; charset=UTF-8" /> Terra 2012 » A Terra na Terceira Dimensão
Participe de nossos abaixo-assinados
Petição Pública
Prezado Leitor, sua participação é muito importante para nós. Pedimos que, no site www.peticaopublica.com.br,
para cada abaixo-assinado de que você queira participar, digite seu nome completo, RG ou CPF e e-mail. Aproveite para recomendar o site a sua rede de contatos. Obrigada.
Lista de Links
Sala de atendimento
Clique na porta
para acessar Porta

A Terra na Terceira Dimensão

Crise não consegue deter fúria Iluminatti

27/07/2017

Crédito bancário recua 0,9% no 1º semestre, mas BC espera recuperação

Expectativa do Banco Central é de que o crédito bancário tenha aumento de 1% em todo ano de 2017.

 

O volume total do crédito bancário registrou queda de 0,9% no primeiro semestre deste ano, informou o Banco Central nesta quinta-feira (27). No fim do ano passado, o estoque de empréstimos dos bancos estava em R$ 3,1 trilhões. Ao final de junho, caiu para R$ 3,07 trilhões

“A trajetória do crédito vinha sendo de redução. Não só no ano de 2017, mas também nos anos anteriores. E essa redução está de acordo com o nível da atividade econômica”, avaliou o chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha.

Ele observou que o setor bancário tem “reforçado os seus parâmetros prudenciais nas operações de crédito”, ou seja, aumentando o controle na concessão de crédito por conta da inadimplência. Isso também influenciou o resultado do crédito bancário no primeiro semestre.

“Mesmo com a redução do crédito, em decorrência da atividade econômica no ano passado e no começo deste ano, temos visto que a inadimplência, embora tenha crescido especialmente a pessoa física no crédito livre [sem contar rural, BNDES e imobiliário], se manteve em níveis contidos e em junho houve importante redução nos indicadores de inadimplência”, declarou.

Apesar da queda do crédito bancário no primeiro semestre, a autoridade monetária espera recuperação nos próximos meses. Para todo ano de 2017, a previsão do BC é de uma alta de 1% no volume do crédito ofertado pelas instituições financeiras neste ano, na comparação com 2016.

Fernando Rocha, do BC, informou que, em junho, já foi registrado crescimento do crédito bancário, que avançou 0,4% na comparação com o mês anterior.

“O segundo semestre vai ser melhor no mercado de crédito. Temos em junho, ainda que seja uma informação favorável nesse sentido. Ainda temos de aguardar se se confirma nos próximos meses. Em junho, tivemos uma recuperação significativa de pessoas jurídicas. Mas o saldo de pessoas jurídicas cresceu 0,3% e concessões 14,6%”, declarou ele.

Juro do cartão de crédito rotativo volta a subir em junho, para 378% ao ano

Os juros do cheque especial, porém, registraram queda de 2,5 pontos no mês passado, para 322% ao ano, segundo o Banco Central. Taxa de inadimplência recuou em junho.

 

Após cair em maio, a taxa média de juros do cartão de crédito rotativo para pessoas físicas voltou a registrar aumento em junho deste ano, quando somou 378,3% ao ano, segundo números divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (27). No mês anterior, o juro do cartão rotativo estava em 377,9% ao ano.

Junho foi o terceiro mês de vigência das novas regras do cartão de crédito, pelas quais o rotativo só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte. Se na data do vencimento o cliente não tiver feito o pagamento total do valor da fatura, o restante terá que ser parcelado ou quitado.

Já os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cheque especial registraram pequena queda, passando de 325,1% ao ano, em maio, para 322,6% ao ano, em junho.

A modalidade de crédito do cartão rotativo, e também do cheque especial, de acordo com especialistas, só deve ser utilizada em momentos de emergência e por um prazo curto de tempo – devido ao seu alto custo.

No caso do cartão de crédito, a recomendação dos economistas é que os clientes bancários paguem toda a fatura no vencimento para não deixar saldo devedor e evitar pagar juros.

 

Juro bancário médio em queda

 

A taxa média de juros das operações de crédito das instituições financeiras, com recursos livres (sem contar BNDES, crédito rural e imobiliário) recuou 1,2 ponto percentual em junho nas operações com pessoas físicas, para 63,3% ao ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Esse foi o quarto mês seguido de redução.

Também recuou, em junho, a taxa média de todas as operações (pessoas físicas e jurídicas), para 46,1% ao ano, contra 47,3% ao ano em maio. No caso dos empréstimos para as empresas, também com recursos livres, a taxa somou 24,8% ao ano em junho, com queda de 1,3 ponto percentual na comparação com o mês anterior (26,1% ao ano).

A queda dos juros bancários acontece em momento de recuo da Selic, a taxa básica de juros da economia, fixada pelo Banco Central, que influencia a chamada “taxa de captação” dos bancos, ou seja, quanto eles pagam pelos recursos.

Em sua última reunião, realizada nesta quarta-feira (26), Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic de 10,25% para 9,25% ao ano. Foi o sétimo corte seguido nos juros básicos da economia.

 

‘Spread’ bancário

 

O chamado “spread bancário” – ou seja, a diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e o que cobram de seus clientes – recuou em junho para 36,5 pontos percentuais, contra 37,7 pontos percentuais em maio.

No caso das operações com pessoas físicas, o “spread” caiu de 54,7 pontos percentuais em maio para 53,5 pontos percentuais em junho deste ano. Esse índice ainda é elevado quando comparado à média praticada pelos bancos em outros países.

O “spread” é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros.

 

Taxa de inadimplência

 

Dados do Banco Central mostram que a taxa de inadimplência recuou em junho deste ano. No mês passado, a taxa de inadimplência das pessoas físicas, nas operações com recursos livres (exclui crédito imobiliário, rural e do BNDES), caiu para 5,8%, contra 5,9% no mês anterior.

Considerando a inadimplência com recursos livres para pessoas físicas e jurídicas, também houve recuo no mês passado, de 5,9% (teto de série histórica) para 5,6%. No caso das operações com empresas, a taxa de inadimplência caiu de 6% em maio para 5,3% em junho.

Fonte: G1

 

Uma saída para socorrer os endividados

Bancos vão facilitar negociação com desempregados e divorciados para evitar calote

Quem está endividado, seja por conta do desemprego – que no Rio de Janeiro atinge 1,3 milhão de pessoas, segundo o IBGE – ou devido à a crise econômica que assola o país, deve ter um alento no começo do próximo ano. É quando passarão a valer novas regras bancárias para melhorar a negociação com clientes inadimplentes. Casos de desempregados, divorciados, doenças ou morte na família terão tratamento especial por parte das instituições financeiras. Pelo menos essa é a orientação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que divulgou novas normas para facilitar a negociação de dívidas e evitar calotes.

A expectativa, segundo a Febraban, é reduzir as perdas e as disputas judiciais com devedores, além de evitar que os clientes se afundem ainda mais em dívidas e entrem na legião de inadimplentes. Pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que são hoje mais de 59,4 milhões de endividados com alguma conta em atraso.


Expectativa é reduzir perdas e disputas judiciais com devedoresArte O Dia

“Não é uma padronização. Cada banco terá liberdade para estabelecer procedimentos, prazos e taxas. A ideia é que as instituições que ainda não possuem política de negociação de dívidas com os clientes, inclusive os adimplentes (que devem, mas pagam em dia), passem a tê-la, seguindo recomendações da norma da Febraban”, afirma Amaury Oliva, diretor de autorregulação da entidade.

Ao todo, 18 bancos devem aderir às medidas, entre eles os cinco maiores: Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander, que terão 180 dias para se adaptar às medidas.

As instituições também deverão ficar de olho nos clientes que ainda pagam as contas em dia, mas estão com tantas prestações que passar a inadimplentes a qualquer momento. A meta com as novas normas é resolver questões ligadas ao endividamento antes que cheguem às entidades de defesa do consumidor e à Justiça.

Economista do Ibmec e da Fundação D. Cabral, Gilberto Braga vê a iniciativa de forma positiva. Segundo ele ajudará o endividado antes que fique em situação difícil.”É uma mudança conceitual. Dessa vez a ideia é fidelizá-lo e mantê-lo como parceiro para o resto da vida”, avalia.

Fonte: O Dia

Desaparecimento de pessoas é flagelo invisível da sociedade

11/07/2017

Rio tem 33 mil desaparecidos em 15 anos; Zona Oeste e Bonsucesso concentram casos

MP faz perfil de vítimas no estado: maioria é formada por homens e tem idades entre 35 e 64 anos. Principal motivo são conflitos familiares; crimes são cerca de 4%, segundo estudo.

Em 15 anos, mais de 33 mil pessoas desapareceram no Rio de Janeiro

Em 15 anos, mais de 33 mil pessoas desapareceram no Rio de Janeiro

Entre 2002 e 2017, mais de 30 mil pessoas foram ou ainda são pontos de interrogação na vida de muitas famílias no Rio. Os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) indicam que, neste período, 33.882 pessoas desapareceram na capital. Bairros da Zona Oeste e a região de Bonsucesso concentram a maior parte dos casos

Segundo levantamento do Ministério Público, 70,43% das vítimas em todo o estado são homens. Os desaparecidos têm, também em sua maioria, idades entre 35 e 64 anos.

Cinco delegacias concentram a maior quantidade de registros na capital até abril de 2017: Campo Grande (3088), Santa Cruz (2365), Bangu (2249) e Taquara (2024), na Zona Oeste; e Bonsucesso (1714), na Zona Norte. Ou seja, mais de 33% dos casos ocorreram na circunscrição que envolve os cinco bairros.

Enquanto os números de desaparecidos permanecem em alta, famílias se dividem entre o luto e a esperança para procurar por seus desaparecidos ou lutar pela solução de outros casos.

“O desaparecido é um ponto de interrogação”, define Elen Souto, delegada titular da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), inaugurada em 2014.

