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Desempregados

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Etiqueta no trabalho

10/08/2017

9 dicas de como se comportar no ambiente de trabalho

Pessoas que não têm uma boa habilidade para criar relacionamentos, ou seja, etiqueta no convívio, acabam tendo menores chances de sucesso

9 dicas de como se comportar no ambiente de trabalho

 

Écomum as pessoas tratarem desprezo o tema etiqueta empresarial, não tendo a real noção da importância que os profissionais de uma empresa possuam esse tipo de etiqueta. Assim, o impacto da implantação desse tipo de ação é fundamental para a manutenção e o crescimento de uma empresa.

Contudo, é ele que, muitas vezes, explica porque pessoas altamente profissionais e competentes no que fazem acabam sendo demitidas de suas empresas e outras – nem tão competentes assim – permanecem, atingindo promoções e melhores oportunidades de carreira. Logo, podemos concluir que competência técnica não é tudo e que aquelas pessoas que não têm uma boa habilidade para criar relacionamentos, ou seja, etiqueta no convívio, acabam tendo menores chances de sucesso.

Etiqueta Empresarial é um conjunto de cerimônias usadas no trato entre pessoas e empresas, regidas pela boa educação, bom comportamento, convenções sociais, ética profissional e prescrições oficiais. Veja algumas dicas do consultor em recursos humanos e diretor executivo da BAZZ Estratégia e Operação de RH, Celso Bazzola:

1. A vestimenta diz muito para as outras pessoas assim é recomendável roupas discretas, sem modismos. Decotes e cores berrantes, dentre outros erros devem ser evitados, sob pena de perder com a seriedade. Tome cuidados com higiene pessoal.

2. O ditado a primeira impressão é a que fica deve ser levado a sério, assim, sempre seja cordial e prestativo já em um primeiro contato, saiba ouvir e falar na hora certa e tenha sempre cartões profissionais disponíveis. Ao entrar em um local peça licença, busque cumprimentar todas as pessoas que estiverem no local, mas só estenda a mão se o interlocutor o fizer primeiro, e só se sente se for convidado por ele.

3. Se comunique corretamente com as pessoas, busque olhar nos olhos, demonstre atenção no que estão falando, não se distraia durante a conversa e busque estabelecer um diálogo.

4. Mantenha uma postura correta, não cruze os braços, evite se sentar de qualquer jeito, jogando o corpo na cadeira, como também não se sente na beirada da cadeira. É importante uma boa acomodação, porém ereto e de forma adequada.

5. Seja organizado e demonstre isso. Planeje adequadamente seu tempo e sua mesa, mantenha os papéis e arquivos de computador nos devidos lugares, onde não só você, mas qualquer membro da empresa consiga localizar quando necessário.

6. Respeite os colegas e o espaço de trabalho. Não precisa ficar mudo durante o expediente, mas evite ao máximo assuntos que exponham o seu lado pessoal ou o de alguma outra pessoa. Fofocas nunca combinaram com o ambiente profissional. Além disso, adeque a altura da sua voz ao ambiente.

7. Cuidado com a utilização de celulares no trabalho, evite ligações pessoais e caso estas ocorram, busque ir para um local privado. Não fale demasiadamente alto e muito menos utilize termos de baixo calão. Também é necessário cuidado com outras ferramentas tecnológicas.

8. Bom humor é uma necessidade nas empresas. Quando estiver tendo um dia difícil, reflita se alguém do trabalho tem a obrigação de compartilhar as dificuldades com você. Contudo, cuidado com as brincadeiras. Um ambiente de trabalho descontraído é positivo desde que sejam feitas apenas brincadeiras saudáveis, que promovam um ambiente alegre e equilibrado.

9. Busque ter “jogo de cintura” na hora de imprevistos e ouça a opinião dos outros muitas vezes de opiniões divergentes se chega a um ponto em comum correto. É preciso saber argumentar e também, ceder.

Fonte: Notícias ao minuto

Desemprego afeta todos os países do mundo

16/07/2017

 

Jovens europeus continuam na fila em busca de empregos

Os empregos voltaram a crescer na Europa, mas a quantidade de desempregados com menos de 25 anos continua alta e ameaça criar uma geração de mal remunerados

Fila de desempregados na Espanha em frente a escritório de emprego do governo

Fila de emprego na Espanha: mesmo na retomada, os mais jovens ainda sofrem para conseguir uma vaga (Jasper Juinen/Getty Images)

São Paulo — Depois de aturar a crise que abalou as maiores economias da Europa de 2009 em diante, os governos da região estão comemorando qualquer dado minimamente positivo que surge. De uns tempos para cá, de fato as coisas têm melhorado num ritmo um pouco mais acelerado. Os dados mais recentes mostram que o desemprego na zona do euro está no menor nível desde 2009 — 9,3%. Ao todo, mais de 6 milhões de vagas de emprego foram criadas na Europa em quatro anos.

A melhora é consequência das reformas fiscais e trabalhistas que foram feitas nos últimos anos por uma série de países, como Portugal, Espanha e Itália. Mas a retomada esconde duas realidades. Primeiro, a retomada não tem sido sentida por todos da mesma maneira. Enquanto o desemprego total vem caindo para um nível mais próximo do normal, entre os jovens europeus o desemprego continua muito acima dos níveis pré-crise.

O índice médio de desocupação de pessoas de 16 a 25 anos na zona do euro alcançou 18,9% em maio, de acordo com os dados do Escritório de Estatísticas da União Europeia (Eurostat), com sede em Bruxelas. Existe ainda uma diferença brutal entre os países da região. Na Alemanha, o desemprego  na faixa etária mais jovem da força de trabalho é de apenas 6,7%. Já em países como Grécia, Espanha e Itália a taxa ainda fica perto de 40%.

É verdade que uma parte dos jovens europeus não trabalha porque está estudando — fazendo um curso de graduação, de pós-graduação ou um treinamento profissional — ou porque prefere esperar uma oferta de trabalho melhor a aceitar uma vaga de baixa remuneração. Mas também existe um número inestimável de jovens que desejam trabalhar e simplesmente não conseguem uma vaga.

Essa situação preocupa os economistas por ser um sinal de que os países europeus terão não apenas um problema social maior nos próximos anos mas também econômico. Os estudos mostram que, quando um jovem chega à idade adulta e encontra dificuldade para se colocar no mercado de trabalho, os efeitos negativos persistem durante décadas. O jovem que fica muito tempo desempregado tem mais risco de receber salários mais baixos ao longo da vida ou de ficar desempregado novamente durante uma crise. Com um salário menor, ele também tem menos condições de consumir ou poupar, o que reduz o crescimento potencial da economia e aumenta os gastos sociais dos governos.Remuneração:

A situação é mais grave quando as taxas de desemprego entre os jovens ficam acima da média durante muito tempo, como é o caso de países como Espanha e Itália, que convivem com o problema há quase uma década. Dos 15 milhões de desempregados na zona do euro atualmente, 2,6 milhões têm de 16 a 25 anos.

Os governos da região vêm tentando  reduzir o desemprego e incentivar a contratação de jovens com reformas trabalhistas para permitir contratos de trabalho mais flexíveis e para reduzir os custos de contratação e de demissão. A reforma espanhola foi uma das mais radicais entre os países que fizeram mudanças.

Em 2012, o governo implementou uma nova lei trabalhista  que praticamente pôs fim às limitações para a contratação de trabalhadores temporários e reduziu o custo das demissões dos chamados trabalhadores fixos. Antes da reforma, um trabalhador demitido sem justa causa tinha direito a uma indenização equivalente a 45 dias de salário por ano trabalhado. A indenização foi reduzida a 33 dias e limitada a 24 salários — o que ainda é bem generoso. Empresas com até 50 funcionários passaram a contar com deduções fiscais para contratar funcionários com até 30 anos.

Em Portugal, a reforma removeu muitas limitações ao trabalho temporário e permitiu que contratos de trabalho fossem renegociados com redução de salários. Alguns feriados deixaram de ser remunerados e os dias de férias foram reduzidos. Foi um caminho semelhante ao seguido pela Itália, com redução de jornadas e salários e a permissão de que horas extras fossem compensadas por sistemas de banco de horas.

Os críticos alegam que as reformas tornaram as condições de trabalho mais precárias para os europeus, uma vez que as empresas passaram a dar preferência à contratação de funcionários temporários em vez de empregados fixos, que têm benefícios sociais melhores. Como consequência, o salário médio caiu, reduzindo o poder de compra do mercado interno. É inevitável que as medidas gerem protestos e insatisfação de parte da população, como ficou claro no quebra-quebra de manifestantes durante o encontro do G20 em Hamburgo no início de julho.

Mas o fato é que, para os economistas, a Europa estaria em uma situação muito pior não fossem as reformas. Na Espanha, por exemplo, o desemprego chegou a um nível desolador de 26% em 2013. Hoje está em 17% e continua caindo. O PIB voltou a crescer num ritmo forte para os padrões do mundo desenvolvido. O Fundo Monetário Internacional prevê que, em 2017, a economia espanhola terá o terceiro ano seguido de expansão acima dos 2,5%.

A hora da educação

Passada a fase mais aguda da crise, agora os economistas discutem quais outras medidas poderiam ser tomadas para reduzir o nível de desemprego entre os jovens. Em um extenso trabalho acadêmico recente sobre o tema, Francesco Pastore, pesquisador do Instituto de Economia do Trabalho, na Alemanha, e professor na Universidade de Campania, na Itália, sugere que os países europeus façam reformas mais profundas focadas no sistema educacional.

Pastore afirma que é preciso adequar o currículo escolar às habilidades necessárias para o trabalho no mundo contemporâneo. O pesquisador sugere que os países europeus adotem um sistema educacional parecido com o da Alemanha, que combina o ensino tradicional em sala de aula com a formação profissional — parte do aprendizado dos estudantes alemães é complementada pelas empresas por meio de programas de estágio. “O sistema educacional tradicional tem sido pouco eficiente em oferecer aos jovens mais oportunidades de emprego. Com alguma adaptação para cada país, o modelo do sistema alemão pode ser uma saída”, diz Pastore.

Outra medida defendida pelo professor é que os países da União Europeia adotem uma política conjunta de investimentos públicos para promover a criação de vagas especialmente nas regiões periféricas da Europa, onde o desemprego entre os jovens é mais alto. As diferenças regionais ficam claras ao comparar os dados locais de cada país. Na Baviera, o segundo estado mais rico da Alemanha, o desemprego entre a população de 16 a 24 anos é de apenas 3,4%. Já na região italiana da Calábria, no sul do país, chega a 65%.

O baixo crescimento econômico nessas regiões menos desenvolvidas da Europa é crônico e a crise de 2008 só fez a situação piorar, impedindo uma geração de empregos mais forte. Na visão dos especialistas, um programa de estímulo da União Europeia poderia ajudar a reduzir esse abismo entre as regiões.

Enquanto isso não acontece, uma quantidade cada vez maior de jovens acaba aceitando empregos de menor qualidade, com contratos temporários ou de meio período, que têm remuneração menor — o que diminuiria o ímpeto da recuperação econômica europeia. Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), é um dos que têm chamado a atenção para o problema.

Nos cálculos do BCE, a taxa de desemprego da zona do euro seria de 18% — o dobro da atual — se contabilizado o número de pessoas que pararam de procurar emprego ou que estão empregadas, mas gostariam de trabalhar mais. A crise na Europa pode ter acabado — daí a dizer que há motivo para celebrar, há uma distância e tanto.

Fonte: Exame

 

HOMEOFFICE: um caminho sem volta

16/07/2017

 

Sua equipe trabalha das 9h às 18h? Então você está ultrapassado

Empresas que apostam em mais flexibilidade no trabalho garantem que isso leva a funcionários mais felizes e defendem que esse é um caminho sem volta.

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Relógio: horários mais flexíveis e possibilidade de trabalho remoto são tendência (SIphotography/Thinkstock)

São Paulo – Para a maioria das pessoas, trabalhar numa empresa ainda é sinônimo de estar no escritório no horário comercial – e pegar aquele trânsito para ir e voltar para casa. Porém, alguns negócios já perceberam que, num mundo com tanta tecnologia, não faz mais sentido obrigar seus funcionários a estarem no ambiente de trabalho sempre no mesmo horário.

Nessas empresas, os funcionários muitas vezes fazem horários alternativos, ou mesmo trabalham alguns dias ou horas de forma remota (em casa ou qualquer outro lugar). E elas garantem: permitir mais flexibilidade aumenta os lucros e o engajamento da equipe.

O tema foi discutido num webinar (seminário virtual) promovido pelo Gympass, em que a diretoria de Recursos Humanos da PwC, Erika Braga, falou sobre a política de flexibilidade da companhia. O Gympass é uma plataforma que permite ao usuário ter acesso a várias academias credenciadas e que oferece o modelo Gympass Corporate, voltado para empresas que queiram investir na qualidade de vida dos funcionários . Produtividade e motivação:

Exame.com acompanhou o webinar e depois conversou com alguns negócios sobre o tema.

