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Em protesto contra xenofobia, cariocas fazem “esfihaço”

13/08/2017

Cariocas fazem fila em ‘esfihaço’ para apoiar refugiado sírio agredido em Copacabana

Após divulgação de vídeo em que é hostilizado por outros ambulantes, Mohamed Ali recebe apoio dos brasileiros. Perto dali, no Arpoador, grupo protestou contra muçulmanos.

Cariocas fazem 'esfihaço' em apoio a sírio hostilizado ao vender comida

Cariocas fazem ‘esfihaço’ em apoio a sírio hostilizado ao vender comida

Vendedor sírio que foi hostilizado por ambulante recebe demonstração de carinho

Vendedor sírio que foi hostilizado por ambulante recebe demonstração de carinho

Uma longa fila se formou neste sábado (12) nas ruas de Copacabana em torno de um carrinho de salgados árabes. Ninguém duvida do sabor das esfihas e quibes, mas o motivo para tanta gente em torno do vendedor é outro: dar apoio ao refugiado sírio Mohamed Ali, que dias atrás foi vítima de hostilizado por outros ambulantes, na esquina da Rua Santa Clara com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana.

Entre uma foto e outra entrevista, Mohamed não sabia definir o que estava sentindo. Muitos cariocas foram à mesma esquina para prestar solidariedade.

Sírio Mohamed Ali virou atração: tirou fotos, apareceu em selfies e teve longa fila por suas esfihas (Foto: Matheus Rodrigues/G1)Sírio Mohamed Ali virou atração: tirou fotos, apareceu em selfies e teve longa fila por suas esfihas (Foto: Matheus Rodrigues/G1)

Sírio Mohamed Ali virou atração: tirou fotos, apareceu em selfies e teve longa fila por suas esfihas (Foto: Matheus Rodrigues/G1)

 

“Não sei dizer como eu me sinto agora. Eu estou muito feliz, muito mesmo. Sou a pessoa mais feliz do mundo hoje. Esse movimento mostra como os brasileiros recebem as pessoas. Eles sempre estão com amor, os brasileiros são muito amáveis”, disse.

 

Os insultos foram registrados por quem passava e a imagem, rapidamente, se espalhou pelas redes sociais (veja nas reportagens acima). Mohamed Ali foi agredido verbalmente depois de ter o carrinho empurrado pelos agressores. Algumas mercadorias caíram no chão.

O ambulante que aparece no vídeo com dois pedaços de madeira na mão fala para Mohamed voltar para o país dele, sair do Brasil, e o ofende.

“Sai do meu país! Eu sou brasileiro e estou vendo meu país ser invadido por esses homens-bomba miseráveis que mataram crianças, adolescentes. São miseráveis. Vamos expulsar ele!”, disse.

Mohamed não postou o vídeo e não foi à polícia. “Eu não quero problemas, só quero trabalhar. Eu não quero problema para ninguém”, disse Mohamed Ali.

Fila em 'esfihaço' de apoio a ambulante sírio (Foto: Matheus Rodrigues/G1)Fila em 'esfihaço' de apoio a ambulante sírio (Foto: Matheus Rodrigues/G1)

Fila em ‘esfihaço’ de apoio a ambulante sírio (Foto: Matheus Rodrigues/G1)

 

Solidariedade

 

Um empresário promoveu o “esfihaço” deste sábado e iniciou uma “vaquinha on line”  para conseguir um food truck para o amigo. Guilherme Benedictis resolveu promover o evento “Comer esfiha na barraca do Mohamed” em uma rede social. Até este sábado, o evento tinha confirmação de 11 mil pessoas e despertou o interesse de outras 33 mil.

Mohamed tem 33 anos, é filho de pai sírio e mãe egípcia, nasceu na Síria e foi criado no Egito, de onde saiu há três anos. Diz que no Brasil as pessoas respeitam a religião do outro, e ele pode viver “em paz”. Mesmo após a agressão, ele defende o país. “Eu amo o Brasil”.

O sírio é casado com uma brasileira e tem um filho. Fugiu da guerra no Oriente Médio e não quer mais conflitos por aqui. “Eu fui para a guerra lá, cheguei aqui e não quero guerra aqui.”

Na quinta-feira (10), Mohamed recebeu das mãos do prefeito Marcelo Crivella uma licença para trabalhar em Copacabana.

Cartazes de ataque contra muçulmanos foram levados por grupo vestido de preto ao Arpoador (Foto: Débora Garcia/Arquivo pessoal)Cartazes de ataque contra muçulmanos foram levados por grupo vestido de preto ao Arpoador (Foto: Débora Garcia/Arquivo pessoal)

Cartazes de ataque contra muçulmanos foram levados por grupo vestido de preto ao Arpoador (Foto: Débora Garcia/Arquivo pessoal)

 

Protesto contra muçulmanos

 

Enquanto o sírio era homenageado após sofrer ataques de xenofobia e intolerância religiosa, um grupo de cerca de 20 pessoas fez um protesto com ataques contra muçulmanos a poucos quilômetros dali, no Arpoador. Vestidos de preto e com cartazes com palavras como “muçulmanos: assassinos, sequestradores, estupradores”, eles caminhavam em silêncio.

A educadora Débora Garcia estranhou a movimentação e, ao ler os cartazes, resolveu fotografar.

“Minha primeira reação foi não entender o que estava acontecendo. Até porque as mensagens pareciam misturar alhos com bugalhos. Pareceu um movimento ‘cristão’ radical contra muçulmanos, fazendo algum tipo de analogia louca com assassinatos sequestros e estupros. Como se pra cometer esses crimes tivesse que ter alguma relação com algum credo em especial”, disse, em entrevista ao G1.

“Estranhei a quantidade de cartazaes e o uniforme preto. Primeiro, achei que era em defesa de migrantes, estrangeiros. Depois, que vi que eram totalmente contra praticamente um pedido para que saiam daqui”, contou.

