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Palavra-chave: muçulmano

Para nós, ocidentais, podem parecer estranhos os costumes do Islã

06/03/2015

Estilista usa espécie de ‘burca’ em SP e chama a atenção: ‘Todo mundo olha’

Brasileira viveu experiência de se cobrir por uma semana para projeto.
Ela ouviu cantada e menções a explosão, chibatadas e Estado Islâmico.

Durante uma semana, a estilista Cristiana Ventura, de 30 anos, chamou a atenção por onde passava – mas não pelo cabelo loiro platinado ou pelas roupas e acessórios chamativos que costuma usar. Nos últimos sete dias, ela andou por São Paulo toda coberta por uma roupa que lembra um traje usado por muçulmanas e só deixa à mostra os pés e os olhos.

A experiência é parte do projeto de um amigo dela, o fotógrafo Richard Hodara, chamado “Euxperimento”. “Quis criar algo que faça as pessoas pararem para pensar no dia a dia, que mostrasse os preconceitos e lide com temas polêmicos”, diz ele. No primeiro “desafio”, um amigo de Richard saiu pela cidade vestido inteiramente de cor-de-rosa. No segundo, uma jovem passou dez dias ajudando as pessoas.

Cristiana Ventura usou uma espécie de burca por uma semana para um projeto (Foto: Richard Hodara/Vision Lights)Cristiana Ventura usou uma espécie de burca por uma semana para um projeto (Foto: Richard Hodara/Vision Lights)

Cristiana resolveu sentir na pele o que é andar coberta de preto por São Paulo. “Queria algo que mexesse comigo e com relação com as outras pessoas, me colocar no lugar do outro e fazer tudo o que faço normalmente, mas com essa ‘carcaça’”, explica ela.

A “burca” improvisada foi encomendada a uma costureira, já que eles não encontraram nada pronto. Diferentemente da burca verdadeira, traje tadicional das tribos pashtuns no Afeganistão, que tampa inclusive os olhos por meio de uma rede, a vestimenta de Cristiana deixa parte do rosto descoberta — algo semelhante ao traje conhecido como niqab.

‘Vai explodir!’

Frase Cristiana Ventura (Foto: Richard Hodara/Vision Lights)

A experiência durou do dia 26 até esta quinta-feira (5). Cristiana, que é professora e dona de uma marca de roupas, seguiu sua rotina normal: deu aulas, jogou tênis, foi ao curso de desenho, dirigiu, andou de metrô e saiu com os amigos, sempre com a roupa preta e o véu. A experiência foi relatada no Facebook e no Instagram do projeto.

A reação das pessoas nos lugares públicos não foi nada discreta. “Todo mundo olha. É bem desconfortável”, conta. “Vai explodir!”, gritou um rapaz em uma estação de metrô. Uma senhora a chamou de “biscate” e disse que ela iria levar “umas chibatadas”. Uma moradora de rua desejou “Namastê” (cumprimento comumente usado na Índia) e um homem  surpreendeu-a com uma cantada: “Você é maravilhosa”, disse.

Uma volta no centro da cidade ao lado de Cristiana comprova o que ela diz. (Veja o vídeo no topo da página.) Os passantes viram o pescoço, comentam entre si e, em alguns casos, falam diretamente com ela, como um rapaz que disse “Essa é assassina” e outro que gritou “Olha o Estado Islâmico!”.

Calor

Cristiana no metrô de São Paulo (Foto: Richard Hodara/Vision Lights)Cristiana no metrô de São Paulo (Foto: Richard Hodara/Vision Lights)

Tanta atenção “suga a energia”, diz Cristiana. “Nos dois primeiros dias cheguei em casa muito cansada. Nos dias seguintes não conseguia acordar, enrolava para sair de casa porque sabia que ia ficar todo mundo olhando”, lembra.

O calor é outro problema. No início, ela colocava a vestimenta por cima das roupas, como fazem as muçulmanas. “Eu ficava encharcada. Aí comecei a usar como um vestido”, conta.

Outra questão à qual ela teve que se acostumar foi ao visual monotemático. “No primeiro dia, pensei: ‘Que bom, não vou precisar escolher o look’. No segundo dia eu já estava pirando”, diz. Depois de algum tempo Cristiana tirou do armário uma bolsa de marca e vários anéis para usar como acessórios. “Aí entendi por que as muçulmanas costumam usar anéis imensos de brilhantes, salto, bolsa de marca. É o que você tem para se diferenciar”, afirma.

Frase Cristiana Ventura (Foto: Richard Hodara/Vision Lights)

A estilista, que é de família católica, hoje se define como “espiritualista”, mas não segue nenhuma religião. Ela ficou com receio da reação dos muçulmanos ao seu projeto, mas diz que não teve nenhum problema. “Tenho vários amigos muçulmanos e eles estão curtindo. Conheci uma africana muçulmana na rua e ela também adorou. Ela me contou a história dela, disse que sofre muito preconceito”, conta.

O fim da experiência coincidiu com uma viagem de férias de Cristiana para o Rio de Janeiro. “Aí vou terminar o projeto. Não dá para sair de ‘burca’ no calor do Rio, aí já seria demais”, disse, rindo.

Fonte: G1

Enquanto o Ocidente alinha-se com a FRANÇA no combate ao terrorismo, no mundo muçulmano, cresce o movimento de repúdio ao Charlie Hebdo por causa das chacotas com o Islã

17/01/2015

Operações antiterror prendem 27 suspeitos de terrorismo na Europa

Centenas de policiais acharam suspeitos na França, Bélgica e Alemanha.
Em diversos países árabes, milhares protestaram contra charge de Maomé.

As polícias da Alemanha, Bélgica e França lançaram operações contra suspeitos de ligação com terrorismo islâmico e prenderam 27 pessoas. Em 16/1/15, dia tradicional de reza para os muçulmanos, milhares de pessoas em vários países do Oriente Médio protestaram contra a charge do profeta Maomé estampada na última capa do jornal Charlie Hebdo.

250 policiais fortemente armados fizeram buscas em 12 apartamentos em Berlim. Eles prenderam dois homens, entre eles, um emir de uma mesquita, que recrutava combatentes para lutar na Síria.

O outro preso é acusado de planejar a logística de ataques terroristas no Oriente Médio. Na Bélgica, a polícia prendeu 13 suspeitos de terrorismo, vários deles já lutaram na Síria.

Em 16/1/15, outros dois suspeitos foram mortos durante uma operação antiterror em Verviers, uma cidade no leste do país.

Durante as buscas, a polícia encontrou quatro armamentos militares, do tipo AK-47, várias armas de mão, munição, explosivos e uniformes militares.

Segundo a Procuradoria-Geral da Bélgica, todos faziam parte de um grupo radical islâmico que planejava atacar policiais e delegacias.

Na França, a polícia prendeu, na sexta-feira (16), 12 pessoas suspeitas de ter ligações com os ataques terroristas da semana passada. Os detidos foram interrogados e, segundo as autoridades, eles deram apoio logístico aos atentados, providenciando armas e carros aos terroristas.

