A Colômbia é o país latino-americano que lidera a expectativa de criação de emprego para o primeiro trimestre de 2014, revelou nesta terça-feira uma pesquisa da empresa americana de gestão de capital humano Manpower.
Apresentada pelo diretor de Operações Centrais para o Manpower Group, Alberto Alesi, a pesquisa foi feita entre mais de 65 mil diretores de recursos humanos em 42 países e territórios, com Taiwan no primeiro lugar em nível mundial, com 39% de tendência líquida de criação de emprego, seguido por Índia (33%), Nova Zelândia (21%) e Colômbia, que está empatada com Cingapura, com 19%.
Na América Latina, logo atrás da Colômbia estão Brasil e Peru com 16%, México e Panamá com 14%, Guatemala (11%), Costa Rica (10%) e Argentina (5%). Os Estados Unidos tiveram 13% e seu vizinho Canadá, 12 %. Os dois ficaram atrás do México na América do Norte
A tendência líquida de emprego é o resultado da diferença entre o percentual de empregadores que pretendem aumentar suas contratações da porcentagem dos que afirmam que vão reduzir seus empregados.
Segundo Alesi, os fortes investimentos na Colômbia trazem uma previsão de aumento nas ofertas de emprego no setor da mineração, ao contrário do Brasil, onde estão sendo terminadas as obras e projetos que geraram, entre 2010 e 2011, um aumento na demanda por trabalhadores.
A fraca demanda por empregos na Argentina foi atribuída por Alesi ao “modelo socialista” e a menor disponibilidade de dólares que está implementando a presidente Cristina Kirchner, deixando seu país praticamente dependente das exportações de soja.
Quanto aos números positivos dos Estados Unidos, assinalou que “em teoria indicam que saiu da crise”, mas ainda há problemas porque não alcançou a meta do governo de crescer em um ritmo maior e, inclusive, existem problemas nas trocas comerciais com o México.
Em relação à Europa, Oriente Médio e África, o país melhor qualificado entre os 24 analisados foi a Turquia com 16%, seguido por Israel com 10%, Polônia com 9% e Grécia com 7%. Os que tiveram números negativos foram Itália, com -10%, Irlanda e Finlândia, com -6%, Espanha com -4%, Eslováquia com -2% e Bélgica com -1%.
Fonte: Terrra






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