 

“O Brasil mal engatinha na questão do desaparecimento”, lamenta a delegada.

 

Um desses dramas é o que passa a família de Aline Martins Pacheco dos Santos, de 36 anos. Moradora da Pavuna, ela passava por um processo de depressão, motivado pela diminuição repentina do número de aulas que dava em dois colégios estaduais. O diagnóstico: transtorno misto ansioso e depressivo, uma doença que mistura sintomas de ansiedade (dificuldade de concentração, por exemplo) e depressão (perda de interesse em atividades cotidianas).

Segundo o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos do Ministério Público, pelo menos 12% dos casos atendidos no programa são por problemas psiquiátricos.

No dia 13 de maio, Aline saiu com a mãe para ir ao supermercado. Deixou o celular em casa. Imagens mostram ela saindo do mercado em direção ao metrô. A Delegacia de Descoberta de Paradeiros diz que ela foi vista por último na Estação Jardim Oceânico, em direção à Ilha da Gigoia, na Barra da Tijuca, Zona Oeste.

“Ela mandou mensagem pelo Whatsapp para a família toda, dizendo: ‘Amo você’. E deixou o celular em casa, deixou os documentos. Foi uma mensagem curta, e depois eu respondi. A única coisa que a gente deu falta foi o Riocard, e por isso conseguimos rastrear que ela pegou o metrô”, explica o pai, Roberto dos Santos.

À procura da filha, a família percorreu abrigos na Zona Norte e no Centro da Cidade. Algumas testemunhas disseram tê-la visto circulando pelo Largo da Segunda-Feira, na Tijuca, e próximo às estações São Francisco Xavier e Saens Peña do metrô, no mesmo bairro da Zona Norte.

“Conversamos com moradores de rua, uma empregada doméstica que a viu por ali e assegurou ao ver a foto que era minha filha. Moradores de rua dizem que ela se recusa a comer e beber água, –dizendo que pode estar envenenada”, relata, emocionando-se. “A gente não sabe mais o que faz e, por isso, que eu preciso que alguém a veja”, diz, emocionado.

 

Perfil das vítimas

 

O Programa de Identificação e Localização de Desaparecidos do Ministério Público (PLID), em funcionamento desde 2010, compila dados desde 2013 que mostram diferentes perfis de vítimas envolvendo idade, gênero e outros indicadores. Segundo os dados dos 5439 atendimentos, a maior parte das vítimas é composta por homens (70,43%). Mais vítimas têm entre 35 e 64 anos (21%), apesar de mais de 15% delas não terem a idade informada, dificultando a identificação.

Entre as principais causas de desaparecimento, estão:

 

  1. Conflitos interpessoais dentro da família (35%)
  2. Perda de contato voluntário, quando a pessoa deixa a família por vontade própria (19%)
  3. Pacientes com problemas psiquiátricos (12%)
  4. Uso de drogas (8%)
  5. Vítimas de crimes (4%).

 

A promotora Eliane Dias Pereira, assessora de Direitos Humanos e Minorias do MP, é a responsável também pelo programa. Ela considera que os dados da Polícia Civil não correspondem à realidade, e que o número de desaparecimentos pode ser ainda maior.

“O importante é que a gente não interprete apressadamente esses dados (da diminuição) como se houvesse uma diminuição no fenômeno, que é um fenômeno grave, multicausal e que precisa ser enfrentado”, afirmou a promotora. “A gente precisa pensar não só no espectro da segurança pública, mas segurança social. Temos que zelar pelo funcionamento das instituições. Isso pode estar ligado por uma questão de segurança pública ou pode não estar”, destacou ela.

 

Identificação e prevenção

 

A identificação e localização de cadáveres nas 18 unidades do Instituto Médico Legal do Rio são fundamentais para a análise do fenômeno do desaparecimento. A avaliação é do coordenador do programa, André Luis Moreira.

“As bases de dados biométricas são conseguidas graças ao Instituto Félix Pacheco. Desde 2010, o PLID coleta informações no IML e cruza informações com pessoas desaparecidas para fazer uma compensação de pessoas desaparecidas”, explicou.

Ele revela que fez um cruzamento das bases de dados de crianças e adolescentes que possuem cadastro biométrico e identidade com o último Censo do IBGE, de 2010.

“Os dados podem estar um pouco defasados, mas chegamos ao assustador número de 2,5 milhões crianças e adolescentes sem identificação. São 2,5 milhões prontas para desaparecer”, definiu André.

Segundo eles, há muitos casos que não são registrados, e a possibilidade de encontrar um cadáver pode encerrar uma busca que se arrasta por semanas, meses e até anos.

“Nos últimos dois anos, tivemos uma centena de famílias que não fizeram o registro de desaparecimento mesmo com parentes desaparecidos. Já trabalhamos com uma subnotificação muito grande” ,explicou.

Há unidades do programa em São Paulo e Manaus e está prometido um programa semelhante na Bahia em breve.

“Existe o problema de uma identidade biométrica nacional, e também uma identidade nacional. Se uma pessoa de outro estado aparece aqui no Rio sem dizer quem e de onde ela é, não se sabe se ela está desaparecida. O Nosso sistema do PLID é integrado, e podemos fazer buscas não nominais, às vezes por características físicas. Isso facilita muito”, pontua.

Enquanto isso, a DDPA faz um trabalho de monitoramento em unidades de saúde que pode explicar a redução no número de casos no Rio. Segundo dados da delegacia, desde 2015 foram 1,5 mil casos em que a unidade procurou por casos de desaparecidos em diferentes unidades de saúde da cidade, com 929 referências: os desaparecidos estavam em hospitais e Upas da cidade.

“Trabalhar com isso é um trabalho de rede. Essa comunicação em tempo real com a saúde para localização imediata de pessoas que às vezes nem desaparecidas estão, antes mesmo que as famílias façam o registro de desaparecimento. Isso para nós é o grande êxito do trabalho, o trabalho preventivo”, diz ela.

Serviço de localização de cadáveres foi utilizado para encontrar corpo carbonizado de farmacêutica no interior do RJ (Foto: Reprodução TV Globo)Serviço de localização de cadáveres foi utilizado para encontrar corpo carbonizado de farmacêutica no interior do RJ (Foto: Reprodução TV Globo)

Serviço de localização de cadáveres foi utilizado para encontrar corpo carbonizado de farmacêutica no interior do RJ (Foto: Reprodução TV Globo)

A delegacia, assim como o Ministério Público, possui serviços que permitem o monitoramento de cadáveres que chegam às unidades do Instituto Médico Legal. O núcleo foi útil inclusive no caso recente da farmacêutica Nathalie Rios Motta Salles. A polícia acredita que Nathalie, que estava grávida, estava desacordada quando foi incinerada.

“Eu vi que tinha dado entrada no PRPTC (Posto Regional de Polícia Técnico Científica) de Barra do Piraí, recolhido num lixão, perto do Centro de Vassouras. Todo não identificado do Estado do Rio é verificada a compatibilidade de ser desaparecido”, explicou Elen Souto. No dia 2 de julho, exames na arcada dentária do corpo comprovaram que o corpo era de Nathalie. O principal suspeito do crime, o dentista Thiago Medeiros, está preso. Segundo a Polícia, ele teria exigido que Nathalie fizesse um aborto, e ela se recusou. A delegacia investiga se ele teve ajuda de outras pessoas para cometer o crime.

 

Crianças

 

Um dos casos mais traumáticos de desaparecimentos envolve crianças e adolescentes. Apesar do trabalho da Delegacia de Desaparecidos, há mães que desistiram de contar com a ajuda da polícia civil e da estrutura do Estado. São mães que esperam há vários anos por análises de ossadas até hoje não realizadas.

“O que a gente desistiu foi de correr atrás de coisas que a polícia civil não tem condição de fazer. Vamos continuar nossa busca, e queremos processar o Estado Brasileiro por causa disso”, disse Raquel Gonçalves Cordeiro da Silva, de 46 anos, que foi quem criou Larissa Gonçalves Santos, sequestrada no dia 31 de janeiro de 2008 aos 11 anos de idade. O G1 contou o caso dela e de outras três mães em 2014. Em 2016, a Delegacia de Descoberta de Paradeiros realizou, através do trabalho de Carlos Valadão, o envelhecimento de crianças desaparecidas . Um dos cartazes é o de Larissa, que mostra como ela estaria com 20 anos de idade.

Envelhecimento feito pela DDPA mostra como Larissa estaria em 2016, com 20 anos de idade (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Envelhecimento feito pela DDPA mostra como Larissa estaria em 2016, com 20 anos de idade (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Envelhecimento feito pela DDPA mostra como Larissa estaria em 2016, com 20 anos de idade (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Larissa foi sequestrada dentro de casa na Barreira do Vasco, em São Cristóvão. O sequestrador de Larissa, o oficial da Marinha Fernando Marinho de Melo, de 57 anos, foi preso em janeiro de 2014, condenado a sete anos de prisão, mas recebeu liberdade condicional da Justiça do Rio em fevereiro de 2017. Desde então, está solto. Quando foi preso, ele era investigado por outros 17 casos sobre desaparecimento de menores. Sete deles viraram inquéritos.

“Ele foi preso, já tem histórico disso. Ele teve uma segunda condenação , e está solto. É muito complicado você lidar com isso. É pior do que a morte. Quando morre, você enterra, acabou. Mas assim você não sabe nada”, desabafa Raquel. Ela e outras mães acreditam que ele seja responsável pelo desaparecimento de outra menina: Thaís de Lima Barros, que tinha 9 anos quando foi raptada da porta da casa de um parente, onde estava com um primo, em 22 de dezembro de 2002, na Vila Kennedy, em Campo Grande, na Zona Oeste.

Segundo testemunhas, um homem foi visto atrás de uma árvore próxima ao local, pouco antes de Thaís desaparecer. Quando a menina e o primo entraram em casa, o homem fez o mesmo e a raptou.

