Palavra-chave: Palestina
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Fonte: Youtube
Milhares de palestinos recebem neste domingo em Ramala o presidente Mahmoud Abbas em sua chegada de Nova York, onde na quinta-feira obteve o reconhecimento da Palestina como Estado observador da ONU.
O líder palestino foi recebido em um ambiente de festa e com centenas de bandeiras palestinas, em uma praça repleta de militantes de todas as facções, muitos deles com cartazes com sua imagem e a do presidente Yasser Arafat.
Abbas, que há tempos se via eclipsado pelas conquistas do movimento islamita Hamas em relação a Israel, defendeu em seu discurso a união nacional, que descreveu como o “passo a seguir” de suas gestões para obter a independência. O político também lembrou o apoio majoritário da comunidade internacional à causa palestina e às “pressões” que precederam a votação na ONU para que mudasse o texto da resolução.
Abbas foi recebido com um tapete vermelho na entrada para o Muqataa, sede do governo palestino, e toda a área foi cercada por dezenas de milhares de palestinos em festa, agitando bandeiras e cantando. “Agora temos um Estado”, disse Abbas aos palestinos em Ramala.
Mulheres vestidas com o traje tradicional palestino de bordados vermelhos e uma ou outra com uma recriação da bandeira nacional, completavam um cenário com o qual o movimento Fatah fez sua demonstração de força. Ahla, uma jovem vinda de Belém, qualificou o momento como “muito importante”, e que com sua presença queria “agradecer” a Abbas pelo reconhecimento da Palestina.
Por sua vez, Jaafar Abdallah, funcionário do Ministério do Interior da Autoridade Nacional Palestina, disse que este “é um momento histórico” para os palestinos. “Embora chegue tarde, o fato de que após 65 anos o mundo tenha reconhecido nossos direitos é uma questão de justiça”, acrescentou, com a esperança de que “a ONU funcione agora de forma diferente e interrompa todas as ações de guerra de Israel contra o povo palestino”, defendeu.
Em 29/11/12, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que concedeu à Palestina o status de Estado observador não-membro, apesar da oposição dos Estados Unidos e de Israel, que respondeu anunciando o projeto de construir 3 mil novas casas nos assentamentos da Cisjordânia e Jerusalém Oriental.
Em novembro de 2011, Israel já havia acelerado a construção de assentamentos na Cisjordânia, ocupada após a adesão da Palestina como membro pleno da Unesco.
Com a participação de 300 entidades de toda a parte do mundo, que realizaram cerca de 160 atividades, o Fórum Social Mundial Palestina Livre, terminou, em 1/12/12, em Porto Alegre, com um documento que pouco difere da carta de referência elaborada antes do evento, na qual, de forma generalizada e pouco específica, rejeitam a ocupação, defendem os diretos de palestinos voltarem a territórios ocupados por Israel e pedem o boicote de produtos oriundos de regiões ocupadas.
A organização, no documento, pediu ainda a condenação de Israel por crimes de guerra, referindo-se ao conflito recente entre palestinos e israelenses que mataram quase 200 pessoas de ambos os lados até a assinatura de um cessar fogo negociado no Egito. “Um ataque de Israel à Faixa de Gaza onde mataram 167 palestinos em sua maioria mulheres e crianças. Repudiamos essa agressão e exigimos a condenação de mais esse crime contra a humanidade”, diz trecho do documento lido na ultima assembleia do Fórum.
Os participantes ainda comemoraram o reconhecimento da Palestina como Estado observador na ONU, como um primeiro passo na luta contra a ocupação israelense. “Recebemos com esperança um futuro de paz, o reconhecimento da ONU do Estado Palestino, e a reparação de uma injustiça histórica”.
Ademais, o documento lido reitera o apoio as organizações que lutam pela causa palestina, e pede o boicote comercial de produtos israelenses produzidos em locais onde estavam localizadas vilas palestinas ocupadas posteriormente após a ocupação.
“Reafirmamos que o termo de referencia com um documento que sintetiza os conceitos de solidariedade aos palestinos a serem desenvolvidos no próximo período”, finaliza o documento.
Pouco antes da leitura do documento, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, reiterou, a posição do Brasil de apoiar a resolução da ONU, e disse que a volta do Brasil ao Conselho de Diretos Humanos da ONU vai trabalhar para construção de diretos do povo palestino.
“O Brasil acredita que é dessa forma que construiremos a paz, a solidariedade é a forma pela qual nos movemos no cenário internacional, acreditamos, portanto, que o retorno do nosso País Conselho de Diretos Humanos das Nações Unidas vai atuar em conjunto com outros países pela construção de diretos do povo palestino, como compromisso mundial”, afirmou, de forma meio improvisada, em meio aos participantes do evento.
