O grupo de motoristas e cobradores grevistas promete voltar a trabalhar na madrugada de 22/5/14. A decisão foi anunciada após reunião na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) na noite desta quarta-feira, 21, e está condicionada a uma reunião com o prefeito Fernando Haddad (PT), às 10h de amanhã. A intenção da DRT é que Haddad reabra as negociações da campanha salarial.

Segundo o superintendente do Ministério do Trabalho, Luiz Antonio Medeiros, as empresas estão intransigentes e não aceitaram negociar com os grevistas. Por isso, agora ele espera que Haddad possa ajudar a abrir a discussão. O prefeito, porém, ainda não foi comunicado. O sindicato patronal obteve liminar nesta quarta-feira que obriga cada linha de ônibus a circular com no mínimo 75% de sua capacidade amanhã. Se a decisão não for cumprida, será aplicada multa.

Metroviários de São Paulo anunciam estado de greve

Os funcionários da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) declararam ontem estado de greve, em reunião na sede do sindicato. De acordo com o sindicato, a decisão foi uma “resposta da categoria à intransigência do Metrô”. Entre as reivindicações dos funcionários do Metrô, estão 35,37% de reajuste salarial (7,95% de inflação e 25,5% de aumento real), acréscimo de 13,25% para o vale-refeição (de 247,69 para 379,80 reais), plano de saúde para aposentados e reposição do quadro de empregados.

Segundo o sindicato, a estatal ofereceu 5,20% de reajuste salarial. A próxima assembleia será realizada em 27/5/14. O Metrô informou nesta quarta-feira, na página da empresa na internet, que todas as linhas e estações operam normalmente e que não há previsão de alteração da operação.

Cerca de 30% dos 11 mil investigadores de polícia do estado de São Paulo aderiram à operação padrão convocada pelo sindicato da categoria em 22/5/14. A maior parte dos investigadores que trabalham nas 93 delegacias da capital paulista, porém, não seguiram o pedido do sindicato, segundo o presidente da associação, João Rebouças da Silva Neto.

– Parece até que os investigadores da capital ganham bem, que a cidade não tem problema de segurança, não tem roubo, não tem homicídio. Mas no interior tivemos uma participação bem grande dos trabalhadores. Acho que o movimento foi positivo no sentido de dar um alerta ao governo sobre nossas demandas – disse Rebouças.

O Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo pedem aumento salarial, mais contratações e divulgação de um plano de segurança para a Copa do Mundo. Na operação padrão desta quarta-feira, a associação pediu aos trabalhadores que só fizessem o registro de casos graves e prisões flagrantes e que não fizessem hora-extra.

– A população entendeu bem que podia voltar nas delegacias amanhã para registrar os casos de menor importância. A população sabe que nossa Segurança está na UTI. Em 20 dias vai chegar uma enxurrada de turistas em São Paulo e não recebemos nem uma cartilha sobre como lidar com isso.

As entidades que representam delegados e escrivães de São Paulo não convocaram paralisações para esta quarta-feira, quando foram anunciadas greves em ao menos 13 estados.

Fonte: Yahoo

O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp) decidiram, em 21/5/14,em assembleia entrar em greve por tempo indeterminado. A paralisação começa em 27/5/14. O motivo é o congelamento dos salários neste ano decidido pelos reitores das três estaduais, USP, Unesp e Unicamp.

O sindicato espera iniciar a paralisação junto com professores e alunos, que realizam nesta tarde assembleias para decidir sobre o movimento. A Associação dos docentes (Adusp) já indicou que deve entrar em greve. Os estudantes também devem apoiar o movimento.

A decisão de greve dos trabalhadores da USP foi votada hoje em reunião com cerca de dois mil trabalhadores no prédio da Faculdade de História, na Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo. “Essa foi a maior assembleia em muitos anos”, disse o diretor do Sintusp, Magno de Carvalho. “Não teve nenhum voto contra a greve. A Universidade não pode rebaixar salários, porque, com essa inflação, não dar reajuste significa queda salarial.”

“A postura do Cruesp foi intransigente”, criticou o presidente da Associação dos Docentes da USP (Adusp), Ciro Correia. “O arrocho salarial não é resposta para a crise nas universidades, mas piora sua capacidade de trabalho”, acrescentou. Professores e funcionários ainda farão assembleias setoriais e gerais nesta quarta-feira em câmpus das três instituições para discutir a possibilidade de greve.

