A taxa de desemprego no Brasil fechou 2012 no seu menor nível histórico, ao
mesmo tempo em que a renda do trabalhador acumulou ganhos no ano, mas o mercado
de trabalho mostrou uma importante desaceleração na criação de novas
vagas.

Em dezembro, o desemprego brasileiro caiu para 4,6 por cento, ante 4,9 por
cento em novembro, desbancando o recorde anterior de 4,7 por cento atingido em
dezembro de 2011, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) em 31/1/13

O número de agora, no entanto, veio um pouco acima do esperado pelo mercado.
Pesquisa da Reuters mostrou que a taxa recuaria para 4,4 por cento, segundo a
mediana das previsões de 27 analistas consultados. As estimativas variaram de
4,0 a 4,9 por cento.

“Tem o efeito de uma menor procura (de emprego) entre Natal e Reveillón, e
pessoas que já se inseriram no mercado em novembro para trabalhar… Quem não
conseguiu (se inserir no mercado) pára e retoma (a procura) em janeiro”,
explicou a economista do IBGE Andriana Berenguy.

Segundo o IBGE, a taxa média de desemprego em 2012 ficou em 5,5 por cento,
também recorde de baixa na série histórica iniciada em março de 2002. O
resultado veio mesmo após o pior ano de geração de emprego formal em uma década,
com 1,3 milhão de novos postos de trabalho em 2012.

Esse quadro foi consequência do mau desempenho da economia no ano passado e
também captado pelo IBGE. Segundo o instituto, a geração de emprego formal teve
expansão anual de 3,7 por cento em 2012, contra 6,8 por cento no ano anterior.
Já a geração geral de postos de trabalho cresceu 2,2 por cento no ano passado,
mantendo o ritmo do ano anterior.

“Você sente a crise pela menor geração de emprego e menos trabalho
registrado”, afirmou o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo.

RENDA EM ALTA

De acordo com o IBGE, o rendimento médio da população ocupada caiu 0,9 por
cento em dezembro ante novembro, mas subiu 3,2 por cento sobre dezembro de 2011,
atingindo 1.805 reais. Segundo Azeredo, os trabalhadores ligados ao salário
mínimo, que recebeu grandes ajustes nos últimos anos, tiveram ganhos acima da
média no ano passado.

O rendimento do trabalhador brasileiro cresceu no ano passado 4,1 por cento
ante 2011, que havia registrado avanço de 2,7 por cento, segundo o IBGE. “Os
ganhos são maiores para a baixa renda, como pedreiros, operários e domésticos”,
acrescentou o coordenador.

O principal responsável pelo baixo nível de desemprego foi o setor de
serviços, que, associado à renda em alta, ajudou a sustentar a demanda dos
consumidores e a evitar um desempenho pior da economia no ano passado.

Para este ano, a expectativa é de que a atual tendência do mercado de
trabalho deve continuar, num cenário de recuperação econômica, depois de um
crescimento de cerca de 1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012,
segundo as projeções do mercado.

“Pode haver uma deterioração com ‘d’ minúsculo, alguma perda de qualidade na
margem, mas tenho a impressão de que continuaremos assistindo a um quadro
bastante favorável de emprego”, disse o economista do CGD Securities, Mauro
Schneider, ao avaliar que o setor de serviços segue em expansão, diferentemente
da indústria.

Entretanto, já há expectativas entre especialistas de perda de dinamismo no
curto prazo e redução de vagas, uma vez que a economia continua
patinando.

COMÉRCIO

Os setores que mais contrataram entre novembro e dezembro foram o de
Comércio, com alta de 3,3 por cento (143 mil pessoas), e Outros serviços, com
avanço de 1,6 por cento (67 mil pessoas).

Na outra ponta, destaque para os setores de Construção, com queda de 3,4 por
cento nas contratações (-64 mil pessoas), e Educação, saúde e administração
pública, com perda de 2 por cento (-77 mil pessoas).

Já a população ocupada recuou 0,1 por cento em dezembro na comparação com
novembro, mas cresceu 3,1 por cento ante o mesmo período do ano anterior,
totalizando 23,437 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas
pesquisadas.

A população desocupada chegou a 1,136 milhão de pessoas no mês passado, queda
de 6,0 por cento ante novembro, e alta de 0,2 por cento sobre um ano antes. Os
desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto
desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho

A taxa
de desemprego no Brasil fechou 2012 no seu menor nível histórico, ao mesmo tempo
em que a renda do trabalhador acumulou ganhos no ano, mas o mercado de trabalho
mostrou uma importante desaceleração na criação de novas vagas.

Em dezembro, o desemprego brasileiro caiu para 4,6 por cento, ante 4,9 por
cento em novembro, desbancando o recorde anterior de 4,7 por cento atingido em
dezembro de 2011, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) nesta quinta-feira.

O número de agora, no entanto, veio um pouco acima do esperado pelo mercado.
Pesquisa da Reuters mostrou que a taxa recuaria para 4,4 por cento, segundo a
mediana das previsões de 27 analistas consultados. As estimativas variaram de
4,0 a 4,9 por cento.

“Tem o efeito de uma menor procura (de emprego) entre Natal e Reveillón, e
pessoas que já se inseriram no mercado em novembro para trabalhar… Quem não
conseguiu (se inserir no mercado) pára e retoma (a procura) em janeiro”,
explicou a economista do IBGE Andriana Berenguy.

Segundo o IBGE, a taxa média de desemprego em 2012 ficou em 5,5 por cento,
também recorde de baixa na série histórica iniciada em março de 2002. O
resultado veio mesmo após o pior ano de geração de emprego formal em uma década,
com 1,3 milhão de novos postos de trabalho em 2012.

Esse quadro foi consequência do mau desempenho da economia no ano passado e
também captado pelo IBGE. Segundo o instituto, a geração de emprego formal teve
expansão anual de 3,7 por cento em 2012, contra 6,8 por cento no ano anterior.
Já a geração geral de postos de trabalho cresceu 2,2 por cento no ano passado,
mantendo o ritmo do ano anterior.

“Você sente a crise pela menor geração de emprego e menos trabalho
registrado”, afirmou o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo.

Fonte: IBGE