Fonte: G1

 

Israel é proibido de construir novas colônias

24/12/2016

Com abstenção dos EUA, ONU exige que Israel pare de construir colônias

Integrantes de cada país-membro aplaudiram a resolução. Trump garantiu que ‘as coisas vão mudar’ depois que ele assumir o cargo em 20 de janeiro

Em decisão histórica, com abstenção dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança da ONU exigiu nesta sexta-feira que cheguem ao fim os assentamentos de Israel em território palestino. Washington não usou seu direito de veto para apoiar seu grande aliado no Oriente Médio e evitar sua condenação, provocando assim uma turbulência nunca antes vista na relação entre os dois países.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que tentou, sem sucesso, barrar uma condenação à política de assentamentos de Israel na ONU, garantiu que as coisas vão mudar quando ele assumir o cargo.

“Sobre a ONU, as coisas serão diferentes após 20 de janeiro”, disse o republicano, citando a data que em tomará posse, em mensagem divulgada pelo Twitter.


Estados Unidos se abstiveram de veto em Conselho da ONU e medida contra assentamentos de Israel passouEFE

Com a abstenção, a medida passou, com os votos a favor dos 14 membros restantes do Conselho. Os integrantes de cada país-membro aplaudiram a resolução.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, classificou nesta sexta como uma “forte bofetada” a resolução. “Esta é uma mensagem clara da comunidade internacional que, independentemente do que o governo de Israel faça, as colônias no território ocupado são ilegais”, afirmou Erekat.

“Explicações”

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, explicou nesta sexta-feira que o país se absteve de vetar a polêmica resolução que condena os assentamentos de Israel no território ocupado da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental porque o texto também critica a violência do lado palestino. ”Embora não estejamos de acordo com todos os aspectos desta resolução, ela condena corretamente a violência, a incitação e os assentamentos, e chama as duas partes a dar passos construtivos para reverter as tendências atuais e avançar rumo à solução de dois Estados”, disse Kerry em comunicado.

Um alto funcionário do Departamento de Estado, que pediu anonimato, disse que a abstenção ocorreu porque a resolução trata das colônias judaicas em território ocupado e também da violência cometida pelos palestinos na região. “Ela (a resolução) não é sobre os assentamentos. Também pede que os líderes palestinos condenem o terrorismo e a incitação à violência”, indicou o funcionário. Os EUA consideram que Israel não atendeu aos repetidos avisos de que os assentamentos aumentariam o isolamento israelense na comunidade internacional.

Além disso, critica a postura do primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, que não aceita dialogar sobre a política de colônias nas negociações. “Vivemos preocupados que os assentamentos estejam se expandindo e, nesse contexto, não podemos com a consciência tranquila vetar uma resolução que expressa exatamente isso”, completou. A resolução aprovada hoje na ONU é a primeira do Conselho de Segurança sobre o conflito desde 2009 e ocorre em um momento no qual o processo de paz está totalmente bloqueado.

 Fonte: O Dia

Pelo direito de a mulher muçulmana usar burkini na praia

23/08/2016

 

Criadora do ‘burkini’ diz que proibição em França impulsionou vendas

 

 

Aheda Zanetti, que desenhou o fato-de-banho islâmico, garante que polémica em França atraiu mais publicidade e fez crescer as vendas

As proibições de uso do ‘burkini’ em França impulsionaram as vendas e o interesse no fato-de-banho islâmico, particularmente por parte de mulheres que não são muçulmanas, afirmou hoje Aheda Zanetti, a estilista que desenhou o traje.

O ”burkini’ desencadeou uma enorme controvérsia em França, com vetos ao seu uso nas praias de 15 municípios.

Leve, de secagem rápida, composto por duas peças que cobrem o corpo e o cabelo, o ‘burkini’ foi proibido por vários autarcas franceses nas últimas semanas, após os ataques mortais ligados ao extremismo islâmico.

Contudo, para Aheda Zanetti, australiana-libanesa de 48 anos, que desenhou o fato há mais de uma década como uma forma de ajudar as mulheres e jovens a praticar desporto respeitando a sua fé muçulmana, afirmou que o ‘furor’ em França atraiu mais publicidade para os produtos que concebe.

“Tem sido tão alucinante”, disse à agência noticiosa francesa AFP.

“Posso dizer que no domingo recebemos 60 encomendas pela Internet – todas elas de não muçulmanas”, relatou a estilista, indicando que, regra geral, regista 10 a 12 encomendas aos domingos.

Zanetti não dispõe dos números relativos às vendas da semana passada, mas afirmou que também recebeu inúmeras mensagens de apoio desde o início da onda de proibições ao uso do ‘burkini’ em França.

A Austrália tem estado a braços com um crescente sentimento antimuçulmano depois de uma série de ataques levados a cabo por jovens radicalizados, mas o ‘burkini’ não desencadeou uma tão forte onda de críticas, já que é comum as pessoas cobrirem-se nas praias para proteger a pele do sol, sendo esse traje visto como algo que permite às mulheres participar na vida ao ar livre, parte da cultura nacional.

As divisões relativamente ao ‘burkini’ em França prosseguem e ainda, na passada sexta-feira, o autarca de Nice afirmou que também vai interditar o ‘burkini’ nas praias locais, em linha com outros municípios franceses que emitiram ordens a proibir o acesso à praia a quem não disponha de um traje “correto, que respeite os bons costumes, o princípio do laicismo e as regras de higiene”.

Já no Canadá, por exemplo, o primeiro-ministro, Justin Trudeau, descartou a ideia de um veto no país, afirmando que os canadianos devem estar acima da controvérsia, apelando ao respeito pelos direitos e escolhas individuais.

Em Cannes durante o fim de semana três mulheres tiveram de pagar 38 euros de multa por usar o traje de banho islâmico.

Começou por Cannes, seguiram-se Villeneuve-Loubet, Sisco na Córsega e ontem foi a vez de Nice se juntar à dezena e meia de cidades francesas que baniram o burkini. Numa carta ao primeiro-ministro Manuel Valls, o presidente da zona metropolitana Nice-Côte d”Azur, Christian Estrosi, explicou que as autoridades municipais se opõem “à dissimulação integral do rosto ou ao uso de um traje integral para ir praia”, uma vez que “não correspondem ao nosso ideal de relação social”.

Desde a aplicação da proibição em Cannes em finais de julho, a polícia já teve de intervir junto de 18 mulheres e só no último fim de semana três tiveram de pagar uma multa de 38 euros por estarem a usar um burkini. Várias optaram simplesmente por deixar a praia.