O Fórum, que teve intensa participação de entidades de esquerda, foi muito criticado por organizações judaicas, que se disseram excluídas do encontro. A representação diplomática israelense no Brasil, disse que o Fórum estimularia o terrorismo no Oriente Médio.
Durante o evento , o embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Mohamed Khalil Alzeben, disse que é “uma vitória da verdade e da justiça” a concessão do status de Estado observador na Organização das Nações Unidas (ONU), aprovada há dois dias na Assembleia Geral.
Diante das ameaças de retaliações dos norte-americanos, Alzeben indaga: “O que os Estados Unidos ganham em complicar ainda mais a vida dos palestinos adotando sanções?”. O embaixador elogiou a atuação do Brasil e disse confiar no apoio brasileiro para a criação do Estado independente da Palestina.
Pergunta Na prática o que representa o status de Estado observador na ONU?
Ibrahim Mohamed Khalil Alzeben: É uma vitória da verdade e da justiça. É o anúncio de uma nova Palestina e de um novo Israel. Estamos satisfeitos com a posição da grande maioria da comunidade internacional [138 votos a favor, nove contra e 41 abstenções], demonstrando que é possível o convívio positivo que defendemos. Ocorreu o que nós sempre acreditamos e defendemos.
P: O Brasil foi um dos países que mais fez campanha para os palestinos, o senhor acredita que é possível ampliar a contribuição brasileira?
IMKA: Agora, com a resolução [sobre a concessão do status de Estado observador], o terreno está preparado e é mais favorável para outras negociações. É uma satisfação para nós ter o Brasil a nosso favor. O Brasil pode participar de maneira mais intensa na comunidade internacional e em favor do direito internacional.
P: Com essa decisão na ONU, há ambiente para retomar as articulações em busca de um acordo de paz com os israelenses?
IMKA: Do nosso lado, estamos preparados para retomar as negociações e em plena disposição para negociar. Queremos voltar para a mesa de negociações e aguardamos isso. O nosso desejo é a existência de dois Estados, o da Palestina e o de Israel, em plena convivência.
P: Mas há ameaças, por exemplo, dos norte-americanos de adotarem medidas proibindo o comércio e repasses para a região da Faixa de Gaza. O senhor não teme isso?
IMKA: O mundo não se limita aos Estados Unidos. O mundo é representado pela comunidade internacional, que nos apoia na sua maioria na ONU e, dessa forma, deve ser feita uma leitura positiva sobre a resolução aprovada. O que os Estados Unidos ganham em complicar ainda mais a vida dos palestinos adotando sanções?
P: O senhor calcula que esteja próxima a criação de um Estado independente?
IMKA: A aprovação da resolução foi um passo fundamental. Nós tentamos isso no passado [há dois anos], sem sucesso, pois lamentavelmente a intransigência venceu. Fazemos um chamado ao governo dos Estados Unidos para que se alie à maioria da comunidade internacional em favor do direito internacional [e pela] criação do Estado independente da Palestina
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Fonte: Youtube
Após o início do cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que entrou em vigor em 21/11/12, ambos os lados afirmam ter alcançado seus objetivos nos confrontos, que duraram oito dias e deixaram mais de 160 mortos – cinco deles no lado israelense.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que decidiu aceitar a “recomendação” do presidente americano Barack Obama para um cessar-fogo depois que o país “alcançou” seus objetivos com a operação militar denominada Coluna de Nuvem. De acordo com o governo israelense os objetivos eram “restaurar a tranquilidade ao sul do país e recuperar o poder de dissuasão frente ao Hamas”.
O acordo, mediado pelo presidente egípcio, Mohammed Mursi, garante que os grupos palestinos irão parar de lançar foguetes contra o território israelense. Israel, por sua vez, se compromete a suspender os ataques à Faixa de Gaza e a possibilitar a abertura das passagens terrestres, tanto entre Israel e o território palestino, como a passagem entre Gaza e o Egito, em Rafah.
O elemento principal no acordo, que havia sido rejeitado por Israel no inicio da negociação, mas acabou sendo incluído, consiste na vinculação do cessar-fogo com a abertura do bloqueio imposto à Faixa de Gaza. Após fortes pressões do governo americano, Netanyahu aceitou os termos do acordo e mandou suspender os planos de uma invasão terrestre à Faixa de Gaza.
Fracasso e resistência
O líder do Hamas, Haled Mashal, declarou que “a ofensiva israelense fracassou”. Em anúncio após o cessar-fogo Mashal disse que “oito dias de combates obrigaram os lideres do inimigo a se render às nossas condições. A grande destruição que causaram não altera o fato de que a resistência venceu”. Mashal também disse que “a conclusão é que a opção da resistência é a vitoriosa”.
