Cerca de 500 manifestantes, segundo a Polícia Militar (PM), interditaram, em 29/4/14, a Rua Tuiuti, no Tatuapé, zona leste paulistana, na altura da Avenida Radial Leste. O grupo participa do 6º Ato contra a Copa, questionando os gastos para o Mundial. Não foi divulgado o trajeto que os manifestantes pretendem seguir.
Antes mesmo do começo da passeata, três menores de idade foram detidos dentro da Estação Tatuapé do metrô, segundo a PM, com estilingue, pedras e faca dentro da mochila.
O último ato contra a Copa foi realizado há duas semanas, saindo da Avenida Paulista. O grupo, com cerca de 1,5 mil pessoas seguiu pela Avenida Rebouças até o Butantã. Ao fim do protesto, duas agências bancárias foram depredadas. Houve confronto e 54 pessoas foram detidas.
Na página do Movimento contra Copa do Mundo 2014, no Facebook, que convocou a manifestação, o evento esportivo é criticado e são cobrados mais investimentos em áreas como saúde e educação. “Vergonha e hipocrisia! Vem me falar que o ponto negativo foi a morte de três trabalhadores? A vida vale muito mais que evento onde quem lucra é a Fifa [Federação Internacional de Futebol]. E os hospitais que têm em Itaquera [bairro da zona leste onde fica o estádio do Corinthians]?”, questionam os organizadores da manifestação.
Fonte: Correioweb
Um protesto contra a Copa do Mundo, realizado em 22/2/14, no Centro de São Paulo, teve cerca de 230 detidos, segundo balanço da Polícia Militar à 0h30. Agências bancárias foram depredadas e houve confronto entre policiais e manifestantes. Segundo a PM, sete pessoas ficaram feridas: cinco policiais e dois manifestantes.
Foi a primeira vez que a polícia paulista usou a “Tropa do Braço”, um grupo de 140 policiais não armados e treinados em artes marciais, como o jiu-jitsu, que cerca e isola manifestantes.
Convocado pela internet, o protesto “Não vai ter Copa” teve início às 17h, na Praça da República, em frente à Secretaria de Educação do Estado. A concentração fez com que a Feira da República fechasse mais cedo. Às 18h, cerca de mil pessoas protestavam no Centro, de acordo com a PM.
Por volta da 18h40, um grupo de mascarados, alguns deles carregando pedaços de pau, começou a quebrar portas de agências bancárias e orelhões, e a polícia usou bombas de efeito moral. Perto do Theatro Municipal, algumas pessoas atearam fogo a sacos de lixo e houve correria.
Manifestantes foram detidos para averiguação na Rua Coronel Xavier de Toledo, próximo a uma das entradas da estação Anhangabaú do Metrô. Com a ajuda de escudos e viaturas, policiais bloquearam a Rua 7 de Abril.
Por volta das 21h, de acordo com o major Larry Saraiva, a PM já havia levado os cerca de 120 detidos para, ao menos, três delegacias da região central: 4° Distrito Policial (Consolação), 1° Distrito Policial (Liberdade) e 78º Distrito Policial (Jardins). No horário, os últimos ônibus com manifestantes presos deixavam a rua Coronel Xavier de Toledo.
Durante o confronto, ao menos cinco policiais e dois manifestantes ficaram feridos. Ainda segundo a Polícia Militar, foi encontrado um coquetel molotov dentro de uma mochila deixada na estação Ana Rosa do Metrô. Câmeras de segurança captaram o momento em que a bagagem foi deixada, segundo a PM.
‘Tropa do Braço’
A PM usou policiais especializados em artes marciais para acompanhar de perto a manifestação. Eles carregavam capacetes, cassetetes e algemas. Ao longo do trajeto, eles seguiram em fila ao lado dos manifestantes. Quando houve o primeiro tumulto, os policiais fizeram um círculo e isolaram boa parte dos detidos para averiguação. Além da “Tropa do Braço”, policiais de outros grupamentos que normalmente participam de controles de distúrbios com uso de armas não letais, como Rocam e Força Tática, seguiam o ato.
