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Lista de Links

Palavra-chave: fome

O Brasil como grande produtor mundial de alimentos

06/08/2012

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Fonte: Youtube

Será que o eixo da Terra já virou?

30/12/2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Queridos Leitores,

Nós, do Terra 2012, estamos encerrando nosso primeiro ano juntos, e não poderíamos deixar de registrar nosso agradecimento a todos vocês, leitores de tantas cidades do Brasil e do mundo.

Além disso, vamos conversar um pouco sobre o tema principal de que trata nosso site: a Terra

2011 foi um ano muito intenso, e é por isso que usamos a expressão acima de que seu eixo já poderia ter virado, em analogia a tantas mudanças que houve no planeta.

Vamos relembrar alguns fatos que mostram que a Terra está mesmo saindo da terceira e entrando na quinta dimensão:

* o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) tenta controlar os abusos dos juízes, contando com o apoio da população, mesmo o próprio STF, por meio de uma liminar, restringindo-lhe os poderes; em outros Poderes também se tenta varrerr a corrupção, como o que fez Dilma, ao demitir 5 ministros acusados de irrregularidades

* o aumento do salário mínimo para R$ 622,00 deve injetar R$65 bilhões de Reais na economia em 2012

* as chuvas na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, o tsunami atômico do Japão e o tufão das Filipinas provocaram o desencarne de muitas pessoas, mas isso faz parte do processo de retirada do planeta dos espíritos que não estão preparados para viverem na nova dimensão, associado ao renascimento dos sobreviventes na própria Terra, baseado em uma vida mais simples e verdadeira, focada no que realmente vale a pena, que é a vida e o convívio com as pesss quoae amamos

* um vulcão espalhou cinzas por todo o planeta, e isso também mostra o movimento de deslocamento daquele no universo

* na Arábia Saudita, o Rei Abdullah permitiu a entrada do Twitter e que as mulheres votem e sejam votadas nas eleições locais, diante dos movimentos populares da “Primavera Árabe”, que visam à derrubada das ditaduras do Islã, como ocorreu no Egito e na Tunísia

* os Estados Unidos podem vir a dispensar os vistos de turistas a brasileiros, devido à expansão de nossa economia

* no Brasil, já há crise de mão-de-obra, principalmente, em setores como a construção civil, também em decorrência da boa fase da economia

* os Estados Unidos e a Europa enfrentam grave crise econômica, marcada, sobretudo, pelo desemprego, mostrando a derrocada do atual modelo econômico, com a emergência de outro mais igualitário entre os povos, sentimento abertamente defendido pelo povo de países essencialmente capitalistas, como os nova-iorquinos

* o Estado pacificou e reocupou vários morros cariocas, levando à derrocada do poder dos traficantes de drogas

* o MST (Movimento dos Sem Terra) praticamente acabou, graças aos avanços no campo, programas sociais e redistribuição de renda no Brasil

*Steve Jobs, com sua Apple, conseguiu trazer o microcomputador para o quotidiano das pessoas, ajudando-as a viverem na era da informação

* Entretanto, como Gaia ainda é um planeta em regeneração, não faltaram fatos que mostram que boa parte dela ainda permanece na terceira dimensão. Vejamos alguns deles:

* a Coreia do Norte, um dos países mais fechados do mundo, perdeu seu ditador, mas ameaça o resto do mundo com seu arsenal nuclear

* mais de 11 milhões de brasileiros ainda vivem em favelas, a maioria deles, no Rio e São Paulo

* terroristas como Kadafi e Bin Laden, em vez de serem presos, foram mortos e torturados por dirigentes ou pelo próprio povo, mostrando que o primitivismo ainda faz parte da natureza de muitos espíritos encarnados na Terra

* assassinos eliminaram vidas inocentes em escola do subúrbio carioca e da Noruega

* já somo 7 bilhões de pessoas para serem alimentadas no planeta, e produzir alimentos para todos é um desafio, principalmente, ante as mudanças climáticas e a necessidade de preservação ambiental

