Participe de nossos abaixo-assinados
Petição Pública
Prezado Leitor, sua participação é muito importante para nós. Pedimos que, no site www.peticaopublica.com.br,
para cada abaixo-assinado de que você queira participar, digite seu nome completo, RG ou CPF e e-mail. Aproveite para recomendar o site a sua rede de contatos. Obrigada.
Lista de Links
Sala de atendimento
Clique na porta
para acessar Porta

Voz do Povo

Querido Leitor, este espaço é seu! Utilize-o para por no ar sua reclamação contra um fornecedor, divulgar um serviço de utilidade pública ou um evento beneficente. Envie seu texto para aprovação ao e-mail chamavioleta@terra2012.com.br. Você receberá mensagem de retorno em 72h, informando a data em que seu aviso social será publicado. Obrigada

Cuidado com o golpe do “boa noite, Cinderela!”

27/10/2017

Desnorteado, um consultor de tecnologia de 36 anos acordou em cima de um papelão em um galpão no Brás, sem celular, dinheiro, tênis, sem quase nada. A noite anterior havia começado em uma balada na Rua Augusta. “Em que momento doparam a minha bebida? Eu sinceramente não sei”, disse em depoimento ao G1.

Dados exclusivos obtidos pelo G1 mostram que, na cidade de São Paulo, 93% das vítimas do golpe “boa noite, Cinderela” são homens, e o objetivo do crime é roubar. Os números revelam ainda que os crimes estão concentrados na região central, no entorno de bares e casas noturnas.

As estatísticas se referem ao período de janeiro de 2016 a agosto de 2017. Os dados são da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. Como o golpe não é tipificado criminalmente, a reportagem solicitou à pasta os boletins de ocorrência que citam o termo “boa noite, Cinderela” no histórico, parte do BO que conta como o crime ocorreu. A maioria dos casos é registrada como roubo ou furto.

O episódio com o consultor de tecnologia aconteceu em agosto deste ano. Ele estava em uma casa noturna quando começou a se sentir mal. “Meio mole, nunca havia ficado dessa forma, não era a sensação de estar bêbado”, conta. Como se sentia cada vez pior, decidiu ir embora. “Minha visão começou a ficar turva e eu comecei a ter ânsia”.

Depois de sair da balada, ele tentou caminhar até um ponto de táxi na Rua Peixoto Gomide. “Não aguentando mais, sentei na calçada para vomitar e tudo começou a rodar e ficar embaçado, quando de repente uma pessoa chegou perto de mim, me levantou e me colocou dentro de um carro. Lembro de ter perguntando se era um táxi e a pessoa afirmou que sim. Quando entrei no suposto táxi, eu simplesmente apaguei e não lembro de mais nada”. Além dos danos materiais, fica o trauma de um golpe destes.

 

“Agora eu não tomo mais drinks, só bebidas lacradas que eu mesmo possa abrir.”

 

Os dados indicam ainda uma tendência que pode ajudar a explicar as motivações do crime. Os homens foram as vítimas de 114 dos 123 boletins de ocorrência analisados (93% do total), e quase todos os golpes resultaram em roubo ou furto. Há ainda dois casos em que, além do roubo, as vítimas foram estupradas.

Entre as mulheres, vítimas menos frequentes deste crime (6% do total), o estupro é o resultado predominante para as vítimas. Foram sete registros de boletins de ocorrência feitos por mulheres, e cinco delas (71%) sofreram estupro após o golpe.

Perfil do crime 'boa noite, cinderela' em São Paulo (Foto: Arte G1)Perfil do crime 'boa noite, cinderela' em São Paulo (Foto: Arte G1)

Perfil do crime ‘boa noite, cinderela’ em São Paulo (Foto: Arte G1)

As investigações policias indicam um padrão no golpe. O autor costuma ser uma pessoa atraente, que se aproxima para o flerte com a promessa de companhia para a noite. A abordagem inicial geralmente é feita em bares, baladas ou até mesmo na rua, mas o crime se concretiza fora dali. Muitas vezes a vítima leva o criminoso para a sua própria casa ou é levada para hotéis de baixo custo, sem controle de entrada e saída de hóspedes ou câmeras de segurança que funcionem.

É comum que os criminosos atuem em dupla. “Principalmente nos casos de vítima homem, por causa de uma eventual contenção física da vítima”, explica Júlio Cesar dos Santos Geraldo, delegado do 4º Distrito Policial, na Consolação, um dos lugares com mais registros na cidade.

Um dos casos investigados pela delegacia aconteceu no dia 9 de abril, na Rua Augusta. Um homem de 32 anos contou à polícia que estava em uma casa noturna, conheceu um rapaz e o levou para sua casa. Quando acordou, não se lembrava de nada e teve seus pertences roubados. Também na Augusta, cinco meses antes, um supervisor de 26 anos contou que havia saído com um rapaz quando teve um lapso e não se recorda de mais nada. O autor do crime o roubou e fez compras no valor de R$ 1.930 com seu cartão.

A substância usada deixa a vítima vulnerável e, antes de “apagar”, ela acaba muitas vezes fornecendo informações pessoais sigilosas. “O autor do crime, com acesso a informações bancárias como a senha, levava o cartão para fazer compras ou saques fora do local onde a vítima estava. Atualmente, nós começamos a receber a notícia de que o autor já traz consigo uma maquininha, dessas de crédito ou débito”, alerta o delegado.

Apesar de geralmente ser aplicado em bebidas alcoólicas, bebidas sem álcool também podem ser adulteradas, como aconteceu no dia 14 deste mês. Um professor de 51 anos foi abordado na Rua Marquês de Itu, no Centro, em frente a uma casa noturna. Ele foi com o homem para um hotel da região, que lhe ofereceu um refrigerante. O professor não quis, o criminoso mostrou uma faca e exigiu que ele ingerisse a bebida. A vítima, coagida, bebeu e perdeu os sentidos. Quando acordou, estava sem seus pertences: celular, anel, cordão, pulseira, relógio e R$ 150.

Segundo a polícia, o número de casos é maior do que os que foram de fato registrados, porque a vítima destes casos muitas vezes sente vergonha por ter caído no golpe. Algumas alegam, por exemplo, que sofreram um assalto à mão armada. Há casos ainda de homens casados ou comprometidos que não querem registrar o encontro com outra pessoa.

Para evitar o crime, o delegado sugere que, em um primeiro encontro, a pessoa vá sempre a um local onde é conhecida. “Sem qualquer moralismo, as pessoas devem tomar cuidado em um primeiro encontro. Ela não deve, salvo se estiver muito segura para isso, levar o outro para sua residência, tampouco para um local escolhido pelo outro”. Se for um hotel, o policial disse que o ideal é que seja um local que tenha registro de entrada e saída e que a pessoa faça questão de se registrar.

