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A Terra na Terceira Dimensão

Califórnia em chamas

09/12/2017

Autoridades confirmam 1ª morte ligada aos incêndios na Califórnia, EUA

Corpo de idosa de 70 anos foi encontrado com queimaduras dentro de carro em Santa Paula. Chamas já duram cinco dias.

Confirmada a primeira morte pelo incêndio da Califórnia

Confirmada a primeira morte pelo incêndio da Califórnia

Autoridades norte-americanas confirmaram nesta sexta-feira (8) a 1ª morte relacionada à série de incêndios que atinge o sul da Califórnia. Seis grandes focos de chamas continuam ativos em Ventura, San Diego e Los Angeles.

Segundo a agência Associated Press, uma idosa de 70 anos foi encontrada morta em Santa Paula, na quarta-feira (6). O corpo estava dentro de um carro e apresentava sinais de inalação de fumaça e queimaduras.

O fogo, que começou na segunda-feira (4), destruiu mais de 500 construções. Milhares de famílias estão sem energia elétrica e 212 mil pessoas precisaram sair da região.

Bombeiro combate incêndio em Bonsall, na California, na quinta-feira (7)  (Foto: Mike Blake/ Reuters)Bombeiro combate incêndio em Bonsall, na California, na quinta-feira (7)  (Foto: Mike Blake/ Reuters)

Bombeiro combate incêndio em Bonsall, na California, na quinta-feira (7) (Foto: Mike Blake/ Reuters)

O distrito unificado de escolas de Los Angeles, que tem mais de 640 mil alunos e é o segundo maior dos Estados Unidos, disse ter fechado mais de um quarto de suas quase 1.100 escolas pelo segundo dia nesta sexta-feira. A Universidade da Califórnia em Santa Barbara também cancelou as aulas nesta sexta-feira.

O Incêndio Thomas, no noroeste de Los Angeles, já aumentou de 38.850 para 46.540 hectares e destruiu 439 estruturas, disseram autoridades. Mais de 2.600 bombeiros de lugares distantes como Portland, Oregon e Nevada estão enfrentando as chamas, que só estão 5 por cento contidas.

Ao norte de San Diego, o chamado Incêndio Lilac aumentou para 1.659 hectares em poucas horas na quinta-feira, informou o Cal Fire, levando o governador do Estado, Jerry Brown, a declarar um estado de emergência no condado de San Diego.

O fogo destruiu 20 estruturas e provocou retiradas e interdições de estradas. Tanques de propano localizados debaixo de várias casas explodiram devido ao calor, soando como bombas, de acordo com um fotógrafo da Reuters presente no local.

No enclave à beira-mar de Faria Beach, situado entre as montanhas em chamas e o Oceano Pacífico ao nordeste de Ventura, o fogo se espalhava pelas colinas.

 Fonte: G1

Trump declara Jerusalém capital de Israel, e começa nova Intifada

06/12/2017

Confrontos em Jerusalém já somam mais de 760 feridos

Confrontos com o Exército israelense teriam começado após protestos convocados pelo grupo Hamas contra decisão de Trump

Confrontos em Jerusalém já somam mais de 760 feridos

 

Obalanço atualizado dos feridos durante os confrontos ocorridos nesta sexta-feira (8) na Cisjordânia, em Jerusalém e em Gaza já chega a 767, informam entidades de assistência internacionais. Desses, 61 foram atingidos por armas de fogo, 479 ficaram intoxicadas por gás lacrimogêneo, 200 foram atingidos por balas de borracha e outros 27 por causas diversas.

Confrontos com o Exército israelense teriam começado após protestos, convocados pelo grupo Hamas, contra a política do presidente dos Estados Unidos. Donald Trump reconheceu Jerusalém como a capital de Israel.

Em meio a onda de violência em Jerusalém, Cisjordânia oriental e na Faixa de Gaza, uma sirene de alarme antimíssil foi acionada no sul de Israel, em comunidades ao redor de Gaza, informou a imprensa local nesta sexta-feira. Com informações da ANSA.

Fonte: Notícias ao Minuto

Hamas convoca nova intifada após anúncio de Trump sobre Jerusalém; Cisjordânia já EUA reconhecem Jerusalém como capital de Israel (Foto: Arte/G1)

EUA reconhecem Jerusalém como capital de Israel (Foto: Arte/G1)

 

História do Hamas e as intifadas

 

O Hamas é a sigla em árabe para Movimento de Resistência Islâmica. O grupo, o maior entre islâmicos militantes  palestinos, defende a criação de um único Estado palestino que ocuparia a área onde atualmente estão Israel, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia.

A agremiação surgiu após o início da primeira intifada contra a ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, em 1987. Na ocasião, crianças que jogavam pedras nos tanques foram mortas por Israel, provocando a indignação da comunidade internacional.

A segunda intifada começou em 29/9/00 e durou quatro anos. Os conflitos deixaram milhares de mortos dos dois lados.

Em 2006, o Hamas venceu as eleições parlamentares palestinas, o que provocou um racha com o grupo Fatah (fundado pelo líder palestino Yasser Arafat) dentro da Autoridade Nacional Palestina.

A divisão fez com que o Hamas passasse a controlar a Faixa de Gaza, a partir de 2007, e o Fatah ficasse com o comando da Cisjordânia (atualmente liderada por Mahmoud Abbas).

Israel considera o Hamas um grupo terrorista. Eles não dialogam.

 

Repercussão

 

Oito países pediram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. A presidência japonesa do Conselho informou à agência France Presse que a reunião será realizada na manhã de sexta-feira (7).

António Guterres, secretário geral da ONU, afirmou que “não há alternativa à solução com dois Estados, não há plano B”, pela qual o órgão irá continuar trabalhando, segundo a Reuters.

O presidente dos EUA recebeu ampla condenação de líderes muçulmanos. Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia, afirmou que Trump viola “todas as resoluções e acordos internacionais” com a decisão.

O Kremlin, por sua vez, disse que o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel está levando a um “racha” na comunidade internacional.

Palestino picha imagem do presidente americano, Donald Trump, pintada no muro que cerca a cidade de Belém, na Cisjordânia (Foto: Mussa Qawasma/ Reuters)Palestino picha imagem do presidente americano, Donald Trump, pintada no muro que cerca a cidade de Belém, na Cisjordânia (Foto: Mussa Qawasma/ Reuters)

Palestino picha imagem do presidente americano, Donald Trump, pintada no muro que cerca a cidade de Belém, na Cisjordânia (Foto: Mussa Qawasma/ Reuters)

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, considerou que reconhecer Jerusalém como capital de Israel “coloca o mundo, e especialmente a região [o Oriente Médio], em um círculo de fogo”, declarou – a Turquia é um importante aliado militar dos americanos.

Um comunicado do Palácio Real da Arábia Saudita, outro aliado dos EUA, chamou a decisão de “irresponsável”.

Na Europa, os líderes da França, Reino Unido e Alemanha, entre outros, condenaram a mudança da embaixada. Emmanuel Macron chamou o anúncio de “lamentável”, enquanto Theresa May disse que o episódio é “pouco útil” para uma solução pacífica. Angela Merkel sublinhou que Berlim “não apoia essa atitude”.

Manifestantes muçulmanos queima bandeira de Israel  em Peshawar, no Paquistão, após Donald Trump anunciar transferência de embaixada dos EUA para Jerusalém (Foto: Fayaz Aziz/Reuters)Manifestantes muçulmanos queima bandeira de Israel  em Peshawar, no Paquistão, após Donald Trump anunciar transferência de embaixada dos EUA para Jerusalém (Foto: Fayaz Aziz/Reuters)

Manifestantes muçulmanos queima bandeira de Israel em Peshawar, no Paquistão, após Donald Trump anunciar transferência de embaixada dos EUA para Jerusalém (Foto: Fayaz Aziz/Reuters)

Tropas isralenses usam gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes palestinos em Belém, na Cisjordânia, nesta quinta-feira (7)  (Foto: Mussa Qawasma/ Reuters)Tropas isralenses usam gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes palestinos em Belém, na Cisjordânia, nesta quinta-feira (7)  (Foto: Mussa Qawasma/ Reuters)

Tropas isralenses usam gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes palestinos em Belém, na Cisjordânia, nesta quinta-feira (7) (Foto: Mussa Qawasma/ Reuters)

 

Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel

Anúncio provocou reações furiosas nos palestinos e nos mundos árabes e críticas da União Europeia

Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou as especulações que circulavam desde sua posse e reconheceu nesta quarta-feira (6) Jerusalém como capital de Israel.

Além disso, determinou a transferência da embaixada norte-americana no país de Tel Aviv, onde estão todas as outras representações diplomáticas estrangeiras, para a milenar cidade que está no centro das três maiores religiões monoteístas do mundo.

O anúncio foi feito durante um pronunciamento na Casa Branca, no qual Trump afirmou que sua medida, que provocou reações furiosas nos palestinos e nos mundos árabes e críticas da União Europeia, tem como objetivo promover a “paz”.

O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, alertou neste domingo (3) que o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos Estados Unidos irá prejudicar o processo de paz no Oriente Médio. Com informações da Ansa.