O presidente francês François Hollande disse que a França está em guerra contra o terrorismo, e vai continuar com as operações antiterror no Iraque e no norte da África, apesar das ameaças de retaliação.

Mais cedo, ele recebeu o secretário de Estado americano, John Kerry, que foi a Paris demonstrar apoio, depois de os Estados Unidos terem sido fortemente criticados por não terem mandado um representante de alto nível para a marcha de domingo (11), que reuniu mais de 40 chefes de Estado de todo o mundo.

Kerry visitou o local dos dois atentados: o supermercado judaico e o jornal Charlie Hebdo.

As últimas vítimas do atentado ao jornal satírico foram enterradas na sexta-feira (16). Entre elas, o cartunista e editor Stephane Charbonnier, que recebeu uma despedida animada por uma banda de jazz.

Enquanto isso, em países de maioria muçulmana houve grandes manifestações de repúdio ao Charlie Hebdo.

Na Mauritânia, largos milhares de pessoas marcharam da grande mesquita central de Nouakchott, tendo o chefe de Estado, Mohamed Ould Abdel Aziz, proferido breves palavras: “Eu sou muçulmano, somos todos muçulmanos. Nós lutámos contra o terrorismo no nosso próprio país e pagámos um preço elevado”. Em Argel, entre 2.000 a 3.000 pessoas protestaram contra o último número do Charlie Hebdo, algumas gritando o nome dos irmãos Kouachi, os autores do ataque contra o jornal francês, de acordo com um jornalista da AFP.

 

Em Dacar, também na sequência das orações de 16/1/15, pelo menos um milhar de pessoas protestaram contra os cartoons do Charlie Hebdo.

 

A bandeira francesa foi queimada frente à Embaixada de França, no centro de Dacar, por um grupo de manifestantes que gritavam slogans em louvor de Maomé e contra Charlie Hebdo, tendo a polícia usado gás lacrimogénio para dispersar a multidão, que gritava “Alá é grande”. Vários manifestantes criticaram o presidente Macky Sall por ter participado na marcha em Paris, no domingo, contra o “terrorismo”, acusando-o de ser “um hipócrita” e de ter a obrigação – como sublinhou Malick Ndiaye, professor na Universidade de Dakar – de “pedir desculpas” aos senegaleses.

 

Em Carachi, no Paquistão, quando cerca de 350 manifestantes entraram em confronto com a polícia fora do consulado francês, pelo menos três pessoas ficaram feridas: Asif Hassan, fotógrafo da AFP alvejado nas costas, um agente da polícia e um operador de câmara de uma televisão local. Enquanto isso, manifestantes em Peshawar e Multan queimaram bandeiras francesas nas ruas e manifestações decorriam em Islamabad e Lahore.

 

Na Jordânia, em Amã, cerca de 2.500 manifestantes partiram da mesquita de Al-Husseini sob um forte aparato de segurança, empunhando cartazes que diziam “insultar o profeta é o terrorismo global”. Em Cartum, centenas de sudaneses marchando na praça adjacente à Grande Mesquita entoaram frases a pedir a expulsão do “embaixador francês” e apelando a uma “vitória ao profeta de Deus”, lendo-se numa bandeira que “o governo francês deveria pedir desculpas e pôr fim aos insultos a figuras religiosas

Também houve confusão depois de um protesto na Argélia.

Em Istambul, na Turquia, teve uma marcha de apoio aos irmãos Koachi, os terroristas que mataram 12 pessoas no ataque ao Charlie Hebdo.

Protestos contra o jornal satírico francês Charlie Hebdo deixaram cinco mortos no Níger, com manifestantes destruindo bares, queimando igrejas e bloqueando várias estradas em 17/1/15. Os muçulmanos criticam a publicação de charges com o profeta Maomé. O episódio de violência é o mais recente capítulo em uma onda antifrancesa que atinge o norte da África, Oriente Médio e partes da Ásia.

Apenas uma semana após dezenas de líderes mundiais marcharem em Paris contra o terrorismo e em defesa da liberdade de expressão, os protestos mostram os desafios que o Ocidente enfrenta no relacionamento com o islamismo. “Isso é intolerável”, disse o presidente francês, François Hollande, ao comentar as mortes no Níger e notícias de que bandeiras da França foram queimadas em várias partes da África.

Após os ataques terroristas contra a sede do Charlie Hebdo na semana passada, que deixaram 12 mortos, os integrantes do jornal que sobreviveram produziram uma edição especial, com tiragem de 7 milhões de exemplares, que tem uma charge de Maomé na capa e foi celebrada como um símbolo de desafio ao extremismo religioso. No desenho o profeta segura uma placa com a frase “Je suis Charlie”, enquanto a manchete diz: “Tudo está perdoado”.

A caricatura irritou mesmo lideranças muçulmanas mais moderadas. A maior autoridade religiosa da Arábia Saudita, o Conselho Sênior de Ulemás, disse que a capa do jornal não tem nada a ver com liberdade de expressão. “Machucar os sentimentos dos muçulmanos com esses desenhos não ajuda causa alguma nem atinge um objetivo justo. No fim, é um serviço prestado ao extremistas que buscam justificativas para assassinatos e terrorismo”, disse o secretário-geral da entidade, Fahad al Majed, em comunicado. Os governos e líderes religiosos do Iraque e do Egito também condenaram a nova edição do Charlie Hebdo.

Manifestantes no Níger, Mali e Senegal – todos ex-colônias francesas – também pareciam irritados com a decisão dos chefes de governo de participar da marcha em Paris no último domingo.

Na capital do Níger, Niamey, os manifestantes acordaram cedo e começaram a incendiar igrejas, saquear lojas e destruir estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas, disse Ousmane Toudou, conselheiro do presidente do país, Mahamadou Issoufou. O governo enviou um grupo de líderes muçulmanos para conversar com a multidão, formada basicamente de jovens. A polícia foi mandada posteriormente. Quando o protesto se dissipou, dois corpos foram encontrados dentro de uma igreja e outros três em um bar.

Esse foi o segundo dia de protestos. Na sexta-feira, manifestações em Zinder, uma cidade próxima do bastião do Boko Haram, no norte da Nigéria, queimaram igrejas e destruíram um centro cultural francês, além de terem invadido uma delegacia de polícia. Quatro pessoas morreram nos confrontos subsequentes, incluindo um policial, que foi atropelado por um carro, segundo uma agência de notícias nigeriana.

Os protestos começaram no Paquistão e se espalharam para a Turquia e o Oriente Médio. Em Istambul, um grupo simpático a Al-Qaeda organizou um protesto a favor dos militantes que atacaram o Charlie Hebdo. Na Jordânia, um grande protesto pacífico se dirigiu para a embaixada francesa.

No Senegal, centenas protestaram na capital, Dakar. O país, frequentemente citado como um dos melhores exemplos de tolerância religiosa, proibiu a circulação do jornal satírico francês. Manifestações também foram realizadas nas capitais da Mauritânia, Nouakchott, e do Mali, Bamako.