* a epidemia de contaminação por bactérias e pelo câncer indica que há espíritos que terão de desencarnar da Terra por não vibrarem na mesma nova dimensão desta, apesar de que o poder da fé em Deus, por meio da oração e das terapias naturais, como Reiki e chama violeta, por exemplo,  pode levar os doentes à cura, aliado a tratamentos médicos adequados, já que a medicina vem se sofisticando dia a dia, sobretudo em países como o Brasil

Abraços fraternos,

Equipe Terra 2012, diretamente de Goiânia, linda Capital do Estado de Goiás

 

 

Fome no Sudão

18/12/2011

 A combinação de lavouras danificadas, conflitos e insegurança ameaça deixar mais de 2,5 milhões de sul-sudaneses em situação crítica de fome, incluindo 500 mil crianças, grávidas e mães lactantes. O Programa Mundial de Alimentos (PMA) pediu na quinta-feira (15/12) assistência de 92 milhões de dólares para os primeiros quatro meses de 2012.

“O preço dos alimentos já dobrou ou triplicou em algumas áreas, deixando centenas de milhares de crianças vulneráveis à desnutrição”, afirma o Diretor do PMA no Sudão do Sul, Chris Nikoi.

Nos últimos dias, chuvas irregulares foram responsáveis pela destruição de lavouras. O fechamento das fronteiras entre Sudão e Sudão do Sul está dificultando a troca de alimentos. Além disso, ainda há conflitos étnicos internos, presença de milícias e problemas de refugiados no Sudão do Sul.

Outro objetivo da assistência do PMA é ajudar comunidades e famílias a serem autossuficientes e produtivas em meio à infraestrutura deficiente combinada com problemas de insegurança e períodos de chuva a partir de março.

Fonte: FAO

A Terra com 7 bilhões de habitantes: será que ela aguenta?!

01/11/2011

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Fonte: Youtube

África: por que este Continente da Terra ainda sofre tanto?

26/10/2011

 

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Fonte: Youtube

Fome na África

14/10/2011

 

Zippora Mbungo está passando fome, mas ainda consegue reunir um mínimo de forças para caminhar e trabalhar. Ela faz isso graças a uma corda amarrada no estômago, prática difundida entre mulheres há várias gerações para enganar a fraqueza e a desnutrição. “Só os ricos não usam a corda em tempos como esses,” diz.

Em seus 86 anos de vida, Zippora nunca viu uma seca atingir tão duramente Makami, vila onde mora com os netos no Quênia. Uma em cada cinco crianças no país está desnutrida.

“Estamos sobrevivendo à base de frutas silvestres,” explica Priscilla Eduru, 63 anos, moradora de uma vila próxima. “Temos que fervê-las por no mínimo 12 horas, porque elas são venenosas. As frutas servem só para que as crianças tenham a sensação de que comeram – para que elas sintam que seus estômagos estão cheios. Mas elas não têm nenhum nutriente.”

No Quênia e em toda a região conhecida como a África Oriental, que também inclui Etiópia, Somália, Uganda e Djibuti, cerca de 12,4 milhões de pessoas estão com fome e com sede, sobrevivendo como podem. Com o fracasso das colheitas e a morte dos animais, os pastores, agricultores e suas famílias fazem no máximo uma refeição por dia.

Carcaças são visão frequente no Quênia

“Antes da seca, tínhamos 300 cabras. Agora temos só 80. Nossa vaca morreu de fome, mas não pudemos comer a carne porque não havia quase nenhuma. Só deu para salvar a pele,” diz Mohamed Ahmed, pastor, 80 anos.

A água também é pouca e de difícil acesso. Os poços rasos cavados junto às residências secaram, e as pessoas têm de caminhar longas distâncias para conseguirem o mínimo necessário para sua sobrevivência.

Ralia Kamato, 16 anos, explica que teve que deixar de ir à escola porque não há comida nem água na casa da avó, onde ela precisa se hospedar para conseguir freqüentar as aulas. Ela já havia deixado de prestar os exames – seus pais perderam tudo com a seca e deixaram de pagar as mensalidades do colégio.