Entretanto, os tribunais encheram-se de queixas a exigir a suspensão da proibição, apresentadas por organizações de defesa dos direitos das mulheres e dos direitos dos muçulmanos. Na segunda-feira, o tribunal administrativo de Nice deverá pronunciar-se de novo sobre o assunto, depois de ter rejeitado um primeiro recurso a 13 de agosto. Caso mantenha a decisão, o caso será levado ao Conselho de Estado. Apesar de o uso do véu integral - burqa ou niqab - ser proibido em França em locais públicos desde 2010, neste caso, o burkini deixa o rosto da mulher a descoberto. Por isso os autarcas têm baseado a sua decisão de o proibir nos riscos que, na opinião deles, o seu uso representa para a segurança pública.

Em termos políticos, Manuel Valls já saiu em defesa dos presidentes de Câmara que proibiram o burkini que, diz, representa “um projeto de contra-sociedade baseado na submissão da mulher”. Neste assunto, a oposição de direita tem de concordar com ele, mas exige ao executivo socialista que tome mais medidas.

Um dos episódios mais violentos ligado ao uso do burkini teve lugar em Sisco, na Córsega, quando famílias locais se envolveram em confrontos com três famílias magrebinas, causando cinco feridos e danos materiais. Tudo começou quando uns turistas decidiram fotografar mulheres que tomavam banho de bikini na praia, os familiares reagiram mal, os locais envolveram-se e a polícia acabou por ter de intervir para acalmar os ânimos.

Fonte: Diário de Notícias

No Irã, pena de apedrejamento em caso de adultério deixa de ser usada, porém, as chibatadas seguem firmes e fortes

21/02/2016

Livre após condenação à morte, Sakineh vive sob lei do silêncio no Irã

Às vésperas da eleição, questão dos direitos humanos ainda preocupa e mobiliza ativistas no país e no exterior

Condenada. Acusada de adultério, Sakineh Mohammadi Ashtiani recebeu a sentença de morte por apedrejamento em 2010, mas foi lilbertada após uma forte campanha internacional - STRINGER/IRAN / REUTERS

Condenada à morte por apedrejamento, mas libertada depois de uma onda internacional de protestos contra a sua execução, a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani continua isolada e proibida de falar. Segundo Mina Ahadi, do Comitê Internacional contra a Pena de Morte, Sakineh e os seus dois filhos, Sajjad e Saeideh Ghaderzadeh, foram pressionados pelo governo iraniano a assinar um documento onde prometem “sigilo absoluto” e estão vetados de dar declarações, sobretudo, com ONGs e imprensa estrangeira. O caso chamou a atenção para violações aos direitos humanos no país, que terá eleições legislativas na próxima sexta-feira.

— Se Sakineh ou os filhos romperem o sigilo, serão condenados ao pagamento de multa equivalente € 200 mil, e ela corre o risco de voltar para a prisão — revelou Ahadi ao GLOBO.

 

Sakineh foi libertada no final de 2010. Para evitar que a decisão fosse interpretada como vitória das ONGs estrangeiras, o governo iraniano desmentiu a notícia, embora reportagem da própria TV iraniana mostrasse imagens da iraniana com os dois filhos na sua casa de Osku, perto de Tabris, onde esteve presa. A notícia da libertação só foi oficializada em abril de 2014.

Decepção com o Ocidente

Apesar da mordaça, o caso Sakineh é considerado por Mina “uma grande vitória dos direitos humanos”. Sem a campanha iniciada pela iraniana, ex-estudante de Medicina — que fugiu para a Europa depois que o seu primeiro marido foi assassinado pelo regime de Teerã —, Sakineh, que tem hoje 48 anos, teria sido executada em 2010.

Hoje, Sakineh vive com os dois filhos em um lugar desconhecido. Nem seu advogado, Javid Houtan Kian, tem conhecimento do seu paradeiro. Em carta à ONG alemã, ele pede que Sakineh não seja mais procurada:

— Não procurem contactar essa pobre mulher, para que ela não volte a correr risco!

Acusada de adultério e cumplicidade no assassinato do marido, Ebrahim Ghaderzadeh, Sakineh foi condenada em 2006 a 99 chibatadas e ao apedrejamento. Depois que o filho, Sajjad, e o advogado deram entrevistas à mídia estrangeira, os dois também foram presos, mas libertados meses depois. No ano passado, Sajjad ligou uma última vez para Mina agradecendo pela ajuda, mas pedindo para não ser mais contactado.

Para a ativista, o caso Sakineh entrou para a História do Irã porque teve como efeito o fim definitivo da pena de apedrejamento, o que é previsto pela lei islâmica como penalidade para o “delito do adultério”.

 

— Na verdade, a lei não foi abolida, mas, depois do caso Sakineh, nem o Conselho dos Guardiões nem o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, são mais favoráveis ao uso da penalidade porque temem a reação internacional — ressalta Mina Ahadi.

A ativista iraniana admite que sofreu uma grande derrota com a execução de Reyaneh Jabbari, em outubro de 2014, pouco antes de completar 27 anos. A ex-universitária, filha de uma diretora de teatro e de um intelectual iraniano, foi condenada à morte quando tinha 19 anos, acusada do assassinato de um médico.

O tio da jovem, Fariborz Jabbari, refugiado político que trabalha em Berlim como motorista de táxi, disse que Reyaneh foi vítima de um grande erro.

— O crime ocorreu em legítima defesa. Reyaneh matou o médico para se defender de uma tentativa de estupro. A família inteira ainda está traumatizada.

Reyaneh Jabbari não é um caso isolado. Segundo Mina Ahadi, mesmo durante a negociação do acordo nuclear, comemorado no mundo inteiro como um marco de progresso nas relações entre o Irã e o Ocidente, dezenas de pessoas foram executadas no país. Nada teria melhorado.

— Os iranianos ficaram decepcionados com o Ocidente, que ignorou por completo o tema dos direitos humanos no Irã — diz o escritor iraniano Abbas Moroufi, que já foi preso e torturado por ser dissidente do regime.

Moroufi foi para a Alemanha no final dos anos 1990 com a ajuda do colega escritor, o alemão Günter Grass, Prêmio Nobel de Literatura de 1999, falecido recentemente.

O clima de depressão é maior porque os iranianos associavam o acordo nuclear com o Ocidente à esperança de uma evolução no país, em termos de direitos humanos e econômicos.

