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Começou o Ramadã

14/07/2013

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Fonte: Youtube

MUÇULMANA, denuncie a violência que sofre dentro de casa!

30/04/2013

Reprodução/dailymail.co.uk

A morte de uma garota de oito anos no Iêmen, após a lua de mel com seu marido de 40 anos, movimenta ativistas e parte da comunidade internacional. Rawan foi vendida por seu padrasto por um saudita por cerca de R$ 6 mil e, em 7/9/13, morreu por conta de ferimentos internos no útero.

Ativistas de direitos humanos agora pedem que a família de Rawan e seu marido, que não teve o nome revelado, sejam responsabilizados e punidos pela morte da garota. Há também o pedido de que os países do Oriente Médio criem leis que proíbam o casamento de menores de 18 anos.

A mudança nas leis foi proposta em 2009, mas rejeitada pela ala conservadora dos parlamentares da Arábia Saudita, que julgaram a proposta como “não islâmica”. Um ano depois, uma menina de 13 anos morreu após cinco dias de sangramento interno causados também após relações sexuais com seu marido, fruto de um casamento comprado.

Em entrevista ao jornal alemão Der Tagesspiegel, um ativista considerou o fato como “horrível e cruel”.

Pela primeira vez na história, a Arábia Saudita lançou uma campanha contra a violência sofrida pelas mulheres. E a novidade vem acompanhada de um anúncio que ganhou destaque na imprensa internacional.

A propaganda saudita mostra o rosto de uma mulher que acaba de apanhar, com uma marca vermelha em um dos olhos. O ferimento ficam em destaque porque a mulher usa um niqab, vestimenta típica das muçulmanas que deixa apenas os olhos à mostra.

Segundo o tabloide britânico Daily Mail, a campanha leva o nome No More Abuse (Sem mais abusos, em português) e pode ser um sinal de progresso em um país onde todas as mulheres devem ter um guardião masculino, seja o pai ou o marido.

A mensagem que acompanha a imagem diz: “Algumas coisas não podem ser cobertas”. E também: “Combatendo o abuso contra as mulheres juntos”.

O anúncio é um trabalho da Fundação Khalid King, uma instituição de caridade criada pela família do falecido monarca, que governou de 1975 até sua morte, em 1982.

Um comunicado no site da Fundação explica que o número de casos de mulheres agredidas no país é muito maior do que aparenta: “É um fenômeno que ocorre no escuro”.

— Trata-se de um sistema abrangente para lidar com a violência e abuso de família, a fim de fornecer proteção legal para as mulheres e as crianças na Arábia Saudita.

A violência doméstica faz parte da cultura da Arábia Saudita, onde as mulheres vivem sob o controle de um parente do sexo masculino, que age como seu guardião. É preciso autorização para abrir uma conta bancária e até mesmo para aceitar uma proposta de casamento.

As mulheres também são proibidas de votar e dirigir, além de serem separadas dos homens em locais públicos.

O sistema patriarcal é o que leva muitos casos de abuso a não serem denunciados no país.

Sistema: R7

NO BRASIL, como denunciar?

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 – funciona 24 horas por dia, de segunda à domingo, inclusive feriados. A ligação é gratuita e o atendimento é de âmbito nacional.

Atendimento qualificado – A Central funciona com atendentes capacitadas em questões de gênero, nas políticas do Governo Federal para as mulheres, nas orientações sobre o enfrentamento à violência contra a mulher e, principalmente, na forma de receber a denúncia e acolher as mulheres. Utilizam um banco de dados com mais de 260 perguntas e respostas elaboradas com base nas informações disponíveis na Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM) e em todas as denúncias já recebidas por sua Ouvidoria. A capacitação das atendentes foi desenvolvida em parceria com o Instituto Patrícia Galvão, de São Paulo.

A criação da Central atende a uma antiga demanda dos movimentos feministas e de mulheres e de todos aqueles que atuam no contexto de mulheres em situação de violência. Além de encaminhar os casos para os serviços especializados, a Central fornecerá orientações e alternativas para que a mulher se proteja do agressor. Ela será informada sobre seus direitos legais, os tipos de estabelecimentos que poderá procurar, conforme o caso, dentre eles as delegacias de atendimento especializado à mulher, defensorias públicas, postos de saúde, instituto médico legal para casos de estupro, centros de referência, casas abrigo e outros mecanismos de promoção de defesa de direitos da mulher.

As beneficiárias diretas desse serviço serão as mulheres, mas o enfrentamento à violência contra a mulher repercute positivamente sobre toda a sociedade. Com a Central de Atendimento, todas as mulheres poderão receber atenção adequada quando em situação de violência, sem nenhuma exposição, pois o sigilo é absoluto e a identificação será opcional. Mas não só as mulheres que podem acionar os serviços. Homens que queiram fazer denúncias de casos de violência contra a mulher serão bem acolhidos.

