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Diga não à violência

MISOGINIA não dá trégua no Brasil

18/05/2017

Violência contra mulher no interior de SP supera 3 vezes a da capital

Em relação às lesões corporais dolosas (quando há intenção), a capital registrou 779 e o interior, 2.794

© iStock

Com o dobro da população em relação à capital, o interior de São Paulo registra pelo menos três vezes mais casos de violência contra a mulher. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), no ano passado houve, em média, 3,5 tentativas de homicídio por mês contra mulheres na capital, ante 17,9 no interior (três vezes mais).

Em relação às lesões corporais dolosas (quando há intenção), a capital registrou 779 e o interior, 2.794 (três vezes e meia mais). Já os casos de estupro consumados ficaram proporcionalmente iguais: média de 10 por mês na capital e de 20 no interior (duas vezes mais). Os homicídios que vitimaram as mulheres mantiveram a mesma proporção: 2,25 por mês na capital e 4,45 no interior (duas vezes mais).

Nos primeiros três meses de 2017, a violência contra a mulher no interior cresceu ainda mais, na comparação com os números da capital. Houve 2 tentativas de homicídio por mês em São Paulo e 16,3 no interior (oito vezes mais). A média mensal de lesões corporais em mulheres foi de 745 na capital e 2.971 no interior (quatro vezes maior). Já a média mensal de estupros consumados foi de 11,3 na capital e de 25 no interior. No período também foram registrados dois casos por mês de feminicídio, crime de ódio com base no gênero, na capital e 4,3 no interior.

O interior de São Paulo tem 23,5 milhões de habitantes e a capital paulista, 12 milhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estatística leva em consideração os casos relacionados à Lei Maria da Penha, ou seja, aqueles caracterizados como de violência doméstica e familiar contra a mulher. Após abril de 2016, foram incluídos os casos de feminicídio. Muitos tiveram desfecho em cidades pacatas do interior, com baixos indicadores de violência.

Morte por não abortar

Foi o que aconteceu em Saltinho, cidade de 7 mil habitantes, na região de Piracicaba, em 24 de abril. O gerente de uma fábrica de roupas, Cristiano Romualdo, de 39 anos, matou a publicitária Denise Stella, de 31 anos, com quem mantinha relacionamento extraconjugal, porque ela engravidou e se negava a abortar. Romualdo jogou o corpo à beira de uma estrada. O gerente confessou o crime e está preso. Os dois eram conhecidos na pequena cidade que, nos últimos dez anos, tinha registrado apenas dois homicídios.

Para a assistente social Elisabete Pires da Silva, do Centro de Integração da Mulher (CIM-Mulher) de Sorocaba, que há 20 anos acolhe vítimas da violência doméstica, embora álcool e droga sejam os principais motivadores das agressões, em áreas mais remotas persiste um sentimento de posse do homem em relação à mulher.

“Ainda há um traço cultural machista, de que o homem pode ter toda a liberdade e a mulher, não. Quando se insurge, é reprimida e, muitas vezes, agredida. A cultura começa dentro de casa, quando pai e mãe toleram que o filho deixe roupas espalhadas e não ajude mas tarefas domésticas, mas obrigam a filha a fazer.”

Duas chacinas acontecidas em dezembro de 2016 no interior de São Paulo tiveram o machismo como ingrediente, segundo investigações policiais.

A primeira foi registrada em Jaboticabal. Depois de ser rejeitado por uma garota de programa, o cabeleireiro William Ferreira Costa, de 27 anos, matou seis pessoas em um bordel. Entre as vítimas, quatro eram mulheres, entre elas Dione da Silva Lima pivô do crime, e a dona do bordel, Leonilda Lucindo. Ele tentou justificar os assassinatos alegando que estava com a mulher quando outro homem a pegou pela mão e a levou ao quarto.

A segunda chacina aconteceu na noite de 31 de dezembro. O técnico de laboratório Sidnei Ramis de Araújo, de 46 anos, invadiu uma casa, em Campinas, e matou a tiros 12 pessoas da família e se suicidou. Nove das vítimas eram mulheres, entre elas sua ex-mulher, Isamara Filier, de 41 anos. Ela havia registrado cinco boletins de ocorrência por ameaças do ex-marido.

Uma carta escrita pelo homem revelou que a chacina era uma vingança. O texto tinha também conteúdo de ódio contra as mulheres. Na ocasião, o órgão as Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) repudiou o crime, considerando violência de gênero e fruto do “machismo”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Com informações do Estadão Conteúdo.

Fonte: Notícias ao minuto

Vendedora denuncia violência doméstica e delegado pergunta se ‘não foi o guarda-roupa’

A vendedora Flávia Batista Florêncio, moradora da cidade de Piancó, no sertão paraibano, foi à delegacia denunciar uma agressão do ex-companheiro, mas relatou ter sido questionada pelo delegado se o ferimento não teria sido causado pela porta de um guarda-roupa ou uma queda.

A mulher contou à TV Paraíba que foi agredida quando voltava para casa com uma amiga. “Já entrou batendo em mim. Não lembro de muito coisa. Lembro de imagens. Quando eu me deito para dormir, vejo flashes, não consigo lembrar de tudo”, relatou.

Segundo a mãe de Flávia contou à reportagem, o delegado fez perguntas irônicas a ela sobre o que teria causado as escoriações.

“O delegado perguntou ironicamente ‘tem certeza que isso não foi a porta do guarda-roupa?’, ‘tem certeza que a senhora não caiu da escada?”.

Segundo a vendedora, ele não autorizou a medida protetiva e informou à advogada dela que não seria um “segurança particular”. Por isso, Flávio fez um pedido direto ao Ministério Público.

À reportagem da TV Paraíba, o delegado Rodrigo Pinheiro, responsável pelo caso, não respondeu sobre o tratamento dado à mulher quando ela foi registrar a ocorrência.

Ele disse ainda que tem duas linhas de investigação: a primeira, apresentada pela vítima, de que foi agredida em casa pelo ex-companheiro; e a outra de que ela foi agredida durante uma briga em um bar.

O delegado disse que irá ouvir testemunhas para concluir o inquérito policial e que não concedeu a medida protetiva porque avaliou que não era necessário.


Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução
Fonte: Yahoo

Mulher vai à DP registrar queixa de calúnia e difamação e sai acusada de furto

Karine Fernandes voltou à delegacia para provar que era dela casaco que vendedora a acusava de ter furtado de loja em Madureira
Karine Fernandes voltou à delegacia para provar que era dela casaco que vendedora a acusava de ter furtado de loja em Madureira Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

A autônoma Karine Fernandes dos Santos Santana, de 26 anos, moradora na Pavuna, compareceu na última quinta-feira, na 29ªDP (Madureira) para prestar queixa de calúnia e difamação sofrida numa loja de roupas do bairro. A jovem, que havia sido acusada injustamente, por uma vendedora, de furtar um casaco que na verdade era seu, contou que saiu da delegacia na condição de acusada.

Nesta quarta-feira, ela voltou à DP para provar, por meio de apresentação de nota fiscal e fotografias que era a dona de fato da roupa. Ela saiu da delegacia com um termo de declaração, no qual pede para reverter a acusação contra a vendedora, pelo crime que originou a sua ida ao local, na semana anterior.

