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Avisos Sociais

Incêndio em Londres

16/06/2017

 

Ao menos 65 estão desaparecidos após incêndio em prédio em Londres, diz jornal

Até o momento, a Polícia confirma a morte de 17 pessoas. Um estudante de engenharia sírio é a primeira vítima identificada.


 

Incêndio destrói prédio residencial em Londres (Foto: Rick Findler/PA via AP)Incêndio destrói prédio residencial em Londres (Foto: Rick Findler/PA via AP)

Incêndio destrói prédio residencial em Londres (Foto: Rick Findler/PA via AP)

Ao menos 65 pessoas estão desaparecidas e podem ter morrido no incêndio na Grenfell Tower, segundo levantamento feito pelo jornal britânico “The Sun”. A Polícia confirmou a morte de apenas 17 pessoas no balanço divulgado na quinta-feira (15) .

Até o momento, apenas uma vítima foi identificada. É Mohammed Alhajali, estudante de engenharia que deixou a Síria há 3 anos. Ele morreu no incêndio, enquanto seu irmão mais velho, Omar, 25 anos, foi levando para o hospital, segundo o jornal “The Guardian”.

Os bombeiros continuam as buscas dentro do edifício e enfrentam condições perigosas. Eles precisam escorar as paredes para minimizar os riscos. A corporação chegou a dizer que a estrutura, que está carbonizada, poderia ruir, porém já descartou essa hipótese. Não há mais esperança de se encontrar pessoas com vida.

O incêndio foi um dos maiores já registrados em Londres. Testemunhas relataram que crianças foram jogadas das janelas da Grenfell Tower e várias pessoas se atiraram do edifício, em uma tentativa desesperada de fugir das chamas.

Após o incêndio, 78 pessoas precisaram ser hospitalizadas. Até quinta-feira, 37 permaneciam internadas, sendo que 17 estavam em estado crítico. Na quinta-feira, a primeira-ministra britânica, Theresa May, e a cantora Adele visitaram a Grenfell Tower, que fica a 2,7 km da residência do príncipe Willian e da sua mulher, Kate Middleton.

 

Reforma

 

Construído em 1974 em North Kensigton, o edifício tinha passado por uma reforma em 2016. Os responsáveis pela obra divulgaram um comunicado que afirmam que todos os padrões de segurança foram rigidamente seguidos.

A investigação sobre a causa do incêndio analisará os painéis de revestimento fixados no exterior do edifício, que segundo as primeiras avaliações contribuíram para a propagação do fogo.

Alguns especialistas já indicaram que o revestimento fixado ao prédio durante a reforma do ano passado pode ter sido a responsável pela velocidade com que ele se propagou.

O Dr. Jim Glocking, diretor técnico da Associação da Proteção de Incêndios (FPA, na sigla em inglês), salientou como o revestimento de isolamento parte externa dos blocos da torre não precisava ser à prova de fogo.

David Collins, um dos integrantes do conselho de moradores do prédio, disse à rede “BBC” que os residentes tinham comunicado aos administradores e à Prefeitura preocupação com a segurança. Ele contou que os moradores estavam preocupados, por exemplo, com “a situação dos aquecedores, das rotas de fuga e com a iluminação das saídas de incêndio”, segundo a Efe.

De acordo com o jornal “The Guardian”, já havia preocupação a respeito de um incêndio no prédio em 2012, quando um vistoria constatou que o equipamento contra incêndios não era revisado havia anos. Em 2016, um grupo de residentes também tinha alertado sobre a única saída de emergência, advertindo que, se ela fosse bloqueada, as pessoas não poderiam deixar o imóvel.

Como se proteger de incêndios como o que destruiu um prédio de 24 andares em Londres

 

A maioria das mortes durante incêndios no interior de edificações costuma ocorrer não por queimaduras, mas sim pela inalação da fumaça.

Isso ocorre porque o fogo e as pessoas competem pelo mesmo recurso: o oxigênio. Mas a falta desse elemento nos incapacita rapidamente e, muitas vezes, não dá tempo para chegar a um lugar seguro.

À medida que as chamas se espalham pelo interior de um edifício, o fogo vai consumindo o oxigênio disponível e, além disso, a combustão incompleta dos materiais queimados libera gases tóxicos que nos envenenam.

É o que aconteceu no edifício londrino Grenfell, destruído por um incêndio na quarta-feira. O número de vítimas fatais da tragédia subiu para 30 nesta sexta, e há ainda cerca de 40 pessoas desaparecidas. Outros 24 feridos permanecem hospitalizados, metade deles em estado crítico.

A fumaça do incêndio contém dois fatores principais que causam danos: o monóxido de carbono, um gás tóxico que pode causar a morte quando inalado em grandes quantidades; e pequenas partículas em suspensão, tão pequenas que são invisíveis ao olho humano, mas que podem chegar aos pulmões e danificar as vias respiratórias.

Como a inalação de fumaça afeta nossa saúde:

A capacidade de percepção e de raciocínio, essenciais para se orientar e escapar rapidamente do fogo, diminui com a falta de oxigênio.

Ao ar livre, o nível de oxigênio normal é de 21%. Se o nível baixar para 17%, as pessoas já podem ter problemas de força e coordenação, segundo a Associação Nacional de Proteção contra o Fogo dos Estados Unidos.

Quando o nível está abaixo de 10%, as pessoas têm náuseas, vômitos e ficam inconscientes. E um nível de oxigênio entre 6% e 8% é fatal depois de 6 a 8 minutos. Com menos de 4%, ocorre uma parada respiratória ou cardíaca mortal.

Além disso, o calor é um perigo em si: respirar gases muito quentes pode queimar as vias respiratórias e também causar a morte.

3 conselhos para minimizar a inalação de fumaça em caso de incêndio:

Agachar e engatinhar

O calor do fogo empurra as nuvens de fumaça para cima, deixando próximo ao solo um espaço de ar relativamente limpo.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Londres, se há fumaça, é melhor manter-se próximo ao solo e engatinhar para um lugar seguro para minimizar a inalação de gases tóxicos.

Cobrir a boca e o nariz

Se para escapar for preciso passar por um cômodo cheio de fumaça, usar uma toalha (de preferência molhada, mas apenas se houver tempo) sobre o nariz e a boca pode te ajudar a filtrar as partículas de fumaça para proteger os pulmões.

É melhor não respirar pela boca, já que o nariz consegue filtrar melhor as partículas de combustão suspensas no ar.

Quando a passagem está bloqueada

Se não for possível sair de uma casa ou edifício em chamas, o Corpo de Bombeiros de Londres recomenda ir a um cômodo seguro, de preferência longe do fogo, com uma janela que possa ser aberta; e tapar todas as possíveis entradas de fumaça – como os espaços debaixo das portas ou os dutos de ventilação – com toalhas, cobertores, almofadas ou roupas de cama, para se ganhar tempo até que cheguem os bombeiros.

Se houver uma torneira no local, também é recomendável molhar os tecidos.

Tower Grenfell em chamas: Pessoas com problemas cardiovasculares ou respiratórios (como asma), crianças e idosos são os mais vulneráveis aos efeitos da exposição à fumaça© Reuters Pessoas com problemas cardiovasculares ou respiratórios (como asma), crianças e idosos são os mais vulneráveis aos efeitos da exposição à fumaça

Outros conselhos do para lidar com um incêndio

Antes de abrir uma porta

Ao escapar, antes de abrir uma porta, é preciso tocá-la com a mão. Se estiver quente, significa que provavelmente há chamas do outro lado, e essa porta fechada pode protegê-lo enquanto você busca uma passagem alternativa para escapar.

As portas corta-fogo mais comuns foram desenvolvidas para resistir a pelo menos 30 minutos.

Além disso, se for preciso abrir uma porta durante um incêndio, pense que às vezes a grande diferença de pressão nos dois lados pode levá-la a abrir com força.

Se o fogo atinge a roupa

Se você correr desesperadamente, as chamas vão queimar ainda mais. Segundo o Corpo de Bombeiros de Londres, o que se deve fazer é deitar no chão e começar a rolar, para dificultar que as chamas se propaguem.

Depois, se outra pessoa estiver no local, pode-se sufocar as chamas com um material pesado, como um abrigo ou um cobertor.

Escapar pela janela

“Se estiver no andar térreo ou no primeiro andar, escape pela janela”, diz o corpo de bombeiros em seu site.

“Use materiais macios para amortecer a queda e desça o mais cuidadosamente possível antes de se deixar cair; não salte.”

No Brasil, a orientação do corpo de bombeiros da Polícia Militar de São Paulo diz: “Não salte do prédio. Muitas pessoas morrem sem imaginar que o socorro pode chegar em poucos minutos”.

Ficar em casa

Em muitos edifícios londrinos, orienta-se aos moradores que permaneçam em casa caso o incêndio não afete o seu andar. Isso porque, em geral, a escada de emergência é compartilhada entre os moradores e os bombeiros.

A norma serviria para conter um incêndio em um apartamento e manter as escadas e corredores livres de fumaça por algum tempo, permitindo que as evacuações fossem feitas com cuidado após o fogo ser contido.

Segundo o engenheiro especializado em incêndios Ikhwan Razali, essa orientação só é correta caso o prédio tenha um bom sistema de extinção de fogo entre um andar e outro. “No caso (do Grenfell), o conselho me parecer ter sido errado”, diz ele.

A corporação de SP recomenda: “Se um incêndio ocorrer em seu apartamento, saia imediatamente. Muitas pessoas morrem por não acreditarem que um incêndio pode se alastrar com rapidez”, diz sua cartilha.

Apenas escadas

A corporação também afirma que todo edifício deve possuir um plano de emergência para abandono em caso de chamas e lembra que nunca se deve usar o elevador – sempre as escadas.

“Um incêndio razoável pode determinar o corte de energia para os elevadores. Feche todas as portas que ficarem atrás de você, assim retardará a propagação do fogo”, prossegue a cartilha de SP.

Não subir

Recomenda-se ainda que, não sendo possível sair do prédio pelas escadas, a pessoa deve permanecer no andar em que está, aguardando a chegada dos bombeiros. Deve-se subir aos últimos andares apenas se o edifício oferecer condições de evacuação pelo alto ou se a situação exigir.

Fonte: G1

Dica do Terra2012: Festa do Imigrante 2017, em São Paulo

04/06/2017

‘Sabor Paulista’ celebra diversidade gastronômica de SP na Festa do Imigrante

No espaço serão realizadas aulas gratuitas, ministradas por pessoas do Congo, da Palestina, da Síria, da Índia e de outros nove países.