No dia 26, o Irã terá eleições legislativas. Apesar do voto, só pode concorrer quem for aprovado pelo Conselho de Guardiões, que excluiu milhares de candidatos — entre eles, o religioso Hassan Khomeini, próximo aos reformistas e neto do aiatolá Khomeini, fundador da República Islâmica. A dias do pleito, as principais cidades do país são palco quase diário de manifestações de protesto contra o aumento do custo de vida ou por melhores salários. Quase todos os dias, as fábricas param com greve dos trabalhadores.

— A decepção é grande. Nada mudou com o presidente Hassan Rohani, que, antes de ser eleito, era visto como uma esperança de melhora. Nem com o acordo nuclear — afirma a ativista iraniana.

Mais colorido nos véus

Também as mulheres começaram a protestar, embora o regime dos aiatolás ainda não precise temer uma “revolução feminista”. A grande conquista foi um pouco de colorido no véu. Pela primeira vez desde a revolução do final dos anos 1970, os estilistas podem criar modelos diferentes de lenços — alguns deixam até parte do cabelo descoberto. Embora seu uso continue obrigatório, o acessório não precisa mais ser na cor preta.

— As mulheres jovens estão sempre tentando vencer em sua disputa com a polícia religiosa. Usar uma minissaia, como no Ocidente, seria impensável, mas os lenços coloridos não deixam de ser uma conquista — diz Mina Ahadi, que é ateísta e preside também o Conselho Central dos Ex-Muçulmanos na Alemanha.

Fonte: O Globo

Jovens são condenados a 99 chibatadas por festa no Irã

27 de maio de 2016

Ver as imagens
(Arquivo) Mulher chega a um colégio eleitoral iraniano para votar

Trinta jovens, de ambos os sexos, que realizavam uma festa em uma casa no norte do Irã, foram condenados a 99 chibatadas cada um, pena que foi aplicada imediatamente, para servir de exemplo.

“Mais de 30 meninas e meninos que não se conheciam e que estavam dançando sob o pretexto de uma festa de entrega de diplomas foram presos e punidos”, declarou na quinta-feira Esmail Sadeghi Niyaraki, delegado do governo na cidade de Qazvin, à agência de notícias da autoridade judiciária Mizaonline.

Disse que a festa ocorreu perto de Qazvin, no jardim de uma casa, sem informar a data.

Após as prisões, um tribunal se reuniu de urgência e condenou cada um dos jovens a receber 99 chibatadas que “foram dadas no mesmo dia” por membros da polícia da moral, acrescentou.

“A prisão destes jovens, seminus, que consumiam álcool e se comportavam de maneira indecente, prejudica a opinião pública”, afirmou o delegado do governo.

Comemorou que, “graças a Deus, em menos de 24 horas os interrogatórios, a investigação, o processo, o veredicto e sua aplicação, tenham terminado”.

Segundo ele, trata-se “de uma lição para aqueles que tentam violar as regras” da República Islâmica, na qual homens e mulheres são proibidos de dançar juntos, sobretudo se estas últimas não utilizarem o véu islâmico, e de consumirem álcool.

Desde a Revolução Islâmica de 1979, o véu islâmico é obrigatório no Irã para todas as mulheres.

 Fonte: Yahoo

No Líbano, campanha publicitária choca por chamar a atenção para o casamento de meninas com homens bem mais velhos

17/02/2016

Campanha testa reações a ‘casamento’ de homem e menina de 12 anos

Atores fingiram ser um casal para testar reações (Foto: Reprodução/Youtube/KAFA)

Um vídeo registrou a indignação de pessoas que acreditavam presenciar o ensaio fotográfico do ‘casamento‘ de um homem de meia-idade com uma menina de 12 anos.

Nas imagens, os atores fingem ser um casal e andam pelas ruas do Líbano enquanto são fotografados. A caminhada é seguida pelos olhares das pessoas que, consternadas, observam a criança vestida de noiva abraçada ao homem.

Criado pela organização não governamental KAFA (“Chega”, em tradução do árabe), que luta contra a violência e exploração que atinge as mulheres, o experimento social teve repercussão internacional e chamou atenção para uma situação recorrente em muitos países.

Maya Ammar, porta-voz da entidade, declarou que a intenção da campanha é deixar as pessoas chocadas e, assim, mostrar a dimensão do problema. “O vídeo deveria parecer chocante porque a própria prática é chocante”, afirma ela.

Pessoas indignadas se aproximaram para entender o que acontecia (Foto: Reprodução/Youtube/KAFA)

No YouTube, o vídeo teve mais de 1,8 milhão de visualizações e muitos comentários de apoio à campanha contra o casamento forçado de crianças com adultos.  ”Leis arcaicas não deve governar, e nós, como cidadãos, devem fazer todo o possível para erradicá-las”, escreve um internauta.

Quase 15 milhões de meninas (muitas que nem atingiram a adolescência ainda) são forçadas a casar com homens mais velhos. Para a United Nations Population Fund, se casos como esses continuarem a acontecer, até 2050 mais de 1,2 bilhão de garotas terão sido vítimas dessa realidade.

Após a repercussão do vídeo, o governo do Líbano está trabalhando uma lei para tornar ilegal esse tipo de união.

Fonte: Youtube

IRÃ segue com sua política de desvalorização da mulher

16/03/2015

Anistia denuncia leis que reduzem mulheres iranianas a ‘máquinas de procriar- Dois projetos de lei para estimular a natalidade no Irã correm o risco de reduzir as mulheres a ‘máquinas de procriar’

Dois projetos de lei para estimular a natalidade no Irã correm o risco de reduzir as mulheres a “máquinas de procriar”, denunciou nesta quarta-feira a Anistia Internacional (AI).

O projeto de lei sobre a população e a exaltação da família, que será examinado pelo Parlamento, tornará mais difícil o acesso ao emprego para as mulheres que não podem ou não querem ter filhos, destaca um relatório da AI.

O texto prevê a obrigação para algumas empresas de priorizar a contratação, para alguns postos chave, dos pais de família, seguidos por homens casados sem filhos e apenas depois as mães de família.

Também complicaria os procedimentos de divórcio e limitaria a ação da polícia e da justiça nos conflitos familiares, com o risco de aumentar a violência doméstica.

Outro texto, com o objetivo de “impedir a queda da população”, pretende proibir a esterilização e bloquear o acesso à informação e aos métodos contraceptivos.

O guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, pediu no ano passado medidas para aumentar a taxa de natalidade e dobrar a população, atualmente de 77 milhões, nos próximos 50 anos.

No Irã, as estudantes são maioria nas universidades, mas apenas 10% da população ativa feminina trabalha, segundo as estatísticas oficiais.

Hasiba Hadj Sahraui, diretora adjunta da AI para o Oriente Médio e a África do Norte, pediu a retirada dos projetos de lei e a alocação de recursos para “garantir um planejamento familiar de qualidade”.

Fonte: Anistia

Para nós, ocidentais, podem parecer estranhos os costumes do Islã

06/03/2015

Estilista usa espécie de ‘burca’ em SP e chama a atenção: ‘Todo mundo olha’

Brasileira viveu experiência de se cobrir por uma semana para projeto.
Ela ouviu cantada e menções a explosão, chibatadas e Estado Islâmico.

Durante uma semana, a estilista Cristiana Ventura, de 30 anos, chamou a atenção por onde passava – mas não pelo cabelo loiro platinado ou pelas roupas e acessórios chamativos que costuma usar. Nos últimos sete dias, ela andou por São Paulo toda coberta por uma roupa que lembra um traje usado por muçulmanas e só deixa à mostra os pés e os olhos.

A experiência é parte do projeto de um amigo dela, o fotógrafo Richard Hodara, chamado “Euxperimento”. “Quis criar algo que faça as pessoas pararem para pensar no dia a dia, que mostrasse os preconceitos e lide com temas polêmicos”, diz ele. No primeiro “desafio”, um amigo de Richard saiu pela cidade vestido inteiramente de cor-de-rosa. No segundo, uma jovem passou dez dias ajudando as pessoas.

Cristiana Ventura usou uma espécie de burca por uma semana para um projeto (Foto: Richard Hodara/Vision Lights)Cristiana Ventura usou uma espécie de burca por uma semana para um projeto (Foto: Richard Hodara/Vision Lights)

Cristiana resolveu sentir na pele o que é andar coberta de preto por São Paulo. “Queria algo que mexesse comigo e com relação com as outras pessoas, me colocar no lugar do outro e fazer tudo o que faço normalmente, mas com essa ‘carcaça’”, explica ela.

A “burca” improvisada foi encomendada a uma costureira, já que eles não encontraram nada pronto. Diferentemente da burca verdadeira, traje tadicional das tribos pashtuns no Afeganistão, que tampa inclusive os olhos por meio de uma rede, a vestimenta de Cristiana deixa parte do rosto descoberta — algo semelhante ao traje conhecido como niqab.

‘Vai explodir!’

Frase Cristiana Ventura (Foto: Richard Hodara/Vision Lights)

A experiência durou do dia 26 até esta quinta-feira (5). Cristiana, que é professora e dona de uma marca de roupas, seguiu sua rotina normal: deu aulas, jogou tênis, foi ao curso de desenho, dirigiu, andou de metrô e saiu com os amigos, sempre com a roupa preta e o véu. A experiência foi relatada no Facebook e no Instagram do projeto.

A reação das pessoas nos lugares públicos não foi nada discreta. “Todo mundo olha. É bem desconfortável”, conta. “Vai explodir!”, gritou um rapaz em uma estação de metrô. Uma senhora a chamou de “biscate” e disse que ela iria levar “umas chibatadas”. Uma moradora de rua desejou “Namastê” (cumprimento comumente usado na Índia) e um homem  surpreendeu-a com uma cantada: “Você é maravilhosa”, disse.

Uma volta no centro da cidade ao lado de Cristiana comprova o que ela diz. (Veja o vídeo no topo da página.) Os passantes viram o pescoço, comentam entre si e, em alguns casos, falam diretamente com ela, como um rapaz que disse “Essa é assassina” e outro que gritou “Olha o Estado Islâmico!”.

Calor

Cristiana no metrô de São Paulo (Foto: Richard Hodara/Vision Lights)Cristiana no metrô de São Paulo (Foto: Richard Hodara/Vision Lights)

Tanta atenção “suga a energia”, diz Cristiana. “Nos dois primeiros dias cheguei em casa muito cansada. Nos dias seguintes não conseguia acordar, enrolava para sair de casa porque sabia que ia ficar todo mundo olhando”, lembra.

O calor é outro problema. No início, ela colocava a vestimenta por cima das roupas, como fazem as muçulmanas. “Eu ficava encharcada. Aí comecei a usar como um vestido”, conta.

Outra questão à qual ela teve que se acostumar foi ao visual monotemático. “No primeiro dia, pensei: ‘Que bom, não vou precisar escolher o look’. No segundo dia eu já estava pirando”, diz. Depois de algum tempo Cristiana tirou do armário uma bolsa de marca e vários anéis para usar como acessórios. “Aí entendi por que as muçulmanas costumam usar anéis imensos de brilhantes, salto, bolsa de marca. É o que você tem para se diferenciar”, afirma.

Frase Cristiana Ventura (Foto: Richard Hodara/Vision Lights)

A estilista, que é de família católica, hoje se define como “espiritualista”, mas não segue nenhuma religião. Ela ficou com receio da reação dos muçulmanos ao seu projeto, mas diz que não teve nenhum problema. “Tenho vários amigos muçulmanos e eles estão curtindo. Conheci uma africana muçulmana na rua e ela também adorou. Ela me contou a história dela, disse que sofre muito preconceito”, conta.

O fim da experiência coincidiu com uma viagem de férias de Cristiana para o Rio de Janeiro. “Aí vou terminar o projeto. Não dá para sair de ‘burca’ no calor do Rio, aí já seria demais”, disse, rindo.

Fonte: G1

Israel e Palestinos em confronto na Faixa de Gaza

20/07/2014

 

 

O exército de Israel anunciou um cessar-fogo de 7 horas nos ataques na maior parte da Faixa de Gaza, em 4/8/14

O objetivo da trégua, é facilitar a entrada de ajuda humanitária e deixar que palestinos retornem às suas casas. A ação não vale para a região de Rafah, no sul de Gaza, onde o exército israelense vai continuar operando.

O chefe de operações militares israelenses na Cisjordânia ocupada e em Gaza, general Yoav Mordechai, alertou em um comunicado que “se a trégua for violada, o Exército responderá com disparos contra a origem dos ataques palestinos”.

