FENÔMENOS DO FRIO EXTREMO NA SERRA DA MANTIQUEIRA

 Com a temperatura abaixo de zero, a água congela na parte alta do Parque de Itatiaia Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Espetáculo atraiu uma multidão para o Parque Nacional de Itatiaia

    Sob o Sol a pino do meio-dia, num céu de brigadeiro da última quarta-feira, cristais de gelo brilhavam como joias em meio a flores de vermelho, rosa e amarelo intensos. Acima das nuvens, pairava um arco-íris sem que houvesse chuva. Com as cores estampadas sobre um fundo azul, ele surgiu de minúsculas partículas de gelo levadas pelo vento. O frio pintou com tons de realismo fantástico as montanhas mais altas do Rio, estado famoso pelo calor tropical. Um espetáculo que pode se repetir na segunda quinzena de julho.

    Geadas, placas de gelo e solo congelado
    Em noites frias e de céu aberto, o solo perde calor à medida que irradia energia para o espaço.
    Com isso, o ar perto do solo também esfria. Se o ponto de orvalho for alcançado, o vapor d’água presente no ar se condensará em plantas, rochas e em qualquer superfície próxima do chão.
    Se a temperatura for acima do ponto de congelamento, há formação de orvalho. Abaixo, geada.
    O que é ponto de orvalho?
    É a temperatura a partir da qual o vapor d’agua condensa e forma gotículas, isto é, orvalho. Essa temperatura varia em função da umidade relativa do ar.
    GRÂNULOS DE GELO
    Eles são produzidos quando a chuva encontra um ar sub-congelado. Quando isso acontece, os grânulos se tornam sólidos
    AR QUENTE
    CHUVA CONGELANTE
    Se o ar estiver muito frio, gotas de chuva podem se resfriar abaixo do ponto de congelamento, mas não se solidificar até tocar o solo ou quaisquer outros objetos, como galhos de plantas.
    COMO SE FORMA O ORVALHO
    Se o ponto de orvalho (formação de gotas) for abaixo do ponto de congelamento (zero grau Celsius), as moléculas de água presentes no vapor d’água do ar se transformarão diretamente em cristais de gelo sólido.
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    GOTAS
    Se o frio for mantido, mais moléculas formam gelo e se aglutinam. Elas formam cristais em folhas, rochas e outras superfícies.
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    GELO
    Sincelo (neblina congelante)
    É formado por nevoeiros com temperaturas negativas. Ele não precisa de tanto frio e tanta umidade quanto a neve para se formar. O resultado são pedacinhos e torrões de gelo que podem ficar presos a pedras, suspensos em galhos ou em beirais.
    Arco-íris sem chuva
    Em dias muito frios e secos, arco-íris podem ser vistos nas montanhas, com céu azul e acima de mantos de nuvens. Eles surgem graças à neblina gelada. Não há umidade suficiente para chuva.
    O segredo é a refração dos raios de sol nas gotículas de água presentes na névoa.
    O resultado é um arco-íris só de sol, sem chuva.

    MUITOS FENÔMENOS

    Geada, sincelo (neblina congelante) e arco-íris de gelo foram observados durante a semana por quem foi à parte alta do Parque Nacional do Itatiaia (PNI) – Márcia Foletto / Agência O Globo

    A primeira massa de ar polar deste inverno deixou a neve só na promessa. Mas presenteou quem foi à Serra da Mantiqueira, no sudoeste do estado, com fenômenos conhecidos apenas por quem frequenta a região, considerada a mais fria do Brasil. O Rio tem só 10% da Mantiqueira, justamente a parte mais gélida, concentrada no Planalto do Itatiaia.

    – Por sua força, a massa polar provocou muitos fenômenos de uma só vez. As estações meteorológicas instaladas por grupos como o nosso comprovam e chamam a atenção para o clima extremo dessa região da Mantiqueira – explica Ronaldo Coutinho, engenheiro do Climaterra e um dos fundadores do Brasil Abaixo de Zero, que reúne caçadores de frio de todo o país.

