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Mulher brasileira tem dificuldade para voltar ao trabalho após a licença-maternidade

06/03/2018

Metade das mulheres deixa o mercado de trabalho um ano após o início da licença maternidade

De acordo com a pesquisa “Licença maternidade e suas consequências no mercado de trabalho do Brasil”, realizada pela Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV EPGE), metade das mulheres com a trajetória profissional analisada no estudo estava fora do mercado de trabalho 12 meses após o início da licença maternidade. Os motivos para a saída são inúmeros: demissão, falta de vagas em creches ou, ainda, renda insuficiente para contratar uma babá. Amanda de Lima, de 25 anos, é apenas mais um exemplo entre tantas mulheres que passam por esse drama.

Moradora da Baixada Fluminense, no Rio, a jovem engravidou dois meses após se casar e logo avisou a empresa na qual trabalhava. Entretanto, teve problemas ao longo da gravidez para ir a consultas médicas, e foi demitida no mesmo dia em que retornou ao trabalho.

– Eu cheguei, entreguei o papel da pediatra, que falava que eu tinha direito a um período para amamentar, e duas horas depois me mandaram embora.

A pesquisa ainda revela que a presença de um filho pequeno na família é uma grande responsável para a baixa participação das mulheres no mercado de trabalho. O percentual de mulheres empregadas entre 25 e 44 anos e com um filho de até um ano de idade cai para 41%. E somente 28% destas mulheres trabalham 35 horas ou mais por semana no Brasil. No caso dos homens, o perfil é oposto: 92% dos homens com filhos de até um ano estavam trabalhando, sendo que 82% em atividades com 35 horas ou mais de carga horária semanal.

A discriminação nem sempre acontece de forma velada. Durante uma entrevista de emprego, Amanda ouviu da entrevistadora que não estava apta para a vaga por causa da filha pequena. Apenas aos dois anos da filha, a jovem conseguiu um emprego de meio-período, em uma escola. Em casos como esse, em que há provas de preconceito, a mulher pode recorrer à justiça. Segundo a doutora em economia e professora da UFF, Lucilene Morandi, dos 25 aos 44 anos, as mulheres perdem competitividade no mercado de trabalho, já que saem dos empregos para cuidar das crianças, quando não têm apoio para esse cuidado ou condições financeiras para pagar por isso; ou partem para empregos de menor qualificação, ou de período parcial.

Para a doutora em economia e professora da UFF, Ildete Pereira, mesmo com a licença maternidade, o mercado de trabalho é penoso para as mulheres, já que a conciliação entre a jornada fora de casa e os trabalhos domésticos ainda não é equilibrada entre os sexos. Ainda de acordo com a professora, em 1932, a licença maternidade foi estabelecida pela CLT, sendo um custo da empresa, o que resultava na saída das mulheres do mercado de trabalho após o casamento:

– Quando você casava, já sabia que tinha que pedir demissão. Além disso, ainda tinha outro problema, mulher casada só podia trabalhar caso o marido permitisse. O código civil dizia que o homem podia ir na empresa e dizer que o ofício estava atrapalhando a família. Aí, a empresa era obrigada a demití-la. Essa questão só foi resolvida em 1967, quando o estado passou a assumir o custo e essa questão não ficou tão explícita – conta, Ildete.

A estabilidade relacionada à maternidade abrange todo o período da gravidez e o da licença maternidade, a qual começa 28 dias antes do parto e vai até 92 dias depois. No entanto, quando a grávida trabalha até perto da data do nascimento do bebê, as empresas podem fazer um acordo e estender a licença no pós-parto. Há ainda empresas-cidadãs, as quais oferecem seis meses de licença maternidade. Nesse último caso, a mulher retorna ao trabalho sem estabilidade.

Segundo o advogado trabalhista Luiz Marcelo Góis, durante a gravidez, a mulher tem direito a se ausentar seis vezes, desde que munida de atestado médico, para ir a consultas ou exames. Caso seja necessário um afastamento antecipado, a mulher tem direito ao auxílio doença, benefício independente da licença maternidade. Já o benefício da amamentação, em que a lactante tem direito a duas pausas de 30 minutos em períodos diferentes para amamentar, se estende somente até os seis meses da criança. Com a reforma trabalhista, ele pode ser negociado entre a mãe e a empresa. Dessa forma, a beneficiária pode chegar uma hora mais tarde ou sair mais cedo, ou ainda estender o horário de almoço.

Fonte: Extra

Mulheres brasileiras têm mais afazeres domésticos que os homens

08/12/2017

ANÁLISE: MULHERES TRABALHAM MAIS EM CASA, E ISSO AFETA A ECONOMIA

Na foto, o casal Ornellas Martins e Lucas Lobão. Foto: Márcio Alves / Agência O Globo

Impressiona como a divisão dos afazeres domésticos não muda no Brasil. Os anos passam, as pesquisas mudam e ficam mais fidedignas em retratar a realidade dos brasileiros e os homens continuam a gastar as mesmas dez horas semanais ao trabalho doméstico. Essa carga de trabalho era a mesma em 2005, em 2006, em 2015 e 2016. Representa metade da carga da mulher no mesmo serviço, indicando que a sociedade brasileira considera que é obrigação da mulher dedicar 7,5 horas a mais do seu tempo na semana para os cuidados da casa, mesmo trabalhando fora.

Essa percepção distorcida joga contra a produtividade da economia brasileira. A mulher tem um nível de instrução superior, em média, ao do homem. Essa carga a mais de afazeres domésticos tira quase três horas por semana do trabalho remunerado da mulher e dificulta a entrada e manutenção das mulheres no mercado de trabalho. As relações de trabalho foram desenhadas, nos séculos passados, estabelecendo que a mulher cuidasse da casa para liberar o homem para o trabalho remunerado. Mas o mundo mudou e há muito tempo. Mais de 40% da mão de obra brasileira é feminina e esse arranjo social tem que se adaptar para que a sociedade poder avançar.

Por dentro dos números, é possível perceber que, quando o homem não trabalha, ele aumenta em duas horas sua dedicação à casa, enquanto a mulher, quando deixa de trabalhar fora, destina mais quatro horas da sua semana aos afazeres domésticos.

Para a mulher, não faz diferença se ela tem ensino superior ou é sem instrução, se é preta, branca ou parda, a única diferença na realização de cuidados e afazeres domésticos é o gênero. Em qualquer tipo de trabalho que o IBGE conseguiu desagregar, somente em pequenos reparos e na manutenção da casa há mais homens que mulheres exercendo essa atividade. Em todas as outras, de lavar louça a administrar as contas da casa, tem mais mulheres fazendo o trabalho. Nos cuidados com as pessoas da família, não há exceção para os homens. Sempre a mulher é mais presente. É cultural e desigual.

Fonte: O Globo

Doze países onde as mulheres são mais mal-tratadas no mundo

27/10/2017

Misoginia

Fonte: Youtube

Meninas afegãs são vendidas como esposas por menos de R$ 8 em Cabul

Intermediários se aproveitam do desespero de famílias mais pobres para fazerem negócio

Meninas afegãs são vendidas como esposas por menos de R$ 8 em Cabul

Diariamente, dezenas de meninas afegãs são vendidas em leilões nas ruas de Cabul para se tornarem esposas de homens mais velhos. O valor pago pelas jovens, que são anunciadas como “madura o suficiente para ser uma esposa fértil”, é inferior a R$ 8.

