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Palavra-chave: Israel

Israel e Palestinos em confronto na Faixa de Gaza

20/07/2014

 

 

O exército de Israel anunciou um cessar-fogo de 7 horas nos ataques na maior parte da Faixa de Gaza, em 4/8/14

O objetivo da trégua, é facilitar a entrada de ajuda humanitária e deixar que palestinos retornem às suas casas. A ação não vale para a região de Rafah, no sul de Gaza, onde o exército israelense vai continuar operando.

O chefe de operações militares israelenses na Cisjordânia ocupada e em Gaza, general Yoav Mordechai, alertou em um comunicado que “se a trégua for violada, o Exército responderá com disparos contra a origem dos ataques palestinos”.

Ataque a escola no domingo
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse,em 3/8/14, que o novo ataque a uma escola das Nações Unidas em Gaza, no qual 10 pessoas morreram, é um “ultraje moral e um ato criminos” e exigiu que os responsáveis pela “grave violação do direito internacional humanitário” sejam responsabilizados.

O exército israelense admitiu ter disparado contra alvos perto da escola da ONU em Rafah: “O exército israelense disparou contra três terroristas da Jihad Islâmica que estavam em uma moto perto da escola da ONU em Rafah. As forças de defesa de Israel examinam as consequências (do disparo)”, afirma o comunicado.

A escola da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) servia de abrigo para mais de 3 mil palestinos que deixaram suas casas durante os combates com Israel.

Também apelou às partes para que “cessem imediatamente a luta e voltem ao caminho da paz”.

Chris Gunness, porta-voz da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNWRA), afirmou que a escola abrigava milhares de deslocados palestinos internos pela operação de Israel na Faixa de Gaza que pretende destruir as infraestruturas do Hamas.

“Segundo as primeiras informações, há vários mortos e feridos na escola da UNWRA em Rafah após o bombardeio”, escreveu Gunness em sua conta do Twitter.

“Esta loucura deve parar”, enfatizou o secretário-geral em um comunicado lido por seu porta-voz, no qual pede a Israel e ao Hamas que terminem com os combates e negociem um acordo de paz no Cairo.

“As forças de defesa de Israel são repetidamente informadas sobre a localização destes lugares”, disse, sem atribuir explicitamente a responsabilidade do ataque em Rafah a um lado ou outro.

“Os refúgios devem ser áreas seguras e não zonas de combate”, afirmou.

Ban se declarou “muito afetado pelo dramático aumento da violência (em Gaza) e com a morte de centenas de civis palestinos”. O secretário-geral da ONU voltou a pedir a restauração do cessar-fogo e a retomada das negociações no Cairo “para abordar as questões profundas” que causaram o conflito.

Esta é a terceira vez em 10 dias que as bombas atingem uma escola da ONU, quatro dias depois de um bombardeio do exército israelense contra um colégio na cidade de Jabaliya que matou 16 pessoas, a maioria crianças, em um ataque condenado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

A cidade de Rafah, próxima da fronteira com o Egito, é cenário de bombardeios desde sexta-feira, quando a morte de três soldados israelenses encerrou uma breve trégua que havia sido aceita tanto por Israel como pelo movimento islamita palestino Hamas.

Os ataques anteriores contra escolas das Nações Unidas provocaram uma onda de indignação internacional.

Este é o 27º dia do recente conflito entre Israel e o Hamas, que governa a Faixa de Gaza. A ofensiva, destinada a impedir o lançamento de foguetes a partir de Gaza e destruir os túneis construídos por combatentes palestinos para possibilitar a entrada no território de Israel, também provocou a morte de 64 soldados israelenses e de três civis.

Do lado palestino, a operação matou mais de 1.850 pessoas, em sua maioria civis.

A escalada de violência que começou em junho entre Israel e palestinos é o terceiro conflito do tipo desde a tomada da Faixa de Gaza pelo grupo islâmico Hamas, em 2007.

As raízes do confronto são antigas. Ao longo dos anos, ambos os lados foram ampliando as demandas para uma paz definitiva. Entenda as exigências históricas e os argumentos de cada lado do confronto:

MOTIVOS DE ISRAEL
– O país afirma categoricamente que o Hamas é o responsável pelo sequestro e assassinato dos três adolescentes israelenses em 12 de junho.

- O Hamas não só atira foguetes de Gaza para o lado israelense, como também aumentou seu arsenal, que agora pode atingir o centro de Israel como nunca antes. Israel considera que não pode ficar parado em relação à situação.

- Israel alega que o Hamas esconde militantes e armas em locais residenciais em Gaza, por isso é necessário atacá-los, mesmo que isso signifique que civis estejam entre as vítimas.

- Para Israel, o Hamas é um grupo terrorista que não reconhece a existência do Estado de Israel e não aceita se desarmar.

MOTIVOS DOS PALESTINOS
– Um adolescente palestino foi sequestrado e morto em Jerusalém. A autópsia indicou que ele foi queimado vivo. Israel prendeu seis judeus extremistas pelo assassinato do garoto palestino, e três dos detidos confessaram o crime.

- A maioria dos palestinos considera o controle israelense sobre a Faixa de Gaza abusivo e a situação humanitária insustentável. Os moradores dependem de Israel para ter eletricidade, água, meios de comunicação e até moeda.

- Nos confrontos entre Israel e o Hamas, a força de ação do exército israelense é desproporcionalmente maior. Em todos os confrontos até agora, o número de mortes do lado palestino foi muito maior.

- Israel deteve centenas de militantes do Hamas em sua grande busca na Cisjordânia pelos três israelenses sumidos no mês passado.

mapa gaza 19/11 (Foto: 1)

Veja abaixo perguntas e respostas sobre o conflito atual no Oriente Médio:

Como começou o confronto?
A mais recente escalada de violência começou com o desaparecimento de três adolescentes israelenses na Cisjordânia. Israel acusou o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, do sequestro. O grupo islamita não confirmou nem negou envolvimento. Israel deslocou soldados para a área da Cisjordânia e dezenas de membros do Hamas foram detidos. Foguetes foram disparados da Faixa de Gaza contra Israel.

Os corpos dos três jovens foram encontrados em 30 de junho, com marcas de tiros. A tensão aumentou, com Israel respondendo aos disparos feitos por Gaza. No dia seguinte, um adolescente palestino foi sequestrado e morto em Jerusalém Oriental. A autópsia indicou que ele foi queimado vivo.

Israel prendeu seis judeus extremistas pelo assassinato do garoto palestino, e três dos detidos confessaram o crime. Isso reforçou as suspeitas de que a morte teve motivação política e gerou uma onda de revolta e protestos em Gaza.

No dia 8 de julho, após um intenso bombardeio com foguetes contra o sul de Israel por parte de ativistas palestinos, a aviação israelense iniciou dezenas de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza. Os militantes de Gaza responderam aos ataques, disparando foguetes contra Tel Aviv. Após os bombardeios, Israel decidiu atacar Gaza por terra.

Por que Israel ataca a Faixa de Gaza com foguetes?
O ponto de vista israelense é de que o Hamas cresceu acostumado a lançar foguetes e nenhum país pode tolerar isso. Não fazer nada não é uma opção e atacar fortemente o grupo é a maneira que o governo enxerga de conseguir garantir sua paz. O Estado justifica a morte de civis nos bombardeios como fatalidades e culpa o Hamas por esconder militantes e armas em locais civis.

Como informa agência Associated Press, Israel afirma se esforçar para minimizar os “efeitos colaterais” ao emitir sinais de alerta para moradores e antecipar ataques grandes com bombas pequenas. Além disso, os israelenses veem o Hamas como um inimigo mortal que não pode ser tolerado e, devido a suas bases radicais islâmicas, há pouca chance de diálogo.
Como o Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza?
A Faixa de Gaza foi tomada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e entregue aos palestinos em 2005 – embora boa parte das fronteiras e territórios aéreos e marítimos ainda sejam controlados pelos israelenses. Em 2007, o grupo Hamas – considerado terrorista por Israel – venceu as eleições parlamentares palestinas, fato não reconhecido pelo opositor Fatah. O racha na administração fez com que o Hamas controlasse a Faixa de Gaza e o Fatah ficasse a cargo da Cisjordânia. Desde então, Israel e o Hamas não dialogam.

Como convivem os habitantes da Faixa de Gaza com a situação?
Para os palestinos, a situação em Gaza é insustentável. Desde a tomada do poder pelo Hamas, Israel impede a passagem por terra no norte e leste, e pelo mar a oeste, bloqueando também as viagens aéreas. O Egito completa o cerco com um controle pesado das fronteiras com a Faixa de Gaza no sul. A região de 1,7 milhões de pessoas está lotada de favelas em um território de menos de 35 km de extensão e com poucos quilômetros de largura.

Para muitos palestinos, até mesmo os que não apoiam o Hamas, os meios não convencionais como foguetes contra os que eles enxergam como causadores de seus tormentos é uma resposta considerada aceitável. Com o fracasso dos últimos 20 anos de negociações de paz para conseguir formar um Estado independente palestino, alguns temem que a ocupação da Cisjordânia pode ser permanente e o que se tem é um cenário de desânimo e desespero.

Os israelenses apoiam os ataques a Gaza?
Há muita divisão em Israel, e é difícil falar em um “ponto de vista israelense” – mas isso não se aplica ao Hamas e a seus foguetes. Essa é uma oportunidade única para o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Muitos israelenses se opõem às suas políticas em relação aos palestinos em geral, e alguns realmente abominam seu apoio a novos assentamentos judaicos na Cisjordânia. Mas a vasta maioria dos israelenses não confia e se opõe ao Hamas – autores de vários ataques suicidas contra civis e detratores dos esforços de paz feitos pelos palestinos moderados. Para Netanyahu, cada derrota do Hamas é uma chance de popularidade.

O Mundo Árabe apoia o Hamas?
Políticos árabes condenam frequentemente Israel, mas poucos genuinamente morrem de amores pelo Hamas. O grupo palestino é parte de uma vertente política do Islã que, com as Revoltas Árabes, está sendo combatida em toda a região, primeiro no Egito (com a saída da Irmandade Muçulmana), mas também em países do Golfo. Até seu aliado Irã deixou de apoiá-lo e seus recursos estão se esgotando – enquanto vários países do Ocidente os consideram um grupo terrorista.

A Autoridade Palestina recentemente propôs um governo conjunto com o Hamas, mas a animosidade com o grupo secular Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, foi mais profunda. O Hamas não aceita as condições propostas pela comunidade internacional para ser um ator global legítimo: reconhecer Israel, aceitar os acordos anteriores e renunciar à violência.

Os ataques israelenses são desproporcionais?
Na batalha pela opinião pública, Israel pode ser uma vítima de seu próprio sucesso na prevenção de fatalidades internas. Seu potente sistema de defesa “Cúpula de Ferro” abateu inúmeros foguetes do Hamas, reduzindo a pouquíssimas as vítimas israelenses durante os três últimos conflitos contra o grupo islâmico. Já o ataque do Estado judeu é intenso e deixa centenas de vítimas – muitas delas civis – do lado palestino, o que pesa negativamente na opinião pública interna e internacional.

Muitos acreditam que o Hamas pouco se esforça em não provocar Israel. A opinião pública importaria menos na Faixa – que não é verdadeiramente uma democracia – do que em Israel e é pouco provável um cenário em que o Hamas seja derrubado pela população no momento.

Saiba como é a vida na Faixa de Gaza

Região é uma das áreas mais densamente povoadas do mundo.
Com praia e vasta área de favela, 70% de Gaza depende de ajuda externa.

mapa a vida em gaza (Foto: Arte/G1)

Uma das regiões mais densamente povoadas do mundo, com 1,7 milhões de pessoas vivendo em um território de 360km² — um pouco menor que a Ilha de Santa Catarina –, a Faixa de Gaza é palco de mais uma guerra com Israel. Desde 8 de julho, uma ofensiva israelense, que objetiva fechar túneis ilegais e impedir que o grupo islâmico Hamas lance foguetes, matou mais de mil pessoas – a maioria do lado palestino.

Tomada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e entregue aos palestinos em 2005, a região vive há sete anos sob bloqueio de bens e serviços imposto por seus vizinhos de fronteira. O cerco começou após a vitória do Hamas nas eleições palestinas de 2007 e tenta impedir que o movimento se arme e ameace a existência do Estado de Israel.

Desde a tomada do poder pelo Hamas, Israel controla a passagem por terra no norte e leste, e pelo mar a oeste, bloqueando também as viagens aéreas. O Egito completa o cerco com um controle pesado das fronteiras com a Faixa de Gaza no sul.

Saiba como é a vida na pequena e turbulenta Faixa de Gaza:

Moradia

Cidade de Gaza, no norte da Faixa de Gaza, em 28 de julho de 2014 (Foto: Adel Hana/AP)

Devido ao bloqueio israelense, o setor de construção sofre para se manter em Gaza. Segundo a organização internacional Human Rights Watch, Israel liberou em 2013 menos da metade da quantidade de bens que entraram em Gaza em 2006, época pré-bloqueio. Segundo a ONU, mais de 12 mil pessoas estavam desabrigadas em 2013 devido à impossibilidade de reconstruir suas casas.

Em junho de 2010, Israel relaxou parcialmente o cerco em resposta à pressão internacional, permitindo a entrada de mais bens, mas continuou a banir cimento e ferro – ambos usados para reconstruir casas após a ofensiva de 2008/2009. Israel argumenta que tais materiais, exceto para projetos financiados por ajuda internacional, podem ser usados para a construção de bunkers e armas.
Trânsito e fronteiras

Ajuda médica é levada para Gaza pela passagem de Rafah, no Sinai, no dia 25 de julho (Foto: AFP)

Israel controla o registro das pessoas que vivem em Gaza e proíbe o livre trânsito, incluindo viagens à Cisjordânia, exceto em alguns casos específicos. Segundo a ONU, menos de 200 pessoas foram autorizadas por dia a sair de Gaza via Israel na primeira metade de 2013 – comparado com 26 mil no início de 2000, antes da Segunda Intifada.
Saúde

acientes de hospital da Cidade de Gaza, em setembro de 2013 (Foto: Mahmud Hams/AFP)

O sistema de saúde de Gaza sofre com o bloqueio, mas também com a falta de cooperação entre a Autoridade Palestina e o Hamas. A média de espera para algum tipo de cirurgia no maior hospital de Gaza, o Al-Shifa, é de mais de um ano, segundo a Organização Mundial da Saúde. Na metade de 2013, 180 pacientes de 1.165 que pediram para viajar por razões médicas perderam suas consultas por não terem recebido resposta a tempo das autoridades israelenses.

Mais da metade das casas estão em situação de risco alimentar. Mais de 80% dos moradores de Gaza dependem de ajuda humanitária. Só um quarto das casas recebem água diariamente. Quase toda a água dos aquíferos da região não é apropriada para beber, segundo a ONU – e os aquíferos são as únicas fontes naturais de água de Gaza.

