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Palavra-chave: Espanha

Nova ajuda de cerca bilhões de euros à Espanha

10/06/2012
Desempregados ocuparam as ruas da capital para se manifestar contra medidas de austeridade do governo
Espanhóis protestam contra as novas medidas de austeridade propostas pelo o governo / AFP PHOTO/ PIERRE -PHILIPPE MARCOU 

Milhares de desempregados espanhóis ocuparam as ruas de Madri neste sábado para protestar contra as drásticas medidas de austeridade anunciadas pelo governo conservador de Mariano Rajoy, em meio ao crescente temor sobre a estabilidade financeira da Espanha.

Milhares de pessoas que perderam seus empregos devido à recessão se concentraram diante do Museu do Prado, em Madri, início da passeata contra as medidas de austeridade do governo.

“Foi um longo percurso, mas não podemos ficar em casa”, disse Rafael Ledo, 31 anos, que andou 500 quilômetros, desde Asturias, para participar do evento.

“É preciso se mobilizar, tentar reunir todos os desempregados da Espanha. Somos quase 6 milhões”, afirmou Ledo, que está dois anos sem trabalhar.

Do Museu do Prado, a multidão seguiu pacificamente, ao som de cornetas e tambores, para a emblemática Puerta del Sol, epicentro dos protestos contra o governo.

O novo pacote de austeridade do governo, que pretende poupar até 65 bilhões de euros até o final de 2014, prevê a redução do valor do seguro desemprego, a elevação do IVA (imposto sobre o valor agregado) e a suspensão do abono de Natal para os funcionários públicos, entre outras medidas.

O orçamento do Estado espanhol para 2012, que já era de uma austeridade histórica visando poupar 27,3 bilhões de euros, não foi suficiente e Madri terá que se submeter a novas exigências de Bruxelas em troca de um prazo mais amplo para reconduzir seu déficit público a 3% do PIB e de uma ajuda aos bancos espanhóis, de até 100 bilhões de euros.

 FONTE: Band

Os ministros da Economia e Finanças da zona do euro aceitaram o pedido da Espanha de um resgate de até 100 bilhões de euros para socorrer o sistema bancário do país. A decisão foi adotada em uma teleconferência de mais de três horas. A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Christine Lagarde também participou. Caberá ao FMI inspecionar o plano de ajuda.

Segundo o jornal El País, está em jogo o saneamento dos bancos espanhóis, a recuperação da confiança na Espanha e a estabilidade da eurozona, que enfrenta a pior crise desde a sua criação.

Em entrevista coletiva, o ministro da Economia da Espanha, Luis de Guindos, explicou os termos do acordo. “O governo espanhol tem a máxima determinação de contribuir para a estabilidade da moeda única. Uma das reformas essenciais é a reforma financeira. A Espanha empreendeu o maior exercício de transparência e saneamento do setor financeiro. Os valores serão conhecidos ainda este mês. O governo declara a sua intenção de solicitar ajuda estrangeira. Uma quantia suficiente, mas uma margem de segurança significativa. O risco soberano ficará à margem do saneamento do setor financeiro”, afirmou.

Luis de Guindos não forneceu cifra alguma do total do resgate. “Tivemos uma primeira avaliação do FMI e, em dois dias, teremos avaliações independentes. Antes do final de junho teremos as auditorias e, aí sim, haverá a divulgação dos montantes, tudo com total transparência. Nenhum sistema bancário foi submetido a tal nível de transparência”, acrescentou.

Fonte: JB

Algumas iniciativas de combate à crise na Europa: suspender o despejo ou retomada das moradias em caso de inadimplência, escambo de produtos e serviços, criação de hortas, pomares e animais no quintal de casa e criação de cooperativas de trabalhadores

13/05/2012

Grécia e Espanha voltam a preocupar Europa em crise

Comissário europeu para assuntos econômicos e monetários
divulgou estimativas para 2012 e 2013

As incertezas políticas na Grécia e a dificuldade da Espanha em
salvar seus bancos voltaram a por a Europa em alerta em 10 de Maio. Além dos
problemas em duas de suas mais debilitadas economias, a previsão de encolhimento
do PIB em 0,3% em 2012 aprofunda a crise na zona do euro.

As estimativas da Comissão Europeia (CE) confirmam a contração econômica da
zona da moeda única integrada por 17 países para este ano. O crescimento deverá
ser de apenas 1,3% para 2013.

Em outro sinal de pessimismo, o presidente da CE, José Manuel Barroso, disse
em entrevista à emissora italiana SkyTG24 que a Grécia terá que abandonar a zona
do euro caso não cumpra seus acordos.

“Eu tenho muito respeito pela democracia grega e pelo Parlamento grego, mas
também tenho respeito pelos outros 16 Parlamentos. Se os acordos não forem
respeitados, isto significa que não teremos condições de continuar com um país
que não honra seus compromissos”, disse.

Já Olli Rehn, comissário europeu para assuntos econômicos e monetários, disse
que a zona do euro tem “uma recuperação à vista”, embora as previsões ainda
sejam sombrias.

“A situação econômica continua frágil, com a manutenção de grandes
disparidades entre os estados-membros”, acrescentou.

“A atividade econômica na União Europeia sofreu contração no último trimestre
de 2011 e estima-se que isso também ocorreu no primeiro trimestre de 2012”,
disse o comunicado da CE.

De acordo com preceitos econômicos, dois trimestres consecutivos de contração
tendem a indicar um processo de recessão no período seguinte.

As estimativas de Bruxelas chegam em meio à polarização do debate sobre a
resolução da crise. Para a Alemanha, maior economia do bloco, a estratégia deve
continuar sendo a aplicação das medidas de austeridade e contenção fiscal.

É o que defende a chanceler (premiê) Angela Merkel, que vem deixando claro
que o pacto fiscal para ajuste das contas dos países do bloco não pode ser
renegociado, como proposto pelo novo presidente francês, François Hollande, que
defende o crescimento como nova estratégia para a saída da crise.

Espanha

Números individuais apontam que o único país que deve registrar contração em
2013 é a Espanha, onde a atividade econômica pode ser reduzida em até 0,3%.

A CE prevê ainda que o desemprego espanhol deverá continuar sendo o maior da
União Europeia, com uma taxa de até 24,4% neste ano e 25,1% em 2013.

Em comparação, a taxa de desemprego na zona do euro deve atingir 11% neste
ano. Os números desalentadores chegam em meio a um esforço do governo espanhol
para recapitalizar os bancos.

Madri deve forçar os bancos a tomarem empréstimos de mais 30 bilhões de euros
como garantias contra o risco de inadimplência.

Caberá ao sistema bancário do país levantar os recursos ou emprestar do
governo, a taxas anuais de cerca de 10%.