“Antes, a gente se divertia, dançava, ia à escola. À noite, quase sempre tinha carne para o jantar. A gente tinha tudo o que precisava, mas nos últimos anos, tudo foi tirado de nós,” lamenta.

Ralia Kamato: “Nos últimos anos, tudo foi tirado de nós.”

Em algumas áreas, a situação é agravada por conflitos políticos. Na Somália, a violência e a seca vêm provocando êxodo. O maior campo de refugiados do Quênia já abriga 380 mil pessoas — 4 vezes a sua capacidade máxima.

O que estamos fazendo

A ActionAid está trabalhando nas áreas mais severamente atingidas do Quênia e já ajudou, até agora, mais de 250 mil pessoas. Estamos levando alívio imediato às pessoas mais vulneráveis: mulheres, crianças, pessoas com deficiência, idosos e pessoas com HIV/AIDS.

Em Ijara, nós distribuímos alimentos para 26 mil famílias pobres chefiadas por mulheres. Lá, e também em Sericho, Isiolo, Narok, Malindi e Marafa, garantimos a permanência de quase 18 mil crianças nas escolas com a oferta de refeições nutritivas no intervalo das aulas. Estamos ampliando esse programa de merenda escolar para beneficiar um total de 13 mil crianças no país.

Projeto de irrigação financiado pela ActionAid

Em Isiolo, providenciamos combustível para duas bombas que são as únicas fontes de água disponíveis para as crianças das escolas e a comunidade do entorno – um total de mil pessoas. Em todo o Quênia, fornecemos água limpa para cerca de 50 mil pessoas.

A ActionAid está fazendo um esforço mundial para arrecadar cerca de R$ 3,5 milhões. Esses recursos vão viabilizar a distribuição de alimentos, evitando mortes e reduzindo o sofrimento. Financiarão, também, projetos de longo prazo que vão preparar as pessoas para lidar com as mudanças climáticas. Aprendendo a diversificar seus meios de subsistência e a criar fontes de água sustentáveis, elas ficarão menos vulneráveis a futuras secas.

Para doar recursos para esta causa, procure a Action Aid

 

Fonte: Action AId

   

Fome na Somália

30/08/2011

Mulher somali em campo da ONU para refugiados. Foto: Eskinder Debebe / UN Photo

Durante o mês de agosto, foi registrada uma redução no número de pessoas em fuga da epidemia de fome na Somália. As razões vão desde a sensação de insegurança, devido a restrições impostas pela  milícia Al-Shabaab, até uma entrega mais eficiente da ajuda humanitária, o que evita a necessidade de percorrer grandes distâncias para conseguir auxílio. Só na capital, Mogadíscio, o número estimado dos deslocados saiu de 28 mil – pico registrado em julho – para cinco mil, conforme anunciou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

O porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards, disse que a média diária de recém-chegados à capital foi cinco vezes menor: caiu de 1000 no último mês para 200 em agosto. No entanto, estima-se que 3,2 milhões estejam à beira da inanição.

Trabalhadores da paz da União Africana também impuseram restrições na movimentação de civis em áreas anteriormente controladas pela Al-Shababb, que, por sua vez, estaria limitando a movimentação de homens em áreas sob o seu controle no sul do país

No Quênia, próximo ao complexo de Dadaab, onde estão montados os maiores campos de refugiados, o fluxo de pessoas também foi menor. A queda na média diária foi de 1,5 mil para em média 1,1 mil. Mas as condições de saúde de quem chega, principalmente as crianças, está pior. Dadaab abriga hoje quase 500 mil refugiados, a maioria Somalis.

O Iêmen é o único país que teve crescimento no número de refugiados, apesar dos riscos na travessia do Golfo do Ádem. Para Edwards, a escolha pelo Iêmen dá um sinal do desespero por que passam os fugitivos. No início do mês, o Conselho de Segurança expressou grave preocupação com o agravamento da situação econômica e humanitária no país, que, assim como outras nações no norte da África, enfrenta revoltas por um governo democrático.

