Nos Estados Unidos, as profecias sobre o fim do mundo estão preocupando muita gente. E levaram a agência espacial, a Nasa, a fazer um desmentido oficial.

A correspondente Elaine Bast foi atrás de americanos que se estão se preparando para o apocalipse ainda este mês.

A primeira-ministra da Austrália anunciou: “O fim do mundo está chegando. Os maias estavam certos. Boa sorte a todos”. A premonição apocalíptica fez parte de uma brincadeira, para promover um show de uma rádio australiana.

Nos Estados Unidos, muita gente leva a sério e acredita que o planeta esteja com os dias contados. O fim chegaria no último dia do calendário da antiga civilização maia: 21 de dezembro de 2012.

As teorias são muitas. Por exemplo: uma colisão com um planeta chamado Nibiru, que ninguém viu ainda. Ou ainda uma erupção solar tão forte que provocaria o caos na Terra.

Há quatro anos, Steve se prepara para essa catástrofe. Em casa, ele estocou comidas, armas, pílulas para combater radiação e até máscaras de gás. “Estou me preparando para o colapso da civilização”, diz ele.

Algumas empresas construíram abrigos subterrâneos para que famílias possam sobreviver a uma catástrofe.

Nos Estados Unidos, há até um nome para as pessoas que esperam o fim do mundo: “prepers”
É tanta gente preocupada que o governo americano e a Agência Espacial Nasa criaram páginas na internet para explicar porque ainda vamos continuar muito tempo por aqui.

David Morrison, cientista da Nasa, diz que há muita fantasia e não há razão para se preocupar:
“Tem gente que não dorme e nem come”, destaca.

Sem se convencer, John instalou um sofisticado sistema de segurança em casa além de transformar o sofá e a cama em cofres: “Assim meu dinheiro ficará seguro”, diz ele.

Difícil é saber o que ele vai comprar, se o mundo acabar.

‘Sobrevivencialistas’ se preparam para o fim do mundo nos EUA

Eles acumulam alimentos, remédios, ferramentas, baterias e armas.
Alguns preveem um mundo sem leis após um desastre social e econômico.

Milhões dos chamados “sobrevivencialistas” nos Estados Unidos esperam o colapso da sociedade e se preparam para uma calamidade global que, segundo acreditam, pode ocorrer daqui a três semanas.

Os “preppers” (algo como “preparados”), como são chamados nos EUA, têm até seu próprio “reality show” no “National Geographic” e muitos deles vinculam suas expectativas com o calendário maia e o dia 21 de dezembro.

A rede Piedmont Virgínia Preppers explica em seu site, com precisão e jargão técnicos, que as catástrofes podem gerar desde “WWL”, a sigla em inglês para um mundo sem leis após o desastre social e econômico, até TEOTWAWKI, ou “o fim do mundo tal como o conhecemos”, o apocalipse.

No meio pode ocorrer um SHTF – sigla que corresponde, literalmente, a “m… é jogada no ventilador” – que significa algum desastre de caráter regional, como um furacão, uma grande inundação, ou distúrbios e motins.

Os “sobrevivencialistas” que esperam um descalabro do governo e das instituições sociais acumulam alimentos, remédios, ferramentas, lanternas, baterias e, certamente, armas e munição. Os que esperam um colapso econômico e financeiro juntam moedas de ouro, compram terras, fertilizantes, sementes.

E os que, por suas crenças religiosas, esperam o fim do mundo guardam tudo o que foi mencionado sem explicarem muito bem com que propósito, já que tudo terá acabado. Os sinais do apocalipse, segundo os sobrevivencialistas, incluem uma supertormenta solar, o impacto de um meteorito gigante e a elevação do nível do mar.

Recessão econômica
A recente recessão econômica, a crise em 2011 em relação ao limite da dívida dos EUA, e a retórica alarmista que precede o “abismo fiscal” que supostamente ocorrerá no fim deste ano reforçaram as apreensões de sobrevivencialistas.

“Há vários eventos que poderiam criar uma situação nas cidades onde as revoltas civis são muito prováveis”, disse ao jornal “The Washington Post” o representante republicano na assembleia legislativa do Estado de Maryland, Roscoe Bartlett.

Cientista, engenheiro e fazendeiro, Bartlett tem seu próprio “bunker” nas florestas da Virgínia Ocidental, onde estoca geradores de eletricidade e armários embutidos com alimentos e remédios.

Nas livrarias – as poucas reais e inúmeras virtuais – abundam as seções de manuais de sobrevivência com instruções para fazer fogo, primeiros socorros, orientação e defesa.

Escola de sobrevivência
“A sociedade é frágil, e algo vai acontecer”, declarou à rede de TV FOX8, de Cleveland, Tom Laskowski, que dirige uma escola de sobrevivência em Seven Hills chamada “Destrezas Nativas do Meio Oeste”.

“Há gente preocupada que isso possa ocorrer, embora ninguém saiba quando ocorrerá”, acrescentou Laskoski, que recomenda que os mais preocupados armazenem comida e água para se sustentar por três a seis meses.