Fatah e Hamas
Há uma unanimidade de opinião entre analistas, tanto em Israel como nos territórios palestinos, de que o principal perdedor da última onda de violência é Mahmoud Abbas, o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Nacional Palestina (ANP), assim como do Fatah, força política que governa a Cisjordânia.
Considerado um movimento radical islâmico por Israel e os Estados Unidos, o Hamas passou a governar a Faixa de Gaza em 2007, e ao contrário do Fatah, não é reconhecido como um interlocutor para as conversas de paz.
Abbas, que simboliza a estratégia de negociação com Israel e que lidera o movimento que apostou no processo de paz, ficou à margem dos acontecimentos, enquanto o grupo islâmico Hamas, que se opõe à existência de Israel, tornou-se o principal protagonista do lado palestino. Durante esses oito dias de confrontos o Hamas ganhou legitimidade internacional, e Israel realizou negociações com o grupo, implicitamente o reconhecendo como governo na Faixa de Gaza.
Sufian Abu Zeida, um dos líderes do Fatah, que foi obrigado a fugir da Faixa de Gaza em 2007, quando o Hamas tomou à força o poder na região, expressou indignação com a atitude de Israel em entrevista ao Canal 10 da TV israelense. “Abu Mazen (Mahmoud Abbas) vocês humilham e ignoram, mas o Hamas, que nem reconhece a existência de Israel, vocês respeitam e com eles vocês negociam”, afirmou.
De acordo com a jornalista Amira Hass, em artigo no diário israelense Haaretz, o Hamas conseguiu “manobrar a Faixa de Gaza como uma entidade separada, que se abrirá para o mundo árabe e islâmico”. “Como parte da Irmandade Muçulmana, o Hamas consegue devolver a questão palestina ao foco da atenção internacional e também atua como uma força regional cuja opinião e capacidade deve ser levada em consideração”, afirma Hass
Fonte: BBC
Hoje, o apelo palestino por uma condição de Estado independente pode morrer nos próximos meses, a menos que nós ajudemos a salvar esse apelo. Na quarta-feira à noite, o presidente Obama se encontrou com o presidente palestino Abbas, e possivelmente o pressionou fortemente para evitar uma votação completa na assembleia das Nações Unidas, uma votação que a Palestina certamente venceria. Ontem a pressão parecia estar funcionando, e os palestinos estão desistindo da votação.
Vai ser uma tremenda desilusão para o mundo e para os palestinos se esse momento passar sem nenhuma realização. Isso iria enfraquecer a paz e alimentar a desesperança, o extremismo e a violência. Mas ainda podemos virar o jogo. Em algumas horas, a Avaaz vai levar uma flotilha de navios pelo rio que corre próximo à ONU, coberta com enormes cartazes. Outro barco com jornalistas dos maiores meios de comunicação do mundo vai permitir a filmagem da flotilha e os jornalistas vão entrevistar nosso porta-voz. Se pudermos dizer que, em apenas 12 horas, 250 mil pessoas apelaram ao Abbas para que ele seja firme e forte e permita que o mundo faça uma votação, isso vai ajudar a definir este momento na mídia — influenciando a decisão de Abbas em atender ou não a esse apelo histórico.
Esta semana a Avaaz se reuniu com vários ministros de relações exteriores e nossa manifestação em Nova Iorque para entregar nossa poderosa petição com um milhão de assinaturas que foi notícia em todos os lugares. Mas o lobby dos EUA é impetuoso – nós precisamos urgentemente apelar ao Abbas para que ele seja forte e a cada um de nossos países para que apoiem o presidente palestino. Clique abaixo para assinar a petição e enviar uma mensagem urgente por telefone, no Facebook ou Twitter para governos e seus líderes, ou deixe comentários em artigos de notícias específicos para modelar a narrativa da mídia nesse momento. Temos apenas algumas horas antes que o presidente Abbas faça seu discurso na ONU mostrando sua decisão. Vamos fazer tudo que pudermos:
http://www.avaaz.org/po/urgent_18_hours_for_palestine/?vl
O apelo pela condição de Estado independente é uma tentativa pacífica, razoável e diplomática para dar os próximos passos rumo à paz e dar aos palestinos esperança após 40 anos de ocupação, opressão e colonização pelo estado legítimo de Israel. Pesquisas de opinião pública financiadas pela Avaaz e outras pesquisas mostram que a grande maioria de pessoas pelo mundo apoiam essa medida. Mas o governo extremista de Israel, com seu poderoso lobby político dos EUA, está determinado a matar essa proposta consciente e manter a Palestina fraca, oferencendo, pelo contrário, mais anos de falsas conversações de paz, ao passo em que colonizam mais terras palestinas. Ironicamente, estes extremistas ameaçam mais a Israel do que a Palestina, uma vez que um crescente número de palestinos estão desistindo da ideia de dois Estados e decidindo abraçar um desafio a longo prazo — um desafio que eles comparam com a luta da África do Sul contra o apartheid — por um único estado democrático secular com igualdade de direitos para todas as etnias e credos — efetivamente o fim de Israel enquanto um Estado Judeu.