A situação no Mali marca uma profunda mudança no sentimento em relação à França em pouco tempo. Dois anos atrás a capital estava cheia de bandeiras francesas, com crianças gritando “Merci, France!”, após o exército francês ajudar o país a combater militantes da Al-Qaeda que haviam dominado várias cidades no norte.

Neste sábado, Hollande disse que embora entenda que alguns países não compartilhem os valores franceses de liberdade de expressão, esperava mais solidariedade de aliados aos quais ajudou no combate a radicais muçulmanos. “Alguns países podem, às vezes, não entender o que é liberdade de expressão, porque nunca tiveram isso. Mas nós apoiamos esses países contra o terrorismo”, comentou em entrevista a rádios francesas. Fonte: Dow Jones Newswires

Fonte: G1, Correio da Manhã  e Yahoo

A linda Paris não consegue que sua cultura conviva em harmonia com o ISLÃ, que repudia a violência e não se vincula aos mulçumanos radicais, como os da Síria e Iraque

09/01/2015

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O massacre no semanário Charlie Hebdo ocorreu num momento em que os franceses discutem, e até brigam, acaloradamente sobre o Islã e sua presença na França. No país, vivem entre 4 milhões e 6 milhões de muçulmanos de diferentes origens. Não poucos franceses étnicos temem que isso possa transformar permanentemente a identidade política, jurídica e religiosa de seu Estado laico.

As discussões ocorrem sob um pano de fundo histórico que vem de séculos. Em 1830, os franceses conquistaram a Argélia, construindo um domínio colonial que durou mais de 130 anos. Somente em 1962, após longa e dura batalha, com baixas de ambos os lados, o país africano tornou-se independente novamente.

“Na França e na Argélia existem memórias muito diferentes dessa época”, afirma o historiador francês Benjamin Stora. “Por um lado, há o nacionalismo francês, que ainda não quer aceitar a retirada da Argélia. Já o nacionalismo argelino se legitima através da vitória sobre os antigos senhores coloniais. Assim, há duas versões da história que se contradizem mutuamente.”

Mas a história recente da Argélia também deixa sua marca na França. Jihadistas realizaram violentos ataques no país durante a guerra civil argelina, na primeira metade da década de 1990, atingindo também instalações do metrô parisiense.

As relações, por vezes tensas, na França, levaram à fundação, em 1985, da organização SOS Racisme. Ela lançou a campanha touche pas à mon pote (não toque no meu amigo) para promover a coexistência pacífica entre os diferentes grupos étnicos e religiosos.

No entanto, o debate sobre a integração dos franceses muçulmanos não termina na França. Em outubro de 2005, ocorreram em várias cidades protestos violentos de jovens imigrantes, após dois jovens terem morrido eletrocutados ao se esconder da polícia em uma caixa de transformador.

A revolta começou também em Paris e logo se espalhou para outras grandes cidades. Nas semanas seguintes, inúmeros carros, cabines de telefone e contentores de lixo foram incendiados. Os tumultos foram interpretados como expressão das condições difíceis nos chamados banlieues, bairros de periferia, onde vive a maioria dos imigrantes.

O conflito também é culturalmente latente. A Corte Europeia dos Direitos Humanos confirmou, em julho de 2014, a proibição da burca, o véu islâmico de corpo inteiro, que entrou em vigor na França em 2011. A lei proíbe que as mulheres a usem em público. Em caso de violação, a infratora pode pagar uma multa de até 150 euros. Cerca de 2 mil mulheres na França são afetadas pela proibição.

Medo e indignação foram provocados por um atentado a uma escola judaica em março de 2012, em que um jovem francês descendente de argelinos matou quatro pessoas, incluindo três crianças.

Por outro lado, muitos muçulmanos que vivem na França reclamam de preconceito e difamação. A presidente da Frente Nacional, Marine Le Pen, chamou em dezembro de 2010 as orações públicas de fiéis muçulmanos como “ocupação” do solo francês. “Claro que isso acontece sem tanques e sem soldados, mas mesmo assim é uma ocupação, e afeta a população”, disse Le Pen. Por causa disso, o Parlamento Europeu suspendeu a imunidade dela como deputada.

O debate ainda é adicionalmente aquecido pelo avanço do Estado Islâmico (ISIS) na Síria e no Iraque. O ataque à redação do Charlie Hebdoocorreu também nesse contexto. Parece que seus autores querem tornar realidade aquilo que o ISIS deseja para a Europa: que os muçulmanos e não muçulmanos sejam totaO ataque com 12 mortos contra uma jornal semanal de sátiras francês que zombou do islamismo parece dar combustível para os movimentos anti-imigração em toda Europa e inflamar a “guerra cultural” sobre a posição da religião e da identidade étnica na sociedade.

A primeira reação na França às mortes na redação do jornal Charlie Hebdo, na quarta-feira (7), por homens armados e mascarados que gritavam slogans islâmicos foi uma efusão de apoio à unidade e liberdade de expressão nacional.

Mas isso parece provável que seja pouco mais do que um cessar-fogo momentâno em um país dominado pelo mal-estar econômico e alto desemprego. A França tem a maior população muçulmana da Europa e está no meio de uma discussão intensa sobre a identidade nacional e o papel do Islã.

“Este ataque certamente vai acentuar a crescente islamofobia na França”, disse Olivier Roy, cientista político e especialista em Oriente Médio do Instituto da Universidade Europeia em de Florença.

Um livro do jornalista Eric Zemmour intitulado “Le Suicide Français” (O Suicídio Francês), argumentando que a imigração muçulmana em massa está entre os fatores que vêm destruindo os valores seculares franceses, foi o ensaio mais vendido de 2014.

O principal lançamento de publicação do ano até o momento é um romance do controverso escritor Michel Houellebecq que imagina a vitória de um muçulmano à Presidência da França em 2022, que impõe como lei o ensino religioso obrigatório e a poligamia e proíbe as mulheres de trabalhar.

Essa efervescência intelectual se mistura à ansiedade na população com a radicalização de centenas de muçulmanos franceses que se uniram aos combatentes do Estado islâmico na Síria e no Iraque, e que as autoridades do setor de segurança temem que possam provocar ataques aos que retornarem à França.

Referendo em favor da pena de morte
A Frente Nacional, de extrema-direita, não perdeu tempo em vincular o ato mais letal de violência política em décadas à imigração e exigir um referendo para restabelecer a pena de morte, apesar de um líder muçulmano francês, o ímã Hassen Chalghoumi, ter dito que o caminho certo para combater o Charlie Hebdo não era com derramamento de sangue ou ódio.

A líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, que as pesquisas de opinião indicam que estaria em primeiro lugar se uma eleição presidencial fosse realizada hoje, disse que o “fundamentalismo islâmico” declarou guerra à França e que isso exige uma ação forte e eficaz. Embora ela tenha tido o cuidado de fazer distinção entre os cidadãos muçulmanos que compartilham valores franceses e “aqueles que matam em nome do Islã”, seu pai, o fundador da Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen, e seu vice, Florian Philippot, foram menos cautelosos. “Qualquer um que diga que o radicalismo islâmico não tem nada a ver com a imigração está vivendo em outro planeta”, disse Philippot à rádio RTL.

Ímãs entoavam orações diante da redação do Charlie Hebdo na quinta-feira e líderes islâmicos instavam os fiéis a participar do luto nacional pelas vítimas, cujas charges do profeta Maomé provocaram a ira de muitos muçulmanos no passado.

Durante a noite houve ataques que as autoridades classificaram como de vingança. Uma mesquita na cidade de Le Mans, no leste do país, foi alvo de tiros, e uma explosão destruiu uma lanchonete de quebab ao lado de uma mesquita no centro da cidade de Villefranche-sur-Saône.

lmente divididos.

Fonte: Carta Capital e G1

Começou o Ramadã

14/07/2013
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Filme sobre Maomé provoca ira nos muçulmanos

17/09/2012

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A França e os Estados Unidos reforçaram em 19/9/12 a segurança de embaixadas e escolas em meio a temores de que as caricaturas de Maomé publicadas em uma revista francesa aticem a violência que agita o mundo muçulmano por causa de um filme ofensivo ao Islã.

Mais de 30 pessoas morreram desde a semana passada nos ataques e manifestações desencadeados pela difusão na internet de trechos do filme “A inocência dos muçulmanos”, incluindo 12 mortos em um atentado suicida praticado na terça-feira no Afeganistão por uma mulher.

A França tomou “medidas de segurança especiais” para proteger suas embaixadas, depois da publicação da caricatura do profeta dos muçulmanos na revista Charlie Hebdo, anunciou o ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius.

Na sexta-feira (14/9) – dia de oração para os muçulmanos, com frequência seguida de protestos – a França fechará suas sedes diplomáticas, instituições culturais e escolas em cerca de vinte países.

Na Tunísia, os colégios permanecerão fechados de 19 a 24/9/12

O partido islamita tunisiano Ennahda argumentou que os muçulmanos têm o “direito de protestar” pacificamente, depois da publicação das caricaturas.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, também anunciou medidas especiais para proteger as embaixadas dos Estados Unidos, principal alvo da ira provocada pela difusão do filme sobre Maomé considerado ofensivo, produzido nesse país.

No Paquistão, o governo decretou feriado nacional em homenagem ao profeta Maomé em 21/9/12

No leste do Afeganistão, cerca de mil pessoas bloquearam a estrada para Cabul gritando “Morte aos Estados Unidos” e “Morte aos inimigos do Islã”.

A revista satírica francesa Charlie Hebdo, com seu habitual estilo provocador, entrou de cabeça na polêmica, zombando tanto do filme quanto da intolerância religiosa, com caricaturas que, em dois casos, mostram o Maomé nu.

A primeira edição teve seus exemplares esgotados e, à tarde, a revista anunciou uma segunda tiragem.

A polícia reforçou a segurança nos arredores da redação da Charlie Hebdo, em Paris, que já teve escritórios incendiados em novembro de 2011, logo após a publicação de um número que zombava da sharia, a lei islâmica.

Caricaturas que joga lenha na fogueira

A Al-Azhar, principal autoridade do islã sunita, com sede no Cairo, condenou a publicação dessas caricaturas.

“A Al-Azhar e todos os muçulmanos rejeitaram categoricamente a insistência de uma revista francesa em publicar caricaturas que atentam contra o Islã e seu profeta”, disse o xeque da Al-Azhar, Ahmed al Tayeb.

O jornal do Vaticano, L’Osservatore romano, afirmou que a publicação dessas caricaturas é uma “iniciativa discutível” que “joga lenha na fogueia”.

“No momento em que tentamos, a duras penas, reduzir a tensão no mundo islâmico em razão do filme ‘A inocência dos muçulmanos’, corremos o risco, hoje, de abrir de uma nova frente de protesto”, indicou o jornal.

O governo socialista francês precisa agora equilibrar os princípios republicanos da liberdade de expressão com os imperativos de sua diplomacia e as suscetibilidades de sua comunidade muçulmana, a maior da Europa, de cerca de cinco milhões de fieis.

“Na França, o princípio é a liberdade de expressão e não é preciso miná-lo, mas, neste contexto, levando em conta esse filme estúpido, esse vídeo absurdo que foi divulgado, há uma grande comoção em muitos países muçulmanos”, disse Laurent Fabius.

“É pertinente e inteligente colocar mais lenha na fogueira? A resposta é não”, acrescentou o ministro, pedindo equilíbrio.

O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault lembrou que a França é “um país onde as leis são respeitadas” e que se alguém considera que houve infrações à lei, pode apresentar uma denúncia.

Um ataque que matou pelo menos 12 pessoas em 18/9/12 em Cabul e reivindicado por rebeldes afegãos foi a resposta mais violenta contra o filme anti-islã, cujos produtores foram acusados de incitamento ao ódio no Egito.

O grupo Hezb-e-Islami, a segunda maior formação de insurgentes afegãos atrás do talibã, reivindicou a responsabilidade pelo ataque suicida em um micro-ônibus em uma estrada para o aeroporto de Cabul, que matou oito sul-africanos, um quirguiz e três afegãos.

O Hezb-e-Islami alega ter praticado o ataque em resposta ao filme de baixo orçamento produzido nos Estados Unidos, “A inocência dos muçulmanos”, que apresenta o profeta Maomé como um bandido com práticas desviantes.

O Procurador-Geral do Egito se comprometeu nesta terça-feira a processar sete coptas egípcios que vivem nos Estados Unidos e que são suspeitos de envolvimento na produção e distribuição do filme anti-Islã, que provocou uma onda de violência, com um registro de 31 mortos na última semana no mundo muçulmano.

Os sete homens – Morris Sadek, Nabil Bissada, Esmat Zaklama, Elia Bassily, Ihab Yaacoub, Jack Atallah e Adel Riad- são acusados de “insultar o Islã, insultar o profeta (Maomé) e incitar o ódio religioso”, segundo um comunicado da Procuradoria-Geral, que ainda não definiu uma data para o julgamento.

A família de Nakula Basseley Nakula, o produtor do filme, foi retirada na segunda-feira do subúrbio de Los Angeles pela polícia para ser levada a um local desconhecido para encontrá-lo.

Um ímã salafista egípcio também lançou uma fatwa, pedindo a morte de todos os protagonistas do filme, de acordo com o centro americano de monitoramento de sites islâmicos SITE.

Manifestações no Cairo contra o filme divulgado na internet abafaram as discussões sobre a redução da dívida egípcia com os Estados Unidos para um bilhão de dólares, considerou o Washington Post.

Essas discussões são destinadas a prestar uma assistência econômica fundamental ao novo governo egípcio, controlado pela Irmandade Muçulmana e que enfrenta enormes desafios econômicos após a revolta de 2011, que pôs fim ao reinado do presidente Hosni Mubarak.