O governo já se disponibilizou a tomar as medidas necessárias para restaurar
a credibilidade de seu sistema financeiro e disse que no caso de os bancos
recorrerem a empréstimos públicos, Madri deve organizá-los de forma que em
última instância possam ser convertidos em estatizações parciais.

No início da semana a Espanha comprou 45% do Bankia.

Em seu comunicado, a CE disse ainda que o deficit espanhol seria de 6,4%
neste ano e 6,3% em 2013. No entanto, o ministro da Economia, Luis de Guindos,
disse que seu país conseguirá atingir a meta de deficit de 5,3% neste ano e 3%
no ano seguinte.

Grécia

Em seu comunicado, a CE manteve as previsões pessimistas para a Grécia.

De acordo com as estimativas de Bruxelas, o país deve ter contração da
atividade econômica de 4,7% neste ano, crescimento zero em 2013 e taxa de
desemprego de 19,7% em 2012.

Os números chegam em meio à dificuldade das forças políticas de formarem um
novo governo no país. Cinco dias após as eleições parlamentares do último
domingo, a terceira tentativa de formação de uma coalizão fracassou.

O ex-ministro das Finanças Evangelos Venizelos abandonou os esforços de
articulação política, o que deixa em aberto a possibilidade de o país convocar
eleições antecipadas e aumenta os rumores de que Atenas possa abandonar a zona
do euro.

As declarações do presidente da CE, José Manuel Barroso, sobre a eventual
saída da Grécia da zona do euro caso os acordos sejam descumpridos, deve
acrescentar mais pressão à volátil situação política em Atenas.

“Eu tenho muito respeito pela democracia grega e pelo Parlamento grego, mas
também tenho respeito pelos outros 16 Parlamentos. Se os acordos não forem
respeitados, isto significa que não teremos condições de continuar com um país
que não honra seus compromissos”, disse.

 MOVIMENTO DOS INDIGNADOS

Milhares de ”indignados”, o movimento social nascido há um ano em protesto contra a crise econômica, os políticos e os excessos do capitalismo, voltaram às praças da Espanha neste sábado, no pontapé inicial de quatro dias de mobilizações para demonstrar que seu espírito continua vivo.

Sob o lema “Tomar as ruas”, os ativistas, em sua maioria jovens mobilizados através das redes sociais, convocaram concentrações em 80 cidades do país e, em Madri voltaram a ocupar a Puerta del Sol, a praça do centro da capital onde nasceu o movimento, dia 15 de maio de 2011.

Em Madri, os manifestantes pareciam não ter a intenção de respeitar a proibição oficial de não se manifestar depois das 22H00 horas e de voltar a reeditar sua “assembleia permanente” do ano passado, que durou semanas.

Com a noite avançada, milhares de “indignados” continuavam na grande praça, sentados em círculos, conversando ou tocando tambores, observados pelos veículos da polícia estacionados próximos.

À meia-noite, levantando os braços para o céu, os “indignados” fizeram um minuto de silêncio antes de começarem a gritar em coro, desafiadores, um de seus lemas: “Sim podemos, sim podemos”.

Em Madri, 30 mil pessoas se manifestaram, segundo a polícia, em Barcelona, a segunda cidade do país, foram entre 45 mil, segundo a polícia, e 220 mil, segundo os organizadores. Outras concentrações importantes aconteceram em Valencia, Sevilha e Bilbao.

“Estamos aqui porque é necessária uma mudança global, porque a indignação não parou. Continuamos indignados com as políticas de austeridade que a elite econômica nos impõe”, afirma em Madri Víctor Valdés, um estudante de filosofia de 21 anos. A frase “Juventude sem futuro” estampa sua camisa.

Em um país afundado mais uma vez na recessão, com uma taxa de desemprego de 24,44%, que chega a 52% entre os jovens, o governo conservador de Mariano Rajoy impõe já há seis meses medidas de rigor para poupar 30 bilhões de euros, com cortes que incluem setores como a saúde pública e a educação.

Graças ao movimento surgido em 15 de maio passado, “pouco a pouco a sociedade foi abrindo os olhos”, afirma Noelia Moreno, de 30 anos, uma das participantes do protesto que, inspirado nas manifestações da primavera árabe, surpreendeu o mundo.

“Acredito que algo mudou na mentalidade das pessoas, não é algo muito tangível agora, mas foi plantada uma sementinha que no futuro vai poder ser vista”, assegura.

É consciente, no entanto, da necessidade de manter o movimento vivo. “É uma corrida de longa distância, ninguém pode mudar tudo um sistema político em um dia, nem em um ano, isso leva tempo”, afirma.

Manter este impulso é precisamente o que os “indignados” buscam neste primeiro aniversário, que durante quatro dias dará origem a debates e assembleias populares nas praças de toda a Espanha.

Carregando uma bandeira que proclamava “O povo é a solução. Voltemos às praças, continuemos nas ruas”, cerca de 35 mil pessoas, segundo a Guarda Municipal, marcharam por Barcelona e outras cidades do país, entre elas Madri.

Foi nesta praça onde se instalou há um ano um acampamento improvisado de barracas e sacos de dormir que, com seu refeitório, sua creche e suas bibliotecas, converteu-se no símbolo da revolta popular contra a crise, inspirando movimentos similares em outros países.

Para marcar este aniversário, também foram convocadas manifestações em cidades como Paris, Atenas, Nova York ou Rio de Janeiro.

Mas todos os olhares se voltarão para a Porta do Sol, já que as autoridades espanholas advertiram que não serão permitidos novos acampamentos e só autorizaram as concentrações até as 22h00 locais (17h00 de Brasília).

“Não será um acampamento, e sim uma assembleia permanente”, explica Luis, porta-voz do movimento, esperando que esta fórmula lhes permita ficar na praça até terça-feira, quando os “indignados” comemoram seu primeiro aniversário.

Desde que o acampamento do Sol foi desmantelado, no dia 12 de junho do ano passado, o movimento perdeu visibilidade nos meios de comunicação, mas seguiu vivo nas redes sociais, nas assembleias de bairro e na luta contra a exclusão, embora com menos seguidores.

“Os que permaneceram são os mais conscientes, atuando em ações setoriais, como, por exemplo, opondo-se aos despejos”, afirma Antonio Alaminos, professor de sociologia da Universidade de Alicante.

Efeito mais concreto da mobilização dos “indignados”, o novo salto dado pela Plataforma de Afetados pelas Hipotecas (PAH), que desde 2009 luta contra o despejo de famílias endividadas –muitas delas de imigrantes–, conseguiu nos últimos meses cancelar ou adiar dezenas de expulsões.