Algo grandioso está acontecendo aqui. O presidente Obama disse que um Estado palestino somente pode ser concedido por meio de negociações com os israelenses. Mas quando Israel aplicou junto à ONU pela condição de Estado, os EUA não solicitaram que os palestinos concordassem com o pedido. Os EUA usam a retórica das manifestações a favor da democracia na Líbia, Síria e outros lugares, mas quando os palestinos buscam a liberdade, Washington faz tudo o que pode para se opor. Esse tipo de predisposição, no qual um aliado convicto, e até mesmo cego, de Israel é o único “pacificador” que temos é parcialmente o motivo pelo qual este conflito persite por décadas. Mas finalmente o mundo já se cansou – 127 nações, incluindo o Brasil, Índia, China e agora a França, levantaram-se para apelar por uma nova direção, e se outros se juntarem a eles, a era da hegemonia de Israel/EUA sobre esse conflito pode estar chegando ao fim, com um panorama de vozes globais e regionais mais amplo e mais sábio, especialmente as vozes das próprias pessoas, para substituir essa hegemonia. Tudo se resume às próximas horas — vamos fazer com que o mundo se levante, e fazer acontecer
Agora mesmo, o presidente Abbas está escrevendo seu discurso. Fontes internas dizem que ele está se sentido traído pelos americanos, israelenses e líderes árabes aliados dos EUA com quem trabalhou toda a sua vida pela paz. Na quarta-feira, em um evento, ele disse alegadamente ao New York Times que “estava farto de todas essas pessoas, e não sabia o que fazer…”. As esperanças do povo palestino estão com um homem que, após ser repetidamente traído e enfraquecido pelos EUA, está perdendo a sua própria esperança. Mas uma grande maioria do mundo, e 80% de seu próprio povo, apoiam seu objetivo. Vamos pedir que ele coloque sua esperança no mundo e no apelo de seu povo, deixe o mundo votar o reconhecimento da Palestina, e deposite confiança ao resto do mundo e ao seu povo, que ajudarão esse novo Estado florescer.
Com esperança,
Ricken, Alice, Emma, Wissam, Nicola, David e toda a equipe da Avaaz
O Conselho Revolucionário do Fatah, movimento do presidente palestino, Mahmud Abbas, aprovou por aclamação, em 10/3/14, a recusa de se reconhecer Israel como Estado judeu – disseram à AFP participantes da reunião.
Em seu discurso, Abbas garantiu que, “aos 79 anos, não vai ceder em relação aos direitos de seu povo, nem trair sua causa”, relataram as mesmas fontes consultadas pela AFP.
“O presidente Abbas afirmou mais uma vez sua recusa a reconhecer a ‘judeidade’ do Estado de Israel, e os membros do Conselho Revolucionário se levantaram para aplaudir e comemorar essa decisão, que foi aprovada por unanimidade”, declarou à AFP um membro do Fatah, que pediu para não ser identificado.
“Apesar das grandes investidas sobre nós, não podemos aceitar isso”, teria dito o presidente palestino, segundo as mesmas fontes, além de agradecer ao apoio dado a sua posição, no domingo, pelos ministros árabes das Relações Exteriores.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, faz do reconhecimento de “Israel como Estado do povo judeu” um elemento fundamental para um acordo de paz. Segundo Netanyahu, essa “é a raiz do conflito” entre os dois povos, e não a ocupação dos Territórios palestinos.
Abbas é esperado na próxima semana, nos Estados Unidos, onde será recebido pelo presidente Barack Obama em 17/3/14
Fonte: Yahoo
O Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir o apelo da Palestina para se tornar o 194º país do mundo. No entanto, governantes de países de destaque ainda estão em cima do muro. Somente um esforço gigantesco da opinião pública pode mudar a situação.
A Avaaz defende a ideia de que essa proposta legítima e de fato a melhor oportunidade para acabar com o beco sem saída das infinitas negociações mal-sucedidas e abrir um novo caminho para a paz.