A Central de Atendimento à Mulher é uma parceria da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM) e  as empresas Embratel, Eletronorte, Eletrobrás, Furnas e do Disque Denúncia do Rio de Janeiro.

Fonte: Central de Atendimento à Mulher

Apresentações de dança do ventre

02/02/2013

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Fonte: Youtube

Filme sobre Maomé provoca ira nos muçulmanos

17/09/2012

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Fonte: Youtube

A França e os Estados Unidos reforçaram em 19/9/12 a segurança de embaixadas e escolas em meio a temores de que as caricaturas de Maomé publicadas em uma revista francesa aticem a violência que agita o mundo muçulmano por causa de um filme ofensivo ao Islã.

Mais de 30 pessoas morreram desde a semana passada nos ataques e manifestações desencadeados pela difusão na internet de trechos do filme “A inocência dos muçulmanos”, incluindo 12 mortos em um atentado suicida praticado na terça-feira no Afeganistão por uma mulher.

A França tomou “medidas de segurança especiais” para proteger suas embaixadas, depois da publicação da caricatura do profeta dos muçulmanos na revista Charlie Hebdo, anunciou o ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius.

Na sexta-feira (14/9) – dia de oração para os muçulmanos, com frequência seguida de protestos – a França fechará suas sedes diplomáticas, instituições culturais e escolas em cerca de vinte países.

Na Tunísia, os colégios permanecerão fechados de 19 a 24/9/12

O partido islamita tunisiano Ennahda argumentou que os muçulmanos têm o “direito de protestar” pacificamente, depois da publicação das caricaturas.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, também anunciou medidas especiais para proteger as embaixadas dos Estados Unidos, principal alvo da ira provocada pela difusão do filme sobre Maomé considerado ofensivo, produzido nesse país.

No Paquistão, o governo decretou feriado nacional em homenagem ao profeta Maomé em 21/9/12

No leste do Afeganistão, cerca de mil pessoas bloquearam a estrada para Cabul gritando “Morte aos Estados Unidos” e “Morte aos inimigos do Islã”.

A revista satírica francesa Charlie Hebdo, com seu habitual estilo provocador, entrou de cabeça na polêmica, zombando tanto do filme quanto da intolerância religiosa, com caricaturas que, em dois casos, mostram o Maomé nu.

A primeira edição teve seus exemplares esgotados e, à tarde, a revista anunciou uma segunda tiragem.

A polícia reforçou a segurança nos arredores da redação da Charlie Hebdo, em Paris, que já teve escritórios incendiados em novembro de 2011, logo após a publicação de um número que zombava da sharia, a lei islâmica.

Caricaturas que joga lenha na fogueira

A Al-Azhar, principal autoridade do islã sunita, com sede no Cairo, condenou a publicação dessas caricaturas.

“A Al-Azhar e todos os muçulmanos rejeitaram categoricamente a insistência de uma revista francesa em publicar caricaturas que atentam contra o Islã e seu profeta”, disse o xeque da Al-Azhar, Ahmed al Tayeb.

O jornal do Vaticano, L’Osservatore romano, afirmou que a publicação dessas caricaturas é uma “iniciativa discutível” que “joga lenha na fogueia”.

“No momento em que tentamos, a duras penas, reduzir a tensão no mundo islâmico em razão do filme ‘A inocência dos muçulmanos’, corremos o risco, hoje, de abrir de uma nova frente de protesto”, indicou o jornal.

O governo socialista francês precisa agora equilibrar os princípios republicanos da liberdade de expressão com os imperativos de sua diplomacia e as suscetibilidades de sua comunidade muçulmana, a maior da Europa, de cerca de cinco milhões de fieis.

“Na França, o princípio é a liberdade de expressão e não é preciso miná-lo, mas, neste contexto, levando em conta esse filme estúpido, esse vídeo absurdo que foi divulgado, há uma grande comoção em muitos países muçulmanos”, disse Laurent Fabius.

“É pertinente e inteligente colocar mais lenha na fogueira? A resposta é não”, acrescentou o ministro, pedindo equilíbrio.

O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault lembrou que a França é “um país onde as leis são respeitadas” e que se alguém considera que houve infrações à lei, pode apresentar uma denúncia.

Um ataque que matou pelo menos 12 pessoas em 18/9/12 em Cabul e reivindicado por rebeldes afegãos foi a resposta mais violenta contra o filme anti-islã, cujos produtores foram acusados de incitamento ao ódio no Egito.

O grupo Hezb-e-Islami, a segunda maior formação de insurgentes afegãos atrás do talibã, reivindicou a responsabilidade pelo ataque suicida em um micro-ônibus em uma estrada para o aeroporto de Cabul, que matou oito sul-africanos, um quirguiz e três afegãos.

