Participe de nossos abaixo-assinados
Petição Pública
Prezado Leitor, sua participação é muito importante para nós. Pedimos que, no site www.peticaopublica.com.br,
para cada abaixo-assinado de que você queira participar, digite seu nome completo, RG ou CPF e e-mail. Aproveite para recomendar o site a sua rede de contatos. Obrigada.
Lista de Links
Sala de atendimento
Clique na porta
para acessar Porta

Clipping

TEMER renuncia?

08/01/2018

TEMER

 

Em Brasília, muitas pessoas próximas ao presidente Michel Temer sabem que ele não está em seus melhores momentos de Saúde. Alvo de uma séria infecção urinária, já é cogitado dele deixar o cargo para ter uma vida mais voltada a sua recuperação. O nome do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), já está sendo especulado para entrar no lugar de Temer. Mesmo diante de todas essas informações da gravidade de sua saúde, o peemedebista tenta mostrar um outro lado para as pessoas. Ele tem decidido adiar exames e chegou a fazer caminhadas nas redondezas do Planalto para mostrar que goza de boa saúde. Porém, as coisas não são bem assim. Temer estaria se segurando no cargo até onde puder. Recentemente, ele passou por dois procedimentos cirúrgicos e uma angioplastia. Conforme informações do jornal Folha de S.Paulo, surgiram alguns rumores de que o presidente estaria também aproveitando a sua situação para uma tentativa de “humanizar” seu Governo. Cada recuperação dele é apresentada como uma vitória. Segundo as informações, uma das causas que têm tirado o sono do peemedebista e provavelmente tem ajudado para que fique ainda mais doente é a tentativa de aprovação da reforma da Previdência. O ritmo de trabalho aumentou e a sua dedicação nesse assunto o fez deixar a saúde um pouco de lado. Um dos pedidos do presidente aos seus aliados é que não deixem a questão da Previdência morrer. Ele afirmou que isso seria algo péssimo para o Brasil.

Fonte: Youtube

 

Protestos no Irã

31/12/2017

Terceiro dia de protestos no Irã tem confrontos

Atos começaram para manifestar insatisfação com alta dos preços, desemprego e corrupção. Dois manifestantes foram mortos, segundo relatos

 

Irã tem terceiro dia de protestos contra o governo

Irã tem terceiro dia de protestos contra o governo

O Irã vive neste sábado (30) o terceiro dia consecutivo de protestos contra o governo do presidente Hassan Rouhani e o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Milhares de pessoas foram às ruas das princiais cidades do país. Houve confronto entre a polícia e os manifestantes na capital Teerã e, segundo relatos de manifestantes, duas pessoas que participavam dos protestos em Dorud foram mortos.

A onda de protestos contra o governo começou na última quinta-feira (28) em Mashhad, cidade com 2 milhões de habitantes, e se espalhou por várias cidades nesta sexta-feira e neste sábado. Autoridades divulgaram que 50 pessoas foram presas desde o primeiro dia.

Manifestações não autorizadas, como as desses dias, são proibidas no Irã. O país penaliza qualquer manifestação considerada “contrária à gestão do país e suas instituições políticas e às políticas nacionais e exteriores”.

Os atos começaram para expressar a insatisfação dos iranianos com a alta dos preços, o desemprego e a corrupção, mas se transformaram em um protesto contra o governo.

Polícia lança gás lacrimogêneo contra estudantes que protestavam neste sábado (30) na Universidade de Teerã (Foto: STR / AFP)Polícia lança gás lacrimogêneo contra estudantes que protestavam neste sábado (30) na Universidade de Teerã (Foto: STR / AFP)

Polícia lança gás lacrimogêneo contra estudantes que protestavam neste sábado (30) na Universidade de Teerã (Foto: STR / AFP)

De acordo com a agência Associated Press, as manifestações parecem ser as maiores que aconteceram no país desde 2009, quando foram realizadas eleições presidenciais controversas.

Ainda segundo a agência, os preços de vários itens, como o ovo, subiram até 40% nos últimos dias no país. O governo atribuiu a alta do ovo a um abate de aves por medo da gripe aviária.

O presidente americano Donald Trump apoiou os manifestantes em uma mensagem publicada em seu perfil no Twitter e, após a sua mensagem, a televisão estatal iraniana rompeu o silêncio sobre os protestos antigoverno, dizendo que não os havia reportado por ordens de autoridades de segurança.

Polícia bloqueia entrada da Universidade de Teerã, onde estudantes protestavam contra o governo (Foto: STR / AFP)Polícia bloqueia entrada da Universidade de Teerã, onde estudantes protestavam contra o governo (Foto: STR / AFP)

Polícia bloqueia entrada da Universidade de Teerã, onde estudantes protestavam contra o governo (Foto: STR / AFP)

“Muitos relatos de protestos pacíficos por cidadãos iranianos cansados da corrupção do governo e os desperdícios da riqueza da nação para financiar o terrorismo fora do país. O governo iraniano deveria respeitar os direitos de seu povo, incluindo o direito de se expressar. O mundo está vigiando”, tuitou Trump.

Many reports of peaceful protests by Iranian citizens fed up with regime’s corruption & its squandering of the nation’s wealth to fund terrorism abroad. Iranian govt should respect their people’s rights, including right to express themselves. The world is watching! 

Horas depois, a TV estatal afirmou: “Os grupos contrarrevolucionários e os meios de comunicação estrangeiros continuam suas tentativas organizadas de abusar dos problemas econômicos e de subsistência da população e suas exigências legítimas para organizar reuniões ilegais e que possivelmente acabe em caos”.

 

Confronto e manifestantes baleados

 

Na capital, centenas estudantes universitários protestaram na Universidade de Teerã. A polícia cercou as portas do local e isolou a área. Os manifestantes gritavam palavras de ordem contra o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Os manifestantes entraram em confronto com a polícia, que disparou bombas de gás lacrimogêneo para dispersá-los.

A polícia também dispersou manifestantes que cantavam lemas de ordem contra as autoridades no centro de Teerã, na avenida Enghelab.

Dois manifestantes foram baleados e mortos neste sábado pelas forças de segurança na cidade de Dorud, no oeste do país, de acordo com relatos feito em um vídeo publicado nas redes sociais, informa a agência de notícias Reuters.

O vídeo mostra manifestantes carregando duas pessoas em Dorud e uma voz afirma que eles foram mortos. A filmagem não pôde ser autenticada pela agência Reuters.