Economia

A úncia central elétrica da Cidade de Gaza, que fechou em março deste ano por falta de combustível vindo de Israel (Foto: Mohammed Abed/AFP)

Um terço das pessoas de Gaza está desempregada, segundo o Banco Mundial. Um quarto dos palestinos vive na pobreza – sendo que as taxas de Gaza são duas vezes mais altas do que as da Cisjordânia. Israel é o principal fornecedor de energia para Gaza, que também compra do Egito e usa uma pequena produção própria em uma usina. O volume das exportações caiu 97% desde o início do bloqueio, de acordo com a organização internacional Oxafam.

Desde então, túneis entre Gaza e o Egito se tornaram meios importantes de transporte de bens na região, incluindo materiais de construção, gasolina e comida. Mas o Egito fechou mais de 1.200 túneis em 2013, temendo que eles estivessem sendo usados para abastecer militarmente combatentes na península do Sinai, e a atual ofensiva de Israel busca destruir os que restam.

Educação e cultura

Palestinas mostram mãos pintadas com hena na Cidade de Gaza, em março de 2014 (Foto: Mohammed Abed/AFP)

Segundo dados do governo palestino, Gaza tem 694 escolas. A taxa de alfabetização é de 96,4% (maior que a do Brasil). Ainda segundo dados do governo, até 2011 a região tinha uma emissora de TV, quatro museus, 822 mesquitas (99% dos habitantes são muçulmanos), 14 rádios e 66 centros culturais.

Fonte:G1

Tristeza em Israel: morre Ariel Sharon

12/01/2014

Após a morte de Ariel Sharon em 11/1/13, aos 85 anos, que estava há 8 anos em coma, judeus fizeram homenagens em Israel e palestinos protestaram na Faixa de Gaza.

Ex-general e líder da direita, Sharon estava em condição vegetativa desde o derrame que sofreu em 4 de janeiro de 2006, quando ainda comandava o governo.

De acordo com o hospital Sheba, em que ele estava internado, Sharon morreu pacificamente, ao lado da família, nas proximidades de Tel-Aviv.O quadro de saúde do ex-premiê vinha apresentando uma piora acentuada desde o início do ano.

Segundo os médicos, ele apresentou uma insuficiência renal que afetou outros órgãos vitais. “Ele se foi, ele foi quando decidiu ir”, declarou seu filho Gilad no hospital, ao agradecer aos cuidados da equipe médica.

O ex-premiê deve ser enterrado na segunda-feira, em uma cerimônia privada em uma propriedade da família no sul do país.

Os movimentos palestinos, adversários políticos de Israel, celebraram a morte de Sharon. Na cidade de Khan Younis, na Faixa de Gaza, manifestantes chegaram a atear fogo a imagens de Sharon.

Mas não houve comentários imediatos por parte do presidente palestino Mahmoud Abbas, que vem mantendo negociações de paz com o atual premiê Benjamin Netanyahu, sob mediação dos EUA.

Em Israel, a morte gerou comoção do povo e houve visitação ao túmulo de Lily Sharon, mulher do ex-premiê, em Havat Shikmim, onde se espera que Sharon seja enterrado.

Nos Estados Unidos, Barack Obama foi solidário com os israelenses. Em comunicado, disse que ele e sua mulher, Michele, mandam suas condolências mais profundas à família de Sharon e aos israelenses na “perda de um líder que dedicou sua vida ao Estado de Israel’.

Obama aproveitou para reafirmar o tradicional apoio americano à segurança israelense.

Trajetória
Ex-general e líder da direita, com fama de “falcão”, Sharon era um personagem impetuoso e tenaz, com físico imponente e humor mordaz, pouco cuidadoso com o financiamento das campanhas eleitorais.

Ele surpreendeu e colocou sob suspeita o sonho do “Grande Israel” ao executar, como primeiro-ministro, a saída militar israelense do território palestino da Faixa de Gaza em 2005, de maneira unilateral, após 38 anos de ocupação.

Antes de revolucionar o panorama político israelense, foi o braço direito do fundador histórico da direita nacionalista, Menahem Begin, que chegou ao poder em 1977.

Sharon foi casado duas vezes e teve três filhos. Seu primeiro casamento, com Margalit, de origem romena, aconteceu em 1953. Ela morreu em 1962 em um acidente de carro. Em 1967, o único filho dos dois, Gur, morreu em um acidente com uma arma.

No ano seguinte, ele se casou com Lily, irmã de Margalit. Os dois tiveram dois filhos – Gilad e Omri. Lily morreu em 2000 em decorrência de um câncer de pulmão.

Um dos filhos de Sharon, Omri, seguiu os passos do pai na política e já foi membro do Parlamento Israelense.

Carreira militar
Sharon – cujo nome de batismo era Ariel Scheinermann – nasceu em Kfar Malal, nos territórios palestinos, em 27 de fevereiro de 1928, quando a região ainda estava sob domínio britânico. Sua família era procedente de Belarus.

Sharon ingressou ainda jovem na organização militar judaica Haganah, aos 17 anos, tornando-se comandante de unidade na Guerra Árabe-Israelense (1948-1949).

Ele lutou desde a criação do Estado, em 1948, obtendo uma reputação de soldado destemido, ficando conhecido por sua atuação dura e pela recusa ocasional em receber ordens. Ficou ferido em combate duas vezes.

À frente da unidade 101 dos comandos e depois das unidades de paraquedistas, liderou as chamadas “operações de punição”, a mais violenta das quais terminou em 1953 com a morte de quase 60 civis na localidade palestina de Kibia.

Ele liderou ainda uma tropa paraquedista durante a Guerra de Suez, em 1956, passando ao posto de general na época.

Em 1969, Sharon debilitou por muito tempo a resistência em Gaza com operações dos comandos, o que o tornou uma figura odiada pelos palestinos.

Durante a guerra de outubro de 1973, voltou a demonstrar suas capacidades militares ao atravessar o canal de Suez e cercar o exército egípcio com uma manobra ousada.

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon em fotografia feira em Jerusalém em de janeiro de 2006. (Foto: Eliana Aponte/AFP)
Sharon em Jerusalém em janeiro de 2006.
(Foto: Eliana Aponte/AFP)

Política
Como político, ganhou o apelido de “Bulldozer” (escavadeira ou trator), por ser duro com seus adversários e ser capaz de levar seus projetos até o fim.

Eleito no fim de 1973 para o Parlamento israelense (Knesset)  por um novo partido do qual era membro fundador, o direitista Likud, renunciou no ano seguinte para atuar como conselheiro de segurança de Yitzhak Rabin, então primeiro-ministro.

Foi reeleito para o Parlamento em 1977 e apontado ministro da Defesa por Menachem Begin em 1981.

Em 1982, sem informar oficialmente ao primeiro-ministro Begin, do qual era considerado um “braço direito”, enviou as Forças Armadas israelenses para Beirute, finalizando a expulsão da Organização pela Libertação da Palestina do Líbano.

A ação – uma interminável e desastrosa invasão do Líbano para tentar expulsar Yasser Arafat, o dirigente histórico palestino – resultou na morte de centenas de palestinos nas mãos de milícias cristãs aliadas de Israel, em dois campos de refugiados em Beirute que estavam sobre controle israelense. Os incidentes ficaram conhecidos como os massacres de Sabra e Shatila.

Uma investigação oficial o declarou culpado de não ter previsto nem impedido os massacres. Ele teve que renunciar ao cargo em 1983.

Em 28 de setembro de 2000, sua visita à Esplanada das Mesquitas em Jerusalém Oriental, terceiro local sagrado islã, provocou indignação. No dia seguinte explodiu a segunda Intifada – revolta civil dos palestinos contra a ocupação israelense.

Mas Sharon considerou a situação apenas uma pequena batalha de uma “guerra de 100 anos” contra o sionismo e Israel. Com a promessa linha-dura de esmagar a revolta palestina, foi eleito de maneira triunfal primeiro-ministro em 6 de fevereiro de 2001 e reeleito em 28 de janeiro de 2003.

Fervoroso partidário da colonização israelense dos territórios palestinos, em 2005 ele surpreendentemente organizou a retirada de Gaza e o desmantelamento das colônias instaladas na região, após um controle militar de 38 anos no território.

Até então, ninguém havia se atrevido a tocar na política de colonização para desmantelar assentamentos.

O mais surpreendente foi a decisão ter partido daquele que foi o paladino da colonização. Mas Sharon concluiu que Israel tinha que renunciar a manter todos os territórios conquistados na guerra de 1967 se desejava continuar sendo um “Estado judeu e democrático”.

Algumas decisões provocaram o ódio dos palestinos, a irritação da comunidade internacional e muitas críticas em Israel. Mas, com a retirada de Gaza, foi elogiado.

Depois dela, Sharon deixou o Likud e estabeleceu o partido Kadima, de centro. Ao mesmo tempo, planejava novas retiradas israelenses da Cisjordânia.

Ele parecia caminhar para uma reeleição fácil quando sofreu o derrame em 4 de janeiro de 2006 e foi afastado do cargo. Representantes do movimento palestino Hamas disseram, à época, que a doença era um “sinal de Alá”.

Sharon foi substituído por seu vice, Ehud Olmert, eleito premiê poucos meses depois.
Pouco depois de seu derrame, o homem forte de Israel passou a cair no esquecimento, preso a uma cama de hospital e velado pela família. Seu nome era citado apenas de maneira esporádica pela imprensa local.

Fonte: Yahoo

Agradecimento pelo grande número de visitas de leitores da Palestina

18/11/2012

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Fonte: Youtube

Milhares de palestinos recebem neste domingo em Ramala o presidente Mahmoud Abbas em sua chegada de Nova York, onde na quinta-feira obteve o reconhecimento da Palestina como Estado observador da ONU.

O líder palestino foi recebido em um ambiente de festa e com centenas de bandeiras palestinas, em uma praça repleta de militantes de todas as facções, muitos deles com cartazes com sua imagem e a do presidente Yasser Arafat.

Abbas, que há tempos se via eclipsado pelas conquistas do movimento islamita Hamas em relação a Israel, defendeu em seu discurso a união nacional, que descreveu como o “passo a seguir” de suas gestões para obter a independência. O político também lembrou o apoio majoritário da comunidade internacional à causa palestina e às “pressões” que precederam a votação na ONU para que mudasse o texto da resolução.

Abbas foi recebido com um tapete vermelho na entrada para o Muqataa, sede do governo palestino, e toda a área foi cercada por dezenas de milhares de palestinos em festa, agitando bandeiras e cantando. “Agora temos um Estado”, disse Abbas aos palestinos em Ramala.

Mulheres vestidas com o traje tradicional palestino de bordados vermelhos e uma ou outra com uma recriação da bandeira nacional, completavam um cenário com o qual o movimento Fatah fez sua demonstração de força. Ahla, uma jovem vinda de Belém, qualificou o momento como “muito importante”, e que com sua presença queria “agradecer” a Abbas pelo reconhecimento da Palestina.

Por sua vez, Jaafar Abdallah, funcionário do Ministério do Interior da Autoridade Nacional Palestina, disse que este “é um momento histórico” para os palestinos. “Embora chegue tarde, o fato de que após 65 anos o mundo tenha reconhecido nossos direitos é uma questão de justiça”, acrescentou, com a esperança de que “a ONU funcione agora de forma diferente e interrompa todas as ações de guerra de Israel contra o povo palestino”, defendeu.

Em 29/11/12, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que concedeu à Palestina o status de Estado observador não-membro, apesar da oposição dos Estados Unidos e de Israel, que respondeu anunciando o projeto de construir 3 mil novas casas nos assentamentos da Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

Em novembro de 2011, Israel já havia acelerado a construção de assentamentos na Cisjordânia, ocupada após a adesão da Palestina como membro pleno da Unesco.

Com a participação de 300 entidades de toda a parte do mundo, que realizaram cerca de 160 atividades, o Fórum Social Mundial Palestina Livre, terminou, em 1/12/12, em Porto Alegre, com um documento que pouco difere da carta de referência elaborada antes do evento, na qual, de forma generalizada e pouco específica, rejeitam a ocupação, defendem os diretos de palestinos voltarem a territórios ocupados por Israel e pedem o boicote de produtos oriundos de regiões ocupadas.

A organização, no documento, pediu ainda a condenação de Israel por crimes de guerra, referindo-se ao conflito recente entre palestinos e israelenses que mataram quase 200 pessoas de ambos os lados até a assinatura de um cessar fogo negociado no Egito. “Um ataque de Israel à Faixa de Gaza onde mataram 167 palestinos em sua maioria mulheres e crianças. Repudiamos essa agressão e exigimos a condenação de mais esse crime contra a humanidade”, diz trecho do documento lido na ultima assembleia do Fórum.

Os participantes ainda comemoraram o reconhecimento da Palestina como Estado observador na ONU, como um primeiro passo na luta contra a ocupação israelense. “Recebemos com esperança um futuro de paz, o reconhecimento da ONU do Estado Palestino, e a reparação de uma injustiça histórica”.

Ademais, o documento lido reitera o apoio as organizações que lutam pela causa palestina, e pede o boicote comercial de produtos israelenses produzidos em locais onde estavam localizadas vilas palestinas ocupadas posteriormente após a ocupação.

“Reafirmamos que o termo de referencia com um documento que sintetiza os conceitos de solidariedade aos palestinos a serem desenvolvidos no próximo período”, finaliza o documento.

Pouco antes da leitura do documento, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, reiterou, a posição do Brasil de apoiar a resolução da ONU, e disse que a volta do Brasil ao Conselho de Diretos Humanos da ONU vai trabalhar para construção de diretos do povo palestino.

“O Brasil acredita que é dessa forma que construiremos a paz, a solidariedade é a forma pela qual nos movemos no cenário internacional, acreditamos, portanto, que o retorno do nosso País Conselho de Diretos Humanos das Nações Unidas vai atuar em conjunto com outros países pela construção de diretos do povo palestino, como compromisso mundial”, afirmou, de forma meio improvisada, em meio aos participantes do evento.

O Fórum, que teve intensa participação de entidades de esquerda, foi muito criticado por organizações judaicas, que se disseram excluídas do encontro. A representação diplomática israelense no Brasil, disse que o Fórum estimularia o terrorismo no Oriente Médio.

 Durante o evento , o embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Mohamed Khalil Alzeben, disse que é “uma vitória da verdade e da justiça” a concessão do status de Estado observador na Organização das Nações Unidas (ONU), aprovada há dois dias na Assembleia Geral.

Diante das ameaças de retaliações dos norte-americanos, Alzeben indaga: “O que os Estados Unidos ganham em complicar ainda mais a vida dos palestinos adotando sanções?”. O embaixador elogiou a atuação do Brasil e disse confiar no apoio brasileiro para a criação do Estado independente da Palestina.

Pergunta Na prática o que representa o status de Estado observador na ONU?