Toda minha vida trabalhei como uma formiguinha e agora sou ‘ocupa’ na minha própria casa”, explica Angéles Belmonte, uma viúva de 76 anos, sobre o motivo de ter se acorrentado à agência de um banco privado que a despejou há dois meses. Angéles perdeu a casa onde morou boa parte de sua vida, numa pequena cidade no sul da Espanha, por servir de avalista a um dos filhos que ficou desempregado e não pôde mais pagar a hipoteca. O ato desesperado dessa viúva é mais um entre muitos outros em resposta ao número crescente de despejos vividos na Espanha.

Segundo dados do Ministério de Fomento à Habitação, desde 2007, quando estourou a crise financeira mundial, mais de 350 mil famílias foram vítimas de execuções hipotecárias que conduziram a 170 mil despejos. Madri é a região mais afetada, com 9.460 despejos só em 2011.

A década de ouro da economia espanhola (1998-2007) deve boa parte de seu êxito ao setor imobiliário. A mudança na Lei de Uso e Ocupação do solo e os incentivos fiscais para construir criaram diversas empresas no setor. Por sua vez, estas empresas alavancaram a criação de indústrias e outras empresas fornecedoras dos serviços e produtos que as construtoras necessitavam.

A bolha imobiliária espanhola se sustentava principalmente na especulação e na facilidade de crédito. Como os preços dos imóveis estavam muito acima do poder de compra de boa parte da população, o endividamento – não era raro hipotecar-se por 30 ou até 50 anos – parecia ser a única alternativa para consegui a sonhada casa própria.

A partir de 2007, a Espanha inicia uma mudança no seu ciclo imobiliário. Em agosto desse mesmo ano, a crise do mercado hipotecário dos EUA promove a falta de liquidez do sistema financeiro, dificultando e encarecendo ainda mais as fontes de financiamento. Sem crédito, a economia espanhola – que já notava o esgotamento do seu modelo de crescimento baseado na construção – entra numa profunda crise. Em recessão desde 2008, o país chega a 2012 com uma dívida externa de 165% do PIB e 25% da população economicamente ativa desempregada.

O alto índice de desemprego na Espanha impede que muitas famílias arquem com suas hipotecas, o que aumenta a cada dia os casos de despejo em todo o país. Eduardo, de 52 anos, como tantos outros entusiasmados pela teórica bonança econômica, embarcou em um crédito hipotecário no valor de 268 mil euros, em 2006. Na época, ele e sua mulher tinham trabalho e podiam pagar uma cota de 1.200 euros ao mês. Em 2008, começam os problemas associados à bolha imobiliária e, um ano depois, Eduardo que trabalhava para uma pequena empresa de mudanças perde o emprego e deixa de pegar sua hipoteca. Atualmente, sua família subsiste com uma ajuda mensal de 450 euros e está sujeita a um despejo marcado para o fim deste mês.

Ajuda profissional

O caso de Eduardo está sendo acompanhado pela Plataforma de Afetados pela Hipoteca de Barcelona (PAH de Barcelona). A organização, criada em 2009, agrupa pessoas afetadas pela crise e profissionais como advogados, psicólogos e assistentes sociais, que juntos decidiram iniciar negociações com entidades financeiras e impedir os despejos. Ao mesmo tempo, a plataforma iniciou um trabalho documentado para denunciar e modificar o atual marco legal que favorece as instituições bancárias e desprotege os hipotecados.

“A nossa primeira ação foi tentar negociar o perdão da dívida das famílias que entregassem suas casas às entidades financeiras, é o que chamamos juridicamente de dação em pagamento. Isso deve ser feito preferencialmente antes dos bancos iniciarem um processo de execução hipotecária, pois o processo levaria essas famílias a terem suas casas leiloadas e ainda continuarem com a dívida”, esclarece Ada Colau, atual porta-voz da PAH de Barcelona e uma de suas fundadoras.

Em 2011, com o nascimento do movimento “15M”, as atividades de Barcelona ganharam visibilidade no resto do país, incentivando a criação de outros núcleos. Atualmente existem 55 Plataformas de Afetados pela Hipoteca em toda a Espanha.

“De repente as pessoas se dão conta de que o seu problema é o mesmo que o do vizinho e que se unindo conseguem impedir até os despejos”, assegura Afonso, morador de Madri e participante ativo das ações “stop desahucio” (pare o despejo), que são convocações para levar o maior número de pessoas a se concentrarem no endereço onde uma família será despejada. A pressão social já parou 224 despejos em todo o país desde essas ações começaram

Muitos imigrantes, que chegaram à Espanha em um período de muita oferta de trabalho no setor da construção e conseguiram se regularizar no país por meio de um contrato de trabalho, também foram presas fáceis das facilidades de crédito e do discurso de que o melhor investimento era adquirir um imóvel.

“Existem milhares de famílias de imigrantes que assinaram sem muito conhecimento contratos abusivos e enganosos. Nesses contratos se exigia do imigrante ser avalista de um outro imigrante que muitas vezes ele nem conhecia. E isso para resolver o problema de aval que muitos tinham para cumprir com os requisitos e conseguir uma hipoteca”, denuncia Aída Quinatoa, equatoriana, residente há 12 anos na Espanha e presidente da Conaee (Confederação Nacional de Equatorianos na Espanha).

A Conadee existe desde 2006 e foi a primeira organização de imigrantes na Espanha a denunciar a situação dos imigrantes que perdiam suas casas para entidades bancáricas e não contavam com qualquer apoio social ou jurídico do Estado. Em junho do ano passado, o Conadee se uniu à PAH de Madri, juntas as entidades movem ações judiciais e assessoram gratuitamente a pessoas com problemas para pagar suas hipotecas ou que estão sofrendo alguma ação judicial de despejo.

Uddin e Hafiz são bengalis e compraram há três anos um apartamento de um quarto, no centro de Madri. Cada um tem sua família, mas dividiam as prestações da hipoteca de 1500 euros mensais e compartilhavam 40m2 entre quatro adultos e quatro crianças. No final do ano passado, Hafiz perdeu seu trabalho. Uddin, com um salário de 1000 euros, já não podia pagar sozinho as cotas da hipoteca. Na quarta-feira (09/05), as duas famílias foram despejadas. Era a segunda tentativa de um banco privado, que teve seu primeiro intento impedido em março por uma ação “stop desahucio”. Desta vez, havia força policial cortando os dois acessos de entrada da rua.

“Tentamos negociar com o representante do banco, oferecendo a casa em troca do perdão da dívida e a permanência das famílias que pagariam um aluguel, mas foi impossível”, contou Rafael Mayoral, advogado que prestava gratuitamente serviço jurídico às duas famílias desalojadas por meio da PAH de Madri.