Controle X Confiança

“Percebemos que esse é um caminho sem volta. Se você não começar a pensar de forma diferente sobre isso, vai ficar para trás em termos de organização”, afirmou Erika na conversa virtual.

Na PwC, uma consultoria presente em 157 países, existem algumas possibilidades de jornada de trabalho flexíveis, dentre elas horários alternativos (entrar algumas horas mais cedo ou mais tarde, por exemplo), home-office em dias esporádicos e a possibilidade de fazer um horário de almoço maior ou menor.

Questionada sobre como a empresa controla o trabalho do funcionário nesses modelos, Erika ressaltou que a empresa não controla e decidiu “trocar o controle pela confiança”.

“Temos que ter uma relação de confiança com nossos profissionais, nossos talentos. Temos que ter qualidade, entrega, resultado. Se a pessoa trabalhou das 10h às 15h naquele dia e entregou o que estava combinado, tudo ok”, afirmou durante o webinar.

Mentalidade Netflix

Para Marcelo Sartori, diretor de Recursos Humanos do Gympass, a flexibilidade no trabalho é uma tendência que segue a lógica da “escolha do indivíduo”.

“Temos exemplos como a Netflix, em que a pessoa assiste a um programa na hora que quiser, onde quiser. No modelo da TV tradicional, a pessoa tem que ligar naquela hora específica se quiser assistir o jornal ou a novela. Agora essa lógica está se invertendo, quem decide é o indivíduo. O mundo está caminhando para isso e as empresas não podem ficar para trás”, afirma.

Sartori ressalta que o próprio Gympass funciona dessa forma, permitindo que o usuário decida onde, quando e o que fazer na academia.

Sem culpa

Engana-se quem pensa que um modelo flexível como esse só pode funcionar em grandes companhias como a PwC. Empresas menores também podem ter um esquema de trabalho menos rígido, modelo que inclusive vai ao encontro do que acontece em locais que prezam pela inovação, como o Vale do Silício.

“Estamos no mercado há cinco anos e desde o início tivemos essa mentalidade do Vale do Silício. Aqui nós valorizamos a presença no escritório, mas temos a possibilidade de trabalhar de casa e fazemos horários alternativos. Ás vezes a pessoa precisa resolver um problema pessoal e não se sente culpada por isso”, afirma Bruno Martin do Ebanx (plataforma de pagamentos online).

Segundo Sartori, do Gympass, dentre os benefícios da flexibilidade está o aumento na produtividade. “Quando há muita rigidez de horários, muitas vezes o colaborador está lá só de corpo físico, esperando dar 18h para ir embora. Quando você permite mais flexibilidade, também transfere mais responsabilidade para o funcionário”, afirma.

Martin, do Ebanx, concorda e conta que na sua empresa o principal benefício de ter uma proposta mais flexível está no ânimo das pessoas em trabalhar. “Aqui a gente não entra numa empresa em que está todo mundo desgastado, cansado. As pessoas vêm com muita vontade para o trabalho”, conta.

A avaliação é semelhante à de Erika Braga da PwC. “Investir em flexibilidade reduziu nosso turn over  [rotatividade de funcionários], então gastamos menos com recrutamento, além de termos menos faltas e ganharmos nessa questão do engajamento”, disse no webinar.

Fonte: Exame

 

Reforma Trabalhista é aprovada. Veja como ficou

15/07/2017

Reforma trabalhista corre o risco de perder força na Justiça

Nova legislação entra em vigor em novembro
Nova legislação entra em vigor em novembro

A reforma trabalhista corre o risco de perder força nos tribunais. A menos de dois meses de entrar em vigor, o texto divide opiniões de juízes: parte dos magistrados já prevê que não será possível aplicar trechos da legislação, por considerarem que os dispositivos são contra a Constituição Federal e outras leis, como o Código Civil. Para especialistas, esse cenário causa um clima de insegurança jurídica, que pode só ser resolvido numa eventual decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

As principais críticas vêm hoje da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), que se posiciona de forma contrária à reforma desde antes de o texto ser aprovado. Na avaliação da entidade, a reforma fere, por exemplo, o artigo 7º da Constituição, ao considerar que o trabalhador autônomo não se enquadra nas características de empregados definidas pela CLT.

Segundo Guilherme Feliciano, presidente da Anamatra, a questão pode ser levada em consideração por juízes independentemente de uma ação de inconstitucionalidade junto ao STF. Hoje, a Corte já analisa uma ação protocolada pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que questiona pontos relacionados ao acesso à Justiça gratuita.

— Qualquer juiz pode afastar a eficácia de um texto se o considerar inconstitucional — afirma Feliciano.

Caroline Marchi, sócia da Machado Meyer, diz que a indefinição sobre a medida provisória que alterará pontos da reforma, como a negociação da jornada 12 x 36 horas, também interfere no planejamento das empresas:

— O objetivo era um ambiente mais propício a negócios, mas acaba sendo minado por esses entraves.

Fonte: Extra

Reforma trabalhista: saiba qual é o impacto para aqueles que estão contratados

Os 33,3 milhões de brasileiros hoje empregados com carteira assinada devem sentir, ainda este ano, os efeitos das mudanças da CLT aprovadas pelo Senado. A reforma trabalhista passa a valer 120 dias após ser sancionada pelo presidente Michel Temer — o que está previsto para esta quinta-feira (13) — e pode alterar regras de contratos que já estão em vigor. Isso porque, embora boa parte dos pontos dependa de um acordo com participação dos sindicatos, outros podem ser negociados de forma individual, sem a necessidade de intervenção das entidades. É o caso de itens como banco de horas, parcelamento de férias e demissão em comum acordo.

Especialistas divergem sobre quais trabalhadores poderiam fechar acordos individuais. Isso porque a reforma faz uma restrição, em um de seus artigos, à chamada relação de “livre estipulação”. Pelo texto, esses contratos, em que empregado e empregador podem negociar praticamente tudo — desde que não seja contrário à lei —, só podem ser celebrados caso o trabalhador tenha ensino superior e receba remuneração igual ou maior que o dobro do teto do INSS, o que hoje equivale a R$ 11.062,62.

Seria uma forma de evitar que trabalhadores menos qualificados sejam coagidos a firmar acordos pouco vantajosos. Para Ivandick Cruzelles, consultor jurídico e professor da Universidade Mackenzie, o ponto abre margem para interpretações:

“Vai depender da interpretação que a Justiça do Trabalho fizer. Deve ser de que esses pontos só devem valer para o grupo que ganha mais.”

Já a advogada Caroline Marchi, sócia da área Trabalhista do Machado Meyer, diz que o artigo de livre estipulação é destinado a outros aspectos, não cobertos pela lei, o que abre espaço para que todos os trabalhadores celebrem acordos individuais.

15 mudanças só na data-base

Para os trechos que preveem acordo ou convenção coletiva, as regras podem mudar apenas na próxima data-base de cada categoria. A reforma prevê que 15 itens só possam ser negociados por meio do sindicato, entre eles intervalo para almoço, enquadramento do grau de insalubridade e participação nos lucros e resultados.

Antonio Carlos Aguiar, professor da Fundação Santo André e diretor do Instituto Mundo do Trabalho lembra que, em hipótese alguma, as cláusulas em que o acordado se sobrepõe ao legislado terão validade sem uma troca entre as partes. Por exemplo, se for negociado com os empregados redução do horário de almoço, esse tempo precisa ser compensado no final da jornada, com os trabalhadores saindo mais cedo do trabalho.

“O artigo 9 da CLT foi preservado e é uma ótima medida de proteção. Esse artigo diz que deve haver uma troca ou compensação nas cláusulas negociadas, do contrário, não tem validade, porque é uma renúncia de direito.”

Veja abaixo as principais mudanças da reforma:

1. Banco de horas (acordo individual e coletivo)

O texto da reforma prevê que o banco de horas pode ser combinado por meio de acordo individual por escrito. A compensação deve ser feita em até seis meses. A reforma mantém também a regra do banco de horas negociado por meio de acordo ou convenção coletiva. Mas, nesses casos, a compensação poderá ser feita em até um ano. A possibilidade de trocar horas extras por banco de horas já existe na CLT (a regra mais recente é de 2001), mas o texto previa que isso fosse negociado somente por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho.

2. Jornada de trabalho (acordo individual e coletivo)

O acordo individual na jornada de trabalho é citado em dois pontos. Em um deles, o texto regulamenta o chamado regime de compensação de jornada, que funciona como uma espécie de banco de horas, porém com previsão de compensação das horas extras no mesmo mês. Em outro trecho, prevê que a jornada de 12 horas (seguidas de 36 horas de folga) pode ser estabelecida por meio de acordo individual por escrito. Vale lembrar que este ponto ainda pode mudar: o governo se comprometeu com os senadores a restringir esse tipo de negociação às convenções e acordos coletivos, ou seja, com a participação dos sindicatos.

3. Parcelamento de férias (acordo individual)

A reforma diz que as férias podem ser parceladas em até três períodos, desde que um deles não seja inferior a 14 dias corridos e que os demais não sejam de menos de cinco dias, cada. Não há referência a acordos ou convenções coletivas. O texto diz apenas que a negociação pode ser firmada “desde que haja concordância do empregado”. Hoje, as férias só podem ser divididas em até dois períodos, em “casos excepcionais”, conforme a CLT.

4. Demissão em comum acordo (acordo individual)

A reforma trabalhista cria a demissão em comum acordo. O texto diz que o contrato de trabalho poderá ser extinto “por acordo entre empregado e empregador”. Nesse caso, a multa de 40% do FGTS é reduzida a 20% e o aviso prévio passa a ser restrito a 15 dias. Nesse tipo de acordo, o trabalhador tem acesso a 80% do dinheiro do FGTS, mas perde o direito a receber seguro-desemprego.

5. Intervalo intrajornada (acordo coletivo)

Um dos pontos polêmicos, o intervalo para almoço está na lista de 15 itens que só podem ser alterados por meio de acordo ou convenção coletiva. Segundo o texto da reforma, esse ponto pode ser negociado pelos sindicatos, desde que seja de no mínimo 30 minutos — hoje, a CLT determina que o intervalo seja de pelo menos 1 hora. A expectativa é que Temer vete este ponto da lei e mantenha a regra para o horário de almoço como é hoje.

6. Plano de cargos e salários (acordo coletivo)

Outro dos 15 pontos especificados pela reforma em que o acordo coletivo tem peso de lei. Também deverão ser definidos a identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança. Não há mais detalhes sobre o assunto no texto.

7. Programa Seguro-Emprego (acordo coletivo)

A menção tem objetivo de regulamentar o que já ocorre na prática. O Programa Seguro-Emprego (PSE) é o antigo Programa de Proteção ao Emprego (PPE), criado pela presidente Dilma Rousseff, que permite que empresas reduzam jornada de trabalho e salário de empregados, como alternativa para evitar demissões. A necessidade de acordo coletivo para adesão ao PSE já está prevista na lei que regulamenta o programa, alterada no ano passado pelo governo Temer.

8. Enquadramento de insalubridade (acordo coletivo)

Deverá ser feita via acordo coletivo, assim como a prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades competentes do Ministério do Trabalho. O tema insalubridade chamou a atenção nos últimos dias devido a um ponto polêmico da reforma, que prevê que grávidas e lactantes possam continuar a trabalhar em atividades de grau médio ou mínimo de insalubridade, a menos que tenham recomendação médica para afastamento. Hoje, essas trabalhadoras devem ser afastadas de qualquer atividade insalubre, independentemente do grau.

9. Outros pontos decididos apenas por acordo coletivo

A reforma prevê ainda que acordos coletivos terão mais peso que a legislação nos seguintes tipos de negociação: regulamento empresarial; representante dos trabalhadores no local de trabalho; teletrabalho, regime de sobreaviso e trabalho intermitente; remuneração por produtividade, incluindo gorjetas; modalidade de registro de jornada de trabalho; troca do dia de feriado; prêmios de incentivo e participação nos lucros e resultados.

10. O que não pode ser mexido

Há direitos que não podem ser negociados por meio de acordo de qualquer tipo, e que a reforma não mexe, porque são garantidos pela Constituição Federal. Alguns exemplos são 13º salário, salário mínimo, valor do seguro-desemprego, remuneração de 50% acima da hora normal; licença-maternidade de 120 dias, bem como férias e aviso prévio proporcionais ao tempo de serviço. A jornada de trabalho mensal também não poderá ultrapassar as 220 horas.

Fonte: O Globo

Reforma trabalhista é aprovada no Senado. Confira o que muda na lei

As alterações mexem em pontos como férias, jornada de trabalho, remuneração e plano de carreira; texto ainda depende da sanção do presidente da República.

 

O Senado aprovou em 11/7/7   o texto da reforma trabalhista. A reforma muda a lei trabalhista brasileira e traz novas definições sobre férias, jornada de trabalho e outras questões. O texto foi sancionado em 13/7/17  pelo presidente Michel Temer.

As novas regras entram em vigor daqui a quatro meses, conforme previsto na nova legislação.