Fonte: ONU

Cerca de 200.000 crianças podem morrer de fome este ano vítimas da seca que castiga a Somália, se não receberem ajuda suficiente, advertiu o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

“Se os recursos não chegarem imediatamente, o Unicef pode se ver obrigado a suspender projetos vitais de saúde”, afirmou o porta-voz da agência da ONU, Christophe Boulierac.

O Unicef, que fornece 70% da assistência médica na Somália, recebeu até o momento apenas 10% dos 150 milhões de dólares de que precisa para manter suas atividades em 2014, acrescentou.

Cerca de 50.000 crianças com menos de cinco anos já sofrem de desnutrição severa, um número que, de acordo com o Unicef, pode chegar a 200.000 diante da ausência de recursos.

Devastada pela guerra civil desde 1991, a Somália corre o risco de sofrer uma tragédia alimentar este ano em razão da falta de chuva, se as organizações humanitárias não receberem mais recursos, advertiu a ONU na semana passada.

Para 2014, as agências da ONU pediram 933 milhões de dólares para a Somália, mas receberam até agora 15% do valor. No ano passado, na mesma época, elas haviam recebido o dobro.

Fonte: Yahoo

A fome no mundo

30/07/2011

Fome

Alberto Garuti

Resolver o problema da fome
não
depende só dos países em desenvolvimento

Em 1974, durante a Conferência
Mundial sobre Alimentação, as Nações Unidas estabeleceram que “todo homem,
mulher, criança, tem o direito inalienável de ser livre da fome e da
desnutrição…”. Portanto, a comunidade internacional deveria ter como maior
objetivo a segurança alimentar, isto é, “o acesso, sempre, por parte de todos, a
alimento suficiente para uma vida sadia e ativa”.

E isso quer dizer:

  • acesso ao alimento:é condição necessária, mas ainda não suficiente;
  • sempre:e não só em certos momentos;
  • por parte de todos: não bastam que os dados estatísticos sejam
    satisfatórios. É necessário que todos possam ter essa segurança de acesso aos
    alimentos;
  • alimento para uma vida sadia e ativa: é importante que o alimento
    seja suficiente tanto do ponto de vista qualitativo como quantitativo.

Os dados que possuímos dizem que estamos ainda muito longe dessa situação de
segurança alimentar para todos os habitantes do planeta.

Quais são as causas?

A situação precisa ser enfrentada, pois uma pessoa faminta não é uma pessoa
livre. Mas é preciso, em primeiro lugar, conhecer as causas que levam à fome.
Muitos acham que as conhecem, mas não percebem que, quando falam delas, se
limitam, muitas vezes, a repetir o que tantos já disseram e a apontar causas que
não têm nada a ver com o verdadeiro problema. Por exemplo:

A fome é causada porque o mundo não pode produzir alimentos
suficientes
. Não é verdade! A terra tem recursos suficientes para alimentar
a humanidade inteira.

A fome é devida ao fato de que somos “demais”. Também não é verdade!
Há países muito populosos, como a China, onde todos os habitantes têm, todo dia,
pelo menos uma quantidade mínima de alimentos e países muito pouco habitados,
como a Bolívia, onde os pobres de verdade padecem fome!

No mundo há poucas terras cultiváveis! Também não é verdade. Por
enquanto, há terras suficientes que, infelizmente, são cultivadas, muitas vezes,
para fornecer alimentos aos países ricos!

As verdadeiras causas

As causas da fome no mundo são várias, não podem ser reduzidas a uma só.
Entre elas indicamos:

As monoculturas: o produto nacional bruto (pib) de vários países
depende, em muitos casos, de uma cultura só, como acontecia, alguns anos atrás,
com o Brasil, cujo único produto de exportação era o café. Sem produções
alternativas, a economia desses países depende muito do preço do produto, que é
fixado em outros lugares, e das condições climáticas para garantir uma boa
colheita.

