Mulheres

Querido Leitor, sua participação é muito importante para nós. Além de poder postar seus comentários sobre nossas matérias, aqui você pode publicar seus textos ou notícias. Mande-os para aprovação ao e-mail chamavioleta@terra2012.com.br. Você receberá, no prazo de 7 dias, um e-mail informando a data em que seu texto será publicado aqui em sua comunidade. Não se esqueça de, no final do texto, informar a fonte ou, se for de sua autoria, declarar que autoriza a divulgação pelo site. Obrigada.

Feminismo árabe
Os protestos no mundo árabe não derrubam só ditaduras. Também desafiam as visões estereotipadas e provam que não há libertação sem o apoio das mulheres. Termômetro da febre democrática, a emergência dos direitos de gênero no Islã abala as certezas do feminismo universalista e convida o Ocidente a despir seus véus.
 |
|
Jovens muçulmanas suam o véu numa academia de ginástica em Ahmedabad, na Índia. O sedentarismo é ruim para o corpo sob qualquer fé.
|
As imagens da Praça Tahir, no Cairo, capital do Egito, mostram inúmeros rostos femininos. O ativismo da mulher nas revoltas do mundo árabe desafia as referências e causa certo desconforto: não era ela oprimida, violentada, anulada e impedida de sair às ruas e de expressar seus desejos por um futuro melhor? “Também, mas não só isso”, explica Soraya Smaili, diretora cultural do Instituto da Cultura Árabe, o Icarabe, em São Paulo. “Existem muitas mulheres árabes cristãs, sunitas, xiitas e menonitas. É um mito pensar que toda mulher árabe é muçulmana e que toda muçulmana é árabe. Outro mito é acreditar que toda mulher muçulmana é oprimida”, adverte, de saída.
As generalizações acontecem, acredita Soraya, porque há um enorme desconhecimento sobre o que chamamos mundo árabe. Essa ampla área geográfico-histórica corresponde aos países do norte da África e da Península Árabica, do Marrocos ao Bahrein, que atraem os países de cultura árabe-islâmica e africana como a Mauritânia, o Sudão e a Somália. Mas nada têm de árabes os países do Golfo Pérsico, de origem turca, persa ou asiática, que adotaram a cultura e a religião islâmicas, como a Turquia, o Irã, o Afeganistão, o Paquistão e a Indonésia. Essa vasta diversidade territorial e cultural impede falar de um “feminismo islâmico” e dificulta as especulações até sobre um “feminismo árabe”. Seria melhor admitir “feminismos árabes”.
Os dados sobre igualdade de gênero revelam a situação das mulheres nos países da região. O relatório de 2010 do Fórum Econômico Mundial, feito com dados de 135 países, coloca Tunísia, Bahrein, Egito e Iêmen nas posições 108, 110, 123 e 135, respectivamente, no que se refere à igualdade entre homens e mulheres. Ou seja, entre os últimos e os mais atrasados. Baseado na participação econômica, no poder político e no acesso à educação e à saúde, o índice reflete as mazelas estruturais que há décadas afastam as mulheres árabes dos centros de decisão.
O que elas querem? Em que essas mulheres acreditam? É o que você vai saber agora.
“O véu não cobre o pensamento”
(Francirosy Ferreira)
 |
|
Francesas de origem argelina em Marselha.
|
Mulheres muçulmanas da Caxemira, na Índia.
|
 |
|
A escritora libanesa Joumana Haddad critica o patriarcalismo das religiões monoteístas.
|
Feminismo e religião
Não há consenso sobre que caminho seguir para a mulher ser beneficiária dos processos de libertação no mundo árabe. O limbo político e econômico aberto pelos protestos recentes trouxe ao centro do debate as mais antigas discussões sobre os direitos civis. “Como já aconteceu antes, no momento da revolução, quando todos os esforços são necessários, a presença da mulher é aceita e até incentivada”, nota a brasileira Luiza Eluf, procuradora de Justiça do Ministério do Trabalho. “Uma vez que os revoltosos conquistam o poder, as mulheres são afastadas e não ocupam cargos de relevância”, ressalta. Como observadora, Luiza teme a emergência dos grupos fundamentalistas. As primeiras experiências eleitorais na Tunísia e no Egito confirmaram a popularidade dos partidos islâmicos.
Essa percepção encontra eco entre muitas mulheres árabes. “Sinto que temos de escolher entre dois monstros: a ditadura e o extremismo islâmico.” Quem fala é Joumana Haddad, jornalista libanesa, escritora e editora da revista Jasad (Corpo, em árabe), uma das publicações mais desafiadoras e libertárias do seu país. Subvertendo a criação numa família conservadora e católica, ela acredita ser impossível conciliar religião e direitos das mulheres. Definindo-se como pósfeminista, Joumana acredita que a participação da mulher nunca será possível sem que os preceitos patriarcais das três religiões monoteístas sejam totalmente abandonados. Fala com a expressão segura enquanto ajusta o vestido curto e arruma os longos cabelos morenos: “Não posso me dar ao luxo de ser otimista, mas espero que uma mulher concorra às eleições sem cobrir seu rosto com uma flor”, diz, com certo desprezo.
Joumana se refere a Marwa al-Qamash, candidata ao parlamento egípcio que, para não se expor, optou por trocar seu retrato nos panfletos eleitorais pela imagem de uma rosa vermelha. Marwa é do partido fundamentalista El Nur, o segundo mais votado nas eleições de novembro, e não acredita que o niqqab (a vestimenta que deixa os olhos à mostra por uma fresta, diferente da burka, que cobre tudo) a impeça de assumir um papel político no novo Egito. Para ela, basta a flor no panfleto. O embate discursivo que opõe Joumana e Marwa confirma que o “feminismo árabe” deve ser pensado no plural.