Mas, de acordo com membros do governo americano citados pela imprensa dos Estados Unidos, o Egito não deve esperar para receber uma ajuda substancial – pelo menos não antes da eleição presidencial de 6 de novembro.

Filme anti-islamismo desencadeia protestos contra EUA
Na última terça-feira, 11 de setembro, protestos irromperam em frente às embaixadas americanas do Cairo, no Egito, e de Benghazi, na Líbia, motivados por um vídeo que zombava do islamismo e de Maomé, o profeta muçulmano. No primeiro caso, os manifestantes destroçaram a bandeira estadunidense; no segundo, os ataques chegaram ao interior da embaixada, durante os quais morreram, entre outros, o embaixador e representante de Washington, Cristopher Stevens

Os protestos se disseminaram-se contra embaixadas americanas em diversos países da África e do Oriente Médio. Sexta, 14 de setembro, registrou o ápice da tensão, quando  eventos foram registrados em Túnis (Tunísia), Cartum (Sudão), Jerusalém (Israel), Amã (Jordânia)e Sanaa (Iêmen). No Cairo, as manifestaçõe têm sido quase diárias. No dia 17, Afeganistão e Indonésia também tiveram protestos.

O vídeo que desencadeou esta onda de protestos no mesmo dia em que os Estados Unidos relembravam os atentados terroristas de 2001 traz trechos de Innocence of Muslims, filme produzido nos Estados Unidos sob a suposta direção de Nakoula Basseky Nakoula. Ele seria um cristão copta egípcio residente nos Estados Unidos, mas sua verdadeira identidade e localização ainda são investigadas. O filme, de qualidades intelectual e cultural amplamente questionáveis, zomba abertamente do Islã e denigre de a imagem de Maomé, principal nome da tradição muçulmana.

A Casa Branca lamentou o conteúdo do material, afirmou não ter nenhuma relação com suas premissas e ordenou o reforço das embaixadas americanas. No dia 15 de setembro, a Al-Qaeda emitiu um comunicado no qual afirmava que a ação em Benghazi foi uma vingança

O chefe do movimento libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, convocou os muçulmanos do Líbano a protestar contra o filme que satiriza o profeta Maomé com manifestações a partir desta segunda-feira.

“Mostrem ao mundo inteiro nossa ira e nossa voz, nesta segunda-feira e nos dias seguintes”, declarou o líder do poderoso movimento xiita em discurso transmitido pela Al Manar, a TV do Hezbollah.

Nasrallah convocou um protesto nesta segunda-feira para o subúrbio sul de Beirute, na quarta-feira para a cidade de Tiro (sul), na sexta em Baalbeck (leste), no sábado em Bent Jbeil (sul) e no próximo domingo para Bekaa.

O líder do movimento xiita se dirigiu aos muçulmanos de todo o mundo pedindo que reajam ao filme que descreveu como “o pior ataque contra o Islã, pior ainda que ‘Os versos satânicos’ (livro de Salman Rushdie publicado em 1988), que a queima de exemplares do Alcorão no Afeganistão ou as caricaturas do profeta Maomé” publicadas por um jornal dinamarquês.

Hassan Nasrallah prometeu que “os que escreveram, dirigiram e produziram este filme serão castigados; não importa onde estejam, ninguém poderá protegê-los”.

O filme “A Inocência dos Muçulmanos”, produzido nos Estados Unidos e que mostra o profeta Maomé como imoral e brutal, provocou violentos protestos diante das representações diplomáticas americanas no Cairo e em Benghazi na terça-feira passada, que depois se espalharam a outros países.

Em Benghazi, o protesto deu lugar a um ataque com armas pesadas contra o consulado dos EUA que matou quatro funcionários americanos, inclusive o embaixador Chris Stevens.

Na sexta-feira, o principal dia de oração do Islã, os protestos sacudiram Iraque, Irã, Iêmen, Egito, Síria, Marrocos, Argélia, Tunísia, Sudão e Líbano, além de vários países muçulmanos na Ásia, deixando ao menos doze manifestantes mortos.

No sábado, a Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA) convocou os muçulmanos a seguir atacando as representações diplomáticas e interesses dos Estados Unidos em todo o mundo para protestar contra o filme.

Neste domingo, o presidente do Congresso Nacional Líbio, Mohammed al-Megaryef, disse à rede de televisão CBS que o ataque contra o consulado em Benghazi foi realizado por estrangeiros.

“Foi premeditado e, definitivamente, planejado por estrangeiros, por gente que entrou no país há alguns meses”, afirmou Al-Megaryef, ao anunciar a prisão de 50 pessoas por envolvimento no ataque.

Já a diplomata americana nas Nações Unidas, Susan Rice, estimou que a ação em Benghazi “foi uma reação espontânea, sem premeditação, ao protesto iniciado no Cairo, onde horas antes havia ocorrido uma violenta manifestação contra este vídeo extremamente chocante”.

“Pensamos que um pequeno grupo foi ao consulado imitando o que ocorreu no Cairo (…) e parece que extremistas fortemente armados aproveitaram a situação”, disse Rice à rede de televisão ABC.

“Não vemos neste momento sinais de um plano coordenado, de ataque premeditado” contra os interesses dos Estados Unidos, concluiu Rice.

Fontes: Yahoo e Correioweb

Agradecimento pelo grande número de leitores do Bahrein

29/07/2012
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Egito lança o Maria TV, onde todas elas usam o véu

29/07/2012
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Fonte: Youtube

Agradecimento pelo grande número de visitas de leitores do Sudão e da Argélia

04/03/2012

 

ABAIXO A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO SUDÃO, PAÍS DE MAIORIA MUÇULMANA

 

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Entretanto, em outro país muçulmano, a Argélia, temos músicas belíssimas

 

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Fonte: Youtube

 

A TERRA NA QUINTA DIMENSÃO: feminismo ganha espaço no mundo árabe

14/02/2012

 

 

 

 

 

 

 

 

Feminismo árabe
Os protestos no mundo árabe não derrubam só ditaduras. Também desafiam as visões estereotipadas e provam que não há libertação sem o apoio das mulheres. Termômetro da febre democrática, a emergência dos direitos de gênero no Islã abala as certezas do feminismo universalista e convida o Ocidente a despir seus véus.

Jovens muçulmanas suam o véu numa academia de ginástica em Ahmedabad, na Índia. O sedentarismo é ruim para o corpo sob qualquer fé.

 

As imagens da Praça Tahir, no Cairo, capital do Egito, mostram inúmeros rostos femininos. O ativismo da mulher nas revoltas do mundo árabe desafia as referências e causa certo desconforto: não era ela oprimida, violentada, anulada e impedida de sair às ruas e de expressar seus desejos por um futuro melhor? “Também, mas não só isso”, explica Soraya Smaili, diretora cultural do Instituto da Cultura Árabe, o Icarabe, em São Paulo. “Existem muitas mulheres árabes cristãs, sunitas, xiitas e menonitas. É um mito pensar que toda mulher árabe é muçulmana e que toda muçulmana é árabe. Outro mito é acreditar que toda mulher muçulmana é oprimida”, adverte, de saída.