ATUALIZAÇÃO: À 0h08 desta quarta, o presidente da Câmara compartilhou no Twitter esta reportagem do G1 e afirmou que “a Câmara não aceitará nenhuma mudança na lei” . Rodrigo Maia se referia a um acordo que o governo fez com o Senado. “Qualquer MP não será reconhecida pela Casa.”

O governo ainda poderá editar uma Medida Provisória com novas alterações na lei trabalhista. A alternativa foi negociada para acelerar a tramitação da proposta no Congresso.

 

Veja abaixo as principais mudanças com a reforma trabalhista:

 

 

Férias

 

Regra atual

As férias de 30 dias podem ser fracionadas em até dois períodos, sendo que um deles não pode ser inferior a 10 dias. Há possibilidade de 1/3 do período ser pago em forma de abono.

Nova regra

As férias poderão ser fracionadas em até três períodos, mediante negociação, sendo que um deles não poderá ser inferior a 14 dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a 5 dias corridos, cada um.

 

Jornada

Regra atual

A jornada é limitada a 8 horas diárias, 44 horas semanais e 220 horas mensais, podendo haver até 2 horas extras por dia.

Nova regra

Jornada diária poderá ser de 12 horas com 36 horas de descanso, respeitando o limite de 44 horas semanais (ou 48 horas, com as horas extras) e 220 horas mensais.

 

Tempo na empresa

 

Regra atual

A CLT considera serviço efetivo o período em que o empregado está à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens.

Nova regra

Não são consideradas dentro da jornada de trabalho as atividades no âmbito da empresa como descanso, estudo, alimentação, interação entre colegas, higiene pessoal e troca de uniforme.

Descanso

Regra atual

O trabalhador que exerce a jornada padrão de 8 horas diárias tem direito a no mínimo uma hora e a no máximo duas horas de intervalo para repouso ou alimentação.

Nova regra

O intervalo dentro da jornada de trabalho poderá ser negociado, desde que tenha pelo menos 30 minutos. Além disso, se o empregador não conceder intervalo mínimo para almoço ou concedê-lo parcialmente, a indenização será de 50% do valor da hora normal de trabalho apenas sobre o tempo não concedido em vez de todo o tempo de intervalo devido.

 

Remuneração

 

Regra atual

A remuneração por produtividade não pode ser inferior à diária correspondente ao piso da categoria ou salário mínimo. Comissões, gratificações, percentagens, gorjetas e prêmios integram os salários.

Nova regra

O pagamento do piso ou salário mínimo não será obrigatório na remuneração por produção. Além disso, trabalhadores e empresas poderão negociar todas as formas de remuneração, que não precisam fazer parte do salário.

 

Plano de cargos e salários

Regra atual

O plano de cargos e salários precisa ser homologado no Ministério do Trabalho e constar do contrato de trabalho.

Nova regra

O plano de carreira poderá ser negociado entre patrões e trabalhadores sem necessidade de homologação nem registro em contrato, podendo ser mudado constantemente.

 

Transporte

 

Regra atual

O tempo de deslocamento no transporte oferecido pela empresa para ir e vir do trabalho, cuja localidade é de difícil acesso ou não servida de transporte público, é contabilizado como jornada de trabalho.

Nova regra

O tempo despendido até o local de trabalho e o retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho.

 

Trabalho intermitente (por período)

 

Regra atual

A legislação atual não contempla essa modalidade de trabalho.

Nova regra

O trabalhador poderá ser pago por período trabalhado, recebendo pelas horas ou diária. Ele terá direito a férias, FGTS, previdência e 13º salário proporcionais. No contrato deverá estar estabelecido o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor do salário mínimo por hora ou à remuneração dos demais empregados que exerçam a mesma função.

O empregado deverá ser convocado com, no mínimo, três dias corridos de antecedência. No período de inatividade, pode prestar serviços a outros contratantes.

Trabalho remoto (home office)

 

Regra atual

A legislação não contempla essa modalidade de trabalho.

Nova regra

Tudo o que o trabalhador usar em casa será formalizado com o patrão via contrato, como equipamentos e gastos com energia e internet, e o controle do trabalho será feito por tarefa.

 

Trabalho parcial

 

Regra atual

A CLT prevê jornada máxima de 25 horas por semana, sendo proibidas as horas extras. O trabalhador tem direito a férias proporcionais de no máximo 18 dias e não pode vender dias de férias.

Nova regra

A duração pode ser de até 30 horas semanais, sem possibilidade de horas extras semanais, ou de 26 horas semanais ou menos, com até 6 horas extras, pagas com acréscimo de 50%. Um terço do período de férias pode ser pago em dinheiro.

 

Negociação

 

Regra atual

Convenções e acordos coletivos podem estabelecer condições de trabalho diferentes das previstas na legislação apenas se conferirem ao trabalhador um patamar superior ao que estiver previsto na lei.

Nova regra

Convenções e acordos coletivos poderão prevalecer sobre a legislação. Assim, os sindicatos e as empresas podem negociar condições de trabalho diferentes das previstas em lei, mas não necessariamente num patamar melhor para os trabalhadores.

Em negociações sobre redução de salários ou de jornada, deverá haver cláusula prevendo a proteção dos empregados contra demissão durante o prazo de vigência do acordo. Esses acordos não precisarão prever contrapartidas para um item negociado.

Acordos individualizados de livre negociação para empregados com instrução de nível superior e salário mensal igual ou superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios do INSS (R$ 5.531,31) prevalecerão sobre o coletivo.

 

Prazo de validade das normas coletivas

Regra atual

As cláusulas dos acordos e convenções coletivas de trabalho integram os contratos individuais de trabalho e só podem ser modificados ou suprimidos por novas negociações coletivas. Passado o período de vigência, permanecem valendo até que sejam feitos novos acordos ou convenções coletivas.

Nova regra

O que for negociado não precisará ser incorporado ao contrato de trabalho. Os sindicatos e as empresas poderão dispor livremente sobre os prazos de validade dos acordos e convenções coletivas, bem como sobre a manutenção ou não dos direitos ali previstos quando expirados os períodos de vigência. E, em caso de expiração da validade, novas negociações terão de ser feitas.

 

Representação

 

Regra atual

A Constituição assegura a eleição de um representante dos trabalhadores nas empresas com mais de 200 empregados, mas não há regulamentação sobre isso. Esse delegado sindical tem todos os direitos de um trabalhador comum e estabilidade de dois anos.

Nova regra

Os trabalhadores poderão escolher 3 funcionários que os representarão em empresas com no mínimo 200 funcionários na negociação com os patrões. Os representantes não precisam ser sindicalizados. Os sindicatos continuarão atuando apenas nos acordos e nas convenções coletivas.

 

Demissão

 

Regra atual

Quando o trabalhador pede demissão ou é demitido por justa causa, ele não tem direito à multa de 40% sobre o saldo do FGTS nem à retirada do fundo. Em relação ao aviso prévio, a empresa pode avisar o trabalhador sobre a demissão com 30 dias de antecedência ou pagar o salário referente ao mês sem que o funcionário precise trabalhar.

Nova regra

O contrato de trabalho poderá ser extinto de comum acordo, com pagamento de metade do aviso prévio e metade da multa de 40% sobre o saldo do FGTS. O empregado poderá ainda movimentar até 80% do valor depositado pela empresa na conta do FGTS, mas não terá direito ao seguro-desemprego.

 

Danos morais

 

Regra atual

Os juízes estipulam o valor em ações envolvendo danos morais.

Nova regra

A proposta impõe limitações ao valor a ser pleiteado pelo trabalhador, estabelecendo um teto para alguns pedidos de indenização. Ofensas graves cometidas por empregadores devem ser de no máximo 50 vezes o último salário contratual do ofendido.

 

Contribuição sindical

Regra atual

A contribuição é obrigatória. O pagamento é feito uma vez ao ano, por meio do desconto equivalente a um dia de salário do trabalhador.

Nova regra

A contribuição sindical será opcional.

 

Terceirização

 

Regra atual

O presidente Michel Temer sancionou o projeto de lei que permite a terceirização para atividades-fim.

Nova regra

Haverá uma quarentena de 18 meses que impede que a empresa demita o trabalhador efetivo para recontratá-lo como terceirizado. O texto prevê ainda que o terceirizado deverá ter as mesmas condições de trabalho dos efetivos, como atendimento em ambulatório, alimentação, segurança, transporte, capacitação e qualidade de equipamentos.

Gravidez

 

Regra atual

Mulheres grávidas ou lactantes estão proibidas de trabalhar em lugares com condições insalubres. Não há limite de tempo para avisar a empresa sobre a gravidez.

Nova regra

É permitido o trabalho de mulheres grávidas em ambientes considerados insalubres, desde que a empresa apresente atestado médico que garanta que não há risco ao bebê nem à mãe. Mulheres demitidas têm até 30 dias para informar a empresa sobre a gravidez.

Banco de horas

Regra atual

O excesso de horas em um dia de trabalho pode ser compensado em outro dia, desde que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas. Há também um limite de 10 horas diárias.

Nova regra

O banco de horas pode ser pactuado por acordo individual escrito, desde que a compensação de jornada ocorra no período máximo de seis meses ou ainda no mesmo mês.

Rescisão contratual

Regra atual

A homologação da rescisão contratual deve ser feita em sindicatos.

Nova regra

A homologação da rescisão do contrato de trabalho pode ser feita na empresa, na presença dos advogados do empregador e do funcionário – que pode ter assistência do sindicato.

 

Ações na Justiça

 

Regra atual

O trabalhador pode faltar a até três audiências judiciais. Os honorários referentes a perícias são pagos pela União. Além disso, quem entra com ação não tem nenhum custo.

Nova regra

O trabalhador será obrigado a comparecer às audiências na Justiça do Trabalho e, caso perca a ação, arcar com as custas do processo. Para os chamados honorários de sucumbência, devidos aos advogados da parte vencedora, quem perder a causa terá de pagar entre 5% e 15% do valor da sentença.

O trabalhador que tiver acesso à Justiça gratuita também estará sujeito ao pagamento de honorários de perícias se tiver obtido créditos em outros processos capazes de suportar a despesa. Caso contrário, a União arcará com os custos. Da mesma forma, terá de pagar os honorários da parte vencedora em caso de perda da ação.

Além disso, o advogado terá que definir exatamente o que ele está pedindo, ou seja, o valor da causa na ação.

Haverá ainda punições para quem agir com má-fé, com multa de 1% a 10% da causa, além de indenização para a parte contrária. É considerada de má-fé a pessoa que alterar a verdade dos fatos, usar o processo para objetivo ilegal, gerar resistência injustificada ao andamento do processo, entre outros.

Caso o empregado assine a rescisão contratual, fica impedido de questioná-la posteriormente na Justiça trabalhista. Além disso, fica limitado a 8 anos o prazo para andamento das ações. Se até lá a ação não tiver sido julgada ou concluída, o processo será extinto.

Multa

Regra atual

A empresa está sujeita a multa de um salário mínimo regional, por empregado não registrado, acrescido de igual valor em cada reincidência.

Nova regra

A multa para empregador que mantém empregado não registrado é de R$ 3 mil por empregado, que cai para R$ 800 para microempresas ou empresa de pequeno porte.=

Fonte: G1

Profissões em alta em 2017 no Brasil

19/03/2017

Com o mercado de trabalho desaquecido devido à crise, o jeito é olhar para o horizonte e mirar novas possibilidades. É isso que tripulantes de navios de cruzeiro estão fazendo. Nos últimos meses, o número de pessoas que se candidatam a vagas em alto-mar aumentou bastante. Dependendo da agência, quadruplicou.

Na Infinity Brazil, umas das principais recrutadoras para transatlânticos de luxo do país, a média diária de cadastros no site era de cem pessoas. De setembro para cá, o número de candidatos pulou para 400, chegando a bater a marca de 500 inscrições num único dia.

— É possível juntar dinheiro trabalhando num navio, já que a pessoa não paga aluguel, alimentação, luz, gás… E vale lembrar que os tripulantes recebem os salários em dólar — explica Marcelo Del Bel, recrutador da empresa.

Segundo ele, o gasto médio para realizar todo o processo seletivo pode chegar a R$ 2.500, com exames médicos e cursos de segurança obrigatórios, entre outros itens que variam de empresa para empresa. Mas ele afirma

— Praticamente o primeiro salário já paga esses gastos iniciais. Vale lembrar que alguns custos são reembolsados pela companhia marítima. Por isso, varia muito, e cada caso é um caso. Algumas empresas dão o STCW (curso básico obrigatório de segurança para navios) já na embarcação, por exemplo, sem taxar o tripulante.

O barista Wellington Rocha, de 27 anos, trabalha há oito anos em alto-mar e já passou por diferentes navios de cruzeiro. Formado em Turismo, ele decidiu pela carreira para poder viajar o mundo sem gastar quase nada.

— Descobri que era possível desbravar o mundo assim que pisei num cruzeiro, e hoje já conheço 60 países, cerca de 200 cidades ao redor do planeta — conta Tom, que explica: — Trabalhar embarcado não é um emprego qualquer, é um estilo de vida. É preciso gostar muito para aguentar, porque se trabalha bastante lá dentro. O contrato de um tripulante dura em torno de seis a oito meses e se resume a uma ou duas malas, já que as cabines em que ficamos são bem apertadas. É preciso ser desapegado.