 

Onde o crime acontece?

 

A maior parte dos casos acontece na região central da cidade. A República é o bairro com mais registros (35), seguida de Consolação (11), Santo Amaro (10), Santa Cecília (8) e Pinheiros (8). Quando se analisa os locais, a maioria acontece em via pública (27), seguido de casa/apartamento (24), bar (18), hotel/motel (9) e boate (7). Do total de casos, em 28 não foi informado o tipo de local.

O 77º DP, em Santa Cecília, e o 4º, na Consolação, lideram o número de golpes. Isso acontece por causa da dinâmica da vida noturna no Centro de São Paulo. As festas costumam começar na região da Rua Augusta, no Largo do Arouche e na Rua Frei Caneca, área do 4º DP. Conforme a noite avança, muitos dos crimes se concretizam em hotéis de baixo custo nas ruas Bento Freitas e Rego Freitas, área do 77º.

Veja o passo a passo do crime (Foto: Arte G1)Veja o passo a passo do crime (Foto: Arte G1)

Veja o passo a passo do crime (Foto: Arte G1)

 

Que substância é usada?

 

Mais de uma mistura podem ser usadas para se aplicar o golpe. De acordo o psiquiatra Dartiu Xavier, é comum a associação de duas substâncias: calmantes indutores de sono somados com quetamina (usada como anestésico) ou GHB (usado no tratamento de dependências) e até cocaína.

O calmante é o que causará o apagão de memória. Já a quetamina e o GHB, se estiverem em grandes quantidades, deixam a vítima muito vulnerável. “A pessoa não sabe quem é direto, nem onde está”, explica Xavier.

Essas substâncias só podem ser vendidas com receita médica. “Mas sabemos que existe um mercado paralelo dos remédios”, disse o psiquiatra.

 

Festas criam táticas para barrar golpe

 

A sensação de uma nova onda de “boa noite, Cinderela” fez com que um grupo de produtores de festas de São Paulo criasse táticas para tentar barrar o golpe.

O produtor Tiago Guiness, da festa Tenda, que acontece na casa noturna L’amour, disse que procurou encarar o problema “um pouco mais de frente”. No início deste ano ele fez uma campanha para alertar o público e criou um personagem, a “Cinderela esperta”, que “cuida do próprio copo e não aceita bebidas de estranhos”. O folder foi colado não só na festa, como distribuído para donos de clubes noturnos.

A preocupação dos produtores de festas aumentou depois da morte do produtos carioca Mateus Pagalidis, de 26 anos, que a polícia suspeita ter relação com o uso do “boa noite, Cinderela”. Após ficar dois dias desaparecido, ele foi encontrado morto no dia 5 de setembro, na Zona Norte da cidade. Antes de desaparecer, o produtor entrou em um táxi e dizia ter sido vítima de um golpe. Questionada sobre as investigações deste caso, a SSP informou que a polícia “aguarda o resultado dos laudos periciais”.

Produtores de festas em São Paulo se reuniram em setembro para discutir golpe (Foto: Reprodução/Facebook)Produtores de festas em São Paulo se reuniram em setembro para discutir golpe (Foto: Reprodução/Facebook)

Produtores de festas em São Paulo se reuniram em setembro para discutir golpe (Foto: Reprodução/Facebook)

No dia seguinte em que o corpo do produtor foi encontrado, 6 de setembro, produtores de cerca de 20 festas se reuniram na República para discutir como evitar o golpe. O grupo falou, por exemplo, sobre a importância de orientar toda a equipe da festa, desde os seguranças até os barmans.

A produtora da festa Voodoohop, Ana Mendes, era uma das presentes. Ao G1, ela disse que “estão todos atentos nas festas”. Ela afirma que o evento já conta com seguranças à paisana, que observam movimentações suspeitas.

Outra festa que trabalha com seguranças à paisana é a Catuaba. O DJ do evento, Maurício Lima, disse que passou a ouvir mais sobre o crime há três meses. “E a gente já alerta no evento no Facebook: cuide dos seus pertences, cartões, celulares, cuidado com seu copo.”

Festa criou personagem para alertar sobre o golpe (Foto: Divulgação/Tenda)Festa criou personagem para alertar sobre o golpe (Foto: Divulgação/Tenda)

Festa criou personagem para alertar sobre o golpe (Foto: Divulgação/Tenda)

Fonte: G1

Com crise, volta a Campanha “Natal Sem Fome”

14/10/2017

A volta do Natal Sem Fome

Crise faz Ação da Cidadania, criada por Betinho, voltar a pedir doação de alimentos

Brasília -Três anos depois de o Brasil sair do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), a ONG Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida relançará neste domingo a campanha Natal Sem Fome, suspensa há dez anos. O objetivo é arrecadar 500 toneladas de alimentos a fim de enfrentar a falta de comida no Brasil, que tem se acentuado desde 2014, devido às crises econômica e política.

Ano passado, a Ação da Cidadania fez campanha para doação de livros e, no encerramento, fez mosaicoAkemi Nitahara / Agência Brasil

De acordo com números do IBGE de 2014, sete milhões de pessoas passam fome no país. Esse número manteria o Brasil fora do Mapa com menos de 5% da população sem alimentos suficientes. No entanto, o percentual tem aumentado. “Ficou muito claro que, nestes últimos três anos, com a crise batendo forte, precisaríamos voltar a trabalhar”, contou o presidente do conselho da Ação da Cidadania, Daniel de Souza, filho do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, que criou a ONG em 1993.

A campanha será lançada no Aterro, com banquete oferecido em uma mesa de um quilômetro de extensão. Por dois meses, a ONG reunirá os alimentos doados, que serão organizados em cestas básicas e distribuídos à população carente no fim de semana antes do Natal. A ideia é atender dois milhões de pessoas. “A participação cidadã, individual, é muito importante, mas, para atingirmos a meta de 500 toneladas, temos que receber doações no atacado, de empresas. Elas devem representar de 70% a 80% do total de doações”, explicou Daniel.

Serão lançadas também ações via redes sociais e campanhas publicitárias reunindo diversos artistas. “Logicamente é uma ação simbólica, já que uma cesta básica não dura muito tempo”, disse Daniel. “Mas é uma forma de sociedade, empresas, governos, agências internacionais chamarem atenção para o problema, dar uma atenção especial a essa população mais vulnerável. A gente não pode voltar para o Mapa da Fome, isso seria uma derrota muito grande.”

Fonte: O Dia

Veja em que situações pedir a revisão do benefício ao INSS

27/08/2017

 

INSS: veja 15 revisões para aumentar o valor do benefício

Segurado deve ficar atento à data de concessão do benefício para saber se pode pedir alguma revisão
Segurado deve ficar atento à data de concessão do benefício para saber se pode pedir alguma revisão Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

Bruno Dutra
Tamanho do textoA A A

Os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que querem aumentar o valor de seu benefício podem pedir uma revisão ao órgão. Em alguns casos, o prazo máximo para o pedido é de dez anos após a concessão do benefício. Porém, muitas revisões não têm prazo de decadência para pedir a correção — oportunidade para conseguir um incremento na renda mensal.