Como apurado pelo jornal espanhol “El Mundo”, os intermediários se aproveitam do desespero de famílias extremamente pobres para fazerem negócio.

“Esta é a minha cultura, não faço nada que não tenha sido feito por centenas, mesmo milhares de anos, antes do Profeta. A mulher deve formar uma família, eu ajudo-as a encontrar um marido”, contou Akbar, que se apresentou como “intermediário para homens que procuram boas esposas” ao jornal.

Não sequestro as meninas nem forço que ninguém me dê as suas filhas. O que eu faço é pôr em contato com as famílias que querem casar as suas famílias e os homens que precisam de uma mulher.”

A maior parte das famílias que vende suas filhas vive em extrema pobreza e encontra nessa proposta uma forma de ganhar algum dinheiro. Akbar conta que “uma mulher satisfatória” custa 150 afeganis (cerca de R$ 7,70). A este valor soma-se 10.000 afeganis (cerca de R$ 470) pela intermediação e pelo dote.

Por falta de medidas contra o problema, além dos homens afegãos poderem ter até quatro esposas, o comércio de meninas prospera no país.

Fonte: Notícias ao Minuto

Casar no Cristo Redentor é chique e barato

27/10/2017

Casamentos no Cristo Redentor, como de Michelle Alves, custam R$ 2.300

Valor inclui também a decoração da capela Nossa Senhora Aparecida, que fica dentro da base da estátua, e a execução de uma trilha sonora em CD

Casamentos no Cristo Redentor, como de Michelle Alves, custam R$ 2.300

© Reprodução / Instagram

Casar-se aos pés do Cristo Redentor, como a modelo brasileira Michelle Alves e o empresário israelense Guy Oseary fizeram na última terça (24), não é uma opção apenas para quem tem amigos como Madonna, Bono e Demi Moore.

Os casamentos no Santuário do Cristo Redentor (o nome oficial do local) custam R$ 2.300, independentemente do dia da semana. O valor, segundo a Arquidiocese do Rio, é para “ajudar com as despesas de hora extra dos funcionários, limpeza e manutenção da capela e do Santuário”. Ele inclui também a decoração da capela Nossa Senhora Aparecida, que fica dentro da base da estátua, e a execução de uma trilha sonora em CD.

Comparado a outros gastos da festa, o pagamento pelo uso de um dos principais pontos turísticos do país foi irrisório. O vestido de Michelle, desenhado pelo estilista Zac Posen, foi avaliado em US$ 100 mil -cerca de R$ 320 mil, o suficiente para pagar 140 casamentos no santuário.

Para abrigar os numerosos convidados internacionais, o casal reservou os 50 quartos do hotel Fasano em Ipanema, zona sul do Rio, por três dias, num gasto estimado em R$ 600 mil.

Os noivos também distribuíram como brindes caixas da marca Reserva com castanhas brasileiras, uma garrafa de cachaça e um boné. Em outra sacola de tecido, com o mesmo logotipo da caixa, estavam duas raquetes e bolinhas de frescobol.

O casal que já está junto há 11 anos e tem quatro filhos não se ateve ao padrão mínimo das cerimônias no Cristo. Como a capela local abriga apenas 22 pessoas sentadas e até 15 em pé, a cerimônia ecumênica (Michelle é católica, Oseary, judeu) foi realizada na área externa, ao ar livre, para comportar os cerca de 150 convidados.

A Arquidiocese do Rio, responsável pelo santuário, oferece três arranjos para a decoração da capela e diz que outros podem ser feitos por conta dos noivos; o mesmo se aplica à trilha sonora: algumas opções são oferecidas em CD, mas o casal pode contratar músicos por conta própria. O repertório, no entanto, tem de passar pelo crivo dos religiosos. A tradicional chuva de arroz é terminantemente proibida.

Os casamentos no Cristo são realizados após as 17h e podem ser agendados no site cristoredentoroficial.com.br, mas não é fácil encontrar datas livres, segundo a Arquidiocese.

Também é necessário que os noivos tenham a habilitação matrimonial religiosa e a civil. O pagamento dos R$ 2.300 (valor que não é reajustado ao menos desde 2014) é feito no dia da entrega da documentação do casamento, um mês antes da cerimônia. Com informações da Folhapress.

 Fonte: Notícias ao minuto

Empoderamento da mulher plus size

09/07/2017

 

Modelo de Nova Friburgo, Jéssika Lima, vence Miss Plus Size Carioca

 

Eduardo Araúju, organizador do concurso, entrega a coroa à nova Miss Plus Size Carioca, Jéssika Lima Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo

A modelo Jéssika Lima, de 26 anos, moradora de Nova Friburgo, é a nova Miss Plus Size Carioca 2017. Com 84,5 kg e 1,63m, a campeã é formada em administração e trabalha como modelo há dois anos. Este é o segundo concurso de beleza que ela participa — o primeiro foi há dois meses. Além de uma viagem com acompanhante para Buenos Aires, na Argentina, Jéssika se torna a garota-propaganda das marcas que apoiam o evento e ainda ganha R$ 1500 em vale compras:

— Estou feliz demais. A ficha não caiu direito ainda. Foi difícil, porque são muitas meninas bonitas. A expectativa estava grande, mas não dava para ter certeza quem ia ganhar. É uma responsabilidade muito grande carregar essa faixa, representar tantas mulheres bonitas — disse a nova Miss Plus Size Carioca, agradecendo apoiadores, jurados, organizadores e as modelos com quem disputou — Todas foram muito parceiras o tempo todo.

Premiação aconteceu no sábado
Premiação aconteceu no sábado Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo

Vencedora do Miss Plus Size Carioca 2015, Aline Mansur foi quem passou a faixa para a nova Miss. Segundo o organizador do concurso, Jéssika será agora preparada para o Miss Plus Size Nacional.

Modelo de Nova Friburgo foi coroada
Modelo de Nova Friburgo foi coroada Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo

O evento começou às 18h, no Salão Nobre do Clube dos Advogados do Brasil, no Centro do Rio. Vinte e quatro candidatas participaram da competição. Segundo elas, o Miss Plus Size não se trata apenas de um concurso e, sim, de um instrumento de empoderamento.

Concorrentes disputaram prêmio no sábado
Concorrentes disputaram prêmio no sábado Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo

Moradora de Santa Cruz, Tayla de Souza lembra bem do dia em que ficou entalada no ônibus ao tentar passar pela roleta. Pesava 140 quilos distribuídos em 1,65 metros de altura. Estava acompanhada da sua filha de 8 anos, quando passou por um momento constrangedor. Em vez de ajudar, os passageiros desataram a rir da cena. A partir de então, Tayla resolveu mudar de vida. Começou a frequentar consultórios de médicos e psicólogos, fez cirurgia bariátrica no início do ano e já perdeu 42 quilos. Na noite deste sábado, vestida com um top e shortinho, participa do evento Miss Plus Size Carioca 2017, consagrando a volta de sua autoestima e de sua identidade.