Outra agência de recrutamento que também registrou aumento da procura foi a Portside. Há nove anos no mercado, a empresa notou um crescimento de 50% na busca por trabalhos a bordo nos últimos meses.

— ​Animação e bar são os setores mais procurados. Porém, a maioria não tem os pré-requisitos para essas funções. As vagas que mais abrem são de restaurante e housekeeping (serviços de limpeza), que são departamentos maiores em um navio de cruzeiros.​ Não significa que não existam outras vagas, é apenas uma questão de a demanda ser maior nos departamentos que têm mais pessoas. Além disso, o candidato pode fazer carreira e alcançar salários melhores com o tempo, tendo a possibilidade de viajar por todo o mundo — explica o CEO da empresa, Luiz Trindade.

Uma foto de um cruzeiro que Tom fez pela Noruega
Uma foto de um cruzeiro que Tom fez pela Noruega Foto: Arquivo Pessoal

A estudante de Odontologia Bianca Gummella, de 37 anos, fez quatro contratos em transatlânticos. No primeiro, conheceu o marido, um indiano, cozinheiro no navio. Ao desembarcarem, namoraram dez meses à distância. Até que se reencontraram:

— Nossos navios se cruzaram na Flórida (EUA), e nas seis horas em que estávamos no porto ficamos noivos. Seis meses se passaram, e nada de encontros, até que fizemos dois contratos juntos. No nosso último embarque, em 2012, nós nos casamos no Alaska. Teve festa no navio e dormimos numa cabine maravilhosa de passageiros.

Apesar de ser grata ao trabalho em alto-mar, ela não pensa mais em retomar a carreira:

— Comecei a trabalhar na limpeza dos restaurantes em 2009 e fiquei nessa vida até 2012, passando por diversas áreas. No primeiro contrato, tomava remédios diariamente para dor no corpo. No último, fui promovida para oficial, um cargo mais alto. Tinha regalias, uma cabine melhor e restaurante com o cardápio de passageiro. Aí, sim, a vida vale a pena no navio.

Bianca se casou no navio em que trabalhava
Bianca se casou no navio em que trabalhava Foto: Arquivo pessoal

Bianca se casou e passou a lua de mel no navio em que trabalhava
Bianca se casou e passou a lua de mel no navio em que trabalhava Foto: Arquivo pessoal

Vantagens

Além de poder conhecer boa parte do mundo, o tripulante ganha em dólar.

Desvantagens

A saudade aperta em alto-mar. E no navio a comunicação com o continente é restrita, já que a internet é cara lá dentro.

Folgas

Não existe dia de folga, mas, horas de folga. Trabalha-se todos os dias da semana no período do contrato (6 a 8 meses). Os tripulantes têm de quatro a cinco horas para visitar o local em que o navio está ancorado. Após o período, é necessário voltar para trabalhar no próximo turno.

Algumas vagas

O responsável pela limpeza e pela arrumação das áreas públicas do navio tem salário entre R$ 1.250 e R$ 2.700. É exigido inglês intermediário. Para ser recepcionista, é necessário ter mais de 21 anos e fluência em inglês e também em um dos idiomas a seguir: francês, alemão, italiano ou japonês. O salário varia entre R$ 3.100 e R$ 4.332. Um cozinheiro ganha entre R$ 1.480 e R$ 2.560 e precisa ter inglês intermediário e experiência na área.

Legislação

Segundo o texto do Ministério Público do Trabalho e da Coordenadoria Nacional do Trabalho Portuário e Aquaviário de 2016, a legislação trabalhista brasileira não se aplica a tripulantes brasileiros contratados por intermédio de convenções internacionais de trabalho, firmados para desempenharem funções em embarcações que realizam exclusivamente temporadas internacionais de cruzeiros.

Onde se candidatar

Veja os sites de agências, como Portside, Rosa dos Ventos e Infinity Brasil

Fonte: Extra

Profissões que envolvam internet, agronegócio e idosos estão em alta

Os profissionais da geração X são tidos como especialistas em assuntos específicos, mas não têm a necessidade de buscar informações em outras áreas. Esse cenário mudou. Além da ampliação de vagas que exijam troca de experiências de áreas diferentes, também aumenta a demanda por profissões que envolvam o mundo digital, a população idosa e a preocupação com o meio ambiente, em crescimento no país.

A constatação faz parte de um estudo feito pela CEO Leiza Oliveira, da rede Minds Idiomas, que elaborou um ranking das cinco carreiras mais cobiçadas em 2017. “Estamos falando de nichos que envolvem toda a sociedade: tecnologia, aumento da população idosa, preocupação com o meio ambiente e com uma alimentação saudável”, comentou, em entrevista por e-mail.

Segundo a especialista, o estudo também é apontado como tendência no mercado de trabalho para os próximos cinco anos. “Há uma crescente de agências especializadas em marketing digital, consultores financeiros e procura pelo curso de Gerontologia”.

São profissões com boa remuneração, que pode variar de R$ 5 mil a R$ 15 mil no Brasil. As vagas que exigem conhecimento tecnológico estão nas grandes cidades, com maior concentração no Rio e em São Paulo. As profissões que visam o atendimento à terceira idade estão distribuídos, também, por cidades de pequeno e médio porte.
Confira!

Essa nova geração de trabalhadores já nasce online. Logo, ter um profissional que consiga ‘ler’ dados, quantificá-los e entender o comportamento do consumo é o diferencial de muitas empresas. O analista de Business Inteligent (BI), além de ter que dominar a matemática, precisa falar inglês. Assim como o gerente de SEO, o salário desse profissional varia de R$ 8 mil a R$ 10 mil.

GERENTE DE SEO

Supervisiona atividades da área de Search Engine Optimization (SEO) para garantir que a arquitetura de navegação, estrutura de links, código HTML e conteúdo de páginas do site gerem primeiras posições de busca da internet. São cada vez mais procurados pelas empresas, principalmente por agências de marketing digital. Precisam falar inglês, pois conteúdos e plataformas são nesse idioma. Salário varia de R$ 8 mil a R$ 10 mil.

AGROECÓLOGO

O agronegócio é um dos ramos mais importantes do PIB brasileiro, representando 20% da receita. A profissão possibilita unir o aprendizado na sustentabilidade e aplicá-lo na indústria do campo. O profissional precisa conversar com o entorno da indústria rural, pensando no aspecto social. O salário varia de R$ 7,5 mil a R$ 15 mil.

GERONTÓLOGO

No Brasil, há mais de 22 milhões de idosos. A estimativa do IBGE é que esse número triplique em 20 anos, já que as pessoas estão vivendo mais. Logo, há perspectivas na área. Existem poucas universidades gratuitas de Gerontologia, mas a concorrência não é tão acirrada quanto Medicina e Enfermagem. Recebe entre R$ 9 mil e R$ 15 mil.

CONSELHEIRO DE APOSENTADORIA

Em meio a medidas governamentais em torno da Previdência, cresce
o número de pessoas interessadas em planejar a aposentadoria. O profissional precisa entender do mercado financeiro e aplicações. Recebe de R$ 5 mil a R$ 10 mil.

Fonte: O Dia

De volta ao futebol, Bruno vai ganhar seis vezes mais do que um professor

Goleiro terá salário de R$ 15 mil no Boa após seis anos e meio preso (Nelson Antoine/Gazeta Press)

O goleiro Bruno deixou a relação de 12,1 milhões de pessoas desempregadas, que equivalem a 11,9% da população, poucos dias após sair da prisão, onde esteve por seis anos e meio, acusado de mandar matar a mãe de seu filho. E, apesar de ter cumprido menos de um terço de sua pena, o novo goleiro do Boa Esporte já terá salário superior a média de todas as profissões no Brasil, incluindo médicos, advogados, administradores de empresa…

O Boa Esporte não confirma, mas o Blog apurou que Bruno receberá R$ 15 mil por mês enquanto estiver apto a jogar – somente Radamés, volante revelado na base do Fluminense, ganha mais do que o goleiro no clube mineiro.

Os ganhos de Bruno correspondem a 16 salários mínimos, cujo valor é de R$ 937. O ex-detento, que não tem diploma universitário, vai receber, por exemplo, quase seis vezes mais do que o salário base de um professor com licenciatura que trabalha 40 horas semanais em Minas Gerais.

Mas as comparações assustadoras não terminam por aí. A média salarial do brasileiro gira em torno dos R$ 1.725, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ou seja, o camisa 1 do Boa Esporte vai faturar em um mês o que o trabalhador comum leva quase nove meses.

Até os médicos, com a responsabilidade de salvar vidas, têm em geral rendimento menor do que o pai de Bruninho, menino de sete anos fruto de sua relação extra-conjugal com Eliza Samúdio. Os profissionais com mestrado ou doutorado ganham em média R$ 8.966,07.

Bruno foi preso em 2010, após ser condenado a 22 anos e três meses de prisão, sob a acusação de mandar dois amigos matarem a então amante. O goleiro recorreu da sentença em 2013 e, como o recurso não foi julgado, sua prisão continua sendo preventiva. Baseado nisso, o ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal, deu a Bruno o direito de aguardar o julgamento do recurso em liberdade.

O goleiro, com passagens por Flamengo e Atlético-MG, também tinha ofertas de Ceará, Brasiliense, Olaria e Tricordiano. A opção pelo Boa Esporte teve a ver com o salário oferecido e com a possibilidade de ficar mais próximo da família, que é de Minas Gerais.

COMPARAÇÃO SALARIAL MENSAL DESLEAL:
– Bruno (Boa Esporte): R$ 15.000,00
– Médico: R$ 8.966,07
– Administração: R$ 8.012,10
– Direito: R$ 7.540,79
– Ciências Contábeis: R$ 7.085,24
– Engenharia Mecânica: R$ 5.576,49
– Engenharia Civil R$ 5.476,85
– Motorista de Uber: R$ 4.300,00
– Professor: R$ 2.425,50
– Gari: R$ 1.259,00
– Empregada Doméstica: R$ 1.357,00

Fonte: Yahoo

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Tendência de desemprego e perda de produtividade crescente deve ser mantida em 2017

14/01/2017

 

Trabalho: a distância entre o Brasil que emprega e o que demite

País fecha o semestre com saldo de 67.358 novas vagas, mas o balanço nacional mascara diferenças gritantes entre cidades e setores da atividade econômica

Agronegócio no oeste da Bahia

O maior empregador no primeiro semestre do ano foi o agronegócio, com um saldo positivo de 117.013 postos. (Luiz Maximiano/VEJA)

A criação de 67.358 vagas com carteira assinada de janeiro a junho traz um leve alento para um país mergulhado em prolongada crise. Foi o primeiro resultado positivo desde 2014.  Em tempos de desemprego alto e incertezas na economia, o resultado traz esperança de dias melhores para quem busca uma ocupação para garantir o próprio sustento e o da família.

Mas o balanço nacional esconde diferenças abissais entre regiões e setores da atividade econômica. Enquanto há municípios que se beneficiam de setores aquecidos, com empresas contratando mais do que demitindo, outros ainda patinam na paralisia econômica.

Segundo os cálculos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do trabalho, a campeã de geração de vagas formais foi a cidade de Franca, no interior de São Paulo, com 6.001 postos criados. No lado oposto está o Rio de Janeiro, com a destruição de 42.343 postos de trabalho. O cálculo do Caged leva em conta a diferença entre as contratações e demissões com carteira assinada, e é diferente da taxa de desemprego, que mede quantos estão procurando trabalho (veja ranking com as 20 primeiras ao fim desta matéria).

Setores da indústria

No caso da cidade paulista, o setor que puxou as contratações foi a indústria de calçados, responsável por 4.294 vagas a mais no período. O setor calçadista é um dos poucos ramos industriais do Caged que gerou vaga no país no primeiro semestre.

Para o presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca (Sindifranca),  José Carlos do Couto, o aumento é fruto de uma recuperação atrasada nos empregos do final do ano passado. Tradicionalmente, as empresas do setor contratam entre novembro e dezembro. Mas, em razão da queda nas vendas desde 2013, essa reposição de mão de obra tem sido postergada. “No ano passado, só recuperamos em outubro. Neste ano, estamos em julho e ainda não conseguimos recontratar”, explica. Ele avalia que o setor poderia recuperar os níveis de quatro anos atrás se houvesse uma política de exportação de calçados, como ajustes em impostos.

Outra cidade beneficiada por um setor em alta é Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, que foi a terceira melhor do país no semestre, com um saldo de 5.078 vagas – diferença entre demissões e contratações. Segundo o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Santa Cruz do Sul (ACI), Lucas Rubinger, o município se beneficia da indústria do fumo existente na região do Vale do Rio Pardo, que tem crescido nos últimos anos.

As empresas costumam contratar no começo do ano, por causa da safra, atraindo até moradores de cidades da região. E as indústrias têm investido. “Nos últimos anos, tem acontecido um crescimento contínuo, com avanço em técnicas como melhoramento genético, máquinas de secagem e colheita”, diz Rubinger. A indústria do fumo também foi o principal fator de contratação na vizinha Venâncio Aires, quarta melhor colocada do país (4.652 vagas a mais).