No inicio do mês passado um Conselho de Ministros aprovou um decreto-lei de medidas de apoio ao cidadão hipotecado. O decreto permitirá a dação em pagamento como um último recurso após tentar todas as possibilidades de renegociação da dívida. Um dos requisitos exigidos para obter tal benefício e ter todos os membros da família desempregados. O decreto inclui também um código de boas práticas no qual as entidades bancárias aderem de forma voluntária.

Para a Plataforma de Afetados pela Hipoteca esse decreto-lei é uma medida muito tímida e que pouco contribui para solucionar os problemas dos hipotecados. Em junho do ano passado a PAH e outras entidades sociais e sindicais tramitaram no Congresso Nacional um texto da Iniciativa Legislativa Popular (ILP). Esta proposta de lei reivindica, entre outras exigências, a dação em pagamento retroativa, a conversão das hipotecas em aluguel social e a paralisação imediata dos despejos. Porém, só no fim do mês passado, o texto foi aprovado para então iniciar o recolhimento das 500 mil assinaturas exigidas, em um período de sete meses, para que a ILP seja finalmente discutida no Congresso.

 

Curso de prostituição promete “formação” em uma semana na Espanha

Em país com desemprego acima dos 20%, organizadores do curso garantem dinheiro “rápido e fácil”

Uma campanha publicitária em outdoors com os dizeres “Trabalhe já! Curso de prostituição profissional” tem causado dores de cabeça nas autoridades de Valência, no leste espanhol. Pelo preço de cem euros, uma empresa afirma ensinar desde “técnicas especiais” até a história da “profissão mais antiga do mundo”. As informações são do jornal espanhol Las Províncias.Reprodução
Segundo a empresa que organiza o curso, 95 pessoas já se interessaram em participar.

Um dos “professores”, identificado apenas por Brandon, que afirma fazer programas desde os 18 anos, diz que, com esse curso, os profissionais do sexo estarão mais preparados.

“Para que, acima de tudo, saibam o que estão fazendo. A prostituição éum um trabalho como qualquer outro”, defende Marlon.

A empresa responsável pelas classes garante que, ao final do curso, os formados terão “quase certeza” de obter um emprego, podendo até mesmo dar aulas na própria instituição. Segundo a companhia, o sucesso é garantido pois este é um trabalho onde “se consegue muito dinheiro rápido e fácil”.

O curso, que só é permitido para maiores de 18 anos, tanto homens ou mulheres, é relâmpago: dura apenas uma semana, com duas horas diárias, e cada aluno pode montar sua grade de acordo com suas necessidades. A confidencialidade dos alunos, segundo a empresa, é garantida.

Na grade curricular constam desde aulas teóricas (história da prostituição na Espanha; no resto do mundo; a microeconomia do setor; legislação; obtenção de dinheiro e lucro gerado) como práticas, com matérias como Kama Sutra, posições convencionais, não convencionais, acessórios e fetiches.

A prostituição é legalizada na Espanha, mas a Generalidade (órgão equivalente ao governo estadual) valenciana pediu à promotoria local que inicie uma investigação para saber se a empresa cometeu um delito por incentivar a prostituição (o que é proibido). E pediram a retirada dos anúncios por “publicidade sexista”.

Fonte: Uol

 

Argentina nacionaliza petroleira YPF e Espanha promete retaliação

25/04/2012

A presidente argentina Cristina Kirchner decretou esta segunda-feira a expropriação da propriedade da YPF, subsidiária da Repsol na América Latina.

Segundo o governo, foi fixado o controle para o Estado Federal de 51% da empresa e para as províncias dos 49% restantes, anunciou a Casa Rosada.

“A produção de hidrocarbonetos passou ser um bem de interesse público para que o país possa alcançar a autossuficiência em petróleo (…)”, segundo o texto lido por um locutor oficial em uma cerimônia presidida por Kirchner.

Após o anúncio, a secretária-geral do Partido Popular (PP, direita), María Dolores de Cospedal, afirmou que o executivo espanhol dará uma “resposta completa” ao anúncio de nacionalização da argentina YPF, filial da petroleira espanhola Repsol.

“Não tenho a menor dúvida de que o governo dará uma resposta completa a esta situação”, afirmou De Cospedal, durante coletiva de imprensa.

Resposta

A secretária-geral do Partido Popular (PP, direita), María Dolores de Cospedal, afirmou nesta segunda-feira que o executivo espanhol dará uma “resposta completa” ao anúncio de nacionalização da argentina YPF, filial da petroleira espanhola Repsol.

“Não tenho a menor dúvida de que o governo dará uma resposta completa a esta situação”, afirmou De Cospedal, durante coletiva de imprensa depois do anúncio feito pela presidente argentina Cristina Kirchner de um projeto de lei de expropriação da petroleira YPF.

Fonte: Isto É

Para sair da crise, município espanhol vai plantar maconha

25/04/2012

Ao longo de décadas, a paisagem de Rasquera, vilarejo da Catalunha, a 200 quilômetros de Barcelona, foi marcada por plantações de amendoeiras e oliveiras. Culturas que, infelizmente, não evitaram que a cidade fosse à bancarrota, em 30 anos de crise financeira e dívidas de R$ 3 milhões. Agora, a expectativa é a de que a maconha salve o município. Numa iniciativa pioneira no mundo, o conselho municipal da pequena cidade baixou lei, referendada por 57% da população de 900 habitantes na terça-feira 10, que autoriza o Executivo a alugar terrenos para o plantio de marijuana, como dizem os espanhóis. A área total do cultivo da erva é equivalente a dez campos de futebol. O argumento do prefeito Bernat Pellisa foi convincente: era isso ou “medidas de austeridade e arrocho fiscal”.

Pellisa também acertou um convênio com a Associação Barcelonesa Canábica de Autoconsumo (ABCDA), que vende maconha legalmente para cinco mil associados. A organização se comprometeu a pagar R$ 1,3 milhão por ano pelo aluguel da área onde a erva deve ser cultivada. “A previsão é de que em cerca de dois anos a dívida acabe”, destacou o conselheiro municipal de Rasquera, Román Borrás. Apesar da aprovação popular ao projeto, não há garantias de que ele vingará. Na Espanha, o consumo de pequenas quantidades de maconha é permitido, mas o cultivo não. E o Ministério da Saúde avisou que tão logo a primeira semente seja plantada a polícia vai agir.

A cidade, porém, já começou a faturar. Somente na assinatura do convênio, a ABCDA pagou R$ 82 mil à prefeitura. E a repercussão mundial da medida foi tão grande que o conselho municipal a comparou a um investimento de R$ 6 milhões em publicidade. Por isso, tiveram o cuidado de registrar “Rasquera” como marca e evitar que outros se aproveitem do nome do povoado. O sociólogo Renato Athayde, ativista da descriminalização da maconha no Brasil, festejou a iniciativa. Para ele, a proibição da comercialização da erva traz grandes prejuízos aos cofres do governo. “Não se consegue proibir o consumo, cria-se um mercado paralelo que gera violência e ainda se deixa de arrecadar impostos”, diz.  Sem dúvida, essa é uma maneira peculiar de transformar dívida em fumaça.