-Quero ser modelo Plus Size, porque acredito na minha história. Não tenho problema hoje de colocar um short com a barriga de fora. Acredito que a pessoa pode ser miss Plus Size, ter uma vida saudável e ser feliz — afirma Tayla, de 30 anos, agente de educação infantil.

Participam da competição 24 candidatas. A vencedora ganhará uma viagem para Buenos Aires, na Argentina, com acompanhante, e se torna a garota-propaganda das marcas que apoiam o evento, que está em sua sétima edição. Organizador do concurso, Eduardo Araúju afirma que tem conseguido promover a inclusão e vencer preconceitos.

— Estamos conseguindo quebrar a ditadura da moda. Estamos abrindo espaço para elas para que o evento seja uma porta de visibilidade. Isso faz com que as meninas possam enxergar que têm um lugar no mercado. É muito ruim sofrer preconceito seja por qualquer coisa, por ser gay, negro, baixo, magro, gordo. Isso é um basta ao preconceito — afirmou.

Única negra do concurso, Renata Lopes, de 39 anos, sonha em ser Miss Plus Size e revela que, como toda modelo, também precisa passar por uma maratona de exercícios físicos e dieta.

— Depois de muitos anos, tentando emagrecer a ponto de tomar remédios e quase morrer, com minha pressão indo às alturas, parei e disse: ‘Não é por aí’. Vou ficar assim do jeito que estou, mas coloquei um limite. Peso 88 quilos, vestindo 46. Estou me achando a mulher mais linda do mundo. A roupa cabe em mim, a barriga não está lá na frente. Não adianta nada eu botar a roupa com um barrigão. A gente tem que se cuidar. Me cuido, faço ginástica, vivo fazendo dieta, mas hoje em dia como qualidade de vida – conta Renata, que já pesou 152 quilos, vestindo calça 52.

Bióloga do Hospital estadual Santa Maria, em Jacarepaguá, Sumaria Leite, de 36 anos, vem se preparando para o concurso há um ano e meio.

— Sempre fui gordinha e achei que nunca participaria. Hoje estou realizando um sonho. Quero ser Miss.

Cuidado com anticoncepcional

23/06/2017

 

Pílula mais perigosa é também a mais comum: qual é e por que usamos, afinal?

mulher segurando pilula 0517 400x800© Fornecido por Batanga Media Difusão pela Internet LTDA mulher segurando pilula 0517 400×800

A pílula é uma das invenções mais adotadas por casais no último século o que levou a ciência a aprimorá-la, criando diferentes tipos. O mais comum é o combinado, um anticoncepcional de estrogênio que também leva algum outro hormônio, geralmente a progesterona.

No entanto, apesar de ser mais recomendado, os efeitos do primeiro composto no organismo são amplamente discutidos e questionados. Entenda:

Pílula com estrogênio faz mal?

O estrogênio é um hormônio naturalmente presente no organismo das mulheres, sendo responsável pela ovulação e características femininas.

Contudo, seu excesso ou desequilíbrio com outras substâncias aumentam o risco de diversas doenças hormônio dependentes, como alguns tipos de câncer (por exemplo, de endométrio e de mama), miomas e até mesmo endometriose, visto que estimula o crescimento celular.

utero por dentro 116 400x800© Fornecido por Batanga Media Difusão pela Internet LTDA utero por dentro 116 400×800

“O estrógeno [outro nome dado ao estrogênio] não protege o útero. Pelo contrário, ele está relacionado à estimulação excessiva, abrindo precedentes para doenças”, ressalta o ginecologista Élvio Floresti.

A presença desse hormônio em anticoncepcional ainda aumenta o risco de trombose, que é a formação de coágulos nos vasos sanguíneos, gerando dor, inchaço e até mesmo embolia pulmonar ou Acidente Vascular Cerebral (AVC).

E com progesterona?

“Método contraceptivo só com progesterona é melhor, pois não estimula o endométrio e não aumenta as chances de doença uterina”, ressalta Dr. Élvio.

Esse hormônio, cuja principal função é criar o revestimento do útero que receber a gravidez, também não aumenta o risco de trombose e de tumores, visto que não induz a multiplicação celular.

Atualmente, há alguns tipos de pílula formadas somente por progesterona. Chamadas de minipílulas, elas têm eficácia semelhante às demais na prevenção da gravidez e, se houver aprovação do médico, ainda podem ser usadas por quem amamenta.

Se faz mal, por que a pílula com estrogênio é mais receitada?

O médico explica que, geralmente, os métodos só com progesterona não são indicados porque aumentam alguns efeitos colaterais.

Aspectos que são amenizados por quem toma estrogênio, como escapes menstruais, aumento da oleosidade e acne na pele, não sofrem ação da progesterona, que acaba, inclusive, os piorando.

anticoncepcional pilula 116 400x800© Fornecido por Batanga Media Difusão pela Internet LTDA anticoncepcional pilula 116 400×800

No entanto, não há nenhuma alteração física grave que a progesterona cause, como tumores ou trombose. Assim, ela é uma excelente opção, especialmente para quem possui histórico familiar de tais acometimentos.

Além dessas pílulas, ainda é possível recorrer a implantes, como DIU e Implanon, que liberam apenas progesterona.

Apesar dos pontos negativos, quem usa anticoncepcional com estrogênio não precisa se preocupar muito porque o aumento da chance de desenvolver doenças é leve. Nestes casos, busque auxílio médico, conte seu histórico familiar e discuta os prós e contras com ele, a fim de determinar o método contraceptivo mais adequado para você.

Fonte:MSN

Novela indiana desafia o machismo

03/06/2017

Novela indiana que questiona machismo local se torna a mais vista do mundo

“Eu, uma mulher, posso conquistar qualquer coisa” aborda temas polêmicos como casamento infantil e violência doméstica

    Novela alcançou 400 milhões de espectadores – Reprodução interne
    Uma novela indiana que está quebrando tabus da sociedade – de violência doméstica e ataques com uso de ácidos a menstruação e casamento infantil – se tornou uma das séries mais assistidas no mundo, atraindo mais de 400 milhões de espectadores.

    Feita para desafiar as atitudes patriarcais profundamente enraizadas e discriminação entre gêneros, “Main Kuch Bhi Kar Sakti Hoon”, ou “Eu, uma mulher, posso conquistar qualquer coisa”, conta a história de uma jovem médica que deixa seu trabalho na cidade para trabalhar em seu vilarejo.

    Através da protagonista Sneha Mathur, espectadores encontram práticas e tabus comuns, mas raramente desafiados socialmente, como abortos seletivos dependendo do sexo e menstruação – todos baseados em casos da vida real da Índia, amplamente conservadora.

    Em um episódio, a irmã de Mathur é forçada a um aborto tardio de um feto feminino e morre durante o procedimento, enquanto em um outro episódio outra irmã é alvo de um ataque a ácido após se juntar a um time de futebol misto.

    A série também observa a sexualidade jovem para ajudar adolescentes a compreenderem melhor as mudanças que seus corpos estão passando e dissipar tabus que ditam que a menstruação é suja e a masturbação não é natural.

