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Palavra-chave: Rio de Janeiro

Mesmo com as UPPs, milícias desafiam o poder do Estado no Rio de Janeiro

03/12/2011

Depoimentos de testemunhas ouvidas pelo “Fantástico” mostraram que a milícia – tema do sucesso de bilheteria “Tropa de Elite 2”, filme do diretor José Padilha – é, já há algum tempo, um dos grandes inimigos da população carioca. A reportagem revela o drama das pessoas que denunciaram a atuação desses grupos criminosos formados por policiais corruptos.

“Perdi tudo, perdi tudo. Só peço uma solução, preciso de apoio, porque não tem como eu ficar no Rio de Janeiro, porque a milícia se espalhou”, pede uma testemunha.

“Quero saber se isso vai ter fim porque eu não estou aguentando mais. Dói. Ando para um lado e para o outro, ando com medo. Vejo um carro preto e tenho medo de ter alguém querendo me matar”, afirma outra testemunha.

Um dos relatos da violência do grupo tem como cenário a Favela do Barbante, na Zona Oeste do Rio, onde, em agosto de 2008, os milicianos foram autores de uma chacina. Pelo menos sete pessoas assassinadas. O crime foi um recado dos criminosos para aterrorizar os moradores da região e dominar a comunidade. Era a primeira de uma sequência de execuções.

Uma testemunha conta detalhes da violência praticada pelo grupo. “Ari trabalhava, era dono desse mercado. Ele foi retirado de lá, arrastado pela rua até um campinho de futebol. Foi a primeira das sete vitimas mortas. Era um final de tarde, ainda estava claro. Muita gente viu. Ninguém quer falar ainda, afinal de contas a milícia continua a controlar essa área.”

Fonte: Fantástico

Mortos depois de presenciarem mortes
Atualmente o mercado pertence a outra pessoa, que é obrigada a pagar aos milicianos para explorar o negócio. Além de exigir pagamento de R$ 50 por semana dos comerciantes, os milicianos faturam também com o transporte alternativo feito pelas vans.

O que aconteceu na Favela do Barbante é parecido com uma das cenas mais violentas do filme “Tropa de Elite 2”, quando um dono de van é executado pela milícia.

No caso da chacina, na vida real, o problema para a milícia foi que dois rapazes, que eram primos, indignados, foram à polícia denunciar os autores do crime.

“O cara falou que ia pegar a gente, porque a gente presenciou. A chacina foi durante o dia, às 17h. Presenciamos, ficamos acuados. O delegado prometeu que nunca ia ser descoberto meu nome nem identidade. Mostrou álbum de fotos, mostramos quem era miliciano e quem não era. O Leonardo não era miliciano. Ele era motoboy da pizzaria onde os milicianos, para mais de 200 homens, encomendavam lanches. Ele conhecia por causa disso”, conta um dos denunciantes.

Leonardo e o primo foram para o Serviço de Proteção à Testemunha e tiveram condições de se esconder. Mas na delegacia o nome e o endereço de um deles vazaram. Foi passado para a milícia.

Em uma casa de esquina estavam cinco pessoas. A milícia matou todas, entre elas o pai de um dos rapazes. Sete da primeira chacina, mais cinco da segunda: já eram doze mortes na conta da milícia.

Mas Leonardo cometeu um grande erro. Deixou o Serviço de Proteção de Testemunhas. Foi viver com um irmão, Leandro.

Nome na porta ajudou localização
Apaixonado, tinha na casa do irmão o nome dele e da namorada na porta. Um erro para quem está sendo perseguido por assassinos. Os milicianos chegaram e tentaram arrombar o portão. O portão de ferro fez muito barulho, eles não conseguiram. Com esse barulho, os irmãos passaram por cima do muro em direções diferentes. Leandro conseguiu escapar. Leonardo encontrou outros milicianos que o executaram. Leonardo tinha apenas 24 anos.

Leandro, o irmão que conseguiu fugir, falou ao Fantástico no dia seguinte. Era julho de 2009. Ele também quis testemunhar. Leandro foi assassinado no mês passado pela milícia.