Enquanto a violência se espalha novamente e as tensões sobem no Oriente Médio, uma nova proposta de independência da Palestina ganha fôlego em todo o planeta. Se conseguirmos a aprovação dessa proposta na ONU, ela poderá significar um novo caminho para a paz.
Porém, os chefes de governo de países de destaque ainda estão em cima do muro e para convencê-los a apoiar a independência da Palestina precisamos reforçar a pressão da opinião pública. Muita gente acha que não entende a situação suficientemente bem para se mobilizar.
Vamos mudar o teor da conversa sobre o Oriente Médio e criar um maremoto de apoio à independência da Palestina.
Enquanto a maioria dos palestinos e israelenses querem uma solução para o conflito baseada em dois Estados, o governo extremista de Israel continua aprovando a construção de assentamentos em áreas contestadas, alimentando ódio e massacres. Apesar dos esforços, décadas de negociações para a paz lideradas pelos EUA fracassaram na tentativa de refrear os inimigos da paz e chegar a um acordo.
Hoje, essa proposta de independência poderia ser a melhor oportunidade em vários anos para sair do impasse, evitar outra espiral da violência e equilibrar o campo de ação entre as duas partes em favor das negociações.
No mês passado, os palestinos apresentaram sua proposta ao Conselho de Segurança. Mais de 120 países a apoiam, mas os Estados Unidos não só a rejeitam como estão enviando um claro sinal a seus aliados europeus de que qualquer apoio à proposta legítima dos palestinos dificultaria as relações bilaterais. Cabe a nós dizer às lideranças de países europeus de destaque que a opinião pública apoia esse avanço não-diplomático e não-violento e que a opinião dos cidadãos é que deveria influenciar as decisões estratégicas, e não as preferências do governo americano.
Nossa campanha está explodindo em todo o mundo — mais de 830.000 membros se juntaram ao apelo nos primeiros dias! Ela foi mencionada na primeira página de grandes veículos de notícia, citada no Conselho de Segurança da ONU e tuitada pelo próprio presidente da Palestina!
Há muita falta de informação sobre o conflito entre Israel e Palestina e muita gente não se sente segura para se engajar. Mas este pequeno vídeo explica claramente os detalhes e pode nos munir de informações para uma mobilização. Por sermos uma sólida rede global reforçada por quase 10 milhões de membros em todos os países do mundo, temos a oportunidade de provocar uma votação capaz de reverter décadas de violência.
Fonte: Avaaz

Em 22/12/12, a polícia de Nova Délhi, a capital da Índia, usou gás lacrimogêneo e canhões de água para conter milhares de pessoas que tentavam chegar à residência do presidente do país para protestar contra o estupro coletivo e o espancamento de uma estudante no interior de um ônibus.
Vários manifestantes sofreram ferimentos ao tentar romper o bloqueio formado por barricadas de aço na região, que conta com forte esquema de segurança. A polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo e usou cassetetes contra os manifestantes, alguns dos quais atacaram a política durante esporádicos confrontos durante o dia.
À noite, os confrontos se intensificaram. Um grande número de manifestantes se dirigiu para o prédio do Parlamento, que fica nas proximidades da residência do presidente, e atacou a polícia com pedras, que revidou. Mais tarde, os manifestantes se reagruparam e acenderam velas.
O protesto pede a pena de morte para os seis suspeitos que foram detidos pela polícia após o ataque, ocorrido em 16 de dezembro, na capital indiana.
O ministro do Interior Sushilkumar Shinde disse aos jornalistas que o governo vai examinar atentamente o pedido e anunciar a abertura de um inquérito oficial sobre o estupro, ocorrido no último domingo, além de sugerir medidas para melhorar a segurança das mulheres.
Shinde disse que cinco policiais de Nova Délhi foram suspensos por não terem agido prontamente, após o ataque sofrido pela jovem. Ele também reuniu-se com uma delegação de manifestantes estudantis e pediu a eles que encerrassem seu protesto.
O ataque deu início a vários dias de protesto em todo o país. As mulheres exigiram que as autoridades tomem ações mais duras para protegê-las contra a ameaça diária de assédio e violência. Na sexta-feira, autoridades indianas anunciaram uma ampla campanha para proteger as mulheres de Nova Délhi.
Alguns manifestantes deste sábado seguravam faixas nas quais se lia: “Salvem as mulheres. Salvem a Índia” e “Enforquem os estupradores”.
O aposentado V.K. Singh, que foi chefe do Exército, se uniu aos manifestantes e responsabilizou “a apatia política e burocrática em relação aos crimes contra mulheres”. Ele exigiu reformas imediatas na política para treinar e armar as forças de segurança.