O Hezb-e-Islami alega ter praticado o ataque em resposta ao filme de baixo orçamento produzido nos Estados Unidos, “A inocência dos muçulmanos”, que apresenta o profeta Maomé como um bandido com práticas desviantes.

O Procurador-Geral do Egito se comprometeu nesta terça-feira a processar sete coptas egípcios que vivem nos Estados Unidos e que são suspeitos de envolvimento na produção e distribuição do filme anti-Islã, que provocou uma onda de violência, com um registro de 31 mortos na última semana no mundo muçulmano.

Os sete homens – Morris Sadek, Nabil Bissada, Esmat Zaklama, Elia Bassily, Ihab Yaacoub, Jack Atallah e Adel Riad- são acusados de “insultar o Islã, insultar o profeta (Maomé) e incitar o ódio religioso”, segundo um comunicado da Procuradoria-Geral, que ainda não definiu uma data para o julgamento.

A família de Nakula Basseley Nakula, o produtor do filme, foi retirada na segunda-feira do subúrbio de Los Angeles pela polícia para ser levada a um local desconhecido para encontrá-lo.

Um ímã salafista egípcio também lançou uma fatwa, pedindo a morte de todos os protagonistas do filme, de acordo com o centro americano de monitoramento de sites islâmicos SITE.

Manifestações no Cairo contra o filme divulgado na internet abafaram as discussões sobre a redução da dívida egípcia com os Estados Unidos para um bilhão de dólares, considerou o Washington Post.

Essas discussões são destinadas a prestar uma assistência econômica fundamental ao novo governo egípcio, controlado pela Irmandade Muçulmana e que enfrenta enormes desafios econômicos após a revolta de 2011, que pôs fim ao reinado do presidente Hosni Mubarak.

Mas, de acordo com membros do governo americano citados pela imprensa dos Estados Unidos, o Egito não deve esperar para receber uma ajuda substancial – pelo menos não antes da eleição presidencial de 6 de novembro.

Filme anti-islamismo desencadeia protestos contra EUA
Na última terça-feira, 11 de setembro, protestos irromperam em frente às embaixadas americanas do Cairo, no Egito, e de Benghazi, na Líbia, motivados por um vídeo que zombava do islamismo e de Maomé, o profeta muçulmano. No primeiro caso, os manifestantes destroçaram a bandeira estadunidense; no segundo, os ataques chegaram ao interior da embaixada, durante os quais morreram, entre outros, o embaixador e representante de Washington, Cristopher Stevens

Os protestos se disseminaram-se contra embaixadas americanas em diversos países da África e do Oriente Médio. Sexta, 14 de setembro, registrou o ápice da tensão, quando  eventos foram registrados em Túnis (Tunísia), Cartum (Sudão), Jerusalém (Israel), Amã (Jordânia)e Sanaa (Iêmen). No Cairo, as manifestaçõe têm sido quase diárias. No dia 17, Afeganistão e Indonésia também tiveram protestos.

O vídeo que desencadeou esta onda de protestos no mesmo dia em que os Estados Unidos relembravam os atentados terroristas de 2001 traz trechos de Innocence of Muslims, filme produzido nos Estados Unidos sob a suposta direção de Nakoula Basseky Nakoula. Ele seria um cristão copta egípcio residente nos Estados Unidos, mas sua verdadeira identidade e localização ainda são investigadas. O filme, de qualidades intelectual e cultural amplamente questionáveis, zomba abertamente do Islã e denigre de a imagem de Maomé, principal nome da tradição muçulmana.

A Casa Branca lamentou o conteúdo do material, afirmou não ter nenhuma relação com suas premissas e ordenou o reforço das embaixadas americanas. No dia 15 de setembro, a Al-Qaeda emitiu um comunicado no qual afirmava que a ação em Benghazi foi uma vingança

O chefe do movimento libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, convocou os muçulmanos do Líbano a protestar contra o filme que satiriza o profeta Maomé com manifestações a partir desta segunda-feira.

“Mostrem ao mundo inteiro nossa ira e nossa voz, nesta segunda-feira e nos dias seguintes”, declarou o líder do poderoso movimento xiita em discurso transmitido pela Al Manar, a TV do Hezbollah.

Nasrallah convocou um protesto nesta segunda-feira para o subúrbio sul de Beirute, na quarta-feira para a cidade de Tiro (sul), na sexta em Baalbeck (leste), no sábado em Bent Jbeil (sul) e no próximo domingo para Bekaa.

O líder do movimento xiita se dirigiu aos muçulmanos de todo o mundo pedindo que reajam ao filme que descreveu como “o pior ataque contra o Islã, pior ainda que ‘Os versos satânicos’ (livro de Salman Rushdie publicado em 1988), que a queima de exemplares do Alcorão no Afeganistão ou as caricaturas do profeta Maomé” publicadas por um jornal dinamarquês.