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Fonte: Isto É

Convocada greve geral na Espanha, em 29 de Março

13/03/2012

Os sindicatos espanhóis convocaram nesta sexta-feira uma greve geral para o dia 29 de março, a primeira que o Governo do conservador Mariano Rajoy vai enfrentar apenas três meses após sua chegada ao poder.

   As Comissões Operárias (CCOO) e a União Geral de Trabalhadores (UGT) aprovaram por unanimidade a convocação da greve geral, a oitava da etapa democrática, para expressar a rejeição à reforma trabalhista, aprovada pelo Governo no dia 10 de fevereiro.

   Para os secretários gerais das CCOO, Ignacio Fernández Toxo, e da UGT, Cándido Méndez, a reforma do mercado de trabalho aprovada é “imprudente” e “regressiva”, por isso que consideram que a greve convocada é uma medida “justa e necessária”.

   Eles afirmam além disso que o protesto foi desencadeado pelo próprio Executivo por causa de suas formas e por sua imprudência, ao haver aprovado a reforma sem discuti-la nem negociá-la com os sindicatos.

   “É uma decisão difícil mas irrepreensível” do ponto de vista democrático e constitucional, assegurou Méndez em entrevista coletiva conjunta com Toxo na qual informaram sobre sua decisão.

   Com a convocação, as centrais sindicais querem expressar a rejeição à reforma trabalhista que consideram que prejudica os direitos dos trabalhadores e facilita as demissões.

   No entanto, elas advertem ao Governo que com o protesto não se acabará sua rejeição à reforma e que há tempo ainda para retificar a norma, que foi uma das primeiras medidas adotadas pelo Executivo de Rajoy.

   O Governo de Rajoy argumenta que a reforma é urgente e necessária devido à situação que a Espanha atravessa com 5,2 milhões de desempregados, 23% da população ativa.

   Com ela o Governo pretende flexibilizar o mercado de trabalho espanhol e incentivar a contratação de jovens, um setor da população muito castigado pelo desemprego com uma taxa superior a 48%.

Fonte: Terra

Deportações espanholas: uma vergonha cada vez mais frequente para os brasileiros. Por que, em um país em crise como a Espanha, ainda há tanto preconceito contra brasileiros?

10/03/2012

Mais brasileiros são tratados como “prisioneiros de guerra” na Espanha.

“Humilhante essa situação”, diz administradora sobre autoridades espanholas

Quinze brasileiros tiveram acesso negado ao país e foram deportados. Eles desembarcaram no Aeroporto Internacional de Salvador revoltados.

O que era para ser um reencontro com a família tornou-se pesadelo para a professora e psicopedagoga Gilmara Duarte, integrante do grupo de 15 brasileiros deportados da Espanha na terça-feira (24). “Foi uma pressão psicológica total. Eu me senti como no período do nazismo, em que tinha todo aquele processo de pressão psicológica para confundir as pessoas. Foi desumano”, desabafa Gilmara.

O desembarque do grupo em Salvador aconteceu às 19h53, e revoltados, eles contaram o que passaram nos dias em que ficaram retidos no Aeroporto Barajas, em Madrid. Os 15 brasileiros assinaram uma carta de cinco páginas relatando o que passaram e prometem entregá-la às autoridades brasileiras. Acompanhada da filha Luma, de 6 anos, e da mãe Joseisa Duarte, de 52, Gilmara conta que portava toda a documentação requisitada aos estrangeiros pelas autoridades espanholas, como a carta-convite, os recursos para se manter durante a estada no país, além da passagem de volta.  No caso da família de Gilmara, a carta-convite foi negada por falta de um carimbo, que mesmo com a intervenção de advogados do cunhado espanhol, não foi considerada pelas autoridades espanholas como legítima para permitir a entrada das três no país.

 

Ela relata que a sua mãe, que é diabética, teve os medicamentos confiscados, e a filha pequena foi mantida na mesma sala em que estavam todos os estrangeiros retidos no aeroporto de Madrid; cerca de 20 pessoas, dentre elas os 15 brasileiros.

 

A cabeleireira Delma Bráz conta que chegou na Espanha no dia 22 de abril, mas teve estampado no passaporte o carimbo de entrada no país no dia 23. Ela, que pretendia passar uma semana, diz que já foi várias vezes para lá e nunca tinha passado por esta situação antes. ” Acho que não vale a pena mais ir, é humilhante. Não necessitamos passar por isso, temos outros lugares mais lindos no nosso país para ir”, avalia.

 

Administradora chegou a ter visto carimbado como falso

A administradora da empresas Ana Beatriz Moro também teve a data de entrada na Espanha registrada no dia 23 de abril, mesmo tendo desembarcado no dia 22. Ela ainda teve um dos carimbos do passaporte identificado como falso. “Eles não tinham o que alegar e colocaram isso. Humilhante essa situação, estou sem palavras para os espanhois”, desabafa revoltada.

 

As brasileiras contam que não tiveram acesso aos pertences pessoais, nem a itens de higiene. “Ficamos três dias com a mesma roupa do corpo”, conta Gilmara, que acrescenta: “A comida era servida às 9h e às 15h, sempre batata frita, uma salada, uma fruta e alguma carne frita”.

 

 

 

Até bolsas foram violadas.

É um tratamento vexatório, humilhante. Você passa com a documentação necessária que é o passaporte, a carta convite e o dinheiro necessário para ficar no país. É uma falta de respeito ficar tanto tempo no aeroporto, sem dar nenhuma notícia para nós que estamos do lado de fora, esperando. Elas estão comendo comida fria, porque aqui ainda está fazendo frio. Estão acompanhadas da polícia, como se fossem mafiosas”, relata.Ela contou ainda que a bolsa da tia foi violada. “Abriram a bolsa da minha tia e jogaram tudo fora, como se estivesse levando drogas. Dos brasileiros que ficaram, se entraram dois ou três foi muito”, concluiu.

O consulado brasileiro em Madri confirmou que um grupo de 15 brasileiros não foi admitido ao desembarcar no aeroporto de Barajas entre o domingo (22) e esta terça-feira (24). Segundo o Itamaraty, a grande maioria não apresentou a carta-convite, um dos documentos requisitados de estrangeiros pelas autoridades espanholas e não comprovaram que tinham recursos para arcar com os custos da estada.

 

Relembre os maus tratos sofridos pela aposentada Dionísia Rosa da Silva, de 77 anos.