“Nada foi feito. A gente se sente vulnerável, indo atrás do que é um direito nosso. Parece que nenhuma delas existe. Parece que não existe nada que possa fazer ninguém trabalhar para ajudar nisso”, lamenta Raquel.

Cartaz mostra crianças desaparecidas no Rio e na Zona da Mata Mineira (Foto: Programa Chega de Saudade/Divulgação)Cartaz mostra crianças desaparecidas no Rio e na Zona da Mata Mineira (Foto: Programa Chega de Saudade/Divulgação)

Cartaz mostra crianças desaparecidas no Rio e na Zona da Mata Mineira (Foto: Programa Chega de Saudade/Divulgação)

“As pessoas ficam totalmente destroçadas, e existe ainda uma revitimização. Existe uma eterna culpa de várias mães, mesmo que não haja culpa alguma, porque essas coisas acontecem sem que tenhamos controle”, afirma a promotora Eliane, reforçada por Raquel. “As mães sempre são colocadas como vítimas, isso é muito ruim”.

Por causa desses casos, a Supergasbras, em parceria com a Fundação para a Infância e Adolescência e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social do Governo do Estado lançaram o cartaz do programa Chega de Saudade, que mostra fotos de crianças desaparecidas nos últimos anos no Rio e na Zona da Mata Mineira.

 

Crime e desaparecidos

 

As quatro primeiras delegacias com mais casos de desaparecimento tem um aspecto em comum: a presença de milícias. Em 2016, o G1 publicou uma série de matérias que já indicavam que, nos últimos anos, a mudança na atuação das milícias podia estar envolvida com a alta incidência de desaparecidos na Zona Oeste

“O grande problema hoje que existe é a questão da milícias. A milícia deixou de praticar homicídios de forma ostensiva, e desaparece com as pessoas”, disse o promotor Luiz Antonio Ayres, da Promotoria de Santa Cruz. Segundo ele, existe uma dificuldade muito grande de investigação. “As pessoas possuem muito medo de fazer registro, apesar de saberem que isso está ligado à retaliação de milícias, até por razões compreensíveis”, explicou.

A promotora Eliane Dias Pereira também comentou o protagonismo da região nas estatísticas de desaparecimento. “Imediatamente, a gente faz uma correlação com a atuação das milícias nessas áreas. Talvez esteja sob o número de desaparecimento pode ter sido na verdade um homicídio. É a hipótese mais imediata que a gente pode inferir desses dados. E também há a alta criminalidade que não necessariamente tenha ligação com as milícias. Bonsucesso não possui essa característica, mas é uma área conflagrada”, avaliou.

Elen Souto revela outro detalhe a respeito dos casos de desaparecimento que chegam à Delegacia de Descoberta de Paradeiros: muitos jovens que são dados como desaparecidos, na verdade, saíram da casa dos pais para atuar como traficantes de drogas em diferentes comunidades do Rio. “Na questão do menino adolescente, o que a gente tem visto aqui são meninos que saem de casa por questões de aliciamento. Muitos meninos rompem o vínculo, simplesmente desaparecem, e nós os localizamos em páginas de facções criminosas “, disse. “Muitos vão desaparecendo com uma certa frequência, e aí verificamos que vão cometendo crimes, desaparecem dois, três dias, até que desaparecem de forma contínua”, relata.

 

 

Tribunal do tráfico e violência policial nas favelas do Rio de Janeiro

09/07/2017

A vida que devemos a Arthur

O bebê atingido por uma bala perdida ainda no útero da mãe expõe a tragédia da violência no Rio de Janeiro e a derrocada da política de segurança pública no estado

A vida que devemos a Arthur

 

Arthur, Vanessa e Samantha são três faces da dramática onda de violência que atinge o estado do Rio de Janeiro. Na manhã da quarta-feira 5, Samantha Gonçalves, de 14 anos, brincava com os colegas no pátio do Colégio Estadual Ricarda Leon, em Belford Roxo, quando uma bala perdida perfurou um de seus pulmões. Socorrida, ela sobreviveu após passar por uma cirurgia. Um dia antes, Vanessa Santos, dez anos, foi atingida na cabeça por um disparo. Ela estava dentro de casa, em uma comunidade de Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio. Vanessa não resistiu aos ferimentos e morreu. Na sexta-feira 30, um caso ainda mais emblemático da falta de segurança no Rio de Janeiro chocou o Brasil. Uma bala perfurou o quadril de Claudineia dos Santos Melo, 27 anos, acertando o feto que estava em seu ventre. O tiro penetrou o pulmão, fraturou duas vértebras e se alojou na coluna de Arthur, antes mesmo que ele viesse ao mundo. O caso ganhou repercussão fora do País e expôs de maneira brutal o flagelo de uma geração dilacerada pelo caos na segurança pública.


BATALHA Grávida de nove meses, Claudineia é internada após ser atingida por uma bala perdida em Duque de Caxias, no Rio. Internado em estado grave, o bebê recebe visitas do pai Klébson e de familiares

Segundo levantamento da ONG Rio de Paz, nos últimos três anos morreram pelo menos 20 crianças alvejadas por disparos de armas de fogo no estado. “São pessoas que não tem preservado o direito à vida nem o direito de vir à vida”, afirma Antônio Carlos Costa, presidente da entidade. Alguns fatores ajudam a explicar a explosão das estatísticas. Um deles é o colapso das Unidades de Polícia Pacificadoras, inauguradas em 2008. “O modelo foi implementado pela metade, o controle de um território não pode estar baseado somente na presença policial”, diz Carolina Ricardo, coordenadora do Instituto Sou da Paz. “Não existe um plano nacional de segurança pública com metas claras, a polícia entra nas favelas atirando sem seguir os protocolos”, afirma Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional. “Falta um posicionamento do estado sobre os limites do uso da força e das armas letais para não alimentar o ciclo de violência nesses territórios.”

Medicina de guerra

Grávida de nove meses, a paraibana Claudineia colecionava as primeiras roupas de Arthur. Na sexta-feira 30, ela havia saído de casa para comprar o carrinho do bebê. A bala que perfurou seu útero teve origem num confronto entre policiais militares e traficantes na rua Frei Fidélis, um dos acessos à Favela do Lixão, em Duque de Caxias. Socorrida por moradores do bairro, ela foi levada para o Hospital Municipal Doutor Moacir Rodrigues do Carmo. Às 18h27, Arthur nascia da agonia e do desespero de uma cesariana realizada às pressas. Logo depois, foi transferido para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, onde permanece internado na UTI Neonatal. “Víamos ele tentando respirar. Nunca drenei alguém tão novo. É uma situação típica de medicina de guerra”, afirma Eugenio Miller, primeiro chefe de cirurgia do hospital.


EXAMES Ultra-som mostra que o bebê teve os pulmões perfurados, duas vértebras quebradas, a coluna atingida e corria o risco de ficar paraplégico

Não apenas a medicina é de guerra. O cotidiano ao qual essas pessoas estão expostas é análogo a países em confronto. De acordo com dados da ONG Anistia Internacional, 742 pessoas morreram atingidas por balas perdidas somente nesse ano na região metropolitana do Rio, uma média de quatro pessoas por dia.

Klébson Cosme da Silva, 27 anos, pai de Arthur, vive dias de aflição visitando o bebê e cuidando de Claudineia, que recebeu alta médica na quinta-feira 6. “Não quero saber quem atirou, só quero que minha mulher e meu filho fiquem bem.” O pai de Vanessa, Leandro de Matos, responsabiliza policiais militares pelo crime. “Foi um assassinato. Quero ver quem fez isso ser punido”, diz.

Famílias como essas, que já são vítimas da pobreza e da falta de oportunidades, sofrem mais uma vez com o trauma da perda ou da dor. Klébson e Claudineia vieram da Paraíba para tentar oferecer uma vida melhor aos familiares. Encontraram um campo de batalha. “Episódios assim deixam parentes, colegas e professores devastados, é um luto brutal”, diz Costa, da ONG Rio de Paz. Os pais de Arthur escolheram o nome do bebê por ser forte, nome de rei. É o que Arthur tem demonstrado já que, além da batalha pela vida desde o útero, agora a notícia é que ele poderá, sim, mexer as pernas.

SEGURANÇA FALIDA
Disparos de arma de fogo no Rio de Janeiro em 2017

Junho 650
Vítimas fatais – 106
Feridos – 135

Maio 478
Vítimas fatais – 137
Feridos – 115

Abril 350
Vítimas fatais – 76
Feridos – 101

220 tiroteios foram registrados na última semana de junho na região metropolitana do Rio de Janeiro

197 mortes por bala perdida entre 2014 e 2015 colocam o Brasil em 1º lugar no ranking de ocorrências na América Latina

34 crianças morreram por arma de fogo desde 2007 só no Rio de Janeiro

Fonte: Isto é

Bandidos castigam moradores segundo suas próprias regras nas comunidades

Moradores e rivais são submetidos a punições do ‘tribunal do tráfico’

A mulher foi a um baile e deixou os filhos com a vizinha. Ao voltar encontrou bandidos na sua porta. Eles reprovaram a atitude da mãe e rasparam a sua cabeça na rua, sob ameaças. Apesar da humilhação e do medo, a mulher diz em vídeo: “Podem fazer isso. Não vou reclamar”. O assunto provoca polêmica, ao contar com a aprovação de muitos, e desperta o questionamento: que autoridade tem os bandidos para punir alguém nas favelas?.

Mulher (à esq.), foi barbaramente espancada por roubo de celular na Cidade de Deus. Outra vítima teve cabelo raspado: rotina nas favelasReprodução Vídeo

Há mais de 10 mil vídeos fáceis de serem acessados na internet, que mostram que 20 anos após a promulgação da lei 9.455/97, que pune a tortura, esse tipo de crime ocorre a cada dia mais sem controle no Rio de Janeiro. Moradores de comunidades da capital e Região Metropolitana são submetidos a castigos do ‘tribunal do tráfico’ e viram protagonistas de “filminhos de terror”, viralizados tampém pelo whatsapp. Ao todo, 795 casos de tortura tramitam na Justiça fluminense. Mas atrocidades que ocorrem nos becos, casebres e vielas das comunidades, muitas vezes não têm este desfecho.