Hassan Nasrallah prometeu que “os que escreveram, dirigiram e produziram este filme serão castigados; não importa onde estejam, ninguém poderá protegê-los”.

O filme “A Inocência dos Muçulmanos”, produzido nos Estados Unidos e que mostra o profeta Maomé como imoral e brutal, provocou violentos protestos diante das representações diplomáticas americanas no Cairo e em Benghazi na terça-feira passada, que depois se espalharam a outros países.

Em Benghazi, o protesto deu lugar a um ataque com armas pesadas contra o consulado dos EUA que matou quatro funcionários americanos, inclusive o embaixador Chris Stevens.

Na sexta-feira, o principal dia de oração do Islã, os protestos sacudiram Iraque, Irã, Iêmen, Egito, Síria, Marrocos, Argélia, Tunísia, Sudão e Líbano, além de vários países muçulmanos na Ásia, deixando ao menos doze manifestantes mortos.

No sábado, a Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA) convocou os muçulmanos a seguir atacando as representações diplomáticas e interesses dos Estados Unidos em todo o mundo para protestar contra o filme.

Neste domingo, o presidente do Congresso Nacional Líbio, Mohammed al-Megaryef, disse à rede de televisão CBS que o ataque contra o consulado em Benghazi foi realizado por estrangeiros.

“Foi premeditado e, definitivamente, planejado por estrangeiros, por gente que entrou no país há alguns meses”, afirmou Al-Megaryef, ao anunciar a prisão de 50 pessoas por envolvimento no ataque.

Já a diplomata americana nas Nações Unidas, Susan Rice, estimou que a ação em Benghazi “foi uma reação espontânea, sem premeditação, ao protesto iniciado no Cairo, onde horas antes havia ocorrido uma violenta manifestação contra este vídeo extremamente chocante”.

“Pensamos que um pequeno grupo foi ao consulado imitando o que ocorreu no Cairo (…) e parece que extremistas fortemente armados aproveitaram a situação”, disse Rice à rede de televisão ABC.

“Não vemos neste momento sinais de um plano coordenado, de ataque premeditado” contra os interesses dos Estados Unidos, concluiu Rice.

Fontes: Yahoo e Correioweb

A realidade da mulher muçulmana

29/07/2012

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Fonte: Youtube

 

 

Por baixo da abaia

Jovem é presa na Arábia Saudita por aparecer com roupa curta, mas sua liberação rápida não significa que o país avance rápido no direito das mulheres

ASSIM NÃO – Saudita diz que não autorizou a divulgação de vídeo “obsceno” (//Divulgação)

A prisão de uma jovem saudita nesta terça-feira reacendeu a discussão em torno do código de vestimenta imposto às mulheres na Arábia Saudita. A mulher, identificada somente como Khulood, foi detida por aparecer usando uma saia acima do joelho e uma blusa curta em vídeos exibidos em uma rede social.

No país, é proibido que as mulheres locais saiam em público sem uma vestimenta longa que cubra seu corpo inteiro, conhecida como abaia, e sem cobrirem a cabeça.  A jovem em questão foi libertada após um interrogatório de algumas horas. Khulood afirma que os vídeos foram postados sem seu conhecimento.

A edição de VEJA desta semana mostra como a história ilustra a pressão que a sociedade civil tem feito no país para dar mais liberdade às mulheres.

Em anos recentes, outras mulheres já foram presas por desobedecerem a lei do país, que é bastante restritiva com relação aos direitos femininos. Um dos casos mais notórios é o da autora Manal al-Sharif, que teve de deixar a Arábia Saudita após enfrentar a proibição de dirigir. “Eles querem que você viva com medo” , diz Manal.

Fonte: Veja

 

Egito lança o Maria TV, onde todas elas usam o véu

29/07/2012

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Fonte: Youtube

Protesto no Egito contra veredicto de Mubarak

03/06/2012

 

 

Hosni Mubarak durante Os manifestantes gritavam principalmente “Fora poder militar”, concentrando a sua ira nos militares que assumiram o poder no país após a queda de Mubarak, em fevereiro de 2011, sob a pressão de uma revolta que teve como epicentro a mesma Praça Tahrir.
Manifestantes em frente à academia de polícia, onde Hosni Mubarak foi julgado. (AP Photo/Amr Nabil)

Mubarak e seu ministro do Interior, Habib el Adli, foram condenados neste sábado à prisão perpétua pela morte de cerca de 850 manifestantes no ano passado. No entanto, seis antigas autoridades do Ministério do Interior processadas pelos mesmos motivos foram absolvidas.

“Se não conseguirmos justiça para nossos mártires, nós vamos morrer como eles”, gritava a multidão em Tahrir. “A prisão perpétua para o povo, e a absolvição para Mubarak”, ironizava um manifestante em um cartaz, em referência ao veredicto do qual a defesa de Mubarak se prepara para recorrer.