A USP vive uma crise financeira e gasta mais de 100% de seu orçamento com pagamento de salários. Antes de anunciar, em conjunto com Unesp e Unicamp, o congelamento de salários, a USP já havia cortado 30% de todos os gastos de custeio e investimento. Os níveis de comprometimento do orçamento com a folha de pagamento estão em 95,42% na Unesp e 97,33% na Unicamp.

Outras estaduais. Os servidores das três universidades estão em paralisação nesta quarta-feira, 21. De acordo com a assessoria de imprensa da Unesp, trabalhadores de 13 dos 34 câmpus fizeram paralisação parcial nesta quarta.

Já há um indicativo de greve em 15 unidades das 34 câmpus da Unesp, sendo que em duas professores e funcionários já cruzararam os braços por tempo indeterminado – Instituto de Artes de São Paulo e Sorocaba. Professores e funcionários da universidade já haviam aprovado o indicativo de greve caso não houvesse avanço nas negociações com o Cruesp e farão assembleias setoriais durante o resto da semana. A Unicamp deve definir ainda nesta quarta se param as atividades.

Na próxima terça-feira, 27, os servidores da Unesp também planejam fazer um protesto em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo, na zona sul da capital, contra o congelamento de salários. Na mesma data, uma comissão da Casa discutirá a crise nas universidades estaduais.

Fonte: Estadão

A polícia civil acionou uma ajuda relevante para solucionar os saques, arrombamentos, roubos e assaltos que ocorreram durante o período de greve da Polícia Militar de Pernambuco na semana de 12/5/14. O caso está sendo tratado também pela Diretoria de Inteligência da polícia, que passou os últimos dias recolhendo vídeos, fotos, denúncias e acompanhou a movimentação nas redes sociais. Hoje, todo o material começará a ser avaliado por especialistas. As ações, concentradas entre os dias 13, 14 e 15 deste mês, resultaram em um prejuízo que ainda está sendo calculado pelo comércio pernambucano.

“Monitoramos toda comunicação relacionada aos saques, inclusive tentativas de repasse dos produtos através da internet”, explica o diretor integrado metropolitano (DIM) da Polícia Civil, Luiz Andrey. Segundo ele, fotos com os itens, mesmo as postadas em montagens ou piadas, também serão investigadas.

Talvez por medo de um processo, o criador da página Boy do Arrastão, que já contava com quase 34 mil curtidas no Facebook, retirou a comunidade do ar no início da noite de ontem. A página – utilizando uma foto retirada pela fotógrafa do Diario Blenda Souto Maior – brincava com a imagem de um garoto saindo da loja Eletroshopping, em Afogados, com uma CPU.

Horas antes, o criador, que não quis se identificar, havia postado um texto explicando que não tinha ligação com o garoto e nem tinha a pretensão de incentivar algum tipo de debate sobre a questão dos saques. “Essa é uma página de humor. Não queremos humilhar o garoto retratado. Soubemos, inclusive, que ele foi com sua mãe devolver o produto”, dizia parte do texto.

Antes do encerramento da comunidade, porém, a reportagem do Diario conversou brevemente com o criador da página que informou estar repensando as imagens postadas. “Deveremos fazer uma ‘remodelagem’ na imagem do chamado ‘Boy do Arrastão” para que não haja riscos de um processo civil por danos morais ou outras investigações.” Um dos motivos para a cautela do administrador da comunidade pode estar também no fato de que o garoto retratado aparenta ser menor de idade.

Ainda na noite de ontem, uma outra página de nome Boy do Arrastão foi criada no Facebook. Um grupo aberto chamado Procura-se o boy do arrastão também foi criado na mesma rede.

Fonte: EM

Cobradores e motoristas de ônibus do Rio de Janeiro decidiram, em assembleia, paralisar as atividades por 24 horas a partir da 0h de quarta-feira. Líderes do movimento discordam sobre se vão manter um número mínimo da frota circulando durante a paralisação. Luís Fernando Mariano disse que a categoria vai manter 30% da frota circulando. Já o líder Hélio Teodoro afirma que esse é um problema do sindicato oficial da categoria, o Sintraturb. “Eles é que vão ter que se virar com isso aí”, disse Hélio.

Após a assembleia, realizada na Candelária, os trabalhadores fizeram uma caminhada em direção a Central do Brasil. Em função disso, por volta das 18h30, a pista central da avenida Presidente Antonio Carlos, sentido zona norte, estava interditada. Com uma faixa pedindo o fim da dupla função de motoristas, que atuam também como cobradores, os rodoviários gritavam palavras de ordem como “Avisa ao povão que na Copa não vai ter busão”.