 

Sabor Paulista tem oficina gastronômica no Museu da Imigração (Foto: Luh Camargo/Divulgação)Sabor Paulista tem oficina gastronômica no Museu da Imigração (Foto: Luh Camargo/Divulgação)

Sabor Paulista tem oficina gastronômica no Museu da Imigração (Foto: Luh Camargo/Divulgação)

A 22ª Festa do Imigrante irá celebrar os sabores de diversos países neste domingo (4) e nos dias 10 e 11 de junho. Entre 44 expositores de alimentação, 32 expositores de artesanato e 45 grupos de dança e música, estará presente o “Sabor Paulista”, iniciativa da Globo pela valorização da diversidade gastronômica de São Paulo.

No espaço serão realizadas aulas gratuitas, ministradas por pessoas do Congo, da Palestina, da Síria, da Índia e de outros nove países. O público será convidado a participar da elaboração de pratos como Pelmenie, Ceviche, Ficazza, Mosakhan e Mutton curry, entre outros. Aromas, texturas e sabores dos pratos, aliada à música de cada país, ajudará a compor as oficinas e estimulará todos os sentidos dos participantes.

Além das atividades gastronômicas, o “Sabor Paulista” também promove um debate para falar sobre imigração. O papo “Tudo começa pelo respeito” terá a participação de Tatiana Waldman, do Museu da Imigração; Marcelo Haydu, do Adus – Instituto de Reintegração do Refugiado; e Ana Rosa Abreu, do Instituto Vladimir Herzog, que vão trazer um panorama histórico das antigas e novas imigrações no Brasil e o preconceito enfrentado pelos imigrantes.

Também será discutido como o país está lidando com o tema atualmente. O encontro acontecerá no dia 10, um sábado, às 14h, e será mediado pela jornalista Gabriela Lian, da Globo.

Serviço:

 

Sabor Paulista na 22ª Festa do Imigrante

 

Datas: 4, 10 e 11 de junho de 2017

Horário: 10h às 17h

Local: Museu da Imigração – Rua Visconde de Parnaíba, nº 1316 – Mooca – São Paulo

Ingresso para a Festa do Imigrante: R$ 10 (inteira)

 

Programação oficinas Sabor Paulista:

 

 

04 de junho

 

 

  • 11h – Feijão fradinho com Kwanga e carne – Congo – Culinária Africana mama Nseng
  • 12h – Ficazza – Itália – Mammas de São Vito
  • 13h – Charutinho em folha de uva – Síria – Talal Culinária Síria
  • 14h – Ceviche – Peru – Sabor Latino Eventos
  • 15h – Badjia (bolinho de feijão) – Moçambique – Moçambicanos em SP
  • 16h – Broa de Mel – Ilha da Madeira – Folclore e Etnografia Região Autônoma da Madeira

 

Infarto

26/04/2017

 

Sintomas de infarto que não devemos ignorar

Fique atento aos sintomas! Eles podem se manifestar de maneiras diferentes em homens e mulheres.

sintomas infarto© Fornecido por eCycle sintomas infarto

Existem alguns sinais que o corpo nos dá antes de um infarto acontecer… Quanto antes os reconhecermos, maior a probabilidade de salvar sua própria vida ou a de alguém próximo. Existem algumas diferenças entre os sintomas nos homens e nas mulheres. Aprenda a reconhecê-los:

Sintomas de infarto nas mulheres

  • Fadiga: algumas mulheres sentem muito cansaço, mesmo tendo ficado sentadas o dia todo. Andar de um lado da casa para o outro já pode ser cansativo.
  • Dor de estômago: as mulheres podem sentir uma pressão abdominal intensa e uma forte dor de estômago antes de sofrerem um ataque cardíaco.
  • Dor no peito: a dor no peito pode não incindir sobre um ponto específico do lado esquerdo do peito. É possível que se estenda a qualquer outro ponto da região, causando rigidez.
  • Tonturas, náusea e falta de ar: esses sintomas podem ocorrer de forma conjunta, de um momento para outro e sem nenhuma razão aparente.
  • Suor repentino: o suor repentino é mais comum nas mulheres do que nos homens. Algumas mulheres podem confundir esse sintoma com o estresse
  • Dores no pescoço e na mandíbula: para mulheres, a dor no braço esquerdo pode não aparecer, mas elas podem sentir dores no pescoço e na mandíbula – a dor pode ser súbita ou gradual.

Sintomas de infarto nos homens

  • Dor torácica: a dor torácica é um dos sintomas mais comuns infarto, principalmente para os homens. Neste caso, pode ocorrer no centro do peito ou no sentido direita-esquerda, em direção ao coração. Sensações de peso no peito de forte pressão também são relatadas.
  • Dores nos braços: a dor no peito se espalha não só para os braços, ombros e cotovelos, como também para o pescoço, mandíbula e abdômen. Às vezes a dor no peito não ocorre, mas a dor em pelo menos um dos braços ou nas costas entre os ombros sim.
  • Fadiga: a sensação de cansaço e fadiga pode ser um indicativo de que um infarto está para acontecer. Pode aparecer alguns dias ou semanas antes do infarto.
  • Tosse: a tosse persistente pode ser um indicativo de que um ataque cardíaco está por vir, por causa da acumulação dos fluídos nos pulmões. Tosse com sangue pode ocorrer.
  • Ânsia: o ataque cardíaco pode causar um estado de ânsia e medo de morrer, tudo ao mesmo tempo, podendo também causar taquicardia.
  • Insônia: antes de ter um ataque cardíaco, uma pessoa pode ficar meses sofrendo de insônia, ansiedade e agitação – essa é uma forma que nosso corpo mostra que algo está errado.
  • Fraqueza: dias antes de um ataque cardíaco, o indivíduo pode sentir uma imensa sensação de fraqueza.
  • Batimentos cardíacos rápidos e irregulares: batidas rápidas e irregulares no coração, principalmente se forem acompanhadas de fraqueza, tontura e dificuldades para respirar podem ser indícios de ataque cardíaco, arritmia ou insuficiência cardíaca.
  • Tonturas e vertigens: tonturas e vertigens podem ser indícios que um ataque cardíaco está por vir.
  • Suores frios: suores frios que surgem de repente, mesmo que não tenha havido atividade física intensa, podem ser um indicativo de ataque cardíaco.
  • Inchaço: inchaço em pés, tornozelos, abdômen, pernas, um súbito aumento de peso ou a perda de apetite também são sintomas de risco.
  • Indigestão: sentir desconfortos no estômago, como azia e dificuldades na digestão, podem ser outro indicativo.
  • Problemas respiratórios: dificuldades para respirar e falta de ar, possivelmente acompanhados de dores no peito podem ser indicativos de ataque cardíaco ou de insuficiência cardíaca.
  • Náuseas e falta de apetite: a náusea e a falta de apetite podem ser sinais de que um infarto está por vir, podem ocorrer vômitos um pouco antes ou durante o ataque cardíaco.

Como prevenir um ataque cardíaco

  • Pare de fumar;
  • Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física por dia;
  • Mantenha o peso corporal saudável, tome cuidado com o sobrepeso;
  • Tenha uma alimentação saudável, com mais alimentos ricos em nutrientes, invista nas verduras e frutas e coma menos carne e frituras;
  • Faça exames de rotina regularmente para checar o estado da sua saúde.
Fonte: MSN

22 de Abril é o Dia da Terra

22/04/2017

Dia da Terra: 9 dicas para tornar nosso planeta um lugar melhor

O Dia da Terra é celebrado globalmente todos os anos em 22 de abril. Com o objetivo de incentivar as pessoas a serem mais amigas do meio ambiente, o dia é comemorado com festivais, comícios e apoio de celebridades. Hoje, quando celebramos o Dia da Terra de 2017, vamos tomar um momento para pensar sobre o que podemos realmente fazer para ajudar a salvar o planeta.

O Google traz um ponto importante sobre a necessidade de ser mais ecológico. Aqui estão algumas dicas simples e fáceis do Dia da Terra que irão percorrer um longo caminho na conservação do meio ambiente:

  • Desligue as luzes toda vez que você sair de um comodo de sua casa para economizar energia.
  • Desconecte os dispositivos e desligue da tomada quando não estiver em uso.
  • Compre produtos cultivados localmente para reduzir emissões e resíduos.
  • Tente caminhar ou usar um transporte público em vez de dirigir, sempre que puder.
  • Use sacos de compras reutilizáveis.
  • Corrija as torneiras com vazamento e desligue a água quando não a utilizar para evitar o desperdício.
  • Mudar de descartáveis ​​para reutilizáveis, a fim de reduzir o desperdício.
  • Recicle e reutilize o máximo possível.
  • Encontre uma maneira de plantar uma árvore em seu bairro.
Fonte: Coluna Tech

Operação “Carne Fraca” reforça a necessidade de não comermos carne

19/03/2017

A politicagem que prejudica a carne brasileira

Uma operação policial desastrosa, recheada de policiais mais preocupados com os holofotes do que com o cuidado na disseminação de informações, tem como combustível as disputas internas na PF e o loteamento de cargos do Ministério da Agricultura nos estados, entregues aos partidos políticos

A politicagem que prejudica a carne brasileiraLINHA DE PRODUÇÃO DA JBS EM SANTA CATARINA – Sem nenhum dirigente ou executivo citado na operação, a empresa acabou assim mesmo sendo uma das mais afetadas em sua imagem

O conceito de sociedade do espetáculo foi cunhado pelo pensador francês Guy Debord para retratar um contexto em que tudo o que era vivido diretamente tornou-se representação. Se a espetacularização, protagonizada em qualquer área, já tem o condão de empanar a realidade, mais deletério ainda ao País quando ela parte de entes públicos que deveriam sempre primar pelo cuidado com a apuração e com a disseminação de informações sempre dentro de sua real dimensão. Não foi o que ocorreu na última semana. A Operação “Carne Fraca”, anunciada com estardalhaço pela Polícia Federal na sexta-feira 17 e vendida como a “maior da história”, foi a mais estabanada ação policial já desenvolvida nos últimos anos. Sem demonstrar conhecimento técnico sobre o setor agropecuário, o delegado Maurício Moscardi Grillo, criticado até por delegados e peritos da PF, trocou os pés pelas mãos. Lançando mão de arriscadas generalizações, disse que os frigoríficos usavam papelão em embutidos e salsichas, quando o material citado nos áudios das investigações se referiam ao embrulho das carnes. Afirmou ainda que o setor usava substâncias cancerígenas para maquiar carnes estragadas, quando os frigoríficos usam ácido ascórbico (vitamina C) como conservantes. E, para espanto geral, sapecou que o setor utilizava ilegalmente carne de cabeça de porco em linguiças, quando o uso é perfeitamente legal. O resultado não poderia ser mais catastrófico para o País: gerou uma crise internacional para a pecuária brasileira, que emprega 7 milhões de pessoas e exporta anualmente US$ 12,3 bilhões (quase R$ 40 bilhões).