Protestos próximos a universidade em Teerã, no Irã (Foto: Reuters)Protestos próximos a universidade em Teerã, no Irã (Foto: Reuters)

Protestos próximos a universidade em Teerã, no Irã (Foto: Reuters)

Terceiro dia de protestos no Irã (Foto: Reuters)Terceiro dia de protestos no Irã (Foto: Reuters)

Terceiro dia de protestos no Irã (Foto: Reuters)

Pessoas protestam em Teerã, no Irã (Foto: Reuters)Pessoas protestam em Teerã, no Irã (Foto: Reuters)

Pessoas protestam em Teerã, no Irã (Foto: Reuters)

Protestos em Teerã, no Irã (Foto: Reuters)Protestos em Teerã, no Irã (Foto: Reuters)

Protestos em Teerã, no Irã (Foto: Reuters)

 

Manifestação pró-governo

 

Neste sábado, além dos protestos contrários a Rouhani também foram realizados atos pró-governo no Irã. Segundo a Deutsche Welle, dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas para apoiar o presidente.

Esta manifestação estava programada há semanas e ocorre anualmente desde 2009 para lembrar o movimento que defendeu a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, em meio a alegações de fraude.

Milhares de pessoas saem às ruas em apoio ao governo no Irã

Milhares de pessoas saem às ruas em apoio ao governo no Irã

 

Reeleito em maio

 

 Presidente do Irã, Hassan Rouhani, em imagem de arquivo (Foto: ATTA KENARE / AFP) Presidente do Irã, Hassan Rouhani, em imagem de arquivo (Foto: ATTA KENARE / AFP)

Presidente do Irã, Hassan Rouhani, em imagem de arquivo (Foto: ATTA KENARE / AFP)

Rouhani foi reeleito presidente do Irã, com 57% dos votos, em maio deste ano.

Aos 68 anos, Hassan Rouhani é considerado um reformista moderado, cuja principal marca no governo é o pacto nuclear com as potências mundiais assinado em julho de 2015 e a retomada de diálogo com o Ocidente.

Rouhani também é conhecido por ser parte do clero iraniano e por servir como conselheiro ao líder supremo do país.

 

Sistemas políticos

 

Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, vota durante eleições presidenciais (Foto: Site do líder supremo do Irã / via AFP Photo)Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, vota durante eleições presidenciais (Foto: Site do líder supremo do Irã / via AFP Photo)

Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, vota durante eleições presidenciais (Foto: Site do líder supremo do Irã / via AFP Photo)

O Irã é frequentemente visto como uma teocracia islâmica, mas é uma mistura de diferentes sistemas políticos, incluindo elementos da democracia parlamentar.

Apesar de o processo eleitoral iraniano ser similar ao de uma democracia, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, está acima das maiores decisões políticas do país, mantendo controle dos poderes legislativo e judiciário. Cabe a ele aprovar ou não o resultado das eleições, assim como fazer decisões diplomáticas, controlar o exército iraniano e a agenda de assuntos domésticos.

Fonte:G1

Cresce longevidade do brasileiro

02/12/2017

Expectativa de vida do brasileiro ao nascer foi de 75,8 anos em 2016, diz IBGE

Em dados sobre mortalidade apresentados nesta sexta-feira (1), brasileiro que nasceu em 2016 deve viver, em média, três meses a mais que os nascidos em 2015.

 

A expectativa de vida ao nascer no Brasil era de 75,8 anos em 2016, um aumento de três meses e 11 dias em relação ao ano anterior, segundo informou nesta sexta-feira (1º) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Expectativa de vida aumentou mais de 30 anos de 1940 a 2016, diz IBGE

Expectativa de vida aumentou mais de 30 anos de 1940 a 2016, diz IBGE

Em 2015, a expectativa de vida ao nascer no Brasil era de 75,5 — também um aumento de aproximadamente três meses em relação a 2014.

Ao longo do tempo a expectativa do brasileiro vem aumentando: o brasileiro que nascia em 1940 vivia, em média, 45,5 anos; em 1970, 57,6 anos, chegando a mais de 75 anos a partir de 2015.

O aumento também foi de 3,5 nos últimos 10 anos. O brasileiro nascido em 2006 tinha a expectativa de viver 72,3 anos; número que passou para 75,8 em 2016.

As ‘Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil de 2015’, que o IBGE divulga anualmente, apresenta as expectativas de vida por idade. O que significa, na prática, o quanto em média o brasileiro vai viver a mais a partir daquela idade apresentada.

Assim, em média, o brasileiro que tinha 5 anos em 2016 tinha uma expectativa de viver, em média, mais 72 anos. O que tinha 20 anos, tinha expectativa de viver mais 57,5 em média. Confira abaixo, na tabela, algumas expectativas de vida médias a partir da idade em 2016.

Expectativa de vida a partir da idade

0 75,8
10 67
20 57,5
30 48,3
40 39,1
50 30,3
60 22,3
70 15,1
80 ou mais 9,5
Fonte: IBGE

 

Mulher vive em média 79,4 anos

 

As mulheres continuam vivendo mais que os homens, embora as expectativas de vida de ambos os gêneros tenham aumento em relação ao ano anterior. A expectativa de vida dos homens aumentou de 71,9 anos em 2015 para 72,2 anos em 2016, enquanto a das mulheres foi de 79,1 para 79,4 anos.

Também os homens têm mais chance de não ultrapassar os 25 anos que as mulheres, segundo o IBGE. Eles são mais vítimas de mortes de causas não naturais, como acidentes de trânsito e homicídios.

Em 2016, um homem de 20 anos tinha 4,5 vezes mais chance de não completar 25 anos do que uma mulher no mesmo grupo de idade.

Expectativa de vida ao nascer do homem (1940 – 2016)

Santa Catarina tem maior expectativa do Brasil (79,1 anos)

 

O estado de Santa Catarina tem a maior expectativa de vida do país. Lá, o brasileiro que nasceu em 2016 tem a expectativa de viver, em média, 79,1 anos. Em seguida, estão os estados de Espírito Santo, Distrito Federal e São Paulo, com a expectativa acima de 78 anos.

A menor expectativa de vida registrada foi do Maranhão, com 70,1 anos. Ao todo, oito estados estão acima da média nacional. São eles: Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Distrito Federal, Espírito Santo e Santa Catarina.