Segundo levantamento feito pelo Tribunal de Justiça do Rio, a pedido do DIA, do total de casos de tortura nos últimos dez anos, 402 já tiveram pareceres dos juízes cariocas, com apenas 162 condenações de torturadores e 77 absolvições. Os acusados são ligados ao tráfico, à milícia e à propria policia.

As bárbaras “penitências” são por diversos motivos. Os ‘julgamentos’ dos bandos vão desde reprimendas por roubos de celulares, a supostos envolvimentos do ‘réu’ com facções criminosas inimigas.

Numa das ações recentes, traficantes da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, obrigam uma jovem a segurar, uma folha onde se lê: “Eu tô tomando um salve (surra) do Comando Vermelho”. A justificativa, feita em voz alta pela vítima, era pelo suposto roubo de um celular. Indefesa, estende as mãos, e os criminosos desferem violentos golpes com madeiras, que também atingem seu rosto e suas costas. Ela implora, inutilmente, pelo fim do castigo, gritando que o braço fora quebrado. Mas continua a apanhar sem piedade.

Campanha e condenação a torturadores

O advogado do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos, João Tancredo, defende a realização de uma campanha para a não propagação de vídeos de tortura pelas redes sociais e whatsapp. “É preciso também mais condenações de criminosos envolvidos em torturas, principalmente as seguidas de mortes”, apela.

Boa parte dos criminosos que exibe torturas nas favelas do Rio em vídeos, segundo João Tancredo, já tem penas altas, e não está nem aí para nova condenação, de até 8 anos.
Victória Grabois, do Grupo Tortura Nunca Mais, se espanta. “Na ditatura, torturas eram praticados em porões, acobertadas. Hoje é tudo exibido para o mundo inteiro” lamenta. Em nota ao DIA, o Google admite não dar conta de retirar todos os vídeos de torturas do ar. Alega que ao todo são postados 450 horas de filmes, de tudo quanto é tipo de assuntos, por minuto, no mundo inteiro.

‘Reflexo do que a sociedade quer’

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Marcelo Chalréo, diz que o momento atual é “reflexo do que a sociedade quer”. “Há leis e há prisões. Tanto que a população carcerária triplicou em dez anos. O que falta é a sociedade derrubar essa tradição de punição ao estilo ‘olho por olho, dente por dente’”, opina.

“O justiçamento é perverso, vem se perpetuando e afrontando o estado de direito. Punir não é sinônimo de vingança”, endossa o deputado Marcelo Freixo (

Crise generalizada no Brasil é plano ILUMINATTI para consolidar a NOVA ORDEM MUNDIAL e repassar aos estrangeiros todas as riquezas naturais brasileiras

24/05/2017

ILUMINATTI

ILUMINATTI

Fonte: Youtube

Fatos que mostram a Terra ainda na Terceira Dimensão

04/04/2017

De desastres naturais a terrorismo: os 5 grandes riscos globais em 2017, segundo Fórum Econômico Mundial

Imagem da Terra vista do espaçoDireito de imagemESA/NASA

Com a chegada de 2017, o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) divulgou a edição anual do estudo que procura antecipar os principais riscos e desafios globais para os próximos 12 meses.

O documento, intitulado Global Risks Report (Relatório de Riscos Globais, em tradução livre), avalia tendências e serve de bússola para a formulação de políticas e estratégias de governos e empresas.

Ele foi divulgado uma semana antes do início da reunião anual do Fórum em Davos, na Suíça, que conta sempre com a presença de acadêmicos e líderes empresariais e políticos do mundo inteiro.

Confira quais são as cinco maiores ameaças para o mundo em 2017, segundo a “bola de cristal” do WEF:

1) Eventos climáticos extremos

O relatório lembra que 2016 foi o ano mais quente da história, com temperatura global 1,14ºC acima da observada antes da Revolução Industrial.

Sugere que as mudanças climáticas trazem consequências sociais graves, como imigração – segundo o estudo, 21,5 milhões de pessoas tiveram que emigrar desde 2008 por eventos relacionados ao clima.

A entidade defende o cumprimento do Acordo de Paris, fechado em 2015 e que pressupõe a participação de todas as nações – não apenas países ricos – no combate ao aquecimento global.

Urso polarDireito de imagemAP
Image captionGeleiras do Ártico tiveram derretimento recorde em 2016; mudanças climáticas devem causar mais consequências neste ano

“Muitos riscos causados por não se fazer nada a respeito do clima irão transbordar para ameaças sociais e geopolíticas. Veremos crescente imigração por riscos ambientais”, afirmou Margareta Drzeniek-Hanouz, chefe do setor de Competitividade Global e Riscos do WEF.

2) Imigração em larga escala

Motivadas por catástrofes naturais e também por conflitos violentos, as ondas migratórias deverão se exacerbar em 2017, aponta o Fórum de Davos.

O relatório identifica ainda o risco de essa tendência ser explorada por políticos populistas, em busca de votos e aprovação popular.

“A imigração se mostrou ser um assunto político extremamente bem-sucedido entre os populistas anti-establishment, gerando uma ameaça eleitoral em vários países”, afirma o texto, que enumera desafios decorrentes do avanço de “tensões culturais”.

“A imigração cria tensões culturais: há necessidade de dar espaço para a tolerância religiosa sem abrir a porta para o extremismo. Há a necessidade de encorajar a diversidade que traz inovação sem alimentar ressentimento”, aponta.

Imigrantes em campo de refugiados na EuropaDireito de imagemREUTERS
Image captionOndas migratórias devem aumentar neste ano por conta de mudanças climáticas e conflitos

A organização reconhece que, assim como ocorre com a globalização, há setores da sociedade que não experimentam os benefícios gerais à economia proporcionados pela imigração.

“Os desafios humanitários continuarão a criar ondas de pessoas – e nos países onde há baixos índices de fertilidade e número de aposentados crescendo a imigração será necessária para trazer novos trabalhadores.”

3) Grandes desastres naturais

Desastres naturais de grande escala são uma ameaça real à infraestrutura produtiva global, aponta o Fórum de Davos.

O relatório cita um estudo da Universidade de Oxford (Inglaterra) que simulou o impacto destrutivo de uma enchente na região costeira da China, que concentra produção para exportação.

Mais de 130 milhões de pessoas seriam afetadas em um eventual desastre, comprometendo a cadeia internacional de comércio.

Escombros deixados pelo tufão Haiyan, nas Filipinas, em 2013Direito de imagemAP
Image captionEscombros deixados pelo tufão Haiyan, nas Filipinas, em 2013; desastres naturais de grande escala ameaçam infraestrutura produtiva global, aponta texto

“Interdependência entre diferentes redes de infraestrutura está aumentando o escopo de falhas sistêmicas (…) que podem se acumular e afetar a sociedade de formas imprevisíveis”, prevê o relatório.

4) Terrorismo e vigilância

Ataques terroristas têm motivado um reforço na vigilância estatal sobre cidadãos, mas tais ferramentas muitas vezes são usadas com fins políticos, alerta o relatório, que diz ver a tendência com “preocupação”.

“Em alguns casos, problemas de segurança e protecionismo (…) têm sido usados como razão para reduzir dissidências. Em outros casos, restrições às liberdades são efeitos colaterais de um pacote de segurança bem intencionado, (mas) essas tendências preocupantes estão aparecendo até mesmo em democracias.”

O Fórum de Davos projeta uma “situação potencialmente explosiva” em países que coíbem a liberdade de expressão em nome do combate ao terrorismo.

“Ferramentas tecnológicas estão sendo utilizadas para aumentar a vigilância e o controle sobre cidadãos e erradicar críticas (aos governos). Restringir novas oportunidade a formas democráticas de expressão e mobilização e, por consequência, toda uma gama de direitos, gera uma situação potencialmente explosiva.”

Homenagem a vítimas de atentado terrorista em mercado de Natal de BerlimDireito de imagemEPA
Image captionHomenagem a vítimas de atentado em mercado de Berlim; ações terroristas no Ocidente não devem diminuir neste ano, prevê relatório

5) Fraudes eletrônicas e roubo de dados

Outra ameaça citada pelo Fórum de Davos são as fraudes cibernéticas, que podem avançar diante de legislações frágeis e falta de ações conjuntas entre governos e setor privado.

Em entrevista à BBC Brasil, o presidente da empresa de análise de risco Marsh, John Drzik, que atuou na elaboração do relatório, diz que criminosos estão cada vez mais próximos das vítimas, pois aparelhos eletroeletrônicos domésticos estão sendo conectados à internet.

“A introdução de novas tecnologias deixará isso potencialmente ainda mais perigoso. Será possível invadir aparelhos domésticos como termômetros eletrônicos” exemplificou.

Drzik citou ainda a ameaça de ataques patrocinados por governos e orientados por interesses comerciais.

“Precisaremos de coordenação entre países na esfera internacional e entre governo e iniciativa privada para desenvolver respostas de governança”, afirmou.

Cartões de créditoDireito de imagemMARTIN KEENE/PA WIRE
Image captionGolpes com cartão de crédito são recorrentes no Brasil; fraudes e invasão de dados serão problemas em 2017

Propostas de ação

O relatório também sugere ações para enfrentar as ameaças à economia global, concentradas em quatro frentes:

Reformas econômicas

Entre 1900 e 1980, a desigualdade social recuou nos países ricos, mas entre 2009 e 2012 a renda dos 1% mais ricos nos Estados Unidos, por exemplo, cresceu mais de 31%, lembra o relatório.