    Geada, sincelo (neblina congelante) e arco-íris de gelo foram observados durante a semana por quem foi à parte alta do Parque Nacional do Itatiaia (PNI), que protege o planalto. Mesmo montanhistas experientes, como o gaúcho Tiago Korb, que guiava um grupo de paulistas e mineiros, ficou encantado com o sincelo. Korb fotografou o fenômeno, que cobriu plantas com capas de gelo transparente. Ele e seu grupo fazem uma travessia de 300 quilômetros pela Mantiqueira, que deve terminar na quarta-feira, após 13 dias de caminhada.

    No domingo passado mais de 1.500 pessoas foram ao PNI atraídas pela neve que não veio. A maioria foi embora, mas quem ficou durante a semana viu gelo de sobra. E o único abrigo de montanha da região, o Rebouças, está com reservas esgotadas até agosto. Durante a semana, turistas até de Ananindeua, no Pará, chegaram para ver o Brasil do frio.

    – As pessoas viram as noites grudadas no computador para conseguir uma reserva no Rebouças. Mas é muito difícil. Todo ano a procura é grande e neste está ainda maior – diz o chefe do PNI, Gustavo Tomzhinski.

    FRIO EXTREMO EM ITATIAIA

    • O frio pintou com tons de realismo fantástico as montanhas mais altas do Rio, estado famoso pelo calor tropicalFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    • Um espetáculo que pode se repetir na segunda quinzena de julhoFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    • A primeira massa de ar polar deste inverno deixou a neve só na promessa. Mas presenteou quem foi à Serra da Mantiqueira, região considerada a mais fria do BrasilFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    • O Rio tem só 10% da Mantiqueira, justamente a parte mais gélida, concentrada no Planalto do ItatiaiaFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    • Geada, sincelo (neblina congelante) e arco-íris de gelo foram observados durante a semana por quem foi à parte alta do Parque Nacional do Itatiaia (PNI) Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    • Mesmo montanhistas experientes ficaram encantados com o sinceloFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    • No domingo passado mais de 1.500 pessoas foram ao PNI atraídas pela neve que não veioFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    O chão da estrada de terra que atravessa a parte alta do parque – o que sobrou da antiga Rodovia das Flores, a BR-485 – e das trilhas das Agulhas Negras (2.791,5 metros) e do Morro do Couto (2.680 metros) permaneceu congelado pelas primeiras horas da manhã de terça e quarta-feiras.

    O gelo formou placas em poças, nascentes, córregos e mesmo sobre a vegetação. Algumas grandes e espessas para suportar o peso de um homem adulto e permitir que se caminhasse sobre elas.

    – Já vi gelo aqui outras vezes. Mas algumas dessas placas realmente estão grandes e resistentes. É lindo de ver. O frio pode até doer, mas é maravilhoso – derrete-se o fotógrafo de vida selvagem Germano Viegas, que precisou aquecer as mãos por várias vezes após tirar as luvas para tocar o gelo.

    E isto porque o também esperado frio inferior a -10 C não veio. Mas a temperatura mergulhou abaixo de zero em várias ocasiões. O vento forte fez com que as partículas de gelo da neblina congelante, o sincelo, se parecessem com neve. Esta, para se formar, precisa de mais umidade. As montanhas, por sua altitude, garantem frio de sobra.

    Mas também um clima seco e com solo congelado, muito favorável à geada, mas não à neve, que foi registrada apenas em três ocasiões: em 1979, em 1985 e 2012. A de 1985 foi uma nevasca histórica, com mais de um metro de neve acumulado por três dias.

    – Mesmo assim, acreditamos que a neve ali é mais comum do que se imagina. Há condições para neve fraca no PNI a cada dois ou três anos. Mas isso acontece nos cumes, na madrugada ainda escura e ninguém vê. Quando o dia amanhece, já derreteu – explica Coutinho, que mantém no Climaterra, em São Joaquim (SC) um histórico da neve no Brasil.

