O prejuízo econômico causado pela tempestade Sandy, que passa pela costa leste dos Estados Unidos, pode superar os US$ 50 bilhões (R$ 100 bilhões) das estimativas iniciais do mercado financeiro.

Segundo as seguradoras e analistas especializados em desastres naturais, o valor perdido com Sandy deve superar o montante gasto após o furacão Katrina, que atingiu o Estado da Louisiana em 2005. Na época, foram usados US$ 46,6 bilhões (R$ 93,2 bilhões).

Não há ainda uma previsão completa dos danos provocados, especialmente porque a tempestade ainda avança pelo país, apesar de ter perdido força. Porém, seguradoras e analistas já estimam as perdas.

A consultora Eqecat, que modela os custos das catástrofes para as companhias de seguros, calcula que o impacto será entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões, incluindo apenas os empreendimentos segurados.

Usando o mesmo princípio, a AIR Worldwide calculou entre US$ 7 bilhões e US$ 15 bilhões o prejuízo após Sandy. Em ambos os casos, não estão incluídos os gastos em recuperação de equipamentos públicos, como rodovias, pontes e escolas, por exemplo.

O governo divulgou apenas uma previsão inicial, de US$ 7 bilhões, sobre o que gastaria apenas com os danos causados pelos ventos, como queda de árvores e postes de iluminação. Não estão incluídos nessa conta a recuperação das estradas e dos prédios governamentais.

ECONOMIA

Além dos danos provocados pela tempestade, a economia dos 12 Estados afetados ficará paralisada durante pelo menos quatro dias, prejudicando o desempenho econômico de todo o país. A região atingida por Sandy representa 23% do PIB americano.

Economistas já preveem que os indicadores econômicos semanais e mensais de outubro tenham reações abaixo do esperado para o período por causa da tempestade.

Além disso, o comércio varejista foi afetado na semana do Dia das Bruxas, uma das datas com maior número de compras, e o setor aéreo também sofrerá com os mais de 19 mil voos cancelados nos últimos quatro dias.

No entanto, o mercado avalia que o impacto será moderado, já que os gastos do governo e o consumo das famílias deverá ganhar impulso por causa dos trabalhos de limpeza e recuperação das áreas atingidas pelo Sandy, diminuindo o impacto final na economia no longo prazo.

Fonte: Uol

A passagem do furacão Sandy aterrorizou as Américas durante sete dias, deixando um rastro de destruição e morte por cinco países do Caribe, além de Estados Unidos e Canadá. Ao menos 111 pessoas morreram — sendo 71 no Caribe e 40 na América do Norte. Esse número ainda vai crescer, já que as autoridades seguem contabilizando os danos e as vítimas.

O Sandy começou a causar estragos no Caribe na quarta-feira da semana passada (24), quando chegou a ser classificado como furacão de categoria 2, com ventos constantes de 165 km/h.

Dados das agências de notícias EFE e Associated Press indicam que, apenas na região, o número de mortos chega a 71 até o momento.

O primeiro local atingido foi a ilha de Porto Rico. A ilha, que pertence aos EUA, sofreu com fortes chuvas e inundações. Autoridades reportaram uma morte no local, quando o furacão ainda era de categoria 1.

Em seguida, Sandy passou pela República Dominicana, onde o furacão matou dois jovens que tentavam cruzar um rio. Cerca de 30 mil pessoas foram evacuadas no sul do país, segundo autoridades.

O país mais atingido pelo Sandy foi o Haiti. Autoridades de socorro informaram nesta terça-feira (30) que o número de mortes subiu para 54, três a mais que no balanço divulgado no domingo. Segundo a direção de Defesa Civil, também foram registradas 21 pessoas desaparecidas e 20 feridas.

O Haiti ainda sofre graves consequências por causa do forte terremoto que destruiu a capital, Porto Príncipe, em janeiro de 2010. Cerca de 370 mil pessoas ainda vivem em abrigos temporários.

Após o Haiti, Sandy passou pela Jamaica, onde um idoso morreu esmagado por uma pedra dentro de casa, segundo a AP.

O furacão, então, chegou a Cuba na madrugada da quinta-feira (25), onde ganhou força e passou para a categoria 2. Sandy ficou por cinco horas no país, convertendo-se em um dos mais devastadores dos últimos anos, depois de deixar 11 mortos e muitos danos materiais. Mais de 130 mil casas foram danificadas e cerca de 15 mil destruídas em Cuba.

Nas Bahamas, policiais estimam que duas pessoas morreram — uma delas caiu do telhado enquanto tentava consertar uma janela.