 

 

 

A aposentada Dionísia Rosa da Silva, de 77 anos, que ficou retida no aeroporto de Barajas, na Espanha, quando tentou entrar no país ao lado da neta, chegou a São Paulo nesta quinta-feira (8). Dionísia pretendia visitar os familiares e estava desde segunda (5) no aeroporto de Madri. A embaixada da Espanha no Brasil disse que Dionísia não pode entrar no país porque a filha dela mora lá em situação ilegal.

veja mais: Itamaraty responde a altura e endurece regras para entrada de espanhóis no Brasil

O Itamaraty confirmou que a Espanha impediu 15  brasileiros de entrar no país entre os dias 22 e 23/4. O grupo foi barrado  no Aeroporto de Barajas, em Madri, onde recebeu a assistência do  Consulado-Geral do Brasil. A previsão era de que a maioria deles  desembarcasse em aeroportos brasileiros ainda na noite de ontem.

Os  motivos para a não admissão dos brasileiros, de acordo com o Ministério  das Relações Exteriores, foram a falta da carta-convite, um documento  exigido a estrangeiros pelo governo espanhol, e de dinheiro comprovado  para arcar com os custos da estadia. “A quantidade de barrados é alta,  chamou a atenção”, afirmou ao Correio a assessoria do Itamaraty.

Questionada  pela reportagem sobre o número de espanhóis barrados nas últimas 72  horas em território brasileiro, a Polícia Federal (PF) limitou-se a  informar que a quantidade será revelada em 2 de maio, quando se completa  um mês desde que o governo brasileiro adotou “novas medidas em relação  ao ingresso de espanhóis no Brasil”.

Tais ações citadas pela PF se  inserem no contexto da reciprocidade diplomática — são uma resposta do  governo brasileiro às duras exigências da Espanha à entrada de turistas.  Desde 2 de abril, visitantes espanhóis enfrentam a mesma burocracia  para desembarcar no Brasil. Eles são obrigados a apresentar passaporte  de, no mínimo, seis meses de validade e bilhetes aéreos de ida e volta.  Também precisam comprovar renda suficiente (R$ 170 por dia) para se  manter durante a viagem. Além disso, o Itamaraty exige garantia de  hospedagem: reserva do hotel ou carta-convite e comprovante de  residência do anfitrião.

Depois que a medida entrou em vigor, o  ministério chegou a anunciar que o diálogo entre os dois governos era  positivo e que a expectativa era de avanço das negociações. No entanto,  nenhum acordo foi firmado entre os países. No ano passado, de cada cinco  estrangeiros barrados na Espanha, um era brasileiro. Nos quatro anos de  vigência das regras exigidas pelo país europeu, mais de 10 mil tiveram a  entrada negada. Apenas em 2011, foram 1,4 mil turistas brasileiros.

Polêmica
Em  março deste ano, a Espanha impediu a entrada de Dionísia Rosa da Silva,  77 anos, que desembarcou acompanhada de uma neta em Madri. A alegação  foi de que ela não portava a carta-convite, embora tenha apresentado  passagem de retorno ao Brasil. Ela teve de esperar três dias no  terminal, antes de retornar para casa.

A guerra de deportações  começou em fevereiro de 2008, quando 535 brasileiros foram barrados  tentando entrar na Espanha, incluindo um grupo de professores  universitários que participariam de um congresso. À época, o Itamaraty  reagiu e a Polícia Federal impediu que 24 espanhóis entrassem no Brasil.

Fonte: Itamaraty

 

Nosso assunto de hoje é nada mais nada menos do que as polemicas deportações Espanholas. Recebi um comentário muito interessante de um leitor de nosso site, como  existe muita dúvida sobre o assunto, achei que seria viável fazer uma  matéria. Nosso leitor o Alex, deixou o seguinte comentário na nossa página ” hola eu li o que aconteceu e ontem aconteceu o mesmo com a minha mãe. Eu  gostaria de saber se tem alguma coisa que se pode fazer. Eu liguei no  consulado em Madri e me disseram que podemos pedir o dinheiro de volta  porque a companhia aérea tinha que ter avisado dos riscos.
obrigado”.

Alex respondendo primeiramente a sua perguntá: As companhias aéreas e operadoras de turismo ou de cursos não têm  de arcar com o prejuízo caso você seja barrado. A decisão é das  autoridades e as agências não podem ser responsabilizadas. Portanto  errou o consulado ou a Embaixada ao mencionar a você tal informação.

Agora o primeiro passo é analisar muito bem a diferença entre ser deportado, expulso e extraditado de um país muitos desconhecem sobre o assunto vamos lá: Para efeito da lei, uma pessoa inadmitida no aeroporto não esteve naquele território. A deportação acontece quando o estrangeiro é pego em situação irregular e a expulsão, quando foi cometido algum ato ilícito. A extradição é o pedido de um governo a outro para receber de volta um cidadão foragido.

Os países que mais sofrem com a imigração ilegal, como Espanha, costuma ser mais rigorosa com a documentação exigida para entrada. A falta de algum papel ou mesmo cair em contradição durante a entrevista com o oficial da imigração também faz muitos voltarem para casa. Devemos salientar que em alguns casos ocorrem o preconceito contra brasileiros.

O mais importante é você provar os motivos da viagem. Se for a turismo, leve vouchers de hotel, bilhetes de trem e passagem de volta. Se for ficar hospedado na casa de alguém, em um dos 24 países da Europa que aderiram ao Tratado de Schengen, é preciso ter uma carta-convite, providenciada pelo anfitrião em um departamento da Polícia Federal mediante o pagamento de € 100. Se for para estudar, cópia de matrícula na escola. Para participar de um congresso, a cópia do convite. É preciso ainda ter dinheiro – mínimo de € 60 por dia –, além de um cartão de crédito internacional. Também é necessário ter seguro-saúde (com cobertura de € 30 mil) e passaporte com validade mínima de seis meses.

Existe um perfil que é mais barrado normalmente este perfil é de “Mulheres jovens, bonitas e desacompanhadas são alvos”, moças com esse perfil conseguem mais facilmente empregos informais. Além disso, as autoridades têm medo que se envolvam com prostituição. A quantidade de bagagem e o comportamento também são observados. Não há, no entanto, regra geral para essa situação. O fato de não ser exigido visto de brasileiros para viajar para boa parte dos países europeus também contribui.

Se você for detido pela imigração existem algumas coisas que podem ser feitas para ajudá-lo no momento, a recomendação é pedir o auxílio da representação consular do Brasil na localidade. O Ministério das Relações Exteriores mantém o Núcleo de Assistência aos Brasileiros (61/3411-8802, dac@mre.gov.br), que pode ser acionado por qualquer pessoa no exterior. No entanto, a autoridade de imigração é soberana e é ela que decide quem entra no país ou não.

