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Novo Site de relacionamentos promete aproximar pessoas maduras e bem de vida de outras que buscam segurança financeira

20/05/2016

 

Aos 48 anos, Adriana* é uma executiva bem-sucedida da indústria alimentícia em busca de um rapaz para mimar: pagar jantares e viagens, talvez um curso de idiomas ou uma especialização… “Alguém na faixa dos trinta que me traga paixão, aventura e um vínculo que seja eterno enquanto dure”, diz, direta e sem qualquer constrangimento. Benefícios mútuos. Os caras da mesma idade, acredita, assustam-se com a sua autonomia ou estão procurando por novinhas. Ela foi uma das primeiras mulheres a se inscrever como “Sugar Mommy” na rede de relacionamentos Meu Patrocínio, que conecta amantes patrocinadores a jovens ambiciosos.

até Abril de 2016, o Site aceitava só tiozões ricos (“Sugar Daddies”),  interessados em bancar garotas bonitonas (“Sugar Babies”)  A novidade surgiu na tentativa de derrubar a acusação de que o site seria machista – por que o poder estava apenas nas mãos deles? Realmente tá ultrapassada a ideia de que os homens são os provedores. A própria Adriana enviou emails pedindo uma versão mais igualitária. Afinal, divorciada e independente financeiramente, ela também desejava uma relação com “cartas na mesa desde o início”.

Nos últimos cinco anos, Adriana se envolveu com algumas pessoas e chegou a visitar aqueles tradicionais sites de namoro, mas se decepcionou com a falta de franqueza em relação às expectativas. “Muitas vezes o outro não é claro, omite coisas, têm interesses por trás”, conta. Ela não quer só sexo casual. Muito menos um casamento. Está feliz assim, morando sozinha, com uma vida social intensa ao lado das amigas. Espera encontrar um cara “cheio de vitalidade” e de cabeça aberta para manter um tipo de vínculo sentimental. Nenhum romance idealizado, mas também não um contrato de negócios.

Jennifer Lobo, CEO da rede de relacionamentos que conecta homens e mulheres ricos a jovens ambiciosos (Divulgação / Meu Patrocínio)

Pergunto se ela não acha que a troca de companhia por dinheiro caracteriza prostituição. Adriana discorda porque procura por uma relação a médio prazo, muito mais que um rosto bonito e um corpinho sarado: “Pode ser que ele nem me peça nada, mas eu queira proporcionar”. Nas últimas duas semanas, essa Sugar Mommy recebeu várias mensagens e está descartando os pretendentes a Sugar Baby de acordo com a compatibilidade de afinidades. Antes de marcar um encontro pessoalmente, quer se certificar que o rapaz tem conteúdo para boas conversas. As amigas estão esperando o desenrolar da empreitada de Adriana para entrarem no site também.

O cadastro no Meu Patrocínio é gratuito, mas deve atender a uma série de pré-requisitos para ser aprovado. Entre eles, a renda mensal da Sugar Mommy ou do Sugar Daddy (vai pensando que qualquer pé-rapado entra no clubinho…). Então podem navegar pelos perfis de jovens com ajuda de filtros: aparência física, idade, localização e estilo de vida. Para interagir com quem agradar, mulheres como Adriana precisam comprar o pacote premiumno valor de R$ 199 por mês. Do mesmo jeito que já funcionava com os homens patrocinadores. No amor e no sexo, o combinado não sai caro?

*O sobrenome de Adriana foi omitido para preservar sua identidade.

Fonte: Yahoo

Mãe brasileira

08/05/2016

Duas em cada três mães consideram rotina difícil, revela pesquisa

O perfil foi traçado pelo estudo A Nova Mãe Brasileira,do Instituto Qualibest e site Mulheres Incríveis. Foram ouvidas 1.317 mil mães, todas com mais de 18 anos

Apenas 9% dizem se identificar com a imagem da mãe que aparece na mídia e 70% também afirmaram que se sentem julgadas ou cobradas (Reuters/Joe Skipper )

Apenas 9% dizem se identificar com a imagem da mãe que aparece na mídia e 70% também afirmaram que se sentem julgadas ou cobradas

As mães precisam de ajuda e nem todo mundo percebe isso. A rotina é tão cansativa e diferente da mostrada em propagandas que algumas chegam a esquecer os filhos em locais públicos ou permitem que eles durmam em suas camas por falta de energia para fazê-los dormir sozinhos. Elas não querem o rótulo de “mães perfeitas”, que têm dedicação exclusiva às crianças: a mãe brasileira se define como alguém que “ama seus filhos, mas também ama o seu trabalho, seu parceiro e tem outros objetivos na vida”.

O perfil foi traçado pela pesquisa A Nova Mãe Brasileira, feita pelo Instituto Qualibest e pelo site Mulheres Incríveis. Foram ouvidas 1.317 mil mães, todas com mais de 18 anos – 81% delas têm de um a dois filhos. Dois terços das mães brasileiras consideram a rotina difícil, exaustiva ou impossível. Apenas 9% dizem se identificar com a imagem da mãe que aparece na mídia e 70% também afirmaram que se sentem julgadas ou cobradas.

“Chamou-nos a atenção que, quando solicitamos às entrevistadas que fizessem um pedido, 40% disseram querer ajuda nas atividades domésticas”, afirma a jornalista Brenda Fucuta, idealizadora da pesquisa. “Ela quer mais ajuda para cuidar da casa do que dos filhos: isso mostra que ser mãe é difícil, mas a grande questão é resolver a administração da casa.” O desafio atual da mãe brasileira parece ser envolver o cônjuge e as crianças nas tarefas domésticas.
Atitudes. A pesquisa perguntou às mães se elas já tomaram alguma atitude com os filhos que consideram constrangedora ou vergonhosa. “Dei umas palmadas”, responderam 33%. “Deixei ele ficar assistindo TV ou vídeos na internet para eu poder descansar, dormir ou fazer alguma outra atividade do meu interesse” (28%), “Ofereci comida industrializada” (21%), “Já ameacei ir embora de casa e deixá-lo para outros cuidarem” (15%), “Já dei uma surra” (10%), “Já dei remédio para que ele se acalmasse” (3%), “Deixei-o trancado sozinho em casa” (2%), “Esqueci-o numa loja ou na escola” (2%).

De certa forma, os dados da pesquisa mostram que há uma discrepância entre o discurso-padrão da maternidade sonhada com a vida real enfrentada pelas mães, em que dificuldades se somam aos prazeres. Foi por vivenciar isso na pele que a publicitária Luciana Cattony, de 38 anos, decidiu criar o site Maternidade Real. Ela é mãe de Henrique, de 5 anos. “Quero dar leveza e alegria para as mães, mas ninguém fala sobre o lado difícil da maternidade. Isso também é importante.”

Desde maio, a cineasta Helen Ramos, de 29 anos, “desromantiza” a maternidade em seu canal Hel Mother, no YouTube. As experiências com o filho Caetano, de 2 anos, estão entre os temas abordados. “Ninguém chegava antigamente e até recentemente para falar que a amamentação será difícil, todomundo só falava que é o maior amor do mundo. Depois que eu tive filho, percebi como foi importante saber a verdade.” Helen diz que é fundamental que mais mulheres falem sobre suas dificuldades e consigam pedir ajuda para as pessoas que estão ao seu redor.

A designer e ilustradora Thaiz Leão, de 26 anos, mãe de Vicente, de 2, chegou à maternidade com as referências de “mãe ideal” passadas por filmes e propagandas, e se deparou com uma situação completamente diferente. “Eles mentiram para mim, pelo menos em parte. Eu não sabia que iria dormir tão pouco, eu não sabia que um bebê tinha tantas necessidades e que, para algumas delas, eu seria impotente. Eu achava que estaria no controle, mas esquece, não havia controle algum.” Foi assim que ela resolveu fazer ilustrações sobre o tema e criou a página Mãe Solo.

Realidade. “As famílias que aparecem na mídia para vender margarina trabalham com a imagem da família e mães ideais. Mas a família real não é assim o tempo todo. Existem conflitos, separações e todos os outros sentimentos, porque são seres humanos. Se o meu real está muito longe disso, gera um conflito com consequências diferentes para as diferentes pessoas”, avalia a psicóloga Ceneide Maria de Oliveira Cerveny, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e autora do livro A Família como Modelo.

Gabriela Malzyner, professora do curso de formação em psicanálise do Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP/SP), diz que as mães não precisam buscar uma fórmula para exercer a maternidade. “A mãe tem de trabalhar, sair com o marido e com os amigos. Essas trocas são importantes, porque o bebê tem de entender que ele não é o único interesse da mãe, isso pode ser nocivo para ambos.”

Fonte: Correioweb

A ambição profissional das mulheres aumenta após o nascimento dos filhos

O maior sonho das mulheres depois que têm filhos é retomar a carreira. Um número grande demais fica só no sonho

Há 154 anos, a americana Jennie Douglas entrava no Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, em Washington – a primeira mulher na história a ser contratada pelo governo americano. A Guerra Civil arrancava os homens dos postos de trabalho. Jennie era uma experiência. Havia dúvidas sobre a capacidade dela para cortar e aparar cédulas recém-impressas, outra novidade naquele momento. Mas, como avaliou o chefe da área, “o primeiro dia de trabalho resolveu o assunto, em favor dela e das mulheres”. O governo contratou mais centenas de funcionárias nos anos seguintes. Terminada a guerra, em 1865, muitas poderiam voltar a se dedicar só à família. Mas a tendência era irreversível. Em 1870, o censo americano registrou pela primeira vez a categoria pequena, mas crescente, das mulheres com empregos formais fora de casa(antes, as mulheres tinham, usualmente, ocupações informais, autônomas e braçais). O censo passou também a dimensionar uma questão em debate até hoje. Como mulheres e homens podem trabalhar fora, obter realização profissional e criar filhos de forma saudável?

 

Entre as mulheres, em países democráticos, as oportunidades se multiplicam. Mas o avanço não acompanha o ritmo de crescimento das ambições femininas. Uma enquete organizada pela revista Crescer, feita em fevereiro e março, colheu opiniões de mais de 3 mil mães de crianças com até 11 anos de idade. E mostra a largura do fosso entre ambições e realidade. A pesquisa listou e ordenou sonhos e prioridades. Somemos as indicações recebidas por um certo sonho ou uma certa prioridade como “primeiro mais importante” e como “segundo mais importante”. De acordo com a pesquisa, o maior sonho das mulheres após ter filhos é retomar a carreira. Isso vem à frente de viajar o mundo (11%) e muito à frente de ter um bom relacionamento (2%) (leia o quadro abaixo). Sete em cada dez das mães sonham com um trabalho que as realize (71% indicam essa opção como o maior sonho ou o segundo maior sonho). Mas, diante das demandas familiares, apenas uma em cada dez consegue tratar isso como uma prioridade (9% indicam essa opção como a maior prioridade ou a segunda maior prioridade). Além das próprias mulheres, saem perdendo a sociedade e as organizações.

Uma mudança ainda incipiente vem indicando um rumo interessante. Parte dela é difusa – os parceiros mais atentos atuam pela igualdade de oportunidades para suas mulheres. Durante os três últimos anos, a administradora financeira Ana Paula Santos, de 30 anos, precisou dedicar mais tempo à carreira, na escola de negócios e design Polifonia. Seu marido, Eduardo, é designer de interiores e tem horário flexível no trabalho. Assim, ele consegue arrumar a agenda para trabalhar somente até o horário de buscar na escola o filho de Ana, Caio, de 10 anos. “Meu marido sempre fez tudo. Pega meu filho na escola, dá janta, ajuda na lição de casa. Coisas que não consigo fazer”, diz Ana. O avanço na carreira satisfaz Ana e beneficia a família. “Meu salário aumentou em 70% nos últimos três anos.”