O temor de um cataclisma virou um bom negócio para as lojas de armas, equipamentos de acampamento e alimentos enlatados, da mesma forma que para pequenas empresas como a Practical Preppers, da Carolina do Sul, especializada na construção de refúgios subterrâneos e em “assessoria em segurança”, que é basicamente o conselho para a compra de armas.

Um dos sócios da firma é Scott Hunt, um engenheiro e ex-pastor de uma congregação cristã independente que descreve sua função como “o chato trabalho da infraestrutura”, e o outro é David Kobler, veterano do exército com experiência em combate urbano no Iraque.

O site da Practical Preppers explica que “a instrução, a experiência e as destrezas de Hunt e Kobler se complementam quando se trata da preparação para sobreviver a desastres cataclísmicos, desde furacões devastadores a crises prolongadas como um ataque eletromagnético, que poderia destruir nossa infraestrutura tecnológica, paralisar o governo e causar o colapso da ordem social”.

No entanto, a Practical Preppers não indica qual é a preparação adequada para sobreviver ao fim do mundo.

Alguns “sobrevivencialistas” esperam o colapso da sociedade, e outros o fim do mundo, e milhões deles nos Estados Unidos se preparam para uma calamidade que, segundo acreditam, pode ocorrer daqui a três semanas.

Os “preppers”, como são chamados nos EUA, têm até seu próprio “reality show”, nada menos que no canal da “National Geographic”, e muitos deles vinculam suas expectativas com o calendário maia e o dia 21 de dezembro.

A rede Piedmont Virgínia Preppers explica em seu site, com precisão e jargão técnicos, que as catástrofes podem gerar desde “WWL”, a sigla em inglês para um mundo sem leis após o desastre social e econômico, até TEOTWAWKI, ou “o fim do mundo tal como o conhecemos”, o apocalipse.

No meio pode ocorrer um SHTF – sigla que corresponde, literalmente, a “m… é jogada no ventilador” – que significa algum desastre de caráter regional, como um furacão, uma grande inundação, ou distúrbios e motins.

Os “sobrevivencialistas” que esperam um descalabro do governo e das instituições sociais acumulam alimentos, remédios, ferramentas, lanternas, baterias e, certamente, armas e munição. Os que esperam um colapso econômico e financeiro juntam moedas de ouro, compram terras, fertilizantes, sementes.

E os que, por suas crenças religiosas, esperam o fim do mundo (literal) guardam tudo o que foi mencionado sem explicarem muito bem com que propósito, já que tudo terá acabado. Os sinais do apocalipse, segundo os sobrevivencialistas, incluem uma supertormenta solar, o impacto de um meteorito gigante e a elevação do nível do mar.

Por alguma razão, a eleição em 2008 do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama, acelerou as preparações de centenas de milhares de famílias que viram nisso um sinal do fim dos tempos.

A recente recessão econômica, a crise em 2011 em relação ao limite da dívida dos EUA, e a retórica alarmista que precede o “abismo fiscal” que supostamente ocorrerá no fim deste ano reforçaram as apreensões de outros sobrevivencialistas.

“Há vários eventos que poderiam criar uma situação nas cidades onde as revoltas civis são muito prováveis”, disse ao jornal “The Washington Post” o representante republicano na assembleia legislativa do Estado de Maryland, Roscoe Bartlett.

Cientista, engenheiro e fazendeiro, Bartlett tem seu próprio “bunker” nas florestas da Virgínia Ocidental, onde estoca geradores de eletricidade e armários embutidos com alimentos e remédios.

Nas livrarias – as poucas reais e inúmeras virtuais – abundam as seções de manuais de sobrevivência com instruções para fazer fogo, primeiros socorros, orientação e defesa.

“A sociedade é frágil, e algo vai acontecer”, declarou à rede de TV “FOX8”, de Cleveland, Tom Laskowski, que dirige uma “escola de sobrevivência” em Seven Hills chamada “Destrezas Nativas do Meio oeste”.

“Há gente preocupada que isso possa ocorrer, embora ninguém saiba quando ocorrerá”, acrescentou Laskoski, que recomenda que os mais preocupados armazenem comida e água para se sustentar por três a seis meses.

O temor de um cataclisma virou um bom negócio para as lojas de armas, equipamentos de acampamento e alimentos enlatados, da mesma forma que para pequenas empresas como a Practical Preppers, da Carolina do Sul, especializada na construção de refúgios subterrâneos e em “assessoria em segurança”, que é basicamente o conselho para a compra de armas.

Um dos sócios da firma é Scott Hunt, um engenheiro e ex-pastor de uma congregação cristã independente que descreve sua função como “o chato trabalho da infraestrutura”, e o outro é David Kobler, veterano do exército com experiência em combate urbano no Iraque.

O site da Practical Preppers explica que “a instrução, a experiência e as destrezas de Hunt e Kobler se complementam quando se trata da preparação para sobreviver a desastres cataclísmicos, desde furacões devastadores a crises prolongadas como um ataque eletromagnético, que poderia destruir nossa infraestrutura tecnológica, paralisar o governo e causar o colapso da ordem social”.

No entanto, a Practical Preppers não indica qual é a preparação adequada para sobreviver ao fim do mundo.

Fonte: Rede Globo