Diferentes condições de troca entre os vários países: alguns países,
ex-colônias, estão precisando cada vez mais de produtos manufaturados e de alta
tecnologia, que eles não produzem e cujo preço é fixado pelos países que
exportam. Os preços das matérias-primas, quase sempre o único produto de
exportação dos países pobres, são fixados, de novo, pelos países que
importam.

Multinacionais: são organizações em condições de realizar operações de
caráter global, fugindo assim ao controle dos Estados nacionais ou de
organizações internacionais. Elas constituem uma rede de poder supranacional.
Querem conquistar mercados, investindo capitais privados e deslocando a produção
onde os custos de trabalho, energia e matéria-prima são mais baixos e os
direitos dos trabalhadores, limitados. Controlam 40% do comércio mundial e até
90% do comércio mundial dos bens de primeira necessidade.

Dívida externa: conforme a Organização para a Alimentação e a
Agricultura (FAO), a dívida está paralisando a possibilidade de países menos
avançados de importar os alimentos dos quais precisam ou de dar à própria
produção agrícola o necessário desenvolvimento. A dívida é contraída com os
bancos particulares e com Institutos internacionais como o Fundo Monetário e o
Banco Mundial. Para poder pagar os juros, tenta-se incrementar as exportações.
Em certos países, 40% do que se arrecada com as exportações são gastos somente
para pagar os juros da dívida externa. A dívida, infelizmente, continua
inalterada ou aumenta.

Conflitos armados: o dinheiro necessário para providenciar alimento,
água, educação, saúde e habitação de maneira suficiente para todos, durante um
ano, corresponde a quanto o mundo inteiro gasta em menos de um mês na compra de
armas. Além disso, os conflitos armados presentes em muitos países em
desenvolvimento causam graves perdas e destruições em seu sistema produtivo
primário.

Eis o que nos dizem as estatísticas:– Há 800 milhões de pessoas desnutridas no
mundo.
– 11 mil crianças morrem de fome a cada
dia.
– Um terço das crianças dos países em desenvolvimentoapresentam atraso no crescimento físico e intelectual.

– 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água

potável.

– 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são

anêmicas e encontram-se abaixo do peso.

– Uma pessoa a cada sete padece fome no
mundo.

Desigualdades sociais: a luta contra a fome é, em primeiro lugar, luta
contra a fome pela justiça social. As elites que estão no governo, controlando o
acesso aos alimentos, mantêm e consolidam o próprio poder. Paradoxalmente, os
que produzem alimento são os primeiros a sofrer por sua falta. Na maioria dos
países, é muito mais fácil encontrar pessoas que passam fome em contextos rurais
do que em contextos urbanos.

Neo-colonialismo: em 1945, através do reconhecimento do direito à
autodeterminação dos povos, iniciou o processo de libertação dos países que até
então eram colônias de outras nações. Mas, uma vez adquirida a independência, em
muitos continuaram os conflitos internos que têm sua origem nos profundos
desequilíbrios sociais herdados do colonialismo. Em muitos países, ao domínio
colonial sucederam as ditaduras, apoiadas pela cumplicidade das superpotências e
por acordos de cooperação com a antiga potência colonial. Isso deu origem ao
neocolonialismo e as trocas comerciais continuaram a favorecer as mesmas
potências.

Quando um país vive numa situação de miséria, podemos dizer que,
praticamente, todas essas causas estão agindo ao mesmo tempo e estão na origem
da fome de seus habitantes. Algumas delas dependem da situação do país, como o
regime de monocultura, os conflitos armados e as desigualdades sociais. Elas
serão eliminadas, quando e se o mesmo país conseguir um verda-deiro
desenvolvimento. Mas outras causas já não dependem do próprio país em
desenvolvimento, e sim da situação em nível internacional. Refiro-me às
condições desiguais de troca entre as várias nações, à presença das
multinacionais, ao peso da dívida externa e ao neocolonialismo. Isso quer dizer
que os países em desenvolvimento, não conseguirão sozinhos vencer a miséria e a
fome, a não ser que mudanças verdadeira-mente importantes aconteçam no
relacionamento entre essas nações e as mais industrializadas.