 

Outra parte da mudança, porém, precisa vir de quem tem poder – empresas e governos. Organizações modernas vêm propondo benefícios para a mulher, o que é ótimo. Mas organizações extremamente modernas, interessadas em participar da solução do problema em grande escala, devem pensar em benefícios não apenas para a mulher, e sim para a família. Isso significa definir sistemas e culturas de trabalho que apoiem todos os funcionários, inclusive os homens, a planejar, ter e cuidar de filhos. Incentivar os homens a dividir meio a meio a responsabilidade parental significa apoiar as ambições femininas. “Muitas empresas e países ainda parecem pensar que a maioria das crianças só tem mãe”, diz a consultora Avivah Wittenberg-Cox, atuante há 20 anos nessa frente e fundadora da Rede de Mulheres Profissionais da Europa. “A cultura da maior parte das empresas é dominada e definida por homens. Essas companhias sofrem uma hemorragia de talentos femininos.”

 

A mudança apareceu em destaque no Relatório de Tendências do Ambiente de Trabalho de 2015 da Sodexo, uma empresa multinacional de benefícios trabalhistas, presente em 80 países. Uma tendência destacada no ano passado foi a “redefinição do ambiente de trabalho amigável para a família”. As organizações mais sensíveis ao tema perceberam o que as mães já sabiam. “Mães e pais tendem a ter responsabilidades substanciais tanto no trabalho como em casa. Em resposta, as organizações estão implementando ações ‘amigáveis à família’”, afirma o relatório, assinado por um painel de especialistas. As políticas incluem horários flexíveis para mulheres e homens com filhos pequenos. O estudo admite que os resultados ainda não são conclusivos – estamos desbravando território novo. Os governos terão papel fundamental nisso.

 

A Suécia, que ocupa a quarta posição no índice de igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial, foi o primeiro país a adotar a licença-paternidade, em 1974. Atualmente, o casal recebe por lei 480 dias de licença parental, a partir do nascimento da criança, e os dois juntos decidem como dividir esse tempo. Nos primeiros 390 dias, quem optar por ficar em casa recebe 80% do salário, pago pelo Estado. “Na Suécia, os homens (com filhos recém-nascidos) são obrigados a tirar pelo menos oito semanas de licença, ou perdem o benefício”, diz Avivah. A licença parental pode permitir que mãe e pai fiquem em casa, trabalhem meio período ou tenham horários mais flexíveis. Trata-se de um impulso igualitário – e benéfico para todos.

Maternidade e carreira (Foto: Da redação)

Fonte: Época

Cresce número de mulheres que preferem morar sozinhas

17/04/2016

A liberdade de estar só

Longe da idealização romântica que vê na relação com o outro a fórmula da felicidade, muitas mulheres rompem com esse padrão para viver as delícias de morarem sozinhas

“Que minha solidão me sirva de companhia.” A frase, escrita por Clarice Lispector em Um sopro de vida, é um reflexo do que acontece com 70 milhões de brasileiros. Esse era, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o número de pessoas que moravam sozinhas em 2014. Mas o que pode soar como uma realidade angustiante, ganha a cada dia nuances mais leves. Para muita gente, não ter que dividir o espaço e/ou a vida com ninguém é sinônimo de liberdade. Com essa inspiração, a ilustradora mexicana Idalia Candelas criou uma série de desenhos, em preto e branco, que mostram as delícias de morar sozinha. As imagens fogem da ideia de que é impossível ser feliz sem companhia, pelo contrário. Revelam as maravilhas por trás dessa condição, que traz a oportunidade do autoconhecimento. Inúmeros motivos podem levar uma pessoa a morar sozinha — divórcio, estudo, trabalho em uma cidade diferente — mas a experiência ganha novas cores quando a vontade de ser livre é a opção. Nesse universo, as mulheres aparecem, cada vez mais, como protagonistas.

Pesquisa feita pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatísticas), também em 2014, mostrou que 46% das pessoas que moram sozinhas no país são mulheres. Dessas, 31% têm entre 25 e 34 anos. A idade de média em que os brasileiros estão se casando também aumentou, o que interfere diretamente no crescimento dessa taxa. Muita gente prefere experimentar a vida antes de se aventurar na divisão da cama, das contas, das responsabilidades e das decisões. Algumas sequer sonham com isso. Para muitas mulheres, o casamento não é mais obrigação. A maternidade também é apenas uma opção.

Andrea Guimarães, 51 anos, servidora pública, aos 9 revelou a uma prima o sonho de morar sozinha. O desejo passou. A jovem havia sido criada para se casar, ter filhos. Aos 27, tinha um namorado que amava muito. Ele, porém, precisou mudar de cidade e o relacionamento acabou. O casamento deixou de ser uma opção e, concursada e com boa situação financeira, Andrea viu que o próximo passo a ser dado era justamente sair da casa da mãe. Não estava, no entanto, tão feliz quanto a maioria das pessoas quando compram o primeiro apartamento. “Eu tinha sido criada de uma forma muito tradicional, num romantismo exagerado”, relata.

Na nova fase, Andrea precisou desconstruir a idealização que a cultura patriarcal impôs a ela. Com o tempo, Andrea percebeu que morar sozinha está longe de ser sozinha. “Eu aprendi a valorizar cada relacionamento que tenho. Não apenas os amorosos. Invisto muito nas amizades”, conta. Não espera convites para fazer nada. Ela mesma convida, e está preparada para ouvir negativas. Tem a vida estruturada para fazer programas sozinha, se for o caso.

Os amigos a veem como uma pessoa forte. Deles, nunca recebe julgamentos. Um ou outro confidencia uma pontinha de inveja que sente da liberdade que ela tem. Uma única vez que se sentiu agredida por ser sozinha. Uma vizinha descobriu que, quando jovem, Andrea rejeitou um homem que queria se casar com ela. Sem pudor algum, comentou: “Não quis o fulano, acabou sozinha”.

 

É claro que Andrea teve outros namorados além daquele do início da vida adulta, com quem acreditava que se casaria. Por 12 anos, manteve um relacionamento sério, mas cada um na sua casa. Ele tinha filhos, o que complicava uma possível união. “Nós nos amávamos e tínhamos liberdade”, conta. Por não ter filhos, a servidora pública tinha muito mais disponibilidade, então, conta que precisou se treinar para dar espaço ao outro e não se deixar ser manipulada por conta da condição de estar sempre disponível. A julgar pelo tempo que passaram juntos e o carinho com que Andrea se refere ao ex, é fácil apostar que os dois tiveram uma ligação de muito sucesso.

A servidora pública não tem problema em dividir espaços. De uma família de cinco irmãos, gosta da casa cheia e morar sozinha não significa estar com o apartamento vazio. Ele é preenchido com a presença de dois cachorros e de fotos que trazem lembranças das inúmeras aventuras que viveu, como de um curso de mergulho.

Fonte: Correioweb

Cozinha afetiva

14/02/2016

Com amor e com afeto

Um retrato da herança cultural de receitas de família: a cozinha afetiva ultrapassa gerações e mostra sua força

A ausência da matriarca Ayaka Miyamoto não é impeditivo para seus herdeiros manterem as tradições que ela tanto cultivou: gastronomia é um verdadeiro ritual na família

Ao avaliar o prato preparado pelo ratinho Rémy, o crítico gastronômico Anton Ego fez uma verdadeira viagem no tempo, que o remeteu à infância no interior da França. O ratatouille, prato de origem camponesa servido no restaurante Gusteau’s, fez com que o personagem relembrasse a versão preparada por sua mãe. O sentimento transmitido na cena do longametragem de animação Ratatouille, da Pixar, não se limita apenas à ficção e é classificado no universo gastronômico como cozinha afetiva. O termo relaciona pratos e ingredientes a vivências de afeto que influenciam nossas escolhas gastronômicas. A cozinha afetiva permanece em diferentes culturas como um fator fundamental que fortalece o vínculo entre as famílias e ultrapassa gerações.

As lembranças de pratos nordestinos servidos pela avó em grandes gamelas no sertão baiano impulsionaram a curiosidade da jornalista Sonia Xavier pelas nuances da cozinha afetiva. As experiências das andanças pelo Brasil no extinto Guia Quatro Rodas a influenciaram, junto com a colega de trabalho Alexandra Gonsalez, a escrever o livro digital Cozinha de Afeto – Histórias e Receitas de Doze Mulheres Imigrantes no Brasil. A publicação mapeia receitas de 12 imigrantes que enxergaram na gastronomia uma maneira de perpetuar a cultura alimentar dos países de origem. “Na hora de selecionar os entrevistados, buscamos histórias de imigrantes que apresentassem uma variedade de países, idades e motivações para a mudança para o Brasil”, ressalta Alexandra Gonsalez, que contou histórias de mulheres de países como Angola, Índia, Ucrânia e Colômbia.

Para Sonia Xavier, a chegada de imigrantes ao país sinaliza a força dos laços afetivos por meio das receitas de família. “São pratos que têm relação com a trajetória de vida dessas mulheres. Nossas histórias se cruzaram e elas trouxeram na bagagem uma cultura gastronômica que tem a força de manter vivo o hábito de inúmeras famílias. A alimentação é um momento dedicado não só ao corpo, mas também à alma.”

Em busca de histórias que retratem a importância da gastronomia aliada aos laços familiares, Encontro Brasília entrevistou três famílias brasilienses que encontraram entre as panelas uma forma de união e valorização de suas raízes.

FAMÍLIA MIYAMOTO

Uma das últimas lembranças que o funcionário público Fernando Miyamoto tem da mãe, Ayaka Miyamoto, está relacionada à gastronomia. Poucos dias antes de a matriarca falecer, o filho cozinhou para ela o udon (caldo preparado com macarrão em cozimento lento que dura aproximadamente cinco horas), um dos pratos mais apreciados pela família. “ela costumava fazer uma observação sobre os pratos que eu preparava, mas nesse dia só disse que estava muito bom. Acho que era uma forma de se despedir de mim”, conta Fernando. Um mês depois da morte da mãe, ele reuniu a família para refazer a receita que recebeu algumas modificações.

Com o passar do tempo, Fernando começou a preparar pratos antes feitos pela mãe. “De uma forma impensada, comecei a fazer as receitas.” Nos almoços de domingo do clã Miyamoto, há pratos que não podem faltar: caso do mazegohan, popularmente conhecido como risoto japonês.

MAZEGOHAN

Ingredientes

-4 xícaras de gohan (arroz japonês) 1 maço de gobô (raiz conhecida no brasil como bardana)

-6 cenouras grandes raladas em ralo grosso

-2 cebolas raladas em ralo fino 500 g de carne moída

por duas vezes (patinho) 8 ovos

-4 colheres (sopa) de óleo Sal e shoyu a gosto

Modo de preparo

Com uma colher, raspe o gobô até retirar a casca. em seguida, corte-o em pequenas lascas e deposite o gobô fatiado em um refratário com água (para não escurecer). reserve. Faça duas omeletes com quatro ovos cada uma. depois de finalizadas, corte-as em cubos pequenos e reserve. Lave o arroz em água corrente e cozinhe-o apenas na água, sem tempero. Em um recipiente à parte, tempere a carne moída com shoyu. Em outra panela, acrescente o óleo. Depois de quente, adicione a cebola. Assim que ficar transparente, adicione a carne moída e refogue. Junte o gobô e continue refogando. Quando a raiz amolecer, acrescente a cenoura, tempere com shoyu e mexa novamente. Desligue o fogo. Com a ajuda de um garfo, junte, aos poucos, o arroz cozido, a omelete e o refogado de carne, cenoura e gobô. Sirva a seguir.

O casal Maria da Penha Miziara (de branco, ao centro) e Pedro Felix Filho (azul, ao centro): tradições preservadas nos almoços de família

FAMÍLIA MIZIARA

A década de 1940 foi um dos períodos marcados pelo intenso fluxo migratório de sírio-libaneses no Brasil, movimento que incluiu a família Miziara. Mesmo com várias mudanças de cidade, a tradição dos almoços de domingo especiais cercados de pratos típicos libaneses sempre foi fortalecida. Com a mãe, e ao lado das irmãs mais velhas, Maria da Penha aprendeu a fazer pratos como charuto, babaganoush, esfirra e três versões de quibe: frita, assada e crua. “Ela nos chamava até a cozinha e nos ensinava. Enrolávamos esfirra, preparávamos os quibes e fazíamos tudo para manter a tradição”, conta.