— Fiquei desnorteada em casa caçando essa nota, encontrei ela, trouxe aqui, mas não consegui recuperar meu casaco, pois estão dizendo que foi para a perícia — disse a moça, sobre a peça comprada em 28 de abril, numa loja de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, conforme comprovante apresentado à polícia.

A revolta maior de Karine, é com reação à forma como ela diz ter sido tratada tanto pela vendedora, como pelos policiais que conduziram a ocorrência. A jovem contou que sentiu humilhada na loja e na delegacia.

Tudo começou na quinta-feira passada, quando ela entrou no estabelecimento e resolveu experimentar uma roupa, que não a agradou. Karine disse que saiu do provador, devolveu a peça e foi embora. Momentos depois, já noutra loja, na mesma rua, a vendedora da primeira loja veio atrás dela, acusando-a de ter levado do estabelecimento o casaco preto que estava com ela.

— Ela (a vendedora) me abordou, puxou meu casaco e começou a falar que eu tinha pego da loja. Fui me defendendo, falando que era um absurdo e ela dizendo que as câmeras iriam provar (que ela estava falando a verdade) e eu dizendo que era aquilo mesmo que eu queria (as imagens das câmeras). Eu comecei a chorar, minha voz estava trêmula — afirmou.

Karine seguiu a moça, recuperou o casaco, já dentro da primeira loja, onde teria começado uma seção de constrangimentos, que continuou na presença de um segurança, que ameaçou agredi-la. Ela contou que ligou pra o 190 e para familiares e aguardou por cerca de duas horas a chegada dos policiais, que tentaram convencê-la a não levar o caso à delegacia. Na DP, os constrangimentos teriam continuado, dessa vez por parte dos agentes que a atendeu.

— Eu arrisco dizer que o atendimento na delegacia foi pior do que a acusação de furto, porque também aqui tentaram me persuadir a não levar o caso para frente. Enfim, tratando como se fosse um caso bobo. Tinha ainda o menosprezo como mulher e preta. A partir do momento que eu disse que ia levar pra frente, gritaram em alto e bom som que eu seria indiciada por furto.

A advogada Roberta Cristina Eugênio, do gabinete da vereadora Marielle Franco, presidente da Comissão de Defesa da Mulher da Câmara Municipal, a qual Karine recorreu, disse que vai acompanhar a apuração da atuação dos policiais junto a Corregedoria da polícia Civil e , com a ajuda da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, pretende encaminhar o caso de Karine à Defensoria Pública do Estado, por meio do Núcleo Contra a Desigualdade Racial.

- Embora não tenha havido uma acusação verbal de cunho racial, Karine sente que na verdade a abordagem se deu pelo fato de ela ser negra. É um caso que reverbera para o racismo estrutural na sociedade e mostra como as pessoas negras são tratadas – disse a advogada.

A loja Belíssima, onde ocorreu o fato, foi procurada pelo EXTRA, mas a gerência informou que não se manifestaria. A vendedora, não foi localizada.

A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento na 29ª DP (Madureira) para apurar o caso. “Partes e testemunhas estão sendo ouvidas. O casaco foi encaminhado ao ICCE para realização de perícia”, diz a nota.

Fonte:Extra

Violação aos direitos humanos na Chechênia

10/04/2017

Chechênia teria aberto campos de concentração para homossexuais

Vítimas estariam sendo torturas e mortas

© DR

A Chechênia teria aberto o primeiro campo de concentração para homossexuais, onde eles estariam sendo torturados e até mortos. A informação é do Daily Mail, que cita a publicação Novoya Gazeta.

No início do mês, a imprensa internacional noticiou que um grupo de mais de 100 homens foi preso na região, sob acusação de serem homossexuais, e pelo menos três deles teriam sido assassinados.

“Há gays sendo presos e estamos tentando tirá-los dos campos. Alguns até já deixaram a região. Quem conseguiu fugir afirmou que chegou a ficar em salas com mais 30 pessoas. Eram torturados com choques elétricos e agredidos. Por vezes, até a morte”, afirmou a ativista russa Svetlana Zakharova.

Ramzan Kadyrov, presidente da Chechênia, já foi acusado, várias vezes, de violação de direitos humanos. Um porta-voz oficial de Kadyrov desmentiu as informações e afirmou que não existem homossexuais no seu país, de maioria mulçumana.

Segundo o Novaya Gazeta, chechenos que são vítimas de perseguição, por causa da orientação sexual, por exemplo, têm poucas chances de sobreviver. Ainda são comuns por lá os chamados “crimes em defesa da honra”, em que indivíduos considerados infratores são mortos pela própria família.

Fonte: Notícias ao Minuto

Violência contra a mulher: DISQUE 180

19/05/2016

Pesquisa diz que 50% das brasileiras já foram perseguidas na rua

Nas grandes cidades, 86% sofreram algum tipo de assédio em público


    Estudantes marcham em protesto contra o assédio sofrido por uma normalista em transporte público - Alexandre Cassiano / Agência O Globo

     

    Após comemorar o aniversário de um amigo, a professora Kizzy Cesáreo voltava para casa de van quando um estranho entrou no coletivo e sentou a seu lado. O movimento, que em um primeiro momento soava como algo normal, começou a assustá-la quando o homem começou a perguntar com quem morava e onde iria saltar. A partir daí, a menina desceu e foi seguida por ele, mas, por sorte, conseguiu fazê-lo ir embora.

     

    - Eu comecei a andar mais rápido e ele me pedindo para esperar. Falei que ele era maluco, para me deixar em paz. Ele ficou sem graça, falou que tinha me achado bonita e que nem sabia onde estava, que só pegou a van pra tentar conversar comigo, mas pediu desculpas e me deixou em paz. Graças a Deus tive final feliz, mas infelizmente nem sempre é assim- contou a jovem de 25 anos, que já havia sido seguida uma outra vez. 

    A professora faz parte de uma estatística que mostra que 86% das mulheres brasileiras já sofreram assédio em público em suas cidades. Das entrevistadas, 50% já foram seguidas na rua e 44% tiveram seus corpos tocados contra vontade. A pesquisa revela que andar pela rua, utilizar o transporte público, voltar só para casa- situações que são corriqueiras para muitos homens- podem se converter em uma péssima experiência para grande parte das mulheres. Considerando todas as 2.500 mulheres que responderam a pesquisa no mundo, quando perguntadas sobre os lugares que mais temem ser assediadas 70% responderam ao andar pelas ruas; 69%, ao sair ou chegar em casa depois que escurece; e 68% no transporte público.

    O estudo foi divulgado pela organização internacional de combate à pobreza ActionAid, nesta sexta-feira, data na qual também é lançado o “Dia Internacional de Cidades Seguras para as Mulheres”. Realizada pelo instituto YouGov, a pesquisa disponibilizou um questionário On-line, que foi respondido por mulheres no Brasil, na Índia, Tailândia e Reino Unido. Proporcionalmente, o Brasil e a Tailândia foram os países com maior incidência de assédio (86%), seguidos por Índia (79%) e Reino Unido (75%).

    Na avaliação da coordenadora da campanha “Cidades Seguras para as Mulheres no Brasil”, Glauce Arzua, o resultado é “chocante”. Ela argumenta que os dados mostram que as mulheres vivem uma situação difícil não só em países culturalmente conservadores.