“Tenho condição de mostrar às iemenitas que a mulher pode e deve ser parte da mudança social e dinâmica no país”, diz à PLANETA Nadia al-Saqqaf, a primeira mulher do Iêmen a ocupar o cargo máximo em um meio de comunicação. Ela é a editora-chefe do Yemen Times, jornal que exerceu importante papel na cobertura dos protestos que culminaram com a renúncia do presidente Abdullah Salleh em novembro. Nadia defende que o novo governo crie um Ministério da Mulher e adote cotas femininas em cargos eletivos e não eletivos. Quer também que o sistema de ensino seja alterado para evitar distorções históricas e permitir que as meninas se tornem conscientes de seu poder desde a primeira lição.
“Chegará o dia em que a revolução de hoje será estudada nos livros de história. Temos de garantir que as mulheres sejam parte dela e não esquecidas, como sempre acontece”, afirma. No país campeão da desigualdade de gênero, a fala de Nadia é revolucionária. No Iêmen a mulher representa apenas 20% da força de trabalho e nenhuma possui assento no Parlamento. Junto com a também iemenita Tawakul Karman, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2011, a jornalista defende a liberdade religiosa e não acredita que o islamismo contradiga a luta feminista.
“O véu não cobre pensamento”, explica Francirosy Ferreira, antropóloga, professora de psicologia da USP e coordenadora do Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes. Nem sempre o véu está diretamente associado a um contexto de opressão. “Por que uma mulher de véu é, necessariamente, mais oprimida que uma mulher de biquíni que se obriga a ter um corpo perfeito?”
 |
|
A iemenita Nadia al-Saqqaf, editora do jornal Yemen Times, não vê contradição entre o islamismo e a luta feminista.
|
“Se o feminismo é diverso e plural, o Islã também é diverso e plural”, nota. Para Francirosy, as pautas feministas se adaptam aos contextos históricos e culturais. Por isso mesmo, devem ser entendidas e respeitadas: “É muita prepotência do Ocidente achar que está libertando alguém impondo-lhe o seu próprio valor.”
Não por acaso, a França, país de tradição laica, tornou-se um dos principais laboratórios para esse embate cultural. Depois de aprovar uma lei que proíbe o uso do véu e de multar as mulheres que ousam desafiá-la, o país verá, pela primeira vez, uma muçulmana na corrida eleitoral: Kenza Dridier, mãe solteira de 32 anos, de origem marroquina, que já foi detida várias vezes por usar desafiadoramente seu niqqab, será candidata à Presidência. “Tenho a ambição de servir a todas as mulheres que são objeto de estigmatização ou discriminação social, econômica e política”, disse, ao apresentar sua candidatura. Kenza conseguiu importantes aliados, como o empresário Rachid Nekkaz, de origem argelina, que decidiu financiar a campanha e apoiar o direito ao uso do véu pagando as multas de todas as mulheres detidas.
 |
|
Coberta por véus, a francesa Kenza Dridier é candidata à Presidência da República, apoiada pelo empresário Rachid Nekkaz.
|
Linha de frente
As mulheres árabes têm consciência plena dos problemas que incendiaram seus países: o desemprego, a desigualdade e a precariedade dos direitos sociais e políticos. Dada a complexidade da situação, defender o secularismo como condição determinante para o sucesso ou o fracasso dos regimes renascentes pode minguar a discussão sobre a transição e reduzi-la a um embate cultural. A palestina Lila Abu-Lughod, professora de Antropologia e Gênero na Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, critica a polarização e a divisão artificial do mundo entre Ocidente e Oriente e defende um estudo aprofundado dos aspectos políticos, históricos e econômicos que reproduzem o patriarcalismo no mundo árabe.
Sai das palavras da palestina Leila Khaled o exemplo prático. Passava da meia-noite em São Paulo quando, depois de uma longa jornada de conferências, ela acendeu um cigarro e começou a falar sobre a experiência feminista na Palestina: “Já conquistamos muitos direitos, mas ainda não somos livres para expressá-los nas leis ou na Constituição, porque ainda não somos independentes”, disse. A liberdade das palestinas, sustenta, passa pelo processo de reconhecimento de seu Estado e pelo fim da ocupação israelense – o que depende de um duro embate político e econômico no âmbito internacional.
Leila, que não usa o véu e defende um Estado laico, foi uma das primeiras mulheres a integrar os movimentos de resistência armada contra Israel. Hoje, mais de 40 anos depois de ter participado do sequestro de um avião para chamar a atenção para sua causa, ocupa uma cadeira no Conselho Nacional Palestino e fala com a propriedade de quem se tornou um símbolo: “O feminismo ocidental é diferente do nosso. Quando falamos sobre nossos direitos, o primeiro é sempre o direito de resistir.”
 |
|
Na conturbada Síria, a casa é vista como o lar santificado da mulher e da família.
|
As mulheres sauditas também enfrentam a dificuldade de lutar pela igualdade de gênero quando o poder econômico e geoestratégico está em jogo. A Arábia Saudita é o principal aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio e o maior produtor de petróleo do mundo. Para continuar com os superlativos, o país também é considerado o mais restritivo no que tange ao direito das mulheres. Apesar da pressão interna e externa, a abertura democrática vem acontecendo a passos lentíssimos. Pressentindo que as revoltas batiam à porta, o rei Abdullah deu às sauditas o inédito direito de votar e de concorrer às eleições municipais em 2015. Elas agora podem participar do processo eleitoral, mas, paradoxalmente, seguem sem poder dirigir, abrir conta em banco ou viajar sem autorização.