As generalizações acontecem, acredita Soraya, porque há um enorme desconhecimento sobre o que chamamos mundo árabe. Essa ampla área geográfico-histórica corresponde aos países do norte da África e da Península Árabica, do Marrocos ao Bahrein, que atraem os países de cultura árabe-islâmica e africana como a Mauritânia, o Sudão e a Somália. Mas nada têm de árabes os países do Golfo Pérsico, de origem turca, persa ou asiática, que adotaram a cultura e a religião islâmicas, como a Turquia, o Irã, o Afeganistão, o Paquistão e a Indonésia. Essa vasta diversidade territorial e cultural impede falar de um “feminismo islâmico” e dificulta as especulações até sobre um “feminismo árabe”. Seria melhor admitir “feminismos árabes”.

Os dados sobre igualdade de gênero revelam a situação das mulheres nos países da região. O relatório de 2010 do Fórum Econômico Mundial, feito com dados de 135 países, coloca Tunísia, Bahrein, Egito e Iêmen nas posições 108, 110, 123 e 135, respectivamente, no que se refere à igualdade entre homens e mulheres. Ou seja, entre os últimos e os mais atrasados. Baseado na participação econômica, no poder político e no acesso à educação e à saúde, o índice reflete as mazelas estruturais que há décadas afastam as mulheres árabes dos centros de decisão.

O que elas querem? Em que essas mulheres acreditam? É o que você vai saber agora.

 

“O véu não cobre o pensamento”
(Francirosy Ferreira)

fotos: AfP
Francesas de origem argelina em Marselha.
Mulheres muçulmanas da Caxemira, na Índia.

 

 

Foto: DANIEL DEÁK
A escritora libanesa Joumana Haddad critica o patriarcalismo das religiões monoteístas.

Feminismo e religião
Não há consenso sobre que caminho seguir para a mulher ser beneficiária dos processos de libertação no mundo árabe. O limbo político e econômico aberto pelos protestos recentes trouxe ao centro do debate as mais antigas discussões sobre os direitos civis. “Como já aconteceu antes, no momento da revolução, quando todos os esforços são necessários, a presença da mulher é aceita e até incentivada”, nota a brasileira Luiza Eluf, procuradora de Justiça do Ministério do Trabalho. “Uma vez que os revoltosos conquistam o poder, as mulheres são afastadas e não ocupam cargos de relevância”, ressalta. Como observadora, Luiza teme a emergência dos grupos fundamentalistas. As primeiras experiências eleitorais na Tunísia e no Egito confirmaram a popularidade dos partidos islâmicos.

Essa percepção encontra eco entre muitas mulheres árabes. “Sinto que temos de escolher entre dois monstros: a ditadura e o extremismo islâmico.” Quem fala é Joumana Haddad, jornalista libanesa, escritora e editora da revista Jasad (Corpo, em árabe), uma das publicações mais desafiadoras e libertárias do seu país. Subvertendo a criação numa família conservadora e católica, ela acredita ser impossível conciliar religião e direitos das mulheres. Definindo-se como pósfeminista, Joumana acredita que a participação da mulher nunca será possível sem que os preceitos patriarcais das três religiões monoteístas sejam totalmente abandonados. Fala com a expressão segura enquanto ajusta o vestido curto e arruma os longos cabelos morenos: “Não posso me dar ao luxo de ser otimista, mas espero que uma mulher concorra às eleições sem cobrir seu rosto com uma flor”, diz, com certo desprezo.

Joumana se refere a Marwa al-Qamash, candidata ao parlamento egípcio que, para não se expor, optou por trocar seu retrato nos panfletos eleitorais pela imagem de uma rosa vermelha. Marwa é do partido fundamentalista El Nur, o segundo mais votado nas eleições de novembro, e não acredita que o niqqab (a vestimenta que deixa os olhos à mostra por uma fresta, diferente da burka, que cobre tudo) a impeça de assumir um papel político no novo Egito. Para ela, basta a flor no panfleto. O embate discursivo que opõe Joumana e Marwa confirma que o “feminismo árabe” deve ser pensado no plural.

“Tenho condição de mostrar às iemenitas que a mulher pode e deve ser parte da mudança social e dinâmica no país”, diz à PLANETA Nadia al-Saqqaf, a primeira mulher do Iêmen a ocupar o cargo máximo em um meio de comunicação. Ela é a editora-chefe do Yemen Times, jornal que exerceu importante papel na cobertura dos protestos que culminaram com a renúncia do presidente Abdullah Salleh em novembro. Nadia defende que o novo governo crie um Ministério da Mulher e adote cotas femininas em cargos eletivos e não eletivos. Quer também que o sistema de ensino seja alterado para evitar distorções históricas e permitir que as meninas se tornem conscientes de seu poder desde a primeira lição.

“Chegará o dia em que a revolução de hoje será estudada nos livros de história. Temos de garantir que as mulheres sejam parte dela e não esquecidas, como sempre acontece”, afirma. No país campeão da desigualdade de gênero, a fala de Nadia é revolucionária. No Iêmen a mulher representa apenas 20% da força de trabalho e nenhuma possui assento no Parlamento. Junto com a também iemenita Tawakul Karman, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2011, a jornalista defende a liberdade religiosa e não acredita que o islamismo contradiga a luta feminista.

 

“O véu não cobre pensamento”, explica Francirosy Ferreira, antropóloga, professora de psicologia da USP e coordenadora do Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes. Nem sempre o véu está diretamente associado a um contexto de opressão. “Por que uma mulher de véu é, necessariamente, mais oprimida que uma mulher de biquíni que se obriga a ter um corpo perfeito?”

fotos: AfP
A iemenita Nadia al-Saqqaf, editora do jornal Yemen Times, não vê contradição entre o islamismo e a luta feminista.

“Se o feminismo é diverso e plural, o Islã também é diverso e plural”, nota. Para Francirosy, as pautas feministas se adaptam aos contextos históricos e culturais. Por isso mesmo, devem ser entendidas e respeitadas: “É muita prepotência do Ocidente achar que está libertando alguém impondo-lhe o seu próprio valor.”

Não por acaso, a França, país de tradição laica, tornou-se um dos principais laboratórios para esse embate cultural. Depois de aprovar uma lei que proíbe o uso do véu e de multar as mulheres que ousam desafiá-la, o país verá, pela primeira vez, uma muçulmana na corrida eleitoral: Kenza Dridier, mãe solteira de 32 anos, de origem marroquina, que já foi detida várias vezes por usar desafiadoramente seu niqqab, será candidata à Presidência. “Tenho a ambição de servir a todas as mulheres que são objeto de estigmatização ou discriminação social, econômica e política”, disse, ao apresentar sua candidatura. Kenza conseguiu importantes aliados, como o empresário Rachid Nekkaz, de origem argelina, que decidiu financiar a campanha e apoiar o direito ao uso do véu pagando as multas de todas as mulheres detidas.