Dezenas de países importadores, como China, Japão, México e União Europeia, suspenderam as compras do Brasil, o que poderá ter reflexos na recuperação do PIB deste ano, que já contava com o bom desempenho da agropecuária para sair do vermelho. Internamente, os brasileiros ficaram apreensivos, ao presumirem que comiam carne podre, o que é um equívoco, porque a nossa carne recebe o selo de uma das melhores do mundo. Ora, mesmo que não houvesse o reconhecimento, é elementar deduzir: se comêssemos carne estragada, o País estaria enfrentando uma epidemia gastrointestinal sem precedentes, o que definitivamente não ocorre. Por que, então, tanta pantomima para tratar de tema tão sério? O que a barbeiragem de setores da Polícia Federal esconde? Um mergulho pelos meandros do setor pode até não ser capaz de produzir a resposta definitiva, mas fornece pistas sobre o quê , quem e quais interesses contribuíram para alimentar uma operação tão mal embalada.

 Apagando incêndios O ministro BlairoMaggi tem visitado frigoríficos investigados para verin loco como funcionam
APAGANDO INCÊNDIOS O ministro BlairoMaggi tem visitado frigoríficos investigados para ver in loco como funcionam

Há pelo menos uma década, uma briga de foice é travada por cargos e postos estratégicos no bilionário setor agropecuário. O aparelhamento das superintendências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) nos Estados é cruel e acomoda conveniências das mais diversas. Para usar uma famosa expressão cunhada por um cronista carioca: ali é “briga de cachorro grande”. Das 27 superintendências estaduais, 21 estão nas mãos de políticos do PMDB, PP, PSDB, PR e PTB. Em geral, esses políticos usam os cargos para pressionar alguns frigoríficos e conseguir doações milionárias para campanhas. Esses superintendentes são indicados pelas bancadas estaduais ou senadores dos partidos. Sem qualquer cerimônia, a senadora e ex-ministra da Agricultura de Dilma, Kátia Abreu (PMDB-TO), admitiu na semana passada as ações nada republicanas promovidas no setor. “Quando fui ministra, pedi para que os senadores indicassem políticos para os cargos nos estados”. Kátia foi além. Afirmou que assegurou ao senador Roberto Requião (PMDB-PR) a primazia de indicar o superintendente do Paraná, mas que o senador teria aberto mão. A vaga, assim, passou a ser disputada por deputados federais do Paraná com nome e sobrenome. Um deles com cargo de peso no governo Temer: o atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR).

Serraglio uniu-se ao deputado Sérgio Souza (PMDB-PR) para indicar para a vaga Daniel Gonçalves Filho, preso pela PF como um dos líderes da quadrilha que cobrava propinas de frigoríficos no Paraná. Ele ficou no cargo de 2007 a 2016 e atravessou incólume pelos governos Lula e Dilma.

Kátia: Serraglio indicou “bandido”

Segundo reconheceu Kátia Abreu, Daniel Gonçalves Filho era “bandido” e “marginal”, colecionador de processos no próprio Ministério da Agricultura. Ela sabia de tudo. Mas não fez nada. E ele permaneceu por nove anos no cargo. “Gonçalves era mantido no cargo por pressão de Serraglio”, tentou justificar. O fato de Kátia Abreu ser do PMDB, do mesmo partido de Serraglio, agora ministro da Justiça e chefe, portanto, da Polícia Federal, mostra que há algo de mais podre no ar. Nas gravações da PF, Serraglio referia-se a Daniel Gonçalves como “meu chefe”. Serraglio telefonava para Daniel para que ele, na condição de superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, não fechasse um frigorífico de Iporâ (PR).

Em abril de 2016, apagar das luzes do governo Dilma, Gonçalves foi exonerado. Para o seu lugar, os deputados do PP ganharam a queda-de-braço com o PMDB. Os deputados Nelson Meurer (PP-PR) e Dilceu Sperafico (PP-PR), investigados na Lava Jato, e o então deputado Ricardo Barros (PP-PR), hoje ministro da Saúde, conseguiram a indicação de Gil Bueno de Magalhães. Gil também foi preso na Operação Carne Fraca e foi exonerado nesta segunda-feira 20 pelo ministro da Agricultura Blairo Maggi.

Em alguns estados as indicações políticas partiam de senadores, como no Pará. Em Goiás, os padrinhos pertenciam às bancadas federais, como foi o caso do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), responsável por indicar Julio Cesar Carneiro para o cargo. Subornado para não fechar um frigorífico irregular no seu estado, Carneiro acabou preso na Operação Carne Fraca. Para o lugar de Carneiro, o PTB indicou Ricardo Augusto de Faria. “Passou da hora dos superintendentes da Agricultura nos Estados serem técnicos e não políticos, apadrinhados por deputados ou senadores”, alertou o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, ex-ministro da Agricultura.

Parece, também, haver uma briga velada de poder na PF. Afinal, o ministro da Justiça não sabia que havia sido grampeado pelo delegado, um subordinado seu, quanto mais que suas conversas seriam vazadas durante uma coletiva da PF. Claro, tudo isso seria natural se os diálogos revelassem o cometimento de um crime. Mas não foi esse o entendimento da Procuradoria-Geral da República. Ou seja, o ministro não será sequer investigado. O mesmo não se pode dizer de sua imagem, que saiu arranhada do episódio. Sem entrar no mérito do comportamento do ministro, trata-se de um enredo sem pé nem cabeça, para dizer o mínimo.

Delegados criticam operação

Os próprios policiais federais passaram a detonar a operação. O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luis Boudens, criticou o delegado Moscardi Grillo, dizendo que ele não tem condições de coordenar uma operação como essa, pois está na PF só há 11 anos e é “inexperiente para tratar de assuntos delicados como esse, com tamanho abalo econômico”. Já o presidente da Associação Nacional dos Delegados da PF (ADPF), Carlos Eduardo Sobral, disse que a PF cometeu “um erro de comunicação” na operação. A ação teve 1.100 policiais e prendeu 33 pessoas. “O delegado não poderia ter dito que havia um problema sistêmico, generalizado no setor”. Ele pergunta: “Havia corrupção de fiscais? Havia. Pode ter problemas em alguns frigoríficos? Pode. Mas nunca poderia ter dito que era generalizado”.

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A crítica mais contundente partiu da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF). A entidade lamentou “profundamente” que a participação dos especialistas da corporação em análise de fraudes alimentares “não tenha sido devidamente empregada durante a condução das investigações”. Os policiais fizeram uma abordagem “apenas circunstancial”. Para a associação, a “operação Carne Fraca” tornou-se uma clara demonstração de como o conhecimento técnico e o saber científico, em todas as etapas da investigação, não podem ser deixados de lado em favorecimento dos aspectos subjetivos da investigação criminal. “A atuação adequada dos Peritos Criminais Federais teria propiciado a correta interpretação dos dados técnicos em apuração, assim como a definição dos procedimentos técnico-científicos necessários para a materialização de crimes de fraude alimentar eventualmente cometidos pelas indústrias sob suspeição. Além disso, teria poupado o país de tão graves prejuízos comerciais e econômicos”. A APCF “tem o dever de esclarecer que as afirmações relativas ao dano agudo à saúde pública, divulgadas por ocasião da deflagração da “Operação Carne Fraca”, não se encontram lastreadas pelo trabalho científico dos Peritos Criminais da Polícia Federal”. Foi por isso, certamente, que a PF disse que havia papelão dentro de lingüiça. Se tivesse tido perícia, isso poderia ter sido comprovado. Os técnicos da PF saberiam também diferenciar carne podre de carne boa. E, certamente, teriam informação de que vitamina C não é ácido cancerígeno. Teriam evitado as trapalhadas que arrastaram para o lixo o nome de um setor que representa R$ 400 bilhões por ano, ou quase 40% do PIB do agronegócio.

Carne ao mar Os exportadores de carne contabilizam prejuízo de US$ 1 bilhão
CARNE AO MAR Os exportadores de carne contabilizam prejuízo de US$ 1 bilhão

As irregularidades na fiscalização de frigoríficos não são de hoje, e, se a PF identificou funcionários corruptos, eles devem mesmo ser presos e condenados. Mas faltou dar a dimensão real do caso. A PF, por exemplo, prendeu 33 pessoas, num universo de 11.300 funcionários. Insignificante. Que há frigoríficos irregulares, que cometem fraudes, também não é novidade. Mas a PF levou dois anos investigando e só identificou 21 unidades fabricantes de carnes irregulares, das quais apenas três foram interditadas. O País conta com 4.837 unidades produtoras.

Segundo estimativa do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o prejuízo para o setor já alcançou US$ 1 bilhão. O governo agiu rápido para evitar o pior. No domingo 19, o presidente Michel Temer convocou todos os embaixadores dos mercados consumidores da carne brasileira, explicou que a qualidade de nossa carne continuava impecável e que os problemas de fiscalização eram pontuais. Após a reunião, levou-os para almoçar numa churrascaria em Brasília. “Os números da operação, com 21 estabelecimentos investigados e só três interditados, mostram a insignificância da operação”, disse Temer, para quem “o alarde feito em torno do assunto não pode ficar impune”, pois causou “grande embaraço econômico ao Brasil”. Segundo Temer, a investigação não alcança a “totalidade dos frigoríficos brasileiros”. “Se há irregularidades, elas precisam ser investigadas e os envolvidos punidos”. Mas não com ações dessa forma grotesca.

Conhecido agropecuarista no Mato Grosso, o ministro Maggi deixou a licença médica e voltou ao batente tão logo foi deflagrada a crise: “É lamentável o que aconteceu”. Ele pretende visitar dentro de três semanas todos os 21 frigoríficos investigados e ver as providências que estão sendo tomadas em cada unidade para o saneamento dos problemas identificados. “A PF tem que ser nossa parceira. Não quero conflito com ninguém, mas espero que a partir de agora os policiais possam ter o assessoramento técnico necessário”. A PF tem cumprido – e bem – seu propósito de elucidar diversos casos de corrupção e desvio de recursos públicos, o que, indubitavelmente, é bom para o País. Há, no entanto, sinais perigosos de que a corporação deixa-se levar, em algumas ocasiões, pelo arbítrio.