As Nações Unidas pediram mais 1,4 bilhão de dólares para salvar a vida de cerca de 12 milhões de pessoas atingidas por uma seca terrível no Chifre da África, para que a crise não se transforme em uma “catástrofe ainda maior”. O pedido de hoje eleva o apelo para a região para um total de 2,4 bilhões de dólares, dos quais somente um bilhão foi recebido até o momento.

“Mais de 12 milhões de pessoas – no Quênia, Etiópia, Somália e Djibuti -estão precisando urgentemente de ajuda, e a situação está piorando”, disse Valerie Amos, Coordenadora de Emergência da ONU e do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), que emitiu o apelo. “Se queremos evitar esta crise se torne uma catástrofe ainda maior, devemos agir agora.”

Relatórios do OCHA informam que, impulsionados pela pior seca em 60 anos, cerca de 1.300 novos refugiados somalis chegam ao Quênia diariamente, centenas fogem para a Etiópia e pelo menos mil vão para a capital, Mogadíscio, fugindo não só da seca, mas também da luta entre o Governo e as forças rebeldes.

Diversas agências da ONU já se encontram na região. O Programa Mundial de Alimentos (PMA) informou hoje que seu transporte aéreo de emergência estava levando toneladas de alimentos nutritivos para crianças desnutridas em Mogadíscio e outros alimentos para o sul da Somália, além de continuar alimentando mais de 1,6 milhão de pessoas no Quênia.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) disse que seis vôos e dois navios já entregaram mais de 653 toneladas de mistura de milho de soja, e cerca de 230 toneladas de alimentos terapêuticos para o tratamento de crianças gravemente desnutridas. O UNICEF também está construindo uma rede de distribuição de alimentos que já apoia 500 centros de nutrição no sul da Somália.

Por outro lado, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), informou que estava trabalhando para acomodar cerca de 3.000 pessoas que chegaram desde segunda-feira a Dadaab, o maior campo de refugiados do mundo.

A emergência deverá persistir por pelo menos três meses, e o número de pessoas precisando de assistência humanitária poderá aumentar em até 25%, disse o OCHA.

Fonte: ONU

Cerca de 805 milhões de pessoas passam fome no mundo, mas mais do dobro, até 2 bilhões de pessoas, sofrem de desnutrição ou “fome oculta”, de acordo com o Índice Global da Fome (GHI) de 2014, apresentado nesta segunda-feira em Berlim.

A principal causa da desnutrição, caracterizada pela ingestão insuficiente de vitaminas, minerais e nutrientes, que debilita o sistema imunológico e eleva a mortalidade infantil, é principalmente, a pobreza. Em 16 países, entre eles Iraque, Suazilândia, Comores e Burundi, a situação de crise de fome é “muito grave” ou “alarmante”, indica o relatório.

“Conflitos como os da Síria, Iraque e Sudão do Sul põem em perigo a situação alimentar nestes países. Os refugiados estão expostos a uma maior ameaça de insegurança alimentar, desnutrição e doenças”, informou Barbel Dieckmann, presidente da ONG alemã Welthungerhilfe (Ajuda Mundial contra a Fome).

O Iraque, onde a porcentagem da população com desnutrição é mais do que o dobro do que em 1990, ocupa o penúltimo lugar entre todos os países no índice deste ano. A violência constante, o grande número de deslocados no país e a afluência de refugiados procedentes da Síria, assim como a qualidade das necessidades básicas, que piora ano após ano, aguçam esta situação, detalha o relatório.

A difícil situação na Suazilândia tem explicação na propagação extrema do vírus do HIV, que afeta 26,5% da população adulta, assinalam os especialistas.

Já Burundi está ainda no lento processo de recuperar a estabilidade política e a paz, após décadas de guerra civil.