    - Não é uma supresa nem no Brasil e nem no mundo, mas quando olhamos essa pesquisa estamos olhando a escala global desse problema e isso é bem chocante. Em contextos tão diferentes em termos religiosos, políticos e culturais encontramos a mesma situação ocorrendo em diversas faixas etárias de mulheres. É bastante impressionante- ressalta Glauce.

    A pesquisa analisa ainda formas específicas de assédio. Nesse caso, 77% das brasileiras disseram já ter sido alvo de assovios, 74% de olhares insistentes, 57% de comentários de cunho sexual e 39% de xingamentos. Chama atenção também o dado sobre estupro: 8% das entrevistadas afirmam que já sofreram essa violência.

    Quando traçado um perfil por regiões do país, a área com maior número de relatos de assédio é o Centro-Oeste, com 92%, seguido do Norte, que registrou 88%, do Nordeste e do Sudeste, ambos com 86%, e, por último, o Sul com 85%.

    SERVIÇOS PÚBLICOS FALHOS

    Entre as causas para tanta violência, além do machismo, a coordenadora da campanha destaca a deficiência dos serviços públicos que não levam em consideração as especificidades da mulher em uma sociedade ainda opressora.

    - É necessária uma qualidade do serviço no sentido em que haja iluminação nas ruas, que os servidores sejam treinados sobre como agir em casos de violência contra a mulher, além de integração entre os transportes, policiamento.- explica Glauce, que critica a falta de representatividade das mulheres nas instâncias de planejamento:

    - É necessário que haja preocupação de que as mulheres sejam envolvidas no planejamento urbano, tanto a representação direta no executivo, como participação organizada em conselhos. A presença de gestoras mulheres é importante, principalmente nesse momento que vemos um retrocesso nos ministérios. Tememos que haja uma perda de espaço pelo entendimento de que isso não é uma prioridade. É importante garantir que as mulheres tenham respeitados seus direitos de disputar uma vida sem violência.

    Fonte: O Globo

    Seis mulheres são agredidas a cada dia no Distrito Federal

    O Ligue 180, da Presidência da República, recebeu em 2015 mais de 2 mil denúncias de brasilienses atacadas física e psicologicamente. No total, são 13 mil ligações na capital federal, a unidade da Federação com o maior número de registros

    Quando ele levanta a voz, a mão ou aponta a arma, um dos únicos caminhos de ajuda é a denúncia. Até algum tempo, o jeito era ir a uma delegacia, encarar o agente de polícia e narrar todo o drama. Mas a criação de políticas públicas em defesa das mulheres permitiu que, hoje, com apenas um telefonema, a vítima de violência doméstica relate o caso e alerte as autoridades sobre o risco. No ano passado, o Ligue 180 da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República recebeu 749.024 ligações no Brasil. O Distrito Federal tem a maior quantidade de atendimentos. Foram pedidos de socorro, relatos de agressão física, psicológica, sexual ou apenas informações de mulheres coagidas no lar.

    Dos 13.066 atendimentos registrados no Ligue 180 referentes à capital federal, 2.095 eram de histórias de violência — a média é de 5,7 casos por dia no DF. Quase metade, só de agressão física. A realidade é triste e não difere do restante das 27 unidades da Federação e de 4.396 municípios brasileiros (cerca de 79%) contemplados pelo serviço. Em mais de 70% dos casos, as agressões são cometidas por homens com quem as vítimas têm ou tiveram algum vínculo afetivo.

    Quebrar o ciclo de violência é o principal objetivo de qualquer política voltada para o assunto. Libertar a mulher e dar a ela um novo rumo. Um futuro. Palavra ausente do dicionário de pessoas como uma autônoma de 29 anos. A primeira coisa que passa pela cabeça a cada sessão de pancada é a morte. Todas as vezes que o ex-marido a batia, ele escrevia uma mensagem a ela. Repetia, em palavras, tudo que tinha feito; e pedia perdão. A vítima guarda em forma de carta cada uma das 500 vezes que teve essa sensação.

    Filha de uma psicopedagoga e de um integrante do Ministério Público, ela cresceu em boas condições. Financeiras, principalmente, mas o pai mantinha casos fora do casamento, e isso tirava a família dos eixos. “A vida do casal era um inferno. O meu pai sempre teve vida dupla, e eu cresci nesse desalinho. Ele não batia na minha mãe, mas descontava tudo no meu irmão mais velho”, lembra. As vivências familiares renderam transtorno bipolar, depressão e algumas tentativas de suicídio por parte dela. “Fiquei muito instável emocionalmente”, pondera. A fragilidade a mergulhou em um ciclo de violência.
    A primeira união oficial, com um homem até então bom para ela e o filho do antigo relacionamento dela, não deu certo. Acabou arruinada pela bebida e agressões. “Eu cheguei a ficar grávida, de gêmeos, mas, em uma das brigas, discussões, ele me agrediu e eu tive os bebês aos 5 meses. Não resistiram”, lamenta.

    A relação chegou ao fim. Mas a violência, não. No segundo casamento, ela vestiu-se de noiva, entrou na igreja e prometeu amar e respeitar em troca das juras do amado, um bem-sucedido policial federal. Um ano após o matrimônio, tudo mudou. “Ele começou a usar cocaína. Eu tentava refúgio na bebida. Tudo virou um inferno. Várias foram as vezes que não morri porque Deus não quis. Mas as paredes da minha casa viviam cheias de sangue”, recorda.

    Hoje, recuperada, livre de qualquer vício obtido com a tragédia familiar, a autônoma se ergue com a cura de outras mulheres. Trabalha em um grupo de atendimento a outras vítimas, que, assim como ela, se viram presas em um ciclo de violência, sem apoio. Lá, pensam formas de ajuda, políticas em prol das mulheres e meios de encerrar as agressões. “Não tenho mais sequelas, traumas. Não consigo olhar mais pelo ângulo de tristeza. Olho pela superação. Só posso usar a minha história para tentar ajudar essas mulheres. Já tive vontade de matar, tenho marcas que trago na alma e no corpo, mas aprendi que quem carrega ódio só leva e transmite ódio. Se não superasse, nunca teria saído da situação”, conclui.

    Suporte

    Para sair dessa realidade e lidar com os traumas, é preciso de ajuda. No DF, além de toda a rede de apoio construída com delegacia especializada, núcleos e centros de apoio às vítimas e ao agressor, casas de abrigo, há o programa de Proteção às Vítimas de Violência, o Pró-Vítima. Atende pessoas envolvidas em 11 tipos de crimes violentos, assim como os familiares. A iniciativa oferece assistências psicológica, social e jurídica gratuitamente.

    No ano passado, 3.057 casos tiveram o suporte do Pró-Vítima. “Quando há um problema como esse, acolhemos, damos todo suporte, ajudamos, tudo em cima da questão do empoderamento, de acabar com isso, e tentamos inseri-la novamente na rotina de vida normal para que não ocorra mais”, explica o diretor de Proteção às Vítimas de Violência, Walter Flores. Atualmente, um dos casos é o de uma senhora de 49 anos. Ela foi estuprada aos 7 anos e, até hoje, guarda sequelas psicológicas da violência.