Ao menos 39 mortes nos EUA

Três dias depois, Sandy chegou à costa leste dos EUA. As autoridades norte-americanas ainda não divulgaram um balanço oficial de mortes.

Segundo o jornal New York Times e a rede de TV CNN, o número de mortos nos Estados Unidos é de, no mínimo, 39 vítimas

Só em Nova York, 22 mortes já foram confirmadas, segundo o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD).

Contagem da Associated Press, no entanto, indica que o Sandy deixou 51 mortos na costa leste norte-americana.

No Canadá, uma mulher morreu com a queda de uma árvore.

 Fonte: R7

Com ventos de cerca de 130 km/h, a tempestade Sandy atingiu a costa leste dos Estados Unidos próximo de Atlantic City, em Nova Jersey, em 29/10/12, pouco depois das 22h, horário de Brasília.

O Centro Nacional de Furacões dos EUA rebaixou a classificação do fenômeno de “furacão” para “ciclone pós-tropical” – o que significa que ele não é mais impulsionado por temperaturas quentes -, mas informou que ele ainda representa uma grande ameaça. O fenômeno pode afetar cerca de 60 milhões de pessoas, segundo a empresa United States National Grid, que fornece energia ao país.

Reportagem da emissora americana CNN apontou que 2,2 milhões de pessoas estavam sem energia até às 0h de Brasília. Até este horário foram registradas cinco mortes em Nova York e  duas em Nova Jersey por conta da tempestade. Algumas das vítimas foram atingidas por árvores, informou a Globo News.

Por volta de 0h de Brasília, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, se pronunciou e afirmou que nas próximas duas horas a situação deveria melhorar. Bloomberg pediu às pessoas que mantivessem todos os cuidados solicitados antes da chegada da tempestade.

Milhares de voos foram afetados, centenas de milhares de pessoas tiveram de deixar suas casas em Nova York, onde todo o sistema de transporte público parou e a Bolsa de Valores foi fechada pela primeira vez após o atentado de 11 de setembro de 2001 – e continua sem funcionar até, pelo menos, 30/10/12

O fenômeno climático Sandy voltou a ganhar força de furacão  depois de ter retornado brevemente a ser uma tempestade tropical, informou há pouco o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos. Aviões da Força Área norte-americana registraram ventos sustentados de 120 quilômetros por hora à medida que a tempestade se deslocava na direção da Costa Leste do país, conforme o órgão.

Como possível “tempestade monstro”, a chegada de Sandy à terra firme era esperada para a semana que vem, durante a reta final da campanha antes das eleições dos EUA, marcadas para 6 de novembro.

Na última medição, às 12h GMT (10h do horário de Brasília), o furacão estava 540 quilômetros a sudeste de Charleston, no Estado da Carolina do Sul, se movimentando rumo ao nordeste a uma velocidade de 17 quilômetros por hora. “Dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e dos aviões da Força Aérea indicam que Sandy tem ventos sustentados de cerca de 120 quilômetros por hora, com rajadas superiores a esse valor”, disse o centro.

Mais cedo, o NHC havia informado que Sandy havia perdido intensidade de furacão para tempestade tropical, mas que “esperava uma forte tempestade com impactos de grande alcance no início da semana que vem”.

Como furacão, Sandy matou mais de 40 pessoas no Caribe, destruiu casas e derrubou árvores e linhas de energia.

Meteorologistas esperavam que a aproximação de Sandy levasse ventos e chuva forte, marés altas e talvez neve aos EUA já no início de domingo. Os efeitos chegariam ao pico com a passagem do fenômeno na terça-feira. Com uma mistura rara de três grandes sistemas climáticos em uma área densamente habitada, especialistas preveem que os prejuízos podem chegar a US$ 1 bilhão.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos EUA informou na sexta-feira que, por onde quer que Sandy passe, deve levar cerca de 254 milímetros de chuva. Até 0,6 metros de neve devem cair no Estado de West Virginia. Partes de Ohio e Pennsylvania devem ter menos neve. “Será um evento de longa duração, com dois a três dias de impacto para muitas pessoas”, salientou John Franklin, chefe de previsões do Centro Nacional de Furacões.

Na parte nordeste do Estado de Nova Jersey, autoridades pediram aos habitantes que estejam preparados para vários dias sem eletricidade. As cidades litorâneas começaram a realizar evacuações voluntárias e proteger áreas de passeio à beira mar. Cassinos de Atlantic City fizeram planos de contingência para fechar em caso de necessidade. Autoridades da cidade aconselharam residentes de áreas suscetíveis a enchentes a ir para a casa de familiares ou estar preparados para abandonar suas residências rapidamente. Companhias áreas informaram esperar cancelamentos e renunciaram a taxas de alteração para os passageiros que desejem remarcar bilhetes.

