A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista ao jornal espanhol “El País”, publicada em 18/11/12, que “acata” as sentenças do STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento do mensalão, mas ponderou que ninguém está “acima dos erros”.
“Sou radicalmente favorável a combater a corrupção, não só por uma questão ética, mas por um critério político. […] Há muitos procedimentos jurídicos neste terreno e como presidente da República não posso me manifestar sobre as decisões do STF. Acato suas sentenças, não as discuto. O que não significa que ninguém neste mundo de Deus esteja acima dos erros e das paixões humanas”, disse a presidente.
Essa foi a primeira declaração de Dilma sobre o mensalão após a condenação dos petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares pelo STF.
A entrevista foi realizada na última segunda-feira, dia em que o Supremo estabeleceu para o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu penas que, somadas, chegam a dez anos e dez meses de prisão. Dirceu foi condenado no julgamento do mensalão pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa.
A presidente defendeu realizações dos mandatos de Lula e citou a criação do Portal da Transparência e da Lei de Acesso à Informação. “Poucos governos têm feito tanto pelo controle do gasto público como o do presidente Lula”, disse.
Crise europeia
Dilma criticou as políticas de ajuste fiscal como forma para combater a crise europeia. “Não acredito que o problema da Europa seja seu modelo de Estado de bem-estar. O problema é que foram aplicadas soluções inadequadas para a crise e o resultado é o empobrecimento das classes médias. Neste ritmo, haverá uma recessão generalizada”, disse.
Para a presidente, a melhor maneira de combater a crise europeia seria com investimento e estímulos ao crescimento.
Dilma disse ainda acreditar que o euro seja um projeto inacabado, e que, na prática, não funciona como uma moeda única. 

15/11/12 foi marcado por greve geral e uma série de manifestações em diversos países europeus, sobretudo Espanha, Portugal, Itália e Grécia, no chamado “Dia Europeu de Ação e Solidariedade”. Milhões de trabalhadores aderiram a greves no sul da Europa, nesta quarta-feira, em protesto contra os cortes de gastos e aumentos de impostos que, na avaliação dos sindicatos, espalharam pobreza e aprofundaram a crise da região.

Na Espanha, onde a crise elevou o desemprego a 25%, acontece um dos maiores protestos. Nas primeiras horas da greve no país, 82 pessoas foram presas e 34 feridas, segundo informações do jornal El Pais. Os serviços básicos foram mantidos, mas fábricas foram fechadas e voos cancelados. Segundo o governo, as manifestações pouco prejudicaram o sistema de transporte do país até o momento.

“Estamos em greve para acabar com essas políticas suicidas”, disse Candido Mendez, chefe da segunda maior federação sindical da Espanha, a União Geral dos Trabalhadores (UGT).

A greve geral – convocada pelos sindicatos e pelas organizações sociais contra as políticas de cortes do orçamento realizadas por Madri – é a nona da democracia espanhola e a segunda da gestão do primeiro-ministro Mariano Rajoy, que assumiu o poder em dezembro. Os sindicatos majoritários que a convocaram informaram que a adesão alcançou pouco mais de 80% dos trabalhadores. Cerca de 5 milhões de pessoas, ou 22% da força de trabalho, são sindicalizadas na Espanha. Uma grande manifestação em Madri está agendada para começar às 18h30 (15h30 no horário de Brasília).

O ministro das Finanças espanhol, Luis De Guindos, ressaltou nesta quarta que as medidas de austeridade são a única solução para o país sair da crise econômica. A principal crítica dos espanhóis é que os bancos foram resgatados com dinheiro público, enquanto a população sofre. A Espanha decidiu também nesta semana cancelar os despejos de devedores de hipotecas de suas casas, após duas pessoas cometerem suicídio.

Ricardo Setti: Suicídios tornam agudo o problema dos despejos na Espanha

Portugal – Em Portugal, o transporte público da capital, Lisboa, foi impactado pelas manifestações. O metrô está fechado, quase não há ônibus circulando na cidade e barcos para regiões próximas não funcionam. A greve geral também levou o fechamento de dezenas de escolas e não há serviços municipais de limpeza na cidade, bem como nos centros urbanos próximos. Funcionários do setor de saúde também aderiram à greve.

As ruas de Lisboa devem ser ocupadas nesta tarde, com comícios e passeatas que foram marcados por sindicalistas. Cerca de um quarto da força de trabalho portuguesa, de 5,5 milhões pessoas, é sindicalizada.

Segundo porta-vozes sindicais e veículos de comunicação estatal, os maiores distúrbios, nas últimas horas, aconteceram em garagens de ônibus de Pontinha e Vimeca, em Lisboa, embora não haja informações de feridos graves nem de detenções.