Nem pensar em defender direitos em público. “Não posso falar com nenhum meio de comunicação estrangeiro. Estou sob observação da polícia. Já fui ameaçada indiretamente”, disse à PLANETA, por e-mail, em Riad, Wajeha al-Huwaider, fundadora da Sociedade de Defesa dos Direitos da Mulher na Arábia Saudita. Antes de se despedir, ela ressaltou: “A polícia também advertiu algumas de minhas amigas. Vai ficar muito pior antes de melhorar.”
 |
|
Muçulmanas xiitas do Paquistão em cerimônia religiosa em Karachi.
|
Hora de mudar
O protagonismo das mulheres na Arábia Saudita e na Palestina mostra que a pauta de reivindicações do feminismo árabe é tão diversa quanto suas realidades locais. Na Líbia, por exemplo, elas reagiram à declaração de Mustafa Abdeljalil, presidente do Conselho Nacional de Transição, que governa o país desde a queda do ditador Muamar Kadafi. No dia da Declaração de Libertação, Abdeljalil disse que a Líbia poderia reintroduzir a poligamia e desdenhou a presença da mulher no governo. Diante dos protestos, voltou atrás.
Na Tunísia a situação é bem diferente. Desde os anos 1960, a ex-colônia francesa mantém uma legislação avançada com relação aos direitos das mulheres. A poligamia foi banida, o divórcio é igualitário e o aborto é permitido. As mulheres ocupam cerca de dois terços das vagas nas universidades e apenas 3% das jovens entre 15 e 19 anos são casadas, divorciadas ou viúvas (na década de 1960, esse índice chegava a 50%).
Soumaya Ghannouchi, filha de Rachid Ghannouchi, novo líder do país, saiu a público para responder aos temores de que, vencedor das eleições, seu partido revogaria as leis que beneficiam as mulheres. Com o rosto maquiado, envolto em um lenço colorido, afirmou, com segurança, que a poligamia não será permitida e que nenhuma mulher será obrigada a usar o véu.
O Egito também está sob tensa observação. O primeiro ciclo das eleições parlamentares aponta para uma ampla vitória da Irmandade Muçulmana, com 36% dos votos, seguidos por 24% do partido fundamentalista Al-Nur. Os resultados definitivos só devem ser anunciados no fim do longo processo eleitoral, em março de 2012. De acordo com as estimativas do governo de transição, os partidos islâmicos terão 65% da preferência popular. Apesar da possibilidade de votar e de se eleger, teme-se que as leis egípcias, enjá desfavoráveis às mulheres em relação ao direito ao divórcio e à herança, se agravem.
O ocidente não aprendeu a ouvir a voz das mulheres árabes
 |
|
Na Espanha, descendentes árabes apoiam a afirmação dos direitos das mulheres.
|
Os direitos do Corão
Qual é o estatuto da mulher no Islã? “A palavra sagrada é para todos, mas seus ensinamentos são vivenciados de modo diferente em cada lugar. São os contextos sociais que interferem na prática cultural”, diz a antropóloga Francirosy Ferreira. É bom desmistificar algumas suposições. A mutilação genital feminina, por exemplo, acontece em países árabes e de cultura muçulmana e em países de maioria animista e cristã. Mas não está descrita no Corão. “Essas práticas permaneceram não pela religião, mas por causa da tradição de um grupo específico.”
A antropóloga Claudia Voigh Espinola, da Universidade Federal de Santa Catarina, que estudou a violência de gênero no Corão, explica que o Islã, tal como o cristianismo, é um fenômeno de um período particular da história, e qualquer leitura de seus textos deve ser relativizada. Para ela, a interpretação comum a várias escolas de pensamento islâmico assegura direitos à mulher.
No Corão, Eva não é a única responsável pelo pecado original. Ela e Adão erraram e foram perdoados. Sua personalidade é independente e sua natureza não é inferior nem superior. Quanto à educação e instrução, o livro diz que a busca por conhecimento deve ser igual para homens e mulheres. A mulher não poderá crescer intelectualmente se estiver sob estado de submissão. Quanto à liberdade de expressão, sua opinião deve ser respeitada. Há relatos sobre mulheres dando opiniões e questionando Maomé, embora haja restrições quanto à condução da prece e à liderança do Estado.
Com referência à sexualidade, o casamento deve ser desfrutado igualmente pelo homem e pela mulher. O marido tem a obrigação de satisfazê-las sexualmente. Quanto à herança, o Corão diz que a mulher deve receber uma parte enquanto o homem recebe duas, dada a sua obrigação de prover a família financeiramente, dever que a mulher não tem. O livro não recomenda nem impõe a poligamia, mas tolera em casos específicos, quando há comum acordo e o marido pode cuidar de suas esposas de modo igualitário. A Bíblia, no Velho Testamento, também admite a poligamia.