    A novela completou duas temporadas, com mais de 170 episódios, desde que foi lançada em 2014 – e a rede de TV indiana Doordarshan diz que sua audiência já ultrapassou 400 milhões de pessoas em 50 países.

    Fonte: O Globo

    MISOGINIA não dá trégua no Brasil

    18/05/2017

    No Nordeste, 17% das mulheres sofreram violência física ao menos uma vez, diz estudo

    ‘Machismo arraigado’ na região é um dos fatores do alto índice de violência contra as mulheres no âmbito familiar.

     

    Mulheres agredidas têm queda de rendimento no trabalho e têm média salarial mais baixa, mostra estudo (Foto: Marcelo Brandt/G1)Mulheres agredidas têm queda de rendimento no trabalho e têm média salarial mais baixa, mostra estudo (Foto: Marcelo Brandt/G1)

    Mulheres agredidas têm queda de rendimento no trabalho e têm média salarial mais baixa, mostra estudo (Foto: Marcelo Brandt/G1)

    Três capitais do Nordeste lideram o ranking negativo da violência contra a mulher na região, conforme estudo divulgado nesta quinta-feira (23) pela ONU Mulheres e feito em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC). Salvador, Natal e Fortaleza têm prevalência de violência doméstica física de 19,7%, 19,3%, e 18,9%, respectivamente. Em média, 17,2% das mulheres que vivem em uma capital nordestina sofreu violência física pelo menos uma vez na vida.

    Apenas nos últimos 12 meses, 11% das mulheres nordestinas foram vítimas de violência psicológica, enquanto 5% sofreram agressões físicas e 2% violência sexual no contexto doméstico e familiar.

    Os dados fazem parte da Pesquisa Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, que entrevistou 10 mil mulheres, representativas de 5 milhões de mulheres que vivem nas capitais nordestinas.

    Prevalência de violência doméstica por tipo

    Estado Violência emocional Violência física Violência sexual
    Aracaju 26,3 15,4 8
    Fortaleza 27 18,9 6,9
    João Pessoa 32,5 17,8 8,8
    Maceió 30,2 18,4 8,6
    Natal 34,8 19,3 8,3
    Recife 28,6 17,5 5,1
    Salvador 24 19,7 7,8
    São Luís 19,7 12,5 3,6
    Teresina 22,1 14,2 6,3
    Fonte: Onu Mulheres e UFC

    O estudo mostra ainda que as crianças também são expostas à violência dentro de casa. Em Fortaleza, em 31% dos casos de violência contra mulheres, crianças também foram agredidas.

    Também na capital cearense, 55% das crianças presenciaram quando mulheres foram agredidas dentro do domicílio, conforme o estudo.

    Outro dado que a pesquisa destaca como “alarmante” é a “espiral da violência”, quando seguidas gerações mantêm a prática de violência na família. “Quatro a cada 10 mulheres que cresceram em um lar violento sofreram o mesmo tipo de violência na vida adulta. Ou seja, há uma repetição de padrão em seu próprio lar”, destaca o estudo.

    Exposição de filhos à violência sofrida pela mãe

    Estado Presenciou agressões Também foi agredida
    Aracaju 62,1 15,5
    Fortaleza 55,1 31,5
    João Pessoa 64,2 22,8
    Maceió 60,2 23,8
    Natal 47,3 22,2
    Recife 52,7 20,5
    Salvador 52,5 30,1
    São Luís 44,1 13,3
    Teresina 50,9 30,7
    Fonte: Onu Mulheres e UFC

     

    ‘Machismo arraigado’

     

    Para Nadine Gasman, da ONU Mulheres Brasil, o machismo “arraigado” no Nordeste é uma das causas do índice de violência doméstica na região. “O Nordeste é uma das regiões com mais desigualdades no país, com machismo arraigado e concentração de população negra. A pesquisa capta a complexidade da violência, que demanda respostas políticas”, afirma Gasman.

    Ainda conforme Gasman, a pesquisa revela uma necessidade “urgente” de medidas para conter a violência contra a mulheres. O estudo “traça um quadro concreto para ação urgente do poder público e da sociedade brasileira para impedir que mulheres e meninas fiquem para trás do desenvolvimento”, afirma.

     

    Queda na produtividade

     

    A pesquisa mostra também que as mulheres que sofrem agressão têm queda na produtividade no trabalho, o que impacta no salário.

    Mulheres vítimas de violência domésticas, nos últimos 12 meses, reportam menor frequência no exercício de sua capacidade de concentração, na capacidade de dormir bem, em tomar decisões, além de se sentir frequentemente estressada e menos feliz em comparação as mulheres não vitimadas pelos parceiros.

    Para a região Nordeste, mulheres vítimas de violência doméstica apresentam uma duração média de emprego 21% menor do que a duração daquelas que não sofrem violência e possuem um salário cerca de 10% menor do que aquelas que não são vítimas de violência. Ser vítima de violência doméstica se correlaciona negativamente com a produtividade e o salário-hora da mulher, e esse efeito é maior em mulheres negras.

     Fonte: G1

    Violência contra mulher no interior de SP supera 3 vezes a da capital

    Em relação às lesões corporais dolosas (quando há intenção), a capital registrou 779 e o interior, 2.794

    © iStock

    Com o dobro da população em relação à capital, o interior de São Paulo registra pelo menos três vezes mais casos de violência contra a mulher. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), no ano passado houve, em média, 3,5 tentativas de homicídio por mês contra mulheres na capital, ante 17,9 no interior (três vezes mais).

    Em relação às lesões corporais dolosas (quando há intenção), a capital registrou 779 e o interior, 2.794 (três vezes e meia mais). Já os casos de estupro consumados ficaram proporcionalmente iguais: média de 10 por mês na capital e de 20 no interior (duas vezes mais). Os homicídios que vitimaram as mulheres mantiveram a mesma proporção: 2,25 por mês na capital e 4,45 no interior (duas vezes mais).

    Nos primeiros três meses de 2017, a violência contra a mulher no interior cresceu ainda mais, na comparação com os números da capital. Houve 2 tentativas de homicídio por mês em São Paulo e 16,3 no interior (oito vezes mais). A média mensal de lesões corporais em mulheres foi de 745 na capital e 2.971 no interior (quatro vezes maior). Já a média mensal de estupros consumados foi de 11,3 na capital e de 25 no interior. No período também foram registrados dois casos por mês de feminicídio, crime de ódio com base no gênero, na capital e 4,3 no interior.

    O interior de São Paulo tem 23,5 milhões de habitantes e a capital paulista, 12 milhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estatística leva em consideração os casos relacionados à Lei Maria da Penha, ou seja, aqueles caracterizados como de violência doméstica e familiar contra a mulher. Após abril de 2016, foram incluídos os casos de feminicídio. Muitos tiveram desfecho em cidades pacatas do interior, com baixos indicadores de violência.

    Morte por não abortar

    Foi o que aconteceu em Saltinho, cidade de 7 mil habitantes, na região de Piracicaba, em 24 de abril. O gerente de uma fábrica de roupas, Cristiano Romualdo, de 39 anos, matou a publicitária Denise Stella, de 31 anos, com quem mantinha relacionamento extraconjugal, porque ela engravidou e se negava a abortar. Romualdo jogou o corpo à beira de uma estrada. O gerente confessou o crime e está preso. Os dois eram conhecidos na pequena cidade que, nos últimos dez anos, tinha registrado apenas dois homicídios.