O documento defende a adoção de mecanismos de distribuição de benefícios econômicos, e cita o Bolsa Família, iniciativa federal de transferência de renda no Brasil, como medida eficiente na mitigação da desigualdade social.

Pontes culturais

Décadas de mudanças econômicas e sociais rápidas aumentaram o fosso entre as gerações e amplificaram conflitos de identidade pelo mundo, aponta o WEF.

O desafio diante de um cenário muitas vezes agravado pelo debate desinformado e pautado por emoções, aponta a entidade, é construir pontes que conectem diferenças culturais e preservem direitos individuais.

Gestão de mudanças tecnológicas

A automação da mão de obra respondeu por cerca de 86% dos empregos perdidos na indústria nos EUA entre 1997 e 2007, aponta o documento, que procura isentar a integração dos mercados globais pelo problema.

“Movimentos populistas tendem a focar a culpa pela perda de empregos na globalização (…) embora a evidência aponte a tecnologia como principal fator. As manufaturas nos Estados Unidos não regrediram. O país está produzindo mais do que nunca, apenas emprega menos trabalhadores”, afirma o relatório.

Diante de transformações na natureza do trabalho, conclui o documento, novos empregos colaborativos precisam ser criados para minimizar a desocupação humana.

Cooperação global

O Fórum defende a importância de se resgatar a relevância de organismos de governança global, como as Nações Unidas e entidades de promoção do comércio internacional.

A tendência de valorização nacional e desvalorização internacional enfraquece os laços de confiança entre povos e nações, aponta o órgão.

A cooperação internacional também é fundamental, diz o WEF, para manter o aquecimento global dentro do limite de dois graus centígrados, cortando as emissões de carbono em 40-70% até 2050 e eliminando-as completamente em 2100.

Fonte: MSN

Perseguição étnica dos Rohingya em Mianmar

05/01/2017

Foto de bebê morto em Mianmar provoca comoção internacional

Menino da etnia Rohingya morreu em um naufrágio enquanto a família tentava fugir para Bangladesh por conta perseguição étnica em Mianmar.

A foto de um bebê morto nas margens de um rio em Mianmar provocou comoção internacional. A criança chamada Mohammed Shohayet, de 16 meses, aparece caída na lama, nas margens do rio Naf, na fronteira entre Mianmar e Bangladesh.

O menino da etnia Rohingya morreu após um naufrágio de uma embarcação na qual viajavam ainda seus pais, um irmão de três anos e um tio. Além do bebê, sua mãe, seu irmão e um tio morreram. Apenas seu pai, Zafor Alam, sobreviveu.

Foto de bebê morto em Mianmar provoca comoção internacional (Foto: Reprodução/Facebook/Ro Sadak)Foto de bebê morto em Mianmar provoca comoção internacional (Foto: Reprodução/Facebook/Ro Sadak)

Foto de bebê morto em Mianmar provoca comoção internacional (Foto: Reprodução/Facebook/Ro Sadak)

A família tentava fugir para Bangladesh por conta perseguição étnica em Mianmar. Essa etnia muçulmana é uma das minorias mais perseguidas do mundo, e o governo birmanês considera os rohingyas como imigrantes ilegais.

Desde outubro, 50 mil muçulmanos rohingyas fugiram de Mianmar escapando de uma operação do exército birmanês lançada em resposta ao ataque de postos fronteiriços desta região por grupos de homens armados.

Ao chegar a Bangladesh, estes refugiados descreveram terríveis atrocidades cometidas contra eles pelo exército, de estupros coletivos a torturas e assassinatos.

Até agora, o governo de Mianmar havia negado estas alegações considerando que a situação estava “sob controle” e pedindo à comunidade internacional que parasse de alimentar “o fogo do ressentimento”.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, classificou em dezembro a reação do governo birmanês de “contraproducente e insensível”.

 

Aylan

 

A morte de Mohammed Shohayet trouxe à tona comparações com a tragédia do menino sírio Aylan de três anos, que foi encontrado morto após um naufrágio em uma praia turca em 2015 e levantou debate sobre crise migratória na Europa.

A foto de Aylan virou símbolo da crise migratória que matou milhares de pessoas do Oriente Médio e da África que tentam chegar à Europa para escapar de guerras, de perseguições e da pobreza.

Na época, a foto virou um dos assuntos mais comentados no Twitter e diversos veículos da imprensa internacional o destacaram como emblemática da gravidade da situação, até mesmo com potencial para ser um divisor de águas na política europeia para os imigrantes.

Policial paramilitar turco investiga o local onde apareceu o corpo de uma criança imigrante numa praia de Bodrum, na Turquia (Foto: AP Photo)Policial paramilitar turco investiga o local onde apareceu o corpo de uma criança imigrante numa praia de Bodrum, na Turquia (Foto: AP Photo)

Policial paramilitar turco investiga o local onde apareceu o corpo de uma criança imigrante numa praia de Bodrum, na Turquia (Foto: AP Photo)

Fonte: G1

Há muitas formas de resistir ao poderio Iluminatti

25/09/2016

Aquarius: a resistência é um lugar solitário

O filme de Kleber Mendonça Filho é a história de uma mulher que se recusa, ponto. E assim resistimos; sozinhas, mas todas juntas.
Cena do filme Aquarius, com Sonia BragaClara (Sonia Braga) se recusa a ceder às propostas, intimidações e ameaças

Eu não fazia a menor ideia do que se tratava Aquarius, além de um tal boicote ao filme, que só serviu para me deixar curiosa. Fui ao cinema sem esperar nada, mesmo sendo difícil com tanta polêmica ao redor, mas assisti e achei massa. Especialmente por ser um filme em que os personagens falam “massa”.

É bonito ver na tela histórias nossas, que sejam brasileiras dos diálogos à trilha sonora, dos conflitos dos personagens às controvérsias de cada um. Como em O Som ao Redor, Kleber Mendonça Filho volta a colocar foco nas relações que se criam entre as pessoas a partir dos conceitos de vizinhança, sociedade e família.

São histórias cujo brilho não está em enredos mirabolantes, mas em recortes que ele faz (às vezes num zoom literal da câmera) para nos aproximar dos personagens. Boas histórias são sempre sobre pessoas, afinal.

Aquarius é a história de uma mulher que se recusa, ponto. Assim, intransitivamente.

Clara, a protagonista, mora há décadas em um edifício antigo de frente para a praia de Boa Viagem, no Recife. O prédio, que dá nome ao filme, está em processo de ser adquirido, apartamento por apartamento, por uma construtora que pretende derrubá-lo para construir um condomínio de luxo, mais moderno. No entanto, a empresa, representada pelo proprietário e seu sobrinho, que foi estudar “business” fora do Brasil, encontra na figura de Clara um obstáculo: a mulher se recusa a vender o apartamento.

Ela se recusa a ceder às propostas, intimidações e ameaças. Ela se recusa, mesmo que para isso acabe sendo taxada de louca, de velha chata, de barraqueira.

Clara é uma personagem poderosa, densa, não só pela interpretação de Sonia Braga, mas pela quantidade de informação sobre ela que o filme consegue colocar em cada segundo, em cada silêncio, em cada diálogo e em cada gesto.

Os outros personagens – seus filhos, suas amigas, a doméstica que trabalha pra ela, os empresários da construtora, o salva-vidas da praia, seu sobrinho e a namorada – todos eles também ganham profundidade, entrelaçando-se numa teia em que nas fragilidades, nas conexões e nos conflitos servem de espelho para a vida real.

Também vi muito da vida real no tema. Porque a história da moradora que vai sendo empurrada para fora de seu apartamento, seja por propostas, ameaças ou situações embaraçosas e incômodas, conta muito sobre as grandes e micro expulsões que sofremos no dia a dia.

Quantas vezes, por não conseguirem nos expulsar de um espaço, já não colocaram várias dificuldades no caminho para que desistíssemos por nós mesmas? Quantas vezes nos vimos na situação de ter que abandonar um espaço, um projeto, uma posição, pela insistência do outro lado em nos ver fora? Quantas vezes já nos pintaram de loucas, exageradas, ou já fomos excluídas por dizermos “não”? Quantas vezes nos sentimos sozinhas por resistir?

Em uma entrevista coletiva sobre o filme, a atriz Maeve Jinkings, que interpreta a filha que entra em conflito com Clara, diz que é mais fácil ceder à pressão e ir no fluxo, seguir o pensamento predominante, do que resistir. Porque a resistência exige coragem, exposição. A resistência é uma posição solitária.

Aquarius não está ali para exaltar a história de uma única mulher, de uma heroína, como no cinema mainstream que nos acostumamos a consumir; o filme acaba servindo para apontar para o cotidiano, onde há pessoas resistindo diariamente, das mais diversas formas, muitas vezes sem serem notadas. Há várias Claras ao nosso redor. Nós as conhecemos, vivemos e trabalhamos com elas. Às vezes, somos nós.

Os padrões da sociedade, o mercado, os interesses de quem tem mais poder esperam que as pessoas se conformem, sigam o que foi estabelecido, obedeçam. Nesse contexto, dizer “não” se transforma num ato político. E as Claras da vida que real que resistem podem até estar tão sozinhas quanto num edifício completamente desocupado, mas estão exercendo um poder que faz com que sejam, no fundo, temidas por aqueles que as querem expulsar a todo custo.

O filme serve de espelho, mas também de companhia. Porque a resistência pode ser difícil, mas perceber e lembrar que existem outras pessoas resistindo faz com que nos sintamos menos solitárias. E assim continuar resistindo; sozinhas, mas todas juntas.