 

 

 

 

Foto: AfP / shutterstock
Coberta por véus, a francesa Kenza Dridier é candidata à Presidência da República, apoiada pelo empresário Rachid Nekkaz.

Linha de frente
As mulheres árabes têm consciência plena dos problemas que incendiaram seus países: o desemprego, a desigualdade e a precariedade dos direitos sociais e políticos. Dada a complexidade da situação, defender o secularismo como condição determinante para o sucesso ou o fracasso dos regimes renascentes pode minguar a discussão sobre a transição e reduzi-la a um embate cultural. A palestina Lila Abu-Lughod, professora de Antropologia e Gênero na Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, critica a polarização e a divisão artificial do mundo entre Ocidente e Oriente e defende um estudo aprofundado dos aspectos políticos, históricos e econômicos que reproduzem o patriarcalismo no mundo árabe.

Sai das palavras da palestina Leila Khaled o exemplo prático. Passava da meia-noite em São Paulo quando, depois de uma longa jornada de conferências, ela acendeu um cigarro e começou a falar sobre a experiência feminista na Palestina: “Já conquistamos muitos direitos, mas ainda não somos livres para expressá-los nas leis ou na Constituição, porque ainda não somos independentes”, disse. A liberdade das palestinas, sustenta, passa pelo processo de reconhecimento de seu Estado e pelo fim da ocupação israelense – o que depende de um duro embate político e econômico no âmbito internacional.

Leila, que não usa o véu e defende um Estado laico, foi uma das primeiras mulheres a integrar os movimentos de resistência armada contra Israel. Hoje, mais de 40 anos depois de ter participado do sequestro de um avião para chamar a atenção para sua causa, ocupa uma cadeira no Conselho Nacional Palestino e fala com a propriedade de quem se tornou um símbolo: “O feminismo ocidental é diferente do nosso. Quando falamos sobre nossos direitos, o primeiro é sempre o direito de resistir.”

Foto: AfP / shutterstock
Na conturbada Síria, a casa é vista como o lar santificado da mulher e da família.

As mulheres sauditas também enfrentam a dificuldade de lutar pela igualdade de gênero quando o poder econômico e geoestratégico está em jogo. A Arábia Saudita é o principal aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio e o maior produtor de petróleo do mundo. Para continuar com os superlativos, o país também é considerado o mais restritivo no que tange ao direito das mulheres. Apesar da pressão interna e externa, a abertura democrática vem acontecendo a passos lentíssimos. Pressentindo que as revoltas batiam à porta, o rei Abdullah deu às sauditas o inédito direito de votar e de concorrer às eleições municipais em 2015. Elas agora podem participar do processo eleitoral, mas, paradoxalmente, seguem sem poder dirigir, abrir conta em banco ou viajar sem autorização.

Nem pensar em defender direitos em público. “Não posso falar com nenhum meio de comunicação estrangeiro. Estou sob observação da polícia. Já fui ameaçada indiretamente”, disse à PLANETA, por e-mail, em Riad, Wajeha al-Huwaider, fundadora da Sociedade de Defesa dos Direitos da Mulher na Arábia Saudita. Antes de se despedir, ela ressaltou: “A polícia também advertiu algumas de minhas amigas. Vai ficar muito pior antes de melhorar.”

 

 

Muçulmanas xiitas do Paquistão em cerimônia religiosa em Karachi.

Hora de mudar
O protagonismo das mulheres na Arábia Saudita e na Palestina mostra que a pauta de reivindicações do feminismo árabe é tão diversa quanto suas realidades locais. Na Líbia, por exemplo, elas reagiram à declaração de Mustafa Abdeljalil, presidente do Conselho Nacional de Transição, que governa o país desde a queda do ditador Muamar Kadafi. No dia da Declaração de Libertação, Abdeljalil disse que a Líbia poderia reintroduzir a poligamia e desdenhou a presença da mulher no governo. Diante dos protestos, voltou atrás.

Na Tunísia a situação é bem diferente. Desde os anos 1960, a ex-colônia francesa mantém uma legislação avançada com relação aos direitos das mulheres. A poligamia foi banida, o divórcio é igualitário e o aborto é permitido. As mulheres ocupam cerca de dois terços das vagas nas universidades e apenas 3% das jovens entre 15 e 19 anos são casadas, divorciadas ou viúvas (na década de 1960, esse índice chegava a 50%).

Soumaya Ghannouchi, filha de Rachid Ghannouchi, novo líder do país, saiu a público para responder aos temores de que, vencedor das eleições, seu partido revogaria as leis que beneficiam as mulheres. Com o rosto maquiado, envolto em um lenço colorido, afirmou, com segurança, que a poligamia não será permitida e que nenhuma mulher será obrigada a usar o véu.

O Egito também está sob tensa observação. O primeiro ciclo das eleições parlamentares aponta para uma ampla vitória da Irmandade Muçulmana, com 36% dos votos, seguidos por 24% do partido fundamentalista Al-Nur. Os resultados definitivos só devem ser anunciados no fim do longo processo eleitoral, em março de 2012. De acordo com as estimativas do governo de transição, os partidos islâmicos terão 65% da preferência popular. Apesar da possibilidade de votar e de se eleger, teme-se que as leis egípcias, enjá desfavoráveis às mulheres em relação ao direito ao divórcio e à herança, se agravem.

 

O ocidente não aprendeu a ouvir a voz das mulheres árabes

 

Fotos: AFP / Laura Daudén
Na Espanha, descendentes árabes apoiam a afirmação dos direitos das mulheres.

Os direitos do Corão

Qual é o estatuto da mulher no Islã? “A palavra sagrada é para todos, mas seus ensinamentos são vivenciados de modo diferente em cada lugar. São os contextos sociais que interferem na prática cultural”, diz a antropóloga Francirosy Ferreira. É bom desmistificar algumas suposições. A mutilação genital feminina, por exemplo, acontece em países árabes e de cultura muçulmana e em países de maioria animista e cristã. Mas não está descrita no Corão. “Essas práticas permaneceram não pela religião, mas por causa da tradição de um grupo específico.”

A antropóloga Claudia Voigh Espinola, da Universidade Federal de Santa Catarina, que estudou a violência de gênero no Corão, explica que o Islã, tal como o cristianismo, é um fenômeno de um período particular da história, e qualquer leitura de seus textos deve ser relativizada. Para ela, a interpretação comum a várias escolas de pensamento islâmico assegura direitos à mulher.

No Corão, Eva não é a única responsável pelo pecado original. Ela e Adão erraram e foram perdoados. Sua personalidade é independente e sua natureza não é inferior nem superior. Quanto à educação e instrução, o livro diz que a busca por conhecimento deve ser igual para homens e mulheres. A mulher não poderá crescer intelectualmente se estiver sob estado de submissão. Quanto à liberdade de expressão, sua opinião deve ser respeitada. Há relatos sobre mulheres dando opiniões e questionando Maomé, embora haja restrições quanto à condução da prece e à liderança do Estado.

