Novas operações em Bruxelas. Principal suspeito ainda em fuga
A polícia belga seguiu o rasto das operações antiterrorismo do dia 22/11/15 e fez cinco novas detenções na manhã desta segunda-feira. As novas capturas deram-se durante várias “buscas suplementares”, efectuadas em Bruxelas e Liège. Somam-se agora às 16 pessoas detidas durante a noite. “Há um total de 21 pessoas detidas desde ontem”, resume um comunicado do gabinete do procurador federal belga. “Estão a ser agora interrogadas pela polícia.”
Salah Abdeslam continua em fuga e, acredita a investigação, está ainda na Bélgica, para onde fugiu depois dos atentados de Paris. Acredita-se que o francês tem um colete de explosivos e que estará preparado para fazer um novo atentado, possivelmente em Bruxelas. A capital está em alerta de segurança máximo. Escolas e metro estão encerrados.
Os jornais belgas La Libre e Le Soir avançavam na noite de domingo que a polícia tinha avistado Salah a bordo de um BMW, nos arredores de Liège, mas que este conseguira escapar a um controlo de estrada e partido em direcção à Alemanha.
As notícias foram desmentidas nesta segunda-feira pelo procurador belga, que disse que o caso não estava relacionado com as operações antiterrorismo no país. “O veículo foi identificado. As investigações que se seguiram mostraram que não há de todo ligação com a operação em curso”, lê-se no comunicado.
Não foram encontradas armas ou explosivos nas buscas desta segunda-feira – cinco aconteceram em Bruxelas, outras duas em Liège. O mesmo aconteceu com as 19 operações da noite de domingo, o que sugere que a polícia está longe de células jihadistas que possam passar à acção no curto-prazo. Tudo o que a polícia encontrou nesta manhã foram 26 mil euros numa das casas investigadas.
Noite agitada
As 19 operações policiais estenderam-se por Bruxelas (Molenbeek, Anderlecht, Jette, Schaarbeek, Woluwe e Forest) e Charleroi. Ocorreu um incidente em Molebeek: a polícia disparou dois tiros contra um veículo que seguia em direcção a agentes. O condutor, que ficou ferido, fugiu, mas foi mais tarde detido.
O centro de Bruxelas viveu uma noite agitada. Um jornalista da BBC relatou que a população que vive na zona foi avisada para se manter em casa e longe das janelas, que deviam manter-se fechadas. Algumas pessoas que jantavam em restaurantes da área informaram, via Twitter, que foram escoltadas para fora dos estabelecimentos até zonas seguras. Outras disseram que as mandaram ficar dentro dos restaurantes, de portas trancadas e abrigados.
Ao início da noite de 22/11, a polícia fez um pedido para que não fossem divulgados pormenores sobre a operação em curso, um apelo dirigido sobretudo aos meios de comunicação mas também a todos os que publicam informações nas redes sociais. O jornal belga Le Soir informou os leitores que ia cumprir o pedido da polícia e outros jornais, como o L’Avenir ou L’Echo, fizeram o mesmo.
Fonte: O Público
Salah Abdeslam muda de ideia e aceita ser extraditado para a França
Advogado diz que principal suspeito dos atentados de Paris não estava ciente sobre os planos de ataques em Bruxelas

Questionado após sair de uma audiência, Sven Mary disse que seu cliente não estava ciente dos ataques de terça-feira que mataram pelo menos 31 pessoas e deixaram 300 feridas em Bruxelas.
Abdeslam é o único sobrevivente conhecido entre as pessoas que teriam comandado os ataques de 13 de novembro em Paris, em que 130 pessoas morreram.
As autoridades francesas, que o procuravam desde 14 de novembro, agora aguardam sua extradição.
— Salah Abdeslam me indicou seu desejo de ir à França o mais rapidamente possível — afirmou o advogado, acrescentando que ele obteve um adiamento para 7 de abril da audiência que deve decidir se ele continuará detido. — Ele entendeu que aqui há apenas uma pequena parte do registro. Ele quer se explicar na França, é algo bom.
A decisão constitui um giro na defesa de Abdeslam. Mary havia indicado um dia depois da prisão do suspeito que ele iria se opor à extradição. Dentro de uma semana, o tribunal belga vai realizar a primeira audiência sobre a extradição.
As autoridades acreditam que os ataques em Bruxelas estejam ligados com a rede terrorista que cometeu os atentados de Paris. O Estado Islâmico (EI) disse que estava por trás de ambos os ataques.
Fonte: O Globo






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