“Se você pensa que o antigo regime caiu, você está errado. A versão original está sendo baixada”, ironizava um outro manifestante em um cartaz.

A multidão se reuniu em torno de um dos candidatos eliminados no primeiro turno da eleição presidencial de 23 e 24 de maio, Hamdeen Sabbahi, candidato da esquerda que ficou em 3º.

Na cidade de Alexandria (norte), de 4.000 a 5.000 pessoas se manifestavam, enquanto em Ismailiya, no Canal de Suez, cerca de 1.500 pessoas estavam reunidas, segundo correspondentes da AFP no local. Em Suez, à leste do Cairo, algumas centenas de pessoas protestavam e por volta de 2.000 pessoas se manifestavam em Port-Said (nordeste) exigindo “uma limpeza no sistema judiciário”, de acordo com testemunhas.

Policiais observam manifestantes no Cairo. (AP Photo/Manu Brabo)

Esse processo histórico chegou ao final neste sábado entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial que vai designar o sucessor de Mubarak. O islamita Mohamed Mursi e o último primeiro-ministro de Mubarak, Ahmad Shafiq, estão na disputa pelo segundo turno nos dias 16 e 17 de junho.

O Exército prometeu entregar o poder antes do fim de junho depois que o nome do novo chefe de Estado for anunciado.

Fonte: Yahoo

Agradecimento pelo grande número de visitas de leitores do Sudão e da Argélia

04/03/2012

 

ABAIXO A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO SUDÃO, PAÍS DE MAIORIA MUÇULMANA

 

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Entretanto, em outro país muçulmano, a Argélia, temos músicas belíssimas

 

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Fonte: Youtube

 

A TERRA NA QUINTA DIMENSÃO: feminismo ganha espaço no mundo árabe

14/02/2012

 

 

 

 

 

 

 

 

Feminismo árabe
Os protestos no mundo árabe não derrubam só ditaduras. Também desafiam as visões estereotipadas e provam que não há libertação sem o apoio das mulheres. Termômetro da febre democrática, a emergência dos direitos de gênero no Islã abala as certezas do feminismo universalista e convida o Ocidente a despir seus véus.

Jovens muçulmanas suam o véu numa academia de ginástica em Ahmedabad, na Índia. O sedentarismo é ruim para o corpo sob qualquer fé.

 

As imagens da Praça Tahir, no Cairo, capital do Egito, mostram inúmeros rostos femininos. O ativismo da mulher nas revoltas do mundo árabe desafia as referências e causa certo desconforto: não era ela oprimida, violentada, anulada e impedida de sair às ruas e de expressar seus desejos por um futuro melhor? “Também, mas não só isso”, explica Soraya Smaili, diretora cultural do Instituto da Cultura Árabe, o Icarabe, em São Paulo. “Existem muitas mulheres árabes cristãs, sunitas, xiitas e menonitas. É um mito pensar que toda mulher árabe é muçulmana e que toda muçulmana é árabe. Outro mito é acreditar que toda mulher muçulmana é oprimida”, adverte, de saída.

As generalizações acontecem, acredita Soraya, porque há um enorme desconhecimento sobre o que chamamos mundo árabe. Essa ampla área geográfico-histórica corresponde aos países do norte da África e da Península Árabica, do Marrocos ao Bahrein, que atraem os países de cultura árabe-islâmica e africana como a Mauritânia, o Sudão e a Somália. Mas nada têm de árabes os países do Golfo Pérsico, de origem turca, persa ou asiática, que adotaram a cultura e a religião islâmicas, como a Turquia, o Irã, o Afeganistão, o Paquistão e a Indonésia. Essa vasta diversidade territorial e cultural impede falar de um “feminismo islâmico” e dificulta as especulações até sobre um “feminismo árabe”. Seria melhor admitir “feminismos árabes”.

Os dados sobre igualdade de gênero revelam a situação das mulheres nos países da região. O relatório de 2010 do Fórum Econômico Mundial, feito com dados de 135 países, coloca Tunísia, Bahrein, Egito e Iêmen nas posições 108, 110, 123 e 135, respectivamente, no que se refere à igualdade entre homens e mulheres. Ou seja, entre os últimos e os mais atrasados. Baseado na participação econômica, no poder político e no acesso à educação e à saúde, o índice reflete as mazelas estruturais que há décadas afastam as mulheres árabes dos centros de decisão.

O que elas querem? Em que essas mulheres acreditam? É o que você vai saber agora.

 

“O véu não cobre o pensamento”
(Francirosy Ferreira)

fotos: AfP
Francesas de origem argelina em Marselha.
Mulheres muçulmanas da Caxemira, na Índia.

 

 

Foto: DANIEL DEÁK
A escritora libanesa Joumana Haddad critica o patriarcalismo das religiões monoteístas.