Você pode exigir nesta situação que sejam cumpridos os seguintes direitos: além de fazer ligações, receber água, alimentação e, se necessário, cuidados médicos. As autoridades também devem garantir o direito à higiene pessoal.

Muita gente me pergunta se for barrado, fica marcado no passaporte. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, isso varia de país para país. A ocorrência fica arquivada no sistema de imigração local. Mas em países-membros de comunidades, como a União Europeia, pode haver troca de informações entre os governos. No entanto, se ocorrer deportação ou expulsão, aí, sim, fica registrada no passaporte.

O que poucos sabem é que você pode abrir um processo em situações em que foi barrado desde que esteja cumprindo todos os requisitos exigidos na sua entrada.

Como por exemplo: A estudante Patrícia Magalhães, que foi barrada em Madri, em fevereiro, processou o Estado espanhol por danos morais e materiais e o consulado brasileiro por falta de assistência.

Um mês é o prazo para fazer a queixa. É preciso ter um advogado no país onde a entrada foi negada ou, no Brasil, encontrar um escritório de direito internacional. Outro meio é o recurso diplomático. Comprovado o equívoco, pode-se, ou não, receber um visto.

Brasil exigirá reciprocidade a partir de 2 de Abril de 2012

O Brasil exigirá dos turistas espanhóis uma passagem de volta ao entrar no país e que disponha de meios para sua manutenção durante sua estadia, em aplicação do princípio de “reciprocidade”, informaram nesta sexta-feira fontes oficiais.

A medida, que entrará em vigor no dia 2 de abril, já foi notificada aos consulados brasileiros na Espanha e às autoridades espanholas.

A Polícia Federal, encarregada do controle migratório, poderá solicitar ao viajante a entrega de um comprovante de meios econômicos cujo valor mínimo corresponde a R$ 170 reais diários, que deverão ser verificados mediante um cartão de crédito e sua última fatura para demonstrar o limite.

Além disso, também poderão exigir um comprovante da reserva de hotel, e no caso de hospedagem em uma residência particular a carta de convite de um residente na cidade brasileira de destino, informando o prazo de estadia do turista espanhol.

A carta deverá ser registrada em um cartório brasileiro e acompanhada de um comprovante de residência emitido em nome do declarante.

Os turistas deverão ter um passaporte com uma validade mínima de seis meses. O prazo máximo de permanência do turista espanhol no Brasil, de 90 dias prorrogáveis, não foi alterado.

A maior rigidez no cumprimento dos requisitos de entrada, que se aplicará apenas a turistas espanhóis e não procedentes de outros países do espaço Schengen, responde ao rigor com o qual Madri está aplicando as normas de entrada em seu território aos turistas brasileiros, declarou à Agência Efe uma fonte da Divisão de Imigração do Ministério de Exteriores de Brasília.

De acordo com esta fonte, a Espanha está levando ao “limite” os requisitos de entrada para brasileiros, que também regem em outros países europeus que são mais brandos na exigência de documentos, por isso que a medida não foi estendida a seus cidadãos.

Uma fonte consular espanhola consultada pela Efe declarou que a medida põe por escrito regras que já estavam sendo aplicadas e rejeitou que implique um endurecimento da normativa.

A medida está “dentro do normal” e é “decalcada” dos requisitos exigidos dos brasileiros para entrar no espaço Schengen, que permite liberdade de movimentos de pessoas e mercadorias entre 22 países da União Europeia, além de Suíça, Noruega e Islândia.

Veja algumas dicas para não ser barrado

Em 2010, 6.072 brasileiros foram impedidos de entrar na Europa, segundo dados da Agência Europeia de Controle de Fronteiras (Frontex).

Os brasileiros representam 12% do número total de entradas recusadas. Segundo a agência, a maioria dos recusados tentava entrar em Portugal e na Espanha. “O brasileiro tem fama de querer tentar a vida fora do País, e como não precisa de visto antecipado, eles arriscam mais nos países de língua portuguesa ou latina, como Portugal e Espanha”, explica o gerente de Treinamento da Agência de Intercâmbios Experimento, Maurício Pivetta.

De acordo com o gerente, a entrada nos Estados Unidos foi dificultada, e isso chamou a atenção dos brasileiros para os países da Europa. “A diferença entre ser barrado pelos EUA ou pela Europa, é que ao pedir o visto americano a pessoa é barrada no Brasil, já na Europa, ela só descobre quando já está lá”, completa.

Para quem pretende viajar por meio de agências de Intercâmbio, mesmo para os países que mais vetam a entrada dos brasileiros, é mais fácil, pois o curso já está pago, dessa forma fica mais simples provar que o brasileiro tem dia e hora para voltar. “O maior problema dos brasileiros é provar que tem vínculo no Brasil”, comenta Pivetta.

Em alguns casos, como citado pelo gerente, os agentes de imigração separam os amigos que viajam juntos e interrogam de maneiras diferentes, e é nessa hora que os brasileiros são vetados. Outro caso são os brasileiros que viajam tendo algum amigo no exterior. “Os agentes de imigração são treinados e algumas perguntas servem para surpreender o viajante. Muitos perguntam se a pessoa conhece alguém no país e, ao receber a resposta negativa, anunciam o nome da pessoa e pedem para que quem está esperando por ela vá até a imigração. Nessa hora, se a pessoa for até os agentes, o viajante é barrado na certa”, conta o gerente.

Visados
De um modo geral, todos os brasileiros que desembarcam são vistos como suspeitos de quererem se instalar no país, mas alguns perfis são mais visados que os outros.

Conforme explicado por Pivetta, mulheres sofrem mais preconceito dentro dos aeroportos europeus, por conta de uma ideia de que muitas vão para o exterior à procura de trabalho dentro da prostituição.

Pessoas de 18 a 30 anos também são mais avaliadas. “Imagine uma pessoa com 23 anos, que acabou de se formar e quer viajar para o exterior. A primeira coisa que o agente de imigração vai pensar é que o sujeito não tem vínculo com o País nativo e quer tentar a vida fora”, comenta Pivetta.

Provar que quer voltar
Segundo o gerente, a maior dificuldade dos brasileiros é provar que querem retornar para o Brasil depois de conseguirem entrar em outro país. “O brasileiro precisa aprender a provar o vínculo que tem com o Brasil”, completa.

Muitos recursos podem ser utilizados para provar o vínculo, desde holerites, carteira profissional, até escritura de imóveis e declaração do imposto de renda. “Além de provar o vínculo, a pessoa tem que provar que tem dinheiro para se manter durante sua estadia e mostrar passagem de volta. No caso de turismo, passagens com trinta dias geralmente não são bem vistas. É difícil para o agente de imigração acreditar que o indivíduo vai fazer turismo durante trinta dias”, explica Pivetta.