 

Expectativa de vida no mundo

 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde divulgados em 2016, em relação ao ano de 2015, o Japão seguia à frente na longevidade mundial: o japonês que nasceu em 2015 vive, em média, 83,7 anos — 8,2 anos a mais que o brasileiro que nasceu no mesmo ano. Confira, na tabela abaixo, dados de outros países.

Exemplos globais e expectativa de vida (2015)

Japão 83,7
Suíça 83,4
França 82,4
Coreia do Sul 82,3
Canadá 82,2
Estados Unidos 79,3
China 76,1
Argentina 76,3
Brasil 75,5
Colômbia 74,8
Congo 64,7
Guiné-Bissau 58,9
Angola 52,4
Fonte: Organização Mundial da Saúde

 

Aposentadoria

 

Brasileiro vive mais e isso tem impacto na aposentadoria

Brasileiro vive mais e isso tem impacto na aposentadoria

O aumento da expectativa de vida do brasileiro tem impacto direto sobre a aposentadoria, já que a Previdência tem que arcar com o benefício por mais tempo, enquanto os anos de contribuição continuaram os mesmos.

Analista Edgar Vicentin escapou do cálculo novo da aposentadoria

Analista Edgar Vicentin escapou do cálculo novo da aposentadoria

Os dados do IBGE sobre expectativa de vida são considerados no cálculo do fator previdenciário, que define o valor das aposentadorias. A nova tábua, no entanto, não altera as regras para quem irá se aposentar pela regra que exige que a soma entre a idade e o tempo de contribuição some 85 para as mulheres e 95 para os homens.

Contribuir mais alguns meses pode ser vantajoso para quem está perto de se aposentar

Contribuir mais alguns meses pode ser vantajoso para quem está perto de se aposentar

 

 Fonte: G1

Salário médio na Suíça é de 5 mil dólares

02/12/2017

Por que uma das cidades mais ricas do mundo vai expulsar dezenas de milionários de suas casas

Em Zurique, pessoas com uma renda acima da média da população vivem em moradias sociais, com aluguéis subsidiados pelo governo, mas novas regras obrigarão parte delas a procurar um novo lugar para viver.

Cerca de 20% dos inquilinos de moradias sociais de Zurique serão afetados pelas novas regras (Foto: lekca060/Creative Commons)Cerca de 20% dos inquilinos de moradias sociais de Zurique serão afetados pelas novas regras (Foto: lekca060/Creative Commons)

Cerca de 20% dos inquilinos de moradias sociais de Zurique serão afetados pelas novas regras (Foto: lekca060/Creative Commons)

Eles ganham mais dinheiro do que a média da população em uma das cidades mais ricas do mundo e, ainda assim, vivem em casas com aluguéis subsidiados pelo governo local. Mas isso vai acabar.

Zurique aprovou nesta semana uma lei com novas regras para o programa de moradias sociais. O objetivo é combater essa distorção, e um fato em especial chamou bastante atenção: 132 milionários viviam em residências assim em 2014, quando a Prefeitura apresentou a proposta – e eles serão despejados.

Segundo as autoridades desta que é a cidade mais populosa da Suíça, com 400 mil habitantes, muitos outros se beneficiam desta ajuda apesar de serem capazes de pagar o preço de um aluguel no valor de mercado.

É bom dizer que não são necessariamente magnatas com investimentos nos Emirados Árabes e uma frota de carrões estacionados na garagem. Mas são pessoas cujos rendimentos são mais altos do que o salário médio suíço, que é de cerca de US$ 60 mil (R$ 196,3 mil) por ano – o segundo maior da Europa, atrás apenas de Luxemburgo – e um valor bem maior do que a renda das famílias alvos do programa social.

 

Limite de renda

 

Desde 2011, investidores imobiliários na cidade precisam destinar ao menos 33% dos empreendimentos a moradias sociais, que são administradas por empresas públicas. Essas habitações são alugadas a preços que permitem amoritzar os custos de construção e manutenção, mas não é possível lucrar com eles.

O salário médio na cidade suíça é de US$ 60 mil (R$ 196,3 mil) por ano, o segundo maior da Europa (Foto: Jonny_Joka/Creative Commons)O salário médio na cidade suíça é de US$ 60 mil (R$ 196,3 mil) por ano, o segundo maior da Europa (Foto: Jonny_Joka/Creative Commons)

O salário médio na cidade suíça é de US$ 60 mil (R$ 196,3 mil) por ano, o segundo maior da Europa (Foto: Jonny_Joka/Creative Commons)

Em paralelo, existe um outro programa de moradias sociais construídas e gerenciadas pelo governo local. Desde a criação da cota de 33%, o governo ergueu 1,5 mil moradias sociais. Assim, há uma oferta de 9 mil apartamentos do tipo atualmente.

O valores do aluguel social variam entre 623 francos suíços (R$ 2.059), para imóveis com até 1,5 cômodos, e 2,2 mil francos ( R$ 7.211), para aqueles de seis cômodos ou mais – cozinha e banheiro não são contabilizados como cômodos, e um corredor de entrada extenso ou uma cozinha mais ampla podem ser considerados meio cômodo.

A Prefeitura detectou que muitos desses imóveis não são ocupados pelos mais pobres – ou menos ricos, a depender do ponto de vista. Assim, além dos 132 milionários que serão expulsos de suas casas, o mesmo acontecerá com os outros que ganham bem o bastante para dispensar o apoio público.

As novas regras dizem claramente que o “inquilino social” não pode ter um salário acima de quatro vezes o valor do aluguel social. Sua renda pode aumentar enquanto vive ali, mas, se ultrapassar seis vezes o aluguel, o governo pode pedir que ele se mude.

Empreedimentos imobiários em Zurique precisam destinar 33% de suas unidades a moradias sociais (Foto: stooni/Creative Commons)Empreedimentos imobiários em Zurique precisam destinar 33% de suas unidades a moradias sociais (Foto: stooni/Creative Commons)

Empreedimentos imobiários em Zurique precisam destinar 33% de suas unidades a moradias sociais (Foto: stooni/Creative Commons)

Haverá uma revisão dos contratos a cada dois anos para verificar se o morador ainda atende ao critério de renda. O imóvel também deve ser a única residência do inquilino e sua família.

Antes, não havia um limite de renda previsto na lei que regula o programa. Seu texto apenas dizia que deveria haver “uma proporção adequada entre a renda e o aluguel”. Segundo os cálculos de autoridades, hoje, cerca de 19% dos inquilinos sociais não se enquadrariam nas novas normas.