Fonte: Carta Capital

Moradora de São João da Barra enfrenta o Porto do Açu para ficar em seu sítio

Como no filme ‘Aquarius’, Noêmia Magalhães conta ter sofrido ameaças por não ter deixado a casa em que vive

Noêmia Magalhães, aos 70 anos, resiste há seis anos a tentativas de desapropriação do sítio em que vive, em São João da Barra Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo
Noêmia Magalhães, aos 70 anos, resiste há seis anos a tentativas de desapropriação do sítio em que vive, em São João da Barra - Daniel Marenco / Agência O Globo
O silêncio ao redor e a escuridão sob o céu estrelado, que poderiam supor a paz de uma zona rural do interior, na verdade confessam toda noite uma história de conflitos e dores, mas também de obstinação. Aos 70 anos, Noêmia Magalhães não tem mais vizinhos por perto. O mais próximo está a cinco quilômetros do Sítio do Birica, onde mora com o marido, no quinto distrito de São João da Barra, no Norte do estado. Nos últimos anos, a população desse pedaço do Rio teve suas terras desapropriadas, para darem espaço ao Porto do Açu e à promessa de um distrito industrial. Noêmia decidiu lutar pelo torrão que é a realização de seus sonhos, onde guarda memórias e um projeto de vida. Por ter ficado no caminho do negócio bilionário, conta ter ouvido propostas imorais, sofrido ameaças e pressão psicológica. Sempre que o sol se vai, ela fica numa ilha cercada pelo breu. Mas não sucumbe, levando adiante sua trama de cinema.

LUTA SE TORNOU COLETIVA

A história lembra a de Clara, interpretada por Sônia Braga no filme “Aquarius”. No longa de Kleber Mendonça Filho, a personagem desafia as propostas de uma construtora que pretende subir, no lugar do prédio em que ela vive, um novo edifício, na Praia de Boa Viagem, no Recife. Na vida real, Noêmia enfrenta há seis anos os planos de um megaempreendimento que, no início, pertenceu a Eike Batista e, após a derrocada do empresário, passou às mãos da Prumo Logística, controlada por um fundo americano. Qualquer semelhança entre os enredos é mera coincidência. Noêmia ainda nem assistiu ao filme. Mas já sabe que, dependendo dela, as duas histórias terão um mesmo fim, de resistência.

— Não vou desistir. Nunca corri tanto risco de perder o sítio quanto agora. Há um ano, um juiz deu a posse do imóvel ao empreendimento. Uma semana depois, voltou atrás. Mandou que o sítio fosse reavaliado, o que aconteceu em abril. Eles acham que, depois de tanta luta, vou embora facilmente? Vou desobedecer, vão me algemar, podem me prender — diz Noêmia, apresentando razões para a persistência: — Na negociação, existem duas coisas distintas: preço e valor. Quem não sabe a diferença não entende o amor. Quanto vale seu projeto de vida? Isso se negocia? Você dá preço a seu sonho? Valores não se vendem, nem se compram.

‘Na negociação, existem duas coisas distintas: preço e valor. Quem não sabe a diferença não entende o amor. Quanto vale seu projeto de vida? Isso se negocia? Você dá preço a seu sonho? Valores não se vendem, nem se compram’

- NOÊMIA MAGALHÃESProprietária de sítio

UM PAU-BRASIL PARA CADA NETO

Como no filme, a Clara de São João da Barra também é aposentada. Só que foi professora, em vez de jornalista. Com o marido, o bancário Valmir Batista, ela sempre projetou ter um sítio. Faz 20 anos que concretizou o desejo. Passou a comer o que cultivava na horta, sem agrotóxicos. Plantou um pau-brasil para cada um dos quatro netos, e outras árvores batizadas com os nomes de amigos. No início, quando acordava, abria a janela e ouvia uma orquestra de pássaros, que acreditava ser tocada especialmente para ela. Até que, dez anos atrás, foi lançada a pedra fundamental do porto. No começo, até parecia um alento, com a expectativa de que movimentasse a região e ajudasse nas vendas dos pequenos produtores locais.

Em 2010, contudo, a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio (Codin, subordinada à Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Serviços) iniciou as desapropriações para entregar as terras ao empreendimento, com a proposta de se criar ali um polo metalmecânico na retaguarda do porto, além de uma área para armazenamento de produtos. Sonho e pesadelo passaram a ter linha tênue.

SÍTIO DO BIRICA: OÁSIS NO MEIO DE UM DESERTO

  • Vista aérea do Sítio do Birica: propriedade é hoje um oásis verde em meio a terras secas, desapropriadas pelo estado para abrir espaço ao Porto do Açu e a um distrito industrial contíguoFoto: Daniel Marenco / Agência O Globo

  • Dona do sítio, Noêmia Magalhães espalhou placas para dar recados a quem tenta tirá-la de sua casa, no meio da área do distrito industrialFoto: Daniel Marenco / Agência O Globo

  • Área tem hortas e já é utilizada pela professora aposentada para projetos sociais e de ecologia Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

  • Casa vazia nas bordas do distrito industrial do Porto do Açu: várias propriedades foram esvaziadas para dar lugar ao empreendimentoFoto: Daniel Marenco / Agência O Globo

  • Outra casa abandonada: ao todo, eram mais de 400 áreas rurais na região do distrito industrialFoto: Daniel Marenco / Agência O Globo

  • Escombros em frente ao Sítio do Birica: hoje, o vizinho mais próximo da propriedade fica a cinco quilômetros de distânciaFoto: Daniel Marenco / Agência O Globo

  • Noêmia Magalhaes, de 70 anos, já luta ha seis anos para permanecer no sítioFoto: Daniel Marenco / Agência O Globo

  • Apesar do jeito manso do interior, ela já enfrentou o empresário Eike Batista em sua tentativa de permanecer em casaFoto: Daniel Marenco / Agência O Globo

— A gente valia muito pouco. Aqueles agricultores que tinham suas histórias ali, que enterraram o umbigo de seus filhos na terra, eram tratados com descaso. Não estavam preocupados com eles. Queriam as terras — afirma Noêmia, que resolveu fazer da luta pessoal uma briga coletiva, com os produtores da região.


Casa em ruínas próxima à área do Porto: na região, vários imóveis foram esvaziados, outros demolidos - Daniel Marenco / Agência O Globo

Os vizinhos começaram a ir embora. Alguns, foram retirados à força e suas casas transformadas em ruínas, ainda hoje espalhadas pela região do distrito industrial — que se estende por 60 quilômetros quadrados, onde havia 409 áreas rurais. Nesse cenário, até dois anos atrás, em vez dos pássaros Noêmia passou a avistar placas da LLX, subsidiária de logística do grupo EBX, com o aviso de que aquela era uma área particular e, por segurança, não deveria ser ultrapassada. Agora, com a gerência da Prumo, volta e meia topa com seguranças a cavalo rondando o sítio.

— Como gosto de fazer de um limão uma limonada, passei a achar que era segurança para mim. Até amizade fiz com os rapazes. Porque posso dizer que estamos ilhados. Se acontece alguma coisa, para quem apelar?

Os perigos, aliás, reais ou talvez fabricados por quem quer vê-la longe, diz ela, se tornaram constantes. Uma noite, o marido e ela passaram duas horas jogando água na estrada que passa em frente ao sítio, para tentar evitar que um incêndio no terreno da frente os atingisse. Outra vez, acordaram com tiros na porta de casa. Em duas ocasiões, Noêmia se viu com um revólver na cabeça. Teve um carro roubado e, em inúmeros telefonemas, a voz do outro lado dizia apenas que sabia onde ela estava.

— As pessoas, até da minha família, têm medo de andar comigo. Acham que qualquer dia posso levar um tiro — diz ela.

A tranquilidade foi embora, e muito do verde no entorno do sítio também. Hoje, a propriedade parece um oásis em meio a terras secas. A cerca de dois quilômetros da casa de Noêmia, a areia retirada do mar para a construção de uma das estruturas do porto formou uma espécie de deserto de dunas. E faz anos que moradores e ambientalistas questionam se o empreendimento salinizou ou não o solo e a água locais.

Outra característica: se o porto funciona desde 2014 com operações envolvendo minério de ferro, na maior parte do distrito industrial o que se vê são quilômetros de arame farpado cercando terrenos vazios, à espera do sucesso do empreendimento. Na outra ponta, há agricultores, obrigados a deixar as propriedades, que ainda não receberam nada, com indenizações presas na Justiça. Algumas pessoas enlouqueceram, caíram em depressão e, como diz Noêmia, até “morreram de paixão” pela terra perdida.

RISCO DE DESAPROPRIAÇÃO NA INFÂNCIA

Apesar disso, a Codin afirma que “não há impasse” algum referente às indenizações, e que todas as obrigações da companhia “estão sendo rigorosamente cumpridas”. Segundo o órgão, cada área desapropriada teve laudos e valores atribuídos específicos, não divulgados. O total apurado, diz a Codin, foi depositado em juízo. Mas a companhia reconhece que aproximadamente 70% dos proprietários ainda não receberam suas indenizações, enquanto que a Prumo afirma que, embora a responsabilidade seja da Codin, apoia o estado na realocação de famílias.

No caso de Noêmia e de parte dos moradores de localidades como a Água Preta, ainda não há definições. Já são anos convivendo com a incerteza de quando tentarão, mais uma vez, tirá-los de casa. Uma situação que abalou a saúde de Noêmia, às voltas com a pressão alta. Ficou debilitada. O que a mantém forte, então, na resistência? Ela diz que pode ser uma lembrança de infância e adolescência, quando seu pai, em Itaúna, Minas Gerais, também lutou contra a desapropriação. Um dia, ela perguntou por que ele não entregava os pontos:

— Ele me deu uma resposta que nunca mais esqueci: “O homem que não cuida e não defende sua terra, não defende nem a sua família”.

Por que economia brasileira não cresce? por causa do JURO ILUMINATTI

31/07/2016

Ladislau Dowbor: Crédito no Brasil não é estímulo, é extorsão

O mundo passa por uma crise civilizatória e já se fala em novo Bretton Woods. A afirmação, do economista Ladislau Dowbor, remete ao tratado firmado um ano antes do fim da Segunda Guerra Mundial, na cidade norte-americana de mesmo nome (estado de New Hampshire), por 44 países.