A DESASTROSA OPERAÇÃO QUE DUROU DOIS ANOS

• A PF inspecionou 21 unidades produtores de carne, quando o país tem 4.837 estabelecimentos do gênero. Isso representou 0,5% do total

• Dessas 21 unidades fiscalizadas, apenas 3 foram interditadas, o que representou apenas 0,062% do total

• A ação colocou em risco um mercado que emprega 7 milhões de pessoas e exporta anualmente mais de US$ 12,3 bilhões
(ou R$ 38,1 bilhões)

• A PF denunciou um total de 0,03% do total de fiscais que agiam ilegalmente no Ministério da Agricultura e em frigoríficos espalhados pelo País

Fogo amigo

Kátia Abreu (PMDB-TO)

A ex-ministra da Agricultura e senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) confessou que loteou, entre os aliados, os cargos de superintendentes no Ministério nos Estados. Para o PMDB de Osmar Serraglio, deu a superintendência do Paraná. Para o PTB de Jovair Arantes, garantiu a superintendência de Goiás.  Os superintendentes do PR e de GO foram presos na Operação “Carne Fraca”

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Fonte: Isto é

Operação Carne Fraca: o que o consumidor precisa saber

Perguntas e respostas sobre como proceder em caso de produtos de qualidade duvidosa

Seção de carnes em mercado no Rio – Analice Paron / Agência O Globo

A Operação Carne Fraca, deflagrada em 17/3/17, investiga 40 empresas do setor alimentício envolvidas em um esquema de corrupção que liberava a comercialização de alimentos produzidos por frigoríficos sem a devida fiscalização sanitária. Indícios do inquérito revelaram que carnes eram vendidas fora do prazo de validade, misturadas com papelão e até com substâncias cancerígenas. Diante da magnitude do problema, o consumidor deve redobrar a atenção na hora da escolha do produto

Devo parar de comer carne?

Não há recomendaçaõ oficial para suspender o consumo de carne. Especialistas avaliam que as irregularidades são pontuais e que a carne produzida no Brasil seja de alta qualidade. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) recomenda que o consumidor priorize alimentos in natura, ou minimamente processados e não embalados, e evite alimentos ultraprocessados, como salsichas e linguiças.

Como saber se a carne está adequada para o consumo?

A carne imprópria para consumo, seja bovina, suína ou de frango, apresenta normalmente cor, odor e textura alterados. As carnes adequadas, portanto, são aquelas de coloração avermelhada, textura não pegajosa e lisa e que não têm cheiro ruim.

Como proceder diante de um produto inadequado para consumo?

Especialistas indicam que é importante estar atento às informações específicas dos produtos nos estabelecimentos, pois são elas que vão orientar como proceder melhor na escolha do alimento. Na dúvida sobre a adequação do produto, recomenda-se entrar em contato com o supermercado ou com o fabricante. Se o cheiro, cor ou aparência estiverem estranhos, não consuma. Em última análise, deve-se recorrer aos órgãos de defesa do consumidor e à Vigilância Sanitária.

Como saber a procedência da carne?

Se o consumidor está com receio de consumir ou tem alguma dúvida sobre a procedência ou qualidade do produto que tem em casa, pode ligar para a Vigilância Sanitária pelo 1746 e solicitar o recolhimento da peça para que seja feita análise da mercadoria.

Será feito um recall das carnes?

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, os códigos de barra dos produtos dos três frigoríferos em que as fraudes foram confirmadas começarão a ser rastreados a partir de segunda-feira. Mas não esclareceu se será feito um recall nem como ele seria feito. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, também notificou as empresas e pediu esclarecimentos para verificar se seria o caso de um recall.

 

Qual era o produto usado para “maquiar” a carne?

No despacho do juiz que autorizou as prisões, são feitos relatos de fiscais de uso de ácido ascórbico (vitamina C) pelo frigorífero Peccin. Na reprodução de um diálogo dessa empresa, que consta do mesmo documento, o interlocutor cita, porém, outra substância: o ácido sórbico, que também é usado como conservante.

Essas susbtâncias podem causar câncer?

Doses elevadas do ácido ascórbico são cancerígenas. No entanto, apenas quem tem uma exposição prolongada a elevadas doses dessa substância teria risco de desenvolver algum tipo de câncer.

Devo descartar os produtos que tenho em casa?

Não. Em primeiro lugar, pois ainda não se sabe precisamente quais os produtos estão, de fato, impróprios para o consumo. Além disso, em caso de recall é preciso ter o produto para fazer jus a indenização.

15/3 é Dia do Consumidor

15/03/2017

 

Dia do Consumidor: confira dez direitos pouco conhecidos

As compras exigem cuidado redobrado dos consumidores
As compras exigem cuidado redobrado dos consumidores Foto: Alexandre Cassiano/ 24.12.2016 / Agência O Globo

A todo minuto muitos estão comprando algum item, logo, todos são consumidores em algum momento. Porém, o consumidor, um dos motores principais da economia, muitas vezes desconhece seus direitos. Por isso, nesta semana, que se comemora o Dia do Consumidor, é essencial priorizar quem vai às compras, e evitar que estes sejam lesados por desconhecerem o Código de Defesa do Consumidor .

Por exemplo, entre muitos direitos pouco conhecidos, o consumidor tem o direito de suspender (uma vez no ano) serviços de telefone fixo e celular, de TV a cabo, água e luz, sem custo adicional.

De acordo com o professor da faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, advogado especialista em Direito do Consumidor, Arthur Rollo, ainda falta fiscalização.

— Sem as leis do Código de Defesa do Consumidor, abusos verificados há anos continuarão ocorrendo. Também falta concorrência no mercado, tendo em vista que as grandes vilãs dos consumidores são as empresas que prestam serviços diretamente regulados pelo poder público e considerados essenciais. Se os consumidores tivessem ampla liberdade de escolha, o próprio mercado se encarregaria de eliminar os maus fornecedores — afirma o advogado.

Porém, destaca o especialista, os consumidores brasileiros estão cada vez mais atentos aos seus direitos, o que consequentemente cria um novo perfil para o mercado de consumo no país.

— Existem, hoje, muitos mecanismos de reclamação e maneiras de o consumidor buscar os direitos, assim, ficou mais fácil reclamar em caso de algum problema e conseguir solução. Pelo lado da empresa, é importante fornecer um bom serviço, pois com a facilidade de divulgação de informação, na era da internet, a reputação da empresa pode ser desgastada, e por outro lado, se fornece um bom serviço, terá uma publicidade positiva garantida — destaca.

 

 

Compra pela internet ainda causa confusão

Os direitos do consumidor que realiza compras pela Internet ainda são iniciais, ou seja, ainda não existem leis muito específicas sobre esta relação de consumo. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante o direito de arrependimento da compra, conforme diz o artigo 49. Pelo texto, o cliente pode desistir do contrato (ou da compra) sem precisar justificar o motivo, no prazo de sete dias a partir de sua realização ou recebimento do produto ou serviço. De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), como não existem limites para o comércio virtual, o CDC também define que devem ser prestadas informações claras, e em português

Fonte: Jornal Extra

Fome

28/02/2017

Mundo vive maior crise humanitária desde 1945, diz ONU

Em Mogadishu, Somália, crianças em centro de distribuição de alimentos: crianca-centro-distribuicao-alimento-somalia-20110315-original.jpeg© image/jpeg crianca-centro-distribuicao-alimento-somalia-20110315-original.jpeg

As Nações Unidas alertaram que o mundo sofre hoje com a maior crise humanitária desde 1945, final da II Guerra Mundial, com o risco de que 20 milhões de habitantes de quatro países sofram com fome e desnutrição. Iêmen, Somália, Sudão do Sul e Nigéria, afetados por conflitos armados, foram citados pelo subsecretário-geral e chefe das operações humanitárias da ONU, Stephen O’Brien, ante o Conselho de Segurança após uma visita a esses países. O’Brien fez na sexta-feira um chamado urgente à mobilização, pedindo 4,4 bilhões de dólares à comunidade internacional até julho para “evitar uma catástrofe”.

“As Nações Unidas lançam um alerta, o mundo enfrenta sua maior crise humanitária desde o final da II Guerra Mundial, com mais de 20 milhões de pessoas que enfrentam a fome e a inanição em quatro países”, declarou. “Do contrário, muita gente vai morrer de fome, perder seus meios de subsistência, e as conquistas políticas dos últimos anos serão revertidas.”

Segundo O’Brien, “sem esforços coletivos e coordenados globalmente, as pessoas simplesmente morrerão de fome. Muitos mais sofrerão e morrerão de doenças”, disse.

Fome e destruição

No Iêmen, dois terços dos seus 18,8 milhões de habitantes precisam de assistência e mais de sete milhões “não sabem de onde virá seu próximo alimento”, indicou o O’Brien, lembrando os deslocamentos maciços da população devido aos combates entre forças do governo e rebeldes xiitas huthis. O conflito já deixou mais de 7.400 mortos e 40.000 feridos desde março de 2015, segundo a ONU.

No Sudão do Sul, O’Brien encontrou “a situação pior do que nunca” devido à guerra civil que atinge o país desde dezembro de 2013, e responsabilizou as partes beligerantes pela fome no país. Mais de 7,5 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária neste país, que tem 3,4 milhões de deslocados.

Na Somália, mais da metade dos seus 6,2 milhões de habitantes requerem assistência e proteção, incluindo 2,9 milhões de ameaçados pela fome. Cerca de um milhão de crianças menores de cinco anos sofrerão desnutrição grave neste ano, acrescentou O’Brien. O país vive há três décadas uma situação de caos e violência, causada por milícias de clãs, grupos criminosos e a insurreição de islamistas do grupo Al-Shabaab.

O Nordeste da Nigéria, foco de uma insurreição dos extremistas do Boko Haram desde 2009, é golpeado pelo aquecimento global e pela má governança. Mais de 20.000 pessoas foram mortas e 2,6 milhões de pessoas deixaram suas casas devido ao conflito com o grupo. Segundo a ONU, a desnutrição nessa região do país é tão severa que alguns adultos mal têm forças para caminhar e algumas comunidades perderam todas as crianças.

