por Maria Silvia Orlovas

Num mundo tão cheio de compromissos, trabalho, stress, parece
difícil viver bem, sentir-se feliz, estar em harmonia, porém, isso é tudo o que
a gente quer. Queremos ser amados, sentir-nos úteis, realizando um bom trabalho
e tendo reconhecimento por isso. No entanto, quase sempre a realidade à nossa
volta não nos traz felicidade, quase sempre a sensação é de frustração, mas não
podemos nos deixar dominar pelos infortúnios.
Sinto que nesta entrada de
outono as energias do astral estão em grande tumulto. Se até um papa renunciou,
o que podemos imaginar sobre essas forças?

Algumas pessoas me
questionaram sobre a mudança vibracional esperada para 21.12.2012, alguns,
inclusive, reclamando que não sentiram nada. Aliás, que bom que não sentiram,
porque se energeticamente as coisas estão tumultuadas, imaginem se as mudanças
tivessem sido ainda mais densas. O que teria acontecido? Terremotos, maremotos,
destruição?

Os mentores ensinam que um mundo leva milhões de anos
evoluindo. A humanidade em forma física como somos hoje, atravessou muitos
desafios, e já viu nascer e desaparecer importantes civilizações para chegar até
aqui. Assim, não seria sábio perder todo esse esforço. As hierarquias de luz se
uniram para favorecer uma transformação intensa, mas ao mesmo tempo, de modo
menos doloroso possível. Assim o que vemos, o que sentimos, são as ondas
vibracionais e formas-pensamento densas sendo transformadas. O que significa que
as pessoas estão sendo convidadas a olhar para suas histórias, seus
relacionamentos e observar qual atitude é boa e qual é ruim. Estamos crescendo
para fazer escolhas.

Tomar consciência não é indolor. Mas fechar os olhos
e levar a vida no piloto-automático também não alivia o que sentimos quando
estamos nesse movimento de despertar. Assim, dizem os Mestres, é natural o
desconforto. Dizem eles que quando uma luz se acende num quarto escuro, tudo
aquilo que estava em desordem, de repente, toma forma. A sujeira
aparece…

Percebo que muita gente está meio triste, sentindo-se fora de
foco, sem saber o que fazer, e isso se deve justamente pelo movimento
vibracional. As coisas estão mesmo fora do lugar, mas não devemos ter pressa em
arrumar tudo e buscar o conforto na falta de esperança em dias melhores. Então,
vamos ficar por aqui mesmo porque não há nada melhor.
A mudança está apenas
começando e naturalmente vem trazendo desordem. Assim, precisamos de paciência e
esperança.

Esse é o momento de não brigar, de não tentar resolver tudo de
forma impulsiva, de evitar levantar mágoas. Quando conseguimos agir com mais
paciência e sabedoria, a realidade em torno de nós pode também se acomodar de
uma forma mais positiva.
Observe que quando você está triste, o mundo à sua
volta torna-se uma grande tristeza. Já quando você está feliz, naturalmente está
também com boa disposição, inclusive para lidar com os problemas.

Conheci
um médico que dizia que a gente tem que descobrir dentro de nós um estado
semelhante ao da paixão. E quem já esteve apaixonado sabe que inebriados pela
possibilidade de felicidade, achamos tudo lindo, somos capazes de trabalhar um
dia inteiro e ainda sair à noite, lindos, perfumados e gentis…
Mas onde
encontrar essa energia? Se todos sabemos que as mais lindas histórias de amor
não perpetuam o estado da paixão?

Sinto que não temos que ter medo dos
estados negativos, nem tão pouco assumi-los como realidade. O que precisamos
fazer é observar que, se estamos em transição, nem a sombra é a verdade, nem a
luz também nos assegura a paz.

Se a noite sucede o dia, num eterno ciclo
evolutivo, vamos vibrar para ficar bem a despeito das turbulências. E nessas
horas, nada melhor do que todos os dias dar um espaço para as
orações.

Muita luz para você, com coragem para aguentar ver o que ela lhe
mostrará

Fonte: Site Vida Nova