 

 

Dowbor: Quando Dilma tentou baixar os juros a 7,25%, teve guerra; a guerra do rentismo contra todo os processos produtivosDowbor: Quando Dilma tentou baixar os juros a 7,25%, teve guerra; a guerra do rentismo contra todo os processos produtivos

Na ocasião, as maiores economias do mundo estavam destroçadas pela guerra e buscavam mecanismos de recuperação por meio de uma nova ordem monetária que regulasse as relações comerciais entre as nações-membro. O desafio era reconstruir o bombardeado capitalismo.

A diferença, na análise de Dowbor, professor da PUC-SP, é que hoje o próprio capitalismo se põe em situação de derrocada por meio da financeirização das economias – um sistema que promove a riqueza de uma minoria.

“Hoje a crise civilizatória não se dá por falta de recursos. Se se dividir o PIB do planeta, de US$ 80 trilhões, pelos 7 bilhões de habitantes do mundo, chegaríamos a uma média mensal de R$ 9 mil reais para cada família de quatro pessoas. Ou seja, o que se produz hoje no mundo daria para todo mundo”, calcula Dowbor, citando estudo da Oxfam, organização especializada em estudos para o combate às desigualdades.

“Hoje há 62 bilionários que têm mais riqueza do que 3,6 bilhões de pessoas (metade da população global). Eles produziram tudo isso? Que nada. Eles se apropriaram através de um conjunto de mecanismos financeiros”, afirmou.

Ele participou, na manhã de ontem (29), ao lado do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da Unicamp, de debate na abertura da conferência nacional dos bancários. O evento, na capital paulista, vai até este domingo e definirá rumos para a campanha nacional da categoria, que tem data-base para renovação da convenção coletiva de trabalho em 1º de setembro.

Dowbor reforçou a tese apresentada por Belluzzo, de que a globalização financeira desencadeada há quatro décadas compromete o funcionamento do próprio capitalismo e, no Brasil, tem impactos ainda mais perversos. Enquanto na maior parte dos países de economia desenvolvida a taxa básica de juros gira em torno do 0,5% a 1% ao ano, aqui esse índice está em 14,25%, o que inibe tanto o investimento do setor produtivo quanto taxas de crédito civilizadas.

“Banco antigamente fazia trabalho de identificar bons projetos produtivos. Agora, para que arriscar? É só aplicar na taxa Selic, que rende 14,25% sem riscos de perdas”, provoca Dowbor, que observa como o arranjo afeta também o setor produtivo empresarial. “Para que o empresário vai se matar com insegurança econômica e investir no setor produtivo se pode aplicar na Selic?”

Segundo o economista, a taxa básica de juros elevada acaba por encarecer o crédito na economia como um todo. Ele compara que os juros do cartão de crédito no Brasil giram em torno dos 471% ao ano, enquanto nos Estados Unidos esse índice é de 16%. Observa que a cada R$ 100 que consumidor paga com cartão de crédito, 5% fica com a operadora; se for no débito, são 2,5% que o vendedor deixa de receber. Na França é 0,36%

“O resultado prático é que em março de 2005, 19,3% da renda das famílias estava comprometida com o pagamento de dívidas, e passou para 46,5% em 2015. É um crédito que não facilita, mas extorque”, frisou, ao ressaltar que 19% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foram para os bancos em 2015. “Não tem economia que possa funcionar assim.”

Dowbor criticou também o sistema tributário, por aliviar a taxação o capital financeiro e incidir pesadamente sobre o consumo. “Termina o rico proporcionalmente pagando muitos menos impostos do que o pobre. Aí você fechou o caixão. E dizem que a culpa é do governo Dilma… Quando a Dilma tentou baixar os juros a 7,25%, começou guerra. Pode-se dizer a guerra do rentismo contra todo os processos produtivos.”

O professor da PUC afirmou que o a construção de uma alternativa econômica para o país passa pela regulação do setor financeiro e citou exemplo da Polônia, que acaba de se recuperar da crise, e onde o sistema financeiro é constituído majoritariamente por bancos cooperativos. “Temos de promover o resgate da dimensão cidadã do bancário, do trabalhador. É preciso discutir o papel do sistema”, defendeu.

Segundo ele, dos quatro motores da economia – as exportações, as demandas das famílias, as demandas das empresas e os investimentos do setor público –, os três últimos são fortemente abatidos pela financeirização, a especulação e a política de juros. “Estamos desviando para o capital financeiro recursos que deveriam servir para impulsionar a economia.”

Fonte: Vermelho

Ismael de Almeida

O dinheiro é uma praga que infelicita a humanidade, e deverá desaparecer com a NOVA CIVILIZAÇÃO DO AMOR. A atitude da humanidade para o dinheiro está matizado pela ambição, o ódio, a má conduta, a inveja, e a busca sem freio pelos bens terrenos. Todo o caos da vida moderna tem como origem a escravidão do homem pelo dinheiro.

As desastrosas condições econômicas que prevalecem no mundo são criadas pelo próprio homem, pela sua subordinação ao “deus dinheiro”; pela regeneração do dinheiro virá a liberação do mundo.

Se a humanidade não mudar seu conceito em relação ao uso do dinheiro de forma egoísta, condições terríveis afundarão o mundo no turbilhão do caos econômico; o dinheiro tal como o conhecemos desaparecerá da Terra com a vindoura NOVA CIVILIZAÇÃO DA FRATERNIDADE. — Djwhal Khul.

No passado o dinheiro serviu para atender as necessidades pessoais, no futuro deverá atender as necessidades grupais e mundiais, envolvido por um manto de amor. Quando verdadeiramente o amor florescer no coração humano, o bem prevalecer, o ser humano compreenderá que tudo é de Deus, e o Pai de Amor tudo dá para todos igualmente, sem privilégio para alguns, em detrimento de outros. Se assim não fosse, Deus seria um Pai Injusto outorgando mais para alguns, e menos para outros de seus filhos.

Quando cada ser humano servir o próximo como gostaria de ser servido, e trabalhar pelo bem comum, o dinheiro desaparecerá da Terra.

No futuro o dinheiro desaparecerá e será substituído pelo amor, e o homem cumprirá seu dever sem a escravidão do dinheiro.

A felicidade se logra perdendo de vista a ambição pelo dinheiro, sem o chicote da ambição do EU INFERIOR, vivendo-se unicamente pelo bem do próximo como ensinou Jesus.

AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO; e todos os problemas desaparecerão do mundo, e a Terra será um paraíso.

*

Paz e Luz!

TURQUIA vira alvo do terrorismo

03/07/2016

 

Por que a Turquia virou um alvo contumaz dos terroristas

Seja o Estado Islâmico, sejam os separatistas curdos, quem perpetrou o ataque contra o aeroporto mirou – e acertou – o presidente do país, Recep Tayyip Erdogan

 

Turistas se abraçam depois de ataque no aeroporto de istambul (Foto: ASSOCIATED PRESSAP)

A Turquia sofreu seu 14º atentado terrorista em 2016. Foi também o mais mortal neste ano: 42 mortos, mais de 200 feridos. O alvo foi a icônica cidade de Istambul. O ataque aconteceu às 21h50, horário local (15h50 em Brasília), quando três terroristas armados com fuzis e explosivos atacaram a entrada do terminal de voos internacionais do Aeroporto Kemal Atatürk, o terceiro mais movimentado da Europa. Esse atentado não foi o primeiro – e nem será o último. Em dois anos, o número de atentados terroristas na Turquia disparou (leia no quadro ao fim da página).

A principal suspeita é que o atentado tenha sido cometido pelo EI. Um dia após o ataque, o diretor da agência americana de Inteligência, a CIA, John Brennan, disse que a invasão suicida “mostra as marcas da depravação do EI”. Mais cedo, o presidente americano, Barack Obama, ligou para o presidente turco, Recep Tavvip Erdogan, para expressar “suas mais sentidas condolências em nome do povo americano”, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

O ataque tem um simbolismo profundo. O aeroporto Kemal Atatürk é o terceiro aeroporto mais movimentado da Europa, atrás de Heathrow, em Londres, e do Charles De Gaulle, em Paris, com mais de 61 milhões de passageiros em 2015 – mais que Guarulhos e Galeão juntos. Istambul, a cidade mais cosmopolita da Turquia, onde minaretes se contrapõem a modernas construções, é um espelho do crescimento da Turquia na última década e um símbolo da tentativa de integração do país à Europa.

Essas características tornam Istambul um alvo preferencial de jihadistas. Nos últimos meses, com a mesma velocidade com que perde territórios no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico incentiva e patrocina ataques de seus seguidores mundo afora. Pela proximidade e pela facilidade de acesso, as principais cidades turcas se tornaram alvos fáceis do EI. Em dois anos, a Turquia foi palco de ao menos 14 ataques terroristas com vítimas fatais – um deles, em Ancara, em outubro de 2015, deixou mais de 100 mortos.

A Turquia sentiu o baque. O crescimento da ameaça terrorista abalou o turismo no país: houve uma queda de 50% em relação às reservas na temporada de verão de 2015, uma queda de mais de 28% em abril deste ano, em comparação ao mesmo mês de 2015. A queda mensal foi a maior em 17 anos e preocupa o governo. Quase 12% do PIB do país vem do turismo e da indústria de viagens.

O que levou um país como a Turquia, um polo turístico que tinha virado um modelo de democracia numa sociedade muçulmana, com liberdade política e religiosa, a virar alvo de tantos atentados terroristas? Até cinco anos atrás, a Turquia buscava manter boas relações com todos. Era a principal aliada de Israel na região, o principal parceiro econômico de Bashar al-Assad na Síria, integrante da Otan, mas com boas relações com os russos. Era, mais do que isso, exemplo no mundo islâmico, com o premiê Recep Tayyp Erdogan sendo louvado como um exemplo de líder de uma democracia no Oriente Médio.

