Confrontos em Jerusalém já somam mais de 760 feridos

Confrontos com o Exército israelense teriam começado após protestos convocados pelo grupo Hamas contra decisão de Trump

Confrontos em Jerusalém já somam mais de 760 feridos

 

Obalanço atualizado dos feridos durante os confrontos ocorridos nesta sexta-feira (8) na Cisjordânia, em Jerusalém e em Gaza já chega a 767, informam entidades de assistência internacionais. Desses, 61 foram atingidos por armas de fogo, 479 ficaram intoxicadas por gás lacrimogêneo, 200 foram atingidos por balas de borracha e outros 27 por causas diversas.

Confrontos com o Exército israelense teriam começado após protestos, convocados pelo grupo Hamas, contra a política do presidente dos Estados Unidos. Donald Trump reconheceu Jerusalém como a capital de Israel.

Em meio a onda de violência em Jerusalém, Cisjordânia oriental e na Faixa de Gaza, uma sirene de alarme antimíssil foi acionada no sul de Israel, em comunidades ao redor de Gaza, informou a imprensa local nesta sexta-feira. Com informações da ANSA.

Fonte: Notícias ao Minuto

Hamas convoca nova intifada após anúncio de Trump sobre Jerusalém; Cisjordânia já EUA reconhecem Jerusalém como capital de Israel (Foto: Arte/G1)

EUA reconhecem Jerusalém como capital de Israel (Foto: Arte/G1)

 

História do Hamas e as intifadas

 

O Hamas é a sigla em árabe para Movimento de Resistência Islâmica. O grupo, o maior entre islâmicos militantes  palestinos, defende a criação de um único Estado palestino que ocuparia a área onde atualmente estão Israel, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia.

A agremiação surgiu após o início da primeira intifada contra a ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, em 1987. Na ocasião, crianças que jogavam pedras nos tanques foram mortas por Israel, provocando a indignação da comunidade internacional.

A segunda intifada começou em 29/9/00 e durou quatro anos. Os conflitos deixaram milhares de mortos dos dois lados.

Em 2006, o Hamas venceu as eleições parlamentares palestinas, o que provocou um racha com o grupo Fatah (fundado pelo líder palestino Yasser Arafat) dentro da Autoridade Nacional Palestina.

A divisão fez com que o Hamas passasse a controlar a Faixa de Gaza, a partir de 2007, e o Fatah ficasse com o comando da Cisjordânia (atualmente liderada por Mahmoud Abbas).

Israel considera o Hamas um grupo terrorista. Eles não dialogam.

 

Repercussão

 

Oito países pediram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. A presidência japonesa do Conselho informou à agência France Presse que a reunião será realizada na manhã de sexta-feira (7).

António Guterres, secretário geral da ONU, afirmou que “não há alternativa à solução com dois Estados, não há plano B”, pela qual o órgão irá continuar trabalhando, segundo a Reuters.

O presidente dos EUA recebeu ampla condenação de líderes muçulmanos. Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia, afirmou que Trump viola “todas as resoluções e acordos internacionais” com a decisão.

O Kremlin, por sua vez, disse que o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel está levando a um “racha” na comunidade internacional.

Palestino picha imagem do presidente americano, Donald Trump, pintada no muro que cerca a cidade de Belém, na Cisjordânia (Foto: Mussa Qawasma/ Reuters)Palestino picha imagem do presidente americano, Donald Trump, pintada no muro que cerca a cidade de Belém, na Cisjordânia (Foto: Mussa Qawasma/ Reuters)

Palestino picha imagem do presidente americano, Donald Trump, pintada no muro que cerca a cidade de Belém, na Cisjordânia (Foto: Mussa Qawasma/ Reuters)

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, considerou que reconhecer Jerusalém como capital de Israel “coloca o mundo, e especialmente a região [o Oriente Médio], em um círculo de fogo”, declarou – a Turquia é um importante aliado militar dos americanos.

Um comunicado do Palácio Real da Arábia Saudita, outro aliado dos EUA, chamou a decisão de “irresponsável”.

Na Europa, os líderes da França, Reino Unido e Alemanha, entre outros, condenaram a mudança da embaixada. Emmanuel Macron chamou o anúncio de “lamentável”, enquanto Theresa May disse que o episódio é “pouco útil” para uma solução pacífica. Angela Merkel sublinhou que Berlim “não apoia essa atitude”.

Manifestantes muçulmanos queima bandeira de Israel  em Peshawar, no Paquistão, após Donald Trump anunciar transferência de embaixada dos EUA para Jerusalém (Foto: Fayaz Aziz/Reuters)Manifestantes muçulmanos queima bandeira de Israel  em Peshawar, no Paquistão, após Donald Trump anunciar transferência de embaixada dos EUA para Jerusalém (Foto: Fayaz Aziz/Reuters)

Manifestantes muçulmanos queima bandeira de Israel em Peshawar, no Paquistão, após Donald Trump anunciar transferência de embaixada dos EUA para Jerusalém (Foto: Fayaz Aziz/Reuters)

Tropas isralenses usam gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes palestinos em Belém, na Cisjordânia, nesta quinta-feira (7)  (Foto: Mussa Qawasma/ Reuters)Tropas isralenses usam gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes palestinos em Belém, na Cisjordânia, nesta quinta-feira (7)  (Foto: Mussa Qawasma/ Reuters)

Tropas isralenses usam gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes palestinos em Belém, na Cisjordânia, nesta quinta-feira (7) (Foto: Mussa Qawasma/ Reuters)

 

Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel

Anúncio provocou reações furiosas nos palestinos e nos mundos árabes e críticas da União Europeia

Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou as especulações que circulavam desde sua posse e reconheceu nesta quarta-feira (6) Jerusalém como capital de Israel.

Além disso, determinou a transferência da embaixada norte-americana no país de Tel Aviv, onde estão todas as outras representações diplomáticas estrangeiras, para a milenar cidade que está no centro das três maiores religiões monoteístas do mundo.

O anúncio foi feito durante um pronunciamento na Casa Branca, no qual Trump afirmou que sua medida, que provocou reações furiosas nos palestinos e nos mundos árabes e críticas da União Europeia, tem como objetivo promover a “paz”.

O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, alertou neste domingo (3) que o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos Estados Unidos irá prejudicar o processo de paz no Oriente Médio. Com informações da Ansa.

Fonte: Notícias ao Minuto