Ataque a escola no domingo
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse,em 3/8/14, que o novo ataque a uma escola das Nações Unidas em Gaza, no qual 10 pessoas morreram, é um “ultraje moral e um ato criminos” e exigiu que os responsáveis pela “grave violação do direito internacional humanitário” sejam responsabilizados.

O exército israelense admitiu ter disparado contra alvos perto da escola da ONU em Rafah: “O exército israelense disparou contra três terroristas da Jihad Islâmica que estavam em uma moto perto da escola da ONU em Rafah. As forças de defesa de Israel examinam as consequências (do disparo)”, afirma o comunicado.

A escola da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) servia de abrigo para mais de 3 mil palestinos que deixaram suas casas durante os combates com Israel.

Também apelou às partes para que “cessem imediatamente a luta e voltem ao caminho da paz”.

Chris Gunness, porta-voz da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNWRA), afirmou que a escola abrigava milhares de deslocados palestinos internos pela operação de Israel na Faixa de Gaza que pretende destruir as infraestruturas do Hamas.

“Segundo as primeiras informações, há vários mortos e feridos na escola da UNWRA em Rafah após o bombardeio”, escreveu Gunness em sua conta do Twitter.

“Esta loucura deve parar”, enfatizou o secretário-geral em um comunicado lido por seu porta-voz, no qual pede a Israel e ao Hamas que terminem com os combates e negociem um acordo de paz no Cairo.

“As forças de defesa de Israel são repetidamente informadas sobre a localização destes lugares”, disse, sem atribuir explicitamente a responsabilidade do ataque em Rafah a um lado ou outro.

“Os refúgios devem ser áreas seguras e não zonas de combate”, afirmou.

Ban se declarou “muito afetado pelo dramático aumento da violência (em Gaza) e com a morte de centenas de civis palestinos”. O secretário-geral da ONU voltou a pedir a restauração do cessar-fogo e a retomada das negociações no Cairo “para abordar as questões profundas” que causaram o conflito.

Esta é a terceira vez em 10 dias que as bombas atingem uma escola da ONU, quatro dias depois de um bombardeio do exército israelense contra um colégio na cidade de Jabaliya que matou 16 pessoas, a maioria crianças, em um ataque condenado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

A cidade de Rafah, próxima da fronteira com o Egito, é cenário de bombardeios desde sexta-feira, quando a morte de três soldados israelenses encerrou uma breve trégua que havia sido aceita tanto por Israel como pelo movimento islamita palestino Hamas.

Os ataques anteriores contra escolas das Nações Unidas provocaram uma onda de indignação internacional.

Este é o 27º dia do recente conflito entre Israel e o Hamas, que governa a Faixa de Gaza. A ofensiva, destinada a impedir o lançamento de foguetes a partir de Gaza e destruir os túneis construídos por combatentes palestinos para possibilitar a entrada no território de Israel, também provocou a morte de 64 soldados israelenses e de três civis.

Do lado palestino, a operação matou mais de 1.850 pessoas, em sua maioria civis.

A escalada de violência que começou em junho entre Israel e palestinos é o terceiro conflito do tipo desde a tomada da Faixa de Gaza pelo grupo islâmico Hamas, em 2007.

As raízes do confronto são antigas. Ao longo dos anos, ambos os lados foram ampliando as demandas para uma paz definitiva. Entenda as exigências históricas e os argumentos de cada lado do confronto:

MOTIVOS DE ISRAEL
– O país afirma categoricamente que o Hamas é o responsável pelo sequestro e assassinato dos três adolescentes israelenses em 12 de junho.

- O Hamas não só atira foguetes de Gaza para o lado israelense, como também aumentou seu arsenal, que agora pode atingir o centro de Israel como nunca antes. Israel considera que não pode ficar parado em relação à situação.

- Israel alega que o Hamas esconde militantes e armas em locais residenciais em Gaza, por isso é necessário atacá-los, mesmo que isso signifique que civis estejam entre as vítimas.

- Para Israel, o Hamas é um grupo terrorista que não reconhece a existência do Estado de Israel e não aceita se desarmar.

MOTIVOS DOS PALESTINOS
– Um adolescente palestino foi sequestrado e morto em Jerusalém. A autópsia indicou que ele foi queimado vivo. Israel prendeu seis judeus extremistas pelo assassinato do garoto palestino, e três dos detidos confessaram o crime.

- A maioria dos palestinos considera o controle israelense sobre a Faixa de Gaza abusivo e a situação humanitária insustentável. Os moradores dependem de Israel para ter eletricidade, água, meios de comunicação e até moeda.

- Nos confrontos entre Israel e o Hamas, a força de ação do exército israelense é desproporcionalmente maior. Em todos os confrontos até agora, o número de mortes do lado palestino foi muito maior.

- Israel deteve centenas de militantes do Hamas em sua grande busca na Cisjordânia pelos três israelenses sumidos no mês passado.

mapa gaza 19/11 (Foto: 1)

Veja abaixo perguntas e respostas sobre o conflito atual no Oriente Médio:

Como começou o confronto?
A mais recente escalada de violência começou com o desaparecimento de três adolescentes israelenses na Cisjordânia. Israel acusou o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, do sequestro. O grupo islamita não confirmou nem negou envolvimento. Israel deslocou soldados para a área da Cisjordânia e dezenas de membros do Hamas foram detidos. Foguetes foram disparados da Faixa de Gaza contra Israel.

Os corpos dos três jovens foram encontrados em 30 de junho, com marcas de tiros. A tensão aumentou, com Israel respondendo aos disparos feitos por Gaza. No dia seguinte, um adolescente palestino foi sequestrado e morto em Jerusalém Oriental. A autópsia indicou que ele foi queimado vivo.

Israel prendeu seis judeus extremistas pelo assassinato do garoto palestino, e três dos detidos confessaram o crime. Isso reforçou as suspeitas de que a morte teve motivação política e gerou uma onda de revolta e protestos em Gaza.

No dia 8 de julho, após um intenso bombardeio com foguetes contra o sul de Israel por parte de ativistas palestinos, a aviação israelense iniciou dezenas de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza. Os militantes de Gaza responderam aos ataques, disparando foguetes contra Tel Aviv. Após os bombardeios, Israel decidiu atacar Gaza por terra.