Quanto ao uso do véu, segundo a antropóloga Lila Abu-Lughod, da Universidade de Colúmbia, ele pode ser visto também como defensor do lugar especial da mulher na sociedade islâmica: “A burca, assim como outras formas de cobertura, marca a separação simbólica entre as esferas masculinas e femininas. Ela delimita a associação da mulher com a família e a casa. Isso significa pertencer a uma vida moral na qual as famílias são supremas na organização das comunidades e a casa é associada à santidade da mulher.” Nem todos concordam, mas Lila explica que a vestimenta funciona, como em todas as sociedades, como símbolo de valores compartilhados responsáveis por um sentido de pertencimento. |
“Acho que não vai haver retrocesso, mas, se houver, elas vão superar. Democracia é isso. Quem somos nós para dizer o que eles têm de fazer?”, questiona a brasileira Soraya Smaili. De fato, muitas mulheres árabes vêm dando mostras de uma consciência singular, até agora ignorada no Ocidente, apesar de sempre ter existido. Suas estratégias para subverter a ordem, em casa ou na rua, ecoam além das fronteiras culturais.
Um exemplo é o da jovem egípcia Aliaa Maghda El-Mahdy, que postou fotos na internet usando só um par de meias três-quartos e uma rosa vermelha no cabelo. A mesma rosa que simbolizava o recolhimento e o pudor de Marwa al-Qamash significa sensualidade e libertação nos cabelos negros de Aliaa. Para ela, basta a flor no cabelo.
As duas mensagens antagônicas, cheias de simbolismo, separadas por gerações e crenças, escancaram a verdade da diversidade e convidam a descartar a ideia de que as mulheres árabes só terão voz se o Ocidente as entender.
Fonte: Revista Planeta

São muitos os processos obsessivos que envolvem as relações interfamiliares. Obsessivo no sentido psíquico-espiritual que gera um ciclo vicioso no qual os sentimentos negativos afloram com a força desarmonizadora do remoto passado.
Conflitos entre pai e mãe, pais e filhos ou entre irmãos, que disputam, estimulados pela energia da cólera, do ciúme, da inveja e do orgulho, bens materiais ou posses que os tornam “visíveis” no mundo das “aparências”.
Como fizeram no pretérito, são capazes de repetir as mesmas doses de trapaça, indiferença e prepotência para levarem vantagens uns sobre os outros. Quadros em que a ganância e a hipocrisia superam valores humanos de civilidade, honestidade e igualdade nas relações interpessoais.
Estabelecida a discórdia no grupo familiar, os valores tendem a girar em torno da “lei dos mais forte e mais esperto”. É quando a frieza, que é filha legítima do vazio de amor, articula com os seus invisíveis tentáculos, interesses escusos que substituem a paz de espírito e o convívio saudável entre seres que se reuniram para mais um tentativa de aprendizado e crescimento mútuo.
Diante da nova oportunidade concedida, a encarnação, ao invés de processar a libertação do espírito, torna-se um fardo cumulativo de energias deletérias. O livre arbítrio, por submeter-se a processos obsessivos de origem psíquico-espiritual, reproduz o traço comportamental do passado, levando os indivíduos que reorganizaram-se para processar o amor nas relações familiares, resgatarem a energia do desequilíbrio que muitos males gerou no passado.
Com a desarmonia nas relações, surgem as velhas conhecidas da Humanidade: as enfermidades psíquicas de origem espiritual, que envolvem, inapelavelmente, mentes e corações, subjugando os envolvidos na energia da violência explícita ou implícita, geradora dos dramas e das tragédias que são amigas íntimas da dor e do sofrimento humano.
Desconectados da essência e perdidos no labirinto de si mesmos, pais e irmãos perambulam às escuras, subjugados pelas sinistras presenças que os acompanham na escuridão da existência.
O que era para ser um grupo familiar em processo de mútuo aprendizado e crescimento, vira -pelo livre-arbítrio- um grupo de indivíduos que novamente elege o egoísmo e a inveja como orientadores de suas caminhadas. Caminhos em que, mais uma vez, terão de carregar os seus pesados fardos.
Contudo, por mais longa que seja a jornada, nunca é tarde para que o indivíduo dotado de inteligência pare, reflita e visualize na imensidão de si mesmo, atalhos que levem ao encontro da essência e seus inestimáveis tesouros.
Por mais pesado que seja o fardo, este não representa uma condenação perpétua e, sim, a projeção acumulada pela energia do livre-arbítrio. Basta, portanto, que o indivíduo desperte e reverta -através da depuração espiritual- este processo gerador dos desequilíbrios bio-psíquico-espirituais que tantos transtornos causam ao coletivo familiar.
As psicoterapias que lidam com a natureza interdimensional do homem, associadas ao fortalecimento da fé raciocinada (sem dogma ou fanatismo religioso), são opções de auxílio para que o indivíduo encontre o seu próprio caminho, ou seja, o rumo que o leve ao encontro da essência, a sua legítima e intransferível identidade terrena e universal.
O indivíduo somente estabelecerá relações estáveis e maduras consigo mesmo, com o outrem e com o mundo à sua volta, quando pacificar o seu coração, após ter se libertado de sentimentos negativos que o mantinham preso ao passado.
A conquista -ou recuperação- da lucidez, é o primeiro passo do processo de libertação que leva o ser inteligente a um nível de percepção mais abrangente sobre os significados da vida. Patamar consciencial que abre a janela do autoconhecimento simbolizado pela Mãe-Terra, o Pai-Universo e os seres inteligentes irmanados em uma grande e única família universal.
A compreensão de que as relações familiares vão do micro ao macro universo, é imprescindível para que despertemos para a importância da maternidade e paternidade conscientes relacionadas à educação dos filhos. A consciência -ou a falta desta- é fator determinante para que se estabeleça no futuro da família, o nível das relações interpessoais.