Mais de 10 milhões de pessoas requerem ajuda humanitária, das quais 7,1 milhões enfrentam uma “grave precariedade alimentar”, apontou O’Brien.

Fonte: MSN

Fome afeta metade da população do sul de Madagáscar

 

FAO quer distribuir sementes e mudas de plantas a cerca de 170 mil famílias em dezembro; programa de alívio do PMA prevê a entrega de alimentos ou dinheiro a agregados das áreas mais críticas.

Região sul do Madagáscar tem sido atingida por secas consecutivas. Foto: FAO/Luc Genot

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Metade da população do sul de Madagáscar enfrenta fome e precisa de assistência humanitária urgente.

O alerta lançado pelo Programa Mundial de Alimentação, PMA, e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, indica que cerca de 850 mil pessoas enfrentam a situação.

Estratégias

As agências revelam que as famílias optam por estratégias de sobrevivência como comer menos refeições, consumir sementes e vender recursos como animais, meios de produção agrícola e porções de terra.

A previsão é que a segurança alimentar e nutricional piore nos próximos meses se a ação humanitária não aumentar.

Estima-se que 1,4 milhões de pessoas não tenham o que comer até 2017 em três regiões do sul.

A nota revela que os agricultores da região são afetados pela grave seca há três anos. Daí a necessidade urgente de mais apoio para que estas possam semear a tempo nas temporadas entre dezembro e janeiro.

Sementes  

O plano da FAO é começar a distribuir sementes e mudas de plantas para cerca de 170 mil famílias de agricultores em áreas do sul mais afetadas pela insegurança alimentar.

As famílias devem receber alimentos ou dinheiro como parte de um programa de alívio do PMA para ajudar no seu sustento até ao período da colheita, prevista para março e abril.

Este ano foi marcado pela queda da produção de arroz, milho e mandioca  devido à falta de chuvas. O poder de compra continua a baixar com o aumento dos preços que coloca mais riscos à segurança alimentar dos mais vulneráveis.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

Fonte: ONU

ONG organiza Projeto “Meu amigo refugiado”

24/12/2016

A ceia na casa do agente de turismo Gilson Fumaça, de 38 anos, no Morro Santa Marta, esta noite, terá chester, peru, bacalhau e “thieboudienne”, um prato especial africano. O tempero dessa iguaria será a solidariedade. Virá das mãos do refugiado Abdou Secka, de 23 anos.

Jogador de futebol em Gâmbia, um pequeno país da África Ocidental, Abdou faz parte do Projeto “Meu Amigo Refugiado”. Criada pela ONG Migraflix em parceria com a agência NBS, a campanha atraiu duas mil famílias brasileiras interessadas em convidar refugiados para passar o Natal em suas casas. Através do site, é possível ler histórias de pessoas de diversos lugares do mundo. E enviar um convite para ato  ceia.

Todos os 30 refugiados que participaram do projeto serão recebidos por famílias do Rio, São Paulo e Brasília. O sucesso foi tão grande que, ao longo do ano, outros encontros, como almoços de domingo, serão realizados.

— É preciso enxergar que existem pessoas em situação difícil, que estão longe de suas famílias, com saudade — defende Gilson.

Criado no Santa Marta, o agente de turismo acredita que a generosidade esteja no DNA dos seus vizinhos na favela. E que a presença de Abdou fará seu Natal ainda mais especial.

— Quando tem chuva forte, as pessoas se unem para tirar os moradores de lugares de risco. Se acaba a luz, você pede um gelo no vizinho. Se está sem gás, faz uma panela de arroz na casa dele — enumera Fumaça, dono do famoso Hostel Favela Scene Casa dos Relógios.

Será essa experiência que terá Abdou ao subir o plano inclinado da comunidade de Botafogo. Após uma perseguição política — seu pai pertence a um partido contrário ao ditador de seu país —, a família precisou ir para o Senegal.

Com a situação financeira difícil, Abdou, que estudava Matemática e jogava futebol num clube da terceira divisão em Gâmbia, decidiu tentar a sorte no Brasil. Hoje, mora na Paróquia de São João Batista da Lagoa, em Botafogo, e mata saudades da família por Whatsapp.

— Vendo comida árabe feita por um refugiado. Estou há oito meses no Brasil. Fui muito bem recebido — elogia.

O sucesso da campanha emocionou até os idealizadores, como Milena Zindeluk, da NBS.

— O importante desse projeto é mostrar a história dessas pessoas, quebrar preconceitos e gerar integração. Esperávamos sim ter mais famílias do que refugiados, mas os dois mil convites superaram as expectativas. Agora, a ideia é seguir gerando encontros.

E esperança.

Gilson Fumaça que mora na comunidaded do Dona Marta , recebe pra noite de Natal o refugiado Abdou

 

Gilson Fumaça que mora na comunidaded do Dona Marta , recebe pra noite de Natal o refugiado Abdou Foto: Urbano Erbiste / Agência O Globo
 

Depoimentos:

“Eu não queria ter saído, estava estudando e tentando seguir meu sonho de jogar futebol. No Brasil, quero continuar os estudos e, quem sabe, virar um jogador profissional. Fui muito bem recebido aqui.” (Abdou Secka)

“O ser humano tenta ser durão, mas ele tem um sentimento de solidariedade. Nem sempre está aflorado. É preciso olhar para o lado e ver pessoas em situações difíceis. Com saudade da família” (Gilson Fumaça)

Fonte: Jornal Extra

Refugiados buscam emprego no Brasil para mudar de vida

País abriga 8,8 mil refugiados. Em 2015, foram registrados 28.670 pedidos de refúgio, segundo o Ministério da Justiça

 

Melania Ngongue Weka, de 40 anos, é natural da Angola, mas deixou sua terra natal há 1 ano e 8 meses. Ela saiu de lá com os seus cincos filhos e está tentado reconstruir sua vida aqui no Brasil.

Ela conheceu o Brasil em 2013 depois de passar um mês aqui com um sobrinho que jogava futebol e tentava uma vaga em alguns clubes do país. Quando precisou deixar a Angola, Melania pensou em Portugal, mas os trâmites burocráticos dificultaram a ida e as boas lembranças do país fizeram ela buscar refúgio no Brasil.

Melania Ngongue Weka conseguiu um trabalho no Brasil há 4 meses (Foto: Flavio Moares/G1)Melania Ngongue Weka conseguiu um trabalho no Brasil há 4 meses (Foto: Flavio Moares/G1)

Melania Ngongue Weka conseguiu um trabalho no Brasil há 4 meses

“Eu achei o Brasil legal. O Brasil e a Angola são países irmãos. A gente entende as coisas daqui, assiste as novelas”, conta Melania. Ela deixou o seu país por causa de problemas no seu casamento, que quase resultaram na sua prisão.

No seu pais de origem, ela era dona de um mercadinho e uma lan house. Ao deixar tudo e vir para o Brasil, ela teve que se manter com suas economias até conseguir um emprego. Sem uma oportunidade em vista, Melania abriu um mercadinho perto da sua casa em março deste ano. “Eu fui atrás de emprego, mas não conseguia. Todo mundo falava que meu currículo era bom, mas não conseguia nada”, lembra.

Mas, a história de Melania mudou quando ela participou do projeto “Empoderando Refugiadas”, que busca ajudar as mulheres refugiadas a conhecer seus direitos, se inserir no mercado de trabalho ou a empreender no Brasil. A iniciativa é do Grupo de Direitos Humanos e Trabalho da Rede Brasil do Pacto Global, com a Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), a ONU Mulheres, a Caritas São Paulo, a empresa de recursos humanos Fox Time e o Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados (PARR).

Há quatro meses ela conseguiu um emprego como auxiliar de serviços gerais na cozinha da Sodexo em um hospital em Santo André, na Grande São Paulo. Com o mercadinho, ela se divide entre as duas atividades e conta com a ajuda dos seus filhos mais velhos, que cuidam do negócio quando ela não está.

 

“Quem está procurando não pode desistir. Se fosse para desistir eu não estaria aqui”, afirma Melania.

 

Refugiados no Brasil
Melania faz parte do grupo de 8.863 refugiados que estão no Brasil, segundo o último relatório do Ministério da Justiça, de abril deste ano. Eles são de 79 nacionalidades diferentes, sendo as principais: sírios, angolanos, colombianos, congoleses e palestinos. Desse total, 3.557 têm entre 18 e 59 anos, idade em que a população está inserida no mercado de trabalho.

Houve um aumento de 127% no número total de refugiados reconhecidos no Brasil entre 2010 e 2016. Em 2010, eram 3.904 refugiados.

A lei brasileira entende que o abrigo só pode ser concedido para quem provar sofrer perseguição por motivo de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas em seu país.

São realizadas entrevistas pessoais com o solicitantes, além de consultas a bases de dados dos demais órgãos membros do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), incluindo consultas ao Ministério das Relações Exteriores e à Polícia Federal, no intuito de definir o “fundado temor de perseguição” ou a situação de “grave e generalizada violação de direitos humanos”.

Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em junho, o número de pessoas deslocadas por motivos de conflitos e perseguições em todo o mundo chegou a 65,3 milhões em 2015. O número é quase 10% maior em relação ao registrado em 2014, que foi de 59,5 milhões.

Refugiados no Brasil (Foto: Arte/G1)Refugiados no Brasil (Foto: Arte/G1)

Refugiados no Brasil (Foto: Arte/G1)

Para Luiz Fernando Godinho, porta-voz da Acnur no Brasil, o país tem uma lei bastante avançada, que mantém as fronteiras abertas e inclui a sociedade civil na discussão sobre os refúgios. “No que diz respeito ao trabalho, mesmo os solicitantes têm uma carteira de trabalho provisória para que eles possam integrar o mercado formal”, afirma.

Ele ressalta que existem alguns desafios enfrentados pelos refugiados como dificuldade no idioma, revalidação de diplomas e o atual cenário da economia brasileira, que obrigou as empresas a enxugar seus quadrados de funcionários.

“O trabalho é fundamental para qualquer pessoa. A assistência humanitária é apenas parte do processo. O objetivo final é promover mecanismos para que a pessoa se vire com as próprias pernas”, afirma Godinho.

Para Marcelo Vitoriano, gerente de diversidade e inclusão da Sodexo, o resultado do trabalho dos refugiados na empresa foi muito positivo. “Isso faz bem para o negócio. Quanto mais diverso o público interno, melhor ele vai atender o público para quem presta serviço. A diversidade e a inclusão fazem bem para as pessoas e para os negócios. Acaba sendo um potencial competitivo”, diz.