Por que Israel ataca a Faixa de Gaza com foguetes?
O ponto de vista israelense é de que o Hamas cresceu acostumado a lançar foguetes e nenhum país pode tolerar isso. Não fazer nada não é uma opção e atacar fortemente o grupo é a maneira que o governo enxerga de conseguir garantir sua paz. O Estado justifica a morte de civis nos bombardeios como fatalidades e culpa o Hamas por esconder militantes e armas em locais civis.

Como informa agência Associated Press, Israel afirma se esforçar para minimizar os “efeitos colaterais” ao emitir sinais de alerta para moradores e antecipar ataques grandes com bombas pequenas. Além disso, os israelenses veem o Hamas como um inimigo mortal que não pode ser tolerado e, devido a suas bases radicais islâmicas, há pouca chance de diálogo.
Como o Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza?
A Faixa de Gaza foi tomada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e entregue aos palestinos em 2005 – embora boa parte das fronteiras e territórios aéreos e marítimos ainda sejam controlados pelos israelenses. Em 2007, o grupo Hamas – considerado terrorista por Israel – venceu as eleições parlamentares palestinas, fato não reconhecido pelo opositor Fatah. O racha na administração fez com que o Hamas controlasse a Faixa de Gaza e o Fatah ficasse a cargo da Cisjordânia. Desde então, Israel e o Hamas não dialogam.

Como convivem os habitantes da Faixa de Gaza com a situação?
Para os palestinos, a situação em Gaza é insustentável. Desde a tomada do poder pelo Hamas, Israel impede a passagem por terra no norte e leste, e pelo mar a oeste, bloqueando também as viagens aéreas. O Egito completa o cerco com um controle pesado das fronteiras com a Faixa de Gaza no sul. A região de 1,7 milhões de pessoas está lotada de favelas em um território de menos de 35 km de extensão e com poucos quilômetros de largura.

Para muitos palestinos, até mesmo os que não apoiam o Hamas, os meios não convencionais como foguetes contra os que eles enxergam como causadores de seus tormentos é uma resposta considerada aceitável. Com o fracasso dos últimos 20 anos de negociações de paz para conseguir formar um Estado independente palestino, alguns temem que a ocupação da Cisjordânia pode ser permanente e o que se tem é um cenário de desânimo e desespero.

Os israelenses apoiam os ataques a Gaza?
Há muita divisão em Israel, e é difícil falar em um “ponto de vista israelense” – mas isso não se aplica ao Hamas e a seus foguetes. Essa é uma oportunidade única para o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Muitos israelenses se opõem às suas políticas em relação aos palestinos em geral, e alguns realmente abominam seu apoio a novos assentamentos judaicos na Cisjordânia. Mas a vasta maioria dos israelenses não confia e se opõe ao Hamas – autores de vários ataques suicidas contra civis e detratores dos esforços de paz feitos pelos palestinos moderados. Para Netanyahu, cada derrota do Hamas é uma chance de popularidade.

O Mundo Árabe apoia o Hamas?
Políticos árabes condenam frequentemente Israel, mas poucos genuinamente morrem de amores pelo Hamas. O grupo palestino é parte de uma vertente política do Islã que, com as Revoltas Árabes, está sendo combatida em toda a região, primeiro no Egito (com a saída da Irmandade Muçulmana), mas também em países do Golfo. Até seu aliado Irã deixou de apoiá-lo e seus recursos estão se esgotando – enquanto vários países do Ocidente os consideram um grupo terrorista.

A Autoridade Palestina recentemente propôs um governo conjunto com o Hamas, mas a animosidade com o grupo secular Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, foi mais profunda. O Hamas não aceita as condições propostas pela comunidade internacional para ser um ator global legítimo: reconhecer Israel, aceitar os acordos anteriores e renunciar à violência.

Os ataques israelenses são desproporcionais?
Na batalha pela opinião pública, Israel pode ser uma vítima de seu próprio sucesso na prevenção de fatalidades internas. Seu potente sistema de defesa “Cúpula de Ferro” abateu inúmeros foguetes do Hamas, reduzindo a pouquíssimas as vítimas israelenses durante os três últimos conflitos contra o grupo islâmico. Já o ataque do Estado judeu é intenso e deixa centenas de vítimas – muitas delas civis – do lado palestino, o que pesa negativamente na opinião pública interna e internacional.

Muitos acreditam que o Hamas pouco se esforça em não provocar Israel. A opinião pública importaria menos na Faixa – que não é verdadeiramente uma democracia – do que em Israel e é pouco provável um cenário em que o Hamas seja derrubado pela população no momento.

Saiba como é a vida na Faixa de Gaza

Região é uma das áreas mais densamente povoadas do mundo.
Com praia e vasta área de favela, 70% de Gaza depende de ajuda externa.

mapa a vida em gaza (Foto: Arte/G1)

Uma das regiões mais densamente povoadas do mundo, com 1,7 milhões de pessoas vivendo em um território de 360km² — um pouco menor que a Ilha de Santa Catarina –, a Faixa de Gaza é palco de mais uma guerra com Israel. Desde 8 de julho, uma ofensiva israelense, que objetiva fechar túneis ilegais e impedir que o grupo islâmico Hamas lance foguetes, matou mais de mil pessoas – a maioria do lado palestino.

Tomada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e entregue aos palestinos em 2005, a região vive há sete anos sob bloqueio de bens e serviços imposto por seus vizinhos de fronteira. O cerco começou após a vitória do Hamas nas eleições palestinas de 2007 e tenta impedir que o movimento se arme e ameace a existência do Estado de Israel.

Desde a tomada do poder pelo Hamas, Israel controla a passagem por terra no norte e leste, e pelo mar a oeste, bloqueando também as viagens aéreas. O Egito completa o cerco com um controle pesado das fronteiras com a Faixa de Gaza no sul.

Saiba como é a vida na pequena e turbulenta Faixa de Gaza:

Moradia

Cidade de Gaza, no norte da Faixa de Gaza, em 28 de julho de 2014 (Foto: Adel Hana/AP)

Devido ao bloqueio israelense, o setor de construção sofre para se manter em Gaza. Segundo a organização internacional Human Rights Watch, Israel liberou em 2013 menos da metade da quantidade de bens que entraram em Gaza em 2006, época pré-bloqueio. Segundo a ONU, mais de 12 mil pessoas estavam desabrigadas em 2013 devido à impossibilidade de reconstruir suas casas.