    Em 2016, de acordo com Walter, foram recebidos 248 casos, só no mês de março. Desse total, 222 saíram de ocorrências policiais, oito de gente que procurou o Pró-Vítima espontaneamente e 18 de encaminhamentos institucionais, por meio do Ministério Público ou do Conselho Tutelar. O GDF conta com cinco postos do Pró-Vítima (veja endereços). Os atendimentos não são feitos de forma compulsória. “Se faltar por três dias, nós entendemos que desistiu. Até chegar a esse ponto, a gente liga, vai atrás, mas não pode obrigar. É algo que a pessoa tem de querer. Claro que o melhor é que nem tivéssemos a necessidade de um programa como esse, mas não temos essa condição, com qualidade de vida e uma cultura de segurança que todos querem”, observa.

    Fonte: Correioweb

    ESCRAVIDÃO NO CATAR: vamos combater

    26/02/2015

    Justiça francesa investiga construtora por trabalho escravo no Catar

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    O ministério público de Nanterre, no oeste de Paris, informou  à AFP que abriu uma investigação para “verificar alegações” de uma ONG que acusa a construtora francesa Vinci de recorrer a “trabalho forçado” de imigrantes para sua obras no Catar.

    “O objetivo da investigação, que foi aberta há cerca de 15 dias, é verificar, através de audiências realizadas na França, das alegações da associação Sherpa”, explicou a procuradora de Nanterre, Catherine Denis. Dependendo os resultados da investigação na França, outra pode ser aberta no Catar, “depois do verão (europeu)”, avisou.

    A associação Sherpa, que defende populações vítimas de crimes econômicos, apresentou uma denúncia no final de março, contra Vinci Construction Grands Projets (VCGP) por “trabalho forçado” e “redução à escravidão” de operários, em obras ligadas à Copa do Mundo de 2022, no Catar.

     

    A queixa também tem como alvo seis executivos franceses, entre eles Yannick Garillon, diretor-geral de QDVC, filial do grupo Vinci, e Alain Bonnot, presidente da VCGP.

    A ONG fez suas próprias investigações no Catar e constatou que trabalhadores imigrantes tiveram seus passaportes confiscados e foram vítimas de ameaças. A organização afirma que estas empresas recorreram a “diversas ameaças para reduzir uma população vulnerável a condições de trabalho e alojamento indignas, além de uma remuneração irrisória”.

    A Vinci negou “totalmente” as acusações e convidou representantes de Sherpa e jornalistas a observar as condições de trabalho nos canteiros de obra do Catar. A construtura prestou queixa contra a associação por difamação e pediu 300.000 euros por danos morais.

    A empresa francesa tem faturamento anual de 40 bilhões de euros e emprega 191.000 trabalhadores no mundo inteiro. Nos últimos anos, fechou vários contratos milionários no Catar, inclusive para a construção do metrô da cidade de Lusail.

     

    Fonte: Yahoo

    Caros amigos,

    Milhares de operários estão aprisionados em condições de trabalho desumanas no Catar sem conseguir voltar para casa. Uma empresa norte-americana pode ajudar a libertá-los. Podemos fazer sua presidente agir ao levar o horror da escravidão para a cidade onde ela mora. Junte-se ao apelo:

    assine a peticao

    Forçados a trabalhar sob o sol escaldante do deserto, sem direito a comida ou água e proibidos de voltar para casa, milhares de homens estão no Catar como verdadeiros escravos modernos. Podemos ajudar a libertá-los.

    No ano passado, uma pessoa morreu a cada dois dias na construção de um mega-projeto de um bilhão dólares para a Copa do Mundo de 2022 no Catar. A maior parte do projeto é administrada por uma empresa norte-americana, cuja presidente mora em uma cidade pacata no estado de Colorado, EUA. Se mais de 1 milhão de nós nos unirmos em prol da liberdade, podemos confrontá-la com nossas vozes toda vez que ela sair de casa até que ela faça alguma coisa.

    Esta mesma tática forçou a rede de hotéis Hilton a proteger mulheres contra o tráfico sexual em questão de dias. Assine essa petição urgente para ajudar a libertar os escravos modernos do Catar:

    O programa de trabalhadores convidados do Catar é a raiz do problema. Trabalhadores do Nepal e Sri Lanka são enganados com promessas de bons empregos, mas quando chegam no país os empregadores confiscam seus passaportes e os forçam a trabalhar longas horas, sob um calor de 50 graus, sem nenhuma possibilidade de fuga.

    CH2M Hill, a empresa norte-americana, coloca a culpa em prestadores de serviços locais e nas leis do país, mas é o rosto público das obras da Copa. A presidente da empresa pode e deve assumir um papel para garantir que não teremos mais sete anos manchados pela morte de operários. Ela poderia até mesmo ameaçar a retirada de seus negócios do país se o sistema não mudar.

    A CH2M Hill tem o dever de ajudar a acabar com essa escravidão moderna. Nossa petição pode persuadir CH2M Hill a vir a público, o que pode levar outras empresas a exigir que cada trabalhador seja livre para voltar para casa quando quiser. Clique abaixo para assinar a petição: quando alcançarmos 1 milhão de assinaturas, nossa mensagem será enviada diretamente à Jacqueline Hinman, CEO da CH2M Hill, quantas vezes forem necessárias.
    Um clamor global na hora certa pode salvar milhares de vidas. Quando a rede de hotéis Hilton não estava seguindo regras para proteger mulheres e crianças contra o tráfico sexual em seus estabelecimentos, a equipe da Avaaz bateu na porta da casa do CEO com uma petição. Em questão de dias, a política da rede de hotéis mudou. Vamos fazer isso mais uma vez.

    Com esperança,

    Emma, Nell, Mais, Ricken, Alice e toda a equipe da Avaaz



    A Avaaz é uma rede de campanhas global de 40 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas nacionais e internacionais. (“Avaaz” significa “voz” e “canção” em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas.

    Fonte: Avaaz

    Estado Islâmico massacra mulheres e crianças

    26/01/2015

    Militantes do Estado Islâmico estão vendendo crianças iraquianas sequestradas em mercados como escravos sexuais e matando outras, inclusive crucificando e enterrando vivas, denunciou uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira (4).

    Meninos iraquianos menores de 18 anos estão sendo cada vez mais usados pelo grupo radical como homens-bomba, fabricantes de bomba, informantes ou escudos humanos para proteger instalações contra ataques aéreos conduzidos pelos Estados Unidos, afirmou o Comitê das Nações Unidas para os Direitos da Criança.

    “Realmente estamos profundamente preocupados com a tortura e o assassinato destas crianças, especialmente daquelas que pertencem a minorias, mas não só das minorias”, disse Renate Winter, especialista do comitê, em boletim à imprensa. “A abrangência do problema é enorme.”

    Crianças da seita yazidi ou de comunidades cristãs, mas também xiitas e sunitas, têm sido vítimas, disse ela.

    “Temos tido relatos de crianças, especialmente crianças com problemas mentais, que foram usadas como homens-bomba, muito provavelmente sem sequer entender a situação”, declarou Winter à Reuters. “Foi publicado um vídeo (na internet) que mostrava crianças de muito pouca idade, aproximadamente 8 anos ou mais novas, já sendo treinadas para serem soldados.”

    O Estado Islâmico é uma dissidência da Al-Qaeda que declarou um califado islâmico em partes da Síria e do Iraque em meados do ano passado e já matou e expulsou de casa milhares de pessoas. Na terça-feira, o grupo divulgou um vídeo que mostra um piloto jordaniano capturado sendo queimado vivo.