Autor: Dr Flavio Bastos (Psicoterapeuta)
Mulheres, desenvolvimento sustentável e a inversão da discriminação de gênero
Recente documento, apresentado pelo governo brasileiro como contribuição ao “processo preparatório da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável”, mais conhecida como RIO+20, merece diversas considerações. A uma, por se constituir nas “visões e propostas iniciais” do Brasil frente aos demais países que comparecerão à conferência; a duas, por conter todo um “embasamento” ideológico norteador.
O documento é, como proposta ideal, muito bom. Assume, pelos temas que enumera no capítulo I, que desenvolvimento sustentável é algo que passa além do mero conservacionismo da natureza. Na realidade, em uma leitura atenta percebe-se a assunção de responsabilidade por parte do governo. Temas como erradicação da pobreza extrema, segurança alimentar enutricional, equidade, acesso à saúde, trabalho decente, emprego e responsabilidade social das empresas, educação, cultura, promoção da igualdade racial, e tantos outros, nada mais são que ações a serem realizadas pelo governo (em todos os seus níveis).
Dessarte, sobreleva um tema, o de número 8, “Gênero e empoderamento das mulheres”. Reproduzo:
Relatório da ONU demonstra que a persistência das desigualdades entre gêneros é o maior entrave ao desenvolvimento humano nos países. Essa desigualdade, segundo a ONU, chega a provocar perdas de até 85% no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e apresenta diferenças entre o meio rural e urbano.
As mulheres desempenham, entretanto, papel central para o êxito das políticas de desenvolvimento sustentável, especialmente na promoção de padrões de produção e consumo sustentáveis. Responsáveis pela maior parte das decisões de compra e investimento das famílias, as mulheres devem ser o foco prioritário de políticas de educação e conscientização para o desenvolvimento sustentável. (grifo meu)
A perspectiva de gênero e as medidas para a promoção da participação da mulher em posições de poder devem ser consideradas de forma transversal no desenvolvimento sustentável, perpassando o conjunto das políticas públicas nacionais e iniciativas internacionais. A importância do recorte do gênero para o desenvolvimento sustentável deve ser reconhecida tanto nos espaços urbanos quanto nos rurais, bem como na administração pública e nas atividades produtivas.
À primeira vista, o tema parece conflitar com o tema da equidade ( 3), onde se lê: “a ideia da equidade é transversal a vários dos desafios novos e emergente, como gênero, raça e etnia, consumo…”. À segunda vista, o tema chega a conclusões baseadas tão somente nas premissas escolhidas e que poderiam, sem dúvida, conduzir ao resultado desejado. Não me parece muito científico isso. Asim como fez questão de citar a fonte, quando referenciou a ONU, o texto não faz referência de onde tirou a informação de que as mulheres são as responsáveis “pela maior parte das decisões de compra e investimento das famílias”.
Parte-se da ideia de discriminação do gênero mulher, para estabelecer uma nova discriminação (a inversão da discriminação do gênero): a do gênero homem. Os homens não devem ser “o foco prioritário de políticas de educação e conscientização para o desenvolvimento sustentável”.
Melhor teria sido, a meu ver, se o foco prioritário fosse “as crianças”. A RIO+20 (e tantas e tantas conferências mundiais sobre essa tema e congêneres) é uma conferência sobre o futuro e não sobre o passado. É uma conferência para garantir um futuro digno muito mais para quem será adulto daqui a 40, 50, 100 anos, do que para nós, boas parte, senão já, próxima do terço final de vida. E como conferência para o futuro, deveria priorizar que será do futuro. Como se diz, é de pequeno que se torce o pepino…
Embora louvável do ponte de vista ideal, o documento está eivado de uma ideologia, como disse no início. Além da questão do gênero e de outras, razão de outros posts, a começar pela escolha do tema primeiro: “Erradicação da pobreza extrema”. Nada mais, nada menos, que o slogan do atual governo.
Atualmente, 1.370.536.875 pessoas vivem na China, incluindo Hong Kong, Macau
e Taiwan. Embora 1 bilhão pareça um número gigantesco, o país começa a se
preocupar. Na última década, a população cresceu 5,8%, índice baixo comparado
aos outros anos. De acordo com o Bureau Nacional de Estatística da República da
China, a população também envelheceu, pois a proporção de jovens abaixo dos 14
anos caiu para 16% em relação ao total de pessoas, ao passo que a proporção de
idosos de mais de 60 anos aumentou 3%. A taxa de fecundidade está entre 1,7 e
1,8 filho por mulher – quando 2,1 é o mínimo para recompor a população.
Já em 2025, o crescimento populacional chinês começará a ser negativo,
segundo as Nações Unidas. “A China é muito grande e há muitos anos vem mantendo
a política do filho único, uma legislação que obriga os casais a ter apenas um
filho. Além disso, por razões culturais, os filhos homens são preferidos.
Resultado: o país será prejudicado em termos de reprodução da população devido à
falta de meninas”, afirma Margareth Arilha, pesquisadora de saúde reprodutiva do
Núcleo de Estudos de População da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp).
Em boa parte da Ásia, as meninas são vistas como membros que não trazem
benefícios à família, do ponto de vista econômico, social e cultural. É o homem
que dá procedência à linhagem do nome, assume a chefia da casa e é responsável
pelos mais velhos. Embora a desproporção entre nascimentos de homens e mulheres
chineses tenha diminuído, ela continua alta: para cada grupo de 100 mulheres, há
105,2 homens.