    Para a assistente social Elisabete Pires da Silva, do Centro de Integração da Mulher (CIM-Mulher) de Sorocaba, que há 20 anos acolhe vítimas da violência doméstica, embora álcool e droga sejam os principais motivadores das agressões, em áreas mais remotas persiste um sentimento de posse do homem em relação à mulher.

    “Ainda há um traço cultural machista, de que o homem pode ter toda a liberdade e a mulher, não. Quando se insurge, é reprimida e, muitas vezes, agredida. A cultura começa dentro de casa, quando pai e mãe toleram que o filho deixe roupas espalhadas e não ajude mas tarefas domésticas, mas obrigam a filha a fazer.”

    Duas chacinas acontecidas em dezembro de 2016 no interior de São Paulo tiveram o machismo como ingrediente, segundo investigações policiais.

    A primeira foi registrada em Jaboticabal. Depois de ser rejeitado por uma garota de programa, o cabeleireiro William Ferreira Costa, de 27 anos, matou seis pessoas em um bordel. Entre as vítimas, quatro eram mulheres, entre elas Dione da Silva Lima pivô do crime, e a dona do bordel, Leonilda Lucindo. Ele tentou justificar os assassinatos alegando que estava com a mulher quando outro homem a pegou pela mão e a levou ao quarto.

    A segunda chacina aconteceu na noite de 31 de dezembro. O técnico de laboratório Sidnei Ramis de Araújo, de 46 anos, invadiu uma casa, em Campinas, e matou a tiros 12 pessoas da família e se suicidou. Nove das vítimas eram mulheres, entre elas sua ex-mulher, Isamara Filier, de 41 anos. Ela havia registrado cinco boletins de ocorrência por ameaças do ex-marido.

    Uma carta escrita pelo homem revelou que a chacina era uma vingança. O texto tinha também conteúdo de ódio contra as mulheres. Na ocasião, o órgão as Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) repudiou o crime, considerando violência de gênero e fruto do “machismo”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Com informações do Estadão Conteúdo.

    Fonte: Notícias ao minuto

    Vendedora denuncia violência doméstica e delegado pergunta se ‘não foi o guarda-roupa’

    A vendedora Flávia Batista Florêncio, moradora da cidade de Piancó, no sertão paraibano, foi à delegacia denunciar uma agressão do ex-companheiro, mas relatou ter sido questionada pelo delegado se o ferimento não teria sido causado pela porta de um guarda-roupa ou uma queda.

    A mulher contou à TV Paraíba que foi agredida quando voltava para casa com uma amiga. “Já entrou batendo em mim. Não lembro de muito coisa. Lembro de imagens. Quando eu me deito para dormir, vejo flashes, não consigo lembrar de tudo”, relatou.

    Segundo a mãe de Flávia contou à reportagem, o delegado fez perguntas irônicas a ela sobre o que teria causado as escoriações.

    “O delegado perguntou ironicamente ‘tem certeza que isso não foi a porta do guarda-roupa?’, ‘tem certeza que a senhora não caiu da escada?”.

    Segundo a vendedora, ele não autorizou a medida protetiva e informou à advogada dela que não seria um “segurança particular”. Por isso, Flávio fez um pedido direto ao Ministério Público.

    À reportagem da TV Paraíba, o delegado Rodrigo Pinheiro, responsável pelo caso, não respondeu sobre o tratamento dado à mulher quando ela foi registrar a ocorrência.

    Ele disse ainda que tem duas linhas de investigação: a primeira, apresentada pela vítima, de que foi agredida em casa pelo ex-companheiro; e a outra de que ela foi agredida durante uma briga em um bar.

    O delegado disse que irá ouvir testemunhas para concluir o inquérito policial e que não concedeu a medida protetiva porque avaliou que não era necessário.

    Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução
    Fonte: Yahoo

    Mulher vai à DP registrar queixa de calúnia e difamação e sai acusada de furto

    Karine Fernandes voltou à delegacia para provar que era dela casaco que vendedora a acusava de ter furtado de loja em Madureira
    Karine Fernandes voltou à delegacia para provar que era dela casaco que vendedora a acusava de ter furtado de loja em Madureira Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

    A autônoma Karine Fernandes dos Santos Santana, de 26 anos, moradora na Pavuna, compareceu na última quinta-feira, na 29ªDP (Madureira) para prestar queixa de calúnia e difamação sofrida numa loja de roupas do bairro. A jovem, que havia sido acusada injustamente, por uma vendedora, de furtar um casaco que na verdade era seu, contou que saiu da delegacia na condição de acusada.

    Nesta quarta-feira, ela voltou à DP para provar, por meio de apresentação de nota fiscal e fotografias que era a dona de fato da roupa. Ela saiu da delegacia com um termo de declaração, no qual pede para reverter a acusação contra a vendedora, pelo crime que originou a sua ida ao local, na semana anterior.

    — Fiquei desnorteada em casa caçando essa nota, encontrei ela, trouxe aqui, mas não consegui recuperar meu casaco, pois estão dizendo que foi para a perícia — disse a moça, sobre a peça comprada em 28 de abril, numa loja de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, conforme comprovante apresentado à polícia.

    A revolta maior de Karine, é com reação à forma como ela diz ter sido tratada tanto pela vendedora, como pelos policiais que conduziram a ocorrência. A jovem contou que sentiu humilhada na loja e na delegacia.

    Tudo começou na quinta-feira passada, quando ela entrou no estabelecimento e resolveu experimentar uma roupa, que não a agradou. Karine disse que saiu do provador, devolveu a peça e foi embora. Momentos depois, já noutra loja, na mesma rua, a vendedora da primeira loja veio atrás dela, acusando-a de ter levado do estabelecimento o casaco preto que estava com ela.

    — Ela (a vendedora) me abordou, puxou meu casaco e começou a falar que eu tinha pego da loja. Fui me defendendo, falando que era um absurdo e ela dizendo que as câmeras iriam provar (que ela estava falando a verdade) e eu dizendo que era aquilo mesmo que eu queria (as imagens das câmeras). Eu comecei a chorar, minha voz estava trêmula — afirmou.

    Karine seguiu a moça, recuperou o casaco, já dentro da primeira loja, onde teria começado uma seção de constrangimentos, que continuou na presença de um segurança, que ameaçou agredi-la. Ela contou que ligou pra o 190 e para familiares e aguardou por cerca de duas horas a chegada dos policiais, que tentaram convencê-la a não levar o caso à delegacia. Na DP, os constrangimentos teriam continuado, dessa vez por parte dos agentes que a atendeu.

    — Eu arrisco dizer que o atendimento na delegacia foi pior do que a acusação de furto, porque também aqui tentaram me persuadir a não levar o caso para frente. Enfim, tratando como se fosse um caso bobo. Tinha ainda o menosprezo como mulher e preta. A partir do momento que eu disse que ia levar pra frente, gritaram em alto e bom som que eu seria indiciada por furto.