Fonte: Notícias ao Minuto

Exilados de Sirius

01/11/2017

exilados de Sirius

Fonte: Youtube

Adolescente sofre bullying de colegas e reage a bala

22/10/2017

As escolas que venceram o bullying

Na contramão da maior parte das instituições de ensino do País, que ainda não possuem práticas para coibir a discriminação, alguns colégios já adotam modelos bem-sucedidos para assegurar a boa convivência entre os alunos


COMBATE Para coibir o bullying, alunas do Bandeirantes convidam colegas para atividades de integração (Crédito:GABRIEL REIS)

A imagem de um jovem cabisbaixo, isolado em um dos cantos do pátio, ou de uma criança acuada após ter sido vítima de provocações começa a se tornar rara em algumas escolas do País. Apesar de  numericamente ainda serem poucas, instituições de ensino têm desenvolvido metodologias específicas para combater a intimidação e se transformado em exemplos na batalha contra a discriminação e a propagação do ódio no ambiente escolar. O caminho não é simples, mas os resultados das iniciativas mostram que é possível coibir a prática.

Os programas anti-bullying vão desde grupos
de jovens que aprendem a auxiliar as vítimas até
palestras para capacitar pais e professores

Um desses colégios é o Bandeirantes, um dos mais tradicionais de São Paulo. Lá, as estudantes Mariana Avelar, 14 anos, e Isabela Cristante, de 12, fazem parte dos grupos de ajuda do Programa de Combate ao Bullying. Elas foram escolhidas pelos demais alunos para participar de dois dias de capacitação com uma equipe de professores universitários e psicólogos.

Por meio de situações hipotéticas, o treinamento deixou claro o que é bullying e como elas deveriam agir em diferentes casos. “As pessoas mais isoladas são aquelas com gostos diferentes da maioria. Tentamos nos aproximar até que o colega se sinta confiante para conversar”, diz Mariana, estudante do 9º ano. “Aprendemos que, às vezes, o problema é maior do que parece, e precisamos levá-lo aos orientadores”, conta Isabela, da 6ª série. Os estudantes também conversam com quem presencia ou pratica o bullying. “O agressor se conscientiza mais rapidamente” , afirma Isabela.

Com pulseiras para identificação, os participantes percorrem a escola auxiliando nos casos em que percebem o isolamento. A estratégia está funcionando. “Observamos a redução de casos”, afirma Marina Schwarz, orientadora da escola. “Hoje temos mais acesso aos episódios de provocação, que normalmente ocorrem por trás das autoridades.”


CONSCIÊNCIA A orientadora Edna e o estudante Igor Bomfim, do Soka (SP). “Se passar dos limites, já não é brincadeira”, diz ele (Crédito: GABRIEL REIS)

Outro colégio que adotou medidas para coibir o bullying é o Soka, também de São Paulo. Há dois anos, a escola organiza palestras com advogados e psicólogos. “Conversamos com os pais sobre a responsabilidade deles em verificar os celulares dos filhos. É preciso identificar se há indícios de bullying nas conversas em grupos de redes sociais”, afirma o diretor James Jun Yamauti.

A instituição também capacitou orientadores para dar assistência a alunos que chegam de outras escolas. “Trabalhamos com jovens que tiveram dificuldade de adaptação para que tenham um entrosamento melhor”, afirma Edna Zeferino Menezes, assistente de orientação educacional. Na sexta-feira 27, a escola deu início à semana do “Preconceito Não”, com palestras sobre direitos da população negra, questões de gênero e indígenas e a trajetória da população LGBT. “A ideia é que os alunos reflitam sobre questões que interferem diretamente no bullying e identifiquem se já vivenciaram situações semelhantes”, explica Yamauti. “Os constrangimentos diminuíram bastante. Se uma brincadeira passa dos limites, deixa de ser brincadeira”, afirma Igor Seiji Ando Bomfim, 15 anos, que relata ter ajudado colegas que sofreram discriminação.


AUXÍLIO O orientador Bruno Sciuto foi um dos profissionais capacitados pelo colégio Soka para apoiar alunos (Crédito:GABRIEL REIS)

Descontrole

Em um momento no qual o tema vem à tona mais uma vez após o bullying ter sido apontado pela polícia como um dos fatores que levaram um adolescente de 14 anos a atirar contra colegas em uma escola de Goiânia na sexta-feira 20, é fundamental que iniciativas como essas deixem de ser fatos isolados.

Os colégios devem começar a colocar em prática ações determinadas pela lei contra os atos de perseguição, em vigor desde abril do ano passado. Uma delas é a produção de relatórios bimestrais com eventuais casos. “O bullying não é controlado pelas autoridades pela falta de dados, o que dificulta o diagnóstico da extensão do problema”, afirma advogada Ana Paula Siqueira Lazzareschi, especialista em direito digital. Outro aspecto importante é que, além do suporte à vítima, as instituições devem oferecer assistência ao agressor.

A ocorrência ainda diária das intimidações mostra, no entanto, um descompasso muito grande entre o que faz a maioria das escolas e o que manda a legislação. Casos extremos, como o de Goiânia, evidenciam, porém, a urgência na adoção de medidas efetivas. “O bullying não pode ter sua gravidade subestimada e ser tratado como uma brincadeira de criança”, diz a advogada Ana Paula. “A cultura da vingança ainda é muito presente  na sociedade e é esse desejo que está por trás do comportamento do agressor”, diz.

Terminando em tragédias ou não, casos de bullying têm efeitos indeléveis para a vítima, o agressor e toda a escola. “Ocasionam rachas nas salas de aula, colocam metade dos alunos contra o agressor e a outra parte a favor da vítima”, diz Ana Paula. Por isso, os programas de combate a práticas tão cruéis são fundamentais para reverter o aumento da intolerância em ambientes de aprendizado. Não de destruição.

Disposição para ajudar

Satisfação em ver os colegas enturmados é o que move as alunas Mariana Avelar e Isabela Cristante, do 9º e do 6º ano, respectivamente, do Bandeirantes, em São Paulo. Há um ano, elas foram escolhidas para fazer um treinamento de capacitação e saber como atuar em casos de bullying. Desde então, as estudantes percorrem os espaços da escola e sempre que percebem situações de isolamento ou provocação se aproximam da vítima ou dos que testemunharam a ação. “Saber que consegui ajudar é muito bom”, diz Isabela.

 

De notas baixas a depressão na vida adulta, as marcas do bullying na vida de agredidos e agressores

Se não forem identificadas e combatidas a tempo, humilhações – que são mais comuns no Brasil do que se imagina – podem causar estragos na formação acadêmica e na saúde mental; veja ideias de como identificar e como responder ao problema.


Projeto de prevenção ao bullying em escola no interior de São Paulo (Foto: Osnei Réstio/Prefeitura de Nova Odessa)

Projeto de prevenção ao bullying em escola no interior de São Paulo (Foto: Osnei Réstio/Prefeitura de Nova Odessa)

Na pequena cidade no interior de São Paulo, o estudante Edmar Aparecido Freitas, de 18 anos, volta ao colégio onde concluiu o ensino médio, Coronel Benedito Ortiz, cumprimenta a zeladora e se dirige para o pátio. Lá, bem na hora do recreio, saca um revólver calibre 38 e começa a efetuar disparos. Após ferir nove pessoas, entre alunos, professores e funcionários, se mata com um tiro na cabeça.

O caso de Taiuva, a 363 km da capital paulista, é o primeiro que se tem notícia de bullying que termina em morte no Brasil – Edmar sofria de obesidade e, mesmo depois de perder 30 quilos, continuou a ser ridicularizado pelos colegas. De lá para cá, pelo menos três outros episódios deixaram um saldo de 16 mortos e 16 feridos.

A tragédia mais recente a reacender o debate sobre bullying aconteceu em Goiânia na semana passada, quando um estudante de 14 anos disparou contra colegas, matando dois e ferindo outros quatro. Testemunhas disseram que o aluno sofria com gozações dos colegas, mas os pais e a direção da escola afirmaram não ter conhecimento disso. Ainda se investiga se foi isso o que detonou o episódio.

Nesta terça-feira, um boletim hospitalar informou que uma das adolescentes baleadas no caso teve uma lesão na medula e ficou paraplégica.

Casos de bullying no ambiente escolar são mais comuns do que se pensa. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), 7,4% dos 2,6 milhões de estudantes que cursaram o 9º ano do ensino fundamental em 2015 – algo em torno de 195 mil alunos – afirmaram ter sofrido bullying por parte dos colegas.

Entre os que se sentiram humilhados, os principais motivos de chacota foram a aparência do corpo (15,6%) e do rosto (10,9%).

O índice de alunos que admitiram já ter chantageado o colega, espalhado boatos ou criado apelidos pejorativos consegue ser ainda maior: 19,8% – ou 520 mil estudantes. Desses, 24,2% são meninos e 15,6%, meninas.

“As consequências são as mais variadas e dependem muito de cada indivíduo. No entanto, todas as vítimas, em maior ou menor proporção, sofrem com os ataques”, afirma a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do livro Bullying: Mentes Perigosas nas Escolas. “Muitas delas levarão marcas profundas para a vida adulta e precisarão de apoio para superar o problema.”

O estrago mais evidente é no próprio rendimento escolar dos alunos que sofrem ou praticam esse tipo de agressão física ou psicológica.

Essa é uma das conclusões a que chegou a mais recente edição do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA, na sigla em inglês), de 2015. De acordo com o estudo, que avaliou o desempenho escolar de 540 mil estudantes de 72 países, escolas com alta incidência de bullying tendem a apresentar notas mais baixas do que aquelas que procuram combater essa prática dentro e fora de sala de aula.

“O bullying traz sérias consequências tanto para o agressor quanto para a vítima”, alerta Andreas Schleicher, diretor de Educação da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), responsável pela aplicação do PISA.