Pedidos de refúgio
Em 2015, o Brasil teve 28.670 pedidos de refúgio, um pouco a mais do que em 2014, quando o país recebeu 28.385 solicitações. Em 2010, o número era de 966, segundo relatório do Ministério da Justiça. O Haiti lidera entre os países com mais pedidos de refúgio com 48.371 solicitações já feitas na história. Em seguida estão: Senegal (7.206), Síria (3.460) e Bangladesh (3.287).

Solicitações de refúgio no Brasil (Foto: Arte/G1)Solicitações de refúgio no Brasil (Foto: Arte/G1)

Solicitações de refúgio no Brasil (Foto: Arte/G1)

Muitos haitianos conseguem agilizar seus pedidos de documento no Brasil, como a carteira de trabalho, ao procurar a Polícia Federal e solicitar refúgio. Segundo o Ministério da Justiça, os haitianos são migrantes que buscam oportunidades de emprego e renda inexistentes em seu país.

Buscando oportunidades
Alcius Elmira, de 27 anos, é haitiano e está no Brasil em julho de 2014. Ele é casado e tem dois filhos que ficaram no Haiti. Formado em farmácia e com cursos técnicos em enfermagem e produtos químicos, ele veio para cá em busca de oportunidades para melhorar a vida da sua família. “O país está sempre em crise e o governo não ajuda. Eu estudei tanto e poderia ajudar o país. A maioria viajou para outros países para ter uma vida melhor”, conta.

Alcius Elmira conseguiu emprego logo quando chegou no Brasil (Foto: Flavio Moraes/G1)Alcius Elmira conseguiu emprego logo quando chegou no Brasil (Foto: Flavio Moraes/G1)

Alcius Elmira conseguiu emprego logo quando chegou no Brasil

Ele trabalha no setor de montagem e expedição de exames da Papaiz Associados. Ele entrou na empresa em agosto de 2014, ficou por 9 meses e saiu para tentar uma vaga melhor para juntar mais dinheiro para mandar para a família. Conseguiu um outro emprego como zelador de uma igreja à noite e acabou voltando para o antigo emprego. Agora, ele concilia as duas atividades.

Seu projeto, além de continuar ajudando a família, é trazer a esposa e os filhos para o Brasil em 2017. “Primeiro queria tentar visitar, porque ainda não fui desde quando cheguei, e depois trazer eles para cá para a minha esposa trabalhar também”, afirma.

Para Luiz Roberto Capella, gestor administrativo ainanceiro da Papaiz Associados, o retorno com a contratação foi grande. Além de Elmira, outros quatro haitianos foram contratados. “Eles são integrados, participativos e trazem uma grande colaboração devido suas experiências vividas. Mostram na prática aos demais colaboradores que dificuldades podem ser superadas, se existe vontade”.

Refugiadas buscam capacitação para encontrar emprego no Brasil

Projeto ‘Empoderando Refugiadas’ atendeu 33 mulheres em São Paulo.
Iniciativa começou em 2015 e 8 estão empregadas e 2 abriram um negócio.

Therese Guegne, de 32 anos, é natural de Camarões, mas deixou o seu país há um ano e quatro meses para morar no Brasil. Com problemas com o ex-marido, ela tinha medo da violência e de não sobreviver se continuasse na sua terra natal. “Uma amiga foi testemunha de tudo e disse que ele iria me matar e que eu deveria ir embora”, conta.

Com a ajuda financeira dessa amiga e de um amigo de seu pai, que conseguiu um visto para que ela viesse ao Brasil, Therese deixou tudo para trás para construir uma nova vida em terras brasileiras. Ao chegar no país ela teve dificuldades com a língua e fez um curso de português. “Foi muito difícil e ainda é muito difícil, mas não vou desistir”, afirma.

Com formação superior incompleta e inglês e francês fluentes, Therese trabalhava como coordenadora de marketing em Camarões, mas encontrou oportunidades muito diferentes no Brasil e conseguiu um emprego como auxiliar de limpeza

Agora, ela está desempregada desde maio, já que um problema de saúde, na coluna, a impediu de continuar suas atividades na empresa. Therese queria continuar a estudar na área de marketing, mas como ela ainda não tem o RNE (registro nacional de estrangeiro), somente o protocolo da requisição, ela começou a fazer um curso técnico de enfermagem para aumentar suas chances. Ela já fez entrevistas, mas ainda não conseguiu um emprego.

Therese participou do projeto “Empoderando Refugiadas”, em São Paulo, que busca ajudar as mulheres refugiadas a conhecer seus direitos, se inserir no mercado de trabalho ou a empreender no Brasil. O projeto também pretende sensibilizar as empresas sobre o tema dos refugiados, e acha que a aproximação entre empresas e refugiados é fundamental para a recolocação profissional de quem chega ao Brasil.

“Existem muitas barreiras, mas não podemos desistir. Temos que seguir em frente. É preciso acreditar e ter paciência”, afirma a camaronesa.

Therese Guegne é de Camarões e está no Brasil há um ano e quatro meses (Foto: Pâmela Kometani/G1)Therese Guegne é de Camarões e está no Brasil
há umano e quatro meses
(Foto: Pâmela Kometani/G1)

Empoderando refugiadas
O projeto é uma iniciativa do Grupo de Direitos Humanos e Trabalho da Rede Brasil do Pacto Global, com a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), a ONU Mulheres, a Caritas São Paulo, a empresa de recursos humanos Fox Time e o Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados (PARR). Conta ainda com o apoio das Lojas Renner, Itaipu Binacional, Sodexo e Consulado da Mulher.

Cerca de 33 mulheres foram acompanhadas pelo projeto e receberam orientações de planejamento financeiro e profissional, direitos como refugiadas, mulheres trabalhadoras e habilidades práticas para melhorar o português. Desse total, 8 estão empregadas e 2 abriram o próprio negócio.

“O projeto busca informar as empresas desse potencial que existe no mercado brasileiro hoje, que o status legal dos refugiados permite que eles trabalhem e mostrar que eles são qualificados e têm uma bagagem cultural, trazendo diversidade para o negócio. Muitas empresas desconhecem esse status legal e não abrem oportunidades para os refugiados”, afirma Beatriz Martins Carneiro, secretária-executiva da Rede Brasil do Pacto Global.

Somente no Brasil, são 8.863 refugiados de 79 nacionalidades diferentes, segundo a Acnur. Entre as principais nacionalidades estão: sírios, angolanos, colombianos, congoleses e palestinos.

Existem muitas barreiras, mas não podemos desistir. Temos que seguir em frente. É preciso acreditar e ter paciência”
Therese Guegne, refugiada camaronesa

Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em junho, o número de pessoas deslocadas por motivos de conflitos e perseguições em todo o mundo chegou a 65,3 milhões em 2015. O número é quase 10% maior em relação ao registrado em 2014, que foi de 59,5 milhões.

Segundo Danielle Peroni, gerente de desenvolvimento organizacional da Fox Time, os principais entraves para os refugiados que chegam ao Brasil são idioma, empresas não conhecem o conceito de refugiado, obtenção do RNE e validação do diploma.

“Tentamos prepará-las para estarem minimamente capacitadas a disputar uma vaga igualmente. Algumas não sabiam o que era CEP, por exemplo, e isso pode atrapalhar na hora da entrevista”, ressalta.

Danielle ressalta que a iniciativa não busca uma “cota” para refugiados e sim que eles tenham condições de disputar uma vaga de emprego no mercado brasileiro. “Todos devem ser avaliados pelas competências técnicas e não por cor, nacionalidade ou opção sexual. Existe lugar ao sol para todo mundo”.

Esperance Nshimirimana está refugiada no Brasil há quase dois anos (Foto: Pâmela Kometani/G1)Esperance Nshimirimana está refugiada no Brasil
há quase dois anos (Foto: Pâmela Kometani/G1)

De Burundi para São Paulo
Esperance Nshimirimana, de 37 anos, completa 2 anos no Brasil em dezembro. Ela deixou o Burundi por causa das tensões políticas causadas pela guerra civil. O país vive uma crise política desde que o presidente Pierre Nkurunziza se candidatou para um terceiro mandato. “O Brasil tinha uma boa fama, de ajudar as pessoas, de receber bem, e foi por isso que vim”, conta Esperance.

Com nível superior completo em gestão e finanças públicas, ela não conseguiu validar seu diploma e por isso não consegue atuar na sua área de formação. Ela também tentou fazer um mestrado aqui, mas não conseguiu por falta de documentos.

Atualmente, ela trabalha como promotora em uma empresa fabricante de bebidas, na Zona Leste. “Agradeço muito por ter conseguido esse trabalho porque posso pagar o aluguel e buscar uma oportunidade melhor. Sei que lá na frente tudo vai melhorar”, diz.

Agora, Esperance quer trazer seus dois filhos para o Brasil. “Não poderia me planejar não tendo nada. O projeto me mostrou como planejar e economizar dinheiro para conseguir isso”, afirma.