De acordo com Dieckmann, tudo isso “se soma a epidemia de ebola na África Ocidental, que influirá de forma considerável nos próximos meses na situação alimentar dos países afetados”.

“O mundo deve estar agora mais unido para enfrentar este desafio. Necessitamos de coragem para uma solidariedade incondicional”, advertiu.

No entanto, o relatório mostra também que o Índice Global da Fome retrocedeu 39% desde 1990 nos países em vias de desenvolvimento. Assim, um total de 26 países, entre eles Brasil, Peru, Angola, Benin, Gana, Camboja, Mali, Tailândia e Vietnã, viram reduzidas suas pontuações do GHI à metade ou mais.

“A luta contra a fome e a desnutrição deve avançar consequentemente no século XXI. O fim de semelhante dimensão de sofrimento humano cria a oportunidade para milhões de pessoas de levar uma vida saudável e plena”, ressaltou Klaus von Grebmer, do Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares (IFPRI, sigla em inglês).

O Índice Global da Fome, que é atualizado anualmente, é uma ferramenta desenvolvida para medir e acompanhar de maneira compreensiva à fome em nível mundial e também por países e regiões. O GHI é publicado de forma conjunta pelo IFPRI e as ONG Concern Worldwide, da Irlanda, e a Welthungerhilfe, da Alemanha

Fonte: Yahoo

Diga não ao desperdício de alimentos, acabe com a fome!

ASSINE A PETIÇÃO

Aos líderes e ministros nacionais responsáveis por alimentação, agricultura e economia:

Centenas de milhões de pessoas passam fome enquanto desperdiçamos um terço dos alimentos produzidos no mundo. Pedimos que sejam aprovadas leis que obriguem supermercados a doarem alimentos não vendidos, publicarem informações sobre desperdício e que sejam estabelecidas autoridades para investigar o tratamento injusto da parte de supermercados para com fornecedores, tais como forçar agricultores a desperdiçar alimentos que foram encomendados por eles próprios. Pedimos que sejam lançados planos de ação nacionais para alcançar a meta das Nações Unidas de reduzir o desperdício alimentar pela metade até 2030.

É uma receita para alimentar o mundo: evitar o desperdício de um terço de todos os alimentos produzidos e com isso impedir que milhões de crianças durmam com fome todas as noites.

Temos todos os ingredientes: uma mobilização incrível na França acaba de conquistar uma lei que força supermercados a doarem produtos não vendidos a pessoas carentes e aos sem-teto. Mas essa é apenas uma pequena parte do problema. A maior parte dos alimentos é desperdiçada antes de deixar o campo. Agora a UE está tentando descobrir como impedir os supermercados de colocar a responsabilidade do desperdício nos agricultores ao usarem razões ridículas para rejeitar grandes quantidades de comida.

O tempo é importante para acertar esta receita. Já temos uma rede de políticos dispostos a apresentar propostas de leis; agora precisamos mostrar o apoio do público. Vamos juntar milhões de assinaturas, enviar a petição para a União Europeia antes do fim da consulta e, em seguida, trabalhar com aliados em todo o mundo para conquistar as leis que precisamos. Adicione seu nome e envie a petição para cada pessoa com quem você já compartilhou uma refeição.

Fonte: Avaaz

A TERRA JÁ POSSUI 7 BILHÕES DE HABITANTES

17/03/2011

Especialistas vêm apontando a alta no preço dos alimentos como um dos estopins das revoltas no mundo árabe, em que se depuseram os líderes da Tunísia e Egito, teve início a guerra civil na Líbia e há violentos protestos na Síria e Iêmen

O fato é que, hoje, o mundo possui 1 bilhão de desnutridos, e os preços dos alimentos não páram de subir.  Estima-se que, até 2050, vá haver 9 bilhões de pessoas  no mundo, implicando, pois, a necessidade de elevação da produção atual em 70%.

Uma das propostas apresentadas no G-20, grupo que reúne as principais economias emergentes e desenvolvidas do mundo), atualmente presidido pela França, para combater o problema é o fim do protecionismo agrícola nos países desenvolvidos. Ironicamente, hoje, é este país o principal opositor ao fechamento de um acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia.