Feminismo e religião
Não há consenso sobre que caminho seguir para a mulher ser beneficiária dos processos de libertação no mundo árabe. O limbo político e econômico aberto pelos protestos recentes trouxe ao centro do debate as mais antigas discussões sobre os direitos civis. “Como já aconteceu antes, no momento da revolução, quando todos os esforços são necessários, a presença da mulher é aceita e até incentivada”, nota a brasileira Luiza Eluf, procuradora de Justiça do Ministério do Trabalho. “Uma vez que os revoltosos conquistam o poder, as mulheres são afastadas e não ocupam cargos de relevância”, ressalta. Como observadora, Luiza teme a emergência dos grupos fundamentalistas. As primeiras experiências eleitorais na Tunísia e no Egito confirmaram a popularidade dos partidos islâmicos.

Essa percepção encontra eco entre muitas mulheres árabes. “Sinto que temos de escolher entre dois monstros: a ditadura e o extremismo islâmico.” Quem fala é Joumana Haddad, jornalista libanesa, escritora e editora da revista Jasad (Corpo, em árabe), uma das publicações mais desafiadoras e libertárias do seu país. Subvertendo a criação numa família conservadora e católica, ela acredita ser impossível conciliar religião e direitos das mulheres. Definindo-se como pósfeminista, Joumana acredita que a participação da mulher nunca será possível sem que os preceitos patriarcais das três religiões monoteístas sejam totalmente abandonados. Fala com a expressão segura enquanto ajusta o vestido curto e arruma os longos cabelos morenos: “Não posso me dar ao luxo de ser otimista, mas espero que uma mulher concorra às eleições sem cobrir seu rosto com uma flor”, diz, com certo desprezo.

Joumana se refere a Marwa al-Qamash, candidata ao parlamento egípcio que, para não se expor, optou por trocar seu retrato nos panfletos eleitorais pela imagem de uma rosa vermelha. Marwa é do partido fundamentalista El Nur, o segundo mais votado nas eleições de novembro, e não acredita que o niqqab (a vestimenta que deixa os olhos à mostra por uma fresta, diferente da burka, que cobre tudo) a impeça de assumir um papel político no novo Egito. Para ela, basta a flor no panfleto. O embate discursivo que opõe Joumana e Marwa confirma que o “feminismo árabe” deve ser pensado no plural.

“Tenho condição de mostrar às iemenitas que a mulher pode e deve ser parte da mudança social e dinâmica no país”, diz à PLANETA Nadia al-Saqqaf, a primeira mulher do Iêmen a ocupar o cargo máximo em um meio de comunicação. Ela é a editora-chefe do Yemen Times, jornal que exerceu importante papel na cobertura dos protestos que culminaram com a renúncia do presidente Abdullah Salleh em novembro. Nadia defende que o novo governo crie um Ministério da Mulher e adote cotas femininas em cargos eletivos e não eletivos. Quer também que o sistema de ensino seja alterado para evitar distorções históricas e permitir que as meninas se tornem conscientes de seu poder desde a primeira lição.

“Chegará o dia em que a revolução de hoje será estudada nos livros de história. Temos de garantir que as mulheres sejam parte dela e não esquecidas, como sempre acontece”, afirma. No país campeão da desigualdade de gênero, a fala de Nadia é revolucionária. No Iêmen a mulher representa apenas 20% da força de trabalho e nenhuma possui assento no Parlamento. Junto com a também iemenita Tawakul Karman, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2011, a jornalista defende a liberdade religiosa e não acredita que o islamismo contradiga a luta feminista.

 

“O véu não cobre pensamento”, explica Francirosy Ferreira, antropóloga, professora de psicologia da USP e coordenadora do Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes. Nem sempre o véu está diretamente associado a um contexto de opressão. “Por que uma mulher de véu é, necessariamente, mais oprimida que uma mulher de biquíni que se obriga a ter um corpo perfeito?”

fotos: AfP
A iemenita Nadia al-Saqqaf, editora do jornal Yemen Times, não vê contradição entre o islamismo e a luta feminista.

“Se o feminismo é diverso e plural, o Islã também é diverso e plural”, nota. Para Francirosy, as pautas feministas se adaptam aos contextos históricos e culturais. Por isso mesmo, devem ser entendidas e respeitadas: “É muita prepotência do Ocidente achar que está libertando alguém impondo-lhe o seu próprio valor.”

Não por acaso, a França, país de tradição laica, tornou-se um dos principais laboratórios para esse embate cultural. Depois de aprovar uma lei que proíbe o uso do véu e de multar as mulheres que ousam desafiá-la, o país verá, pela primeira vez, uma muçulmana na corrida eleitoral: Kenza Dridier, mãe solteira de 32 anos, de origem marroquina, que já foi detida várias vezes por usar desafiadoramente seu niqqab, será candidata à Presidência. “Tenho a ambição de servir a todas as mulheres que são objeto de estigmatização ou discriminação social, econômica e política”, disse, ao apresentar sua candidatura. Kenza conseguiu importantes aliados, como o empresário Rachid Nekkaz, de origem argelina, que decidiu financiar a campanha e apoiar o direito ao uso do véu pagando as multas de todas as mulheres detidas.