Agropecuária

A indústria de transformação foi um dos setores que gerou vaga no semestre, com 27.776 postos a mais. Mas o maior empregador do período foi o agronegócio, com um saldo positivo de 117.013 postos. O desempenho chama a atenção porque a indústria é muito maior que o campo em termos de trabalhos com carteira assinada: são 7,3 milhões de postos de trabalho contra 1,6 milhão.

Segundo Gilberto Braga, professor de Finanças do Ibmec, o agronegócio costuma registrar alta nas vagas no começo de ano. O que surpreende, em 2017, é o volume de contratações. “Isso poderia até ter sido maior se não tivéssemos crises no setor, como a da carne”, avalia. A safra recorde deste ano foi o principal motivo da alta do PIB no primeiro trimestre.

A produção agropecuária foi o principal fator de alta nas vagas na segunda colocada do país, Bebedouro (SP), com saldo de 5.198 postos abertos no setor. De acordo com o presidente do Sindicato Rural da cidade, José Oswaldo Franco, o movimento que acontece anualmente por causa da safra foi beneficiado em 2017 pelo desempenho da laranja, cuja colheita é manual. “Neste ano, está bem maior, com 360 milhões de caixas contra 280 milhões no ano passado. A colheita não tem como ser mecanizada. Estão testando máquinas na Flórida, mas ainda não tem”, explica. O bom desempenho no setor agrário também foi o que puxou a alta em cidades produtoras de laranja no estado, como Matão (12ª no ranking de emprego nacional) e Mogi-Guaçu (16ª).

Perdas

Enquanto o agronegócio e setores da indústria apresentaram bom desempenho, o comércio e a construção civil, dois dos grandes empregadores nacionais, registraram baixa. Essas quedas foram os principais fatores que fizeram com que o Rio de Janeiro liderasse as perdas, com 42.343 vagas a menos.

Segundo o pesquisador do Ibre/FGV, Bruno Otonni, o mau desempenho da economia da cidade é reflexo da combinação de várias crises: baixa no setor de petróleo, desequilíbrio fiscal do estado e o efeito do fim da Copa de  2014 e da Olimpíada de 2016. Os eventos esportivos trouxeram investimentos no estado, e motivaram grandes obras de infraestrutura.

Além da queda nos preços do óleo no mercado internacional desde 2014 a quase metade do valor, a Operação Lava-Jato também impactou a economia no segmento. “Não prejudicou só a Petrobras, mas o setor como um todo, como a indústria naval, que é muito importante para o estado”, explica Otonni.

A queda no comércio varejista, com 11.651 vagas a menos, é um sinal da atividade econômica difícil no município. Este setor costuma refletir os problemas em outras áreas de economia. A queda no segmento, que demitiu mais que contratou 125.086 pessoas pelo país, também foi fator importante nas cidades de Fortaleza (CE) e Duque de Caxias (RJ), segundo e terceiro lugar em perdas no país, respectivamente.

Formalização

Para Sergio Firpo, professor de economia do Insper, é possível que os bons resultados de alguns setores, em meio a uma recuperação ainda tímida, se espalhem para outras atividades no segundo semestre.

Ele considera que a retomada do emprego deve ser influenciada pela instabilidade política e pelas novas leis trabalhistas, que entram em vigor a partir de novembro. As incertezas sobre o governo pesam na disposição das empresas em investir e contratar, enquanto a nova CLT pode aumentar as vagas com carteira assinada. “A desocupação caiu em junho, mas a maior proporção foi por aumento do emprego informal”, observa. O setor de serviços é um dos que tem potencial.

Fonte: Veja

Desemprego fica em 13,0% em junho e atinge 13,5 milhões, diz IBGE

Informalidade ajudou população desocupada a cair pela 1ª vez desde o fim de 2014.

 

O desemprego ficou em 13,0% no trimestre encerrado em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro  de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. No período, o Brasil tinha 13,5 milhões de desempregados.

Trata-se de um recuo de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre terminado em março de 2017. Ao olhar esta base de comparação, foi a primeira queda estatisticamente importante desde o trimestre terminado em dezembro de 2014, diz o IBGE.

Mas frente ao mesmo trimestre de 2016, a taxa continua 1,7 ponto percentual maior, quando o desemprego estava em 11,3%. Já no trimestre terminado em maio, a taxa de desocupação era de 13,3%

 (Foto: Arte/G1) (Foto: Arte/G1)

(Foto: Arte/G1)

“É o primeiro movimento significativo de redução de taxa de desocupação em quase três anos. Isso, claro, é positivo”, afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

A taxa de desemprego é medida pelo IBGE por meio de uma média móvel trimestral, ou seja, de três meses, portanto, o dado de junho se refere ao período de abril a junho. O instituto divulga a taxa mensalmente.

 

População desocupada

 

Em relação ao trimestre móvel encerrado em março, a população desocupada recuou 4,9%, passando de 14,1 milhões de desempregados para 13,5 milhões. Foi a primeira redução desde o trimestre terminado em dezembro de 2014, segundo o IBGE. Contudo, a desocupação ficou 16,4% acima do mesmo trimestre de 2016.

“Verificamos que houve crescimento na indústria alimentícia, motoristas de transportes de passageiros e também nos segmentos ligados à beleza, como cabelereiros, pedicure e manicure. Nessa última categoria, é maciça a presença de pessoas que trabalham por conta própria”, afirmou Azeredo.

 

Aumento do trabalho informal

 

A população ocupada, que era de 90,2 milhões no trimestre, cresceu 1,4% (mais 1,3 milhão de pessoas) em relação ao trimestre entre janeiro e março. “É importante notar que esses mais de 1,3 milhão que entraram no mercado de trabalho o fizeram por vias informais, sem carteira assinada”, observou Azeredo.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada (inclusive os trabalhadores domésticos) foi de 33,3 milhões, mantendo-se estável frente ao trimestre anterior e recuando 3,2% em relação ao mesmo trimestre móvel de 2016.

Em 2014, havia 36,880 milhões de carteiras assinadas. Ou seja, redução de mais de três milhões de postos de trabalho formais no país, segundo o IBGE.

Segundo Azeredo, esse é o pior momento no que se refere à carteira de trabalho. “Verificamos o menor número da série que investiga a quantidade de trabalhadores empregados com carteira assinada. São mais de três milhões de postos de trabalho com carteira assinada desde 2014. É uma notícia que entristece porque sabemos que a carteira assinada é fundamental para, por exemplo, o cálculo do tempo de contribuição para a Previdência”.

 (Foto: Arte/G1) (Foto: Arte/G1)

(Foto: Arte/G1)

Em relação ao mesmo período de 2016, a população ocupada recuou 0,6% (menos 562 mil pessoas), segundo o IBGE.

 

Rendimento

 

Ainda segundo o IBGE, o rendimento médio real das pessoas ocupadas ficou estável frente ao trimestre encerrado em março de 2017, passando de R$ 2.125 para R$ 2.104 e também em relação ao mesmo trimestre de 2016, quando era de R$ 2.043.

 

Autônomos e empregadores

 

O número de trabalhadores por conta própria cresceu 1,8% na comparação com o trimestre anterior, somando 22,5 milhões de pessoas, mas recuou 1,8% em relação a 2016. Já o número de empregadores (4,2 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre imediatamente anterior e cresceu 13,1% (mais 484 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2016.

Já entre os trabalhadores domésticos, a ocupação ficou estável nas duas bases de comparação, chegando a 6,1 milhões de pessoas, de acordo com o IBGE.

 Fonte: G1

Quase 3 milhões procuram emprego há mais de dois anos, diz IBGE

Em termos absolutos, o número é o mais alto da série história da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), com início em 2012

© Divulgação

O número de brasileiros em busca de emprego há mais de dois anos voltou a subir em 2017. Após dois trimestres seguidos de queda, o número de pessoas nessa situação chegou a 2,9 milhões, ou 20,4% dos 14,2 milhões de desempregados do país.

Em termos absolutos, o número é o mais alto da série história da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), com início em 2012. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quinta (18).

Há um ano, esse porcentual era de 18,2% e, no último trimestre de 2016, de 19,9%.

O número de pessoas procurando uma vaga há mais de um ano mas há menos de dois anos também atingiu o valor mais alto da série, com um contingente de 2,5 milhões de pessoas.

A maior parte dos desempregados está em busca de trabalho há pelo menos um mês e menos de um ano. No primeiro trimestre de 2017, eram 6,9 milhões de pessoas nessa situação.

SUBUTILIZAÇÃO

Desempregados, subocupados (pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana mas gostariam de trabalhar mais) e quem faz parte da força de trabalho potencial mas não está empregado somaram 26,5 milhões de pessoas no primeiro trimestre.

Esse grupo forma a chamada subutilização da força de trabalho. Considerando toda a mão de obra disponível, a subutilização chegou a uma taxa de 24,1% no início do ano.

Há um ano, esse número era de 19,3%.

Fonte: Notícias ao minuto

Mercado tem 26,5 milhões de trabalhadores subutilizados, diz IBGE

Taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,1% no primeiro trimestre. No trimestre anterior, ela ficou em 22,2%.


 

O mercado de trabalho encerrou o primeiro trimestre do ano com 26,5 milhões de trabalhadores desempregados e subocupados – 2,2 milhões a mais que no trimestre anterior. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE).

Recessão e desemprego fizeram produtividade do trabalho recuar 7% entre 2014 e 2016

 A recessão que derrubou o PIB do país por dois anos seguidos e levou o grupo de desempregados a bater recorde, ultrapassando 14 milhões, resultou em uma perda da produtividade do trabalho — indicador que mede o quanto cada trabalhador contribui para a geração de riqueza do país — na ordem de 7%, segundo estudo do Banco Bradesco. Para especialistas, o recuo preocupa porque denota uma fragilidade ainda maior da produtividade do país que, desde a década de 1980, está praticamente estagnada, crescendo em média 0,1% ao ano.

— Essa recessão brutal causou um colapso da produtividade do trabalho, que está estagnada desde 1980, com pequenas variações positivas na abertura comercial na primeira metade dos anos 1990 e, depois, nas microrreformas feitas entre 2003 e 2008. Mas esse crescimento acabou não sendo sustentável. Foi derrubado por uma combinação de investimentos em setores equivocados, que eram pouco produtivos e não deram resultado, e pela trajetória explosiva da dívida pública, que acabou com a confiança de consumidores e empresários e travou investimentos — avalia Fernando Veloso, pesquisador da área de trabalho da Fundação Getulio Vargas.

Ariana Stephanie Zerbinatti, economista e autora do estudo, diz que o recuo de 7% do indicador — resultado da divisão do PIB pelo número de trabalhadores — só não foi mais intenso porque o mercado de trabalho começou a demitir com mais intensidade apenas no segundo semestre de 2015. Essa queda, de acordo com o relatório, diz respeito ao período compreendido entre o primeiro trimestre de 2014 e o último de 2016, quando o PIB acumulou queda de 9%, e a ocupação recuou 2%.

— Pela forma como é calculada, a produtividade do trabalho, geralmente, apresenta recuo em períodos de crise, visto que o emprego tende a apresentar quedas menos intensas que o PIB. Ainda assim, esperamos alguma melhora da produtividade do trabalho este ano, encerrando com alta de 1%, graças à retomada gradual da atividade econômica, que deve crescer 0,3%. O mercado de trabalho ainda vai reagir de forma defasada a essa recuperação. A retomada da produtividade se dará mais pela produção do que pelo emprego — ressalta Ariana.

PIOR AINDA NA COMPARAÇÃO INTERNACIONAL

Para Cláudio Dedecca, economista da Unicamp especialista em mercado de trabalho, esse recuo mostra que o país está deixando de usar a sua capacidade de trabalho para potencializar a riqueza do país:

— É um dado preocupante, porque cada trabalhador brasileiro passou a produzir menos. A contribuição dele para o PIB reflete uma recessão muito violenta. Um elemento que tem de ser levado em conta decorre do fato de o Brasil ter uma dinâmica de produtividade muito ruim. Precisamos de muita gente para gerar um PIB que não é tão grande assim. Durante muito tempo, o emprego formal cresceu o dobro do PIB. Essa fragilidade foi amplificada pela recessão.

Para Dedecca, essa perda de produtividade impacta ainda mais na competitividade do país, o que reforça a dificuldade de uma retomada da atividade a níveis expressivos, acima de 6% ao ano, e sustentável, como é o caso da China, exemplifica.

Otto Nogami, professor de economia do Insper, no entanto, é mais otimista. Ele defende que, em um processo de retomada da economia como o país está vivendo, essa produtividade baixa pode se tornar um benefício:

— Já existe capacidade instalada, que está ociosa. Então, quando a demanda voltar a crescer, é só produzir mais com o mesmo quadro. Você consegue recuperar rapidamente o índice de produtividade. É o que ocorre nas economias americana e europeia, onde, com os mesmos recursos humanos, se produz mais, capacitando as pessoas e adicionando ferramentas.