Ibrahim Mohamed Khalil Alzeben: É uma vitória da verdade e da justiça. É o anúncio de uma nova Palestina e de um novo Israel. Estamos satisfeitos com a posição da grande maioria da comunidade internacional [138 votos a favor, nove contra e 41 abstenções], demonstrando que é possível o convívio positivo que defendemos. Ocorreu o que nós sempre acreditamos e defendemos.

P: O Brasil foi um dos países que mais fez campanha para os palestinos, o senhor acredita que é possível ampliar a contribuição brasileira?

IMKA: Agora, com a resolução [sobre a concessão do status de Estado observador], o terreno está preparado e é mais favorável para outras negociações. É uma satisfação para nós ter o Brasil a nosso favor. O Brasil pode participar de maneira mais intensa na comunidade internacional e em favor do direito internacional.

P: Com essa decisão na ONU, há ambiente para retomar as articulações em busca de um acordo de paz com os israelenses?

IMKA: Do nosso lado, estamos preparados para retomar as negociações e em plena disposição para negociar. Queremos voltar para a mesa de negociações e aguardamos isso. O nosso desejo é a existência de dois Estados, o da Palestina e o de Israel, em plena convivência.

P: Mas há ameaças, por exemplo, dos norte-americanos de adotarem medidas proibindo o comércio e repasses para a região da Faixa de Gaza. O senhor não teme isso?

IMKA: O mundo não se limita aos Estados Unidos. O mundo é representado pela comunidade internacional, que nos apoia na sua maioria na ONU e, dessa forma, deve ser feita uma leitura positiva sobre a resolução aprovada. O que os Estados Unidos ganham em complicar ainda mais a vida dos palestinos adotando sanções?

P: O senhor calcula que esteja próxima a criação de um Estado independente?

IMKA: A aprovação da resolução foi um passo fundamental. Nós tentamos isso no passado [há dois anos], sem sucesso, pois lamentavelmente a intransigência venceu. Fazemos um chamado ao governo dos Estados Unidos para que se alie à maioria da comunidade internacional em favor do direito internacional [e pela] criação do Estado independente da Palestina

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Fonte: Youtube

Após o início do cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que entrou em vigor em 21/11/12, ambos os lados afirmam ter alcançado seus objetivos nos confrontos, que duraram oito dias e deixaram mais de 160 mortos – cinco deles no lado israelense.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que decidiu aceitar a “recomendação” do presidente americano Barack Obama para um cessar-fogo depois que o país “alcançou” seus objetivos com a operação militar denominada Coluna de Nuvem. De acordo com o governo israelense os objetivos eram “restaurar a tranquilidade ao sul do país e recuperar o poder de dissuasão frente ao Hamas”.

O acordo, mediado pelo presidente egípcio, Mohammed Mursi, garante que os grupos palestinos irão parar de lançar foguetes contra o território israelense. Israel, por sua vez, se compromete a suspender os ataques à Faixa de Gaza e a possibilitar a abertura das passagens terrestres, tanto entre Israel e o território palestino, como a passagem entre Gaza e o Egito, em Rafah.

O elemento principal no acordo, que havia sido rejeitado por Israel no inicio da negociação, mas acabou sendo incluído, consiste na vinculação do cessar-fogo com a abertura do bloqueio imposto à Faixa de Gaza. Após fortes pressões do governo americano, Netanyahu aceitou os termos do acordo e mandou suspender os planos de uma invasão terrestre à Faixa de Gaza.

Fracasso e resistência
O líder do Hamas, Haled Mashal, declarou que “a ofensiva israelense fracassou”. Em anúncio após o cessar-fogo Mashal disse que “oito dias de combates obrigaram os lideres do inimigo a se render às nossas condições. A grande destruição que causaram não altera o fato de que a resistência venceu”. Mashal também disse que “a conclusão é que a opção da resistência é a vitoriosa”.

Fatah e Hamas
Há uma unanimidade de opinião entre analistas, tanto em Israel como nos territórios palestinos, de que o principal perdedor da última onda de violência é Mahmoud Abbas, o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Nacional Palestina (ANP), assim como do Fatah, força política que governa a Cisjordânia.

Considerado um movimento radical islâmico por Israel e os Estados Unidos, o Hamas passou a governar a Faixa de Gaza em 2007, e ao contrário do Fatah, não é reconhecido como um interlocutor para as conversas de paz.

Abbas, que simboliza a estratégia de negociação com Israel e que lidera o movimento que apostou no processo de paz, ficou à margem dos acontecimentos, enquanto o grupo islâmico Hamas, que se opõe à existência de Israel, tornou-se o principal protagonista do lado palestino. Durante esses oito dias de confrontos o Hamas ganhou legitimidade internacional, e Israel realizou negociações com o grupo, implicitamente o reconhecendo como governo na Faixa de Gaza.

Sufian Abu Zeida, um dos líderes do Fatah, que foi obrigado a fugir da Faixa de Gaza em 2007, quando o Hamas tomou à força o poder na região, expressou indignação com a atitude de Israel em entrevista ao Canal 10 da TV israelense. “Abu Mazen (Mahmoud Abbas) vocês humilham e ignoram, mas o Hamas, que nem reconhece a existência de Israel, vocês respeitam e com eles vocês negociam”, afirmou.

De acordo com a jornalista Amira Hass, em artigo no diário israelense Haaretz, o Hamas conseguiu “manobrar a Faixa de Gaza como uma entidade separada, que se abrirá para o mundo árabe e islâmico”. “Como parte da Irmandade Muçulmana, o Hamas consegue devolver a questão palestina ao foco da atenção internacional e também atua como uma força regional cuja opinião e capacidade deve ser levada em consideração”, afirma Hass

Fonte: BBC

Tensão entre Irã e Israel

24/09/2012

Em mensagem ao Irã transmitida por mediadores europeus, o governo dos Estados Unidos anunciou que não apoia e nem pretende participar de um eventual ataque por parte de Israel contra as bases nucleares iranianas. A notícia, divulgada nesta segunda-feira pelo jornal israelense Yedioth Ahronoth, aponta ainda que a Casa Branca espera que, no caso de uma ofensiva israelense, o exército iraniano não ataque alvos estratégicos dos EUA no Golfo Pérsico, como bases militares, embarcações e porta-aviões estabelecidos na região.

Leia também: ‘Israel vai desaparecer do mapa’, diz chefe supremo do Irã

De acordo com a publicação, a clara mensagem foi enviada a Teerã nos últimos dias, através de dois países europeus não mencionados. O porta-voz dos Estados Unidos em Israel não quis comentar a questão, mas o “recado” coincide com uma declaração feita recentemente pelo chefe do Estado-Maior americano, general Martin Dempsey, de que “não seria cúmplice” de um ataque ao Irã por parte de Israel. Ainda segundo ele, um ataque israelense iria provavelmente atrasar o programa nuclear iraniano, mas não destruí-lo.

As tentativas da gestão Barack Obama de evitar um ataque israelense também foram abordadas pelo jornal americano The New York Times na edição deste domingo. A publicação explica que, ao mesmo tempo que adota medidas preventivas, a gestão Obama se empenha em fazer Teerã esclarecer seu programa nuclear.

França - Em outra frente para evitar um ataque israelense, o chanceler francês, Laurent Fabius, afirmou nesta segunda-feira que um eventual bombardeio contra o Irã poderia se voltar contra Israel. Ele defendeu um reforço das sanções contra Teerã por esconder o alcance de seu programa nuclear. “Sou absolutamente contrário a que o Irã tenha a arma nuclear, mas penso que se acontecesse um ataque israelense, lamentavelmente isto se voltaria contra Israel e colocaria o Irã em situação de vítima”, afirmou Fabius, em entrevista ao canal BFM-TV.

Fabius disse temer que, com um bombardeio, os iranianos “recuperem uma legitimidade ante as populações da região” ao serem atacados. Para ele, é necessário aumentar as sanções e, ao mesmo tempo, seguir negociando com o Irã para que seu programa possa ser averiguado por agentes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)

Histórico - Israel considera o programa nuclear iraniano uma ameaça e o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, insiste que as sanções internacionais impostas ao país não estão funcionando. Esta postura ampliou a distância entre o governo israelense e a administração de Barack Obama, que acredita que ainda há tempo para que o Irã modifique sua atitude e decida esperar para ver os efeitos das sanções.

A AIEA investiga há cerca de uma década as atividades nucleares do país, que durante 18 anos manteve em segredo seus avanços atômicos, o que causou grande desconfiança na comunidade internacional. O Irã é acusado de tentar desenvolver uma arma atômica, versão negada pelas autoridades iranianas, que garantem que seu programa nuclear é civil, com finalidades pacíficas.

O Irã acusou o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, de passar informação confidencial sobre o programa nuclear iraniano a Israel, inimigo declarado da República Islâmica. As informações são da agência oficial de notícias Irna. “A AIEA é obrigada a proteger a informação das atividades nucleares de seus membros e não cumpriu sua responsabilidade neste sentido em relação ao Irã, pois transferiu informação nuclear aos inimigos do país”, disse o deputado Yavad Yahanguirzade à agência.

Integrante da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa e da Junta Diretiva do Parlamento, Yahanguirzade acusou Amano de fazer “várias viagens a Tel Aviv para perguntar o ponto de vista dos funcionários israelenses sobre as atividades nucleares do Irã”.

Para Yahanguirzade, isso demonstra que o regime de Israel e de outros países hostis à República Islâmica têm acesso à informação nuclear do Irã, o que vai contra as normas da AIEA. “Se a conduta da AIEA fizer com que o Irã corte sua relação com a agência, toda a responsabilidade será do diretor-geral”, afirmou Yahanguirzade.

O chefe da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Alaedin Boruyerdi, acusou a multinacional alemã Siemens de ter colocado explosivos em uma peça para sabotar instalações nucleares do Irã.

Segundo informou neste domingo a rádio oficial iraniana, Boruyerdi declarou: “Essa bomba devia explodir e sabotar todo um sistema, mas o complô foi neutralizado devido à vigilância dos especialistas iranianos”.

Na sexta-feira passada, o embaixador do Irã na AIEA, Ali-Asghar Sultaniyé, acusou o Conselho de Segurança da ONU de “décadas de indiferença” perante o programa nuclear de Israel, destinado à fabricação de armas atômicas.

ENTENDA O CASO: A questão nuclear iraniana

Bombas nucleares- De acordo com organismos internacionais de estudos estratégicos, Israel – que não é signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear e não está submetido a inspeções internacionais – desenvolveu seu programa atômico com ajuda da França e com o consentimento dos Estados Unidos. A estimativa é de que Israel tenha entre 200 e 500 bombas nucleares.

O Irã foi acusado por diversos países, entre eles Israel, de tentar fabricar bombas atômicas dentro de seu programa nuclear. Teerã negou e assegurou que suas atividades neste campo são exclusivamente civis e pacíficas.

Israel e EUA ameaçaram atacar o Irã se o país não freasse seu programa nuclear, ao que Teerã respondeu que não interromperá suas atividades atômicas e que, caso seja agredido, dará uma resposta arrasadora.

Fonte: Veja

Apoiar o Estado Palestino e o de Israel

28/09/2011

Hoje, o apelo palestino por uma condição de Estado independente pode morrer nos próximos meses, a menos que nós ajudemos a salvar esse apelo. Na quarta-feira à noite, o presidente Obama se encontrou com o presidente palestino Abbas, e possivelmente o pressionou fortemente para evitar uma votação completa na assembleia das Nações Unidas, uma votação que a Palestina certamente venceria. Ontem a pressão parecia estar funcionando, e os palestinos estão desistindo da votação.

Vai ser uma tremenda desilusão para o mundo e para os palestinos se esse momento passar sem nenhuma realização. Isso iria enfraquecer a paz e alimentar a desesperança, o extremismo e a violência. Mas ainda podemos virar o jogo. Em algumas horas, a Avaaz vai levar uma flotilha de navios pelo rio que corre próximo à ONU, coberta com enormes cartazes. Outro barco com jornalistas dos maiores meios de comunicação do mundo vai permitir a filmagem da flotilha e os jornalistas vão entrevistar nosso porta-voz. Se pudermos dizer que, em apenas 12 horas, 250 mil pessoas apelaram ao Abbas para que ele seja firme e forte e permita que o mundo faça uma votação, isso vai ajudar a definir este momento na mídia — influenciando a decisão de Abbas em atender ou não a esse apelo histórico.

Esta semana a Avaaz se reuniu com vários ministros de relações exteriores e nossa manifestação em Nova Iorque para entregar nossa poderosa petição com um milhão de assinaturas que foi notícia em todos os lugares. Mas o lobby dos EUA é impetuoso – nós precisamos urgentemente apelar ao Abbas para que ele seja forte e a cada um de nossos países para que apoiem o presidente palestino. Clique abaixo para assinar a petição e enviar uma mensagem urgente por telefone, no Facebook ou Twitter para governos e seus líderes, ou deixe comentários em artigos de notícias específicos para modelar a narrativa da mídia nesse momento. Temos apenas algumas horas antes que o presidente Abbas faça seu discurso na ONU mostrando sua decisão. Vamos fazer tudo que pudermos:

http://www.avaaz.org/po/urgent_18_hours_for_palestine/?vl

O apelo pela condição de Estado independente é uma tentativa pacífica, razoável e diplomática para dar os próximos passos rumo à paz e dar aos palestinos esperança após 40 anos de ocupação, opressão e colonização pelo estado legítimo de Israel. Pesquisas de opinião pública financiadas pela Avaaz e outras pesquisas mostram que a grande maioria de pessoas pelo mundo apoiam essa medida. Mas o governo extremista de Israel, com seu poderoso lobby político dos EUA, está determinado a matar essa proposta consciente e manter a Palestina fraca, oferencendo, pelo contrário, mais anos de falsas conversações de paz, ao passo em que colonizam mais terras palestinas. Ironicamente, estes extremistas ameaçam mais a Israel do que a Palestina, uma vez que um crescente número de palestinos estão desistindo da ideia de dois Estados e decidindo abraçar um desafio a longo prazo — um desafio que eles comparam com a luta da África do Sul contra o apartheid — por um único estado democrático secular com igualdade de direitos para todas as etnias e credos — efetivamente o fim de Israel enquanto um Estado Judeu.