A manifestação é pacífica. Na próxima sexta-feira, será realizada uma nova assembleia na Candelária, na qual os rodoviários decidirão se voltam a fazer paralisação na segunda-feira.

O secretário do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio (Sintraturb), sindicato oficial da categoria, Antônio Bustamante, foi hostilizado na assembleia dos dissidentes dos rodoviários. Ele disse que foi ao local esclarecer que o acordo firmado com os empresários de reajuste de 10% estava em vigor e estava ali para conversar com os defensores da paralisação. Mas, como Bustamante não quis falar ao microfone, foi chamado de ladrão pelos rodoviários. Ele teve que sair do local protegido por policiais militares, depois do tumulto formado a seu redor.

Líderes do movimento grevista foram ouvidos nesta tarde no Ministério Público do Trabalho (MPT). O MPT apura se a assembleia do sindicato da categoria que decidiu por fazer acordo de ajuste salarial com empresários do setor em março foi legal.

Segundo Hélio Teodoro, o MPT apenas fez perguntas sobre a assembleia e não houve avanço sobre possíveis negociações com empresários. Uma advogada do Sintraturb esteve na audiência no MPT, mas não houve diálogo com os líderes grevistas, que são dissidentes do Sintraturb.

No início do mês, os rodoviários do Rio fizeram duas paralisações, uma de 24 horas e outra de 48 horas, que deixaram milhões de pessoas sem transporte na capital e acabaram com centenas de ônibus depredados. As paralisações foram lideradas por dissidentes do sindicato oficial da categoria, contrário à greve.

Os rodoviários reivindicam reajuste salarial de 40%, índice maior que o acertado entre o sindicato e os empresários, de 10% dentro do dissídio anual discutido entre as duas partes. “Ninguém senta para negociar e o resultado é que a classe está revoltada”, afirmou Hélio Teodoro.

Durante as paralisações, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ), determinou que 70% da frota voltasse a circular na cidade pois entendeu que o sistema de ônibus é de extrema necessidade para a população e que qualquer paralisação deve ter um prazo de 72 horas para comunicar aos usuários do sistema. Na época, quatro líderes deste grupo foram impedidos pela decisão de participar de qualquer ato sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Em greve desde o dia 23 de abril, cerca de 2 mil professores da rede municipal de ensino de São Paulo, segundo cálculo da Polícia Militar, participaram nesta tarde de uma passeata pelas ruas do centro da capital paulista. Depois de se concentrarem no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), os professores decidiram, mesmo com a chuva, percorrer a rua da Consolação em direção à prefeitura.

Os manifestantes interditaram quatro das oito faixas da avenida Paulista e interromperam o trânsito de um dos lados da rua da Consolação. Segundo o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Simpeem), os profissionais reivindicam a incorporação de um bônus complementar ao salário, a valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho. Eles também pedem que os profissionais em greve não sejam punidos com o corte da folha de ponto.

A prefeitura aceitou nesta terça-feira receber uma comissão de professores para negociar o fim da paralisação. Após a reunião, os grevistas fariam uma assembleia em frente ao prédio, na região do viaduto do Chá, para decidir se voltam ao trabalho.

Greve permanece
Professores e representantes da prefeitura não chegaram a um acordo, em reunião realizada na sede do Executivo local. Em assembleia feita logo depois do encontro, os professores decidiram manter a paralisação.

Segundo o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Simpeem), os profissionais reivindicam a incorporação de um bônus complementar ao salário, valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho. Eles também pedem que os profissionais em greve não sejam punidos com o corte na folha de ponto.

Mais cedo, em torno de 7 mil professores – segundo números finais da Polícia Militar – fizeram passeata pelas ruas do centro da capital paulista. A adesão à greve, segundo o sindicato, é de 30% a 40% da categoria.

Diálogo aberto
À noite, a prefeitura divulgou nota na qual assegura que tem mantido diálogo aberto com os representantes dos sindicatos e apresentado propostas que visam a valorização das carreiras no setor público, “privilegiando os reajustes e reestruturações setoriais, de forma a corrigir distorções”. De acordo com a nota, a prefeitura já encaminhou à Câmara Municipal projeto de lei que eleva em 15,38% o piso salarial dos professores, gestores e quadro de apoio à educação da rede municipal.

Diz também que “com a medida, o município passará a pagar – segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – um dos maiores pisos salariais da categoria. O reajuste proposto eleva, por exemplo, o piso dos professores de nível superior, com jornada semanal de 40 horas/aula, de R$ 2.600 para R$ 3.000”.  A prefeitura ressaltou que já concedeu, em 2013, reajuste de 10,19% aos professores.

Agência Brasil