Na comparação com outros países, a baixa produtividade do trabalho no país chama atenção. De acordo com Veloso, enquanto entre 1980 e 2015, a produtividade americana cresceu 1,5% ao ano, e a do Chile, 1,8%; a do Brasil não saiu do lugar, com 0,1%. De acordo o Bradesco, comparando a produtividade do trabalho dos países que passaram por crises recentes, o recuo brasileiro foi bastante próximo ao ocorrido na Grécia (-7,3%). Apesar da crise de duração semelhante à do Brasil, lá a contração do PIB foi bem maior, de 20%, e houve um ajuste mais profundo nos empregos. Já na Itália e nos EUA, as contrações da produtividade foram menores do que no Brasil, porque ambos tiveram quedas menos intensas do PIB e crises de menor duração.

COMÉRCIO E CONSTRUÇÃO PERDERAM MAIS

Setorialmente, o estudo aponta que a queda mais intensa da produtividade foi registrada pela construção civil, com recuo de 17,6% entre o primeiro trimestre de 2014 e o último de 2016. O resultado, explica Ariana, reflete a queda de aproximadamente 20% do PIB do setor no mesmo período, ao passo que o emprego caiu cerca de 2%. Queda em magnitude semelhante registou o comércio, de 17,2%.

— São setores que cresceram bastante nos anos 2000, muito por conta da expansão do acesso ao crédito. Realidade que foi totalmente revertida durante a recessão — opina Veloso.

Fonte: Jornal Extra

Número de trabalhadores sem emprego atinge recorde de 14,2 milhões

Taxa de desemprego chega a 13,7%, maior valor da série histórica

Foto : Thiago Freitas / Extra

A taxa de desemprego alcançou 13,7%, também recorde da série histórica do IBGE, que começou em 2012. O avanço é forte tanto em relação ao primeiro trimestre de 2016 — quando estava 10,9% — e ao quarto trimestre de 2016 — quando chegou a 12%.

Fonte: Notícias ao Minuto

 

Além do número de desempregados e da própria taxa de desemprego, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) contínua mostrou uma série de recordes negativos. A população ocupada é a menor já registrada — 88,9 milhões, 1,7 milhão de pessoas a menos que no primeiro trimestre de 2017 —, o menor número de trabalhadores com carteira assinada — referência para empregos de maior qualidade —, e o menor nível de ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas em relação ao total da população em idade de trabalhar. A taxa chegou a 53,1% no primeiro trimestre, frente aos 54% do quarto trimestre e de 54,7% no primeiro trimestre de 2016.

QUEDA DO EMPREGO NA INDÚSTRIA E NA CONSTRUÇÃO

Os dados sobre o mercado de trabalho no primeiro trimestre mostraram queda no contingente de trabalhadores na indústria e na construção. Na indústria, a redução foi de 2,9% frente ao primeiro trimestre de 2016 — 342 mil pessoas a menos —, mas em ritmo menor na comparação com o quarto trimestre, de 0,3% ou 32 mil trabalhadores. No setor de construção, a queda foi maior, de 9,5% frente ao primeiro trimestre de 2016, de 719 mil pessoas. Na comparação com o quarto trimestre, o recuo chegou a 3,4%, de 242 mil trabalhadores.

O contingente de empregados com carteira assinada também caiu: 3,5% frente ao primeiro trimestre — 1,2 milhão de pessoas a mais — e 1,8% em relação ao quarto trimestre, quase 600 mil pessoas (599 mil). O número chegou a 33,4 milhões de pessoas, o menor contingente já observado na série histórica.

Segundo o IBGE, a renda média ficou em R$ 2.110, que é considerada estável frente ao trimestre anterior (R$ 2.064) e em relação ao primeiro trimestre de 2016 (R$ 2.059).

O cenário do mercado de trabalho ainda é de piora daqui para a frente, segundo especialistas. Segundo Alberto Ramos, chefe da área de pesquisas econômicas do Goldman Sachs, ainda haverá mais deterioração até que a economia possa mostrar sinais mínimos de crescimento que possa ajudar a absorver novos trabalhadores e, com isso, estabilizar a taxa de desemprego. “Esperamos que o mercado de trabalho se estabilize durante o segundo semestre e comece a se recuperar no fim do ano”, afirmou Ramos em relatório a clientes.

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Meirelles: perda de 63 mil vagas em março está dentro das expectativas

Ministro da Fazenda está em Washington, onde participa de reunião do FMI e do Banco Mundial

© DR

O fechamento de 63 600 vagas de emprego em Março de 2017 está dentro das expectativas, disse hoje (20) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo ele, o corte de empregos com carteira assinada reflete a defasagem do mercado de trabalho, que se recupera alguns meses depois de a produção voltar a crescer.

De acordo com Meirelles, o emprego voltará a reagir e crescer de forma consistente no segundo semestre. Ele ressaltou que, no início deste ano, o país ainda conviverá com os efeitos da recessão que fez a economia contrair-se quase 8% nos últimos dois anos.

“O processo de reversão [da recessão econômica] tem certa defasagem no que diz respeito à criação de empregos. Então esse número é esperável porque, segundo a nossa expectativa, no meio do ano, no início do segundo semestre, teremos uma estabilização e o início de um fluxo mais estável de criação de empregos. É um processo normal de defasagem da contração econômica muito forte que o Brasil teve”, disse o ministro em áudio publicado na página oficial do Ministério da Fazenda.

Meirelles está em Washington, onde participa até sábado (22) da reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Segundo o ministro, indicadores como o IBC-Br, espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) divulgada do Banco Central, mostram que a economia está começando a se recuperar.

“Temos um processo de crescimento, segundo o IBC-Br, até mais forte do que se previa. O indicador mostrou crescimento de 0,6% em janeiro sobre o mês anterior e de 1,3% em fevereiro. É um número muito forte porque é um número mensal dessazonalizado [que desconsidera oscilações típicas da época do ano], indicando uma retomada”, acrescentou o ministro.

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, o país tinha registrado, em fevereiro, a criação de 35,6 mil postos formais de trabalho, o primeiro saldo positivo em 22 meses. A reversão do desempenho do mercado de trabalho em março, de acordo com Meirelles, indica que os dados sobre a atividade econômica devem apresentar uma acomodação neste mês.

PIB

O ministro, no entanto, ressaltou que é preciso esperar o IBC-Br de março e a divulgação do PIB do primeiro trimestre para analisar melhor o quadro econômico. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o PIB dos três primeiros meses deste ano somente em junho.

Meirelles manteve a previsão oficial de crescimento de 0,5% do PIB para este ano. Na comparação entre o quarto trimestre de 2017 em relação ao último trimestre de 2016, o ministro também manteve a estimativa de expansão de 2,7%. Ele voltou a explicar que os dados do ano cheio apresentam crescimento mais baixo porque carregam a recessão dos anos anteriores.

“Os indicadores estão dentro do previsto e mantemos nossa previsão do crescimento para 2017, dentro da expectativa de que a retomada é lenta em virtude do nível profundo da recessão e do alto nível de endividamento das empresas e das famílias que está sendo recuperado lentamente. Esperamos chegar ao final do ano crescendo a uma taxa forte”, comentou Meirelles. Com informações da Agência Brasil.

Fonte: Notícias ao Minuto

Taxa de desemprego fica em 13,2% em fevereiro e país tem 13,5 milhões sem emprego

Balcão de emprego. Foto : Thiago Freitas / Extra.

Balcão de emprego. Foto : Thiago Freitas / Extra. Foto: Thiago Freitas / Extra – Economia
A taxa de desemprego ficou em 13,2% no trimestre encerrado em fevereiro, renovando o recorde da série histórica. O resultado representa uma alta de 1,3 ponto percentual sobre os três meses imediatamente anteriores, encerrados em janeiro, quando foi de 12,6%. Há um ano, o resultado era de 10,2%. Pela primeira vez o número de pessoas sem emprego passou da marca de 13 milhões. Em todo o país, havia 13,5 milhões de trabalhadores desempregadas no trimestre encerrado em fevereiro.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Mensal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Mais cedo, o Banco Central divulgou que a economia brasileira começou 2017 em retração e encolheu 0,26% em janeiro, ou seja, a sétima queda mensal seguida do Índice de Atividade Econômica da autoridade monetária (IBC-Br), que é considerada a prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Em janeiro de 2016, a perda foi de 0,68%. Em dezembro, a queda tinha sido de 0,32%.

O resultado da taxa de desemprego ficou acima da estimativa média de analistas consultados pela Bloomberg. Os especialistas projetavam uma taxa de desemprego de 13,1%.

- Com o trimestre encerrado em fevereiro, já temos dois terços do primeiro trimestre deste ano. Vemos um avanço expressivo da desocupação, atingimos o nível mais alto, chegando a 13,5 milhões de desempregados – afirma Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e Rendimento do IBGE.

Ele destacou a influência do crescimento da desocupação para a piora do resultado:

- Essa característica de a taxa subir nesse período do ano é comum acontecer. É esperado que haja uma alta na passagem do quarto para o primeiro trimestre. Ela mostra a dispensa de trabalhadores temporário e o poder de efetivação que o mercado de trabalho tem.

13,5 MILHÕES SEM EMPREGO

O número de pessoas sem emprego ficou em 13,5 milhões em dezembro, janeiro e fevereiro, também recorde desde o início da série histórica iniciada em 2012. Foi um crescimento de 3,2 milhões (30,6%) de desempregados frente ao mesmo trimestre de 2016 e de 1,4 milhão (11,7%) de desempregados frente ao trimestre encerrado em novembro de 2016.

A população ocupada ficou em 89,3 milhões, atingindo o menor nível da série. Foi uma uma redução de 1% (menos 864 mil trabalhadores) frente aos três meses imediatamente anteriores e de 2% (menos 1,78 milhão de trabalhadores) comparado ao mesmo trimestre do ano passado. O nível de ocupação atingiu o menor nível da série, a 53,4%.

Devido ao aumento da população desocupada, a força de trabalho no país atingiu 102,9 milhões no período, representando um aumento de 0,5% frente ao trimestre encerrado em novembro. Já frente ao mesmo trimestre de 2016, foi um acréscimo de 1,4 milhão de pessoas nesse volume, uma alta de 1,4%.

RENDIMENTO

O rendimento médio no trimestre encerrado em fevereiro ficou em R$ 2.068, o que segundo o IBGE indica estabilidade nas duas comparações, frente ao trimestre anterior (R$ 2.049) e ao mesmo trimestre de 2016 (R$ 2.037). A massa de rendimento real dos trabalhadores no período ficou em R$ 180,2 bilhões, também estável.

MENOS EMPREGO COM CARTEIRA

O número de trabalhadores com carteira assinada recuou, chegando a 33,7 milhões de pessoas. São 337 mil pessoas a menos (-1%) frente ao trimestre imediatamente anterior. Já em um ano, foi uma queda de 3,3% no número, o que representa 1,1 milhão de trabalhadores celetistas a menos.

Em 2016, a taxa média anual de desemprego voltou a bater recorde histórico, desde o início da pesquisa, em 2012, atingindo 11,5% da força de trabalho em todo o Brasil. Cresceu 3 pontos percentuais em relação a 2015, quando ficou em 8,5%. Na média, 11,8 milhões de pessoas ficaram desempregadas ano passado.

- A carteira de trabalho continua em queda expressiva. A queda na carteira não se deu só na comparação anual como vemos observando, mas também na trimestral. Nessa passagem de ano, a gente teve uma perda de 337 mil postos de trabalhos com carteira assinada – diz Cimar Azeredo.

EMPREGO POR SETORES

O volume de empregados no setores da construção (6,9 milhões) e agricultura (8,8 milhões) atingiram os menores níveis desde o início da série histórica. Na construção, foi uma redução de 1,7% frente ao trimestre anterior (menos 118 mil empregados) e uma forte queda de 9,7% em comparação há um ano (menos 749 mil trabalhadores).

O setor da indústria em geral registrou queda nas duas comparações: de 2% (menos 225 mil pessoas) frente aos três meses encerrados em novembro e 4,3% na relação anual (511 mil trabalhadores a menos).

Brasil responderá por um terço dos novos desempregados em 2017

Estimativa é da Organização Internacional do Trabalho


Desempregados em busca de vagas. Foto: Custódio Coimbra - Custódio Coimbra / Agência O Globo

O Brasil responderá por mais de um terço dos novos desempregados que vão surgir em 2017 no mundo todo, com 1,2 milhão de pessoas a mais que perderão seus postos, reforçando o cenário de que a economia brasileira ainda patina para começar a se recuperar. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê que existirão 3,4 milhões a mais de desempregados no mundo neste ano, levando o total para mais de 200 milhões.

 

No documento, a OIT chamou a atenção para a deterioração do mercado de trabalho brasileiro, onde a “recessão mais profunda que o esperado em 2016 vai continuar a ter efeitos em 2017″.

Enquanto no mundo a taxa de desemprego deverá subir 0,1 ponto percentual, para 5,8%, no Brasil essa alta será de quase 1 ponto, passando de 11,5% em 2016 para 12,4% em 2017, projetou a OIT.