Um dos preparos de Maria ganhou a admiração do então namorado Pedro Félix, que passou a conhecer a diversidade da culinária árabe. “Ela me cativou com o ataif, uma sobremesa feita com nozes e água de flor de laranjeira. A mãe dela não me deixava sair de lá sem comer o quibe cru feito com carne de carneiro e encerrar com essa sobremesa”, afirma Pedro, que se casou com Maria da Penha em 1971 e formou uma família extensa.

ESFIRRA FECHADA

Ingredientes

Massa:

 – 1 colher (sopa) de açúcar

– 2 cubos de fermento biológico fresco 50 g de manteiga em temperatura ambiente

 – 300 ml de água

 – 1 colher (café) de sal kg de farinha de trigo

Recheio:

 – ½ kg de carne moída (capa de filé, acém ou patinho)

 – 1 xícara (chá) de cebola picada

 – 2 xícaras de tomates maduroscortados em cubos sem sementes

 – 1 xícara (chá) de sumo de limão

 – 1 colher (café) de sal

 – ½ colher (café) de pimenta-síria

 – 1 colher (sopa) de tahine (pasta de gergelim)

Modo de preparo

Recheio:Misture bem todos os ingredientes crus e reserve-os.

Massa:Em uma vasilha, dissolva o fermento no açúcar. Acrescente a manteiga, a água, o sal e misture os ingredientes. Acrescente aos poucos a farinha (para não empelotar) e mexa até formar uma mistura homogênea. Cubra a massa com um pano e deixe fermentar por aproximadamente 20 minutos. Após o período, divida a massa em 10 esferas e abra cada uma com a ajuda de um rolo. Acrescente o recheio de carne moída no centro de cada massa aberta e feche as pontas em formato triangular. Pincele gema de ovo por cima da massa fechada. Leve as esfirras para uma assadeira preaquecida a 200ºC. Asse por aproximadamente 15 minutos ou até que a massa fique dourada. Retire do forno e sirva a seguir.

Lambrini Messinis (esq. em pé), Ioulia Messinis, Symeon Messinis e Vasiliki Kokkinoy: reunidos para celebrar tradições à mesa

FAMÍLIA MESSINIS

A propaganda do governo de Juscelino Kubitschek sobre a construção da nova capital ultrapassou o Brasil e chegou até a cidade de Korinthos, na Grécia. O casal Stylianos Kokkinos e Ioulia Kokkinoy se empolgou com a promessa e decidiu chegar ao país em 1959, desembarcando no porto de Santos. O primeiro local de moradia da família em Brasília foi o Núcleo Bandeirante, local que recebeu grande parte dos primeiros moradores da cidade. Stylianos, que atuou na Grécia como padeiro, abriu sua primeira padaria, a Glória, em Taguatinga. Depois da morte do marido, Ioulia inaugurou a panificadora Delícia. Em datas festivas, como natal e Páscoa, os doces gregos preparados pela matriarca eram muito requisitados pelos clientes. “Muita gente vinha de longe para comprar esses pratos”, relembra Vasiliki Kokkinoy, que aprendeu a cozinhar com a mãe pratos como o carneiro assado ao forno em papel-manteiga guarnecido de batatas e o spanakopita, um folhado de queijo com espinafre. “Ela fazia esse carneiro todos os domingos. Tenho muita saudade desse tempo e não gostaria que essa tradição acabasse: faço questão de ensinar essas receitas às minhas filhas”, conta.

Entre tantas vertentes gastronômicas do país mediterrâneo, o moussaká, é um dos preferidos dos herdeiros.

MOUSSAKÁ

 

Ingredientes

Recheio:

– 8 berinjelas médias cortadas em rodelas de 1 cm de espessura

– 10 batatas-inglesas descascadas e cortadas em rodelas de 1 cm de espessura

– 1,2 kg de carne moída (patinho ou acém)

 – 3 cebolas médias picadas

– 10 dentes de alho picados

 – 6 tomates italianos maduros picados

– Sal, pimenta-do-reino e canela a gosto

Molho bechamel:

– 300 g de manteiga

– 7 colheres (sopa) de farinha de trigo 1,5 l de leite

– 2 ovos

– Sal

– Noz-moscada ralada

– 1 xícara (chá) de queijo curado ralado

Modo de preparo

Molho bechamel: Em uma panela funda, coloque a manteiga. Quando estiver derretendo, acrescente a farinha de trigo e misture os ingredientes. Adicione aos poucos o leite (para não empelotar). Em um recipiente à parte, quebre os ovos e bata-os com sal e noz-moscada a gosto. Acrescente os ovos batidos aos poucos em fogo baixo para garantir que os ovos se incorporem ao molho. No final, acrescente o queijo e desligue o fogo quando se derreter por completo. Reserve.

Recheio: De véspera, frite as berinjelas e as batatas e deixe-as descansar forradas no papel-toalha (para deixar a gordura escorrer). Reserve em geladeira. Em uma panela, acrescente óleo e refogue a carne moída. Acrescente a cebola e o alho picados. Acrescente os tomates e deixe o molho apurar. Coloque a pimenta-do-reino e o sal. Deixe cozinhar por aproximadamente 15 minutos (não deixe o molho secar). Reserve. Unte um refratário com uma colher de sopa do caldo da carne. Coloque uma primeira camada de batata, seguida de uma camada de berinjela. Cubra-as com o molho de carne moída. Cubra o molho com uma nova camada de batatas, outra de berinjela e forre com o restante da carne moída. Finalize espalhando o molho bechamel por cima da montagem. Leve a travessa a um forno preaquecido a 180ºC e deixe o moussaká no forno até gratinar.

Fonte: Correioweb

Mulheres trabalham mais do que os homens

08/02/2016

A mulher trabalha cada vez mais que o homem. Não se trata de opinião ou sentimento, é dado estatisticamente comprovado pelo IBGE. Em uma década, a diferença aumentou em mais uma hora. Em 2004, as mulheres trabalhavam quatro horas a mais que os homens por semana, quando se soma a ocupação remunerada e o que é feito dentro de casa. Em 2014, a dupla jornada feminina passou a ter cinco horas a mais, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que reúne informações de mais de 150 mil lares

Jornada delas em casa é o dobro da dos homens

Nestes dez anos, os homens viram sua jornada fora de casa cair de 44 horas semanais para 41 horas e 36 minutos, num resultado influenciado tanto pela formalização do mercado de trabalho quanto pelo aumento do número de homens inativos nos últimos anos, explica André Simões, do IBGE. A estagnação econômica de 2014 também ajuda a explicar a situação, com o aumento do desemprego. O tempo extra, no entanto, não se converteu em maior dedicação a afazeres domésticos. A jornada deles dentro de casa permaneceu a mesma de dez anos atrás: dez horas semanais.

— É um tempo imutável — classifica a economista da UFF Hildete Pereira de Melo, estudiosa das questões de gênero.

No mesmo período, as mulheres mantiveram seu ritmo de trabalho fora de casa em 35 horas e meia. Dentro de casa, porém, a jornada delas chega a 21 horas e 12 minutos por semana, mais que o dobro da dos homens.

Só a louça: Aline usa as unhas pintadas para não lavar os pratos, tarefa de Fábio – Ana Branco /  

A sobrecarga para as mulheres é bem evidente na casa da dentista Aline Costa Guedes, de 35 anos, do vendedor Fábio Resende, de 36 anos, e da filha Catharina, de 4 anos, em Vila da Penha, subúrbio do Rio. Com o argumento “pintei as unhas e não posso estragá-las”, ela consegue fazer o marido, pelo menos, lavar louça. Segundo Aline, o tema é recorrente nas conversas com as amigas, que se admiram ao saber que Fábio “até lava louça”. Ela trabalha duas horas a mais que o marido por semana:

— O Fábio é um excelente pai, presente, mas é normal que a carga dos filhos venha um pouco para cima da mãe. A logística da casa, desde lembrar que tem de pagar tal conta a comprar material de limpeza, é tudo comigo. Eu tenho vontade de chegar em casa e encontrar tudo direitinho.

O marido diz, brincando, que a mulher encontra a casa em ordem quando a diarista faz limpeza:

— Ela só encontra a casa assim às quartas e sextas. Não me nego a fazer nada. Mas se eu vir o cesto cheio de roupa, não vou pôr na máquina.

A máquina de lavar roupas parece assustar.

— A nossa máquina é a mesma desde que casamos, há oito anos. E ele faz perguntas até hoje: “É para usar qual botão?”, “Bota amaciante?” — brinca Aline.

— Mas eu ponho pra bater e penduro — defende-se Fábio.

‘PARA MIM, TEM DE ESTAR TUDO AJEITADINHO’

Na casa da professora de Educação Física Cristiane Lacerda, de 45 anos, e do técnico de vôlei Alexandre Rozenberg, de 41 anos, em Botafogo, Zona Sul do Rio, a situação se repete. Com dois filhos, Breno, de 10 anos e Hanna, de 8 anos, praticamente todo o cuidado das crianças fica com Cristiane. Alexandre leva Hanna para a natação e serve o seu almoço.

— Sou muito agitada. Ele é mais tranquilo. Ele ajuda, mas se está a fim de ver televisão, vai para a TV. As roupas ficam comigo, as coisas das crianças e a comida, porque nem um ovo ele sabe quebrar. Esses dias comprei alface e pus em cima da pia. Saí, voltei e estava ainda em cima da pia. Eu perguntei: “Não podia ter lavado?”. Ele disse: “Ah, você não falou” — conta Cristiane, que chega a trabalhar 20 horas a mais por semana que o marido.

Alexandre ouve as reclamações da esposa e diz estar gostando de saber o que a incomoda. Pede que ela fale mais, mas antes, defende-se.

— Eu nunca lavei alface! Nem sei como faz. Sou do signo de virgem e, para mim, tem de estar tudo ajeitadinho. Fico incomodado com as coisas fora do lugar. Eu não vou mexer na máquina de lavar roupas. Mas, se quiser, eu ponho a mesa, eu dobro e guardo as roupas. Várias vezes ela vê que tem coisa para fazer e eu estou sentado vendo futebol na TV. Daí é a morte — conta em tom de brincadeira.

Regina Madalozzo, especialista em economia de gênero do Insper, diz que, mesmo quando a mulher trabalha fora, o ritmo é acelerado em casa:

— Apesar de a mulher ter conquistado seu lugar no mercado de trabalho, ela ainda não se libertou do trabalho doméstico. Isso só pode mudar via educação. O trabalho doméstico é responsabilidade de todos. O problema é a dificuldade de os homens aceitarem uma ocupação que não é remunerada.

Segundo Simões, do IBGE, apesar de a sociedade estar discutindo a questão, a mudança no comportamento masculino ainda não surgiu nos números.

— A mulher trabalha mais que o dobro dos homens. Não houve resposta a essas discussões que estão sendo travadas na sociedade. É cultural. O menino não é estimulado a ajudar nas tarefas domésticas. A menina ganha vassoura, fogão, boneca para cuidar e o menino, bola para jogar futebol.

Neuma Aguiar, socióloga da UFMG, e uma das poucas pesquisadoras no país a tratar do uso do tempo, diz que a ajuda masculina se limita às compras, ao cuidado dos filhos, principalmente no fim de semana e nos momentos de lazer, e o trato dos animais. O trabalho mais pesado de faxina, cozinha e cuidados recai sobre os ombros da mulher:

— A saída que as mulheres encontraram para dar conta de todo o trabalho é ter menos filhos.

‘MEU FILHO É IGUAL A MIM, FICA NO SOFÁ’

E a desigualdade persiste mesmo entre os casais mais escolarizados. Entre as mulheres que têm ensino superior, a jornada é 4 horas e 12 minutos maior que a do homem. Entre as mulheres que têm ensino fundamental incompleto, a diferença é de 4 horas e 48 minutos em relação ao homem. O estudo faz a mulher trabalhar 36 minutos menos por semana. Neuma crê que a nova geração vai conseguir diminuir essa desigualdade:

— Eu acho que as mulheres mais jovens podem mudar alguma coisa.

Cristiane e Alexandre, que desde outubro cortaram a empregada para reduzir gastos, passaram a incluir os filhos nas tarefas.

— Meu filho é igual a mim quando minha mãe pedia ajuda: continua sentado no sofá — diz o pai.