Outras alternativas cogitadas são a regulação do mercado de commodities, a exemplo do que se faz no mercado financeiro, a criação de estoques de emergência, evitando aumentos abusivos de preços perante a elevação da demanda, e a criação de seguros específicos para os produtos agrículos, protegendo os agricultores perante as tragédiaas naturais recentes.

No Brasil, devido à crise alimentar mundial, o Governo Federal vai limitar a compra de terras por estrangeiros, já que, de 2002 a 2008, estima-se que cerca de 2,4 bilhões de dólares tenham sido por eles adquiridos só em propriedades rurais, segundo dados do Banco Central. E, conforme o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), há, hoje, 4 milhões de hectares registrados por estrangeiros.

Em 2011, a Terra chegou a 7 bilhões de habitantes (só a China possui 1,34 bilhão e a Índia, 1,22 bilhão), mesmo as taxas de natalidade no mundo sendo baixas, implicando o envelhecimento da população. Se se mantiver a proporção atual de crescimento, em 2043, deve chegar a 9 bilhões de habitantes. Na verdade, 2 de cada 3 bebês nascem na Ásia ou África. Um dos fatores responsáveis por essa situação é a queda da taxa de mortalidade com o desenvolvimento de vacinas e antibióticos.

Se cresce a população mundial, aumenta a demanda por alimentos, mas a oferta não vem crescendo na mesma proporção, implicando preços altos.  A situação é mais grave em relação ao consumo de proteína animal, já que 1 hectare de terra só produz 46 kg de carne, ao mesmo tempo em que pode gerar 2,5 toneladas de grãos.

Para alimentar-se toda a população atual, seria necessário subir a produção atual de grãos dos 2,5 bilhões de toneladas para 4 bilhões, equivalendo a expandir-se em dez vezes a produção atual brasileira, a quarta maior do mundo, estimada em 153 milhões de toneladas. A China é a líder na produção daqueles. Para isto acontecer, um dos obstáculos é a falta de água, considerando que cada ser humano precisa de 2 a 5l de água por dia, e terras, pois já se ocuparam 2/3 das terras aráveis do Planeta, descontados os desertos, montanhas e calotas polares. Assim, se se ocupar também o terço que resta, faz-se desaparecer o habitat de muitas espécies de animais e vegetais em extinção, sem que se saiba qual a reação da natureza, considerando o fluxo das chuvas, por exemplo, já que é sabido que as árvores inibem a ação daquelas sobre a ação direta no solo. 

É baseado na dificuldade de produção de alimentos para todos, considerando que, em todo o Planeta, boa parte da população gasta a maior parte de sua renda em aliemntos,  que há os que defendem a alimentação exclusivamente vegetariana, ou a aposta em tecnologia no campo, por exemplo, com a mecanização (ex.: semeadeiras e colheitadeiras) e a irrigação, sem contar o uso de fertilizantes, inseticidas e herbicidas para combate às pragas. Há também o uso de sementes transgênicas e a correção química do solo. A pesca também vem crescendo consideravelmente.

O Brasil ainda é um privilegiado na situação acima porque possui grandes reservas de água e terra em abundância. Poderá tornar-se autosuficiente em fertilizantes até 2020, graças ao gás natural que será distribuído a partir da Bacia de Campos. É o vice-líder em relação ao tamanho de seu rebanho, atrás, apenas, da Índia. Todavia, para alimentar o mundo, não deve devastar o Cerrado e a Floresta Amazônica, para substituir a maior biodiversidade do mundo pela monocultura da soja, milho, arroz e feijão, mas sim, utilizar melhor a área já devastada, por meio da tecnologia, conforme mencionado no parágrafo anterior, e fixação de mais gado por hectare de terra, para pastagens, deixando a outra parte livre para a lavoura.  

Fonte: ONU

Rádio Anjos de Luz

Com agradecimento à Fada San. Visite www.anjodeluz.net

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