Para 2018, a expectativa é de que o desemprego continue subindo no país, com 200 mil pessoas a mais sem uma posição, para total de 13,8 milhões de brasileiros.

Na América Latina e Caribe, ainda segundo dados da OIT, 1,5 milhão de pessoas vão perder seus postos neste ano, somando 26,6 milhões de desempregados. Em 2018, esse número subirá a 27,1 milhões.

Dados do final de 2016 mostram que a atividade econômica no Brasil não deu sinais consistentes de retomada, o que deixa a recuperação esperada para este ano sob pressão.

A estimativa de crescimento para 2017 na pesquisa Focus do Banco Central é de apenas 0,5 por cento, depois de recuo de 3,49 por cento esperado para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.

axa de desemprego de 11,9% é recorde e atinge 12 milhões de pessoas

Grupo de desempregados é 33% maior que no mesmo período do ano passado


  - Paulo Fridman / Bloomberg

A taxa de desemprego no país atingiu 11,9% no trimestre encerrado em novembro, se mantendo no maior nível registrado desde o início da série histórica, iniciada em 2012, assim como o número de desempregados, que atingiu 12,1 milhões de pessoas. Há um ano, a taxa estava em 9% e no trimestre usado como base de comparação, encerrado em agosto de 2016, a taxa havia atingido o patamar histórico de 11,8%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal, divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira.

Tanto a taxa de desemprego quanto o contingente de desempregados ficaram estatisticamente estáveis em relação ao trimestre anterior usado como base de comparação, quando 12 milhões de pessoas buscavam emprego. Em relação ao trimestre encerrado em novembro do ano passado, esse grupo cresceu 33,1%, o que equivale a 3 milhões de pessoas a mais em busca de trabalho.

 

Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, ressalta que, depois de dez trimestres consecutivos de alta da taxa em relação ao trimestre anterior usado como comparação, a taxa se estabilizou. É efeito da sazonalidade do período, quando historicamente a taxa estabiliza ou reduz por conta da contratação de trabalhadores temporários e de menor procura por emprego por conta das festas de fim de ano:

- Você vinha com queda expressiva da ocupação e aumento da desocupação até o trimestre encerrado em outubro. O resultado era que a taxa estava aumentando também. Agora, com dois terços do último trimestre do ano captados nesse trimestre, a desocupação para de subir e a ocupação para de cair. De certa forma é uma resposta a esse período sazonal. Esse cenário está longe de ser favorável porque ainda temos 12 milhões de pessoas desempregadas e a taxa média de desemprego esse ano já está em 11,2%, contra os 8.5% registrados em 2015, mas já é uma trégua dentro do atual contexto.

 

A população ocupada foi estimada em 90,2 milhões. Ficou estável em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016 e recuou 2,1% em comparação com igual trimestre do ano passado, quando 92,2 milhões de pessoas tinham trabalho, o que representa uma redução de aproximadamente 1,9 milhão de pessoas ocupadas.

Bruno Ottoni, pesquisador do Ibre/FGV que acompanha os dados de mercado de trabalho, avalia que apesar dos números continuarem ruins, este ano, ao contrário de 2015, quando a recessão se sobrepôs com força sobre a sazonalidade, e a taxa saltou de 8,7% no trimestre encerrado em agosto para 9% em novembro, esse ano ela parece ter freado a alta do desemprego.

- Ainda é preciso aguardar o dado fechado do terceiro trimestre do ano, mas nesses dois primeiros meses desse período já vemos uma estabilização da taxa, com a população ocupada e desocupada estáveis. Mas é uma reação normal e esperada, por conta da sazonalidade – pondera Ottoni, que projeta uma taxa média de desemprego para 2016 de 11,5%, 3 pontos percentuais maior do que a do ano passado.

Nas contas do economista, em 2016 em média serão 3 milhões de desempregados mais do que em 2015. Fato que colabora para a economia continuar patinando em 2017.

- Na prática, isso converge com o cenário macro mais adverso do que esperávamos no meio do ano, e que levou a revisões para baixo do PIB. E, quanto mais pessoas desempregadas, é menos dinheiro dirando na economia, o que acaba restringindo o consumo – analisa Thiago Xavier, economista da consultoria Tendência que também estima que a taxa média para o ano de 2016 fique em 11,5% de força de trabalho sem emprego.

No primeiro trimestre de 2017 é consenso que a taxa já voltará a crescer, efeito da sazonalidade do período, que tradicionalmente demite mais por conta do fim do contrato dos trabalhos temporários. Uma pressão adicional no próximo ano, que fará a taxa passar dos 12%, segundo Xavier, são as pessoas que, por diferentes razões, como a dificultade de conseguir emprego, hoje não estão procurando trabalhado, mas devem retomar as buscas em 2017:

- A força de trabalho potencial ( que são as pessoas que não trabalham nem procuram empregam, mas que estão disponíveis) vem crescendo e podem voltar a procurar a qualquer momento. Só que, com a previsão de crescimento fraco para a economia em 2017, as contratações vão demorar a voltar a acontecer e a taxa dessa forma aumentará.

 

Os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada ficou em 34,1 milhões de pessoas – estável em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016, mas 3,7% menor (ou menos 1,3 milhão de pessoas com carteira de trabalho assinada) em relação ao mesmo trimestre de 2015.

Na comparação entre o trimestre encerrado em novembro e o encerrado em agosto, além dos empregados com carteira no setor privado, ficaram estáveis o grupo de trabalhadores domésticos, no setor público e os trabalhadores familiares auxiliares. Tiveram alta os grupos de trabalhadores sem carteira, de 2,4% ou mais 246 mil pessoas, e de empregadores, de 5,5% ou mais 216 mil pessoas. Caiu o número de trabalhadores por conta própria (1,3% ou menos 297 mil pessoas ocupadas nesse grupo). Em relação ao mesmo período do ano passado, ficaram estáveis os grupos de trabalhadores domésticos, de empregados no setor público e de empregadores. Subiu o número de empregados sem carteira, 3,5% ou mais 350 mil pessoas). Encolheram, além do grupo de trabalhadores com carteira, os grupos por conta própria (3% ou menos 673 mil pessoas) e de auxiliar familiar (13,6% ou 331 mil pessoas a menos nessa atividade).

Por atividade, os grupos de trabalhadores no comércio, na administração pública e no transporte e armazenagem ficaram estáveis nas duas comparações. Os trabalhadores na agricultura caíram nas duas comparações ( 3,9% entre os trimestres desse ano e 4,7% em relação ao trimestre encerrado em novembro de 2015), assim como os na construção ( quedas de 2,2% e de 9% respectivamente). Tiveram alta nas duas comparações os grupos de empregados no setor de alojamento e alimentação ( de 4,6% e de 7,8%, respectivamente) e de trabalhadores em outros serviços (5,7% e 7%). A ocupação na indústria ficou estável em relação ao trimestre encerrado em agosto de 2016 e seguiu caindi na comparação anual (8,2% ou menos 1 milhão de trabalhadores).

RENDIMENTO FICOU ESTÁVEL

O rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas (R$ 2.032) ficou estável frente ao trimestre de junho a agosto de 2016 (R$ 2.027) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.041). A massa de rendimento real habitual em todos os trabalhos das pessoas ocupadas foi estimada em R$ 178,9 bilhões. Segundo o IBGE não mostrou variação significativa em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016 e caiu 2,0% frente ao mesmo trimestre de 2015.

Os indicadores da Pnad Contínua são calculados para trimestres móveis, utilizando as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do trimestre móvel terminado em novembro de 2016 foi calculada a partir das informações coletadas em setembro, outubro e novembro.

O Ministério do Trabalho divulga, em Brasília, às 16h30m, os resultados de novembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Fonte: O Globo

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Mercado de Trabalho em alta no Brasil

10/01/2013

Enquanto algumas profissões sobram no mercado de trabalho, há profissionais que o departamento de Recursos Humanos custam a encontrar. De acordo com um levantamento da Page Personnel, especializada em recrutamento profissional, à procura por um profissional escasso atinge diretamente a produtividade das empresas e, para algumas áreas, sobram vagas no país.

“Hoje o processo de recrutamento está mais longo e exige um nível de exigência e conhecimento das consultorias para encontrar o candidato certo. Hoje há mais procura de candidatos do que oferta de profissionais, cenário até pouco tempo quase que improvável no Brasil. Hoje a busca por profissionais é mais demorada do que ocorria há três anos”, explica o diretor-executivo da Page Personnel, Roberto Picino.

A pesquisa ainda revela as 12 profissões que mais faltam no mercado. Você sabe quais são elas? Veja abaixo:

1) Supervisor de Produção
Tempo médio de recrutamento: 30 a 60 dias

Salário médio: R$ 6,5 mil a R$ 9 mil

Perfil necessário para a vaga: o profissional precisa entender da cadeia de produção, unir o lado lógico e o humano para que consiga lidar com a gestão de pessoas. Algumas empresas requerem profissionais especializados em seu segmento e em uma determinada área , como também empresas que seguem a linha multiprofissional, ou seja, buscam profissionais que entendam de diversas áreas e segmentos.

2) Técnico de Campo (manutenção eletromecânica)
Tempo médio de recrutamento: 30 dias

Salário médio: R$ 3 mil a R$ 4 mil

Perfil necessário para a vaga: o técnico de campo é um dos profissionais mais requisitados em empresas de máquinas, equipamentos e serviços. Ele é responsável pela manutenção (elétrica, mecânica e em automação) dos equipamentos e linhas de produção nos clientes da empresa a qual trabalha. A maior dificuldade é encontrar profissionais com conhecimento nas três áreas e com total disponibilidade para viagens frequentes.

3) Consultor em Engenharia
Tempo médio de recrutamento: 60 dias

Salário médio: R$ 3 mil a R$ 8 mil

Perfil necessário para a vaga: profissional muito requisitado por conta do conhecimento técnico na área específica da consultoria. A maior dificuldade é encontrar um profissional com esse conhecimento específico e que apresente um perfil dinâmico e agressivo de consultoria, além da disponibilidade de viagens.

4) Vendedor Key Account Sênior
Tempo médio de recrutamento: 60 a 90 dias

Salário médio: R$ 4,5 mil a R$ 6 mil + comissões mensais

Perfil necessário para a vaga: gestão de carteira de clientes de grandes redes. Responsável pela negociação de contratos com compradores. Definição e implementação de ações promocionais com o objetivo de melhorar exposição dos produtos nas redes e incremento de vendas. Gestão de custos, rentabilidade e volume de vendas. Inglês fluente e boa penetração nas grandes redes de supermercado

5) Analista de Revenue Management
Tempo médio de recrutamento: 60 a 90 dias

Salário médio: R$ 3 mil a R$ 6 mil

Perfil necessário para a vaga: responsável pela gestão de receitas nas operações de vendas, gestão de preços, margem e investimentos de trade, construção e análise de P&L e dados de vendas. Elaboração de relatórios gerenciais, cruzando informações financeiras da empresa com informações de mercado. Analisar custos e despesas por produto e canal de vendas, antecipando necessidades de ações de preço ao mercado.

6) Analista de Inteligência de Mercado
Tempo médio de recrutamento: 60 a 90 dias

Salário médio: R$ 5 mil a R$ 6,5 mil

Perfil necessário para a vaga: municiar as áreas de Marketing e Vendas com informações referentes aos mercados, levantando e analisando situação da concorrência, movimentações estratégicas, posicionamento e novos entrantes em potencial. Analisar o posicionamento estratégico da empresa, apontando eventuais possibilidades de obtenção de vantagem competitiva.

7) Analista de Gerenciamento por Categoria Sênior
Tempo médio de recrutamento: 90 dias

Salário médio: R$ 5 mil a R$ 7 mil

Perfil necessário para a vaga: gerar informações sobre o consumidor e as novas práticas de mercado visando à melhoria dos planos de ação de gerenciamento por categoria. Desenvolver planogramas (estratégia de exposição e organização das marcas nos diferentes canais de vendas) direcionados por canais e regiões.

8) Analista de Marketing Digital / E-commerce
Tempo médio de recrutamento: 60 a 90 dias

Salário médio: R$ 4,5 mil a R$ 5,5 mil

Perfil necessário para a vaga: liderar projetos digitais com desenvolvimento e administração de conteúdo de websites de e-commerce, campanhas de mídia online. Geração e análise de relatórios de métricas online, com foco no resultado e usabilidade do websites, a partir de ferramentas como Google Analytics.

9) Demand Planning (Planejamento e Demanda)
Tempo médio de recrutamento: 60 dias

Salário médio: R$ 4 mil a R$ 8 mil

Perfil necessário para a vaga: o profissional precisa de uma visão geral da cadeia de supply chain. Forte interface com produção, logística e comercial – tanto vendas quanto compras. O profissional deve gerar a previsão de vendas de determinado produto / linha de produtos baseado em fatores como histórico de vendas, previsão de demanda, nível de estoque, sazonalidade entre outros. O idioma inglês acaba sendo exigido em mais de 90% dos casos.