    O organismo da ONU denunciou “a matança sistemática de crianças pertencentes a minorias religiosas e étnicas cometida pelo assim chamado Estado Islâmico, incluindo vários casos de execuções coletivas de meninos, assim como relatos de crianças decapitadas, crucificadas e enterradas vivas”.

    Um grande número de crianças foi morto ou ficou seriamente ferido durante ataques aéreos ou bombardeios das forças de seguranças iraquianas, e outras morreram de “desidratação, inanição e calor”, afirma a entidade.

    O Estado Islâmico cometeu “violência sexual sistemática”, inclusive “o sequestro e a escravização sexual de crianças”.

    “Crianças de minorias têm sido capturadas em vários lugares… vendidas no mercado com etiquetas, etiquetas de preço nelas, foram vendidas como escravas”, disse Winter.

    Os 18 especialistas independentes que elaboraram o relatório pediram às autoridades iraquianas que adotem todas as medidas necessárias para “resgatar as crianças” sob controle do grupo militante e processar os perpetradores dos crimes.

    Fonte: Brasil Post

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    Uma jovem da minoria iraquiana yazidi, que foi forçada a se transformar em uma escrava sexual pelos radicais do EI (Estado Islâmico), pediu que a coalizão ocidental bombardeasse a casa de prostituição forçada onde ela é abusada pelo menos 30 vezes antes da hora do almoço.

    A mulher, que não teve a identidade revelada, tem sido mantida refém do grupo radical em algum lugar no oeste do Iraque, que está sob domínio dos jihadistas desde o início de agosto.

    De acordo com o tabloide britânico Daily Mail, uma organização que se dedica ao cuidado das mulheres do Oriente Médio disse que a mulher entrou em contato com as tropas curdas por telefone para pedir que o bordel onde trabalha fosse bombardeado para acabar com o pesadelo que ela vive.

    Ela teria dito aos combatentes que tinha sido violentada tantas vezes que mal conseguia usar o banheiro, acrescentando que a situação tem sido tão angustiante que ela planeja suicídio, mesmo se for liberada pelos jihadistas.

    Os detalhes da situação brutal das mulheres que estão sob poder do EI surgiram durante uma entrevista com ativistas curdos, que organizam manifestações no centro de Londres para conscientizar sobre a situação das mulheres no Oriente Médio.

    Durante uma entrevista com a BBC, um homem identificado como Karam, descreveu o telefonema da mulher para um amigo curdo.

    Ele disse que ela chorava muito pelo telefone. “Se você sabe onde estamos, por favor, bombardeie esse lugar. Eu vou me matar de qualquer jeito. Outras já se mataram nessa manhã”, dizia a mulher.

    — Eu tenho sido estuprada 30 vezes, antes mesmo da hora do almoço. Eu mal consigo ir ao banheiro. Por favor, bombardeie!

    Na última semana, a ONU confirmou que milhares de yazidis foram assassinados em massacres, durante a dominação do EI na região. Há cerca de 7.000 mulheres em cativeiros, nos quais são forçadas a se tornarem escravas sexuais ou são vendidas.

    A ONU denunciou que mulheres e meninas iraquianas, da minoria yazidi, estão sendo vendidas como escravas, empurradas para casamentos forçados e estupradas repetidamente pelos membros do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que as sequestraram ao tomar o controle da área onde viviam no norte do Iraque.

    Os crimes dos jihadistas contra a minoria yazidi, em agosto passado, foi o gota d’água que levou os Estados Unidos a lançar bombardeios aéreos contra suas posições no Iraque, que se estenderam ao norte da Síria.

    A ONU também disse que sua missão no Iraque recebeu notícias confiáveis sobre a execução de mulheres em Mosul, a segunda maior cidade do Iraque que agora está sob controle do EI, assim como em outras regiões que estão sob seu domínio.

    Essas execuções são realizadas após supostos “julgamentos” e suas principais vítimas são “mulheres educadas ou profissionais”, disse o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Raad al Hussein.

    Neste sentido, o responsável condenou o assassinato “brutal e a sangue frio” da ativista iraquiana, Sameera Saleh Ali al Nuaimy, que esta semana foi executada publicamente por um esquadrão de milicianos mascarados em frente à sede do que fora o governo regional de Mosul.

    A vítima, uma distinta advogada conhecida por seus esforços para promover os direitos da mulher, foi detida em sua casa e torturada durante dias no local onde estava cativa, antes de ser executada.

    Ela era acusada de apostasia por ter publicado no Facebook comentários críticos ao grupo terrorista. Após sua morte, sua família foi proibida inclusive de enterrá-la.

    A execução de Nuaimy foi o último de vários ataques graves contra líderes femininas que vivem em regiões agora em mãos do EI, incluindo várias ex-candidatas a postos políticos.

    Zeid disse que estes fatos demonstram “as similitudes entre o Estado Islâmico e outros grupos, como Boko Haram, na Nigéria, que também tratam mulheres e meninas de uma maneira abominável”.

    De origem jordaniana, o alto comissário disse que as tentativas do grupo “de atrair mais gente para sua causa dizendo que seus atos são respaldados pelo Islã constituem uma grande perversão”.

    Segundo testemunhos publicados por pessoal da ONU no Iraque, os jihadistas estão controlando estritamente — em lugares como a entrada a estabelecimentos médicos — o respeito de sua ordem de que as mulheres cubram seus rostos em público e que não saiam à rua sem uma companhia masculina. As mulheres que resistem a cumprir essas instruções são castigadas.

    Estado Islâmico cria propaganda para ensinar mulheres a serem boas esposas para jihadistas

    Nas redes sociais, o página voltada para as mulheres tem mais de 2.000 seguidoras

    No vídeo, mulheres são instruídas a ajudar seus maridos jihadistasReprodução/independent.co.uk

    O grupo radical EI (Estado Islâmico) começou a divulgar uma série de orientações de comportamento para as mulheres que querem casar com um militante do grupo, na Síria e no Iraque, através de uma nova agência midiática, que promove materiais específicos.

    De acordo com o jornal britânico The Independent, o grupo começou a divulgar uma propaganda diferente da que vem sendo veiculada.

    Ao invés de execuções brutais, atrocidades violentas e ameaças ao ocidente, o grupo agora criou comerciais que ensinam “como ser uma boa esposa para um jihadista”.

    O lema da organização é “se preparar para ser uma esposa de honra”. Com vídeos e redes sociais, que já tem mais de 2.000 seguidores, os jihadistas explicam como uma mulher deve se comportar para contribuir no crescimento do EI.

    Charlie Winter, um pesquisador do extremismo islâmico, da Fundação Quilliam, afirmou que a organização visa preparar pessoas de fora que querem entrar para o grupo e manter as mulheres que já estão casadas com militantes da forma como eles querem.

    “É uma espécie de diretriz sobre como ser um bom defensor da jihad e de oferecer o melhor apoio para o marido, como uma ‘boa mulher’”, comenta Winter.

    — Eu nunca vi nada como isso antes. Provavelmente já existam fóruns na internet, fazendo coisas semelhantes, mas esta é a primeira vez que uma organização midiática dá orientações sobre a mulher e o seu papel.