Em alguns casos, explicou a Prefeitura à BBC Brasil, uma pessoa pode ter começado a alugar o local quando tinha uma renda menor – era um estudante, por exemplo, que depois conseguiu um emprego, se casou, recebeu uma herança e assim por diante.

 

Muito suave?

 

Foram criados mecanismos para suavizar as mudanças. As novas regras serão primeiro aplicadas aos novos aluguéis, e há a expectativa de quem tenha uma renda superior ao limite máximo se mude por conta própria, antes que o governo precise intervir.

A ideia é reduzir o índice de inquilinos sociais com renda superior ao limite máximo para 15% ao longo de um período de cinco anos. Quem tiver de se mudar receberá ajuda para encontrar uma nova casa rapidamente.

O governo oferecerá ao menos duas alternativas no setor privado de acordo com sua renda. Mas, se a pessoa ganhar mais de 230 mil francos suíços (R$ 764 mil) por ano, serão despejados sem direito a esse benefício. Hoje, 190 pessoas se enquadrariam nesse perfil.

Críticos desta flexibilidade das normas dizem que o governo local de centro-esquerda não quer perder votos e, assim, busca reduzir o impacto da reformulação do programa habitacional. Segundo a imprensa local, a oposição queria regras bem mais duras.

De qualquer forma, o novo sistema só passará a valer no primeiro semestre de 2018, depois que algumas etapas burocráticas forem cumpridas. Então, quem estiver na mira das futuras ordens de despejo terá tempo para buscar uma nova casa

Fonte: G1

Brasil: um país de pobres

30/11/2017

Metade dos trabalhadores brasileiros tem renda menor que o salário mínimo, aponta IBGE

Renda abaixo do mínimo é possível entre trabalhadores informais e por conta própria; pesquisa revela que 10% da população concentra 43% da soma de rendimentos do país.

 

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 50% dos trabalhadores brasileiros recebem por mês, em média, 15% menos que o salário mínimo. Além disso, o rendimento daqueles que ganham mais é 360 vezes maior do que o dos trabalhadores que têm renda mais baixa.

Crise econômica acentua desigualdade no Brasil, aponta IBGE

Crise econômica acentua desigualdade no Brasil, aponta IBGE

 

“O Brasil já é conhecido como um dos países com as piores desigualdades de rendimento do mundo. Essa pesquisa enfatiza ainda mais o quão desigual é o país”, disse a gerente da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

 

O levantamento foi feito ao longo de 2016 por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD). Naquele ano, o salário mínimo era de R$ 880,00. Dos 88,9 milhões de trabalhadores ocupados no ano, 44,4 milhões recebiam, em média, R$ 747 por mês.

A lei brasileira prevê um salário mínimo para os trabalhadores com carteira assinada. O rendimento abaixo desse valor é possível entre a população com emprego informal e os trabalhadores por conta própria, como vendedores ambulantes e donos de pequenos negócios.

Muitos vendedores ambulantes e trabalhadores sem carteira assinada recebem menos que o mínimo (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)Muitos vendedores ambulantes e trabalhadores sem carteira assinada recebem menos que o mínimo (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Muitos vendedores ambulantes e trabalhadores sem carteira assinada recebem menos que o mínimo (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Do total de trabalhadores, 4,4 milhões (5%) recebiam, em média, apenas R$ 73 mensais. Já 889 mil (1%) recebiam, em média, R$ 27 mil. “Isso significa que aqueles com maiores rendimentos recebiam 360 vezes mais que os com menores rendimentos”, enfatizou a pesquisadora.

A soma dos rendimentos recebidos por todos os brasileiros em 2016 foi de R$ 255 bilhões por mês, em média. Desse valor, 43,4% estava concentrado nas mãos de 10% da população do país. Já a parcela dos 10% das pessoas com os menores rendimentos detinha apenas 0,8% da massa.

A análise regional mostrou que a Região Sudeste concentrou R$ 132,7 bilhões da massa de rendimento do país, superior à soma das demais regiões. As regiões Sul (R$ 43,5 bilhões) e Nordeste (R$ 43,8 bilhões) produziram cerca de 1/3 da massa de rendimentos do Sudeste. Já as regiões Centro-Oeste (R$ 21,8 bilhões) e Norte (R$ 13,4 bilhões) produziram, respectivamente, 16,4% e 10,1% do Sudeste.

Desigualdade no Brasil: 1% dos brasileiros concentra 43% da renda do país, aponta IBGE

Desigualdade no Brasil: 1% dos brasileiros concentra 43% da renda do país, aponta IBGE

“É claro que tem de ser maior porque é no Sudeste onde está concentrada a maior parcela da população, 42%, do país”, destacou Cimar Azeredo, Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Segundo Azeredo, 44% dos “outros rendimentos” pagos no país estão concentrados no Nordeste. “Isso mostra o peso e a importância dos programas de transferência de renda para aquela população”.

“Aí a gente vê o tamanho da desigualdade econômica no país”, enfatizou Maria Lúcia.

 

Renda domiciliar per capita

 

O rendimento médio real domiciliar per capita foi de R$ 1,2 mil por mês em 2016. Nas regiões Norte e Nordeste, a média foi de R$ 772. A maior média foi observada no Sudeste, com R$ 1,5 mil.

Com isso, o índice de Gini, que calcula o nível de desigualdade de renda em um país, do rendimento domiciliar per capita para o Brasil naquele ano foi estimado em 0,549. O Sul do país apresentou o menor índice, de 0,473, e o Sudeste o maior, de 0,535. O índice de Gini vai de 0 (perfeita igualdade) a 1 (desigualdade máxima).

Para a gerente da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, o levantamento enfatiza a necessidade do Brasil combater as desigualdades sociais e econômicas a fim de alavancar seu desenvolvimento.

 

“A gente sabe que país nenhum vai crescer sob uma base desigual”, destacou.

 

 

Fontes de rendimento

 

Dos 205,5 milhões de habitantes no Brasil, 124,4 milhões (60,5%) possuíam algum tipo de renda em 2016, segundo o IBGE. A maior parcela do rendimento da população provém da remuneração pelo trabalho, conforme a pesquisa.

Segundo o levantamento, 42,4% da população possuía rendimento de trabalho, ao passo que 24% possuía algum rendimento proveniente de outras fontes, como aposentadoria e benefícios sociais.