Jornalista é detido por meia hora
Entre os detidos na manifestação, estavam jornalistas, entre eles, o repórter do G1 Paulo Toledo Piza.
Por volta das 18h50, Piza estava perto de onde o primeiro tumulto com depredações. No ponto onde ele estava, na altura do número 404 da Rua Xavier de Toledo, outras sete pessoas também foram detidas junto com ele quando corriam para se proteger.
O grupo foi abordado por PMs, que chegaram a dar golpes de cassetete em um jovem. Todos foram detidos e receberam ordem para sentar na calçada. O jornalista mostrou o crachá, mas não foi liberado. Ele ficou cerca de 30 minutos retido e impedido de trabalhar. Não foi algemado e não sofreu agressões físicas nem verbais. Durante o período, policiais chegaram a impedir que Piza usasse o telefone e exigiram que ficasse com as mãos para trás.
Ele só foi liberado por volta das 19h20. Antes, porém, o grupo onde estava foi levado a um ponto onde estavam outros detidos, entre eles o repórter de O Globo Sérgio Roxo e o fotojornalista freelancer Victor Moryama. O fotógrafo Bruno Santos, que cobria o ato pelo Terra, relatou ter sido agredido por policiais militares e precisou passar por atendimento médico. Ele diz que seu equipamento ficou destruído.
A manifestação contra a realização da Copa do Mundo no Brasil, realizada em 25/1/14, na capital paulista, terminou em depredação na região central de São Paulo. Após a dispersão do protesto, que reuniu cerca de 1,5 mil pessoas, um pequeno grupo depredou um carro da Polícia Metropolitana de São Paulo.
Um carro que passava pelo local da manifestação pegou fogo ao passar por cima de um colchão incendiado. A família que estava dentro do veículo foi retirada por fotógrafos que registravam o protesto.
Um grupo correu para o hotel Lison, na Rua Augusta, onde foram cercados pela polícia. Segundo a rádio CBN, cerca de 40 manifestantes foram detidos. O protesto foi convocado pelas redes sociais e reuniu black blocs, movimentos sociais, partidos políticos de esquerda, entre outros grupos.
A manifestação teve início no Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista, por volta das 17h e seguiu para a Praça da Sé, na região central da capital paulista. Durante a movimentação, houve pequenos focos de brigas e confrontos com as forças policiais, que foram rapidamente contornados. Ao todo, o governo de São Paulo mobilizou em torno de 2,5 mil policiais militares para acompanhar o protesto, que recebeu tanto apoio como vaias de moradores da região central de São Paulo.
Os manifestantes carregavam cartazes e entoavam gritos de protesto, como “Dilma, vê se me escuta: na Copa do Mundo vai ter luta”, ou “Brasil, vamos acordar. Professor vale mais do que o Neymar”. Durante a passagem do protesto, comerciantes com lojas ao longo do trajeto da passeata fecharam seus estabelecimentos. Um das presenças ilustres durante a manifestação foi do coordenador da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo, Júlio Lancellotti.
— São sempre importantes as manifestações, que são o grito preso na garganta das pessoas. A Copa do Mundo não pode se sobrepor às necessidades de vida do nosso povo — disse o religioso.
Ao todo, o governo de São Paulo mobilizou em torno de 2,5 mil policiais militares para acompanhar o protesto, que recebeu tanto apoio como vaias de moradores da região central de São Paulo. Os manifestantes carregavam cartazes e entoavam gritos de protesto, como “Dilma, vê se me escuta: na Copa do Mundo vai ter luta”, ou “Brasil, vamos acordar. Professor vale mais do que o Neymar”.
Durante a passagem do protesto, comerciantes com lojas ao longo do trajeto da passeata fecharam seus estabelecimentos. Um das presenças ilustres durante a manifestação foi do coordenador da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo, Júlio Lancellotti.
Fonte G1






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