“Tanto aqueles que praticam bullying quanto os que sofrem estão mais sujeitos a tirar notas baixas, faltar às aulas e a largar os estudos que aqueles que não têm relação conflituosa com os colegas.”

 

Do bullying à depressão

 

A longo prazo, o impacto pode ser notado não apenas no desempenho escolar do aluno, mas também em sua saúde física e mental. É o que dizem dois estudos – um americano e outro britânico.

O primeiro deles, do Hospital Infantil de Boston, nos EUA, revela que quanto mais longo o período em que uma criança ou adolescente sofre ameaça, xingamento ou intimidação, mais grave e duradouro será o impacto sobre a saúde da vítima.

Para chegar a essa conclusão, a pediatra Laura Bogart e sua equipe monitoraram a saúde de 4,2 mil estudantes do quinto ao 10º ano. E descobriram que, não importa a idade, sofrer bullying pode causar desde baixa autoestima até quadros de estresse, ansiedade e depressão.

O outro estudo é da universidade King’s College London, na Inglaterra. A psicóloga Louise Arseneault investigou o histórico médico de mais de 7 mil britânicos desde a época em que tinham entre sete e 11 anos e ainda frequentavam o colégio até a quinta década de vida. E o resultado foi preocupante: indivíduos que sofreram maus-tratos na infância tinham mais propensão que os demais a desenvolver doenças psicossomáticas na vida adulta.

“Há uma máxima na medicina que diz: quanto mais cedo você diagnosticar um problema e começar a tratá-lo, melhor será o prognóstico. Esse raciocínio se aplica também ao bullying”, alerta o psiquiatra Ricardo Krause, vice-presidente da Associação Brasileira de Neurologia, Psiquiatria Infantil e Profissões Afins (ABENEPI).

“Quanto mais cedo você identificar um caso de bullying e começar a combatê-lo, menor será o estrago que ele vai causar na vida tanto da vítima quanto do agressor.”

 

O que é bullying – e o que não é

 

Mas, será assim tão fácil identificar um caso de bullying? Especialistas garantem que sim. Para tanto, a agressão deve reunir quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo, a repetição da agressão, a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa. Em outras palavras: discussões ou brigas pontuais entre alunos não são bullying. Conflitos entre aluno e professor também não.

E mais: o bullying físico, aquele que engloba violência como socos, chutes e empurrões, é o de mais fácil identificação. Mas existem outros sete tipos: psicológico, moral, verbal, sexual, social, material e virtual. Meninos praticam (e sofrem) mais bullying físico. Meninas, moral.

Quem sofre bullying, não importa o tipo, tende a apresentar um comportamento típico: no recreio, permanece isolado do resto do grupo ou próximo a adultos que podem protegê-lo das investidas do agressor. Em sala de aula, fala pouco, falta muito e tira notas baixas. Nas atividades em grupo, é sempre o último a ser escolhido. Em casa, quando está perto da hora de ir para a escola, costuma se queixar de dor de cabeça, enjoo ou tontura

Por que será?

 

“Em geral, as crianças não relatam seu sofrimento por medo ou vergonha. Por essa razão, a identificação precoce por pais ou professores é de suma importância”, avalia Barbosa Silva.

 

Como responder

 

Vigora no país desde o dia 9 de fevereiro de 2016 uma lei que obriga as escolas a combater o bullying.

O Programa de Combate à Intimidação Sistemática determina que equipes pedagógicas sejam capacitadas para desenvolver ações de prevenção e solução do problema, e que pais e familiares sejam orientados para identificar vítimas e agressores. Estabelece também que sejam realizadas campanhas educativas e fornecida assistência psicológica, social e jurídica a todos os envolvidos.

“Na prática, o combate ao bullying não melhorou em nada. O que as escolas fazem é dar palestras para os alunos, passar redação sobre o tema e ponto final. A capacitação dos educadores continua muito fraca e, sem ela, nada vai mudar”, avalia a psicóloga Valéria Rezende da Silva, autora do livro Bullying Não É Brincadeira.

Mas não basta capacitar os professores. A maioria deles já sabe distinguir entre brincadeira e perseguição, zoeira e ameaça, trolagem e intimidação. É preciso também engajar os pais e responsáveis na vida escolar de seus filhos, na opinião da psicopedagoga Maria Irene Maluf, diretora da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

“Precisamos desfazer a ideia de que o bullying é um problema para os professores resolverem. Na maioria das vezes, ele começa fora dos muros escolares”, ressalta Maluf.

Soluções para o problema existem, afirma a pedagoga Cléo Fante, autora de Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz. O mais famoso programa antibullying do mundo talvez seja o finlandês KiVa – acrônimo de “Kiusaamista Vastaan”, que significa “Contra o Bullying”, em livre tradução.

Diferentemente de outras metodologias, que focam o combate e a prevenção na figura da vítima e do agressor, o KiVa parte da premissa que, quando não faz nada, o espectador endossa a ação do agressor. “Em vez de apoiarem os praticantes de bullying ou de se omitirem de ajudar as vítimas, as testemunhas são orientadas a intervir, melhorando o convívio escolar”, explica Fante.

O KiVa foi criado em 2009 depois que um estudante de 18 anos invadiu sua escola na cidade de Jokela, em Tuusula, e matou oito pessoas.

Segundo levantamento com 30 mil alunos de 7 a 15 anos, o modelo pedagógico, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Turku, chegou a erradicar o bullying em até 80% das escolas e a reduzir sua prática em outras 20%. Não por acaso, já foi exportado para mais de 20 países da Europa e América do Sul.

 Fonte: G1

ola diz que pais do colega que atirou são ‘tão ou mais culpados do que ele’

João Vitor Gomes, de 13 anos, estudava com o autor dos disparos há pelo menos quatro anos em um colégio de Goiânia. Além dele, outro aluno morreu e mais quatro ficaram feridos durante ataque.

Pais de João Vitor se emocionam ao falar da morte do filho em colégio de Goiânia (Foto: Paula Resende/G1)Pais de João Vitor se emocionam ao falar da morte do filho em colégio de Goiânia (Foto: Paula Resende/G1)

Pais de João Vitor se emocionam ao falar da morte do filho em colégio de Goiânia (Foto: Paula Resende/G1)

Os pais do estudante João Vitor Gomes, de 13 anos, que foi morto dentro da sala de aula, cobram a responsabilidade dos pais do atirador, um colega de 14 anos, pelo atentado, pois o adolescente tinha acesso a armas e sabia atirar. Além do primogênito do casal, os tiros causaram a morte de outro menino e deixaram quatro colegas feridos.

“Nada justifica, o menino era amigo de escola dele, se torna ainda mais difícil. Não é revolta, é indignação. Os pais são tão ou mais culpados do que ele. A situação foi propícia, tinha uma arma ao alcance dele, ele sabia manusear a arma, não matou meu filho sozinho”, disse a mãe do menino, a gestora de eventos Katiuscia Gomes Fernandes, de 40 anos, em entrevista exclusiva ao G1 e à TV Anhanguera.

G1 entrou em contato com a defesa da família do atirador após a declaração, mas não obteve retorno. Anteriormente, a advogada Rosângela Magalhães havia dito que o menino estava arrependido e abalado, assim como os pais dele, que são policiais militares.

 

João Vitor Gomes foi morto por colega no Colégio Goyases (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)João Vitor Gomes foi morto por colega no Colégio Goyases (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

João Vitor Gomes foi morto por colega no Colégio Goyases (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

De acordo com os pais de João Vitor, o filho e o atirador estudavam há pelo menos quatro anos juntos. Porém, eram amigos na escola, pois não frequentavam a casa um do outro e os pais não se conhecem.

“O João me falava que eles jogavam RPG [jogo de interpretação de papéis] juntos no recreio. Eles também estavam fazendo um projeto da escola juntos. O João me falava que ele era engraçado”, detalhou a mãe.

Mãe de João Vitor Gomes chora ao enterrar o corpo do filho, em Goiânia (Foto: Danila Bernardes/ TV Anhanguera)Mãe de João Vitor Gomes chora ao enterrar o corpo do filho, em Goiânia (Foto: Danila Bernardes/ TV Anhanguera)

Mãe de João Vitor Gomes chora ao enterrar o corpo do filho, em Goiânia (Foto: Danila Bernardes/ TV Anhanguera)

 

Filho dedicado

 

Os pais contam que João Vitor se dedicava muito a tudo que fazia. Neste ano, por exemplo, tinha tirado as melhores notas da turma em todos os simulados e se preparava para as Olimpíadas de Matemática.

 

“Era um filho obediente, muito estudioso, sério para aquilo que era para ser sério, como na escola e na catequese, mas muito brincalhão em casa, participativo, muito perfeccionista, humilde e sensível “, enumerou a mãe.

 

Pai de João Vitor, o analista de sistemas Fabiano Moreira Fernandes, de 43 anos, diz o filho era querido por todos os que o conheciam.

 

“Ele não tinha defeitos, era um grande amigo”, disse o pai, emocionado.

 

Além de João Vitor, o casal possui mais dois filhos, sendo um menino de 11 anos e uma menina de 8 meses de vida. “Só Deus é capaz de me dar forças para continuar vivendo. Tenho mais dois filhos e preciso de forças para cuidar deles”, disse a mãe.