    A advogada Roberta Cristina Eugênio, do gabinete da vereadora Marielle Franco, presidente da Comissão de Defesa da Mulher da Câmara Municipal, a qual Karine recorreu, disse que vai acompanhar a apuração da atuação dos policiais junto a Corregedoria da polícia Civil e , com a ajuda da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, pretende encaminhar o caso de Karine à Defensoria Pública do Estado, por meio do Núcleo Contra a Desigualdade Racial.

    – Embora não tenha havido uma acusação verbal de cunho racial, Karine sente que na verdade a abordagem se deu pelo fato de ela ser negra. É um caso que reverbera para o racismo estrutural na sociedade e mostra como as pessoas negras são tratadas – disse a advogada.

    A loja Belíssima, onde ocorreu o fato, foi procurada pelo EXTRA, mas a gerência informou que não se manifestaria. A vendedora, não foi localizada.

    A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento na 29ª DP (Madureira) para apurar o caso. “Partes e testemunhas estão sendo ouvidas. O casaco foi encaminhado ao ICCE para realização de perícia”, diz a nota.

    Fonte:Extra

    Na semana em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, a desigualdade entre gêneros ainda prepondera

    12/03/2017

     

    Paradoxo da Suécia: paraíso da igualdade com uma alta taxa de violência machista

    James cuida de sua filha Lily.© EVAN PANTIEL James cuida de sua filha Lily.

    São cerca de 15h e Linus Lindberg, advogado de 33 anos, já fez todas as tarefas: arrumou a casa, brincou com o filho Henri, de 13 meses, o alimentou e lavou a louça. Em seguida, irá fazer compras e preparar o jantar para ele e sua parceira, uma psiquiatra de 35 anos que chega às 18h em casa. O apartamento que dividem, em um bairro tranquilo de edifícios e parques nos arredores de Estocolmo é limpado pelos dois. Ela estava de licença nos primeiros meses. Ele terminou um estágio pago de dois anos e agora, durante seis meses, passa o dia com o menino e recebe do Estado uma ajuda proporcional à sua renda. “Dividir nosso tempo com Henri é a única opção que contemplamos. Seria muito estranho que somente ela ficasse em casa”, diz Lindberg enquanto segura o bebê.

    Na Suécia, as licenças não são de maternidade ou de paternidade. São parentais: 480 dias para distribuir de forma flexível entre ambos, dos quais 90 são exclusivos para a mãe, e muitos outros, para o pai. Se um dos dois não usar os dias, irá perdê-los. É a forma adotada pelo país para garantir que o cuidado dos filhos não recaia apenas sobre elas, e é uma das medidas que mostram por que a Suécia é um dos países mais igualitários do mundo.

    Aqui as políticas para corrigir as desigualdades de gênero não dependem da vontade de um Governo mais ou menos progressista nem são um acessório do Estado de bem-estar, e sim uma parte estratégica da sua construção ao longo de décadas. A consciência de gênero está incorporada em símbolos do poder político — o Executivo, composto por social-democratas e verdes, se define como feminista — e permeia empresas, escolas e lares. Há, no entanto, um buraco negro: os altos índices de violência machista

    Amanda Lundeteg, que produz a lista negra de empresas cotadas na Bolsa e que não têm mulheres em sua diretoria ou conselho. EVAN PANTIEL

    James Pearse, de 41 anos, não conhece nenhum pai que não tenha tirado a licença por questões de trabalho ou por medo do que sua empresa pudesse pensar. “Se você andar pela rua qualquer segunda-feira de manhã, verá muitos homens com crianças”, diz. Ele é britânico, tem um negócio de publicidade e trabalha fora de casa dois dias por semana. O resto do tempo cuida de Dylan, de 1 ano e meio, e de Lily, de 5. “Neste país, a família é sempre mais importante que o trabalho”, diz em uma entrevista no bairro onde mora com sua parceira, Jessica Engstrom, de 39 anos. Ela também é publicitária e afirma que nas grandes empresas suecas, como o banco para o qual trabalha, há incentivos para que os funcionários cuidem dos filhos. “Completam a ajuda do Estado com mais 10% quando você está de licença. Assim, você recebe 90% do salário”, explica.

    Apesar do sistema sueco fazer com que os homens compartilhem a criação, ainda são as mulheres que utilizam 74% dos dias de licença contra 26% dos utilizados pelos homens. Por isso o Governo introduziu em 2016 a medida corretiva dos 90 dias intransferíveis, ao invés dos 60 de anos anteriores. “Em um mundo ideal”, diz James, “eu pegaria os mesmos dias que Jessica, mas sendo autônomo, se pego um ano inteiro, perderia meus clientes”.

    “Preciso de um mínimo de contato com eles”, conta. Não é perfeito, mas é melhor do que, por exemplo, na Espanha, onde morou um tempo. Neste país os pais até então tinham duas semanas, quatro a partir de 2017; na Suécia o conceito foi introduzido em 1974. “A diferença é como noite e dia!”, exclama ela. James compara a situação com o Reino Unido, onde se ausentar em uma reunião porque o filho está doente e tirar o resto do dia para tomar conta dele ainda é estranho. Para os suecos é exatamente o contrário.

    Jessica cuida de seu filho Dylan. EVAN PANTIEL

    Depois da Finlândia, a Suécia é o país mais igualitário da UE e o quarto do mundo após a Islândia, a Finlândia e a Noruega, de acordo com a classificação anual do Foro Econômico Mundial. Se 1 é a igualdade teórica social, a Suécia está no 0,81 – a Espanha, por exemplo, está na 29° colocação do ranking, com 0,73 –. O Executivo é paritário, e 44% do Parlamento, feminino. O país nórdico possui a mais alta taxa de desemprego de mulheres da UE  (78%) e até a Igreja sueca (luterana) tem uma mulher como primaz

    Mas esses dados convivem com outro preocupante: a Suécia registra um dos maiores níveis de violência de gênero da UE. É o que os pesquisadores espanhóis, o psicólogo social da Universidade de Valência, Enrique Gracia e o epidemiologista da Universidade de Lund Juan Merlo, chamam de paradoxo nórdico. Em um trabalho publicado em março na revista Social Science and Medicine, utilizam como base uma pesquisa europeia sobre violência machista de 2014, na qual a Dinamarca, Finlândia e Suécia lideram a percentagem de agressões (físicas e sexuais) a mulheres dentro da relação, muito acima da média europeia. Essa pesquisa é a primeira a oferecer dados comparáveis no âmbito europeu, ao utilizar a mesma metodologia e as mesmas perguntas, muito específicas, em todos os países.

    Asa Regnér, de 52 anos, ministra da Igualdade, admite que, apesar da consciência social e as medidas corretivas realizadas pelo Estado sueco durante muito tempo, a violência contra as mulheres continua sendo uma mácula. “Não somos um paraíso e não alcançamos a igualdade”, afirma em espanhol que aprendeu na Bolívia, onde foi diretora da ONU Mulheres, o órgão da ONU que trabalha pela equidade das mulheres. Os níveis de agressão não caíram na última década Em sua expressão mais extrema, os assassinatos, os números estão baixando, mas temos 13 mortes por ano em um país de 10 milhões de habitantes”. Na Espanha, com uma população de 46,5 milhões, 44 mulheres foram assassinadas em 2016.