“Eu só escutei os disparos, muitos disparos. Liguei para um amigo policial. Estou desesperado, cara, acabaram de assassinar meu irmão. Falaram que se eu fosse no enterro do meu irmão eles me matariam”, contou, à época.

Leandro cometeu alguns erros. Entrou, mas depois saiu do serviço de proteção. Tinha Orkut com foto dele. Os dois irmãos deixaram seis filhos órfãos por causa da violência da milícia. Mas a família é maior. Leandro foi executado trabalhando como motorista de uma kombi. O cobrador era outro irmão que viu tudo. E agora também está na mira.

“Minhas irmãs não estão indo pra escola com medo de morrer. Minha mãe está desesperada, perdeu dois filhos em dois anos e o estado não fez nada até agora. Estão preocupados em pacificar as favelas. E as milícias, que estão se alastrando, não estão enxergando isso?”, alerta o irmão de Leandro.

“Vou ajudar a Justiça, porque o que eles fizeram com meu irmão foi barbaridade, parecia que estavam matando umas cinco pessoas com tanto disparo que deram. Foram 12 tiros no meu irmão. Isso não pode ficar assim, porque se deixar, serão mais e mais vidas que vão tirar e ninguém vai fazer nada”, ressalta.

Mãe sonhou com morte do filho
A mãe fala de seu sofrimento: “Eu dizia: meu filho, sai daí. Eu tive um sonho com ele, que ele morria dentro da kombi. Falei: foge, vai embora, muda de linha, volta para o programa, volta. Dei muitos conselhos”.

“Estou apavorada de perder meus filhos todos, porque já fomos ameaçados. Eles disseram que vão matar todos que estiverem envolvidos, a família toda. Eu acredito porque eles são poderosos. Por trás disso tem gente de dentro da policia. Ainda tem pessoas que fazem ainda o serviço pra eles. A gente não sabe quem, mas tem”, afirma.

A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) foi a que mais prendeu milicianos. Com a ajuda das testemunhas cerca de 400 milicianos foram presos. São pessoas que precisam de proteção.

Serviço de proteção garante segurança
“Por serem organizações criminosas, uma das suas características é intimidação, é o poder de corromper quem pode reprimi-la, é o poder de intimidar quem pode reprimi-la, e a capacidade de eliminação. Normalmente se procura fazer uma eliminação simbólica, pra que sirva de exemplo pra toda comunidade fique aterrorizada”, revela o delegado de Polícia Civil, Cláudio Ferraz.

“Quero deixar claro que ninguém morreu protegido no programa. Nenhuma das pessoas atendidas sofreu atentado dentro do programa. Pessoas que saem do programa por vontade própria ou são excluídas porque quebraram as regras, tivemos casos de pessoas que morreram”, diz o coordenador de direitos humanos do governo federal, Fernando Mattos.

“Por enquanto é um modelo carioca, mas é um modelo tão bem-sucedido e tão financeiramente lucrativo que não há porque em outros estados esse modelo se reproduzir. O que leva o Rio de Janeiro a ter uma situação de milícias não é uma especificidade carioca. A policia mal remunerada, a polícia sem controle, o clientelismo político, corrupção na política e na polícia. Isso não existe só no Rio de Janeiro”, afirma o deputado Marcelo Freixo, que foi presidente da CPI das Milícias.

 

Preso o maior traficante de drogas do Rio de Janeiro

10/11/2011

 

Cartaz do site de procurados com foto de Nem e oferta de recompensa por sua captura. Foto: Reprodução
 
A Polícia Federal confirmou que o chefe do tráfico da Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, foi encaminhado à superintendência da instituição, na praça Mauá, região central do Rio de Janeiro, onde será feito o registro da prisão. O traficante foi preso por agentes do Batalhão de Choque da PM por volta da 0h desta quinta-feira, na Lagoa, próximo ao Clube Piraque, junto com dois comparsas. De acordo com os agentes que realizaram a prisão, os homens tentaram oferecer dinheiro para que o chefe fosse libertado.