De acordo com especialistas, devido às alterações na legislação previdenciária ao longo dos últimos anos, o INSS acaba cometendo erros no cálculo dos valores pagos aos aposentados e pensionistas. Para realizar o pedido, o caminho não é complicado. Entretanto, o beneficiário deve ficar atento: um dos motivos é a falta de consenso sobre o tema. De um lado, o INSS costuma negar quase todos os pedidos de revisão apresentados no posto. Dessa maneira, a forma de conseguir o um novo cálculo é ingressando na Justiça. Para isso, o aposentado deverá iniciar uma ação judicial no Juizado Especial Federal ou na Vara Previdenciária.

— Nos casos de revisão por erro de cálculo do benefício, caso o segurado já tenha apresentado todos os documentos que fundamentem o direito à revisão no pedido de aposentadoria, ele tem a possibilidade de apresentar um recurso administrativo no INSS ou ingressar diretamente com uma ação judicial. Porém, o caminho correto é fazer, primeiro, o pedido na agência — explica Luiz Felipe Pereira Veríssimo, advogado do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev).

Ter documentos da época da aposentadoria é essencial para facilitar o pedido de revisão. Para solicitar que o valor da renda seja revisto, é necessário apresentar a carteira de trabalho, documento com o número do benefício e carta com os motivos do pedido de revisão. A situação mais comum, como explica o especialista, é quando o segurado só conseguiu alguns documentos para provar tempo de recolhimento após a concessão do benefício.

É importante ainda que o segurado fique atento à data de concessão do benefício, para ter certeza se deve ou não ingressar com um pedido de correção. Como os casos de pedido de revisão são por motivos variados, é difícil precisar um percentual de aumento no benefício, mas decisões na Justiça já concederam aumentos nos benefícios que variam entre 20% e 50%.

Para evitar erros, o segurado que quiser verificar se tem direito a pedir qualquer revisão precisa observar a carta de concessão. Outros documentos também podem ser solicitados para o caso de o segurado entrar com ação contra o INSS, como carta de concessão com memória de cálculo e informações do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

CONFIRA:

1- Revisão do tempo de contribuição, para quem já trabalhou como servidor

O segurado que em uma determinada época já trabalhou como servidor público vinculado a um Regime Próprio de Previdência Social tem direito de averbar esse período perante o INSS. O aumento do período total de contribuição do segurado pode aumentar o valor de sua renda mensal inicial.

2- Ação trabalhista

Todos os segurados que tenham vencido ação trabalhista têm direito a pleitear a revisão de benefício concedido pelo INSS com base em dados equivocados que tenham sido corrigidos por aquela ação transitada em julgado. Ressalte-se que, mesmo que o segurado não tenha ingressado com a ação trabalhista no prazo de dois anos após a rescisão do contrato de trabalho, é possível pleitear essa revisão comprovando que não foram incluídas as corretas verbas salariais em sua aposentadoria.

3- Revisão do Buraco Negro

Até 01/06/1992, todos os benefícios, concedidos pela Previdência Social, entre 05/10/1988 e 05/04/1991, deverão ter renda mensal recalculada e reajustada de acordo com as novas regras previstas na Lei de Benefícios, com a devida correção inflacionária. Ressalta-se que o INSS realizou essa revisão administrativamente, sendo necessário ter acesso à cópia do processo administrativo, verificando se a referida revisão foi realizada. Há decisão judicial conhecida. Trata-se de erro matemático que pode gerar perdas de 30% nos valores dos benefícios.

4 – Revisão do reajuste do salário mínimo

Contempla os benefícios concedidos a partir de 01/03/1994, desde que tenham em seu Período Básico de Cálculo, salários de contribuição anteriores a março de 1994. Deve-se proceder ao recálculo da Renda Mensal Inicial (RMI) dos benefícios enquadrados nos requisitos para que seja considerada, na atualização dos salários de contribuição anteriores a março de 1994, a variação integral do Índice de Reajuste do Salário Mínimo (IRSM), na ordem de 39,67% referente à 02/1994.

5 – Revisão do teto

Contempla os benefícios concedidos entre 05/04/1991 e 31/12/2003, de acordo com orientação do INSS – desde que o salário de benefício tenha ficado limitado ao teto da época da concessão. O INSS deverá proceder à revisão para recomposição, nas datas das Emendas Constitucionais nº 20/1998 e 41/2003, do valor dos benefícios limitados ao teto previdenciário na data de sua implantação mediante aplicação de um índice de reajuste do teto.

6- Revisão da Vida inteira

Contempla os benefícios concedidos a partir de 29/11/1999, visando serem considerados no cálculo do benefício todos os salários de contribuição da vida do segurado, e não só aqueles a partir de julho/1994 conforme realizado pelo INSS. Tal revisão costuma beneficiar segurados que tiveram a maior parte de suas contribuições ou as de maior valor anteriormente a 07/1994. A revisão permite que sejam considerados os salários de contribuição de toda a vida contributiva do segurado, verificando-se a vantagem de efetuá-la. Nesse caso, torna-se necessária a comprovação de todos os salários de contribuição, caso estes não constem no sistema do INSS.

7 – Atividade rural

Segurados que exerceram atividades rurais anteriores 11/1991, independentemente de recolhimentos previdenciários. O período trabalhado pode ser incluído na contagem de tempo de contribuição do segurado, podendo antecipar a data de aposentadoria ou até mesmo elevar o valor da renda mensal inicial.

8 – Revisão da regra favorável

Contempla os benefícios concedidos aos segurados que já possuíam mais tempo de contribuição que o necessário ao requererem sua aposentadoria. Importante ser analisado caso a caso a fim de se apurar a viabilidade da revisão. Ao se verificar que o segurado já preenchia os requisitos para requerer o benefício em determinada data, a regra de cálculo vigente àquela época pode ser mais vantajosa do que a calculada no momento de concessão da aposentadoria.

9 – Recolhimento em atraso

Segurados autônomos ou empresários que não contribuíram para o INSS em determinados períodos que exerceram atividades remuneradas podem solicitar recolhimento em atraso, para isso é necessária a realização de um cálculo para verificar-se se o recolhimento em atraso é viável. Feito isso, é possível conseguir aumento do tempo total de contribuição, podendo antecipar a data de aposentadoria ou até mesmo elevar o valor da renda mensal inicial.