    Os vídeos divulgados explicam sobre procedimentos de enfermagem, primeiros socorros, preparo de alimentos, livros sagrados, ciência e comportamento feminino.

    Fonte: R7

    Militantes do Estado Islâmico queimaram pelo menos 8 mil livros e manuscritos raros da biblioteca pública de Mossul, no Iraque, no domingo. Segundo o diretor do local, moradores locais tentaram convencer os radicais a não destruírem instalações da biblioteca, mas eles acabaram explodindo praticamente todo o acervo. Eles fizeram depois uma fogueira com livros culturais e científicos, e ainda levaram embora livros infantis e religiosos, segundo testemunhas. O EI também destruiu, no domingo, uma igreja e o teatro da universidade local.

    O biblioteca foi fundada em 1921, após o nascimento do Estado iraquiano moderno. Em seu conteúdo, estavam manuscritos que datavam de até 5000 a.C., livros sírios impressos na primeira gráfica do país, títulos que datam do Império Otomano, jornais locais de décadas anteriores e antiguidades como astrolábios. Grande parte era considerada patrimônio raro pela Unesco. O acervo de famílias da alta sociedade da região também era hospedado na biblioteca.

    “É uma pena. Costumava ir nos anos 1970. Era um dos grandes lugares de Mossul. Ainda lembro da listagem alfabética dos livros”, lamentou Akil Kata, que se exilou da cidade há anos, por conta da instabilidade da região.

    Em 2003, invasores destruíram grande parte do local, roubando vários livros e manuscritos. O conteúdo acabou sendo recuperado e devolvido, segundo o ex-diretor adjunto da instituição, Qusai al-Faraj. O Iraque é tido como berço da civilização.

    Mossul foi tomada pelo EI em junho do ano passado, durante o momento mais crítico da expansão territorial do grupo. Forças curdas, com apoio dos EUA e do governo iraquiano, têm lutado para retomar a cidade. O Comando Central militar americano afirmou que mais de 20 mil combatentes estavam sendo preparados para tentar retomar a cidade até maio. O Iraque criticou a divulgação das informações.

    Fonte: Yahoo

    Na Arábia Saudita, outro maluco mantém quatro filhas princesas presas há 13 anos

    29/03/2014

    Arábia Saudita: princesas estão ‘em cativeiro’ há 13 anos

    As princesas denunciaram em redes sociais os maus tratos que sofrem. A ex-mulher de Abdullah disse em entrevista à TV que ela não vê as filhas há 13 anos

     

    A ex-mulher do rei Abdullah da Arabia Saudita, princesa Alanoud Al Fayez, deu uma entrevista à televisão britânica e pediu ajuda internacional para salvar suas quatro filhas que têm sido mantidas presas  pelo pai há 13 anos. Segundo a mulher, as princesas passam necessidades e sofrem de maus tratos, de acordo com notícias do canal americano Channel 4.

    “O rei Abdullah não permite que saiam nem para comprar comida”, segundo a mãe.

    Alanoud foi proibida de ver as filhas pessoalmente e faz 13 anos que não se encontram por causa de seu divórcio com o rei. “Elas estão num estado terrível, especialmente Jawaher e Sahar. Minhas filhas falam que têm se mantido vivas e tentando manter a sanidade. Elas não merecem”, disse a mãe ao canal.

    Com a hashtag #FreeThe4, a filha Saha usa o Twitter para mandar mensagens à mãe e denunciar condições em que ela e as irmãos são mantidas.  Abdullah é bastante visitado por líderes ocidentais, e, por isso, as princesas denunciaram os políticos que pouco ou nada fazem para melhorar as condições das mulheres na Arábia Saudita.

    “O rei pediu-me para voltar para ele e recusei. Nunca pensei que ele castigasse as minhas filhas por minha causa”, afirmou, acrescentando: “Elas ligam-me a chorar, não aguentam mais. O meu advogado tentou viajar para a Arábia Saudita para se reunir com elas mas não o autorizaram”.

    As duas filhas do rei Abdullah da Arábia Saudita que revelaram estar em cativeiro na residência real do pai, há mais de uma década, recorreram ao Twitter para pedir ajuda. As mulheres, Sahar, de 42 anos, e Jawaher, de 38 anos, publicaram na rede social uma fotografia onde mostraram a deterioração das condições em que são mantidas.

    A casa de Saud é uma das mais secretas do mundo e vale um 11 bilhões de libras. O Channel 4 entrou em contato com o governo da Arábia Saudita sobre o problema, mas não houve retorno.

    O rei Abdullah está no trono desde 2005. A Arábia Saudita é o único país que proíbe as mulheres de conduzir e é, segundo a ONU, um dos países mais violentos para as mulheres

    Fonte: Terra

    CLAUDIA, arrastada pela polícia no Rio de Janeiro, é destaque no mundo inteiro

    24/03/2014

     

    Ao completar sete dias sem a mãe, os filhos gêmeos de Claudia Silva Ferreira ganharam neste domingo uma festa de aniversário. No alto da comunidade Congonha, em Madureira, no Rio de Janeiro, voluntários e moradores organizaram a comemoração na praça batizada com o apelido de Claudia, Cacau. A auxiliar de serviços gerais morreu depois de ter sido baleada durante operação policial no morro, quando saia para comprar pão. A vítima chegou a ser socorrida e colocada no camburão de viatura da polícia, de onde caiu e foi arrastada no chão por cerca de 300 metros.

    O aniversário de dois dos oito filhos de Claudia, sendo quatro adotados, foi organizado com a ajuda da vizinhança e de voluntários. A comemoração teve doces, salgados, refrigerantes e presentes para garotada. “Ela (Claudia) já queria fazer a festa. Todo mundo se reuniu para realizar essa vontade”, disse um dos filhos, Angelo Gabriel Ferreira, 14 anos.

    Durante a festa, o marido de Claudia, Alexandre Fernandes da Silva, cobrou que o episódio mude a cultura da Polícia Militar. “Sei que o que ocorreu comigo já aconteceu em várias comunidades, mas não dessa proporção, então, creio que o governador (Sérgio Cabral), que o secretário de Segurança (José Mariano Beltrame) olhem para cá.” A família quer que os envolvidos na morte sejam condenados e cobrará reparação por Claudia ter sido arrastada pela viatura policial. As cenas foram gravadas por um cinegrafista amador.

    “Vamos em busca de todas as formas legais para que os culpados paguem. Aguardamos que se faça justiça”, disse Diego Gomes, amigo da família. “Quem provocou essa atrocidade, em todos os aspectos, desde o tiro, desde colocar no camburão, até arrastar ela na rua”, acrescentou.

    Moradores de Congonha aproveitaram o evento também para denunciar ações truculentas da Polícia Militar (PM) na comunidade. Relataram abusos nas revistas, no trato com as mulheres e nas operações. “Eles não têm respeito com morador, xingam, tem que acabar com isso”, disse Marília Regina Ferreira. “O morro tem morador, não é só bandido”, completou. A dona de casa Cláudia Regina contou que crianças ficam em risco. “As operações coincidem com a saída da escola, quando estão no caminho para casa ou brincando na rua.”

    Na última semana, os policiais que arrastaram Claudia foram soltos.