 

 

 

 

Foto: AfP / shutterstock
Coberta por véus, a francesa Kenza Dridier é candidata à Presidência da República, apoiada pelo empresário Rachid Nekkaz.

Linha de frente
As mulheres árabes têm consciência plena dos problemas que incendiaram seus países: o desemprego, a desigualdade e a precariedade dos direitos sociais e políticos. Dada a complexidade da situação, defender o secularismo como condição determinante para o sucesso ou o fracasso dos regimes renascentes pode minguar a discussão sobre a transição e reduzi-la a um embate cultural. A palestina Lila Abu-Lughod, professora de Antropologia e Gênero na Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, critica a polarização e a divisão artificial do mundo entre Ocidente e Oriente e defende um estudo aprofundado dos aspectos políticos, históricos e econômicos que reproduzem o patriarcalismo no mundo árabe.

Sai das palavras da palestina Leila Khaled o exemplo prático. Passava da meia-noite em São Paulo quando, depois de uma longa jornada de conferências, ela acendeu um cigarro e começou a falar sobre a experiência feminista na Palestina: “Já conquistamos muitos direitos, mas ainda não somos livres para expressá-los nas leis ou na Constituição, porque ainda não somos independentes”, disse. A liberdade das palestinas, sustenta, passa pelo processo de reconhecimento de seu Estado e pelo fim da ocupação israelense – o que depende de um duro embate político e econômico no âmbito internacional.

Leila, que não usa o véu e defende um Estado laico, foi uma das primeiras mulheres a integrar os movimentos de resistência armada contra Israel. Hoje, mais de 40 anos depois de ter participado do sequestro de um avião para chamar a atenção para sua causa, ocupa uma cadeira no Conselho Nacional Palestino e fala com a propriedade de quem se tornou um símbolo: “O feminismo ocidental é diferente do nosso. Quando falamos sobre nossos direitos, o primeiro é sempre o direito de resistir.”

Foto: AfP / shutterstock
Na conturbada Síria, a casa é vista como o lar santificado da mulher e da família.

As mulheres sauditas também enfrentam a dificuldade de lutar pela igualdade de gênero quando o poder econômico e geoestratégico está em jogo. A Arábia Saudita é o principal aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio e o maior produtor de petróleo do mundo. Para continuar com os superlativos, o país também é considerado o mais restritivo no que tange ao direito das mulheres. Apesar da pressão interna e externa, a abertura democrática vem acontecendo a passos lentíssimos. Pressentindo que as revoltas batiam à porta, o rei Abdullah deu às sauditas o inédito direito de votar e de concorrer às eleições municipais em 2015. Elas agora podem participar do processo eleitoral, mas, paradoxalmente, seguem sem poder dirigir, abrir conta em banco ou viajar sem autorização.

Nem pensar em defender direitos em público. “Não posso falar com nenhum meio de comunicação estrangeiro. Estou sob observação da polícia. Já fui ameaçada indiretamente”, disse à PLANETA, por e-mail, em Riad, Wajeha al-Huwaider, fundadora da Sociedade de Defesa dos Direitos da Mulher na Arábia Saudita. Antes de se despedir, ela ressaltou: “A polícia também advertiu algumas de minhas amigas. Vai ficar muito pior antes de melhorar.”

 

 

Muçulmanas xiitas do Paquistão em cerimônia religiosa em Karachi.

Hora de mudar
O protagonismo das mulheres na Arábia Saudita e na Palestina mostra que a pauta de reivindicações do feminismo árabe é tão diversa quanto suas realidades locais. Na Líbia, por exemplo, elas reagiram à declaração de Mustafa Abdeljalil, presidente do Conselho Nacional de Transição, que governa o país desde a queda do ditador Muamar Kadafi. No dia da Declaração de Libertação, Abdeljalil disse que a Líbia poderia reintroduzir a poligamia e desdenhou a presença da mulher no governo. Diante dos protestos, voltou atrás.

Na Tunísia a situação é bem diferente. Desde os anos 1960, a ex-colônia francesa mantém uma legislação avançada com relação aos direitos das mulheres. A poligamia foi banida, o divórcio é igualitário e o aborto é permitido. As mulheres ocupam cerca de dois terços das vagas nas universidades e apenas 3% das jovens entre 15 e 19 anos são casadas, divorciadas ou viúvas (na década de 1960, esse índice chegava a 50%).

Soumaya Ghannouchi, filha de Rachid Ghannouchi, novo líder do país, saiu a público para responder aos temores de que, vencedor das eleições, seu partido revogaria as leis que beneficiam as mulheres. Com o rosto maquiado, envolto em um lenço colorido, afirmou, com segurança, que a poligamia não será permitida e que nenhuma mulher será obrigada a usar o véu.