Portugal aceitou no ano passado a ajuda da União Europeia (EU), mas ainda amarga uma economia em queda. Nesta quarta-feira, o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) divulgou a primeira estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do país no terceiro trimestre, apontando quedas de 0,8% ante o segundo trimestre e de 3,4% em relação ao mesmo período de 2011. Entre abril e junho, o PIB português já havia caído 1,1% na variação trimestral e 3,2% sobre o mesmo período do ano anterior. Ainda segundo o INE, o desemprego alcançou novo recorde no terceiro trimestre do ano, situando-se em 15,8%, contra os 15% registrados no trimestre anterior, e 12,4% no mesmo período do ano passado.

O governo do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho foi forçado a abandonar um aumento planejado de encargos trabalhistas diante dos enormes protestos populares, mas o substituiu por mais impostos.  As políticas de Passos Coelho foram descritas nesta semana como ‘modelo’ pela chanceler alemã, Angela Merkel, que é considerada em grande parte do sul da Europa a vilã da crise por insistir na austeridade como condição para seu apoio e ajuda da UE.

“Estou em greve porque aqueles que trabalham estão basicamente sendo chantageados para sacrificar mais e mais em nome da redução da dívida, que é uma grande mentira”, disse Daniel Santos de Jesus, de 43, que leciona arquitetura na Universidade Técnica de Lisboa.

Itália Nas cidades italianas, dezenas de milhares de trabalhadores também saíram às ruas em mais de 100 manifestações convocadas pelo maior sindicato do país, a Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL). Os estudantes uniram-se ao movimento em vários protestos contra cortes na educação.

Em algumas cidades de maior porte, como Roma, houve enfrentamentos de estudantes com a polícia que deixaram muitas pessoas feridas. Em Turim, os estudantes entraram nos bancos Intesa Sanpaolo e no escritório do Fisco, onde queimaram documentos, o que levou a polícia a lançar gás lacrimogêneo contra eles. Além disso, policiais enfrentaram estudantes também em Milão e Brescia, na região da Lombardia, onde, segundo veículos de imprensa locais, houve prisão de três pessoas na última cidade.

O epicentro simbólico da greve na Itália foi a cidade de Terni, na região de Úmbria, onde a secretária-geral do CGIL, Susanna Camusso, liderou a manifestação em que reivindicou respostas do governo ‘à face mais frágil do país’. Em Terni fica a fábrica de aço Thyssenkrupp, recentemente desmontada e que deixou centenas de trabalhadores desempregados.

Os sindicatos ainda não divulgaram dados da adesão à paralisação, que no setor privado seria de quatro horas, bem como no transporte ferroviário e naval. Já no setor público, a greve foi convocada para o dia todo, exceto no transporte local e no aéreo.

Grécia – Confederações sindicais gregas, como a GSEE (setor privado) e a Adedy (servidores públicos), além do sindicato dos trabalhadores municipais (POE-OTA), incitam greves que acontecem desde a terça-feira. Nas primeiras horas das ações desta quarta, pelo menos seis edifícios públicos foram ocupados em protesto contra os planos de despedir 25 mil funcionários até o final de 2013, sendo que várias prefeituras iniciaram campanha de desobediência ao governo, na qual se negam a enviar uma lista de candidatos à demissão.

Os advogados e juízes também participam da paralisação, que deverá ser estendida até final da semana. Os professores de todos os níveis educativos também interromperam suas atividades por três horas para protestar contra a redução de seus salários, o anúncio de fechamento de 2 mil escolas e os cortes no orçamento da educação.

Durante as três horas de paralisação, os hospitais públicos só atendem a casos de urgência. Os jornalistas, em greve parcial, só vão trabalhar na cobertura dos protestos.

Apesar de o serviço ferroviário ter sido afetado pela paralisação, os outros modais de transporte urbano continuarão funcionando para que os manifestantes possam comparecer ao centro de Atenas e, posteriormente, retornar a seus lares. Além da paralisação, os sindicatos também convocaram as pessoas para participar de uma passeata que percorrerá o centro da capital grega e terminará em frente ao Parlamento heleno nesta tarde.

Sindicatos de França e Bélgica também planejam paralisações ou manifestações como parte do “Dia Europeu de Ação e Solidariedade”.