De um modo geral, no setor de imigração dos aeroportos, sempre haverá um intérprete da língua portuguesa. Caso não tenha, uma pessoa que fale o idioma será solicitada. “Caso venha a ser barrado, o brasileiro aguarda no próprio aeroporto o primeiro voo para seu país de origem. Caso a empresa que o passageiro viajou não tenha vaga, o mesmo é direcionado para outras companhias”, finaliza Pivetta.

Dicas para entrar no exterior sem problemas *

Hospedagem Levar reserva de acomodação, mesmo em casos de estadia em albergues;
Casa de amigos Pode entrar sem problemas, desde que prove que o dono da casa, no caso de barsileiros, esteja legal no país;
Saúde Levar comprovante de seguro-saúde;
Férias Se for passar as férias do trabalho ou estudos fora do Brasil, levar uma carta da universidade ou da empresa que trabalha dizendo o período de férias;
Vínculo empregatício Carteira profissional e holerite podem provar que a pessoa possui vínculo e estabilidade no Brasil;
Roupas A pessoa deve se vestir de acordo com o motivo da viagem. Por exemplo, um indivíduo que vai fazer turismo não deve chegar na imigração de terno;
Outros documentos Escritura de imóveis ou extrato bancário também prodem ajudar a provar o vínculo;
Menores Embora tenham mais facilidade de entrar, menores devem levar documentos que provem estabilidade financeira dos pais, como declaração do imposto de renda dos pais, escritura de imóveis ou documento de veículos em nome dos pais.

* Fonte: Agência de Intercâmbio Experimento

Fonte: Blog Sair do Brasil

Será que o eixo da Terra já virou?

30/12/2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Queridos Leitores,

Nós, do Terra 2012, estamos encerrando nosso primeiro ano juntos, e não poderíamos deixar de registrar nosso agradecimento a todos vocês, leitores de tantas cidades do Brasil e do mundo.

Além disso, vamos conversar um pouco sobre o tema principal de que trata nosso site: a Terra

2011 foi um ano muito intenso, e é por isso que usamos a expressão acima de que seu eixo já poderia ter virado, em analogia a tantas mudanças que houve no planeta.

Vamos relembrar alguns fatos que mostram que a Terra está mesmo saindo da terceira e entrando na quinta dimensão:

* o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) tenta controlar os abusos dos juízes, contando com o apoio da população, mesmo o próprio STF, por meio de uma liminar, restringindo-lhe os poderes; em outros Poderes também se tenta varrerr a corrupção, como o que fez Dilma, ao demitir 5 ministros acusados de irrregularidades

* o aumento do salário mínimo para R$ 622,00 deve injetar R$65 bilhões de Reais na economia em 2012

* as chuvas na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, o tsunami atômico do Japão e o tufão das Filipinas provocaram o desencarne de muitas pessoas, mas isso faz parte do processo de retirada do planeta dos espíritos que não estão preparados para viverem na nova dimensão, associado ao renascimento dos sobreviventes na própria Terra, baseado em uma vida mais simples e verdadeira, focada no que realmente vale a pena, que é a vida e o convívio com as pesss quoae amamos

* um vulcão espalhou cinzas por todo o planeta, e isso também mostra o movimento de deslocamento daquele no universo

* na Arábia Saudita, o Rei Abdullah permitiu a entrada do Twitter e que as mulheres votem e sejam votadas nas eleições locais, diante dos movimentos populares da “Primavera Árabe”, que visam à derrubada das ditaduras do Islã, como ocorreu no Egito e na Tunísia

* os Estados Unidos podem vir a dispensar os vistos de turistas a brasileiros, devido à expansão de nossa economia

* no Brasil, já há crise de mão-de-obra, principalmente, em setores como a construção civil, também em decorrência da boa fase da economia

* os Estados Unidos e a Europa enfrentam grave crise econômica, marcada, sobretudo, pelo desemprego, mostrando a derrocada do atual modelo econômico, com a emergência de outro mais igualitário entre os povos, sentimento abertamente defendido pelo povo de países essencialmente capitalistas, como os nova-iorquinos

* o Estado pacificou e reocupou vários morros cariocas, levando à derrocada do poder dos traficantes de drogas

* o MST (Movimento dos Sem Terra) praticamente acabou, graças aos avanços no campo, programas sociais e redistribuição de renda no Brasil

*Steve Jobs, com sua Apple, conseguiu trazer o microcomputador para o quotidiano das pessoas, ajudando-as a viverem na era da informação

* Entretanto, como Gaia ainda é um planeta em regeneração, não faltaram fatos que mostram que boa parte dela ainda permanece na terceira dimensão. Vejamos alguns deles:

* a Coreia do Norte, um dos países mais fechados do mundo, perdeu seu ditador, mas ameaça o resto do mundo com seu arsenal nuclear

* mais de 11 milhões de brasileiros ainda vivem em favelas, a maioria deles, no Rio e São Paulo

* terroristas como Kadafi e Bin Laden, em vez de serem presos, foram mortos e torturados por dirigentes ou pelo próprio povo, mostrando que o primitivismo ainda faz parte da natureza de muitos espíritos encarnados na Terra

* assassinos eliminaram vidas inocentes em escola do subúrbio carioca e da Noruega

* já somo 7 bilhões de pessoas para serem alimentadas no planeta, e produzir alimentos para todos é um desafio, principalmente, ante as mudanças climáticas e a necessidade de preservação ambiental

* a epidemia de contaminação por bactérias e pelo câncer indica que há espíritos que terão de desencarnar da Terra por não vibrarem na mesma nova dimensão desta, apesar de que o poder da fé em Deus, por meio da oração e das terapias naturais, como Reiki e chama violeta, por exemplo,  pode levar os doentes à cura, aliado a tratamentos médicos adequados, já que a medicina vem se sofisticando dia a dia, sobretudo em países como o Brasil

Abraços fraternos,

Equipe Terra 2012, diretamente de Goiânia, linda Capital do Estado de Goiás

 

 

Notícia da Espanha

12/10/2011

As agências de rating rebaixaram os títulos de 15 bancos espanhóis, devido à situação financeira do País. É mais um capítulo da crise que assola a União Europeia e os Estados Unidos

Touradas na Espanha

08/10/2011

Crescem as pressões pela proibição das touradas na Espanha. Na Catalunha, já estão. De fato, sabe-se que elas causam muito sofrimento aos touros e, por tabela, aos toureiros, que chegam a pagar com a vida devido a fúria dos animais. E você, leitor, o que acha? Lembre-se de que, no Brasil, os rodeios e as rinhas de galos também são práticas condenáveis, por desrespeitarem os animais, havendo, assim, o risco de serem proibidos. Da Equipe Terra 2012

 

Filme Amor Brujo

04/10/2011

 

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Fonte: Youtube

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Com agradecimento à Fada San. Visite www.anjodeluz.net

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