Algo grandioso está acontecendo aqui. O presidente Obama disse que um Estado palestino somente pode ser concedido por meio de negociações com os israelenses. Mas quando Israel aplicou junto à ONU pela condição de Estado, os EUA não solicitaram que os palestinos concordassem com o pedido. Os EUA usam a retórica das manifestações a favor da democracia na Líbia, Síria e outros lugares, mas quando os palestinos buscam a liberdade, Washington faz tudo o que pode para se opor. Esse tipo de predisposição, no qual um aliado convicto, e até mesmo cego, de Israel é o único “pacificador” que temos é parcialmente o motivo pelo qual este conflito persite por décadas. Mas finalmente o mundo já se cansou – 127 nações, incluindo o Brasil, Índia, China e agora a França, levantaram-se para apelar por uma nova direção, e se outros se juntarem a eles, a era da hegemonia de Israel/EUA sobre esse conflito pode estar chegando ao fim, com um panorama de vozes globais e regionais mais amplo e mais sábio, especialmente as vozes das próprias pessoas, para substituir essa hegemonia. Tudo se resume às próximas horas — vamos fazer com que o mundo se levante, e fazer acontecer

Agora mesmo, o presidente Abbas está escrevendo seu discurso. Fontes internas dizem que ele está se sentido traído pelos americanos, israelenses e líderes árabes aliados dos EUA com quem trabalhou toda a sua vida pela paz. Na quarta-feira, em um evento, ele disse alegadamente ao New York Times que “estava farto de todas essas pessoas, e não sabia o que fazer…”. As esperanças do povo palestino estão com um homem que, após ser repetidamente traído e enfraquecido pelos EUA, está perdendo a sua própria esperança. Mas uma grande maioria do mundo, e 80% de seu próprio povo, apoiam seu objetivo. Vamos pedir que ele coloque sua esperança no mundo e no apelo de seu povo, deixe o mundo votar o reconhecimento da Palestina, e deposite confiança ao resto do mundo e ao seu povo, que ajudarão esse novo Estado florescer.

Com esperança,

Ricken, Alice, Emma, Wissam, Nicola, David e toda a equipe da Avaaz

O Conselho Revolucionário do Fatah, movimento do presidente palestino, Mahmud Abbas, aprovou por aclamação, em 10/3/14, a recusa de se reconhecer Israel como Estado judeu – disseram à AFP participantes da reunião.

Em seu discurso, Abbas garantiu que, “aos 79 anos, não vai ceder em relação aos direitos de seu povo, nem trair sua causa”, relataram as mesmas fontes consultadas pela AFP.

“O presidente Abbas afirmou mais uma vez sua recusa a reconhecer a ‘judeidade’ do Estado de Israel, e os membros do Conselho Revolucionário se levantaram para aplaudir e comemorar essa decisão, que foi aprovada por unanimidade”, declarou à AFP um membro do Fatah, que pediu para não ser identificado.

“Apesar das grandes investidas sobre nós, não podemos aceitar isso”, teria dito o presidente palestino, segundo as mesmas fontes, além de agradecer ao apoio dado a sua posição, no domingo, pelos ministros árabes das Relações Exteriores.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, faz do reconhecimento de “Israel como Estado do povo judeu” um elemento fundamental para um acordo de paz. Segundo Netanyahu, essa “é a raiz do conflito” entre os dois povos, e não a ocupação dos Territórios palestinos.

Abbas é esperado na próxima semana, nos Estados Unidos, onde será recebido pelo presidente Barack Obama em 17/3/14

Fonte: Yahoo

Agradecimento ao grande número de visitas de leitores de Israel

30/08/2011

Palestina

27/08/2011

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir o apelo da Palestina para se tornar o 194º país do mundo. No entanto, governantes de países de destaque ainda estão em cima do muro. Somente um esforço gigantesco da opinião pública pode mudar a situação.

A Avaaz defende a ideia de que essa proposta legítima e de fato a melhor oportunidade para acabar com o beco sem saída das infinitas negociações mal-sucedidas e abrir um novo caminho para a paz.

Enquanto a violência se espalha novamente e as tensões sobem no Oriente Médio, uma nova proposta de independência da Palestina ganha fôlego em todo o planeta. Se conseguirmos a aprovação dessa proposta na ONU, ela poderá significar um novo caminho para a paz.

Porém, os chefes de governo de países de destaque ainda estão em cima do muro e para convencê-los a apoiar a independência da Palestina precisamos reforçar a pressão da opinião pública. Muita gente acha que não entende a situação suficientemente bem para se mobilizar.

Vamos mudar o teor da conversa sobre o Oriente Médio e criar um maremoto de apoio à independência da Palestina.

Enquanto a maioria dos palestinos e israelenses querem uma solução para o conflito baseada em dois Estados, o governo extremista de Israel continua aprovando a construção de assentamentos em áreas contestadas, alimentando ódio e massacres. Apesar dos esforços, décadas de negociações para a paz lideradas pelos EUA fracassaram na tentativa de refrear os inimigos da paz e chegar a um acordo.

Hoje, essa proposta de independência poderia ser a melhor oportunidade em vários anos para sair do impasse, evitar outra espiral da violência e equilibrar o campo de ação entre as duas partes em favor das negociações.

No mês passado, os palestinos apresentaram sua proposta ao Conselho de Segurança. Mais de 120 países a apoiam, mas os Estados Unidos não só a rejeitam como estão enviando um claro sinal a seus aliados europeus de que qualquer apoio à proposta legítima dos palestinos dificultaria as relações bilaterais. Cabe a nós dizer às lideranças de países europeus de destaque que a opinião pública apoia esse avanço não-diplomático e não-violento e que a opinião dos cidadãos é que deveria influenciar as decisões estratégicas, e não as preferências do governo americano.

Nossa campanha está explodindo em todo o mundo — mais de 830.000 membros se juntaram ao apelo nos primeiros dias! Ela foi mencionada na primeira página de grandes veículos de notícia, citada no Conselho de Segurança da ONU e tuitada pelo próprio presidente da Palestina!

Há muita falta de informação sobre o conflito entre Israel e Palestina e muita gente não se sente segura para se engajar. Mas este pequeno vídeo explica claramente os detalhes e pode nos munir de informações para uma mobilização. Por sermos uma sólida rede global reforçada por quase 10 milhões de membros em todos os países do mundo, temos a oportunidade de provocar uma votação capaz de reverter décadas de violência.

Fonte: Avaaz

Notícia de Israel

26/08/2011

O Egito anunciou na segunda-feira planos para desenvolver sua região na fronteira com Israel, após autoridades israelenses acusarem o Cairo de negligenciarem a área, que foi usada na semana passada por militantes armados que mataram oito israelenses, num incidente que gerou tensões entre os dois países.

 

 

Cinco membros das forças egípcias de segurança foram mortos na reação israelense aos ataques no balneário de Eilat, no mar Vermelho, na quinta-feira. O Egito disse que a ação israelense violou um tratado de paz de 1979.

 

Israel diz que os militantes responsáveis pela emboscada eram palestinos da Faixa de Gaza que entraram na península do Sinai (nordeste do Egito) e de lá se infiltraram no sul de Israel.

 

O Cairo tem dificuldades para impor sua autoridade no Sinai, uma região remota e desértica. Esse problema se agravou depois da deposição, em fevereiro, do presidente Hosni Mubarak, o que deixou um vazio de poder que foi prontamente explorado por habitantes do Sinai ressentidos com o governo central egípcio.

 

Israel lamentou a morte dos soldados egípcios e disse estar investigando o incidente, mas ao mesmo tempo há pressão para que o Egito tome medidas mais rigorosas.

 

Vários políticos, entre eles Amr Moussa, ex-chefe da Liga Árabe, e outros candidatos à presidência egípcia pediram que o embaixador do país em Israel seja chamado ao Cairo, que haja mais presença militar no Sinai, e que os israelenses responsáveis pelas mortes sejam levados a julgamento.

 

“O Egito depois da revolução de janeiro não é como o Egito de antes. O regime corrupto, opressor e complacente se foi para sempre”, disseram os políticos numa carta aberta publicada nos jornais.

 

Eles disseram que o governo de Mubarak era um “patrimônio estratégico para Israel”. “Ele foi substituído por uma vontade forte e popular, que não conhece as fraquezas nem a cumplicidade, e entende bem como obter a retribuição pelo sangue dos mártires.”

 

No fim de semana, centenas de pessoas fizeram um inflamado protesto em frente à embaixada de Israel no Cairo. Na época de Mubarak, qualquer protesto perto da embaixada, por menor que fosse, seria prontamente dissolvido.

 

A crise diplomática ilustra o dilema enfrentado pela junta militar que governa o Egito – pressionada simultaneamente a preservar o tratado de 1979 com Israel e a lidar com a hostilidade da população ao Estado judeu.

 

O Exército tenta controlar a tensão social no país enquanto prepara eleições neste semestre, como parte da prometida transição para um regime civil após a derrubada de Mubarak.

Mesmo diante dos vários recentes ataques de Israel à Faixa de Gaza, ele e o Hamas resolveram retomar o cessar-fogo

 

(Reportagem adicional de Yasmine Saleh no Cairo e Allyn Fisher-Ilan em Jerusalém)

CONFLITOS ENTRE JUDEUS E ÁRABES

02/05/2011

Os conflitos entre Israel e os palestinos remontam ao século XIX, quando os judeus iniciaram o movimento, chamado de sionismo, de retorno à terra natal, ocupada pelos árabes, estimulados pela Declaração de Balfour, iniciativa britânica, por meio da qual se reconheceram os direitos políticos daqueles, mesmo porque, com a queda do Império Otomano, a região disputada tornou-se colônia britânica.

Com a Segunda Guerra Mundial, veio o Nazismo, acirrando o movimento de fuga dos judeus para a Palestina.

A ONU (Organização das Nações Unidas) ofereceu-se para repartir a região entre ambos os povos, mas estes não anuíram.

Com o fim da colonização, os judeus quiseram fundar o Estado de Israel, mas o Egito, Iraque, Síria, Líbano e Jordânia entraram na briga por terras, levando os egípcios a ocuparem a Faixa de Gaza, enquanto a Jordânia, a Cisjordânia e Jerusalém Oriental.  Então, em 1964, os Palestinos fundaram a organização política armada OLP (Organização pela Libertação da Palestina), já que não lhes sobrara território algum.

Em 1967, houve muita tensão na região, com a Guerra dos Seis Dias, pois, em Gaza, os navios israelenses foram impedidos de circularem, e houve ocupação egípcia no Monte Sinai, além de síria e da Jordânia nas fronteiras, mas Israel venceu, reavendo parte da Faixa, Sinai, Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Colinas de Golã.

Em 1973, houve a Guerra de Yom Kippur, um dos principais feriados judeus, entre Israel e árabes, liderados pelo Egito e Síria. Houve, então, crise de fornecimento de petróleo, pois os países árabes, grandes produtores deste, boicotavam sua venda ao Ocidente, que apoiava Israel. Este venceu o conflito, com a assinatura de acordo de paz em Camp David, Estados Unidos, com o Egito, presidido por Anuar Sadat, que foi expulso da Liga Árabe.

Em 1979, Israel e Egito assinam acordo, levando o primeiro a deixar o Sinai em 1982, mas, neste mesmo ano, o primeiro iniciou conflito com o Líbano, por suposto movimento terrorista da OLP neste.

Em 1987, inicia-se a Intifada, movimento popular em que os palestinos atacavam os israelenses com paus e pedras, mas, em 1988, o Conselho Palestino aceitou a divisão do território proposta antes pela ONU. Em 1993, fundou-se a Autoridade Palestina, presidida por Yasser Arafat, a partir do Tratado de Paz de Oslo, em que, mesmo Israel alegando aceitar deixar partes de Gaza e Cisjordânia, mantém assentamentos judaicos nestas. Além disso, os ataques de palestinos seguem, pois não se resolveu a divisão de Jerusalém.

Assim, em 2000, volta a Intifada, pois Ariel Sharon, Primeiro-Ministro de Israel decide construir muro na Cisjordânia, alegando ser para evitar ataques dos homens-bomba, atenuando-se em 2004, quando, com a morte de Arafat, Israel retira-se de áreas ocupadas.

Em 2006, os ânimos acirram-se novamente, pois o Hamas, terrorista, ascende ao Parlamento Palestino, recusando-se a aceitar o Estado de Israel, ao mesmo tempo em que aquele não é reconhecido pela comunidade internacional. O Fatah é outro grupo terrorista atuante na Palestina.

Nos dias atuais, a maior parte das opiniões é de reconhecimento da Faixa de Gaza e da Cisjordânia como território Palestino. O Presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, por exemplo, defende, publicamente, a criação de um Estado Palestino desmilitarizado, com base nas fronteiras pré-1967,  distinto, pois, de Israel. Nesse sentido, a Autoridade Palestina, em Setembro, foi à Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) pleitear o reconhecimento da Palestina como membro desta, englobando a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, além de Jerusalém Oriental, enquanto o premiê de Israel, Binyamin Natanyahu, não concorda com o limite das fronteiras citado por Obama, já que muitos isrealenses vivem na Cisjordânia, ou seja, fora do Estado de Israel. O Brasil e outros Estados já se declararam-se favoráveis ao anseio dos palestinos

Em 19 de Agosto, o Hamas anunciou o fim da trégua com Israel, iniciada em 2009, depois que este atacou a Faixa de Gaza no dia anterior, em represália contra a morte de israelenses

Fonte: Yahoo

CONFLITOS NO MUNDO ÁRABE – agora, Síria e Egito

27/02/2011

Confrontos entre as forças de segurança e manifestantes islamitas deixaram ao menos 51 mortos em todo o Egito em 6/10/13, dos quais ao menos 40 no Cairo, informou o ministério da Saúde. Mais de 240 pessoas ficaram feridas e cerca de 420 partidários do líder deposto Mohammed Morsi foram detidos em todo o país.

 

Os enfrentamentos ocorreram em meio ao feriado nacional que celebra o aniversário de 40 anos do início da guerra civil contra Israel, quando as forças egípcias cruzaram o Canal de Suez em 1973.

 

Partidários de Morsi e integrantes da Irmandade Muçulmana marcharam em várias cidades para denunciar a derrubada do líder do poder pelos militares, enquanto milhares festejavam o exército.

 

Este foi o maior número de mortos em apenas um dia desde 14 de agosto quando as forças de segurança desmantelaram campos de partidários de Morsi, matando centenas de pessoas.

Especialistas destruíram mísseis, bombas, ogivas e equipamentos para misturar produtos químicos também em 6/10/13, no primeiro dia da campanha para eliminar armas na Síria, informou a ONU.

 

Especialistas internacionais supervisionaram o pessoal sírio que “usou maçaricos e máquinas trituradoras para destruir, ou inutilizar, uma gama de objetos”, segundo nota divulgada pela ONU e pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq).

 

A equipe de inspetores chegou em Damasco na terça-feira para iniciar o processo de verificação detalhada do programa de desenvolvimento de armas químicas do governo sírio.

 

A equipe está na Síria sob os termos da resolução da ONU garantida pelo acordo entre os EUA e Rússia para que o regime do presidente Bashar Assad entregue suas armas químicas para destruição.

 

Pela resolução da ONU, o arsenal de armas químicas da Síria será destruído até meados de 2014.

Fonte: Yahoo

 

Síria ameaça responder ataques de Israel no momento certo

ONU e a Rússia advertiram para o perigo de uma escalada regional.
ONG informou que ao menos 42 soldados sírios morreram em 5/5/13

O regime sírio, envolvido em uma guerra com a rebelião que busca sua queda, afirmou em 6/5/13 que escolherá o momento certo para responder aos ataques israelenses contra seu território, que deixaram 42 mortos e provocaram o temor geral de um conflito regional.