O Egito também está sob tensa observação. O primeiro ciclo das eleições parlamentares aponta para uma ampla vitória da Irmandade Muçulmana, com 36% dos votos, seguidos por 24% do partido fundamentalista Al-Nur. Os resultados definitivos só devem ser anunciados no fim do longo processo eleitoral, em março de 2012. De acordo com as estimativas do governo de transição, os partidos islâmicos terão 65% da preferência popular. Apesar da possibilidade de votar e de se eleger, teme-se que as leis egípcias, enjá desfavoráveis às mulheres em relação ao direito ao divórcio e à herança, se agravem.

 

O ocidente não aprendeu a ouvir a voz das mulheres árabes

 

Fotos: AFP / Laura Daudén
Na Espanha, descendentes árabes apoiam a afirmação dos direitos das mulheres.

Os direitos do Corão

Qual é o estatuto da mulher no Islã? “A palavra sagrada é para todos, mas seus ensinamentos são vivenciados de modo diferente em cada lugar. São os contextos sociais que interferem na prática cultural”, diz a antropóloga Francirosy Ferreira. É bom desmistificar algumas suposições. A mutilação genital feminina, por exemplo, acontece em países árabes e de cultura muçulmana e em países de maioria animista e cristã. Mas não está descrita no Corão. “Essas práticas permaneceram não pela religião, mas por causa da tradição de um grupo específico.”

A antropóloga Claudia Voigh Espinola, da Universidade Federal de Santa Catarina, que estudou a violência de gênero no Corão, explica que o Islã, tal como o cristianismo, é um fenômeno de um período particular da história, e qualquer leitura de seus textos deve ser relativizada. Para ela, a interpretação comum a várias escolas de pensamento islâmico assegura direitos à mulher.

No Corão, Eva não é a única responsável pelo pecado original. Ela e Adão erraram e foram perdoados. Sua personalidade é independente e sua natureza não é inferior nem superior. Quanto à educação e instrução, o livro diz que a busca por conhecimento deve ser igual para homens e mulheres. A mulher não poderá crescer intelectualmente se estiver sob estado de submissão. Quanto à liberdade de expressão, sua opinião deve ser respeitada. Há relatos sobre mulheres dando opiniões e questionando Maomé, embora haja restrições quanto à condução da prece e à liderança do Estado.

Com referência à sexualidade, o casamento deve ser desfrutado igualmente pelo homem e pela mulher. O marido tem a obrigação de satisfazê-las sexualmente. Quanto à herança, o Corão diz que a mulher deve receber uma parte enquanto o homem recebe duas, dada a sua obrigação de prover a família financeiramente, dever que a mulher não tem. O livro não recomenda nem impõe a poligamia, mas tolera em casos específicos, quando há comum acordo e o marido pode cuidar de suas esposas de modo igualitário. A Bíblia, no Velho Testamento, também admite a poligamia.

Quanto ao uso do véu, segundo a antropóloga Lila Abu-Lughod, da Universidade de Colúmbia, ele pode ser visto também como defensor do lugar especial da mulher na sociedade islâmica: “A burca, assim como outras formas de cobertura, marca a separação simbólica entre as esferas masculinas e femininas. Ela delimita a associação da mulher com a família e a casa. Isso significa pertencer a uma vida moral na qual as famílias são supremas na organização das comunidades e a casa é associada à santidade da mulher.” Nem todos concordam, mas Lila explica que a vestimenta funciona, como em todas as sociedades, como símbolo de valores compartilhados responsáveis por um sentido de pertencimento.

 

“Acho que não vai haver retrocesso, mas, se houver, elas vão superar. Democracia é isso. Quem somos nós para dizer o que eles têm de fazer?”, questiona a brasileira Soraya Smaili. De fato, muitas mulheres árabes vêm dando mostras de uma consciência singular, até agora ignorada no Ocidente, apesar de sempre ter existido. Suas estratégias para subverter a ordem, em casa ou na rua, ecoam além das fronteiras culturais.

Um exemplo é o da jovem egípcia Aliaa Maghda El-Mahdy, que postou fotos na internet usando só um par de meias três-quartos e uma rosa vermelha no cabelo. A mesma rosa que simbolizava o recolhimento e o pudor de Marwa al-Qamash significa sensualidade e libertação nos cabelos negros de Aliaa. Para ela, basta a flor no cabelo.

As duas mensagens antagônicas, cheias de simbolismo, separadas por gerações e crenças, escancaram a verdade da diversidade e convidam a descartar a ideia de que as mulheres árabes só terão voz se o Ocidente as entender.

 Fonte: Revista Planeta

Agradecimento pelo grande número de visitas de leitores da Croácia e Marrocos

13/02/2012

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Fonte: Youtube

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