Pai de João Vitor diz que o filho era 'sem defeitos' (Foto: Paula Resende/ G1)Pai de João Vitor diz que o filho era 'sem defeitos' (Foto: Paula Resende/ G1)

Pai de João Vitor diz que o filho era ‘sem defeitos’ (Foto: Paula Resende/ G1)

 

Atentado

 

O crime aconteceu na manhã do dia 20/10/17, em uma sala de aula do 8º ano do Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, em Goiânia. Os disparos aconteceram no disparo entre duas aulas.

Segundo o delegado Luiz Gonzaga Júnior, responsável pelo caso, o autor dos disparos disse que sofria bullying de um colega e, inspirado em massacres como o de Columbine, nos Estados Unidos, e de Realengo, no Rio de Janeiro, decidiu cometer o crime. Filho de policiais militares, ele pegou a pistola .40 da mãe e a levou para a unidade educacional dentro da mochila.

Além de João Vitor, os tiros causaram a morte de João Pedro Calembo, também de 13 anos, e deixaram outros quatros colegas baleados. Um deles, Hyago Marques, recebeu alta em 22/10/17 e já se recupera em casa, mas outros três continuam internados.

João Vitor e João Pedro aparecem em centro de foto da turma (Foto: Arquivo Pessoal)João Vitor e João Pedro aparecem em centro de foto da turma (Foto: Arquivo Pessoal)

João Vitor e João Pedro aparecem em centro de foto da turma (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Bullying

 

O coronel da Polícia Militar Anésio Barbosa da Cruz informou que o autor dos disparos era alvo de chacotas de colegas.  “Ele estaria sofrendo bullying, se revoltou contra isso, pegou a arma em casa e efetuou os disparos”, disse.

Um aluno de 15 anos, que estava na sala no momento do tiroteio, também contou que o adolescente era vítima de piadas maldosas.

 

 

Autor dos disparos e João Vitor eram colegas no Colégio Goyases há pelo menos quatro anos (Foto: Sílvio Túlio/ G1)Autor dos disparos e João Vitor eram colegas no Colégio Goyases há pelo menos quatro anos (Foto: Sílvio Túlio/ G1)

Autor dos disparos e João Vitor eram colegas no Colégio Goyases há pelo menos quatro anos (Foto: Sílvio Túlio/ G1)

 

Autor apreendido

 

O menor está apreendido apreendido na Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai). A Justiça acatou pedido do MP e determinou  a internação provisória do menor por 45 dias. A Advogada que representa o adolescente disse que ele está “abalado” e “arrependido”

Tenente-coronel Marcelo Granja, assessor de imprensa da Polícia Militar, revelou ao G1 a conversa que teve com o pai do autor dos disparos, que é major da corporação. Segundo ele, o policial – seu amigo há mais de 15 anos – ainda está profundamente balado com o que aconteceu

O assessor informou que tanto o major quando a esposa, que também é policial e dona da arma usada pelo adolescente, serão ouvidos pela Corregedoria da PM. A oitiva deve ocorrer na próxima semana, mas ainda não há data definida.

Adolescente suspeito de efetuar disparos está apreendido, em Goiânia (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)Adolescente suspeito de efetuar disparos está apreendido, em Goiânia (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Adolescente suspeito de efetuar disparos está apreendido, em Goiânia (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

 

O que se sabe até agora:

 

Veja a sequência dos fatos:

 

  • Colegas relatam que ouviram um barulho
  • Em seguida, os alunos viram o adolescente tirando a arma da mochila e atirando
  • Alunos correram para fora da sala de aula
  • O aluno descarregou um cartucho, carregou o segundo e deu um tiro, mas foi convencido pela coordenadora a travar a arma
  • Estudante foi levado para a biblioteca até a chegada dos policiais

 

 (Foto: Editoria de Arte/G1) (Foto: Editoria de Arte/G1)

Fonte: G1

Crise não consegue deter fúria Iluminatti

27/07/2017

Crédito bancário recua 0,9% no 1º semestre, mas BC espera recuperação

Expectativa do Banco Central é de que o crédito bancário tenha aumento de 1% em todo ano de 2017.

 

O volume total do crédito bancário registrou queda de 0,9% no primeiro semestre deste ano, informou o Banco Central nesta quinta-feira (27). No fim do ano passado, o estoque de empréstimos dos bancos estava em R$ 3,1 trilhões. Ao final de junho, caiu para R$ 3,07 trilhões

“A trajetória do crédito vinha sendo de redução. Não só no ano de 2017, mas também nos anos anteriores. E essa redução está de acordo com o nível da atividade econômica”, avaliou o chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha.

Ele observou que o setor bancário tem “reforçado os seus parâmetros prudenciais nas operações de crédito”, ou seja, aumentando o controle na concessão de crédito por conta da inadimplência. Isso também influenciou o resultado do crédito bancário no primeiro semestre.

“Mesmo com a redução do crédito, em decorrência da atividade econômica no ano passado e no começo deste ano, temos visto que a inadimplência, embora tenha crescido especialmente a pessoa física no crédito livre [sem contar rural, BNDES e imobiliário], se manteve em níveis contidos e em junho houve importante redução nos indicadores de inadimplência”, declarou.

Apesar da queda do crédito bancário no primeiro semestre, a autoridade monetária espera recuperação nos próximos meses. Para todo ano de 2017, a previsão do BC é de uma alta de 1% no volume do crédito ofertado pelas instituições financeiras neste ano, na comparação com 2016.

Fernando Rocha, do BC, informou que, em junho, já foi registrado crescimento do crédito bancário, que avançou 0,4% na comparação com o mês anterior.

“O segundo semestre vai ser melhor no mercado de crédito. Temos em junho, ainda que seja uma informação favorável nesse sentido. Ainda temos de aguardar se se confirma nos próximos meses. Em junho, tivemos uma recuperação significativa de pessoas jurídicas. Mas o saldo de pessoas jurídicas cresceu 0,3% e concessões 14,6%”, declarou ele.

Juro do cartão de crédito rotativo volta a subir em junho, para 378% ao ano

Os juros do cheque especial, porém, registraram queda de 2,5 pontos no mês passado, para 322% ao ano, segundo o Banco Central. Taxa de inadimplência recuou em junho.

 

Após cair em maio, a taxa média de juros do cartão de crédito rotativo para pessoas físicas voltou a registrar aumento em junho deste ano, quando somou 378,3% ao ano, segundo números divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (27). No mês anterior, o juro do cartão rotativo estava em 377,9% ao ano.

Junho foi o terceiro mês de vigência das novas regras do cartão de crédito, pelas quais o rotativo só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte. Se na data do vencimento o cliente não tiver feito o pagamento total do valor da fatura, o restante terá que ser parcelado ou quitado.

Já os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cheque especial registraram pequena queda, passando de 325,1% ao ano, em maio, para 322,6% ao ano, em junho.

A modalidade de crédito do cartão rotativo, e também do cheque especial, de acordo com especialistas, só deve ser utilizada em momentos de emergência e por um prazo curto de tempo – devido ao seu alto custo.

No caso do cartão de crédito, a recomendação dos economistas é que os clientes bancários paguem toda a fatura no vencimento para não deixar saldo devedor e evitar pagar juros.

 

Juro bancário médio em queda

 

A taxa média de juros das operações de crédito das instituições financeiras, com recursos livres (sem contar BNDES, crédito rural e imobiliário) recuou 1,2 ponto percentual em junho nas operações com pessoas físicas, para 63,3% ao ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Esse foi o quarto mês seguido de redução.

Também recuou, em junho, a taxa média de todas as operações (pessoas físicas e jurídicas), para 46,1% ao ano, contra 47,3% ao ano em maio. No caso dos empréstimos para as empresas, também com recursos livres, a taxa somou 24,8% ao ano em junho, com queda de 1,3 ponto percentual na comparação com o mês anterior (26,1% ao ano).

A queda dos juros bancários acontece em momento de recuo da Selic, a taxa básica de juros da economia, fixada pelo Banco Central, que influencia a chamada “taxa de captação” dos bancos, ou seja, quanto eles pagam pelos recursos.

Em sua última reunião, realizada nesta quarta-feira (26), Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic de 10,25% para 9,25% ao ano. Foi o sétimo corte seguido nos juros básicos da economia.

 

‘Spread’ bancário

 

O chamado “spread bancário” – ou seja, a diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e o que cobram de seus clientes – recuou em junho para 36,5 pontos percentuais, contra 37,7 pontos percentuais em maio.

No caso das operações com pessoas físicas, o “spread” caiu de 54,7 pontos percentuais em maio para 53,5 pontos percentuais em junho deste ano. Esse índice ainda é elevado quando comparado à média praticada pelos bancos em outros países.

O “spread” é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros.

 

Taxa de inadimplência

 

Dados do Banco Central mostram que a taxa de inadimplência recuou em junho deste ano. No mês passado, a taxa de inadimplência das pessoas físicas, nas operações com recursos livres (exclui crédito imobiliário, rural e do BNDES), caiu para 5,8%, contra 5,9% no mês anterior.

Considerando a inadimplência com recursos livres para pessoas físicas e jurídicas, também houve recuo no mês passado, de 5,9% (teto de série histórica) para 5,6%. No caso das operações com empresas, a taxa de inadimplência caiu de 6% em maio para 5,3% em junho.

Fonte: G1

 

Uma saída para socorrer os endividados

Bancos vão facilitar negociação com desempregados e divorciados para evitar calote

Quem está endividado, seja por conta do desemprego – que no Rio de Janeiro atinge 1,3 milhão de pessoas, segundo o IBGE – ou devido à a crise econômica que assola o país, deve ter um alento no começo do próximo ano. É quando passarão a valer novas regras bancárias para melhorar a negociação com clientes inadimplentes. Casos de desempregados, divorciados, doenças ou morte na família terão tratamento especial por parte das instituições financeiras. Pelo menos essa é a orientação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que divulgou novas normas para facilitar a negociação de dívidas e evitar calotes.