Em junho de 2010, Israel relaxou parcialmente o cerco em resposta à pressão internacional, permitindo a entrada de mais bens, mas continuou a banir cimento e ferro – ambos usados para reconstruir casas após a ofensiva de 2008/2009. Israel argumenta que tais materiais, exceto para projetos financiados por ajuda internacional, podem ser usados para a construção de bunkers e armas.
Trânsito e fronteiras

Ajuda médica é levada para Gaza pela passagem de Rafah, no Sinai, no dia 25 de julho (Foto: AFP)

Israel controla o registro das pessoas que vivem em Gaza e proíbe o livre trânsito, incluindo viagens à Cisjordânia, exceto em alguns casos específicos. Segundo a ONU, menos de 200 pessoas foram autorizadas por dia a sair de Gaza via Israel na primeira metade de 2013 – comparado com 26 mil no início de 2000, antes da Segunda Intifada.
Saúde

acientes de hospital da Cidade de Gaza, em setembro de 2013 (Foto: Mahmud Hams/AFP)

O sistema de saúde de Gaza sofre com o bloqueio, mas também com a falta de cooperação entre a Autoridade Palestina e o Hamas. A média de espera para algum tipo de cirurgia no maior hospital de Gaza, o Al-Shifa, é de mais de um ano, segundo a Organização Mundial da Saúde. Na metade de 2013, 180 pacientes de 1.165 que pediram para viajar por razões médicas perderam suas consultas por não terem recebido resposta a tempo das autoridades israelenses.

Mais da metade das casas estão em situação de risco alimentar. Mais de 80% dos moradores de Gaza dependem de ajuda humanitária. Só um quarto das casas recebem água diariamente. Quase toda a água dos aquíferos da região não é apropriada para beber, segundo a ONU – e os aquíferos são as únicas fontes naturais de água de Gaza.

Economia

A úncia central elétrica da Cidade de Gaza, que fechou em março deste ano por falta de combustível vindo de Israel (Foto: Mohammed Abed/AFP)

Um terço das pessoas de Gaza está desempregada, segundo o Banco Mundial. Um quarto dos palestinos vive na pobreza – sendo que as taxas de Gaza são duas vezes mais altas do que as da Cisjordânia. Israel é o principal fornecedor de energia para Gaza, que também compra do Egito e usa uma pequena produção própria em uma usina. O volume das exportações caiu 97% desde o início do bloqueio, de acordo com a organização internacional Oxafam.

Desde então, túneis entre Gaza e o Egito se tornaram meios importantes de transporte de bens na região, incluindo materiais de construção, gasolina e comida. Mas o Egito fechou mais de 1.200 túneis em 2013, temendo que eles estivessem sendo usados para abastecer militarmente combatentes na península do Sinai, e a atual ofensiva de Israel busca destruir os que restam.

Educação e cultura

Palestinas mostram mãos pintadas com hena na Cidade de Gaza, em março de 2014 (Foto: Mohammed Abed/AFP)

Segundo dados do governo palestino, Gaza tem 694 escolas. A taxa de alfabetização é de 96,4% (maior que a do Brasil). Ainda segundo dados do governo, até 2011 a região tinha uma emissora de TV, quatro museus, 822 mesquitas (99% dos habitantes são muçulmanos), 14 rádios e 66 centros culturais.

Fonte:G1

O ISLAMISMO NÃO PREGA A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER MUÇULMANA: vamos combater esse crime praticado pelos homens

30/06/2014

afeganistão

mulher muçulmana

 

 

Fonte: Youtube

 

A webcelebridade paquistanesa Qandeel Baloch foi morta por um irmão no que a polícia da província do Punjab descreveu como um “crime de honra”.

Aos 26 anos, ela causava controvérsia por postar imagens ousadas nas mídias socias e por comentários abertos sobre sexualidade em uma sociedade amplamente conservadora e religiosa.

Segundo a polícia, ela foi estrangulada.

Casos de mulheres mortas por “desonrar” suas famílias são comuns na patriarcal sociedade paquistanesa.

Baloch ganhou fãs e inimigos justamente por desafiar convenções sociais: suas selfies rendiam tanto admiração quanto reprovação no país muçulmano. Foi justamente por receber ameaças de morte que Baloch tinha ido morar no Punjab.

Em entrevista ao jornal The Express Tribun, os pais de Baloch disseram que ela foi morta após uma discussão com o irmão, na noite de sexta-feira, mas que seu corpo só foi descoberto na manhã de sábado. O jornal disse que os pais foram detidos.

A webcelebridade era criticada por conservadores A postagem dessa imagem ao lado de um clérigo rendeu uma suspensão para o líder religioso Baloch criticava o machismo na sociedade paquistanesa

Ainda segundo o jornal, citando fontes ligadas à família, os irmãos queriam que ela mudasse de comportamento e que Wasim, o irmão acusado de matá-la, teria feito ameaças depois de ver fotos sensuais dela nas redes sociais.

Wasim está foragido, disse a polícia.

Protestos

A morte de Baloch foi duramente criticada pela diretora de cinema Sharmeen Obaid-Chinoy, que este ano ganhou o Oscar de Melhor Documentário de Curta Duração com um filme sobre “crimes de honra” no Paquistão.

“Nenhuma mulher estará a salvo no país até que mandemos para a cadeia homens que matem mulheres; que mostremos aos agressores que eles passarão a vida atrás das grades”, disse Obaid-Chinoy à agência de notícias AFP.

Em suas entrevistas. Baloch criticara o machismo na sociedade paquistanesa e se descrevera como uma expoente do empoderamento feminino no país.

Centenas de mulheres são mortas todos os anos no Paquistão em “crimes de honra”.

  • Baloch desafiava os costumes femininos do Paquistão
  • A webcelebridade era criticada por conservadores
  • A postagem dessa imagem ao lado de um clérigo rendeu uma suspensão para o líder religioso
  • Baloch criticava o machismo na sociedade paquistanesa
Fonte: MSN

Começou o Ramadã

14/07/2013
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Fonte: Youtube

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Com agradecimento à Fada San. Visite www.anjodeluz.net

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