    Os moradores ainda cobram serviços públicos. “Precisamos desde intervenções em infraestutura, têm encostas que estão caindo, a rede de iluminação e de energia é precária, falta manutenção nas ruas, tirar o lixo acumulado, até serviço social. Os jovens estão abandonados, não tem o que fazer, e famílias precisam de apoio”, cobrou Diego Gomes.

    Para a moradora Cristina Ferreira, além da iluminação “que ajudaria a resolver problemas de segurança e daria condições mais dignas” de vida aos moradores, é preciso podar a vegetação com urgência. “Ali, onde a Claudia morreu, o mato está altíssimo. Precisa vir podar em toda a comunidade. Depois, tem que melhorar a limpeza. Ninguém vem aqui em cima tirar o lixo”, reivindicou.

    Procurada pela reportagem, PM pede que a comunidade denuncie casos de abusos por parte de policiais. As denúncias podem ser feitas para Ouvidoria, pelo telefone 3399-1199, ou para o Disque-Denúncia, 2253-117.

    A prefeitura do Rio não se manifestou sobre as reclamações dos moradores até a publicação da reportagem.

    Fonte: G1

    25 de Novembro:Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher

    25/11/2013

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    Fonte: Youtube

    A violência contra as mulheres é um dos “grandes dramas de nosso tempo”, uma “escandalosa” situação que ainda afeta muitas mulheres e meninas, denunciou neste domingo a ONU por causa do Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, realizado em 25 de novembro.

    “É escandaloso que ainda hoje em dia, para muitas mulheres e meninas, a violência se encontre à espreita, nas esquinas, nos lugares de trabalho ou em suas próprias casas. E frequentemente, a justiça está ausente”, alertou a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay.

    Segundo Pillay, em muitos lugares “as mulheres são humilhadas ou intimidadas por denunciar à polícia a violência, particularmente a sexual” e quando o fazem “enfrentam cruéis e insensíveis reações oficiais, que de maneira efetiva impedem todo o acesso à justiça”.

    Por isso, a ONU pede aos Estados que, baseado no direito internacional, garantam que seus sistemas de justiça penal “estejam livres de ranços de gênero” em todas as fases de um processo, a investigação, a perseguição, os interrogatórios, a proteção das vítimas e testemunhas, e o pronunciamento de sentenças.

    “A insinuação de que as mulheres têm uma propensão a mentir e que seu testemunho deve ser tomado com cautela deve ser eliminada, assim como a ideia de que as mulheres incitam a comissão da violência sexual por estar fora à noite ou por se vestirrem de uma maneira em particular”, advertiu a alta comissária.

    Pillay pediu que o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher seja aproveitado para acabar com “os danosos estereótipos de gênero que ajudam a perpetuar um clima no qual a violência contra as mulheres é considerada aceitável ou merecida”.

    Segundo a responsável da ONU, a violência contra mulheres ou meninas se perpetuou por séculos de dominação masculina e de discriminação de gênero, uma violência “cimentada em normas profundamente arraigadas socialmente”.

    “Estas normas só reconhecem valor às mulheres a partir de noções discriminatórias de castidade ou ‘honra’ e são frequentemente usadas para controlar e humilhar não somente as vítimas, mas também suas famílias e comunidades”, explicou.

    Fonte: ONU

    Dia do Professo marcado com ptotestos

    16/10/2013

    Algumas das principais cidades do País tiveram manifestações que terminaram em violência neste Dia do Professor. Ativistas e policiais se enfrentaram em atos que pediam a melhora do ensino no Brasil.

    No Rio de Janeiro, a manifestação que começou depois das 17h reuniu cerca de 20 mil pessoas no centro da capital fluminense. O ato transcorreu sem violência, e o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) chegou a declarar finalizado o protesto por volta das 19h45. Contudo, alguns ativistas mascarados continuaram em frente à Câmara de Vereadores.

    Por volta das 20h20, rojões começaram a ser disparados. Black blocs arrancaram tapumes e começaram a avançar contra a polícia. Pelo menos um ônibus foi depredado e estações de metrô da região foram fechadas. Os policiais revidaram.

    Parte da luz da Cinelândia chegou a ser desligada. Em certo momento, uma cena começou a se repetir. A polícia lançava gás lacrimogêneo nos pontos de concentração de manifestantes, que fugiam. Quando o gás se dispersava, eram os ativistas que voltavam. Por volta das 23h, os confrontos continuavam no Rio de Janeiro.

    Em São Paulo, o resultado não foi muito diferente. Parte dos manifestantes depredou o que via pela frente. Eles espalharam lixo pela rua e colocaram fogo. Usaram coquetéis molotov. A polícia reprimiu com gás lacrimogênio e balas de borracha.

    O saldo do confronto entre manifestantes e polícia foi de, pelo menos, quatro agências bancárias depredadas na avenida Vital Brasil; três carros comuns do consórcio Via 4 foram depredados; no terminal de ônibus Butantã, um ônibus foi pichado e depredado; na entrada da estação do metrô, vidros foram quebrados; ao menos 75 pessoas foram detidas.

    Em Belo Horizonte, professores, estudantes e black blocs tentaram fechar o trânsito em um cruzamento na praça Sete. A polícia respondeu com balas de borracha, spray de pimenta e bombas.

    Na medida em que os ônibus se acumularam no trânsito, os motoristas ficaram nervosos e um ônibus da linha 4111 tentou avançar o bloqueio imposto pelos estudantes. Um homem chutou a dianteira do veículo, enquanto outro quebrou um dos vidros laterais, próximo ao motorista, que chegou a discutir com os manifestantes. A polícia conseguiu prender o responsável

    Em Porto Alegre, o ato começou em frente à prefeitura. Quando passavam em frente ao prédio onde vive o prefeito José Fortunati arrancaram tapumes que protegem a fachada do prédio e quebraram vidros, enquanto moradores gritavam indignados da janela.

    A poucos metro dali, a tropa de choque da polícia militar esperava os manifestantes em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Estado. Um rojão foi disparado contra os PMs, que responderam com bombas de gás lacrimogêneo.

    A ação da polícia fez com que os manifestantes recuassem pelas ruas do centro, seguidos pela tropa de choque. O protesto voltou a se reunir no largo Zumbi dos Palmares, mas logo decidiu dispersar.

    Um morador de rua, sensibilizado com a manifestação, cedeu seu colchão para ser queimado, mas após incendiarem o objeto, os manifestantes foram embora deixando a fogueira no meio da rua, o que causou revolta no morador de rua. “Eu  dou meu colchão para vocês usarem e vocês vão embora? Deve ser porque eu sou morador de rua”, gritava o homem revoltado.

    Apesar do fogo ser pequeno, um caminhão de Bombeiros foi acionado para apagar as chamas.

    Outra cidade com manifestação preparada era Brasília, mas o número de manifestantes foi bem abaixo do esperado, com poucas dezenas de ativistas.

    Fonte: yahoo

    Depois dos Black blocs, Grupo Anonymous prega a desconstituição do sistema

    15/10/2013

    Anonymous reivindica ataque a site da PM-RJ e convoca protestos

    O site da Polícia Militar do Rio de Janeiro saiu do ar na noite desta segunda-feira. O grupo Anonymous Brasil assumiu a autoria da ação em seu perfil no Twitter.