A ONU e a Rússia, um dos poucos aliados do presidente sírio Bashar al-Assad, advertiram para o perigo de uma escalada regional após os ataques aéreos israelenses contra posições militares sírias na sexta-feira e no domingo perto de Damasco, e as ameaças do Irã e do Hezbollah libanês, os outros dois grandes apoios do regime sírio.

Outra fonte de preocupação é o suposto uso de armas químicas.

No entanto, a comissão de investigação internacional independente sobre a Síria, patrocinada pela ONU, afirmou nesta segunda-feira, em um comunicado, que “não alcançou os resultados que lhe permitam concluir que foram utilizadas armas químicas pelas partes em conflito”.

“Consequentemente e até o momento, a Comissão não está na posição de comentar estas alegações”, acrescenta o comunicado, que aparentemente refuta as declarações à imprensa de um de seus membros, a promotora suíça Carla del Ponte, que falou sobre a utilização de gás sarin pelos rebeldes

Carla del Ponte – que em seus mandatos anteriores, sobretudo quando era promotora do Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII), se destacou por suas declarações radicais à imprensa – havia afirmado na noite de domingo (5), em italiano diante das câmeras da televisão pública suíça do Tesino, que havia visto um relatório “sobre testemunhos obtidos relativos à utilização de armas químicas, em particular gás sarin, pelos opositores, e não pelo governo”. Falou de “fortes suspeitas, de suspeitas concretas” e considerou que não era surpreendente que os rebeldes tenham utilizado gás sarin, “já que há combatentes estrangeiros que se infiltraram entre os opositores”.

Em um primeiro balanço do ataque de domingo, uma ONG informou sobre ao menos 42 soldados sírios mortos e uma centena de desaparecidos.

“A Síria responderá à agressão israelense, mas escolherá o momento de fazê-lo. Isto talvez não ocorra imediatamente, já que Israel está em estado de alerta”, disse à AFP nesta segunda-feira um líder político sírio próximo ao poder, contactado por telefone, que disse que “vamos esperar, mas responderemos”.

Para Damasco, estas agressões abrem a porta a todas as opções e fazem com que a situação na região seja mais perigosa. A televisão síria advertiu que ‘os mísseis sírios estão preparados para atacar alvos precisos em caso de violação’.

Diante do temor de eventuais represálias, Israel anunciou a mobilização de duas baterias antimísseis no norte do país, ordenou o fechamento do espaço aéreo nesta zona até a noite desta segunda-feira e reforçou as medidas de segurança em suas embaixadas em todo o mundo.

Um funcionário israelense afirmou que os ataques estiveram dirigidos contra um depósito de munições iranianas destinadas ao Hezbollah, o poderoso movimento xiita libanês, protegido do Irã e aliado do regime de Bashar al-Assad.

No entanto, Teerã desmentiu que existam armas iranianas nos alvos bombardeados por Israel, e ameaçou Israel com “acontecimentos graves na região dos quais nem os Estados Unidos nem Israel sairão vencedores”.

No dia 30 de abril, o chefe do Hezbollah, Hasan Nasrala, cujos homens combatem do lado do exército do regime sírio, afirmou que seu movimento e o Irã não permitirão a queda de Assad.

Uso de gás sarin
Ataques, ameaças e eventuais represálias podem dar uma guinada ao conflito sírio, que já expulsou dezenas de milhares de sírios em direção aos países vizinhos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, “muito preocupado”, pediu que “todas as partes demonstrem o máximo de calma e contenção, assim como ajam de maneira responsável para evitar uma escalada do que já é um conflito devastador e muito perigoso”.

Além disso, a Rússia considera que os ataques israelenses podem provocar uma escalada, com o risco de que surjam focos de tensão nos países vizinhos, em particular no Líbano.

A China, aliada do regime de Damasco, se juntou às críticas. A porta-voz da chancelaria, Hua Chunying, disse que seu governo não apenas se opõe ao uso da força, mas “considera que é preciso respeitar a soberania de todos os países” por ocasião da visita do presidente palestino, Mahmud Abbas, e do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

A União Europeia, diante do temor de que o conflito se propague, pediu para que ‘a estabilidade da região, que já é precária, não seja colocada em perigo’.

Desde o início do conflito, em março de 2011, com a repressão do regime da revolta pacífica da rebelião, Israel realizou três ataques contra alvos perto de Damasco, no dia 30 de janeiro e nos dias 3 e 5 de maio.

Mais de 70 mil pessoas morreram na Síria desde o início da revolta, em março de 2011, que se degenerou em uma guerra civil pela brutal repressão do regime de Assad.

O alvo do ataque de 5 de maio era um centro de pesquisas científicas em Jamraya (nos arredores de Damasco) que já havia sido atacado em janeiro por Israel, um depósito de munições e uma unidade de defesa antiaérea -, segundo uma fonte diplomática em Beirute.

Após estes ataques, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, presidiu uma reunião de emergência com seu gabinete de segurança sobre o tema sírio, antes de viajar à China.

 

arte cronologia síria6/3 (Foto: 1)

 

Pelo menos dois manifestantes morreram e outros 70 ficaram feridos neste sábado durante duros enfrentamentos entre os torcedores do clube de futebol Al Ahly, que protestam pela sentença do massacre do estádio de Port Said, e as forças de segurança no centro do Cairo, informaram à Agência Efe fontes de segurança.

As fontes explicaram que os agentes antidistúrbios disparam gás lacrimogêneo contra os manifestantes, enquanto estes últimos lhes lançam pedras e morteiros.

Fontes médicas especificaram que um dos manifestantes morreu asfixiado pelo gás lacrimogêneo e o outro por disparos de balas de borracha. Além disso, revelaram que também há manifestantes feridos com balas de chumbo.

Esses choques acontecem horas depois que milhares de torcedores radicais do Al Ahly, conhecidos como “Ultras Ahlawy”, incendiaram o Clube de Oficiais da Polícia e a sede da Federação Egípcia de Futebol, também na capital egípcia.

Os protestos desses torcedores explodiram depois das sentenças ditadas na manhã de hoje por um tribunal na causa do massacre de Port Said, em fevereiro de 2012, quando 72 pessoas, a maioria delas torcedores do Al Ahly, morreram nesse estádio em confronto contra a torcida do time local, Al Masry.

A corte condenou neste sábado à prisão perpétua quatro acusados pelo massacre no estádio e confirmou as penas de morte emitidas em janeiro contra outros 21 acusados.

O tribunal, presidido pelo juiz Sobhi Abdelmeguid, ordenou que os condenados sejam enforcados pelos delitos de “assassinato e tentativa de assassinato” em Port Said.

As penas de morte já haviam sido pronunciadas em 26 de janeiro e enviadas ao mufti – máxima autoridade religiosa do Egito – para que ele emitisse sua sentença, embora ainda restasse a confirmação da Justiça.

Além disso, a corte decretou hoje penas de prisão com prazos de um e 15 anos para o restante dos acusados, ao mesmo tempo em que absolveu outras 28 pessoas.

Entre os condenados a 15 anos de prisão estão duas antigas autoridades policiais de Port Said, enquanto outros sete membros da Polícia foram absolvidos.

O porta-voz oficial da presidência egípcia, Ihab Fahmi, disse que esta instituição não se pronunciará sobre as sentenças do tribunal, mas ressaltou que “as decisões da Justiça são obrigatórias e devem ser respeitadas”.

As autoridades de uma cidade egípcia afrouxaram um toque de recolher imposto pelo presidente do país, Mohammed Morsi, que interrompeu uma visita à Europa, em 30/1/13, para lidar com a pior violência desde que assumiu o cargo há sete meses.

Mais dois manifestantes foram mortos a tiros antes do amanhecer perto da Praça Tahrir, no centro do Cairo, um dia depois de o chefe do Exército advertir que o Estado estava à beira do colapso se opositores e aliados de Mursi não encerrassem os confrontos de rua.

Mais de 60 pessoas foram mortas nos últimos sete dias de manifestações de opositores de Mursi, elevando a preocupação global sobre se o presidente poderá restaurar a estabilidade do país mais populoso do mundo árabe.

Mursi impôs um toque de recolher e um estado de emergência em três cidades do Canal de Suez no domingo, mas isso apenas pareceu provocar multidões em uma semana de protestos no segundo aniversário do levante que derrubou Hosni Mubarak.

O governador de Ismailia, uma das três cidades do canal, disse nesta quarta-feira que estava afrouxando o toque de recolher, que agora entrará em vigor todas as noites a partir das 2h da manhã, ao invés de 21h.

Mursi, falando na Alemanha antes de voltar para o Egito para lidar com a crise, pediu diálogo com opositores, mas não irá se comprometer com a demanda deles de primeiramente incluí-los num governo de unidade.

Questionado sobre a proposta, ele disse que o próximo governo deverá ser formado após as eleições parlamentares em abril. O Egito estava a caminho de se tornar “um Estado civil que não é um Estado militar ou um Estado teocrático”, disse Mursi.

A violência interna forçou Mursi a interromper sua visita à Europa, anunciada como uma oportunidade de promover o Egito como um destino para o investimento estrangeiro. Ele viajou a Berlim, mas cancelou sua ida a Paris e voltou para casa depois de apenas algumas horas na Europa.

A chanceler alemã, Angela Merkel, que se reuniu com ele, ecoou o discurso de outros líderes ocidentais que pedem que Mursi dê voz à oposição.

“Uma coisa que é importante para nós é que a linha para o diálogo esteja sempre aberta a todas as forças políticas no Egito, que as diferentes forças políticas possam dar a sua contribuição, que os direitos humanos sejam respeitados no Egito e que, naturalmente, a liberdade religiosa possa ser experimentada”, disse Merkel em entrevista coletiva conjunta com Mursi.

Os críticos de Mursi o acusam de trair o espírito da revolução, mantendo muito poder em suas próprias mãos e de sua Irmandade Muçulmana, o movimento islâmico banido sob o regime de Mubarak que venceu repetidas eleições desde o levante de 2011.

Os aliados de Mursi dizem que os manifestantes querem derrubar o primeiro líder democraticamente eleito do país. A agitação atual aprofundou uma crise econômica que viu a libra egípcia tombar nas últimas semanas.

Próximo à Praça Tahrir, na manhã desta quarta-feira, dezenas de manifestantes atiraram pedras contra a polícia, que revidou disparando gás lacrimogêneo. Os confrontos foram breves.

“Nossa demanda é simplesmente que Mursi vá e deixe o país sozinho. Ele é como Mubarak e sua turma que agora está na prisão”, disse Ahmed Mustafa, de 28 anos, um jovem que usava óculos de proteção para proteger os olhos do gás.

O político opositor Mohamed ElBaradei pediu uma reunião entre o presidente, ministros, o partido no poder e a oposição para conter a violência, mas também reafirmou a pré-condição da oposição de que Mursi deve, primeiro, se comprometer a buscar um governo de unidade nacional.

Protestos violentos foram registrados em diversas cidades do Egito. Pelo menos cinco pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas.

Milhares de pessoas tomaram as ruas para lembrar os dois anos do início das manifestações que levaram à queda do ditador Hosni Mubarak. Os confrontos com as forças de segurança foram registrados no Cairo, Alexandria e Suez. Na capital, opositores do governo tentaram furar a barreira que protege o palácio presidencial. Um escritório da Irmandade Muçulmana, organização que apoia o governo, também foi incendiado. Os manifestantes acusam o presidente Mohamed Mursi de não promover a democracia.

O presidente da Síria, Bashar Al Assad, afirmou que Israel está
tentando desestabilizar seu país. Os comentários de Assad foram uma referência
aos ataques aéreos israelenses realizados na quarta-feira passada contra um
centro de pesquisas militares na cidade síria de Jamraya.

Segundo Assad, os ataques expuseram ”o papel que Israel está exercendo, em
colaboração com forças estrangeiras inimigas e seus agentes em território sírio,
para desestabilizar e enfraquecer a Síria”.

De acordo com autoridades dos Estados Unidos, os ataques tinham por alvo um
comboio que levaria armas para o Líbano.

”Quando dizemos uma coisa, nós falamos para valer”, disse o ministro da
Defesa israelense, Ehud Barak. ”Não achamos que a Síria deva ser autorizada a
trazer armamentos avançados para dentro do Líbano”, acrescentou Barak

  O número total de mortos na Síria deve se aproximar dos 70 mil, com os civis pagando o preço pela inação do Conselho de Segurança da ONU para dar fim a quase dois anos de conflito, disse a chefe dos direitos humanos da organização

Navi Pillay, alta comissária da ONU para os direitos humanos, repetiu seu apelo para que a Síria fosse encaminhada ao Tribunal Penal Internacional pelo conselho de 15 membros, enviando assim uma mensagem a ambas as partes no conflito de que haverá consequências a suas ações.

Pillay disse em um debate no conselho sobre a proteção de civis em conflitos armados que o número de mortos na Síria estava “provavelmente se aproximando dos 70 mil”.

Em 2 de janeiro, Pillay disse que mais de 60 mil pessoas foram mortas durante a revolta contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, que começou com protestos pacíficos, mas ficou violenta depois que as forças de Assad tentaram esmagar as manifestações.

“A falta de consenso sobre a Síria e a inação resultante vem sendo desastrosa e os civis de todos os lados pagaram o preço”, disse ela. “Seremos julgados pela tragédia que se desenrolou diante de nossos olhos”.

As potências mundiais estão divididas sobre como parar a escalada de violência na Síria, e é improvável que o Conselho de Segurança leve a situação na Síria ao Tribunal Penal Internacional em Haia, que não é um órgão oficial da ONU.

Rússia e China, membros permanentes do Conselho de Segurança, vêm agindo como protetores da Síria no órgão, bloqueando repetidamente os esforços ocidentais para adotar uma ação mais forte da ONU – como sanções – contra o governo sírio para tentar acabar com a guerra.

Os dois lados no conflito sírio foram acusados de cometer atrocidades, mas a Organização das Nações Unidas diz que o governo e seus aliados são mais culpados.

“A Síria está se autodestruindo”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao Conselho de Relações Exteriores da noite de segunda-feira.

(Por Michelle Nichols)

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A Síria entrou em 28/10/12 em uma nova espiral de violência, que incluiu um ataque aéreo que deixou pelo menos 16 pessoas mortas em um vilarejo, enterrando definitivamente a trégua preparada pelo mediador Lakhdar Brahimi, que se prepara para apresentar novas “ideias”.

No episódio mais violento deste domingo, pelo menos 16 pessoas morreram em um ataque aéreo no vilarejo de Al-Bara, na província de Idleb (noroeste), incluindo sete crianças e cinco mulheres, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

De acordo com esta ONG com sede no Reino Unido, que se baseia em uma rede de militantes e de fontes médicas, Al-Bara é controlado pelos rebeldes desde meados de julho.

Desde sexta-feira, dia em que a trégua deveria ter entrado em vigor, mais de 300 pessoas morreram em todo o país, segundo o OSDH. Apenas neste domingo, pelo menos 52 pessoas -29 civis, dez soldados e 13 rebeldes- foram mortas, ainda de acordo com a mesma fonte, o que eliminou qualquer chance de uma suspensão das hostilidades depois de mais de 19 meses de uma revolta transformada em conflito armado.