Cristiane não perde a esperança:

— Hanna ajuda mais do que Breno. Mas não quero que esse comportamento se repita no meu filho. Isso vem dos antigos. Parece normal, mas não é.

Segundo Hildete, as mulheres ficam muito culpadas quando estão no trabalho fora:

— O trabalho em casa é trabalho não pago, oferecido para sociedade. Ela faz por amor.

Casamento sobrecarrega mulher

O casamento faz a mulher trabalhar mais. Estudo da economista do IBGE Cristiane Soares, apresentado em seminário da Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep), mostra que em qualquer tipo de família, seja com filhos, com idoso, com pessoa doente em casa, a mulher trabalha mais se for casada, indicando que o marido dá trabalho ao invés de poupar a mulher. No caso dos homens, a situação é completamente inversa: o casamento livra o homem das tarefas domésticas. São mais indicadores que mostram a desigualdade de gênero no Brasil, onde a mulher ganhava em média 26% menos que os homens em 2014. Dez anos antes, ganhava 30% menos.

De acordo com os números apresentados pela pesquisadora, um homem solteiro que tem filhos pequenos e um idoso doente em casa dedica quase 20 horas semanais para o trabalho caseiro. O casamento o livra de mais de nove horas de trabalho: a jornada cai para 10 horas e 42 minutos. A mulher, na mesma composição familiar, dedica 25 horas e 36 minutos quando não tem companheiro. Ao se casar, o tempo dispendido sobe para 26 horas e 6 minutos, jornada meia hora maior ao dividir a vida com um homem.

— Quando não é casado, o homem costuma terceirizar o serviço doméstico. Quando casa, transfere para a mulher — diz Cristiane.

‘UM FOLGADO E UM ENFORCADO’

Para Regina Madalozzo, especialista em economia de gênero do Insper, o serviço doméstico é considerado responsabilidade feminina:

— Quando é casada, trabalha ainda mais em casa, pois quando o homem está morando com uma companheira, ele diminui o ritmo de afazeres domésticos. A cultura é que o trabalho doméstico é responsabilidade da mulher. É uma visão até das próprias mulheres. Prova disso é usarmos o termo “ele ajuda em casa”, como se não fosse uma obrigação.

Essa cultura de serviço faz a mulher reproduzir essa situação fora de casa. Segundo o mesmo estudo, 86% dos trabalhadores domésticos são mulheres. Entre os cuidadores, essa parcela sobe para 88,5%. Essas duas funções empregam 20% das mulheres ocupadas no país.

— A sociedade aceita essa situação de sobrecarga feminina. A população está envelhecendo, e o trabalho de cuidado de idosos e doentes está sobre os ombros das mulheres. Em 2060, um terço da população será de idosos — afirma Cristiane.

A economista diz que a sociedade precisa discutir a intensificação do trabalho da mulher:

— Principalmente no momento em que se discute igualar a idade de aposentadoria. As mulheres vivem mais, porém têm um trabalho mais intenso.

De acordo com a professora Maria José Tonelli, pesquisadora do Núcleo de Estudos em Organizações e Gestão de Pessoas da Fundação Getulio Vargas de São Paulo, a desigualdade não se restringe ao uso do tempo:

—Essa condição apenas confirma um traço cultural que é a profunda desigualdade do país: entre pobres e ricos e entre homens e mulheres. O Brasil, assim como outros países latinos, é bastante machista. Romper essa barreira não é fácil, pois muitas vezes ela é quase invisível, de comportamento e valores.

Thiago de Almeida, psicólogo especialista em relacionamento e professor da USP, aconselha os casais a dividirem as tarefas de acordo com preferências e limitações:

— A delegação de tarefas deve ser feita de forma pacífica. Tem aquela frase: atrás do folgado tem sempre um enforcado. Então, para que nenhum dos dois seja o enforcado, são necessários acordos.

Entrevista: Igualdade só daqui a 80 anos, diz ONU

A representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman – Agência Brasil

A representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, defende que a igualdade de gênero é questão de justiça. Para ela, quanto mais tarefas do lar as mulheres assumirem, menos chances têm de se dedicar a outros setores importantes, como a política.

Por que a desigualdade de jornada aumenta?

Quanto mais as mulheres se sobrecarregam com cuidados familiares e administração dos lares, menos chances têm de se dedicar a setores da vida que lhes interesse, como a política. Estamos falando de ajustes que precisam ser feitos com base na justiça. O empoderamento das mulheres é viável com a consciência sobre os seus direitos, e com uma sociedade engajada em mudar estruturas que fortalecem o poder dos homens às custas dos sacrifícios e de violações de direitos de gerações de mulheres.

Por que as mulheres ainda ganham menos do que os homens?

O mundo do trabalho é outra área em que as desigualdades de gênero e raça são visíveis devido à ocupação de postos de trabalho, oportunidades de ascensão profissional, condições de trabalho, remuneração e administração da vida pessoal. As mulheres ainda recebem cerca de 30% menos que os homens. O racismo e o sexismo geram situações extremamente cruéis para o desenvolvimento de carreiras. Quero chamar a atenção para a responsabilidade das empresas de se colocarem de forma ativa e colaborarem para o fim do racismo e do machismo.

Como mudar isso?

Os estudos apontam que, mantidas as condições atuais, levará 80 anos para alcançar a igualdade de gênero. A ONU adotou 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para que o mundo faça mudanças rápidas e estruturais até 2030. É preciso identificar onde estão mulheres e homens, como vivem, onde elas estão excluídas, definir ações para corrigir essas distorções e assegurar o equilíbrio para que realmente possam desenvolver o seu potencial e lograr estas mudanças até 2030.

Como a mulher pode acelerar esse processo?

A igualdade de gênero é uma questão de justiça. É importante que mulheres e homens façam acordos sobre como administrar as tarefas familiares e de administração da casa. Estamos falando de novos valores sobre a vida, respeito e novas formas de relacionamento. Sem violência, intimidações e funções determinadas. Se todos vivem sob o mesmo teto, por que cabe às mulheres todo o trabalho?

De que forma a ONU atua para reduzir as diferenças?

A ONU Mulheres trabalha pela igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres. As Nações Unidas acreditam que é possível promover mudanças estratégicas no mundo até 2030. E as mulheres são decisivas nesse processo. Estamos desenvolvendo a iniciativa “Planeta 50-50: um passo decisivo pela igualdade de gênero” e buscando parcerias para que a igualdade seja uma realidade em 14 anos, beneficiando esta e futuras gerações. Nós, todas e todos, podemos ser a geração que mudará o planeta. Temos de trabalhar para eliminar todas as formas de desigualdades e discriminações.

Fonte: O Globo

Mulheres chefes repetem maus hábitos dos homens, diz pesquisa

Para especialista, sociedade ainda vive os resquícios da patriarcado, o que obriga as profissionais a se dedicarem mais para galgar postos melhores

O topo do mundo profissional está ficando cada vez mais feminino. Mas isso ainda está longe de resultar em uma mudança de hábitos, e as maiores vítimas são as próprias mulheres. Quando ocupam altos cargos, elas tendem a replicar o comportamento vicioso dos homens em relação a si e aos subordinados.

Pesquisa da médica Meghan Fitzgeral, professora da Escola de Saúde Pública da Universidade Columbia, mostrou que executivas norte-americanas estão deixando de lado o cuidado com a própria saúde em troca da evolução na carreira. Elas trabalham excessivamente, não têm tempo para fazer exercícios físicos, ou mesmo para ir ao médico ou fazer exames. E se queixam de estar muito acima do peso.
Embora o estudo não tenha abordado práticas profissionais, o que se vê com frequência em ambientes corporativos são frustrações de subordinados quando veem chefes mulheres replicarem práticas arcaicas do mundo do trabalho. Executivas ouvidas pelo Correio garantem que é possível fazer diferente, mas atestam que sentem, sim, muitos erros sendo repetidos. “Infelizmente, há mulheres que são mais machistas do que homens. É muito triste”, comenta a publicitária Renata D´Avila, vice-presidente da Lew’Lara\TBWA.

Para Mario Cesar Ferreira, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), as transformações sociais ficaram muito aquém do que as pessoas imaginam, por isso não é surpreendente que muitas mulheres reproduzam antigos modelos para si mesmas nos ambientes em que trabalham. “Em pleno século 21, os resquícios da sociedade patriarcal ainda são muito fortes”, diz. Ele afirma que tanto mulheres quanto homens se veem obrigados a trabalhar excessivamente caso queiram ser promovidos, e mais ainda depois disso. “Desde os anos 1980, com a globalização, isso se intensificou muito. Voltamos a situações da época da Revolução Industrial, em que as pessoas trabalhavam bem mais de 12 horas por dia”, compara.

Meghan Fitzgerald, da Universidade Columbia, não comparou homens e mulheres — pretende fazer isso em outra etapa da pesquisa. Ela entrevistou 369 executivas das 500 maiores empresas norte-americanas. Metade delas trabalham mais do que 50 horas semanais. E 2,5% ultrapassam as 70 horas — são também as mais bem pagas, que recebem mais de US$ 250 mil (R$ 1 milhão) por ano. Metade das entrevistadas faz exercícios duas vezes por semana ou menos — um quarto não tinha feito qualquer atividade física nos 30 dias anteriores. Do total, 41% afirmaram estar com sobrepeso.

Fonte: Correioweb

Misoginia entre os refugiados

17/01/2016

Na rota da migração, mulheres se tornam presas fáceis

Estupros, agressões e abusos revelam panorama sombrio de refugiadas

Samar, que trabalhava para o Ministérior das Finanças antes de fugir da Síria, conseguiu abrigo em Berlim após ser roubada e ameaçada de estupro na Turquia – DJAMILA GROSSMAN / NYT

Uma mulher síria que se uniu aos inúmeros refugiados que chegaram à Alemanha foi forçada a pagar a dívida do marido com os traficantes colocando-se à disposição deles para fazer sexo ao longo do caminho. Outra foi espancada até desmaiar por um guarda húngaro, depois de se negar a ceder a seus avanços. Uma terceira, que trabalhava como maquiadora, se vestiu de homem e parou de tomar banho para afastar os homens do seu grupo de refugiados. Agora, em um abrigo emergencial em Berlim, ela ainda dorme vestida e, como muitas outras mulheres no abrigo, bloqueia a porta do quarto com um armário todas as noites.

“Aqui não há fechaduras nem cadeados”, contou Esraa al-Horani, a maquiadora e uma das poucas mulheres do abrigo que não tinham medo de revelar o próprio nome. Ela teve sorte, afirmou Esraa: só foi espancada e roubada.

A guerra e a violência em sua terra natal, os traficantes e os mares perigosos no meio do caminho, sem falar na recepção e no futuro incerto em um continente estrangeiro – são alguns dos riscos enfrentados pelas dezenas de milhares de migrantes que continuam a caminhar em direção à Europa vindos do Oriente Médio e além. Mas a cada parada no caminho, os perigos se tornam maiores para as mulheres.

Entrevistas com inúmeros migrantes, assistentes sociais e psicólogos que cuidam dos traumatizados recém-chegados em toda a Alemanha sugerem que a atual migração em massa foi acompanhada por um aumento drástico na violência contra as mulheres. De casamentos forçados e tráfico sexual à violência doméstica, as mulheres relatam a violência de refugiados, traficantes, homens da família e até de policiais europeus. Não existem estatísticas confiáveis sobre a violência sexual e outros tipos de violência contra as refugiadas.

Entre os mais de um milhão de imigrantes que chegaram à Europa no ano passado, fugindo da guerra e da pobreza no Oriente Médio e além, mais de 75 por cento dos recém-chegados são homens, de acordo com estatísticas da ONU. “Os homens dominam numérica e socialmente”, afirmou Heike Rabe, especialista em gênero do Instituto Alemão de Direitos Humanos.

Susanne Hohne, principal psicoterapeuta do centro berlinense especializado em tratar mulheres traumatizadas durante a imigração, afirmou que quase todas as 44 mulheres que estão sob seus cuidados – entre as quais algumas que acabam de chegar à idade adulta, outras com mais de 60 anos – sofreram algum tipo de violência sexual. “Fazemos supervisão com nossos terapeutas duas vezes ao mês para podermos lidar com todas as histórias que ouvimos”, afirmou Susanne a respeito de sua equipe de 18 especialistas. Juntos, eles fornecem duas sessões de terapia por semana para cada mulher e mais de sete horas de serviço social, incluindo visitas domiciliares para ajudá-las a se adaptarem à vida na Alemanha.