O IBGE destacou que havia diferenças significativas entre as regiões em relação à fonte de rendimento da população. No Sul, por exemplo, 47,1% das pessoas com renda a obtinham por meio do trabalho. Já o Nordeste concentrava o maior percentual de pessoas que recebiam rendimento de outras fontes.

Dentre os rendimentos distintos da remuneração pelo trabalho, aposentadorias e pensões se destacaram como a principal fonte. Da população com renda, 13,9% recebia aposentadoria ou pensão; 2,4% recebia pensão alimentícia, mesada ou doação; 1,8% tinha renda de aluguel; e 7,7% recebia algum tipo de rendimento de outras fontes, como rendimentos de poupança, seguro-desemprego e dos programas de transferência de renda do governo, como o Bolsa Família, por exemplo.

Considerando apenas o Bolsa Família, o IBGE constatou que 14,3% dos domicílios do país têm essa fonte de renda. No Nordeste, este percentual salta para 29,3% dos domicílios e no Norte para 27,2%. O menor percentual foi observado no Sul (5,4%), seguido pelo Sudeste (6,9%) e Centro-Oeste (9,4%).

Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC), conforme apontou a pesquisa, estava presente na renda de 3,4% dos domicílios brasileiros. Nordeste e Norte são as regiões com maior percentual deste benefício – respectivamente 5,4% e 5,3% – seguidas pelo Centro-Oeste (3,6%), Sudeste (2,3%) e Sul (2,1%).

Cimar Azeredo enfatizou que o rendimento médio domiciliar per capita dos domicílios onde havia pagamento de Bolsa Família foi de R$ 331, enquanto nos domicílios onde nenhum morador o recebia foi de R$ 1.446.

 

Região

 

A análise regional revela que o Nordeste foi a região que concentrou a maior parcela de pessoas que tinham renda distintas de trabalho, aposentadoria, pensão e aluguel.

 

“Isso mostra o peso e a importância de programas sociais de distribuição de renda nestas regiões com maior desigualdade do país”, avaliou Maria Lúcia Vieira, gerente da pesquisa.

 

Infográfico mostra fontes de renda além do trabalho por região (Foto: Alexandre Mauro/G1)Infográfico mostra fontes de renda além do trabalho por região (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Infográfico mostra fontes de renda além do trabalho por região (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Fonte: G1

Maioria dos aposentados no Brasil ganha um salário mínimo

Dados recentes da Secretaria de Previdência Social contabilizam mais de 19 milhões de aposentados pelo INSS

Maioria dos aposentados no Brasil ganha um salário mínimo

Após a polêmica da possível mudança nas regras para a aposentadoria, proposta que foi enviada pelo Governo Federal para o Congresso, no fim do ano passado, brasileiros que contribuem com o Instituto Nacional do Seguro Social tiveram (INSS) se questionam sobre algumas alterações na legislação.

Segundo o UOL, dados recentes da Secretaria de Previdência Social contabilizam mais de 19 milhões de aposentados pelo INSS. A idade média que o brasileiro se aposenta, de acordo com a entidade, é 58 anos. A maioria deles ganha apenas um salário mínimo (R$ 937). No entanto, se a medida do governo entrar em vigor, para se aposentar, o trabalhador deverá ter, no mínimo, 65 anos de idade e 25 anos de contribuição com o instituto.

Mas você sabe quanto um aposentado recebe, mensalmente, se pendurar as chuteiras for por tempo de contribuição? E por idade? Esse são os dois tipos de aposentadoria mais comuns, atualmente. Saiba o que cada um deles tem direito:

– Por tempo de contribuição

Contribuir com o INSS por 35 anos, no entanto, no caso dos homens, pode receber o benefício também com 30 anos. Cerca de 5,7 milhões de pessoas fazem parte do grupo.

– Por idade

Pouco mais de dez milhões de pessoas se aposentam por idade. Nesse caso, os homens precisam ter pelo menos 65 anos e as mulheres, 60 anos. Todos precisam ter contribuído com o INSS por 15 anos, no mínimo.

Fonte: Notícias ao minuto

Nasa alerta para perigo de tsunamis nas cidades litorâneas do Brasil

26/11/2017

NASA

Fonte: Youtube

Golpe também no Zimbabue

15/11/2017

Zimbábue: militares estão “em processo de tomar o comando”

Afirmação é do secretário-geral do partido da oposição no Zimbábue, o Movimento para a Mudança Democrática (MDC-T), Douglas Mwonzora

Zimbábue: militares estão "em processo de tomar o comando"

© Reuters

Em uma entrevista telefônica a partir do Zimbábue com o canal sul-africano ANN7, Mwonzora reiterou: “Esta é a definição padrão de um golpe de Estado. Se isto não é um golpe, o que será?”.

Mwonzora acrescentou que o partido governante, a União Nacional Africana do Zimbábue – Frente Patriótica (ZANU-PF) “estão em fase de negação, mas que já não têm o controle”.

O exército do Zimbábue desmentiu na madrugada de hoje que esteja em curso um golpe de Estado militar, garantindo que o Presidente, Robert Mugabe, se encontra em segurança, depois de uma noite de agitação na capital, com soldados armados e veículos militares nas ruas da capital e o registro de pelo menos três explosões.

Em relação à mensagem que um porta-voz do exército leu na televisão nacional na noite da terça-feira (14), em que descartou que estivesse a ocorrer um “golpe militar”, Mwonzora considerou que “é um comunicado normal quando os militares intervêm”.

“Há muito ressentimento contra (o Presidente) Robert Mugabe e a sua esposa (Grace)”, sublinhou o político da oposição, que pediu aos cidadãos que “tenham cuidado”, já que a “situação é anormal”.

Embora o secretário-geral do MDC-T tenha dito que “é a hora de salvar o país”, também afirmou que “não será permitido um derramamento de sangue”.

O mesmo canal de televisão contatou um porta-voz do ZANU-PF, Kennedy Mandaza, que se encontrava na África do Sul, e que apenas disse que “está a seguir de perto o desenvolvimento da situação no Zimbábue”.

A conversa telefônica com Mandaza caiu após ser questionado pelo paradeiro do Presidente Mugabe, que segundo o canal sul-africano SABC, poderá encontrar-se sob prisão domiciliar.

A tensão no Zimbábue começou a aumentar na tarde de terça-feira, depois de vários tanques terem sido vistos em direção a Harare, um dia depois do chefe das forças armadas do país, o general Constantino Chiwenga, ter condenado a demissão do vice-presidente do país. Ele teria advertido de que seriam tomadas “medidas corretivas” caso se mantivesse a eliminação dos veteranos no partido de Mugabe (de 93 anos e no poder desde a independência do Zimbabué, em 1980).