Com referência à sexualidade, o casamento deve ser desfrutado igualmente pelo homem e pela mulher. O marido tem a obrigação de satisfazê-las sexualmente. Quanto à herança, o Corão diz que a mulher deve receber uma parte enquanto o homem recebe duas, dada a sua obrigação de prover a família financeiramente, dever que a mulher não tem. O livro não recomenda nem impõe a poligamia, mas tolera em casos específicos, quando há comum acordo e o marido pode cuidar de suas esposas de modo igualitário. A Bíblia, no Velho Testamento, também admite a poligamia.

Quanto ao uso do véu, segundo a antropóloga Lila Abu-Lughod, da Universidade de Colúmbia, ele pode ser visto também como defensor do lugar especial da mulher na sociedade islâmica: “A burca, assim como outras formas de cobertura, marca a separação simbólica entre as esferas masculinas e femininas. Ela delimita a associação da mulher com a família e a casa. Isso significa pertencer a uma vida moral na qual as famílias são supremas na organização das comunidades e a casa é associada à santidade da mulher.” Nem todos concordam, mas Lila explica que a vestimenta funciona, como em todas as sociedades, como símbolo de valores compartilhados responsáveis por um sentido de pertencimento.

 

“Acho que não vai haver retrocesso, mas, se houver, elas vão superar. Democracia é isso. Quem somos nós para dizer o que eles têm de fazer?”, questiona a brasileira Soraya Smaili. De fato, muitas mulheres árabes vêm dando mostras de uma consciência singular, até agora ignorada no Ocidente, apesar de sempre ter existido. Suas estratégias para subverter a ordem, em casa ou na rua, ecoam além das fronteiras culturais.

Um exemplo é o da jovem egípcia Aliaa Maghda El-Mahdy, que postou fotos na internet usando só um par de meias três-quartos e uma rosa vermelha no cabelo. A mesma rosa que simbolizava o recolhimento e o pudor de Marwa al-Qamash significa sensualidade e libertação nos cabelos negros de Aliaa. Para ela, basta a flor no cabelo.

As duas mensagens antagônicas, cheias de simbolismo, separadas por gerações e crenças, escancaram a verdade da diversidade e convidam a descartar a ideia de que as mulheres árabes só terão voz se o Ocidente as entender.

 Fonte: Revista Planeta

CONFLITOS ENTRE JUDEUS E ÁRABES

02/05/2011

Os conflitos entre Israel e os palestinos remontam ao século XIX, quando os judeus iniciaram o movimento, chamado de sionismo, de retorno à terra natal, ocupada pelos árabes, estimulados pela Declaração de Balfour, iniciativa britânica, por meio da qual se reconheceram os direitos políticos daqueles, mesmo porque, com a queda do Império Otomano, a região disputada tornou-se colônia britânica.

Com a Segunda Guerra Mundial, veio o Nazismo, acirrando o movimento de fuga dos judeus para a Palestina.

A ONU (Organização das Nações Unidas) ofereceu-se para repartir a região entre ambos os povos, mas estes não anuíram.

Com o fim da colonização, os judeus quiseram fundar o Estado de Israel, mas o Egito, Iraque, Síria, Líbano e Jordânia entraram na briga por terras, levando os egípcios a ocuparem a Faixa de Gaza, enquanto a Jordânia, a Cisjordânia e Jerusalém Oriental.  Então, em 1964, os Palestinos fundaram a organização política armada OLP (Organização pela Libertação da Palestina), já que não lhes sobrara território algum.

Em 1967, houve muita tensão na região, com a Guerra dos Seis Dias, pois, em Gaza, os navios israelenses foram impedidos de circularem, e houve ocupação egípcia no Monte Sinai, além de síria e da Jordânia nas fronteiras, mas Israel venceu, reavendo parte da Faixa, Sinai, Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Colinas de Golã.

Em 1973, houve a Guerra de Yom Kippur, um dos principais feriados judeus, entre Israel e árabes, liderados pelo Egito e Síria. Houve, então, crise de fornecimento de petróleo, pois os países árabes, grandes produtores deste, boicotavam sua venda ao Ocidente, que apoiava Israel. Este venceu o conflito, com a assinatura de acordo de paz em Camp David, Estados Unidos, com o Egito, presidido por Anuar Sadat, que foi expulso da Liga Árabe.

Em 1979, Israel e Egito assinam acordo, levando o primeiro a deixar o Sinai em 1982, mas, neste mesmo ano, o primeiro iniciou conflito com o Líbano, por suposto movimento terrorista da OLP neste.

Em 1987, inicia-se a Intifada, movimento popular em que os palestinos atacavam os israelenses com paus e pedras, mas, em 1988, o Conselho Palestino aceitou a divisão do território proposta antes pela ONU. Em 1993, fundou-se a Autoridade Palestina, presidida por Yasser Arafat, a partir do Tratado de Paz de Oslo, em que, mesmo Israel alegando aceitar deixar partes de Gaza e Cisjordânia, mantém assentamentos judaicos nestas. Além disso, os ataques de palestinos seguem, pois não se resolveu a divisão de Jerusalém.

Assim, em 2000, volta a Intifada, pois Ariel Sharon, Primeiro-Ministro de Israel decide construir muro na Cisjordânia, alegando ser para evitar ataques dos homens-bomba, atenuando-se em 2004, quando, com a morte de Arafat, Israel retira-se de áreas ocupadas.

Em 2006, os ânimos acirram-se novamente, pois o Hamas, terrorista, ascende ao Parlamento Palestino, recusando-se a aceitar o Estado de Israel, ao mesmo tempo em que aquele não é reconhecido pela comunidade internacional. O Fatah é outro grupo terrorista atuante na Palestina.

Nos dias atuais, a maior parte das opiniões é de reconhecimento da Faixa de Gaza e da Cisjordânia como território Palestino. O Presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, por exemplo, defende, publicamente, a criação de um Estado Palestino desmilitarizado, com base nas fronteiras pré-1967,  distinto, pois, de Israel. Nesse sentido, a Autoridade Palestina, em Setembro, foi à Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) pleitear o reconhecimento da Palestina como membro desta, englobando a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, além de Jerusalém Oriental, enquanto o premiê de Israel, Binyamin Natanyahu, não concorda com o limite das fronteiras citado por Obama, já que muitos isrealenses vivem na Cisjordânia, ou seja, fora do Estado de Israel. O Brasil e outros Estados já se declararam-se favoráveis ao anseio dos palestinos

Em 19 de Agosto, o Hamas anunciou o fim da trégua com Israel, iniciada em 2009, depois que este atacou a Faixa de Gaza no dia anterior, em represália contra a morte de israelenses

Fonte: Yahoo

Rádio Anjos de Luz

Com agradecimento à Fada San. Visite www.anjodeluz.net

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