Europeias individualistas
O casamento ainda é o modo mais popular de criar filhos na Ásia e no mundo, por enquanto. Apenas 2% dos nascimentos acontecem fora do matrimônio no Japão. Já em países europeus, como a Suécia, 55% dos bebês são de mulheres não casadas. Na Islândia, a percentagem atinge 66%. Atualmente, há 83 países com taxas de fecundidade abaixo do nível de reposição. Os casos mais graves são Bósnia, Malta, Hong Kong, Portugal, Áustria, Cingapura, Romênia, Coreia do Sul, Polônia, Ucrânia, China e Japão.
| |
Indonésia: casamento? Sim, por
favor. |
Como é previsível, onde a desproporção entre o número de homens e o de mulheres é alta, em algum momento, faltarão esposas. Outro fenômeno é o casamento tardio, recorrente na Ásia Oriental. Apesar de ser uma tradição cultural forte, muitas mulheres não têm pressaem se casar e algumas não fazem mais tanta questão de se unir a homens da mesma nacionalidade.
Segundo o Instituto de Pesquisa da Ásia, em Hong Kong e nas cidades mais
ricas do Japão e da Coreia do Sul, a idade média do casamento varia entre 29 e
30 anos para mulheres e 31 e 33 anos para os homens. Já no Ocidente, a média
abaixa para 26 anos para mulheres e 28 para homens. É cada vez mais comum a
jovem asiática optar por não se casar. Vinte por cento dos japoneses entre 20 e
27 anos afirmam que não sabem se querem a união. Dos jovens norte-americanos
dessa mesma faixa etária, apenas 5% não desejam o matrimônio e outros 5% não se
decidiram.
Um dos fatores decisivos da opção pela vida solteira é que os jovens
orientais não veem vantagens no casamento, uma vez que muitos dos casados estão
insatisfeitos. Pesquisas do East-West Center (EUA) revelam que os casais
norte-americanos apresentam maior satisfação com o matrimônio do que japoneses e
sul-coreanos. Acredita-se que isso se justifica pelo fato de os ocidentais terem
uma visão pragmática do divórcio: eles se separam com facilidade se são
infelizes no casamento.
O número de divórcios subiu nos países da Ásia, mas esse é mais um motivo
para os jovens não casarem. Um em cada cinco casamentos no Japão, na Coreia do
Sul e na China termina em separação. “Nessas sociedades, o risco de divórcio
pode dar mais motivação às mulheres solteiras a investir em boa educação e na
carreira em vez de se casar cedo”, afirma o estudo do East- West Center. Outra
diferença marcante é que, entre os asiáticos, quase não há união sem casamento
civil ou religioso. No Japão, apenas 5% das mulheres entre 25 e 29 anos e 8% das
com 30 a 34 anos moraram com seus companheiros.
Maridos machistas
Educação, carreira e custo de vida alto são fatores que contribuem para a inserção e permanência da mulher no mercado de trabalho. Na volátil situação econômica atual, elas desempenham papel importante no sustento da casa. Apesar de o homem ganhar mais, algumas despesas já são responsabilidade delas. Nesse cenário, também precisam cuidar da casa, dos filhos e dos idosos – o que as feministas denunciavam como “dupla jornada de trabalho”.
Os maridos asiáticos ajudam menos as mulheres do que os americanos. Não por
acaso, com todas as tarefas extras, elas preferem não casar. No Japão e na
Coreia do Sul, o processo seletivo para instituições de ensino é competitivo
desde os primeiros anos. Boas escolas e notas no currículo escolar garantem boas
universidades e um futuro promissor. Além disso, as sociedades valorizam o
ensino rigoroso e disciplinado. Compete às mães o papel de ajudar os filhos com
a lição de casa e, muitas vezes, de pagar cursinhos, que podem ser mais caros do
que o colégio.
“Os abortos seletivos foram adotados por ‘grupos pioneiros’, mais ricos, que
tinham acesso a tecnologias como ultrassonografia, como solução para reduzir o
número de crianças e maximizar a probabilidade de ter pelo menos um filho
homem”, explica Christophe Z. Guilmoto.
De acordo com o relatório do East- West Center, a mudança do papel e do
comportamento da mulher tem implicações nas áreas de saúde, planejamento
familiar, trabalho e sistemas de suporte para os mais velhos. O casamento tardio
é um dos fatores da baixa taxa de natalidade no Japão, na Coreia do Sul, em
Taiwan e em Cingapura. Os governos asiáticos agora precisam investir em
políticas públicas para facilitar a maternidade.
As controvérsias da desigualdade entre gêneros, entretanto, permanecem. Em
alguns países asiáticos os homens preferem mulheres que tenham menor grau de
instrução que eles. Em Cingapura, o número de mulheres solteiras graduadas é
enorme. Um terço das mulheres de 30 a 34 anos que frequentaram universidades não
casam.
| |
|
Japão: casamento? Não,
obrigado.
|
Brasileiras disponíveis
O Brasil, felizmente, ainda não corre o mesmo risco da Ásia. Há mais mulheres que homens, precisamente 96,9 homens para 100 mulheres. Essa proporção tende a se manter nos próximos 90 anos. Segundo as Nações Unidas, o crescimento da população brasileira só deverá ser negativo a partir de 2035. Mesmo assim, não há o que temer, pois pela projeção, a taxa de fecundidade tende a subir de 1,8 filhos por mulher, em 2010, para 1,96, em 2100.
Os pesquisadores Paula Ribeiro, da Universidade Federal de Minas Gerais, e
Joseph Earl Potter, da Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos,
argumentam, na Revista Brasileira de Estatística e População, que o
Brasil se diferencia dos demais países com taxa de fecundidade abaixo dos 2,1
filhos do nível de reposição. Enquanto que os europeus têm filhos cada vez mais
tarde, aqui, a fecundidade entre adolescentes ainda é alta.