Na Grécia, um dos principais pontos de entrada de migrantes na Europa, os centros de recepção quase sempre estão superlotados, não contam com iluminação adequada nem com espaços separados para mulheres solteiras, afirmou William Spindler, da agência de refugiados da ONU. “Homens, mulheres e crianças dormem nas mesmas áreas”, afirmou. Em toda a Europa, acrescentou, “inúmeros casos de violência sexual e violência familiar foram relatados às nossas equipes”.

Até mesmo na relativa segurança da Alemanha, o sistema enfrenta dificuldades para lidar com a logística de acomodação de quase um milhão de imigrantes em 2015, o que acaba por afetar as medidas básicas de proteção para as mulheres, como a garantia de quartos e banheiros com fechadura.

“A prioridade é evitar que essas pessoas acabem nas ruas. Mas um ambiente que facilita a violência contra a mulher é um fator de risco. Não podemos permitir que os padrões sejam deixados de lado”, afirmou Heike, a especialista alemã em violência de gênero.

Mas isso não é tão simples, afirmou Jan Schebaum, gestor de duas casas para exilados na zona leste de Berlim. Existem apenas dois banheiros por andar e os quartos estão cheios.

Em uma dessas casas fica o abrigo emergencial onde Esraa, a maquiadora, está alojada. Dos 120 adultos no local – em sua maioria de origem síria e afegã –, 80 são homens.

“As mulheres são dominadas pelos homens. Suas vozes são caladas e isso é um problema”, afirmou Schebaum.

Nas filas de alimentação, onde os voluntários oferecem sopa quente e frutas frescas, as mulheres costumam ser as últimas da fila. Elas passam boa parte do tempo dentro dos quartos e raramente participam das atividades oferecidas, como visitas a museus e shows. Uma mulher síria não deixou o prédio desde que chegou há dois meses, porque seu marido – que ainda não chegou à Alemanha – a proibiu de sair.

Na lavanderia, histórias de abuso doméstico circulam em conversas discretas entre as mulheres. No quarto andar há uma marido violentamente ciumento que bateu várias vezes na esposa. Há também uma mulher que apanhou do marido porque eles não conseguem ter filhos. Há alguns meses, dois homens afegãos assediaram uma menina afegã com comentários sexuais e a derrubaram de uma bicicleta antes que outras pessoas interferissem, de acordo com um voluntário. Contudo, poucos incidentes de violência são reportados.

Agora existe uma noite de bordado e uma aula de aeróbica só para as mulheres. Nas quartas de manhã, pequenos grupos de mulheres vão à casa de uma voluntária para tomar banho, fazer as unhas e arrumar os cabelos.

Uma vez por semana, assistentes sociais levam as migrantes para um café do outro lado da rua. As paredes estão cobertas de pichações, o ar cheira a cigarro. Mas não importa. Quando Esraa chegou com várias músicas árabes no telefone, o interior se transformou em um mar de mulheres dançando com seus véus.

Enquanto algumas pintavam as mãos com hena e outras conversavam sobre como estavam frustradas com a demora para conseguir o visto de refugiadas, Samar, uma ex-funcionária de 35 anos do ministério da Fazenda da Síria comentou sobre as dificuldades de ser uma mulher em fuga. Depois de ter sua casa bombardeada em Darayya, um subúrbio de Damasco que no início do conflito ficou conhecido pelos protestos contra o governo, Samar passou 14 meses sozinha com as três filhas de 2, 8 e 13 anos.

“Não deixei que elas saíssem da minha vista por um segundo”, contou em árabe, com a ajuda de uma intérprete. Ela e outras mães solteiras dormiam em turnos durante a viagem, vigiando as filhas e as companheiras.

Mas em Izmir, na Turquia, pouco antes de embarcar para a Grécia, Samar foi roubada e ficou sem dinheiro para pagar ao traficante. O homem atarracado que dizia se chamar Omar se ofereceu para levá-las de graça, desde que fizesse sexo com ele. Ela havia ouvido o homem na noite anterior, no albergue onde estava com outras refugiadas, “indo de um quarto ao outro”.

“Todo mundo sabe que existem duas formas de pagar os traficantes: com dinheiro, ou com seu corpo.”

Mas ela se negou e Omar ficou nervoso. Naquela noite, ele invadiu o quarto de Samar, ameaçando a ela e às filhas antes que seus gritos o afastassem. Samar ficou na Turquia por quase um ano trabalhando para economizar os quatro mil euros necessários para o restante da jornada.

Sentada com a filha mais nova no colo, concluiu: “Quase todos os homens do mundo são ruins”.

Do outro lado da cidade, na zona oeste de Berlim, Susanne entendia seu ponto de vista, mas oferecia uma visão mais ponderada. Não existem soluções fáceis, afirmou. Abrigos só para mulheres não são uma opção viável, já que a maioria das famílias não deseja se separar. Algumas mulheres contam com a proteção dos homens e, além disso, “não podemos nos esquecer que muitos desses homens também estão traumatizados”.

“Não é uma questão de bem e mal. Se quisermos ajudar as mulheres, também precisamos ajudar os homens.”

Fonte: O Globo

Mulheres no Líbano

14/12/2015

Mulheres no Líbano

Fonte: Youtube

 

Eleições na Arábia Saudita dão poder inédito às mulheres

14/12/2015

Mulheres na Arábia

Fonte: Youtube

Arábia Saudita elege candidatas em primeira eleição aberta às mulheres

Ao menos 20 mulheres foram eleitas para cargos públicos.
País era o último no mundo a negar às mulheres o direito de voto.

Mulher vota em Riad, na Arábia Saudita (Foto: Dina Fouad/AFP)Mulher vota em Riad, na Arábia Saudita (Foto: Dina Fouad/AFP)

Ao menos 20 mulheres foram eleitas para cargos públicos na Arábia Saudita após ganharem assentos nos conselhos municipais nas eleições de sábado (12), segundo a agência de notícias France Presse. Os resultados preliminares foram anunciados por distritos locais e publicados na agência oficial saudita, segundo a Reuters. Estas são as primeiras eleições abertas a mulheres eleitoras e candidatas.

Uma delas é Salma Al Oteibi Hizab Bent, que ganhou um assento no Conselho Municipal Madrakah, cidade na região de Meca, o primeiro lugar sagrado do Islã , disse o presidente da Comissão Eleitoral, Osama Al Bar, ao relatar os primeiros resultados do pleito municipal.

Outra candidata vencedora é Hanouf bint Mufreh bin Ayad al-Hazimi, que ganhou um assento em al-Jawf, no norte da Arábia Saudita. Os nomes das outras vencedoras ainda não foram divulgados.

As 13 candidatas representam cerca de 0,6% do total de 2.106 cargos escolhidos por votação popular nestas eleições.

A Arábia Saudita, governada por uma versão rígida do Islã, é um dos países mais restritivos do mundo para as mulheres, que não têm direito de dirigir e precisam da aprovação de um homem para o trabalho ou viagens.

No sábado, os eleitores escolheram entre 6 mil homens e 900 mulheres, autorizadas a concorrer pela primeira vez, segundo a AFP. Todos eles aspiraram a um lugar nas 284 assembleias municipais compostas apenas por representantes eleitos, mas com potência limitada.

No seu distrito, Salma Al Oteibi Bent Hizab competiu com sete homens e duas mulheres, de acordo com Osama Al Bar.

Participação de mulheres
“A participação das mulheres nos conselhos municipais” testemunha, entre outras coisas, “a preocupação e o interesse do Estado em envolver ainda mais esses conselhos no desenvolvimento do país”, acrescentou o presidente da Comissão Eleitoral local.

Os colégios eleitorais abriram às 8h (3h de Brasília) e um jornalista da AFP constatou o início da votação no centro de Riad, com um movimento muito fraco.

A Arábia Saudita era o último país no mundo a negar às mulheres o direito de voto.

Algumas mulheres afirmaram que o registro de eleitoras foi complicado em razão dos obstáculos burocráticos, da falta de informação e porque as mulheres são proibidas de dirigir, o que dificulta a locomoção.

Eleições representam uma tímida abertura na Arábia Saudita (Foto: Dina Fouad/AFP)Eleições representam uma tímida abertura na Arábia Saudita (Foto: Dina Fouad/AFP)

No país, as mulheres devem se vestir de preto da cabeça aos pés quando estão em público e necessitam da permissão de um membro masculino de sua família para viajar, trabalhar e se casar.

Para algumas, o simples fato de ter feito campanha já é uma vitória em si.

“Para dizer a verdade, eu não me candidatei para ganhar”, afirma Badreldin al-Sawari, uma pediatra do centro de Riad, que entrou na disputa por patriotismo e para provar que o Islã dá direito às mulheres.

“Os homens e as mulheres têm os mesmos direitos em muitos domínios”, assegura, com um verso do Alcorão como apoio, afirmando ter recebido muito apoio durante sua campanha

Lujain Hathlul, uma ativista presa 2 meses após tentar, em dezembro de 2014, de entrar no país dirigindo seu veículo a partir dos Emirados Árabe Unidos, teve sua candidatura rejeitada.

Nassima al-Sadah, ativista dos direitos Humanos da cidade de Qatif (leste), indicou à AFP que também contestou na justiça a negação de sua candidatura.

Uma professora que vive no nordeste do país e que não quis ser identificada explica como sua candidata preferida foi excluída por acusações de religiosos.

“Teve que se retirar porque os religiosos disseram que uma mulher não pode participar das eleições. Não creio que as mulheres ganharão muito poder caso vençam”, lamenta.

Situação é acompanhada
A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch saudou as eleições como um passo para uma maior participação das mulheres na vida política, sublinhando que “a Arábia Saudita continua a discriminar as mulheres através de uma miríade de leis, políticas e práticas”.

A situação dos direitos humanos no reino saudita, liderado pela família real dos Al-Saud, é acompanhada de perto por muitos países ocidentais e ONGs.

Um tímido processo de abertura começou sob o reinado do rei Abdallah (2005-2015), o predecessor de Salman, que em 2011 concedeu às mulheres sauditas o direito de voto e de elegibilidade.

Hossaini, otimista, espera que pelo menos 10% das candidatas conquistem um assento. Em seguida, acrescentou: “até mesmo uma vitória seria um progresso.”

 Fonte: G1

CFM libera reprodução in vitro para mulheres acima de 50 anos

01/11/2015

CFM libera fertilização in vitro para mulheres acima de 50 anos

 

Apesar da resolução do CFM liberar fertilização in vitro para mulheres a partir de 50 anos, médico recomenda cautela, devido aos riscos da gravidez nessa idade (Myhealthblogs.com/Reprodução)

Apesar da resolução do CFM liberar fertilização in vitro para mulheres a partir de 50 anos, médico recomenda cautela, devido aos riscos da gravidez nessa idade
No mundo moderno, questões profissionais e econômicas são os principais fatores para a ocorrência da maternidade tardia. A novidade, nesse cenário, é uma nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), aprovada no último mês de setembro, que permite tratamento de fertilização in vitro para mulheres com idade acima de 50 anos. Os procedimentos poderão ser realizados, desde que as pacientes assumam os riscos juntamente com seus médicos.

A mudança na política para reprodução assistida também prevê que casais de mulheres lésbicas possam ter gestação compartilhada, com uma recebendo o óvulo da outra, após a fecundação, por meio do espermatozoide de um doador.

“Mulheres, com o avançar da idade, possuem maior probabilidade de ter um parto prematuro, com todas as complicações decorrentes desta situação, além de um maior risco de episódios de pressão alta e diabetes gestacional. Acima de 35 anos, de um modo geral, inicia-se uma queda da capacidade reprodutiva. A partir de 43 anos, essa chance é bem reduzida”, alerta o ginecologista Renato de Oliveira, responsável pela área de reprodução humana da clínica Criogênesis.