O ministro do Interior também anunciou que aparelhos de GPS serão instalados nos ônibus do governo para evitar que eles saiam de suas rotas. Além disso, os motoristas terão de deixar suas identidades à vista. Há relatos de que entre os pelos menos quatro homens – que estupraram a jovem e feriram gravemente a vítima e o amigo que estava com ela -, estava o motorista e o cobrador do ônibus.
Internada, a Jovem vítima de estupro coletivo em ônibus corre risco de vida na Índi
Outro dia, outra garota estuprada, outra rodada de indignação. No entanto, mais de 630 estupros aconteceram na cidade até agora neste ano, e nada parece que realmente mudará.
Os médicos que tratam a estudante paramédica atacada, que atualmente está conectada a aparelhos de suporte de vida em um lotado hospital da cidade, estão horrorizados. Eles disseram que esse é o caso “mais grave” de estupro que já cuidaram.
“Isso foi muito mais do que estupro. Havia lesões extensas. Aparentemente um objeto contundente foi usado repetidamente (pelos agressores)”, disse um dos médicos.
O incidente da noite de domingo de 16 de dezembro na “capital do estupro” da Índia foi simplesmente brutal, mesmo para uma cidade que se tornou insensível aos crimes contra as mulheres.
Os maus-tratos e abuso contra mulheres são um grande problema especialmente em Nova Délhi e no norte da Índia. A mentalidade social patriarcal, uma cultura descarada de abuso do poder político, um desdém generalizado em relação à legislação, uma força policial em grande parte insensível e uma população de migrantes sem raízes, sem lei, são apenas algumas das razões. Devem haver muitas outras.
Então, é provável que qualquer mulher – exceto as muito ricas e privilegiadas – esteja propensa a enfrentar indignidade e humilhação nessa cidade.
Nessa parte do mundo onde vivo e trabalho, as pessoas dizem que os estupros são consequência da pornografia, da influência das mulheres estrangeiras – por usarem vestidos ocidentais e por saírem com seus amigos. Quando outro incidente acontece, as manchetes indignadas, talk shows de TV, vigílias à luz de velas, promessas pelas autoridades e chavões por parte dos políticos aparecem novamente.
Mas nada realmente muda para as mulheres em Délhi. “É como se houvesse uma conspiração silenciosa na cidade”, disse uma amiga, “para que as mulheres continuem com medo”. Elas dizem que não estão seguras em nenhum lugar, em casa, na rua, no ônibus, no novo sistema de metr
Uma amiga que trabalha como fotógrafa de uma agência internacional de notícias me contou a história de sua vida como uma mulher em Délhi. É infinitamente pior para aquelas que são menos favorecidas do que ela.
Quando ela vivia como hóspede em um luxuoso bairro na região sul de Délhi alguns anos atrás, um cozinheiro bêbado invadiu seu quarto à noite, puxou o lençol de cama e tentou atacá-la. O homem fugiu depois que ela gritou.
“O meu senhorio, uma pessoa perfeitamente respeitável no exterior, veio e disse que provavelmente foi um sonho, que não poderia ter sido um ataque. Sua mãe tinha ouvido os meus gritos, e acreditou em mim. Fui embora do local, e eles disseram que tinham demitido o cozinheiro. Quando cheguei mais tarde, descobri que o cozinheiro havia retornado e estava trabalhando”, lembrou.
Depois de alguns anos, ela se matriculou em aulas de salsa, e seus amigos chegaram para buscá-la para uma competição. Eles esperavam um táxi quando um policial se aproximou e questionou os meninos. “Vocês estão saindo com uma mulher promíscua”, resmungou. “Dê-me o telefone de seus pais, vou ligar para avisá-los disso.”
Quando seus amigos protestaram, o policial foi até a dona da casa e solicitou um suborno. “Ele lhe disse que abriria um processo dizendo que ela tinha alugado um quarto para uma mulher suspeita e sem um acordo de aluguel adequado.”
Uma noite, há alguns anos, ela voltava para casa do trabalho quando um jovem se aproximou e disse algo muito obsceno. Ela pediu para ele calar a boca e continuou andando. O homem correu atrás dela, parou em sua frente, e lhe disse sem rodeios: “Derramarei ácido em seu rosto se você falar isso novamente” e então desapareceu
“Cheguei em casa e comecei a chorar. Fique com medo de sair de casa durante os dias seguintes”, disse.
Não ajuda muito a mulher estar acompanhada por um amigo ou cônjuge. Outra amiga que andava de carro com um amigo foi atacada por um grupo de rapazes em um bairro chique alguns anos atrás. Eles bloquearam a pista em um cruzamento, apontaram uma arma para seu amigo e o xingaram.