Os autores chamam a atenção para a taxa de fecundidade declinante dos últimos
anos, em especial entre a população mais pobre. “O fato de estar caindo tão
drasticamente entre as mulheres pobres e pouco escolarizadas sugere que os
fatores socioeconômicos não são suficientes para entender a fecundidade abaixo
do nível de reposição do Brasil”, escrevem os pesquisadores.
Paula e Potter sugerem que os ideais femininos e instituições como a igreja e
a mídia contribuíram para o padrão de reprodução. A questão de se manter virgem
até o casamento já perdeu a força e as jovens iniciam sua vida sexual cada vez
mais cedo. Elas encaram a separação com mais naturalidade, caso o marido seja
violento, por exemplo. Apesar dessa nova perspectiva, muitas frequentam a igreja
e tentam por em prática os valores religiosos, mantendo resquícios da cultura
passada.
Mesmo com muitas mães adolescentes, a fecundidade brasileira está mudando.
Segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a
maternidade entre jovens de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos caiu,
respectivamente, de 18,8% e 29,3%, em 2000, para 17,7% e 27%. Já a fecundidade
entre mulheres acima dos 30 anos subiu de 27,6% para 31,3%.
O Brasil está se aproximando do padrão reprodutivo dos países desenvolvidos.
As jovens atuais, ao contrário das mulheres da geração anterior, já não almejam
muitos filhos. As brasileiras urbanizadas preferem ter um ou dois para lhes
garantir mais oportunidades na vida. O aumento da fecundidade acima de 30 anos
pode ser evidência de que, como as europeias, elas estão adiando a maternidade
em prol da carreira.
FONTE: REVISTA PLANETA
[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=JVu82VuF3_4′]
Fonte: Rede Bandeirantes e Youtube
Uma estudante de 21 anos foi molestada por um advogado na noite de ontem dentro de um vagão da Linha 3 – Vermelha do Metrô, em São Paulo. Por volta das 18h40, ela trafegava no sentido Itaquera, e desceria na estação Belém.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), a estudante relatou que o advogado Walter Dias Cordeiro Júnior colocou o genital para fora da calça e passou a se esfregar nela. Em pé, dentro do trem lotado, ele teria impedido a jovem de deixar o vagão. Ela começou a passar mal e, quando os usuários foram socorrê-la, descobriram que estava sendo molestada. Os seguranças do Metrô o levaram para a Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom). O advogado foi preso em flagrante por violência sexual mediante fraude.
01/12/2010 10h51 – Atualizado em 01/12/2010 11h50
Corregedoria vê indícios de fraude em licitação da Linha 5 do Metrô de SP
Resultado oficial da concorrência, divulgado em outubro, foi suspenso.
Empresas negam participação em eventual acordo entre os licitantes.
Letícia Macedo
Do G1 SP
imprimir
A Corregedoria Geral da Administração do Estado de São Paulo constatou que há indícios de fraude na concorrência para execução das obras da Linha 5-Lilás do Metrô. O resultado oficial da licitação foi divulgado em 21 de outubro de 2010, mas a concorrência foi suspensa em novembro depois que o jornal “Folha de S.Paulo” informou que tinha registrado o resultado em cartório e em vídeo em 23 de abril de 2010. O relatório da corregedoria foi concluído na segunda-feira (29).
“Ainda que nestes autos não tenha sido identificada irregularidade praticada por agentes públicos, há indícios de ocorrência de ajuste entre os licitantes, passível de frustrar o caráter competitivo da licitação”, diz o relatório assinado pelo corregedor Walter Dias Cordeiro Junior.
O relatório apontou que as empresas licitantes se focaram em um único lote. As empresas vencedoras apresentaram preços acima do orçamento nos demais lotes aos quais elas também estavam habilitadas a concorrer. “Este comportamento indica uma estratégia arriscada do ponto de vista individual e faz mais sentido num contexto em que as ações de cada um dos licitantes se apresentam como parte de um plano coletivo”, afirma o relatório.
Metrô
De acordo com a Corregedoria, o Metrô ponderou que a lista divulgada pelo jornal
poderia ter sido elaborada em várias versões e reconhecidas firmas na mesma data. Poderia ainda “se tratar de mera conclusão efetivada pelo jornalista, ou por quem possa ter encomendado, pela simples avaliação segundo a capacidade técnica dos licitantes”. O Metrô argumentou que, ainda que se tenha como verídica a acusação de conluio entre as empresas proponentes, a empresa “não teria como suspeitar de tal fato externo”. O Metrô afirmou que, no âmbito interno da Companhia, atuou sempre respeitando os princípios e leis licitatórios.
Embora não tenha se comprovado o envolvimento de funcionários do Metrô na fraude da concorrência, diante dos indícios de conluio, a corregedoria sugere a instauração de procedimento para avaliar a anulação do processo de licitação.
O Metrô informou nesta quarta-feira (1º) que adotará a recomendação da corregedoria e tomará as providências necessárias, “considerando os procedimentos já adotados e as investigações em curso”. A empresa afirmou que a Secretaria dos Transportes Metropolitanos determinou, ainda no mês de outubro, que o Metrô instaurasse uma sindicância interna para apurar eventual formação de cartel entre empreiteiras participantes da licitação para execução das obras da Linha 5-Lilás. A apuração deve ser concluída nos próximos dias.