10- Aluno aprendiz e militar

Os segurados que exerceram atividades como aluno aprendiz, ou seja, aqueles matriculados em escolas profissionais mantidas por empresas em escolas industriais ou técnicas – até 16 de dezembro de 1998. Para quem prestou serviço militar por um período (no Exército, na Aeronáutica ou na Marinha), INSS deve incluir esse tempo na contagem do cálculo do benefício.

11 – Tempo insalubre

Contempla benefícios concedidos aos segurados que tenham exercido qualquer tipo de atividade elencada como especial, ou seja, expostas a agentes nocivos à saúde humana ou atividades perigosas, definidos pela legislação ou por entendimento jurisprudencial, e que, no momento da concessão, não tenha tido tal especialidade considerada pela administração. INSS deverá recalcular o tempo de contribuição do segurado aplicando as devidas conversões dos períodos especiais em períodos comuns – para homens e mulheres – sendo que tal acréscimo vindo da conversão do tempo varia de acordo com o tipo de atividade exercida.

12 – Inclusão de auxílio-acidente no cálculo da aposentadoria

Revisão que é prevista em lei, mas que geralmente não é concedida pelo INSS. Quando a lei determinou que não seria possível receber cumulativamente o benefício Auxílio-Acidente e Aposentadorias a partir de 1997, previu também que o trabalhador acidentado não tivesse prejuízo em virtude da redução laboral ocorrida, e por isso garantiu a inclusão destes valores no cálculo da Renda Mensal Inicial. Pedido deve ser feito judicialmente.

13 – Revisão da pensão concedida entre 95 e 97

Os segurados que tenham pensão por morte concedida entre 05/1995 e 12/1997 sem que tenham sido considerada a interpretação correta da Lei 9.032/95, cujas determinações estipulavam o valor da pensão em 100% do salário de benefício do instituidor. Nesta hipótese, os segurados poderão mover ação judicial requerendo a revisão de seu benefício uma vez que, àquela época, o INSS utilizou-se de 100% do valor que o falecido recebia (se já era aposentado) ou que deveria receber (se não fosse aposentado), e não de seu salário de benefício propriamente dito, antes da aplicação de eventuais alíquotas que reduziam a renda mensal inicial do benefício – importante ressaltar que nesse caso a pensão já foi concedida há mais de 10 anos, logo, é necessário tentar afastar essa decadência na via judicial.

14 – Revisão do Artigo 29

Conhecida como revisão dos auxílios, essa correção é paga para quem recebia benefício por incapacidade entre 2002 e 2009 e teve o valor calculado com erro. Na época, o INSS não descartou as 20% menores contribuições e o segurado acabou recebendo menos do que deveria, pois salários menores entraram na conta. As revisões abrangem pensão por morte, auxílio-doença previdenciário, aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente previdenciário, aposentadoria por invalidez por acidente de trabalho, auxílio-doença por acidente de trabalho, auxílio-acidente e pensão por morte por acidente de trabalho.

15 – Diferença de 9% do auxílio-doença para a aposentadoria por invalidez

Em geral, quando o trabalhador entra com o pedido de aposentadoria por invalidez, o INSS concede, primeiro, o auxílio-doença. Posteriormente, o benefício é transformado em aposentadoria por invalidez. Ocorre que o auxílio-doença corresponde a 91% da média dos salários de contribuição (base de cálculo do recolhimento) registrados em nome do segurado desde julho de 1994, enquanto a aposentadoria por invalidez equivale a 100% da média. O entendimento da Justiça favorece os segurados que, mesmos incapacitados para o trabalho, ficaram recebendo auxílio-doença no lugar da aposentadoria por invalidez. Se comprovar que estava incapacitado para o trabalho desde o dia em que entrou com o requerimento da aposentadoria no INSS, o segurado poderá buscar sua revisão tendo direito inclusive a atrasados.

Fonte: Extra

FORA TEMER!

25/08/2017

 

Ivete se junta a Gisele e critica decreto de Temer

‘Que grande absurdo’, postou a cantora sobre a extinção de uma reserva na região da Amazônia

Ivete Sangalo

Ivete Sangalo se apresenta no Espaço das Américas em São Paulo (Francisco Cepeda/AgNews)

Depois das críticas de Gisele Bundchen, a cantora Ivete Sangalo foi mais uma celebridade a se revoltar com o decreto do presidente Michel Temer que extinguiu a Reserva Nacional de Cobre e assciados (RENCA) , uma área de 47 mil metros quadrados na região da Amazônia, dentro dos Estados do Pará e Amapá. Apesar do nome, a área tem como grande riqueza mineral o ouro.

“Quanta notícia difícil de aceitar. Brincando com o nosso patrimônio? Que grande absurdo. Tem que ter um basta”, postou Ivete nesta quinta-feira em sua conta no Instagram. Horas antes, Gisele havia se manifestado contra a medida. “Vergonha! Estão leiloando nossa Amazônia! Não podemos destruir nossas áreas protegidas em prol de interesses privados”, escreveu a modelo.

Planalto defende medida

Durante a tarde, o governo federal defendeu o decreto, publicado no Diário Oficial da União (DOU) de quarta. Sem citar Gisele, a nota diz que a Renca “não é um paraíso, como querem fazer parecer, erroneamente, alguns”. “Territórios da Renca original estão submetidos à degradação provocada pelo garimpo clandestino de ouro, que, além de espoliar as riquezas nacionais, destrói a natureza e polui os cursos d’água com mercúrio”, disse o Planalto.

A decisão de Temer que revogou o status de reserva da área, decretado em 1984, tomou como base as justificativas do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PSB), que defendeu a medida para viabilizar “o acesso ao potencial mineral existente na região e estimulará o desenvolvimento econômico dos estados envolvidos”.

Fonte: Veja

 

Registre seu pet no cartório

24/08/2017
 

Donos de animais domésticos podem registrar os pets em cartório

Cartórios de registros oferecem serviço para deixar claro de quem é o direito de posse dos animais de estimação. Medida protege o tutor se houver perda do bicho e até mesmo em casos de morte ou de separação dos donos deste

Um novo recurso, disponibilizado por cartórios de títulos e documentos, pode ajudar a efetivar o pet como parte da família, mas de forma um pouco mais oficial. O registro de declaração de guarda, também chamado de identipet, é um documento que traz informações como data de nascimento, raça, cor, tamanho e, claro, nome e sobrenome do animal. Ali também estão registrados os dados do tutor. É possível acrescentar uma foto, informações sobre chip, no caso de animais que tenham o dispositivo e sobre o pedigree, facilitando a identificação dele.
Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press

O registro começou a ser feito em diversos cartórios do Brasil no início deste ano e, conforme a notícia se espalha, os tutores se mostram cada vez mais interessados. É importante ressaltar que o serviço é facultativo, ou seja, nem todos os cartórios o oferecem.  Segundo Geraldo Felipe de Souto Silva, oficial de títulos e documentos do Cartório do Segundo Ofício de Notas, Registro Civil, Títulos e Documentos e Protesto de Títulos do DF — Sobradinho, a iniciativa tem o objetivo de proteger o animal e afirmar a posse do tutor.