Fonte: Veja

 

A companhia aérea espanhola Iberia vai despedir mais de  20% da sua força laboral, 4500 trabalhadores, depois de apresentar  perdas acumuladas nos primeiros nove meses do ano no valor de 263  milhões de euros.
Perante os números, a casa mãe da  transportadora, o grupo IAG, vai apresentar um duro plano de ajustamento para tirar a transportadora da sua situação crítica, o que está a  provocar perdas diárias no valor de 1,7 milhões de euros.
Além  dos despedimentos, a Iberia vai reduzir salários na empresa, diminuir os seus voos em 15% até 2014 e vai prescindir de 15 aviões. A  transportadora também lançou um sério aviso aos sindicatos, se não  houver acordo até fevereiro, o ajustamento vai ser ainda maior, avança o jornal Expansíon.
Desta forma, a IAG pretende que a Iberia chegue a 2015 com uma melhoria nos resultados de pelo menos 600 milhões de  euros, face às fortes perdas registadas este ano. A IAG nasceu da fusão  entre a British Airways e a Iberia, e apesar da holding ter obtido  receitas no valor de 17 milhões de euros até Setembro, contra os 9  milhões do ano passado, a verdade é que o desempenho positivo foi  alcançado companhia britânica que no mesmo período teve receitas no  valor de 286 milhões de euros.

                O primeiro-ministro conservador da Espanha e o líder da oposição irão buscar um acordo de medidas em 12/11/12 para impedir que os bancos despejem os proprietários de suas casas, depois que uma mulher se suicidou antes que a sua propriedade fosse retomada, causando indignação pública.

              “Ninguém deveria ficar sem sua casa por não ter como pagar”, disse o líder do partido Socialista, de oposição, Alfredo Perez Rubalcaba, neste sábado.

              O credor hipotecário espanhol Kutxabank disse que suspenderia as retomadas, depois que a ex-vereadora socialista Amaia Egana, de 53 anos, se jogou da janela de seu apartamento, no quarto andar, em Barakaldo, no País Basco, enquanto oficiais de justiça subiam as escadas para despejá-la, na sexta-feira.

              A morte de Egana, o segundo suicídio ligado aos despejos na Espanha nas últimas semanas, aumentou a urgência de um acordo alcançado na quarta-feira entre o partido governante, o conservador Partido do Povo e os Socialistas, para buscar um acordo bipartidário sobre a retomada de propriedades.

              Pichações, acusando os banqueiros de assassinato e exigindo o fim dos despejos apareceram em algumas agências bancárias no País Basco neste sábado, informou a imprensa espanhola.

              “Estamos passando por coisas que ninguém gosta de ver, situações que são completamente desumanas”, disse o primeiro-ministro Mariano Rajoy, durante uma reunião política, horas depois da morte de Egana. “Espero que na segunda-feira possamos falar sobre a suspensão temporária dos despejos para as famílias mais vulneráveis.”

              Uma medida seria a concessão de carências, informou a imprensa espanhola. Rajoy disse que as regras não seriam retroativas, enquanto que Rubalcaba pediu que fossem incluídos os despejos anteriores.

Houve cerca de 400 mil despejos na Espanha desde que uma bolha imobiliária estourou em 2008. O desemprego atingiu nível recorde de 25 por cento no terceiro trimestre, e a Comissão Europeia espera que a economia se retraia em 1,4 por cento neste ano e no próximo, enquanto a segunda recessão desde o final de 2009 se arrasta.

Cerca de 6.000 pessoas, segundo a polícia, tomaram em 12/10/12 a Praça da Catalunha de Barcelona para participar de um ato contra a independência da Catalunha sob o lema “Temos um só coração e não queremos que nos dividam em dois”.

Em 11 de setembro, dia nacional da Catalunha, um milhão e meio de pessoas haviam participado de um ato em apoio à independência desta rica região do nordeste da Espanha.

A concentração desta sexta-feira, convocada pela plataforma “Espanya i catalans” e que coincidia com a celebração do Dia da Hispanidade, foi festiva e colorida, com muitas bandeiras catalãs e espanholas.

A manifestação começou animada por conjuntos que tocaram músicas espanholas e latino-americanas e terminou com a leitura de um manifesto lido em catalão, castelhano e inglês, que estabelecia: “Ninguém tem o direito de nos pedir que optemos por nossa condição de catalães ou espanhóis” e “não queremos que uma outra realidade seja imposta”.

A leitura terminou com um “viva Espanha e viva Catalunha”.

Também havia cartazes com os lemas “Catalães, estamos todos em liberdade”, “Eu também sou catalão”, “Barça + Madri = Fúria” o “Temos um só coração”.

Em meio à leitura do manifesto as pessoas cantavam “Eu sou espanhol, espanhol, espanhol”, “Catalunha é Espanha” ou “A Espanha inteira e só uma bandeira”.

A maior parte dos lemas fez referência aos valores de unidade da Espanha e contra o nacionalismo catalão, mas, a pedido dos organizadores, não havia bandeiras pré-constitucionais nem símbolos da extrema direita.

Não foram registrados incidentes durante a manifestação, embora alguns separatistas tenham insultado os manifestantes.

Fonte: Yahoo

 

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Fonte: youtube