades atingidas, mas as vítimas reclamaram que isso ainda não é suficiente. Várias partes da cidade ficaram alagadas por conta das chuvas e oito pessoas morreram.

População atingida oela chuva recolhe alimentos descartados por supermercado em Itaguaçu, Noroeste do Espírito Santo.. (Foto: Vitor Jubini/ A Gazeta)População atingida oela chuva recolhe alimentos descartados por supermercado em Itaguaçu, Noroeste do Espírito Santo (Foto: Vitor Jubini/ A Gazeta)

Casagrande
O governador do Espírito Santo Renato Casagrande disse que as últimas chuvas já são o maior evento climático da história do Espírito Santo. “Vamos ter que reconstruir todo Espírito Santo”, afirmou.

Sete aeronaves auxiliam os trabalho dos bombeiros e Defesa Civil nos municípios mais afetados. Em algum deles, como Baixo Guandu, o socorro às vítimas só é possível por helicópteros.

O secretariado de governo vai se reunir para iniciar as discussões da reconstrução das áreas atingidas. “É muito trabalho. Muitas regiões destruídas. Pontes, rodovias, casas, tudo destruído pelas águas. Vamos ter muito trabalho para recuperar tudo isso. E o governo estará ao lado dos municípios ajudando nessa recuperação”, declarou o governador.

Dilma
“Nunca vi tanta água”, declarou a presidente Dilma Rousseff ao sobrevoar as áreas al 24/12/13. O voo durou aproximadamente 40 minutos. A presidente explicou que a prioridade é salvar as pessoas afetadas e em situação de risco, evitando mortes. Uma ponte provisória também será providenciada na ES-080, em um trecho que ficou destruído.  Dilma sobrevoou as cidades em um helicóptero da Força Aérea, junto com a equipe e o governador do estado, Renato Casagrande. A presidente contou que desde que saiu de Brasília, nesta manhã, monitorou os locais de visitação no Espírito Santo e definiu maneiras de ajudar o estado e a população.

Estradas
Uma cratera se abriu na rodovia BR-259, na altura de Itapina, distrito de Colatina, Noroeste do Espírito Santo, nesta quarta-feira, em consequência de uma tromba d’água que caiu na região. A via liga  o território capixaba ao estado de Minas Gerais. Equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) foram ao local e pedem para que as pessoas não tentem se deslocar entre Colatina e Baixo Guandu.

A BR-101 foi interditada em dois pontos nesta manhã em trechos que cortam o município de Linhares, região Norte do Espírito Santo, conforme informou a empresa EcoRodovias, que administra a rodovia federal. Nas duas situações há alagamentos. Do quilômetro 150 a 155, a água chega a um metro de altura e o trânsito está bloqueado nos dois sentidos. É recomendado aos motoristas que evitem o local.

Bombeiros do Rio
Vinte militares do Corpo de Bombeiros do Rio embarcaram em 25/12/13 em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), na Base Aérea do Galeão, com destino ao Espírito Santo. Os bombeiros, que fazem parte do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) e são especialistas em salvamento em desastres, vão atuar em apoio às ocorrências causadas pelas chuvas que atingiram o estado. Outro grupo de militares seguiu por terra.

FGTS
Os moradores de municípios atingidos pelas chuvas e que decretarem estado de calamidade ou situação de emergência podem sacar o dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na Caixa Econômica Federal. Os saques são para os cidadãos que tiverem conta e saldo no fundo e que não realizaram o saque do valor pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses.

Fonte: G1

Aconteceu o Evento “Planeta Terra”

17/11/2013

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Fonte: Youtube

Em 15 e 16/11/13, acontece o Caldas Country Show, em Caldas Novas

15/11/2013

Não é apenas em Barretos que o amante da boa música sertaneja pode extravasar. Um outro festival já vem fazendo muito sucesso. O Caldas Country Showé o maior festival de música sertaneja do mundo. Bem, isso segundo os fãs que assim o apelidaram carinhosamente. Mas o fato é que o festival é dos maiores do Brasil neste tipo de evento e já carrega 8 anos de sucesso na mala.

Neste ano, o festival acontece nos dias 15 e 16 de novembro na cidade de Caldas Novas, em Goiás. O lugar já é querido do público – ainda por cima abriga a maior estância hidrotermal do mundo. O evento conta com a participação de 50 mil pessoas diariamente. A inovação está justamente em sua mistura certeira entre sertanejo, música eletrônica e axé. Ao todo são 30 horas de música sem parar em dois dias de festa. Veja algumas razões por que esse evento é especial:


Alguns dos artistas que estrelam o festival são Ivete Sangalo, Gustavo Lima, Cláudia Leitte, Jorge e Mateus, Chitãozinnho e Xororó, entre tantos outros. É um total de 35 artistas já confirmados. A festa faz a cabeça de muita gente que não curte só o sertanejo. “A festa é legal por ser um evento bem organizado e que junta vários artistas bons do sertanejo, além de trazer gente do axé e ainda rolm DJs de house, fazendo o gosto de todos. Eu pelo menos sou muito eclética e vou curtir muito vários artista e os DJs também”, diz a publicitária Jéssica Raíssa Fernandes, 22.

Fonte: Yahoo

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