Ao ser abordado em uma blitz do batalhão de choque da Polícia Militar, em uma das saídas da Rocinha, um homem em um Corolla preto se identificou como cônsul de um país africano. O outro homem no veículo se identificou como funcionário do cônsul, e um terceiro se identificou como advogado. Os policiais teriam pedido para revistar o carro, mas o homem negou, alegando imunidade diplomática. Os policiais decidiram então escoltar em comboio o carro até a sede da Polícia Federal, para que a revista fosse realizada.

Na Lagoa Rodrigo de Freitas, os homens teriam pedido para parar o carro e feito uma oferta de R$ 20 mil aos policiais para que deixassem o carro seguir. Diante da negativa dos policiais, eles teriam aumentado a oferta para R$ 30 mil. Depois disso os policiais decidiram revistar o carro e encontraram Nem escondido no porta-malas.

Junto com o traficante foi encontrado uma grande quantia em dinheiro, ainda não contato pelos policiais. Nem foi em seguida encaminhado para a sede da PF na capital fluminense.

A prisão ocorreu horas depois de a PF, com apoio da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg), desencadear uma operação que resultou na apreensão de armas e drogas oriundas da favela e na prisão de 10 pessoas, entre elas o braço direito de Nem, Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, chefe do tráfico no morro de São Carlos.

Eles estavam em quatro carros e foram interceptados quando saíam da Rocinha, próximo a um shopping na Gávea, escoltados por três policiais civis, um policial militar reformado e outro aposentado – todos presos. Também foram apreendidos três fuzis, 11 pistolas, cinco granadas e um montante ainda não contabilizado em dinheiro, além de munição, correntes douradas, um relógio, celulares e dois laptops.

Mais cedo nesta quarta, foi divulgado que a Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) do Rio e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) investigavam um suposto plano para retirar Nem da Rocinha. O Disque-Denúncia chegou a receber 20 ligações com informações sobre seu paradeiro. A recompensa era de R$ 5 mil por pistas que levassem ao homem apontado como um dos líderes mais importantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) e comandante do tráfico na maior favela da América Latina.

A comunidade foi cercada por policiais no fim da noite de terça, indicando o início da operação de pacificação da favela, primeiro passo para a criação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que deve começar a ser ocupada até domingo, embora a Secretaria de Segurança não confirme a informação.

O Nem
De acordo com o Disque-Denúncia, o chefe do tráfico da Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, passou por diversos setores da “carreira” de traficante, tendo iniciado como “vapor”, encarregado de entregar as drogas aos compradores, atuado como “soldado”, na proteção dos locais de venda contra a polícia e traficantes de facções rivais, até assumir a gerência de uma boca de fumo. Ele passou a controlar grande parte das vendas em 2005, junto com João Rafael da Silva, o Joca. Após a prisão de Joca, em outubro de 2008, Nem assumiu o controle da favela.

Nem tem 35 anos e mandados de prisão por tráfico de drogas, homicídio, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. É a primeira vez que Nem é preso. O Disque-Denúncia oferecia recompensa de R$ 5 mil por informações que levassem a sua prisão.

A Rocinha é uma das maiores favelas da América Latina e fica entre dois dos bairros mais ricos do Rio de Janeiro, São Conrado e Gávea. Segundo o Censo 2010, a favela conta hoje com 69,3 mil habitantes. Apesar de a secretaria de segurança não confirmar a data, a invasão da Rocinha para a instalação de uma UPP está marcada para o próximo domingo. Desde a madrugada desta quinta-feira, a polícia faz um cerco à favela.

Fonte: JB on line

Explosão em restaurante do Centro do Rio de Janeiro: verifique se sua casa ou empresa apresenta vazamento de gás para evitar tragédias assim

17/10/2011

A explosão foi tão forte que os corpos das vítimas foram arremessados a cerca de 30 metros do restaurante.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, três dos feridos estão em estado grave. Um homem de 46 anos, que teve traumatismo craniano e lesão no pescoço, um homem de 30 anos, com traumatismo craniano grave, e a jovem Daniele Cristina Antunes Pereira, 18, com ferimento no tórax.

Todos as vítimas foram levadas para o hospital Souza Aguiar, seis delas tiveram alta ainda na manhã de ontem. A maioria dos feridos teve escoriações leves.