    Pelas estimativas de Coutinho, as geadas são muito mais frequentes do que se acreditava:

    – É um fenômeno extremo, de muito frio. Mas os vales e as montanhas são tão altos e secos que calculo que podem ocorrer de 100 a 130 geadas por ano, inclusive no verão.

    Presente inesperado por quem imaginava apenas neblina e tempo fechado, foram os fenômenos óticos, como os arco-íris e os halos solares.

    – O frio pode provocar situações perigosas, como congelamentos, mas também gera espetáculos belíssimos. Na verdade, os fenômenos óticos brilhantes e coloridos são comuns no frio extremo. Eles acontecem devido à baixa umidade do ar associada ao nevoeiro formado pela evaporação das geadas – explica Jackie Chaser, caçadora de fenômenos climáticos extremos, que lançará em breve um livro bilíngue sobre trombas d’água e caçadores de tempestade no Brasil.

    São arco-íris, halos luminosos e glórias. Estas são halos menores que o arco-íris surgidos quando a luz do sol atravessa a neblina. Se a previsão preliminar se confirmar, a partir do fim desta semana, uma nova massa fria repetirá o espetáculo.

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    FLORES RESISTEM APESAR DO FRIO

    Adaptada a um dos ambientes mais inóspitos e extremos do Brasil, a vegetação de campos de altitude é um paradoxo da natureza. Imbiri, flor típica da região da Serra da Mantiqueira – Márcia Foletto / Agência O Globo

    O vento zunia como uma turbina de avião ao varrer a encosta do Morro do Couto, com rajadas quase constantes acima de 40 km/h. A noite registrou temperaturas na faixa de zero grau Celsius. O dia chegou com neblina congelante. Depois que o Sol já estava alto, a temperatura não passou de 4°C, com sensação térmica negativa. Torrões de gelo cobriam o Planalto do Itatiaia. Ainda assim, havia cor para todos os lados. Flores grandes e pequenas, desabrocharam com as primeiras luzes do dia. Lilazes, azuis, vermelhas, amarelas, laranjas, rosas e brancas. Arco-íris em forma de plantas. Algumas só existem ali e em nenhum outro lugar da Terra.

    Adaptada a um dos ambientes mais inóspitos e extremos do Brasil, a vegetação de campos de altitude é um paradoxo da natureza. Resiste aos rigores do clima, mas sucumbe à ação humana, como fogo, pisoteio e lixo de visitantes. Parte da Mata Atlântica, ela enfrenta vento, o frio, a menor concentração de oxigênio e a maior radiação solar, ambas devido à altitude acima dos 2.000 metros. No topo das montanhas, o ar rarefeito não permite que existam árvores.

    – Os campos de altitude formam ilhas de espécies exclusivas no topo de montanhas. E o Planalto do Itatiaia, na parte alta do parque, abriga cerca de 50% dos campos do estado, a maior concentração do país – explica o biólogo Izar Aximoff, autor da única publicação específica sobre o assunto, o “Guia de Plantas do Planalto do Itatiaia”, escrito em parceria com Katia Torres Ribeiro.

    Aximoff diz que 415 espécies já foram registradas, 11% delas só vivem lá e 15% estão em extinção. São resultado de milhões de anos de evolução. Resistência à brutalidade da natureza com fragilidade para ser exterminada pela mera pisada de um visitante desavisado.

    São belezas guerreiras. Aximoff estima que apenas considerando o inverno de 2016, as temperaturas mínimas foram inferiores a zero para mais da metade dos dias e a menor temperatura registrada foi de -13,3ºC .