Depois de ter tentado obter o cessar-fogo durante os quatro dias da festa muçulmana do Eid al-Adha, de sexta a segunda-feira, Brahimi deve retornar em novembro ao Conselho de Segurança da ONU com “algumas ideias de ação” para levar o presidente Bashar al-Assad e a oposição à mesa de negociações, afirmaram à AFP diplomatas da Organização das Nações Unidas.

Mas nem o regime nem os rebeldes parecem dispostos a silenciar suas armas, se acusando mutuamente de terem violado a trégua no país, onde a violência deixou mais de 35.000 pessoas mortas, segundo o OSDH, e obrigou centenas de milhares a se exilar.

O Exército, que tenta retomar os redutos rebeldes com o apoio da aviação nas províncias de Damasco e de Idleb (noroeste), assegurou que apenas “responde” aos ataques rebeldes, enquanto a oposição armada classificou a iniciativa de Brahimi de “natimorta” em razão dos bombardeios incessantes efetuados pelo regime.

Segundo um diplomata da ONU, “o processo político não começará antes que Assad e a oposição estejam tão esgotados que não tenham outra escolha. Eles ainda não estão neste estado, mas Brahimi tem algumas ideias”.

Em abril, um outro projeto de trégua, iniciado pelo antecessor de Brahimi, Kofi Annan, já tinha ido pelos ares em algumas horas.

Na província de Damasco, a aviação efetuou três ataques em Erbine, Zamalka e Harasta, a nordeste da capital, onde muitos rebeldes estão entrincheirados, segundo o OSDH. Os insurgentes tomaram o controle de três postos do Exército em Douma, próximo a Damasco, segundo a mesma fonte.

Facções islamitas

Mais ao norte, os rebeldes destruíram um tanque e mataram três soldados em combates na entrada de Maaret al-Nooman (noroeste), controlada pelos insurgentes desde o início de outubro, embora a aviação continue a bombardear a cidade.

Em Aleppo, combates foram registrados entre o Exército e facções islamitas da rebelião, como o “Batalhão dos Soldados de Maomé”, os “Batalhões do Islã” e ainda a influente Frente Al-Nusra, que reivindicou diversos atentados suicidas desde o início da revolta, segundo o OSDH.

Esses grupos, que não se consideram submetidos ao Exército Sírio Livre (ESL), têm geralmente uma organização melhor e são mais bem armados.

A Frente Al-Nusra, um grupo jihadista rebelde que reivindicou vários atentados na Síria, rejeitou qualquer responsabilidade pelo ataque que na sexta-feira deixou oito mortos em Damasco, e acusou o regime por esse ato “desprezível” e “obsceno”.

Na sexta-feira, combates inéditos foram travados em Aleppo entre rebeldes e milicianos curdos, deixando 30 mortos e 280 prisioneiros, em sua maioria curdos, de acordo com o OSDH. Neste domingo, os rebeldes libertaram mais da metade dos prisioneiros, segundo a mesma fonte.

A minoria curda tenta manter distância em relação às partes em conflito.

Em Meca, onde milhões de peregrinos realizam neste domingo os últimos ritos do hajj, milhares de sírios agitavam bandeiras da revolução e bradavam lemas hostis ao regime, segundo uma jornalista da AFP.

A Síria não enviou cidadãos a Meca este ano, na ausência de um acordo com Riad, mas a Arábia Saudita concedeu 10.000 vistos do hajj aos refugiados sírios no Líbano, na Turquia e na Jordânia.

“Que Bashar tenha o mesmo destino de (Muamar) Kadhafi”, gritavam dezenas de fiéis, em referência ao líder líbio morto depois de ter lutado durante meses contra uma rebelião armada no ano passado.

Ainda neste domingo, as autoridades iraquianas anunciaram pela segunda vez em um mês que haviam obrigado um avião de carga iraniano que sobrevoava o território iraquiano com destino à Síria a aterrissar para inspeção, permitindo a sua partida posteriormente.

Fonte: Yahoo

Ao menos 90 pessoas morreram em 21 de Julho em confrontos na Síria, a maioria civis, no primeiro dia de jejum do Ramadã, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Segundo o Observatório, os mortos são 41 civis, 29 militares e 20 rebeldes. O maior número de óbitos ocorreu na província de Idleb, no norte do país, onde 12 civis morreram em bombardeios. Em Damasco, sete dos doze civis mortos foram atingidos por franco-atiradores. Ainda na capital síria, no bairro cristão de Bab Touma, um casal e seu filho foram assassinados por “homens desconhecidos”, segundo o OSDH. Os corpos de outros dois civis foram descobertos em sua casa em Midane, no sul de Damasco. O bairro é palco de violentos combates entre rebeldes e unidades das forças especiais e da Garda Republicana, que na sexta-feira retomaram o controle da região. Na província meridional de Deraa, quatro civis e três rebeldes morreram neste sábado em meio aos combates. Em Homs (centro), cidade símbolo da revolta contra o regime de Bashar al Assad, ao menos sete rebeldes morreram em combates. Em Rastane, na mesma província, os bombardeios mataram quatro civis. Em Aleppo, no norte do país, “os confrontos prosseguem entre as forças regulares e unidades rebeldes no bairro de Salahedin”, segundo o OSDH. Os Comitês Locais de Coordenação (LCC), também ligados à oposição, indicaram “um êxodo dos moradores do bairro com medo dos bombardeios do regime e de uma ofensiva” contra Salahedin, no coração da capital econômica do país. Na fronteira entre Síria e Turquia, um grupo com cerca de 150 combatentes islâmicos procedentes de vários países muçulmanos ocupou neste sábado o posto de Bab al Hawa, constatou o fotógrafo da AFP na região. O contingente é integrado por militantes de Argélia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, França, Chechênia e Tunísia, ligados a diversos grupos, como a ”shura” talibã, a Al-Qaeda e o Magreb Islâmico (Aqmi). O controle do posto de Bab al Hawa, na província de Idleb (noroeste), foi anunciado na quinta-feira passada pelo OSDH. Em Damasco, a situação era de muita tensão neste sábado, mas o tráfego voltou ao normal e os moradores da capital foram em grande número aos supermercados. Segundo o OSDH, os bairros de Qadam e Assali, na periferia sul da capital, foram bombardeados pelo Exército durante a noite. Depois de ter retomado o bairro de Qaboun (leste de Damasco), o Exército entrou em Jobar (leste), Ruknedin (norte) e, principalmente, nos “campos de Mazzé”, em Kafar Soussé (sudoeste). Uma fonte de segurança havia indicado à AFP na sexta-feira que, além de Midan, o Exército controlava Tadamoun (sul), Qaboun e Barzé (leste).  Vários bairros da periferia de Damasco, entre eles Hajar Assouad e Tadamoun, foram bombardeados, segundo os habitantes. Em Homs, vários bairros, entre eles Jaldiyé, foram bombardeados pelo Exército que tenta tomar o controle, contaram seus moradores. Presos se apoderaram de uma penitenciária da cidade na madrugada deste sábado, depois que os guardas abandonaram seus postos, disse à AFP um opositor, que teme um “massacre” das forças de segurança, pois estas cercaram o local com tanques e efetuam disparos. “As autoridades controlam apenas 50% ou 60% do território sírio”, segundo Rami Abdel Rahman, chefe do OSDH. No plano diplomático, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, preocupado com a “rápida deterioração” do cenário, considerou que o governo sírio fracassou na proteção dos civis e pediu à Síria que “ponha fim às matanças e ao uso de armas pesadas contra as aglomerações”. Apesar da intensificação dos combates, o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, anunciou que Paris espera “a formação de um governo provisório” que deverá “representar a diversidade da sociedade síria”. Quase uma semana de intensos combates em Damasco e um atentado contra os principais chefes do aparato de segurança no coração da capital enfraqueceram o poder do presidente Bashar al-Assad.

Os participantes de uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o conflito na Síria adotaram um plano de paz que deixa aberta a possibilidade de o presidente Bashar Al Assad permanecer no poder como integrante de um governo de transição. O plano original do enviado especial da ONU, Kofi Annan, propunha o afastamento de Assad e a formação de um governo de unidade nacional.

Apesar disso, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse ao fim da conferência que “Assad tem de ir embora” e exortou o Conselho de Segurança da ONU a adotar uma resolução que autorize uma intervenção militar internacional no conflito sírio.

Segundo Annan, “cabe ao povo da Síria chegar a um acordo político. O trabalho duro começa agora. Precisamos trabalhar juntos para implementar o que ficou acertado”. A Rússia, principal aliado da Síria, se recusou a apoiar um documento que defendesse a destituição de Assad.

Já os EUA recuaram de sua exigência de que o presidente sírio fosse destituído, na esperança de encorajar a Rússia a pressionar seu aliado a suspender as operações militares que, na estimativa da oposição síria, deixaram 14 mil mortos em pouco menos de um ano e meio de violência.

“Não tenho dúvida de que os sírios, que lutaram tão duramente para ter independência, vão escolher para um novo governo pessoas que têm sangue nas mãos”, disse o enviado especial da ONU.

Antes do início da conferência, Annan havia advertido os membros permanentes do Conselho de segurança da ONU (EUA, Rússia, China, Reino Unido e França) de que o fracasso do encontro poderia levar a uma crise internacional de “grave severidade”, com risco de a violência se espalhar para outros países da região e de abrir uma nova frente para organizações terroristas.

“A História é um juiz severo e vai nos julgar a todos com severidade se nos mostrarmos incapazes de tomar o caminho correto hoje”, disse Annan na abertura da conferência. Além dos membros do Conselho de Segurança, participaram do encontro representantes da Turquia, de alguns países europeus e da Liga Árabe.

Dois países de grande influência na região, a Arábia Saudita e o Irã, não foram convidados para a conferência – os sauditas ficaram fora por causa de objeções da Rússia e o Irã devido à oposição dos EUA.

O rascunho do texto-base da conferência propunha o estabelecimento na Síria de um governo provisório de unidade nacional, com plenos poderes, que incluiria integrantes do governo Assad e da oposição, além de outros grupos. Esse governo provisório seria responsável por supervisionar a elaboração de uma nova Constituição e a realização de eleições democráticas.

“O que queremos é interromper o derramamento de sangue na Síria. Se isso vier por meio de diálogo político, estamos dispostos a isso”, disse Khalid Saleh, porta-voz do Conselho Nacional Sírio, de oposição ao governo Assad. Ele ressalvou: “Não estamos dispostos a negociar com Assad e com aqueles que assassinaram sírios. Não vamos negociar, a não ser que eles deixem a Síria”. As informações são da Dow Jones.

Um total de 14.115 pessoas, em sua maioria civis, morreram na Síria desde o início da revolta contra o regime de Bashar al-Assad em março de 2011, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

A ONG contabiliza as mortes de 9.862 civis, 3.470 soldados e 783 desertores na repressão e nos combates. O OSDH considera civis os homens armados que lutam contra o regime.

A violência se intensificou na Síria apesar da presença de 300 observadores da ONU responsáveis por supervisionar a trégua em vigor desde 12 de abril e continuamente ignorada.

Em 9/6/12, pelo menos 111 pessoas, entre elas 83 civis e 28 soldados, morreram no país, segundo o OSDH.

O novo líder da oposição síria, Abdel Baset Sayda, afirmou que espiral de violência no país está chegando ao fim e que o regime de Bashar al-Assad está “nas últimas”.

O Conselho Nacional Sirio (CNS), a principal coalizão de oposição ao regime de Assad, elegeu como novo líder este curdo exilado há 20 anos na Suécia por sua moderação, apesar dele ser desconhecido e não ter experiência política.

“Entramos em uma fase sensível. O regime chega ao fim. Os massacres que se multiplicam e os bombardeios mostram que está lutando para sobreviver”, declarou Sayda pouco depois de ser eleito em Istambul para o comando do CNS, um organismo que reúne islamitas, liberais, nacionalistas, independentes e militantes no campo de batalha.

“Segundo as informações que temos, o regime perdeu o controle de Damasco e de outras cidades”, completou Sayda, sem revelar detalhes.

Os combates ficaram mais intensos recentemente na capital, que no entanto continua sendo a cidade mais bem protegida pelas forças do regime.

“O plano (de solução da crise do emissário internacional Kofi) Annan ainda existe, mas não é aplicado. Vamos fazer o necessário para que este plano seja incluído dentro do capítulo VII da Carta das Nações Unidas”, ressaltou Sayda.

Isto permitiria sanções econômicas e até mesmo o uso da força contra o regime de Assad.

Sayda, 55 anos, é considerado um “conciliador”, “honesto” e “independente”, especialista em civilizações antigas e um dos fundadores do CNS.

Abdel Baset Sayda aproveitou a oportunidade para estimular a saída dos funcionários do regime de Assad de seus cargos.

“Estimulamos a deserção de todos os funcionários do regime e das instituições”, disse Sayda.

Ele também pediu aos sírios de todo o mundo que organizem protestos contra a violência do regime de Damasco diante das embaixadas do país.

No fim de março, os opositores sírios reconheceram o CNS como “representante formal” do povo sírio e em abril, o Grupo de Amigos do Povo Sírio, que reúne a vários países, chamou o Conselho de “representante legítimo de todos os sírios”.

Mas vários militantes sírios consideram que estão pouco representados no CNS, que não está coordenado com o Exército Sírio Livre (ASL), uma força de oposição armada constituída principalmente por desertores.

Em 10/6/12, quatro sírios alauitas e um xiita foram sequestrados na região de Wadi Khaled, norte do Líbano, após o rapto de um libanês sunita na mesma área, perto da fronteira com a Síria.

As forças governamentais bombardearam várias cidades da Síria em 9/6/12, o que levou a oposição a pedir à comunidade internacional armas sofisticadas para derrubar o regime à força, ao qual acusou de ter matado neste sábado 83 civis, entre os quais 9 mulheres e 3 crianças, em todo o país.

Diante de um regime determinado a esmagar a revolta iniciada há 15 meses, o Conselho Nacional Sírio (CNS), principal coalizão opositora, se dispõe a nomear um novo presidente que ficará a cargo de fazer com que esta instância marcada por profundas divisões seja eficaz.

Ações das forças de segurança mataram 83 civis este sábado em todo o país, segundo números revistos e fornecidos na madrugada de sábado para domingo pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), que anteriormente tinha reportado 36 mortes no país.

Os atos mais mortais foram registrados nas regiões de Homs (centro), com 29 mortes – 12 no mesmo povoado, bombardeado pelas forças armadas sírias – e de Deraa (sul), onde o OSDH identificou 23 mortos, entre eles nove mulheres e três crianças.

Também morreram 14 pessoas em Edleb (nordeste), 14 em Latakia (oeste), duas na região de Damasco e uma em Alep, segundo a fonte.