“Eles quiseram provocá-lo, falaram que ele saía com uma prostituta. Meu amigo ficou em silêncio e pediu desculpas. Eles nos deixaram ir embora depois de nos roubarem”, lembrou.
O desdém de Délhi por suas mulheres reflete possivelmente a própria cidade, disse um amigo cínico e residente de longa data da cidade.
Uma cidade que em grande parte, segundo ele, foi criada por uma geração de imigrantes sem raízes, ricos e pobres, que viviam em seus próprios mundos em bairros fechados e favelas imundas, atualmente torna difícil uma ação coletiva genuína. Uma polícia ineficaz e um sistema de justiça que não funciona também não contribuem para a situação
Fonte: Ig
A esperança de Malala: vote pelo Site da Avaaz
Malala dedicou sua infância para defender a educação de garotas como ela no Paquistão. Enquanto ela se recupera em uma cama de hospital, vítima de atiradores do Talibã, vamos ajudar o seu sonho a se tornar realidade.
Já existe, em uma parte do Paquistão, um programa bem sucedido que dá benefícios para famílias que enviarem suas filhas para a escola com frequência. No entanto, na província da garota Malala, o governo está de braços cruzados. Alguns políticos de cargos altos lhe ofereceram ajuda e se agirmos agora podemos fazer com que eles se comprometam a implementar essa ideia em todo o país.
Antes que a atenção da mídia se volte para outro caso, vamos elevar nossas vozes e exigir que o governo do Paquistão anuncie medidas de auxílio financeiro para todas as garotas paquistanesas irem à escola. Em alguns dias, o enviado da ONU para educação se encontrará com o presidente paquistanês Asif Ali Zardari e disse que a entrega em mãos de 1 milhão de assinaturas pode dar força à sua presença. Assine a petição e compartilhe com todos – vamos ajudar a tornar o sonho da garota Malala realidade.
Fonte: Avaaz
Mulher palestina diz que ficou 10 anos trancada no banheir
Baraa Melhem na casa de sua mãe
Uma mulher palestina de 21 anos disse a autoridades que passou os últimos 10 anos trancada em um banheiro por seu próprio pai, que só a deixava sair durante a noite para que ela limpasse a casa.
Baraa Melhem contou que seu pai dizia a ela que “as pessoas são monstros”, segundo uma assistente social que está trabalhando no caso.
A polícia palestina disse nesta segunda-feira que libertou Melhem no sábado do pequeno banheiro de uma casa na cidade de Qalqilya, na Cisjordânia, após uma denúncia anônima.
O pai dela, que tem cidadania israelense, foi preso e entregue a autoridades de Israel. Ele vai prestar depoimento a um tribunal israelense na quarta-feira, de acordo com um porta-voz da polícia.
Melhem disse a uma rádio palestina que ela tinha 11 anos quando seu pai a trancou dentro do banheiro e não a deixou mais ir à escola ou ver a mãe, de quem ele é divorciado.
Ele batia nela com um pedaço de pau com arames de metal e dava apenas uma coberta para ela se aquecer, de acordo com a assistente social Hala Shreim.
“O banheiro tinha apenas um metro e meio, era como uma cela”, disse Shreim.
De acordo com um comunicado da polícia palestina, o pai, citando uma “disputa familiar”, admitiu ter trancado a filha e que a alimentava basicamente só com pão.
A assistente social disse que o pai de Melhem frequentemente encorajava a filha a cometer suicídio.
“Seu único consolo era um rádio que a mantinha conectada ao mundo”, disse a assistente social Shreim.
A jovem agora está de volta com sua mãe.
Fonte: Yahoo
RELEMBRE OUTRO CASO
Uma mulher foi presa na Arábia Saudita, só porque dirigiu um carro e postou um vídeo sobre isso no youtube, com 500 000 visualizações, pela “mataw”, a polícia religiosa, que costuma humilhar as mulheres em público. Mesmo assim, em 17 de Junho, algumas repetiram a proeza de Manal al-Sharif, sendo presas, e foi fundada a Comunidade “We are all Manal al-Sharif” no Facebook.
Nesse país, além de não poderem dirigir, as mulheres precisam da autorização de algum homem da família para fazerem as atividades quotidianas, como trabalhar fora e viajar para o exterior. Elas não podem andar sozinhas nas ruas, acessar a net sem a presença de um guardião masculino (“mihrim”), nem subir nos elevadores com os homens
Todavia, hoje, asssiste-se a um verdadeiro “despertar árabe”, em que as mulheres muçulmanas vêm participando dos movimentos na Tunísia, Egito, Líbia, Iêmen, Bahrein e Síria, ao lado dos homens, mesmo os governantes considerando os protestos “haram”, ou seja, pecado punível com cadeia e flagelação.
