Três capacetes azuis indianos foram assassinados em 19/12/13 em uma base das Nações Unidas no Sudão do Sul, no momento em que os Estados Unidos enviam soldados ao país para proteger os cidadãos americanos.
O embaixador da Índia na ONU, Asoke Mukerji, informou que os três capacetes azuis foram escolhidos como “alvo e, assassinados” durante o ataque de um grupo de jovens da etnia Lou Nuer contra a base de Akobo, no estado de Jonglei, onde estavam refugiados mais de 30 civis de grupos étnicos rivais.
“Esta manhã as milícias atiraram e mataram três soldados indianos no Sudão do Sul”, declarou o embaixador indiano.
Segundo o porta-voz Farhan Haq, diante da ação, 40 capacetes azuis indianos da base foram transferidos para um campo militar do Sudão.
De acordo com a ONU, os jovens forçaram a entrada na base – onde estavam refugiados 30 civis da etnia Dinka, e “não houve combate” com os capacetes azuis.
Diante da crescente instabilidade no Sudão do Sul, os Estados Unidos enviaram 45 militares com a missão de “garantir a proteção dos cidadãos e dos interesses americanos” no país, informou o presidente Barack Obama ao Congresso em Washington.
“Esta ação faz parte da minha responsabilidade de proteger os cidadãos americanos, tanto em casa como no estrangeiro, e é baseada nos interesses de segurança nacional e política externa dos Estados Unidos…”, disse Obama em sua mensagem ao Congresso.
O presidente americano advertiu que “os recentes combates ameaçam mergulhar o Sudão do Sul novamente nos dias obscuros do passado”. “As lutas para acertar contas políticas ou desestabilizar o governo devem parar imediatamente. A retórica inflamada pela violência deve cessar”.
“O Sudão do Sul está à beira do abismo”, mas seus líderes “tem uma opção: podem deter a violência e trabalhar para resolver as tensões de forma pacífica e democrática”, disse Obama.
Segundo informações ainda não confirmadas, vários estudantes foram executados pelas forças de segurança na Universidade Juba, capital do país, na quarta-feira.
Centenas de estudantes haviam permanecido no campus da universidade e pediam proteção da ONU, explicou o porta-voz Farhan Haq.
Entre 2.000 e 5.000 civis se reuniram em outra área de Juda, conhecida como o complexo Kator, e também pediram ajuda à missão da ONU no Sudão do Sul, acrescentou Haq.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um apelo “ao governo e às forças da oposição para que respeitem os direitos dos civis e garantam sua segurança”.
Ban Ki-Moon também se disse “consternado” com a morte dos três capacetes azuis da ONU.
O embaixador paquistanês nas Nações Unidas, Massud Khan, que preside a sessão dedicada às operações de manutenção da paz, pediu um minuto de silêncio pelos três indianos mortos na base de Akobo.
O Sudão do Sul é sacudido por um conflito entre os seguidores do presidente Salva Kiir, da etnia Dinka, e do ex-vice-presidente Riek Machar, um Nuer.
Segundo a ONU, entre 500 e 800 pessoas teriam morrido nos confrontos esta semana entre facções do Exército leais a Salva Kiir e a Riek Machar, e a situação é “instável e confusa” no país.
Rebeldes leais a Riek Machar anunciaram nesta quinta a conquista de Bor, capital do estado de Jonglei, o que foi confirmado pelo porta-voz militar Philip Aguer.a
O Sudão do Sul – um país rico em petróleo, mas com uma população muito pobre – vive em permanente instabilidade desde sua independência do Sudão, em 2011.
PIB de país africano deve crescer 35% em 2014; veja ranking
Mesmo em meio a um conflito interno, o avanço impensável para outras economias é possível porque em 2012 o país teve fechada sua principal fonte de renda, a produção de petróleo, causando uma queda de 55% do PIB
A divisão de pesquisas da revista The Economist divulgou nesta quarta-feira um ranking com as cinco economias que mais crescerão em porcentagem neste ano. Na comparação com 2013, o Sudão do Sul tem a maior perspectiva de crescimento, com incomum projeção de 35% de acréscimo no Produto Interno Bruto (PIB).
De acordo com a publicação britânica, o avanço impensável para outras economias é possível porque em 2012 o país teve fechada sua principal fonte de renda, a produção de petróleo, causando uma queda de 55% do PIB naquele ano. Os poços voltaram a produzir, mas o país ainda sofre com um conflito interno que será determinante para o cumprimento dessa projeção. O Sudão do Sul, independente desde julho de 2011, está sacudido por combates desde 15 de dezembro.
Em quarto lugar aparece Serra Leoa, cujas principais atividades são mineração e comércio de diamantes, com 11,2%. Fechando o ranking da The Economist, outra nação asiática, o Turcomenistão, que deve ver um salto de 9,2% no PIB, influenciado principalmente por um novo gasoduto que levará gás natural diretamente a China.
Mesmo com altas porcentagens de crescimento, estas economias têm em comum a pequena base de comparação no ano anterior. De acordo com o levantamento, estes cinco países que lideram o ranking devem produzir juntos um total de cerca de US$ 130 bilhões neste ano.
| País | Projeção do PIB em 2014 |
| Sudão do Sul | 35% |
| Mongólia | 15,3% |
| Macau | 13,5% |
| Serra Leoa | 11,2% |
| Turcomenistão | 9,2% |
Fonte: Terra






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