Depois das matanças de civis dos últimos dias, “pela primeira vez desde o começo da crise o tema de uma intervenção militar é proposto de forma emocional”, avaliou o ministro russo de Relações Exteriores, Serguei Lavrov, acrescentando de imediato que a Rússia, aliada da Síria, se oporia a esta opção.

Ainda que o plano do enviado internacional Kofi Annan comece a “se enredar”, não há “alternativa”, avaliou Lavrov, pedindo a organização rápida de uma conferência internacional sobre a Síria, com a presença controversa do Irã.

Moscou, que tomou distância de Bashar al Assad nas últimas semanas, veria positivamente que o presidente sírio deixasse o poder “se os próprios sírios chegarem a um acordo sobre este tema”, observou Lavrov.

Antes do amanhecer deste sábado, pelo menos 17 pessoas, entre elas 9 mulheres e 3 crianças, morreram em bombardeios do exército em Deraa (sul), segundo o OSDH, que viu na ofensiva uma possível resposta aos “ataques lançados geralmente à noite contra postos do exército”.

Este bombardeio provocou a ira de centenas de refugiados que se manifestaram em Ramtha, cidade jordaniana próxima a Deraa.

O exército bombardeou Homs (centro), outro reduto rebelde, matando seis civis, segundo o OSDH.

Na província litorânea, Lataquia (oeste), foram registrados novos combates em Heffa, onde morreram ou ficaram feridos dezenas de soldados das tropas regulares, informaram militantes locais e o líder do OSDH, Rami Abdel Rahman.

As forças do regime bombardearam esta região que tentavam recuperar, após registrar 50 baixas, segundo o OSDH, que reportou a morte de 16 civis, 18 desertores e 46 soldados em Heffa em quatro dias.

Com a violência em Heffa, o litoral não é mais uma área segura e todo o país está implicado nos protestos, afirmou Rahman.

- Armas

No total, mais de 13.400 pessoas, a grande maioria civis, morreram em quase 15 meses de revolta, segundo o OSDH. Segundo o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ), cinco funcionários de imprensa sírios morreram no fim de maio em operações das tropas regulares.

A comunidade internacional se indignou com a nova matança de quarta-feira em Kubeir, cidade da província de Hama (centro), onde 55 pessoas, inclusive mulheres e crianças, morreram, de acordo com o OSDH. A oposição acusou as milícias governamentais, enquanto o regime informou que só foram 9 as pessoas que morreram nas mãos de “grupos terroristas”, termo usado por Damasco para designar os rebeldes e opositores.

Os observadores da ONU, que chegaram ao local em 8/6/12, viram marcas de veículos blindados e vestígios de disparos de foguetes, segundo o porta-voz da ONU, Martin Nesirky.

O porta-voz destacou que falta determinar as circunstâncias do ataque e o número de vítimas.

Diante destas atrocidades, a revolta armada quer meios para combater o regime. “Os que pretendem ajudar a oposição síria deveriam começar por apoiar o povo no interior da Síria”, declarou Husein Sayed, presidente do Conselho Supremo do Comando da Revolução.

“Pedimos unicamente (à comunidade internacional) que nos forneça armas mais sofisticadas, mas ninguém quer fazê-lo”, lamentou Luay Saka, porta-voz do Syrian Support Group.

Em Istambul, as instâncias dirigentes do CNS, que reúne islamitas, liberais, nacionalistas, independentes e militantes em campo, iniciaram neste sábado uma reunião que se estenderá até o domingo para eleger seu próximo líder após a demissão de Burhan Ghaliun.

Haveria “consenso” para nomear por três meses Abdel Baset Sayda, um curdo independente pouco conhecido, que deverá sobretudo fazer do CNS um interlocutor confiável para a comunidade internacional.

A Casa Branca, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e o enviado especial à Síria das Nações Unidas e da Liga Árabe, Kofi Annan, condenaram neste sábado os ataques que deixaram mais de 90 mortos na Síria, entre eles 32 crianças. A Casa Branca disse que está horrorizada com o ataque brutal na Síria e o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança Erin Pelton afirmou que o massacre serve como um “testemunho vil para um regime ilegítimo” do presidente Bashar Assad.

A Casa Branca declarou também que o regime sírio está respondendo a um protesto político pacífico com uma “brutalidade indescritível e desumana”. Ban Ki-moon e Kofi Annan classificaram o massacre como uma “terrível e brutal” violação do direito internacional, afirmou o porta-voz da ONU Martin Nesirky. Eles “condenam nos termos mais fortes possíveis a matança, confirmada por observadores das Nações Unidas, de dezenas de homens, mulheres e crianças” em Houla, acrescentou Nesirky. O secretário geral da ONU e o enviado especial exigiram que os culpados pelo massacre “sejam responsabilizados.” As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

Em 17 de Março, houve 2 grandes explosões em Damasco e, segundo a televisão síria Addounia, muitas das vítimas civis atendidas nos hospitais eram mulheres e crianças. Imagens mostravam corpos, destroços e grandes colunas de fumaça nos locais dos atentados. O primeiro dos ataques teve como alvo a sede da Inteligência aérea, situada no norte da capital síria. A segunda explosão foi ouvida por volta das 7h40 locais (2h40 de Brasília) em um edifício da Segurança Criminal, no oeste da cidade.

Damasco voltou a ser cenário de atentados, apesar de ter mantido relativa calma desde a eclosão da rebelião contra o presidente sírio, Bashar Assad, em março do ano passado.

Troca de acusações – Em dezembro passado, pelo menos 40 pessoas morreram na capital em dois ataques suicidas com carros-bomba que explodiram de maneira quase simultânea nas imediações de dois edifícios da Segurança Central, em um ataque que as autoridades atribuíram à organização terrorista Al Qaeda. A oposição síria, no entanto, acusou o regime de ter ‘responsabilidade direta’ nos atentatos

Fonte: Veja

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Milhares de sírios têm cruzado a fronteira com o Líbano, segundo a ONU, em meio a relatos de que as forças de segurança do regime de Bashar al-Assad estariam cometendo atrocidades na conflagrada cidade de Homs.

A agência de refugiados das Nações Unidas estima que até 2 mil pessoas tenham fugido da Síria rumo ao país vizinho nos dois últimos dias.

 Uma moradora do distrito de Baba Amr, um dos focos de conflito em Homs, disse à BBC que soldados haviam degolado seu filho de 12 anos.

Ao mesmo tempo, a chefe de questões humanitárias da ONU, Valerie Amos, disse ter obtido permissão do governo sírio para visitar o país, onde deve chegar nesta quarta-feira. Ela também fez um apelo para que a Síria permita acesso ilimitado da ajuda humanitária ao país.

O ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, também deve chegar à Síria neste final de semana, no papel de enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe. Nesta quarta, ele se encontrará com autoridades da Liga no Cairo (Egito).

‘Ataques de tanques’

A agência de refugiados da ONU (UNHCR, na sigla em inglês) disse nesta segunda-feira que muitos dos refugiados sírios – incluindo mulheres e crianças – traziam apenas alguns pertences pessoais ao chegar ao Líbano.

Moradores da cidade libanesa de Arsal (norte do país) disseram que, só no domingo, cerca de 150 famílias sírias chegaram ali.

“O que podemos fazer? As pessoas estão sendo atacadas por tanques enquanto estão sentadas em suas casas”, disse à Associated Press a síria Hassana Abu Firas, que se abrigou na cidade fronteiriça libanesa de al-Qusair. “Os que podem fugir, fogem. Os que não podem, morrem sentados.”

A repressão aos protestos antigoverno na Síria, em curso há cerca de um ano, já deslocaram mais de 70 mil pessoas no país, segundo estimativas da ONU. Mais de 20 mil delas fugiram para os vizinhos Líbano, Turquia e Jordânia. Quase 7 mil estão registradas na UNHCR no norte libanês.

Refugiada síriaMuitas mulheres disseram que seus maridos e filhos homens foram detidos por forças de segurança

Refugiados de Homs – que fica a 15 km de al-Qusair – disseram à BBC que as forças de segurança de Assad estão cometendo atrocidades na cidade, há semanas sitiada.

‘Gritos’

Nos arredores de Homs, uma síria disse ao correspondente da BBC Paul Wood que seu filho foi morto pelas tropas de Assad na última sexta-feira. “A garganta dele foi cortada. Ele tinha só 12 anos”, relatou.

A morte foi testemunhada pelo marido dela, que disse que disse ter visto um soldado prender a cabeça do menino com sua bota, enquanto outro o degolava. “Eu ouvia seus gritos”, disse ele.

A mulher síria disse ainda que outros 35 homens e garotos da região foram mortos ou presos.

Opositores e ativistas de direitos humanos afirmaram que forças de segurança e milícias pró-governo têm detido meninos acima de 14 anos em Baba Amr, para torturá-los e matá-los.

“Eles foram encapuzados e levados. Eles serão assassinados”

Um Abdo, ex-moradora de Homs, sobre homens de sua família

As alegações não podem ser verificadas de forma independente, por conta das restrições ao trabalho jornalístico na Síria. Mas um desertor do Exército sírio disse ao correspondente da BBC que recebeu ordens de seu comandante de “atirar contra tudo que se movesse, fosse civil ou militar”.

Nos arredores de Homs, Paul Woods relata que o clima é de medo. Uma residência hoje abriga seis mulheres e seus 17 filhos, mas nenhum homem – todos, segundo elas, foram detidos em um posto de checagem. “Eles foram encapuzados e levados”, disse uma das mulheres, Um Abdo. “Eles serão assassinados.”

Um agravante à situação é o fato de que o regime sírio negou o acesso da Cruz Vermelha a Baba Amr por quatro dias consecutivos, alegando preocupações de segurança. Isso fez com que ativistas alertassem para uma possível catástrofe humanitária.

Imagens feitas em Homs dão indícios de tortura até em hospitais de Homs. Vídeos – que tampouco podem ser verificados de forma independente -mostram alas hospitalares repletas de homens feridos, algemados a suas macas, vendados e com sinais de espancamento.

A alta comissária da ONU para direitos humanos, Navi Pillay, disse à emissora de TV britânica Channel 4 que as imagens se somam a outras provas reunidas por uma comissão da ONU que apura tortura em hospitais sírios, em especial hospitais militares.

Fonte: BBC

Em 26 de Fevereiro de 2012, a retirada dos feridos da cidade de Homs, no centro da Síria, seguia estagnada apesar das negociações que a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho mantiveram com as autoridades e a oposição do país.

O porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na Síria, Saleh Dabakeh, explicou à Agência Efe que foi impossível evacuar os civis feridos no bairro de Baba Amro por várias razões, que preferiu não revelar.

“Não há resultados concretos”, lamentou Dabakeh. Apesar disso, ele afirmou que as conversas continuarão e disse estar confiante que os próximos dias trarão notícias positivas.

Entre os feridos que se encontram em Homs, estão dois jornalistas estrangeiros, a francesa Edith Bouvier e o britânico Paul Conroy. Também permanecem no local os corpos de dois repórteres que morreram durante um bombardeio na quarta-feira, a americana Marie Colvin e o fotógrafo francês Rémi Ochlik.

Na sexta-feira, voluntários do Crescente Vermelho sírio entraram em Baba Amro e retiraram sete feridos que necessitavam “atendimento médico urgente” e vinte mulheres e crianças doentes.

Homs é cenário de uma ofensiva militar que já dura mais de vinte dias e neste domingo voltou a sofrer com ataques das forças de segurança. Segundo os opositores Comitês de Coordenação Local 21 pessoas morreram hoje na cidade.

Os Comitês denunciam que outras 24 pessoas morreram neste domingo na Síria, nove em Hama, sete em Deraa, seis em Idleb e dois em Damasco. EFE

Forças de segurança da Síria abriram fogo para dispersar um  protesto contra o presidente Bashar al-Assad em Damasco neste sábado, matando  pelo menos uma pessoa, afirmaram ativistas da oposição

Um enviado  chinês se reuniu com o líder sírio e pediu a todos os lados que dessem fim a  11 meses de derramamento de sangue, apoiando os planos do governo de convocar  eleições. Mais tarde, ele se reuniu com três dissidentes.

O tiroteio teve início nos funerais de três jovens mortos na sexta-feira num  protesto anti-Assad, que foi um dos maiores na capital desde que a revolta de  amplitude nacional começou.

- Eles começaram a atirar na multidão assim que o enterro acabou. As pessoas  começaram a correr e a se proteger em becos – disse uma testemunha, falando à  Reuters de Amman por telefone.

A União de Coordenação da Revolução Síria, da oposição, disse que o tiroteio  nos arredores do cemitério havia matado uma pessoa e ferido quatro, incluindo  uma mulher que foi atingida na cabeça. O dono de loja disse à Reuters que vários  manifestantes foram presos.

Até 30 mil manifestantes haviam tomado as ruas no distrito Mezze, da capital,  próximo aos quartéis-generais da Inteligência Aérea e do partido Baath, que está  atualmente no poder, disseram as testemunhas.

Vídeos da transmissão do funeral na internet mostraram mulheres ululando em  honra às vítimas. Indivíduos gritaram “nós sacrificamos nosso sangue, nossa alma  por vocês, mártires. Um, um, um, o povo sírio é um”.

Vídeos do Youtube do bairro de Douma, em Damasco, mostraram milhares de  manifestantes nos funerais de duas pessoas que, segundo relatos, foram mortas  por forças de segurança. Seus corpos foram carregados por um mar de indivíduos  acenando a bandeira da Síria de antes da chegada do Baath ao poder.

Assad descreveu o tumulto atingindo a Síria como um estratagema com o fim de  dividir o país.

- O que a Síria está enfrentando é fundamentalmente um esforço para dividi-la  e afetar sua imagem geopolítica e sua função histórica na região – disse ele em  citação pela televisão estatal após ter se reunido com o vice-ministro de  Relações Exteriores da China, Zhai Jun.

Fonte: O Globo

A situação da Síria envolve interesses estratégicos mais amplos, segundo o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Fernando Collor (PTB-AL). Para ele, além dos Estados Unidos, o país sírio desperta a atenção econômica e política da Rússia, China, Turquia e do Irã.

“Os protestos que se iniciaram há 11 meses e que têm sido pesadamente reprimidos pelo governo de Bashar Al Assad caminham para uma situação próxima à guerra civil”, explicou Collor ao analisar o veto da Rússia e da China – membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) – à resolução que defendia “uma transição política, liderada pela Síria, para um sistema político democrático e plural” e que pedia a renúncia do presidente sírio, Bashar Al Assad. O líder oriental é acusado de atacar o próprio povo, promovendo um massacre dos opositores.

De acordo com o senador, tanto a Rússia quanto a China preocupam-se com a inquietação de parcelas de populações muçulmanas dentro de suas fronteiras. “Por outro lado, deve-se lembrar que a Rússia bem como a China concordaram, em março de 2011, em não vetar a resolução que deu guarida à intervenção da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] na Líbia e que levou à derrubada do regime do [ex-presidente Muammar] Kadhafi. A diplomacia russa considera que agiu ingenuamente naquela ocasião”, discursou Collor na última reunião da comissão.