De fato, milhões de moradores da costa leste dos Estados Unidos acordaram  sem energia elétrica e sem acesso a meios de transportes. Grandes áreas de Nova York, maior cidade do país, seguem às escuras e vazias pelo segundo dia consecutivo. Pelo menos 17 mortes foram registradas em sete Estados diferentes.

Segundo a agência AP, 17 pessoas morreram nos Estados de Nova York, Nova Jersey, Pensilvânia, Connecticut, Maryland, Carolina do Norte e Virgínia. Três das vítimas seriam crianças. Pelo menos uma pessoa morreu no Canadá. De acordo com a rede de notícias NBC, mais duas pessoas foram encontradas mortas debaixo de uma árvore no Brooklyn, em Nova York, o que elevaria para 19 o total de mortes, mas este número ainda não é confirmado. Em sua passagem pelo Caribe, o fenômeno deixou 69 mortos.

A tempestade, que tocou o solo americano no início da noite de 22/10 em Nova Jersey, com ventos sustentados de até 130 km/h, provocou cortes de energia em pelo menos 6 milhões de residências e comércios desde o Estado da Carolina do Sul até Ohio. Até a campanha presidencial – a exatos sete dias da eleição – foi colocada em modo de espera.

Nova York foi uma das cidades mais atingidas pela passagem da chamada “supertempestade”. O coração financeiro da cidade, localizado no sul da ilha de Manhattan, foi tomado pela água. Em construção, a área do novo World Trade Center foi inundada. De acordo com o presidente da Autoridade de Transportes Metropolitanos (MTA, na sigla em inglês), Joseph Lhota, a tempestade provocou os piores danos ao sistema de metrô da cidade desde a sua inauguração, há 108 anos.

“Essa vai entrar para os recordes”, disse John Miksad, vice-presidente de operações da empresa Consolidate Edison, que fornece energia à cidade e teve mais de 670 mil clientes sem energia em Nova York e em áreas próximas. O presidente americano Barack Obama declarou Nova York e Long Island como áreas atingidas por um “grande desastre”, o que facilita a liberação de recursos federais para os moradores.

Nesta terça-feira, a Bolsa de Valores de Nova York permaneceu fechada pela segundo dia consecutivo, a primeira vez que isso acontece desde que uma nevasca paralisou suas operações por dois dias em 1888. Os três principais aeroportos da cidade também permaneceram fechados. Ao todo, cerca de 14 mil voos foram cancelados nos dois dias, a maioria deles devido à tempestade, segundo o serviço de rastreamento de voos FlightAware.

Uma sem precedentes maré de 3,9 m de água do mar – 90 cm acima do recorde anterior – avançou sobre o sul de Manhattan, inundando túneis, estações de metrô e o sistema de energia que abastece Wall Street. Um hospital universitário com 200 pacientes foi evacuado por falta de energia. Arranha-céus balançaram com os fortes ventos, que causaram alarme ao destruírem parcialmente um guindaste que trabalhava na altura do 74º andar de um prédio.

Em Nova Jersey, onde Sandy tocou o solo como furacão, centenas de pessoas eram evacuadas devido à elevação do nível da água na manhã desta terça-feira. Autoridades usaram botes para tentar resgatar 800 pessoas que ficaram ilhadas no parque de trailers de Moonachie, mas não há informações sobre mortos ou feridos. Chegou-se a ser anunciado que um dique rompeu, mas o governador do Estado, Chris Christie, afirmou que uma margem transbordou.

  A massiva tempestade chegou até o meio-oeste do país. Autoridades de Chicago alertaram os moradores para ficarem distantes da costa do Lago Michigan e a cidade se prepara para receber ventos de 96 km/h e ondas de mais de 7 m até quarta-feira.

Ao avançar sobre o nordeste do país, o fenômeno convergiu com um sistema de tempo frio e se transformou em um híbrido de chuva com ventos fortes, chegando até a levar neve para a Virgínia do Oeste e para regiões montanhosas. De acordo com o Centro Nacional de Furacões, às 5h (7h de Brasília) Sandy se movia no sentido oeste com seu centro localizado a 145 km da Filadélfia, no Estado da Pensilvânia.

Apesar de ter se enfraquecido e perdido o status de furacão, as autoridades alertam que o fenômeno vai continuar trazendo fortes chuvas e inundações. A distinção no termo usado para se referir à tempestade seria apenas técnica, e ela ainda estaria provocando ventos com intensidade registrada em furacões.

As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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Fonte: Youtube