A expectativa, segundo a Febraban, é reduzir as perdas e as disputas judiciais com devedores, além de evitar que os clientes se afundem ainda mais em dívidas e entrem na legião de inadimplentes. Pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que são hoje mais de 59,4 milhões de endividados com alguma conta em atraso.


Expectativa é reduzir perdas e disputas judiciais com devedoresArte O Dia

“Não é uma padronização. Cada banco terá liberdade para estabelecer procedimentos, prazos e taxas. A ideia é que as instituições que ainda não possuem política de negociação de dívidas com os clientes, inclusive os adimplentes (que devem, mas pagam em dia), passem a tê-la, seguindo recomendações da norma da Febraban”, afirma Amaury Oliva, diretor de autorregulação da entidade.

Ao todo, 18 bancos devem aderir às medidas, entre eles os cinco maiores: Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander, que terão 180 dias para se adaptar às medidas.

As instituições também deverão ficar de olho nos clientes que ainda pagam as contas em dia, mas estão com tantas prestações que passar a inadimplentes a qualquer momento. A meta com as novas normas é resolver questões ligadas ao endividamento antes que cheguem às entidades de defesa do consumidor e à Justiça.

Economista do Ibmec e da Fundação D. Cabral, Gilberto Braga vê a iniciativa de forma positiva. Segundo ele ajudará o endividado antes que fique em situação difícil.”É uma mudança conceitual. Dessa vez a ideia é fidelizá-lo e mantê-lo como parceiro para o resto da vida”, avalia.

Fonte: O Dia

Desaparecimento de pessoas é flagelo invisível da sociedade

11/07/2017

Rio tem 33 mil desaparecidos em 15 anos; Zona Oeste e Bonsucesso concentram casos

MP faz perfil de vítimas no estado: maioria é formada por homens e tem idades entre 35 e 64 anos. Principal motivo são conflitos familiares; crimes são cerca de 4%, segundo estudo.

Em 15 anos, mais de 33 mil pessoas desapareceram no Rio de Janeiro

Em 15 anos, mais de 33 mil pessoas desapareceram no Rio de Janeiro

Entre 2002 e 2017, mais de 30 mil pessoas foram ou ainda são pontos de interrogação na vida de muitas famílias no Rio. Os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) indicam que, neste período, 33.882 pessoas desapareceram na capital. Bairros da Zona Oeste e a região de Bonsucesso concentram a maior parte dos casos

Segundo levantamento do Ministério Público, 70,43% das vítimas em todo o estado são homens. Os desaparecidos têm, também em sua maioria, idades entre 35 e 64 anos.

Cinco delegacias concentram a maior quantidade de registros na capital até abril de 2017: Campo Grande (3088), Santa Cruz (2365), Bangu (2249) e Taquara (2024), na Zona Oeste; e Bonsucesso (1714), na Zona Norte. Ou seja, mais de 33% dos casos ocorreram na circunscrição que envolve os cinco bairros.

Enquanto os números de desaparecidos permanecem em alta, famílias se dividem entre o luto e a esperança para procurar por seus desaparecidos ou lutar pela solução de outros casos.

“O desaparecido é um ponto de interrogação”, define Elen Souto, delegada titular da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), inaugurada em 2014.

 

“O Brasil mal engatinha na questão do desaparecimento”, lamenta a delegada.

 

Um desses dramas é o que passa a família de Aline Martins Pacheco dos Santos, de 36 anos. Moradora da Pavuna, ela passava por um processo de depressão, motivado pela diminuição repentina do número de aulas que dava em dois colégios estaduais. O diagnóstico: transtorno misto ansioso e depressivo, uma doença que mistura sintomas de ansiedade (dificuldade de concentração, por exemplo) e depressão (perda de interesse em atividades cotidianas).

Segundo o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos do Ministério Público, pelo menos 12% dos casos atendidos no programa são por problemas psiquiátricos.

No dia 13 de maio, Aline saiu com a mãe para ir ao supermercado. Deixou o celular em casa. Imagens mostram ela saindo do mercado em direção ao metrô. A Delegacia de Descoberta de Paradeiros diz que ela foi vista por último na Estação Jardim Oceânico, em direção à Ilha da Gigoia, na Barra da Tijuca, Zona Oeste.

“Ela mandou mensagem pelo Whatsapp para a família toda, dizendo: ‘Amo você’. E deixou o celular em casa, deixou os documentos. Foi uma mensagem curta, e depois eu respondi. A única coisa que a gente deu falta foi o Riocard, e por isso conseguimos rastrear que ela pegou o metrô”, explica o pai, Roberto dos Santos.

À procura da filha, a família percorreu abrigos na Zona Norte e no Centro da Cidade. Algumas testemunhas disseram tê-la visto circulando pelo Largo da Segunda-Feira, na Tijuca, e próximo às estações São Francisco Xavier e Saens Peña do metrô, no mesmo bairro da Zona Norte.

“Conversamos com moradores de rua, uma empregada doméstica que a viu por ali e assegurou ao ver a foto que era minha filha. Moradores de rua dizem que ela se recusa a comer e beber água, –dizendo que pode estar envenenada”, relata, emocionando-se. “A gente não sabe mais o que faz e, por isso, que eu preciso que alguém a veja”, diz, emocionado.

 

Perfil das vítimas

 

O Programa de Identificação e Localização de Desaparecidos do Ministério Público (PLID), em funcionamento desde 2010, compila dados desde 2013 que mostram diferentes perfis de vítimas envolvendo idade, gênero e outros indicadores. Segundo os dados dos 5439 atendimentos, a maior parte das vítimas é composta por homens (70,43%). Mais vítimas têm entre 35 e 64 anos (21%), apesar de mais de 15% delas não terem a idade informada, dificultando a identificação.

Entre as principais causas de desaparecimento, estão:

 

  1. Conflitos interpessoais dentro da família (35%)
  2. Perda de contato voluntário, quando a pessoa deixa a família por vontade própria (19%)
  3. Pacientes com problemas psiquiátricos (12%)
  4. Uso de drogas (8%)
  5. Vítimas de crimes (4%).

 

A promotora Eliane Dias Pereira, assessora de Direitos Humanos e Minorias do MP, é a responsável também pelo programa. Ela considera que os dados da Polícia Civil não correspondem à realidade, e que o número de desaparecimentos pode ser ainda maior.

“O importante é que a gente não interprete apressadamente esses dados (da diminuição) como se houvesse uma diminuição no fenômeno, que é um fenômeno grave, multicausal e que precisa ser enfrentado”, afirmou a promotora. “A gente precisa pensar não só no espectro da segurança pública, mas segurança social. Temos que zelar pelo funcionamento das instituições. Isso pode estar ligado por uma questão de segurança pública ou pode não estar”, destacou ela.

 

Identificação e prevenção

 

A identificação e localização de cadáveres nas 18 unidades do Instituto Médico Legal do Rio são fundamentais para a análise do fenômeno do desaparecimento. A avaliação é do coordenador do programa, André Luis Moreira.

“As bases de dados biométricas são conseguidas graças ao Instituto Félix Pacheco. Desde 2010, o PLID coleta informações no IML e cruza informações com pessoas desaparecidas para fazer uma compensação de pessoas desaparecidas”, explicou.

Ele revela que fez um cruzamento das bases de dados de crianças e adolescentes que possuem cadastro biométrico e identidade com o último Censo do IBGE, de 2010.

“Os dados podem estar um pouco defasados, mas chegamos ao assustador número de 2,5 milhões crianças e adolescentes sem identificação. São 2,5 milhões prontas para desaparecer”, definiu André.

Segundo eles, há muitos casos que não são registrados, e a possibilidade de encontrar um cadáver pode encerrar uma busca que se arrasta por semanas, meses e até anos.

“Nos últimos dois anos, tivemos uma centena de famílias que não fizeram o registro de desaparecimento mesmo com parentes desaparecidos. Já trabalhamos com uma subnotificação muito grande” ,explicou.

Há unidades do programa em São Paulo e Manaus e está prometido um programa semelhante na Bahia em breve.

“Existe o problema de uma identidade biométrica nacional, e também uma identidade nacional. Se uma pessoa de outro estado aparece aqui no Rio sem dizer quem e de onde ela é, não se sabe se ela está desaparecida. O Nosso sistema do PLID é integrado, e podemos fazer buscas não nominais, às vezes por características físicas. Isso facilita muito”, pontua.

Enquanto isso, a DDPA faz um trabalho de monitoramento em unidades de saúde que pode explicar a redução no número de casos no Rio. Segundo dados da delegacia, desde 2015 foram 1,5 mil casos em que a unidade procurou por casos de desaparecidos em diferentes unidades de saúde da cidade, com 929 referências: os desaparecidos estavam em hospitais e Upas da cidade.

“Trabalhar com isso é um trabalho de rede. Essa comunicação em tempo real com a saúde para localização imediata de pessoas que às vezes nem desaparecidas estão, antes mesmo que as famílias façam o registro de desaparecimento. Isso para nós é o grande êxito do trabalho, o trabalho preventivo”, diz ela.