O especialista reitera que mulheres que pretendem ter filhos tardiamente devem ser avaliadas em relação a comorbidades como hipertensão, diabetes, cardiopatias ou doenças renais, por exemplo. “A idade é um fator chave para possíveis complicações na gravidez, mesmo em pacientes sem nenhuma alteração identificável nos exames de rotina, além da própria dificuldade em engravidar e do maior risco de doenças genéticas para o bebê”, afirma o médico.

Renato de Oliveira ainda ressalta que, nesses casos, um acompanhamento médico ainda mais cuidadoso é imprescindível. “Um pré-natal adequado é essencial para reduzir os riscos da gestação e possibilitar que a futura mamãe aproveite essa fase da melhor maneira possível”, finaliza o especialista

Fonte: Correioweb

OUTUBRO ROSA contra o câncer de mama

11/10/2015

OUTUBRO ROSA

A CANÇÃO QUE CURA O CANCER

Fonte: Youtube

A NOVA MEDICINA GERMÂNICA
E A INCRÍVEL CANÇÃO QUE
CURA O CÂNCER

A NOVA MEDICINA GERMÂNICA
E A INCRÍVEL CANÇÃO QUE CURA O CÂNCER

Dr. Ryke Geerd Hamer, nascido em 1935 na Frísia (Alemanha), estudou medicina e teologia na Universidade de Tübingen. Na idade de 22 anos, ele completou seu mestrado em teologia e, em seguida, quatro anos depois, recebeu sua licença profissional como médico. Nos anos seguintes, atendeu em diferentes clínicas universitárias na Alemanha.

Em 1972, Dr. Hamer completou sua especialização em medicina interna e começou a trabalhar na clínica universitária de Tübingen como internista responsável pelos pacientes com câncer. Ao mesmo tempo, ele dirigia uma clínica privada com sua esposa Dra. Sigrid Hamer, a qual ele havia conhecido durante seus estudos em Tübingen. Ele mostrou um extraordinário talento também para inventar dispositivos médicos.

Entre outros, ele possui a patente de um bisturi não traumático (Hamer-Scalpel) que corta vinte vezes mais penetrante do que uma lâmina de barbear, um instrumento especial para a cirurgia plástica e uma maca de massagem que se ajusta automaticamente aos contornos do corpo.

Suas invenções proveram Dr. Hamer e sua família com os meios financeiros suficientes para mudarem para Itália, onde ele realizou seu sonho de tratar os doentes carentes de Roma gratuitamente.

Em 18 de agosto de 1978, enquanto ainda vivia em Roma, Dr. Hamer recebeu a chocante notícia de que seu filho Dirk tinha sido baleado acidentalmente pelo príncipe italiano Victor Emanuel de Sabóia. Em 07 de dezembro de 1978, Dirk sucumbiu aos ferimentos e morreu nos braços de seu pai.

Pouco tempo depois da morte de seu filho, Dr. Hamer foi diagnosticado com câncer testicular.

Devido ao fato dele nunca ter ficado gravemente doente antes, ele postulou que o desenvolvimento de seu câncer poderia ser diretamente relacionado com a perda inesperada de seu filho. Na verdade, ele acabaria por, em honra de Dirk, chamar isso de um choque inesperado DHS ou “Síndrome de Dirk Hamer.”.

A morte de seu filho e sua própria experiência com o câncer, fez com que o Dr. Hamer iniciasse uma extraordinária jornada científica.

Naquela época, como internista chefe de uma clínica de câncer da Universidade de Munique, ele começou a investigar as histórias de seus pacientes com câncer e logo aprendeu que, como ele, todos eles tinham experimentado um choque inesperado de um tipo ou outro.

Mas ele levou a sua investigação ainda mais longe. Seguindo a hipótese de que todos os eventos corporais são controlados a partir do cérebro, ele analisou as tomografias cerebrais de seus pacientes e as comparou com seus relatos médicos e psicológicos.

Para sua surpresa, ele encontrou uma clara correlação entre certos “choques de conflito”, com suas manifestações sobre o órgão e suas conexões com o cérebro. Até então, nenhum estudo tinha examinado a origem da doença no cérebro e o papel do cérebro como o mediador entre a psique e um órgão doente.

Dr. Hamer afirma:

“Mein Studentenmädchen” é uma pequena canção de amor que eu escrevi e escrevi para a minha esposa, em 1976, para marcar o 20º aniversário do nosso amor, ou seja, cinco anos antes de eu descobrir a Germânica Heilkunde (Nova Medicina Germânica) em 1981. Desde então, esta descoberta estava dormindo por 30 anos, quase como a Bela Adormecida.

Em 2006, quando “Mein Studentenmädchen” emergiu de seu longo sono, percebemos que precedeu a maior descoberta da história da humanidade, a Nova Medicina Germânica em cinco anos, mas eu ainda não tinha notado. Representa o protótipo ou arquétipo de todos os nossos grandes e velhos mestres da música clássica, enquanto o protótipo ou arquétipo da Nova Medicina Germânica. 


Esta parece ser a origem do mistério terapêutico inerente em “Mein Studentenmädchen”. 

Isso é o que a torna única! É como uma chave que abre todas as portas.

Descobrimos esta dimensão terapêutica com uma menina austríaca de 7 anos que sofria a meses de uma doença crônica, para o desespero de seus pais. A menina pediu emprestado a seu pai a música “Mein Studentenmädchen” e a ouviu sem parar por vários dias e noites.


Aparentemente, ela havia escolhido instintivamente o que lhe faria bem, e depois de três dias e três noites, ela havia recuperado a saúde, para a enorme surpresa de seus pais, porque ela tinha estado doente por meses.


Desde então, temos compilado centenas de casos semelhantes, e sem exceção encontrado o mesmo fenômeno.


“Mein Studentenmädchen” produz um efeito que se manifesta, como todo o conjunto da Nova Medicina Germânica, nos três níveis: psíquico, cerebral e orgânico”

O PARADIGMA MÉDICO DO DR. HAMER
Por Caroline Markolin, Ph.D., Vancouver, Canadá
Publicado em 21 de novembro de 2009

Introdução

Em 18 de Agosto de 1978, o Dr. Ryke Geerd Hamer, médico, na época, especialista em doenças da cabeça, na clínica oncológica, na Universidade de Munique, Alemanha, recebeu a notícia chocante de que o seu filho Dirk, tinha recebido um tiro. Dirk morreu em Dezembro de 1978. Alguns meses mais tarde, o Dr. Hamer foi diagnosticado com câncer testicular. Desde que ele nunca esteve seriamente doente, ele supôs que o desenvolvimento do seu câncer poderia estar diretamente relacionado com a perda trágica do seu filho.

A morte de Dirk e a sua própria experiência com o câncer levou o Dr. Hamer a investigar a história pessoal dos seus pacientes com câncer. Ele constatou rapidamente que, como ele, todos tinham passado por algum episódio excepcionalmente estressante anterior ao desenvolvimento do câncer. A observação de uma conexão mente-corpo não foi realmente surpreendente. Inúmeros estudos já tinham mostrado que o câncer e outras enfermidades são freqüentemente precedidos por um evento traumático. Mas o Dr. Hamer levou a sua pesquisa mais além.

Seguindo a hipótese de que todos os eventos corporais são controlados do cérebro, ele analisou os escaneamentos do cérebro dos pacientes e os comparou com os seus registros médicos. O Dr. Hamer descobriu que cada doença – não somente o câncer – é controlado de sua própria área específica no cérebro e ligado a um “choque conflitante” muito particular e identificável. O resultado desta pesquisa é um gráfico científico que ilustra o relacionamento biológico entre a psique e o cérebro, em correlação com os órgãos e tecidos do todo o corpo humano.

O Dr. Hamer chamou as suas descobertas de “As Cinco Leis Biológicas da Nova Medicina”, porque estas leis biológicas, que são aplicáveis ao caso de qualquer paciente, oferecem uma compreensão inteiramente nova da causa, do desenvolvimento e do processo natural de cura das enfermidades.

(Em resposta ao número crescente de distorções de suas descobertas e para preservar a integridade e a autenticidade do seu trabalho científico, o Dr. Hamer agora protegeu legalmente o material de sua pesquisa, sob o nome de Nova Medicina Alemã (NMA). O termo Nova Medicina não poderia ter os seus direitos autorais protegidos internacionalmente.)

Em 1981, o Dr. Hamer apresentou as duas descobertas à Faculdade Médica da Universidade de Tübingen, como uma tese de pós-doutorado. Mas até este dia, a Universidade se recusou a testar a pesquisa do Dr. Hamer, apesar de sua obrigação legal em fazer isto. Este é um caso sem precedentes na história das universidades. Similarmente, a medicina oficial se recusa a aprovar as suas descobertas, apesar de algumas 30 verificações científicas, tanto por médicos independentes, quanto por associações profissionais.

Logo após o Dr. Hamer ter apresentado a sua tese, lhe foi dado o ultimato de renunciar as suas descobertas ou ter a renovação do seu contrato na Clínica da Universidade, negada. Em 1986, ainda que o seu trabalho científico nunca tivesse sido contestado, muito menos desaprovado, o Dr. Hamer foi despojado da sua licença médica, pela razão de que ele se recusara a se conformar aos princípios da medicina padrão. Entretanto, ele estava determinado a continuar o seu trabalho. Aproximadamente em 1987, ele foi capaz de estender as suas descobertas para praticamente cada doença conhecida na medicina.

O Dr. Hamer foi perseguido e atormentado por cerca de 25 anos, em particular pelas autoridades Alemãs e Francesas. Desde 1997, o Dr. Hamer esteve vivendo no exílio na Espanha, onde ele continua com a sua pesquisa e onde ele continua a lutar pelo reconhecimento oficial de sua “Nova Medicina”. Mas, contanto que a Universidade da faculdade médica de Tübingen mantenha as suas táticas de protelação, aos pacientes por todo o mundo, será negado o benefício das descobertas revolucionárias do Dr. Hamer.

A ORIGEM DA DOENÇA NO CÉREBRO

O Dr. Hamer estabeleceu que cada doença é causada por um conflito que pega um indivíduo totalmente sem precaução. (Primeira Lei Biológica).

Em honra ao seu filho, Dr. Hamer chamou a este evento estressante imprevisto de Síndrome de Dirk Hamer ou SDH. Psicologicamente falando, uma SDH é um incidente muito pessoal, condicionado pelas nossas experiências passadas, nossas vulnerabilidades, nossas percepções individuais, nossos valores e crenças. Entretanto, uma SDH não é um conflito meramente psicológico, mas sim biológico, que tem que ser compreendido no contexto de nossa evolução.

Os animais experienciam estes choques biológicos em termos concretos, por exemplo, através de uma súbita perda do ninho ou território, uma perda de uma prole, uma separação de um companheiro ou do grupo, uma ameaça inesperada de fome, ou um terror ou morte.

Com o decorrer do tempo a mente humana adquiriu um modo figurativo de pensar. Nós podemos experienciar estes conflitos biológicos também em um sentido invertido. Um homem, por exemplo, pode sofrer um “conflito de perda de território” quando inesperadamente perde o seu lar ou seu local de trabalho.

Uma mulher com o “conflito do ninho” pode ter uma preocupação com o bem-estar de um “membro do ninho”, um “conflito de abandono” pode ser provocado por um divórcio inesperado, ou por ser movida para o hospital. As crianças frequentemente sofrem um “conflito de separação” quando a Mãe decide voltar ao trabalho ou quando os pais se separam.

Analisando milhares de tomografias cerebrais computadorizadas (TC), em relação as histórias dos seus pacientes, o Dr. Hamer descobriu que no momento em que um SDH ocorre, o choque impacta uma área específica, pré-determinada no cérebro, causando uma “lesão” que é visível em uma tomografia computadorizada, como uma série de anéis concêntricos e distintos.

Após o impacto, as células afetadas do cérebro comunicam o choque ao órgão correspondente que, por sua vez, responde com uma alteração particular previsível.

A razão por que os conflitos específicos estão ligados indissoluvelmente às áreas específicas do cérebro, é que durante a nossa evolução histórica, cada parte do cérebro estava programado para responder instantaneamente aos conflitos que poderiam ameaçar a nossa sobrevivência. Enquanto o “velho cérebro” (tálamo e cerebelo) é programado com temas mais avançados, tais como conflitos territoriais, conflitos de separação, conflitos de identidade e conflitos de auto-desvalorização.