Em caso de roubos ou desaparecimento do pet, de divórcio dos cuidadores dele, por exemplo, é um meio legal que comprova os direitos dos donos e facilita disputas judiciais pela guarda. O identipet também deve facilitar o transporte dos animais em viagens. E o documento ainda poderá ser usado em casos de morte do tutor. Nesse tipo de situação, a guarda do bicho de estimação passa aos herdeiros do dono, assim como seus demais bens.

Na prática

Para fazer o registro, o tutor precisa levar as informações sobre o pet, uma foto do animal (opcional) e um documento de identificação pessoal do dono em que conste o número do CPF. Geraldo explica que os papéis podem ser preenchidos com o nome de mais de um tutor, desde que a documentação necessária seja entregue. “Pode ser feito no nome do casal, por exemplo, o que resguarda os dois quanto à custódia do pet em caso de separação. Podem ser familiares ou até mesmo amigos. A ideia é deixar claro de quem é o animal”, acrescenta Geraldo.
O oficial acredita ainda que o documento ressalta a importância que os animais ocupam dentro do círculo familiar. O carinho que tem pelos animais foi o que motivou Geraldo a oferecer o serviço no cartório de Sobradinho. “Tive cachorro a vida inteira e sei qual é esse sentimento único que temos pelos animais. Poder oficializar isso perante a lei é muito bom, já que ele é quase um membro da família e, hoje, podemos atestar isso em papel”, diz.
O registro se destina a animais domésticos, mas os pets de estimação exóticos não ficam de fora. No caso dos animais silvestres, o identipet também pode ser feito desde que o tutor apresente documentação validada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Prova de propriedade

O profissional autônomo Rodrigo de Oliveira Rabelo Santana, 32 anos, está entre os brasilienses que já fizeram o registro de guarda de seu pet. Com a esposa, ele é o tutor oficial da shitzu Bella Rabelo, 3 anos, e conta que ficou curioso quando soube da possibilidade. “Eu vi uma notícia e fiquei intrigado, achei que seria uma forma eficiente de comprovar que a Bella é minha caso algo acontecesse.”
Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press

O receio de precisar comprovar a relação com Bella não é infundado. Há cerca de dois anos, um outro shitzu, o Nick, saiu correndo pelo portão da casa de Rodrigo, que foi imediatamente atrás do cão. Porém, ao chegar à rua, o animal tinha sumido. “Ele era muito pequeno, não poderia ter corrido tanto e desaparecido. Acredito que alguém passou de carro e o levou. Isso é muito comum por aqui e, mesmo colocando muitos cartazes e oferecendo recompensas, ele nunca apareceu”, lamenta o morador de Planaltina.

Ao saber do registro, Rodrigo pensou que, mesmo se encontrasse Nick hoje, teria dificuldade de provar que ele lhe pertence e, por isso, resolveu se precaver em relação a Bella. Rodrigo afirma que a cadela é tratada como um membro da família e que oficializar a relação foi uma forma de validar o laço afetivo que a família estabelece com ela. “Quem tem um animal sabe que esse amor é muito grandioso”. Pai de ueioma criança de 2 anos, Rodrigo brinca sobre a experiência e afirma que é quase como se estivessem registrando um filho.
Apesar de toda a questão afetiva, o ponto principal para o registro de Bella foi mesmo o sumiço de Nick. “Se ela for roubada, temos como pegá-la de volta e a lei vai estar do nosso lado. Antes, ela era minha só pelo nome, agora, é nossa legalmente e nos sentimos resguardados na questão jurídica”, completa o rapaz, que, a partir de agora, garantiu que sempre vai registrar os pets da família.
Fonte: Correioweb

Participe do abaixo-assinado pelo impeachment de Gilmar Mendes

22/08/2017

Impeachment de Gilmar Mendes

José Luiz Maffei São Paulo, Brasil

O ministro Gilmar Mendes, proferiu diversas vezes decisões que contrariam a lei e a ordem constitucional. A soltura de Réus como José Dirceu e Eike Batista, demonstra o descaso com o crime continuado e a obstrução à justiça que, soltos, eles representam.

Gilmar Mendes, especialmente, concede reiteradamente habeas corpus a poderosos (Daniel Dantas recebeu dele um habeas corpus num domingo) , demonstrando julgar com parcialidade e a favor de interesses que nem sempre coincidem com o bem comum. Preside um TSE que envergonha o país validando uma chapa que abusou do poder econômico de forma incontestável.

Deveria declarar-se impedido, em muitos casos, por ter claríssimos conflitos de interesse em relação às causas que julga. Mas ignora este princípio basilar da magistratura, como fez, já em duas oportunidades, com Jacob Barata Filho, réu que se encontrava preso por ter demonstrado a intenção de fuga. Complementando o absurdo, Gilmar foi padrinho de casamento da filha do réu.

O Brasil não pode mais conviver com uma situação dessas, em que um ministro da suprema corte age não como operador da justiça, mas como distribuidor de privilégios

Fonte: Change

Festival coreano no Bom Retiro, São Paulo

13/08/2017

Coreanos de SP celebram cultura do país com festival no Bom Retiro; veja fotos

Público acompanha exposição, desfiles de roupas típicas e oficinas de artes.


 

Festival coreano tem desfile de roupas típicas (Foto: Elizabeth Paik/Futura Press/Estadão Conteúdo)Festival coreano tem desfile de roupas típicas (Foto: Elizabeth Paik/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Festival coreano tem desfile de roupas típicas (Foto: Elizabeth Paik/Futura Press/Estadão Conteúdo)

A comunidade coreana celebra a cultura do país nas ruas do Bom Retiro, no Centro de São Paulo, neste fim de semana. O Festival da Cultura Coreana reúne shows de grupos da Coreia, exposições de arte, jogos, atividades culturais, concursos e comida típica na Praça Coronel Fernando Prestes.

Desfile com a hanbok, a roupa típica da Coreia doSul, dança, exposições de caligrafia, pintura, artes, bonecas dakjongie são algumas das atrações para o público.

O festival tem ainda concurso de luta livre coreana, arco e flecha e competição de covers de k-pop.

Cerca de 48 mil coreanos vivem em São Paulo, sendo que a grande maioria se concentra no Bom Retiro.