Serviço de localização de cadáveres foi utilizado para encontrar corpo carbonizado de farmacêutica no interior do RJ (Foto: Reprodução TV Globo)Serviço de localização de cadáveres foi utilizado para encontrar corpo carbonizado de farmacêutica no interior do RJ (Foto: Reprodução TV Globo)

Serviço de localização de cadáveres foi utilizado para encontrar corpo carbonizado de farmacêutica no interior do RJ (Foto: Reprodução TV Globo)

A delegacia, assim como o Ministério Público, possui serviços que permitem o monitoramento de cadáveres que chegam às unidades do Instituto Médico Legal. O núcleo foi útil inclusive no caso recente da farmacêutica Nathalie Rios Motta Salles. A polícia acredita que Nathalie, que estava grávida, estava desacordada quando foi incinerada.

“Eu vi que tinha dado entrada no PRPTC (Posto Regional de Polícia Técnico Científica) de Barra do Piraí, recolhido num lixão, perto do Centro de Vassouras. Todo não identificado do Estado do Rio é verificada a compatibilidade de ser desaparecido”, explicou Elen Souto. No dia 2 de julho, exames na arcada dentária do corpo comprovaram que o corpo era de Nathalie. O principal suspeito do crime, o dentista Thiago Medeiros, está preso. Segundo a Polícia, ele teria exigido que Nathalie fizesse um aborto, e ela se recusou. A delegacia investiga se ele teve ajuda de outras pessoas para cometer o crime.

 

Crianças

 

Um dos casos mais traumáticos de desaparecimentos envolve crianças e adolescentes. Apesar do trabalho da Delegacia de Desaparecidos, há mães que desistiram de contar com a ajuda da polícia civil e da estrutura do Estado. São mães que esperam há vários anos por análises de ossadas até hoje não realizadas.

“O que a gente desistiu foi de correr atrás de coisas que a polícia civil não tem condição de fazer. Vamos continuar nossa busca, e queremos processar o Estado Brasileiro por causa disso”, disse Raquel Gonçalves Cordeiro da Silva, de 46 anos, que foi quem criou Larissa Gonçalves Santos, sequestrada no dia 31 de janeiro de 2008 aos 11 anos de idade. O G1 contou o caso dela e de outras três mães em 2014. Em 2016, a Delegacia de Descoberta de Paradeiros realizou, através do trabalho de Carlos Valadão, o envelhecimento de crianças desaparecidas . Um dos cartazes é o de Larissa, que mostra como ela estaria com 20 anos de idade.

Envelhecimento feito pela DDPA mostra como Larissa estaria em 2016, com 20 anos de idade (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Envelhecimento feito pela DDPA mostra como Larissa estaria em 2016, com 20 anos de idade (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Envelhecimento feito pela DDPA mostra como Larissa estaria em 2016, com 20 anos de idade (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Larissa foi sequestrada dentro de casa na Barreira do Vasco, em São Cristóvão. O sequestrador de Larissa, o oficial da Marinha Fernando Marinho de Melo, de 57 anos, foi preso em janeiro de 2014, condenado a sete anos de prisão, mas recebeu liberdade condicional da Justiça do Rio em fevereiro de 2017. Desde então, está solto. Quando foi preso, ele era investigado por outros 17 casos sobre desaparecimento de menores. Sete deles viraram inquéritos.

“Ele foi preso, já tem histórico disso. Ele teve uma segunda condenação , e está solto. É muito complicado você lidar com isso. É pior do que a morte. Quando morre, você enterra, acabou. Mas assim você não sabe nada”, desabafa Raquel. Ela e outras mães acreditam que ele seja responsável pelo desaparecimento de outra menina: Thaís de Lima Barros, que tinha 9 anos quando foi raptada da porta da casa de um parente, onde estava com um primo, em 22 de dezembro de 2002, na Vila Kennedy, em Campo Grande, na Zona Oeste.

Segundo testemunhas, um homem foi visto atrás de uma árvore próxima ao local, pouco antes de Thaís desaparecer. Quando a menina e o primo entraram em casa, o homem fez o mesmo e a raptou.

“Nada foi feito. A gente se sente vulnerável, indo atrás do que é um direito nosso. Parece que nenhuma delas existe. Parece que não existe nada que possa fazer ninguém trabalhar para ajudar nisso”, lamenta Raquel.

Cartaz mostra crianças desaparecidas no Rio e na Zona da Mata Mineira (Foto: Programa Chega de Saudade/Divulgação)Cartaz mostra crianças desaparecidas no Rio e na Zona da Mata Mineira (Foto: Programa Chega de Saudade/Divulgação)

Cartaz mostra crianças desaparecidas no Rio e na Zona da Mata Mineira (Foto: Programa Chega de Saudade/Divulgação)

“As pessoas ficam totalmente destroçadas, e existe ainda uma revitimização. Existe uma eterna culpa de várias mães, mesmo que não haja culpa alguma, porque essas coisas acontecem sem que tenhamos controle”, afirma a promotora Eliane, reforçada por Raquel. “As mães sempre são colocadas como vítimas, isso é muito ruim”.

Por causa desses casos, a Supergasbras, em parceria com a Fundação para a Infância e Adolescência e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social do Governo do Estado lançaram o cartaz do programa Chega de Saudade, que mostra fotos de crianças desaparecidas nos últimos anos no Rio e na Zona da Mata Mineira.

 

Crime e desaparecidos

 

As quatro primeiras delegacias com mais casos de desaparecimento tem um aspecto em comum: a presença de milícias. Em 2016, o G1 publicou uma série de matérias que já indicavam que, nos últimos anos, a mudança na atuação das milícias podia estar envolvida com a alta incidência de desaparecidos na Zona Oeste

“O grande problema hoje que existe é a questão da milícias. A milícia deixou de praticar homicídios de forma ostensiva, e desaparece com as pessoas”, disse o promotor Luiz Antonio Ayres, da Promotoria de Santa Cruz. Segundo ele, existe uma dificuldade muito grande de investigação. “As pessoas possuem muito medo de fazer registro, apesar de saberem que isso está ligado à retaliação de milícias, até por razões compreensíveis”, explicou.

A promotora Eliane Dias Pereira também comentou o protagonismo da região nas estatísticas de desaparecimento. “Imediatamente, a gente faz uma correlação com a atuação das milícias nessas áreas. Talvez esteja sob o número de desaparecimento pode ter sido na verdade um homicídio. É a hipótese mais imediata que a gente pode inferir desses dados. E também há a alta criminalidade que não necessariamente tenha ligação com as milícias. Bonsucesso não possui essa característica, mas é uma área conflagrada”, avaliou.

Elen Souto revela outro detalhe a respeito dos casos de desaparecimento que chegam à Delegacia de Descoberta de Paradeiros: muitos jovens que são dados como desaparecidos, na verdade, saíram da casa dos pais para atuar como traficantes de drogas em diferentes comunidades do Rio. “Na questão do menino adolescente, o que a gente tem visto aqui são meninos que saem de casa por questões de aliciamento. Muitos meninos rompem o vínculo, simplesmente desaparecem, e nós os localizamos em páginas de facções criminosas “, disse. “Muitos vão desaparecendo com uma certa frequência, e aí verificamos que vão cometendo crimes, desaparecem dois, três dias, até que desaparecem de forma contínua”, relata.

 

 

Tribunal do tráfico e violência policial nas favelas do Rio de Janeiro

09/07/2017

A vida que devemos a Arthur

O bebê atingido por uma bala perdida ainda no útero da mãe expõe a tragédia da violência no Rio de Janeiro e a derrocada da política de segurança pública no estado

A vida que devemos a Arthur

 

Arthur, Vanessa e Samantha são três faces da dramática onda de violência que atinge o estado do Rio de Janeiro. Na manhã da quarta-feira 5, Samantha Gonçalves, de 14 anos, brincava com os colegas no pátio do Colégio Estadual Ricarda Leon, em Belford Roxo, quando uma bala perdida perfurou um de seus pulmões. Socorrida, ela sobreviveu após passar por uma cirurgia. Um dia antes, Vanessa Santos, dez anos, foi atingida na cabeça por um disparo. Ela estava dentro de casa, em uma comunidade de Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio. Vanessa não resistiu aos ferimentos e morreu. Na sexta-feira 30, um caso ainda mais emblemático da falta de segurança no Rio de Janeiro chocou o Brasil. Uma bala perfurou o quadril de Claudineia dos Santos Melo, 27 anos, acertando o feto que estava em seu ventre. O tiro penetrou o pulmão, fraturou duas vértebras e se alojou na coluna de Arthur, antes mesmo que ele viesse ao mundo. O caso ganhou repercussão fora do País e expôs de maneira brutal o flagelo de uma geração dilacerada pelo caos na segurança pública.


BATALHA Grávida de nove meses, Claudineia é internada após ser atingida por uma bala perdida em Duque de Caxias, no Rio. Internado em estado grave, o bebê recebe visitas do pai Klébson e de familiares

Segundo levantamento da ONG Rio de Paz, nos últimos três anos morreram pelo menos 20 crianças alvejadas por disparos de armas de fogo no estado. “São pessoas que não tem preservado o direito à vida nem o direito de vir à vida”, afirma Antônio Carlos Costa, presidente da entidade. Alguns fatores ajudam a explicar a explosão das estatísticas. Um deles é o colapso das Unidades de Polícia Pacificadoras, inauguradas em 2008. “O modelo foi implementado pela metade, o controle de um território não pode estar baseado somente na presença policial”, diz Carolina Ricardo, coordenadora do Instituto Sou da Paz. “Não existe um plano nacional de segurança pública com metas claras, a polícia entra nas favelas atirando sem seguir os protocolos”, afirma Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional. “Falta um posicionamento do estado sobre os limites do uso da força e das armas letais para não alimentar o ciclo de violência nesses territórios.”