O senador também ressaltou as questões estratégicas que ligam a Rússia à Síria, tais como venda de armas e alianças para o uso por parte dos russos de uma saída ao mar que não congele no inverno. Há ainda, na opinião dele, influências da proximidade das eleições nacionais na Rússia.

“O primeiro-ministro Vladimir Putin é candidato às eleições presidenciais de março e tem aumentado o tom de suas declarações de reafirmação do perfil internacional russo e de crítica aos Estados Unidos. No entanto, a posição favorável a Assad pode durar apenas enquanto, pragmaticamente, a diplomacia russa considerar que o governo sírio tem forças para se manter no poder”, explicou o presidente da comissão parlamentar responsável por analisar decisões de política internacional do governo brasileiro.

O veto dos dois países já havia sido duramente criticado por diplomatas ocidentais, que se disseram “indignados” e “horrorizados” com a rejeição do texto. A proposta de resolução era considerada por analistas o esforço mais importante feito até agora pela ONU para solucionar a crise na Síria.

No que se refere à China, na opinião de Collor, a justificativa para o veto às sanções foi embasada pelas diferentes visões (ocidentais e orientais) acerca do conflito. “Os chineses reagiram às críticas ocidentais por meio de publicação do partido comunista, dizendo que o caos que se segue à derrubada de governos – como exemplo, na Líbia – mostra o erro das posições ocidentais.”

Por fim, o ex-presidente da república fez prospecções de um difícil fim para o conflito. “O impasse em que se encontra a Síria só será resolvido diplomaticamente se for encontrada solução que permita ao regime e aos rebeldes salvar a face, ou seja, que nenhum dos lados apareça como vencedor ou derrotado absoluto, o que nos parece algo muito difícil de ser alcançado.”

O Brasil pleiteia uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas e, se já tivesse alcançado a reivindicação, também teria votado a respeito das sanções propostas ao governo sírio. O Itamaraty tem se manifestado a favor de que se considere a opinião e os esforços da Liga Árabe.

Fonte: Senado

Os ministros das Relações Exteriores da Liga Árabe exigiram, em 22/1/12,  que o ditador da Síria, Bashar al Assad, transfira seus poderes ao vice-presidente do país, Farouk al Charaa, para viabilizar a formação de um Governo de união nacional no prazo de dois meses, o qual deve legitimar uma nova eleição presidencial.

No documento, os chanceleres pedem que o ditador Bashar al Assad passe o poder em duas semanas para seu vice-presidente e “coopere com o governo de unidade, de modo que este possa fazer o seu trabalho no período transitório”.

A decisão foi tomada em reunião dos chanceleres dos países membros da Liga Árabe, no Cairo, capital do Egito. O documento mostra um mapa de caminho que deverá ser seguido pelas autoridades do país.

Charaa deverá convocar eleições em dois meses para formar um governo de unidade nacional, em que a oposição e partidários do regime de Assad devem chegar a consenso, para seguir uma rota de democracia.

A Liga Árabe também revela que o futuro governo deverá criar em três meses uma comissão para redigir uma nova Constituição, que será aprovada em referendo. Após o período, o Executivo terá seis meses para elaborar a nova lei eleitoral e, após promulgado o texto, convocar eleições presidenciais, o plebiscito à Constituição e o pleito legislativo.

O grupo também anunciou que enviará a proposta ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), um pedido de membros da oposição ao regime sírio e do Ocidente. As exigências são uma tentativa de pressionar o regime sírio e evitar uma intervenção internacional, como deseja os Estados Unidos e outros membros do conselho, como o Reino Unido e a França.

De fato, ao menos 5 mil pessoas foram mortas até o momento pela repressão do governo sírio às manifestações da oposição, segundo informações que a Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, dará ao Conselho de Segurança nesta segunda-feira.

Calcula-se que mais de 14.000 pessoas tenham sido detidas e que 12.400 tenham fugido para países vizinhos, segundo o discurso que Pillay fará ao Conselho.

As Nações Unidas têm informação de que mais de 200 pessoas foram mortas pelas forças de segurança do presidente Bashar al-Assad desde o dia 2 de dezembro passado.

Com os novos óbitos registrados neste final de semana, “é minha estimativa que o total de pessoas mortas desde o início dos protestos, no começo do ano, seja de 5 mil. Esta situação é intolerável”, de acordo com Pillay.

O Conselho de Segurança tem previsto uma reunião sobre a situação na Síria sob a pressão dos países ocidentais para condenar a violência.

Rússia e China vetaram uma resolução contra Síria em outubro.

Após se reunir com Pillay, o ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, disse a jornalistas: “penso ser necessário que os países do Conselho de Segurança que ainda estão hesitantes mudem de ideia. Eu realmente estou chocado com o que ouvi sobre as atrocidades na Síria”.

Westerwelle disse que a comunidade internacional precisa encontrar agora “uma linguagem comum” para que o Conselho de Segurança “condene estas atrocidades”.

“Nós devemos isto àqueles que perderam suas vidas”, afirmou.

Entre os membros do Conselho de Segurança, Rússia, China, Índia, África do Sul e Brasil se opuseram ou manifestaram fortes reservas sobre qualquer resolução formal que eles alegam que poderia ser o primeiro passo de uma campanha ocidental para a mudança do regime.

O representante da França na ONU, Gérard Araud, disse nesta segunda-feira que o Conselho de Segurança é “moralmente responsável” pelas mortes na Síria, devido à falta de condenação a esse governo.

Araud condenou o que chamou de “escândalo” pelo silêncio do Conselho de Segurança, depois que Pillay apresentou seu novo balanço de mortos.

“França e outros membros do Conselho de Segurança consideram que o silêncio é um escândalo”, disse Araud a jornalistas, depois da exposição de Pillay.

RELEMBRE A QUESTÃO

Os conflitos no mundo árabe iniciaram-se no Egito e na Tunisia, implicando a queda, respectivamente, de Mubarak, preso em Abril, junto com seus filho, e Ben Ali, que responde por 4000 casos de corrupção, além de mais de 4200 queixas de cidadãos contra os abusos do Ditador. Em comum, os movimentos populares nesses países têm o fato de serem reações contra a falta de liberdade, as dificuldades econômicas e a corrupção. Assim, a punição aos Ditadores envolve o julgamento de ações penais por corrupção, abuso de poder e violação aos direitos econômicos, além do bloqueio de bens. Em Julho, o Primiro-Ministros do Egito, Essam Sharaf, empreendeu mudanças para conter as revoltas, trocando ministros. Desde a saída de Mubarak, as Forças Armadas estão governando o País. Em 3 de Agosto, Mubarak foi a julgamento.

Na África, as manifestações chegaram à Argélia, com protestos contra Abdelaziz Bouteflika. Sobre a Costa do Marfim e a Líbia, leia os posts específicos neste site.

De volta ao mundo árabe, já houve movimentos populares na Jordânia, contra o Rei Abdullah, no Iêmen, contra Ali Abdullah Saleh, e em Omã, contra o Sultão Al Sahid

No Iêmen, houve uma manifestação chamada de “Dia da Ira” em Sana, a Capital, e outras cidades, em que foram feitas manifestações a favor da renúncia do Presidente, que insiste em manter-se no poder e também vem reagindo com violência aos movimentos populares. Em 18 de Março, nova onda de violência ocorreu no País, com a morte de 40 pessoas, fora, pelo menos, 200 feridos, incluindo crianças feridas na cabeça e pescoço, pois a própria polícia local dificultou as rotas de fuga. Os Estados Unidos, que mantêm uma base militar no Iêmen, para lutar contra o terrorismo, vêm declarando, publicamente, que condenam a violência. Os protestos têm ocorrido com frequência, almejando a saída do Presidente Ali Abdullah Saleh, há 32 anos no poder, que contrapropôs a convocação de eleições no final do ano, havendo, antes, governo de transição. Os Governos dos Estados Unidos e Arábia Saudita, esta, o maior produtor de petróleo do mundo, apóiam a permanência do Ditador, como forma de barrar o avanço da Al Qaeda. Já em Abril, os protestos continuam, acarretando até mortes. Assim como na Líbia, também tem havido deserções no Governo. Em 27 de Abril, houve mais protestos, implicando 13 mortes e 220 feridos, mas, agora porque, em vez de aceitarem que o Ditador saia em trinta dias, em troca de imunidade, eles querem a saída de Saleh já. Até os Estados Unidos, que o apoiavam, por sua oposição à Al Qaeda, querem a saída do Ditador.

No Líbano, em 6 de Março, houve manifestação em Beirute, a Capital, contra a atual divisão de poder entre facções cristãs e muçulmanas, já que o País está sem governo desde Janeiro, quando o Hezbollah derrubou o Primeiro-Ministro Saad al-Hariri. O povo reclama da corrupção e do baixo crescimento econômico.

Na Síria, houve conflitos na Capital, Damasco, contra o Ditador Bashar al Assad, no poder há 11 anos, resultando no fim do regime de emergência após 50 anos, após a morte de mais de 340 pessoas, no Marrocos, o Rei Mohammed VI resolveu conter os protestos criando órgãos de defesa dos direitos humanos e a defensoria pública, além de tornar o Judiciário mais independente, e, na Arábia Saudita, Abdullah seguiu o exemplo do Colega, lançando um pacote de 60 bilhões de dólares, aumentando o salário mínimo e criando cerca de 60 000 empregos na área de segurança. Os protestos aqui já provocaram mortes, enquanto, no Marrocos, chamados de “Movimento 20 de Fevereiro”, data do primeiro, eles seguem pacíficos pela realização de reformas e pelo fim da prisão política, corrupção, tortura e desemprego, principalmente, na Capital, Rabat, e em Casablanca. De fato, mesmo sendo uma monarquia constitucional, com eleição do Parlamento, o Monarca pode dissolvê-lo, nomear membros do Governo e decretar estado de emergência. A União Europeia passou a embargar armas à Síria, que, todavia, vem recebendo apoio da Turquia. Até agora, cerca de 1000 pessoas já morreram nos conflitos. Até Junho, foram contabilizadas 10000 prisões, 1300 mortes de civis e 300 de militares nos protestos contra os Assad, no poder há 41 anos. Em 31 de Julho, véspera do Ramadã, mês sagrado dos muçulmanos, em Rama, as forças do Ditador mataram 80 civis, além de mais 45 em 3 de Agosto, causando desagrado da comunidade internacional, incluindo França, Inglaterra e Estados Unidos. O Líbano, vizinho da Síria, entretanto, absteve-se. Em 7 de Agosto, estima-se que mais 52 civis tenham morrido. Desde Março, foram contabilizadas cerca de 3000 mortes com os protestos, que podem converter-se em guerra civil. Em 22 de Novembro, houve ataques de desertores a membros do Exército.

Os conflitos no mundo árabe vêm apresentando vários desdobramentos, como a emigração de pessoas de países como a Tunísia, implicando reação xenófoba, como na França, em que foram proibidos de entrarem.

No Bahrein, ilha no Golfo Pérsico com 1,2 milhão de habitantes, o Exército demoliu um monumento em formato de pérola em 18 de Março, pois lá se reuniam xiitas para protestarem contra a família real, sunita. Com isso, houve manifestações de apoio aos xiitas daquele País no Irã e Iraque, reunindo, neste último, cerca de 10 000 pessoas. Em Março, tropas da Arábia Saudita, sunita, invadiram o País, para auxiliar o governo local a reprimir os protestos da chamada “Primavera Árabe”. Estima-se que 1 de cada 500 habitantes seja um preso político vítima de tortura, independente de ser xiita ou sunita. O Irã, xiita, é outro País que influencia o Bahrein, sem contar a Grã-Bretanha, que com ele firmou tratados, tornando-o protetorado europeu

Também houve confronto grave em Amã, Capital da Jordânia, antecedido por manifestações, como o acampamento dos “Jovens de 24 de Março”

Segundo a Polícia Federal, as organizações terroristas islâmicas que operam no Brasil são: Al Qaeda, comandada por Osama bin Laden e autora do ataque ao World Trade Center, em 11/9/2001, nos Estados Unidos, al-Gama´a al-Islamiyya, ligada àquela, Jihad, criada nos anos 70, na Palestina, não reconhecendo Israel e com base na Síria, Hezbollah, financiada pelo Irã desde os anos 80, com ideal de fundar um estado islâmico no Líbano, Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, e, não reconhecendo o Estado de Israel, ataca civis israelenses, e Grupo Islâmico Combatente Marroquino, que, fundado nos anos 90, anseia por converter a Monarquia no Marrocos em estado islâmico.

Se é verdade que os casos de punição aos Ditadores, fruto do clamor popular e da comunidade internacional, incluindo a Casa Branca, vêm se tornando comuns, nem por isso tem reduzido a violência com que eles reagem aos protestos de seu povo. É que os Ditadores têm sede de poder e acreditam ser seres superiores aos mortais em geral. Há países onde eles ainda imperam sem registros de protestos significativos, como na Coréia do Norte, em que Kim Jong-Il está no poder há 18 anos e, na década de 90, causou a morte de quase 3 milhões de pessoas de fome, no Zimbábue, onde Robert Mugabe, há 31 anos no poder, é acusado de massacrar milhares de civis, no Sudão, onde Omar Bashir, há 21 anos no poder, é acusado de genocídio, e na Guiné Equatorial, onde Teodoro Obiang, há 31 anos no poder, mantém 60% da população vivendo com menos de 2 dólares por dia.

Em Maio, Obama anunciou plano de auxílio financeiro de bilhões de dólares ao Oriente Médio e Norte da África, para facilitar-lhe a democratização. A ideia é seguir o que se fez para a Europa Oriental após a Guerra Fria. Na Europa, utilizar-se-ão recursos do BERD (Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento). Os primeiros países a serem beneficiados serão Egito e Tunísia.

Em Junho, os membros do Conselho de Segurança da ONU elaboraram resolução de autoria da Grã Bretanha, França, Alemanha e Portugal, estabelecendo sanções à Síria por violação aos direitos humanos, decorrente da repressão levada a cabo sobre os protestos. Rússia e China ameçam ir contra a resolução, e o Brasil vem sendo instigado a apoiar a resolução.

Em 30 de Junho, houve referendo no Marrocos para ratificar ou não a proposta de reforma do Rei Mohamed VI, flexibilizando a Constituição, mesmo mantendo sob seu poder a religião e o Exército. Trata-se de universo de 13 mihões de eleitores para 34 milhões de habitantes.

Com a morte de Kadafi, as “bolas da vez” são apontados como Bashar al-Assad, da Síria, e Ali Abdullah Saleh, do Iêmen, já que a Tunísia e Egito já derrubaram seus ditadores e estão convocando as primeiras eleições democráticas, e, no Bahrein  e Marrocos, as manifestações vêm perdendo força, no segundo, sobretudo, com as reformas levadas a cabo pelo Rei Mohamed VI.

Fonte: ONU

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