O marido da jovem de 18 anos ferida, Edvaldo Santos da Silva, 30, conta que falou com ela minutos antes da explosão. Daniele trabalhava havia duas semanas como garçonete. “Ela me ligou por volta das 7h, disse que estava um cheiro de gás muito forte e estavam todos do lado de fora esperando. Logo me ligaram falando da explosão. Não acreditei”, disse.

Causas do acidente

O acúmulo de gás dentro do restaurante é a principal hipótese do Corpo de Bombeiros para o acidente. De acordo com a corporação, com o restaurante fechado devido ao feriado de quarta-feira, o gás pode ter vazado durante todo o dia, e a explosão pode ter acontecido quando os funcionários acenderam as luzes do local ontem.

O delegado Antônio Ferreira Bomfin Filho disse que as 12 testemunhas ouvidas na tarde ontem comprovaram a existência de vazamento de gás.

A explosão ocorreu por volta das 7h40, na praça Tiradentes, Centro do Rio. O restaurante ficava no térreo de um prédio comercial. Ao lado dele fica um hotel, que teve os vidros estilhaçados com a explosão.

A explosão atingiu lojas até ao menos o 7º andar do edifício e dois estabelecimentos na lateral – uma loja de eletrodomésticos e uma sorveteria.

“Todas as pessoas que contribuíram com a situação vão ser responsabilizadas”, disse Antônio Bomfim.

O dono do Filé Carioca deve ser indiciado sob suspeita de homicídio culposo (sem intenção). Emocionalmente abalado, ele foi internado e ainda não foi ouvido pela Polícia.

O subsecretário de Defesa Civil do Rio de Janeiro, Márcio Motta, informou que não há risco iminente da edificação desabar. O subsecretário também acrescentou que após a retirada do entulho, o prédio passará por uma avaliação mais criteriosa.

Segundo a Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop), o restaurante funcionava com alvará provisório desde agosto de 2008. O estabelecimento não tinha os certificados de aprovação dos bombeiros e de inspeção sanitária e a aceitação de instalações comerciais, dada pela Secretaria de Urbanismo.

Fonte: Diário do Nordeste


 

Momento Musical

31/07/2011

Hoje: a Bossa Nova, de nosso Tom Jobim, homenageia a Cidade Maravilhosa

Fonte: Youtube

UPPS NO RIO DE JANEIRO

01/06/2011

As 17 Unidades Policiais Pacificadoras (UPPs) na Capital do Estado do Rio de Janeiro são uma experiência bem sucedida.

Em média, formam-se 500 novos policiais cidadãos por mês para nelas atuarem, no lugar de traficantes e milícias.

Além da paz, a iniciativa privada também entrou na vida dessas comunidades, para expansão da economia local e promoção de serviços de educação e saúde.

Com as UPPs, os ex-jovens do tráfico buscam um local dentro das comunidades. Eles são cerca de 3719 jovens entre 15 e 25 anos, que não estudam nem trabalham, antes, prestavam serviços para traficantes, mas, agora, só fazem bicos eventuais, e sentem saudades dos bailes funk. Perambulam pelas favelas descalços e adoram soltar pipas.

As ofertas de trabalho e estudo estão aumentando nas favelas ocupadas pelas UPPS, com 14 000 vagas de ensino profissionalizante oferecidas só pela Fundação de Apoio à Escola Técnica, mas o índice de evasão chega a 45%. Já as vagas oferecidas por empresas ficam sem interessados.  O fato é que esses jovens não aceitam o fim do poder das bocas de fumo, tanto é que jogam pedras nas viaturas.

Apesar de o funcionamento das UPPS haver provocado quedas dos índices de criminalidade em até 35%, há exemplos em que a ocupação das comunidades é tensa, como na Cidade de Deus e no Complexo do Alemão, sendo que, neste, nos últimos dias, houve troca de tiros intensa entre os militares e meliantes

Em Novembro de 2011, a polícia prendeu Nem, o maior traficante do Rio de Janeiro, e instalou UPPs na Rocinha e Vidigal.

Fonte: O Dia

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