Refugiadas e apoiadores do projeto Empoderando Refugiadas durante a cerimônia de encerramento do curso, em São Paulo (Foto: Pâmela Kometani/G1)Refugiadas e apoiadores do projeto Empoderando Refugiadas durante a cerimônia de encerramento do curso, em São Paulo (Foto: Pâmela Kometani/G1)

REFUGIADOS NO BRASIL

Mapa mostra de onde são os estrangeiros com o status no país

8.731

é o número total de refugiados no Brasil

Concessões de refúgio, por ano

  • PAÍS DE ORIGEMNÚMERO TOTAL DE REFUGIADOS
  • Síria2252
  • Angola1408
  • Colômbia1100
  • Rep. Democrática do Congo1063
  • Palestina367
  • Líbano359
  • Iraque272
  • Libéria224
  • Paquistão163
  • Serra Leoa143
  • Bolívia137
  • Mali128
  • Cuba125
  • Nigéria91
  • Afeganistão86
  • Sudão58
  • Iugoslávia57
  • Irã56
  • Guiné-Conacri55
  • Costa do Marfim44
  • Peru42
  • Somália40
  • Equador38
  • Burundi37
  • Camarões34
  • Butão27
  • Eritréia23
  • Etiópia20
  • Sri Lanka18
  • Togo18
  • Gana17
  • Ruanda15
  • Venezuela14
  • Rep. Do Congo Brazzaville14
  • Guiné-Bissau13
  • Argentina12
  • Egito12
  • Apátrida10
  • Rep. Da Geórgia10
  • Senegal9
  • Sérvia e Montenegro8
  • El Salvador8
  • Argélia7
  • Gâmbia6
  • Bangladesh5
  • Macedônia5
  • Nepal5
  • México5
  • Croácia5
  • Tanzânia5
  • Rep. Centro Africana4
  • Ucrânia4
  • Rep. Dominicana3
  • Burkina Faso3
  • Uganda3
  • Zimbabue3
  • Vietnã3
  • Marrocos3
  • África do Sul3
  • Armênia3
  • Jordânia2
  • Kosovo2
  • Mauritânia2
  • Líbia2
  • Guatemala2
  • Chade2
  • Chile2
  • Haiti2
  • Guiana2
  • Índia1
  • China1
  • Turquia1
  • Filipinas1
  • Costa Rica1
  • Cabo Verde1
  • Romênia1
  • Rússia1
  • Bósnia Herzegovina1
  • Moçambique1
  • Nicarágua1

Fonte: Ministério da Justiça

Edição: Thiago Reis (Conteúdo) e Leo Aragão (Infografia)
Reportagem: Thiago Reis
Infografia: Karina Almeida, Juliane Monteiro e Roberta Jaworski
Desenvolvedores: Fabio Rosa e Rogério Banquieri

Refugiados sírios se formam em curso de português em São Paulo

Alunos não sabiam nada da língua e tinham dificuldades para obter trabalho.
Engenheiro conseguiu validar diploma após não faltar nenhuma aula.

Sírios refugiados no Brasil concluíram em São Paulo a primeira turma de um curso de português realizado em uma mesquita da capital. Em uma noite de gala, a  turma se formou sob a supervisão da Missão Paz, encarregada do projeto em parceria com o Consulado dos Estados Unidos. Para os sírios, o diploma é só um detalhe. Aprender o português é o primeiro passo para acabar com a exclusão social.

Segundo o coordenador, Paolo Parise, “surgiu essa ideia de montar um curso adaptado pra árabes, e aí surgiu o curso de português pra eles (os sírios refugiados no Brasil)”. Os alunos dizem que não sabiam falar nada de português quando chegaram ao país e que, inicialmente, falavam inglês, até conseguirem aprender a língua portuguesa na mesquita.

“Isso é muito importante pra eles, essa aula de português para eles aprenderem de fato a nossa língua, porque eles saíram dos países de origem sem mala, com a roupa do corpo, ou seja, advogados, juízes, pessoal da agricultura, de tudo nós temos aqui. É difícil para eles largar tudo e começar uma vida nova”, afirma o presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana, Nasser Fares.

Segundo o professor de português Feres Fares, “a primeira coisa que eles se preocupam é arrumar emprego”. “Todo mundo quer trabalhar, ninguém quer ficar em casa, parado. E a maior dificuldade é a língua portuguesa, é falar o português. Todos eles falam árabe, e o português para o árabe tem uma diferença grande”, explica.

Engenheiro validou diploma

Kamal Daqa, refugiado sírio (Foto: TV Globo/Reprodução)

O curso afetou a vida do engenheiro de computação Kamal Daqa, que veio ao Brasil fugido da guerra na Síria. Ele só conseguiu validar o diploma no Brasil porque não faltou às aulas para aprender o português.

“Fiquei sem trabalhar mais de sete meses porque não tenho língua, nada, só eu falo inglês e árabe, inglês e árabe não ajuda aqui no Brasil”, afirma ele, comemorando o diploma.

O fotógrafo da festa, Tony Boueri, também é refugiado. Ele veio para o Brasil em 1979, durante a guerra do Líbano, e na época não teve quem o ajudasse. Para ele, é emocionante ver a recepção de refugiados no Brasil.

“Está tá tendo bastante ajuda, está tendo língua, está tendo escola para aprender a língua . Porque é muito importante, quando a pessoa sabe falar, consegue fazer, trabalhar, ganhar dinheiro, se virar na vida. Sem isso, não consegue fazer nada, a língua em primeiro lugar”, afirma Boueri.

Hanan Dacka, de 11 anos, refugiada síria se forma em português (Foto: TV Globo/Reprodução)

Hanan Dacka, de 11 anos, aprendeu a falar português fluentemente em um ano de ensino e não sabia nada até então.

“Graças a Deus que eu aprendi mais rápido, porque quando a gente veio para cá, foi um problema grande, porque a gente não falava português. A gente vai para o médico, a gente não sabe conversar, e a gente não sabe nem quem é quem”, explica. “A gente acha agora que aqui é o nosso país. Eu falo pra minha mãe: eu não quero voltar para a Síria. Se acabar a guerra eu só vou visitar”, disse.

Refugiados sírios terminaram curso de português em São Paulo (Foto: TV Globo/Reprodução)Refugiados sírios terminaram curso de português em São Paulo (Foto: TV Globo/Reprodução)
 

Fonte: G1

Campanha do Terra2012 contra a crise: ABANDONE seus cartões de crédito!

21/02/2016

PASSO 1: Não use mais seus cartões de crédito

PASSO 2: Se conseguir, pague o total da fatura das compras anteriores

PASSO 3: Não conseguindo, NÃO pague só o valor mínimos. Faça contato com o fornecedor, pedindo ACORDO de parcelamento do saldo devedor total do cartão. Quite religiosamente as parcelas do cartão e peça o cancelamento deste

PASSO 4: Não conseguindo o acordo com o fornecedor, peça-o via Banco Central ou Procon

PASSO 5: Não conseguindo o acordo de forma administrativa, peça-o via Poder Judiciário. Nesse caso, aproveite para pedir a revisão de todo o contrato bancário, para reduzir o montante da dívida, por meio da redução do juro

Os grandes bancos são habitualmente vistos, no Brasil, como um lugar bastante seguro para deixar o dinheiro aplicado e também como os melhores e principais provedores de soluções financeiras para as pessoas. No entanto, por mais que essa seja a visão mais comum, ela está longe de ser um consenso entre especialistas, ou mesmo realidade.

“É um absurdo deixar o dinheiro aplicado no banco”, crava Annalisa Blando Dal Zotto, planejadora financeira e sócia da Par Mais Empoderamento Financeiro. A planejadora explica que o banco, geralmente, não está preparado para oferecer os melhores investimentos, em especial para os pequenos investidores.

“Você chega no banco e espera que seu gerente tenha boas aplicações para você, mas a realidade é que ele geralmente acaba oferecendo investimentos com taxas absurdas que acabam com a rentabilidade. Tem banco que oferece fundo DI, que é extremamente simples de ser gerido, com uma taxa de administração de 5%. Isso é inadmissível”, relata.

Annalisa explica que quem tem uma conta em banco de varejo deve ter em sua mente bem claro que o funcionário do banco trabalha para a instituição financeira e não para ele. “As agências têm metas de empréstimos e de algumas aplicações financeiras. Isso não quer dizer que o banco é o vilão da história, ele apenas tem como objetivo lucrar mais e todas as pessoas devem ter consciência disso para buscar melhores investimentos com a mesma segurança em outras instituições”, comenta.

A planejadora ainda explica que a mesma situação acontece na hora de contrair um empréstimo, por exemplo. “O brasileiro tem um hábito de achar que estar no cheque especial não é dívida. É dívida sim. E muito cara. Vale mais a pena pedir um empréstimo para cobrir o buraco do cheque especial do que ficar pagando os juros altíssimos cobrados pelo banco”, comenta.

Cláudio de Lucca, assessor de investimentos da Valor a Mais investimentos segue o mesmo pensamento. Ele comenta que os bancos se aproveitam da fama de serem lugares seguros para se deixar o dinheiro para cobrarem taxas mais altas por investimentos que não rendem tanto assim.

O assessor relata também o conflito no caso das metas por agência. “O gerente não vai fazer, necessariamente, a melhor recomendação para você. Por isso é que é melhor buscar especialistas em investimento na hora de aplicar o dinheiro, pois o foco deles será maior em fazer com que o dinheiro do cliente renda mais e, assim, ele tenha uma rentabilidade muito maior do que a que encontraria no banco de varejo”, encerra.

 Fonte: Yahoo

Classes D e E são 80% dos inadimplentes no cartão de crédito; veja dicas para não se tornar uma vítima

Gasto com itens de primeira necessidade é o principal uso que o brasileiro faz do cartão. G1 preparou um guia para evitar pegadinhas e transformá-lo em aliado.


8 curiosidades sobre o uso do cartão de crédito

8 curiosidades sobre o uso do cartão de crédito

Os juros do cartão de crédito, que superam 330% ao ano, atingem principalmente os mais pobres. 80% dos que atrasam o pagamento da fatura fazem parte das classes D e E, que recebem até 3 salários mínimos por mês (até R$ 2.811), segundo levantamento da Boa Vista SCPC obtido pelo G1. Na outra ponta, a classe mais rica (A, com ganho mensal superior a 15 salários mínimos, ou R$ 14.055) concentra apenas 1% dos atrasos na fatura.

O gasto com itens de primeira necessidade é o principal uso que o brasileiro faz do cartão de crédito. Um estudo da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) com dados de setembro mostra que os alimentos aparecem na fatura de 50% desses consumidores. Em seguida, vêm os produtos de farmácia, consumidos por 37% (veja gráfico completo mais abaixo).

“Muitas vezes o cartão é a única forma de aquisição de bens e serviços possível para sobreviver”, diz a educadora financeira e diretora da Fharos Contabilidade & Gestão Empresarial, Dora Ramos. Segundo ela, o desemprego e a renda mais baixa incentivam o uso do cartão como salário, ou seja, como fonte de receita, e não de dívida (crédito).

Quando isso acontece, o consumidor gasta o que não tem. Quando a fatura do cartão não é paga durante um ano, uma dívida de R$ 1.000 que entra no rotativo salta para mais de R$ 4.300 com os juros de 330% ao ano desta linha de crédito.

Se esse consumidor estivesse devendo em uma linha mais barata como o crédito consignado, cuja taxa é de 26,58% ao ano, a dívida seria bem menor, de R$ 1.265,80.

 

“É muito fácil perder o controle e não conseguir pagar a fatura “, diz Dora.

 

A facilidade para obter um número ilimitado de cartões, aliada à falta de informações a respeito das transações, são fatores que contribuem para o endividamento.