    FLORES DE ITATIAIA

    • Apesar do frio, a vegetação que resiste à altitude e à baixa temperatura na parte alta do Parque de ItatiaiaFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    • Adaptada a um dos ambientes mais inóspitos e extremos do Brasil, a vegetação de campos de altitude é um paradoxo da natureza. Imbiri, flor típica da região da Serra da MantiqueiraFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    • Uma das muitas flores do Parque Nacional do ItatiaiaFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    • Apesar de parecer uma flor, essa são as folhas de uma espécie de gerânio da região. Parte da Mata Atlântica, ela enfrenta vento, o frio, a menor concentração de oxigênio e a maior radiação solar, ambas devido à altitude acima dos 2.000 metrosFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    • Alecrim do campo ou Baccharis uncinela. No topo das montanhas, o ar rarefeito não permite que existam árvoresFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    • Uma das muitas espécies de líquens comuns no parqueFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    • Margaridas são comuns, assim como lírios e bromélias. Todas as espécies lá se viram como podem e desenvolveram estratégias para sobreviverFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    • Uma das raridades é a Hindsia glabra, pequena, de aparente fragilidade pintada de azul e lilás. Vive só nas margens de alagadiços sujeitos a congelamentosFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    • Coube à natureza inventar estratégias de sobrevivência. Cabe a nós proteger tudo issoFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    Após a geada de terça para quarta-feira, uma espécie minúscula de sempre-viva (Paepalanthus itatiaiensis) balançava mas não tombava ao vento, num buraquinho de beira de estrada. Morreu ao ser esmagada por um turista que foi sentir frio mas não olhava onde pisava na trilha que leva ao cume do Morro do Couto.

    – O fogo, comum nos invernos secos, é o maior inimigo dos campos de altitude. Mas a ação humana precisa ser muito controlada e equilibrada. É uma vegetação espetacular e delicada, sensível às mínimas alterações em seu ambiente – destaca Aximoff, que faz doutorado no Jardim Botânico no Rio de Janeiro exatamente sobre a vulnerabilidade dos campos.

    O rei da paisagem das montanhas é o bambuzinho do gênero Chusquea. Também chamado de bambu-bengala, ele cobre as encostas mais baixas, serpenteia pelas margens das trilhas e estende seus domínios até as escarpas das Agulhas Negras, onde nem a mais resistente planta consegue vencer as paredes verticais e geladas de rocha nua. O bambuzinho oscila ao sabor do vento, parece não se importar com o gelo, fica dourado quando o sol nasce e se põe. É verde o ano todo e por quase todo o dia.

    Margaridas são comuns, assim como lírios e bromélias. Todas as espécies lá se viram como podem e desenvolveram estratégias para sobreviver. Segundo o biólogo, algumas espécies acumulam água entre as folhas em formato de roseta, como algumas bromélias e sempre-vivas (Eriocauláceas). Outras têm folhas grossas que guardam água em seu interior. Algumas possuem raízes que armazenam amido em bulbos para a planta hibernar e resistir durante a estação fria e seca.

    – Um dos fenômenos mais curiosos é o congelamento interno das folhas da sempre-viva Actinocephalus polyanthus. Elas formam uma espécie de picolé. A planta se beneficia dessa água acumulada, que pode chegar a quase 1 litro, durante a seca de inverno. O gelo derrete devagar e umidifica o solo. Com isso, ela resiste aos períodos secos e frios do inverno e ganha folhas novas quando chega a chuva – conta Aximoff.

    Uma das raridades é a Hindsia glabra, pequena, de aparente fragilidade pintada de azul e lilás. Vive só nas margens de alagadiços sujeitos a congelamentos e não existem mais do que uma dezena de exemplares, nas contas de Aximoff. Ele destaca que coube à natureza inventar estratégias de sobrevivência. Cabe a nós proteger tudo isso.