Visitante observa exposição no festival de cultura coreana (Foto: Elizabeth Paik/Futura Press/Estadão Conteúdo)Visitante observa exposição no festival de cultura coreana (Foto: Elizabeth Paik/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Visitante observa exposição no festival de cultura coreana (Foto: Elizabeth Paik/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Desfile de integrantes da comunidade coreana no Bom Retiro (Foto: Elizabeth Paik/Futura Press/Estadão Conteúdo)Desfile de integrantes da comunidade coreana no Bom Retiro (Foto: Elizabeth Paik/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Desfile de integrantes da comunidade coreana no Bom Retiro (Foto: Elizabeth Paik/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Apresentação de cover de k-pop durante o 11° Festival da Cultura Coreana (Foto: Elizabeth Paik/Futura Press/Estadão Conteúdo)Apresentação de cover de k-pop durante o 11° Festival da Cultura Coreana (Foto: Elizabeth Paik/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Apresentação de cover de k-pop durante o 11° Festival da Cultura Coreana (Foto: Elizabeth Paik/Futura Press/Estadão Conteúdo)

 

 Fonte: G1

 

Os servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro precisam de doações de alimentos. Saiba onde levar

19/07/2017

Servidores do RJ enfrentam mais um dia de fila para receber doações; saiba como doar

Por causa da crise, servidores esperaram desde as 5h da manhã desta terça-feira pela doação de mantimentos básicos.

 

Servidores estaduais enfrentam mais um dia de fila para receber doações de alimentos

Servidores estaduais enfrentam mais um dia de fila para receber doações de alimentos

Os servidores estaduais ativos e inativos do Rio de Janeiro enfrentaram mais um dia de fila para receber comida. Às 5h desta terça-feira (18), já havia gente na fila. A previsão é de que 300 cestas básicas sejam distribuídas nesta terça.

No último sábado (15), primeiro dia de distribuição, cerca de 50 servidores voltaram para a casa sem mantimentos, já que a quantidade disponibilizada foi insuficiente para todos os necessidados.

Para doar alimentos não perecíveis (arroz, feijão, macarrão, farinha, fubá, sal, açúcar, leite em pó) basta entregar os itens, de segunda a sexta-feira, nos seguintes endereços no Centro do Rio: Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), na rua Evaristo da Veiga 55, 7º andar; na Coligação dos Policiais Civis (Colpol), na Rua Sete de Setembro 141, 2º andar; no Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sind-Justiça), na Travessa do Paço 23, 13º andar e também na Universidade do Estadual do Norte Fluminense (Uenf), na Avenida Alberto Lamego 2.000, no Parque Califórnia, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

Fonte: G1

 

Sem salários, aposentados do Estado do Rio vivem em abrigos públicos e pensionatos

Aposentado pelo Estado, Gilson Alves vive em um abrigo na Ilha do Governador
Aposentado pelo Estado, Gilson Alves vive em um abrigo na Ilha do Governador Foto: Márcio Alves / Márcio Alves / 26-7-2017

Aposentado desde 2012, o técnico em radiologia Gilson Alves, de 69 anos, tem saudade do tempo em que recebia do Estado do Rio seu salário em dia. Segundo ele, nunca lhe faltou nada. O aluguel era pago em dia, a feira enchia a despensa e o dinheiro dava para bancar todas as obrigações. A crise, porém, passou como um furacão em sua vida. Com dois salários atrasados — maio e junho —, Seu Gilson ficou sem condições de bancar o aluguel. Ele “morou” na rua, por poucos dias, antes de ser acolhido pelo abrigo Stella Maris, na Ilha do Governador, administrado pela Prefeitura do Rio.

— Quero que o governo pense um pouco na situação que estamos passando. Ninguém chega no armazém ou no mercado e diz que vai pagar em dois ou três meses. Estamos vivendo um dia pior que o outro — disse o aposentado, que recebeu a reportagem do EXTRA em uma visita ao abrigo.

O aposentado, que perdeu a perna esquerda em um acidente aos 5 anos, recebe toda a assistência necessária no abrigo.

— Tive uma vida boa, de forma humilde. Não tenho parentes. Com os problemas no nosso pagamento, acabei aqui dentro (no abrigo). Sou querido por todos aqui— festejou.

Segundo Tereza Bergher, secretária Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, o número de pessoas em situação de rua triplicou entre 2013 e 2016 — passou 5.580 para 14.279. Bergher lembrou que o atraso sobre os salários dos servidores contribuiu decisivamente para esse aumento.

— Acho que toda essa crise do Estado teve um reflexo no município. É uma situação humilhante para quem trabalhou a vida toda. Esse é apenas um entre os vários casos anônimos que existem pela cidade — lamentou a secretária.

Pensionato vira destino

- ELZA BRAZ
– ELZA BRAZ Foto: Marcelo Theobald / Extra – Economia

Também aposentada pelo Estado, Elza de Souza Braz, de 54 anos, viu ruir, em pouco tempo, a tranquilidade da vida que levava na Ilha de Paquetá. Servidora da secretaria de Fazenda por 33 anos, ela trocou a casa em um condomínio fechado na Ilha, por um pensionato em Botafogo. Ela conta que perdeu tudo diante do atraso do pagamento de sua aposentadoria.

— Eu tinha uma vida tranquila. Estava planeja minha mudança para Portugal. A crise começou e minha vida mudou. Tenho três cartões de crédito e a dívida acumulada é de R$ 50 mil. Não tenho dinheiro para pagar o mês do pensionato em que estou morando — desabafou a servidora.

Segundo Elza, a situação tem afetado sua saúde:

— Estou deprimida. São 200 mil famílias nessa situação. Contei com a ajuda de amigos para receber pouco mais de R$ 200. Usei parte desse valor para pagar as quentinhas que compro no dia a dia.

A decisão do Estado de priorizar o pagamento dos servidores ativos, e deixar boa parte dos aposentados e pensionistas com salários atrasados foi criticada pela secretária Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Tereza Bergher.

— É um absurdo deixar os aposentados e pensionistas em salário. É um momento em que a pessoa está fragilizada. Precisando ir ao médico, se cuidar. Justamente nessa fase, existe a ausência do Estado. É dramático. É desumano — avaliou.

Incêndio em Londres

16/06/2017

 

Ao menos 65 estão desaparecidos após incêndio em prédio em Londres, diz jornal

Até o momento, a Polícia confirma a morte de 17 pessoas. Um estudante de engenharia sírio é a primeira vítima identificada.


 

Incêndio destrói prédio residencial em Londres (Foto: Rick Findler/PA via AP)Incêndio destrói prédio residencial em Londres (Foto: Rick Findler/PA via AP)

Incêndio destrói prédio residencial em Londres (Foto: Rick Findler/PA via AP)

Ao menos 65 pessoas estão desaparecidas e podem ter morrido no incêndio na Grenfell Tower, segundo levantamento feito pelo jornal britânico “The Sun”. A Polícia confirmou a morte de apenas 17 pessoas no balanço divulgado na quinta-feira (15) .