Essas mulheres são, portanto, um contraponto à submissão em que vivem na Arábia.
Um novo episódio maculou a imagem da mulher muçulmana, desta vez, da Rainha da Jordânia, Rania, chamada de “piranha” por comentarista da TV fechada da Rede Globo, causando reação da comunidade no Brasil.
Fonte: R7
Os conflitos entre Israel e os palestinos remontam ao século XIX, quando os judeus iniciaram o movimento, chamado de sionismo, de retorno à terra natal, ocupada pelos árabes, estimulados pela Declaração de Balfour, iniciativa britânica, por meio da qual se reconheceram os direitos políticos daqueles, mesmo porque, com a queda do Império Otomano, a região disputada tornou-se colônia britânica.
Com a Segunda Guerra Mundial, veio o Nazismo, acirrando o movimento de fuga dos judeus para a Palestina.
A ONU (Organização das Nações Unidas) ofereceu-se para repartir a região entre ambos os povos, mas estes não anuíram.
Com o fim da colonização, os judeus quiseram fundar o Estado de Israel, mas o Egito, Iraque, Síria, Líbano e Jordânia entraram na briga por terras, levando os egípcios a ocuparem a Faixa de Gaza, enquanto a Jordânia, a Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Então, em 1964, os Palestinos fundaram a organização política armada OLP (Organização pela Libertação da Palestina), já que não lhes sobrara território algum.
Em 1967, houve muita tensão na região, com a Guerra dos Seis Dias, pois, em Gaza, os navios israelenses foram impedidos de circularem, e houve ocupação egípcia no Monte Sinai, além de síria e da Jordânia nas fronteiras, mas Israel venceu, reavendo parte da Faixa, Sinai, Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Colinas de Golã.
Em 1973, houve a Guerra de Yom Kippur, um dos principais feriados judeus, entre Israel e árabes, liderados pelo Egito e Síria. Houve, então, crise de fornecimento de petróleo, pois os países árabes, grandes produtores deste, boicotavam sua venda ao Ocidente, que apoiava Israel. Este venceu o conflito, com a assinatura de acordo de paz em Camp David, Estados Unidos, com o Egito, presidido por Anuar Sadat, que foi expulso da Liga Árabe.
Em 1979, Israel e Egito assinam acordo, levando o primeiro a deixar o Sinai em 1982, mas, neste mesmo ano, o primeiro iniciou conflito com o Líbano, por suposto movimento terrorista da OLP neste.
Em 1987, inicia-se a Intifada, movimento popular em que os palestinos atacavam os israelenses com paus e pedras, mas, em 1988, o Conselho Palestino aceitou a divisão do território proposta antes pela ONU. Em 1993, fundou-se a Autoridade Palestina, presidida por Yasser Arafat, a partir do Tratado de Paz de Oslo, em que, mesmo Israel alegando aceitar deixar partes de Gaza e Cisjordânia, mantém assentamentos judaicos nestas. Além disso, os ataques de palestinos seguem, pois não se resolveu a divisão de Jerusalém.
Assim, em 2000, volta a Intifada, pois Ariel Sharon, Primeiro-Ministro de Israel decide construir muro na Cisjordânia, alegando ser para evitar ataques dos homens-bomba, atenuando-se em 2004, quando, com a morte de Arafat, Israel retira-se de áreas ocupadas.
Em 2006, os ânimos acirram-se novamente, pois o Hamas, terrorista, ascende ao Parlamento Palestino, recusando-se a aceitar o Estado de Israel, ao mesmo tempo em que aquele não é reconhecido pela comunidade internacional. O Fatah é outro grupo terrorista atuante na Palestina.
Nos dias atuais, a maior parte das opiniões é de reconhecimento da Faixa de Gaza e da Cisjordânia como território Palestino. O Presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, por exemplo, defende, publicamente, a criação de um Estado Palestino desmilitarizado, com base nas fronteiras pré-1967, distinto, pois, de Israel. Nesse sentido, a Autoridade Palestina, em Setembro, foi à Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) pleitear o reconhecimento da Palestina como membro desta, englobando a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, além de Jerusalém Oriental, enquanto o premiê de Israel, Binyamin Natanyahu, não concorda com o limite das fronteiras citado por Obama, já que muitos isrealenses vivem na Cisjordânia, ou seja, fora do Estado de Israel. O Brasil e outros Estados já se declararam-se favoráveis ao anseio dos palestinos
Em 19 de Agosto, o Hamas anunciou o fim da trégua com Israel, iniciada em 2009, depois que este atacou a Faixa de Gaza no dia anterior, em represália contra a morte de israelenses
Fonte: Yahoo