    A ministra da Igualdade descarta que essa violência esteja relacionada com fatores culturais e com a sólida tradição de acolhida da Suécia, onde 20% da população é de origem imigrante. “É preciso dizer que os níveis de igualdade que temos foram atingidos com todas as pessoas que vivem aqui”.

    Os pesquisadores propõem várias linhas de trabalho para compreender o que ocorre. A primeira hipótese é que nos países nórdicos as mulheres conseguiram mais poder e isso suscitaria uma reação violenta do mundo mais rígido e machista. A segunda seria que nesses países se denuncia mais, mas isso, se estiver correto, não quebra o paradoxo. Outra possibilidade está relacionada com um fator de risco que os nórdicos possuem, e consiste em um padrão de consumo de álcool diferente do de outras regiões. “Não temos resposta, é preciso pesquisar”, afirma Gracia.

    Asa Regnér acredita que uma das ferramentas mais efetivas para se combater a violência contra a mulher é a pedagogia. “Apresentamos uma estratégia muito focada na prevenção, sobretudo para trabalhar com os homens jovens, dialogando com eles sobre alternativas à violência”, explica. Também acabam de iniciar programas de educação na igualdade que incluem os cerca de 200.000 refugiados recém-chegados à Suécia.

    O combate contra o sexismo impregna a vida cotidiana dos suecos, da escola às empresas. É uma sociedade onde surgem debates como o do mansplaining, a situação em que um homem dá explicações condescendentes e não solicitadas a uma mulher, frequentemente sobre assuntos nos quais ela é especialista. A ideia de montar uma linha de telefone para denunciar essa prática nos escritórios, mesmo tendo durado somente uma semana em novembro, é um exemplo do nível de reflexão sobre gênero dos suecos.

    Duas crianças pintam em uma escola. EVAN PANTIEL

    O projeto partiu de um dos principais sindicatos do país, o Unionen. Cristina Knight, uma publicitária especializada no tema, respondeu a dezenas de chamadas em três dias. “Muitas mulheres estavam agradecidas por se falar desse tema. Ficaram aliviadas em saber que o mansplaining que sofreram diversas vezes não eram imaginações e paranoias suas; também aconteceu com outras”, conta. Por exemplo, lembra de uma mulher na casa dos trinta anos que dizia se sentir anulada por seus chefes porque não a escutavam. Se tentava expressar suas iniciativas, a neutralizavam dando-lhe explicações desnecessárias, ou dizendo que se acalmasse. “Meu conselho foi que não abordasse o assunto em grupo, mas indo em um por um para contar-lhes como se sentia”, explica Knight.

    Mas nem tudo foi tão construtivo nessa experiência telefônica. O responsável de políticas de gênero do sindicato, Peter Tai Christensen, afirma que, nas três primeiras horas de chamadas, todas as que atendeu foram masculinas: “Alguns estavam bravos com a campanha. Ocorreu uma espécie de ataque organizado contra a linha”, conta. “Outros diziam que a igualdade já havia sido conquistada, que já não era preciso falar sobre o assunto, e vários nos criticaram porque diziam que existiam problemas mais importantes”. A campanha do sindicato se completou com histórias em quadrinhos nas redes sociais

    Entre o catálogo de situações, está a chamada Você deve ser a ajudante – um homem confunde uma mulher com a faxineira, apesar dela ser a responsável pela conferência que está prestes a começar –. “O sexismo se tornou mais sutil, e o humor é uma forma de ajudar a reconhecer os mecanismos que utiliza”, explica Christensen. “Nós nos inspiramos em experiências pessoais”, acrescenta a roteirista Ana Werkell, de 29 anos. “Queríamos frisar como as mulheres são tratadas de um modo diferente no trabalho. É algo estrutural”, conta.

    Em outro lado da cidade, a sede da fundação Albright fica em um edifício luxuoso, com janelas enormes dando vista para o mar. Sua diretora, Amanda Lundeteg, de 32 anos, explica que começou a se dar conta da diferença de tratamento entre os gêneros quando estudava economia, e decidiu fazer alguma coisa em relação a isso. Algo polêmico e provocador. Com sua pequena equipe, ela se dedica hoje a produzir uma lista negra anual. Dela constam as empresas com presença na Bolsa que não possuem mulheres em sua diretoria ou conselho de administração. Figurar nesta lista não é nada confortável na Suécia. “As empresas sentem claramente a pressão”, diz ela. “Vamos às universidades e dizemos aos estudantes: ‘vejam só, estas são as empresas nas quais vocês não vão querer trabalhar’. Isso irrita os empresários, que nos chamam para tentar nos convencer a tirá-los da lista pois investem muito dinheiro na sua promoção como empregadores. Iniciamos há cinco anos com 100 empresas na lista negra e agora são 77, dentro de um grupo bem maior de empresas analisadas”, explica. No país, 20% das diretorias e 32% dos conselhos de administração de empresas incluem mulheres. “Nesse ritmo, não haverá paridade nos cargos executivos até 2040. Mas na Alemanha, por exemplo, onde acabamos de abrir uma filial, as mulheres estão em apenas 6%. A Suécia está 10 anos à frente”, afirma.

    O Governo sueco propôs um sistema de cotas para equilibrar essa divisão de poder dentro das empresas presentes na Bolsa. Em meados de janeiro, porém, ele sofreu uma derrota no Parlamento, e teve de retirar a proposta. O objetivo era chegar a 40% de presença feminina até 2019 no caso das diretorias até 2019, mas, caso isso fosse atingido, não se poderia impor o mesmo por lei. Esta é uma das questões colocadas pela ministra da Igualdade, Asa Regnér. ”A experiência sueca com a questão da igualdade de gênero é que é preciso tomar decisões políticas. As coisas não mudam por si sós”, afirma.

    Asa Regnér, 52 anos, ministra da Igualdade da Suécia. Regnér afirma que, para diminuir a desigualdade entre gêneros, é preciso adotar medidas políticas: “As coisas não mudam por si sós”. EVAN PANTIEL

    São três da tarde, e vários pais aguardam a saída de seus filhos na escola infantil Egalia, no bairro de lojas de design e restaurantes cool do distrito de Södermalm, localizado em uma das ilhas que compõem Estocolmo. A escola, voltada para crianças entre um e seis anos de idade, é conhecida como uma instituição de gênero neutro, uma experiência ainda minoritária até mesmo na Suécia. Ela é pública –bancada pela prefeitura, mas com os pais contribuindo também com cerca de 100 euros (320 reais), incluindo alimentação–, e nela são reforçados –de forma exagerada, na visão de algumas pessoas—os princípios de igualdade ensinados normalmente em todas as escolas. Na Egalia, os bonecos não têm sexo. São de pano, brancos e negros, e seus rostos têm expressão de sorriso, choro ou raiva, para que se trabalhem as emoções. Em uma outra sala, há um pôster mostrando diferentes grupos familiares: alguns têm dois pais ou duas mães, outro tem uma mãe e um filho; outro tem um pai, uma mãe e dois bebês… O que se pretende com esse cartaz é falar em termos de famílias, e não de pais e mães. Os banheiro não têm portas, e são de uso misto. A diretoria, Lotta Rajalin, 58 anos, finlandesa, começou essa experiência em 1998. “Não trabalhamos apenas a questão dos gêneros”, explica ela, na sala de reuniões. “Incluímos todos os valores democráticos. As peças de Lego que utilizamos têm velhos, jovens, pessoas de diferentes etnias, com diferentes habilidades”, conta.