Até o momento, apenas uma vítima foi identificada. É Mohammed Alhajali, estudante de engenharia que deixou a Síria há 3 anos. Ele morreu no incêndio, enquanto seu irmão mais velho, Omar, 25 anos, foi levando para o hospital, segundo o jornal “The Guardian”.

Os bombeiros continuam as buscas dentro do edifício e enfrentam condições perigosas. Eles precisam escorar as paredes para minimizar os riscos. A corporação chegou a dizer que a estrutura, que está carbonizada, poderia ruir, porém já descartou essa hipótese. Não há mais esperança de se encontrar pessoas com vida.

O incêndio foi um dos maiores já registrados em Londres. Testemunhas relataram que crianças foram jogadas das janelas da Grenfell Tower e várias pessoas se atiraram do edifício, em uma tentativa desesperada de fugir das chamas.

Após o incêndio, 78 pessoas precisaram ser hospitalizadas. Até quinta-feira, 37 permaneciam internadas, sendo que 17 estavam em estado crítico. Na quinta-feira, a primeira-ministra britânica, Theresa May, e a cantora Adele visitaram a Grenfell Tower, que fica a 2,7 km da residência do príncipe Willian e da sua mulher, Kate Middleton.

 

Reforma

 

Construído em 1974 em North Kensigton, o edifício tinha passado por uma reforma em 2016. Os responsáveis pela obra divulgaram um comunicado que afirmam que todos os padrões de segurança foram rigidamente seguidos.

A investigação sobre a causa do incêndio analisará os painéis de revestimento fixados no exterior do edifício, que segundo as primeiras avaliações contribuíram para a propagação do fogo.

Alguns especialistas já indicaram que o revestimento fixado ao prédio durante a reforma do ano passado pode ter sido a responsável pela velocidade com que ele se propagou.

O Dr. Jim Glocking, diretor técnico da Associação da Proteção de Incêndios (FPA, na sigla em inglês), salientou como o revestimento de isolamento parte externa dos blocos da torre não precisava ser à prova de fogo.

David Collins, um dos integrantes do conselho de moradores do prédio, disse à rede “BBC” que os residentes tinham comunicado aos administradores e à Prefeitura preocupação com a segurança. Ele contou que os moradores estavam preocupados, por exemplo, com “a situação dos aquecedores, das rotas de fuga e com a iluminação das saídas de incêndio”, segundo a Efe.

De acordo com o jornal “The Guardian”, já havia preocupação a respeito de um incêndio no prédio em 2012, quando um vistoria constatou que o equipamento contra incêndios não era revisado havia anos. Em 2016, um grupo de residentes também tinha alertado sobre a única saída de emergência, advertindo que, se ela fosse bloqueada, as pessoas não poderiam deixar o imóvel.

Como se proteger de incêndios como o que destruiu um prédio de 24 andares em Londres

 

A maioria das mortes durante incêndios no interior de edificações costuma ocorrer não por queimaduras, mas sim pela inalação da fumaça.

Isso ocorre porque o fogo e as pessoas competem pelo mesmo recurso: o oxigênio. Mas a falta desse elemento nos incapacita rapidamente e, muitas vezes, não dá tempo para chegar a um lugar seguro.

À medida que as chamas se espalham pelo interior de um edifício, o fogo vai consumindo o oxigênio disponível e, além disso, a combustão incompleta dos materiais queimados libera gases tóxicos que nos envenenam.

É o que aconteceu no edifício londrino Grenfell, destruído por um incêndio na quarta-feira. O número de vítimas fatais da tragédia subiu para 30 nesta sexta, e há ainda cerca de 40 pessoas desaparecidas. Outros 24 feridos permanecem hospitalizados, metade deles em estado crítico.

A fumaça do incêndio contém dois fatores principais que causam danos: o monóxido de carbono, um gás tóxico que pode causar a morte quando inalado em grandes quantidades; e pequenas partículas em suspensão, tão pequenas que são invisíveis ao olho humano, mas que podem chegar aos pulmões e danificar as vias respiratórias.

Como a inalação de fumaça afeta nossa saúde:

A capacidade de percepção e de raciocínio, essenciais para se orientar e escapar rapidamente do fogo, diminui com a falta de oxigênio.

Ao ar livre, o nível de oxigênio normal é de 21%. Se o nível baixar para 17%, as pessoas já podem ter problemas de força e coordenação, segundo a Associação Nacional de Proteção contra o Fogo dos Estados Unidos.

Quando o nível está abaixo de 10%, as pessoas têm náuseas, vômitos e ficam inconscientes. E um nível de oxigênio entre 6% e 8% é fatal depois de 6 a 8 minutos. Com menos de 4%, ocorre uma parada respiratória ou cardíaca mortal.

Além disso, o calor é um perigo em si: respirar gases muito quentes pode queimar as vias respiratórias e também causar a morte.

3 conselhos para minimizar a inalação de fumaça em caso de incêndio:

Agachar e engatinhar

O calor do fogo empurra as nuvens de fumaça para cima, deixando próximo ao solo um espaço de ar relativamente limpo.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Londres, se há fumaça, é melhor manter-se próximo ao solo e engatinhar para um lugar seguro para minimizar a inalação de gases tóxicos.

Cobrir a boca e o nariz

Se para escapar for preciso passar por um cômodo cheio de fumaça, usar uma toalha (de preferência molhada, mas apenas se houver tempo) sobre o nariz e a boca pode te ajudar a filtrar as partículas de fumaça para proteger os pulmões.

É melhor não respirar pela boca, já que o nariz consegue filtrar melhor as partículas de combustão suspensas no ar.

Quando a passagem está bloqueada

Se não for possível sair de uma casa ou edifício em chamas, o Corpo de Bombeiros de Londres recomenda ir a um cômodo seguro, de preferência longe do fogo, com uma janela que possa ser aberta; e tapar todas as possíveis entradas de fumaça – como os espaços debaixo das portas ou os dutos de ventilação – com toalhas, cobertores, almofadas ou roupas de cama, para se ganhar tempo até que cheguem os bombeiros.

Se houver uma torneira no local, também é recomendável molhar os tecidos.

Tower Grenfell em chamas: Pessoas com problemas cardiovasculares ou respiratórios (como asma), crianças e idosos são os mais vulneráveis aos efeitos da exposição à fumaça© Reuters Pessoas com problemas cardiovasculares ou respiratórios (como asma), crianças e idosos são os mais vulneráveis aos efeitos da exposição à fumaça

Outros conselhos do para lidar com um incêndio

Antes de abrir uma porta

Ao escapar, antes de abrir uma porta, é preciso tocá-la com a mão. Se estiver quente, significa que provavelmente há chamas do outro lado, e essa porta fechada pode protegê-lo enquanto você busca uma passagem alternativa para escapar.

As portas corta-fogo mais comuns foram desenvolvidas para resistir a pelo menos 30 minutos.