    Na mesma sequência de postagens, um vídeo mostra o depoimento de um policial militar incriminando cinco colegas pela morte de Amarildo e outro convoca manifestações pela educação no dia 15 de outubro.

    À 0h desta terça-feira, o site da Polícia Militar do Rio seguia fora do ar.

    O grupo hacker Anonymous afirmou ter atacado em 11/10/13 o perfil no Twitter do jornal O Globo. A invasão ocorreu por volta das 14h. Em menos de 30 minutos o grupo havia publicado oito mensagens, convocando a população a participar dos protestos planejados para o 7 de Setembro e também criticando a publicação.

    “Sorry (Desculpe)! Mais um perfil desses porcos invadido”, diz a primeira publicação após a invasão, assinada pelo Anonymous.

    Esta é mais uma ação do grupo, que desde quarta-feira tem protestado contra a decisão da comissão especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas – formada pelo Ministério Público, polícias Militar e Civil, e Tribunal de Justiça -, que entrou com uma medida na Justiça Criminal que proíbe o uso de máscaras em protestos no Rio de Janeiro e também determina que manifestantes se identifiquem imediatamente aos policiais em meio a manifestações.

    “Restrição de uso de máscaras em manifestações é inconstitucional e é bom que isso seja revogado logo”, diz uma das mensagens publicadas no Twitter do jornal.

    Por volta das 15h20, o jornal normalizou o perfil no Twitter. “Amigos, conta recuperada. Estamos de volta”, disse O Globo na rede social.

    Em seu site, o jornal afirmou que esta “não é a primeira vez que veículos da imprensa sofrem ataques de hackers”. De acordo com a publicação, outros veículos, como os americanos New York Times e Washington Post, e o inglês The Times, também foram vítimas da ação de grupos como o Anonymous

    Ataque ao MP-RJ
    Em sua página no Facebook, o grupo afirma que segue o ataque à página do MP fluminense nesta sexta-feira. Às 15h, o site apresentava problemas.

    Além de derrubar o site da promotoria, o grupo afirma também que deixou fora do ar o serviço de correio da página. “Pode pegar papel e caneta, pois de nada mais adianta esses computadores. E lembre-se nunca nunca desafie ninguém que o senhor não conheça”, diz uma mensagem, publicada às 13h40, se referindo ao responsável pela manutenção do site.

    Outros ataques
    Na quarta-feira, o grupo deixou fora do ar por alguns instantes a página do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). Ontem, O grupo atacou as páginas da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), da Câmara de Vereadores da capital fluminense e do Departamento Estadual de Trânsito do Estado (Detran-RJ) e novamente do MP.

    O grupo hacker Anonymous atacou, na madrugada de quinta para sexta-feira, o portal do Governo do Estado de São Paulo. Os ativistas postaram uma mensagem em um dos links de notícias do site, chamando os usuários a participar de um grande protesto marcado para 7 de setembro.

    O perfil de Twitter @AnonymouBrasil afirmou ao Terra que o link ficou no ar por “6 ou 7 horas”. Procurada, a assessoria do portal do governo paulista não se posicionou oficialmente sobre o ataque até a publicação desta matéria.

    Foto de máscara símbolo do grupo Anonymous ficou no ar por mais tempo do que a notícia - estava disponível até 11h Foto: Divulgação 
      Foto de máscara símbolo do grupo Anonymous ficou no ar por mais tempo do que a notícia – estava disponível até 11h 

    Foto: Reprodução

    Outros sites estatais sofrerão ataques do gênero, segundo o perfil do Twitter. Ele citou os dos governos estaduais do Distrito Federal, do Rio de Janeiro, de Goiás e de São Paulo, além do site do Senado.

    Segundo o perfil, via mensagens diretas, o ataque começou por volta de 23h20 de quinta-feira. A invasão de hoje e as que virão fazem parte da #OperaçãoSetedeSetembro.

    “Pretendemos fazer o maior vazamento de documentos governamentais da história do Brasil”, acrescentou o perfil de Twitter, afirmando que os dados serão liberados dia 5 ou 6 de setembro. “Dia 2 de setembro vamos liberar documentos da Policia Federal”, concluiu.

    No Facebook, um ativista do grupo @AnonymousBr4sil que prefere não se identificar disse ao Terra que o ataque à página do governo paulista durou cerca de duas horas. Ele também mencionou uma página da Copa do Mundo de Cuiabá, hackeada em junho, quando iniciou a operação hacker. A Secretaria da Copa do Mato Grosso informou, no entanto, que o endereço não é o oficial do governo, e que o site estatal do Mundial nunca foi atacado.

    O hacker que respondeu pelo perfil do Facebook também acrescentou que a manifestação prevista para o dia da celebração da Independência do Brasil, parte da #OperaçãoSetedeSetembro, será realizada em mais de 80 cidades, e que o evento na rede social conta com mais de 220 mil confirmados.

    O grupo hacker Anonymous atacou nesta quinta-feira as páginas do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), da Câmara de Vereadores da capital fluminense e do Departamento Estadual de Trânsito do Estado (Detran-RJ). Às 19h, apenas a página da Alerj seguia inoperante.

    A ação é um protesto contra a decisão da comissão especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas – formada pelo Ministério Público, polícias Militar e Civil, e Tribunal de Justiça -, que entrou com uma medida na Justiça Criminal que proíbe o uso de máscaras em protestos no Rio de Janeiro e também determina que manifestantes se identifiquem imediatamente aos policiais em meio a manifestações,

    Em sua página no Facebook, o grupo hacker confirma a autoria dos ataques às páginas. Em um texto publicado às 18h10, um membro do Anonymous ironiza a tentativa de funcionários do MP fluminense de reestabelecer a normalidade do site da promotoria.

    “O pessoal do MP tinha conseguido há 8 minutos atrás pegar o site de volta. Bom, tinha né. Acho bom pararem de tentar e se conformarem que agora esses sites são nossos. Claro até que revoguem aquela palhaçada (a medida que proíbe o uso de máscaras)”, diz o texto, que traz uma lista com os sites “derrubados”.

    Segundo ataque ao MP
    Este é o segundo ataque feito pelo grupo à página do MP. Ontem, o site da promotoria fluminense enfrentou problemas e chegou a ficar fora do ar por instantes por conta da ação do Anonymous.

    “Eu só acho que a galera do MP-RJ pensou que eu estava brincando com eles ontem, quando disse que deixaria o sistema deles fora do ar pelo resto do ano… Na boa, eu estava falando bem serio. Enquanto não revogar, vai continuar a cair”, disse o grupo nesta quinta-feira.

    Além de ironizar o Ministério Público, o grupo também publicou mensagens voltadas ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). “Cabral, na boa, quatro sites de uma única vez? Que feio hein. (…) Beijos e me liga Cabral”, afirma outra publicação.

    Protestos no 7 de Setembro
    Além do anúncio das ações nesta quinta-feira, o grupo publicou também textos que tratam sobre os protestos programados por diversos grupos, em várias cidades do País, durante o feriado de 7 de Setembro.

    Segundo uma publicação na página do Anonymous, além dos protestos nas ruas, o sábado será marcado por ações online. “Este final de semana promete, não somente nas ruas mas online também. Expect us (nos aguarde)”, afirma o grupo.

    Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
    Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

    A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

    A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares do últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília.

    A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

    Fonte: Terra

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