A pesquisa médica do Dr. Hamer está firmemente ligada à ciência da embriologia, porque se o órgão responde a um conflito através do crescimento de um tumor, através da lesão de um tecido, ou através de dano funcional, é determinado pela camada embriônica do embrião, que tanto o órgão quanto o tecido correspondente do cérebro se originam. (Terceira Lei Biológica).

O Sistema Ontogênico de Tumores ilustra estes órgãos controlados do “velho cérebro”, que se derivam do endoderma ou do mesoderma do “velho cérebro”, como os pulmões, o fígado, o cólon, a próstata, útero, pele do cório, pleura, peritônio, pericárdio, glândulas mamárias, etc, sempre geram proliferação celular, assim como ocorre o conflito correspondente. Tumores destes órgãos, portanto, se desenvolvem exclusivamente durante a fase do conflito ativo (iniciada pelo SDH).

Vamos tomar o câncer do pulmão, como exemplo. O conflito biológico ligado ao câncer do pulmão é um “conflito de terror da morte”, porque em termos biológicos, o pânico da morte é equiparado ao ser que é incapaz de respirar. Com o choque do terror da morte, as células dos alvéolos pulmonares, que regulam a respiração, começam instantaneamente a se multiplicar, formando um tumor no pulmão.

Contrário à visão convencional, esta multiplicação das células do pulmão, não é um processo sem sentido, mas serve a um propósito biológico muito definido, isto é, para aumentar a capacidade dos pulmões e, assim, otimizar a chance de sobrevivência do organismo.

As análises do escaneamento cerebral do Dr. Hamer demonstram que cada pessoa com câncer nos pulmões apresenta uma configuração distinta na área correspondente no tronco cerebral e que cada paciente tinha sofrido um pânico inesperado da morte anteriormente ao acesso do câncer.

Na maior parte dos casos, o terror da morte foi provocado por um choque pelo diagnóstico do câncer que a pessoa experienciou como uma “sentença de morte”. Dado que o ato de fumar está em declínio, isto emite nova luz no aumento enigmático do câncer do pulmão (O assassino nº 1) e chama à questão se o ato de fumar é por si uma verdadeira causa do câncer no pulmão.

O câncer das glândulas mamárias, de acordo com as descobertas do Dr. Hamer, é o resultado de ou um conflito “mãe-filho” ou um conflito de “preocupação com o parceiro”. Estes tipos de conflitos sempre impactam o “velho cérebro” na área que controla as glândulas que produzem leite. Uma mulher pode sofrer um conflito de preocupação mãe-filho, quando a sua descendência (prole) fica subitamente ferida ou seriamente doente.

Durante a fase ativa de stress do conflito, as células das glândulas mamárias se multiplicam continuamente, formando um tumor. O propósito biológico da proliferação celular é ser capaz de proporcionar mais leite para a prole sofrida e, assim, acelerar a cura. Cada humano e mamífero do sexo feminino nasce com este antiquíssimo programa de resposta biológica.

Muitos estudos de casos do Dr. Hamer mostram que as mulheres, até quando não alimentaram no peito, desenvolveram um tumor nas glândulas mamárias a partir da preocupação obsessiva com o bem-estar de um amado (um filho que esteja com problemas, um pai que esteja doente, ou um amigo querido que seja uma causa de preocupação).

O que foi dito sobre o câncer de pulmão e câncer de mama se aplica igualmente a todos os outros cânceres que se originam no “velho cérebro”. Cada um é provocado por um choque com um conflito específico que ativa um “Programa Biológico Significativo e Especial” (Quinta Lei Biológica), que permite ao organismo superar o funcionamento diário e lidar fisicamente com a situação de emergência. Para cada tipo de conflito há um revezamento do cérebro de onde o programa biológico particular é coordenado.

Enquanto os órgãos controlados do “velho cérebro” geram o crescimento de um tumor durante a fase ativa do conflito, o oposto é o caso com todos os órgãos que são controlados do cerebelo (“novo cérebro”).

A respeito da camada embriônica, todos os órgãos e tecidos dirigidos pelo cérebro (ovários, testículos, ossos, nodos linfáticos, epiderme, revestimento do colo do útero, tubos bronquiais, vasos coronários, etc.), se originam do ectoderma ou o mesoderma do “novo cérebro”.

No momento em que ocorre o conflito, o tecido do órgão biologicamente correspondente responde a cada degeneração celular. Necroses dos ovários ou testículos, osteoporose, câncer dos ossos, ou úlceras estomacais, por exemplo, são condições que somente ocorrem enquanto uma pessoa está em um estado de stress emocional em relação ao conflito relatado. Como é para ser esperado, a perda do tecido tem um significado biológico.

Vamos usar como exemplo o tecido do revestimento do duto do leite. Desde que o revestimento epitelial escamoso dos dutos do leite se desenvolveram em um período muito mais tarde do que as glândulas produtoras do leite, este tecido mais jovem é controlado de uma parte mais jovem do cérebro, ou seja, o córtex cerebral.

O conflito biológico do revestimento do duto do leite é um “conflito de separação” experienciado como se “o meu filho (ou o meu companheiro) fosse arrancado do meu peito”.

Um mamífero fêmea pode sofrer tal conflito quando a prole se perde ou é morta. Como um reflexo natural ao conflito, o tecido do revestimento do duto do leite começa a ulcerar. O propósito da perda do tecido é aumentar o diâmetro dos dutos, porque com dutos ampliados, o leite que não é mais usado pode drenar com mais facilidade e não fico congestionado no peito.

O cérebro de cada mulher é programado com esta resposta biológica. Deste que o peito da mulher (fêmea) é, biologicamente falando, sinônimo de cuidado e nutrição, as mulheres (fêmeas), sofrem um conflito pela separação inesperada de um amado pelo qual elas se preocupam intensamente. Não há virtualmente sintomas físicos durante a fase ativa do conflito.

A FASE DOIS – PADRÃO DE CADA ENFERMIDADE

Dr. Hamer descobriu também que, desde que há uma resolução do conflito, cada doença prossegue em duas fases (Segunda Lei Biológica). Durante a primeira fase ou a fase do conflito (fase ativa), todo o organismo é ajustado para lidar com o conflito. Enquanto uma alteração significativa da célula segue o seu curso ao nível físico, a psique e o sistema vegetativo autônomo também tentam lidar com a situação inesperada.

Ligado ao estado de stress (estado mórbido caracterizado por uma hiperatividade do sistema simpático e que se manifesta como hipertensão arterial, taquicardia e irritabilidade), a mente se torna completamente preocupada com os conteúdos do conflito. Perturbações do sono e falta de apetite são sintomas típicos.

Biologicamente falando, isto é vital, porque o foco no conflito e as horas extras despertas, proporcionam as condições certas para lidar com o conflito e encontrar uma resolução. A fase ativa do conflito é também chamada de “fase fria”. Desde que os vasos sanguíneos ficam contraídos durante o stress, os sintomas típicos da atividade do conflito, são as extremidades frias (particularmente as mãos frias), os calafrios e suores frios. A intensidade dos sintomas depende naturalmente da magnitude do conflito.

Se uma pessoa permanece em um intenso estado ativo do conflito no decorrer de um longo período de tempo, a condição pode ser fatal. Mas o Dr. Hamer prova além da dúvida racional, que um organismo nunca pode morrer de câncer.

Uma pessoa pode morrer como resultado de complicações mecânicas de um tumor, por exemplo, quando fecha um órgão vital, tal como o cólon ou os dutos da bílis, mas de modo algum as células do câncer, como tais, causam a morte.

Na Nova Medicina Alemã, a distinção entre câncer “maligno” e “benigno” é inteiramente inexpressiva. O termo “maligno” é uma ideia artificial (o mesmo se aplica aos sinais de tumores), que simplesmente indica que a atividade da reprodução da célula excedeu um determinado limite arbitrário.

Se uma pessoa morre durante a fase ativa do conflito, usualmente é por causa da perda de energia, perda do peso, perda do sono e exaustão mental e emocional.

Frequentemente, é um diagnóstico devastador do câncer ou um prognóstico negativo – “Você tem seis meses de vida”! – que lança os pacientes com câncer (incluindo os seus amados), em um estado de desespero. Com pouca ou nenhuma esperança, e privado de sua força de vida, eles definham e, eventualmente, morrem de caquexia (perda de peso e fraqueza em doentes graves ou terminais), um processo agonizante que os tratamentos convencionais do câncer, somente aceleram.

Se o paciente não passou por qualquer tratamento convencional (especialmente quimioterapia e radioterapia), a Nova Medicina Alemã tem um índice de sucesso de 95 a 98 por cento. Ironicamente estas estatísticas para o notável índice de sucesso do Dr. Hamer foram liberadas pelas próprias autoridades.

Quando o Dr. Hamer foi detido em 1997, por ter dado conselhos médicos à três pessoas sem licença médica, a polícia confiscou as fichas dos seus pacientes, analisando-as. Subsequentemente, um Promotor Público foi forçado a admitir durante o julgamento que, após cinco anos, 6.000 dos 6.500 pacientes principalmente com câncer terminal estavam ainda vivos.

Com o tratamento convencional os números são geralmente o inverso.

De acordo com o epidemiologista e bioestatístico Dr. Ulrich Abel (da Alemanha): “O sucesso da maior parte das quimioterapias é espantoso… Não há nenhuma evidência científica para a sua habilidade estender de qualquer modo apreciável as vidas dos pacientes que sofrem do câncer orgânico mais comum… A Quimioterapia para malignidades muito avançadas para a cirurgia, que responde por 80% de todos os cânceres, é um solo improdutivo científico”. (Lancet 1991).

O CORPO SE CURA

A resolução do conflito assinala o início da segunda fase do programa biológico. Nossas emoções e o nosso organismo se ligam imediatamente a um modo de cura, auxiliado à ligação do sistema vegetativo à “vagotonia” (instabilidade vasomotora, transpiração abundante, tendência para a obstipação e cãibras musculares).

Durante a fase de cura, o apetite retorna, mas estamos muito cansados ( poderíamos nem mesmo sermos capazes de sairmos da cama). Descansarmos e suprirmos o organismo com nutrientes são essenciais, enquanto o corpo está tentando se curar. A segunda fase é também chamada de “fase quente”, pois durante a vagotonia, os vasos sangüíneos ficam aumentados, causando mãos quentes, pés quentes e pele quente.

Com a resolução do conflito, há também uma mudança instantânea ao nível do órgão. A proliferação celular (“o velho cérebro” – crescimento controlado do tumor ), ou fusão celular (“novo cérebro” – perda controlada do tecido), imediatamente chega a uma parada e o processo apropriado de reparação é acionado.

Uma área que necrosou ou ulcerou durante a fase ativa do conflito é agora preenchida e reabastecida com novas células. Isto é usualmente acompanhado por inchaço potencialmente doloroso, causado por um edema que protege o tecido enquanto ele está curando.

Outros sintomas típicos de reparo são a hipersensibilidade, a coceira, o espasmo (se o tecido do músculo estiver envolvido) e inflamação. Exemplos de “enfermidades” que somente ocorrem na fase de cura são: determinadas doenças de pele, hemorroidas, laringite, bronquite, artrite, aterosclerose, doenças na bexiga ou nos rins, determinadas enfermidades no fígado e infecções.

Baseada na observação da multiplicação celular (mitose) e na distinção padrão entre tumores “benignos” e “malignos”, a medicina convencional interpreta a produção natural das células de cura de tecidos como uma “malignidade”.

Na Nova Medicina Alemã, nós distinguimos dois tipos de tumores. Mas os tumores não estão divididos em benignos e malignos. Eles são classificados de acordo com o tipo de tecido e a parte do cérebro da qual ele se originam e são controlados.

Há aqueles tumores que se desenvolvem exclusivamente durante a fase ativa do conflito (tumor no pulmão, tumor no cólon, tumor no fígado, tumor no útero, tumor na próstata, etc.) e, de modo inverso, aqueles que resultam do processo natural de reparação.