Vídeo: veja cuidados que você deve ter ao usar o cartão de crédito

Vídeo: veja cuidados que você deve ter ao usar o cartão de crédito

Pesquisas mostram, ainda, que o brasileiro tende a parcelar suas compras no cartão de crédito. De acordo com especialistas em finanças pessoais, tais hábitos multiplicam o risco de descontrole.

Veja, abaixo, um diagnóstico dos principais problemas que levam ao atraso nas dívidas do cartão, segundo especialistas ouvidos pelo G1:

 

  • Usar o cartão de crédito para fazer as compras básicas do mês;
  • Fazer um cartão somente para obter descontos em lojas;
  • Parcelar as compras quando é possível pagar à vista;
  • Utilizar vários cartões de crédito para aumentar o limite de gastos;
  • Acumular novas compras parceladas e esquecer das prestações já existentes;
  • Priorizar o valor da parcela e esquecer os juros da operação;
  • Pagar o valor mínimo da fatura (15%) quando há dinheiro suficiente para quitar o valor total;

 

 

Cartão até para quem não tem renda

 

Uma das maiores causas da inadimplência é o uso de cartão de crédito oferecido pelas lojas de varejo, mostra levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) realizado em todas as capitais.

Oito em cada 10 inadimplentes estão nessa situação porque atrasaram as dívidas dos cartões de loja.

Mais pobres são 80% dos que atrasam as dívidas no cartão (Foto: Reprodução/ EPTV)Mais pobres são 80% dos que atrasam as dívidas no cartão (Foto: Reprodução/ EPTV)

Mais pobres são 80% dos que atrasam as dívidas no cartão (Foto: Reprodução/ EPTV)

Esse tipo de cartão pode ser uma facilidade para o cliente, mas é preciso ter cautela no uso. Em muitas redes de varejo, basta fornecer o número do CPF para comprovar que o nome não está sujo, e às vezes não é preciso nem sequer comprovar renda.

Com o cartão, os clientes geralmente têm direito a descontos de 10% a 20% na primeira compra. Ele quase sempre está atrelado a uma bandeira, como Visa ou Mastercard, e pode ser usado para compras em qualquer outro lugar.

A estudante de cursinho Gabriela Santos, de 19 anos, conta que saiu de uma loja com um cartão apenas para obter desconto na compra de um presente.

Ela, que não trabalha, informou que sua fonte de renda é a “mesada” que recebe dos pais e teve acesso ao cartão. Ela diz, no entanto, que não pretende usufruir da linha de crédito. “Eu não preciso usar o cartão. Só fiz para ter o desconto na loja”, afirma.

 

Em que o brasileiro gasta?

 

Enquanto a compra de alimentos aparece na fatura de metade dos brasileiros, conforme o estudo da Abecs, gastos não essenciais aparecem com menor frequência nas compras com cartão de crédito: 17% dos usuários compram bens duráveis, como eletrodomésticos; 11% gastam com cultura e lazer; e 7% com serviços de salão de beleza.

Infográfico mostra itens mais consumidos com o cartão de crédito no Brasil (Foto: Roberta Jaworski/G1)Infográfico mostra itens mais consumidos com o cartão de crédito no Brasil (Foto: Roberta Jaworski/G1)

Infográfico mostra itens mais consumidos com o cartão de crédito no Brasil (Foto: Roberta Jaworski/G1)

Segundo Dora, o ideal é que os ganhos mensais do consumidor sejam suficientes para pagar as despesas fixas do mês, de forma que o limite da fatura do cartão seja usado apenas para despesas eventuais – e nunca como fonte de receita.

Ela pondera, contudo, que o hábito de pagar despesas fixas no cartão nem sempre decorre de um mau planejamento financeiro. “Pode ser falta de opção, agravada pela crise”, completa.

 

Maioria prefere compra parcelada

 

A pesquisa da Abecs mostra que a maioria dos usuários de cartões de crédito (52%) prefere parcelar as compras, e as classes B e C são as que mais utilizam o parcelamento. O levantamento revela, ainda, que 78% dos usuários dizem que fariam menos compras se não pudessem parcelar os gastos.

É importante lembrar, porém, que não existe compra parcelada sem cobrança de juros, já que os comerciantes costumam conceder descontos para quem consome à vista. É o que diz o planejador financeiro Valter Police Jr., da Fiduc.

Para Police Jr., o parcelamento é a pior forma de comprometimento da renda. “Se o consumidor tem um salário de R$ 2 mil e dividiu uma compra em cinco parcelas de R$ 500, precisa lembrar que 25% de sua renda estará comprometida pelos próximos cinco meses, e também o limite da fatura”, diz.

Há, ainda, o risco de esquecer que prestações antigas foram acumuladas com as novas.

 

“O cartão mascara os gastos de ontem com os de hoje, e isso leva muito facilmente ao descontrole”, completa Police Jr.

 

 

Maior dívida do brasileiro

 

O cartão de crédito representa mais da metade das dívidas do brasileiro em 2017: 51% do total, segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

As taxas de juros do cartão estão entre as mais altas do crédito pessoal – em setembro, foi de 332% ao ano. Assim, se o pagamento atrasar ou o consumidor optar pelo pagamento mínimo, ele terá que arcar com uma bolada de juros e estará acumulando uma dívida cada vez maior.

Os jovens estão ainda mais enrolados. Mais da metade dos inadimplentes no cartão (55%) tem até 30 anos de idade. Quanto mais velho é o consumidor, menor é a incidência das dívidas em atraso, segundo a Boa Vista SCPC.

A localização geográfica dos inadimplentes está alinhada à distribuição de cartões de crédito pelo país. As regiões Sul e Sudeste, que têm o maior volume de cartões emitidos, concentram 84% dos inadimplentes, aponta a pesquisa.

Distribuição do uso do cartão de crédito pelo país (Foto: Roberta Jaworski/G1)Distribuição do uso do cartão de crédito pelo país (Foto: Roberta Jaworski/G1)

Distribuição do uso do cartão de crédito pelo país (Foto: Roberta Jaworski/G1)

 

Nova regra do rotativo não reduz calotes

 

O governo mudou a regra do cartão de crédito em abril para tentar forçar os bancos a reduzirem os juros do cartão. Pela nova regra, o consumidor pode pagar o mínimo de 15% da fatura do cartão apenas uma vez e adiar o pagamento da dívida por até 30 dias. Depois desse prazo, ele precisa escolher entre pagar todo o valor ou parcelar a dívida em outra linha de crédito, mais barata.

Antes, o consumidor podia fazer o pagamento mínimo várias vezes. Como o cartão de crédito tem uma das mais altas taxas de juros do país, a dívida do rotativo crescia exponencialmente.

Em outubro, o G1 mostrou que a mudança reduziu os juros, mas não impediu o aumento da taxa de inadimplência. Desde o início da nova regra, cresceu de 34,48% para quase 40% o percentual dos que não pagaram o valor mínimo da fatura ou atrasaram as parcelas por mais de 90 dias, segundo dados do Banco Central (BC).

Educação Financeira: entenda a nova regra do rotativo do cartão de crédito

Educação Financeira: entenda a nova regra do rotativo do cartão de crédito

Para Police Jr., a regra que limita o rotativo a 30 dias é inócua, ou seja, não resolve o problema do endividamento. “Ela não melhora o comportamento das pessoas e só transfere o problema de um lugar para outro”, argumenta.

O especialista afirma que os juros do parcelamento no cartão são, de fato, menores que os do rotativo, mas são, ainda assim, “ridiculamente muito altos”. Dados do BC mostram que, em setembro, as taxas da dívida parcelada (adquirida após o pagamento mínimo e quando o resto do valor não é quitado em 30 dias) estavam em 165% ao ano, contra 332% ao ano do rotativo.

Antes de aceitar a proposta de parcelamento na fatura, o ideal é pesquisar se existem outras linhas de crédito mais baratas, sugere Police Jr. Se sim, é sempre mais vantajoso contrair um empréstimo e usar o dinheiro para quitar a dívida do cartão.

Infográfico mostra inadimplência do rotativo do cartão de crédito (Foto: Arte/G1)Infográfico mostra inadimplência do rotativo do cartão de crédito (Foto: Arte/G1)

Infográfico mostra inadimplência do rotativo do cartão de crédito (Foto: Arte/G1)

 

Como usar bem o cartão de crédito

 

Se bem usado, o cartão pode ser um aliado no planejamento financeiro. Veja, abaixo, dicas de especialistas em finanças pessoais para usar bem o cartão de crédito:

Não confundir crédito com renda

O limite da fatura não é uma receita extra, como muita gente pensa. Tudo o que for gasto no cartão em um mês deve ser descontado dos ganhos do consumidor no mês seguinte.

Comprar itens básicos no débito ou em dinheiro

O cartão de crédito deve ser priorizado para despesas extraordinárias, enquanto os gastos fixos devem, de preferência, ser pagos com a renda mensal.

Evitar pagar o valor mínimo da fatura

Se o consumidor tem recursos para pagar o valor total da fatura, deve sempre fazer esta escolha. Pagar o mínimo de 15% leva aos juros do crédito rotativo, os mais altos do mercado, que mesmo limitados a 30 dias obrigam a quitação no mês seguinte ou um parcelamento, também com juros altos.

Definir um limite de gastos por mês

Às vezes, o limite da fatura não é suficiente para manter o controle das finanças. Defina um percentual da renda que você pode gastar com o cartão e, se o valor ultrapassar esse teto, procure reduzir ou cortar as compras no crédito até o mês seguinte.

Ter no máximo 2 cartões de crédito

Possuir muitos cartões eleva as cobranças com taxas de anuidade e outras tarifas, além de aumentar o risco de descontrole. Geralmente, uma pessoa precisa de, no máximo, dois cartões. Concentrar os gastos em apenas um cartão aumenta o aproveitamento dos programas de milhas, por exemplo.

Aproveitar os programas de fidelidade

Muitos cartões oferecem prêmios como descontos em shows, meia entrada em cinemas, vinho no restaurante e resgate de pontos por produtos, por exemplo. Ao escolher o cartão de uma operadora, é bom avaliar se ele oferece vantagens que serão de fato aproveitadas ou se é melhor contratar outro produto, mais adequado ao seu perfil.

 Fonte: G1

Visite o Museu do Amanhã, no Rio

03/01/2016

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Funciona de terça a domingo, de 13 às 19h

Ingresso: R$ 16,00

Local: Praça Mauá

 

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Com agradecimento à Fada San. Visite www.anjodeluz.net

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