    Os professores vêm de diversos países, têm idades muito diferentes entre si e também existem muitos homens cumprindo a função de cuidador, o que não é comum nesse ciclo no restante do país. Para se referir aos alunos, usam-se palavras que incluem todos eles –grupo, por exemplo—ou o gênero neutro em termos linguísticos –em sueco, se usa o pronome hen—em vez do masculino ou do feminino. “Mas as crianças podem usar o pronome que quiser”, relativiza Rajalin. Um dos princípios da Egalia é não atribuir características determinadas para meninas ou meninos pelo simples fato de ser uma coisa ou outra. Quando se pergunta a Rajalin o que significa essa questão de gênero neutro para além da linguagem, ela responde com firmeza: “Nós não a chamamos desse jeito. As pessoas interpretam equivocadamente o nosso trabalho. Nesta escola, nós trabalhamos com o gênero cultural, contra os estereótipos”. O método foi criticado por aqueles que acreditam que esse tipo de abordagem confunde as crianças. Rajalin pega um papel com um círculo dividido ao meio. Do lado esquerdo dele, estão adjetivos e substantivos que costumam ser associados às mulheres: joias, a cor rosa, sensibilidade, bonitas. À direita, os para eles: roupa confortável, fortes, valentes, tecnologia. “O que nós fazemos nesta escola é apagar a linha do meio, essa que divide o círculo”, explica.

    Os bonecos sem gênero da escola infantil Egalia, em Estocolmo. EVAN PANTIEL

    À saída, os pais aguardam. Como Mikael, de 24 anos. Ele é estudante de medicina e dentro de um mês substituirá sua mulher na licença-maternidade/paternidade. “A igualdade é importante para nós. Ela reflete a nossa mentalidade e os papeis de cada um, e queremos começar logo”, explica. Outra mãe, Kristine, de 42 anos, agente policial, conta que toda manhã faz um percurso de 30 minutos para trazer seu filho de dois anos. “É uma escolha. Não é a creche mais próxima”, afirma. Aqui existe diversidade e crianças com famílias de vários tipos. “O meu tem duas mães, e o mundo de hoje é assim”.

    Fonte: MSN

    Por que ainda há perigo quando a mulher viaja sozinha?

    22/08/2016

    Pelo direito de viajar só

    Mulheres se mobilizam para que a sociedade comece a construir uma cultura na qual visitar outros lugares sozinha ou com uma acompanhante não envolva um risco à integridade feminina

    Fonte: Revista Planeta

    Quando as turistas argentinas Maria José Coni, 22 anos, e Marina Menegazzo, 21, foram encontradas assassinadas em Montañita, no Equador, em abril deste ano, havia uma única questão a ser resolvida: quem era, ou eram, os autores do crime? As perguntas que começaram a ser feitas, no entanto, eram outras. Questionava-se por que duas moças viajavam por um lugar desconhecido, por que não estavam em grupo ou com uma presença masculina por perto.

    O caso retoma uma discussão que evidencia o julgamento sobre mulheres que decidem viajar pelo mundo sozinhas ou com apenas outra companhia feminina. Evoca a resistência que significa esse tipo de atitude e a necessidade de tomar cuidados especiais em viagens apenas por ser mulher. Apesar dos riscos e das opiniões condenatórias, turistas do gênero feminino não parecem se acovardar. Pelo contrário, ao menos no Brasil. Segundo o Ministério do Turismo do país, a intenção de viajar sozinha aumentou pelo quarto ano consecutivo e chegou a 17% em 2016, ante 13,5% das intenções masculinas.

    Turista na Índia, o país mais perigoso para viajantes mulheres
    Turista na Índia, o país mais perigoso para viajantes mulheres

    “Se um crime acontece com uma mulher viajante, muitas pessoas a culpam. Curiosamente, se acontecer com homens, não é assim”, observa Marta Turnbull, da organização Women’s Travel Center. Marta listou os dez destinos mais perigosos para mulheres (leia no quadro à esquerda) e afirma que há condições culturais em cada país que podem torná-lo inseguro, sempre transitando pelo machismo e pela desigualdade de direitos. Ocupando o primeiro lugar está a Índia, com uma tradição que vê a mulher como inferior. “Assim, o homem pode assumir o papel de fazer o que quiser. E isso inclui as turistas”, observa Marta.

    O Brasil está na terceira posição, baseada no forte comportamento de mostrar poder sobre o gênero oposto para valorizar a masculinidade. “Mas nem por isso as mulheres deixam de viajar sozinhas”, diz Marta. “É uma experiência que traz autoconfiança.” A sugestão para aquelas que têm medo de embarcar num roteiro sem companhia é testar suas­ aptidões em uma viagem mais curta, de um fim de semana, em um destino próximo.

    14_PL522_VIAJAR5

    Inércia da sociedade

    Foi pensando na necessidade de se exigir o direito de viajar sozinha que a publicitária Joana Mendes e a diretora Paula Reis decidiram fazer um documentário sobre os países mais intimidantes para garotas. “Precisamos expor os problemas para começar a lutar pelo fim deles”, afirma Joana. “A sociedade não diz ao homem que ele não pode assediar e estuprar uma mulher, e aí é a mulher que tem de tomar precauções para não ser estuprada, agredida, assediada… E isso não é só no Brasil, como mostra essa lista.” No filme, Joa­na e Paula vão até os lugares para conversar com moradoras e viajantes sobre as dificuldades de ser mulher naqueles ambientes. “Vamos até fazer aulas de defesa pessoal porque também temos medo.”

    A blogueira Lívia Aguiar, na foto em Bangcoc, fez uma volta ao mundo sozinha.
    A blogueira Lívia Aguiar, na foto em Bangcoc, fez uma volta ao mundo sozinha.

    Blogueira de viagens, Lívia Aguiar, 29 anos, fez diversas viagens sozinha, incluindo uma volta ao mundo, cujas passagens são vendidas em um pacote pelas próprias companhias aé­reas. Pela experiência, dá dicas importantes para as moças que pretendem rodar o mundo. De certa maneira, são orientações básicas para quem já convive diariamente com o perigo de ser mulher. “Meus cuidados são os mesmos que tenho no Brasil: não dar atenção para gente estranha, cuidar dos pertences, ter certeza de que não tem ninguém te seguindo e, se lhe derem uma cantada, retruque, faça cara feia ou fale mais alto para que todas as pessoas ao redor vejam o que está acontecendo.” Lívia também salienta que dificilmente uma pessoa ficará completamente sozinha em uma viagem, a não ser por escolha própria. “Sempre conhecemos muita gente, então companhia é o que não falta.”

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