Como com os cânceres controlados do “velho cérebro”, o crescimento do tumor não é nem acidental, e nem sem sentido, desde que a proliferação celular se interrompe tão logo o tecido é restabelecido.

Câncer testicular, câncer ovariano, linfoma, vários tipos de sarcoma, carcinoma nos brônquios e na laringe e o câncer, são todos de natureza curativa e são fenômenos exclusivamente de fase de cura. Desde que o processo de cura não seja interrompido através da medicação ou uma reincidência do conflito, estes tumores eventualmente reduzem durante a conclusão da fase de cura.

O segundo tipo de câncer de mama, o “carcinoma ductal in situ”, também cai nesta categoria.

Enquanto um câncer glandular da mama seja uma indicação de que uma mulher esteja na fase ativa de um conflito de preocupação, um câncer intraductal é um sinal positivo de que o conflito relacionado à separação (“arrancado do meu peito”), foi resolvido.

Uma mulher não desenvolve câncer de mama sem uma razão!

Nem ela desenvolve o câncer de mama por coincidência, precisamente em seu peito direito ou esquerdo.

A IMPORTÂNCIA DE NOSSA LATERALIDADE BIOLÓGICA

O Dr. Hamer achou que a nossa lateralidade determina se uma doença como o câncer, se desenvolve no lado direito ou no lado esquerdo do nosso corpo.

Esta é a regra: uma pessoa destra (mão direita predominante) responde a um conflito com a sua mãe ou filhos com o lado esquerdo do corpo, mas responde a um conflito que se relaciona com um “companheiro”, como exemplos, o pai, irmãos, parente, amigos, colegas, etc. com o lado direito.

Para os sinistros ( que usam a mão esquerda) é o inverso. Há sempre uma relação cruzada do cérebro com o corpo, porque cada hemisfério do cérebro (excluindo o tálamo) dirige o lado oposto do corpo.

O modo mais simples de identificar a nossa lateralidade biológica é o teste das palmas. A mão mais usada é a mão de liderança (dominante) e indica se somos destros ou sinistros. Assim, um câncer de mama na mama direita, um cisto ovariano no ovário esquerdo, uma doença de pele no lado direito ou esquerdo (ou ambos), uma paralisia motora no lado esquerdo (como exemplo, após uma pancada), nos dá uma primeira indicação de “quem” estava envolvido quando ocorreu o conflito original.

Em relação a mais conflitos avançados (e regiões do cérebro), o estado hormonal tem também que ser levado em conta para uma avaliação exata.

O PAPEL BENÉFICO DOS MICRÓBIOS

Outro aspecto da pesquisa do Dr. Hamer foi o papel dos micróbios durante o desenvolvimento da doença. Isto, resumindo, é o que ele encontrou (Quarta Lei Biológica): Os micróbios, tais como os fungos, as bactérias e os vírus são somente ativos durante a fase de cura, e a maneira na qual eles operam está plenamente de acordo com a lógica evolucionária.

A bactéria tuberculosa, por exemplo, povoa somente os tecidos controlados pelo “velho cérebro”. Sua função durante a fase de reparação é decompor os tumores que são agora supérfluos, como os tumores no pulmão, no cólon, nos rins, na próstata, no útero, tumores nas glândulas mamárias, melanomas e mesotelioma.

A bactéria tuberculosa é essencial para destruir o desenvolvimento de “células disponíveis” que proliferavam por uma razão biológica durante a fase ativa do conflito. Se a bactéria requerida não está disponível, devido à vacinação, uso excessivo de antibióticos, ou tratamento de quimioterapia, o tumor não pode se desintegrar apropriadamente.

Como resultado, ele permanece no lugar e encapsula inofensivamente. Detectado em um check-up de rotina, entretanto, tal crescimento encapsulado pode levar a um diagnóstico de câncer e, potencialmente, novos choques de conflitos com novos sintomas. Ao compreendermos as leis biológicas do desenvolvimento da doença este prospecto pode ser virtualmente eliminado.

Enquanto a bactéria destrói as células do tumor que não são mais necessárias, os vírus parecem estar envolvidos no processo de cura dos – exclusivamente – tecidos controlados pelo córtex cerebral (como brônquios, membrana nasal, revestimento do estômago, revestimento dos dutos da bílis e epiderme).

A hepatite, a pneumonia, herpes, resfriado, gripes, são indicações que um processo de cura natural, mas “virulento” (maligno) está seguindo o seu curso.

Em relação ao papel dos vírus, o Dr. Hamer prefere falar de “vírus hipotéticos”, desde que ultimamente a existência de vírus é colocada em dúvida. Isto estaria de acordo com as descobertas anteriores do Dr. Hamer que o processo de reconstrução e restauração de tecido ulcerado ou necrosado ainda ocorre, ainda que os vírus relacionados ao tecido não estejam presentes.

O dilema no qual a medicina convencional se encontra é que ao deixar de reconhecer o padrão de duas fases de cada doença, a primeira, a fase ativa do conflito, rotineiramente é negligenciada.

Desde que os micróbios são somente ativos durante a fase de cura, e desde que a atividade dos micróbios é tipicamente acompanhada por inchaço, febre, pus, erupções e dor, os micróbios são considerados malévolos e a causa de doenças infecciosas. Mas os micróbios não causam a doença.

Afinal, é o nosso organismo que emprega os micróbios para otimizar o processo de cura. Os micróbios podem, naturalmente, ser transmitidos, mas eles permanecem adormecidos até que a pessoa esteja na fase de cura do mesmo tipo do conflito.

QUESTIONANDO A METÁSTASE

Baseado no Sistema Ontogenético dos Tumores, a teoria amplamente propagada que sugere que as células do câncer viajam através do sangue ou dos vasos linfáticos e causam cânceres em novos locais é, nas palavras do Dr. Hamer, “pura ficção acadêmica”.

As células em geral e as células do câncer em particular, não podem sob nenhuma circunstância mudar a sua estrutura histológica ou atravessar o limiar da camada de origem.

Por exemplo, uma célula de tumor no pulmão, que é de origem endodérmica, controlada através do tálamo (velho cérebro) e que prolifera durante a fase ativa do conflito, não pode se transformar em uma célula do esqueleto, que é de origem mesodérmica, controlada do cérebro (novo cérebro), e que deteriora durante um processo de descalcificação do conflito ativo.

No cenário “o câncer do pulmão se espalha por metástase nos ossos”, as células do câncer no pulmão realmente estariam criando um buraco (isto é, fusão das células – o inverso de um câncer) em algum osso no corpo.

Nós também temos que nos perguntar por que as células do câncer raramente “se espalham” ao tecido vizinho mais próximo, ou seja, do útero ao colo do útero. Se as células do câncer viajam através do fluxo sanguíneo, por que é doado sangue sem que seja feita uma triagem para as células do câncer? Por que não há tumores numerosos encontrados nas paredes dos vasos sanguíneos de pacientes com câncer?

O Dr. Hamer, naturalmente, não disputa o fato de cânceres secundários, mas estes tumores subsequentes não são causados por células migrantes do câncer, que se transformam milagrosamente em um tipo diferente de célula, mas por novos choques do conflito.

Novas SDH (Síndromes de Dirk Hamer) podem ser iniciadas através de experiências adicionais traumáticas na vida ou através de choque no diagnóstico. Como já mencionado, um diagnóstico inesperado de câncer, ou sendo dito que está “passando por uma metástase” pode provocar um susto mortal (causando câncer no pulmão), ou qualquer outro tipo de choque relacionado ao diagnóstico, causando novos cânceres em outras partes do corpo.

Em muitos casos estes pacientes não o fazem na fase de cura, porque o estado grave de stress os enfraquece a um ponto onde eles têm muito pouca chance de sobreviverem ao tratamento de quimioterapia intensamente tóxico.

O segundo câncer mais frequente após o câncer no pulmão é o câncer nos ossos. Dr. Hamer percebeu que os nossos ossos são biologicamente ligados a nossa auto-estima e a nossa dignidade própria.

Assim, quando é dito que uma pessoa tem uma “doença que ameaça a vida”, especialmente uma que supostamente “se espalha como fogo grego” através do corpo, é como se fosse: “Agora eu sou inútil” e o(s) osso(s), próximos a onde nos sentimos inúteis, começam a descalcificar (no caso de câncer de mama, frequentemente na área do esterno ou das costelas).

Assim como com um osso fraturado, o propósito do programa biológico (da “doença”), aparece no final da fase de cura. Quando a fase de reparo se completa, o osso estará muito mais forte neste lugar, assegurando assim que estejamos melhor equipados para a eventualidade de um novo conflito de “auto-desvalorização”.

A NATUREZA DOS TUMORES NO CÉREBRO

Uma vez que o conflito tenha sido resolvido, a lesão no cérebro – além da psique e do órgão – também entra na fase de cura. Como com qualquer ferida que está sendo reparada, um edema (excesso de fluido) se desenvolve para proporcionar proteção da recuperação do tecido neural. No escaneamento do cérebro as mudanças são claramente notáveis: os anéis nítidos submergem no edema e aparecem agora como borrados, indistintos e escuros.

Na altura da fase de cura, quando o edema cerebral alcançou o seu tamanho máximo, o cérebro provoca um estímulo breve e forte que expele o edema. Isto é chamado de “Crise Epileptóide” (CE).

Durante esta crise, todo o organismo é impulsionado brevemente em um estado de simpaticotonia, isto é, revive os sintomas típicos da fase ativa do conflito, tais como suores frios, extremidades frias, batimentos cardíacos rápidos e náusea.

A intensidade e a duração desta crise pré-programada são determinados pela intensidade e a duração do conflito precedente. Ataques cardíacos, ataques de asma, e convulsões epilépticas são apenas alguns exemplos deste ponto crucial e decisivo. O tipo de “crise” depende sempre da natureza do conflito e da área precisa do cérebro envolvida.

Depois que o edema cerebral foi expulso, a neuróglia (células não neuronais do sistema nervoso central), que é o tecido conectivo do cérebro que proporciona apoio estrutural para os neurônios, se reúnem no lugar para restaurar a função das células nervosas que foram atacadas pelo choque do conflito.

É este acúmulo natural de Glias (em grego quer dizer “cola”), que a medicina convencional rotula como um “tumor cerebral”, com consequências frequentemente terríveis para o paciente.

O Dr. Hamer já estabeleceu em 1981 que um tumor no cérebro não é uma doença em si mesma, mas sintomática de uma fase de cura que segue paralela no órgão (controlada pela área correlata do cérebro que está simultaneamente passando pela fase de reparo). Os “cânceres metásticos cerebrais”, portanto, não existem também.

TERAPIA (em poucas palavras)

O primeiro passo na terapia é proporcionar uma compreensão da natureza biológica de um sintoma, isto é, um determinado câncer, em relação a sua causa física. Um escaneamento do cérebro e uma anamnese médica, são vitais para determinar se o paciente está ainda no conflito ativo ou já está curado.

Se estiver ainda na fase ativa, o foco é identificar a SDH (Síndrome de Dirk Hamer) original e desenvolver uma estratégia para resolver o conflito.

É crucial preparar o paciente para os sintomas de cura e para complicações potenciais.
Estes sintomas são muito atribuíveis!

As descobertas do Dr. Hamer nos proporcionam – pela primeira vez na história da medicina – com um sistema confiável que nos permite não somente compreendermos, mas também prevermos o desenvolvimento e os sintomas de toda e cada doença. Esta é a verdadeira medicina preventiva, um aspecto da Nova Medicina Alemã que dificilmente pode ser suficientemente enfatizada.

A verdadeira prevenção requer uma compreensão da verdadeira causa de uma doença e isto é o que a pesquisa do Dr. Hamer fornece com detalhes esplêndidos. Ao compreendermos as “Cinco Leis Biológicas” da causa e do processo de cura da doença, podemos nos libertar do medo e do pânico que frequentemente vem com o choque dos sintomas.

Este conhecimento é mais do que poder, ele pode salvar vidas.

Caroline Markolin, Ph. D, é uma professora da Nova Medicina Alemã em tempo integral e aprovada pelo Dr. Hamer. Ela está vivendo no Canadá e oferece seminários nos finais de semana regularmente em Montreal e Vancouver.

Fonte: Site Cura e Ascensão 

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