Medicina de guerra

Grávida de nove meses, a paraibana Claudineia colecionava as primeiras roupas de Arthur. Na sexta-feira 30, ela havia saído de casa para comprar o carrinho do bebê. A bala que perfurou seu útero teve origem num confronto entre policiais militares e traficantes na rua Frei Fidélis, um dos acessos à Favela do Lixão, em Duque de Caxias. Socorrida por moradores do bairro, ela foi levada para o Hospital Municipal Doutor Moacir Rodrigues do Carmo. Às 18h27, Arthur nascia da agonia e do desespero de uma cesariana realizada às pressas. Logo depois, foi transferido para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, onde permanece internado na UTI Neonatal. “Víamos ele tentando respirar. Nunca drenei alguém tão novo. É uma situação típica de medicina de guerra”, afirma Eugenio Miller, primeiro chefe de cirurgia do hospital.


EXAMES Ultra-som mostra que o bebê teve os pulmões perfurados, duas vértebras quebradas, a coluna atingida e corria o risco de ficar paraplégico

Não apenas a medicina é de guerra. O cotidiano ao qual essas pessoas estão expostas é análogo a países em confronto. De acordo com dados da ONG Anistia Internacional, 742 pessoas morreram atingidas por balas perdidas somente nesse ano na região metropolitana do Rio, uma média de quatro pessoas por dia.

Klébson Cosme da Silva, 27 anos, pai de Arthur, vive dias de aflição visitando o bebê e cuidando de Claudineia, que recebeu alta médica na quinta-feira 6. “Não quero saber quem atirou, só quero que minha mulher e meu filho fiquem bem.” O pai de Vanessa, Leandro de Matos, responsabiliza policiais militares pelo crime. “Foi um assassinato. Quero ver quem fez isso ser punido”, diz.

Famílias como essas, que já são vítimas da pobreza e da falta de oportunidades, sofrem mais uma vez com o trauma da perda ou da dor. Klébson e Claudineia vieram da Paraíba para tentar oferecer uma vida melhor aos familiares. Encontraram um campo de batalha. “Episódios assim deixam parentes, colegas e professores devastados, é um luto brutal”, diz Costa, da ONG Rio de Paz. Os pais de Arthur escolheram o nome do bebê por ser forte, nome de rei. É o que Arthur tem demonstrado já que, além da batalha pela vida desde o útero, agora a notícia é que ele poderá, sim, mexer as pernas.

SEGURANÇA FALIDA
Disparos de arma de fogo no Rio de Janeiro em 2017

Junho 650
Vítimas fatais – 106
Feridos – 135

Maio 478
Vítimas fatais – 137
Feridos – 115

Abril 350
Vítimas fatais – 76
Feridos – 101

220 tiroteios foram registrados na última semana de junho na região metropolitana do Rio de Janeiro

197 mortes por bala perdida entre 2014 e 2015 colocam o Brasil em 1º lugar no ranking de ocorrências na América Latina

34 crianças morreram por arma de fogo desde 2007 só no Rio de Janeiro

Fonte: Isto é

Bandidos castigam moradores segundo suas próprias regras nas comunidades

Moradores e rivais são submetidos a punições do ‘tribunal do tráfico’

A mulher foi a um baile e deixou os filhos com a vizinha. Ao voltar encontrou bandidos na sua porta. Eles reprovaram a atitude da mãe e rasparam a sua cabeça na rua, sob ameaças. Apesar da humilhação e do medo, a mulher diz em vídeo: “Podem fazer isso. Não vou reclamar”. O assunto provoca polêmica, ao contar com a aprovação de muitos, e desperta o questionamento: que autoridade tem os bandidos para punir alguém nas favelas?.

Mulher (à esq.), foi barbaramente espancada por roubo de celular na Cidade de Deus. Outra vítima teve cabelo raspado: rotina nas favelasReprodução Vídeo

Há mais de 10 mil vídeos fáceis de serem acessados na internet, que mostram que 20 anos após a promulgação da lei 9.455/97, que pune a tortura, esse tipo de crime ocorre a cada dia mais sem controle no Rio de Janeiro. Moradores de comunidades da capital e Região Metropolitana são submetidos a castigos do ‘tribunal do tráfico’ e viram protagonistas de “filminhos de terror”, viralizados tampém pelo whatsapp. Ao todo, 795 casos de tortura tramitam na Justiça fluminense. Mas atrocidades que ocorrem nos becos, casebres e vielas das comunidades, muitas vezes não têm este desfecho.

Segundo levantamento feito pelo Tribunal de Justiça do Rio, a pedido do DIA, do total de casos de tortura nos últimos dez anos, 402 já tiveram pareceres dos juízes cariocas, com apenas 162 condenações de torturadores e 77 absolvições. Os acusados são ligados ao tráfico, à milícia e à propria policia.

As bárbaras “penitências” são por diversos motivos. Os ‘julgamentos’ dos bandos vão desde reprimendas por roubos de celulares, a supostos envolvimentos do ‘réu’ com facções criminosas inimigas.

Numa das ações recentes, traficantes da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, obrigam uma jovem a segurar, uma folha onde se lê: “Eu tô tomando um salve (surra) do Comando Vermelho”. A justificativa, feita em voz alta pela vítima, era pelo suposto roubo de um celular. Indefesa, estende as mãos, e os criminosos desferem violentos golpes com madeiras, que também atingem seu rosto e suas costas. Ela implora, inutilmente, pelo fim do castigo, gritando que o braço fora quebrado. Mas continua a apanhar sem piedade.

Campanha e condenação a torturadores

O advogado do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos, João Tancredo, defende a realização de uma campanha para a não propagação de vídeos de tortura pelas redes sociais e whatsapp. “É preciso também mais condenações de criminosos envolvidos em torturas, principalmente as seguidas de mortes”, apela.

Boa parte dos criminosos que exibe torturas nas favelas do Rio em vídeos, segundo João Tancredo, já tem penas altas, e não está nem aí para nova condenação, de até 8 anos.
Victória Grabois, do Grupo Tortura Nunca Mais, se espanta. “Na ditatura, torturas eram praticados em porões, acobertadas. Hoje é tudo exibido para o mundo inteiro” lamenta. Em nota ao DIA, o Google admite não dar conta de retirar todos os vídeos de torturas do ar. Alega que ao todo são postados 450 horas de filmes, de tudo quanto é tipo de assuntos, por minuto, no mundo inteiro.

‘Reflexo do que a sociedade quer’

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Marcelo Chalréo, diz que o momento atual é “reflexo do que a sociedade quer”. “Há leis e há prisões. Tanto que a população carcerária triplicou em dez anos. O que falta é a sociedade derrubar essa tradição de punição ao estilo ‘olho por olho, dente por dente’”, opina.

“O justiçamento é perverso, vem se perpetuando e afrontando o estado de direito. Punir não é sinônimo de vingança”, endossa o deputado Marcelo Freixo (

Crise generalizada no Brasil é plano ILUMINATTI para consolidar a NOVA ORDEM MUNDIAL e repassar aos estrangeiros todas as riquezas naturais brasileiras

24/05/2017

ILUMINATTI

ILUMINATTI

Fonte: Youtube

Fatos que mostram a Terra ainda na Terceira Dimensão

04/04/2017

De desastres naturais a terrorismo: os 5 grandes riscos globais em 2017, segundo Fórum Econômico Mundial

Imagem da Terra vista do espaçoDireito de imagemESA/NASA

Com a chegada de 2017, o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) divulgou a edição anual do estudo que procura antecipar os principais riscos e desafios globais para os próximos 12 meses.

O documento, intitulado Global Risks Report (Relatório de Riscos Globais, em tradução livre), avalia tendências e serve de bússola para a formulação de políticas e estratégias de governos e empresas.

Ele foi divulgado uma semana antes do início da reunião anual do Fórum em Davos, na Suíça, que conta sempre com a presença de acadêmicos e líderes empresariais e políticos do mundo inteiro.

Confira quais são as cinco maiores ameaças para o mundo em 2017, segundo a “bola de cristal” do WEF:

1) Eventos climáticos extremos

O relatório lembra que 2016 foi o ano mais quente da história, com temperatura global 1,14ºC acima da observada antes da Revolução Industrial.

Sugere que as mudanças climáticas trazem consequências sociais graves, como imigração – segundo o estudo, 21,5 milhões de pessoas tiveram que emigrar desde 2008 por eventos relacionados ao clima.

A entidade defende o cumprimento do Acordo de Paris, fechado em 2015 e que pressupõe a participação de todas as nações – não apenas países ricos – no combate ao aquecimento global.

Urso polarDireito de imagemAP
Image captionGeleiras do Ártico tiveram derretimento recorde em 2016; mudanças climáticas devem causar mais consequências neste ano

“Muitos riscos causados por não se fazer nada a respeito do clima irão transbordar para ameaças sociais e geopolíticas. Veremos crescente imigração por riscos ambientais”, afirmou Margareta Drzeniek-Hanouz, chefe do setor de Competitividade Global e Riscos do WEF.

2) Imigração em larga escala

Motivadas por catástrofes naturais e também por conflitos violentos, as ondas migratórias deverão se exacerbar em 2017, aponta o Fórum de Davos.

O relatório identifica ainda o risco de essa tendência ser explorada por políticos populistas, em busca de votos e aprovação popular.