Além disso, se for preciso abrir uma porta durante um incêndio, pense que às vezes a grande diferença de pressão nos dois lados pode levá-la a abrir com força.

Se o fogo atinge a roupa

Se você correr desesperadamente, as chamas vão queimar ainda mais. Segundo o Corpo de Bombeiros de Londres, o que se deve fazer é deitar no chão e começar a rolar, para dificultar que as chamas se propaguem.

Depois, se outra pessoa estiver no local, pode-se sufocar as chamas com um material pesado, como um abrigo ou um cobertor.

Escapar pela janela

“Se estiver no andar térreo ou no primeiro andar, escape pela janela”, diz o corpo de bombeiros em seu site.

“Use materiais macios para amortecer a queda e desça o mais cuidadosamente possível antes de se deixar cair; não salte.”

No Brasil, a orientação do corpo de bombeiros da Polícia Militar de São Paulo diz: “Não salte do prédio. Muitas pessoas morrem sem imaginar que o socorro pode chegar em poucos minutos”.

Ficar em casa

Em muitos edifícios londrinos, orienta-se aos moradores que permaneçam em casa caso o incêndio não afete o seu andar. Isso porque, em geral, a escada de emergência é compartilhada entre os moradores e os bombeiros.

A norma serviria para conter um incêndio em um apartamento e manter as escadas e corredores livres de fumaça por algum tempo, permitindo que as evacuações fossem feitas com cuidado após o fogo ser contido.

Segundo o engenheiro especializado em incêndios Ikhwan Razali, essa orientação só é correta caso o prédio tenha um bom sistema de extinção de fogo entre um andar e outro. “No caso (do Grenfell), o conselho me parecer ter sido errado”, diz ele.

A corporação de SP recomenda: “Se um incêndio ocorrer em seu apartamento, saia imediatamente. Muitas pessoas morrem por não acreditarem que um incêndio pode se alastrar com rapidez”, diz sua cartilha.

Apenas escadas

A corporação também afirma que todo edifício deve possuir um plano de emergência para abandono em caso de chamas e lembra que nunca se deve usar o elevador – sempre as escadas.

“Um incêndio razoável pode determinar o corte de energia para os elevadores. Feche todas as portas que ficarem atrás de você, assim retardará a propagação do fogo”, prossegue a cartilha de SP.

Não subir

Recomenda-se ainda que, não sendo possível sair do prédio pelas escadas, a pessoa deve permanecer no andar em que está, aguardando a chegada dos bombeiros. Deve-se subir aos últimos andares apenas se o edifício oferecer condições de evacuação pelo alto ou se a situação exigir.

Fonte: G1

Dica do Terra2012: Festa do Imigrante 2017, em São Paulo

04/06/2017

‘Sabor Paulista’ celebra diversidade gastronômica de SP na Festa do Imigrante

No espaço serão realizadas aulas gratuitas, ministradas por pessoas do Congo, da Palestina, da Síria, da Índia e de outros nove países.

 

Sabor Paulista tem oficina gastronômica no Museu da Imigração (Foto: Luh Camargo/Divulgação)Sabor Paulista tem oficina gastronômica no Museu da Imigração (Foto: Luh Camargo/Divulgação)

Sabor Paulista tem oficina gastronômica no Museu da Imigração (Foto: Luh Camargo/Divulgação)

A 22ª Festa do Imigrante irá celebrar os sabores de diversos países neste domingo (4) e nos dias 10 e 11 de junho. Entre 44 expositores de alimentação, 32 expositores de artesanato e 45 grupos de dança e música, estará presente o “Sabor Paulista”, iniciativa da Globo pela valorização da diversidade gastronômica de São Paulo.

No espaço serão realizadas aulas gratuitas, ministradas por pessoas do Congo, da Palestina, da Síria, da Índia e de outros nove países. O público será convidado a participar da elaboração de pratos como Pelmenie, Ceviche, Ficazza, Mosakhan e Mutton curry, entre outros. Aromas, texturas e sabores dos pratos, aliada à música de cada país, ajudará a compor as oficinas e estimulará todos os sentidos dos participantes.

Além das atividades gastronômicas, o “Sabor Paulista” também promove um debate para falar sobre imigração. O papo “Tudo começa pelo respeito” terá a participação de Tatiana Waldman, do Museu da Imigração; Marcelo Haydu, do Adus – Instituto de Reintegração do Refugiado; e Ana Rosa Abreu, do Instituto Vladimir Herzog, que vão trazer um panorama histórico das antigas e novas imigrações no Brasil e o preconceito enfrentado pelos imigrantes.

Também será discutido como o país está lidando com o tema atualmente. O encontro acontecerá no dia 10, um sábado, às 14h, e será mediado pela jornalista Gabriela Lian, da Globo.

Serviço:

 

Sabor Paulista na 22ª Festa do Imigrante

 

Datas: 4, 10 e 11 de junho de 2017

Horário: 10h às 17h

Local: Museu da Imigração – Rua Visconde de Parnaíba, nº 1316 – Mooca – São Paulo

Ingresso para a Festa do Imigrante: R$ 10 (inteira)

 

Programação oficinas Sabor Paulista:

 

 

04 de junho

 

 

  • 11h – Feijão fradinho com Kwanga e carne – Congo – Culinária Africana mama Nseng
  • 12h – Ficazza – Itália – Mammas de São Vito
  • 13h – Charutinho em folha de uva – Síria – Talal Culinária Síria
  • 14h – Ceviche – Peru – Sabor Latino Eventos
  • 15h – Badjia (bolinho de feijão) – Moçambique – Moçambicanos em SP
  • 16h – Broa de Mel – Ilha da Madeira – Folclore e Etnografia Região Autônoma da Madeira

 

« Próximas Anteriores »
Rádio Anjos de Luz

Com agradecimento à Fada San. Visite www.anjodeluz.net

Meu perfil
Perfil de usuário Terra 2012 .
Receba newsletters

Seu e-mail

Leitores do Terra 2012 pelo mundo
free counters
Escreva para a grande fraternidade branca

Grande Fraternidade Branca
Com agradecimento ao Espaço Hankarra. Visite hankarralynda.blogspot.com

Prezado Leitor, se você é uma pessoa solitária, quer desabafar ou deseja uma opinião fraterna e desinteressada sobre algum problema que o aflige, escreva-nos carta para o endereço informado no rodapé do site, ou, se preferir, mande e-mail para grandefraternidadebranca
@terra2012.com.br
.

Todas as correspondências serão respondidas no menor prazo possível.

arvore

Antes de imprimir pense em sua responsabilidade e compromisso com o MEIO AMBIENTE!

Gato no notebook

DÚVIDAS? Fale com o Administrador gtm@terra2012.com.br

Acessar Webmail Terra 2012