Trinta e quatro reféns e 15 de seus sequestradores extremistas islamitas ligados à Al-Qaeda morreram em 17/1/13 durante um ataque do Exército da Argélia a um campo de exploração de gás, informou um porta-voz islamita citado pela agência de notícias mauritana Nouakchott Information (ANI).

A rede de TV Al-Jazeera também informou sobre a morte de 34 reféns, citando suas próprias fontes e testemunhas.

Segundo o porta-voz islamita, que afirmou à ANI estar presente no campo de gás próximo a In Amenas, os sequestradores, que exigem a retirada de tropas francesas do vizinho Mali, “tentavam transportar uma parte dos reféns para um local mais seguro em veículos” quando o Exército argelino bombardeou, “matando reféns e sequestradores ao mesmo tempo”.

Dezenas de ocidentais estão entre os reféns.

O líder do grupo, Abu Al Baraa, estaria entre os mortos.

Os sequestradores disseram que matariam os restantes sete reféns -3 belgas, 2 americanos, 1 japonês e 1 britânico-  caso o Exército se aproximasse, segundo a ANI.

mapa sequestro argelia (Foto: 1)

A agência oficial argelina APS afirma que cerca de 600 reféns argelinos, além de dois britânicos, um queniano e um francês, foram libertados durante a operação, sem citar mortes.

Mali
O ataque que resultou na situação de sequestro começou na madrugada de quarta em um sítio gasífero operado pelas empresas nacional Sonatrach com as companhias British Petroleum, britânica, e Statoil, norueguesa, em Tiganturin, a 40 quilômetros de In Amenas, não muito longe da fronteira com a Líbia.

Os militantes se identificaram como integrantes da rede terrorista Al-Qaeda afirmaram à France Presse que o sequestro foi feito por grupos da rede terrorista procedentes do norte do Mali.

Os agressores exigiram o fim da campanha militar francesa no Mali, onde 1.400 soldados franceses fazem uma ofensiva terrestre contra os rebeldes, uma semana depois de o governo francês abrir fogo contra os militantes islamitas a partir do ar.

mapa mali 16/1 (Foto: 1)

O país africano está dividido desde o ano passado, após rebeldes ligados à Al-Qaeda terem dominado o norte do território.

A Argélia permitiu que a França utilizasse seu espaço aéreo durante a intervenção militar iniciada na semana passada contra os rebeldes islamitas no Mali.

Mais de 24 horas após o início do sequestro, o número exato e a nacionalidade dos reféns continuava sem confirmação precisa: mais de quarenta ocidentais, incluindo sete americanos, dois britânicos, japoneses, um irlandês, um norueguês, e ao menos 150 argelinos (a maioria funcionários de uma companhia francesa de logística).

Foto sem data mostra entrada de campo de gás atacado por islamitas na Argélia (Foto: AFP)Foto sem data mostra entrada de campo de gás atacado por islamitas na Argélia (Foto: AFP)

França vai ficar no Mali até que estabilidade seja restaurada

A França
vai terminar sua intervenção no Mali assim que a estabilidade voltar ao país da
África Ocidental, disse nesta terça-feira o presidente francês, François
Hollande, levantando o prospecto de uma operação prolongada e cara contra
rebeldes ligados à Al Qaeda.

A França enviou centenas de soldados ao Mali e vem lançando ataques aéreos
desde sexta-feira na metade norte do país, onde Estados regionais e ocidentais
temem que possa se tornar uma base para ataques de militantes islâmicos na
África e na Europa.

Milhares de soldados africanos estão prontos para assumir o controle da
ofensiva, mas exércitos regionais lutam para acelerar a operação, prevista só
para daqui a alguns meses, que foi introduzida pela campanha de bombas da
França, cujo objetivo era parar um avanço rebelde sobre uma cidade estratégica
na semana passada.

“Temos um objetivo. Garantir que quando sairmos, quando terminarmos nossa
intervenção, Mali estará segura, com autoridades legítimas e um processo
eleitoral e sem terroristas ameaçando o seu território”, disse Hollande em
entrevista coletiva de imprensa durante visita aos Emirados Árabes
Unidos.

O ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, que acompanhava
Hollande, disse que a ofensiva contra os rebeldes do Mali poderia levar algum
tempo e que o nível atual de envolvimento francês poderia durar semanas. As
eleições, no entanto, levarão meses para serem organizadas.

Aviões franceses atingiram rebeldes com bombardeios e uma coluna de dezenas
de veículos blindados franceses andava pela empoeirada capital ribeirinha de
Bamako durante a noite, elevando para cerca de 750 o número de soldados
franceses no Mali.

Paris disse que planeja enviar 2.500 soldados para a sua ex-colônia para
incrementar o Exército do Mali e trabalhar com a força de intervenção fornecida
pelos Estados da África Ocidental.

Chefes da Defesa dos países da África Ocidental se reuniram em Bamako nesta
terça-feira para aprovar planos de acelerar o envio de 3.300 soldados regionais,
previstos em um plano de intervenção apoiado pela Organização das Nações Unidas
e que será liderado pelos africanos.

 

Fonte: G1 e OESP