Há várias explicações, mas a principal delas está na mudança da política externa e das prioridades do líder do país, Recep Tayyip Erdogan. Primeiro-ministro da Turquia por 11 anos e presidente desde 2014, Erdogan seguia a política externa da Turquia de camaradagem com seus vizinhos mais próximos: Iraque, Síria, Israel, Egito. Por maiores que fossem as divergências, sempre havia uma possibilidade de negociar. Os levantes populares para tirar ditadores do poder, que ficaram conhecidos como A Primavera Árabe, e a explosão do conflito na Síria alteraram essa perspectiva. Erdogan viu uma chance de ouro de flexionar os músculos do país e mostrar força na região.

Erdogan estimulou e patrocinou a ascensão de combatentes interessados em lutar contra Bashar al-Assad. Basicamente, por anos deixou a fronteira do país com a Síria aberta, permitindo e facilitando a entrada de homens, armas e dinheiro. Muitos desses jihadistas se transformaram no Estado Islâmico e se voltaram contra a própria Turquia. Enquanto isso,  o governo Erdogan abandonou as negociações de paz com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), grupo militante separatista e classificado como terrorista pelas autoridades turcas, e entrou em conflito direto com os militantes curdos.

De quebra, Erdogan conseguiu criar arestas com aliados antigos, como o Egito, com quem a Turquia rompeu depois do golpe militar que levou o marechal Abdel Fattah al-Sissi ao poder, com os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), do qual faz parte, e com a Rússia, com quem teve um forte entrevero em novembro de 2015, quando a Força Aérea turca derrubou um caça russo.

Com a  economia do país perdendo fôlego por causa da queda do preço das commodities, Erdogan manobrou para aumentar seus poderes. Ele se tornou presidente. Seu Partido da Justiça e Desenvolvimento, o AKP, uma espécie de PT islâmico, conseguiu maioria no Parlamento e tentou aprovar um projeto que garantia superpoderes para ele no cargo. O país também passou a censurar redes sociais e a perseguir jornalistas e opositores.

É claro que Erdogan não é o único responsável. É preciso levar em conta as profundas divisões do país, e a região volátil em que a Turquia está inserida, cercada por crises e guerras. O país enfrenta uma combinação tóxica de polarização política, instabilidade, desaceleração econômica e onda de violência, tanto dentro como fora da Turquia. Mas Erdogan ajudou a criar e aprofundar esse ambiente. Ao fazer vistas grossas para terroristas por tanto tempo e bombardear grupos inimigos do EI, a Turquia se tornou um alvo fácil. Erdogan e seu povo sofrem a consequência disso.

O atentado no aeroporto de Istambul (Foto: ÉPOCA)
Fonte: Época

Inteligência Artificial pode dominar a humanidade a mando de reptilianos malignos

26/06/2016

David Icke adverte que a IA poderia dominar a humanidade em 2018.

Há VINTE e cinco anos atrás, David Icke assustou a Grã-Bretanha ao auto proclamar-se “Filho de Deus”, durante uma conferência de imprensa e uma subsequente aparição no horário nobre do talk show de Wogan.

O ex-futebolista era famoso como co-apresentador do programa desportivo da BBC flagship Grandstand aos sábado e, depois tornou-se porta-voz do Partido Verde.

Embora o Sr. Icke tenha desaparecido dos principais meios de comunicação social após a inicial história chocante ter desaparecido, ele continuou e tornou-se uma espécie de “guru do despertar” no ciclo da teoria da conspiração e dentro dos meios de comunicação alternativos.
Icke escreveu inúmeros livros e viajou o mundo dando palestras sobre as suas teorias estranhas, fazendo do bizarro o seu negócio ao longo do último quarto de século.

O ex-apresentador do Grandstand da BBC, tem um massivo número de seguidores online e, está prestes a embarcar em outra turnê mundial, durante a qual avisará que a menos que mais pessoas “despertem” do nevoeiro em que vivemos, uma elite perversa composta de psicopatas, assumirá o controlo total da humanidade através de computadores dotados de IA, o mais tardar até 2018.

Icke afirmou mundialmente em torno de 2000 que o mundo era governado por um grupo maligno de Reptilianos que mudam de forma e que se apoderam do corpo de seres humanos proeminentes.

Desde então, ele tem difundido intermináveis teorias conspiratórias onde afirma que os atentados de 911  foi um trabalho interno e, sobre a corrupção dentro do sistema bancário.

Agora ele prevê, que se bilhões de pessoas não “acordarem” como ele e os seus colegas conspiradores o fizeram, poderíamos ficar presos numa “versão muito real da Matrix” igual a da franquia de filme com o mesmo nome, estrelado por Keanu Reeves.

David Icke no Grandstand antes do seu despertar para a teoria da conspiração.

Numa entrevista incoerente de duas horas com o colega conspiracionista despertado Zen Gardner, no seu canal do YouTube, Icke disse que a trilogia do filme “Matrix” e o filme “Transcendence: A Nova Inteligência” de Johnny, são avisos prévios realistas do que está por vir se os seres humanos permanecerem “cegos”.

No entanto, algumas das teorias de Icke são compartilhadas por cientistas conceituados, como é o caso do professor Stephen Hawking.
Icke, assim como Hawking, está preocupado que a inteligência artificial ( IA) poderia finalmente tornar-se superior e controlar a humanidade.
Mas, enquanto Hawking alertou que isso poderia acontecer, Icke diz que vai e de acordo com o ritmo atual será em 2018.

Ele disse que a tendência para a chamada “tecnologia inteligente”, com a maioria dos objetos eléctricos conectados a uma “Internet das coisas” ou “Nuvem” era a principal ameaça.

Ele disse: “A tecnologia inteligente faz parte de uma rede. Nós somos controlados pela IA.

Acredito que se a Internet ainda não está consciente, está no processo de se tornar consciente.

Icke afirmou que os líderes mundiais são alienígenas Reptilianos, iguais aos da série Americana de ficção cientifica V: The Series dos anos 80.

O auto proclamado teórico da conspiração: David Icke num vídeo cast no seu site.

“2016, 17 e 18, serão anos cruciais, na medida que isso avançar será muito mais difícil voltar atrás, para não dizer pior”. ~ David Icke

“A nuvem de rede inteligente está as portas, prestem atenção.

“Existe uma nanotecnologia de poeira inteligente que será introduzida no corpo – os filmes Matrix estão muito correctos”.

Ele disse que no filme “Transcendence” o cientista de IA Dr Will Caster transfere a sua própria consciência para a Internet e, este é também um panorama real do que está por vir.

O ex-ativista verde, acredita que o mundo é controlado por Reptilianos malignos através da política, banca e dos meios de comunicação social, com um “programa” do qual somos submetidos desde o nascimento.

Ele comparou-os a um vírus de computador que se propaga e está em mutação.
Ele disse: “Estamos a falar sobre o vírus ser capaz de auto reproduzir-se.

“2016, 17 e 18, serão anos cruciais, na medida que isso avançar será muito mais difícil voltar atrás, para não dizer pior”.

“já havia identificado os anos de 2016-18 há algum tempo, de forma intuitiva. Restam-nos três anos.

Exemplo das coisas que estão por vir: Momentos infelizes para Keanu Reeves em “Matrix”.

Em 2011, Osama Bin Laden foi morto pelas forças especiais da Marinha dos Estados Unidos e enterrado no mar, mas agora os teóricos da conspiração afirmam que foi tudo uma mentira e ele ainda está vivo.

“Mas não podes confiar nos seus cinco sentidos, eles apenas nos mostram o programa.

A IA controla tudo. Dizem que tens que ser conectado através de uma nuvem para a IA, mas ninguém pergunta ‘o que é essa IA’?

“Após ter estudado isso durante vários anos, eu acho que, este mundo é controlado em última instância por algo equivalente a um vírus de computador consciente”.

“Vivemos num mundo movido pelo medo, quando olhas para os extremos do vírus, podemos dar-lhe um nome – comportamento psicopata sem empatia e nenhum dispositivo de segurança para parar qualquer escala de comportamento extremo.

“Este vírus, quando domina alguém, a pessoa torna-se psicopata e, se reparares na história de algumas determinadas linhagens, perceberás que foram geneticamente modificados para governar o mundo para o vírus.”

Mas não tenham medo, como Icke diz, o sistema maligno pode ser derrotado.

Tudo o que precisamos fazer é acordar para a teoria, ver através das mentiras e transcender para uma vibração mais elevada de energia, de modo que o vírus maligno deixe de nos afetar.

Se isso não te deixar mais sossegado, podes considerar o fato de que em 1991, ele previu que enormes terremotos destruiriam a Terra em 1997.

« Próximas
Rádio Anjos de Luz

Com agradecimento à Fada San. Visite www.anjodeluz.net

EnglishFrenchGermanItalianPortugueseRussianSpanish
Acessar

Meu perfil
Perfil de usuário Terra 2012 .
Receba newsletters

Seu e-mail

Leitores do Terra 2012 pelo mundo
free counters
Quem está Online
8 visitantes online agora
1 visitantes, 7 bots, 0 membros
Map of Visitors
Enquetes

SE DILMA CAIU, FORA TEMER TAMBÉM?

View Results

Loading ... Loading ...
Escreva para a grande fraternidade branca

Grande Fraternidade Branca
Com agradecimento ao Espaço Hankarra. Visite hankarralynda.blogspot.com

Prezado Leitor, se você é uma pessoa solitária, quer desabafar ou deseja uma opinião fraterna e desinteressada sobre algum problema que o aflige, escreva-nos carta para o endereço informado no rodapé do site, ou, se preferir, mande e-mail para grandefraternidadebranca
@terra2012.com.br
.

Todas as correspondências serão respondidas no menor prazo possível.

arvore

Antes de imprimir pense em sua responsabilidade e compromisso com o MEIO AMBIENTE!