10) Projetos Logísticos
Tempo médio de recrutamento: 90 dias

Salário médio: R$ 4,5 mil a R$ 9 mil

Perfil necessário para a vaga: o profissional de projetos logísticos está inserido em operadores logísticos, varejo ou indústria. Como operador logístico, tem que ter uma visão ampla de processos já que lida com segmentos diversos, com urgências e particularidades distintas. As atividades poderão ser voltadas tanto para o dimensionamento / planejamento, implementação ou melhoria do projeto.

11) Strategic Sourcing (Compras Estratégicas)
Tempo médio de recrutamento: 45 a 60 dias

Salário médio: R$ 4 mil a R$ 8 mil

Perfil necessário para a vaga: o profissional de Strategic Sourcing traz uma visão estratégica para a área de compras. Perfil comercial arrojado, com forte habilidade de negociação. Visão macro do processo de supply chain, além de trazer novas alternativas para o negócio, considerando custo-benefício, melhor qualificação de fornecedores, savings entre outros fatores. As empresas buscam por perfis com visão ampla e estratégica do mercado fornecedor, econômico, financeiro etc. Fluência em inglês é fundamental.

12) Vendedor Técnico
Tempo médio de recrutamento: 90 a 120 dias

Salário Médio: R$ 6 mil a R$ 7 mil

Perfil necessário para a vaga: formação em Química ou Engenharia Química / Experiência comercial no mercado cosmético. Gestão de carteira de clientes no segmento cosmético, prospecção de novas contas, venda consultiva e participação de feiras e eventos do setor.

Um estudo revela as profissões que tiveram alta e baixa salarial nos últimos dez anos. As áreas de Medicina, Militar e Engenharia Civil receberam os maiores aumentos salariais. Na contramão, Administração, Filosofia e Jornalismo tiveram as maiores reduções na última década.Segundo o estudo da BRAiN (Brasil Investimentos & Negócios), o chamado “apagão de mão de obra”, ou a falta de profissionais em determinadas áreas cruciais para o desenvolvimento do País, é o maior motiva da variação salarial entre 2000 e 2010, período em que o relatório comparou os salários dos trabalhadores com nível superior em diversos setores.Entre as áreas com os maiores aumentos no salário, a Engenharia Civil teve uma diferença salarial entre o profissional de nível superior e o de nível médio de 200% em 2000. Já em 2010, esse número passou para mais de 250%.“Isso mostra que a demanda por esse tipo de profissional está aumentando mais rapidamente que a oferta, ou seja, o mercado está demandando mais engenheiros civis”, explica o diretor de Pesquisa da BRAiN, o economista André Sacconato.

Salários
Confira abaixo as profissões cujos salários aumentaram e reduziram na última década:

Maiores salários:
1. Medicina

2. Militar

3. Engenharia Civil

4. Ciências Sociais

5. Engenharia Química

6. Arquitetura

7. Outras Engenharias

8. Estatística

9. Engenharia Elétrica

10. Engenharia Mecânica

11. Economia

12. Ciências Físicas

13. Biblioteconomia

14. Direito

15. Artes

16. Odontologia

17. Veterinária

18. Serviço Social

19. Física

20. Contabilidade

Salários reduzidos:
1. Administração

2. Filosofia

3. Jornalismo

4. Marketing

5. Atuarias

6. Ciências da Computação

7. Farmácia

8. Hotelaria

9. Matemática

10. Enfermagem

Qual é sua meta para 2013? Se a resposta for procurar um bom emprego, a ABC News fez uma lista que pode lhe ajudar nessa empreitada.

O site americano publicou uma lista de empregos que prometem ser mais estressantes e os mais “relaxados” em 2013, nos Estados Unidos. Foram avaliadas mais de 200 carreiras sob 11 fatores de estresse, como os intervalos das férias, viagens corporativas, perspectivas no emprego, pressão, prazos, competitividade, entre outros.

Para quem não quer se estressar, a carreira de professor universitário de tempo integral é a maior promessa pra 2013. Em contrapartida, o profissional deve pensar duas vezes em escolher a carreira militar, considerada a mais estressante.

Ficou em dúvida se sua profissão pode estar em alguma dessas listas? Veja abaixo as 10 carreiras mais e menos estressantes e seus respectivos salários (em dólares) por ano:

Top 10 – Mais estressantes:

1. Militares (Alistados)
Salário médio: US$ 45.528 dólares

2. Militar (Geral)
Salário médio: US$ 196.300

3. Bombeiro
Salário médio: US$ 42.250

4. Piloto de avião comercial
Salário médio: US$ 92.060

5. Executivo de Relações Públicas
Salário médio: US$ 57.550

6. Executivo Corporativo Sênior
Salário médio: US$ 101.250

7. Fotojornalista
Salário médio: US$ 29.130

8. Repórter de jornal
Salário médio: US$ 36.000

9. Taxista
Salário médio: US$ 22.440

10. Policial
Salário médio: US$ 55.010

Top 10 – Menos estressantes:

1. Professor Universitário
Salário médio: US$ 62.050

2. Costureiro / Alfaiate
Salário médio: US$ 25.850

3. Auxiliar Médico
Salário médio: US$ 32.350

4. Joalheiro
Salário médio: US$ 35.170

5. Técnico de Laboratório Médico
Salário médio: US$ 46.680

6. Audiologista
Salário médio: US$ 66.660

7. Nutricionista
Salário médio: US$ 53.250

8. Hair Stylist
Salário médio: US$ 22.500

9. Bibliotecário
Salário médio: US$ 54.500

10. Operador de prensa
Salário médio: US$ 31.910

 

 

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Aviso prévio

24/09/2011

 Em 13 de Outubro, entrou em vigor lei tornando o aviso prévio proporcional ao tempo trabalhado, variando entre 30 (até um ano no emprego) e 90 dias, o máximo, sendo quesito deste ter, pelo menos, 20 anos trabalhados na empresa. Para saber, exatamente, a duração de seu aviso prévio, a partir de um ano de casa, some três dias por ano trabalhado. Assim, por exemplo, se você ficar na empresa 5 anos, terá 42 dias de aviso prévio. Cabe lembrar que, se o empregado pede demissão, deverá ficar na empresa durante o tempo do aviso, para o empregador conseguir um substituto, e, caso seja demitido, a empresa deverá mantê-lo trabalhando ou dispensado de serviço durante esse prazo,

Da Equipe Terra 2012

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Sudão

12/07/2011

O Presidente do Sudão, al-Bashir, é um dos maiores assassinos em massa denunciados pelo Tribunal Penal Internacional, mas continua fazendo vítimas em seu país, impingindo bombardeios a civis, entre eles, mulheres e crianças. O País enfrenta inflação, sobretudo, de alimentos, apesar das reservas de petróleo. A comunidade internacional vem tolerando o Ditador no poder, em troca do acesso ao combustível.

Fonte: Avaaz

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Empregados domésticos

19/06/2011

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovou resolução que pode afetar a vida das empregadas, faxineiras, caseiros e demais trabalhadores do lar, que, no Brasil, somam 6,2 milhões de pessoas, sendo 770 mil, só em São Paulo, caso seja aprovada pelo Congresso e por Dilma. No mundo, essa força de trabalho é estimada em 53 milhões, mas, devido à grande informalidade do setor, pode chegar a 100 milhões de pessoas.

Jornada de trabalho de 44h semanais, horas extras, adicional noturno, seguro desemprego e FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) são alguns dos direitos trabalhistas que podem ser estendidos à categoria, já que, hoje, o pagamento de 11,2% do salário ao Fundo é facultativo, levando, apenas, 1% dos empregadores a fazê-lo. Outro direito que eles têm é a licença maternidade de 120 dias, mas não, a assistência médica, registro da CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social) se trabalharem mais de 2 vezes por semana na casa. Portanto, a diarista está desprotegida.

O trabalho doméstico é essencial à População Economicamente Ativa (PEA) do País porque, com ele, a mulher moderna consegue trabalhar, cuidar da casa, da família e de si e estudar ao mesmo tempo.

Para manter formalização e reduzir custo, doméstica e patrão aderem à jornada parcial

Cuidadora de idosos Nanci de Oliveira, de 54 anos, foi contratada há seis meses com regime de 24 horas semanais
Cuidadora de idosos Nanci de Oliveira, de 54 anos, foi contratada há seis meses com regime de 24 horas semanais Foto: Agência O Globo

 

O aumento dos gastos na contratação de funcionários tem levado empregadores a buscar contratos de trabalho mais flexíveis e econômicos ao admitir domésticas, cuidadores de idosos, babás, jardineiros e outros profissionais. A jornada parcial ou a reduzida, com salário proporcional ao número de horas trabalhadas, está prevista na Lei da Doméstica, que completou dois anos na última quinta-feira. Na prática, no caso da contratação sob regime parcial, o trabalhador doméstico deve cumprir até 25 horas semanais e a jornada de trabalho não pode exceder seis horas diárias. Neste caso, além do pagamento proporcional, o período de férias será de no máximo 18 dias, mas pode chegar a 8 dias, dependendo do número de dias e horas trabalhadas.

Quando é aplicada a jornada reduzida, a empregada é contratada com jornada de 30 a 40 horas semanais. O valor do salário ainda poderá ser proporcional, mas as férias serão integrais, ou seja, de 30 dias, como nos contratos de 44 horas semanais.

A cuidadora de idosos Nanci de Oliveira, de 54 anos, foi contratada há seis meses sob regime parcial. Ela trabalha 24 horas por semana, segunda, quarta e sexta, com salário de R$ 753 e o complemento de R$ 127 de passagem.

—Para mim, é bom. Tenho todos os direitos, INSS, FGTS, seguro-desemprego. Com essa escala tenho tempo para ir ao médico — pondera Nanci.

Cadastro no eSocial

Na carteira, o empregador deve descrever tipo de contrato
Na carteira, o empregador deve descrever tipo de contrato Foto: Domingos Peixoto

 

O Instituto Doméstica Legal informou que o contrato parcial ou reduzido é o mesmo de um trabalhador que cumpre a jornada integral. Na prática, o empregador deve fazer seu cadastro e o da doméstica no sistema do eSocial, da Receita Federal, informando a carga horária de trabalho e o salário proporcional. Quando a funcionária tem jornada de até 25 horas, o sistema já considera, por exemplo, que o período máximo de férias é de 18 dias. A advogada Juliana Bracks, do escritório, Bracks Advogados Associados, explica que é importante descrever o tipo de contrato na carteira de trabalho.

— Em “anotações gerais”, a recomendação é detalhar que foi firmado um contrato de trabalho parcial, em acordo com a funcionária. E, se o empregador, preferir poderá fazer ainda um termo por escrito — explica Juliana Bracks.

A advogada trabalhista lembra ainda que no contrato de jornada parcial a legislação restringe a realização de horas extras.

— A hora extra desvirtuaria o propósito e há o limite de seis horas diárias. No caso da jornada reduzida, não há impedimento— disse ela.

Migração fora da lei

Os empregadores devem ficar atentos porque quem já possui contrato de trabalho integral não deve tentar fazer a migração para jornada reduzida ou parcial. A lei trabalhista só permite redução salarial a partir de uma convenção coletiva homologada pelo sindicato, o que não é possível no caso da doméstica.

O Sindicato das Domésticas do Município do Rio informou que tem recebido dúvidas de associadas questionando se há ilegalidade na proposta de patrões em fazer essa migração. A entidade disse, no entanto, que considera a jornada reduzida ou a parcial, prevista na Lei da Doméstica, como uma perda para a categoria e motivo de precarização.

— Não damos anuência para isso. O emprego doméstico já está muito diversificado, com muitas pessoas trabalhando como diaristas e na informalidade. Não concordamos e não aconselhamos a jornada parcial. E para quem já tem a contratação integral não é possível fazer a migração com perda salarial — observa a presidente do sindicato, Carli Maria dos Santos.

Entrevista: Mário Avelino, presidente do Instituto Doméstica Legal

Mário Avelino: “Opção por formalização”
Mário Avelino: “Opção por formalização” Foto: Divulgação

Por que o contrato de trabalho parcial ou reduzido tem atraído os empregadores?

Em um período de crise, é uma forma de diminuir custos da contratação para o patrão. Para a doméstica, pode ser uma maneira de se manter na formalização e com todos os direitos trabalhistas. Poderia ser ainda uma alternativa para evitar demissões de contratos integrais, mas não há possibilidade de reduzir o salário.

O pagamento do salário é proporcional ao número de horas trabalhadas. Mas e se o salário calculado ficar abaixo do piso regional, por exemplo, no Rio, de R$ 1.136,52?

Isso não tem problema. Está previsto na Lei da Doméstica que o salário vai ser proporcional à jornada, ainda que menor ao piso da categoria. O que percebermos é que, de acordo com a nossa base dados, a maioria tanto os trabalhadores com jornada integral, quanto aqueles com jornada parcial ou reduzida, ganha o piso do Rio de Janeiro. O ideal seria a possibilidade de aumentar a empregabilidade e a formalização. Por exemplo, para quem tem uma diarista duas vezes por semana

Fonte: ONG Doméstica Legal

 

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