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    DICAS PARA APROVEITAR O FRIO NUMA BOA

    A água congela próximo ao abrigo Rebouças, no Parque de Itatiaia – Márcia Foletto / Agência O Globo

    Saiba como se proteger e aproveitar locais frios, como o Parque Nacional do Itatiaia, que atrai milhares de curiosos todos os anos em busca do clima frio:

    ROUPAS – Prefira as térmicas sintéticas e impermeáveis, com secagem rápida do tipo dry-fit. Assim, se houver uma chuva rápida ou mesmo neblina, você não ficará exposto à umidade e, assim, sentirá menos frio. Casacos do tipo corta-vento são essenciais. Acredite no frio. Acima dos 2.400 metros, o ambiente é completamente diferente. Roupas que parecem quentes na capital podem ser imprestáveis nas montanhas. Apostar em várias camadas de roupa também é recomendável, pois permite evitar passar calor à medida que o dia avança e a temperatura aumenta. Roupas de lã são quentes na cidade, mas deixam passar o vento intenso da montanha.

    CABEÇA – Perdemos a maior parte do calor pela cabeça. Por isso, gorros são essenciais.

    HORÁRIO – Para ver neve e geada, o melhor horário é o amanhecer. À noite, na escuridão das montanhas, é impossível ver o que acontece. Principalmente nos cumes. Vale lembrar que é proibido acender fogueiras em unidades de conservação. Muita gente passa noites congelantes acampada, sofre com o frio por horas a fio e no amanhecer, quando os fenômenos do frio são mais belos, está exausta e dormindo.

    COMIDA – A parte alta do Parque Nacional do Itatiaia, assim com outras partes mais elevadas da Serra da Mantiqueira, é isolada. O acesso é feito por estradas ruins. E não há comércio próximo. Por isso, é preciso levar toda a comida e a água que se for consumir. Inclusive, bebidas quentes.

    LIXO – Leve de volta todo o lixo que produzir. Inclusive, os restos de alimentos. Não há como recolher o lixo regularmente e os mais de 1.500 visitantes do fim de semana passado deixaram o parque com muita sujeira, que polui córrego e afeta plantas delicadas. Voluntários precisaram organizar dois mutirões com a direção do parque para limpar as trilhas, que ficaram cheias de lixo.

    GELADEIRA TROPICAL

    Os campos de altitude do Parque Nacional do Itatiaia estão entre as áreas mais frias do Brasil. A região do Parque Nacional de Itatiaia tem amplitude térmica semelhante à de desertos, tamanha a diferença do dia para a noite. A altitude é essencial para o frio. Em média, a temperatura cai um grau Celsius a cada 100 metros de elevação. Isso porque a altitude reduz a pressão e a umidade.

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    COMO O CORPO REAGE AO FRIO

    Fenômenos do frio extremo na Serra da Mantiqueira – Márcia Foletto / Agência O Globo

    Quando a temperatura fica um pouco mais baixa os cariocas logo sofrem. Acostumados com o clima quente, muitos sofrem com o clima frio, pouco frequente na cidade. Entenda com o nosso corpo reage diante de baixas temperaturas:

    PÉ FRIO – Quando esfria, o hipotálamo, glândula cerebral ligada à regulação da temperatura corporal, redireciona o fluxo sanguíneo para aquecer o cérebro e outros órgãos vitais. Como resultado, pés e mãos ficam gelados.

    ARREPIOS E TREMEDEIRAS – Tremer é um mecanismo defensivo eficiente _ e desagradável _ pelo qual os músculos produzem mais calor e protegem o corpo do frio. Já os pelos ficam eriçados para ajudar a preservar calor.

    CRIANÇAS – Elas são mais vulneráveis aos efeitos do frio intenso porque seu hipotálamo ainda não está completamente desenvolvido. Por isso, seu corpo tem mais dificuldade para se adaptar às baixas temperaturas. Uma criança pequena levará mais tempo para começar a tremer de frio, um mecanismo de defesa do organismo às baixas temperaturas. As crianças também costumam ter uma superfície corporal grande em relação ao peso e seu organismo perde calor mais depressa.