O ZANU-PF disse que as palavras de Chiwenga sugeriam uma “conduta de traição” destinada a “incitar à insurreição e ao desafio violento da ordem constitucional”.

A atual crise no Zimbábue surge após a destituição, na semana passada, do vice-presidente Emmerson Mnangagwa, que era apontado como sucessor de Mugabe, tal como a primeira-dama Grace Mugabe.

Mnangagwa, há muito considerado o braço direito do Presidente, foi humilhado e demitido das suas funções e fugiu do país após um braço-de-ferro com a primeira-dama, Grace Mugabe.

Figura controversa conhecida pelos seus ataques de cólera e dirigente do braço feminino do partido do marido, a primeira-dama de 52 anos tem muitos opositores, tanto no partido quanto no Governo. Com este afastamento, fica na posição ideal para ser a sucessora do marido, que apesar da idade avançada e da saúde frágil foi nomeado pela Zanu-PF como candidato às eleições presidenciais de 2018.

Fonte: Notícias ao Minuto

Afeganistão consagra-se como grande produtor mundial de ópio

15/11/2017

Produção de ópio bate recorde no Afeganistão e deve ampliar oferta de droga barata no mundo

Foram 9 mil toneladas, 87% mais do que no ano passado, de acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira; estima-se que essa quantidade de ópio possa ser usada para produzir de 320 a 530 toneladas de heroína.

O Afeganistão nunca produziu tanto ópio quanto em 2017. Foram 9 mil toneladas, 87% mais do que no ano passado, de acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) e pelo Ministério Anti-Narcóticos do Afeganistão. Estima-se que essa quantidade de ópio possa ser usada para produzir de 320 a 530 toneladas de heroína.

A consequência desse aumento de produção no Afeganistão é global. Segundo o Unodc, uma heroína mais barata deve chegar aos consumidores ao redor do mundo.

“Quantidades muito maiores vão agora chegar aos mercados mundiais, provocando maiores problemas de saúde e sociais”, afirmou Yury Fedotov, diretor-executivo da Unodc.

Em tese, toda a produção de ópio do Afeganistão pode ser usada para fabricar heroína. Mas estima-se que metade seja consumida na própria região, sem processamento – o país enfrenta altos índices de consumo de ópio.

A outra metade vira matéria-prima para produção de morfina e, em seguida, heroína.

Cultivo de papoula no Afeganistão (Foto: BBC)Cultivo de papoula no Afeganistão (Foto: BBC)

Cultivo de papoula no Afeganistão (Foto: BBC)

“Já é tempo de a comunidade internacional e do Afeganistão priorizarem o controle das drogas e reconhecer que todos os países têm responsabilidade nesse problema global”, continuou Fedotov.

O Afeganistão e o México são as principais fontes de drogas derivadas de ópio no mundo. Os principais mercados são Estados Unidos e Europa, onde o uso dessas substâncias não para de crescer. Só nos EUA, mais de 700 mil pessoas reportaram ter consumido heroína em 2012.

A explosão no uso de opiáceos, no entanto, não chegou ao Brasil. Aqui o problema é outro, o crack.

Plantações de papoula ocupam mais de 300 mil hectares no Afeganistão, o maior cultivo do mundo (Foto: AP Photo/Rahmat Gul)Plantações de papoula ocupam mais de 300 mil hectares no Afeganistão, o maior cultivo do mundo (Foto: AP Photo/Rahmat Gul)

Plantações de papoula ocupam mais de 300 mil hectares no Afeganistão, o maior cultivo do mundo (Foto: AP Photo/Rahmat Gul)

 

Ópio financia grupos extremistas

 

O patamar atual de produção de ópio no Afeganistão é inédito. O recorde anterior, registrado em 2007, foi de 7,4 mil toneladas, 20% menos.

A área de cultivo chegou a 328 mil hectares em 2017. Isso equivale a mais de duas cidades de São Paulo em campos de papoula, planta que dá origem ao ópio.

Além de se tratar de uma questão de saúde pública, o Unodc alerta que o aumento da produção da substância no Afeganistão pode elevar o financiamento de grupos extremistas, como o Talebã.

Isso porque a cadeia ilícita do ópio pode irrigar os cofres desses grupos. O volume de recursos envolvidos é muito alto: US$ 1,4 bilhão, equivalente a 7% do PIB do Afeganistão.

A invasão do país pelos Estados Unidos não diminuiu o problema do ópio, pelo contrário. A produção registrada em 2017 é quase o triplo da contabilizada em 2000, ano que antecedeu o início da operação americana na região, iniciada após os ataques de 11 de setembro de 2001

Fonte: G1

Cai número de nascimentos no Brasil

15/11/2017

Número de nascimentos no Brasil cai pela 1ª vez desde 2010, aponta IBGE

Em 2016, foram registrados 2,79 milhões de nascimentos, queda de 5,1% ante 2015. Número de casamentos também caiu e o de divórcios aumentou.

 

Número de nascimentos no país cai pela primeira vez desde 2010, diz IBGE

Número de nascimentos no país cai pela primeira vez desde 2010, diz IBGE

O número de nascimentos

número de nascimentos registrados no Brasil caiu pela 1ª vez desde 2010, segundo as estatísticas do Registro Civil 2016, divulgadas nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que no ano passado também houve queda no número de casamentos, ao passo que o de divórcios aumentou.

Em 2016, foram registrados 2,79 milhões nascimentos no Brasil, o que representa uma queda 5,1%, ou 151 mil nascimentos a menos, na comparação com 2015.

Apesar do país já ter registrado queda no número de nascimentos em anos anteriores, o percentual de 2016 ficou bem acima. Em 2010, houve recuo de 0,2% em relação ao ano anterior. Em 2009, a queda foi de 1,3%. Em 2006 e 2007, foram verificadas retrações de 2,6% e 1,7%, respectivamente.

Registros de nascimentos no Brasil

A região com maior queda nos nascimentos em 2016 foi o Centro-Oeste (-5,6%) e o Sul, com menor queda, de 3,8%. No Nordeste e no Sudeste, o recuo foi de 5,5%, e no Sul, de 3,8%.