“A imigração se mostrou ser um assunto político extremamente bem-sucedido entre os populistas anti-establishment, gerando uma ameaça eleitoral em vários países”, afirma o texto, que enumera desafios decorrentes do avanço de “tensões culturais”.

“A imigração cria tensões culturais: há necessidade de dar espaço para a tolerância religiosa sem abrir a porta para o extremismo. Há a necessidade de encorajar a diversidade que traz inovação sem alimentar ressentimento”, aponta.

Imigrantes em campo de refugiados na EuropaDireito de imagemREUTERS
Image captionOndas migratórias devem aumentar neste ano por conta de mudanças climáticas e conflitos

A organização reconhece que, assim como ocorre com a globalização, há setores da sociedade que não experimentam os benefícios gerais à economia proporcionados pela imigração.

“Os desafios humanitários continuarão a criar ondas de pessoas – e nos países onde há baixos índices de fertilidade e número de aposentados crescendo a imigração será necessária para trazer novos trabalhadores.”

3) Grandes desastres naturais

Desastres naturais de grande escala são uma ameaça real à infraestrutura produtiva global, aponta o Fórum de Davos.

O relatório cita um estudo da Universidade de Oxford (Inglaterra) que simulou o impacto destrutivo de uma enchente na região costeira da China, que concentra produção para exportação.

Mais de 130 milhões de pessoas seriam afetadas em um eventual desastre, comprometendo a cadeia internacional de comércio.

Escombros deixados pelo tufão Haiyan, nas Filipinas, em 2013Direito de imagemAP
Image captionEscombros deixados pelo tufão Haiyan, nas Filipinas, em 2013; desastres naturais de grande escala ameaçam infraestrutura produtiva global, aponta texto

“Interdependência entre diferentes redes de infraestrutura está aumentando o escopo de falhas sistêmicas (…) que podem se acumular e afetar a sociedade de formas imprevisíveis”, prevê o relatório.

4) Terrorismo e vigilância

Ataques terroristas têm motivado um reforço na vigilância estatal sobre cidadãos, mas tais ferramentas muitas vezes são usadas com fins políticos, alerta o relatório, que diz ver a tendência com “preocupação”.

“Em alguns casos, problemas de segurança e protecionismo (…) têm sido usados como razão para reduzir dissidências. Em outros casos, restrições às liberdades são efeitos colaterais de um pacote de segurança bem intencionado, (mas) essas tendências preocupantes estão aparecendo até mesmo em democracias.”

O Fórum de Davos projeta uma “situação potencialmente explosiva” em países que coíbem a liberdade de expressão em nome do combate ao terrorismo.

“Ferramentas tecnológicas estão sendo utilizadas para aumentar a vigilância e o controle sobre cidadãos e erradicar críticas (aos governos). Restringir novas oportunidade a formas democráticas de expressão e mobilização e, por consequência, toda uma gama de direitos, gera uma situação potencialmente explosiva.”

Homenagem a vítimas de atentado terrorista em mercado de Natal de BerlimDireito de imagemEPA
Image captionHomenagem a vítimas de atentado em mercado de Berlim; ações terroristas no Ocidente não devem diminuir neste ano, prevê relatório

5) Fraudes eletrônicas e roubo de dados

Outra ameaça citada pelo Fórum de Davos são as fraudes cibernéticas, que podem avançar diante de legislações frágeis e falta de ações conjuntas entre governos e setor privado.

Em entrevista à BBC Brasil, o presidente da empresa de análise de risco Marsh, John Drzik, que atuou na elaboração do relatório, diz que criminosos estão cada vez mais próximos das vítimas, pois aparelhos eletroeletrônicos domésticos estão sendo conectados à internet.

“A introdução de novas tecnologias deixará isso potencialmente ainda mais perigoso. Será possível invadir aparelhos domésticos como termômetros eletrônicos” exemplificou.

Drzik citou ainda a ameaça de ataques patrocinados por governos e orientados por interesses comerciais.

“Precisaremos de coordenação entre países na esfera internacional e entre governo e iniciativa privada para desenvolver respostas de governança”, afirmou.

Cartões de créditoDireito de imagemMARTIN KEENE/PA WIRE
Image captionGolpes com cartão de crédito são recorrentes no Brasil; fraudes e invasão de dados serão problemas em 2017

Propostas de ação

O relatório também sugere ações para enfrentar as ameaças à economia global, concentradas em quatro frentes:

Reformas econômicas

Entre 1900 e 1980, a desigualdade social recuou nos países ricos, mas entre 2009 e 2012 a renda dos 1% mais ricos nos Estados Unidos, por exemplo, cresceu mais de 31%, lembra o relatório.

O documento defende a adoção de mecanismos de distribuição de benefícios econômicos, e cita o Bolsa Família, iniciativa federal de transferência de renda no Brasil, como medida eficiente na mitigação da desigualdade social.

Pontes culturais

Décadas de mudanças econômicas e sociais rápidas aumentaram o fosso entre as gerações e amplificaram conflitos de identidade pelo mundo, aponta o WEF.

O desafio diante de um cenário muitas vezes agravado pelo debate desinformado e pautado por emoções, aponta a entidade, é construir pontes que conectem diferenças culturais e preservem direitos individuais.

Gestão de mudanças tecnológicas

A automação da mão de obra respondeu por cerca de 86% dos empregos perdidos na indústria nos EUA entre 1997 e 2007, aponta o documento, que procura isentar a integração dos mercados globais pelo problema.

“Movimentos populistas tendem a focar a culpa pela perda de empregos na globalização (…) embora a evidência aponte a tecnologia como principal fator. As manufaturas nos Estados Unidos não regrediram. O país está produzindo mais do que nunca, apenas emprega menos trabalhadores”, afirma o relatório.

Diante de transformações na natureza do trabalho, conclui o documento, novos empregos colaborativos precisam ser criados para minimizar a desocupação humana.

Cooperação global

O Fórum defende a importância de se resgatar a relevância de organismos de governança global, como as Nações Unidas e entidades de promoção do comércio internacional.

A tendência de valorização nacional e desvalorização internacional enfraquece os laços de confiança entre povos e nações, aponta o órgão.

A cooperação internacional também é fundamental, diz o WEF, para manter o aquecimento global dentro do limite de dois graus centígrados, cortando as emissões de carbono em 40-70% até 2050 e eliminando-as completamente em 2100.

Fonte: MSN

Perseguição étnica dos Rohingya em Mianmar

05/01/2017

Foto de bebê morto em Mianmar provoca comoção internacional

Menino da etnia Rohingya morreu em um naufrágio enquanto a família tentava fugir para Bangladesh por conta perseguição étnica em Mianmar.

A foto de um bebê morto nas margens de um rio em Mianmar provocou comoção internacional. A criança chamada Mohammed Shohayet, de 16 meses, aparece caída na lama, nas margens do rio Naf, na fronteira entre Mianmar e Bangladesh.

O menino da etnia Rohingya morreu após um naufrágio de uma embarcação na qual viajavam ainda seus pais, um irmão de três anos e um tio. Além do bebê, sua mãe, seu irmão e um tio morreram. Apenas seu pai, Zafor Alam, sobreviveu.

Foto de bebê morto em Mianmar provoca comoção internacional (Foto: Reprodução/Facebook/Ro Sadak)Foto de bebê morto em Mianmar provoca comoção internacional (Foto: Reprodução/Facebook/Ro Sadak)

Foto de bebê morto em Mianmar provoca comoção internacional (Foto: Reprodução/Facebook/Ro Sadak)

A família tentava fugir para Bangladesh por conta perseguição étnica em Mianmar. Essa etnia muçulmana é uma das minorias mais perseguidas do mundo, e o governo birmanês considera os rohingyas como imigrantes ilegais.

Desde outubro, 50 mil muçulmanos rohingyas fugiram de Mianmar escapando de uma operação do exército birmanês lançada em resposta ao ataque de postos fronteiriços desta região por grupos de homens armados.

Ao chegar a Bangladesh, estes refugiados descreveram terríveis atrocidades cometidas contra eles pelo exército, de estupros coletivos a torturas e assassinatos.

Até agora, o governo de Mianmar havia negado estas alegações considerando que a situação estava “sob controle” e pedindo à comunidade internacional que parasse de alimentar “o fogo do ressentimento”.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, classificou em dezembro a reação do governo birmanês de “contraproducente e insensível”.

 

Aylan

 

A morte de Mohammed Shohayet trouxe à tona comparações com a tragédia do menino sírio Aylan de três anos, que foi encontrado morto após um naufrágio em uma praia turca em 2015 e levantou debate sobre crise migratória na Europa.

A foto de Aylan virou símbolo da crise migratória que matou milhares de pessoas do Oriente Médio e da África que tentam chegar à Europa para escapar de guerras, de perseguições e da pobreza.

Na época, a foto virou um dos assuntos mais comentados no Twitter e diversos veículos da imprensa internacional o destacaram como emblemática da gravidade da situação, até mesmo com potencial para ser um divisor de águas na política europeia para os imigrantes.

Policial paramilitar turco investiga o local onde apareceu o corpo de uma criança imigrante numa praia de Bodrum, na Turquia (Foto: AP Photo)Policial paramilitar turco investiga o local onde apareceu o corpo de uma criança imigrante numa praia de Bodrum, na Turquia (Foto: AP Photo)

Policial paramilitar turco investiga o local onde apareceu o corpo de uma criança imigrante numa praia de Bodrum, na Turquia (Foto: AP Photo)

Fonte: G1

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