Infelizmente, a humanidade nos
dias atuais perdeu muito o seu contato com a força e a magia que está presente
no reino vegetal. Por consequência dos novos tempos, novos hábitos e visões
acerca do Todo, gradativamente o ser humano tornou-se mais materialista,
portanto, iniciou um caminho no sentido oposto ao conhecimento dos grandes
mistérios do universo.
Não é uma visão pessimista, porque para os planos
do Grande Espírito Criador, sabemos que nada está errado e tudo tem o seu
propósito. Em outras palavras, não existem caminhos errados, apenas existem
caminhos mais curtos, mais simples, como também existem caminhos mais difíceis,
mais longos e tortuosos, assim sendo, podemos considerar que é o livre-arbítrio
de cada um que determinará o tipo de caminho.
Voltando ao tema central
deste artigo -a magia do reino vegetal- é imprescindível afirmar que existe uma
força sutil, portanto, extrafísica, que está presente em cada planta ou
partícula vegetal, a qual possui incríveis potencialidades benéficas aos seres
humanos.
Para entender melhor esses benefícios, primeiramente precisamos
lembrar de que nossos corpos físicos são veículos de manifestação da nossa
consciência divina, também chamada de alma ou até mesmo espírito, dependendo do
contexto. Quero dizer que não somos o corpo físico que temos, mas estamos dentro
dele, habitando-o e utilizando-o como um instrumento de condução da nossa
vontade no plano físico.
Ampliando a visão sobre nós mesmos, podemos
concluir que somos um sistema ou conjunto que une o corpo, a mente e o espírito.
Isso tudo é uma grande concentração de energias, algumas condensadas na forma de
material orgânico que constituem nossos corpos densos, já outras dispersas,
portanto sutis, que interpenetram a massa física, bem como gravitam ao seu
redor.
A força de vitalidade que alimenta os nossos corpos não vem
unicamente por via oral, por conta do que ingerimos, mas também é absorvida pelo
ar que respiramos e pela nossa aura, ou campo energético. Infelizmente, a
comunidade científica tradicional está muito defasada em seus conceitos e desta
forma não considera que nossos corpos físicos sejam alimentados também por uma
força de vida. É aí que o intrigante poder do reino vegetal pode nos
amparar.
No convívio com os diferentes ambientes e pessoas, interagimos
mutuamente com diversos campos de energias sutis. Quando fazemos essa interação,
recebemos energias externas, sejam de pessoas ou ambientes, e também doamos da
mesma forma. Além disso, tudo o que pensamos e sentimos também tem o poder de
manipular (positivamente quando são superiores e negativamente quando são
inferiores) o nosso campo energético ou aura.
O padrão humano normal
atual de pensamentos e sentimentos está muito perturbado e contaminado por
aspectos ruins como medos, mágoas, tristezas, pessimismos e muito mais. O que
precisamos entender é que isto tem nos custado caro, porque a manutenção deste
padrão tem densificado muito a nossa porção extrafísica, que é justamente a
parte responsável por absorver os fluídos vitais presentes na natureza, no sol,
no universo.
O tempo vai passando, os comportamentos negativos continuam
e nossa aura segue tornando-se mais densa. Por consequência, a absorção natural
que a aura tem começa a ter sua potencialidade diminuída; em outras palavras,
passamos a absorver menos energia vital, porque nosso poder de absorção está
contaminando por nossos pensamentos e emoções. E se esta absorção diminui,
então, naturalmente o estímulo de vitalidade e consciência, tanto para o corpo,
quanto para a mente, diminuirá gradativamente, até que fiquemos doentes,
infelizes e cada vez menos envolvidos de sentimentos nobres, porque estamos
trancando a passagem das bênçãos superiores que o Grande Espírito Criador nos
oferece constantemente.
Em uma análise preliminar, poderíamos concluir
que o cenário seria desanimador, isso se não fosse a bondade de Deus a nos
enviar Seus melhores mensageiros, exatamente com o objetivo de nos conduzir de
volta ao caminho da plenitude, da cura e do equilíbrio.
Digo isso, porque
assim como o passarinho adulto vai buscar alimento para seu filhote e o alimenta
direto no bico, até que o recém-nascido tem sua autonomia, as plantas são
intermediárias do processo de cura e regeneração da nossa aura. Isto acontece
porque o reino vegetal nos oferece uma energia sutil contida em suas sementes,
raízes, galhos, folhas, troncos, frutos, que é exatamente o tipo de energia a
qual não temos facilidade de produzir por conta própria. É uma energia abençoada
que carrega consigo a frequência do amor, da cura e do equilíbrio, que serve a
humanidade assim como a mamãe passarinho serve aos seus filhotes.
É nesse
ponto que podemos contextualizar a questão da magia com as plantas. Querendo ou
não, consciente ou não, a energia das plantas atua na aura de qualquer ser
humano, o estimulando a regenerar-se de pensamentos emoções em desequilíbrio.
A magia com as plantas começa quando temos consciência desse mecanismo e nos
abrimos para perceber com mais intensidade, a força das bênçãos que vem do
“verde”. Munidos do conhecimento de que reino vegetal, entre tantas outras
funções incrivelmente benéficas a humanidade, também nos oferece fluidos
balsâmicos capazes de nos curar e nos elevar, aumentamos a receptividade e
potencialidade dessas virtudes. Esse é o primeiro passo para proceder a magia
com as plantas, expressar o quanto se está consciente de seus benefícios. Além
disso, precisamos exaltar o sentimento de gratidão em qualquer contato com as
plantas. Quando qualquer que seja a manipulação com o verde for feita sem essa
consciência e gratidão, o seu poder não se expressa em sua totalidade. Podemos
dizer que sem a consciência do poder das plantas, bem como sem a gratidão,
captamos apenas uma pequena parte dessas virtudes e potencialidades. A magia
divina do verde se revela em sua totalidade apenas para corações humildes,
gratos e conscientes.
Esse é o segredo: humildade, gratidão e
consciência! Somente assim receberemos a totalidade da bênção do verde.
Mude
ou amplie a sua visão quando o assunto for o reino vegetal, pois está no verde
um dos caminhos para a nossa plenitude!
Por: Bruno J. Gimenes –






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