Roraima foi o único estado a registrar mais nascimentos, com alta de 3,9%. Pernambuco registrou a maior queda (-10%), seguido por Tocantins (-8%), Sergipe (-7,5%) e Rio Grande do Norte (-7%). Em São Paulo, houve recuo de 5,1% e, no Rio de Janeiro, queda de -6,5%.

Embora a pesquisa do IBGE seja apenas numérica, sem apontar as possíveis causas, a queda dos nascimentos em 2016 aconteceu em meio à pior recessão da história do Brasil  e em um período em que houve uma epidemia de zika, que pode provocar microcefalia. Pernambuco foi o primeiro estado onde o aumento dos casos de zika chamou a atenção das autoridades de saúde.

A região Norte teve a maior concentração de nascimentos no grupo de mães de 20 a 24 anos (29,6%). Por outro lado, as regiões Sul e Sudeste têm perfil de mães com idade mais avançada. Nessas regiões, o maior percentual de nascimentos ocorre entre as mulheres de 25-29 anos (24,7% no Sul e 24,3% no Sudeste), 20-24 anos (23,5% em ambas) e 30-34 anos (22,1% em ambas).

 

Casamentos caem 3,7%

 

Já o número de casamentos no país caiu 3,7% no ano passado, segundo o IBGE. A redução foi observada tanto nos casamentos entre cônjuges de sexos diferentes quanto para os cônjuges do mesmo sexo, com exceção das Regiões Sudeste e Centro-Oeste que apresentaram aumento nos registros de casamento gay.

Casamento coletivo no sábado (22) em Florianópolis (Foto: Associação Amigos da Cidadania Catarinense/Divulgação)Casamento coletivo no sábado (22) em Florianópolis (Foto: Associação Amigos da Cidadania Catarinense/Divulgação)

Casamento coletivo no sábado (22) em Florianópolis (Foto: Associação Amigos da Cidadania Catarinense/Divulgação)

Foram registrados 1.095.535 casamentos civis em 2016 em todo o país. As uniões entre pessoas de sexos diferentes caíram 3,7%, enquanto as entre pessoas do mesmo sexo recuaram 4,6%, representando 0,49% do total de casamentos registrados, revertendo tendência verificada no ano anterior. Em 2015, casamentos gays cresceram cinco vezes mais do que os hetero.

Piauí foi o estado que registrou a maior queda no número de casamentos (-13,2%), seguido por Alagoas (-12,53%), Paraíba (-11,31%) e Roraima (-10%). Na outra ponta, o Amapá foi o destaque com aumento de 20% no número de casamentos registrados. Em São Paulo, houve queda de 2,9% e, no Rio de Janeiro, recuo de 0,10%.

 

Divórcios e guarda compartilhada crescem

 

Em 2016, o número de divórcios concedidos em 1ª instância ou por escrituras extrajudiciais aumentou 4,7% em relação a 2015, totalizando 344.526 registros, segundo o IBGE.

Em média, o homem se divorciam aos 43 anos, e a mulher aos 40. No Brasil, o tempo médio entre a data do casamento e a data da sentença ou escritura do divórcio é de 15 anos.

Segundo o IBGE, é maior proporção dos divórcios ocorreu em famílias constituídas somente com filhos menores de idade (47,5%) e em famílias sem filhos (27,2%).

A guarda dos filhos menores segue predominantemente com a mãe, mas a fatia caiu de 78,8% em 2015 para 74,4% em 2016. Já a guarda compartilhada aumentou de 12,9% em 2015 para 16,9% em 2016.

 

Mortalidade até os 14 anos cai

 

A pesquisa do IBGE mostra ainda que caiu a mortalidade até os 14 anos de idade, ao passo que aumentou o número de óbitos nas idades mais avançadas, em especial acima dos 50 anos, um reflexo do envelhecimento populacional.

Em 2016, um homem de 20 anos tinha onze vezes mais chance de não completar os 25 anos do que uma mulher, segundo o IBGE.

No grupo de homens de 15 a 24 anos, estados como São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Pernambuco e Minas Gerais conseguiram reduzir a quantidade de óbitos por causas externas, estatística que inclui as vítimas da violência. Por outro lado, houve aumento em estados como a Bahia, Sergipe e Piauí.

O volume de óbitos registrados no Brasil nos últimos 10 anos cresceu 24,7%, passando de 1.019.393 registros em 2006 para 1.270.898 em 2016. “Enquanto nas idades iniciais os declínios foram significativos, foram observados aumentos importantes para as idades acima de 50 anos, fruto do envelhecimento populacional”, destaca o IBGE.

 Fonte: G1

Jovens sem perspectivas no Irã

12/11/2017

UMA GERAÇÃO SEM PERSPECTIVAS

Subemprego. Jovem trabalha em barraca de comida num mercado de pulgas de Teerã: comércio informal e lotadas têm sido a saída mesmo para quem tem curso superior – Extra

Com 80 milhões de habitantes, o Irã é lar hoje de mais de 30 milhões de pessoas que nasceram ou aprenderam a ver o mundo sob o comando de aiatolás, em uma das mais polêmicas teocracias do mundo. Desde 1979, véus coloridos e roupas acinturadas roubaram espaço do chador preto que cobre o corpo das mulheres. Os celulares tornaram-se acessórios tão indispensáveis quanto onipresentes, e a polícia de costumes já não interrompe o carinho entre namorados. Mas os filhos da Revolução Islâmica querem mais do que concessões pontuais. Formados mas acuados pelo desemprego, querem oportunidade. Apartados do diálogo político e social, querem voz e liberdade. Incertos sobre a possibilidade de reformas, dividem-se entre a resignação e o desejo de emigrar.

– As gerações mais novas estão cada vez mais abertas, conectadas. Querem mais liberdade. E se preocupam com a economia. Não há emprego. Estão mais interessadas em questões sociais, em oportunidades para todos, e não só para quem tem boas conexões com o Estado – explica Nasim Banaei, de 29 anos, produtora na revista para jovens “Chelcheragh”.

Entrar no mercado de trabalho é um desafio. De acordo com o Centro de Estatísticas do Irã, o desemprego entre 15 e 29 anos alcançou 25,9% em 2016, mais que o dobro dos 12,4% entre o conjunto da população. Estima-se que, hoje, cerca de dois milhões procuram vagas, mas não encontram. Um drama adicional para um país com alto grau de escolarização – o número de universitários cresceu quase 25 vezes desde a revolução – e excelência acadêmica, em áreas como engenharia, ciências e medicina. Não encontram vagas 29% dos homens com nível superior e 34% das mulheres.