Consórcios negam acordo
Os consórcios Carioca Cetenco; Largo Treze; Servix – Fidens; Galvão – Serveng; CCI; Consórcio Andrade Gutierrez – Camargo Correa; CR Almeida – Consbem; Heleno & Fonseca – Triunfo IESA; Construcap – Constran; e a empresa Mendes Júnior são citados pelo relatório e negaram à Corregedoria Geral da Administração do Estado de São Paulo a participação em qualquer ação que pudesse interferir no caráter competitivo do processo de licitação. O Consórcio Construtor Linha 5, ao ser interrogado pela corregedoria, explicou que teria interesse em vários lotes, mas não disse nada a propósito de um eventual acordo entre os licitantes.
Participe do Movimento Rosa, uma alusão ao universo feminino, para estimular a realização precoce de exames que detectem câncer de mama.
Segundo o INCC (Instituto Nacional de Controle do Câncer), há, no País, por ano, cerca de 50 000 novos casos de câncer de mama
A Campanha Outubro Rosa vis a estimular a realização do exame de mamografia

Mulheres40
Com agradecimento ao Colaborador do Site Gex TM
Do Afeganistão
[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=fkztg_k4j2s’]
Em um solo de Derbake
[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=-cR61bn4WJ0&feature=related’]
Ou bailando las Sevillanas
[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=9DWlngNFIdY&feature=related’]
Fonte: Youtube
Assista ao vídeo
[yframe url=’http://www.youtube.com/watch?v=vFnZ-ScU1SM’]
http://www.youtube.com/watch?v=BY-xNf7AB2o&feature=related
Divulgue o movimento de resistência da mulher no Afeganistão
Fonte: Youtube
Você fica chateada quando vê todas as suas amigas casando, namorando sério ou saindo com alguém e só a sua vida afetiva parece não mudar? Pois é, nessas horas, sempre vem a pergunta: porque eu continuo sozinha?
Uma forma muito comum de lidar com essa situação é colocando a culpa na escassa oferta de homens ou na falta de tempo. Mas especialistas costumam dizer que esses argumentos não passam de desculpas esfarrapadas e que o problema pode estar na própria mulher.
Será?
“Há mulheres que distorcem a realidade e alegam que estão sozinhas por serem exigentes demais. Esta, na verdade, é uma saída para transferir a responsabilidade e não solucionar o problema que está diante dela”, opina o psicoterapeuta sexual Dr. Oswaldo Martins Rodrigues Jr., também diretor do Instituto Paulista de Sexualidade.
E alerta: “Essa exigência pode tornar a mulher neurótica, que passa a fazer uso de desculpas como ‘não tem mais homem no mundo’ e ‘homem é tudo sem vergonha’. Esses pensamentos estereotipados e extremados tornam os caminhos para o amor mais difíceis e podem gerar ansiedades e outras emoções negativas”, afirma.
Dr. Oswaldo enumerou outros problemas que impedem a mulher de encontrar a cara-metade:
– Tudo ou nada – Se o outro não for do jeito que ela quer, não serve. Isto revela a grande dificuldade da mulher em lidar com o diferente e com as nuances entre extremos.
– Responsabilidade alheia – A mulher acha que o homem é que tem que se responsabilizar por ela. Se ele não pagar as contas desde o primeiro dia, não serve. Este mecanismo de dependência sempre tem um custo: o da subserviência.
– Um relacionamento é para toda a vida – Pode ser, desde que ambos trabalhem para isso juntos e caminhem na mesma direção. Se considerarmos as responsabilidades individuais, teremos o resultado esperado. Caso contrário, o fim do relacionamento já é previsto. Erramos planejando o fim!
– Sem amor não vai dar certo – A expectativa do relacionamento apenas baseado na emoção raramente dará certo. E quando parece que dá certo traz sofrimentos (a exemplo das literaturas clássicas sobre o amor: Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, Abelardo e Heloísa). O relacionamento precisa se basear na capacidade dos indivíduos em lidar com o cotidiano, com a rotina necessária para a vida dar certo e um planejamento de futuro existir.
O psicoterapeuta lembra que quanto mais velha uma pessoa fica, mais cristalizada a personalidade. Ou seja, com o tempo nossos defeitos ficam maiores e piores. Portanto, quanto mais uma mulher exigir da outra pessoa para estabelecer um relacionamento, mais difícil será ela alcançar seu objetivo.
Quem pretende deixar de lado a condição de solteira deve inicialmente conhecer as suas próprias motivações pessoais, individuais e emocionais e o que tem feito para satisfazê-las. Compreendendo estes mecanismos, poderá descobrir os motivos pelos quais não atinge os objetivos que considera importantes.
“Depois é hora de a mulher ter bem clara a imagem do que pretende ser e viver nas próximas décadas e o que está disponível para fazer em prol deste futuro”, explica Dr. Oswaldo. Feito isso, deve expressar essas necessidades e planos para que o outro possa compreendê-los. E claro, a mulher precisa estar disposta a negociar. “Nessa fase, ela vai descobrir o que poderá conseguir e o quanto poderá deixar de lado, ceder ou admitir que não alcançará, lidando melhor com a frustração que certamente virá”, diz Dr. Oswaldo.
O ideal é que a mulher não se acostume a ficar sozinha e administre a vida desta maneira. “O mundo não se modifica apenas por desejarmos que se modifique. Obviamente que querer mudar é apenas o primeiro passo e é necessário tentar! Se não conseguir sozinha, procure ajuda de um profissional”, orienta o psicoterapeuta
Fonte: Terra
« Próximas Anteriores »