Sem diálogo na universidade

É um reflexo direto dos problemas econômicos decorrentes da gestão temerária da economia nos oito anos de governo de Mahmoud Ahmadinejad e das sanções às quais o Irã foi submetido na última década.

– Há pouco capital para investimentos, e a economia desacelerou. Não há empregos em geral, mas a situação para os jovens é particularmente ruim. O que sobra é subemprego – diz Mosley Yeshaneh, editor de Cidades do segundo maior jornal iraniano, “Iran Daily”.

Mansour, de 29 anos, e Ali, de 33, são exemplos. O primeiro, graduado em Informática, faz parte do exército de jovens que dirigem em Teerã como prestadores de serviço para o governo e empresas ou em lotadas informais. O segundo, após cursar Física e Informática, encontrou emprego apenas atrás do balcão de uma farmácia. Este ano, perdeu o posto para um trabalhador disposto a ganhar menos.

– A saída tem sido o comércio informal, nas ruas e nos bazares, vendendo comida. Cada vez mais param para pensar se vale a pena ir à universidade – conta a professora Sanaz, de 38 anos, que, como os dois rapazes, preferiu não dar o sobrenome.

A dificuldade de alcançar independência financeira acentua a insatisfação com as restrições impostas pelo regime iraniano. Os filhos da Revolução Islâmica sentem-se oprimidos e vigiados pelo governo e reclamam de não encontrarem na universidade um ambiente propício ao diálogo.

– Na universidade, há uma linha vermelha. Quando expressamos o que pensamos do governo, da economia, ou queremos discutir os rumos do país, nos é dito que isso não é da nossa conta. As universidades são muito religiosas, ambientes conservadores. Estão mais preocupados se o mantô está apropriado – relata a estudante Leily Marefi, de 18 anos.

A inquietação parece ser um legado dos protestos que se seguiram à reeleição de Ahmadinejad, sob suspeita de fraude, em 2009. A série de manifestações foi duramente reprimida. Hoje jornalista, Minoo Momeny, 45, ficou presa por um mês. Sua pauta, oito anos depois, não mudou:

– Quero mais liberdade de expressão.

Lidar com a frustração coletiva é uma das missões do presidente Hassan Rouhani. Reeleito em maio, o moderado adotou medidas para aliviar críticas. A infraestrutura de banda larga e a velocidade da internet foram ampliadas, e o acesso a sites estrangeiros e às redes sociais, facilitado.

O controle, porém, é estrito. Páginas internacionais comumente são bloqueadas. Telegram, WhatsApp e Instagram estão liberados, e por eles circula um intenso volume de informações, inclusive de jornais e redes de TV estrangeiras. Já Facebook e Twitter estão fora de alcance.

O tráfego de e-mails, segundo os iranianos, é monitorado. Mensagens são interceptadas.

– Na universidade, é comum um recado sutil, de que, em vez de certos tipos de debates, a gente foque no estudo. O resultado é que há uma alienação, as discussões ficam restritas a um grupo pequeno e muito próximo – revela Mohammad, de 24 anos, mestrando em Ciências Humanas na Universidade de Teerã.

Segundo Syed Mortazavi, professor de Ciências Políticas na Universidade Islâmica Azad, uma promessa de Rouhani é afrouxar a atividade política de entidades estudantis e ONGs. Mas a flexibilização é lenta – e incerta.

– Rouhani tem buscado diálogo com as pontas linha dura e reformista do regime. É promissora a ideia de maior inserção política. Mas ainda não temos uma visão clara – avalia Mortazavi.

Costumes e direitos humanos também figuram na pauta de liberdade dos filhos da revolução. Questões como virgindade e sexo antes do casamento já não são tabus. Mas os jovens se sentem afrontados por problemas mais triviais, como rapazes e moças saírem ou ficarem em um ambiente sozinhos, a censura social a morar sozinho ou dividir apartamento e a ausência de espaços de convivência além dos cafés.

– Por que eu não posso ir a um estádio de futebol? É proibido para mulheres! – questiona Hoda Hashemi, 33.

Enforcamento de homossexuais

Violações de direitos e violência também preocupam. A homossexualidade é crime, e a denúncia de quatro cidadãos pode levar à cadeia e execução. Ao GLOBO foi relatado um caso de enforcamento de dois universitários, seis anos atrás.

– Há mais gays do que se supõe no Irã, e as relações são mascaradas pela tradição de afeto público entre homens. Há aplicativos de namoro e locais de encontro. Mas é uma população tomada pelo medo – afirmou um estudante.

A possibilidade de os EUA revogarem o acordo nuclear que levanta as sanções é um fator adicional de desalento.

– O acordo nuclear acendeu uma esperança de melhora. Agora, o sentimento é o de que estamos em suspenso – lamenta Mehdi Ahmadpanah, de 33 anos, editor-chefe da “Chelcheragh”.

É comum encontrar quem não queira esperar o desfecho. Em 2009, o Fundo Monetário Internacional já listava o Irã como o país que mais perde cérebros. Uma pesquisa da Universidade de Teerã com seu corpo discente revelou que um em cada dois estudantes considera deixar o país.

– Não quero investir nos estudos para não ter retorno ou ter minha boca calada. Não vejo futuro para mim no Irã – sentencia Leily Marefi.

Fonte: O Globo

« Próximas Anteriores »
Rádio Anjos de Luz

Com agradecimento à Fada San. Visite www.anjodeluz.net

Meu perfil
Perfil de usuário Terra 2012 .
Receba newsletters

Seu e-mail

Leitores do Terra 2012 pelo mundo
free counters
Escreva para a grande fraternidade branca

Grande Fraternidade Branca
Com agradecimento ao Espaço Hankarra. Visite hankarralynda.blogspot.com

Prezado Leitor, se você é uma pessoa solitária, quer desabafar ou deseja uma opinião fraterna e desinteressada sobre algum problema que o aflige, escreva-nos carta para o endereço informado no rodapé do site, ou, se preferir, mande e-mail para grandefraternidadebranca
@terra2012.com.br
.

Todas as correspondências serão respondidas no menor prazo possível.

arvore

Antes de imprimir pense em sua responsabilidade e compromisso com o MEIO AMBIENTE!

Gato no notebook

DÚVIDAS? Fale com o Administrador gtm@terra2012.com.br

Acessar Webmail Terra 2012